Barragon
March 31st, 2008, 10:51 AM
31.03.2008
Inauguração dos dois centros de tratamento de resíduos perigosos prevista para 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente. As duas unidades começarão a funcionar logo a seguir
Os dois centros integrados de recuperação, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) em construção na Chamusca devem estar concluídos até ao final de Abril, prevendo-se que a sua inauguração ocorra no Dia Mundial do Ambiente, a 5 de Junho.
Com o início da actividade dos dois centros, que acolherão os resíduos industriais perigosos não tóxicos de todo o país, poderão passar a ser ali tratadas e recuperadas cerca 200 mil toneladas de resíduos, aproveitando-se os benefícios da sua reciclagem e evitando-se o pagamento dos custos do seu transporte para outros países. Os dois CIRVER, construídos pelos consórcios Sisav e Ecodeal, terão, contudo, em conjunto, uma capacidade instalada para tratar e recuperar 465 mil toneladas de lixos perigosos provenientes de todo o país.
Com a entrada em funcionamento dos dois centros, Portugal passa a ser quase auto-suficiente nesta matéria, ficando a exportar apenas uma pequena parcela de resíduos cujo tratamento ainda não pode ser feito na Chamusca. O concelho já está, porém, a beneficiar directamente da instalação das duas mega-unidades que separam os resíduos e os tornam química e biologicamente inertes e que ocupam no total mais de 60 hectares de terrenos. Isto porque em torno destas duas unidades, que não irão recolher nem resíduos radioactivos nem explosivos, muitas outras empresas da fileira ambiental e dos vários sectores de reciclagem, estão já a instalar as suas unidades produtivas que irão aproveitar como matéria-prima os produtos resultantes dos CIRVER.
"Estes investimentos são uma aposta de todo o município na área ambiental e procuram trazer desenvolvimento e emprego para um concelho deprimido economicamente. Temos consciência dos seus riscos, mas é uma necessidade do país para cuja satisfação a Chamusca quer contribuir - mas também tirar daí algum proveito", afirma o presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU). O autarca sublinha que o construção dos dois CIRVER está a ser acompanhada de perto pela Agência Portuguesa do Ambiente, mas mostra-se preocupado, sobretudo, com os acessos à zona.
Muitas dezenas de camiões transportarão diariamente resíduos para os dois centros, que distam dois quilómetros um do outro, e a travessia de povoações e de pontes com trânsito condicionado, como são as pontes sobre o Tejo na Chamusca e entre a Praia do Ribatejo e Constância-Sul, está longe de ser considerada segura. A câmara prevê construir uma estrada de 12 quilómetros ao longo de uma zona florestal para permitir a ligação directa aos dois centros e evitar a passagem dos camiões por algumas aldeias, mas esse projecto levará ainda alguns anos a concretizar.
"Há neste momento cerca de cem hectares com empresas da fileira ambiental já instaladas ou em fase de obras. Nos próximos anos estimamos que o número de pessoas que trabalharão nas várias indústrias irá crescer significativamente", observa Sérgio Carrinho. O autarca sublinha que o município está já a preparar o cenário de uma expansão a médio e longo prazo do polígono ambiental, conhecido por Eco Parque do Relvão, de modo a que mais 1800 hectares de terras fiquem disponíveis para a sua expansão. A revisão do Plano Director Municipal na zona do Relvão para permitir futuros investimentos industriais está a ser outra das prioridades municipais.
Fonte: Público
Inauguração dos dois centros de tratamento de resíduos perigosos prevista para 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente. As duas unidades começarão a funcionar logo a seguir
Os dois centros integrados de recuperação, valorização e eliminação de resíduos perigosos (CIRVER) em construção na Chamusca devem estar concluídos até ao final de Abril, prevendo-se que a sua inauguração ocorra no Dia Mundial do Ambiente, a 5 de Junho.
Com o início da actividade dos dois centros, que acolherão os resíduos industriais perigosos não tóxicos de todo o país, poderão passar a ser ali tratadas e recuperadas cerca 200 mil toneladas de resíduos, aproveitando-se os benefícios da sua reciclagem e evitando-se o pagamento dos custos do seu transporte para outros países. Os dois CIRVER, construídos pelos consórcios Sisav e Ecodeal, terão, contudo, em conjunto, uma capacidade instalada para tratar e recuperar 465 mil toneladas de lixos perigosos provenientes de todo o país.
Com a entrada em funcionamento dos dois centros, Portugal passa a ser quase auto-suficiente nesta matéria, ficando a exportar apenas uma pequena parcela de resíduos cujo tratamento ainda não pode ser feito na Chamusca. O concelho já está, porém, a beneficiar directamente da instalação das duas mega-unidades que separam os resíduos e os tornam química e biologicamente inertes e que ocupam no total mais de 60 hectares de terrenos. Isto porque em torno destas duas unidades, que não irão recolher nem resíduos radioactivos nem explosivos, muitas outras empresas da fileira ambiental e dos vários sectores de reciclagem, estão já a instalar as suas unidades produtivas que irão aproveitar como matéria-prima os produtos resultantes dos CIRVER.
"Estes investimentos são uma aposta de todo o município na área ambiental e procuram trazer desenvolvimento e emprego para um concelho deprimido economicamente. Temos consciência dos seus riscos, mas é uma necessidade do país para cuja satisfação a Chamusca quer contribuir - mas também tirar daí algum proveito", afirma o presidente da Câmara da Chamusca, Sérgio Carrinho (CDU). O autarca sublinha que o construção dos dois CIRVER está a ser acompanhada de perto pela Agência Portuguesa do Ambiente, mas mostra-se preocupado, sobretudo, com os acessos à zona.
Muitas dezenas de camiões transportarão diariamente resíduos para os dois centros, que distam dois quilómetros um do outro, e a travessia de povoações e de pontes com trânsito condicionado, como são as pontes sobre o Tejo na Chamusca e entre a Praia do Ribatejo e Constância-Sul, está longe de ser considerada segura. A câmara prevê construir uma estrada de 12 quilómetros ao longo de uma zona florestal para permitir a ligação directa aos dois centros e evitar a passagem dos camiões por algumas aldeias, mas esse projecto levará ainda alguns anos a concretizar.
"Há neste momento cerca de cem hectares com empresas da fileira ambiental já instaladas ou em fase de obras. Nos próximos anos estimamos que o número de pessoas que trabalharão nas várias indústrias irá crescer significativamente", observa Sérgio Carrinho. O autarca sublinha que o município está já a preparar o cenário de uma expansão a médio e longo prazo do polígono ambiental, conhecido por Eco Parque do Relvão, de modo a que mais 1800 hectares de terras fiquem disponíveis para a sua expansão. A revisão do Plano Director Municipal na zona do Relvão para permitir futuros investimentos industriais está a ser outra das prioridades municipais.
Fonte: Público