Baianóide
March 31st, 2008, 07:18 PM
Maceió também produz filme pornô
Produções amadoras são feitas pela Morango Filmes e vendidas na Feira Guedes de Miranda
Recortes das capas dos filmes pornô feitos por Lobão
Pouca gente sabe, mas há quatro anos Maceió vem produzindo filmes do gênero pornográfico. E ainda mais surpreendente é a história de vida do alagoano por trás das câmeras dos cinco longas-metragens amadores de sexo explícito. Os DVDs podem ser comprados na famosa Feira Guedes de Miranda, no bairro de Ponta Grossa.
Aos 31 anos, Anivaldo Luiz da Silva - conhecido por todos na região como Lobão devido ao longo cabelo - leva muito a sério seu trabalho e retira dele o dinheiro para se manter. Não foi por acaso que, em 2004, abriu a empresa Morango Filmes e saiu em busca de financiamento para profissionalizar o negócio.
Não acreditaram nele e o dinheiro não veio. Mas Lobão não desanimou e continua no ramo. Até junho ele promete colocar na praça o sexto filme, com título provisório de “Anal na Chã da Jaqueira”.
Sozinho e sem verba para investimento na próxima empreitada, Lobão mais uma fez será o “faz-tudo”. É ele quem recruta o elenco, dirige os atores, opera a câmera semi-profissional JVC, edita, reproduz e vende os filmes numa pequena mesa de madeira que monta e desmonta todas as noites na feira conhecida pela variedade de produtos de origem duvidosa.
Cachê
Como não poderia deixar de ser, o cachê dos poucos atores do “cast” de Lobão estão muito longe dos pagos pelas grandes empresas nacionais como os selos “Brasileirinhas” e “Ícaro”. Nessas, o pagamento por filme gira em torno de R$ 500 a R$ 1.500. Em Maceió não ultrapassa os R$ 50.
“Os atores são meus amigos e pago quanto posso. No último filme o casal principal levou R$ 100. E foi o melhor de todos, ao contrário dos outros atores, eles não usaram máscaras para esconder a identidade e nem camisinha. É o meu grande sucesso”, comemora Lobão, sempre sério e em tom de empreendedor.
Ele não comenta e muito menos faz piada com o desempenho ou os corpos dos seus atores e atrizes. Acredita no seu trabalho a age como profissional. “A minha meta é conseguir recursos para legalizar o negócio e vender meus filmes para as locadoras. Não quero ficar na clandestinidade”.
Segundo seus cálculos, o negócio é muito rentável e só precisa de uma forçinha para deslanchar. Argumentos para provar a tese não lhe faltam. O mais forte é a relação preço-procura. Em seguida vem a identificação dos consumidores com o produto local. “Filme amador é mais atraente, a gente sabe que as coisas estão rolando naturalmente, sem muita produção”.
E continua: “vendo os meus filmes a R$ 6,00, já nas bancas vizinhas é possível comprar qualquer DVD de megaproduções nacionais e internacionais por R$ 2,00. E mesmo assim já vendi mais de três mil cópias”.
Filmagens
As produções do selo Morango Filmes têm em média 60 minutos de duração e duas cenas. Como é amador são feitos poucos cortes e a edição é mínima. As filmagens são realizadas em quartos de motéis da periferia da cidade, que custam em média R$ 15,00 por duas horas de locação.
“Converso com os atores antes de começar as gravações e o resto fica por conta deles. Peço que tentem esquecer a presença da câmera e façam sexo naturalmente”, explica o diretor que cresceu e ainda hoje mora na Vila Brejal, no bairro da Levada.
E não é só. Quem compra os DVDs dos filmes pornô de Lobão ainda leva de bônus clipes da banda Cheiro de Calcinha, seu outro negócio. Eclético, no repertório do grupo musical estão ritmos como pop, rock, reggae, brega e dance. “Nasci para ser artista e homem do mundo do entretenimento, não vou desistir de jeito nenhum. Ainda irão ouvir falar muito de mim”, garante.
Produções amadoras são feitas pela Morango Filmes e vendidas na Feira Guedes de Miranda
Recortes das capas dos filmes pornô feitos por Lobão
Pouca gente sabe, mas há quatro anos Maceió vem produzindo filmes do gênero pornográfico. E ainda mais surpreendente é a história de vida do alagoano por trás das câmeras dos cinco longas-metragens amadores de sexo explícito. Os DVDs podem ser comprados na famosa Feira Guedes de Miranda, no bairro de Ponta Grossa.
Aos 31 anos, Anivaldo Luiz da Silva - conhecido por todos na região como Lobão devido ao longo cabelo - leva muito a sério seu trabalho e retira dele o dinheiro para se manter. Não foi por acaso que, em 2004, abriu a empresa Morango Filmes e saiu em busca de financiamento para profissionalizar o negócio.
Não acreditaram nele e o dinheiro não veio. Mas Lobão não desanimou e continua no ramo. Até junho ele promete colocar na praça o sexto filme, com título provisório de “Anal na Chã da Jaqueira”.
Sozinho e sem verba para investimento na próxima empreitada, Lobão mais uma fez será o “faz-tudo”. É ele quem recruta o elenco, dirige os atores, opera a câmera semi-profissional JVC, edita, reproduz e vende os filmes numa pequena mesa de madeira que monta e desmonta todas as noites na feira conhecida pela variedade de produtos de origem duvidosa.
Cachê
Como não poderia deixar de ser, o cachê dos poucos atores do “cast” de Lobão estão muito longe dos pagos pelas grandes empresas nacionais como os selos “Brasileirinhas” e “Ícaro”. Nessas, o pagamento por filme gira em torno de R$ 500 a R$ 1.500. Em Maceió não ultrapassa os R$ 50.
“Os atores são meus amigos e pago quanto posso. No último filme o casal principal levou R$ 100. E foi o melhor de todos, ao contrário dos outros atores, eles não usaram máscaras para esconder a identidade e nem camisinha. É o meu grande sucesso”, comemora Lobão, sempre sério e em tom de empreendedor.
Ele não comenta e muito menos faz piada com o desempenho ou os corpos dos seus atores e atrizes. Acredita no seu trabalho a age como profissional. “A minha meta é conseguir recursos para legalizar o negócio e vender meus filmes para as locadoras. Não quero ficar na clandestinidade”.
Segundo seus cálculos, o negócio é muito rentável e só precisa de uma forçinha para deslanchar. Argumentos para provar a tese não lhe faltam. O mais forte é a relação preço-procura. Em seguida vem a identificação dos consumidores com o produto local. “Filme amador é mais atraente, a gente sabe que as coisas estão rolando naturalmente, sem muita produção”.
E continua: “vendo os meus filmes a R$ 6,00, já nas bancas vizinhas é possível comprar qualquer DVD de megaproduções nacionais e internacionais por R$ 2,00. E mesmo assim já vendi mais de três mil cópias”.
Filmagens
As produções do selo Morango Filmes têm em média 60 minutos de duração e duas cenas. Como é amador são feitos poucos cortes e a edição é mínima. As filmagens são realizadas em quartos de motéis da periferia da cidade, que custam em média R$ 15,00 por duas horas de locação.
“Converso com os atores antes de começar as gravações e o resto fica por conta deles. Peço que tentem esquecer a presença da câmera e façam sexo naturalmente”, explica o diretor que cresceu e ainda hoje mora na Vila Brejal, no bairro da Levada.
E não é só. Quem compra os DVDs dos filmes pornô de Lobão ainda leva de bônus clipes da banda Cheiro de Calcinha, seu outro negócio. Eclético, no repertório do grupo musical estão ritmos como pop, rock, reggae, brega e dance. “Nasci para ser artista e homem do mundo do entretenimento, não vou desistir de jeito nenhum. Ainda irão ouvir falar muito de mim”, garante.