Tamarindo Cobra
March 31st, 2008, 08:41 PM
Nem Acre, nem Rondônia. Muito menos o Amazonas. O Estado de São Paulo lidera de longe hoje a produção brasileira de borracha. Os seringais paulistas já respondem por 60% de toda a produção nacional, que deverá atingir neste ano a casa de 108 mil toneladas. Fruto de aprimoramentos genéticos, os seringais paulistas foram desenvolvidos na década de 30 no noroeste do Estado, sobretudo no pólo formado por São Jose do Rio Preto e Barretos. O plantio comercial começou apenas nos anos 80. Ao contrário da seringueira do Norte do país, vítima do calor e da umidade da Amazônia, as árvores paulistas respondem melhor ao clima paulista. Não são acometidas, por exemplo, pelo "mal das folhas", praga que atacou centenas de árvores no Norte no passado. Prova disso é a extensão de área plantada em São Paulo, de 36,1 mil hectares, e no Acre, de 1,3 mil. No total, o país tem cerca de 200 mil hectares com seringueiras plantadas, sendo que 130 mil já estão produzindo. "Para atender o mercado interno, seriam necessárias pelo menos 300 mil", afirma João Sampaio, secretário estadual de Agricultura e heveicultor. Defensor do setor, Sampaio diz que apesar do alto investimento, a heveicultura tem a vantagem de um rendimento maior. "Uma seringueira em produção tem o dobro da rentabilidade da cana". Segundo ele, a rentabilidade da borracha é de US$ 1.500 por hectare/ano; da cana, US$ 1 mil.
Aquisição de usina agita o mercado
O negócio foi feito com a discrição do interior, mas deverá movimentar o restrito mercado brasileiro de beneficiamento de borracha. A Hevea-Tec ( www.heveatec.com.br ) acertou neste mês a compra de parte dos negócios da Interlatex, de Barretos, empresa do produtor e secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio. Com a aquisição, a primeira do segmento, a Hevea-Tec sobe para a segunda posição no ranking de volume de borracha processada no país, elevando a entrega das atuais 12 mil toneladas para 16 mil toneladas de borracha por ano. À frente, apenas a francesa Michelin, cujo processamento estimado é de 24 mil toneladas por ano somando suas três unidades no Brasil. O valor do negócio não foi divulgado. O pulo do gato está na escolha do braço da Interlatex que mais interessa: a sua carteira de fornecedores de matéria-prima. O que, sobretudo neste setor, representa o fiel da balança para o sucesso. Ao adquirir a usina de Barretos, a Hevea-Tec leva para a sua sede em São José do Rio Preto um portfólio de 140 fazendas em plena produção de borracha, com um volume anual de cerca de 4 mil toneladas. Dessa forma, terá mais fôlego para atender os gigantes da indústria pneumática, que consomem 80% da produção de borracha do país. Segundo Anette Buuck, diretora comercial e uma de quatro sócios da empresa, trata-se de uma tendência de mercado. Ao contrário de outros produtos orgânicos, a borracha pode ser estocada sem limite de tempo, explica Anette. "Hoje eu tenho custos fixos em quatro meses praticamente sem faturamento". A Hevea-Tec planeja ainda investir US$ 2 milhões em maquinário, entre 2008 e 2009, para elevar sua capacidade de beneficiamento. "Queremos chegar à capacidade anual de 72 mil toneladas", diz Anette. Desde 2005, a empresa também investe em seus próprios seringais em Aparecida do Taboado (MS), onde a terra custa metade do preço cobrado em São José do Rio Preto, inflacionado pela cana. De acordo com a empresária, a previsão é aumentar o faturamento anual em 30%, chegando a R$ 80 milhões (US$ 45,5 milhões) em 2008.
Fonte: Valor Econômico
Aquisição de usina agita o mercado
O negócio foi feito com a discrição do interior, mas deverá movimentar o restrito mercado brasileiro de beneficiamento de borracha. A Hevea-Tec ( www.heveatec.com.br ) acertou neste mês a compra de parte dos negócios da Interlatex, de Barretos, empresa do produtor e secretário de Agricultura de São Paulo, João Sampaio. Com a aquisição, a primeira do segmento, a Hevea-Tec sobe para a segunda posição no ranking de volume de borracha processada no país, elevando a entrega das atuais 12 mil toneladas para 16 mil toneladas de borracha por ano. À frente, apenas a francesa Michelin, cujo processamento estimado é de 24 mil toneladas por ano somando suas três unidades no Brasil. O valor do negócio não foi divulgado. O pulo do gato está na escolha do braço da Interlatex que mais interessa: a sua carteira de fornecedores de matéria-prima. O que, sobretudo neste setor, representa o fiel da balança para o sucesso. Ao adquirir a usina de Barretos, a Hevea-Tec leva para a sua sede em São José do Rio Preto um portfólio de 140 fazendas em plena produção de borracha, com um volume anual de cerca de 4 mil toneladas. Dessa forma, terá mais fôlego para atender os gigantes da indústria pneumática, que consomem 80% da produção de borracha do país. Segundo Anette Buuck, diretora comercial e uma de quatro sócios da empresa, trata-se de uma tendência de mercado. Ao contrário de outros produtos orgânicos, a borracha pode ser estocada sem limite de tempo, explica Anette. "Hoje eu tenho custos fixos em quatro meses praticamente sem faturamento". A Hevea-Tec planeja ainda investir US$ 2 milhões em maquinário, entre 2008 e 2009, para elevar sua capacidade de beneficiamento. "Queremos chegar à capacidade anual de 72 mil toneladas", diz Anette. Desde 2005, a empresa também investe em seus próprios seringais em Aparecida do Taboado (MS), onde a terra custa metade do preço cobrado em São José do Rio Preto, inflacionado pela cana. De acordo com a empresária, a previsão é aumentar o faturamento anual em 30%, chegando a R$ 80 milhões (US$ 45,5 milhões) em 2008.
Fonte: Valor Econômico