BrunoVix
April 5th, 2008, 05:36 AM
Denise Zandonadi
dzandonadi@redegazeta.com.br
A auto-suficiência em energia elétrica está mais próxima para o Espírito Santo. A Energias do Brasil pretende investir, nos próximos seis anos, R$ 2 bilhões no Estado para ampliar a geração de energia. Serão construídas uma termelétrica movida a gás natural, duas pequenas centrais hidrelétricas e dois parques eólicos, um no Norte e outro no Sul do Estado.
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da empresa, António Pita de Abreu, que esteve em Vitória para assinar um protocolo de apoio a novos investimentos com o governo do Espírito Santo. Pita, cuja empresa controla hoje a Escelsa, disse que os novos investimentos da empresa dobrarão a capacidade de geração de energia no Espírito Santo.
Hoje, são gerados no Estado 955 Megawatts (MW), sendo 275 MW pelas concessionárias de energia (Escelsa e Luz e Força Santa Maria) e 680 MW por autoprodutores, como Aracruz Celulose, ArcelorMittal, Sol Coqueria Tubarão e Samarco.
Aumento
Com os projetos anunciados pela Energias do Brasil, a geração local terá um acréscimo de 838 MW, o que elevará o potencial local para 1.793. Somente a termelétrica que o grupo pretende construir em Linhares deverá gerar 500 MW. A previsão é de que ela entre em funcionamento em 2013.
Pita explicou que a termelétrica será viabilizada caso a empresa consiga arrematar parte da oferta de enerngia nova no leilão programado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e que está marcado para junho.
O governador Paulo Hartung destacou a importância de o Estado depender cada vez menos da energia comprada de Furnas. "Este é um ano importante, porque estamos viabilizando duas termelétricas movidas a gás ou óleo combustível, com a Petrobras, o que mostra que estamos no caminho certo. O Estado não pode ser apenas produtor de matéria-prima, tem que fazer parte de toda a cadeia produtiva do petróleo", ressaltou.
Em relação às seis pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a Energias do Brasil, por meio da Escelsa, prevê a instalação nas seguintes localidades: Santa Fé e Cachoeira da Fumaça, em Alegre; Aparecida, em Mimoso do Sul; São Bento, em Domingos Martins; e Nossa Senhora das Graças, em Cachoeiro de Itapemirim, que gerarão mais 97,5 MW. Além disso, hoje há em operação seis PCHs, que geram 49,1 MW, e outras seis em fase de construção.
Potencial
10 usinas como Itaipu
É a capacidade de geração de energia eólica que existe no Brasil, segundo estudos preliminares.
Termelétrica de Viana começa a operar em 2010
A Wärtsilä – empresa finlandesa, líder mundial na geração de energia e propulsão marítima – acaba de fechar dois contratos no valor de 188 milhões de euros (cerca de R$ 500 milhões) para a instalação de duas usinas termelétricas em Viana (ES) e Campina Grande (PB). Construídas no regime de turnkey, as plantas entrarão em operação no início de 2010 e terão capacidade de 170 MW cada uma. Durante a construção, que durará 18 meses, cada uma contará com cerca de 600 operários. A usina de Viana ficará numa área de 10 hectares, localizada no Distrito Industrial, e usará óleo pesado como combustível. A planta será controlada por um fundo brasileiro de Private Equity, gerido pelo Banco UBS Pactual. A construção será iniciada em outubro de 2008.
"Potencial eólico capixaba é grande"
Considerada a energia mais limpa que existe, mas também uma das mais caras, a energia eólica (obtida a partir do vento) é uma das apostas da portuguesa Energias do Brasil para o futuro no Estado, de acordo com o presidente da empresa, António Pita de Abreu.
Parte dos R$ 2 bilhões que a empresa pretende investir até 2013 no Espírito Santo será para gerar energia a partir do vento. Para tanto, a empresa já está aprofundando um estudo preliminar realizado pela Escelsa. "O Brasil tem um dos maiores potenciais eólicos do mundo, e o Espírito Santo está incluído nesse potencial, tanto no Norte como no Sul", ressalta.
O problema, segundo Pita, é que ainda não há regulamentação para esse segmento, nem leilões específicos para a energia eólica. Além disso, a geração ainda é cara comparada à energia hidráulica, por exemplo. A EDP, holding que controla a Energias do Brasil, investe em energia eólica em Portugal, Espanha, Bélgia e Estados Unidos, e quer investir também no Brasil.
Custo
Segundo dados do setor enegético, o custo para gerar 1 MW de energia eólica no Brasil é de R$ 200,00. Para gerar o mesmo volume de energia hidráulica, o custo médio é de R$ 130,00. No leilão para a hidrelétrica do Rio Madeira, mas a proposta vencedora foi a que ofereceu R$ 76,00 por MW, o que mostra como ainda é cara a geração eólica.
Segundo Pita, entretanto, isso ocorre por falta de regulamentação do setor e pela ausência de regras claras e de incentivos para o setor. "O Brasil tem uma indústria aeronáutica desenvolvida e não terá problemas para produzir as turbinas necessárias para a geração deste tipo de energia. Acreditamos que essa será uma boa opção de investimento nos próximos anos", ressalta.
O presidente da Escelsa, Agostinho Gonçalves Barreira, entregou ontem à diretora-geral da Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo (Aspe), Maria Paula Martins, o mapeamento do potencial eólico do Estado. O trabalho teve início em 200 e identificou áreas promissoras para instalação deste tipo de projeto.
Energia eólica
# O que é?
É a energia obtida pelo movimento do ar (vento). Abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares.
# Mecanismos
Um moinho de vento funciona da seguinte forma: o vento atinge uma hélice que, ao movimentar-se, gira um eixo que impulsiona uma bomba (gerador de eletricidade).
# Origem
Os ventos são gerados pela diferença de temperatura da terra e das águas, das planícies e das montanhas, das regiões equatoriais e dos pólos do planeta.
# Meio ambiente
A energia eólica é considerada a mais limpa do planeta. Disponível em diversos lugares e diferentes intensidades, é uma boa alternativa às energias não-renováveis.
# Quem usa
Os campeões de uso são Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, seguidos por Índia e Espanha.
dzandonadi@redegazeta.com.br
A auto-suficiência em energia elétrica está mais próxima para o Espírito Santo. A Energias do Brasil pretende investir, nos próximos seis anos, R$ 2 bilhões no Estado para ampliar a geração de energia. Serão construídas uma termelétrica movida a gás natural, duas pequenas centrais hidrelétricas e dois parques eólicos, um no Norte e outro no Sul do Estado.
O anúncio foi feito ontem pelo presidente da empresa, António Pita de Abreu, que esteve em Vitória para assinar um protocolo de apoio a novos investimentos com o governo do Espírito Santo. Pita, cuja empresa controla hoje a Escelsa, disse que os novos investimentos da empresa dobrarão a capacidade de geração de energia no Espírito Santo.
Hoje, são gerados no Estado 955 Megawatts (MW), sendo 275 MW pelas concessionárias de energia (Escelsa e Luz e Força Santa Maria) e 680 MW por autoprodutores, como Aracruz Celulose, ArcelorMittal, Sol Coqueria Tubarão e Samarco.
Aumento
Com os projetos anunciados pela Energias do Brasil, a geração local terá um acréscimo de 838 MW, o que elevará o potencial local para 1.793. Somente a termelétrica que o grupo pretende construir em Linhares deverá gerar 500 MW. A previsão é de que ela entre em funcionamento em 2013.
Pita explicou que a termelétrica será viabilizada caso a empresa consiga arrematar parte da oferta de enerngia nova no leilão programado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), e que está marcado para junho.
O governador Paulo Hartung destacou a importância de o Estado depender cada vez menos da energia comprada de Furnas. "Este é um ano importante, porque estamos viabilizando duas termelétricas movidas a gás ou óleo combustível, com a Petrobras, o que mostra que estamos no caminho certo. O Estado não pode ser apenas produtor de matéria-prima, tem que fazer parte de toda a cadeia produtiva do petróleo", ressaltou.
Em relação às seis pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), a Energias do Brasil, por meio da Escelsa, prevê a instalação nas seguintes localidades: Santa Fé e Cachoeira da Fumaça, em Alegre; Aparecida, em Mimoso do Sul; São Bento, em Domingos Martins; e Nossa Senhora das Graças, em Cachoeiro de Itapemirim, que gerarão mais 97,5 MW. Além disso, hoje há em operação seis PCHs, que geram 49,1 MW, e outras seis em fase de construção.
Potencial
10 usinas como Itaipu
É a capacidade de geração de energia eólica que existe no Brasil, segundo estudos preliminares.
Termelétrica de Viana começa a operar em 2010
A Wärtsilä – empresa finlandesa, líder mundial na geração de energia e propulsão marítima – acaba de fechar dois contratos no valor de 188 milhões de euros (cerca de R$ 500 milhões) para a instalação de duas usinas termelétricas em Viana (ES) e Campina Grande (PB). Construídas no regime de turnkey, as plantas entrarão em operação no início de 2010 e terão capacidade de 170 MW cada uma. Durante a construção, que durará 18 meses, cada uma contará com cerca de 600 operários. A usina de Viana ficará numa área de 10 hectares, localizada no Distrito Industrial, e usará óleo pesado como combustível. A planta será controlada por um fundo brasileiro de Private Equity, gerido pelo Banco UBS Pactual. A construção será iniciada em outubro de 2008.
"Potencial eólico capixaba é grande"
Considerada a energia mais limpa que existe, mas também uma das mais caras, a energia eólica (obtida a partir do vento) é uma das apostas da portuguesa Energias do Brasil para o futuro no Estado, de acordo com o presidente da empresa, António Pita de Abreu.
Parte dos R$ 2 bilhões que a empresa pretende investir até 2013 no Espírito Santo será para gerar energia a partir do vento. Para tanto, a empresa já está aprofundando um estudo preliminar realizado pela Escelsa. "O Brasil tem um dos maiores potenciais eólicos do mundo, e o Espírito Santo está incluído nesse potencial, tanto no Norte como no Sul", ressalta.
O problema, segundo Pita, é que ainda não há regulamentação para esse segmento, nem leilões específicos para a energia eólica. Além disso, a geração ainda é cara comparada à energia hidráulica, por exemplo. A EDP, holding que controla a Energias do Brasil, investe em energia eólica em Portugal, Espanha, Bélgia e Estados Unidos, e quer investir também no Brasil.
Custo
Segundo dados do setor enegético, o custo para gerar 1 MW de energia eólica no Brasil é de R$ 200,00. Para gerar o mesmo volume de energia hidráulica, o custo médio é de R$ 130,00. No leilão para a hidrelétrica do Rio Madeira, mas a proposta vencedora foi a que ofereceu R$ 76,00 por MW, o que mostra como ainda é cara a geração eólica.
Segundo Pita, entretanto, isso ocorre por falta de regulamentação do setor e pela ausência de regras claras e de incentivos para o setor. "O Brasil tem uma indústria aeronáutica desenvolvida e não terá problemas para produzir as turbinas necessárias para a geração deste tipo de energia. Acreditamos que essa será uma boa opção de investimento nos próximos anos", ressalta.
O presidente da Escelsa, Agostinho Gonçalves Barreira, entregou ontem à diretora-geral da Agência de Serviços Públicos de Energia do Espírito Santo (Aspe), Maria Paula Martins, o mapeamento do potencial eólico do Estado. O trabalho teve início em 200 e identificou áreas promissoras para instalação deste tipo de projeto.
Energia eólica
# O que é?
É a energia obtida pelo movimento do ar (vento). Abundante fonte de energia renovável, limpa e disponível em todos os lugares.
# Mecanismos
Um moinho de vento funciona da seguinte forma: o vento atinge uma hélice que, ao movimentar-se, gira um eixo que impulsiona uma bomba (gerador de eletricidade).
# Origem
Os ventos são gerados pela diferença de temperatura da terra e das águas, das planícies e das montanhas, das regiões equatoriais e dos pólos do planeta.
# Meio ambiente
A energia eólica é considerada a mais limpa do planeta. Disponível em diversos lugares e diferentes intensidades, é uma boa alternativa às energias não-renováveis.
# Quem usa
Os campeões de uso são Alemanha, Dinamarca e Estados Unidos, seguidos por Índia e Espanha.