dricobel
April 7th, 2008, 02:13 PM
Jarina, uma semente da região, é cada vez mais usada na confecção de jóias e bijuterias.
A jarina, uma semente originária do estado do Acre e de parte da região amazônica da Colômbia, é cada vez mais apreciada na confecção de bijuterias e biojóias. A semente que nasce das mais variadas formas sofre processos como o polimento e o tingimento ganhando assim um aspecto sedutor que chama a atenção, principalmente, dos turistas estrangeiros que visitam os estados da Amazônia, onde ela é comercializada em lojas de artesanato.
Jarina (Phytelephas macrocarpa) é uma palmeira da Amazônia que sobrevive sobre planícies de inundação. Suas sementes são incluídas por pesquisadores do ramo entre as gemas orgânicas mais raras do Brasil. Devido a sua cor e brilho característicos - como uma espécie de pérola - as sementes são comparadas ao marfim, por isso passaram a ser usadas na confecção de bijuterias, biojóias e artefatos.
A aceitação do produto se deve à sua capacidade de sofrer mudanças de coloração, além de outros melhoramentos. É possível poli-las até transformá-las em formas bem arredondadas. Nas mais variadas cores, o marfim da Amazônia se junta a outras sementes, a pedras de material sintético e até mesmo ao ouro e à prata, agregando valores altos, conforme a dimensão e detalhes da peça.
'Por ser um vegetal bastante durável ganha ainda mais valor, sem contar a beleza que emana', afirma a engenheira agrônoma e empresária Érika Rodrigues, que já desenvolveu estudos com a jarina e outras sementes amazônicas. Há dois anos, ela também é proprietária de um quiosque de artesanato, no shopping Castanheira, onde comercializa pulseiras, brincos, colares, anéis e outras bijuterias feitas com sementes. No caso da Jarina, ela compra o produto de um fornecedor que recebe as sementes de atravessadores do Amazonas para fabricar as peças em seu ateliê próprio, onde três artesãs ficam responsáveis pelo serviço.
Érika ressalta que de forma geral há dois públicos para as bijuterias e biojóias feitas com sementes da Amazônia. O primeiro é o consumidor local que gosta das misturar das sementes com materiais artificiais como o tecido e as pedras sintéticas. O segundo é o estrangeiro ou turista de regiões Sul e Sudeste do país, que procuram peças feitas com materiais 100% naturais.
Pará, Amazonas e Acre aquecem mercado
O uso da jarina no ramo das bijuterias e biojóias começou na década de 80, por artesãos do Acre, Amazonas e Rondônia. Nos anos 90, com a implantação do Pólo Joalheiro do Pará e a realização de cursos de especialização em Gemologia, na Universidade Federal do Pará, as sementes se transformaram em temas de pesquisas e a jarina ganhou a denominação de produto nobre.
A semente da jarina apresenta uma sobrevida de cinco a dez anos. No Equador e em outros países latinos e da América Central é utilizada também em miniesculturas, reproduzindo animais da fauna regional, trabalhos estes que têm grande aceitação no mercado internacional. No Brasil, as biojóias são produzidas, principalmente, no Pará (Pólo Joalheiro), Amazonas e Acre, onde o mercado, nos últimos anos, vem se desenvolvendo rapidamente.
Ausência de política encarece produto
Para ganhar o aspecto brilhante e sedutor que é visto nas vitrines, a jarina passa por um longo processo que envolve lixamento e polimento, como explica o empresário Max Girard, que há oito anos trabalha com beneficiamento de sementes, em Belém. Segundo ele, a jarina natural precisa ficar exposta ao Sol até secar bem para depois se tirar a casca grossa que a envolve.
Em seguida, a semente é colocada numa máquina onde passa por cinco tipos de lixamento até ficar com uma cor clara. O seu brilho característico aparece quando, na seqüência, passa pelos últimos acabamentos, com o polimento.
'É uma semente cara porque a compramos de atravessadores do Amazonas. Como ainda não há uma política extrativista para este setor, o preço do atravessamento aumenta, encarecendo o produto', diz Max Girard, que fornece as mais variadas sementes para artesãos do Brasil, França, Estados Unidos e Portugal, grandes consumidores de jarina.
Fonte: Portal ORM
A jarina, uma semente originária do estado do Acre e de parte da região amazônica da Colômbia, é cada vez mais apreciada na confecção de bijuterias e biojóias. A semente que nasce das mais variadas formas sofre processos como o polimento e o tingimento ganhando assim um aspecto sedutor que chama a atenção, principalmente, dos turistas estrangeiros que visitam os estados da Amazônia, onde ela é comercializada em lojas de artesanato.
Jarina (Phytelephas macrocarpa) é uma palmeira da Amazônia que sobrevive sobre planícies de inundação. Suas sementes são incluídas por pesquisadores do ramo entre as gemas orgânicas mais raras do Brasil. Devido a sua cor e brilho característicos - como uma espécie de pérola - as sementes são comparadas ao marfim, por isso passaram a ser usadas na confecção de bijuterias, biojóias e artefatos.
A aceitação do produto se deve à sua capacidade de sofrer mudanças de coloração, além de outros melhoramentos. É possível poli-las até transformá-las em formas bem arredondadas. Nas mais variadas cores, o marfim da Amazônia se junta a outras sementes, a pedras de material sintético e até mesmo ao ouro e à prata, agregando valores altos, conforme a dimensão e detalhes da peça.
'Por ser um vegetal bastante durável ganha ainda mais valor, sem contar a beleza que emana', afirma a engenheira agrônoma e empresária Érika Rodrigues, que já desenvolveu estudos com a jarina e outras sementes amazônicas. Há dois anos, ela também é proprietária de um quiosque de artesanato, no shopping Castanheira, onde comercializa pulseiras, brincos, colares, anéis e outras bijuterias feitas com sementes. No caso da Jarina, ela compra o produto de um fornecedor que recebe as sementes de atravessadores do Amazonas para fabricar as peças em seu ateliê próprio, onde três artesãs ficam responsáveis pelo serviço.
Érika ressalta que de forma geral há dois públicos para as bijuterias e biojóias feitas com sementes da Amazônia. O primeiro é o consumidor local que gosta das misturar das sementes com materiais artificiais como o tecido e as pedras sintéticas. O segundo é o estrangeiro ou turista de regiões Sul e Sudeste do país, que procuram peças feitas com materiais 100% naturais.
Pará, Amazonas e Acre aquecem mercado
O uso da jarina no ramo das bijuterias e biojóias começou na década de 80, por artesãos do Acre, Amazonas e Rondônia. Nos anos 90, com a implantação do Pólo Joalheiro do Pará e a realização de cursos de especialização em Gemologia, na Universidade Federal do Pará, as sementes se transformaram em temas de pesquisas e a jarina ganhou a denominação de produto nobre.
A semente da jarina apresenta uma sobrevida de cinco a dez anos. No Equador e em outros países latinos e da América Central é utilizada também em miniesculturas, reproduzindo animais da fauna regional, trabalhos estes que têm grande aceitação no mercado internacional. No Brasil, as biojóias são produzidas, principalmente, no Pará (Pólo Joalheiro), Amazonas e Acre, onde o mercado, nos últimos anos, vem se desenvolvendo rapidamente.
Ausência de política encarece produto
Para ganhar o aspecto brilhante e sedutor que é visto nas vitrines, a jarina passa por um longo processo que envolve lixamento e polimento, como explica o empresário Max Girard, que há oito anos trabalha com beneficiamento de sementes, em Belém. Segundo ele, a jarina natural precisa ficar exposta ao Sol até secar bem para depois se tirar a casca grossa que a envolve.
Em seguida, a semente é colocada numa máquina onde passa por cinco tipos de lixamento até ficar com uma cor clara. O seu brilho característico aparece quando, na seqüência, passa pelos últimos acabamentos, com o polimento.
'É uma semente cara porque a compramos de atravessadores do Amazonas. Como ainda não há uma política extrativista para este setor, o preço do atravessamento aumenta, encarecendo o produto', diz Max Girard, que fornece as mais variadas sementes para artesãos do Brasil, França, Estados Unidos e Portugal, grandes consumidores de jarina.
Fonte: Portal ORM