View Full Version : Pará pode perder projetos da Vale


dricobel
April 11th, 2008, 02:27 PM
ALTO RISCO Insegurança e demora na concessão de licenças ambientais são os principais motivos

O presidente da Vale, Roger Agnelli, admitiu ontem em Belém, pela primeira vez, a possibilidade de virem a ser redirecionados para Estados vizinhos alguns dos investimentos projetados pela empresa para implantação no Pará. Além do clima de insegurança, o que pesa na decisão, segundo ele, é a demora excessiva na concessão de licenças ambientais pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema). “Nós trabalhamos com o tempo do mercado e precisamos ganhar velocidade. Sem isso, podemos perder o tempo e o investimento”, alertou.
O planejamento da Vale prevê investimentos de US$ 20 bilhões no Pará até 2012. Com esse volume de investimento, a mineradora deverá também dobrar o número de empregos por ela gerados no Pará, que é hoje de 35 mil postos de trabalho.
Agnelli citou, como exemplo das dificuldades, o caso do projeto de exploração de níquel do Vermelho, em Carajás. “Há quantos anos estamos esperando o licenciamento do níquel?”, perguntou, acentuando que a mineradora já estuda a hipótese de levar para o Piauí a planta metalúrgica do níquel. Outro empreendimento que o Pará corre o risco de perder, segundo ele, é o da termelétrica projetada para Barcarena. “A usina não precisa ser construída necessariamente em Barcarena. Nós podemos levá-la para o Maranhão ou mesmo para o Ceará”, afirmou. Roger Agnelli deu essas declarações em entrevista à imprensa, depois de participar de uma demorada reunião de trabalho com a diretoria da Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) e com dirigentes sindicais ligados à entidade. Tendo ao lado o presidente da Fiepa, José Conrado, Agnelli observou que a Fiepa tem feito “um trabalho extraordinário” na organização do empresariado paraense, na busca de parcerias com empresas de fora e na atração de investimentos e de novas oportunidades.
“ A Vale está investindo, quer investir mais e deseja crescer, mas para isso ela precisa de velocidade e de objetividade”, afirmou, enfatizando que a economia mundial continua vivendo um momento excelente para os países detentores de recursos naturais. “Basta ver o que está acontecendo com os preços do petróleo e a forte demanda por minérios nos mercados da China, da Ásia e de outras economias”, disse.
Para ele, o Brasil ocupa nesse contexto um papel de grande importância. “E para o Pará este é um momento particularmente muito importante, por ter uma variedade enorme de minérios, como ouro, ferro, níquel, cobre e manganês”, aduziu. De acordo com Agnelli, o empresariado brasileiro está hoje consciente sobre a importância da questão ambiental e do respeito à legislação. “Ocorre que as leis ambientais não podem servir como justificativa para que não se conceda as licenças”, disparou.

Dirigentes do MST são bandidos, diz Agnelli

“São atos absolutamente criminosos, praticados por bandidos que não respeitam as leis, que não respeitam a democracia”. Foi assim, em tom indignado, que o presidente da Vale, Roger Agnelli, classificou os ataques desferidos nos últimos tempos contra unidades e instalações da mineradora pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, o MST. Agnelli voltou a advertir, ao comentar a ameaça de nova ocupação da Estrada de Ferro Carajás, que o que está acontecendo é ruim para a imagem do Brasil, é ruim para os trabalhadores, é ruim para os investidores e é “muito ruim” para o Pará.
O presidente da Vale admitiu que o ambiente de insegurança que está se instalando no Estado, em virtude dos métodos violentos postos em prática pelos chamados movimentos sociais, pode prejudicar os investimentos projetados pela mineradora para execução no Pará e comprometer até mesmo os esforços que ela vem desenvolvendo para atrair novos investidores. “Nós percebemos que há hoje uma grande preocupação”, disse, acrescentando que ele mesmo já recebeu pelo menos uma dezena de ligações feitas por potenciais parceiros da Vale pedindo informações sobre o que está acontecendo.
Ele disse que “a democracia é uma coisa que deve ser respeitada, aplaudida, comemorada e celebrada”, mas desde que exercida de forma correta, com disciplina e respeito às regras e às leis. “A manifestação é um direito que deve ser respeitado, quando se tem uma razão. A invasão é coisa muito diferente, e toda a sociedade deve se preocupar quando não há respeito ao estado de direito”, alertou.
O presidente da Vale criticou as reivindicações do MST e de outras organizações dos chamados movimentos sociais, como a crítica persistente à privatização da Vale. “Isso é passado, é algo que já foi feito. Será que eles estão com os faróis ligados para trás?”, indagou, lembrando que a mineradora tem hoje como acionistas milhões de trabalhadores. “Será que eles querem ser contra uma empresa bem-sucedida, uma empresa que, desde a privatização, cresceu mais de 20, mais de 30 vezes, uma empresa que quadruplicou o número de seus empregados?”.

PORTA ERRADA - De acordo com Agnelli, a Vale não tem e nem quer ter qualquer tipo de relação com o MST. “Eles estão batendo na porta errada. Eles devem ir bater nas portas da Caixa Econômica, do governo federal e do governo do Estado”, disse ele, ressaltando que a Vale não tem também, por exemplo, nada a ver com a reforma agrária, outro item constante na pauta de reivindicações do MST. “O que nós temos a ver com os garimpeiros? Nada. O que nós temos a ver com Eldorado dos Carajás? Nada”, enfatizou.

Vale quer saber quem financia movimentos

O presidente da Vale, Roger Agnelli, declarou-se confiante de que “as autoridades do Pará vão fazer o que deve ser feito no cumprimento da lei”. Ele fez essa declaração ao comentar a nova ameaça de ocupação da Estrada de Ferro Carajás, hoje sob assédio de mais de 1.500 manifestantes, entre garimpeiros e militantes do MST.
Ele disse ter conversado sobre o assunto ontem pela manhã com a governadora Ana Júlia Carepa e sentiu que também ela não endossa
nenhum tipo de violência, considerando “inaceitável” qualquer ação à margem da lei. “Nós não queremos, ninguém quer a violência”, disse ele, destacando que a governadora já mandou para Parauapebas o secretário de Segurança Pública e autorizou o deslocamento, para aquela cidade, de tropas da Polícia Militar para garantir a ordem.
Agnelli reagiu com irritação e sarcasmo ao ser informado de uma nota divulgada ontem pela direção do MST, em que este negava seu envolvimento na mobilização ora em curso em Parauapebas tendo como objetivo uma já anunciada ocupação da Ferrovia de Carajás. Segundo a nota, a manifestação no local resultaria de iniciativa de funcionários da própria Vale contra a mineradora.
“ Esses movimentos nos levam a diversos pontos de interrogação”, disse o presidente da Vale, acentuando que a empresa especifica claramente, em balanços, a origem e a aplicação de todos os seus recursos. “Esses movimentos ora estão separados, ora estão todos juntos. Quem os financia? Deles, nunca se sabe de nada, nem de onde vêm, nem para onde vão, porque não têm endereço, não têm registro”, aduziu.
Para Agnelli, a empresa tem fortes razões para se preocupar porque não se trata de uma simples ameaça, ou de uma única invasão. “Na verdade é uma seqüência de atos criminosos”, disse ele, numa referência às ocupações que vêm sendo feitas por militantes do MST a instalações da mineradora desde o ano passado. Segundo Roger Agnelli, a Vale vem trabalhando, crescendo, criando emprego e gerando renda.
Na área ambiental, conforme enfatizou, a empresa vem plantando árvores e reflorestando áreas degradadas, permitindo-lhe sonhar inclusive com a futura instalação de uma planta de celulose no Pará. “Mas como vamos pensar em celulose se esse tipo de empreendimento pressupõe a disponibilidade de madeira, e quando nós temos nossas áreas invadidas e destruídas?”, deixou no ar a interrogação.


Empresa diz que não vai negociar com MST

RIO (Folha Online) - O diretor-executivo de assuntos corporativos da Vale, Tito Martins, disse ontem que a empresa não vai negociar com integrantes do MST que se concentram próximos à ferrovia de Carajás, ameaçando paralisar esse tipo de operação.
“ Existe a iminência de invasão. O governo estadual mandou reforço, e soube que o secretário de Segurança está se deslocando para lá. Mas da nossa parte, não há negociação”, afirmou, após participar do seminário ‘Diálogos Capitais’, no Rio de Janeiro.
Cerca de 600 pessoas ligadas ao MST e ao movimento dos garimpeiros do Pará estão acampadas em Parauapebas (836 quilômetros de Belém), próximo à Estrada de Ferro Carajás, segundo o Comando da Polícia Militar do Estado. O acampamento começou a ser criado há uma semana e está sendo monitorado pela PM.
Em nota, o MST informa que não realizou protesto contra a Vale nem participa da organização do acampamento montado às margens da Estrada de Ferro Carajás.
“ O acampamento montado às margens da Estrada de Ferro Carajás é do MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros na Mineração), que fazem uma jornada de lutas em defesa dos direitos dos garimpeiros e contra a exploração imposta pela Vale”, diz nota do MST.


Cúpula da segurança chega a Parauapebas

Um contingente de 180 homens do Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar chegou ontem a Parauapebas para garantir que mais de dois mil manifestantes não bloqueiem a Estrada de Ferro de Carajás (EFC). Além da união de membros do MST, MTM (Movimento dos Trabalhadores e Garimpeiros de Mineração) e UJCC (União da Juventude do Campo e da Cidade), que estão acampados a 100 metros da estrada, o movimento deve ganhar a adesão de quatro mil índios das tribos Suruí Sororó, Gaviões e Xikrin.
O comboio militar veio acompanhado pelo secretário de Segurança do Estado, Geraldo Araújo; pelo delegado geral da Polícia Civil, Justiniano Alves, e pelo comandante geral da PM, coronel Luiz Ruffeil.
O encontro entre Araújo e os líderes do movimento pode acontecer ainda hoje, mas de antemão ele diz que não pensa em hostilidade, pois prima pelo diálogo.
“ Estamos vivendo num estado democrático onde o diálogo é fundamental, mas não podemos permitir a violência. O Estado está fazendo
a sua parte naquilo que se comprometeu com os movimentos sociais. Quanto aos garimpeiros, ultrapassam as barreiras do Pará, já que é uma questão federal”, explica.

Fonte: Diário do Pará

dricobel
April 11th, 2008, 02:36 PM
Seria muito bem feito se isso acontecesse! Só assim esse governo tomaria um choque e acordaria de vez.
É notório a sensação de insegurança e medo que se instalou no estado nos últimos dias!
Esse governo do PT é uma piada, apoiava esses "Sem Terra", prometeu mundos e fundos quando era oposição, hoje que está no governo nada faz para conter essa baderna :ohno:

Alexandre Lima
April 11th, 2008, 06:11 PM
Não deixem que isso aconteça, vão à luta. O Pará merece!!!:)

dricobel
April 11th, 2008, 07:28 PM
Executivo da Vale diz que ameaça de invasão da ferrovia afugenta projetos

A instabilidade social no Pará poderá provocar uma fuga de novos investimentos para o Estado. A preocupação foi externada pelo diretor-presidente da Vale, Roger Agnelli, que esteve ontem em Belém, participando de encontros com empresários, na Federação das Indústrias do Pará (Fiepa), e com a governadora Ana Júlia Carepa. O principal executivo da mineradora contou que, desde o ínicio desta semana - quando começou a mobilização de trabalhadores rurais sem-terra às proximidades da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no município de Parauapebas - já recebeu dez telefonemas de grandes investidores que estariam interessados em vir para o Pará, mas que agora estão temerosos. 'Há uma preocupação muito grande, todo mundo quer saber o que está acontecendo', afirmou Agnelli.

O diretor-presidente da companhia também fez críticas à morosidade do governo estadual para a liberação de licenças ambientais para os projetos da Vale. A mineradora tem planos de investir US$ 20 bilhões em território paraense até 2012. 'Temos interesse em investir, mas precisamos de velocidade', disse o executivo, acrescentando que a legislação ambiental não pode servir como justificativa para a não concessão de licenças às empresas que cumprem a lei. 'Não é admissível uma demora de dois, três, quatro anos. É preciso competência para analisar os projetos. Velocidade e objetividade são importantes. Se as coisas demoram, podemos buscar outro lugar para fazer', acrescentou Agnelli.

Entre os vários projetos que estão pendentes no Estado por conta de licenças ambientais não liberadas, Agnelli destacou o projeto de Níquel do Vermelho, em Canaã dos Carajás, e a usina termelétrica a carvão mineral, em Barcarena. 'Nós já estamos iniciando a planta do Vermelho no Piauí, e a termelétrica pode ir para o Maranhão', afirmou o executivo.


BANDIDOS


Sobre a possibilidade de bloqueio da EFC por manifestantes, em Parauapebas, Agnelli foi duro. Caso ela se concretize, afirmou o executivo, será 'um ato criminoso protagonizado por bandidos que não respeitam e lei e nem a democracia'. Ele explicou que o ato criminoso estará caracterizado pela existência de decisões da Justiça impedindo o bloqueio. Agnelli disse que é a favor de qualquer manifestação, desde que respeite os princípios democráticos. 'A invasão da ferrovia, neste caso, atinge o Estado de Direito. Toda a população brasileira deve ficar preocupada', avaliou.

O executivo fez questão de ressaltar que a Vale não possui nenhuma pendência com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). 'Do que eles estão reclamando? Da privatização da Vale? A privatização já aconteceu. Eles estão com os faróis ligados para trás. A Vale tem milhões de trabalhadores como acionistas, nos fundos de pensão que possuem participação acionária na mineradora. Tem a Previ, que é dos bancários, o Petrus, o Funcef. Nosso capital é democratizado', afirmou Agnelli.

Ele também comentou a nota emitida hoje pelo MST afirmando que não está participando da mobilização em Parauapebas. 'Quem está participando então? É preciso mais atenção com esses movimento sociais. Quem os financia? A Vale publica balanço. Todos sabem a origem e a aplicação dos recursos da Vale. Eles não têm endereço, não têm registro', disse Agnelli, acrescentando que o que está acontecendo é um ovimento organizado contra a mineradora.

'Há uma sequência de invasões à ferrovia. A Vale não tem nada a ver com o MST, com garimpeiros, com Eldorado dos Carajás ou com a reforma agrária. Eles têm que bater na Caixa Econômica Federal, no governo federal, no governo do Estado', afirmou o executivo. Para o diretor-presidente da Vale, a falta de segurança, especialmente em relação à questão fundiária, também pode interferir em projetos futuros. 'Como pensar em implantar uma planta de celulose no Pará, se é preciso plantar floresta e as áreas de terra sofrem com as invasões?', questionou.

Apesar do tom duro, Agnelli elogiou a atuação do governo do Pará na atual crise em curso. 'Conversei com a governadora e sei que ela está consciente de que é preciso garantir a ordem, tanto que já enviou tropas para a região. Ninguém quer violência. O reforço é necessário para garantir o respeito às regras e às leis', acrescentou.

Fazendeiros da região também temem fechamento da ferrovia


A mobilização do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) para fechar a ferrovia de Carajás a qualquer momento, segundo promessa da entidade, está assustando não apenas a Vale, empresa responsável pelo transporte de minério de ferro pelos trilhos que ligam o Pará ao Maranhão, mas também fazendeiros da região. O MST anunciou ontem que não recuará de seu propósito, mesmo correndo o risco de enfrentar uma tropa de 500 homens da Polícia Militar, de prontidão há 48 horas em Parauapebas. Um helicóptero da polícia sobrevoou na tarde de ontem o acampamento dos manifestantes.

Após uma reunião em Parauapebas, o MST fez acusações à Vale. Segundo o movimento, funcionários da empresa denunciaram que ela submete seus funcionários a condições degradantes de trabalho, além de causar problemas sociais e ambientais. Também desafiaria ordens judiciais. E cita que funcionários, recentemente, processaram e ganharam na justiça o direito de receber R$ 109 milhões numa ação por danos morais. 'A Vale, porém, sem qualquer repreensão das autoridades, nega-se a cumprir a decisão judicial. Outros processos trabalhistas nem se quer foram julgados', diz nota do movimento.

A líder nacional do MST, Maria Raimunda, contesta informações que a população do sudeste paraense seria contrária à interdição da ferrovia de Carajás. Para ela, a adesão ao movimento seria muito grande, principalmente em Parauapebas. Os garimpeiros, a maioria do Maranhão, disseram que estão engrossando o movimento do MST por se sentirem também prejudicados pela Vale. Alegam que perderam Serra Pelada para a empresa e a acusam de exercer monopólio econômico na região.


MISÉRIA


'Eu, minha família e as famílias de milhares de colegas vivemos na miséria pelas condições impostas pela Vale, enquanto a empresa está cada vez mais rica e sem querer investir no lado social', afirma o garimpeiro Raimundo Fernandes. Ele relata que em Serra Pelada não há saneamento básico, posto de saúde ou hospital. Lá, impera a hanseníase, que contabiliza o maior número de casos no país.

O MST não entra em detalhes sobre a ocupação da ferrovia pelas quatro mil pessoas mobilizadas para, até o dia 17 próximo, lembrar os 12 anos da morte de 19 sem terra em Eldorado dos Carajás. Até ontem, 1.500 pessoas já armavam barracas no assentamento Palmares II, onde se localiza o quartel general da manifestação. 'Queremos que a Vale tenha responsabilidade social e ambiental e também pague os royalties que deve para melhorar a vida do povo da região', diz um manifesto distribuído pelos sem terra.

A Vale, por sua vez, insiste que o MST representa uma ameaça à segurança pública da região e aos que trabalham e produzem na empresa, além do setor produtivo paraense. Também afirma que as reivindicações do movimento nada têm a ver com o papel da empresa na região e que deveriam ser dirigidas aos governos federal e estadual.

Por decisão da 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile terá de pagar multa de R$ 5 mil por 'ato violento ou interrupção em áreas próximas de estabelecimentos da Vale' nos Estados onde ela atua. O movimento recorreu anteontem dessa decisão, alegando incompetência da justiça carioca para julgar o caso, porque o domicílio de Stédile seria em São Paulo e não no Rio de Janeiro.


APOIO


O prefeito de Parauapebas, Darci Lermen, é acusado por produtores rurais de apoiar as ações do MST, porque teria pendências de impostos com a Vale. Ele nega, mas alguns de seus auxiliares, pedindo para não ser identificados, confirmam a simpatia de Lermen pelas manifestações do movimento.

Fonte: Portal ORM