Cruvinel
April 14th, 2008, 08:22 PM
Cidades
37 dias perdidos no trânsito
Marina Dutra
marinadutra@dm.com.br
Editoria de Cidades
O usuário do transporte coletivo gasta, em média, duas horas no ônibus em horário de pico, todos os dias. Se for considerado seis dias de trabalho durante a semana e 16 horas úteis no dia reservados para trabalho, estudo, cuidados higiênicos e outras atividades, no final, 37 dias por ano são perdidos no trânsito em Goiânia dentro do transporte coletivo. Na melhor situação, até mesmo de carro, em horário de trânsito livre e com fluidez, 19 dias são gastos durante o ano para chegar ao local desejado. Em horário de pico, a média foi de 20 dias.
Uma equipe do DM percorreu, durante dois dias, três trechos de carro e de ônibus em dois horários diferentes. No primeiro dia, o trajeto realizado pelo carro percorreu um dos pontos principais de Goiânia, como o Terminal Praça da Bíblia no Setor Universitário, o Terminal Izidória no Setor Pedro Ludovico e o Terminal Praça A, em Campinas.
Em uma hora, vias localizadas na Praça Universitária, Rua 115 no Setor Sul, toda a extensão da T-63, Avenida C-04 no Jardim América e Avenida Independência foram percorridas de carro em horário normal. No horário de pico, o trajeto demorou apenas quatro minutos.
Apesar do resultado, no segundo percurso, em especial na T-63, carros e ônibus lutavam por um espaço. No segundo dia, a equipe do DM percorreu os mesmos trechos de ônibus coletivo.
No horário de pico, para percorrer o mesmo trajeto, quase o dobro de tempo foi gasto comparado ao carro. A superlotação, o calor e as paradas constantes nos pontos para embarcar e desembarcar os passageiros tornam a viagem no ônibus, além de demorada, mais estressante do que o próprio trânsito do lado de fora.
Na opinião do secretário de Planejamento e Desenvolvimento do município (Seplam), Jeová de Alcântara Lopes, conforme o tempo, as pessoas irão optar pelo transporte público. “O investimento nos ônibus e terminais fazem parte do Plano Diretor e beneficiará toda a região.” O secretário acredita que essas medidas só terão efeito quando houver uma mudança no comportamento do goiano.
“É uma questão de mobilidade urbana e educação no trânsito. Daqui a 10 anos, Goiânia não irá suportar o número de veículos que circulam todos os dias.”
http://www.dm.com.br/materias.php?id=33817
Edição Digital
Pg. 14
http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7465
Cidades
Incentivo ao ônibus
Se depender do prefeito Iris Rezende, o motorista poderá em breve deixar o carro na garagem e optar pelo transporte coletivo. Essa é a nova campanha que a prefeitura municipal irá realizar após a entrada dos 1.043 novos ônibus em circulação na cidade. O trabalho quer convencer os motoristas de carro a deixarem o veículo na garagem e optarem pelo transporte público. Melhoria na qualidade do ar, diminuição de carros em circulação e menor tempo de espera para estacionar são os argumentos da campanha.
Segundo a assessoria de imprensa, Iris Rezende está otimista com a divulgação e acredita que a população goiana irá se conscientizar sobre o uso do transporte público. A questão é que, mesmo com a nova frota de ônibus que deve chegar dentro de seis meses, o motorista de carro deixará o conforto e a facilidade do transporte individual para se locomover de ônibus?
Os novos ônibus podem se tornar um atrativo para grande parte dos motoristas, já que contarão com elevadores para deficientes físicos, monitores internos para repasse de informações ao usuário (próxima parada, previsão de tempo, itinerário), letreiros luminosos na frente e câmeras.
Rastreadores ligados ao Sistema de Posicionamento Global (GPS) para monitoramento em tempo real de todo o percurso também fazem parte da nova frota. Os novos ônibus serão administrados por quatro empresas.
http://www.dm.com.br/materias.php?id=33818
37 dias perdidos no trânsito
Marina Dutra
marinadutra@dm.com.br
Editoria de Cidades
O usuário do transporte coletivo gasta, em média, duas horas no ônibus em horário de pico, todos os dias. Se for considerado seis dias de trabalho durante a semana e 16 horas úteis no dia reservados para trabalho, estudo, cuidados higiênicos e outras atividades, no final, 37 dias por ano são perdidos no trânsito em Goiânia dentro do transporte coletivo. Na melhor situação, até mesmo de carro, em horário de trânsito livre e com fluidez, 19 dias são gastos durante o ano para chegar ao local desejado. Em horário de pico, a média foi de 20 dias.
Uma equipe do DM percorreu, durante dois dias, três trechos de carro e de ônibus em dois horários diferentes. No primeiro dia, o trajeto realizado pelo carro percorreu um dos pontos principais de Goiânia, como o Terminal Praça da Bíblia no Setor Universitário, o Terminal Izidória no Setor Pedro Ludovico e o Terminal Praça A, em Campinas.
Em uma hora, vias localizadas na Praça Universitária, Rua 115 no Setor Sul, toda a extensão da T-63, Avenida C-04 no Jardim América e Avenida Independência foram percorridas de carro em horário normal. No horário de pico, o trajeto demorou apenas quatro minutos.
Apesar do resultado, no segundo percurso, em especial na T-63, carros e ônibus lutavam por um espaço. No segundo dia, a equipe do DM percorreu os mesmos trechos de ônibus coletivo.
No horário de pico, para percorrer o mesmo trajeto, quase o dobro de tempo foi gasto comparado ao carro. A superlotação, o calor e as paradas constantes nos pontos para embarcar e desembarcar os passageiros tornam a viagem no ônibus, além de demorada, mais estressante do que o próprio trânsito do lado de fora.
Na opinião do secretário de Planejamento e Desenvolvimento do município (Seplam), Jeová de Alcântara Lopes, conforme o tempo, as pessoas irão optar pelo transporte público. “O investimento nos ônibus e terminais fazem parte do Plano Diretor e beneficiará toda a região.” O secretário acredita que essas medidas só terão efeito quando houver uma mudança no comportamento do goiano.
“É uma questão de mobilidade urbana e educação no trânsito. Daqui a 10 anos, Goiânia não irá suportar o número de veículos que circulam todos os dias.”
http://www.dm.com.br/materias.php?id=33817
Edição Digital
Pg. 14
http://www2.dm.com.br/digital/index.php?edicao=7465
Cidades
Incentivo ao ônibus
Se depender do prefeito Iris Rezende, o motorista poderá em breve deixar o carro na garagem e optar pelo transporte coletivo. Essa é a nova campanha que a prefeitura municipal irá realizar após a entrada dos 1.043 novos ônibus em circulação na cidade. O trabalho quer convencer os motoristas de carro a deixarem o veículo na garagem e optarem pelo transporte público. Melhoria na qualidade do ar, diminuição de carros em circulação e menor tempo de espera para estacionar são os argumentos da campanha.
Segundo a assessoria de imprensa, Iris Rezende está otimista com a divulgação e acredita que a população goiana irá se conscientizar sobre o uso do transporte público. A questão é que, mesmo com a nova frota de ônibus que deve chegar dentro de seis meses, o motorista de carro deixará o conforto e a facilidade do transporte individual para se locomover de ônibus?
Os novos ônibus podem se tornar um atrativo para grande parte dos motoristas, já que contarão com elevadores para deficientes físicos, monitores internos para repasse de informações ao usuário (próxima parada, previsão de tempo, itinerário), letreiros luminosos na frente e câmeras.
Rastreadores ligados ao Sistema de Posicionamento Global (GPS) para monitoramento em tempo real de todo o percurso também fazem parte da nova frota. Os novos ônibus serão administrados por quatro empresas.
http://www.dm.com.br/materias.php?id=33818