dricobel
April 15th, 2008, 04:00 PM
Fazendeiros vistos como heróis por colonizarem a Amazônia na década de 70 hoje são considerados vilões ambientais pelo mesmo governo federal que os incentivou a ocupar as terras, afirma uma reportagem publicada neste sábado pelo diário britânico 'The Times'.
A reportagem conta a história dos fazendeiros que, durante o governo militar, ganharam terras no município de Alta Floresta, no Mato Grosso, como indenização por terras perdidas para projetos hidrelétricos.
'Mesmo com a pressão dupla do aumento dos preços de alimentos e da demanda por biocombustíveis, o Brasil não vê mais a Amazônia como um território vazio à espera do desenvolvimento, mas como a maior reserva de biodiversidade do mundo e uma arma crucial no combate ao aquecimento global', diz o 'Times'.
O tradicional jornal londrino ressalta a mudança na percepção do papel que os 'desbravadores da Amazônia' teriam: de 'pioneiros' e representantes do progresso, passaram a 'criminosos' e desmatadores.
Foto com presidentes
'Sentíamos que estávamos construindo alguma coisa aqui e éramos elogiados por isso. Tirei foto ao lado de dois presidentes. Eles nos tratavam como heróis', afirmou ao jornal britânico o fazendeiro Dernei Olindo del Moro.
De acordo com declarações de fazendeiros publicadas pelo 'Times', os antigos 'pioneiros' hoje se sentem abandonados pelo governo federal, que vem apertando a fiscalização na região.
'Ainda não se sabe se essas medidas vão surtir efeito. Apesar do enorme reforço de novos funcionários, ainda há poucos agentes do Ibama na fiscalização', afirma a reportagem.
'Operações federais em uma região tendem a deslocar grileiros e madeireiros ilegais para outra, e as vastas áreas de floresta não consolidada são uma tentação para os fazendeiros.'
O repórter do 'Times' conclui a notícia com uma declaração taxativa do cientista brasileiro Carlos Peres, professor da Universidade de Anglia Oriental, na Grã-Bretanha.
'Os incentivos econômicos para colonizar e desbravar a região são enormes. Se eu quisesse ganhar dinheiro, ficaria lá mesmo.'
Fonte: Folha Online
A reportagem conta a história dos fazendeiros que, durante o governo militar, ganharam terras no município de Alta Floresta, no Mato Grosso, como indenização por terras perdidas para projetos hidrelétricos.
'Mesmo com a pressão dupla do aumento dos preços de alimentos e da demanda por biocombustíveis, o Brasil não vê mais a Amazônia como um território vazio à espera do desenvolvimento, mas como a maior reserva de biodiversidade do mundo e uma arma crucial no combate ao aquecimento global', diz o 'Times'.
O tradicional jornal londrino ressalta a mudança na percepção do papel que os 'desbravadores da Amazônia' teriam: de 'pioneiros' e representantes do progresso, passaram a 'criminosos' e desmatadores.
Foto com presidentes
'Sentíamos que estávamos construindo alguma coisa aqui e éramos elogiados por isso. Tirei foto ao lado de dois presidentes. Eles nos tratavam como heróis', afirmou ao jornal britânico o fazendeiro Dernei Olindo del Moro.
De acordo com declarações de fazendeiros publicadas pelo 'Times', os antigos 'pioneiros' hoje se sentem abandonados pelo governo federal, que vem apertando a fiscalização na região.
'Ainda não se sabe se essas medidas vão surtir efeito. Apesar do enorme reforço de novos funcionários, ainda há poucos agentes do Ibama na fiscalização', afirma a reportagem.
'Operações federais em uma região tendem a deslocar grileiros e madeireiros ilegais para outra, e as vastas áreas de floresta não consolidada são uma tentação para os fazendeiros.'
O repórter do 'Times' conclui a notícia com uma declaração taxativa do cientista brasileiro Carlos Peres, professor da Universidade de Anglia Oriental, na Grã-Bretanha.
'Os incentivos econômicos para colonizar e desbravar a região são enormes. Se eu quisesse ganhar dinheiro, ficaria lá mesmo.'
Fonte: Folha Online