View Full Version : Belém vai ganhar escritório da Vale


dricobel
April 16th, 2008, 01:27 PM
ENGENHARIA Sinal verde da empresa foi dado à Fiepa


A direção da Vale sinalizou positivamente à Federação das Indústrias do Pará (Fiepa) para a próxima instalação, em Belém, de um escritório de engenharia da mineradora. A reivindicação não é recente, mas o seu atendimento obteve finalmente o sinal verde da diretoria da Vale por ocasião da última visita feita à Fiepa pelo seu presidente, Roger Agnelli, no final da semana passada.
“ A instalação desse escritório em Belém vai possibilitar um contato mais estreito com as empresas locais”, afirmou ontem o presidente da Fiepa, José Conrado Azevedo Santos, ao fazer um breve relato do encontro que ele e seus companheiros de diretoria tiveram com Agnelli. “A reivindicação já é bastante antiga, mas agora estamos convencidos de que a coisa deverá sair”, acrescentou.
De acordo com Conrado, os escritórios de engenharia da Vale estão restritos até hoje ao sudeste do país, mais especificamente no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo, o que torna sempre mais difíceis e onerosos os contatos que precisam ser feitos com a mineradora pelas empresas paraenses que atuam como prestadoras de serviços. Além disso, destacou Conrado, com um escritório instalado aqui ficará mais fácil a formação de consórcios, seja entre empresas locais, seja entre elas e empresas sediadas em outros Estados.
O presidente da Fiepa negou haver recebido do presidente da Vale qualquer pedido de apoio por parte da entidade contra as ameaças do MST e do Movimento dos Garimpeiros às suas instalações em Carajás. “A Vale é uma parceira importante e nem precisaria pedir isso, porque ela já tem o nosso apoio”, disse José Conrado, e acrescentou: “Além disso, os problemas que ela (Vale) está enfrentando são os mesmos que afligem os empresários paraenses”.

Federação reclama da falta de incentivos fiscais

Entre os problemas enfrentados, ele citou, além da insegurança, a falta de efetividade da política estadual de incentivos fiscais. O presidente da Fiepa destacou que, nos últimos três anos – o que remonta ao governo anterior, portanto –, o empresariado paraense não teve aprovado um único projeto industrial novo com incentivo do governo estadual. Nesse período, conforme frisou, o que houve foi simplesmente a renovação de incentivos para projetos já existentes. “Nós tivemos muitas consultas, visitas de investidores, mas (os projetos) nunca saíram do papel”, assinalou.
No caso da Vale – e não só dela, porque o problema afeta também investidores locais –, Conrado ressaltou que os maiores embaraços residem na excessiva demora para liberação de licenças ambientais e nas compras de ativo fixo, que precisariam ser desonerados. Quando as aquisições são feitas em outros Estados, os empresários paraenses são obrigados a pagar a diferença do imposto antes mesmo de começar a produzir. Pior ainda é quando se trata de equipamentos importados, sobre os quais incide a alíquota cheia de 17%, com pagamento também no ato de entrada da mercadoria. A situação é particularmente ruim para os investidores locais, porque, no bojo da guerra fiscal, muitos outros Estados já desoneraram do ICMS as compras de ativo fixo.

Fonte: Diário do Pará

:cheers:

Manauense
April 16th, 2008, 02:37 PM
A Vale já deveria manter um escritório em Belém há muitos anos, uma vez que o Pará é, talvez, o maior importante estado para as atividades da empresa. Seria injusto se Belém não sediasse um escritório de engenharia.

ssc.fernandes
April 16th, 2008, 05:51 PM
^^^^

CONCERTEZA....ja era p/ existir a muito tempo.

CH
April 16th, 2008, 06:14 PM
Um escritório a Vale já mantém a alguns anos em Belém, num prédio histórico reformado pela mineradora na Avenida Magalhães Barata, entre Castelo e 14 de Abril. O escritório que ela vai abrir em Belém é específico a engenharia, contratação de empresas locais, o que eu acho errado, esse escritório deveria ser erguido em Marabá ou Parauapebas.