dricobel
April 16th, 2008, 02:54 PM
Duas grandes toras de tauari, espécie nativa da Amazônia, foram colocadas na segunda-feira (14), em frente à Embaixada brasileira em Berlim, na Alemanha. As toras - partes de uma árvore centenária derrubada e queimada ilegalmente no sul do Amazonas - foram levadas pelo Greenpeace à Europa para mostrar o drama do desmatamento que ainda ameaça a maior floresta tropical do mundo.
Nove monitores de vídeo, instalados no interior dos troncos da árvore, exibiram imagens da floresta, sua biodiversidade e o horror da destruição, num trabalho realizado pelo artista plástico brasileiro Siron Franco, a pedido da organização ambientalista.
Ativistas abriram faixas com mensagens em alemão, português e inglês, alertando para a importância de acabar com o desmatamento na Amazônia e, assim, combater o aquecimento global.
O embaixador brasileiro em Berlim, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, recebeu uma cópia do relatório 'O Leão Acordou', do Greenpeace, mostrando que o governo brasileiro cumpriu apenas 30% das metas previstas no plano federal de combate ao desmatamento na Amazônia nos últimos quatro anos.
'O Brasil precisa e pode fazer mais do que está fazendo para proteger a Amazônia e o clima do planeta. A proteção ambiental tem que subir na lista de prioridades do governo brasileiro', disse André Muggiati, da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil, que está na Alemanha.
Segundo Muggiati, o Brasil deve adotar metas anuais de redução para zerar o desmatamento na Amazônia até 2015 e aumentar urgentemente a governança na floresta, destinando recursos adequados ao fortalecimento das instituições públicas encarregadas de monitoramento e controle.
'Além disso, o governo Lula deve parar de adotar ações contraditórias, como a recente medida provisória que autoriza a legalização de áreas públicas invadidas na Amazônia, e barrar o projeto ‘Floresta Zero’, em discussão no Congresso, que modifica o Código Florestal e fragiliza a legislação que protege nossas florestas”.
De Berlim, a instalação de Siron Franco deverá ser apresentado em diversas cidades alemãs, a caminho de Bonn, onde será uma das atrações do Greenpeace na 9ª Conferencia da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), que acontece em maio. A exposição da árvore pretende sensibilizar os participantes da CBD, em particular o Brasil e a Alemanha, para a necessidade de adoção urgente de medidas concretas para a preservação da biodiversidade e do clima, tais como a criação de um fundo global para financiar a proteção das florestas, a implementação de uma rede mundial de áreas protegidas e a de estratégias globais para zerar o desmatamento até 2015. O desmatamento, principalmente das florestas tropicais como a Amazônia, é responsável pela emissão de 20% dos gases que provocam o aquecimento global.
'Além disso, os países desenvolvidos devem proibir a entrada de madeira ilegal na Europa e contribuir com projetos que valorizem a floresta em pé', afirmou Corinna Hoelzel, do Greenpeace.
As toras chegaram à Europa depois de percorrer mais de 16 mil quilômetros no Brasil. No ano passado foram exibidas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, emocionando milhares de brasileiros que participaram de um abaixo-assinado pedindo ao presidente Lula o fim do desmatamento na Amazônia. Depois da expedição do Greenpeace, os troncos da árvore foram cedidos ao artista Siron Franco, para sua transformação em obra de arte.
Assim como o tauari, a CBD também está indo do Brasil para a Alemanha. A última reunião da convenção aconteceu em Curitiba, em 2006. Agora, o Brasil transfere a presidência da CBD para a Alemanha.
'Como anfitrião da Convenção, o governo alemão deve liderar não apenas as negociações, mas também dar o exemplo, destinando dois bilhões de euros para a proteção das florestas tropicais', completou Hoelzel.
Fonte: Greenpeace Brasil
Navio espanhol é impedido de levar madeira ilegal para a Europa
Resultou em mais de R$ 294 mil a multa aplicada às cinco empresas que forneceram madeira nobre para exportação no Porto de Santarém, no Pará, no último 27. A operação “Made in Brazil”, iniciada pelo Ibama, no dia 26 do mês passado, impediu que um navio espanhol, rumo à Espanha, Portugal e Holanda, embarcasse com cerca 1,5 mil metros cúbicos de madeira ilegal de espécies como maçaranduba, jatobá, angelim e ipê.
De acordo com o chefe da fiscalização do Ibama de Santarém, Marcus Bistene, a irregularidade estava na falta de comprovação da origem da madeira por parte dos proprietários. “Fora isso, há divergências entre as informações contidas na Guia Florestal e das espécies que apresentaram”, afirma Marcus.
A ação faz parte da campanha nacional Guardiões da Amazônia de combate ao desmatamento, extração seletiva, transporte e comércio ilegais de madeira, no âmbito do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia (PPCDAM).
Fonte: Ibama
Nove monitores de vídeo, instalados no interior dos troncos da árvore, exibiram imagens da floresta, sua biodiversidade e o horror da destruição, num trabalho realizado pelo artista plástico brasileiro Siron Franco, a pedido da organização ambientalista.
Ativistas abriram faixas com mensagens em alemão, português e inglês, alertando para a importância de acabar com o desmatamento na Amazônia e, assim, combater o aquecimento global.
O embaixador brasileiro em Berlim, Luiz Felipe de Seixas Corrêa, recebeu uma cópia do relatório 'O Leão Acordou', do Greenpeace, mostrando que o governo brasileiro cumpriu apenas 30% das metas previstas no plano federal de combate ao desmatamento na Amazônia nos últimos quatro anos.
'O Brasil precisa e pode fazer mais do que está fazendo para proteger a Amazônia e o clima do planeta. A proteção ambiental tem que subir na lista de prioridades do governo brasileiro', disse André Muggiati, da campanha de Amazônia do Greenpeace Brasil, que está na Alemanha.
Segundo Muggiati, o Brasil deve adotar metas anuais de redução para zerar o desmatamento na Amazônia até 2015 e aumentar urgentemente a governança na floresta, destinando recursos adequados ao fortalecimento das instituições públicas encarregadas de monitoramento e controle.
'Além disso, o governo Lula deve parar de adotar ações contraditórias, como a recente medida provisória que autoriza a legalização de áreas públicas invadidas na Amazônia, e barrar o projeto ‘Floresta Zero’, em discussão no Congresso, que modifica o Código Florestal e fragiliza a legislação que protege nossas florestas”.
De Berlim, a instalação de Siron Franco deverá ser apresentado em diversas cidades alemãs, a caminho de Bonn, onde será uma das atrações do Greenpeace na 9ª Conferencia da Convenção da Diversidade Biológica (CDB), que acontece em maio. A exposição da árvore pretende sensibilizar os participantes da CBD, em particular o Brasil e a Alemanha, para a necessidade de adoção urgente de medidas concretas para a preservação da biodiversidade e do clima, tais como a criação de um fundo global para financiar a proteção das florestas, a implementação de uma rede mundial de áreas protegidas e a de estratégias globais para zerar o desmatamento até 2015. O desmatamento, principalmente das florestas tropicais como a Amazônia, é responsável pela emissão de 20% dos gases que provocam o aquecimento global.
'Além disso, os países desenvolvidos devem proibir a entrada de madeira ilegal na Europa e contribuir com projetos que valorizem a floresta em pé', afirmou Corinna Hoelzel, do Greenpeace.
As toras chegaram à Europa depois de percorrer mais de 16 mil quilômetros no Brasil. No ano passado foram exibidas no Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília, emocionando milhares de brasileiros que participaram de um abaixo-assinado pedindo ao presidente Lula o fim do desmatamento na Amazônia. Depois da expedição do Greenpeace, os troncos da árvore foram cedidos ao artista Siron Franco, para sua transformação em obra de arte.
Assim como o tauari, a CBD também está indo do Brasil para a Alemanha. A última reunião da convenção aconteceu em Curitiba, em 2006. Agora, o Brasil transfere a presidência da CBD para a Alemanha.
'Como anfitrião da Convenção, o governo alemão deve liderar não apenas as negociações, mas também dar o exemplo, destinando dois bilhões de euros para a proteção das florestas tropicais', completou Hoelzel.
Fonte: Greenpeace Brasil
Navio espanhol é impedido de levar madeira ilegal para a Europa
Resultou em mais de R$ 294 mil a multa aplicada às cinco empresas que forneceram madeira nobre para exportação no Porto de Santarém, no Pará, no último 27. A operação “Made in Brazil”, iniciada pelo Ibama, no dia 26 do mês passado, impediu que um navio espanhol, rumo à Espanha, Portugal e Holanda, embarcasse com cerca 1,5 mil metros cúbicos de madeira ilegal de espécies como maçaranduba, jatobá, angelim e ipê.
De acordo com o chefe da fiscalização do Ibama de Santarém, Marcus Bistene, a irregularidade estava na falta de comprovação da origem da madeira por parte dos proprietários. “Fora isso, há divergências entre as informações contidas na Guia Florestal e das espécies que apresentaram”, afirma Marcus.
A ação faz parte da campanha nacional Guardiões da Amazônia de combate ao desmatamento, extração seletiva, transporte e comércio ilegais de madeira, no âmbito do Plano de Prevenção e Combate ao Desmatamento na Amazônia (PPCDAM).
Fonte: Ibama