View Full Version : São Paulo (SP) | Campo Belo | Contemporâneo Campo Belo | Residencial
tchelllo
April 18th, 2008, 01:58 AM
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Empreendimento/empreendimento01.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Empreendimento/empreendimento03.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Empreendimento/empreendimento04.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Empreendimento/empreendimento05.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Apartamento/apartamento04.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Apartamento/apartamento03.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Apartamento/apartamento02.jpg
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Lazer/lazer07.jpg
Realização: abyara & cyrela
Mascate
April 18th, 2008, 02:12 AM
A impressão que dá é que São Paulo quer ter de volta tudo aquilo que foi demolido durante o século XX. É impressionante a quantidade de lançamentos créu-crássicos se compararmos aos lançamentos em outros estilos... Pelo menos é essa a idéia que o SSC passa.
PedroLacerda
April 18th, 2008, 02:13 AM
affff!!
que horror!
tchelllo
April 18th, 2008, 02:40 AM
A impressão que dá é que São Paulo quer ter de volta tudo aquilo que foi demolido durante o século XX. É impressionante a quantidade de lançamentos créu-crássicos se compararmos aos lançamentos em outros estilos... Pelo menos é essa a idéia que o SSC passa.
olha, honestamente nunca me manifestei sobre o tema NEO-Clássico, mas é nítido perceber como aqui no SSC, há uma tendência meio que "tribal" em não curtir NEO-clássicos por ser algo muito difundido em SP, especialmente por foristas de outras "praças" meio sem "outros" argumentos que não o jargão batido do "afe que coisa brega...", afinal, NEO há para tudo em arquitetura, NEO-Barroco, NEO-modernismo, NEO-art Decó, NEO-gótico, ou seja, qualquer referência de qualquer estilo já inventado e todos são DATADOS, se forem construídos após o momento original serão NEO, oras bolas...
Agora será mesmo que do estilo "clássico" não há nada legal para se fazer em arquitetura só pq meia dúzia de intelectualóides pseudo-cults inseridos em escolinhas de arquitetura acham que arquitetura é igual moda, ou seja, só vale o que estiver no mainstream? e me parece que somente neste estilo não há nada que agrade certas pessoas... É muito forçado isso... são muito "fakes" certas manifestações animalescas com os NEOS de Sampa e chega a soar até engraçado, pq no fim, o que em outros lugares se constrói de tão "oW" assim? NEO-blocão? NEO-minimalismo? Neo-blocão-com pastilha? rs...Sei lá... acho que ao criticar certos estilos, as pessoas deveriam expressar os motivos, para entendermos se elas conhecem o que falam ou só reproduzem o que os outros dizem...
O fascismo em arquitetura é uó...
DPJ1986_
April 18th, 2008, 02:52 AM
Bem "contemporâneo" mesmo :sleepy:
Agora falando sério, ao contrário do que muitos com certeza vão dizer, eu não achei esse prédio brega não, eu gosto desses Neos que tem bastante detalhes, como esse por exemplo.
Cerrado
April 18th, 2008, 03:02 AM
Achei bonito e classudo!
Vittariano
April 18th, 2008, 03:06 AM
Bem "contemporâneo" mesmo :sleepy:
:lol:
Gostei demais do empreendimento. Achei muito charmoso e bonito. Não achei "apelativo". Muito tri!
PejatBR
April 18th, 2008, 03:09 AM
Ai deus pai me dai forças !
FlicK
April 18th, 2008, 04:06 AM
"Contemporâneo Campo Belo"
:rofl:
MEU DEUS DO CÉU, este projeto só pode ser uma piada! Um edifício metade contemporâneo, metade neoclásico com mansardas. Que falta de BOM SENSO, pqp!
Chega a dar PENA ver coisas deste tipo! :gaah:
Se não estivesse com tanta pressa, responderia ao tchelllo AGORA, mas farei isto amanhã, se não estiver de ressaca. :okay:
Urbano Santista
April 18th, 2008, 04:06 AM
Tchelllo, esse projeto já foi postado aqui, e faz tempo. http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=444744
Eu vou deixar esse thread aberto porque as imagens do antigo não estão mais abrindo, mas procura pesquisar melhor antes de postar um projeto, você tem feito vários threads repetidos.
CARIOCAemSSA
April 18th, 2008, 04:16 AM
Umas sacadas são com vidros e outras com balaustres metálicos... Que mistura doida é essa? Esse edifício é atemporal, pois carrega elementos duma arquitetura antiga e de uma mais atual... rs
Carmelo
April 18th, 2008, 04:30 AM
olha, honestamente nunca me manifestei sobre o tema NEO-Clássico, mas é nítido perceber como aqui no SSC, há uma tendência meio que "tribal" em não curtir NEO-clássicos por ser algo muito difundido em SP, especialmente por foristas de outras "praças" meio sem "outros" argumentos que não o jargão batido do "afe que coisa brega...", afinal, NEO há para tudo em arquitetura, NEO-Barroco, NEO-modernismo, NEO-art Decó, NEO-gótico, ou seja, qualquer referência de qualquer estilo já inventado e todos são DATADOS, se forem construídos após o momento original serão NEO, oras bolas...
Agora será mesmo que do estilo "clássico" não há nada legal para se fazer em arquitetura só pq meia dúzia de intelectualóides pseudo-cults inseridos em escolinhas de arquitetura acham que arquitetura é igual moda, ou seja, só vale o que estiver no mainstream? e me parece que somente neste estilo não há nada que agrade certas pessoas... É muito forçado isso... são muito "fakes" certas manifestações animalescas com os NEOS de Sampa e chega a soar até engraçado, pq no fim, o que em outros lugares se constrói de tão "oW" assim? NEO-blocão? NEO-minimalismo? Neo-blocão-com pastilha? rs...Sei lá... acho que ao criticar certos estilos, as pessoas deveriam expressar os motivos, para entendermos se elas conhecem o que falam ou só reproduzem o que os outros dizem...
O fascismo em arquitetura é uó...
Você está preocupando demais com os outros, pra quê?
Eu não gosto de neo clássicos, com essa mistura então fica ridículo.
BrunoInteriorano
April 18th, 2008, 04:56 AM
sem harmonia os lados e um topo simplesmente ridículo :ohno:
FaB!O [..SgO..]
April 18th, 2008, 05:55 AM
Tem estiloo.. Mas
Sem Coments.. :ohno:
Luiz
April 18th, 2008, 05:56 AM
horrivel
GRGM
April 18th, 2008, 09:32 AM
Bah, quando vi o título, pensei "Ah, deve vir algo modernóide por aí!", e quando abriu a imagem e vi essa mansarda, simplesmente não acreditei... :ohno:
FlicK
April 18th, 2008, 09:39 AM
^^ Se não tivesse esta mansarda e se a parte "neoclássica" fosse um prédio antigo que seria ampliado, eu acharia esta "intervenção" bastante interessante.
FlicK
April 18th, 2008, 09:41 AM
Olhem que estranho este render, onde as grades da sacada somem:
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Apartamento/apartamento04.jpg
Falando nisso, analisem este render acima e comparem com este:
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Apartamento/apartamento02.jpg
Se não fosse a cor, diria que são prédios diferentes. :|
Uma coisa interessante é que quando fui copiar o endereço das imagens, reparei que este projeto é da Cyrela. :|
GRGM
April 18th, 2008, 10:32 AM
^ Parecem prédios diferentes mesmo!
Aliás, será que, neste caso, vai vir aquele povinho preconceituoso do fórum dizendo que os que moram na metade "contemporânea" são pessoas bem resolvidas e de bom gosto, enquanto os que moram na "metade neo" são nouveau riche sem gosto que querem se sentir morando no Palácio de Versalhes? :lol:
FlicK
April 18th, 2008, 10:40 AM
olha, honestamente nunca me manifestei sobre o tema NEO-Clássico, mas é nítido perceber como aqui no SSC, há uma tendência meio que "tribal" em não curtir NEO-clássicos por ser algo muito difundido em SP, especialmente por foristas de outras "praças" meio sem "outros" argumentos que não o jargão batido do "afe que coisa brega..."
Mania de perseguição?
afinal, NEO há para tudo em arquitetura, NEO-Barroco, NEO-modernismo, NEO-art Decó, NEO-gótico, ou seja, qualquer referência de qualquer estilo já inventado e todos são DATADOS, se forem construídos após o momento original serão NEO, oras bolas...
Os neoclássicos de antigamente foram uma forma de derrubar o barroco e o rococó, criando um novo - neo - estilo clássico, mas propondo a discussão dos valores clássicos, em contraposição ao Classicismo renascentista, que apenas replicava os princípios antigos sem críticas aprofundadas. Vale lembrar que o neoclássico veio após o clássico, mas não foi uma "retomada" do clássico, mas sim uma nova forma de interpretar a arquitetura clássica, de forma mais racional e econômica, sem muita opulência e ostentação, principalmente por parte dos mais ricos e da Igreja, já que esta colocava a divindade como razão para tudo no mundo.
O estilo neoclássico surgiu em uma época em que o mundo se modificava; valores, crenças e ideologias eram revistas, a Igreja já não mandava mais como antes e os populares viam uma forma de usar a massa como força para chegar ao poder. Nesta época aconteceu a Revolução Francesa, modificando a Europa e fazendo o mundo trocar de era.
O incrível é que já em 1760 o barroco era considerado MAU GOSTO na França. E o mais incrível é que muitos não sabem a diferença dos estilos barroco e neoclássico, sendo que no neoclássico era defendido o fim do ornamento inútil e a racionalização dos espaços, tudo em volta de uma simetria, não apenas única, etc.
O estilo neoclássico foi um fator importante para surgir logo mais tarde o estilo MODERNO, que de certa forma utililou-se dos detalhes mais progressistas do estilo que estava saindo de moda, adequando e modernizando ainda mais as construções. No início do século XX o modernismo passa a ser o que existia de mais avançado na arquitetura, fazendo com que a engenharia andasse a passos largos. Nesta época, mais especificamente na década de 1920, sobem aos céus os edifícios altos, chamados de arranha-céus, cuja produção arquitetônica era ligada à Escola de Chicago, influenciada e exigida pelas necessidades do capitalismo naquela cidade, naquela época. As técnicas construtivas, o concreto armado, o aço, já eram dominadas pelos homens. O mundo passou por uma evolução nunca vista e imaginada pelos clássicos.
Tudo isto para mostrar que estamos hoje em dia vivendo um momento MUITO diferente! O mundo evolui, nada retrocede, tudo tem uma explicação lógica que se dá a partir da EVOLUÇÃO, onde aprendemos com os erros, os admitindo, porém SEMPRE os melhorando. Nada hoje é por acaso, principalmente na arquitetura; o fim do ornamento, a racionalidade, a funcionalidade, a RAZÃO, tudo tem um fundo de verdade, uma lógica, um fundamento. Não compare esta modinha fútil e de extremo mau gosto, comandada por um mercado sem cultura, com o verdadeiro estilo neoclássico, pois ele serviu para EVOLUIR toda uma era, não retroceder, como acontece hoje.
Vale lembrar que estes prédios neoclássicos construídos hoje em dia basicamente levam em si a mistura de vários estilos, utilizando-se do que há de pior nos estilos clássicos e modernos, como o ornamento e as minúsculas aberturas (estilos clássicos) e o pé-direito baixo e as paredes finas (estilos modernos).
Agora será mesmo que do estilo "clássico" não há nada legal para se fazer em arquitetura
Há sim, muitos elementos dos estilos clássicos são usados até hoje, como forma de inspiração, porém adaptados para a sua era. Há quem diga que na estética, Le Corbusier abusava do clássico, não deixando de ser o mais modernista dos arquitetos.
Na evolução dos estilos arquitetônicos, geralmente se usa o que havia de melhor no antigo, adptando e melhorando, criando assim um estilo novo e contrário ao antigo, porém melhor e mais evoluído. É uma questão de coerência, sabendo que o quem vem depois é a evolução, nem sempre correta, mas sempre de acordo com a sua era.
Defender alguns dos detalhes estéticos dos estilos clássicos em prol de uma arquitetura mais bela é demonstrar que nada sabe sobre EVOLUÇÃO, sobre ARQUITETURA e sobre RACIONALISMO.
só pq meia dúzia de intelectualóides pseudo-cults inseridos em escolinhas de arquitetura acham que arquitetura é igual moda, ou seja, só vale o que estiver no mainstream?
Estes "intelectualóides pseudo-cults" estudam para isto, se tornando um dia PROFISSIONAIS da arquitetura e podes ter certeza, a opinião deles quando bem argumentada e baseada em fundamentos vale muito mais do que a de quem nada sabe sobre a história da arte. :okay:
E moda é uma coisa passageira e pouco relevante, ARQUITETURA é muito mais do que isto, é um jogo de teorias, técnicas e arte que fica para SEMPRE marcando uma ERA. Vale lembrar que dentro da arquitetura há modas, neoclássicos de hoje sao moda, de mau gosto, mas são moda.
Apesar de vivermos em uma época sem estilos arquitetônicos bem definidos, mas sim com NOMES, na essência a boa arquitetura é sempre igual.
e me parece que somente neste estilo não há nada que agrade certas pessoas... É muito forçado isso... são muito "fakes" certas manifestações animalescas com os NEOS de Sampa e chega a soar até engraçado, pq no fim, o que em outros lugares se constrói de tão "oW" assim? NEO-blocão? NEO-minimalismo? Neo-blocão-com pastilha? rs...Sei lá... acho que ao criticar certos estilos, as pessoas deveriam expressar os motivos, para entendermos se elas conhecem o que falam ou só reproduzem o que os outros dizem...
O fascismo em arquitetura é uó...
Manifestações "fakes"? :nuts:
Já ouviste falar em ideologia? Quem é contra neos possui uma, assim como quem defende. Porém a diferença nos dois está em quanto cada grupo sabe o que significa o termo ARQUITETURA, com suas complexidades, sua história, suas teorias. Uma coisa é fato: quem bem entende sobre arquitetura não gosta de neos. Quem acha que arquitetura é apenas estética, sem precisar de contexto urbano e histórico, não sabe o que é arquitetura, nem como se faz arquitetura, muito menos como se olha a arquitetura. Pare para pensar e veja qual é a tua posição; depois vá em busca da razão. ;)
Fabius_
April 18th, 2008, 01:38 PM
Esse projeto não tem vergonha de ser neo.
E por isso ele ficou interessante. Eu gostei, ficou muito interessante...
Só o nome que destoa...:|
fflee
April 18th, 2008, 04:09 PM
uma mistura ridicula de uma construtora ainda mais ridicula
simplesmente um lixo
b.rhow
April 18th, 2008, 04:18 PM
De bom gosto, gostei^^
Farrapo
April 18th, 2008, 04:22 PM
Hahahahahahahahahahahahahahahahahahahah... AMEI o nome, hahahah... Super "contemporâneo"!
:rofl:
Sério, eu cliquei no thread pensando "é agora que o 'GRGM' cala a minha boca" e "deve ser ao menos um prédio 'moderninho'", hahah... Mas aí foi aparecendo essa COISA, mais um "créu" pra São Paulo... Creeedo... =P
Esse nome foi foda... Tá certo que eu acho muuuito brega quando colocam nomes tipo "Palais du Luxembourg", mas ao menos tem um "contexto"... Agora "Contemporâneo (!!!) Campo Belo" tá muito incoerente, hahah...
Enfim, brega! :puke:
:colgate:
Galado
April 18th, 2008, 04:26 PM
Vai ser um apartamentão! muito bom, o problema dos NEOS é o seu estilo antiquado, parece que quer chamar o comprador de "ANTIGO RICO" AUAHUAHAA sei lá é estranho, por isso que no geral as pessoas gostam mais dos edifícios mais modernos, com muito vidro.
tchelllo
April 18th, 2008, 09:18 PM
Mania de perseguição?
Os neoclássicos de antigamente foram uma forma de derrubar o barroco e o rococó, criando um novo - neo - estilo clássico, mas propondo a discussão dos valores clássicos, em contraposição ao Classicismo renascentista, que apenas replicava os princípios antigos sem críticas aprofundadas. Vale lembrar que o neoclássico veio após o clássico, mas não foi uma "retomada" do clássico, mas sim uma nova forma de interpretar a arquitetura clássica, de forma mais racional e econômica, sem muita opulência e ostentação, principalmente por parte dos mais ricos e da Igreja, já que esta colocava a divindade como razão para tudo no mundo.
O estilo neoclássico surgiu em uma época em que o mundo se modificava; valores, crenças e ideologias eram revistas, a Igreja já não mandava mais como antes e os populares viam uma forma de usar a massa como força para chegar ao poder. Nesta época aconteceu a Revolução Francesa, modificando a Europa e fazendo o mundo trocar de era.
O incrível é que já em 1760 o barroco era considerado MAU GOSTO na França. E o mais incrível é que muitos não sabem a diferença dos estilos barroco e neoclássico, sendo que no neoclássico era defendido o fim do ornamento inútil e a racionalização dos espaços, tudo em volta de uma simetria, não apenas única, etc.
O estilo neoclássico foi um fator importante para surgir logo mais tarde o estilo MODERNO, que de certa forma utililou-se dos detalhes mais progressistas do estilo que estava saindo de moda, adequando e modernizando ainda mais as construções. No início do século XX o modernismo passa a ser o que existia de mais avançado na arquitetura, fazendo com que a engenharia andasse a passos largos. Nesta época, mais especificamente na década de 1920, sobem aos céus os edifícios altos, chamados de arranha-céus, cuja produção arquitetônica era ligada à Escola de Chicago, influenciada e exigida pelas necessidades do capitalismo naquela cidade, naquela época. As técnicas construtivas, o concreto armado, o aço, já eram dominadas pelos homens. O mundo passou por uma evolução nunca vista e imaginada pelos clássicos.
Tudo isto para mostrar que estamos hoje em dia vivendo um momento MUITO diferente! O mundo evolui, nada retrocede, tudo tem uma explicação lógica que se dá a partir da EVOLUÇÃO, onde aprendemos com os erros, os admitindo, porém SEMPRE os melhorando. Nada hoje é por acaso, principalmente na arquitetura; o fim do ornamento, a racionalidade, a funcionalidade, a RAZÃO, tudo tem um fundo de verdade, uma lógica, um fundamento. Não compare esta modinha fútil e de extremo mau gosto, comandada por um mercado sem cultura, com o verdadeiro estilo neoclássico, pois ele serviu para EVOLUIR toda uma era, não retroceder, como acontece hoje.
Vale lembrar que estes prédios neoclássicos construídos hoje em dia basicamente levam em si a mistura de vários estilos, utilizando-se do que há de pior nos estilos clássicos e modernos, como o ornamento e as minúsculas aberturas (estilos clássicos) e o pé-direito baixo e as paredes finas (estilos modernos).
Há sim, muitos elementos dos estilos clássicos são usados até hoje, como forma de inspiração, porém adaptados para a sua era. Há quem diga que na estética, Le Corbusier abusava do clássico, não deixando de ser o mais modernista dos arquitetos.
Na evolução dos estilos arquitetônicos, geralmente se usa o que havia de melhor no antigo, adptando e melhorando, criando assim um estilo novo e contrário ao antigo, porém melhor e mais evoluído. É uma questão de coerência, sabendo que o quem vem depois é a evolução, nem sempre correta, mas sempre de acordo com a sua era.
Defender alguns dos detalhes estéticos dos estilos clássicos em prol de uma arquitetura mais bela é demonstrar que nada sabe sobre EVOLUÇÃO, sobre ARQUITETURA e sobre RACIONALISMO.
Estes "intelectualóides pseudo-cults" estudam para isto, se tornando um dia PROFISSIONAIS da arquitetura e podes ter certeza, a opinião deles quando bem argumentada e baseada em fundamentos vale muito mais do que a de quem nada sabe sobre a história da arte. :okay:
E moda é uma coisa passageira e pouco relevante, ARQUITETURA é muito mais do que isto, é um jogo de teorias, técnicas e arte que fica para SEMPRE marcando uma ERA. Vale lembrar que dentro da arquitetura há modas, neoclássicos de hoje sao moda, de mau gosto, mas são moda.
Apesar de vivermos em uma época sem estilos arquitetônicos bem definidos, mas sim com NOMES, na essência a boa arquitetura é sempre igual.
Manifestações "fakes"? :nuts:
Já ouviste falar em ideologia? Quem é contra neos possui uma, assim como quem defende. Porém a diferença nos dois está em quanto cada grupo sabe o que significa o termo ARQUITETURA, com suas complexidades, sua história, suas teorias. Uma coisa é fato: quem bem entende sobre arquitetura não gosta de neos. Quem acha que arquitetura é apenas estética, sem precisar de contexto urbano e histórico, não sabe o que é arquitetura, nem como se faz arquitetura, muito menos como se olha a arquitetura. Pare para pensar e veja qual é a tua posição; depois vá em busca da razão. ;)
Adorei seu texto! Até que enfim, alguém se manifesta de forma madura e mais esclarecedora sobre NEOS, desde que eu entrei aqui.
Mas vou ponderar...
Não trabalho mais na área da construção civil, mas me formei como técnico em edificações e depois fiz tecnologia em edifícios na FATEC-SP a long time ago, logo, não me considero somente um curioso, gosto muito de arquitetura, mas não para meu sustento e nem para a minha própria casa, infelizmente (moro em uma casa simples só com planta do terreno como 90% da população brasileira).
A universidade contemporânea está longe de ser o ápice do intelecto humano. A fragmentação das áreas de conhecimento e ideologização do ensino leva 99% dos estudantes de quaisquer áreas ao fascismo criado por tendências oportunistas e professores programados para vomitar conhecimento e não despertar a curiosidade, ou seja, não é só pelo consenso de pesquisadores como vc mencionou que as pessoas acham certos estilos "ultrapassados" ou defendem outros, mas por pura "ideologia universitária".
Quando pensamos em arquitetura devemos observá-la essencialmente como uma expressão social.
E é nesse aspecto que quem curte arquitetura aqui, muitas vezes acaba deixando de lado quando comenta certos projetos.
Elege-se uma tendência, geralmente a que os estudantes de arquitetura "aprenderam" ser a mais em voga e junta-se a isso os leigos curiosos que vão na onda e aí começa o festival de críticas gratuitas a estilos em detrimento de outros.
São raros os comentários desprovidos de "tendências coletivas artificiais" aqui. Li um thread antigo sobre NEO-Clássicos, por exemplo, onde vários foristas atualmente anti-NEOS-ortodoxos faziam até certos elogios ao estilo e a seqüencia de comentários era bem na mesma linha sóbria. Meses depois, pronto, o "it" do momento é detonar os Neos, sempre vinculando-os a uma suposta mentalidade 'brega" da elite paulistana...
É estranho muitos "intelectuais" simplificarem a arquitetura NEO-Clássica de SP assim sem levar em consideração que o Estado de SP tem 40 milhões de habitantes, ou seja, de cada cinco brasileiros 1 mora aqui(não que seja um fenômeno estadual mas faço a comparação estadual pela questão bairrista), e a Grande SP tem praticamente 20 milhões de pessoas, ou seja, de cada 10 brasileiros, 1 mora na cidade de SP. Não há "elite" paulistana consumindo NEOS em SP, Há sim Brasileiros de tudo qto é canto consumindo NEOS em SP, essa é verdade...
As vezes me impressiona a falta de conhecimentos de algumas pessoas de outros estados que se esquecem que na cidade de SP, de cada 10 pessoas que vc pára na rua praticamente a metade não nasceu aqui ou veio trabalhar aqui...
A partir daí, basta então "evoluirmos" um pouco mais a reflexão para tentarmos compreender, pq esse tipo de arquitetura é popular em SP sem o tal comentário "pq querem parecer ricos", pois esse é um dos mais boçais argumentos, afinal qualquer edifício que aparente imponência, seja o estilo que for, será escolhido por quem queira "ostentar".
Portanto, creio que o "nível" do debate sobre NEO-clássicos em SP exige de quem quiser arriscar palpites, um nível de intesse sociológico um pouco maior do que o NADA de sociologia aprendido em universidades de arquitetura, porque criticar gratuitamente o que não é tendência mercadológica ou de moda em arquitetura é apenas um reflexo de como se ensina mal arquitetura neste país ou em qualquer outro.
E para finalizar, vou fazer um pergunta aos "estudantes e profissionais" de arquitetura que adoram versar aqui romanticamente sobre seus desafetos com certos estilos.
Se vcs fossem os donos dos escritórios em que trabalham ou desejam trabalhar e chegasse um cliente querendo um projeto com o interesse irredutível pelo NEO-Clássico, pergunto:
-Vocês realmente o convenceriam da "breguice" do projeto como o fazem aqui?
-Dentro deste estilo, será que o projeto de vocês ficaria "melhor" do que os postados aqui?
-Será mesmo que conseguiriam desenvolver um projeto neo-clássico, se tudo o que remete a este estilo está equivocado (não estou aqui referindo a comparações técnicas com outros estilos, mas a simples capacidade de "reproduzir" um estilo em um trabalho solicitado...)
E por fim, Já que fala-se tanto em "eloqüência", em "bom senso" por aqui, dou uma sugestão: pq as pessoas que "ODEIAM" certas tendências, não abstêm-se de comentar os projetos somente pelo estilo e passam então a observar os aspectos TÉCNICOS do projeto, deixando a IDEOLOGIA DO GOSTO resumida a "não gosto do estilo"? Não seria muito mais "educado"?
Julio_Geografia
April 18th, 2008, 09:28 PM
A mistura de estilos ficou estranha. Porém concordo em quase tudo sobre o comentário do tchello.
tchelllo
April 18th, 2008, 10:35 PM
alguém mais arrisca um palpite...?
Bruno GV
April 18th, 2008, 10:51 PM
:)...achei feio, uma mistureba onde nem se pode definir qual o estilo predominante.Pelo que observei deve ser o neocrássico....
Os apartamentos por dentro talvez fiquem muito bons!!
E esse nome me soou bem irônico: "Contemporâneo Campo belo":nuts:
Uma dúvida. Esse contemporâneo se refere à uma nova tendência de mistureba?
Marcus_CG
April 18th, 2008, 11:09 PM
Gostei ñ
fflee
April 18th, 2008, 11:33 PM
texto extraido do site arcoweb.com.br, abril de 2004
Fernando Serapião
Os edifícios-fantasmas e seus ornamentos delinqüentes
Ilustrações do Tratado prático elementar de arquitetura, de Vinhola: um manual para os arquitetos que projetam por cartilha
"Não sei por onde vou/Não sei para onde vou/
Só sei que não vou por aí."
Trecho de "Cântigo negro", do poeta português
José Regio (1901-1969)
Fraudulentos no estilo e no glamour, os chamados edifícios neoclássicos aterrorizam a paisagem urbana paulistana. O establishment arquitetônico chia e a maior parte do público consumidor aprova, enquanto construtores, incorporadores e imobiliárias estão de olho nas vendas. A questão parece menor e mesquinha, pois se trata de edifícios privados. No entanto, pode ser vista como uma metáfora da visão que a sociedade tem do arquiteto: uma profissão com muita serventia na arte de adornar fachadas conforme tendências da moda.
Nas duas últimas décadas, acelerou-se a transformação dos novos edifícios de apartamentos de São Paulo em produtos. Em vez de boa arquitetura, são oferecidas opções em estilos desvirtuados: neocolonial, neomediterrâneo, neomoderno, art déco etc. A pá de cal desse processo é o que o mercado define como neoclássico. Em contraponto ao sucesso de público, nove entre dez arquitetos desaprovam esses projetos. No debate público que se encena, os arquitetos responsáveis por essas edificações, todos ligados à indústria da construção civil, fogem da discussão ou procuram legitimá-la com argumentos superficiais.
O fato não é novidade: mesmo depois dos primeiros exemplares residenciais modernos - como o Columbus (1930), de Rino Levi, e o Esther (1936), de Álvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho -, Jacques Pilon perpetrou edifícios no suposto estilo neoclássico, como o São Luiz, “de um ecletismo depurado vagamente francês” (nota 1). De 30 anos para cá, os sucessores preferenciais de Pilon nessa ingrata empreitada estilística foram executados pela Construtora Adolpho Lindemberg. Tanto os prédios de Pilon quanto os de Lindemberg são caracterizados pelo revestimento em tom ocre, balaustradas e alguns poucos ornamentos. Considerados por parte da elite como signo de edifício nobre, passavam incógnitos na imensidão paulistana.
O pior estava por vir. Nos últimos dez anos, os exemplares neopassadistas tomaram a cidade, porém utilizando elementos de fachada mais variados: são mansardas, pináculos e todo tipo de ornamentação. O mais conhecido entre esses edifícios residenciais é o Saint Patrick: além do estilo exacerbado e da volumetria desconcertante, chamou a atenção por burlar leis municipais. Exposto na 3ª Bienal Internacional de Arquitetura e atualmente embargado, o prédio é de autoria de Pablo Slemenson, que foi sócio de Carlos Faggin e colaborador de Joaquim Guedes, além de registrar passagem pelo Condephaat.
O debate acontecia nos bastidores: basta lembrar que as curadorias da 4ª e da 5ª BIA tiveram a cautela de não aceitar projetos do gênero. Alterou-se essa dinâmica quando esse estilo macarrônico ganhou a esfera dos edifícios de escritórios de alto padrão - programa que, em comparação com os residenciais, costuma envolver mais planejamento, melhores projetos, clientes mais exigentes e, por conseqüência, honorários mais altos. A discussão tornou-se pública: o assunto foi tema na grande imprensa (O Estado de S. Paulo, Folha de S. Paulo e Veja São Paulo, por exemplo) e provocou dois concorridos encontros no IAB/SP, em agosto e setembro passados. As reportagens teciam elogios e apontavam como ícones desse “novo-velho estilo” três edifícios comerciais: o San Paolo e o Plaza Iguatemi Business Center, ambos projetados por Israel Rewin, e a sede do Banco Santos, desenhada por Júlio Neves com fachada de Pablo Slemenson.
Mas, enfim, qual é o problema dessas construções, uma vez que são financiadas e consumidas pela iniciativa privada? É só uma questão de gosto? Há diversos argumentos possíveis para essa discussão. Este texto se concentra em seis deles, que possuem relações com a história, a tecnologia, o pós-modernismo, o poder absolutista, a cidade e a profissão.
História
O primeiro ponto a ser observado acerca desses projetos é o pecado inicial apontado por historiadores (nota 2): esses edifícios podem ser tudo, menos neoclássicos. Como disse Pedro Paulo de Melo Saraiva, em um dos encontros do IAB, é o caso de acionar o Procon, por propaganda enganosa. Sem critério nem bom senso, os projetos ditos neoclássicos misturam elementos das ordens clássicas - como colunas, arcos e adornos - com mansardas parisienses, criando um samba do crioulo doido que encanta a patuléia.
Historicamente, todo edifício clássico é horizontal, dada a própria natureza da tecnologia empregada - primeiro em madeira, depois em pedra. Além disso, prédios comerciais e residenciais são, por princípio, uma invenção moderna.
Esses neoclássicos possuem a mesma lógica e importância de uma obra escrita em línguas mortas, incompreensível para quem escreve e para quem lê. Mas o leitor, mesmo não entendendo uma linha sequer, acha aquilo nobre, bonito. Em contraposição, esses prédios são planejados de forma racional, com tecnologia de ponta. Ou seja, são edifícios inteligentes com projetos burros.
Tecnologia
Nesse caso, há um contra-senso no uso da tecnologia. Apesar de serem edifícios comerciais de ponta - sobretudo no que tange a elementos pré-moldados de fachada -, eles representam um retrocesso. O problema não é o ornamento, que está reaparecendo com força na vanguarda européia. A contradição é utilizar, sem o menor critério, fachadas tecnologicamente de ponta cuja estampa são elementos de ordens clássicas. Trata-se de apropriação fora de época, sem propósito nem caráter, que nada acrescenta à cultura e à construção tupiniquins. Uma ofensa à arquitetura, tanto à estética clássica - de Vitruvius, Ledoux, Alberti ou Palladio - quanto ao desejo de industrialização do moderno - de Walter Groupius e Mies van der Rohe.
Pós-modernismo
Analisando a superficialidade dos projetos e dos discursos dos arquitetos, a possível conexão entre essas construções e a pós-modernidade revela-se um delírio. Contudo, do ponto de vista do desejo do consumidor, parece evidente o desencanto com a modernidade, não do ponto de vista funcional, mas em relação à estética. A imensa massa de edifícios modernistas produzidos na cidade - principalmente no boom de construções entre 1964 e 1978, resultado dos financiamentos do BNH -, a maior parte sem qualidade, pode ter gerado um desejo de renovação que, misturado à aspiração por status, materializou-se em balaústres, pináculos e mansardas.
Não seriam os novos projetos a produção em massa de signos de poder, utilizando a linguagem clássica como recurso? Os consumidores desses edifícios são capitalistas que, ao que tudo indica, não estão desiludidos com a técnica. Não se está diante de discípulos de Leon Krier, que, ao pregar a volta da cidade pré-industrial européia do século 18 e se basear no anticapitalismo de Ruskin e Morris, tenta a todo custo levantar qualidades na obra de Albert Speer, arquiteto e ministro do Terceiro Reich.
Poder absolutista
Com Speer, chega-se ao quarto ponto: no século 20, a utilização de elementos clássicos em arquitetura é associada a regimes de força. Adolf Hitler e Benito Mussolini apreciavam a cultura clássica, e os edifícios-ícones de seus regimes repetem lições do passado, seja com o auxílio do próprio Speer, na Alemanha, ou de Marcello Piacentini, na Itália. Ironicamente, em São Paulo, grande parte dos neoclássicos são construídos, projetados e consumidos pela comunidade judaica, que deveria ser a primeira a recusar essa estética.
A cidade
A propósito da falta de democracia, o quinto ponto é a relação (ou a falta de) desses edifícios com cidade. Potencializada pela insegurança dos grandes centros, a ausência de gentileza desses projetos com o espaço urbano é gritante: altos muros, ausência de espaços semipúblicos ou mesmo de permeabilidade espacial, entre outros. Os empreendedores, por falta de visão, tratam o espaço privado de forma radicalmente egoísta.
Nesse ponto, entra a perversa figura do marketing imobiliário, que, ignorando qualquer noção histórica, trata o projeto como mero produto. Os profissionais envolvidos na chamada consultoria imobiliária ignoram a história da arquitetura, não sabem avaliar uma boa implantação, não querem saber de aspectos ambientais, muito menos de relações urbanas. E decidem a feição que a cidade vai ganhando.
A profissão
O sexto ponto é fundamental, e diz respeito à relação atual entre arquitetos e sociedade. Esses edifícios vão contra todos os princípios que regem a boa arquitetura: na universidade não se ensina tal cinismo; ali, os arquitetos são treinados para executar projetos que tenham compromisso com o espaço urbano. Para piorar, grande parte da elite arquitetônica local atuante formou-se, politicamente, como militante ou simpatizante da esquerda, o que a afastou das questões do mercado. Essa ruptura entre arquitetura e mercado tem conseqüências gravíssimas, como esta com que nos defrontamos.
Atualmente, os arquitetos, apesar de mais envolvidos no processo do que no passado (eles fazem os projetos, trabalham na construtora, na incorporadora, na obra, na aprovação, na imobiliária etc.), perderam poder de decisão. Em última instância, há pouca conexão entre a realização imobiliária e o saber arquitetônico. Por parte da universidade, perdeu-se o contato com o mercado. E o mercado, por sua vez, não aproveita o saber da universidade. Resultado: os profissionais, ainda hoje educados para estar à frente do processo, como nos anos 1950, sentem-se impotentes ao ver a cidade ser construída a sua revelia.
É importante que a arquitetura entre na ordem do dia,
em jornais, livros, exposições e debates
Que fazer?
Os arquitetos têm pela frente uma tarefa inglória: convencer a sociedade de que são necessários para o bem-estar urbano, para a construção de uma cidade mais humana. Para isso, é necessário esclarecer a vantagem de contratar um bom profissional. É importante que a arquitetura entre na ordem do dia, em jornais, revistas, exposições, livros, debates etc. É preciso tornar mais exigente o público - de todas as classes sociais -, que deixaria de consumir esses edifícios-fantasmas e teria consciência da cidade desejada. Para isso, a crítica arquitetônica é fundamental. “Na literatura, na música ou no cinema, se o crítico acha que a obra é boa, compramos o livro ou assistimos ao filme. Em arquitetura seria útil se existisse julgamento favorável ou desfavorável quando se procura comprar uma moradia, um local para o trabalho”, sentenciou o crítico Roberto Segre (leia mais).
A construção da cidade possui lances simbólicos, como o caso que envolve esses edifícios. O San Paolo e o Plaza Iguatemi Business Center, por exemplo, na avenida Brigadeiro Faria Lima, são ladeados por prédios desenhados por Gian Carlo Gasperini e Salvador Cândia, dois dos principais articuladores de uma arquitetura de qualidade ligada ao mercado: juntos, foram responsáveis pelo desenho da Galeria Metrópole.
Com sua imponente iluminação, à noite os neoclássicos da Faria Lima parecem edifícios-fantasmas, que apavoram a cidade. E é preciso encarar a realidade: infelizmente eles lá estão, edifícios-fantasmas que, com seus ornamentos delinqüentes, assombram a boa arquitetura paulistana.
Publicada originalmente em PROJETODESIGN
Edição 290 Abril de 2004
Notas:
1 Paulo Bruna, em “Jacques Pilon”, texto do Catálogo de desenhos de arquitetura da Biblioteca da FAU/USP,1988.
2 Entre eles, Carlos Lemos, Benedito Lima de Toledo e Abílio Guerra.
luisvpc
April 19th, 2008, 12:19 AM
tchello, vou te explicar pq eu nao gosto de neo-clássicos:
1. Os telhadinhos: Nao suporto aquelas coisas verdes-acizentadas que realmente funcionam muito para nao acumular muita neve, já que estamos em são paulo, um lugar muuuito frio!
2. Gradezinhas: agora eu te pergunto: para que colocar grades quando você pode colocar vidro???
3. Coisas inúteis: Sabe aquelas faixas que separam os andares, só que nao sao todos? Aquilo é simplesmente ridículo, além de arcos no topo e coisas do tipo, que sao realmente inúteis.
4. Janelas: Agora te pergunto: para quê, quando constrói para um público muito rico, fazer aquelas janelinhas?
5. Laterais: Você vai concordar comigo que as laterais dos predios estilo neo classico sao realmente disconcideradas.
6. Roubada de mercado: Tome como exemplo a Daslu, poderia, com aquele dinheiro, construir uma loja super muderna e bonita, mas naaao, vamos fazer palácios bege queimados com colunas toscas e aquelas merdas daquelas janelinhas. Esses neo classicos acabam roubando o lugar dos predios modernos e bonitos, já que os ricos gostam mais de uma coisa neo-chiquê-chateau, etc...
bom, mas essa é a minha opinião, talvez, os neoclassicos façam sucesso pelo conforto que oferecem, como lareiras, etc...
Mangueboy
April 19th, 2008, 12:38 AM
Não ficou tão ruim...
tonyssa
April 19th, 2008, 12:47 AM
Um samba do crioulo doido!
Leonardo López
April 19th, 2008, 12:49 AM
eu me amarro em Neo de luxo, pq os normais....:D
FlicK
April 19th, 2008, 12:51 AM
Como o teu comentário é longo e altamente relevante, vou responder por partes, como sempre costumo fazer, de modo em que todas as frases sejam lidas e, se possível, discutidas.
Adorei seu texto! Até que enfim, alguém se manifesta de forma madura e mais esclarecedora sobre NEOS, desde que eu entrei aqui.
Eu o escrevi logo após chegar de uma festa, semi-bêbado. :D
Mas vou ponderar...
Não trabalho mais na área da construção civil, mas me formei como técnico em edificações e depois fiz tecnologia em edifícios na FATEC-SP a long time ago, logo, não me considero somente um curioso, gosto muito de arquitetura, mas não para meu sustento e nem para a minha própria casa, infelizmente (moro em uma casa simples só com planta do terreno como 90% da população brasileira).
Interessante, não imaginava que fosses técnico. Mas a última frase é irrelevante, já que não é necessário morar em um palácio para discutir o que é belo ou não.
A universidade contemporânea está longe de ser o ápice do intelecto humano. A fragmentação das áreas de conhecimento e ideologização do ensino leva 99% dos estudantes de quaisquer áreas ao fascismo criado por tendências oportunistas e professores programados para vomitar conhecimento e não despertar a curiosidade, ou seja, não é só pelo consenso de pesquisadores como vc mencionou que as pessoas acham certos estilos "ultrapassados" ou defendem outros, mas por pura "ideologia universitária".
Esta é uma questão complexa. Na minha opinião, um bom arquiteto tem o seu próprio repertório, mas a boa arquitetura segue uma linha única, esta explorada ao máximo nas boas universidades. Meio incoerente, não? Mas há um bom fundo de verdade, já que os bons arquitetos - que se destacam sendo realmente bons no que fazem - são minoria; muitas vezes é melhor ser conservador do que ousar. Quem deve ousar são os bons, não todos, como nas outras áreas das artes, onde um artista acaba imitando outro, deixando que ouse quem sabe ousar, que crie quem sabe criar.
É uma opinião bem polêmica esta minha, pois defendo que cada um deve fazer o máximo de si para manter a arquitetura em um bom nível, porém sou contra cada um lançar um estilo próprio e totalmente diferenciado, fugindo dos mais variados temas da arquitetura contemporânea. Nem todos são mestres.
Em outras palavras, a boa arquitetura é aquela que segue uma linha, pode ser diferente, mas na essência é sempre a mesma. Um arquiteto que segue à risca esta linha não necessariamente é um bom arquiteto, mas aquele que faz uma boa arquitetura, baseada em teorias e fundamentos. Quem tem o poder de saber ousar, deve fazer, para isto alguns se destacam mais do que os outros. É meio que uma questão de "talento". Não sei como expressar isto da melhor forma, espero que tenha me entendido.
Quando pensamos em arquitetura devemos observá-la essencialmente como uma expressão social.
E é nesse aspecto que quem curte arquitetura aqui, muitas vezes acaba deixando de lado quando comenta certos projetos.
Isto que difere a arquitetura das outras artes, pois é uma arte útil, uma arte indispensável. Se não gosta de um quadro, basta o tirar de uma parede; se não gosta de uma música, desligue o som; se não gosta de um filme, saia do cinema; porém uma arquitetura ruim ficará para sempre sendo usada. Não há como apertar um botão, se virar de costas, fechar os olhos, pois um prédio ruim exerce uma força indescritível na vida das pessoas, mesmo que elas nem saibam que ele existe ou tenham se dado conta de quão ruim ele é.
Elege-se uma tendência, geralmente a que os estudantes de arquitetura "aprenderam" ser a mais em voga e junta-se a isso os leigos curiosos que vão na onda e aí começa o festival de críticas gratuitas a estilos em detrimento de outros.
Em uma sociedade isto é comum. Há aqueles que conduzem uma discussão e há aqueles que seguem atrás, pois respeitam a figura e/ou a palavra dos anteriores. Mas a princípio, um estudante de arquitetura acaba tendo uma opinião mais relevante que a da maioria leiga, não por aprender e reproduzir palavras dos professores, mas sim por ESTUDAR, ENTENDER e principalmente, VIVER a arquitetura.
São raros os comentários desprovidos de "tendências coletivas artificiais" aqui. Li um thread antigo sobre NEO-Clássicos, por exemplo, onde vários foristas atualmente anti-NEOS-ortodoxos faziam até certos elogios ao estilo e a seqüencia de comentários era bem na mesma linha sóbria. Meses depois, pronto, o "it" do momento é detonar os Neos, sempre vinculando-os a uma suposta mentalidade 'brega" da elite paulistana...
É estranho muitos "intelectuais" simplificarem a arquitetura NEO-Clássica de SP assim sem levar em consideração que o Estado de SP tem 40 milhões de habitantes, ou seja, de cada cinco brasileiros 1 mora aqui(não que seja um fenômeno estadual mas faço a comparação estadual pela questão bairrista), e a Grande SP tem praticamente 20 milhões de pessoas, ou seja, de cada 10 brasileiros, 1 mora na cidade de SP. Não há "elite" paulistana consumindo NEOS em SP, Há sim Brasileiros de tudo qto é canto consumindo NEOS em SP, essa é verdade...
As vezes me impressiona a falta de conhecimentos de algumas pessoas de outros estados que se esquecem que na cidade de SP, de cada 10 pessoas que vc pára na rua praticamente a metade não nasceu aqui ou veio trabalhar aqui...
Esta é uma impressão pessoal tua. Eu não sou de São paulo e não percebo esta pseudo "intenção" de denegrir a imagem da cidade a partir de críticas aos neoclássicos.
O Brasil no todo é carente desta cultura em relação à arquitetura, não apenas São Paulo, porém esta última - por ser nossa maior metrópole - influencia todo o resto do país.
Os neoclássicos de hoje em dia provavelmente nasceram em São Paulo, mas não existem apenas lá e sim no grosso das nossas principais cidades.
Criticar esta nova elite paulistana de certa forma é criticar toda a nova elite brasileira. Esqueçam o peso da palavra "São Paulo" e troquem por "Brasil". ;)
A partir daí, basta então "evoluirmos" um pouco mais a reflexão para tentarmos compreender, pq esse tipo de arquitetura é popular em SP sem o tal comentário "pq querem parecer ricos", pois esse é um dos mais boçais argumentos, afinal qualquer edifício que aparente imponência, seja o estilo que for, será escolhido por quem queira "ostentar".
Há muitas formas de ostentar, sendo que os neoclássicos surgiram justamente para por fim à ostentação.
Entre todas as formas, podemos ver estas: ostentar utilizando o bom gosto e o mau gosto.
Arquitetura em si é ostentação, uma forma de destaque, uma arte que merece ser vista, discutida e apreciada.
Portanto, creio que o "nível" do debate sobre NEO-clássicos em SP exige de quem quiser arriscar palpites, um nível de intesse sociológico um pouco maior do que o NADA de sociologia aprendido em universidades de arquitetura, porque criticar gratuitamente o que não é tendência mercadológica ou de moda em arquitetura é apenas um reflexo de como se ensina mal arquitetura neste país ou em qualquer outro.
Há boas e ruins faculdades; típico do nosso país, cujo ensino superior está apenas engatinhando. Porém as boas já são MUITO boas, inclusive a minha, que por sinal é particular, tem menos de 10 anos e é bastante reconhecida e respeitada.
Não estou criticando de certa forma o novo ensino superior, já que está nítido o avanço das faculdades de arquitetura a partir deste novo século.
Os arquitetos formados hoje são infinitas vezes melhor do que os mais "experientes", inclusive isto é dito por estes últimos.
Vale lembrar que quem projeta neoclássicos geralmente está há um bom tempo no mercado, não são arquitetos recém formados.
Muitos arquitetos acham que esta nova geração tem tudo para colocar o país nos eixos (pelo menos no que diz respeito à arquitetura).
E para finalizar, vou fazer um pergunta aos "estudantes e profissionais" de arquitetura que adoram versar aqui romanticamente sobre seus desafetos com certos estilos.
Se vcs fossem os donos dos escritórios em que trabalham ou desejam trabalhar e chegasse um cliente querendo um projeto com o interesse irredutível pelo NEO-Clássico, pergunto:
-Vocês realmente o convenceriam da "breguice" do projeto como o fazem aqui?
-Dentro deste estilo, será que o projeto de vocês ficaria "melhor" do que os postados aqui?
-Será mesmo que conseguiriam desenvolver um projeto neo-clássico, se tudo o que remete a este estilo está equivocado (não estou aqui referindo a comparações técnicas com outros estilos, mas a simples capacidade de "reproduzir" um estilo em um trabalho solicitado...)
E por fim, Já que fala-se tanto em "eloqüência", em "bom senso" por aqui, dou uma sugestão: pq as pessoas que "ODEIAM" certas tendências, não abstêm-se de comentar os projetos somente pelo estilo e passam então a observar os aspectos TÉCNICOS do projeto, deixando a IDEOLOGIA DO GOSTO resumida a "não gosto do estilo"? Não seria muito mais "educado"?
É outra questão complexa. Desta vez envolve DINHEIRO.
Na minha opinião, um arquiteto que vai contra suas idéias, projetando neoclássicos em troca de grana, está literalmente se PROSTITUINDO.
Eu particularmente diria não a um cliente, tentando é claro convencer ele de que este tipo de prédio não é o ideal. Vale lembrar que o cliente nunca entende mais de arquitetura que o próprio arquiteto.
O problema da arquitetura atual do Brasil é justamente esta "prostituição" de boa parte dos arquitetos, onde ao invés de se unir e fazer o melhor por sua profissão e pela arquitetura no país, eles se vendem, projetam a preço de nada, sujam o nome, arruinam a arquitetura. Típico de um país subdesenvolvido.
Criando polêmica, gostaria de deixar o meu recado.
Enquanto muitos acharem que arquitetura é algo de pouca importância, nunca conseguiremos avançar.
Basta parar para pensar: é à toa que o curso de arquitetura é um dos mais extensos e complicados que existem? :|
Arquitetura não é apenas desenhar prédios, brincar com linhas e planos, é um todo muito maior e complexo.
Uma boa questão é aquela, bobinha, mas interessante: enquanto as pessoas acharem que o hospital é mais importante que o teatro, nunca conseguiremos evoluir, pois o hospital e a medicina servem para curar as pessoas e fazê-las, assim, irem saudáveis ao teatro.
:)
FlicK
April 19th, 2008, 12:53 AM
tchello, vou te explicar pq eu nao gosto de neo-clássicos:
1. Os telhadinhos: Nao suporto aquelas coisas verdes-acizentadas que realmente funcionam muito para nao acumular muita neve, já que estamos em são paulo, um lugar muuuito frio!
2. Gradezinhas: agora eu te pergunto: para que colocar grades quando você pode colocar vidro???
3. Coisas inúteis: Sabe aquelas faixas que separam os andares, só que nao sao todos? Aquilo é simplesmente ridículo, além de arcos no topo e coisas do tipo, que sao realmente inúteis.
4. Janelas: Agora te pergunto: para quê, quando constrói para um público muito rico, fazer aquelas janelinhas?
5. Laterais: Você vai concordar comigo que as laterais dos predios estilo neo classico sao realmente disconcideradas.
6. Roubada de mercado: Tome como exemplo a Daslu, poderia, com aquele dinheiro, construir uma loja super muderna e bonita, mas naaao, vamos fazer palácios bege queimados com colunas toscas e aquelas merdas daquelas janelinhas. Esses neo classicos acabam roubando o lugar dos predios modernos e bonitos, já que os ricos gostam mais de uma coisa neo-chiquê-chateau, etc...
bom, mas essa é a minha opinião, talvez, os neoclassicos façam sucesso pelo conforto que oferecem, como lareiras, etc...
Esta é uma das opiniões mais relevantes que já vi neste forum, basta lembrar que quem a emitiu foi um não-arquiteto, alguém que hoje apenas aprecia a arquitetura e não um profissional da área, formado ou em formação.
E cara, não é tu que és novinho? :?
hugoslz
April 19th, 2008, 01:26 AM
Eu tenho prazer de sempre entrar num thread de São Paulo porque eu sei que eu vou encontrar coisas maravilhosas, essa então.. :applause:
MUITO lindo e charmoso!
luisvpc
April 19th, 2008, 01:31 AM
Esta é uma das opiniões mais relevantes que já vi neste forum, basta lembrar que quem a emitiu foi um não-arquiteto, alguém que hoje apenas aprecia a arquitetura e não um profissional da área, formado ou em formação.
E cara, não é tu que és novinho? :?
novinho como?
tenho 12 anos, pq?
FlicK
April 19th, 2008, 01:36 AM
novinho como?
tenho 12 anos, pq?
Isto mostra que além de ter APENAS 12 anos, não estar na área da arquitetura (apesar de gostar de projetar), tu consegues ter mais bom senso que a maioria dos foristas metidos à intelectuais e entendedores de arquitetura, pois emitiu uma opinião ingênua, limpa, sem malícia, porém sincera e altamente realista.
tchelllo
April 19th, 2008, 02:00 AM
Como o teu comentário é longo e altamente relevante, vou responder por partes, como sempre costumo fazer, de modo em que todas as frases sejam lidas e, se possível, discutidas.
Eu o escrevi logo após chegar de uma festa, semi-bêbado. :D
Interessante, não imaginava que fosses técnico. Mas a última frase é irrelevante, já que não é necessário morar em um palácio para discutir o que é belo ou não.
Esta é uma questão complexa. Na minha opinião, um bom arquiteto tem o seu próprio repertório, mas a boa arquitetura segue uma linha única, esta explorada ao máximo nas boas universidades. Meio incoerente, não? Mas há um bom fundo de verdade, já que os bons arquitetos - que se destacam sendo realmente bons no que fazem - são minoria; muitas vezes é melhor ser conservador do que ousar. Quem deve ousar são os bons, não todos, como nas outras áreas das artes, onde um artista acaba imitando outro, deixando que ouse quem sabe ousar, que crie quem sabe criar.
É uma opinião bem polêmica esta minha, pois defendo que cada um deve fazer o máximo de si para manter a arquitetura em um bom nível, porém sou contra cada um lançar um estilo próprio e totalmente diferenciado, fugindo dos mais variados temas da arquitetura contemporânea. Nem todos são mestres.
Em outras palavras, a boa arquitetura é aquela que segue uma linha, pode ser diferente, mas na essência é sempre a mesma. Um arquiteto que segue à risca esta linha não necessariamente é um bom arquiteto, mas aquele que faz uma boa arquitetura, baseada em teorias e fundamentos. Quem tem o poder de saber ousar, deve fazer, para isto alguns se destacam mais do que os outros. É meio que uma questão de "talento". Não sei como expressar isto da melhor forma, espero que tenha me entendido.
Isto que difere a arquitetura das outras artes, pois é uma arte útil, uma arte indispensável. Se não gosta de um quadro, basta o tirar de uma parede; se não gosta de uma música, desligue o som; se não gosta de um filme, saia do cinema; porém uma arquitetura ruim ficará para sempre sendo usada. Não há como apertar um botão, se virar de costas, fechar os olhos, pois um prédio ruim exerce uma força indescritível na vida das pessoas, mesmo que elas nem saibam que ele existe ou tenham se dado conta de quão ruim ele é.
Em uma sociedade isto é comum. Há aqueles que conduzem uma discussão e há aqueles que seguem atrás, pois respeitam a figura e/ou a palavra dos anteriores. Mas a princípio, um estudante de arquitetura acaba tendo uma opinião mais relevante que a da maioria leiga, não por aprender e reproduzir palavras dos professores, mas sim por ESTUDAR, ENTENDER e principalmente, VIVER a arquitetura.
Esta é uma impressão pessoal tua. Eu não sou de São paulo e não percebo esta pseudo "intenção" de denegrir a imagem da cidade a partir de críticas aos neoclássicos.
O Brasil no todo é carente desta cultura em relação à arquitetura, não apenas São Paulo, porém esta última - por ser nossa maior metrópole - influencia todo o resto do país.
Os neoclássicos de hoje em dia provavelmente nasceram em São Paulo, mas não existem apenas lá e sim no grosso das nossas principais cidades.
Criticar esta nova elite paulistana de certa forma é criticar toda a nova elite brasileira. Esqueçam o peso da palavra "São Paulo" e troquem por "Brasil". ;)
Há muitas formas de ostentar, sendo que os neoclássicos surgiram justamente para por fim à ostentação.
Entre todas as formas, podemos ver estas: ostentar utilizando o bom gosto e o mau gosto.
Arquitetura em si é ostentação, uma forma de destaque, uma arte que merece ser vista, discutida e apreciada.
Há boas e ruins faculdades; típico do nosso país, cujo ensino superior está apenas engatinhando. Porém as boas já são MUITO boas, inclusive a minha, que por sinal é particular, tem menos de 10 anos e é bastante reconhecida e respeitada.
Não estou criticando de certa forma o novo ensino superior, já que está nítido o avanço das faculdades de arquitetura a partir deste novo século.
Os arquitetos formados hoje são infinitas vezes melhor do que os mais "experientes", inclusive isto é dito por estes últimos.
Vale lembrar que quem projeta neoclássicos geralmente está há um bom tempo no mercado, não são arquitetos recém formados.
Muitos arquitetos acham que esta nova geração tem tudo para colocar o país nos eixos (pelo menos no que diz respeito à arquitetura).
É outra questão complexa. Desta vez envolve DINHEIRO.
Na minha opinião, um arquiteto que vai contra suas idéias, projetando neoclássicos em troca de grana, está literalmente se PROSTITUINDO.
Eu particularmente diria não a um cliente, tentando é claro convencer ele de que este tipo de prédio não é o ideal. Vale lembrar que o cliente nunca entende mais de arquitetura que o próprio arquiteto.
O problema da arquitetura atual do Brasil é justamente esta "prostituição" de boa parte dos arquitetos, onde ao invés de se unir e fazer o melhor por sua profissão e pela arquitetura no país, eles se vendem, projetam a preço de nada, sujam o nome, arruinam a arquitetura. Típico de um país subdesenvolvido.
Criando polêmica, gostaria de deixar o meu recado.
Enquanto muitos acharem que arquitetura é algo de pouca importância, nunca conseguiremos avançar.
Basta parar para pensar: é à toa que o curso de arquitetura é um dos mais extensos e complicados que existem? :|
Arquitetura não é apenas desenhar prédios, brincar com linhas e planos, é um todo muito maior e complexo.
Uma boa questão é aquela, bobinha, mas interessante: enquanto as pessoas acharem que o hospital é mais importante que o teatro, nunca conseguiremos evoluir, pois o hospital e a medicina servem para curar as pessoas e fazê-las, assim, irem saudáveis ao teatro.
:)
Entendi e respeito muito a sua opinião, apesar de seguir discordando de alguns temas.
Tbm achei muito legal a opinião do luisvpc.
Não tenho muito tempo hoje para discorrer sobre o que vc escreveu FlicKlings, mas discordo muito sobre a suposta "prostituição" do arquiteto, pois a vejo como uma forma muito romantizada de olhar para arquitetura.
Creio haver duas formas de observar o arquiteto. Uma é achá-lo o supremo "artista" que detém toda a individual responsabilidade pela obra, toda a majestade sobre o que cria e o ditador de tendências como um pintor, um escultor, um artista plástico, devido também ao acúmulo de técnicas e de conhecimento sobre a tal arte de projetar um espaço. PONTO. a outra é inserí-lo em uma sociedade capitalista e mercadológica, aonde a arquitetura é sim um produto de consumo (sem juízo de valores aqui) e o arquiteto acaba sendo como um designer de automóveis, ou seja, a criação é dele porém em cima da vontade do mercado (cliente). Não há desonestidade alguma nisso pq a nossa sociedade contemporânea é assim, somos uma sociedade de consumo e a arquitetura não está alheia a isso, ela está inserida neste contexto como qualquer atividade humana.
Um bom arquiteto pode sim fazer um BOM e honesto projeto para atingir o gosto do cliente, orientando-o e respeitando sim noções básicas de harmonia e estética que a arquitetura adquiriu como inatas ao longo da história (louvor ao acúmulo de conhecimento específico), mas o parâmetro para isso quem regula e a sociedade e não o artista, afinal, a arte também uma manifestação social e não o contrário.
O artista padrão não é um deus, ele é um ser humano que tem a capacidade de "expressar-se de diversas formas" e cria técnicas para isso. Os outros vão lá absorvem as técnicas e se expressam da mesma ou de outra forma, porém a técnica tbm lhe foi transmitida culturalmente e o que restam são "possibilidades" de adaptação do que já é conhecido para encaixar as mesmas peças de outras formas... ou seja.. a tal "criação" não é nada "criada" é reorganizada, apenas.
O tal "nada se cria, tudo se transforma"...
Por isso questiono esse glamour quase metafísico da arte que tentamos atribuir como se fosse nosso lado divino. Para mim, divinizar a "arte" e o "aritista padrão" é como a religião, ou seja, uma "muleta", um artifício para suportarmos para a nossa agonia de viver. As vezes também me convence, mas nem sempre.
Bom, infelizmente os outros temas eu posso até comentar amanhã, mas agora preciso dormir, pois acordo cedo.
pedrovitoria
April 19th, 2008, 02:20 AM
Bem misturado, um lado é mais neo e o outro ja é mais atual. No geral deve ficar bom.
WallyP
April 19th, 2008, 02:23 AM
Cyrela já está preparando a cidade pra enfrentar as nevascas do inverno.
Que telhadinho ...pqp.
luisvpc
April 19th, 2008, 02:41 AM
Isto mostra que além de ter APENAS 12 anos, não estar na área da arquitetura (apesar de gostar de projetar), tu consegues ter mais bom senso que a maioria dos foristas metidos à intelectuais e entendedores de arquitetura, pois emitiu uma opinião ingênua, limpa, sem malícia, porém sincera e altamente realista.
Eu faço o que posso:colgate::colgate:
FelixMadero
April 19th, 2008, 05:58 AM
Credo, tem alguns foristas que parecem ser do século das luzes, dqui uns dias uns deles lançam uma enciclopédia: A bela, boa e única arquitetura possível.
Mel dels, nao aguento mais isso, a RAZAO, a ARQUITETURA, o BOM ARQUITETO... tudo ja está definido...
E os leigos não podem opinar...
FelixMadero
April 19th, 2008, 06:00 AM
E o resultado do predio pra mim foi positivo, gostei.
Bruno BHZ
April 19th, 2008, 08:34 AM
Péssimo.
E não acho que meu desprezo - e de outros - pelos neos precisa de muita justificativa. Gosto é gosto, e ninguém é obrigado a ter uma explicação profunda para seus gostos. Ao contrário, acho que passa-se a impressão de que precisa-se estudar, aprofundar no assunto, para olhar para um prédio desses e desprezá-lo. Como se para desprezar um filme tosco tivéssemos que estudar cinema, para avaliar a qualidade da atuação em Malhação tivéssemos que estudar teatro e para qualificar o livro da Bruna Surfistinha de baixa-literatura tivéssemos que estudar letras e conhecer cada momento da história da evolução da literatura mundial.
A arquitetura, se é arte mesmo ou não, não importa, mas é avaliada da mesma forma, através de gostos, estética, com subjetividade. E como essas outras "artes", a gente vai avaliando com a bagagem cultural que vamos adquirindo ao longo da vida, sem necessitar de nenhuma dedicação exclusiva... E para mim tem coisas que o mero bom-senso classifica muito bem. Pode ser complicado "decretar" algo para "o disco da mais nova cantora de MPB" (nova sensação? mais do mesmo?), mas a posição que o funk e o jazz mais ou menos ocupam na escala de qualidade musical é inquestionável, goste-se ou não.
Eu acho divertido quando soltam um funk e as patricinhas descem até o chão, mas daí a "respeitar" esse estilo musical e querer que as pessoas dêem valor, é outra coisa. Eu sinceramente não entendo como alguém pode olhar esses telhadinhos franceses, arcos, colunas, gradis, esculturas, e ainda mais misturados com vidro espelhado, e não achar brega. Até entendo gostarem esteticamente, mas para mim a pessoa tem que admitir um gosto pelo brega. Eu acho estranho é ter que ensinar isso!!! Tudo que as pessoas vivenciam, no seu dia-a-dia, vendo TV, lendo jornal, vendo filmes, conversando, etc, já é mais do que suficiente para qualquer pessoa "juntar as idéias" e perceber que esses neos são uma aberração. Para mim o mesmo mecanismo que faz qualquer zé-ninguém achar brega uma pessoa usar uma mega saia rodada a la Maria Antonieta, sem nunca ter estudado moda, deveria funcionar para a arquitetura. Esses zé-ninguéns podem inclusive ser pessoas que se vestem mal - mas se confundem sempre só com coisas que realmente se usam hoje. Podem fazer combinações ruins, mas com roupas atuais. Nenhum zé-ninguém vai tirar do armário ombreiras.
Jogando para a arquitetura, eu entendo controvérsias em relação a alguns prédios de Dubai, da China... Você pode ter horror a vidro espelhado vermelho com detalhes dourados, mas ao menos são coisas de hoje. São "roupas atuais". Já os neos são as "ombreiras". Coisas que não deviam estar em discussão, mais, que tiveram seu tempo, e foi...
Bruno BHZ
April 19th, 2008, 08:41 AM
^ Parecem prédios diferentes mesmo!
Aliás, será que, neste caso, vai vir aquele povinho preconceituoso do fórum dizendo que os que moram na metade "contemporânea" são pessoas bem resolvidas e de bom gosto, enquanto os que moram na "metade neo" são nouveau riche sem gosto que querem se sentir morando no Palácio de Versalhes? :lol:
Aff...
Você agora tá nessa onde de ficar defendendo os neos (sempre com um PS "eu não gosto" no final. Eu, ein, assume de vez!!!).
A mistura de neo com arquitetura contemporânea é o que torna mais tosco ainda o projeto, mais de mau gosto.
Uma pessoa de bom gosto nunca moraria num prédio "metade-mau-gosto, metade-bom-gosto". Ou se é por inteiro, ou não é!
Eu sei que você está é querendo dizer que a arquitetura da residência não diz nada (?) sobre o gosto de quem vive ali dentro. Agora, se alguém acredita que sim, estaria ainda sendo totalmente coerente taxando todos que moram ai, independente do lado do prédio, de mau gosto. Não é com esse tipo de prédio que você vai testar os "preconceituosos". Vai testar se o cara é gay ou hetero dando um travesti para ele carcar?? Meu filho, pode ficar beijando o rosto "feminino", mas se pegou na piroca, ELE É!!! :laugh:
zeh
April 19th, 2008, 02:28 PM
Como o teu comentário é longo e altamente relevante, vou responder por partes, como sempre costumo fazer, de modo em que todas as frases sejam lidas e, se possível, discutidas.
Eu o escrevi logo após chegar de uma festa, semi-bêbado. :D
Interessante, não imaginava que fosses técnico. Mas a última frase é irrelevante, já que não é necessário morar em um palácio para discutir o que é belo ou não.
Esta é uma questão complexa. Na minha opinião, um bom arquiteto tem o seu próprio repertório, mas a boa arquitetura segue uma linha única, esta explorada ao máximo nas boas universidades. Meio incoerente, não? Mas há um bom fundo de verdade, já que os bons arquitetos - que se destacam sendo realmente bons no que fazem - são minoria; muitas vezes é melhor ser conservador do que ousar. Quem deve ousar são os bons, não todos, como nas outras áreas das artes, onde um artista acaba imitando outro, deixando que ouse quem sabe ousar, que crie quem sabe criar.
É uma opinião bem polêmica esta minha, pois defendo que cada um deve fazer o máximo de si para manter a arquitetura em um bom nível, porém sou contra cada um lançar um estilo próprio e totalmente diferenciado, fugindo dos mais variados temas da arquitetura contemporânea. Nem todos são mestres.
Em outras palavras, a boa arquitetura é aquela que segue uma linha, pode ser diferente, mas na essência é sempre a mesma. Um arquiteto que segue à risca esta linha não necessariamente é um bom arquiteto, mas aquele que faz uma boa arquitetura, baseada em teorias e fundamentos. Quem tem o poder de saber ousar, deve fazer, para isto alguns se destacam mais do que os outros. É meio que uma questão de "talento". Não sei como expressar isto da melhor forma, espero que tenha me entendido.
Isto que difere a arquitetura das outras artes, pois é uma arte útil, uma arte indispensável. Se não gosta de um quadro, basta o tirar de uma parede; se não gosta de uma música, desligue o som; se não gosta de um filme, saia do cinema; porém uma arquitetura ruim ficará para sempre sendo usada. Não há como apertar um botão, se virar de costas, fechar os olhos, pois um prédio ruim exerce uma força indescritível na vida das pessoas, mesmo que elas nem saibam que ele existe ou tenham se dado conta de quão ruim ele é.
Em uma sociedade isto é comum. Há aqueles que conduzem uma discussão e há aqueles que seguem atrás, pois respeitam a figura e/ou a palavra dos anteriores. Mas a princípio, um estudante de arquitetura acaba tendo uma opinião mais relevante que a da maioria leiga, não por aprender e reproduzir palavras dos professores, mas sim por ESTUDAR, ENTENDER e principalmente, VIVER a arquitetura.
Esta é uma impressão pessoal tua. Eu não sou de São paulo e não percebo esta pseudo "intenção" de denegrir a imagem da cidade a partir de críticas aos neoclássicos.
O Brasil no todo é carente desta cultura em relação à arquitetura, não apenas São Paulo, porém esta última - por ser nossa maior metrópole - influencia todo o resto do país.
Os neoclássicos de hoje em dia provavelmente nasceram em São Paulo, mas não existem apenas lá e sim no grosso das nossas principais cidades.
Criticar esta nova elite paulistana de certa forma é criticar toda a nova elite brasileira. Esqueçam o peso da palavra "São Paulo" e troquem por "Brasil". ;)
Há muitas formas de ostentar, sendo que os neoclássicos surgiram justamente para por fim à ostentação.
Entre todas as formas, podemos ver estas: ostentar utilizando o bom gosto e o mau gosto.
Arquitetura em si é ostentação, uma forma de destaque, uma arte que merece ser vista, discutida e apreciada.
Há boas e ruins faculdades; típico do nosso país, cujo ensino superior está apenas engatinhando. Porém as boas já são MUITO boas, inclusive a minha, que por sinal é particular, tem menos de 10 anos e é bastante reconhecida e respeitada.
Não estou criticando de certa forma o novo ensino superior, já que está nítido o avanço das faculdades de arquitetura a partir deste novo século.
Os arquitetos formados hoje são infinitas vezes melhor do que os mais "experientes", inclusive isto é dito por estes últimos.
Vale lembrar que quem projeta neoclássicos geralmente está há um bom tempo no mercado, não são arquitetos recém formados.
Muitos arquitetos acham que esta nova geração tem tudo para colocar o país nos eixos (pelo menos no que diz respeito à arquitetura).
É outra questão complexa. Desta vez envolve DINHEIRO.
Na minha opinião, um arquiteto que vai contra suas idéias, projetando neoclássicos em troca de grana, está literalmente se PROSTITUINDO.
Eu particularmente diria não a um cliente, tentando é claro convencer ele de que este tipo de prédio não é o ideal. Vale lembrar que o cliente nunca entende mais de arquitetura que o próprio arquiteto.
O problema da arquitetura atual do Brasil é justamente esta "prostituição" de boa parte dos arquitetos, onde ao invés de se unir e fazer o melhor por sua profissão e pela arquitetura no país, eles se vendem, projetam a preço de nada, sujam o nome, arruinam a arquitetura. Típico de um país subdesenvolvido.
Criando polêmica, gostaria de deixar o meu recado.
Enquanto muitos acharem que arquitetura é algo de pouca importância, nunca conseguiremos avançar.
Basta parar para pensar: é à toa que o curso de arquitetura é um dos mais extensos e complicados que existem? :|
Arquitetura não é apenas desenhar prédios, brincar com linhas e planos, é um todo muito maior e complexo.
Uma boa questão é aquela, bobinha, mas interessante: enquanto as pessoas acharem que o hospital é mais importante que o teatro, nunca conseguiremos evoluir, pois o hospital e a medicina servem para curar as pessoas e fazê-las, assim, irem saudáveis ao teatro.
:)
Flick, estou ficando orgulhoso do meu pupilo, mas a este nível ainda és meu pupilo? Tiveste a paciencia que eu nunca tive para explicar toooooda a história e os porques... Parabéns, fizeste das melhores coisas que tenho visto no SSC ultimamente... Eu que agora me entreguei a falta de reflexão nesse SSC (que confesso, já me foi mais interessante) Fizeste a mim muito bem querido, merci...
Pinhate
April 19th, 2008, 02:46 PM
Eu até que gostei dessa mistura. Agora legal, é voc~e ver um só desse. Mas nós temo um nos Jardins agora outro no Campo belo e ainda um Alphaville, aí fica um bando de prédio repitido..
Eu achei bonito até.
GRGM
April 20th, 2008, 03:23 AM
Aff...
Você agora tá nessa onde de ficar defendendo os neos (sempre com um PS "eu não gosto" no final. Eu, ein, assume de vez!!!).
A mistura de neo com arquitetura contemporânea é o que torna mais tosco ainda o projeto, mais de mau gosto.
Uma pessoa de bom gosto nunca moraria num prédio "metade-mau-gosto, metade-bom-gosto". Ou se é por inteiro, ou não é!
Eu sei que você está é querendo dizer que a arquitetura da residência não diz nada (?) sobre o gosto de quem vive ali dentro. Agora, se alguém acredita que sim, estaria ainda sendo totalmente coerente taxando todos que moram ai, independente do lado do prédio, de mau gosto. Não é com esse tipo de prédio que você vai testar os "preconceituosos". Vai testar se o cara é gay ou hetero dando um travesti para ele carcar?? Meu filho, pode ficar beijando o rosto "feminino", mas se pegou na piroca, ELE É!!! :laugh:
Assumir o quê? Falei que não gosto, então tá falado! "Assumir"... como se fosse vergonhoso gostar de neos, ou como se eu quisesse dar uma de que não gosto de neos pra ser aceito "pela elite do SSC" :lol:
E se você sabe o que eu quis dizer (e foi isso mesmo que você entendeu), não venha procurar pêlo em ovo e me torrar, eu só estava ironizando, não dando um "teste sério aos preconceituosos", CARA CHATO! HUNF! m))
diogosantos
April 20th, 2008, 04:15 AM
olha, honestamente nunca me manifestei sobre o tema NEO-Clássico, mas é nítido perceber como aqui no SSC, há uma tendência meio que "tribal" em não curtir NEO-clássicos por ser algo muito difundido em SP, especialmente por foristas de outras "praças" meio sem "outros" argumentos que não o jargão batido do "afe que coisa brega...", afinal, NEO há para tudo em arquitetura, NEO-Barroco, NEO-modernismo, NEO-art Decó, NEO-gótico, ou seja, qualquer referência de qualquer estilo já inventado e todos são DATADOS, se forem construídos após o momento original serão NEO, oras bolas...
Agora será mesmo que do estilo "clássico" não há nada legal para se fazer em arquitetura só pq meia dúzia de intelectualóides pseudo-cults inseridos em escolinhas de arquitetura acham que arquitetura é igual moda, ou seja, só vale o que estiver no mainstream? e me parece que somente neste estilo não há nada que agrade certas pessoas... É muito forçado isso... são muito "fakes" certas manifestações animalescas com os NEOS de Sampa e chega a soar até engraçado, pq no fim, o que em outros lugares se constrói de tão "oW" assim? NEO-blocão? NEO-minimalismo? Neo-blocão-com pastilha? rs...Sei lá... acho que ao criticar certos estilos, as pessoas deveriam expressar os motivos, para entendermos se elas conhecem o que falam ou só reproduzem o que os outros dizem...
O fascismo em arquitetura é uó...
UI! Traz meus sais!
vitinhooo
April 20th, 2008, 05:15 AM
Bom, eu não tenho nada contra os neos, e acho que um neo bem desenhado e com um BOM acabamento, fica bonito. O que fod* é os caras quererem enfeitar esses projetos.
Esse neo ficou beeem estranho. Misturar gradi e vidro nas sacadas?
Jorge Luís
April 20th, 2008, 05:36 AM
Bem, eu vou expor a minha opinião, eu achei o projeto show de bola. Bonito, estiloso, harmônico tanto externamente quanto internamente.
Tem áreas bem abertas o que aproveita bastante a luz do dia, e foi cuidadosamente pensado em todos os mínimos detalhes, são simétricos.. eu só colocaria um pouco mais de "cor" no projeto, mas tá show!
Vou destacar um erro bastante comum nas construções de todo o Brasil.
http://www.cyrela.com.br//Web/ficha/contemporaneocampobelo/pops/img/Empreendimento/empreendimento03.jpg
percebam que do lado esquero da tela existe um canteiro de plantas e árvores certo? pois bem e logo em seguida a piscina, não se constrói piscina ao mesmo nível de canteiros de plantas e árvores, é um erro..é necessário ter uma espécie de batente para separar a piscina dos canteiros de plantas e árvores, não podem está no mesmo nível. Ora mais pq? Justamente para evitar que os "moradores indevidos" que habitam esses canteiros de plantas e árvores(insetos e seus derivados) entrem na piscina. Uma técnica simples e eficiente :okay: O detalhe em madeira à pista da piscina e entre o hall ficou com um contraste show!
o projeto está ótimo.
Jorge Luís
April 20th, 2008, 05:50 AM
Agora generalizando geral, gente a maiora dessas construtoras(Gafisa, Agra, Cyrella, InPar(principalmente), etc) precisam urgentemente reformular o modo de criar projetos, sem querer ser barrista, malvado, grosso, estúpido, etc. Destaco três construturas paraenses que deixam no Chinelo, "as maiores construtoras do Brasil": Quanta, Village e Quality.
As construtoras citadas no início precisam renovar a arquitetura de suas obras, ser mais modernas, e simples.. tem um prédio em Belém que eu acho tudo isso. O Conext, uma obra que consegue ser light, clean e ao mesmo tempo bonito e charmoso. Outro: Village Ritz, um projeto moderno, clean, charmoso e diferente na qual seu projeto foi idealizado através dos comportamenos dos fractais.. ou seja, buscaram uma fonte de inspiração diferente para criar um projeto. É isso que está faltando em muitas empresas de engenharia civil e construtoras de SP, fonte de inspiração!
Overmundo
April 20th, 2008, 05:17 PM
Essa porrada de projetos neoclassicos nasce desse ridiculo conceito de que algo com telhados e ornamentos são chique e ostentam riqueza...puta coisa mais fake que existe...eu se tivesse grana nunca moraria num predio com esse estilo... primeiro que chega a ser brega, depois uma arquitetura moderna, com linhas mais retas, combinam mais com o estilo de vida dos anos 2000...para que reviver algo antigo se cada vez mais as pessoas querem parecer antenadas, modernas enfim...o Campo Belo, principalmente ali na Gabrielle de Annunzio é o reduto desses lixos fakes...infelizmente
Thambem
April 20th, 2008, 05:21 PM
Ele não é uma belez, mas tbm não é um Horror.....Digo que ele é Charmosinho...^^
vitinhooo
April 21st, 2008, 05:00 AM
Agora generalizando geral, gente a maiora dessas construtoras(Gafisa, Agra, Cyrella, InPar(principalmente), etc) precisam urgentemente reformular o modo de criar projetos, sem querer ser barrista, malvado, grosso, estúpido, etc. Destaco três construturas paraenses que deixam no Chinelo, "as maiores construtoras do Brasil": Quanta, Village e Quality.
As construtoras citadas no início precisam renovar a arquitetura de suas obras, ser mais modernas, e simples.. tem um prédio em Belém que eu acho tudo isso. O Conext, uma obra que consegue ser light, clean e ao mesmo tempo bonito e charmoso. Outro: Village Ritz, um projeto moderno, clean, charmoso e diferente na qual seu projeto foi idealizado através dos comportamenos dos fractais.. ou seja, buscaram uma fonte de inspiração diferente para criar um projeto. É isso que está faltando em muitas empresas de engenharia civil e construtoras de SP, fonte de inspiração!
O que fode Jorge é que as grandes empresas só pensam no lucro. Constrói para lucrar.
Jorge Luís
April 21st, 2008, 05:03 AM
^^
Ai que tá o problema! e como o mercado em SP é bastante aquecido, vende muito rápido.. e continuam lançando e lançando apenas para lucrarem, sem se quer pensar em detalhes, modernismo, etc. Lançam por lançar.
tchelllo
April 21st, 2008, 01:07 PM
UI! Traz meus sais!
Neste caso, o imperativo usado de forma correta seria `UI! TRAGA meus sais!` :poke:
Robervalda Souza
April 21st, 2008, 04:47 PM
Chiquérrimo!! Elegantérrimo!!! AMEI esse projeto!!
FlicK
April 22nd, 2008, 09:07 PM
Péssimo.
E não acho que meu desprezo - e de outros - pelos neos precisa de muita justificativa. Gosto é gosto, e ninguém é obrigado a ter uma explicação profunda para seus gostos. Ao contrário, acho que passa-se a impressão de que precisa-se estudar, aprofundar no assunto, para olhar para um prédio desses e desprezá-lo. Como se para desprezar um filme tosco tivéssemos que estudar cinema, para avaliar a qualidade da atuação em Malhação tivéssemos que estudar teatro e para qualificar o livro da Bruna Surfistinha de baixa-literatura tivéssemos que estudar letras e conhecer cada momento da história da evolução da literatura mundial.
A arquitetura, se é arte mesmo ou não, não importa, mas é avaliada da mesma forma, através de gostos, estética, com subjetividade. E como essas outras "artes", a gente vai avaliando com a bagagem cultural que vamos adquirindo ao longo da vida, sem necessitar de nenhuma dedicação exclusiva... E para mim tem coisas que o mero bom-senso classifica muito bem. Pode ser complicado "decretar" algo para "o disco da mais nova cantora de MPB" (nova sensação? mais do mesmo?), mas a posição que o funk e o jazz mais ou menos ocupam na escala de qualidade musical é inquestionável, goste-se ou não.
Eu acho divertido quando soltam um funk e as patricinhas descem até o chão, mas daí a "respeitar" esse estilo musical e querer que as pessoas dêem valor, é outra coisa. Eu sinceramente não entendo como alguém pode olhar esses telhadinhos franceses, arcos, colunas, gradis, esculturas, e ainda mais misturados com vidro espelhado, e não achar brega. Até entendo gostarem esteticamente, mas para mim a pessoa tem que admitir um gosto pelo brega. Eu acho estranho é ter que ensinar isso!!! Tudo que as pessoas vivenciam, no seu dia-a-dia, vendo TV, lendo jornal, vendo filmes, conversando, etc, já é mais do que suficiente para qualquer pessoa "juntar as idéias" e perceber que esses neos são uma aberração. Para mim o mesmo mecanismo que faz qualquer zé-ninguém achar brega uma pessoa usar uma mega saia rodada a la Maria Antonieta, sem nunca ter estudado moda, deveria funcionar para a arquitetura. Esses zé-ninguéns podem inclusive ser pessoas que se vestem mal - mas se confundem sempre só com coisas que realmente se usam hoje. Podem fazer combinações ruins, mas com roupas atuais. Nenhum zé-ninguém vai tirar do armário ombreiras.
Jogando para a arquitetura, eu entendo controvérsias em relação a alguns prédios de Dubai, da China... Você pode ter horror a vidro espelhado vermelho com detalhes dourados, mas ao menos são coisas de hoje. São "roupas atuais". Já os neos são as "ombreiras". Coisas que não deviam estar em discussão, mais, que tiveram seu tempo, e foi...
Comentários como este mostram porque perco a paciência em algumas discussões. :D
FlicK
April 22nd, 2008, 09:07 PM
Flick, estou ficando orgulhoso do meu pupilo, mas a este nível ainda és meu pupilo? Tiveste a paciencia que eu nunca tive para explicar toooooda a história e os porques... Parabéns, fizeste das melhores coisas que tenho visto no SSC ultimamente... Eu que agora me entreguei a falta de reflexão nesse SSC (que confesso, já me foi mais interessante) Fizeste a mim muito bem querido, merci...
:hug:
Obrigado. ;)
FlicK
April 22nd, 2008, 09:09 PM
UI! Traz meus sais!
hahahah
Adorei este comentário!
FlicK
April 22nd, 2008, 09:13 PM
Bem, eu vou expor a minha opinião, eu achei o projeto show de bola. Bonito, estiloso, harmônico tanto externamente quanto internamente.
Tem áreas bem abertas o que aproveita bastante a luz do dia, e foi cuidadosamente pensado em todos os mínimos detalhes, são simétricos.. eu só colocaria um pouco mais de "cor" no projeto, mas tá show!
Olha, não há harmonia nenhuma nos estilos, muito menos simetria neste projeto. :okay:
Will_NE
April 22nd, 2008, 11:47 PM
Contemporâneo?! Com elementos arquitetônicos do século XIX na fachada? Eu, hein... :ohno:
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