Cruvinel
April 23rd, 2008, 06:20 PM
Economia
Economia do Estado é destaque no Brasil
Eva Taucci
eva@dm.com.br
da editoria de Economia
Em recente visita a Catalão, o presidente do Banco Central do Brasil (BC), o goiano Henrique Meirelles, afirmou que o Estado de Goiás cresceu em diversas áreas muito mais que a média nacional durante o ano de 2007. Sem esmiuçar números, ele citou bens duráveis, geração de emprego, consumo familiar e compra de automóveis como alguns setores em que Goiás se sobressaiu frente aos números nacionais.
“O Brasil é a grande fronteira da expansão agrícola, e Goiás está no centro do processo, com indústrias para processamento de produtos agrícolas e também de alta tecnologia”, disse Meirelles, na ocasião da visita. Ele aposta no crescimento da produção de grãos no Estado, em torno de 5,6% na próxima safra, e pondera que o setor de vendas de automóveis continua aquecido. Para tanto, afirmou que é preciso se investir no capital físico e humano para continuar com o crescimento.
As expectativas de Meirelles para o aquecimento da economia brasileira são de 4,8%, 0,6 ponto percentual menor que o número final de 2007, que foi de 5,4%. Com o anúncio, o presidente confirma o que já era esperado pelos economistas: uma desaceleração na economia brasileira devido ao aumento de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, realizado semana passada, indo de 11,25% para 11,75%. A crise americana seria o fator que limita a expansão econômica brasileira, segundo Meirelles.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Paulo Afonso Ferreira, concorda que o Estado cresce acima da média nacional: “O que o presidente coloca é o que estamos vendo nas indústrias em Goiás.” Ele aponta uma necessidade de mão-de-obra qualificada no Estado, o que sugere um processo de expansão e crescimento das empresas aqui instaladas.
Desenvolvimento
Paulo Afonso diz que a política para desenvolver a indústria e o comércio em Goiás foi acertada. “Temos alguns gargalos, como o setor de infra-estrutura, mas acredito na Ferrovia Norte-Sul, que vai beneficiar muito a produção goiana.” Ele crê na competitividade de Goiás para crescer mesmo diante do cenário de aumento de juros: “Vamos continuar em 2008 com indicadores positivos.”
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Deucleciano Moreira Alves, lembra os números do PIB goiano: “Há uma década, ocupávamos o 13º lugar na economia nacional. Hoje, estamos em 8º. Essa é uma prova do grande crescimento que Goiás está acumulando.” Para ele, Goiás é emergente economicamente, e as fórmulas para atração de empresas, como incentivos fiscais, estão dando certo. “Os incentivos geram mais impostos para o Estado, mais emprego e renda para a população.” Assim, o comércio, como o de bens duráveis e aquisição de automóveis, tende a ficar aquecido e movimenta os números goianos, por aumentar o poder de compra.
O aumento do número de emprego no Estado proporciona o crescimento da massa salarial, que, por sua vez, aumenta o consumo da população. Essa é a opinião do economista Jefferson de Castro, apontando que Goiás gerou 41.153 novos postos de trabalho no ano de 2007, segundo dados do Caged. A expectativa é que Goiás cresça em 2008 de 4,5% a 5%, enquanto espera-se que a economia brasileira suba 4,5%.
Já o economista Marcus Antônio Teodoro Batista aposta na estagnação das regiões Sul e Sudeste como incentivadora do crescimento da economia goiana. “Essas regiões têm um crescimento menor porque as empresas estão migrando para outros pólos, como Goiás, atrás de incentivos fiscais, custos de produção menores e localização privilegiada.”
http://www.dm.com.br/materias.php?id=34723
Economia do Estado é destaque no Brasil
Eva Taucci
eva@dm.com.br
da editoria de Economia
Em recente visita a Catalão, o presidente do Banco Central do Brasil (BC), o goiano Henrique Meirelles, afirmou que o Estado de Goiás cresceu em diversas áreas muito mais que a média nacional durante o ano de 2007. Sem esmiuçar números, ele citou bens duráveis, geração de emprego, consumo familiar e compra de automóveis como alguns setores em que Goiás se sobressaiu frente aos números nacionais.
“O Brasil é a grande fronteira da expansão agrícola, e Goiás está no centro do processo, com indústrias para processamento de produtos agrícolas e também de alta tecnologia”, disse Meirelles, na ocasião da visita. Ele aposta no crescimento da produção de grãos no Estado, em torno de 5,6% na próxima safra, e pondera que o setor de vendas de automóveis continua aquecido. Para tanto, afirmou que é preciso se investir no capital físico e humano para continuar com o crescimento.
As expectativas de Meirelles para o aquecimento da economia brasileira são de 4,8%, 0,6 ponto percentual menor que o número final de 2007, que foi de 5,4%. Com o anúncio, o presidente confirma o que já era esperado pelos economistas: uma desaceleração na economia brasileira devido ao aumento de 0,5 ponto percentual da taxa Selic, realizado semana passada, indo de 11,25% para 11,75%. A crise americana seria o fator que limita a expansão econômica brasileira, segundo Meirelles.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), Paulo Afonso Ferreira, concorda que o Estado cresce acima da média nacional: “O que o presidente coloca é o que estamos vendo nas indústrias em Goiás.” Ele aponta uma necessidade de mão-de-obra qualificada no Estado, o que sugere um processo de expansão e crescimento das empresas aqui instaladas.
Desenvolvimento
Paulo Afonso diz que a política para desenvolver a indústria e o comércio em Goiás foi acertada. “Temos alguns gargalos, como o setor de infra-estrutura, mas acredito na Ferrovia Norte-Sul, que vai beneficiar muito a produção goiana.” Ele crê na competitividade de Goiás para crescer mesmo diante do cenário de aumento de juros: “Vamos continuar em 2008 com indicadores positivos.”
O presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Deucleciano Moreira Alves, lembra os números do PIB goiano: “Há uma década, ocupávamos o 13º lugar na economia nacional. Hoje, estamos em 8º. Essa é uma prova do grande crescimento que Goiás está acumulando.” Para ele, Goiás é emergente economicamente, e as fórmulas para atração de empresas, como incentivos fiscais, estão dando certo. “Os incentivos geram mais impostos para o Estado, mais emprego e renda para a população.” Assim, o comércio, como o de bens duráveis e aquisição de automóveis, tende a ficar aquecido e movimenta os números goianos, por aumentar o poder de compra.
O aumento do número de emprego no Estado proporciona o crescimento da massa salarial, que, por sua vez, aumenta o consumo da população. Essa é a opinião do economista Jefferson de Castro, apontando que Goiás gerou 41.153 novos postos de trabalho no ano de 2007, segundo dados do Caged. A expectativa é que Goiás cresça em 2008 de 4,5% a 5%, enquanto espera-se que a economia brasileira suba 4,5%.
Já o economista Marcus Antônio Teodoro Batista aposta na estagnação das regiões Sul e Sudeste como incentivadora do crescimento da economia goiana. “Essas regiões têm um crescimento menor porque as empresas estão migrando para outros pólos, como Goiás, atrás de incentivos fiscais, custos de produção menores e localização privilegiada.”
http://www.dm.com.br/materias.php?id=34723