Bruno BHZ
April 27th, 2008, 06:01 AM
:cheers:
Artes visuais. Museu que será inaugurado na rua da Bahia tem função ampliada para novo centro cultural de BH
Um presente de Inimá
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto_galeria_26042008163322.jpg
JÚLIO ASSIS
O artista plástico mineiro Inimá de Paula (1918-1999) participou pessoalmente, em 1998, da constituição da fundação que leva seu nome e cujo objetivo inicial era a catalogação de sua extensa obra. Inimá morreu no ano seguinte, o trabalho foi levado adiante e ganhou uma proporção que foi além das expectativas, como assegura o atual presidente da fundação, o empresário Mauro Tunes. "Superou o que imaginávamos", diz ele, e a razão principal para essa análise é a inauguração do Museu Inimá de Paula.
Depois de uma cerimônia para convidados, amanhã, o museu será aberto para o público quarta-feira-feira, 30, com a estrutura não apenas de um local de exposição das obras do artista. "O que está sendo entregue é um novo espaço cultural para Belo Horizonte", afirma Tunes.
O prédio histórico de quatro pavimentos à rua da Bahia, 1.201,, cedido pelo Estado, sediou o Clube Belo Horizonte e também o Cine Guarani. Quando foi fechado, há cerca de 12 anos, estava sendo usado por uma instituição financeira estadual. Para retomar agora sua utilização, demandou um investimento de R$ 4 milhões do próprio Mauro Tunes, sem renúncia fiscal. (:tyty: Que mecenas! :applause:) "É um grande exemplo de parceria público-privada, o Estado nos apoiou e montamos a estrutura", declara Tunes.
Mauro Tunes
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto_galeria_26042008164449.jpg
No primeiro pavimento foi instalado um café e recuperado o espaço do Cine Guarani, transformado em auditório com capacidade para 150 pessoas e apto também para cinema, teatro e música. O segundo e terceiro andares abrigam o acervo de Inimá e o quarto receberá exposições temporárias. "Vamos trazer grandes mostras para movimentar o museu", anuncia Tunes.
Para a abertura foram selecionadas cerca de 60 a 70 obras de Inimá, pertencentes a uma meia dúzia de colecionadores. "Um dos maiores é o Maurício Pontual, do Rio de Janeiro", conta o presidente da fundação, que também expõe algumas obras de seu acervo na mostra. Além dessas pinturas, o quarto andar recebe inicialmente uma mostra temporária também dedicada a Inimá, reunindo retratos e abstratos.
Identificado como um "fauvista" pelo intenso uso das cores, Inimá de Paula construiu uma obra de grande diversidade temática ao longo da carreira.
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REPRODUÇÃO
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto1_26042008164520.jpg
Esqueleto. Desenho que mostra toda a estrutura interna do Museu Inimá de Paula nos quatro pavimentos, projeto estrutural do arquiteto Saul Vilela e realizado com investimento de R$ 4 milhões
Atrativos
Ateliê e galeria virtual
JÚLIO ASSIS
A exposição do acervo de Inimá de Paula reúne obras das diversas fases do artista que iniciou sua produção nos anos 1940 e pintou até o fim da vida. “Ele ficou conhecido pelas paisagens, mas trabalhou com uma gama variada de assuntos”, afirma o presidente da Fundação Inimá de Paula, Mauro Tunes.
A preocupação social presente em boa parte das pinturas é destacada por Tunes. “Inimá pintou queimadas quando ainda pouco se falava na questão ambiental e retratou favelas numa época em que começava essa questão problemática dos centros urbanos”, frisa ele.
A exposição que inaugura o museu apresenta também obras relizadas pelo artista no exterior, como a série “Arredores de Paris”, realizada na época em que Inimá usufruiu de uma bolsa do Prêmio Viagem ao Exterior no I Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, nos anos 1950. Ou ainda a série “Arrozais japoneses”, do período em que integrou o projeto “Pintores Brasileiros no Japão” e visitou diversas cidades japonesas, nos anos 1970.
Os retratos constituem um capítulo à parte na obra de Inimá, e os auto-retratos ganham um espaço especial no museu, com fundo negro. “É uma espécie de santuário dele”, define Tunes.
Outro espaço diferenciado é da remontagem do ateliê, com acervo doado pela família, composto de objetos, pincéis, cavaletes e até uma obra inacabada.
Vale ressaltar ainda a Galeria Virtual, em que projetores são direcionados para uma parede branca e através de monitores de computador o visitante tem acesso a todas as obras catalogadas pela Fundação Inimá de Paula. Ele pode então montar sua própria exposição escolhendo uma temática, um período e assim por diante.
Sobre as exposições temporárias que o museu vai abrigar, Mauro Tunes adianta que a idéia é realizar cinco mostras por ano, sendo duas de artistas emergentes, duas de nomes mais conhecidos e uma :eek2:mega:eek2: exposição. “Nossa estrutura não deixa a dever a qualquer instituição de arte e como já contamos com todo o suporte necessário, o custo da montagem cai consideravelmente”, ressalta.
Ele destaca ainda o trabalho educativo que pretende realizar no museu, com a participação de escolas da cidade e da periferia.
TERCEIRO MOMENTO. A construção do museu foi um terceiro projeto da Fundação Inimá de Paula e por pouco não naufragou. “Nosso objetivo inicial era a catalogação das obras, o que já abarcou 1.816 pinturas até o momento. Depois nos dedicamos à publicação delas, em dois volumes. E em seguida veio a idéia do museu, para o qual iniciamos gestões em 2003, buscando apoio do Estado e prefeitura. Tive muitas conversas, mas nada de concreto e já estava desistindo quando, em 2005, recebemos o apoio do Estado, por iniciativa da secretária de Estado da Cultura, Eleonora Santa Rosa”, conta Mauro Tunes.
Eleonora diz que a proposta da Fundação Inimá de Paula veio de encontro à ( :nono: Então veio AO encontro DE, senhoraaa... :wink2:) preocupação da Secretaria de Cultura “em dar uso e função ao patrimônio do Estado”. Segundo ela, “este imóvel, que foi sede do Clube Belo Horizonte, um dos mais antigos espaços culturais da cidade, famoso por seus bailes de Carnaval, ganha uma nova função, condizente com a demanda cultural do século XXI, um verdadeiro centro cultural vivo e ativo, localizado numa das veias de Belo Horizonte, que é a rua da Bahia”.
Para Mauro Tunes, esta e outras inciativas nesse trecho do centro da cidade vêm revigorar um dos importantes eixos da cultura em Belo Horizonte no passado. “E a valorização da fachada oferece um novo cartão-postal para a cidade” :happy:, afirma.
(de fato!)
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto_galeria_26042008163419.jpg
AGENDA
O QUE: Museu Inimá de Paula
ONDE: Rua da Bahia, 1.201, centro, 3281-2779.
QUANDO: Inauguração quarta-feira e visitas de quarta a domingo, das 10h às 19h.
QUANTO: Adultos pagam R$ 5, idosos, crianças e estudantes pagam meia. No primeiro mês, o preço será de R$ 3.
Publicado em: 27/04/2008
www.otempo.com.br
Artes visuais. Museu que será inaugurado na rua da Bahia tem função ampliada para novo centro cultural de BH
Um presente de Inimá
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JÚLIO ASSIS
O artista plástico mineiro Inimá de Paula (1918-1999) participou pessoalmente, em 1998, da constituição da fundação que leva seu nome e cujo objetivo inicial era a catalogação de sua extensa obra. Inimá morreu no ano seguinte, o trabalho foi levado adiante e ganhou uma proporção que foi além das expectativas, como assegura o atual presidente da fundação, o empresário Mauro Tunes. "Superou o que imaginávamos", diz ele, e a razão principal para essa análise é a inauguração do Museu Inimá de Paula.
Depois de uma cerimônia para convidados, amanhã, o museu será aberto para o público quarta-feira-feira, 30, com a estrutura não apenas de um local de exposição das obras do artista. "O que está sendo entregue é um novo espaço cultural para Belo Horizonte", afirma Tunes.
O prédio histórico de quatro pavimentos à rua da Bahia, 1.201,, cedido pelo Estado, sediou o Clube Belo Horizonte e também o Cine Guarani. Quando foi fechado, há cerca de 12 anos, estava sendo usado por uma instituição financeira estadual. Para retomar agora sua utilização, demandou um investimento de R$ 4 milhões do próprio Mauro Tunes, sem renúncia fiscal. (:tyty: Que mecenas! :applause:) "É um grande exemplo de parceria público-privada, o Estado nos apoiou e montamos a estrutura", declara Tunes.
Mauro Tunes
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto_galeria_26042008164449.jpg
No primeiro pavimento foi instalado um café e recuperado o espaço do Cine Guarani, transformado em auditório com capacidade para 150 pessoas e apto também para cinema, teatro e música. O segundo e terceiro andares abrigam o acervo de Inimá e o quarto receberá exposições temporárias. "Vamos trazer grandes mostras para movimentar o museu", anuncia Tunes.
Para a abertura foram selecionadas cerca de 60 a 70 obras de Inimá, pertencentes a uma meia dúzia de colecionadores. "Um dos maiores é o Maurício Pontual, do Rio de Janeiro", conta o presidente da fundação, que também expõe algumas obras de seu acervo na mostra. Além dessas pinturas, o quarto andar recebe inicialmente uma mostra temporária também dedicada a Inimá, reunindo retratos e abstratos.
Identificado como um "fauvista" pelo intenso uso das cores, Inimá de Paula construiu uma obra de grande diversidade temática ao longo da carreira.
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REPRODUÇÃO
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto1_26042008164520.jpg
Esqueleto. Desenho que mostra toda a estrutura interna do Museu Inimá de Paula nos quatro pavimentos, projeto estrutural do arquiteto Saul Vilela e realizado com investimento de R$ 4 milhões
Atrativos
Ateliê e galeria virtual
JÚLIO ASSIS
A exposição do acervo de Inimá de Paula reúne obras das diversas fases do artista que iniciou sua produção nos anos 1940 e pintou até o fim da vida. “Ele ficou conhecido pelas paisagens, mas trabalhou com uma gama variada de assuntos”, afirma o presidente da Fundação Inimá de Paula, Mauro Tunes.
A preocupação social presente em boa parte das pinturas é destacada por Tunes. “Inimá pintou queimadas quando ainda pouco se falava na questão ambiental e retratou favelas numa época em que começava essa questão problemática dos centros urbanos”, frisa ele.
A exposição que inaugura o museu apresenta também obras relizadas pelo artista no exterior, como a série “Arredores de Paris”, realizada na época em que Inimá usufruiu de uma bolsa do Prêmio Viagem ao Exterior no I Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, nos anos 1950. Ou ainda a série “Arrozais japoneses”, do período em que integrou o projeto “Pintores Brasileiros no Japão” e visitou diversas cidades japonesas, nos anos 1970.
Os retratos constituem um capítulo à parte na obra de Inimá, e os auto-retratos ganham um espaço especial no museu, com fundo negro. “É uma espécie de santuário dele”, define Tunes.
Outro espaço diferenciado é da remontagem do ateliê, com acervo doado pela família, composto de objetos, pincéis, cavaletes e até uma obra inacabada.
Vale ressaltar ainda a Galeria Virtual, em que projetores são direcionados para uma parede branca e através de monitores de computador o visitante tem acesso a todas as obras catalogadas pela Fundação Inimá de Paula. Ele pode então montar sua própria exposição escolhendo uma temática, um período e assim por diante.
Sobre as exposições temporárias que o museu vai abrigar, Mauro Tunes adianta que a idéia é realizar cinco mostras por ano, sendo duas de artistas emergentes, duas de nomes mais conhecidos e uma :eek2:mega:eek2: exposição. “Nossa estrutura não deixa a dever a qualquer instituição de arte e como já contamos com todo o suporte necessário, o custo da montagem cai consideravelmente”, ressalta.
Ele destaca ainda o trabalho educativo que pretende realizar no museu, com a participação de escolas da cidade e da periferia.
TERCEIRO MOMENTO. A construção do museu foi um terceiro projeto da Fundação Inimá de Paula e por pouco não naufragou. “Nosso objetivo inicial era a catalogação das obras, o que já abarcou 1.816 pinturas até o momento. Depois nos dedicamos à publicação delas, em dois volumes. E em seguida veio a idéia do museu, para o qual iniciamos gestões em 2003, buscando apoio do Estado e prefeitura. Tive muitas conversas, mas nada de concreto e já estava desistindo quando, em 2005, recebemos o apoio do Estado, por iniciativa da secretária de Estado da Cultura, Eleonora Santa Rosa”, conta Mauro Tunes.
Eleonora diz que a proposta da Fundação Inimá de Paula veio de encontro à ( :nono: Então veio AO encontro DE, senhoraaa... :wink2:) preocupação da Secretaria de Cultura “em dar uso e função ao patrimônio do Estado”. Segundo ela, “este imóvel, que foi sede do Clube Belo Horizonte, um dos mais antigos espaços culturais da cidade, famoso por seus bailes de Carnaval, ganha uma nova função, condizente com a demanda cultural do século XXI, um verdadeiro centro cultural vivo e ativo, localizado numa das veias de Belo Horizonte, que é a rua da Bahia”.
Para Mauro Tunes, esta e outras inciativas nesse trecho do centro da cidade vêm revigorar um dos importantes eixos da cultura em Belo Horizonte no passado. “E a valorização da fachada oferece um novo cartão-postal para a cidade” :happy:, afirma.
(de fato!)
http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20080427/foto_galeria_26042008163419.jpg
AGENDA
O QUE: Museu Inimá de Paula
ONDE: Rua da Bahia, 1.201, centro, 3281-2779.
QUANDO: Inauguração quarta-feira e visitas de quarta a domingo, das 10h às 19h.
QUANTO: Adultos pagam R$ 5, idosos, crianças e estudantes pagam meia. No primeiro mês, o preço será de R$ 3.
Publicado em: 27/04/2008
www.otempo.com.br