mcorrea
May 1st, 2008, 04:20 AM
Indústria naval fluminense conta com investimentos de US$ 15 bilhões
Uma aliança entre dois grandes estaleiros, Mac Laren Oil (Brasil) e Jurong Shipyard (Cingapura), formalizada nesta quinta-feira, deve servir de marco para uma nova etapa na indústria naval fluminense, cuja retomada foi empreendida nos últimos anos. Com a formação de novos grupos empresariais fortes, o setor poderá tornar-se competitivo no mercado internacional e brigar por grandes encomendas de navios. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, o estado já conta com encomendas da ordem de US$ 7 bilhões, que podem chegar a US$ 15 bilhões com a consolidação de novos pedidos hoje em fase de licitação.
O convênio entre os dois grupos foi formalizado no Palácio Guanabara com a participação do governador Sérgio Cabral, da presidente do estaleiro fluminense, Gisella Mac Laren, e do presidente da Jurong no Brasil, Martin Cheah, entre outras autoridades. Na ocasião, foi anunciado o primeiro projeto da joint-venture: a construção de um dique seco em Ponta da Areia (Niterói), orçado em 200 milhões que, segundo Cheah, vai permitir a construção de navios e plataformas de petróleo sejam construídos ou reformados com mais rapidez e menores custos.
Durante a solenidade, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, destacou que o renascimento da indústria naval fluminense deveu-se aos incentivos fiscais do estado e principalmente à decisão da Petrobras de encomendar a estaleiros nacionais a construção de navios petroleiros e de plataformas marítimas de exploração de petróleo.
Bueno lembrou que o governador emitiu recentemente um decreto zerando a alíquota de ICMS para a importação de aço como parte de um programa de fortalecimento da competitividade do setor no mercado externo. A seguir, ele apresentou um quadro da indústria naval fluminense após a retomada das atividades produtivas. Estaleiros do estado estão construindo ou em vias de iniciar a construção de navios e plataformas, cujo custo chega a quase US$ 7 bilhões:
- A Transpetro encomendou ao Estaleiro Rio Naval, por US$ 1 bilhão, nove navios petroleiros e ao Estaleiro Mauá, por US$ 270 milhões, quatro;
- a Log-In, empresa do Grupo Vale do Rio Doce, encomendou ao Estaleiro Eisa, por US$ 350 milhões, cinco porta-contêineres;
- a Laurin Maritime, empresa americana, encomendou, por US$112 milhões, dois graneleiros;
- 10 embarcações para atender plataformas marítimas serão construídas:
- quatro, a US$ 100 milhões, pelo Estaleiro Aliança,
- cinco, a US$ 470 milhões, pelo Estaleiro Aker Promar, e
- uma, a US$ 25 milhões, perlo Estaleiro Eisa.
- três plataformas marítimas, encomendadas pela Petrobras e parceiros:
* a P-56, para o campo de Marlin Azul, ao Estaleiro Brasfels, de Angra dos Reis, por US$ 1 bilhão;
* a P-62, para o campo de Roncador, aos Estaleiros Mauá-Jurong, por US$ 1,2 bilhão (US$ 350 milhões em Cingapura e US$ 850 milhões no Rio); e
* a P-57, para o campo de Jubarte, ao Estaleiro Brasfels, por US$ 1,2 bilhão.
O secretário ainda informou que estão em licitação ou fase de serem licitados novos pedidos de embarcações, que demandam investimentos de US$ 8 bilhões, como a P-55, para o campo de Roncador, orçada em US$ 1,5 bilhão (o casco já foi contratado ao Estaleiro Atlântico Sul, da Bahia, ao custo de US$ 900 milhões), e as P-59 e P-60. Os estaleiros fluminenses também podem concorrer a licitações que vão ocorrer a curto prazo para a construção das P-61 e P-63, destinadas ao campo Papa-Terra, de 17 sondas de perfuração e, até 2015, de seis jaquetas e de dois FPSO (embarcações de apoio offshore para plataformas de exploração de petróleo e gás).
http://riodejaneiro.spaceblog.com.br/129353/INDUSTRIA-NAVAL-FLUMINENSE-CONTA-COM-INVESTIMENTOS-DE-US-15-BILHOES/
Uma aliança entre dois grandes estaleiros, Mac Laren Oil (Brasil) e Jurong Shipyard (Cingapura), formalizada nesta quinta-feira, deve servir de marco para uma nova etapa na indústria naval fluminense, cuja retomada foi empreendida nos últimos anos. Com a formação de novos grupos empresariais fortes, o setor poderá tornar-se competitivo no mercado internacional e brigar por grandes encomendas de navios. Segundo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, o estado já conta com encomendas da ordem de US$ 7 bilhões, que podem chegar a US$ 15 bilhões com a consolidação de novos pedidos hoje em fase de licitação.
O convênio entre os dois grupos foi formalizado no Palácio Guanabara com a participação do governador Sérgio Cabral, da presidente do estaleiro fluminense, Gisella Mac Laren, e do presidente da Jurong no Brasil, Martin Cheah, entre outras autoridades. Na ocasião, foi anunciado o primeiro projeto da joint-venture: a construção de um dique seco em Ponta da Areia (Niterói), orçado em 200 milhões que, segundo Cheah, vai permitir a construção de navios e plataformas de petróleo sejam construídos ou reformados com mais rapidez e menores custos.
Durante a solenidade, o secretário de Desenvolvimento Econômico, Energia, Indústria e Serviços, Julio Bueno, destacou que o renascimento da indústria naval fluminense deveu-se aos incentivos fiscais do estado e principalmente à decisão da Petrobras de encomendar a estaleiros nacionais a construção de navios petroleiros e de plataformas marítimas de exploração de petróleo.
Bueno lembrou que o governador emitiu recentemente um decreto zerando a alíquota de ICMS para a importação de aço como parte de um programa de fortalecimento da competitividade do setor no mercado externo. A seguir, ele apresentou um quadro da indústria naval fluminense após a retomada das atividades produtivas. Estaleiros do estado estão construindo ou em vias de iniciar a construção de navios e plataformas, cujo custo chega a quase US$ 7 bilhões:
- A Transpetro encomendou ao Estaleiro Rio Naval, por US$ 1 bilhão, nove navios petroleiros e ao Estaleiro Mauá, por US$ 270 milhões, quatro;
- a Log-In, empresa do Grupo Vale do Rio Doce, encomendou ao Estaleiro Eisa, por US$ 350 milhões, cinco porta-contêineres;
- a Laurin Maritime, empresa americana, encomendou, por US$112 milhões, dois graneleiros;
- 10 embarcações para atender plataformas marítimas serão construídas:
- quatro, a US$ 100 milhões, pelo Estaleiro Aliança,
- cinco, a US$ 470 milhões, pelo Estaleiro Aker Promar, e
- uma, a US$ 25 milhões, perlo Estaleiro Eisa.
- três plataformas marítimas, encomendadas pela Petrobras e parceiros:
* a P-56, para o campo de Marlin Azul, ao Estaleiro Brasfels, de Angra dos Reis, por US$ 1 bilhão;
* a P-62, para o campo de Roncador, aos Estaleiros Mauá-Jurong, por US$ 1,2 bilhão (US$ 350 milhões em Cingapura e US$ 850 milhões no Rio); e
* a P-57, para o campo de Jubarte, ao Estaleiro Brasfels, por US$ 1,2 bilhão.
O secretário ainda informou que estão em licitação ou fase de serem licitados novos pedidos de embarcações, que demandam investimentos de US$ 8 bilhões, como a P-55, para o campo de Roncador, orçada em US$ 1,5 bilhão (o casco já foi contratado ao Estaleiro Atlântico Sul, da Bahia, ao custo de US$ 900 milhões), e as P-59 e P-60. Os estaleiros fluminenses também podem concorrer a licitações que vão ocorrer a curto prazo para a construção das P-61 e P-63, destinadas ao campo Papa-Terra, de 17 sondas de perfuração e, até 2015, de seis jaquetas e de dois FPSO (embarcações de apoio offshore para plataformas de exploração de petróleo e gás).
http://riodejaneiro.spaceblog.com.br/129353/INDUSTRIA-NAVAL-FLUMINENSE-CONTA-COM-INVESTIMENTOS-DE-US-15-BILHOES/