Barragon
May 4th, 2008, 12:17 PM
O mesmo espaço económico, a mesma moeda, o mesmo clima e um passado histórico comum são factores que incentivaram os empresários associados na Câmara de Comércio e Indústria de Huelva a rumar, na terça-feira, até à Ovibeja, para reclamar o traçado do IP8, em perfil de auto-estrada, até à fronteira em Vila Verde de Ficalho.
O pedido foi expresso por todos os empresários andaluzes que intervieram no debate realizado sobre a cooperação transfronteiriça e que tinha por tema Huelva e o Alentejo: O Aeroporto de Beja e as possibilidades de desenvolvimento transfronteiriço.
António Ponce, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Huelva, considerou o aeroporto de Beja um projecto de "grande envergadura" fundamental à estratégia dos empresários andaluzes que consideram Portugal o "mais importante mercado" para a colocação dos seus produtos.
Na Ovibeja, a presença andaluza fez-se notar como nunca aconteceu nos 25 anos do certame, sobretudo na exposição de maquinaria agrícola, dados os fortes investimentos feitos por empresários daquela região na aquisição de terrenos agrícolas e na plantação de mais de duas dezenas de milhares de hectares de olivais.
O objectivo expresso por António Ponce reside na construção do IP8 em perfil de auto-estrada, para facilitar a circulação de um substancial aumento do tráfego de veículos pesados de mercadorias e de transporte de passageiros que é esperado entre a província de Huelva e o aeroporto de Beja. O empresário defendeu ainda a construção de duas novas pontes sobre o Guadiana para ligar a território português as povoações espanholas de Paymogo, a cerca de 30 quilómetros de Mértola, e El Granado, perto de Alcoutim, "para acabar com os condicionalismos de uma fronteira imaginária".
Do Rosal de la Fronteira, povoação vizinha de Vila Verde de Ficalho, veio Damión González presidente da Associação de Pequenos e Médios Empresários local, realçar a importância do aeroporto de Beja para o desenvolvimento do sector de carnes, nomeadamente do porco-ibérico. Mas para que o negócio tenha sucesso "é preciso uma auto-estrada que chegue até ao Rosal", realçou este empresário, que confia nas potencialidades oferecidas pelo novo aeroporto para promover a produção de "carne de qualidade" à base de porco-ibérico. Damión González expressou a sua convicção de que o motor do desenvolvimento transfronteiriço "está no aeroporto de Beja".
Francisco Santos, presidente da Câmara Municipal de Beja, sublinhou as ligações entre os dois lados da fronteira, lembrando uma figura histórica comum às duas regiões ibéricas: Abbad al-Mu"tamid, que nasceu em Beja no ano de 1040 e foi o último rei da dinastia dos Abádidas, que governou Sevilha no século XI.
A empresa do aeroporto de Beja prometeu que este abrirá no início de 2009. Antes fora apontado o fim deste ano.
Fonte: Público
AE já !
O pedido foi expresso por todos os empresários andaluzes que intervieram no debate realizado sobre a cooperação transfronteiriça e que tinha por tema Huelva e o Alentejo: O Aeroporto de Beja e as possibilidades de desenvolvimento transfronteiriço.
António Ponce, presidente da Câmara de Comércio e Indústria de Huelva, considerou o aeroporto de Beja um projecto de "grande envergadura" fundamental à estratégia dos empresários andaluzes que consideram Portugal o "mais importante mercado" para a colocação dos seus produtos.
Na Ovibeja, a presença andaluza fez-se notar como nunca aconteceu nos 25 anos do certame, sobretudo na exposição de maquinaria agrícola, dados os fortes investimentos feitos por empresários daquela região na aquisição de terrenos agrícolas e na plantação de mais de duas dezenas de milhares de hectares de olivais.
O objectivo expresso por António Ponce reside na construção do IP8 em perfil de auto-estrada, para facilitar a circulação de um substancial aumento do tráfego de veículos pesados de mercadorias e de transporte de passageiros que é esperado entre a província de Huelva e o aeroporto de Beja. O empresário defendeu ainda a construção de duas novas pontes sobre o Guadiana para ligar a território português as povoações espanholas de Paymogo, a cerca de 30 quilómetros de Mértola, e El Granado, perto de Alcoutim, "para acabar com os condicionalismos de uma fronteira imaginária".
Do Rosal de la Fronteira, povoação vizinha de Vila Verde de Ficalho, veio Damión González presidente da Associação de Pequenos e Médios Empresários local, realçar a importância do aeroporto de Beja para o desenvolvimento do sector de carnes, nomeadamente do porco-ibérico. Mas para que o negócio tenha sucesso "é preciso uma auto-estrada que chegue até ao Rosal", realçou este empresário, que confia nas potencialidades oferecidas pelo novo aeroporto para promover a produção de "carne de qualidade" à base de porco-ibérico. Damión González expressou a sua convicção de que o motor do desenvolvimento transfronteiriço "está no aeroporto de Beja".
Francisco Santos, presidente da Câmara Municipal de Beja, sublinhou as ligações entre os dois lados da fronteira, lembrando uma figura histórica comum às duas regiões ibéricas: Abbad al-Mu"tamid, que nasceu em Beja no ano de 1040 e foi o último rei da dinastia dos Abádidas, que governou Sevilha no século XI.
A empresa do aeroporto de Beja prometeu que este abrirá no início de 2009. Antes fora apontado o fim deste ano.
Fonte: Público
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