View Full Version : RJ - Em operação, Comperj deve gerar 168 mil empregos
Vinicius May 22nd, 2008, 04:17 AM Por Inês Valença
O início das operações do Complexo Petroquímico do Estado do Rio de Janeiro (Comperj), em Itaboraí, deverá representar um incremento da ordem de 160 mil empregos no Estado do Rio, com a atração de 724 indústrias do setor de plásticos. A estimativa faz parte de um estudo encomendado à Fundação Getúlio Vargas pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), que avaliou o impacto do Comperj, que deverá começar a operar em 2012, na economia fluminense.
Outra boa notícia é o reforço de quase R$ 11 bilhões por ano que o Comperj trará ao PIB do Estado do Rio. Isto significa 84% da contribuição total de R$ 13 bilhões que o parque industrial representará para o PIB nacional.O crescimento do PIB nos municípios vizinhos ao complexo será da ordem de 39%. Mesmo cidades que em tese receberão menos investimentos, como é o caso de Tanguá e Guapimirim, passarão por um salto econômico de 35% e 29% do PIB, respectivamente.
O estudo avaliou infra-estrutura, recursos físicos e humanos, importância para cada município, impacto econômico e geração de empregos que o empreendimento trará para o Rio de Janeiro, além de apontar caminhos para que o estado aproveite ao máximo as oportunidades geradas. A primeira forma sugerida pelo documento é investir na captação de indústrias consumidoras de matéria plástica; a segunda, investir na estratégia de pólos produtores, com a infra-estrutura de logística que a atividade pede; e a terceira, montar um pacote de incentivos, financeiros ou não. Os municípios do estado foram divididos em área de influência direta e área de influência ampliada, de acordo com distância, infra-estrutura e recursos humanos disponíveis. A região mais beneficiada pela instalação do Comperj é formada pelos municípios de Cachoeira de Macacu, Guapimirim, Itaboraí, Magé, Rio Bonito, São Gonçalo e Tanguá, que concentrarão 46% das novas indústrias do setor.
O segundo grupo é formado por municípios da Baixada Fluminense e das regiões Serrana e das Baixadas Litorâneas. A lista é composta por Casimiro de Abreu, Duque de Caxias, Maricá, Niterói, Nova Friburgo, Petrópolis, Rio de Janeiro, Saquarema, Silva Jardim, Teresópolis, Belford Roxo, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados e São João de Meriti. Destes, também receberão grande concentração de indústrias os municípios de Duque de Caxias (13,5%), Nova Iguaçu (9,0%) e Queimados (8,8%).
Com relação à geração de empregos, o pico de ofertas na fase de implantação do Comperj está previsto para o ano de 2011, quando o complexo deverá estar em fase de finalização. Serão gerados 173 mil postos de trabalho no Brasil, sendo 75 mil no Estado do Rio de Janeiro. Em um ano típico de operação, como 2015, a previsão cresce: no cenário otimista, seriam 271 mil empregos no país, sendo 168 mil no Rio – 63 mil deles nos sete municípios da região de influência direta. O estudo prevê, em um cenário conservador, que a qualificação de trabalhadores desempregados da região de influência direta – que hoje tem taxa de desemprego de 7% - seria suficiente para atender à demanda por mão-de-obra no momento de pico de geração de empregos durante as obras do Comperj. Num cenário otimista e já com a capacidade produtiva em utilização, a migração de mão-de-obra se tornaria necessária.
Para elaborar o estudo de impacto ambiental, a FGV considerou dois cenários previstos pela Petrobras. No mais otimista, as empresas do Rio consumiriam 600 mil toneladas anuais de resina termoplástica, correspondentes a 27% da produção do Comperj. No cenário conservador, seriam 300 mil toneladas anuais, ou 13% da produção.
A construção do Comperj foi iniciada no dia 31 de março, em uma área de 45 milhões de metros quadrados em Itaboraí, com investimentos de US$ 8,4 bilhões. O início das operações deverá aumentar a produção nacional de produtos petroquímicos, graças ao processamento de 150 mil barris por dia de óleo pesado.
Fonte: http://www.imprensa.rj.gov.br/SCSSiteImprensa/detalhe_noticia.asp?ident=45061
xenonsn May 24th, 2008, 05:25 AM 724 indústrias???
:nuts:
zeh May 24th, 2008, 03:28 PM ótima noticia, tomara que se concretize... Já começou a nascer alguma favela nos arredores? Peço desculpas pelo pessimismo, mas infelizmente é SEMPRE assim...
Cauê May 24th, 2008, 05:53 PM " Outra boa notícia é o reforço de quase R$ 11 bilhões por ano que o Comperj trará ao PIB do Estado do Rio "
Meoo Deoos !!!!!!! Isso é bom à beça !!!!!
Vinicius May 24th, 2008, 05:58 PM ^^
Mais que bom, é excelente.
Cauê May 24th, 2008, 06:08 PM ^^
Mais que bom, é excelente.
Mais ainda, não há como explicar. Vou abrir um vinho para comemorar ! Depois trago umas taças para os senhores.:lol:
GIM May 24th, 2008, 08:12 PM ótima noticia, tomara que se concretize... Já começou a nascer alguma favela nos arredores? Peço desculpas pelo pessimismo, mas infelizmente é SEMPRE assim...
E é mesmo. Essa quantidade de grandes indústrias em torno do Rio de Janeiro atrairá mão de obra qualificada e desqualificada também que aumentarão fatalmente o subemprego e urbanização descontrolada nos arredores. É uma velha estória brasileira...
Danollive May 25th, 2008, 04:39 PM ótima noticia, tomara que se concretize... Já começou a nascer alguma favela nos arredores? Peço desculpas pelo pessimismo, mas infelizmente é SEMPRE assim...
não seja tão pessimista zeh...
Concurso irá definir entorno do Comperj
Jornal do Commercio, 22/02/2008
As diretrizes para organizar o desenvolvimento da região no entorno do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que será construído em Itaboraí, serão definidas por meio de um concurso nacional de projetos de urbanismo. O edital do concurso está em fase final de elaboração e, em cerca de 20 dias, escritórios de arquitetura poderão inscrever seus projetos. O resultado final deve sair em agosto. Segundo Cabral, a Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae) já tem condições de fornecer água para as obras do Comperj. A assinatura do contrato com a Petrobras deverá ocorrer na semana que vem.
O foi feito pelo governador Sérgio Cabral, nesta quinta-feira, na abertura do Fórum Comperj, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), Centro do Rio. O termo de compromisso para a realização do concurso foi assinado pelo governador, o vice-governador e secretário de Obras, Luiz Fernando Pezão, a presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB), Dayse Barbosa de Araújo Góis, e o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa.
O Comperj representa investimento de US$ 8,5 bilhões. Ocupará área de 45 milhões de metros quadrados e terá a pedra fundamental lançada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e por Cabral, no próximo dia 31 de março. Segundo o governador, o objetivo do concurso é "produzir um projeto que contemple habitação, mobilidade, gestão do solo e preocupação ambiental, entre outros temas".
"O concurso, por ter âmbito nacional, permitirá que todo o país se envolva na discussão do Comperj. Considero fundamentais a previsão e o planejamento do que este empreendimento proporcionará para nosso estado. Temos exemplos no Brasil e no exterior de grandes empreendimentos que causam impacto sócio-econômico positivos numa região e outros dramáticos. Queremos que este seja muito bem-sucedido - destacou.
O subsecretário de Urbanismo Regional, que coordenará o concurso, Vicente Loureiro, espera que os municípios se envolvam no projeto de ocupação urbanística. "Queremos levar os prefeitos a discutirem um projeto de urbanismo regional, que integre todos com qualidade. Tenho certeza de que teremos bons resultados dessas discussões", disse Loureiro.
COMPETITIVIDADE. Segundo o presidente da Firjan, investimentos como o do Comperj vão melhorar a competitividade do Brasil. "Isso mostrará que somos competentes e que podemos invadir o mundo com nossos produtos", afirmou. Gouvêa Vieira lembrou ainda o bom momento econômico vivido pelo Estado. A Firjan apresentou no fim do ano o estudo Decisão Rio, que consolida os investimentos previstos para o período 2008-2010, e os números são considerados animadores: R$ 107,3 bilhões, com a criação de 310 mil empregos.
Na primeira mesa de debates do dia, sobre a importância do Comperj como fator de desenvolvimento, o presidente do Conselho Empresarial de Energia da Firjan, Armando Guedes, abordou a indústria petroquímica e apresentou números mostrando que a capacidade instalada de produção de resinas termoplásticas já está no limite. "Se não forem feitos esses novos investimentos, teremos que importar um produto de alto valor agregado. O déficit brasileiro nessa transação seria praticamente o custo de um Comperj (R$ 17,7 bilhões)", analisou.
Fernando_Brasil May 25th, 2008, 05:37 PM E é mesmo. Essa quantidade de grandes indústrias em torno do Rio de Janeiro atrairá mão de obra qualificada e desqualificada também que aumentarão fatalmente o subemprego e urbanização descontrolada nos arredores. É uma velha estória brasileira...
Bem,a mão-de-obra desqualificada,o subemprego e a urbanização descontrolada são a síntese do que é Itaboraí.
Queridos,pior não pode e nem vai ficar.Ainda mais com este projeto urbanístico para a região.
Patrick-RJ May 26th, 2008, 05:41 AM ^^
^^
Danollive, tomara que isso se concretize. Todo projeto desse porte deveria ser acompanhado de uma iniciativa desse tipo.
Danollive May 26th, 2008, 05:45 AM ^^
^^
Danollive, tomara que isso se concretize. Todo projeto desse porte deveria ser acompanhado de uma iniciativa desse tipo.
:yes::yes::yes:
Fernando_Brasil May 27th, 2008, 04:54 AM Acho que nós,fluminenses,não nos demos conta da dimensão desse investimento para a história de todo o estado.Creio que a instalação do Comperj poderá ser o equivalente ao que foi a instalação das automobilísticas no ABC paulista.Poderá ser a remissão definitiva da RM carioca,adentrando em uma nova era de dinamismo econômico e progresso social enfim.
Patrick-RJ May 27th, 2008, 05:15 AM ^^
Não só este, mas todos os megaprojetos que estão em curso... e são MUITOS. Acho que só nos daremos conta quando isso se refletir em números como PIB, PIB per capita, renda per capita, etc.
Fernando_Brasil May 27th, 2008, 08:16 PM ^^E o povo sentirá a diferença no bolso.
Cauê May 27th, 2008, 10:43 PM O Estado do Rio vive mesmo um momento de investimentos recordes. Não só o Comperj, mas, a CSA e outros ... Li uma notícia que dizia que o Rio seria o estado que mais receberia investimento até 2015.
Patrick-RJ May 28th, 2008, 12:45 AM Juro que ainda vou fazer uma lista de todos os investimentos proveistos pro estado... são muitos mesmo. Até aquela lista cheia de investimentos que a Firjan fez ano passado já está defasada. Depois disso foram anunciados muitos outros projetos para o estado.
ThyagoTM September 13th, 2008, 07:43 PM Essa questão do desenvolvimento regional, organização habitacional e de diretrizes gerais pra crescimento da cidade, é uma questão a ser olhada, hoje, com muito mais atenção que há 30, 20 anos atrás. O que o ABC paulista viveu, durante seu início de desenvolvimento, aconteceu num período, naturalmente, menos "inflado", mais vazio que hoje.
Itaboraí, felizmente, é uma cidade que pode viver isso, porque, por mais que quem diga que ela é um bolsão de subemprego, de mão-de-obra desqualificada, tenha razão, ela também é um local com um grande potencial de crescimento sustentável. Quem a conhece, sabe que o que mais ela tem são gigantescas áreas verdes, fazendas etc. Eu diria que ela tem 70 a 80% do seu território ocupado por áreas "vazias". O que, claramente, permite que se faça um projeto bem pensado.
Mas, em relação à RM do RJ, são poucos os municípios que têm essa chance. Eu diria que Guapimirim, Magé e Itaguaí são os únicos. O resto, tal como São Gonçalo, infelizmente, é um mega bolsão de pobreza, com um crescimento marginalizado. Essa cidade, por exemplo, é a segunda mais populosa do rio, e qualquer projeto de reurbanização da cidade, com abertura de avenidas, o que for, custaria muito mais que em outras regiões, por conta dos altos valores de desapropriações.
Infelizmente, não acho que a RM do Rio pode ser um ABC paulista, uma Londrina, uma Ribeirão Preto, ou uma Paulínia...
aleochi September 14th, 2008, 12:29 AM VIVA!!!!! Pra mim, a econimia fluminense será dividida entra antes e depois do Comperj!
aleochi September 14th, 2008, 12:34 AM Mais ainda, não há como explicar. Vou abrir um vinho para comemorar ! Depois trago umas taças para os senhores.:lol:
:cheers:
Fernando_Brasil September 14th, 2008, 06:04 AM Essa questão do desenvolvimento regional, organização habitacional e de diretrizes gerais pra crescimento da cidade, é uma questão a ser olhada, hoje, com muito mais atenção que há 30, 20 anos atrás. O que o ABC paulista viveu, durante seu início de desenvolvimento, aconteceu num período, naturalmente, menos "inflado", mais vazio que hoje.
Itaboraí, felizmente, é uma cidade que pode viver isso, porque, por mais que quem diga que ela é um bolsão de subemprego, de mão-de-obra desqualificada, tenha razão, ela também é um local com um grande potencial de crescimento sustentável. Quem a conhece, sabe que o que mais ela tem são gigantescas áreas verdes, fazendas etc. Eu diria que ela tem 70 a 80% do seu território ocupado por áreas "vazias". O que, claramente, permite que se faça um projeto bem pensado.
Mas, em relação à RM do RJ, são poucos os municípios que têm essa chance. Eu diria que Guapimirim, Magé e Itaguaí são os únicos. O resto, tal como São Gonçalo, infelizmente, é um mega bolsão de pobreza, com um crescimento marginalizado. Essa cidade, por exemplo, é a segunda mais populosa do rio, e qualquer projeto de reurbanização da cidade, com abertura de avenidas, o que for, custaria muito mais que em outras regiões, por conta dos altos valores de desapropriações.
Infelizmente, não acho que a RM do Rio pode ser um ABC paulista, uma Londrina, uma Ribeirão Preto, ou uma Paulínia...
São Gonçalo engana.A cidade,apesar de ser muito feia e aparentar bastante pobreza em 2000 tinha um IDH de 0,782,o melhor dentre todas as grandes cidades da RM do Rio.Melhor do que de Fortaleza ou Manaus também.Conclui-se que São Gonçalo não é esse poço de miséria que se vê.A cidade ganha muito devido à proximidade com Niterói e tem uma capacidade instalada subaproveitada,oriunda do boom industrial da década de 50.Há sim o problema de grandes desapropriações.Mas o volume de dinheiro que entraria na cidade compensa qualquer grande desapropriação.São Gonçalo tem potencial para crescer bastante também.
O que falta efetivamente ao município é um governo decente.Passa ano,entra ano e a cidade só elege prefeitos da pior espécie.E tudo indica que nada mudará tão cedo.Os três candidatos com chance de vitória são péssimos.
Eu acredito sim em uma virada na RM do Rio que a possa por em pé de igualdade com a RM de São Paulo,o que não é,hoje,algo tão impalpável do que já foi em um passado recente.Embora o arco de influência direta do Comperj limita-se ao Leste Fluminense,a RM como um todo vem sofrendo vários investimentos de todas as ordens que vão frutificar em alguns anos.
PauloLescaut September 14th, 2008, 07:04 AM ^^ Acho que São Gonçalo também tem uma boa classe média, o que lhe falta é dinamismo econômico... por muito tempo era apenas uma "cidade-dormitório", tanto de Niterói, quanto do Rio. Não há exemplos de cidades que criaram toda uma dinâmica nova a partir do momento em que houve circulação de dinheiro, atraindo serviços vários que por sua vez geram mais dinamismo ainda? Aí o exemplo de Brasília (com a administração federal), Macaé (com a Petrobrás), Volta Redonda (CSN), e o que de mais for...
Acho que com os investimentos em capacitação técnica e os empregos gerados pelo pólo e suas indústrias "satélites" poderemos ver uma boa asceção de Itaboraí e São Gonçalo, e isso é bom não só para o Leste Fluminense, mas para todo a Região Metropolitana.
Aliás, as vezes eu nem acredito nesse sopro de ar fresco que está sobre o nosso Estado. São mega-investimentos em indústrias, infra-estrutura, extensões universitárias, desenvolvimento econômico e a maior parte em áreas então marginalizadas. Eu não acreditaria, anos atrás, que Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo e Itaboraí (e Santa Cruz, no Rio) estariam passando por tamanho processo de desenvolvimento, e tão rápido.
E ainda tem a qualidade logística que terá a Baixada Fluminense e a qualidade do Porto de Sepetiba, que geram interesse das mais diversas empresas. Áreas assim se desenvolvendo é bom para toda a cidade. Atrai a mão-de-obra industrial que foi perdida na década de 80, com o esvaziamento industrial da cidade (o que gerou desemprego e favelização). Sendo tudo feito com inteligência, o morador da "cidade-dormitório" não mais vai ter que passar horas na condução para chegar ao trabalho. Mais ainda: ele não mais se mudará para a região mais desenvolvida em busca de emprego, podendo consegui-lo perto de casa. Quantos não são os moradores de favelas na Zona Sul que vieram de Queimados ou Guapimirim, onde tinham modestas, mas boas casas?
Agora, claro, tudo tem que ser feito com muito planejamento. Urbanístico, sócio-econômico (não apenas em algorítmos frios, mas em estudos sociológicos sérios) e ambientais -- fazendo com que o impacto seja o menor possível.
Enfim, estou muito, muito empolgado! :D
DouG Wq September 14th, 2008, 07:51 AM Acredito no crescimento e desenvolvimento é pura conseqüência, agora nesse planejamento urbano, só vendo. Se fosse apenas uma ou dois municípios, mas é algo que envolve vários municípios de uma RM, então prefiro esperar pra ver.
Fernando_Brasil September 14th, 2008, 04:50 PM ^^ Acho que São Gonçalo também tem uma boa classe média, o que lhe falta é dinamismo econômico... por muito tempo era apenas uma "cidade-dormitório", tanto de Niterói, quanto do Rio. Não há exemplos de cidades que criaram toda uma dinâmica nova a partir do momento em que houve circulação de dinheiro, atraindo serviços vários que por sua vez geram mais dinamismo ainda? Aí o exemplo de Brasília (com a administração federal), Macaé (com a Petrobrás), Volta Redonda (CSN), e o que de mais for...
Acho que com os investimentos em capacitação técnica e os empregos gerados pelo pólo e suas indústrias "satélites" poderemos ver uma boa asceção de Itaboraí e São Gonçalo, e isso é bom não só para o Leste Fluminense, mas para todo a Região Metropolitana.
Aliás, as vezes eu nem acredito nesse sopro de ar fresco que está sobre o nosso Estado. São mega-investimentos em indústrias, infra-estrutura, extensões universitárias, desenvolvimento econômico e a maior parte em áreas então marginalizadas. Eu não acreditaria, anos atrás, que Nova Iguaçu, Duque de Caxias, São Gonçalo e Itaboraí (e Santa Cruz, no Rio) estariam passando por tamanho processo de desenvolvimento, e tão rápido.
E ainda tem a qualidade logística que terá a Baixada Fluminense e a qualidade do Porto de Sepetiba, que geram interesse das mais diversas empresas. Áreas assim se desenvolvendo é bom para toda a cidade. Atrai a mão-de-obra industrial que foi perdida na década de 80, com o esvaziamento industrial da cidade (o que gerou desemprego e favelização). Sendo tudo feito com inteligência, o morador da "cidade-dormitório" não mais vai ter que passar horas na condução para chegar ao trabalho. Mais ainda: ele não mais se mudará para a região mais desenvolvida em busca de emprego, podendo consegui-lo perto de casa. Quantos não são os moradores de favelas na Zona Sul que vieram de Queimados ou Guapimirim, onde tinham modestas, mas boas casas?
Agora, claro, tudo tem que ser feito com muito planejamento. Urbanístico, sócio-econômico (não apenas em algorítmos frios, mas em estudos sociológicos sérios) e ambientais -- fazendo com que o impacto seja o menor possível.
Enfim, estou muito, muito empolgado! :D
Concordo.A tendência é que essa rede de novas oportunidades atraia os moradores de regiões favelizadas para cidades que as ofereçam melhores condições de vida e emprego.
paulosergio1405 September 14th, 2008, 09:40 PM 168 mil empregos, isso é demais maravilhoso!!!
Muito bom para todo o Rio de Janeiro, e que haja maior distribuição das riquezas geradas pela indústria petrolífera através de maciços investimentos na educação,
saúde, transportes, lazer, urbanismo, malha viária, logística e segurança!!!!
Muito bom esse polo petroquímico! Polo de Gás!
DouG Wq September 16th, 2008, 06:13 AM Ahh outro ponto importante é a educação básica. Evidente que tem que haver capacitação técnica, mas não podemos esquecer da base e os principais municípios envolvidos nesse complexo, São Gonçalo e Itaboraí, ainda possuem o índice do Ided, abaixo da média nacional. Esses municípios apresentaram uma mínima evolução de 2005 para 2007 ou mantiveram-se estacionados, é algo a ser analisado e remodelado o método utilizado nas escolas municipais.
Ricardo Sandre September 17th, 2008, 04:48 AM Será que a RM do Rio poderá ser uma ABC paulista ?
Sinceramente, com todas esses investimentos (Petroquimica, portos, siderúrgicas) tem tudo para ser.
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