Pesquisadorbsb
July 11th, 2008, 09:15 PM
Um quer demolir, outro preservar. Um dos prédios antigos de Campos, a extinta Casa Terra, na Carlos de Lacerda, no Centro, aguarda há cinco anos decisão da Justiça sobre o seu destino. O Ministério Público (MP) propôs uma ação civil pública para resolver o impasse, mas ainda sem data definida. Os proprietários do imóvel, que foi isolado pela Defesa Civil Municipal por apresentar desgaste do reboco externo, mas que ainda não representa risco iminente de desabamento, querem a sua demolição. Porém, o Conselho de Preservação do Patrimônio Arquitetônico Municipal (Coppam) defende a sua preservação, por estar localizado em uma área de interesse cultural.
O promotor Êvanes Soares Júnior, da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva, determinou a proteção do imóvel, mas o juiz da 4ª Vara Cível, Geraldo Batista Júnior, alegou que não há lei que assegure a preservação do prédio, já que ele não foi listado no levantamento feito pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Norte Fluminense (Anfea).
Ontem, funcionários da secretaria municipal de Defesa Civil estiveram vistoriando as condições do prédio. De acordo com o comandante-adjunto da secretaria, capitão-bombeiro Édson Pessanha, o imóvel precisa de reformas.
— As proteções de madeira (ripas) colocadas para impedir que o reboco caia, não são suficientes. A área está isolada com tapumes para evitar que restos da construção possam atingir os pedestres — explicou o militar.
A presidente do Coppam, Silvana Castro, disse que o imóvel necessita de melhorias e não de restauração. “A fachada, o telhado e o conjunto externo — volumetria — devem ser conservados, porque o imóvel se encontra no entorno da Praça Tiradentes. No caso do telhado, os proprietários podem substituir as telhas de argila pelas de cerâmica”, ressaltou.
Ela acrescentou que poucos são os proprietários de imóveis localizados no Centro resistentes às reformas. “Grande parte deles entende a necessidade de conservar o patrimônio e realiza as melhorias. Do levantamento feito pela Anfea em 2002, poucos não executaram obras de infra-estrutura”, disse.
A Folha tentou ouvir um dos herdeiros da Casa Terra, Grimaldi Terra, mas ele não foi localizado.
Fonte: http://www.fmanha.com.br/index.php?cod=57&id=190773&cm=1&lk=1&buscaEdicao=&arquivo=&pag=geral
O promotor Êvanes Soares Júnior, da 1ª Promotoria de Tutela Coletiva, determinou a proteção do imóvel, mas o juiz da 4ª Vara Cível, Geraldo Batista Júnior, alegou que não há lei que assegure a preservação do prédio, já que ele não foi listado no levantamento feito pela Associação dos Engenheiros e Arquitetos do Norte Fluminense (Anfea).
Ontem, funcionários da secretaria municipal de Defesa Civil estiveram vistoriando as condições do prédio. De acordo com o comandante-adjunto da secretaria, capitão-bombeiro Édson Pessanha, o imóvel precisa de reformas.
— As proteções de madeira (ripas) colocadas para impedir que o reboco caia, não são suficientes. A área está isolada com tapumes para evitar que restos da construção possam atingir os pedestres — explicou o militar.
A presidente do Coppam, Silvana Castro, disse que o imóvel necessita de melhorias e não de restauração. “A fachada, o telhado e o conjunto externo — volumetria — devem ser conservados, porque o imóvel se encontra no entorno da Praça Tiradentes. No caso do telhado, os proprietários podem substituir as telhas de argila pelas de cerâmica”, ressaltou.
Ela acrescentou que poucos são os proprietários de imóveis localizados no Centro resistentes às reformas. “Grande parte deles entende a necessidade de conservar o patrimônio e realiza as melhorias. Do levantamento feito pela Anfea em 2002, poucos não executaram obras de infra-estrutura”, disse.
A Folha tentou ouvir um dos herdeiros da Casa Terra, Grimaldi Terra, mas ele não foi localizado.
Fonte: http://www.fmanha.com.br/index.php?cod=57&id=190773&cm=1&lk=1&buscaEdicao=&arquivo=&pag=geral