guzzz
July 19th, 2008, 03:26 AM
Sem incentivos, JF perde mais investimentos para o Rio
Flávia Lopes
Tribuna de Minas
A falta de benefícios fiscais e de políticas de incentivo às indústrias instaladas em Juiz de Fora, além da agressividade das cidades do interior do Rio de Janeiro na oferta dessas vantagens, têm levado para fora investimentos que poderiam ser feitos por aqui. Atraídas por alíquotas de ICMS que chegam a 2%, isenção de IPTU, ISS, cessão de terrenos e financiamentos a juros baixos, empresas locais têm optado pela transferência ou implantação de novas unidades na Região Centro Sul fluminense.
O movimento de migração de empresas não é novo, mas vem crescendo, o que preocupa as entidades que representam as indústrias na região e os sindicatos de trabalhadores, que temem pela perda de postos. Depois da ida de uma unidade da Paraibuna Embalagens para Sapucaia, no Rio, a cidade perderá agora investimentos da Módulo Metais, tradicional no ramo metalúrgico, que transferirá, até o final do ano, cerca de 40% de sua produção para Três Rios. Outra empresa que irá levar 75% de sua produção para a mesma cidade, ainda este ano, é a AG Plast, que fabrica frascos plásticos para bebidas, hoje instalada no Distrito Industrial do Milho Branco. No início deste mês, foi a vez de a Pró-Vida inaugurar uma nova fábrica em Quiçamã, também no estado do Rio.
Segundo diretora da Módulo Metais, Ana Lúcia Machado Sabino, os benefícios fiscais, sobretudo a alíquota de ICMS cobrada em Três Rios - de 2%, contra os 12% pagos em Minas -, foram os principais fatores que contribuíram pela escolha da cidade fluminense. “Só a redução de impostos já foi suficiente para nos atrair. Com isso, teremos condições de ter preços mais competitivos no mercado, já que somos um empresa pequena dentro do nosso segmento.” A Módulo Metais tem hoje cerca de cem funcionários, e a intenção, segundo Ana Lúcia, é de manter cerca de 40 na nova planta da empresa. “A idéia é aproveitar o pessoal que já trabalha aqui, pois (Três Rios) é muito próximo, e a mão-de-obra já está treinada.”
Apoio de prefeitura
Para o proprietário da AG Plast, Anderson Cardoso, além do ICMS de 2%, também contaram pontos para a escolha de Três Rios o apoio da prefeitura do município, como a isenção de IPTU por 25 anos, subsídio na aquisição do terreno, agilidade na emissão de licença ambiental, além de isenção de taxa para o alvará de construção. “Já concluímos a terraplanagem no terreno, e a previsão é de que as obras tenham início este mês.” A empresa possui hoje 128 funcionários em Juiz de Fora e, segundo Cardoso, a previsão é de que sejam mantidos apenas 25% deles na cidade e contratados novos em Três Rios.
O empresário afirma que falta iniciativa por parte da administração local. “A gente quer investir, mas não encontra apoio. A Prefeitura fez uma lei que dá incentivo às empresas que se instalarem em distritos industriais até o fim deste ano, mas não dá vantagens para quem já está produzindo aqui. Porque não dar os mesmos benefícios para todos?”, questiona. Ele calcula que apenas com o IPTU que paga nos cinco galpões que ocupa no Milho Branco, a economia será de R$ 12 mil anuais em Três Rios.
Com sua nova fábrica no município de Quiçamã, a Pró-Vida passou a produzir açúcar mascavo, ficando próximo de seus fornecedores de cana-de-açúcar. Mas não foi esse o fator que motivou a ida da empresa, segundo o gestor de negócios Paulo Sérgio Araújo. Além de oferecer ICMS de 7% - bem abaixo dos 18% pagos na planta de Juiz de Fora -, a prefeitura da cidade cedeu o terreno e concedeu isenção de IPTU. A planta começa suas atividades com 20 funcionários, mas a previsão é de expandir para 50 com o incremento do negócio. “A intenção era continuar em Juiz de Fora, mas fizemos várias tentativas de redução de impostos, sem êxito. A cidade só possui políticas de incentivo para quem vem de fora”, queixa-se.
Emprego de má qualidade e reforma tributária
Para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, mais grave que a perda de investimentos é a incapacidade de Juiz de Fora de atrair novas indústrias. [/B]Ele destaca a falta de um política industrial e cobra iniciativas do Estado e do Município. “Nossa alternativa é entrar na guerra fiscal. O empresário vai para onde consegue maior lucratividade e, com isso, estamos perdendo muitas empresas.”
Campolina não menciona o número de indústrias que deixaram a cidade, mas afirma que a situação é preocupante. Segundo ele, a Fiemg tem feito contatos para a atração de empresas, mas o argumento tem sido fraco. “Medidas como isenção de IPTU são necessárias, mas não adianta ofertar isso se a cidade não tem áreas para serem doadas.”
Em Além Paraíba, a Associação Comercial realizou audiência pública com deputados da Assembléia e reuniu-se, na semana passada, com o governador Aécio Neves (PSDB), para apresentar projeto de redução de ICMS. Segundo o presidente da associação, Fernando Junqueira, cerca de 60 indústrias saíram da cidade nos últimos anos, e hoje restam 14 ou 15.
Sindicatos de trabalhadores também temem o avanço da evasão de empresas e, conseqüentemente, de empregos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Geraldo Werneck, ressalta que, mesmo continuando próximas a Juiz de Fora, a manutenção de postos nessas indústrias é remota. “Ao fechar com governos, é exigida uma contrapartida, como a geração de empregos.” O presidente da CUT Regional Zona da Mata, Péricles Lima, critica a política de guerra fiscal. “Grandes empresas estão migrando para regiões com baixos salários e sem sindicatos fortes. Quem mais perde é o trabalhador.”
Para o professor de finanças da FEA/UFJF Marcus David, a guerra fiscal, sob a avaliação econômica, é sempre nociva para a estrutura do estado. "É uma renúncia de recursos públicos para transferência particular, que amplia o processo de concentração de renda." Segundo ele, uma alternativa a isso seria a reforma tributária. "A essência dela é superar esta guerra, mas esbarra em conflitos políticos."
Política agressiva de atração de indústrias
A Prefeitura de Três Rios, destino da maioria das empresas ouvidas pela Tribuna, criou um órgão especialmente para os investidores, a Companhia de Desenvolvimento Trirriense. A meta é minimizar o processo burocrático. Segundo o prefeito da cidade, Celso Jacob (PMDB), é oferecida consultoria às empresas interessadas, fornecendo, com agilidade, todas as informações e documentos necessários - como alvarás e licenciamentos ambientais. “O retorno não vem rápido, apenas em longo prazo, mas, a partir de 2010, conseguiremos colher benefícios.”
Outro órgão que tem trabalhado na atração desses investimentos é a Investe Rio, responsável pela ida da Paraibuna Embalagens para Sapucaia. Segundo o diretor-presidente, Maurício Chacur, as alíquotas de ICMS são os grandes atrativos. “Há dez anos, o interior do Rio respondia por 32% do total do PIB do estado. Hoje, a capital já está atrás, com 49%.”
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo da PJF, Paulo César Machado, rebate as críticas sobre a falta de incentivos da Prefeitura. Segundo ele, o maior problema hoje é o ICMS, de responsabilidade do estado. “Não temos conhecimento de empresas que estejam saindo por conta de falta de incentivo da Prefeitura. Desde que o José Eduardo (Araújo, PR) assumiu (a PJF), a ordem é negociar com todas elas.” A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico foi procurada pela Tribuna desde quarta-feira, mas não retornou as ligações
www.tribunademinas.com.br
Uberlândia perde de fato, entreposto da Zona Franca de Manaus para Goiás
Data:18/07/2008
Alcides concretiza entreposto em Goiás
O governador Alcides Rodrigues (PP) deu ontem o passo decisivo que faltava para retribuir o presente que recebeu da população de Anápolis, em sua eleição de governador, em 2006: a assinatura de um protocolo de intenções com governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), para a implantação de um entreposto da Zona Franca de Manaus no Distrito Agroindustrial da cidade.
O entreposto, que nada mais é do que um posto avançado da Zona Franca, terá a finalidade de receber ali os produtos fabricados em Manaus, só tendo que pagar os impostos na hora da comercialização com os estabelecimentos varejistas.
O depósito terá grande impacto na economia goiana pela geração de emprego e movimentação de mercadorias e cargas. Ele vai ter capacidade de abastecer 126 milhões de consumidores em todo o País, o que representa dois terços da população brasileira, em apenas 24 horas, que hoje é de 20 dias. O entreposto vai funcionar em uma área de 500 mil metros quadrados e deve gerar dez mil empregos.
Alcides admitiu a existência de uma relação de amor e de carinho entre ele e o povo anapolino. Na eleição para o governo do Estado, em 2006, ele recebeu nada menos que 67% dos votos no primeiro turno, contra 20% do segundo colocado e 77% contra 23% contra o segundo colocado no segundo turno. Antes, ele também foi nomeado interventor na prefeitura local, quando teve a oportunidade de sanar as finanças e pôr ordem a desorganização administrativa ocorrida na administração do então prefeito afastado, Ernani de Paula, como, por exemplo, o atraso no pagamento de várias folhas dos servidores municipais.
“Está provado que nós queremos o bem de Anápolis, o governo e especialmente o governador Alcides, que tem uma relação muito grande com aquela cidade, onde tenho grandes amizades, fui interventor e agora levamos a ela esse grande benefício que toda cidade gostaria de receber”, declarou Alcides, a uma emissora de rádio da “Manchester” goiana. Em seu discurso lido durante a solenidade de assinatura do protocolo, Alcides agradeceu a boa vontade do governador Eduardo Braga, para que Anápolis fosse a cidade escolhida para a implantação do Entreposto. O governador ressaltou ainda o empenho e a dedicação dos secretários Jorcelino Braga (Fazenda) e Oton Nascimento Júnior (Planejamento) para que Anápolis fosse a escolhida para receber o benefício.
MAIS EMPREGOS
Eduardo Braga parabenizou Goiás e Anápolis, nas pessoas do governador Alcides Rodrigues e do prefeito interino, Atair Pio (PP), pela luta na busca do Entreposto e previu que centenas de novos empregos serão gerados no município, com a instalação daquela unidade. Destacou a localização geográfica da cidade e sua boa infra-estrutura no setor de transporte, principalmente, com fatores que contribuíram na escolha de Anápolis para a instalação do Entreposto.
Segundo o diretor superintendente do Porto Seco de Anápolis, Edson Tavares, a expectativa é de que o Entreposto já funcione no final deste ano.
A definição por Anápolis para a implantação do entreposto é um fato que dará grande contribuição ao longo do tempo, para o processo de desenvolvimento do Estado. A avaliação é do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, para quem, à medida que novas empresas venham se instalar em Anápolis, mais geram empregos e riquezas no Estado.
Braga teve papel relevante, como Oton Nascimento (Seplan), na condução das negociações com o governo amazonense.
Política
‘PMDB se pauta por nossas propostas’
Alcides concretiza entreposto em Goiás
Aliados serão contemplados
Marlúcio critica venda de usina
Comitê de Maguito movimenta jovens
TV vira trunfo para candidatos
http://www.hojenoticia.com.br/editoria_materia.php?id=18029
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Isso que é desenvolvimento!
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Flávia Lopes
Tribuna de Minas
A falta de benefícios fiscais e de políticas de incentivo às indústrias instaladas em Juiz de Fora, além da agressividade das cidades do interior do Rio de Janeiro na oferta dessas vantagens, têm levado para fora investimentos que poderiam ser feitos por aqui. Atraídas por alíquotas de ICMS que chegam a 2%, isenção de IPTU, ISS, cessão de terrenos e financiamentos a juros baixos, empresas locais têm optado pela transferência ou implantação de novas unidades na Região Centro Sul fluminense.
O movimento de migração de empresas não é novo, mas vem crescendo, o que preocupa as entidades que representam as indústrias na região e os sindicatos de trabalhadores, que temem pela perda de postos. Depois da ida de uma unidade da Paraibuna Embalagens para Sapucaia, no Rio, a cidade perderá agora investimentos da Módulo Metais, tradicional no ramo metalúrgico, que transferirá, até o final do ano, cerca de 40% de sua produção para Três Rios. Outra empresa que irá levar 75% de sua produção para a mesma cidade, ainda este ano, é a AG Plast, que fabrica frascos plásticos para bebidas, hoje instalada no Distrito Industrial do Milho Branco. No início deste mês, foi a vez de a Pró-Vida inaugurar uma nova fábrica em Quiçamã, também no estado do Rio.
Segundo diretora da Módulo Metais, Ana Lúcia Machado Sabino, os benefícios fiscais, sobretudo a alíquota de ICMS cobrada em Três Rios - de 2%, contra os 12% pagos em Minas -, foram os principais fatores que contribuíram pela escolha da cidade fluminense. “Só a redução de impostos já foi suficiente para nos atrair. Com isso, teremos condições de ter preços mais competitivos no mercado, já que somos um empresa pequena dentro do nosso segmento.” A Módulo Metais tem hoje cerca de cem funcionários, e a intenção, segundo Ana Lúcia, é de manter cerca de 40 na nova planta da empresa. “A idéia é aproveitar o pessoal que já trabalha aqui, pois (Três Rios) é muito próximo, e a mão-de-obra já está treinada.”
Apoio de prefeitura
Para o proprietário da AG Plast, Anderson Cardoso, além do ICMS de 2%, também contaram pontos para a escolha de Três Rios o apoio da prefeitura do município, como a isenção de IPTU por 25 anos, subsídio na aquisição do terreno, agilidade na emissão de licença ambiental, além de isenção de taxa para o alvará de construção. “Já concluímos a terraplanagem no terreno, e a previsão é de que as obras tenham início este mês.” A empresa possui hoje 128 funcionários em Juiz de Fora e, segundo Cardoso, a previsão é de que sejam mantidos apenas 25% deles na cidade e contratados novos em Três Rios.
O empresário afirma que falta iniciativa por parte da administração local. “A gente quer investir, mas não encontra apoio. A Prefeitura fez uma lei que dá incentivo às empresas que se instalarem em distritos industriais até o fim deste ano, mas não dá vantagens para quem já está produzindo aqui. Porque não dar os mesmos benefícios para todos?”, questiona. Ele calcula que apenas com o IPTU que paga nos cinco galpões que ocupa no Milho Branco, a economia será de R$ 12 mil anuais em Três Rios.
Com sua nova fábrica no município de Quiçamã, a Pró-Vida passou a produzir açúcar mascavo, ficando próximo de seus fornecedores de cana-de-açúcar. Mas não foi esse o fator que motivou a ida da empresa, segundo o gestor de negócios Paulo Sérgio Araújo. Além de oferecer ICMS de 7% - bem abaixo dos 18% pagos na planta de Juiz de Fora -, a prefeitura da cidade cedeu o terreno e concedeu isenção de IPTU. A planta começa suas atividades com 20 funcionários, mas a previsão é de expandir para 50 com o incremento do negócio. “A intenção era continuar em Juiz de Fora, mas fizemos várias tentativas de redução de impostos, sem êxito. A cidade só possui políticas de incentivo para quem vem de fora”, queixa-se.
Emprego de má qualidade e reforma tributária
Para o presidente da Fiemg Regional Zona da Mata, Francisco Campolina, mais grave que a perda de investimentos é a incapacidade de Juiz de Fora de atrair novas indústrias. [/B]Ele destaca a falta de um política industrial e cobra iniciativas do Estado e do Município. “Nossa alternativa é entrar na guerra fiscal. O empresário vai para onde consegue maior lucratividade e, com isso, estamos perdendo muitas empresas.”
Campolina não menciona o número de indústrias que deixaram a cidade, mas afirma que a situação é preocupante. Segundo ele, a Fiemg tem feito contatos para a atração de empresas, mas o argumento tem sido fraco. “Medidas como isenção de IPTU são necessárias, mas não adianta ofertar isso se a cidade não tem áreas para serem doadas.”
Em Além Paraíba, a Associação Comercial realizou audiência pública com deputados da Assembléia e reuniu-se, na semana passada, com o governador Aécio Neves (PSDB), para apresentar projeto de redução de ICMS. Segundo o presidente da associação, Fernando Junqueira, cerca de 60 indústrias saíram da cidade nos últimos anos, e hoje restam 14 ou 15.
Sindicatos de trabalhadores também temem o avanço da evasão de empresas e, conseqüentemente, de empregos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Geraldo Werneck, ressalta que, mesmo continuando próximas a Juiz de Fora, a manutenção de postos nessas indústrias é remota. “Ao fechar com governos, é exigida uma contrapartida, como a geração de empregos.” O presidente da CUT Regional Zona da Mata, Péricles Lima, critica a política de guerra fiscal. “Grandes empresas estão migrando para regiões com baixos salários e sem sindicatos fortes. Quem mais perde é o trabalhador.”
Para o professor de finanças da FEA/UFJF Marcus David, a guerra fiscal, sob a avaliação econômica, é sempre nociva para a estrutura do estado. "É uma renúncia de recursos públicos para transferência particular, que amplia o processo de concentração de renda." Segundo ele, uma alternativa a isso seria a reforma tributária. "A essência dela é superar esta guerra, mas esbarra em conflitos políticos."
Política agressiva de atração de indústrias
A Prefeitura de Três Rios, destino da maioria das empresas ouvidas pela Tribuna, criou um órgão especialmente para os investidores, a Companhia de Desenvolvimento Trirriense. A meta é minimizar o processo burocrático. Segundo o prefeito da cidade, Celso Jacob (PMDB), é oferecida consultoria às empresas interessadas, fornecendo, com agilidade, todas as informações e documentos necessários - como alvarás e licenciamentos ambientais. “O retorno não vem rápido, apenas em longo prazo, mas, a partir de 2010, conseguiremos colher benefícios.”
Outro órgão que tem trabalhado na atração desses investimentos é a Investe Rio, responsável pela ida da Paraibuna Embalagens para Sapucaia. Segundo o diretor-presidente, Maurício Chacur, as alíquotas de ICMS são os grandes atrativos. “Há dez anos, o interior do Rio respondia por 32% do total do PIB do estado. Hoje, a capital já está atrás, com 49%.”
O secretário de Indústria, Comércio e Turismo da PJF, Paulo César Machado, rebate as críticas sobre a falta de incentivos da Prefeitura. Segundo ele, o maior problema hoje é o ICMS, de responsabilidade do estado. “Não temos conhecimento de empresas que estejam saindo por conta de falta de incentivo da Prefeitura. Desde que o José Eduardo (Araújo, PR) assumiu (a PJF), a ordem é negociar com todas elas.” A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico foi procurada pela Tribuna desde quarta-feira, mas não retornou as ligações
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Uberlândia perde de fato, entreposto da Zona Franca de Manaus para Goiás
Data:18/07/2008
Alcides concretiza entreposto em Goiás
O governador Alcides Rodrigues (PP) deu ontem o passo decisivo que faltava para retribuir o presente que recebeu da população de Anápolis, em sua eleição de governador, em 2006: a assinatura de um protocolo de intenções com governador do Amazonas, Eduardo Braga (PMDB), para a implantação de um entreposto da Zona Franca de Manaus no Distrito Agroindustrial da cidade.
O entreposto, que nada mais é do que um posto avançado da Zona Franca, terá a finalidade de receber ali os produtos fabricados em Manaus, só tendo que pagar os impostos na hora da comercialização com os estabelecimentos varejistas.
O depósito terá grande impacto na economia goiana pela geração de emprego e movimentação de mercadorias e cargas. Ele vai ter capacidade de abastecer 126 milhões de consumidores em todo o País, o que representa dois terços da população brasileira, em apenas 24 horas, que hoje é de 20 dias. O entreposto vai funcionar em uma área de 500 mil metros quadrados e deve gerar dez mil empregos.
Alcides admitiu a existência de uma relação de amor e de carinho entre ele e o povo anapolino. Na eleição para o governo do Estado, em 2006, ele recebeu nada menos que 67% dos votos no primeiro turno, contra 20% do segundo colocado e 77% contra 23% contra o segundo colocado no segundo turno. Antes, ele também foi nomeado interventor na prefeitura local, quando teve a oportunidade de sanar as finanças e pôr ordem a desorganização administrativa ocorrida na administração do então prefeito afastado, Ernani de Paula, como, por exemplo, o atraso no pagamento de várias folhas dos servidores municipais.
“Está provado que nós queremos o bem de Anápolis, o governo e especialmente o governador Alcides, que tem uma relação muito grande com aquela cidade, onde tenho grandes amizades, fui interventor e agora levamos a ela esse grande benefício que toda cidade gostaria de receber”, declarou Alcides, a uma emissora de rádio da “Manchester” goiana. Em seu discurso lido durante a solenidade de assinatura do protocolo, Alcides agradeceu a boa vontade do governador Eduardo Braga, para que Anápolis fosse a cidade escolhida para a implantação do Entreposto. O governador ressaltou ainda o empenho e a dedicação dos secretários Jorcelino Braga (Fazenda) e Oton Nascimento Júnior (Planejamento) para que Anápolis fosse a escolhida para receber o benefício.
MAIS EMPREGOS
Eduardo Braga parabenizou Goiás e Anápolis, nas pessoas do governador Alcides Rodrigues e do prefeito interino, Atair Pio (PP), pela luta na busca do Entreposto e previu que centenas de novos empregos serão gerados no município, com a instalação daquela unidade. Destacou a localização geográfica da cidade e sua boa infra-estrutura no setor de transporte, principalmente, com fatores que contribuíram na escolha de Anápolis para a instalação do Entreposto.
Segundo o diretor superintendente do Porto Seco de Anápolis, Edson Tavares, a expectativa é de que o Entreposto já funcione no final deste ano.
A definição por Anápolis para a implantação do entreposto é um fato que dará grande contribuição ao longo do tempo, para o processo de desenvolvimento do Estado. A avaliação é do secretário da Fazenda, Jorcelino Braga, para quem, à medida que novas empresas venham se instalar em Anápolis, mais geram empregos e riquezas no Estado.
Braga teve papel relevante, como Oton Nascimento (Seplan), na condução das negociações com o governo amazonense.
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‘PMDB se pauta por nossas propostas’
Alcides concretiza entreposto em Goiás
Aliados serão contemplados
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