idi_ctba
July 21st, 2008, 04:32 PM
Suíte Vollard
Construído em 2004 pela Construtora Moro, o primeiro edifício giratório do mundo continua vazio. Há quatros anos sendo encarado como um prédio protótipo por quem detém a sua tecnologia, o Suíte Vollard será agora revitalizado e colocado à venda novamente
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Desde a sua inauguração pela Construtora Moro, em novembro de 2004, o primeiro prédio giratório do mundo, o Suíte Vollard, continua vazio. Uma das causas apontadas na época foi o preço das unidades: US$ 300 mil ou pouco mais de R$ 800 mil para cada um dos 11 apartamentos (um por andar) de 140 metros quadrados de área privativa (fora área de serviço e um lavabo) destinados a um morador solteiro. Dados do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná, de 2004, mostram que o preço médio do metro quadrado de apartamentos de alto padrão novos era de R$ 1.448,12. No caso do Suíte Vollard, esse valor estava em R$ 2.700.
A falta de interesse no prédio devido ao alto preço levou os seus criadores, entre eles o idealizador do projeto, o então arquiteto-chefe da Moro, Bruno De Franco, a pensar em um mercado mais promissor e com maior poder aquisitivo: o internacional. Para isso o prédio foi mantido vazio, como um tipo de “edifício laboratório” para que a tecnologia fosse aprimorada. “A tecnologia era novíssima, mas não perfeita. Hoje, os materiais são de fornecedores estrangeiros, o que permite que prédios com essa tecnologia sejam feitos em qualquer lugar do mundo”, diz Cristian Kim, diretor de operações da Spin Buildings, empresa que foi criada logo após o término do Suíte Vollard e passou a ser a proprietária do prédio, com o objetivo de vender sua tecnologia para investidores internacionais. A empresa tem como diretor de relações internacionais o filho do dono da Moro, Alfredo Moro Neto.
Novos planos
Com a retomada do mercado da construção civil brasileiro desde 2006, a Spin está buscando parceiros para empreendimentos nacionais com o relançamento do Suíte Vollard. “Hoje sabemos que novos empreendimentos do tipo são possíveis e vendáveis, tanto no Brasil quanto no exterior”, diz Moro Neto.
A Spin Buildings promete o relançamento até o fim deste ano e pretende investir R$ 13 milhões em reforma e atualizações do edifício. Além de novos vidros e mudança de esquadrias – que diminuirão de número, deixando a fachada do prédio mais limpa e moderna – também estão previstas áreas comuns de lazer e up grades tecnológicos.
A automação dos apartamentos já permite girá-los para os dois lados e até programar um horário específico para a ação. A Spin pretende unir essa tecnologia com outra mordomia atual: o controle da automação residencial pelo celular.
Logo depois da revitalização, a Spin também terá de pedir a vistoria final da obra, ou seja, o Habite-se, que, segundo informações da Secretaria Municipal de Urbanismo, nunca foi pedido. “Realmente não foi solicitado porque tão logo isso seja feito, inicia-se a cobrança de uma série de impostos, taxas e tributos. Assim que terminada a revitalização realizaremos a solicitação da vistoria à Prefeitura de Curitiba”, explica Kim. O valor de venda estimado pela Spin Buildings para as 11 unidades do Suíte Vollard é de R$ 1,2 milhão cada.
Entenda como o prédio gira:
O giro do Suíte Vollard é feito por dois motores movidos a energia elétrica que movimentam uma plataforma metálica apoiada em uma laje protendida (concreto plano com estrutura em aço). O giro de 360º pode ser feito em uma hora e gasta 370 watts (próximo ao gasto de dois secadores de cabelo ligados ao mesmo tempo). Embora muito lenta, a movimentação pode ser sentida pelo morador. No site www.moro.com.br há informações mais detalhadas sobre o funcionamento do Suíte Vollard.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo, Curitiba.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/imobiliario/conteudo.phtml?tl=1&id=788036&tit=Suite-Vollard-sera-relancado
Construído em 2004 pela Construtora Moro, o primeiro edifício giratório do mundo continua vazio. Há quatros anos sendo encarado como um prédio protótipo por quem detém a sua tecnologia, o Suíte Vollard será agora revitalizado e colocado à venda novamente
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A falta de interesse no prédio devido ao alto preço levou os seus criadores, entre eles o idealizador do projeto, o então arquiteto-chefe da Moro, Bruno De Franco, a pensar em um mercado mais promissor e com maior poder aquisitivo: o internacional. Para isso o prédio foi mantido vazio, como um tipo de “edifício laboratório” para que a tecnologia fosse aprimorada. “A tecnologia era novíssima, mas não perfeita. Hoje, os materiais são de fornecedores estrangeiros, o que permite que prédios com essa tecnologia sejam feitos em qualquer lugar do mundo”, diz Cristian Kim, diretor de operações da Spin Buildings, empresa que foi criada logo após o término do Suíte Vollard e passou a ser a proprietária do prédio, com o objetivo de vender sua tecnologia para investidores internacionais. A empresa tem como diretor de relações internacionais o filho do dono da Moro, Alfredo Moro Neto.
Novos planos
Com a retomada do mercado da construção civil brasileiro desde 2006, a Spin está buscando parceiros para empreendimentos nacionais com o relançamento do Suíte Vollard. “Hoje sabemos que novos empreendimentos do tipo são possíveis e vendáveis, tanto no Brasil quanto no exterior”, diz Moro Neto.
A Spin Buildings promete o relançamento até o fim deste ano e pretende investir R$ 13 milhões em reforma e atualizações do edifício. Além de novos vidros e mudança de esquadrias – que diminuirão de número, deixando a fachada do prédio mais limpa e moderna – também estão previstas áreas comuns de lazer e up grades tecnológicos.
A automação dos apartamentos já permite girá-los para os dois lados e até programar um horário específico para a ação. A Spin pretende unir essa tecnologia com outra mordomia atual: o controle da automação residencial pelo celular.
Logo depois da revitalização, a Spin também terá de pedir a vistoria final da obra, ou seja, o Habite-se, que, segundo informações da Secretaria Municipal de Urbanismo, nunca foi pedido. “Realmente não foi solicitado porque tão logo isso seja feito, inicia-se a cobrança de uma série de impostos, taxas e tributos. Assim que terminada a revitalização realizaremos a solicitação da vistoria à Prefeitura de Curitiba”, explica Kim. O valor de venda estimado pela Spin Buildings para as 11 unidades do Suíte Vollard é de R$ 1,2 milhão cada.
Entenda como o prédio gira:
O giro do Suíte Vollard é feito por dois motores movidos a energia elétrica que movimentam uma plataforma metálica apoiada em uma laje protendida (concreto plano com estrutura em aço). O giro de 360º pode ser feito em uma hora e gasta 370 watts (próximo ao gasto de dois secadores de cabelo ligados ao mesmo tempo). Embora muito lenta, a movimentação pode ser sentida pelo morador. No site www.moro.com.br há informações mais detalhadas sobre o funcionamento do Suíte Vollard.
Fonte: Jornal Gazeta do Povo, Curitiba.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/imobiliario/conteudo.phtml?tl=1&id=788036&tit=Suite-Vollard-sera-relancado