traveler
July 27th, 2008, 12:04 AM
Novo motor de avião nasce em Portugal
Produção do engenho, que terá nome lusitano,
arranca em Outubro
A Motorávia, empresa portuguesa sediada em Ponte de Sôr, no
Alentejo, encabeçará o processo de produção de um motor
revolucionário para a aviação civil geral (aviões com tamanho inferior
aos Boeing ou Airbus). Chama-se, por enquanto, "Demowal", mas
será baptizado em definitivo com nome português. O fabrico deverá
ter início em Outubro nas actuais instalações da Motorávia, contando
com 30 funcionários portugueses. Tratar-se-á de um investimento de
20 milhões de euros (quatro milhões de contos), depois de um
processo de criação que custou cinco milhões de euros (um milhão
de contos).
A ideia do motor, da autoria da empresa suíça Mecanair, surgiu em
1992 e, há três anos, foi contactada a Motorávia para integrar o
projecto e liderar todo um processo de produção que envolverá
outras tantas empresas portuguesas subcontratadas
(nomeadamente na área da fundição). O engenho em causa está
vocacionado para a utilização de querosene ou gasóleo, estando
projectadas versões que variam entre os 200 e 600 cavalos. É 30%
mais económico do que os 300 mil motores a gasolina existentes no
segmento a que se destina e aos quais se pretende substituir.
"Neste momento, a aviação geral utiliza aeronaves que consomem
gasolina com chumbo. A nível mundial e por razões que se prendem
com aspectos ambientais e logística (os aeroportos tendem a
uniformizar o consumo de combustíveis, utilizando apenas um tipo),
essa gasolina tende a desaparecer muito dentro em breve", explica
João Folgado, dono da Motorávia e pessoa-chave na dinamização
da indústria aeronáutica portuguesa. Em 2001, criou a DYN'Aero
Ibérica, empresa que resultou de uma parceria da Motorávia com a
francesa Robin (maior fabricante de ultraleves que mudou, em 2002,
toda a sua produção para Ponte de Sôr).
A aposta de João Folgado e dos seus parceiros consiste na
captação de pelo menos 10% do mercado, ou seja, a venda de 30
mil motores (com preços que variam entre os seis e 12 mil contos),
uma vez que a concorrência deverá ter na calha engenhos
concorrentes. Já foram aparecendo alguns interessados,
nomeadamente a Cessna. Há, inclusive, data-limite para a
substituição dos actuais motores em circulação. Na União Europeia e
nos EUA, a gasolina deve desaparecer até 2008.
Na parte da investigação, o projecto contou com o INEGI, organismo
português, e universidades de Zurique, na Suíça, e Embri-Ridle, nos
EUA, já para não falar da grande motivação dada pela Agência para
a Inovação de Portugal. A comercialização do motor será dirigida a
partir de uma nova empresa a criar e que terá escritórios na Suíça e
nos EUA.
http://www.portugalnews.
Produção do engenho, que terá nome lusitano,
arranca em Outubro
A Motorávia, empresa portuguesa sediada em Ponte de Sôr, no
Alentejo, encabeçará o processo de produção de um motor
revolucionário para a aviação civil geral (aviões com tamanho inferior
aos Boeing ou Airbus). Chama-se, por enquanto, "Demowal", mas
será baptizado em definitivo com nome português. O fabrico deverá
ter início em Outubro nas actuais instalações da Motorávia, contando
com 30 funcionários portugueses. Tratar-se-á de um investimento de
20 milhões de euros (quatro milhões de contos), depois de um
processo de criação que custou cinco milhões de euros (um milhão
de contos).
A ideia do motor, da autoria da empresa suíça Mecanair, surgiu em
1992 e, há três anos, foi contactada a Motorávia para integrar o
projecto e liderar todo um processo de produção que envolverá
outras tantas empresas portuguesas subcontratadas
(nomeadamente na área da fundição). O engenho em causa está
vocacionado para a utilização de querosene ou gasóleo, estando
projectadas versões que variam entre os 200 e 600 cavalos. É 30%
mais económico do que os 300 mil motores a gasolina existentes no
segmento a que se destina e aos quais se pretende substituir.
"Neste momento, a aviação geral utiliza aeronaves que consomem
gasolina com chumbo. A nível mundial e por razões que se prendem
com aspectos ambientais e logística (os aeroportos tendem a
uniformizar o consumo de combustíveis, utilizando apenas um tipo),
essa gasolina tende a desaparecer muito dentro em breve", explica
João Folgado, dono da Motorávia e pessoa-chave na dinamização
da indústria aeronáutica portuguesa. Em 2001, criou a DYN'Aero
Ibérica, empresa que resultou de uma parceria da Motorávia com a
francesa Robin (maior fabricante de ultraleves que mudou, em 2002,
toda a sua produção para Ponte de Sôr).
A aposta de João Folgado e dos seus parceiros consiste na
captação de pelo menos 10% do mercado, ou seja, a venda de 30
mil motores (com preços que variam entre os seis e 12 mil contos),
uma vez que a concorrência deverá ter na calha engenhos
concorrentes. Já foram aparecendo alguns interessados,
nomeadamente a Cessna. Há, inclusive, data-limite para a
substituição dos actuais motores em circulação. Na União Europeia e
nos EUA, a gasolina deve desaparecer até 2008.
Na parte da investigação, o projecto contou com o INEGI, organismo
português, e universidades de Zurique, na Suíça, e Embri-Ridle, nos
EUA, já para não falar da grande motivação dada pela Agência para
a Inovação de Portugal. A comercialização do motor será dirigida a
partir de uma nova empresa a criar e que terá escritórios na Suíça e
nos EUA.
http://www.portugalnews.