View Full Version : Lisboa | Novo Instituto Português de Oncologia - IPO
NewTomorrow July 29th, 2008, 08:03 AM Centro oncológico integrado englobará da investigação a um hotel para doentes
Parque da Belavista cedido para receber IPO de Lisboa
A ministra da Saúde e o presidente da Câmara de Lisboa assinaram, ontem, o acordo para cedência do terreno das novas instalações do Instituto Português de Oncologia (IPO) e realçaram a importância de este se manter na cidade.
O parque da Belavista foi o local escolhido para edificar as novas instalações do IPO de Lisboa, que será um centro oncológico integrado, englobando a investigação, o ensino pré e pró-graduado, o apoio psicossocial e um hotel para doentes. O novo IPO, que há um ano estava previsto ser deslocado para Oeiras, vai constituir-se como uma unidade de referência ao serviço de mais de quatro milhões de habitantes e terá capacidade para 10 mil internamentos, 200 mil consultas e 7.500 cirurgias.
Durante a assinatura do acordo, o presidente da Câmara de Lisboa, António Costa, e a ministra da Saúde, Ana Jorge, realçaram a importância do IPO se manter na cidade de Lisboa, por razões de localização e de acessibilidade dos doentes.
"É fundamental para a cidade de Lisboa manter o IPO, não por uma questão de bairrismo mas por uma questão de acessibilidade", disse António Costa.
Ana Jorge disse, entretanto, que ainda cedo para adiantar uma data para o início do funcionamento do IPO na Belavista, garantindo que "nunca em menos de dois ou três anos", e que neste momento não sabe quantificar o investimento.
Jornal da Madeira
Barragon July 29th, 2008, 08:29 AM Será parte do Parque da Bela Vista... então e o Hospital de Todos os Santos?
Barragon July 29th, 2008, 08:50 AM Acessibilidades justificam permanência do IPO
Câmara cede terreno na Belavista, mas já negoceia espaços devolutos com o Governo
"A localização e respectiva acessibilidade foi a principal razão para esta escolha", justificou estea segumda-feira a ministra da Saúde, Ana Jorge, logo após assinar com o presidente da Câmara de Lisboa um acordo de princípio para a cedência de terrenos com 29 mil metros quadrados no Parque da Belavista.
O futuro IPO vai acolher uma unidade hospitalar, apoio psicossocial, um hotel para os doentes e uma unidade de investigação e ensino pós-graduado. Quanto vai custar esta mudança de local é pergunta que a ministra responde apenas com... "milhares de euros". O processo vai seguir as tramitações normais, como o concurso público. Já o presidente do Conselho de Administração do IPO, Ricardo Luz, acredita que "em 2013 deverá estar já operacional a unidade hospitalar, seguindo-se depois as outras fases do projecto". Refere ainda que será o IPO a custear todas as obras. "Foi sempre nosso desejo ficar em Lisboa, já que em Oeiras teríamos de construir as acessibilidades", disse. O Instituto Português de Oncologia Francisco Gentil tem a cargo 4,8 milhões de potenciais utentes, oriundos do Algarve, Alentejo, Madeira e, obviamente, Lisboa e Vale do Tejo.
O argumento para a nova localização do IPO é o da facilidade em chegar à futura unidade, operacional a partir de 2013. A Estação do Oriente e TGV, a terceira travessia do Tejo e a proximidade do metro e Carris foram decisivos.
António Costa, presidente da Câmara de Lisboa, que ontem assinou com a ministra da Saúde, Ana Jorge, um acordo de cedência gratuita de terrenos camarários para a instalação do novo IPO (Instituto Português de Oncologia) em Marvila, usou da sua experiência pessoal para dar ênfase a esta escolha para a nova plataforma oncológica da capital.
Por causa de um familiar ali internado, "senti na pele o que era ter de ir a Palhavã (actuais instalações do IPO) com frequência e tenho bem noção que não sou dos cidadãos com pior condição de mobilidade", descreveu o autarca socialista. "O que seria se fosse para um concelho de menor acessibilidade?", perguntou, aludindo à hipótese que há um ano se colocava, de o IPO ser transferido para Oeiras, onde também havia terrenos gratuitos.
Logo a seguir, António Costa desfiou o rol dos argumentos racionais mais fortes para transferir o IPO para o Parque da Belavista, em Marvila, "uma das lutas prioritárias quando assumiu o mandato". A proximidade à Estação do Oriente, que vai acolher também o TGV; a boca de metro nas imediações; os próximos acessos à terceira travessia sobre o Tejo em Lisboa e até a permanência do Aeroporto na Portela por mais uns anos. "Como se vê, a decisão não foi tomada por um qualquer espírito de bairrismo", resumiu o autarca.
Além destas "revoluções viárias", o futuro IPO vai ter por vizinhança o previsto Hospital de Todos os Santos, que vai desactivar outros cinco hospitais.
Ou seja, somando os espaços vagos com a mudança do IPO e de outras unidades, assim como de outros espaços a cargo dos ministérios da Defesa e da Justiça que também vão ser desactivados, uma boa quantidade de espaços em Lisboa vão ficar devolutos. António Costa anunciou estar em negociações com o Governo para ficar com esses espaços, dando o exemplo do Estabelecimento Prisional de Lisboa, que vai albergar residências universitárias num contexto de cidade "Erasmus", pelo intercâmbio de estudantes.
Nem o autarca nem a ministra da Saúde revelaram qual o destino a dar ao espaço do actual IPO.
Costa fez questão ainda de referir a sua "estranheza" pelo facto de o anterior Executivo ter dito que não havia espaço em Lisboa para a nova plataforma oncológica.
JN
NewTomorrow July 29th, 2008, 08:52 AM também vi ontem nas noticias da sic ou da rtp
ERVATUGA July 17th, 2010, 06:33 PM IPO fica em Palhavã e recebe obras de 45 milhões
O Instituto Português de Oncologia de Lisboa vai manter-se em Palhavã e receber obras de 45 milhões de euros, bem menos que os cem milhões que o anterior ministro disse serem necessários para manter a instituição no mesmo sítio.
A decisão do Ministério da Saúde encerra, assim, uma polémica que começou em 2006, quando o então ministro da Saúde António Correia de Campos anunciou que o Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa ia mudar de local.
Na altura, o antecessor de Ana Jorge garantiu que, se este IPO não fosse transferido, teria de receber obras de pelo menos cem milhões de euros.
Nos meses seguintes foram desenvolvidos contactos entre o Ministério da Saúde e várias autarquias, como Lisboa e Oeiras, com vista à localização do novo edifício, tendo a Câmara Municipal de Lisboa (CML) destinado um espaço no Parque da Bela Vista.
Contactada pela Agência Lusa, fonte da CML confirmou que a autarquia “reservou uma área para a respetiva localização, no âmbito do Plano Diretor Municipal (PDM) e iniciou um Plano de Pormenor onde se equacionou a respetiva Localização”.
Contudo, o Ministério da Saúde optou agora por manter o IPO no mesmo sítio, em Palhavã, e anunciou obras que, há muito, são reclamadas por especialistas nesta área.
Fonte do gabinete da ministra da Saúde, Ana Jorge, disse que as obras são “prioritárias” e irão abranger duas áreas: obras estruturais e equipamento pesado.
Para as obras estruturais, o Ministério da Saúde conta gastar 30 milhões de euros e, ao nível do equipamento pesado, serão investidos 15 milhões de euros.
A decisão da tutela de manter o IPO de Lisboa no mesmo local levou em conta os “prós e os contras” da mudança.
A centralidade do local onde o IPO se encontra – junto a um dos principais eixos viários de Lisboa e em terrenos de elevado valor imobiliário - é o motivo que mais agrada aos doentes, familiares e profissionais.
Aquando da decisão de transferir o IPO, Correia de Campos alegara que “as limitações físicas do edifício” eram “dramáticas”.
A solução passaria, para o antecessor de Ana Jorge, por encontrar um terreno e construir um novo IPO com as verbas do terreno do edifício atual.
Segundo afirmações de Correia de Campos em 2006, as obras que o IPO de Lisboa necessitam custariam pelo menos cem milhões de euros.
Em 2009, o IPO de Lisboa realizou 203 380 consultas e 6427 cirurgias programadas.
Fonte: http://www.destak.pt/artigo/69745
Barragon July 17th, 2010, 08:02 PM Pois... acho que sim.
Arpels July 17th, 2010, 08:13 PM pessoalmente acho mt bem que fique ali, tem bons transportes o que conta mto numa efermidade como o cancro :yes:
pedrodepinto July 19th, 2010, 02:01 AM Parece-me uma decisão sensata :yes:!
Barragon July 19th, 2010, 02:25 AM A relocalização seria cara...
fred_mendonca March 3rd, 2011, 10:19 PM Numa conferência de imprensa hoje em Lisboa, o diretor clínico da instituição apelou para a necessidade da realização de obras urgentes, considerando que as instalações são degradantes.
Em março de 2006, o então responsável pela pasta da Saúde, Correia de Campos, anunciava que decorriam conversações com as Câmaras de Lisboa e de Oeiras para encontrar um sítio que substituísse o IPO, situado em Palhavã, entre a Praça de Espanha e Sete Rios, em Lisboa.
Não havendo terrenos, dizia Correia de Campos, a solução passaria pela realização de obras no edifício, que poderiam chegar aos 100 milhões de euros.
Foram, entretanto, desenvolvidos contactos entre o Ministério da Saúde e as autarquias, tendo a Câmara Municipal de Lisboa destinado um espaço no Parque da Bela Vista.
Em julho do ano passado, a sucessora de Correia de Campos, Ana Jorge, anunciava que o IPO se manteria no mesmo sítio, devendo receber obras de 45 milhões de euros, bem menos que os 100 milhões previstos pelo anterior ministro.
Para as obras estruturais, o Ministério da Saúde previa gastar 30 milhões de euros e, ao nível do equipamento pesado, deviam ser investidos 15 milhões.
Hoje, o diretor clínico do IPO, Nuno Miranda, veio reatar o tema, desabafando estar farto da promessa de obras de requalificação.
"A nossa instituição merece um investimento significativo na reforma das suas instalações", declarou o responsável numa conferência de imprensa em que o IPO divulgou dados das taxas de sobrevivência dos doentes tratados no Instituto.
Nuno Miranda disse que a reforma é necessária "para ontem" e que as atuais instalações têm limitações que se refletem na comodidade e privacidade dos doentes e no esforço feito pelos profissionais de saúde.
Em 2009, o IPO de Lisboa realizava mais de 200 mil consultas e quase 6.500 cirurgias programadas.
http://www.destak.pt/artigo/89202-polemica-do-ipo-comecou-ha-cinco-anos-com-intencao-de-venda-por-correia-de-campos
E já agora, para o pessoal que se está sempre a queixar que o investimento vai todo para Lisboa:
IPO Porto abre serviço de radioterapia dos mais avançados da Europa
O novo edifício está pronto e equipados com os mais modernos e inovadores equipamentos de radioterapia, aumentando os tratamentos disponibilizados.
O novo Serviço Externo de Radioterapia, do Instituto de Oncologia do Porto - IPO, está concluído e pronto a receber - já na próxima quarta-feira - os primeiros doentes. O novo edifício está equipado com os mais modernos equipamentos de radioterapia visíveis ainda em poucas hospitais europeus e vai permitir o tratamento mais eficaz e com menos efeitos secundários para os doentes de cancro.
A unidade, a maior da Península Ibérica, vai ser inaugurada amanhã, com as presenças do Primeiro - Ministro, José Sócrates, da Ministra da Saúde, Ana Jorge, e do Secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Manuel Pizarro.
O edifício, construído de raiz e com linhas arquitectónicas inovadoras, vai permitir o atendimento dos actuais cerca de quatro mil doentes ao ano, que recorrem ao hospital. De acordo com Laranja Pontes, presidente do IPO Porto, "com uma média de 80 mil sessões de radioterapia por ano, o novo serviço vai permitir aumentar a capacidade nos tratamentos disponibilizados".
Simultaneamente vai passar a receber os "cerca de mil doentes que eram canalizados para os hospitais privados, como é o caso da hospital da CUF". Uma medida tomada pela actual administração do IPO, em 2007, ao abrigo dos contratos programa assinados com os hospitais privados, que permitiu acabar com as listas de espera no tratamento dos doentes oncológicos no IPO Porto. "O novo projecto de radioterapia foi pensado na altura, tendo em conta a exiguidade e senescência de algumas das nossas instalações e equipamentos", acrescenta Laranja Pontes.
O novo serviço de radioterapia vai possibilitar a aquisição do estatuto de Centro Ibérico de Formação nestas áreas tecnológicas do tratamento do cancro.
Criar uma unidade de excelência
Com cerca de seis mil m2 de área o serviço de radioterapia está equipado com dez ‘bunkers', salas de tratamento onde estão instalados os aceleradores lineares de última geração, três deles de gama muito alta. A juntar a isso tem 16 gabinetes de consulta e um conjunto de outros espaços, como a radiobiologia e física médica e um banco de dados, que vai permitir criar um "banco de tumores e estruturar as informações médicas em suporte digital", acrescenta Laranja Pontes.
Helena Pereira, directora do serviço de radioterapia, salienta a importância que a nova unidade vai ter para os utentes "a nível de técnicas de tratamento inovadores, mais precisas e mais rápidas". Dá como exemplo o caso da Radioterapia de Intensidade Modelada, da Irradiação Corporal Total, da Radioterapia Guiada por Imagem, da Radioterapia Intraoperatória, alargada a várias patologias (como digestivos, sarcomas e mama), da Radiocirúrgia e Radioterapia estereotáxica fraccionada e da Radioterapia 4D.
O novo serviço de radioterapia resultou de um concurso de concepção/construção, ganho pelo consórcio Bascol/Casais e Varian, parceiro tecnológico americano, num investimento total de 30 milhões de euros. O investimento no edifício foi de cerca de 13,5 milhões de euros, com cerca de cinco milhões de euros de comparticipação do QREN, e 17 milhões de euros para os equipamentos. O projecto foi idealizado em 2007, e a construção iniciada em Abril de 2009, e na próxima semana irá entrar funcionamento, "cumprido o prazo e o valor da empreitada, e abrindo ao público com a conclusão da construção, já que a montagem e calibragem das máquinas foi feita em simultâneo com o edifício" acrescenta Laranja Pontes.
http://economico.sapo.pt/noticias/ipo-porto-abre-servico-de-radioterapia-dos-mais-avancados-da-europa_112576.html
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