RRC
August 1st, 2008, 12:10 AM
29/07/2008 - 16h50
Estado de SP reduz mortalidade infantil em 82% nos últimos 30 anos
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u427459.shtml
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PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online
A taxa de mortalidade infantil de São Paulo em 2007 atingiu 13,1 mortes por mil crianças de até um ano nascidas vivas, um dos menores índices da história do Estado, de acordo com a Secretaria da Saúde. Em 1977, o Estado registrou um dos índices mais altos, com 78 mortes registradas por mil nascidos. Se comparado ao índice de 2007, a queda foi de 82% nos últimos 30 anos.
Os dados divulgados nesta terça-feira apontam uma diminuição de 46,7% em relação a 1995, quando o índice foi de 24,6 mortes por mil bebês nascidos.
"Foram mais de cem mil vidas poupadas neste período", disse o governador José Serra (PSDB), referindo-se ao período de 1995 a 2007.
O balanço foi feito pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) com dados da secretaria estadual. De acordo com o órgão, a taxa de 2007 teve uma queda de 11,5% na comparação com 2003, quando o índice registrado foi de 14,8.
Na Grande São Paulo, o índice do ano passado foi de 12,9. No ano anterior foi de 13,3; em 2005 foi 13,4; em 2004 registrou 14,4; e em 2003, 14,8, segundo a secretaria.
O índice de mortalidade infantil no Brasil, em 2006, último registrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi de 24,9 mortes por mil nascidos vivos.
"Dos 645 municípios paulistas, 261 apresentaram índice inferior a dez, que pode ser comparado a países desenvolvidos", disse o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas.
Ele citou como exemplo as cidades de Rio Claro, com 6,7 mortes, Barretos, com 7,2 e Santana de Parnaíba, também com 7,2.
Serra atribuiu a queda no índice a quatro pontos: ações de saneamento básico, vacinação, ampliação dos cuidados no parto e pós-parto e acompanhamento do pré-natal.
A secretaria também divulgou os piores índices do Estado. De acordo com Barradas, a maior taxa foi registrada na região da Baixada Santista, com índice de 18,7, seguidas pelas regiões de Araçatuba, com 16,1 e de Sorocaba com 15,9. O município de Praia Grande teve o pior índice, com registro de 22,3 por mil nascidos.
"Deve-se investir mais em saneamento nessas regiões. Com isso o índice irá cair", afirmou o governador.
Estado de SP reduz mortalidade infantil em 82% nos últimos 30 anos
http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u427459.shtml
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PAULO TOLEDO PIZA
Colaboração para a Folha Online
A taxa de mortalidade infantil de São Paulo em 2007 atingiu 13,1 mortes por mil crianças de até um ano nascidas vivas, um dos menores índices da história do Estado, de acordo com a Secretaria da Saúde. Em 1977, o Estado registrou um dos índices mais altos, com 78 mortes registradas por mil nascidos. Se comparado ao índice de 2007, a queda foi de 82% nos últimos 30 anos.
Os dados divulgados nesta terça-feira apontam uma diminuição de 46,7% em relação a 1995, quando o índice foi de 24,6 mortes por mil bebês nascidos.
"Foram mais de cem mil vidas poupadas neste período", disse o governador José Serra (PSDB), referindo-se ao período de 1995 a 2007.
O balanço foi feito pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados) com dados da secretaria estadual. De acordo com o órgão, a taxa de 2007 teve uma queda de 11,5% na comparação com 2003, quando o índice registrado foi de 14,8.
Na Grande São Paulo, o índice do ano passado foi de 12,9. No ano anterior foi de 13,3; em 2005 foi 13,4; em 2004 registrou 14,4; e em 2003, 14,8, segundo a secretaria.
O índice de mortalidade infantil no Brasil, em 2006, último registrado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), foi de 24,9 mortes por mil nascidos vivos.
"Dos 645 municípios paulistas, 261 apresentaram índice inferior a dez, que pode ser comparado a países desenvolvidos", disse o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas.
Ele citou como exemplo as cidades de Rio Claro, com 6,7 mortes, Barretos, com 7,2 e Santana de Parnaíba, também com 7,2.
Serra atribuiu a queda no índice a quatro pontos: ações de saneamento básico, vacinação, ampliação dos cuidados no parto e pós-parto e acompanhamento do pré-natal.
A secretaria também divulgou os piores índices do Estado. De acordo com Barradas, a maior taxa foi registrada na região da Baixada Santista, com índice de 18,7, seguidas pelas regiões de Araçatuba, com 16,1 e de Sorocaba com 15,9. O município de Praia Grande teve o pior índice, com registro de 22,3 por mil nascidos.
"Deve-se investir mais em saneamento nessas regiões. Com isso o índice irá cair", afirmou o governador.