Império-CostaAzul
September 27th, 2008, 02:36 AM
Antiga noticia
Em 2050, serão necessários dois planetas para assegurar sobrevivência
Cada pessoa consome mais 25 por cento de recursos naturais do que a capacidade regenerativa da Terra, segundo o último relatório da WWF sobre pegada ecológica, que prevê serem necessários dois planetas em 2050 para assegurar a sobrevivência.
Os dados da fundo mundial para a vida selvagem WWF - Wordl Wildfile Fund referem-se a 2003, ano em que a biocapacidade (o que o planeta tem a oferecer a cada pessoa) disponível era de 1,8 hectares por pessoa, quase dois campos de futebol. "A capacidade regenerativa da terra já não consegue acompanhar o consumo humano e a produção de resíduos. Excedemos essa capacidade em 25 por cento em 2003", afirmou à agência Lusa Eduardo Gonçalves, representante da WWF. No penúltimo relatório mundial da WWF, apresentado há dois anos e baseado em dados de 2001, a pegada ecológica mundial excedia em 20 por cento essa biocapacidade, o que significa que a situação piorou.
A pegada ecológica do total da humanidade excedeu, assim, a biocapacidade global em quase metade de um hectare global por pessoa."Se continuarmos na nossa trajectória actual, até mesmo as previsões moderadas das Nações Unidas relativas à mudança, em termos de população, do consumo de alimentos e fibras e das emissões de dióxido de carbono, sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais dois planetas", refere o fundo mundial, no relatório hoje divulgado.
Presumindo um crescimento moderado da população, a média de pegada por pessoa aumentará de 2,2 hectares globais em 2003 para 2,6 hectares em meados do século. A pegada de cada país é determinada pela sua população, o consumo de um residente médio e a intensidade de recursos dos bens e dos serviços consumidos.Portugal aparece em 28 lugar no ranking mundial, com um consumo de recursos naturais correspondente a 4,2 hectares por pessoa.
No ano passado, nas vésperas do Dia Terra, a WWF anunciou que os portugueses tinham uma pegada de 5,2 hectares. "Não se pode dizer que a pegada diminuiu, uma vez que os dados não são comparáveis pois na medição deste ano entraram novos indicadores", explicou Eduardo Gonçalves. Em todo o mundo a maior pegada ecológica é a dos Emirados Árabes Unidos, que consome 12 hectares por pessoa, um primado que já ocupava em relatórios anteriores. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com uma pegada de 9,6 hectares, seguidos pela Finlândia e Canadá (7,6 hectares).
A WWF apela para a necessidade de estratégias de sustentabilidade como a que está a ser desenvolvida pelo fundo mundial na Mata de Sesimbra, em Portugal, um projecto que pretende mostrar aos decisores políticos que é viável uma vivência sustentável.
O projecto previsto para Sesimbra 0 carbono implica um investimento de 1,1 mil milhões de euros para construir oito mil novas casas, hotéis e lojas, com uma produção de resíduos zero para mais de 25 mil pessoas.
Nova noticia
O projecto foi em parte aprovado
...versão inicial da Mata de Sesimbra previa um total de 31.829 camas, mas a proposta que vai ser apreciada pela assembleia municipal na sexta-feira contempla apenas 19.389 camas.
Em 2002, o Ministério do Ambiente, Isaltino de Morais, a Câmara de Sesimbra e a Sociedade Aldeia do Meco iniciaram as negociações para uma localização alternativa para o projecto turístico então denominado como "Ribeira da Prata". Este projecto abrangia uma zona de falésia, em terrenos da Reserva Ecológica e da Reserva Agrícola, que acabaram por ser integrados na Rede Natura 2000.
A alternativa encontrada foi a zona da Mata de Sesimbra, opção que foi desde logo contestada por diversos sectores da sociedade sesimbrense e também pelos ambientalistas da Quercus, que consideraram tratar-se de um empreendimento turístico com uma carga excessiva para o concelho de Sesimbra.
Contactada pela Lusa, a presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, Odete Graça, disse que não tinha ainda nenhuma indicação no sentido de suspender a apreciação do Plano de Pormenor da Mata de Sesimbra na reunião daquele órgão na próxima sexta-feira.
A responsável admitiu, no entanto, a possibilidade de surgir alguma decisão em sentido contrário numa reunião das diferentes comissões daquele órgão municipal que terá lugar amanhã, mas que já estava agendada há alguns dias.
Documento: http://www.cm-sesimbra.pt/NR/rdonlyres/B3862E74-A302-403D-9620-7CA334BB1AC7/7226/ppsuljaneiro2008.pdf
Video: http://www.youtube.com/watch?v=46qoM7uXwR4
Em 2050, serão necessários dois planetas para assegurar sobrevivência
Cada pessoa consome mais 25 por cento de recursos naturais do que a capacidade regenerativa da Terra, segundo o último relatório da WWF sobre pegada ecológica, que prevê serem necessários dois planetas em 2050 para assegurar a sobrevivência.
Os dados da fundo mundial para a vida selvagem WWF - Wordl Wildfile Fund referem-se a 2003, ano em que a biocapacidade (o que o planeta tem a oferecer a cada pessoa) disponível era de 1,8 hectares por pessoa, quase dois campos de futebol. "A capacidade regenerativa da terra já não consegue acompanhar o consumo humano e a produção de resíduos. Excedemos essa capacidade em 25 por cento em 2003", afirmou à agência Lusa Eduardo Gonçalves, representante da WWF. No penúltimo relatório mundial da WWF, apresentado há dois anos e baseado em dados de 2001, a pegada ecológica mundial excedia em 20 por cento essa biocapacidade, o que significa que a situação piorou.
A pegada ecológica do total da humanidade excedeu, assim, a biocapacidade global em quase metade de um hectare global por pessoa."Se continuarmos na nossa trajectória actual, até mesmo as previsões moderadas das Nações Unidas relativas à mudança, em termos de população, do consumo de alimentos e fibras e das emissões de dióxido de carbono, sugerem que em 2050 a humanidade estará a utilizar o equivalente a mais dois planetas", refere o fundo mundial, no relatório hoje divulgado.
Presumindo um crescimento moderado da população, a média de pegada por pessoa aumentará de 2,2 hectares globais em 2003 para 2,6 hectares em meados do século. A pegada de cada país é determinada pela sua população, o consumo de um residente médio e a intensidade de recursos dos bens e dos serviços consumidos.Portugal aparece em 28 lugar no ranking mundial, com um consumo de recursos naturais correspondente a 4,2 hectares por pessoa.
No ano passado, nas vésperas do Dia Terra, a WWF anunciou que os portugueses tinham uma pegada de 5,2 hectares. "Não se pode dizer que a pegada diminuiu, uma vez que os dados não são comparáveis pois na medição deste ano entraram novos indicadores", explicou Eduardo Gonçalves. Em todo o mundo a maior pegada ecológica é a dos Emirados Árabes Unidos, que consome 12 hectares por pessoa, um primado que já ocupava em relatórios anteriores. Os Estados Unidos aparecem em segundo lugar, com uma pegada de 9,6 hectares, seguidos pela Finlândia e Canadá (7,6 hectares).
A WWF apela para a necessidade de estratégias de sustentabilidade como a que está a ser desenvolvida pelo fundo mundial na Mata de Sesimbra, em Portugal, um projecto que pretende mostrar aos decisores políticos que é viável uma vivência sustentável.
O projecto previsto para Sesimbra 0 carbono implica um investimento de 1,1 mil milhões de euros para construir oito mil novas casas, hotéis e lojas, com uma produção de resíduos zero para mais de 25 mil pessoas.
Nova noticia
O projecto foi em parte aprovado
...versão inicial da Mata de Sesimbra previa um total de 31.829 camas, mas a proposta que vai ser apreciada pela assembleia municipal na sexta-feira contempla apenas 19.389 camas.
Em 2002, o Ministério do Ambiente, Isaltino de Morais, a Câmara de Sesimbra e a Sociedade Aldeia do Meco iniciaram as negociações para uma localização alternativa para o projecto turístico então denominado como "Ribeira da Prata". Este projecto abrangia uma zona de falésia, em terrenos da Reserva Ecológica e da Reserva Agrícola, que acabaram por ser integrados na Rede Natura 2000.
A alternativa encontrada foi a zona da Mata de Sesimbra, opção que foi desde logo contestada por diversos sectores da sociedade sesimbrense e também pelos ambientalistas da Quercus, que consideraram tratar-se de um empreendimento turístico com uma carga excessiva para o concelho de Sesimbra.
Contactada pela Lusa, a presidente da Assembleia Municipal de Sesimbra, Odete Graça, disse que não tinha ainda nenhuma indicação no sentido de suspender a apreciação do Plano de Pormenor da Mata de Sesimbra na reunião daquele órgão na próxima sexta-feira.
A responsável admitiu, no entanto, a possibilidade de surgir alguma decisão em sentido contrário numa reunião das diferentes comissões daquele órgão municipal que terá lugar amanhã, mas que já estava agendada há alguns dias.
Documento: http://www.cm-sesimbra.pt/NR/rdonlyres/B3862E74-A302-403D-9620-7CA334BB1AC7/7226/ppsuljaneiro2008.pdf
Video: http://www.youtube.com/watch?v=46qoM7uXwR4