View Full Version : Asiáticos querem pólo tecnológico com 2,5 mil empregos em Limeira


Fischer
September 27th, 2008, 03:10 PM
Quatro terrenos em Limeira estão em fase de avaliação para receber uma multinacional chinesa e seu parque de fornecedores, todos da Ásia. Os investimentos previstos são de US$ 350 milhões (R$ 647 milhões), com geração de 2,5 mil empregos diretos em um pólo de tecnologia integrado.

A informação foi divulgada ontem pela empresa Ikann Imóveis Corporativos, de São Paulo, contratada pelo grupo asiático. O nome das empresas não foram revelados por questões de sigilo nas estratégias empresariais. Quatro cidades do Estado foram avaliadas pelo grupo imobiliário, que indicou Limeira, segundo o seu presidente, Mucio Ellery Leite, por vários fatores. “Existe infra-estrutura logística, segurança e mão-de-obra capacitada”, disse à Gazeta.
O projeto guarda semelhanças com o que foi anunciado recentemente pela montadora coreana Hyundai, que trará para Piracicaba um conjunto de empresas fornecedoras. “Existe hoje uma dificuldade para as empresas encontrarem fornecedores próximos. Então, elas se agrupam para formar uma cadeia produtiva”, afirma Leite. O empresário não pôde revelar os setores de atuação do grupo, mas apenas que se trata de tecnologia.
O funcionamento da Unicamp em Limeira foi levado em conta na análise da Ikann. A universidade mantém um protocolo de intenções com a Prefeitura para a criação de um Parque Tecnológico situado no Distrito Industrial “Sebastião Fumagalli”, no Parque Nossa Senhora das Dores.
Segundo Leite, ainda não foi discutida com a Prefeitura possíveis isenções fiscais para a garantia da vinda do grupo asiático. “Existem disposições preliminares. Somos uma empresa que faz prospecção de áreas. Pode haver variações nas negociações, mas o direcionamento foi feito para Limeira”. O investimento de US$ 350 milhões é o valor global e inclui desde a infra-estrutura até a completa instalação do projeto.

EXPORTAÇÃO

O pólo tecnológico estaria voltado para atender ao mercado interno e exportações. De acordo com a Ikann, os critérios de seleção das multinacionais para escolha da região de instalação levam em conta, além da logística e mão-de-obra capacitada, a qualidade de vida e o meio ambiente. “Há uma série de indicadores sociais, como também nível de renda, tudo isso foi analisado”, disse Leite.
A empresa reforça que a crise internacional, que afeta as perspectivas de desenvolvimento dos Estados Unidos e a União Européia, reforça a posição dos países do BRIC (acrônimo para Brasil, Rússia, Índia e China) como receptores de investimento direto produtivo. “O Brasil está parcialmente bem situado dentre estes países pela estabilidade política e robustez do sistema financeiro, embora ainda tenha problemas na área trabalhista e tributária”, enfatiza o grupo.
Em nota, a Prefeitura informou que vem mantendo contato com algumas empresas internacionais, de diversos ramos industriais, que estão levantando dados do município. “A Prefeitura está atendendo às empresas através de um escritório brasileiro especializado nestas pesquisas. Só poderemos falar sobre isso com um melhor andamento das negociações”, encerra o texto. (RS)

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