IvoJP
October 26th, 2008, 02:53 AM
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Brasão do Município de Patos
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Patos é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião de Patos, na mesorregião do Sertão Paraibano. Distante 301km de João Pessoa, sua sede localiza-se no centro do estado com vetores viários interligando-o com toda a Paraíba e viabilizando o acesso aos Estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 99.494 habitantes. Valendo salientar que somada a população flutuante, os números oscilam em torno de 130 mil.
Patos, nos dias atuais, é um dos maiores municípios da Paraíba, não apenas no aspecto da extensão e estrutura física, mas principalmente, pela pujança de sua gente, disposição de trabalho da iniciativa privada, com ênfase ao comércio e a indústria, responsáveis pela geração de emprego, renda e tributos, que mantêm as ações de governo. Por seu aspecto de desenvolvimento no interior do Estado passou a ser conhecida como "Capital do Sertão da Paraíba", ao ponto em que o seu clima acabou lhe dando a titularidade de "Morada do Sol".
Localização
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Hino Oficial - Letra e Música de AMAURY DE CARVALHO
Num cantinho Da minha pátria amada
E dentro do meu coração
Está a minha terra adorada
De sonhos e de tradição
O seu nome
Foi tirado da lagoa
Dos patos tranquilos de lá
No mundo
Uma terra tão boa
Eu creio meu DEUS que não há
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
A riqueza
Escondida no teu seio
Não pode ninguém calcular
De artistas
A cidade é um esteio
São lindas as morenas de lá
Nos teus campos
É bonita a alvorada
Nos rios que correm por lá
As louras
Meninas douradas
Derramam perfume no andar
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
Bandeira do Município de Patos
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Elementos Formadores da História
Origem e Evolução da Capital do Sertão da Paraíba
Tomando por base a Bacia do Paraíba, no que se refere aos seus antigos habitantes, os registros da história apontam os índios Cariris como pioneiros na exploração, com fixação predominante na região da Borborema, além dos aglomerados situados nas margens dos rios do Peixe e Jaguaribe.
Com a chegada da Nação Potiguara, proveniente do sul do Brasil, que se localizou no litoral paraibano, passou a existir a luta pelo domínio territorial, obrigando a retirada da primeira tribo, com destino ao interior. Nessa fuga da taba original ocorreu uma desagregação, com a formação de novos grupos, proclamados como independentes, dentre os quais Pegas e Panatis que se situaram na região das Espinharas.
No século XVII, começaria o embate entre índios e brancos, época em que a família Oliveira Ledo, vinda da célebre Casa da Torre, nas margens do São Francisco, chegava ao Sertão depois de atuar no Cariri, com o objetivo de conquistar a propriedade das terras, para efeito de colonização. As duas organizações indígenas aqui situadas, somadas aos Coremas que fixaram moradia no Vale do Piancó, reagiram contra os desbravadores, numa luta das mais aguerridas, até a consolidação da soberania dos brancos, que finalmente puderam plantar a semente da civilização futura.
No encontro dos rios: Cruz, cuja nascente está localizada no sopé do Pico do Jabre e Farinha, originado na Serra da Viração, numa encruzilhada de caminhos, onde os tropeiros faziam parada, atraídos pela água corrente e os seus animais se deliciavam com a fartura das pastagens, estava o cenário escolhido para a implantação das primeiras fazendas de gado. Com a união desses cursos de água natural veio a formação do terceiro rio, o qual fora denominado pelos índios de Pinharas e traduzido para a língua dos brancos como Espinharas, levando-se em consideração os inúmeros arbustos espinhentos que existiam no local, a exemplo de xique-xique, unha de gato, coroa de frade, urtiga e faveleira. Bem ao lado encontrava-se uma lagoa onde muitos patos fizeram o seu habitat natural, aves que seriam fonte de inspiração para a denominação do lugarejo.
João Pereira de Oliveira foi o primeiro a se fixar com fazendas de gado em solo das Espinharas. Ele recebera uma doação do pai, Antônio de Oliveira Ledo, cuja terra, na localidade Farinha, foi demarcada em 1670 e confirmada pelo então Governador do Brasil, Alexandre de Sousa Freire.
José Permínio Wanderley, citou em seu livro "Retalhos do Sertão" que João Pereira de Oliveira, vendeu a referida propriedade ao Coronel Domingos Dias Antunes que mais tarde adquiriu também do seu contemporâneo, o Sargento-mor José Gomes Farias, a fazenda Itatiunga, que em tupi guarani significa "Pedra Branca", a qual fazia limite com a primeira. Por morte do coronel, as vastas terras foram inventariadas com os filhos: Mariana e Antônio, sendo que esse último vendeu sua herança ao Capitão Paulo Mendes de Figueiredo, que na referida época já residia na Fazenda Patos.
A posição geográfica privilegiada, situada bem no centro do nosso Estado, fez com que a povoação dos Patos (como era mais conhecida), sempre fosse alcançada por quantos cruzassem o território paraibano de norte a sul, de leste a oeste, o que acabou gerando um progresso rápido, admitido pelos viajantes da época, chegando a despertar nas autoridades a necessidade de criação de um novo município, tendo por sede a alvissareira localidade.
Na sessão de 05 de março de 1830, o Conselho do Governo da Província da Paraíba decidiu pelo encaminhamento ao Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Império, o Marquês de Caravelas, do pedido de criação de três novas Vilas e Câmaras: Bananeiras, Amélia do Piancó e Imperial dos Patos, a primeira desmembrada de Areia e as duas outras de Pombal. O documento que foi enviado em 26 de março do mesmo ano era finalizado com o seguinte trecho: A oficialização das três Vilas redundará em benefício tanto dos "fiéis súditos habitantes dos respectivos lugares", como "em aumento da população e esplendor do Império". Em 09 de maio de 1833, durante sessão extraordinária do Conselho da Província, foi aprovado o projeto de elevação da Vila dos Patos, cuja instalação se deu em 22 de agosto, após 66 anos de subordinação a Pombal. A partir de então o município passou a existir, assinalando a emancipação política, com sua Câmara de Vereadores, composta de 07 membros, consoante determinava a Lei de primeiro de outubro de 1828, cabendo a ela a administração econômica e municipal. A primeira composição teve os seguintes vereadores: José Dantas Correia de Góis, Jerônimo José da Nóbrega, José Raimundo Vieira, Bernardo Carvalho de Andrade, João Machado da Costa, Francisco Gomes Angelim e Manoel Cardoso de Andrade.
Vale registrar que tanto as vilas como as cidades possuíam autonomia de município e eram governadas pela Câmara, nas vilas compostas de sete membros e nas cidades de nove, constituindo a única diferença entre ambas. A escolha dos vereadores se daria através do processo eletivo e o mais votado seria o presidente. Cada Câmara teria um secretário. A mesma lei disciplinava, inclusive, o modelo de juramento na posse que deveria ser vazado nos seguintes termos: "Juro aos Santos Evangelhos desempenhar as ações de vereador e promover, quanto em mim couber, os meios de sustentar a felicidade pública".
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Com relação à atribuição das Câmaras, dizia a Lei que estas eram corporações meramente administrativas e não exercia jurisdição contenciosa alguma. Teriam a seu cargo tudo que dissesse respeito à polícia e economia das povoações e seus termos. Para administrar os municípios elas dispunham de empregados, dentre os quais se destacava o secretário, a quem cabia a escrituração de todo o expediente; emitir certidões que lhe fossem requeridas; ter em boa guarda e arranjo os seus livros. Não havia Prefeito, mas existia na estrutura das Câmaras a figura do Procurador, que era um empregado, nomeado por quatro anos, ao qual competia exercer atribuições de natureza executiva, tais como, arrecadar e aplicar as rendas e multas, destinadas às despesas do Conselho; demandar perante os Juízes de Paz a execução das posturas; defender os direitos das Câmaras perante os juízes ordinários; dar conta das receitas e despesas todos os trimestres no princípio das quatro sessões anuais. Vale salientar que a figura do prefeito, como executivo municipal, existiu em algumas províncias, isoladamente, e somente em fins do século XIX foi instituído tal cargo para todos os municípios do Brasil, quer nas cidades, quer nas vilas.
Em 30 de maio de 1839, por volta de 07:30 da manhã, a Imperial Vila dos Patos recebeu a visita pastoral capitaneada por Dom João da Purificação Marquês Perdigão, Bispo de Pernambuco, a quem se subordinava a Diocese da Paraíba, para uma permanência de 07 dias, período em que crismou mais de 1.300 pessoas, realizou várias celebrações eucarísticas e matrimoniais, levando a efeito uma ampla campanha contra o amancebo bastante comum na época. A respeito deste acontecimento há um curioso registro no diário de viagem, escrito pelo referido pastor, transcrito por Celso Mariz, em seu Livro Ibiapina, o apóstolo do Nordeste: “Nesse dia e no dia de ontem, sofri grande amargura por causa do depravado procedimento do vigário, quando publicamente concubinado dentro de sua casa com alguns filhos. Existem motivos pelos quais apenas pude conseguir que este vigário depositasse a mulher e os filhos em outra casa, ainda mesmo dentro da vila, o que neste dia se efetuou, depois de anoitecer dadas por mim às providências para nunca mais entrar aquela mulher em casa do vigário, que prometeu arranjá-la fora da vila. Deixei esse negócio recomendado ao Padre Antônio Dantas e seu irmão, sub-procurador da mesma vila, para me avisarem da correção do vigário ou em caso contrário. Depois, mandou-me este vigário quatro queijos, farinha, chouriços, duas mantas de carne e apenas recebi uma pequena parte, rejeitando o resto”.
Em 1845, a Câmara Municipal de Patos, aprovou o seguinte artigo: “Todo dono de casa habitada nas terras de agricultura apresentará anualmente, no mês de setembro, 100 bicos de pássaros daninhos tendo escravos e 50 não os tendo, e nas terras de criar os donos de escravos apresentarão 50 e os que não possuírem escravos 25, sendo isentas as pessoas que a autoridade competente julgar impossibilitadas. O infrator pagará dois mil réis de multa”. Naquela época, de acordo com o censo realizado, tirado das relações que as juntas qualificadoras enviaram à Presidência da Província, a população paroquial de Patos era de 1.524 fogos e 15 eleitores. Em 1851 a estatística chegava a 4.406 habitantes livres e 660 escravos.
Em 1853, é fundada na Paróquia de Nossa Senhora da Guia a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e passa a ocupar o lugar de vigário da freguesia, o Padre Manoel Cordeiro da Cruz. Em 24 de fevereiro de 1855 Patos já tinha agregadas a sua igreja principal as capelas de Santa Luzia, Santa Maria Madalena, Nossa Senhora da Conceição do Estreito e Nossa Senhora da Conceição de Passagem. Os limites da Vila eram os seguintes: ao nascente – São João, poente –Piancó e Pombal, ao Sul – Ingazeira (Província de Pernambuco), ao norte – Vila de Caicó no Rio Grande do Norte. Com relação a sua composição, Patos contava com os Distritos da Vila e de Santa Luzia que se destacavam pela criação de gado, cavalos, ovelhas e cabras, além do de Teixeira que produzia milho, arroz, feijão, mandioca e algodão. No tocante aos acessos, possuía três estradas principais: Ladeira da Onça e Canudos, ligando-a aos lugares vizinhos e a Pedra D’água, utilizada para chegar à Capital e à Província de Pernambuco.
Um fato que causou tristeza, luto e preocupações no decorrer do século XIX, foi o surto de cólera, iniciado no ano de 1856, que dizimou muitas vidas na região sertaneja. Somente em Patos cerca de 80 pessoas foram acometidas do mal, com o registro de 13 mortes. Na época o Governo da Província mandou construir um Cemitério na localidade.
Em 1860, precisamente no dia 08 de outubro, às 07:15 da manhã, a Vila de Patos recebeu a primeira visita de um Presidente da Província, Luiz Antônio da Silva Nunes, que deliberou empreender uma excursão ao interior para melhor conhecer os seus domínios. Sobre Patos não são lisonjeiras as informações por ele prestadas em seu relatório. Constatou que o professor da escola de meninos não demonstrava interesse pelo ensino, sendo visível a sua incapacidade para o magistério; a igreja ameaçava ruir, com uma grande fenda no arco do cruzeiro e o cemitério além de ser fechado por muros não tinha reboco. Em 1862, o Governo do Estado edificou a Cadeia Velha, cuja obra custou 2.200$000 (dois contos e duzentos mil reais), sendo seu construtor Severino José de Figueiredo que coincidentemente foi o seu estreante.
Os registros da história político-administrativa de Patos são insuficientes no tocante ao período compreendido entre 1848 e 1890, uma vez que no primeiro ano citado sabe-se apenas que aconteceu, no dia 07 de setembro, a eleição para a escolha da nova câmara sem a relação dos seus titulares. Já em 1856 encontramos citações sobre a vitória em 12 de outubro dos seguintes vereadores: Jovino Machado da Costa, Liberato Cavalcante de Carvalho Nóbrega, Victor de Sousa Cavalcante, Jerônimo José da Nóbrega Júnior, Antônio Alves de Albuquerque, Manuel Vieira da Silva e João Machado da Costa.
O Almanach da Paraíba cita que neste ano a população estimada da Vila de Patos era de 800 almas, havia 138 prédios urbanos, incluindo três sobrados e o edifício em que funcionava o Conselho Municipal, além da cadeia pública. Também destacava a existência de diversas artérias e o pátio da matriz. Fazia referências às feiras semanais, ocorridas nas segundas, como sendo abundantes. Outros dados citados: há na localidade seis estabelecimentos comerciais de fazendas e miudezas, cujos proprietários são: Filizola, Irmão & Caiaffo, Souza & Irmão, Major José Jerônimo de Barros, Francisco Gomes dos Santos, Capitão Joaquim Vieira de Melo e Francisco Vieira de Carvalho. Funcionam também, nove estabelecimentos de ferragens, miudezas e molhados, pertencentes a Farias & Cabral, Josué, Severino e João César de Melo, Antônio Lustosa de Oliveira Cabral, José Vieira Arcoverde, José d’Arimatéia Machado, Josias Álvares da Nóbrega e Simplício de Araújo. Não deixava de evidenciar a agropecuária com relação à criação de gado e produção de cereais, algodão, mandioca e cana de açúcar, além da existência de dez engenhos para o fabrico de rapadura de propriedade de Capitão Antônio Batista de Figueiredo, Bernardino Lima, Salustiano Xavier dos Santos, Tenente João Dantas de Oliveira, Manoel Rodrigues dos Santos, Raimundo Rodrigues, Tenente-Coronel Francisco Pereira Monteiro Wanderley, Capitão Roldão Meira de Vasconcelos, Alferes João Pedro de Sousa, sem falar em um engenho a vapor utilizado também para o fabrico da aguardente, de propriedade do Major Antônio Pedro de Azevedo. Existiam ainda 11 bolandeiras para o descaroçamento de algodão, do Capitão Manoel Gomes dos Santos, Severino César de Melo, Capitão Roldão Meira de Vasconcelos, Silvino Xavier dos Santos, Martinho Moreira, João Augusto de Sousa, Canuto Alves Torres, Augusto Pereira Monteiro, Capitão Lourenço Dantas Correia de Góis e Alferes Antônio Félix de Mendonça, bem como um vapor para o mesmo fim pertencente a Major Antônio Pereira de Azevedo. Na época existiam 124 fazendas de gado.
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Em 1898, precisamente no dia 15 de dezembro, o vigário Joaquim Alves Machado e o procurador Capitão Manoel Gomes dos Santos, mandaram lançar no livro de tombo cópia da escritura de doação e ratificação do patrimônio de Nossa Senhora da Guia, da Vila dos Patos. Já no ano de 1900, em primeiro de janeiro, foi implantado sobre pedras, a oeste da Vila, um cruzeiro de madeira, o qual serviu de marco da entrada do novo século. A falta de preservação acabou por extinguí-lo, depois do local ter sido ocupado por residências de forma desordenada, ponto que ficaria conhecido por Beco do Cruzeiro.
Em 20 de fevereiro de 1925, o Presidente João Suassuna assina o Decreto 1.353, modificando a organização da Força Pública do Estado, que ficará constituída de dois batalhões: o primeiro na Capital com 605 homens e o segundo com efetivo de 598 integrantes sediado em Patos.
Em 22 de setembro de 1940, a cidade de Patos recebeu a comissão norte-americana que iria observar o eclipse total do sol no dia primeiro de outubro, com modernos equipamentos instalados na firma Anderson Clayton & Company, provocando uma enorme curiosidade da população. Os observadores pertenciam a National Bureau of Standards e a National Geographic Society. Integravam a expedição os cientistas: Irvine C. Gardner, Richard H. Stewart, Theodoro Gilliland, Padre Paul A. Mc Nally – Diretor do Observatório Astronômico de Georgetown - Estados Unidos da América, Dr. Edward Hulburt e Dr. Kiees. Mais tarde, o ponto escolhido foi identificado por um marco que, infelizmente, para prejuízo da história, não teve a sorte de ser preservado.
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Economia
A cidade de Patos é considerada a única capital regional do sertão nordestino, e polariza geograficamente mais de 70 municípios incluindo alguns do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Tem seu ponto forte o comércio, o qual deixa sua população flutuante em torno de 130 mil pessoas. Em épocas festivas como o São João, o fluxo de turistas eleva a população para 200 mil pessoas aproximadamente. É também considerada a cidade de melhor distribuição de renda e estrutura urbana, com baixíssimos índices de violência urbana.
Cidade rica em minério e centro de comercialização da agricultura regional, Patos destaca-se como um dos municípios de mais rápido desenvolvimento industrial do sertão paraibano. Patos é um município do estado da Paraíba, localizado à margem esquerda do Rio Espinharas. Tem uma altitude de 242m e clima semi-árido e quente. A economia baseia-se na cultura do algodão e do feijão. As principais indústrias são as de calçado, extração de óleos vegetais e beneficiamento de algodão e cereais. Tem grande riqueza mineral, com jazidas de mármore cor-de-rosa e ocorrências de ouro, ferro, calcários e cristal de rocha. Patos liga-se a todo o Nordeste e ao Sul por ferrovia e rodovias.
Clima
O clima é quente e seco, com temperatura máxima de 38ºC e mínima de 28ºC. Limites: São José de Espinharas, Santa Terezinha, São José do Bonfim, Cacimba de Areia, Quixaba, São Mamede e Malta.
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Patos Atualmente:
1 - Aérea da cidade
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3 - Centro da cidade a nível de rua
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8 - Canteiros da Av. Solon de Lucena
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13 - Comércio
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20 - Praça em frente a igreja mais antiga da cidade - Centro Histórico(Flickr - giiizelly)
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21 - (Flickr - giiizelly)
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29 - Catedral
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30 - Coreto revitalizado - Antes era ponto de prostituição
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31 - Entorno do Coreto
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39 - Bairro Brasília | Um dos melhores da cidade
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Cruz da Menina
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Reportagem sobre a Cruz da Menina
Na cidade de Patos, à margem da estrada que demanda o alto sertão, pela rodovia BR-230, encontra-se o santuário conhecido popularmente como "A Cruz da Menina", local de permanentes romarias, e atração turística local, recentemente beneficiado com a construção de um moderno parque constituído de cobertura de alumínio (sobre a capela erigida em memória de trágico fato ocorrido em 1923), salas de ex-votos, casa das velas, altar externo, ao pé de uma cruz com dez metros, lanchonete, lojas de "souvenirs", teatro de arena, passarelas, jardins etc. Diariamente, dezenas de romeiros visitam o lugar, pagando promessas e ali depositando a comprovação das graças alcançadas. O triste episódio da menina Francisca serviu de base para a elaboração do romance "A Cruz da Menina", que não é, contudo, um romance-reportagem.
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A Cruz da Menina
Eu vou contar pra vocês
a história d´uma menina
que nasceu lá no sertão
uma alma nordestina
e que teve sua infância
tirada na ignorância
de uma madrasta malina.
Seu nome era Francisca
Chiquinha devia ser
uma menina querida
com as irmãs a crescer
quando uma seca maldita
lhe fez a pior desdita
botando tudo a correr.
Foi aqui na Paraíba
que o ocorrido se deu
lá em Patos de Espinharas
foi bem lá que aconteceu
essa história interessante
dessa família penante
e que até já morreu.
Quem nasce lá no sertão
duas coisas pode ter
ou ser muito abençoado
ou ter vindo pra sofrer
ter vindo viver uma graça
ou pagar uma desgraça
na medida do viver.
Lá se conta uma história
de uma nordestinada
que nasceu só pra sofrer
desde o dia da chegada
a seca tirou-lhe o brilho
e a dor foi o seu trilho
de inocência apagada.
Uma família sem nome
sofrendo uma seca cruel
passando de arretirada
a pé debaixo do céu
confiou em adoção
uma filha do coração
a um casal bem fiel.
Para não morrer de fome
essa menina foi dada
a esse casal de nome
foi assim tão confiada
e partiram pelo mundo
o primeiro e o segundo
sem saber qual das estradas.
Neste sertão sem porteira
o sol faz sua seara
o mundo nos apresenta
dizendo logo de cara
que a vida nasce de cacho
quem quiser saia de baixo
em Patos das Espinharas.
Nessa ribeira querida
onde a beleza existe
na fulorada da terra
na vida que sempre insiste
sou obrigado a contar
no decorrer do narrar
uma história bem triste.
Em pleno século XX
no ano de 23
arreparem a tragédia
em outubro, 11 do mês
numa noite escurecida
Francisca perdeu a vida
vou contar só pra vocês.
Nasceu em família pobre
fugida de seca braba
um casal de arretirante
por amor a filha salva
e dando por doação
a filha do coração
para outras duas almas.
Domila e Absalão
o casal agraciado
em vez de criar Francisca
com amor e com cuidado
aproveitaram a questão
usaram da escravidão
cometeram esse pecado.
Francisca, pobre coitada
não podia nem brincar
vivia sua infância
somente pra trabalhar
olhando pela janela
c´uns olhos brincava ela
com as crianças do lugar.
Domila saiu à noite
foi buscar Absalão
deixando Francisca em casa
ainda lavando o chão
que depois de terminado
devia dar por fechado
janela, porta e portão.
Francisca se esqueceu
de fechar a tal janela
Domila quando chegou
estufou logo a titela
pensando qu´era ladrão
depois de buscar em vão
se lembrou loguinho dela.
Acordou a pequenina
debaixo de cacetada
com a trave da janela
lhe castigou de pancada
e sem a menor razão
tentada lá pelo cão
matou Francisca a paulada.
Embrulharam a menina
ainda de madrugada
e lá fora da cidade
entre pedras foi jogada
encontrada noutro dia
foi aquela agonia
e a Deus encomendada.
Botaram ali uma cruz
enfeitaram c´umas fitas
Justiniano passava
sofrendo uma seca maldita
e se botou a pedir
numa oração pr´ela ouvir
numa promessa bendita.
O pedido era de água
pro mundo não padecer
o que já vinha sofrendo
não deu outra, pode crer
água veio de montão
um mar saía do chão
o milagre era de ver.
Pelo milagre alcançado
necessidade suprida
Justiniano agradece
fazendo ser construída
uma Capela formosa
para a menina bondosa
por sua prece atendida.
Por conta dessa Capela
um parque ali se formou
abriu-se a boca do céu
pra terra esse anjo olhou
intercedendo por quem
rezando dizendo amém
precise do Criador.
Quem recebe um milagre
pedido numa oração
sabe do qu´estou falando
sabe dessa emoção
pois quem tem crença na terra
esperança não enterra
enquanto for um cristão.
Cheio dessa devoção
o romeiro agradecido
vem no parque humildemente
vem trazer em seu sentido
e assim como eu boto
deposita seu ex-voto
do milagre merecido.
Tem um dia todo ano
calendário da Igreja
que todo romeiro sonha
todo coração almeja
enfeitar todos os postes
festejar o Pentecostes
o fiel assim deseja.
A festa começa cedo
entra pela madrugada
procissão levando a Santa
o luzeiro na estrada
o romeiro agradecido
reza o terço no sentido
de Francisca abençoada.
A menina dessa cruz
inda não reconhecida
hoje é Santa do Povo
é fiel e é querida
e ao lado do sacrário
ilumina o santuário
de Maria concebida.
Foi escrava nessa terra
mas ganhou o paraíso
fulorou nosso sertão
aguou o mais preciso
deu perfume a nossa vida
nesse chão de tanta lida
com o ar de seu sorriso.
Francisca, nossa menina!
ajude nossos irmãos
rogai pelos desprovidos
amansai nosso patrão
enchei a vida de flores
recebei nossos amores
em troca desse sertão.
http://www.marcodiaurelio.com/cruz.php
59 -
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60 -
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61 - Sala dos milagres
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62 -
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63 - Cruzeiro
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64 - Capela
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65 -
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66 -
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67 -
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68 - Água só no inverno
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69 -
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70 - Pôr-do-sol
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Serviços e Lazer
71 - Guedes Shopping
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72 -
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73 - Uma boa pedida: sorvete de abacaxi com vinho - Divino
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74 - Outro shopping em construção
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75 - Pôr-do-sol na morada do sol
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Bônus
Tome Nota:
*Inselbergue
Denominação usada por Bornhardt para elevações que aparecem em regiões de clima árido.
Os inselbergues são como que resíduos da pediplanação, em climas áridos quentes e semi-áridos, à semelhança dos monadnocks, devidos à pediplanação em regiões de clima úmido.
*Extraído do Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 4ª edição 2005. Bertrand Brasil. Pg. 353
76 -
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77 - Capela no topo de um inselbergue
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78 - Bairro da Guanabara e inselbergues ao redor da cidade
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79 -
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80 -
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81 -
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82 - Picasa/Cassano
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83 - Picasa/Cassano
http://lh5.ggpht.com/Brogue.do.Cassano/RVuza3smABI/AAAAAAAAAM8/h4l-reM30Jw/s576/DSC01982.JPG
As várias lendas da Pedra do Tendó
A pedra do Tendó serviu de inspiração a vários poetas e sobre ela correm inúmeras lendas. Distante, aproximadente, três quilômetros de Teixeira, faz parte da Reserva Ecológica criada em 16 de outubro de 1992.
Segundo alguns, o nome Tendó é atribuído ao grito desesperado de uma vítima que, após ferrenha discussão e luta com um inimigo, teria caído no abismo. Tem dó Era o apelo que ecoava ao longe captado por moradores das proximidades, como pedido de clemência.
Em registro vernacular, Tendó significa abrigo. O local de fato, era usado pelos tropeiros, servindo de pouso durante as viagens feitas pelos comerciantes que partiam das Espinharas em destino a Pernambuco.
Com uma altitude aproximadamente 800 metros, o bloco cristalino que aflora de cima do morro é circundado por rochas graníticas isoladas. Conhecida como a "pedra que geme", ou que chora, tem apavorado muitas pessoas e aguçado a curiosidade de outras. Na realidade, o fenômeno é explicado pelo eco produzido pela propagação do som.
Como a pedra do Tendó está localizada à margem da estrada que liga Patos a Teixeira, a ela é atribuído outro fato extraordinário. Uma força energética age possibilitando a subida dos veículos na ladeira, mesmo estando desligado o motor. O fenômeno, para alguns viajantes e moradores da área, é atribuído aos poderes da pedra.(NOTA do WebMaster: "Na verdade este é um fenômeno explicado pela Física, como a inclinação da Serra é maior que a inclinação da ladeira que é de sentido oposto, faz com que o carro esteja descendo a serra e não subindo a ladeira pelo efeito da força da gravidade).
Outra lenda diz respeito aos inúmeros acidentes envolvendo pessoas atraídas pela imensidão do precipício.
Há o caso dos irmãos Clarindo e Ramiro. Este último, noivo de Juliana, teria encontrado a sua amada juntamente com o irmão, num passeio romântico, sobre a pedra. Assustados por terem sido flagrados, teriam perdido o equilíbrio e mergulhado para a morte.
Contam os antigos que Ramiro não teve mais sossego depois desse acidente, tendo desaparecido. Tempos depois, caçadores teriam encontrado trapos de pano, servindo de ninho às aves da redondeza, e afirmaram ser restos da roupa do rapaz.
Segundo narram o crédulos, em noite de lua aparece ao longe a imagem de um casal, passeando sobre a rocha; noutro local, surge uma figura, lamentando-se da traição sofrida e do complexo de culpa por ter provocado a morte dos entes queridos.
Há ainda a versão de que o irmão traído se atracara com o traidor e este teria caído no abismo aos gritos tem dó, e que Juliana, tendo enlouquecido, vivera por muito tempo, rondando o local em busca do seu amado.
A ex-prefeita de Teixeira, Sra. Rita Nunes Pereira, construiu uma santuário, onde colocou uma imagem de Nossa Senhora das Graças, que é visitada por diversas romarias.
Xavier, Maria do Socorro Batista. De Canudos a Teixeira.,2000
Ek9GbKtDDYg
Pedra do Tendó - com direito a ouvi um sertanejo conversando com o autêntico sotaque nordestino
84 - Pedra do Tendó - esse morro mais na frente é de onde eu tirei as fotos que serão postadas daqui em diante. A foto saiu com baixa qualidade e o vidro do carro não estava lá essas coisas.
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/22b45227.jpg
85 - Vista la do topo do morro da estrada que foi tirada a foto anterior
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86 -
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87 -
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88 -
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89 -
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90 -
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91 -
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92 -
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93 - Construção da alça sudoeste da cidade, vias largas
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Sites pesquisados:
http://www.patos.pb.gov.br/
http://patosemrevista.com/historico.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patos
http://www.oscobrasonline.com/tendo.htm
Agradecimentos:
Ao grande amigo Neto - o melhor oftalmologista de Patos e região - que além de ficar no apartamento dele ainda me levou à Pedra do Tendó e afins. (mas me deixou subir sozinho. rs.) Obrigado por tudo, valeu!
Ao fiote Batistinha(BatistinhaPB) que com muita hospitalidade, simpatia e carinho disponibilizou o seu tempo e saiu para tirar fotos comigo pela cidade toda. Fez-me subir um inselbergue a uma temperadura chegando aos 40°c.
Fiote, sem você não teriamos esse thread que é nosso(de Neto, vc e eu) valeu mesmo!!! Nesses dias estou mais uma vez aí para abusar todo mundo. :lol:
O forista BatistinhaPB na pedra do Tendó - Foto sem maipulação
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/a511e129.jpg
Espero que tenham gostado, afinal, o sertão não é apenas miséria e seca como a mídia costuma mostrar.
Comentem!:cheers:
http://www.oscobrasonline.com/tendo_arquivos/tendo%20V.jpghttp://www.oscobrasonline.com/tendo_arquivos/tendo%20VI.jpg
Brasão do Município de Patos
http://www.patos.pb.gov.br/images/documentos/brasao.png
Patos é um município brasileiro do estado da Paraíba, localizado na microrregião de Patos, na mesorregião do Sertão Paraibano. Distante 301km de João Pessoa, sua sede localiza-se no centro do estado com vetores viários interligando-o com toda a Paraíba e viabilizando o acesso aos Estados do Rio Grande do Norte, Pernambuco e Ceará. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), no ano de 2006 sua população era estimada em 99.494 habitantes. Valendo salientar que somada a população flutuante, os números oscilam em torno de 130 mil.
Patos, nos dias atuais, é um dos maiores municípios da Paraíba, não apenas no aspecto da extensão e estrutura física, mas principalmente, pela pujança de sua gente, disposição de trabalho da iniciativa privada, com ênfase ao comércio e a indústria, responsáveis pela geração de emprego, renda e tributos, que mantêm as ações de governo. Por seu aspecto de desenvolvimento no interior do Estado passou a ser conhecida como "Capital do Sertão da Paraíba", ao ponto em que o seu clima acabou lhe dando a titularidade de "Morada do Sol".
Localização
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/c/cb/Paraiba_Municip_Patos.svg/800px-Paraiba_Municip_Patos.svg.png
Hino Oficial - Letra e Música de AMAURY DE CARVALHO
Num cantinho Da minha pátria amada
E dentro do meu coração
Está a minha terra adorada
De sonhos e de tradição
O seu nome
Foi tirado da lagoa
Dos patos tranquilos de lá
No mundo
Uma terra tão boa
Eu creio meu DEUS que não há
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
A riqueza
Escondida no teu seio
Não pode ninguém calcular
De artistas
A cidade é um esteio
São lindas as morenas de lá
Nos teus campos
É bonita a alvorada
Nos rios que correm por lá
As louras
Meninas douradas
Derramam perfume no andar
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
Patos, te amo Patos
Patos eu sempre hei de amar
Bandeira do Município de Patos
http://www.patos.pb.gov.br/images/documentos/bandeira.jpg
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/IMG_0800.jpg
Elementos Formadores da História
Origem e Evolução da Capital do Sertão da Paraíba
Tomando por base a Bacia do Paraíba, no que se refere aos seus antigos habitantes, os registros da história apontam os índios Cariris como pioneiros na exploração, com fixação predominante na região da Borborema, além dos aglomerados situados nas margens dos rios do Peixe e Jaguaribe.
Com a chegada da Nação Potiguara, proveniente do sul do Brasil, que se localizou no litoral paraibano, passou a existir a luta pelo domínio territorial, obrigando a retirada da primeira tribo, com destino ao interior. Nessa fuga da taba original ocorreu uma desagregação, com a formação de novos grupos, proclamados como independentes, dentre os quais Pegas e Panatis que se situaram na região das Espinharas.
No século XVII, começaria o embate entre índios e brancos, época em que a família Oliveira Ledo, vinda da célebre Casa da Torre, nas margens do São Francisco, chegava ao Sertão depois de atuar no Cariri, com o objetivo de conquistar a propriedade das terras, para efeito de colonização. As duas organizações indígenas aqui situadas, somadas aos Coremas que fixaram moradia no Vale do Piancó, reagiram contra os desbravadores, numa luta das mais aguerridas, até a consolidação da soberania dos brancos, que finalmente puderam plantar a semente da civilização futura.
No encontro dos rios: Cruz, cuja nascente está localizada no sopé do Pico do Jabre e Farinha, originado na Serra da Viração, numa encruzilhada de caminhos, onde os tropeiros faziam parada, atraídos pela água corrente e os seus animais se deliciavam com a fartura das pastagens, estava o cenário escolhido para a implantação das primeiras fazendas de gado. Com a união desses cursos de água natural veio a formação do terceiro rio, o qual fora denominado pelos índios de Pinharas e traduzido para a língua dos brancos como Espinharas, levando-se em consideração os inúmeros arbustos espinhentos que existiam no local, a exemplo de xique-xique, unha de gato, coroa de frade, urtiga e faveleira. Bem ao lado encontrava-se uma lagoa onde muitos patos fizeram o seu habitat natural, aves que seriam fonte de inspiração para a denominação do lugarejo.
João Pereira de Oliveira foi o primeiro a se fixar com fazendas de gado em solo das Espinharas. Ele recebera uma doação do pai, Antônio de Oliveira Ledo, cuja terra, na localidade Farinha, foi demarcada em 1670 e confirmada pelo então Governador do Brasil, Alexandre de Sousa Freire.
José Permínio Wanderley, citou em seu livro "Retalhos do Sertão" que João Pereira de Oliveira, vendeu a referida propriedade ao Coronel Domingos Dias Antunes que mais tarde adquiriu também do seu contemporâneo, o Sargento-mor José Gomes Farias, a fazenda Itatiunga, que em tupi guarani significa "Pedra Branca", a qual fazia limite com a primeira. Por morte do coronel, as vastas terras foram inventariadas com os filhos: Mariana e Antônio, sendo que esse último vendeu sua herança ao Capitão Paulo Mendes de Figueiredo, que na referida época já residia na Fazenda Patos.
A posição geográfica privilegiada, situada bem no centro do nosso Estado, fez com que a povoação dos Patos (como era mais conhecida), sempre fosse alcançada por quantos cruzassem o território paraibano de norte a sul, de leste a oeste, o que acabou gerando um progresso rápido, admitido pelos viajantes da época, chegando a despertar nas autoridades a necessidade de criação de um novo município, tendo por sede a alvissareira localidade.
Na sessão de 05 de março de 1830, o Conselho do Governo da Província da Paraíba decidiu pelo encaminhamento ao Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Império, o Marquês de Caravelas, do pedido de criação de três novas Vilas e Câmaras: Bananeiras, Amélia do Piancó e Imperial dos Patos, a primeira desmembrada de Areia e as duas outras de Pombal. O documento que foi enviado em 26 de março do mesmo ano era finalizado com o seguinte trecho: A oficialização das três Vilas redundará em benefício tanto dos "fiéis súditos habitantes dos respectivos lugares", como "em aumento da população e esplendor do Império". Em 09 de maio de 1833, durante sessão extraordinária do Conselho da Província, foi aprovado o projeto de elevação da Vila dos Patos, cuja instalação se deu em 22 de agosto, após 66 anos de subordinação a Pombal. A partir de então o município passou a existir, assinalando a emancipação política, com sua Câmara de Vereadores, composta de 07 membros, consoante determinava a Lei de primeiro de outubro de 1828, cabendo a ela a administração econômica e municipal. A primeira composição teve os seguintes vereadores: José Dantas Correia de Góis, Jerônimo José da Nóbrega, José Raimundo Vieira, Bernardo Carvalho de Andrade, João Machado da Costa, Francisco Gomes Angelim e Manoel Cardoso de Andrade.
Vale registrar que tanto as vilas como as cidades possuíam autonomia de município e eram governadas pela Câmara, nas vilas compostas de sete membros e nas cidades de nove, constituindo a única diferença entre ambas. A escolha dos vereadores se daria através do processo eletivo e o mais votado seria o presidente. Cada Câmara teria um secretário. A mesma lei disciplinava, inclusive, o modelo de juramento na posse que deveria ser vazado nos seguintes termos: "Juro aos Santos Evangelhos desempenhar as ações de vereador e promover, quanto em mim couber, os meios de sustentar a felicidade pública".
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Com relação à atribuição das Câmaras, dizia a Lei que estas eram corporações meramente administrativas e não exercia jurisdição contenciosa alguma. Teriam a seu cargo tudo que dissesse respeito à polícia e economia das povoações e seus termos. Para administrar os municípios elas dispunham de empregados, dentre os quais se destacava o secretário, a quem cabia a escrituração de todo o expediente; emitir certidões que lhe fossem requeridas; ter em boa guarda e arranjo os seus livros. Não havia Prefeito, mas existia na estrutura das Câmaras a figura do Procurador, que era um empregado, nomeado por quatro anos, ao qual competia exercer atribuições de natureza executiva, tais como, arrecadar e aplicar as rendas e multas, destinadas às despesas do Conselho; demandar perante os Juízes de Paz a execução das posturas; defender os direitos das Câmaras perante os juízes ordinários; dar conta das receitas e despesas todos os trimestres no princípio das quatro sessões anuais. Vale salientar que a figura do prefeito, como executivo municipal, existiu em algumas províncias, isoladamente, e somente em fins do século XIX foi instituído tal cargo para todos os municípios do Brasil, quer nas cidades, quer nas vilas.
Em 30 de maio de 1839, por volta de 07:30 da manhã, a Imperial Vila dos Patos recebeu a visita pastoral capitaneada por Dom João da Purificação Marquês Perdigão, Bispo de Pernambuco, a quem se subordinava a Diocese da Paraíba, para uma permanência de 07 dias, período em que crismou mais de 1.300 pessoas, realizou várias celebrações eucarísticas e matrimoniais, levando a efeito uma ampla campanha contra o amancebo bastante comum na época. A respeito deste acontecimento há um curioso registro no diário de viagem, escrito pelo referido pastor, transcrito por Celso Mariz, em seu Livro Ibiapina, o apóstolo do Nordeste: “Nesse dia e no dia de ontem, sofri grande amargura por causa do depravado procedimento do vigário, quando publicamente concubinado dentro de sua casa com alguns filhos. Existem motivos pelos quais apenas pude conseguir que este vigário depositasse a mulher e os filhos em outra casa, ainda mesmo dentro da vila, o que neste dia se efetuou, depois de anoitecer dadas por mim às providências para nunca mais entrar aquela mulher em casa do vigário, que prometeu arranjá-la fora da vila. Deixei esse negócio recomendado ao Padre Antônio Dantas e seu irmão, sub-procurador da mesma vila, para me avisarem da correção do vigário ou em caso contrário. Depois, mandou-me este vigário quatro queijos, farinha, chouriços, duas mantas de carne e apenas recebi uma pequena parte, rejeitando o resto”.
Em 1845, a Câmara Municipal de Patos, aprovou o seguinte artigo: “Todo dono de casa habitada nas terras de agricultura apresentará anualmente, no mês de setembro, 100 bicos de pássaros daninhos tendo escravos e 50 não os tendo, e nas terras de criar os donos de escravos apresentarão 50 e os que não possuírem escravos 25, sendo isentas as pessoas que a autoridade competente julgar impossibilitadas. O infrator pagará dois mil réis de multa”. Naquela época, de acordo com o censo realizado, tirado das relações que as juntas qualificadoras enviaram à Presidência da Província, a população paroquial de Patos era de 1.524 fogos e 15 eleitores. Em 1851 a estatística chegava a 4.406 habitantes livres e 660 escravos.
Em 1853, é fundada na Paróquia de Nossa Senhora da Guia a Irmandade de Nossa Senhora do Rosário e passa a ocupar o lugar de vigário da freguesia, o Padre Manoel Cordeiro da Cruz. Em 24 de fevereiro de 1855 Patos já tinha agregadas a sua igreja principal as capelas de Santa Luzia, Santa Maria Madalena, Nossa Senhora da Conceição do Estreito e Nossa Senhora da Conceição de Passagem. Os limites da Vila eram os seguintes: ao nascente – São João, poente –Piancó e Pombal, ao Sul – Ingazeira (Província de Pernambuco), ao norte – Vila de Caicó no Rio Grande do Norte. Com relação a sua composição, Patos contava com os Distritos da Vila e de Santa Luzia que se destacavam pela criação de gado, cavalos, ovelhas e cabras, além do de Teixeira que produzia milho, arroz, feijão, mandioca e algodão. No tocante aos acessos, possuía três estradas principais: Ladeira da Onça e Canudos, ligando-a aos lugares vizinhos e a Pedra D’água, utilizada para chegar à Capital e à Província de Pernambuco.
Um fato que causou tristeza, luto e preocupações no decorrer do século XIX, foi o surto de cólera, iniciado no ano de 1856, que dizimou muitas vidas na região sertaneja. Somente em Patos cerca de 80 pessoas foram acometidas do mal, com o registro de 13 mortes. Na época o Governo da Província mandou construir um Cemitério na localidade.
Em 1860, precisamente no dia 08 de outubro, às 07:15 da manhã, a Vila de Patos recebeu a primeira visita de um Presidente da Província, Luiz Antônio da Silva Nunes, que deliberou empreender uma excursão ao interior para melhor conhecer os seus domínios. Sobre Patos não são lisonjeiras as informações por ele prestadas em seu relatório. Constatou que o professor da escola de meninos não demonstrava interesse pelo ensino, sendo visível a sua incapacidade para o magistério; a igreja ameaçava ruir, com uma grande fenda no arco do cruzeiro e o cemitério além de ser fechado por muros não tinha reboco. Em 1862, o Governo do Estado edificou a Cadeia Velha, cuja obra custou 2.200$000 (dois contos e duzentos mil reais), sendo seu construtor Severino José de Figueiredo que coincidentemente foi o seu estreante.
Os registros da história político-administrativa de Patos são insuficientes no tocante ao período compreendido entre 1848 e 1890, uma vez que no primeiro ano citado sabe-se apenas que aconteceu, no dia 07 de setembro, a eleição para a escolha da nova câmara sem a relação dos seus titulares. Já em 1856 encontramos citações sobre a vitória em 12 de outubro dos seguintes vereadores: Jovino Machado da Costa, Liberato Cavalcante de Carvalho Nóbrega, Victor de Sousa Cavalcante, Jerônimo José da Nóbrega Júnior, Antônio Alves de Albuquerque, Manuel Vieira da Silva e João Machado da Costa.
O Almanach da Paraíba cita que neste ano a população estimada da Vila de Patos era de 800 almas, havia 138 prédios urbanos, incluindo três sobrados e o edifício em que funcionava o Conselho Municipal, além da cadeia pública. Também destacava a existência de diversas artérias e o pátio da matriz. Fazia referências às feiras semanais, ocorridas nas segundas, como sendo abundantes. Outros dados citados: há na localidade seis estabelecimentos comerciais de fazendas e miudezas, cujos proprietários são: Filizola, Irmão & Caiaffo, Souza & Irmão, Major José Jerônimo de Barros, Francisco Gomes dos Santos, Capitão Joaquim Vieira de Melo e Francisco Vieira de Carvalho. Funcionam também, nove estabelecimentos de ferragens, miudezas e molhados, pertencentes a Farias & Cabral, Josué, Severino e João César de Melo, Antônio Lustosa de Oliveira Cabral, José Vieira Arcoverde, José d’Arimatéia Machado, Josias Álvares da Nóbrega e Simplício de Araújo. Não deixava de evidenciar a agropecuária com relação à criação de gado e produção de cereais, algodão, mandioca e cana de açúcar, além da existência de dez engenhos para o fabrico de rapadura de propriedade de Capitão Antônio Batista de Figueiredo, Bernardino Lima, Salustiano Xavier dos Santos, Tenente João Dantas de Oliveira, Manoel Rodrigues dos Santos, Raimundo Rodrigues, Tenente-Coronel Francisco Pereira Monteiro Wanderley, Capitão Roldão Meira de Vasconcelos, Alferes João Pedro de Sousa, sem falar em um engenho a vapor utilizado também para o fabrico da aguardente, de propriedade do Major Antônio Pedro de Azevedo. Existiam ainda 11 bolandeiras para o descaroçamento de algodão, do Capitão Manoel Gomes dos Santos, Severino César de Melo, Capitão Roldão Meira de Vasconcelos, Silvino Xavier dos Santos, Martinho Moreira, João Augusto de Sousa, Canuto Alves Torres, Augusto Pereira Monteiro, Capitão Lourenço Dantas Correia de Góis e Alferes Antônio Félix de Mendonça, bem como um vapor para o mesmo fim pertencente a Major Antônio Pereira de Azevedo. Na época existiam 124 fazendas de gado.
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Em 1898, precisamente no dia 15 de dezembro, o vigário Joaquim Alves Machado e o procurador Capitão Manoel Gomes dos Santos, mandaram lançar no livro de tombo cópia da escritura de doação e ratificação do patrimônio de Nossa Senhora da Guia, da Vila dos Patos. Já no ano de 1900, em primeiro de janeiro, foi implantado sobre pedras, a oeste da Vila, um cruzeiro de madeira, o qual serviu de marco da entrada do novo século. A falta de preservação acabou por extinguí-lo, depois do local ter sido ocupado por residências de forma desordenada, ponto que ficaria conhecido por Beco do Cruzeiro.
Em 20 de fevereiro de 1925, o Presidente João Suassuna assina o Decreto 1.353, modificando a organização da Força Pública do Estado, que ficará constituída de dois batalhões: o primeiro na Capital com 605 homens e o segundo com efetivo de 598 integrantes sediado em Patos.
Em 22 de setembro de 1940, a cidade de Patos recebeu a comissão norte-americana que iria observar o eclipse total do sol no dia primeiro de outubro, com modernos equipamentos instalados na firma Anderson Clayton & Company, provocando uma enorme curiosidade da população. Os observadores pertenciam a National Bureau of Standards e a National Geographic Society. Integravam a expedição os cientistas: Irvine C. Gardner, Richard H. Stewart, Theodoro Gilliland, Padre Paul A. Mc Nally – Diretor do Observatório Astronômico de Georgetown - Estados Unidos da América, Dr. Edward Hulburt e Dr. Kiees. Mais tarde, o ponto escolhido foi identificado por um marco que, infelizmente, para prejuízo da história, não teve a sorte de ser preservado.
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Economia
A cidade de Patos é considerada a única capital regional do sertão nordestino, e polariza geograficamente mais de 70 municípios incluindo alguns do Rio Grande do Norte e Pernambuco. Tem seu ponto forte o comércio, o qual deixa sua população flutuante em torno de 130 mil pessoas. Em épocas festivas como o São João, o fluxo de turistas eleva a população para 200 mil pessoas aproximadamente. É também considerada a cidade de melhor distribuição de renda e estrutura urbana, com baixíssimos índices de violência urbana.
Cidade rica em minério e centro de comercialização da agricultura regional, Patos destaca-se como um dos municípios de mais rápido desenvolvimento industrial do sertão paraibano. Patos é um município do estado da Paraíba, localizado à margem esquerda do Rio Espinharas. Tem uma altitude de 242m e clima semi-árido e quente. A economia baseia-se na cultura do algodão e do feijão. As principais indústrias são as de calçado, extração de óleos vegetais e beneficiamento de algodão e cereais. Tem grande riqueza mineral, com jazidas de mármore cor-de-rosa e ocorrências de ouro, ferro, calcários e cristal de rocha. Patos liga-se a todo o Nordeste e ao Sul por ferrovia e rodovias.
Clima
O clima é quente e seco, com temperatura máxima de 38ºC e mínima de 28ºC. Limites: São José de Espinharas, Santa Terezinha, São José do Bonfim, Cacimba de Areia, Quixaba, São Mamede e Malta.
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Patos Atualmente:
1 - Aérea da cidade
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2 -
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3 - Centro da cidade a nível de rua
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8 - Canteiros da Av. Solon de Lucena
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13 - Comércio
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20 - Praça em frente a igreja mais antiga da cidade - Centro Histórico(Flickr - giiizelly)
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21 - (Flickr - giiizelly)
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29 - Catedral
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30 - Coreto revitalizado - Antes era ponto de prostituição
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31 - Entorno do Coreto
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39 - Bairro Brasília | Um dos melhores da cidade
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Cruz da Menina
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Reportagem sobre a Cruz da Menina
Na cidade de Patos, à margem da estrada que demanda o alto sertão, pela rodovia BR-230, encontra-se o santuário conhecido popularmente como "A Cruz da Menina", local de permanentes romarias, e atração turística local, recentemente beneficiado com a construção de um moderno parque constituído de cobertura de alumínio (sobre a capela erigida em memória de trágico fato ocorrido em 1923), salas de ex-votos, casa das velas, altar externo, ao pé de uma cruz com dez metros, lanchonete, lojas de "souvenirs", teatro de arena, passarelas, jardins etc. Diariamente, dezenas de romeiros visitam o lugar, pagando promessas e ali depositando a comprovação das graças alcançadas. O triste episódio da menina Francisca serviu de base para a elaboração do romance "A Cruz da Menina", que não é, contudo, um romance-reportagem.
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A Cruz da Menina
Eu vou contar pra vocês
a história d´uma menina
que nasceu lá no sertão
uma alma nordestina
e que teve sua infância
tirada na ignorância
de uma madrasta malina.
Seu nome era Francisca
Chiquinha devia ser
uma menina querida
com as irmãs a crescer
quando uma seca maldita
lhe fez a pior desdita
botando tudo a correr.
Foi aqui na Paraíba
que o ocorrido se deu
lá em Patos de Espinharas
foi bem lá que aconteceu
essa história interessante
dessa família penante
e que até já morreu.
Quem nasce lá no sertão
duas coisas pode ter
ou ser muito abençoado
ou ter vindo pra sofrer
ter vindo viver uma graça
ou pagar uma desgraça
na medida do viver.
Lá se conta uma história
de uma nordestinada
que nasceu só pra sofrer
desde o dia da chegada
a seca tirou-lhe o brilho
e a dor foi o seu trilho
de inocência apagada.
Uma família sem nome
sofrendo uma seca cruel
passando de arretirada
a pé debaixo do céu
confiou em adoção
uma filha do coração
a um casal bem fiel.
Para não morrer de fome
essa menina foi dada
a esse casal de nome
foi assim tão confiada
e partiram pelo mundo
o primeiro e o segundo
sem saber qual das estradas.
Neste sertão sem porteira
o sol faz sua seara
o mundo nos apresenta
dizendo logo de cara
que a vida nasce de cacho
quem quiser saia de baixo
em Patos das Espinharas.
Nessa ribeira querida
onde a beleza existe
na fulorada da terra
na vida que sempre insiste
sou obrigado a contar
no decorrer do narrar
uma história bem triste.
Em pleno século XX
no ano de 23
arreparem a tragédia
em outubro, 11 do mês
numa noite escurecida
Francisca perdeu a vida
vou contar só pra vocês.
Nasceu em família pobre
fugida de seca braba
um casal de arretirante
por amor a filha salva
e dando por doação
a filha do coração
para outras duas almas.
Domila e Absalão
o casal agraciado
em vez de criar Francisca
com amor e com cuidado
aproveitaram a questão
usaram da escravidão
cometeram esse pecado.
Francisca, pobre coitada
não podia nem brincar
vivia sua infância
somente pra trabalhar
olhando pela janela
c´uns olhos brincava ela
com as crianças do lugar.
Domila saiu à noite
foi buscar Absalão
deixando Francisca em casa
ainda lavando o chão
que depois de terminado
devia dar por fechado
janela, porta e portão.
Francisca se esqueceu
de fechar a tal janela
Domila quando chegou
estufou logo a titela
pensando qu´era ladrão
depois de buscar em vão
se lembrou loguinho dela.
Acordou a pequenina
debaixo de cacetada
com a trave da janela
lhe castigou de pancada
e sem a menor razão
tentada lá pelo cão
matou Francisca a paulada.
Embrulharam a menina
ainda de madrugada
e lá fora da cidade
entre pedras foi jogada
encontrada noutro dia
foi aquela agonia
e a Deus encomendada.
Botaram ali uma cruz
enfeitaram c´umas fitas
Justiniano passava
sofrendo uma seca maldita
e se botou a pedir
numa oração pr´ela ouvir
numa promessa bendita.
O pedido era de água
pro mundo não padecer
o que já vinha sofrendo
não deu outra, pode crer
água veio de montão
um mar saía do chão
o milagre era de ver.
Pelo milagre alcançado
necessidade suprida
Justiniano agradece
fazendo ser construída
uma Capela formosa
para a menina bondosa
por sua prece atendida.
Por conta dessa Capela
um parque ali se formou
abriu-se a boca do céu
pra terra esse anjo olhou
intercedendo por quem
rezando dizendo amém
precise do Criador.
Quem recebe um milagre
pedido numa oração
sabe do qu´estou falando
sabe dessa emoção
pois quem tem crença na terra
esperança não enterra
enquanto for um cristão.
Cheio dessa devoção
o romeiro agradecido
vem no parque humildemente
vem trazer em seu sentido
e assim como eu boto
deposita seu ex-voto
do milagre merecido.
Tem um dia todo ano
calendário da Igreja
que todo romeiro sonha
todo coração almeja
enfeitar todos os postes
festejar o Pentecostes
o fiel assim deseja.
A festa começa cedo
entra pela madrugada
procissão levando a Santa
o luzeiro na estrada
o romeiro agradecido
reza o terço no sentido
de Francisca abençoada.
A menina dessa cruz
inda não reconhecida
hoje é Santa do Povo
é fiel e é querida
e ao lado do sacrário
ilumina o santuário
de Maria concebida.
Foi escrava nessa terra
mas ganhou o paraíso
fulorou nosso sertão
aguou o mais preciso
deu perfume a nossa vida
nesse chão de tanta lida
com o ar de seu sorriso.
Francisca, nossa menina!
ajude nossos irmãos
rogai pelos desprovidos
amansai nosso patrão
enchei a vida de flores
recebei nossos amores
em troca desse sertão.
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61 - Sala dos milagres
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63 - Cruzeiro
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64 - Capela
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68 - Água só no inverno
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70 - Pôr-do-sol
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Serviços e Lazer
71 - Guedes Shopping
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73 - Uma boa pedida: sorvete de abacaxi com vinho - Divino
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74 - Outro shopping em construção
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75 - Pôr-do-sol na morada do sol
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Bônus
Tome Nota:
*Inselbergue
Denominação usada por Bornhardt para elevações que aparecem em regiões de clima árido.
Os inselbergues são como que resíduos da pediplanação, em climas áridos quentes e semi-áridos, à semelhança dos monadnocks, devidos à pediplanação em regiões de clima úmido.
*Extraído do Novo Dicionário Geológico-Geomorfológico. 4ª edição 2005. Bertrand Brasil. Pg. 353
76 -
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77 - Capela no topo de um inselbergue
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78 - Bairro da Guanabara e inselbergues ao redor da cidade
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82 - Picasa/Cassano
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83 - Picasa/Cassano
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As várias lendas da Pedra do Tendó
A pedra do Tendó serviu de inspiração a vários poetas e sobre ela correm inúmeras lendas. Distante, aproximadente, três quilômetros de Teixeira, faz parte da Reserva Ecológica criada em 16 de outubro de 1992.
Segundo alguns, o nome Tendó é atribuído ao grito desesperado de uma vítima que, após ferrenha discussão e luta com um inimigo, teria caído no abismo. Tem dó Era o apelo que ecoava ao longe captado por moradores das proximidades, como pedido de clemência.
Em registro vernacular, Tendó significa abrigo. O local de fato, era usado pelos tropeiros, servindo de pouso durante as viagens feitas pelos comerciantes que partiam das Espinharas em destino a Pernambuco.
Com uma altitude aproximadamente 800 metros, o bloco cristalino que aflora de cima do morro é circundado por rochas graníticas isoladas. Conhecida como a "pedra que geme", ou que chora, tem apavorado muitas pessoas e aguçado a curiosidade de outras. Na realidade, o fenômeno é explicado pelo eco produzido pela propagação do som.
Como a pedra do Tendó está localizada à margem da estrada que liga Patos a Teixeira, a ela é atribuído outro fato extraordinário. Uma força energética age possibilitando a subida dos veículos na ladeira, mesmo estando desligado o motor. O fenômeno, para alguns viajantes e moradores da área, é atribuído aos poderes da pedra.(NOTA do WebMaster: "Na verdade este é um fenômeno explicado pela Física, como a inclinação da Serra é maior que a inclinação da ladeira que é de sentido oposto, faz com que o carro esteja descendo a serra e não subindo a ladeira pelo efeito da força da gravidade).
Outra lenda diz respeito aos inúmeros acidentes envolvendo pessoas atraídas pela imensidão do precipício.
Há o caso dos irmãos Clarindo e Ramiro. Este último, noivo de Juliana, teria encontrado a sua amada juntamente com o irmão, num passeio romântico, sobre a pedra. Assustados por terem sido flagrados, teriam perdido o equilíbrio e mergulhado para a morte.
Contam os antigos que Ramiro não teve mais sossego depois desse acidente, tendo desaparecido. Tempos depois, caçadores teriam encontrado trapos de pano, servindo de ninho às aves da redondeza, e afirmaram ser restos da roupa do rapaz.
Segundo narram o crédulos, em noite de lua aparece ao longe a imagem de um casal, passeando sobre a rocha; noutro local, surge uma figura, lamentando-se da traição sofrida e do complexo de culpa por ter provocado a morte dos entes queridos.
Há ainda a versão de que o irmão traído se atracara com o traidor e este teria caído no abismo aos gritos tem dó, e que Juliana, tendo enlouquecido, vivera por muito tempo, rondando o local em busca do seu amado.
A ex-prefeita de Teixeira, Sra. Rita Nunes Pereira, construiu uma santuário, onde colocou uma imagem de Nossa Senhora das Graças, que é visitada por diversas romarias.
Xavier, Maria do Socorro Batista. De Canudos a Teixeira.,2000
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Pedra do Tendó - com direito a ouvi um sertanejo conversando com o autêntico sotaque nordestino
84 - Pedra do Tendó - esse morro mais na frente é de onde eu tirei as fotos que serão postadas daqui em diante. A foto saiu com baixa qualidade e o vidro do carro não estava lá essas coisas.
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/22b45227.jpg
85 - Vista la do topo do morro da estrada que foi tirada a foto anterior
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/ccc2b3b0.jpg
86 -
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87 -
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88 -
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89 -
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90 -
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91 -
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92 -
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93 - Construção da alça sudoeste da cidade, vias largas
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/IMG_0797.jpg
Sites pesquisados:
http://www.patos.pb.gov.br/
http://patosemrevista.com/historico.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Patos
http://www.oscobrasonline.com/tendo.htm
Agradecimentos:
Ao grande amigo Neto - o melhor oftalmologista de Patos e região - que além de ficar no apartamento dele ainda me levou à Pedra do Tendó e afins. (mas me deixou subir sozinho. rs.) Obrigado por tudo, valeu!
Ao fiote Batistinha(BatistinhaPB) que com muita hospitalidade, simpatia e carinho disponibilizou o seu tempo e saiu para tirar fotos comigo pela cidade toda. Fez-me subir um inselbergue a uma temperadura chegando aos 40°c.
Fiote, sem você não teriamos esse thread que é nosso(de Neto, vc e eu) valeu mesmo!!! Nesses dias estou mais uma vez aí para abusar todo mundo. :lol:
O forista BatistinhaPB na pedra do Tendó - Foto sem maipulação
http://i211.photobucket.com/albums/bb205/jpa_07/Patos%20niver/a511e129.jpg
Espero que tenham gostado, afinal, o sertão não é apenas miséria e seca como a mídia costuma mostrar.
Comentem!:cheers: