Inconfidente
October 29th, 2008, 11:40 PM
Comunidades comemoram obras prometidas há décadas, como as da Avenida Pedro II e do Complexo da Lagoinha
http://img146.imageshack.us/img146/8024/1974209bi5.jpg (http://imageshack.us)
Imagem: Paulo Fernando Vieira de Almeida
Há mais de 27 anos, José Luís Nunes Ferreira escuta promessas que a Vila São José, na Região Noroeste de Belo Horizonte, será revitalizada. Oswaldo Costa dos Santos sempre pensou que a Praça do Peixe, no Bairro Lagoinha, na Região Nordeste, não tinha mais solução. José e Oswaldo têm muito mais em comum do que o simples fato de serem comerciantes. Ambos estão satisfeitos com as obras realizadas nas regiões onde trabalham e apostam que, em breve, a vida será melhor.
José tem uma mercearia na Vila São José, região que desde novembro de 2007 está em obras. O local, com uma população de cerca de 9 mil pessoas, é o retrato das condições insalubres em que vivem muitas comunidades. "Mas essa realidade está mudando. Tenho 45 anos e sempre ouvi que alguém ia mudar a vila e revitalizá-la e, só agora, estou vendo isso acontecer. Até que enfim", diz, referindo-se às intervenções que estão acontecendo no local desde o ano passado. Orçadas em R$ 115 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, sendo R$ 11,5 milhões de contrapartida da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), fazem parte do programa Vila Viva - Vila São José.
O início das intervenções, primeiras a serem iniciadas em BH com recursos do PAC, foi a construção das unidades habitacionais, nas quais serão reassentadas as famílias que hoje moram na vila. Cerca de 2,4 mil famílias, aproximadamente 10 mil pessoas, estarão em apartamentos em áreas próximas de onde localiza-se a vila. Canalização do Córrego São José, implantação de áreas de lazer e convivência, implantação de redes de água e esgoto estão no cronograma das obras.
De acordo com a Sudecap, a previsão é de que em 2010 o Vila Viva Vila São José esteja concluído. A principal intervenção no local é a ligação viária das Avenidas Pedro II, Tancredo Neves e João XXIII, que oferece mais uma opção de ligação com a Região Norte e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Para a jovem Rosilene Cristina Gonçalves, de 15 anos, moradora da vila, as intervenções irão mudar sua vida para melhor: "Com a abertura de vias, que passarão por aqui, teremos mais acesso a ônibus, maior movimento e segurança. Os benefícios não serão apenas para motoristas que passarem por aqui, mas para nós também".
"Está tudo muito bom, as obras estão andando e algumas pessoas, que antes moravam em barracões, estão em apartamentos", avalia a aposentada Isabel de Jesus, de 63. Ela, que mora em um conjunto habitacional, garante que não há o que reclamar do lugar, pelo contrário, "adoro morar aqui". No entanto, ela e a vizinha, Marta Silva, observam que as obras, por serem demoradas, têm causado problemas respiratórios em crianças. "É muita poeira, acho que eles poderiam agilizar as intervenções", diz. Ambas concordam que as moradias são ideais, porém falam documentos aos proprietários, que a PBH já disse que irá entregar. "Estamos sem a documentação, só isso que falta", afirma Marta.
Até os moradores de rua, que antes ficavam por aqui, incomodando e espantando muitos clientes, desapareceram. As obras deixaram a região mais bonita e melhor, tanto para clientes quanto para quem mora aqui", avalia, satisfeito, Oswaldo Costa dos Santos, que é proprietário de um frigorífico na Praça do Peixe, na Lagoinha. Segundo ele, as obras do complexo, que interligam as Avenidas do Contorno (Viaduto Oeste), Antônio Carlos, Pedro II e Cristiano Machado, sem a necessidade de passar pelo Centro, estão melhorando a região e até atraindo mais gente: "Muitas pessoas que não vinham aqui agora passaram a vir. O ambiente é um atrativo".
As obras, que se iniciaram em novembro do ano passado, têm custo de R$ 17 milhões, segundo a Sudecap, e fazem parte da duplicação da Avenida Antônio Carlos. A previsão de conclusão é novembro deste ano. "Foram tão rápidas que nem vimos passar", brinca Oswaldo.
Com a maioria das obras concluídas, o taxista Reinaldo Silva de Oliveira comemora os benefícios. "As ligações adiantaram nosso trabalho, o cliente, muitas vezes atrasado, quer ir para o Centro e basta passar por um viaduto, por exemplo. Tudo está mais simples, rápido e melhor", avalia e garante que se surpreendeu com o andamento das intervenções.
Se motoristas estão satisfeitos com as obras do Complexo da Lagoinha, pedestres também compartilham com a mesma idéia. Almeni Salvador da Silva, de 44 anos, e a filha Vanessa, de 10, sentem mais segurança ao saírem do Centro da cidade para irem ao bairro Lagoinha pela passarela. "Com essa construção, o trajeto ficou melhor, há mais segurança. O que antes não acontecia. A passarela de antigamente era apertada, o que nos causava uma sensação de perigo. Agora não. Agilizou nosso caminho e nos deu conforto", afirma Almeni.
Fonte: BHTrans (http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Imprensa/BH%20em%20movimento)
http://img146.imageshack.us/img146/8024/1974209bi5.jpg (http://imageshack.us)
Imagem: Paulo Fernando Vieira de Almeida
Há mais de 27 anos, José Luís Nunes Ferreira escuta promessas que a Vila São José, na Região Noroeste de Belo Horizonte, será revitalizada. Oswaldo Costa dos Santos sempre pensou que a Praça do Peixe, no Bairro Lagoinha, na Região Nordeste, não tinha mais solução. José e Oswaldo têm muito mais em comum do que o simples fato de serem comerciantes. Ambos estão satisfeitos com as obras realizadas nas regiões onde trabalham e apostam que, em breve, a vida será melhor.
José tem uma mercearia na Vila São José, região que desde novembro de 2007 está em obras. O local, com uma população de cerca de 9 mil pessoas, é o retrato das condições insalubres em que vivem muitas comunidades. "Mas essa realidade está mudando. Tenho 45 anos e sempre ouvi que alguém ia mudar a vila e revitalizá-la e, só agora, estou vendo isso acontecer. Até que enfim", diz, referindo-se às intervenções que estão acontecendo no local desde o ano passado. Orçadas em R$ 115 milhões, com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, sendo R$ 11,5 milhões de contrapartida da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), fazem parte do programa Vila Viva - Vila São José.
O início das intervenções, primeiras a serem iniciadas em BH com recursos do PAC, foi a construção das unidades habitacionais, nas quais serão reassentadas as famílias que hoje moram na vila. Cerca de 2,4 mil famílias, aproximadamente 10 mil pessoas, estarão em apartamentos em áreas próximas de onde localiza-se a vila. Canalização do Córrego São José, implantação de áreas de lazer e convivência, implantação de redes de água e esgoto estão no cronograma das obras.
De acordo com a Sudecap, a previsão é de que em 2010 o Vila Viva Vila São José esteja concluído. A principal intervenção no local é a ligação viária das Avenidas Pedro II, Tancredo Neves e João XXIII, que oferece mais uma opção de ligação com a Região Norte e municípios da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). Para a jovem Rosilene Cristina Gonçalves, de 15 anos, moradora da vila, as intervenções irão mudar sua vida para melhor: "Com a abertura de vias, que passarão por aqui, teremos mais acesso a ônibus, maior movimento e segurança. Os benefícios não serão apenas para motoristas que passarem por aqui, mas para nós também".
"Está tudo muito bom, as obras estão andando e algumas pessoas, que antes moravam em barracões, estão em apartamentos", avalia a aposentada Isabel de Jesus, de 63. Ela, que mora em um conjunto habitacional, garante que não há o que reclamar do lugar, pelo contrário, "adoro morar aqui". No entanto, ela e a vizinha, Marta Silva, observam que as obras, por serem demoradas, têm causado problemas respiratórios em crianças. "É muita poeira, acho que eles poderiam agilizar as intervenções", diz. Ambas concordam que as moradias são ideais, porém falam documentos aos proprietários, que a PBH já disse que irá entregar. "Estamos sem a documentação, só isso que falta", afirma Marta.
Até os moradores de rua, que antes ficavam por aqui, incomodando e espantando muitos clientes, desapareceram. As obras deixaram a região mais bonita e melhor, tanto para clientes quanto para quem mora aqui", avalia, satisfeito, Oswaldo Costa dos Santos, que é proprietário de um frigorífico na Praça do Peixe, na Lagoinha. Segundo ele, as obras do complexo, que interligam as Avenidas do Contorno (Viaduto Oeste), Antônio Carlos, Pedro II e Cristiano Machado, sem a necessidade de passar pelo Centro, estão melhorando a região e até atraindo mais gente: "Muitas pessoas que não vinham aqui agora passaram a vir. O ambiente é um atrativo".
As obras, que se iniciaram em novembro do ano passado, têm custo de R$ 17 milhões, segundo a Sudecap, e fazem parte da duplicação da Avenida Antônio Carlos. A previsão de conclusão é novembro deste ano. "Foram tão rápidas que nem vimos passar", brinca Oswaldo.
Com a maioria das obras concluídas, o taxista Reinaldo Silva de Oliveira comemora os benefícios. "As ligações adiantaram nosso trabalho, o cliente, muitas vezes atrasado, quer ir para o Centro e basta passar por um viaduto, por exemplo. Tudo está mais simples, rápido e melhor", avalia e garante que se surpreendeu com o andamento das intervenções.
Se motoristas estão satisfeitos com as obras do Complexo da Lagoinha, pedestres também compartilham com a mesma idéia. Almeni Salvador da Silva, de 44 anos, e a filha Vanessa, de 10, sentem mais segurança ao saírem do Centro da cidade para irem ao bairro Lagoinha pela passarela. "Com essa construção, o trajeto ficou melhor, há mais segurança. O que antes não acontecia. A passarela de antigamente era apertada, o que nos causava uma sensação de perigo. Agora não. Agilizou nosso caminho e nos deu conforto", afirma Almeni.
Fonte: BHTrans (http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Imprensa/BH%20em%20movimento)