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View Full Version : Subsídio a ônibus daria para fazer linha do metrô em SP


richter30
November 17th, 2008, 01:54 PM
domingo, 16 de novembro de 2008

Folha de S. Paulo

Para manter tarifa em R$ 2,30, gestão Kassab vai gastar R$ 1,2 bi em dois anos com setor

Dinheiro daria para construir um trem leve de São Judas a Congonhas e, em quatro anos, metrô do tamanho da linha 2-verde (Paulista)

ALENCAR IZIDORO - RICARDO SANGIOVANNI - RICARDO SANGIOVANNI

O garçom Euclides, 47, e a diarista Nair Dias, 44, têm em comum, além de serem casados e morarem em São Mateus (na zona leste da cidade), a rotina de perder mais de quatro horas por dia dentro do transporte coletivo (quase sempre superlotado), de casa para o trabalho e do trabalho para casa. "Pegar transporte é mais cansativo que meu serviço", afirma Nair.

Mas quando a discussão é escolher entre pagar mais pela passagem em troca de um transporte mais confortável, que permitisse chegar mais rápido, as opiniões se dividem. Nair diz que "até faria um sacrifício de pagar um pouco a mais". Euclides, não. "É melhor deixar como está. Não se pode aumentar os custos. O salário que a gente ganha não dá."

O histórico de investimentos do prefeito Gilberto Kassab (DEM) indica que ele decidiu privilegiar a visão do garçom -e que vai prosseguir com a opção ao menos até 2009, quando promete manter a tarifa de ônibus congelada em R$ 2,30.

Para tanto, a prefeitura vai desembolsar, na soma deste e do próximo ano, mais de R$ 1,2 bilhão com subsídios à passagem de ônibus -valor que pode ser ultrapassado.

É dinheiro suficiente, por exemplo, para construir um VLT (trem leve) do metrô São Judas até a linha 9-Esmeralda da CPTM, passando pelo aeroporto de Congonhas, conforme projeto do governo do Estado.

Mantido esse ritmo, nos quatro anos do mandato de Kassab, daria para construir uma linha inteira de metrô semelhante à extensão da 2-verde (ramal Paulista), que tem 10,7 km.

Na proposta de Orçamento do ano que vem, os R$ 600 milhões em subsídios sugeridos pelo prefeito representam mais do que a soma dos principais investimentos de Kassab no sistema de transporte, como os repasses para obras do metrô (R$ 250 milhões), a continuação do Expresso Tiradentes (R$ 146 milhões) e a implantação de corredores e terminais de ônibus (R$ 124 milhões).

Secretário diz que subvenção é "justiça social"

Alexandre de Moraes da pasta dos Transportes, diz que política de subsídios a ônibus adotada pela prefeitura vai continuar

Segundo Moraes, atrasos em obras não se devem à falta de verbas; ele diz que tarifa de ônibus provavelmente será reajustada em 2010

DA REPORTAGEM LOCAL

O secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, defende a opção da gestão Gilberto Kassab (DEM) de elevar os subsídios sob a justificativa de garantir "justiça social" e evitar o reajuste da tarifa de ônibus. Alega que "alguém tem que pagar" pela expansão de benefícios, como as integrações do bilhete único. Apesar das críticas à falta de investimentos em corredores de ônibus, nega que os atrasos em obras tenham ligação com a alta dos subsídios.

O secretário diz que "em 2010 provavelmente haverá aumento" da tarifa de ônibus -que Kassab prometeu manter em R$ 2,30 em 2009-, mas que a "mentalidade" de subsidiar a passagem vai continuar. Leia abaixo trechos da entrevista de Moraes, que confirma sua permanência no próximo mandato de Kassab acumulando a presidência da SPTrans e da CET. (AI e RS)

FOLHA - Por que a gestão Kassab decidiu elevar tanto os subsídios?

ALEXANDRE DE MORAES - São quatro fatores. Primeiro: aumento de passageiros. Segundo: aumento de integrações, inclusive com metrô e CPTM. A população ganha, mas alguém tem que pagar, tem que subsidiar. Outro ponto são as gratuidades: estudantes [que têm desconto de 50%], idosos. Dentro da compensação tarifária também está a renovação da frota. Aumentou a entrada de ônibus novos, aumenta [a remuneração do operador]. O contrato é assim. O poder público paga ou sobe a passagem. A primeira opção é distribuir as gratuidades entre os pagantes. A segunda opção, que é a nossa, para não aumentar a tarifa, para garantir justiça social, é subsidiar.

FOLHA - O sr. não vê distorções nas gratuidades? Os subsídios também beneficiam alunos das classes média e alta que pagam meia tarifa.

MORAES - Não é opção da prefeitura escolher as gratuidades. Elas existem por lei. O legislador decidiu dar esse benefício ao estudante como incentivo ao estudo, não por classe social. Mas os dados mostram: mais de 90% são das classes C, D e E.

FOLHA - Havia críticas aos subsídios sob a justificativa de que beneficiam as empresas de ônibus.

MORAES - Só por desinformação ou má-fé alguém pode falar que a elevação dos subsídios é dar dinheiro para empresas de ônibus. Esse dinheiro, seja da compensação tarifária seja do aumento da tarifa, vai para as viações e para as cooperativas da mesma forma. A remuneração é contratual pelo número de passageiros na catraca.

FOLHA - O sr. não acredita que os investimentos em infra-estrutura ficam comprometidos? No Orçamento de 2009 há mais dinheiro para subsídios do que para obras.

MORAES - No ano que vem temos temos R$ 250 milhões em metrô, R$ 75 milhões em Rodoanel, fora R$ 606 milhões do fundo de multas para usar no trânsito e no transporte. Por que não colocar mais dinheiro no corredor Celso Garcia? Não dá para gastar mais dinheiro no ano que vem. É licitação, começo de obras. Para 2010 vai ter mais dinheiro para corredor.

FOLHA - Os corredores Celso Garcia e Berrini eram prometidos para 2008. Por que não saíram do papel?

MORAES - Pode ter havido alguma confusão, mas não seria possível, em um ano, fazer projeto, licitar obra e construir. O Berrini é curtinho, 3 km. O Celso Garcia, 30 km. Vamos acabar no ano que vem a licitação.

FOLHA - Houve material de divulgação da própria prefeitura prometendo a obra para este ano.

MORAES - Algum erro de comunicação. O Celso Garcia é uma obra para quatro anos, no final da gestão estará pronto. O Berrini, para dois anos. Na zona sul, vamos fazer outro corredor em dois anos, quase até Itapecerica [da Serra] para desafogar a M'Boi Mirim. Na zona noroeste terá na Vila Brasilândia.

FOLHA - O sr. não acha que a gestão Kassab investiu muito pouco em corredores de ônibus?

MORAES - A atual gestão verificou aquilo que precisava fazer para corrigir erros dos corredores feitos [antes], como recape, que estava estourado. Foi uma opção de corrigir e planejar grandes corredores com faixa de ultrapassagem.

FOLHA - Por que as reformas pontuais em corredores prometidas para começar neste mês atrasaram?

MORAES - Pode até ter sido erro meu, mas começar, para mim, é começar os procedimentos. Foi feito projeto básico, a licitação deve ser aberta agora para os projetos executivos e começar a obra. No caso mais importante, da Rebouças, a idéia é que esteja pronta até junho.

FOLHA - E a promessa de concluir os 32 km do Fura-Fila em 2008?

MORAES - No trecho 3, atrasou devido ao desbalanceamento [acidente na obra], mas vamos inaugurar no fim do ano. O restante [trechos 4 e 5], por questões burocráticas ou projeto. Houve atraso, vamos fazer as adaptações e terminar na próxima gestão, nos quatro anos.

FOLHA - Por que Kassab vai investir só R$ 250 milhões no metrô em 2009, contra R$ 1 bilhão em 2008?

MORAES - Na verdade não é redução. R$ 1 bilhão em uma gestão e R$ 1 bilhão em outra. Até colocar a casa em ordem, deu para reservar R$ 1 bilhão só no último ano. Agora vai dar para espalhar aos poucos.

FOLHA - Na disputa entre subsídios e investimentos em transporte, qual será a tendência em 2010?

MORAES - Para nós não existe essa disputa, são coisas paralelas e complementares. Vamos completar a obra do Expresso Tiradentes, Celso Garcia, corredor da zona sul e continuar subsidiando a passagem. Até 31 de dezembro de 2009 não vai ter aumento de tarifa.

FOLHA - E em 2010?

MORAES - Em 2010 provavelmente haverá aumento. Mas vai ser com a mentalidade de que é função do poder público subsidiar gratuidades e não onerar usuários.

richter30
November 17th, 2008, 01:55 PM
Valor repassado na gestão Kassab neste ano é 75% maior do que Marta Suplicy (PT) repassou em seu último ano de mandato

Disparada dos subsídios ocorreu a partir de julho de 2007, quando o patamar mensal passou de R$ 27 milhões para R$ 37 milhões

DA REPORTAGEM LOCAL

O montante que a gestão Gilberto Kassab (DEM) gastará com subvenções ao transporte em 2008 é recorde na década. Já descontada a inflação, fica 75% acima do que Marta Suplicy (PT) repassou em seu último ano de mandato, em 2004, e 130% superior ao que José Serra (PSDB) desembolsou em seu primeiro ano na prefeitura.

Com essa opção, Kassab está prestes a entrar para a história como quem manteve a mesma passagem por mais tempo, pelo menos nas últimas três décadas. O recorde anterior, de dois anos e quatro meses (entre as gestões Celso Pitta e Marta Suplicy), deve ser batido em abril.

A disparada dos subsídios dados pela prefeitura ocorreu a partir de julho de 2007 (quando pulou do patamar mensal de R$ 27 milhões para R$ 37 milhões) e atingiu seu pico um ano depois, às vésperas das eleições, quando chegou a R$ 86 milhões em um só mês.

Parte do salto está ligada ao fato de a tarifa seguir congelada desde novembro de 2006, enquanto empresas de ônibus e perueiros já tiveram de lá para cá dois reajustes contratuais na sua remuneração, que independe do preço da passagem.

Por outro lado, a prefeitura tem sido alvo de críticas devido à falta de investimentos em infra-estrutura para os ônibus.

O prefeito não construiu nenhuma pista exclusiva completa e atrasou as que prometia, como a conclusão do Expresso Tiradentes (ex-Fura-Fila).

Também atrasou dez obras, principalmente para ajustar paradas em corredores -sobretudo as do cruzamento entre avenidas Rebouças e Faria Lima (zona oeste). Elas foram anunciadas durante a campanha eleitoral para começar neste mês, mas só deverão ser iniciadas no ano que vem.

Gratuidades e descontos

Além de controlar a tarifa, as subvenções são usadas para manter descontos a estudantes e gratuidades a idosos.

A idéia de injetar recursos públicos para cobrar uma passagem mais baixa é defendida por boa parte dos profissionais ligados ao setor de transportes.

Muitos, porém, fazem ressalvas. Uma delas: quanto mais aumentam os subsídios, menos tende a sobrar recursos para melhorar a infra-estrutura.

Outros afirmam que a elevação sucessiva dos repasses deveria vir atrelada a pelo menos dois outros fatores: metas de eficiência e conforto do serviço prestado pelas viações e estudos para reduzir os custos operacionais do sistema.

Pela política de descontos e gratuidades, alguns pobres podem subsidiar alguns ricos: trabalhadores da economia informal, que não têm direito a vale-transporte, pagam a passagem integral e ajudam a bancar os 50% de desconto para um estudante de classe média ou alta.

O economista Alexandre Gomide, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), diz que uma parte desse montante poderia ser usada para custear a tarifa de pessoas da classe E, que não podem pagar nem a tarifa atual, já subsidiada.

"Há pessoas que deixam de sair para procurar emprego porque não têm dinheiro para pagar a passagem, mesmo ela sendo subsidiada. Deveriam ter um benefício extra", afirma.

A cobrança por subsídios também é uma reivindicação histórica das viações de ônibus (com quem Kassab tem proximidade), até porque, diferentemente da alta da tarifa, eles não afastam os usuários da rede.

"No meu tempo, para cada subsídio já queriam me pôr na guilhotina, dizendo que era para favorecer empresário", conta Adhemar Gianini, que foi titular dos transportes na gestão Luiza Erundina (89-92). (AI e RS)

http://www.sptrans.com.br/clipping_anteriores/2008/novembro2008/clipping161108/pagina1.htm#Transporte15

Os 2 posts acima foram retirados desse mesmo link acima

gerd.jak
November 17th, 2008, 04:44 PM
Estado gasta mais em obras do que em subsídio

16/11/2008 - Folha de S. Paulo

O governo do Estado também fornece subsídios ao transporte coletivo, mas, diferentemente da tendência da capital paulista, eles não tiveram aumentos drásticos nos últimos cinco anos -e também estão aquém dos investimentos em expansão da rede metroferroviária em São Paulo.

Por outro lado, a tarifa do metrô e dos trens não ficou tanto tempo congelada - foi reajustada em fevereiro deste ano, de R$ 2,30 para R$ 2,40.

No metrô, as subvenções dadas pelo Estado são exclusivamente para bancar as gratuidades (de idosos, deficientes e descontos a estudantes). O montante saltou de R$ 149 milhões em 2006 para R$ 175 milhões neste ano (até setembro).

Os gastos em obras do metrô, entretanto, são bem superiores: saltaram de R$ 894 milhões há dois anos para a previsão de R$ 2,1 bilhões neste.

Já a CPTM tem recebido subsídios próximos de R$ 350 milhões por ano para cobrir seu déficit, além de quase R$ 250 milhões só para as gratuidades.

Mesmo assim, os valores são aquém dos investimentos -de R$ 764 milhões para 2008. O presidente da Emplasa (estatal responsável pelo planejamento urbano da região metropolitana), Jurandir Fernandes, diz que há "diferenças" entre as subvenções à CPTM e as dos ônibus da capital paulista.

"Primeiro, é um repasse de recursos de Estado para Estado, não do poder público para a iniciativa privada. Segundo, a intenção é equiparar com a tarifa do metrô, e não manter a tarifa congelada", afirma.

Trens

Os custos de manutenção da rede de trens é maior até devido ao seu tamanho (260 km, contra 60 km do metrô). A distância percorrida por seus passageiros também é muito superior à dos demais sistemas de transporte coletivo.

O ex-presidente do Metrô do Rio Fernando MacDowell é contrário à política de subsídios. "O dinheiro poderia ser investido em grandes corredores ou no metrô e em monitoramento eletrônico, para aumentar a eficiência do sistema."

Mas a tarifa não ficaria inacessível aos mais pobres? "Não. A prefeitura tem capacidade para racionalizar a engenharia financeira do sistema de ônibus ao mesmo tempo em que os grandes investimentos são feitos", defende.

http://www.revistaferroviaria.com/index.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=7322&DtDataINI=&DtDataFIN=&TxBusca=&pagina=

Tiago Costa
November 17th, 2008, 05:03 PM
Uma coisa que a reportagem postada pelo gerd não mencionou é que o subsídio na CPTM por usuário transportado diminuiu bastante, principalmente agora em 2008. Com o transporte de cada vez mais passageiros na CPTM, a necessidade de subvenção (subsídio para cobrir a diferença entre os gastos e a receita) vai ser reduzida cada vez mais. Em termos absolutos, ela ainda não se reduziu. Mas em termos relativos, já se reduziu bastante. Hoje, as receitas da CPTM já cobrem aproximadamente 75% dos custos operacionais. Antes, cobriam menos de 60%.

Sobre o subsídio dos ônibus, acredito que dá para reduzir o subsídio com uma melhor organização do sistema. É possível transportar mais passageiros com menos ônibus, se eles forem melhor organizados.

richter30
November 17th, 2008, 08:22 PM
O CRESCIMENTO DA ECONOMIA, O BILHETE ÚNICO E A EXPANSÃO DA REDE DE INTEGRAÇÃO SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS APONTADAS PARA O AUMENTO

O ônibus, o metrô e o trem metropolitano de São Paulo nunca transportaram tanta gente. Nos dois últimos meses, o número de passageiros dos sistemas bateu uma série de recordes. O crescimento da economia, a implantação do bilhete único e a expansão da rede de integração são as principais causas apontadas para o aumento.

Somados, ônibus, metrô e trem transportaram em outubro 400,83 milhões de passageiros -em setembro, foram 385,18 milhões: 4,06% a mais em um só mês. A CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) foi a que registrou maior aumento entre os dois meses (4,94%).

O total de usuários dos ônibus bateu dois recordes nos últimos meses: 260,9 milhões transportados em um único mês (outubro) e 9,9 milhões em um único dia (5 de setembro). Se o ritmo continuar, 2008 também fechará com um novo recorde de usuários que passaram pelas catracas.

No metrô e nos trens, a situação é semelhante e recordes também foram quebrados. Os dados da Secretaria Municipal de Transportes sobre os ônibus mostram, em números, o que grande parte da população sente na pele diariamente: coletivos cada vez mais lotados.

Neste ano, até outubro, mais de 2,36 bilhões de pessoas foram transportadas em ônibus da capital. Em números, seria o mesmo que oferecer uma viagem de ida e outra de volta para toda a população da Índia (segundo país mais populoso do mundo).

A média mensal de passageiros de janeiro a outubro deste ano, 236,1 milhões, já é maior do que a média de todo o ano passado, 227,7 milhões -um crescimento de 3,69%.

"O racional é que cada metro quadrado do ônibus transporte até sete pessoas, mas há linhas com onze, doze pessoas por metro quadrado", diz Nailton de Souza, do Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo.

O bilhete único, implantado pela ex-prefeita Marta Suplicy (PT), em 2004, é uma das causas do aumento da demanda nos ônibus. Em 2004, foram transportados 714,1 milhões de pessoas. Em 2005, foram 2,5 bilhões de usuários, aumento de mais de 251%.

Para o doutor em engenharia de transportes da USP (Universidade de São Paulo), Jaime Waisman, o "lado bom" do crescimento é que as pessoas estão usando mais o transporte público. "Isso mostra que a mobilidade está aumentando. Agora, essa mobilidade precisa ser feita cada vez mais com condições de qualidade", afirma. (Jorge Soufen Jr)

Fonte: http://www.sptrans.com.br/clipping/pagina1.htm

rkj
November 18th, 2008, 01:24 PM
Vale lembrar que foi o governo Lula quem mostrou que o povo prefere o dele em $, com o sucesso dos programas sociais... por mais que possamos discordar, essa escolha é do povo e estamos numa democracia: melhor a tarifa ser menor e o investimento ser mais lento.

RRC
November 18th, 2008, 11:12 PM
Ora, muito simples, retire-se os subsídios e ponha a grana no metrô, qual o resultado?

Passagem de ônibus a R$ 4,00 sem bilhete único, e obras do metro que nao atendem nem 10% de toda a cidade.

Aí vem a questão, qual o sistema que abrange todas as regiões, distritos, bairros e sub-bairros?

1) Metrô? - Certamente nao, mtro só atende distritos e quando muito bairros
2) Trem? - o mesmo do metrô
3) VLT? - atende distritos e no maximo bairros.

Resposta: ônibus. Ainda nao inventara nada que seja tão prático como ele. Imposível numa cidade enorme como SP iamginar que uma inha de metro e VLT a mais vai abranger toda a malha que as linahs de ônibus atendem.

O subsídio é necessário, e nao deixa de ser uma forma de redistribuição de renda, pois parte do valor que o município arrecada do ISS de emrpesas, do IPTU de casas (lembrando que as de valor baixo nao pagam) e o IPVAdos carros (uma parte é do município) vai para baratear para a população mais carente (que afinal é quem anda de ônibus) a tarifa do õnibus, que para a enorme maisoria da população é o meio de transporte que o deixa mais próximo de casa.

Ramos
November 18th, 2008, 11:43 PM
Sobre o subsídio dos ônibus, acredito que dá para reduzir o subsídio com uma melhor organização do sistema. É possível transportar mais passageiros com menos ônibus, se eles forem melhor organizados.

É difícil atualmente por que o atual sistema é complexo (além de sindicato dos trabalhadores e empresários terem interesse na bagunça atual) e levaria anos para ser reorganizado.

Nenhum político quer ter o ônus de ser responsabilizado pelas greves que se sucederiam pela cidade, além dos problemas de uma nova reorganização das linhas (Marta Suplicy tentou reorganizar o sistema e desistiu ,fazendo acordos com os empresários e sindicatos de trabalhadores).

Por causa do tumulto no seu governo Marta não conseguiu mais vencer eleições para prefeita em São Paulo, pois durante seu governo ocorreram muitas greves, descredeciamentos á força (sem que a PMSP tivesse outra empresa preparada para substituir as descredenciadas), intervenções de fachada, centenas de trabalhadores desempregados (muitos reaproveitados a força e pela prefeitura e a contra-gosto pelas empresas, além de praticamente manter muitos empresários na cidade,etc.

De positivo apenas o bilhete único, fruto dos técnicos da SPTrans.

Se fosse feita uma reorganização séria (a última feita por Marta foi uma piada, onde trocaram 6 por meia dúzia), muitas empresas seriam descrednciadas (como uma empresa na zona oeste que impedida de concorrer por ter nome sujo, mudou seu nome 48 h antes da licitação e venceu a mesma; outra empresa foi acusada de financiar campanhas do PT para posteriormente receber concessão de linhas na zona sul durante o governo Marta, além de outra na zona leste da cidade que a própria SPTrans tem vontade mas não tem coragem de descredenciar preferindo apenas não renovar seu contrato que termina em 2011).

Tiago Costa
November 19th, 2008, 12:09 AM
Ainda sonho com um dia em que algum prefeito vai realmente enfrentar essa situação. Infelizmente, esse sonho ainda está longe de virar realidade :(.