OsascoStation2007
November 29th, 2008, 10:07 PM
Sábado, 29 de novembro de 2008, 17h39 Atualizada às 17h52
Estudo aponta transporte alternativo para centro de SP
Fabiana Leal
O engenheiro Leonardo Hitoshi Hotta, mestre em engenharia de transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), defende o uso do Transporte Público Individualizado (TPI), ou Personal Rapid Transit (PRT), como saída para a falta de estacionamentos. Esse tipo de transporte, segundo o professor, seria ideal para pequenas ou médias cidades ou como complemento alimentador de um sistema de grande capacidade, como é o caso da capital paulista. Em São Paulo, ele acredita que esse tipo de transporte, que é automático e sem condutor, seria ideal para o centro da cidade.
» Fotos: transporte alternativo no centro de SP
» Opine sobre o transporte alternativo
"É uma alternativa para o centro de São Paulo, porque dispensa estacionamento numa área extremamente cara e facilita a locomoção. Não vai substituir o Metrô. Ele seria um sistema concorrente aos carros, ao transporte individual, pois é um transporte com capacidade para até quatro passageiros, a mesma de um carro", afirmou.
Segundo o pesquisador, ele trabalhou com dados que apontam que se todos os trabalhadores de um prédio de escritório usassem veículo próprio, este edifício precisaria ser 20% maior para abrigar os carros.
O superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Marcos Bicalho, disse que a saída para médias cidades, como São Carlos (SP), e grandes cidades, como São Paulo, são os transportes coletivos.
"A saída de São Paulo e de grandes cidades não passa pelo transporte individual, que seria uma espécie de táxi diferenciado com sofisticações. Não vejo a questão do custo viável. A solução é o transporte coletivo. É isso que a gente precisa", afirmou.
Segundo Bicalho, os projetos para as cidades de médio porte são diferenciados. "Em essência, as cidades estão crescendo. Lá (em São Carlos) já reclamam de congestionamentos. Sem conhecer o projeto, sou cético em dizer que o projeto é viável em efetividade e economicamente".
De acordo com o professor, o projeto do Transporte Público Individualizado pode ser feito de forma experimental em universidades ou em aeroportos, como está sendo feito em Londres. Lá, esse tipo de transporte será utilizado para levar as pessoas do estacionamento até o terminal de passageiros.
"Poderíamos fazer ele num nível experimental, em um empreendimento grande, como no campus de uma universidade ou num aeroporto, para avaliar na situação real como é comportamento do transporte. Futuramente, poderíamos expandir para o centro de uma cidade. Para um lugar que tenha infra-estrutura grande, densidade de ocupação grande e que haja restrição para veículos", disse Hotta.
Viabilidade econômica
Em seu trabalho de mestrado, o professor verificou que, em termos de serviço (tempo de viagem, conforto, comodidade), o TPI é superior ao ônibus. Porém, segundo ele, o custo direto, que foi estimado, é bem mais alto. No estudo não foi mensurado os benefícios financeiros indiretos, como os impactos ambientais e a operacionalidade.
De acordo com as estimativas, o custo da obra seria de R$ 15 milhões por km. "É um preço estimado a partir de valores do sistema que está sendo feito na Europa. É uma conversão direta. Não foi feito levantamento de custo no Brasil."
O Transporte Público Individualizado funcionaria em um trilho, como se fosse um trólebus. Ele poderia ficar no nível da rua, em um nível elevado ou subterrâneo.
Hotta e o orientador, professor Antônio Nélson Rodrigues da Silva, do Departamento de Transportes da EESC-USP tiveram o trabalho "O desafio de novas tecnologias no transporte urbano de passageiros: O caso do transporte público individualizado" premiado no 4º Concurso de Monografia CBTU 2008 - A Cidade nos Trilhos.
Redação Terra
Fonte: http://noticias.terra.com.br/transito/interna/0,,OI3360018-EI11777,00-Estudo+aponta+transporte+alternativo+para+centro+de+SP.html
Estudo aponta transporte alternativo para centro de SP
Fabiana Leal
O engenheiro Leonardo Hitoshi Hotta, mestre em engenharia de transportes pela Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP), defende o uso do Transporte Público Individualizado (TPI), ou Personal Rapid Transit (PRT), como saída para a falta de estacionamentos. Esse tipo de transporte, segundo o professor, seria ideal para pequenas ou médias cidades ou como complemento alimentador de um sistema de grande capacidade, como é o caso da capital paulista. Em São Paulo, ele acredita que esse tipo de transporte, que é automático e sem condutor, seria ideal para o centro da cidade.
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"É uma alternativa para o centro de São Paulo, porque dispensa estacionamento numa área extremamente cara e facilita a locomoção. Não vai substituir o Metrô. Ele seria um sistema concorrente aos carros, ao transporte individual, pois é um transporte com capacidade para até quatro passageiros, a mesma de um carro", afirmou.
Segundo o pesquisador, ele trabalhou com dados que apontam que se todos os trabalhadores de um prédio de escritório usassem veículo próprio, este edifício precisaria ser 20% maior para abrigar os carros.
O superintendente da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), Marcos Bicalho, disse que a saída para médias cidades, como São Carlos (SP), e grandes cidades, como São Paulo, são os transportes coletivos.
"A saída de São Paulo e de grandes cidades não passa pelo transporte individual, que seria uma espécie de táxi diferenciado com sofisticações. Não vejo a questão do custo viável. A solução é o transporte coletivo. É isso que a gente precisa", afirmou.
Segundo Bicalho, os projetos para as cidades de médio porte são diferenciados. "Em essência, as cidades estão crescendo. Lá (em São Carlos) já reclamam de congestionamentos. Sem conhecer o projeto, sou cético em dizer que o projeto é viável em efetividade e economicamente".
De acordo com o professor, o projeto do Transporte Público Individualizado pode ser feito de forma experimental em universidades ou em aeroportos, como está sendo feito em Londres. Lá, esse tipo de transporte será utilizado para levar as pessoas do estacionamento até o terminal de passageiros.
"Poderíamos fazer ele num nível experimental, em um empreendimento grande, como no campus de uma universidade ou num aeroporto, para avaliar na situação real como é comportamento do transporte. Futuramente, poderíamos expandir para o centro de uma cidade. Para um lugar que tenha infra-estrutura grande, densidade de ocupação grande e que haja restrição para veículos", disse Hotta.
Viabilidade econômica
Em seu trabalho de mestrado, o professor verificou que, em termos de serviço (tempo de viagem, conforto, comodidade), o TPI é superior ao ônibus. Porém, segundo ele, o custo direto, que foi estimado, é bem mais alto. No estudo não foi mensurado os benefícios financeiros indiretos, como os impactos ambientais e a operacionalidade.
De acordo com as estimativas, o custo da obra seria de R$ 15 milhões por km. "É um preço estimado a partir de valores do sistema que está sendo feito na Europa. É uma conversão direta. Não foi feito levantamento de custo no Brasil."
O Transporte Público Individualizado funcionaria em um trilho, como se fosse um trólebus. Ele poderia ficar no nível da rua, em um nível elevado ou subterrâneo.
Hotta e o orientador, professor Antônio Nélson Rodrigues da Silva, do Departamento de Transportes da EESC-USP tiveram o trabalho "O desafio de novas tecnologias no transporte urbano de passageiros: O caso do transporte público individualizado" premiado no 4º Concurso de Monografia CBTU 2008 - A Cidade nos Trilhos.
Redação Terra
Fonte: http://noticias.terra.com.br/transito/interna/0,,OI3360018-EI11777,00-Estudo+aponta+transporte+alternativo+para+centro+de+SP.html