View Full Version : Transposição do Rio São Francisco: "obras em ritmo acelerado".
ramossa October 26th, 2010, 05:05 AM ^^ Para sua informação, na Austrália o voto também é obrigatório, e as multas maiores do que aqui.
Para sua informação não procurei pontos de congruência ou semelhança entre as democracias ocidentais... Sua colocação foi totalmente desnecessária... diga-se de passagem a Austrália não é uma democracia ocidental... A Austrália não fica no ocidente parceiro...
ramossa, não me referi ao método ou às leis, mas à cultura ocidental em geral. Fiz questão de separar democracias de ditaduras apenas, o que é razoável e necessário. Desculpe se minha frase ficou ambígua. De resto, não mudou nenhuma de minhas opiniões. Reclame sim, exija outros investimentos sim, mas o seu discurso é o de quem quer parar a obra e largar tudo lá, pela metade. Isso não vai acontecer.
O meu discurso visa a tão somente apresentar e alertar o crime que está sendo cometido... Infelizmente a "porcaria" já foi iniciada! Espero que o projeto seja revisitado e aquilo que puder ser feito para minorar os impactos negativos dessa obra - que são inúmeros - seja realmente implementado... de resto me atenho a só lamentar...
Pelo contrário, é a sua participação no thread bem como a de outros foristas anti-transposição é que está com baixíssima qualidade. Basta ver este post mesmo, em vez de responder com argumentos, é dada apenas uma furtiva reprovação, fácil e espúria.
Eu bem que gostaria de saber quais são os argumentos mais sólidos contra a transposição, mas se depender de vocês, terei apenas opinionismos e disparos aleatórios.
O que eu acabei concluíndo é que parte da população local não gosta da obra por diversos fatores: birra, falta de informação, campanha da mídia local contra a obra por fatores políticos, campanha de ambientalistas mal informados, etc.
^^ Francamente! Leia o que foi escrito seja por mim ou outros que estão participando deste thread e você perceberá qual é o "nível" - Se desconstrua e reveja o que você escreveu no post anterior... Sem mais!
Mexicano21 October 26th, 2010, 05:44 AM A Austrália não fica geograficamente no ocidente, mas a cultura dela é completamente ocidental, por causa da formação do país. E você sabe isso, argumento idiota que prolonga uma discussão infrutífera.
Sobre melhorar aspectos do projeto, aí sim você está propondo algo possivelmente produtivo. O que sugere melhorar?
ramossa October 26th, 2010, 11:35 PM A Austrália não fica geograficamente no ocidente, mas a cultura dela é completamente ocidental, por causa da formação do país. E você sabe isso, argumento idiota que prolonga uma discussão infrutífera.
Sobre melhorar aspectos do projeto, aí sim você está propondo algo possivelmente produtivo. O que sugere melhorar?
^^ E desde quando eu discordei quanto a cultura Australiana ser ocidentalizada ou não? Me causou estranheza a comparação no que tange a democracia (eleitoral) que o nosso amigo anteriormente postou... Diga-se de passagem a situação australiana é totalmente diversa em relação a situação brasileira... Não é só o lócus geográfico - insisto a Austrália por estar situada a leste de Greenwich e a Oeste da Linha Internacional de Mudança de Data, está totalmente localizada à oriente independente de sua cultura ou processo de formação e consolidação quanto a Estado ter sido protagonizado por um país ocidental ou não... Devemos frisar que a Austrália ao contrário do Brasil é uma Monarquia Constitucional só neste aspecto creio que o país não deveria sequer ser citado... mas o foi... a culpa é minha? E por isso a minha colocação é "idiota"??? Por favor!?
Quanto ao sugerir melhorias ao projeto... com sinceridade - Isso não cabe a mim. Seria uma imensa perda de tempo e com toda certeza pouco produtivo... Lido com projetos e não fui pago para tratar deste especificamente... Como te disse anteriormente, neste momento eu só lamento o que já está sendo feito... Désolé!:ohno:
mopc October 27th, 2010, 05:50 AM Para sua informação não procurei pontos de congruência ou semelhança entre as democracias ocidentais... Sua colocação foi totalmente desnecessária... diga-se de passagem a Austrália não é uma democracia ocidental... A Austrália não fica no ocidente parceiro...
^^ E desde quando eu discordei quanto a cultura Australiana ser ocidentalizada ou não? Me causou estranheza a comparação no que tange a democracia (eleitoral) que o nosso amigo anteriormente postou... Diga-se de passagem a situação australiana é totalmente diversa em relação a situação brasileira... Não é só o lócus geográfico - insisto a Austrália por estar situada a leste de Greenwich e a Oeste da Linha Internacional de Mudança de Data, está totalmente localizada à oriente independente de sua cultura ou processo de formação e consolidação quanto a Estado ter sido protagonizado por um país ocidental ou não... Devemos frisar que a Austrália ao contrário do Brasil é uma Monarquia Constitucional só neste aspecto creio que o país não deveria sequer ser citado... mas o foi... a culpa é minha? E por isso a minha colocação é "idiota"??? Por favor!?
Alemanha, Itália, Suíça, Áustria, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Suécia (esses 4 últimos monarquias constitucionais) não são democracias ocidentais então. Colocação no mínimo absurda feita para irritar "de birra", como todos os "argumentos" contra a transposição do Rio São Francisco. Demonstra incapacidade de engajar em debate frutífero e produtivo.
paulo lima October 27th, 2010, 06:27 AM Alguem tem fotos como andam as obras do Rio Sao Francisco??
Obrigado!!
ramossa October 27th, 2010, 06:48 AM Alemanha, Itália, Suíça, Áustria, Holanda, Bélgica, Dinamarca, Suécia (esses 4 últimos monarquias constitucionais) não são democracias ocidentais então. Colocação no mínimo absurda feita para irritar "de birra", como todos os "argumentos" contra a transposição do Rio São Francisco. Demonstra incapacidade de engajar em debate frutífero e produtivo.
Tá misturando alho com bugalhos... Eu disse isso??? rs... Não sabe interpretar um texto simples e quer se engajar em um debate "produtivo"!!! Me poupe!!!:ohno:
mopc October 27th, 2010, 08:05 AM ^^ Sim, vc disse que países que ficam a leste do meridiano de Greenwich não são ocidentais, portanto os países que eu listei para vc não são ocidentais.
superkyo October 28th, 2010, 12:54 AM Obeas paradas ou em ritmo lento ?
ramossa October 28th, 2010, 10:24 PM ^^ Sim, vc disse que países que ficam a leste do meridiano de Greenwich não são ocidentais, portanto os países que eu listei para vc não são ocidentais.
E não são ocidentais, inclua também metade da França e uma parte da Inglaterra... rs... Geograficamente e por convenção eles não são ocidentais - lembrando que o tratado de Greenwich foi um acordo, um ajuste que determinou que o meridiano (linha imaginária) que passa exatamente sobre o observatório real de Greenwich seria o referencial, a base de padronização da hora mundial e a divisão da terra em dois hemisférios a Leste (Oriente) e a Oeste (Ocidente)...
Acontece, que existe uma outra divisão - esta geopolítica que criou a idéia de Ocidente e Oriente do qual nós estamos acostumados a ouvir - Isto remonta a época da guerra fria, logo após a segunda guerra mundial no qual a grosso modo, criou a idéia de que o mundo ocidental é bonzinho e o mundo oriental é MAU! E nisto a Alemanha foi dividida ao meio, e os países de origem eslava passaram a serem chamados de "Países do Leste Europeu" com excessão da Grécia que apesar de estar quase na divisa com o Oriente Médio, era considerada um país ocidental... Enfim...
Mas... Não vamos nos demorar neste assunto... pesquise e entenda um pouquinho o seu mundo...
A minha colocação relacionada a Austrália foi só uma provocação pelo nosso amigo ter citado este país com o intuito de comparar "democracias" Austrália X Brasil... Enfim... Esqueça isso! e voltemos ao Thread!:)
Mexicano21 October 28th, 2010, 11:31 PM ^^
A Austrália é uma democracia. Eles elegem o governo local, e tiveram inclusive a oportunidade de decidir em plebiscito se continuariam a reconhecer a autoridade da monarquia britânica sobre seu país (autoridade que na prática é apenas protocolar), e eles quiseram, democraticamente, manter esse vínculo com o Reino Unido. São um país tipicamente ocidental sim, inclusive pela definição geopolítica que você citou.
De qualquer forma, te lembro mais uma vez, que não me referi aos modelos de governo em si, mas à cultura comum que todos os países do oeste da Europa e muitas (mas obviamente não todas!) de suas ex-colônias compartilham, independente da localização geográfica do país. E me ative às democracias porque as ditaduras ou semi-ditaduras não interessavam para a minha argumentação, por possuírem características distintas.
ramossa October 29th, 2010, 01:08 AM ^^
A Austrália é uma democracia. Eles elegem o governo local, e tiveram inclusive a oportunidade de decidir em plebiscito se continuariam a reconhecer a autoridade da monarquia britânica sobre seu país (autoridade que na prática é apenas protocolar), e eles quiseram, democraticamente, manter esse vínculo com o Reino Unido. São um país tipicamente ocidental sim, inclusive pela definição geopolítica que você citou.
De qualquer forma, te lembro mais uma vez, que não me referi aos modelos de governo em si, mas à cultura comum que todos os países do oeste da Europa e muitas (mas obviamente não todas!) de suas ex-colônias compartilham, independente da localização geográfica do país. E me ative às democracias porque as ditaduras ou semi-ditaduras não interessavam para a minha argumentação, por possuírem características distintas.
E quem disse que não é??? Ser uma monarquia constitucional, não interfere sobremaneira a um país não ser democrático... A base constitucional mantém o regime monárquico no seu devido lugar, aos moldes capitalistas o rei ou rainha só são fantoches de luxo, não mandam em ABSOLUTAMENTE NADA! Bem, a discussão não era essa e diga-se de passagem, vestistes a carapuça errada! Quem começou a discussão não foi você... Na verdade você decidiu responder pelo outro...
Esqueça este assunto e voltemos à proposta inicial do thread!:)
caco October 30th, 2010, 03:31 AM Onde estão as fotos atualizadas das obras????? Uma obra desse porte e dessa importância poderia ter uma cobertura melhor.
Dudu Lex December 15th, 2010, 09:14 PM Fotos e informações oficiais do andamento das obras da transposição (junto com outras obras hídricas do PAC):
http://www.casacivil.planalto.gov.br/wp-content/uploads/Apresenta%C3%A7%C3%A3o-11%C2%BA-balan%C3%A7o-do-PAC-4-anos-Miriam-Belchior_Parte2.pdf
jmascena January 3rd, 2011, 08:01 PM Especial do JC Online, abordando a transposição do Velho Chico:
Nas águas do desenvolvimento
A escassez constante de água, agravada pelas secas que historicamente assolam o Nordeste em ciclos, espantou por décadas moradores da região. Matou animais, condenou gerações de sertanejos e atrofiou o desenvolvimento. A dramática falta de água foi muito explorada na literatura, artes plásticas, música, cinema e também nos discursos políticos, uma pintura eterna de esperança de redenção.
O mandato da presidente Dilma Rousseff se pretende um marco efetivo na derrocada dessa sina de miséria e uma mudança de vida de 12 milhões de nordestinos. Com uma série de outras obras, os grandes projetos mudarão o mapa socioeconômico da região.
Este especial aprofunda o que acompanha o tema da água: a prosperidade, o desperdício, a derrota e a esperança de uma promessa tão cansada.
--
http://www2.uol.com.br/JC/sites/nasaguasdodesenvolvimento/index.html
araujo.lcarlos January 14th, 2011, 03:54 AM Projeto São Francisco começa a operar no próximo ano, garante ministro
Brasília - O Eixo Leste do Projeto de Integração do Rio São Francisco deverá iniciar suas operações já em 2012, segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, declarou ontem durante visita ao Escritório Regional de Gerenciamento e Apoio Técnico do Projeto em Salgueiro. As obras têm conclusão prevista para o primeiro semestre de 2012. A entrada em operação ocorreria até seis meses depois.
O ministro esteve reunido por quase duas horas com técnicos e coordenadores de campo que fazem o acompanhamento das obras, e afirmou que a manutenção do ritmo de implantação do Projeto São Francisco é prioridade do governo Dilma Rousseff. Bezerra Coelho esteve no local acompanhado do governador Eduardo Campos.
O Eixo Leste, com captação no lago da Barragem de Itaparica, no município de Floresta, percorrerá 220 km até o Rio Paraíba (PB), após ter parte da vazão transferida para as bacias dos Rios Pajeú e Moxotó, e para o Agreste de Pernambuco.
O Eixo Norte, com 426 km, tem conclusão prevista para 2012 e início das operações no ano seguinte. Atualmente está com avanço de 52%. A captação será diretamente no Rio São Francisco, próximo à cidade de Cabrobó. A água do canal irrigará as Bacias dos rios Salgados e Jaguaribe, no Ceará; Apodi, no rio Grande do Norte, e Piranhas-Açu, na Paraíba e Rio Grande do Norte.
http://www.pernambuco.com/ultimas/nota.asp?materia=20110111163402&assunto=69&onde=Economia
Harisson Souza February 15th, 2011, 03:23 PM Transposição pode ter seu custo ampliado em 40%
terça-feira, 15/02/2011
A obra da transposição do Rio São Francisco pode ter seu custo ampliado em 40%, dos R$ 5 bilhões previstos, para R$ 7 bilhões. A obra, iniciada em 2007, tinha 2010 como prazo de finalização, mas a primeira etapa só deve ser entregue no final de 2012.
A confirmação do possível aumento foi feita ontem, pelo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que diante dos aditivos contratuais solicitados, considerou cedo prever um custo final. “Se todos os pedidos de aditivos a preços contratuais fossem atendidos, a obra poderia ter essa correção. Mas é muito cedo para se falar em valores”, explicou.
O ministro informou que uma comissão foi criada dentro da Pasta para que os pedidos fossem avaliados.
O prazo para uma posição sobre o provável custo final da transposição do São Francisco é o final de março, de acordo com ele, que também explicou que não há atrasos na obra, apesar de uma diferença de dois anos entre o prazo inicial previsto para a entrega e o atual.
Segundo ele, a primeira parte da obra – o chamado eixo Leste, do Lago de Itaparica, em Pernambuco, até a Paraíba – deve ser concluído no final de 2012. “Já o eixo Norte (de canais da transposição do São Francisco), de Cabrobó (PE) em direção ao Ceará e ao Rio Grande do Norte, deve concluído até o final de 2013″, previu o ministro.
O custo estimado com as obras até agora soma R$ 2 bilhões.
O ministro afirmou ainda que o decreto presidencial com a reestruturação da Pasta deverá ser publicado até a próxima semana. A previsão é que a presidente Dilma Rousseff assine durante a visita ao nordeste, onde terá reunião com governadores da região, em Aracaju (SE), na próxima segunda-feira (dia 21). (Com informações DCI)
http://www.carlosbritto.com/transposicao-pode-ter-seu-custo-ampliado-em-40/
Harisson Souza February 15th, 2011, 05:12 PM Deputado diz que transposição do São Francisco é projeto megalomaníaco
“O Brasil não precisa de trem-bala. Carece de trem para beneficiar o país no transporte de passageiros e de carga. O trem-bala é apenas mais um projeto megalomaníaco do governo do PT, como é a transposição do Rio São Francisco, que o governo Luiz Inácio Lula a Silva começou e não terminou. E, se tivesse terminado, não conseguiria operar”, declara o presidente da Fundação Liberdade e Cidadania, José Carlos Aleluia, ao saber que o governo Dilma Rousseff pretende recorrer à Eletrobrás, além dos Correios, para tentar salvar do fracasso o projeto do trem-bala.
Para Aleluia, o fato de a iniciativa privada recusar-se a participar do projeto do trem-bala é um sintoma claro que de que o trem-bala é inviável, uma ‘fantasia’ petista.
“O recurso à Eletrobrás e aos Correios é parte do processo de sucateamento das estatais, que começou e se acentuou no governo Lula e parece se aprofundar na administração Dilma Rousseff”, critica Aleluia.
A Eletrobrás, segundo Aleluia, precisa melhorar a sua performance como empresa garantidora do abastecimento de energia elétrica ao país – coisa que vem se deteriorando nos últimos tempos, haja vista os frequentes apagões de Norte a Sul do país – e não ser cooptada para atuar em outras áreas, como ‘esse estranho projeto do trem-bala’.
http://www.carlosbritto.com/deputado-diz-que-transposicao-do-sao-francisco-e-projeto-megalomaniaco/
UrbanIntervention February 15th, 2011, 08:19 PM "Deputado diz que transposição do São Francisco é projeto megalomaníaco"
Ele diz pois não é ele que tem que conviver com a miséria e todos os sofrimentos gerado pela seca. Este deputado deve olhar para a Holanda e dizer assim:
"Este diques holandeses, é um coisa de megalomaniaco. Segurar o mar isto é uma absurdo."
Este deputado ai deve ter tanto conhecimeto do projeto quanto Galvão Bueno tem em conhecimento futebolistico.
Seja no quesito da engenharia que sustenta a base do projeto, quanto ao impacto social e economico que gera tal projeto.
E quanto ao trem-bala para um país que se encontra como a 8ª economia do mundo, não vejo o porque de não ser viavel. E sim eu sei bem das tantas necessidades do nosso país, mais creio que o trem-bala assim como todos os projetos que já vi anunciados para a infra-estrutura e transporte de nosso país sejam de uma necessidade vital para um país que se econtra em ascensão economica como o Brasil.
Provavelmente para este deputado seja mais viavel construir uns viadutos, abandonar de vez a malha ferroviaria do país, fingir que esteja sendo feito algum trabalho e receber seu salario com um aumento "digno de aplausos" de 60%.
Não vejo nada de megalomaniaco, vejo um deputado com um pensamento "terceiro-mundista" e atrasado (sim, ainda lembro que o brasil é um país emergente, portanto ainda classificado em terceiro-mundo). Não me lembro onde, mais vi à alguns tempos um especialista espanhol explicando o porque do Brasil ter totais condições de construir e seguir aiante com o projeto do trem-bala, era uma ótima reportagem (se eu achar eu coloco por aqui).
UrbanIntervention February 15th, 2011, 08:26 PM Espero que saiam todos do papel, todos mesmo.
Trem-bala (e não apenas o Campinas-Rio de Janeiro, mais os outros projets que andam sendo estudados), os projetos de VLT's, VLP's, BRT's...
a transposição do Rio São Francisco, o grande investimento no transporte ferroviario anunciado pela a atual presidente Dilma e com as obras do portos, aeroportos e estradas.
Sei, que é um ótimo quse louco, mais antes ter o otimismo e apontar erros de projeto que acusar de megalomania e não apontar um problema técnico de verdade ou qualquer coisa que o valha como o tal deputado.
Mexicano21 February 15th, 2011, 08:40 PM Ele não apontou um problema técnico, mas um problema financeiro. Ele está certo em dizer que se está tão difícil aparecerem interessados é porque provavelmente não será uma operação tão lucrativa. O governo não está conseguindo convencer ninguém disso, e pra diminuir o investimento privado está aumentando a participação pública no projeto via estatais.
UrbanIntervention February 16th, 2011, 01:57 PM E não é algo mesmo que visa completamente o lucro, é um projeto para a revitalização do rio e tambem para gerar o acesso a água para uma região do país que sofre a anos com a seca, a miséria gerada por esta seca e todos os problemas que se desencadeia junto a esta seca. Este projeto é um projeto que cabe sim ao governo investir pela importância sociao/economica que representa a região e cabe ao ministério publico e ao tCU acompanhar toda o andar das obras e dos os gastos do projeto.
Não acho que seja errado o governo entrar com a estatais em grandes projetos. Veja por exemplo a Petrobras e todos os investimentos que a empressa vem fazendo pelo país.
E quanto iniciativa privada para o trem-bala, pelo que me lembro bem a iniciativa privada é uma das responsavel pelo fechamento de boa parte da malha ferroviaria do país e claro falta de investimentos dos estados n passado nesta area que assim como a iniciativa privada viveram a ilusão de que só construir estradas, avenidas seria o melhor para o país e tambem para o lucro deles.
UrbanIntervention February 16th, 2011, 02:01 PM O trem-bala, segundo o especialista espanhol:
Trem bala é viável, diz especialista.
Se não existisse linha de alta velocidade no mundo, a primeira a ser construída deveria ser no Brasil, entre Rio de Janeiro e São Paulo. A afirmação é do especialista Andrés López Pita, da Universidade Politécnica da Catalunha. Considerado um dos responsáveis pela implantação do Trem de Alta Velocidade (TAV) na Espanha, Pita acredita que o Brasil tem todas as condições para executar a obra de alta velocidade e de deter, no futuro, tecnologia própria.
Em entrevista ao Brasilianas.org, concedida por e-mail, o consultor técnico da EDPL – empresa que pretende investir no projeto do TAV Brasil – alertou, no entanto, que se deve efetuar um planejamento adequado do trajeto, dos serviços e também das localidades das estações. Segundo Pita, tanto o governo, quanto as empresas envolvidas, precisam considerar não só o potencial do transporte, mas também o desenvolvimento urbano que ocorrerá nos trechos intermediarios entre as duas principais cidades.
Sobre os possíveis riscos da obra, Pita recomenda que seja considerada a experiencia acumulada ao longo dos 40 anos desde a construção da primeira linha, no Japão. “A experiência tem mostrado seu enorme impacto no desenvolvimento econômico, tendo um papel de estruturar o território onde se localiza”, explica.
Contudo, cita o caso da Espanha, que, apesar de hoje possuir tecnologia própria, cometeu alguns erros no início, adotando uma tecnologia nova, definida pela União Européia, mas que não havia sido testada.
Confira a íntegra da entrevista:
Brasilianas.org – O Trem de Alta Velocidade está sendo discutido no Brasil há pelo menos 20 anos. Por que foi necessário tanto tempo para se definir o projeto aqui?
Andrés López Pita – Os estudos necessários para a construção e exploração de uma linha de alta velocidade atingem uma grande variedade de âmbitos. É preciso, portanto, tempo considerável para se alcançar o consenso suficiente. A partir dessa perspectiva, o caso brasileiro é análogo ao de outros países que dispõem de linhas de alta velocidade. Como referência, na Espanha, os primeiros estudos da linha Barcelona-Perpignan se iniciaram em 1985 e, hoje em dia, o projeto ainda se encontra na fase de construção. A previsão é de que a linha seja inaugurada em 2012.
BO – O senhor é consultor da EDLP, empresa que possui interesses no projeto brasileiro. Como se daria a atuação da EDLP no Brasil?
LP – Para que o projeto de uma linha progrida, é necessário um impulsor, um condutor desse projeto. Na Espanha, o projeto da nova linha Barcelona-Perpignan foi impulsionado por Ferrocarriles de La Generalitat de Catalunya (FGC) [Ferrovias da Generalitat da Catalunha], embora a responsabilidade da realização tenha sido do Estado espanhol. Sem a contribuição da FGC, dificilmente se teria levado a cabo a realização dessa linha. Neste contexto, Guilherme Quintella, controlador da EDLP, junto com ADTrem (Agência de Desenvolvimento de Trens rápidos entre Municípios) e a UIC (União Internacional de Ferrovias), está realizando um formidável trabalho de sensibilização e de difusão da construção da nova linha Rio de Janeiro-São Paulo, na sociedade brasileira. Fora isso, a EDPL está constituindo um fundo de investimento para explorar o TAV Brasil e suas atividades complementares e sinérgicas.
BO – O senhor desempenhou um papel importante para a instalação do TAV espanhol. Qual é o modelo adotado aí, e quais foram os principais problemas encontrados na implantação?
LP – Na minha opinião, transcorridos mais de 40 anos desde a chegada da alta velocidade ferroviária conhece-se muito bem as vantagens desse novo modo de transporte. Como consequência, sempre existirão grupos que se opõem a essa idéia. Na verdade, a introdução dessa tecnología deveria ocorrer em menor tempo, não fossem tais barreiras. A introdução dos serviços de alta velocidade, em todos os países, é precedida por vários obstáculos.
É razoável pensar que a incorporação de novas técnicas possa ser acompanhada, em geral, de uma certa prevenção do desconhecido. A chegada da alta velocidade na ferrovia não foi uma exceção a esta norma, em parte justificada pelos importantes recursos económicos que supõem a construção de novas infraestruturas ferroviárias. Em relação à primeira linha, entre Tokio e Osaka, as principais relutâncias à realização se derivam, esencialmente, de três fatores: 1) a ausencia de experiencia, no Japão, para exportar trens de alta velocidade em serviço comercial; 2) o elevado investimento necesséria para a construção, dada as dificuldades orográficas, o que obrigava a que 46% do trajeto passasse por viaduto ou túnel; 3) as dificuldades encontradas para garantir o financiamento, que foi obtido depois de se recorrer a um empréstimo do Banco Mundial.
Com relação à linha entre Paris e Lyon, a oposição a sua construção foi feita, entre outros, pelos seguintes organismos: DATAR (Delegation à l’amenagement du territoire et à l’action regionale); Câmaras de Comércio de Paris, Bourgogne e Dijon. Em particular, a Câmara de Comércio de Dijon defendia a construção do aerotrem. Cabe assinalar, também, que alguns dos próprios ministros do governo francês se opuseram ao trem-bala.
Por último, o caso espanhol. Algumas instancias políticas observaram, em 1987, que a ferrovia de alta velocidade de Madri a Barcelona, a 300km/h não era viável econômicamente e nem técnicamente.
BO – A engenharia utilizada nos trens é a mesma em todos os países? Houve algum fator inovador na Espanha?
LP – A Espanha não dispunha de tecnologia alguma para a alta velocidade, tivemos que recorrer aos países que já possuíam tecnologia, tanto de via e instalações, quanto de material. No primeiro âmbito, adotamos a tecnologia alemã e, depois, para as vantagens associadas ao segundo âmbito, a tecnologia francesa. Hoje, a Espanha possui tecnologia própria, para todas as etapas do proceso.
BO – No caso da linha que une Nagoya e Osaka, no Japão, houve praticamente a extinção da ponte aérea entre as duas cidades. Isto pode ocorrer entre Rio e São Paulo?
LP – Tenho dito que, se não existisse linha de alta velocidade no mundo, a primeira deveria ser construída entre Rio de Janeiro e São Paulo. Isso se deve tanto ao enorme potencial de demanda existente nesse corredor, como à distância que separa as duas metrópoles. Em distâncias em torno de 500Km, a ferrovia de alta velocidade desenvolve todo seu potencial. Se entre Paris e Lyon, ou entre Madrid e Sevilla, a quota de mercado do transporte ferroviário em relação ao avião é de 85 a 90%, por que não deveria suceder o mesmo no caso da linha brasileira? É preciso, para isso, efetuar um correto planejamento da linha, dos serviços e, desde logo, da localidade dos terminais ferroviários.
BO – Um dos objetivos do governo brasileiro é acelerar o desenvolvimento econômico das regiões entre Rio e São Paulo, importantes do ponto de vista estratégico e tecnológico.
LP – A experiência alcançada com os mais de 12.000km de linha de alta velocidade que estão operando no mundo tem mostrado seu enorme impacto no desenvolvimento econômico, tendo um papel de estruturar o território onde se localiza. A este respeito, é de grande interesse analisar os resultados dos estudos realizados durante o comissionamento da alta velocidade Madrid-Valência, Espanha, feito poucos dias atrás. Vemos que não há porque duvidar que algo similar não acontecerá no Brasil.
Os estudos realizados em relação ao impacto sócio-econômico da linha Madri-Albacete-Valência mostram que, entre 2004 e 2016, somente em Madrid serão gerados 85 mil novos empregos e 5,200 milhões de euros de riqueza, enquanto se aumentará a produção em 13,200 milhões de euros.
BO – Menos de 5% dos estudos geológicos foram feitos ao longo do trajeto do TAV Brasil. No entanto, o governo estima que o custo total da obra será de R$ 33 bilhões, aproximadamente. Sem a totalidade desses estudos, é possível estimar o valor correto de uma obra como essa?
LP – É fato que a realização do maior número possível de estudos de reconhecimento geológico e geotécnicos proporciona uma maior confiabilidade na estimação dos custos de investimento de uma nova linha de alta velocidade. Mas não é menos certo que a experiência disponível por parte daqueles que levam a cabo um projeto desses, e o conhecimento do terreno que será executado, desempanham um papel essencial. Assim ocorre em todos os campos da engenharia, e na ferroviária em particular. Consequentemente, não se pode concluir que seja imprenscindível dispor de 100% dos estudos para se ter uma boa aproximação do valor que deve ser investido.
BO – Mediante as análises do projeto brasileiro, o senhor observa algum risco?
LP – Hoje, há uma ampla experiencia sobre a forma de se efetuar as previões de tráfico de passageiros que, previsivelmente, utilizarão uma linha de alta velocidade. Lembre-se que já se passaram 40 anos desde que se inaugurou a linha Tokio-Osaka. São, portanto, numerosas oportunidades para calibrar os beneficios dos modelos de previsão utilizados. Portanto, se se efetuam corretamente os estudos de demanda, o risco do projeto não vingar é muito reduzido.
Link da fonte (da entrevista): http://bit.ly/dRdMAj
Mexicano21 February 16th, 2011, 04:48 PM E não é algo mesmo que visa completamente o lucro, é um projeto para a revitalização do rio e tambem para gerar o acesso a água para uma região do país que sofre a anos com a seca, a miséria gerada por esta seca e todos os problemas que se desencadeia junto a esta seca. Este projeto é um projeto que cabe sim ao governo investir pela importância sociao/economica que representa a região e cabe ao ministério publico e ao tCU acompanhar toda o andar das obras e dos os gastos do projeto.
Não acho que seja errado o governo entrar com a estatais em grandes projetos. Veja por exemplo a Petrobras e todos os investimentos que a empressa vem fazendo pelo país.
E quanto iniciativa privada para o trem-bala, pelo que me lembro bem a iniciativa privada é uma das responsavel pelo fechamento de boa parte da malha ferroviaria do país e claro falta de investimentos dos estados n passado nesta area que assim como a iniciativa privada viveram a ilusão de que só construir estradas, avenidas seria o melhor para o país e tambem para o lucro deles.
Eu falava do TAV, como o deputado falou e você respondeu. A transposição, eu concordando ou não com ela, acho que está indo ok, apesar do começo atribulado.
A iniciativa privada não "fechou" a malha ferroviária do país: ela faliu. E o Estado então assumiu sua malha deficiente e deficitária. E se você acha que o TAV deve ser estatal, diga isso com todas as letras. O governo deveria fazer o mesmo. Ao invés, mente para a população dizendo que será privado enquanto aumenta paulatinamente a participação do Estado nas obras e na operação. Sabe por que isso é ruim? Porque estamos sendo enganados, estão nos dizendo que sairá pouco ou nenhum dinheiro do nosso bolso, quando na verdade a cada nova alteração no projeto, é mais dinheiro que sairá dos cofres públicos, e isso ninguém fala. E para manter a farsa, apesar de todo o investimento público, o TAV no fim das contas será operado pela iniciativa privada, que ficará com boa parte do lucro. Pois eu digo: privado, estatal ou misto, decidam logo a fórmula e a publiquem devidamente. Aí eu poderei analisar o projeto verdadeiro e opinar sobre ele. Por enquanto o que eu estou vendo eu não estou gostando.
UrbanIntervention February 16th, 2011, 06:11 PM Creio que a discussão sobre o TAV deva ser feita no thread do TAV.
(Antes que o thread peca seu rumo no aasunto errado)
Alias o moderador poderia passar esta entrevista do Especialista Espanhol para o thread sobre o TAV.
Mexicano21 February 16th, 2011, 06:44 PM ^^
Essa entrevista já está lá. E se não queria falar sobre o TAV aqui, não deveria ter começado; eu só te respondi.
UrbanIntervention February 16th, 2011, 07:09 PM Ok, bem como minha conta aqui no skyscrapercity não é tão nova não cheguei ainda a ler e ver todo o thread do TAV. (Por isto não vi a entrevista por lá)
Mas não usarei este espaço para falar sobre o TAV e como já coloquei a obra da Transposição do São Franscisco sou totalmente a favor desta obra que o tal ex-deputado "José Carlos Aleluia", disse ser "megalomaniaca". E creio que este deputado poderia oferecer uma alternativa melhor e definitiva para a revitalização do tão maltratado Rio São Francisco e tambem para resolver a situação das secas nordestina. Coisa que ele não fez quando era deputado e tinha poder legislativo para fazer tal trabalho.
UrbanIntervention February 16th, 2011, 07:31 PM Engraçado que o ex-deputado citado é José Carlos Aleluia o mesmo que já pertenceu ao PFL e teve seu nome envolvido em um "esquema da corrupção" (Desvio de verbas do Orçamento )" enquanto era do PFL e foi inocentado na CPI que era comandado pelo "Roberto Magalhães (relator da CPI)" que tambem era do PFL na época, ficou conhecido o caso como "Anões do Orçamento em 1993. Ele que tambem era grande amigo de Arruda, o mesmo que depois eve seu nome envolvido na "Máfia das Ambulâncias" e que falou no debate na Câmara dos Deputados acerca da pec 487/2005 que trata da autonomia dos defensores públicos. Ele disse que é um exagero investir nas defensorias públicas do Brasil. E que para finalizar participou da ultima campnha eleitoral, colocando textos falsos com falsas acusações a atual presidente pela internet atraves de emails e blogs.
Mais apresentar um trabalho e projetos eficientes para problemas como os do Rio São Francisco e toda aquela região... e ele era um deputado representante do estado da Bahia e do nordeste.
Mexicano21 February 16th, 2011, 10:23 PM ^^
Não quer começar a fuçar lama pra ver quem sai mais sujo né? Não estou defendendo o Aleluia, nem ligo pra ele, nem ligo pra quem disse. Estou argumentando o que ele disse sobre o TAV, e eu concordo em grande parte (embora não totalmente). Não importa o que ele fez ou deixou de fazer, se ele disser que duas vezes cinco é igual a dez, vai continuar sendo dez mesmo que ele tenha matado a própria mãe.
Tonho José February 17th, 2011, 04:42 AM "Deputado diz que transposição do São Francisco é projeto megalomaníaco"
Ele diz pois não é ele que tem que conviver com a miséria e todos os sofrimentos gerado pela seca. Este deputado deve olhar para a Holanda e dizer assim:
"Este diques holandeses, é um coisa de megalomaniaco. Segurar o mar isto é uma absurdo."
Este deputado ai deve ter tanto conhecimeto do projeto quanto Galvão Bueno tem em conhecimento futebolistico.
Seja no quesito da engenharia que sustenta a base do projeto, quanto ao impacto social e economico que gera tal projeto.
E quanto ao trem-bala para um país que se encontra como a 8ª economia do mundo, não vejo o porque de não ser viavel. E sim eu sei bem das tantas necessidades do nosso país, mais creio que o trem-bala assim como todos os projetos que já vi anunciados para a infra-estrutura e transporte de nosso país sejam de uma necessidade vital para um país que se econtra em ascensão economica como o Brasil.
Provavelmente para este deputado seja mais viavel construir uns viadutos, abandonar de vez a malha ferroviaria do país, fingir que esteja sendo feito algum trabalho e receber seu salario com um aumento "digno de aplausos" de 60%.
Não vejo nada de megalomaniaco, vejo um deputado com um pensamento "terceiro-mundista" e atrasado (sim, ainda lembro que o brasil é um país emergente, portanto ainda classificado em terceiro-mundo). Não me lembro onde, mais vi à alguns tempos um especialista espanhol explicando o porque do Brasil ter totais condições de construir e seguir aiante com o projeto do trem-bala, era uma ótima reportagem (se eu achar eu coloco por aqui).
Ele foca no trem-bala, cita a trasnposição an passant, ele fala de uma coisa e a outra é trazida aqui. Os textos têm que ser interpretados melhor.
Ainda assim, corroboro do mesmo pensamento do Aleluia, esses projetos são megalomania, que enchem os bolsos de empreiteiros e apenas minimizam o problema da seca do serrtão.
Tonho José February 17th, 2011, 04:48 AM Engraçado que o ex-deputado citado é José Carlos Aleluia o mesmo que já pertenceu ao PFL e teve seu nome envolvido em um "esquema da corrupção" (Desvio de verbas do Orçamento )" enquanto era do PFL e foi inocentado na CPI que era comandado pelo "Roberto Magalhães (relator da CPI)" que tambem era do PFL na época, ficou conhecido o caso como "Anões do Orçamento em 1993. Ele que tambem era grande amigo de Arruda, o mesmo que depois eve seu nome envolvido na "Máfia das Ambulâncias" e que falou no debate na Câmara dos Deputados acerca da pec 487/2005 que trata da autonomia dos defensores públicos. Ele disse que é um exagero investir nas defensorias públicas do Brasil. E que para finalizar participou da ultima campnha eleitoral, colocando textos falsos com falsas acusações a atual presidente pela internet atraves de emails e blogs.
Mais apresentar um trabalho e projetos eficientes para problemas como os do Rio São Francisco e toda aquela região... e ele era um deputado representante do estado da Bahia e do nordeste.
Diz um político que tu admira, que eu te mostro envolvimentos dele em corrupção. Não sei o que vai na cabeça de pessoas que desqualificam pessoas por preconceito sem sequer argumentar em cima do que foi dito.
UrbanIntervention February 17th, 2011, 06:16 AM Sinceramente vc pensa que é um projeto megalomaniaco e eu discordo.
Mas quanto ao que disse sobre o deputado não disse por preconceito, citei todos os
processos que ele carrega na vida politica, para elevar mais ainda o fato de ele criticar
e dizer ser algo "megalomaniaco" mas não ter apresentado um projeto ou trabalho em um,
para a "revitalização do rio São Francisco" e "para procurar resolver o grande problema"
que atinigi aquela região do nordeste, região que ele alias o excelentissimo citado
ex-deputado Aleluia representava como deputado.
rafaelkafka February 17th, 2011, 11:56 PM Petista falando de Aleluia, depois do Mensalão, deve ser para causar risadas.
UrbanIntervention February 18th, 2011, 01:00 AM Anti-Petista com este papinho tolo e pobre de partidarismo, me chamando/rotulando de petista, deve causar mais risada ainda.
Defendi aqui o projeto e nao o partido que o colocou em andamento, nao me venha com este pensamento pobre de partidarismo e rivalismo politico, pois nunca disse aqui q era petista, estou no forum pois estudo Arquitetura e Urbanismo(e tambem sou um apaixonado por fotografia urbana) nao porque me filiei a um sigla.
Sou brasileiro e nao uma ovelha partidaria. E como ja disse e volto a dizer, gosto do projeto da Transposicao do Sao Francisco e concordo com ele, nao vejo como mera megalomania.
E continuo a dizer q ele, Aleluia teve sua chance de mostrar trabalho, apresentar projetos ou solucoes para um problema cronico, um cancer da regiao a qual ele representava enquanto era deputado, o nordeste.
Procuro ter cultura, conhecimento, gosto de ciencias politicas, sociais e as vezes ate tenho grande paciencia com a economia. Procurei a vida inteira ter formacao e opiniao social, cultural e politica e nao apenas me render a fantismo petista, psdbista ou outra coisa qualquer.
Nego da Agua February 22nd, 2011, 03:41 AM Audiência pública em Petrolina Discute impactos da Transposição
Apesar de estar próximo ao rio São Francisco e de ver suas terras cortadas por um dos gigantescos canais da transposição do rio, o assentamento Jibóia, no município de Cabrobó, continuará sem ter água encanada para manter o plantio das famílias que sobrevivem no local. Essas e outras contradições envolvendo a transposição do Velho Chico e a construção de barragens na região serão debatidas durante duas audiências públicas realizadas pela Relatoria do Direito Humano à Terra, Território e Alimentação, que irá apresentar a autoridades públicas um relatório de denúncias sobre esses temas. A primeira audiência será nesta segunda-feira (21), em Petrolina e amanhã (22), acontecerá em Recife, com a presença do relator e sociólogo Sérgio Sauer. A Relatoria esteve na região do semi-árido entre os estados de Pernambuco e da Bahia em outubro do ano passado, quando coletou depoimentos e denúncias das comunidades e se reuniu com os órgãos públicos locais.
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http://dhescbrasil.org.br/components/com_attachments/media/icons/pdf.gifRelatorio da missao Terra Sao Francisco - final.pdf [ ] 983 Kb (http://dhescbrasil.org.br/attachments/419_Relatorio%20da%20missao%20Terra%20Sao%20Francisco%20-%20final.pdf)
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Relatoria lança documento sobre impactos causados pela transposição do São Francisco e barragens no semi-árido
A Relatoria esteve na região do semi-árido entre os estados de Pernambuco e da Bahia em outubro do ano passado, quando coletou depoimentos e denúncias das comunidades e se reuniu com os órgãos públicos locais. Durante a missão, pôde constatar a existência de comunidades que serão afetadas pelas obras, mas que ainda não possuem os títulos de seus territórios. Diversos povos indígenas vivem na mesma situação: ao longo do rio São Francisco, moram 38 povos, numa população estimada em 70 mil indígenas, sendo que muitos não contam com a demarcação de seus territórios. Assentamentos rurais também vão ter suas terras alagadas ou até mesmo já perderam parte da área com a passagem do canal da transposição, mas sem contar com as obras compensatórias.
As comunidades reclamam também da falta de informações sobre todo o processo de transposição e da construção de barragens ao longo do rio. Os empreendimentos irão beneficiar diretamente grandes obras, como a do Porto de Pecém (CE) e o setor da fruticultura irrigada, produção esta voltada para a exportação. Enquanto isso, as comunidades tradicionais e assentamentos sobrevivem resistindo à estiagem, à ausência de políticas públicas e de comprometimento do Estado em garantir acesso a direitos básicos, como terra, saúde, educação, alimentação, moradia etc.
Além das denúncias feitas, o relatório é composto por diversas recomendações aos órgãos públicos, visando a superação das violações identificadas. Entre as recomendações, está o pedido de suspensão das obras da UHE Riacho Seco até que seja apresentado o plano de re-assentamento e as indenizações a serem pagas às famílias impactadas. A Relatoria também solicita que todos os estudos antropológicos das comunidades afetadas sejam finalizados o quanto antes, tanto pelo INCRA quanto pela FUNAI, para que as terras sejam tituladas e demarcadas, e que o Ministério da Integração cumpra os termos de acordo para realização das obras compensatórias, assinado em 2008.
http://www.quersaberpolitica.com.br/index.php?post=1773
mopc February 22nd, 2011, 05:34 AM Audiência pública em Petrolina Discute impactos da Transposição
(...)
As comunidades reclamam também da falta de informações sobre todo o processo de transposição e da construção de barragens ao longo do rio. Os empreendimentos irão beneficiar diretamente grandes obras, como a do Porto de Pecém (CE) e o setor da fruticultura irrigada, produção esta voltada para a exportação. Enquanto isso, as comunidades tradicionais e assentamentos sobrevivem resistindo à estiagem, à ausência de políticas públicas e de comprometimento do Estado em garantir acesso a direitos básicos, como terra, saúde, educação, alimentação, moradia etc.
Hehe demagogia barata não vive sem um "enquanto isso". "O progresso avança para os ricos e exportações pra Zoropa. ENQUANTO ISSO, o povo continua na miséria, portanto a obra é ruim". :lol::lol:
Suburbanist February 22nd, 2011, 03:09 PM Comunidade tradicional que vive de subsistência é condenada à probreza perpétua. Só a sua aniquilação completa, via mudança dos moradores para centros urbanos onde poderão estudar e se dedicar a algo mais produtivo, os retirará de pobreza.
Esses tipos de ocupação preicsam desaparecer, e nào serem subsidiados pelo Estado.
rsol2000 February 23rd, 2011, 01:02 AM hY2FxKgdoO8
Pedrocn February 23rd, 2011, 01:16 AM Infraestrutura: Eixo Norte está quase pronto, mas não poderá ser usado por falta de estação de bombeamento
Descompasso nas obras afeta transposição
André Borges | De Cabrobó e Floresta (PE)
22/02/2011
Ruy Baron/Valor
http://static.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/media_library_bigimage//gn/11/02/foto22esp-101-chico-a16.jpg
As obras da estação de bombeamento do canal do Eixo Leste no município de Floresta estão quase concluídas
As obras da transposição do rio São Francisco, um dos projetos mais ambiciosos do governo, terão de passar por manutenção e reparos antes mesmo de os canais de concreto começarem a levar água ao sertão nordestino. A situação preocupante é resultado de um descompasso que tomou conta da execução das obras. Desde o início dos trabalhos, em 2007, o governo concentrou boa parte dos esforços na construção dos canais de acesso, os longos corredores de cimento que vão transportar a água pelo agreste, mas outras obras de maior complexidade, como a construção das estações de bombeamento, não caminharam no mesmo ritmo. Esse atraso resultou num desarranjo do cronograma estabelecido para a entrega dos diferentes tipos de estruturas que vão suportar a transposição.
Um bom exemplo disso é o que está acontecendo em Cabrobó, nas margens do rio São Francisco. É ali que começa o chamado Eixo Norte, um canal de 402 quilômetros que cortará os Estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Os números mais recentes apontam que mais da metade dos canais desse eixo estão concluídos. O Batalhão do Exército, que executa as obras do canal de aproximação, trecho de dois quilômetros que vai acessar as águas do rio, está com 75% de seu trabalho pronto e a previsão é de entregar toda a obra até dezembro. A oito quilômetros dali, a barragem de Tucutu, a primeira do Eixo Norte - que também é executada pela equipe de engenharia militar - já atingiu 75% de execução e será entregue no fim do ano.
A conclusão dessas obras, no entanto, em nada acelera o processo, uma vez que, no meio do caminho, o local que vai receber a primeira estação de bombeamento, ainda é uma montanha de terra e pedras. A obra da estação sequer foi licitada. "Esse é o calcanhar de aquiles desse projeto", diz o coronel Marcelo Guedon, comandante do batalhão que atua nas obras do Eixo Norte. "Vamos cumprir o prazo de nossas obras, que é nosso trabalho aqui, mas a verdade é que, sem essa primeira estação de bombeamento, o eixo não poderá funcionar."
Ruy Baron/Valor
http://www.valoronline.com.br/sites/default/files/imagecache/media_library_bigimage//gn/11/02/foto22esp-102-chico-a16.jpg
No Eixo Norte, as mais da metade obras dos canais já foram feitas, mas as estações de bombeamento não foram licitadas
O mais preocupante é o tempo previsto para dar fim a esse nó. Pelos cálculos do Exército, a construção da estação de bombeamento levará cerca de 36 meses para ficar pronta. Isso significa que, na melhor das hipóteses, se as obras começassem hoje, o Eixo Norte só entraria em operação no primeiro semestre de 2014. "A construção dos canais começou há quase quatro anos. Veja que essa estrutura está exposta todo esse tempo a sol forte, com pressão do solo e sem tratamento adequado", diz o especialista em recursos hídricos João Abner Guimarães Júnior, doutor em recursos hídricos da Universidade Federal do Rio Grande de Norte e membro do grupo de trabalho do São Francisco. "Já não há a menor dúvida de que muitos dos trechos entregues terão de ser reformados, porque a obra simplesmente não cumpriu seu cronograma", diz.
O Ministério da Integração Nacional, responsável pela obra, reconhece o problema. Tanto que se preveniu. Segundo Augusto Wagner Padilha Martins, secretário de Infraestrutura Hídrica, o governo já trabalhava com esse risco e, por isso, incluiu nos contratos com as empreiteiras uma cláusula que prevê a reforma de canais desgastados enquanto o projeto não começar a funcionar. O ministério não detalhou qual é o prazo de validade desse serviços.
O desajuste no calendário das obras da transposição não é resultado de falta de atenção do governo, mas de sua dificuldade em agilizar o andamento das obras. A construção da estação de Cabrobó chegou a ser licitada em 2008 e, ainda naquele ano, o governo liberou para as empreiteiras a ordem de serviço para a obra. No início de 2009, porém, as construtoras LJA e Ebisa, que tinham assinado um contrato de R$ 97,6 milhões para a instalação da estação do eixo, alegaram dificuldades técnicas e financeiras. O governo endureceu e não quis renegociar o valor do contrato, que acabou rescindido. Na época, a Camargo Corrêa também chegou a desistir das obras.
Segundo Martins, a licitação da estação de bombeamento em Cabrobó será feita em abril. Apesar do tempo médio de três anos previstos para a obra ser concluída, ele acha que há possibilidade de encurtar esse prazo para até 24 meses, o que daria possibilidade de o Eixo Norte ser entregue em 2013.
Ao todo serão construídas três estações de bombeamento de água no Eixo Norte e seis no Eixo Leste, canal de 220 quilômetros que avançará entre Pernambuco e Paraíba. O orçamento total estimado para as obras da transposição também tem sofrido mudanças. No início deste mês o governo admitiu que o custo inicialmente previsto, de R$ 5 bilhões, poderá chegar a R$ 7 bilhões. O balanço mais recente das obras, divulgado no fim do ano passado, aponta que, entre 2007 e 2010, foram investidos R$ 2,1 bilhões.
Os lotes 1 e 2 do Eixo Norte - de um total de oito - e toda a extensão do Eixo Leste, segundo os dados oficiais, atingiram em dezembro 80% de sua execução.
A complexidade da transposição não se restringe às estações de bombeamento. O sistema completo será apoiado pela construção de 36 barragens, 17 aquedutos, sete túneis, 63 pontes, 35 passarelas e 165 tomadas de água. Nas estações de bombeamento, subestações de energia serão construídas para fazer com que a água suba montanha acima, em lances de 35,60 metros de altura. A utilização das barragens vai permitir que, diariamente, esse sistema de bombeamento seja desligado por três ou quatro horas, para manutenção e economia de energia.
No Eixo Leste, no município de Floresta, o Exército corre contra o relógio para concluir o trecho de ligação com o rio, onde um canal de seis quilômetros avança sobre a barragem de Itaparica. Ali, ao contrário do que se vê em Cabrobó, as obras da estação de bombeamento já estão em fase avançada e os primeiros tubos de conexão que se ligarão às turbinas começaram a ser instalados na semana passada. "Já concluímos nossa barragem, que receberá as águas nesse trecho inicial", diz o tenente-coronel André Ferreira de Souza, comandante do batalhão responsável pelas obras de aproximação do Eixo Leste. "Acredito que, até início do ano que vem, também entregaremos o canal de chegada até o rio."
A inauguração do Eixo Leste era um sonho alimentado pelo ex-presidente Lula. O plano original previa que as águas desse eixo começariam a atingir o agreste pernambucano no segundo semestre de 2010. Para o Eixo Norte, trabalhava-se com um prazo até 2012.
"Esses atrasos tendem a se ampliar porque esse projeto começou a ser feito de trás para frente", diz o especialista João Abner Guimarães Júnior. "Para que o projeto se tornasse irreversível, o governo correu com os canais, mas a verdade é que ainda há um trabalho muito duro pela frente."
Fonte: http://www.valoronline.com.br/impresso/especial/101/387668/descompasso-nas-obras-afeta-transposicao
Harisson Souza February 23rd, 2011, 04:39 PM Especialistas apostam em atraso na Transposição do Rio São Francisco
quarta-feira, 23/02/2011
O governo federal espera que as obras de transposição sejam finalizadas até dezembro de 2013, mas especialistas em obras públicas acreditam que a conclusão seja adiada para 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil e também de eleições presidenciais.
O Ministério da Integração Nacional preparou uma comissão de revisão de contratos para examinar o projeto. A estimativa é lançar em abril as duas últimas licitações, número que pode crescer caso algum contrato sofra rescisão. Essa situação pode colocar em risco o cronograma oficial.
O orçamento com a obra passou de R$ 5 bilhões para a cifra de R$ 7 bilhões. Segundo o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, a grande subida de preços é atribuída ao boom da construção civil e de obras pesadas, que aumentou muito a demanda por matérias-primas como cimento.
Até abril o valor atual da obra será divulgado, assim como resultado da avaliação do andamento das obras.
http://www.carlosbritto.com/atraso-na-transposicao-do-rio-sao-francisco/
Nego da Agua February 23rd, 2011, 06:35 PM Hehe demagogia barata não vive sem um "enquanto isso". "O progresso avança para os ricos e exportações pra Zoropa. ENQUANTO ISSO, o povo continua na miséria, portanto a obra é ruim". :lol::lol:
Eu não li em nenhum momento a matéria dizendo que a obra é ruim. Pelo que entendi ela fala sobre o impacto que a obra está causando, bem como na desigualdade na aplicação dos recursos.
A Transposição mostra a forma desigual com que o Governo aplica os recursos para erradicar a miséria no semi-árido. A poucos quilômetros do rio você encontra gente sem acesso a água, como no caso da cidade de Cabrobó (PE) que fica na beira do rio e tem uma das tomadas de água da Transposição. Por que esse povo não pode ter acesso a água?
mopc February 24th, 2011, 03:20 AM Não sei, mas a ausência dessa obra não aumentaria em nada a probabilidade de eles terem acesso a água.
Compton_ February 25th, 2011, 12:29 AM Eu não li em nenhum momento a matéria dizendo que a obra é ruim. Pelo que entendi ela fala sobre o impacto que a obra está causando, bem como na desigualdade na aplicação dos recursos.
A Transposição mostra a forma desigual com que o Governo aplica os recursos para erradicar a miséria no semi-árido. A poucos quilômetros do rio você encontra gente sem acesso a água, como no caso da cidade de Cabrobó (PE) que fica na beira do rio e tem uma das tomadas de água da Transposição. Por que esse povo não pode ter acesso a água?
Pergunte ao Governo de Pernambuco por que ele ainda não levou água a essas comunidades. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
ramossa February 27th, 2011, 08:33 PM Audiência pública em Petrolina Discute impactos da Transposição
Apesar de estar próximo ao rio São Francisco e de ver suas terras cortadas por um dos gigantescos canais da transposição do rio, o assentamento Jibóia, no município de Cabrobó, continuará sem ter água encanada para manter o plantio das famílias que sobrevivem no local. Essas e outras contradições envolvendo a transposição do Velho Chico e a construção de barragens na região serão debatidas durante duas audiências públicas realizadas pela Relatoria do Direito Humano à Terra, Território e Alimentação, que irá apresentar a autoridades públicas um relatório de denúncias sobre esses temas. A primeira audiência será nesta segunda-feira (21), em Petrolina e amanhã (22), acontecerá em Recife, com a presença do relator e sociólogo Sérgio Sauer. A Relatoria esteve na região do semi-árido entre os estados de Pernambuco e da Bahia em outubro do ano passado, quando coletou depoimentos e denúncias das comunidades e se reuniu com os órgãos públicos locais.
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http://dhescbrasil.org.br/components/com_attachments/media/icons/pdf.gifRelatorio da missao Terra Sao Francisco - final.pdf [ ] 983 Kb (http://dhescbrasil.org.br/attachments/419_Relatorio%20da%20missao%20Terra%20Sao%20Francisco%20-%20final.pdf)
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Relatoria lança documento sobre impactos causados pela transposição do São Francisco e barragens no semi-árido
A Relatoria esteve na região do semi-árido entre os estados de Pernambuco e da Bahia em outubro do ano passado, quando coletou depoimentos e denúncias das comunidades e se reuniu com os órgãos públicos locais. Durante a missão, pôde constatar a existência de comunidades que serão afetadas pelas obras, mas que ainda não possuem os títulos de seus territórios. Diversos povos indígenas vivem na mesma situação: ao longo do rio São Francisco, moram 38 povos, numa população estimada em 70 mil indígenas, sendo que muitos não contam com a demarcação de seus territórios. Assentamentos rurais também vão ter suas terras alagadas ou até mesmo já perderam parte da área com a passagem do canal da transposição, mas sem contar com as obras compensatórias.
As comunidades reclamam também da falta de informações sobre todo o processo de transposição e da construção de barragens ao longo do rio. Os empreendimentos irão beneficiar diretamente grandes obras, como a do Porto de Pecém (CE) e o setor da fruticultura irrigada, produção esta voltada para a exportação. Enquanto isso, as comunidades tradicionais e assentamentos sobrevivem resistindo à estiagem, à ausência de políticas públicas e de comprometimento do Estado em garantir acesso a direitos básicos, como terra, saúde, educação, alimentação, moradia etc.
Além das denúncias feitas, o relatório é composto por diversas recomendações aos órgãos públicos, visando a superação das violações identificadas. Entre as recomendações, está o pedido de suspensão das obras da UHE Riacho Seco até que seja apresentado o plano de re-assentamento e as indenizações a serem pagas às famílias impactadas. A Relatoria também solicita que todos os estudos antropológicos das comunidades afetadas sejam finalizados o quanto antes, tanto pelo INCRA quanto pela FUNAI, para que as terras sejam tituladas e demarcadas, e que o Ministério da Integração cumpra os termos de acordo para realização das obras compensatórias, assinado em 2008.
http://www.quersaberpolitica.com.br/index.php?post=1773
^^ Com toda certeza isso não é mais novidade... Vide a situação do entorno dos açudes de Orós e Castanhão no Ceará, onde as comunidades que vivem à beira do lago não tem acesso a uma gota sequer deste precioso líquido...
Obra megalomaníaca e endereçada às pessoas certas ($$$$$)...:ohno:
ramossa February 27th, 2011, 08:49 PM Hehe demagogia barata não vive sem um "enquanto isso". "O progresso avança para os ricos e exportações pra Zoropa. ENQUANTO ISSO, o povo continua na miséria, portanto a obra é ruim". :lol::lol:
A obra em si não é ruim... na verdade se ela seguisse como no discurso inicial até que eu aplaudiria... mas a sua destinação real e a falta completa de estudos de impacto de qualquer natureza, principalmente o ambiental, que um projeto de grande vulto como este demandam - tornam sim o projeto ruim... Muito ruim diga-se de passagem!:ohno:
Comunidade tradicional que vive de subsistência é condenada à probreza perpétua. Só a sua aniquilação completa, via mudança dos moradores para centros urbanos onde poderão estudar e se dedicar a algo mais produtivo, os retirará de pobreza.
Esses tipos de ocupação preicsam desaparecer, e nào serem subsidiados pelo Estado.
"Condenada à pobreza perpétua" Puts! Mãe Dinah perde de longa margem...! rs... Sinceramente você vive em um outro mundo...! desde quando a imigração para os grandes centros é a solução do imbróglio??? Desfaz um problema, cria-se outro... Pessoas com este pensamento tornam o nosso país no que ele é hoje... Uma verdadeira PORCARIA!!!
Eu não li em nenhum momento a matéria dizendo que a obra é ruim. Pelo que entendi ela fala sobre o impacto que a obra está causando, bem como na desigualdade na aplicação dos recursos.
A Transposição mostra a forma desigual com que o Governo aplica os recursos para erradicar a miséria no semi-árido. A poucos quilômetros do rio você encontra gente sem acesso a água, como no caso da cidade de Cabrobó (PE) que fica na beira do rio e tem uma das tomadas de água da Transposição. Por que esse povo não pode ter acesso a água?
^^ Tão simples! também entendi dessa forma... Falta interpretação de texto...! :ohno:
Não sei, mas a ausência dessa obra não aumentaria em nada a probabilidade de eles terem acesso a água.
:ohno:
Pergunte ao Governo de Pernambuco por que ele ainda não levou água a essas comunidades. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
^^ Tem a ver se a proposta "inicial" era trazer água para os "desvalidos"... Soa no mínimo dicotômico você levar água para tão longe enquanto que comunidades inteiras nas margens do rio não tem acesso a ela... Se o Governo de Pernambuco não o fez "desolè", se o governo federal se propôs a fazer que faça direito!:ohno:
Wesley Sport February 27th, 2011, 09:39 PM ^^ Basta a Dilma fazer razoavelmente igual ao Lula que o Sertão passará por um processo socio-econômico radical! aí já era a seca no Nordeste! chau sede! chega aí agua!
Nego da Agua February 28th, 2011, 02:06 AM Pergunte ao Governo de Pernambuco por que ele ainda não levou água a essas comunidades. Uma coisa não tem nada a ver com a outra.
Ah, tá! Agora entendi! Obrigado pelo esclarecimento... O Governo Federal tem obrigação de transpor água do São Francisco para o Ceará, mas para as cidades ribeirinhas a obrigação é exclusiva dos Estados^^
Nego da Agua February 28th, 2011, 02:10 AM Não sei, mas a ausência dessa obra não aumentaria em nada a probabilidade de eles terem acesso a água.
A questão é a seguinte: a água da obra vai passar bem ali pertinho, mas eles não terão direito a uma gota... Alguns sertanejos tem mais direito a água que outros?
mopc February 28th, 2011, 06:10 AM ^^ Então já que nem todos terão, seria melhor que nenhum tenha? É melhor zero progresso que progresso desigual?
Suburbanist February 28th, 2011, 12:57 PM "Condenada à pobreza perpétua" Puts! Mãe Dinah perde de longa margem...! rs... Sinceramente você vive em um outro mundo...! desde quando a imigração para os grandes centros é a solução do imbróglio??? Desfaz um problema, cria-se outro... Pessoas com este pensamento tornam o nosso país no que ele é hoje... Uma verdadeira PORCARIA!!!
A migração não precisa ser apenas para grandes centros, mas é fato inconteste que os custos de se levar serviços públicos básicos como saúde e educação para uma população dispersa que vive na miséria (e a subsistência é apenas isso... susbistência) é muito mais alto do que se essas pessoas morassem em cidades.
Não há motivos para, em 2010, se pensar que é "bom" ter um contingente de pessoas morando no campo sem agregar valor, com minifúndios, isolados de áreas povoadas.
Nego da Agua March 1st, 2011, 09:31 AM ^^ Então já que nem todos terão, seria melhor que nenhum tenha? É melhor zero progresso que progresso desigual?
Você que está imputando palavras que eu não postei... Em que momento eu falei que era contra o progresso? Eu só postei uma matéria que mostra a desigualdade na distribuição de água (já que até quem está perto dela não tem acesso) e no impacto que a obra em si traz...
Resposta a sua pergunta: Nenhuma de suas alternativas. O ideal é buscar o progresso mais igualitário possível.
Harisson Souza March 1st, 2011, 01:30 PM O Atraso da Transposição
terça-feira, 1/03/2011
A transposição do Rio São Francisco, o ambicioso projeto que o ex-presidente Lula queria transformar num símbolo de seu governo, padece de um mal que provoca atrasos no cronograma e certamente aumenta seu custo final: o descompasso entre as obras civis e a instalação dos equipamentos necessários para bombear a água.
Como mostrou reportagem do jornal Valor na semana passada, os dois canais que levarão as águas do São Francisco para regiões afastadas do Nordeste estão sendo abertos no ritmo previsto. Um deles terá 402 quilômetros de extensão; o outro, 220. Mais da metade deles já foi concluída. Isso, porém, não garante que a água chegará logo ao seu destino, porque obras essenciais estão atrasadas ou ainda nem começaram. É como se, na pressa de mostrar suas realizações, o governo Lula tivesse executado o projeto de trás para a frente.
Projeto polêmico – pois muitos estudiosos consideram seu custo elevado e temem seus efeitos ambientais e, por isso, defendiam outras soluções, como a revitalização do rio antes da transferência de parte de suas águas para outras regiões -, a transposição do São Francisco começou a sair do papel em 2007. Ela foi concebida para interligar diversas bacias hidrográficas.
Um dos canais projetados para essa interligação, o Eixo Norte, vai de Cabrobó (PE) a Cajazeiras (PB). Com 402 quilômetros, o canal cruza os sertões de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. Outro, o Eixo Leste, de 220 quilômetros, começa na cidade de Floresta (PE), na represa da Usina de Itaparica, e termina em Monteiro (PB). Do Eixo Leste sairá um ramal de 70 quilômetros para atender a região pernambucana da Bacia do Rio Ipojuca. Os canais têm 12 metros de largura por 4 de profundidade.
A reportagem do Valor mostra que, no Eixo Norte, em Cabrobó, o Batalhão de Engenharia do Exército já concluiu 75% do canal de aproximação que permitirá a passagem das águas do rio para o canal principal. A conclusão da obra está prevista para dezembro. A 8 quilômetros dali, a equipe do Exército já executou 75% das obras da Barragem de Tucutu, a primeira das cinco previstas no Eixo Norte.
Mas, enquanto as obras civis avançaram, outras, mais complexas, não caminharam na mesma velocidade; algumas ainda nem foram licitadas. Por razões topográficas, para chegar a seus destinos, a água desviada do São Francisco precisa ser bombeada. No Eixo Norte, estão previstas três estações de bombeamento, a primeira das quais logo no seu início, em Cabrobó. Mas o local onde a estação deverá ser construída ainda não passa de uma montanha de pedras e terra.
Essa obra chegou a ser licitada em 2008, mas as empresas vencedoras queriam aumentar o valor do contrato, com o que o governo não concordou. As vencedoras desistiram da obra alegando dificuldades técnicas e financeiras e, desde então, nada se fez. Anuncia-se para abril nova licitação. Mesmo que tudo corra bem, as águas do São Francisco não começarão a ser bombeadas para o Eixo Norte antes de 2013, pois a construção de uma estação de bombeamento leva cerca de 36 meses.
A situação é melhor no Eixo Leste. As obras da estação de bombeamento estão adiantadas e o Exército precisa concluir rapidamente a ligação do Eixo com o rio. A conclusão desta obra está prevista para o início de 2012. O cronograma original, montado de acordo com os desejos do ex-presidente, previa a inauguração desse Eixo no segundo semestre de 2010.
Deve-se lembrar que, além das estações de bombeamento, outras obras são necessárias para a operação regular dos canais, como a construção de 36 barragens, 17 aquedutos, 7 túneis, 63 pontes, 35 passarelas e 165 tomadas de água. Além disso, as estações de bombeamento exigirão subestações de energia.
Do ponto de vista administrativo e financeiro, o governo terá ainda de resolver o problema da revisão dos contratos. Há dias, o ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, admitiu que, nessa revisão, o valor da obra, previsto em R$ 5 bilhões, poderá chegar a R$ 7 bilhões, ou 40% a mais, se todos os pedidos de revisão feitos pelas empreiteiras forem atendidos.(Valor Econômico)
http://www.carlosbritto.com/o-atraso-da-transposicao/
Mexicano21 March 1st, 2011, 04:49 PM Você que está imputando palavras que eu não postei... Em que momento eu falei que era contra o progresso? Eu só postei uma matéria que mostra a desigualdade na distribuição de água (já que até quem está perto dela não tem acesso) e no impacto que a obra em si traz...
Resposta a sua pergunta: Nenhuma de suas alternativas. O ideal é buscar o progresso mais igualitário possível.
Nem nem não é resposta. Ele te deu duas alternativas e pediu que você escolhesse entre elas. Você não tem a terceira opção. Qual dessas duas você prefere?
Claro que entre progresso desigual e progresso igualitário todos preferirão o igualitário. Ninguém irá dizer "não, eu prefiro que essas pessoas todas continuem nadando na merda". Por isso essa é uma não questão, portanto uma não resposta.
Mas a questão é: você prefere progresso nenhum ou progresso ainda que desigual?
Harisson Souza March 1st, 2011, 09:29 PM ^^ Progresso ainda que desigual
CEARENSE March 2nd, 2011, 05:10 AM Ah, tá! Agora entendi! Obrigado pelo esclarecimento... O Governo Federal tem obrigação de transpor água do São Francisco para o Ceará, mas para as cidades ribeirinhas a obrigação é exclusiva dos Estados^^
meu amigo, vou te contar uma coisa, se o CEARÁ, tivesse um rio perene do porte do rio são francisco banhando parte do seu território, eu NÃO DUVIDO nada que boa parte dos municípios seria coberto por água, um estado que já fez das "tripas, o coração" para se ter água, construindo os dois maiores açudes do Brasil e um dos maiores do mundo, canais de irrigação interligando uma ponta a outra do estado, semelhante ao que acontece em ISRAEL, aliás, a idéia foi copiada de lá mesmo. Para quem fez isso mesmo sem TER ÁGUA, imagina se TIVESSE, o Ceará é um dos poucos estados beneficiados que praticamente já tem TODA A ESTRUTURA PRONTA para receber a transposição.
Agora claro que todas essas obras no Ceará foram feitas parte com dinheiro do estado e outra parte com dinheiro do governo FEDERAL, não tinha como o governo do Ceará arcar com essas obras grandiosas sozinho, agora para isso, o governo cearense teve carta na manga, ou seja, teve voz através de uma bancada forte de políticos da época que conseguiram tal feito, agora o que ele (o Sanzio) quis dizer é que, faltou para esses outros governos de estados (que são banhados pelo rio) fazer o mesmo :okay:
filipe.coutinho March 2nd, 2011, 06:22 PM Comunidade tradicional que vive de subsistência é condenada à probreza perpétua. Só a sua aniquilação completa, via mudança dos moradores para centros urbanos onde poderão estudar e se dedicar a algo mais produtivo, os retirará de pobreza.
Esses tipos de ocupação preicsam desaparecer, e nào serem subsidiados pelo Estado.
:ohno: :ohno: :ohno:
Mexicano21 March 2nd, 2011, 06:26 PM ^^
Isso aí! Ode à subsistência! Vivas aos camponeses que produzem só o suficiente para sobreviver (e olhe lá; as vezes precisam de uma ajuda do governo porque o clima não ajudou...). Eles têm direito a continuarem nessa situação humilhante! Enquanto isso continuo produzindo aqui na cidade onde não me falta nada, e ainda me sobra para comprar supérfluos e ostentar. Viva o socialismo do século 21!
ramossa March 3rd, 2011, 02:03 PM ^^ Basta a Dilma fazer razoavelmente igual ao Lula que o Sertão passará por um processo socio-econômico radical! aí já era a seca no Nordeste! chau sede! chega aí agua!
^^ Eu não li isso!? Dilma utilizará os super-poderes do Super- Lula e com o seu raio PAC erradicará a seca no sertão tranformando o sertão em mar...! OHHHHHHHHHHHHHHH:ohno:
^^ Então já que nem todos terão, seria melhor que nenhum tenha? É melhor zero progresso que progresso desigual?
No sistema capitalista o progresso sempre será desigual, o capitalismo se alimenta disso - É um CÂNCER... O próprio Marx acreditava que o capitalismo chegaria ao fim dado às suas incoerências e contradições... O problema que para isso se faz necessário uma "consciência de classes" - Difícil em um país em que as pessoas não tem a mínima consciência cidadã, na verdade o povo não sabe nem se é realmente gente... E ainda encontram aqueles que engrossam o coro dos "Continue e permaneçam sendo COISAS"!!!... Vocês não são gente mesmo...
Você colocou duas opções, eu acrescento outra... qual seria a mais justa?
A migração não precisa ser apenas para grandes centros, mas é fato inconteste que os custos de se levar serviços públicos básicos como saúde e educação para uma população dispersa que vive na miséria (e a subsistência é apenas isso... susbistência) é muito mais alto do que se essas pessoas morassem em cidades.
Não há motivos para, em 2010, se pensar que é "bom" ter um contingente de pessoas morando no campo sem agregar valor, com minifúndios, isolados de áreas povoadas.
Você insiste em simplificar as coisas e não encherga aquilo que é mais importante... Sua opinião é tão pífia! Parece discurso de banqueiro...! Curioso! Eu sou Economista e bem sei o que é e quanto vale $$$$... Seu pensamento é fugaz, suas colocações não solucionam nada! na verdade - nada em se tratando de problemas sociais enraizados são sanados no curto prazo... A Coréia do Sul levou praticamente três longas décadas para "educar" e preparar seu povo para a "MARAVILHA" do desenvolvimento e crescimento sustentável e não precisou erradicar, exterminar o povo do campo... Você almeja os LATIFÚNDIOS com uma nova roupagem produtiva alijada na tecnologia agrícola de grande valor agregado, e o extermínio das pessoas (frise o pessoas) do campo... Que elas peguem a estrada e vão morar nas cidades - paraísos do pleno emprego e da "boa" vida... Em que país você vive? porque se for no Brasil, sinto muito! Isso não funciona! Vivemos décadas e mais décadas de imigração campo-cidade, os expropriados do campo tornam-se desapropriados urbanos... Acabam marginalizados! Engrossam as fileiras do desemprego e do subemprego, "incham" as cidades sejam elas grandes ou médias...
É muito mais interessante preparar essas pessoas para "um novo mundo" que talvez nem elas mesmas usufruam, mas seus filhos, talvez seus netos participem disso... Pergunte para uma pessoa oriunda do campo, o que ela pensa da cidade e da "nova vida" que ela experimenta? Todas que eu conheço optaram por um dia voltar para sua terra, lugar onde as coisas faziam sentido. Eu sou urbano... Não me vejo morando no campo, ou lidando com a terra... Como gente e cidadão sei o que é bom para mim... será que eles não podem ter o arbítrio sobre o que querem para eles? Odiaria ser tolhido de minha liberdade de escolha, de ter minha casa invadida... ser desapropriado... expropriado e ser obrigado a me mudar por um pretenso desenvolvimento que eu não desfrutarei... pense nisso! Não olhe o mundo através dos olhos dos mortos... experimente você mesmo... coloque-se no lugar do outro... e faça as perguntas para você mesmo...:)
^^
Isso aí! Ode à subsistência! Vivas aos camponeses que produzem só o suficiente para sobreviver (e olhe lá; as vezes precisam de uma ajuda do governo porque o clima não ajudou...). Eles têm direito a continuarem nessa situação humilhante! Enquanto isso continuo produzindo aqui na cidade onde não me falta nada, e ainda me sobra para comprar supérfluos e ostentar. Viva o socialismo do século 21!
^^Que bom pra você!:ohno:
Mexicano21 March 3rd, 2011, 05:29 PM ^^
Não é "bom pra mim". Veja. Não existe mais "zona urbana" e "zona rural" como antigamente, no tempo dos seus tataravós, quando elas eram intercambiáveis e você podia viver ou numa ou noutra. Hoje o campo é um lugar de produção, não é lugar para morar. Pense no campo como uma fábrica: ninguém mora numa fábrica, tampouco existem "fábricas de subsistência". Lugar de pessoas (qualquer pessoa, rica ou pobre) morarem é na cidade, que é onde o Estado pode atendê-las de forma eficiente e onde, com seu esforço, elas podem ter alguma qualidade de vida.
E esse papo de "preparar as pessoas para um novo mundo que elas talvez nem usufruam, mas seus filhos e netos" é comunismo do início do século XX, não funcionou, não vai funcionar. E acho (aqui é só minha opinião) que nunca foi feito para funcionar mesmo. Não para o que ele supostamente se propõe. Mas é excelente para ditadores sangüinários terem uma boa desculpa para oprimirem e exterminarem o seu próprio povo - no campo ou na cidade.
Harisson Souza March 4th, 2011, 12:15 AM FBC diz que transposição do São Francisco não será afetada por cortes
O corte de R$ 1,8 bilhão no orçamento do Ministério da Integração Nacional não preocupa o ministro da pasta, Fernando Bezerra Coelho. Segundo ele, as medidas anunciadas pelo governo federal, prevendo cortes de R$ 50 bilhões, no total, não afetarão as áreas de defesa civil nem os recursos destinados ao desenvolvimento das regiões Norte e Nordeste.
“Esses cortes não afetam a Secretaria Nacional de Defesa Civil. Fora desse âmbito, o corte de R$ 1,8 bilhão [previsto pelos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Míriam Belchior, da Fazenda e do Planejamento] será muito em cima de projetos apoiados por emendas parlamentares”, disse FBC no programa Bom Dia, Ministro, produzido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, em parceria com a EBC Serviços.
Segundo Fernando Bezerra, o ministério tinha, na Lei Orçamentária Anual, uma previsão de gastos da ordem de R$ 4,6 bilhões. Com os cortes, a programação passou a ser de R$ 2,8 bilhões.
“O importante é destacar que foram preservados recursos da Ferrovia Transnordestina, da transposição [do Rio São Francisco]; enfim, todos os projetos contemplados dentro do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento] e os recursos para o desenvolvimento da Amazônia e do Nordeste foram preservados”, acrescentou o Ministro.
http://www.carlosbritto.com/transposicao-do-sao-francisco-nao-sera-afetada-por-cortes/
ramossa March 6th, 2011, 08:45 PM ^^
Não é "bom pra mim". Veja. Não existe mais "zona urbana" e "zona rural" como antigamente, no tempo dos seus tataravós, quando elas eram intercambiáveis e você podia viver ou numa ou noutra. Hoje o campo é um lugar de produção, não é lugar para morar. Pense no campo como uma fábrica: ninguém mora numa fábrica, tampouco existem "fábricas de subsistência". Lugar de pessoas (qualquer pessoa, rica ou pobre) morarem é na cidade, que é onde o Estado pode atendê-las de forma eficiente e onde, com seu esforço, elas podem ter alguma qualidade de vida.
E esse papo de "preparar as pessoas para um novo mundo que elas talvez nem usufruam, mas seus filhos e netos" é comunismo do início do século XX, não funcionou, não vai funcionar. E acho (aqui é só minha opinião) que nunca foi feito para funcionar mesmo. Não para o que ele supostamente se propõe. Mas é excelente para ditadores sangüinários terem uma boa desculpa para oprimirem e exterminarem o seu próprio povo - no campo ou na cidade.
Não é "bom pra mim". Veja. Não existe mais "zona urbana" e "zona rural" como antigamente, no tempo dos seus tataravós, quando elas eram intercambiáveis e você podia viver ou numa ou noutra. Hoje o campo é um lugar de produção, não é lugar para morar. Pense no campo como uma fábrica: ninguém mora numa fábrica, tampouco existem "fábricas de subsistência". Lugar de pessoas (qualquer pessoa, rica ou pobre) morarem é na cidade, que é onde o Estado pode atendê-las de forma eficiente e onde, com seu esforço, elas podem ter alguma qualidade de vida.
^^Verdade!? Não sabia que algo tão comum em nossos dias era uma prática usual no tempo dos meus tataravós... Você é do México? rs... A depender no México isso é bem comum... Qualquer cidade no interior do Brasil existe um intercâmbio "pendular" entre o campo e a cidade... Saia da sua cidade, seja lá onde for, e visite a Zona Rural... Você se surpreenderia talvez!
Quanto ao comparar o campo como uma "fábrica", você peca pelo reducionismo... Na maioria dos casos o campo funciona sim como um lar... na verdade um lar almejado por uma parcela considerável da população...
E esse papo de "preparar as pessoas para um novo mundo que elas talvez nem usufruam, mas seus filhos e netos" é comunismo do início do século XX, não funcionou, não vai funcionar. E acho (aqui é só minha opinião) que nunca foi feito para funcionar mesmo. Não para o que ele supostamente se propõe. Mas é excelente para ditadores sangüinários terem uma boa desculpa para oprimirem e exterminarem o seu próprio povo - no campo ou na cidade.
^^ Me permita a licença poética, mas não retirei disso de um manifesto comunista... o problema é que as pessoas andam tão "modernosas" que deixaram de ser humanas e passaram a considerar valores que remontam a princípios eternos como algo demodê... Em um passado distante índios norte-americanos tinham um pensamento bem interessante - eles pensavam nas consequência de suas ações até a sétima geração - Inclua nisso, como eles viviam "de coleta", eles imaginavam dar aos seus filhos e netos e assim por diante o mesmo mundo pelo qual eles viveram... Gesto nobre e demodê não!? Com certeza um grande motivo para ditadores saguinários "detonarem" seu povo...
Suburbanist March 6th, 2011, 10:40 PM Na maioria dos casos o campo funciona sim como um lar... na verdade um lar almejado por uma parcela considerável da população...
O número de pessoas empregadas em atividades rurais e que moram em aglomerados urbanos é cada vez maior, e isso facilita e barateia muito o fornecimento de serviços públicos essenciais. O que é mais barato: uma escola para onde os alunos vão à pé ou em um curto trajeto de ônibus um uma escola em que a distância média da residência é de vários km e extensas frotas de microônibus tem de buscar os alunos (eu não considero apropriada criança andar a pé 10km para ir à escola, por exemplo).
A proporção de braisleiros que já nasceram em ambiente urbano, de mansões à favelas, deve estar ali já próxima dos 70%.
O fato é que, no contexto MODERNO (não no contexto poético de 1910 em que pessoas morriam de mal das tripas ou que uma seca qualquer jogava a família na pobreza por 5 anos), o campo é um espaço, antes de tudo, produtivo. A produção de alimentos de substistência é totalmente ineficiente com o advento de agricultura moderna. E é inviável o estado sustenar pessoas morando no campo com os mesmos recursos básicos que os moradores urbanos tem como água, esgoto, telecomunicações, educação, saúde.
Eu também quero morar em uma ilha particular no Atlântico com pista de pouso e heliponto, tudo pago pelo governo... assim é fácil.
É IRRELEVANTE se pessoas querem morar no campo. O Brasil é um país moderno, graças a Deus, e passou dessa fase de ser um país rural faz tempo. Mais 20 anos e teremos taxa de urbanização acima de 92-93%, próxima da americana ou canadense.
JR_Acre March 7th, 2011, 05:01 AM ^^
Não é "bom pra mim". Veja. Não existe mais "zona urbana" e "zona rural" como antigamente, no tempo dos seus tataravós, quando elas eram intercambiáveis e você podia viver ou numa ou noutra. Hoje o campo é um lugar de produção, não é lugar para morar. Pense no campo como uma fábrica: ninguém mora numa fábrica, tampouco existem "fábricas de subsistência". Lugar de pessoas (qualquer pessoa, rica ou pobre) morarem é na cidade, que é onde o Estado pode atendê-las de forma eficiente e onde, com seu esforço, elas podem ter alguma qualidade de vida.
E esse papo de "preparar as pessoas para um novo mundo que elas talvez nem usufruam, mas seus filhos e netos" é comunismo do início do século XX, não funcionou, não vai funcionar. E acho (aqui é só minha opinião) que nunca foi feito para funcionar mesmo. Não para o que ele supostamente se propõe. Mas é excelente para ditadores sangüinários terem uma boa desculpa para oprimirem e exterminarem o seu próprio povo - no campo ou na cidade.
^^
Caro, nao podemos menosprezar a importância que as pequenas propriedades tem para a produção de alimentos do Brasil, principalmente daquilo que temos na mesa no nosso cotidiano.
para efeito de informaçao pincei esse pequeno texto:
"Fonte: IBGE, Censo Agropecuário 2006
- O que se produz e como se produz nesses 36, 75 % do território nacional destinado à agricultura?
O Censo demonstra que nos estabelecimentos maiores de 1.000 hectares encontramos cerca de 20% de propriedades consideradas improdutivas. As grandes propriedades produtivas são destinadas à criação de rebanhos de gado, soja transgênica, cana- -de- açúcar, eucaliptos e outras commodities voltadas à exportação. Dos itens consumidos na mesa dos brasileiros apenas 30% são produzidos nessas propriedades.
Por outro lado as pequenas propriedades são responsáveis por 40% da produção agropecuária no país e principalmente dos itens que vão à mesa dos brasileiros, mesmo com condições muito díspares de crédito:
Segundo o Plano Safra 2009/2010 a agricultura desenvolvida nas grandes propriedades recebeu cerca de 93 bilhões de reais em investimentos/créditos enquanto a desenvolvida nas pequenas propriedades, 15 bi.
Principais itens produzidos pelas pequenas propriedades:
87% da produção nacional de mandioca
70% da produção de feijão
46% do milho
38% do café
34% do arroz
58% do leite
59% do plantel de suínos
50% das aves
30% dos bovinos
21% do trigo
16% da soja
As pequenas propriedades também são as responsáveis pelo trabalho de 74% de toda mão de obra no campo brasileiro enquanto as médias e grandes empresas do campo (localizadas em grandes propriedades) geram apenas 26% dos empregos rurais."
http://www.ceep.org.br/espaco-de-formacao/estudos-tematicos/a-agroecologia-no-atual-contexto-da-producao-agricola-no-brasil?2f21be0ea074a028fbde29236b22d5fe=25cf1eda94c80488f576f3c68ea07c1d
Mexicano21 March 7th, 2011, 07:42 AM Gostaria de saber o que essa pesquisa classifica como "pequena propriedade". Mil hectares é bastante, dá pra imaginar muita coisa a partir disso. Não sou contra qualquer tipo de propriedade pelo tamanho dela, mas pela produtividade. E o homem simples, pobre, sem formação, que vive com a família inteira, em terreno pequeno demais, não tem a menor condição de se tornar um produtor. Cada tipo de cultura, via de regra, necessita de uma área mínima para se tornar rentável. E também investimento mínimo, e conhecimento mínimo, etc, etc. Quando nenhuma dessas condições é atendida, é melhor para essas pessoas e para o Estado que se mudem para a cidade, onde o investimento para que elas possam viver com dignidade será bem menor. Não quero que saia do campo ninguém que produza de verdade, relaxe.
JR_Acre March 8th, 2011, 07:31 AM Gostaria de saber o que essa pesquisa classifica como "pequena propriedade". Mil hectares é bastante, dá pra imaginar muita coisa a partir disso. Não sou contra qualquer tipo de propriedade pelo tamanho dela, mas pela produtividade. E o homem simples, pobre, sem formação, que vive com a família inteira, em terreno pequeno demais, não tem a menor condição de se tornar um produtor. Cada tipo de cultura, via de regra, necessita de uma área mínima para se tornar rentável. E também investimento mínimo, e conhecimento mínimo, etc, etc. Quando nenhuma dessas condições é atendida, é melhor para essas pessoas e para o Estado que se mudem para a cidade, onde o investimento para que elas possam viver com dignidade será bem menor. Não quero que saia do campo ninguém que produza de verdade, relaxe.
^^
Ao que parece não há uma definição jurídica precisa de que seja PEQUENA PROPRIEDADE RURAL, até porque depende da região geográfica em que está localizada. Geralmente sao consideradas pequenas as propriedades rurais que possuem até 87 ha, mas lembrando que isso depende da região.
Tem uma decisão do STJ que é bastante utilizada para tais fins de definição.
https://ww2.stj.jus.br/revistaeletronica/Abre_Documento.asp?sLink=ATC&sSeq=11180276&sReg=200600811667&sData=20101001&sTipo=91&formato=PDF
Suburbanist March 8th, 2011, 03:54 PM As pequenas propriedades também são as responsáveis pelo trabalho de 74% de toda mão de obra no campo brasileiro enquanto as médias e grandes empresas do campo (localizadas em grandes propriedades) geram apenas 26% dos empregos rurais."
Emprego rural de baixa qualificação tem mais é que desaparecer. Qualquer trabalhador em indústria minimamente decente tem EPI e outros programas para melhorar sua saúde, restrição de exposição à temperaturas elevadas ou reduzidas demais etc.
Trabalhar debaixo do sol (detonando a pele e até contraindo melanoma) ou de chuva (risco de doenças respiratórias) sem esquipamentos modernos, fazendo trabalho meramente braçal, é coisa do século XIX. Quando mais rápido desaparecer esse tipo de emprego que, de forma muito cruel, acaba arrastando crianças e adolescentes para o mesmo também, tanto melhor.
É preciso uma profunda mercantilização e profissionalização do trabalho rural de culturas não extensivas, que não vai desaparecer, mas se tornar algo encarado como perigoso e, por isso, necessitando de normas e proteções tais como as de certas indústrias. E certamente o agricultor semi-analfabeto que está há 10 gerações saindo sem camisa no sol com enxada não é o candidato mais adequado ao mesmo.
JR_Acre March 9th, 2011, 05:11 AM Emprego rural de baixa qualificação tem mais é que desaparecer. Qualquer trabalhador em indústria minimamente decente tem EPI e outros programas para melhorar sua saúde, restrição de exposição à temperaturas elevadas ou reduzidas demais etc.
Trabalhar debaixo do sol (detonando a pele e até contraindo melanoma) ou de chuva (risco de doenças respiratórias) sem esquipamentos modernos, fazendo trabalho meramente braçal, é coisa do século XIX. Quando mais rápido desaparecer esse tipo de emprego que, de forma muito cruel, acaba arrastando crianças e adolescentes para o mesmo também, tanto melhor.
É preciso uma profunda mercantilização e profissionalização do trabalho rural de culturas não extensivas, que não vai desaparecer, mas se tornar algo encarado como perigoso e, por isso, necessitando de normas e proteções tais como as de certas indústrias. E certamente o agricultor semi-analfabeto que está há 10 gerações saindo sem camisa no sol com enxada não é o candidato mais adequado ao mesmo.
^^
Concordo com vc quanto aos problemas de saúde de tais trabalhadores, contudo fico pensando como se resolveriam algumas questões, especialmente quanto a quem (ou como) se vai compensar a produção destas propriedades, uma vez as grandes propriedades rurais não tem interesse econômico nesse segmento.
Agora, nao vejo em que a pequena propriedade rural é conflitante com as normas de proteção e os instrumentos que vc (acertadamente) defende .
Nego da Agua March 10th, 2011, 03:56 AM Nem nem não é resposta. Ele te deu duas alternativas e pediu que você escolhesse entre elas. Você não tem a terceira opção. Qual dessas duas você prefere?
Claro que entre progresso desigual e progresso igualitário todos preferirão o igualitário. Ninguém irá dizer "não, eu prefiro que essas pessoas todas continuem nadando na merda". Por isso essa é uma não questão, portanto uma não resposta.
Mas a questão é: você prefere progresso nenhum ou progresso ainda que desigual?
Opa, esqueci que era uma questão de concurso. Não tenho outra alternativa? Não me especificaram isso no Edital... Posso entrar com recurso contra a questão?
RECURSO
Magnífico Reitor Mexicano21,
Venho, através deste, pedir a anulação da questão formulada por MPOC, tendo em vista que no Edital (quote) em apreço não havia especificação que haveria somente duas alternativas. Outrossim, esclareço ainda que não respondi que prefiro progresso igualitário (Até porque atualmente não existe), eu respondi que optaria pelo progresso o mais igualitário possível.
Nestes termos,
Pede deferimento,
Nego D´Àgua
Nego da Agua March 10th, 2011, 04:04 AM meu amigo, vou te contar uma coisa, se o CEARÁ, tivesse um rio perene do porte do rio são francisco banhando parte do seu território, eu NÃO DUVIDO nada que boa parte dos municípios seria coberto por água, um estado que já fez das "tripas, o coração" para se ter água, construindo os dois maiores açudes do Brasil e um dos maiores do mundo, canais de irrigação interligando uma ponta a outra do estado, semelhante ao que acontece em ISRAEL, aliás, a idéia foi copiada de lá mesmo. Para quem fez isso mesmo sem TER ÁGUA, imagina se TIVESSE, o Ceará é um dos poucos estados beneficiados que praticamente já tem TODA A ESTRUTURA PRONTA para receber a transposição.
Agora claro que todas essas obras no Ceará foram feitas parte com dinheiro do estado e outra parte com dinheiro do governo FEDERAL, não tinha como o governo do Ceará arcar com essas obras grandiosas sozinho, agora para isso, o governo cearense teve carta na manga, ou seja, teve voz através de uma bancada forte de políticos da época que conseguiram tal feito, agora o que ele (o Sanzio) quis dizer é que, faltou para esses outros governos de estados (que são banhados pelo rio) fazer o mesmo :okay:
Amigo, eu não tenho conhecimento desse nível de competência na distribuição de água que o Ceará tem dado ao longo desses anos. Ao que sei, ele sofre do mesmo problema daqui na questão de distribuição de água dos beradeiros são franciscanos, ou seja, tem gente sem acesso ao recurso ainda que morando perto dos maiores açudes cearenses, bem como pode se observar em outros Estados.
Nesse quesito, o Ceará foi tão incompetente quanto Bahia e Pernambuco, até a intervenção do Governo Federal.
Agora, se você me disser que o Governo do Ceará tem um eficiente projeto, a ser implantado, para distribuição de toda água, tanto a açudadas quanto a proveniente do São Francisco, eu concordo. Tenho conhecimento e sei que, inclusive, é praticamente o único Estado que está se preparando (realmente) para receber a água da Transposição. Lembro que a Paraíba também tem um, mas ao que tenho lido, muito atrasado em relação ao do Ceará.
Em tempo, eu sou a favor da transposição. Fui contra o projeto inicial, mas depois de corrigido os problemas iniciais, bem como a inclusão da revitalização do rio, acho que vale a pena custo x benefício, tendo em vista que dará segurança hídrica aos estados receptores. Ainda que o custo real seja bem mais (bem mais) que 20 bilhões e não os 4 bilhões como o Governo Federal vende.
O que fico surpreso, é o nível de egoísmo que ronda os nordestinos. Os estados tidos como "doadores" em "doar" as águas e os "receptores" em dizer que, agora, que sanaram seus problemas. os que sofrem do mesmo mal, ainda que banhados pelo rio, "se lixem", pois é um problema do governo local.
Não há união de nordestino nem prá tirar os conterrâneos que vivem na miséria!!!
Aqui não se pode postar uma matéria que mostra os impactos que a obra causa, nem mesmo mostrar que apesar da Transposição outros sertanejos ainda continuam (e vão continuar) sofrendo com a falta de água e sem perspectiva de melhora, que já me imputam o título de antiprogressista. E ainda sou compelido a escolher se prefiro "zero progresso ou progresso desigual"!
Nesse Thread não há espaço para evoluir uma discussão do que é bom e ruim na obra. Você entra e escolhe: ou é tudo bom ou tudo ruim. Se é a favor não mostre problemas, se for contra não mostre vantagens
CEARENSE March 11th, 2011, 03:42 AM Amigo, eu não tenho conhecimento desse nível de competência na distribuição de água que o Ceará tem dado ao longo desses anos. Ao que sei, ele sofre do mesmo problema daqui na questão de distribuição de água dos beradeiros são franciscanos, ou seja, tem gente sem acesso ao recurso ainda que morando perto dos maiores açudes cearenses, bem como pode se observar em outros Estados.
Nesse quesito, o Ceará foi tão incompetente quanto Bahia e Pernambuco, até a intervenção do Governo Federal.
o sinhô não tem conhecimento justamente porque o mesmo ainda não está concluido, os açudes foram apenas uma parte do projeto concluido, que ja começa a ter incentivos de atividades econômicas como a de pesca, turismo, irrigação etc.., o que falta ainda para completar tudo é terminar os canais de irrigação, que se não me engano estão previstos a conclusão até o próximo ano, é como se tivesse construído o coração e terminando de construir as veias de um corpo para bombear para todo lado, ou seja, não é uma obra que se faz da noite pro dia, o Ceará vem aí a mais de 12 anos construindo tudo isso, para que possa de vez mudar o perfil das cidades do interior do estado, que tem uma disparidade enorme em relação a RMF, e sim, o estado já está ensaiando sim, mesmo com o projeto não concluído, a cobertura da agua perto desses açudes, a ver pela atividade da cultura do cultivo de frutas e hortaliças que só tem crescido na região do Jaguaribe, na fronteira com o RN, sendo um dos maiores exportadores de frutas do país :okay:
Agora, se você me disser que o Governo do Ceará tem um eficiente projeto, a ser implantado, para distribuição de toda água, tanto a açudadas quanto a proveniente do São Francisco, eu concordo. Tenho conhecimento e sei que, inclusive, é praticamente o único Estado que está se preparando (realmente) para receber a água da Transposição. Lembro que a Paraíba também tem um, mas ao que tenho lido, muito atrasado em relação ao do Ceará.
Em tempo, eu sou a favor da transposição. Fui contra o projeto inicial, mas depois de corrigido os problemas iniciais, bem como a inclusão da revitalização do rio, acho que vale a pena custo x benefício, tendo em vista que dará segurança hídrica aos estados receptores. Ainda que o custo real seja bem mais (bem mais) que 20 bilhões e não os 4 bilhões como o Governo Federal vende.
O que fico surpreso, é o nível de egoísmo que ronda os nordestinos. Os estados tidos como "doadores" em "doar" as águas e os "receptores" em dizer que, agora, que sanaram seus problemas. os que sofrem do mesmo mal, ainda que banhados pelo rio, "se lixem", pois é um problema do governo local.
Não há união de nordestino nem prá tirar os conterrâneos que vivem na miséria!!!
Aqui não se pode postar uma matéria que mostra os impactos que a obra causa, nem mesmo mostrar que apesar da Transposição outros sertanejos ainda continuam (e vão continuar) sofrendo com a falta de água e sem perspectiva de melhora, que já me imputam o título de antiprogressista. E ainda sou compelido a escolher se prefiro "zero progresso ou progresso desigual"!
Nesse Thread não há espaço para evoluir uma discussão do que é bom e ruim na obra. Você entra e escolhe: ou é tudo bom ou tudo ruim. Se é a favor não mostre problemas, se for contra não mostre vantagens
Justo :okay: concordo com número e grau !
Harisson Souza March 15th, 2011, 10:26 PM Ministro Fernando Bezerra Coelho anuncia aumento dos custos da transposição do São Francisco e reabre polêmica
15 de março, 2011
http://www.blogfolha.com/wp-content/uploads/2011/03/TRANSPOSI%C3%87%C3%83O-3.jpg
http://www.blogfolha.com/wp-content/uploads/2011/03/TRANSPOSI%C3%87%C3%83O-5.jpg
As polêmicas em torno das obras de transposição do Rio São Francisco voltaram à pauta dos brasileiros após o anúncio feito pelo novo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, de um provável aumento nos valores da obra. De acordo com o ministro, o projeto deve ter seu custo ampliado em 40%. Ou seja R$ 2 bilhões a mais que os R$ 5 bilhões previstos até o momento.
Ainda é cedo para anunciar o gasto total, mas se todos os pedidos de aditivos a preços contratuais forem atendidos, a obra poderá ter essa correção`, afirmou Coelho. Outra mudança deverá ocorrer nos prazos da obra, cujo Eixo-Leste, do Lago de Itaparica, em Pernambuco, até a Paraíba – deve ser concluído no fim de 2012, quando o prazo inicial era 2010.
E o Eixo-Norte (de canais da transposição do São Francisco), de Cabrobó (PE) em direção ao Ceará e ao Rio Grande do Norte, deve ser concluído até o fim de 2013. Ainda segundo o ministro, para analisar novos custos e prazos, uma comissão dentro da pasta foi formada e já está estudando todos os pedidos de alterações e atrasos. Uma definição deverá ser divulgada no fim deste mês.
Para o coordenador do Núcleo de Estudos do Semiárido da Fundação Joaquim Nabuco, o engenheiro agrônomo João Suassuna, esta alteração dos preços já deveria estar prevista desde o inicio das obras, em 2007.
Os cálculos mais positivos são de que o governo consiga avançar 100 metros de canal por dia. Para a conclusão da obra, será preciso 700 quilômetros de canais, isso dá um total de sete mil dias, contando que não haja interrupção. Traduzindo, o prazo mais otimista para a conclusão da transposição é no ano de 2036`, afirmou o engenheiro.
Para João Suassuna, quase todas as empreiteiras que estão participando do projeto querem o reajuste dos custos da obra. ´As licitações para a transposição não levaram em consideração a inflação, nem a dificuldade das obras. Existem pontos que precisam de bombas caríssimas, que só vendem fora do Brasil.
Isso tudo foi aumentando as despesas até o ponto de os construtores pressionarem o governo para mudar os valores contratados sob o risco de abandonar o projeto`, explicou o engenheiro. O engenheiro afirmou também que até o final do projeto os custos da transposição deverão sofrer novos reajustes. ´O governo federal deverá aceitar esse aumento e os outros que virão porque caso contrário ficará sem opção de mão de obra`, finalizou.
Informações do Diario de Pernambuco
http://blogfolha.com/?p=26949
Nego da Agua March 20th, 2011, 09:02 AM o sinhô não tem conhecimento justamente porque o mesmo ainda não está concluido, os açudes foram apenas uma parte do projeto concluido, que ja começa a ter incentivos de atividades econômicas como a de pesca, turismo, irrigação etc.., o que falta ainda para completar tudo é terminar os canais de irrigação, que se não me engano estão previstos a conclusão até o próximo ano, é como se tivesse construído o coração e terminando de construir as veias de um corpo para bombear para todo lado, ou seja, não é uma obra que se faz da noite pro dia, o Ceará vem aí a mais de 12 anos construindo tudo isso, para que possa de vez mudar o perfil das cidades do interior do estado, que tem uma disparidade enorme em relação a RMF, e sim, o estado já está ensaiando sim, mesmo com o projeto não concluído, a cobertura da agua perto desses açudes, a ver pela atividade da cultura do cultivo de frutas e hortaliças que só tem crescido na região do Jaguaribe, na fronteira com o RN, sendo um dos maiores exportadores de frutas do país :okay:
Justo :okay: concordo com número e grau !
Pois é amigo, fico feliz em saber esses detalhes do projeto cearense, realmente não sabia que a profundidade tinha esse tempo todo. Aliás, aqui tem muita especulação e pouca informação pelo tamanho da obra. Boa parte culpa do governo, que deveria ser mais transparente no uso dos recursos que todo país paga.
Outra coisa que deveria divulgar é o custo que saíra essa água para os estados receptores. Vai demorar e será caríssima para fins agrícolas (mais ainda em pecuária), o que demandará uma tecnologia mais apurada, com foco em culturas com alto valor agregado.
De qualquer forma acredito ser muitíssimo necessária tendo vista que as metrópoles que se formam no interior dos estados receptores precisarão dessa água para segurança hídrica.:okay:
Nego da Agua April 2nd, 2011, 05:09 PM Transposição do São Francisco terá monitoramento automático do volume de água para partilha entre os estados
Segundo cronograma do Ministério da Integração Nacional, a obra de transposição do Rio São Francisco será concluída no Eixo Leste no final de 2012; e no Eixo Norte no fim de 2013. A obra de transposição do São Francisco teve início no primeiro mandato do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e sofreu resistência, principalmente, nos estados doadores, Minas Gerais, Bahia, Sergipe e Alagoas. O licenciamento ambiental, feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), foi objeto de ações judiciais movidas pelo Ministério Público e por organizações sociais.
Os 27 reservatórios que receberão as águas transpostas do Rio São Francisco e as nove estações de bombeamento da obra terão um sistema automático e integrado de monitoramento que permitirá o acompanhamento do volume de água em cada ponto e o eventual remanejamento das áreas mais cheias para as áreas mais secas.
Um centro de controle de operação interligará a tomada de água, os pontos de mudanças de direção dos canais, e a entrada em cada portal do estado para destinar o volume excedente para reservatórios estratégicos.
“Teoricamente, a vazão será dividida igualmente entre os estados [Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará], mas pode ocorrer de um estado ter água mais que suficiente em seu território em um determinado período e outro não ter o suficiente”, explica Elianeiva Odísio, coordenadora dos programas ambientais do Projeto de Integração do Rio São Francisco, ao dizer que nessas condições o futuro órgão gestor do projeto fará contato com os estados para efetuar a transferências.
“O regime hídrico na região não se comporta igual em todos os lugares. Pode ter períodos em que há chuva no Ceará, mas não tem em Pernambuco; ou tem seca no Rio Grande do Norte, mas não tem na Paraíba”, informa a coordenadora assinalando a necessidade do mecanismo de monitoramento e da tecnologia de transferência entre reservatórios.
O sistema funcionará nos dois eixos da transposição. O Eixo Norte, com 402 quilômetros (km), levará água captada em Cabrobó (PE) para os rios Salgado e Jaguaribe, no Ceará; Piranhas-Açu, na Paraíba e Rio Grande do Norte; e Apodi, também no Rio Grande do Norte. Segundo o projeto, os volumes excedentes serão armazenados em reservatórios estratégicos existentes nas bacias receptoras: Chapéu e Entre Montes (PE); Engenheiro Ávidos e São Gonçalo (PB); Atalho e Castanhão (CE); Armando Ribeiro Gonçalves, Santa Cruz e Pau dos Ferros (RN).
No Eixo Leste, com 220 km, a captação será feita no lago da Barragem de Itaparica (município de Floresta-PE), e será levada até o Rio Paraíba (PB). Parte da vazão será transferida antes nas bacias dos rios Pajeú e Moxotó, em Pernambuco, estado onde ainda haverá um ramal para a bacia do Rio Ipojuca. O excedente de água será transferido para reservatórios de Poço da Cruz (PE) e de Epitácio Pessoa (em Boqueirão, PB).
Agência Brasil
http://jornal.ofluminense.com.br/editorias/pais/plantao/transposicao-do-sao-francisco-tera-monitoramento-automatico-do-volume-de-agua
Nego da Agua April 2nd, 2011, 05:18 PM Senadores querem resgatar projetos para desenvolver o Nordeste
http://www.senado.gov.br/noticias/inc/multimidia/verImagem.aspx?codImagem=322854
Com um produto interno bruto (PIB) de R$ 437 bilhões (superior a de países como o Chile), população de quase 52 milhões de habitantes e área territorial do tamanho de França, Itália, Reino Unido e Alemanha juntos, o Nordeste pode ser problema ou solução para o Brasil?
Em busca de alternativas para uma parte do território brasileiro em que as potencialidades convivem com os mais graves e desafiadores indicadores sociais, senadores da Subcomissão Permanente do Desenvolvimento do Nordeste reúnem-se na terça-feira (5), às 9h, para traçar um roteiro de trabalho com o objetivo de consolidar sugestões de políticas públicas para a região.
Temas
O presidente da subcomissão, senador Wellington Dias (PT-PI), anunciou que serão definidos 11 assuntos prioritários para uma discussão que deve ser levada aos nove estados nordestinos e a Minas Gerais e Espírito Santo, que têm, respectivamente, 168 e 28 municípios na área de influência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
São temas como desertificação da caatinga, turismo, mineração, infraestrutura, atração de investimentos privados, políticas sociais e transposição de águas na bacia do rio São Francisco, entre outros.
Recomendações
Para Wellington Dias, o formato dos encontros nos estados deve ser menos de seminário e mais de reuniões de trabalho, com relatórios que contenham recomendações claras de ações que possam ser implementadas pelas várias áreas do poder público.
A intenção do presidente da subcomissão é, ao fim dessas audiências públicas, em novembro, elaborar um documento que possa subsidiar as ações do Congresso Nacional e do Executivo para a Região Nordeste.
Áridas
Um ponto de partida dos debates, como salientou o senador José Pimentel (PT-CE), integrante da subcomissão, deve ser o Projeto Áridas, resultante de discussões da Comissão Especial Mista sobre Desequilíbrio Econômico Interregional Brasileiro, criada pelo Congresso Nacional em 1991 e presidida pelo então senador Beni Veras (PSDB-CE).
Esse projeto começou a ser implementado pelo Executivo na década de 90, já que Beni Veras tornou-se ministro do Planejamento no governo Itamar Franco (1992-1994). O objetivo foi o desenvolvimento sustentável de uma região caracterizada pela insustentabilidade dos processos de ocupação, pela diversidade climática e seus fenômenos extremos, como secas alternadas com enchentes.
Resistência
A construção de uma economia resistente à seca e à pobreza é tentada desde 1959, no governo Juscelino Kubitschek, com o lançamento da Operação Nordeste e a criação da Sudene. O objetivo tentado pelo ideólogo dessa intervenção governamental, o economista Celso Furtado (1920-2004), era tirar o Nordeste da faixa dos "planos assistenciais" para inseri-lo no esforço de desenvolvimento integrado e sustentável.
Mas as promessas para o Nordeste começaram bem antes: em 1847, diante de uma grave seca, Dom Pedro II anunciou que venderia até a última joia da Coroa, se fosse necessário, para levar as águas do rio São Francisco à região. Nenhuma joia foi vendida e as intenções não se concretizaram.
No século passado, a transposição das águas do rio foi cogitada em outras três ocasiões - em 1980, 1990 e 2000. Por falta de recursos e de acordo, novamente os planos não saíram do papel.
Integração
No governo Lula (2003-2010), o tema foi retomado com o projeto de integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste setentrional, do Ministério da Integração Nacional.
E esse é um dos assuntos que a subcomissão deve analisar, segundo o senador José Pimentel. Para ele, a existência de estados doadores e estados receptores de água, no âmbito do projeto federal, demanda a criação de uma agência reguladora na região.
Ainda no governo Lula, o então secretário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, lançou a ideia do desenvolvimento do Nordeste como um "projeto nacional", que também não foi adiante. Ele apresentou várias propostas, como a transformação da Sudene em coordenadora das ações dos governos federal, estaduais e municipais na Região.
Semiárido
José Pimentel disse que outro tema urgente da subcomissão, que funciona no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, é a inclusão de municípios no semiárido - sub-região nordestina em que o governo oferece incentivos diferenciados com o objetivo de melhorar indicadores sociais e de qualidade de vida da população.
O senador cearense observou que a Lei Complementar 125/07, que recriou a Sudene, atribuiu à autarquia a incumbência de definir a real abrangência do semiárido, mas muitos municípios ficaram de fora da área, sem explicação razoável para tanto.
- Essas distorções inviabilizam o conjunto das ações governamentais na área, já que os projetos dos municípios excluídos do semiárido pagam juros maiores nos empréstimos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Também não têm incentivos plenos em seus processos de industrialização, nem crédito de forma adequada na agricultura familiar - afirmou.
Djalba Lima / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=108658&codAplicativo=2
Clayton BSB June 4th, 2011, 10:32 PM Senadores querem resgatar projetos para desenvolver o Nordeste
http://www.senado.gov.br/noticias/inc/multimidia/verImagem.aspx?codImagem=322854
Com um produto interno bruto (PIB) de R$ 437 bilhões (superior a de países como o Chile), população de quase 52 milhões de habitantes e área territorial do tamanho de França, Itália, Reino Unido e Alemanha juntos, o Nordeste pode ser problema ou solução para o Brasil?
Em busca de alternativas para uma parte do território brasileiro em que as potencialidades convivem com os mais graves e desafiadores indicadores sociais, senadores da Subcomissão Permanente do Desenvolvimento do Nordeste reúnem-se na terça-feira (5), às 9h, para traçar um roteiro de trabalho com o objetivo de consolidar sugestões de políticas públicas para a região.
Temas
O presidente da subcomissão, senador Wellington Dias (PT-PI), anunciou que serão definidos 11 assuntos prioritários para uma discussão que deve ser levada aos nove estados nordestinos e a Minas Gerais e Espírito Santo, que têm, respectivamente, 168 e 28 municípios na área de influência da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).
São temas como desertificação da caatinga, turismo, mineração, infraestrutura, atração de investimentos privados, políticas sociais e transposição de águas na bacia do rio São Francisco, entre outros.
Recomendações
Para Wellington Dias, o formato dos encontros nos estados deve ser menos de seminário e mais de reuniões de trabalho, com relatórios que contenham recomendações claras de ações que possam ser implementadas pelas várias áreas do poder público.
A intenção do presidente da subcomissão é, ao fim dessas audiências públicas, em novembro, elaborar um documento que possa subsidiar as ações do Congresso Nacional e do Executivo para a Região Nordeste.
Áridas
Um ponto de partida dos debates, como salientou o senador José Pimentel (PT-CE), integrante da subcomissão, deve ser o Projeto Áridas, resultante de discussões da Comissão Especial Mista sobre Desequilíbrio Econômico Interregional Brasileiro, criada pelo Congresso Nacional em 1991 e presidida pelo então senador Beni Veras (PSDB-CE).
Esse projeto começou a ser implementado pelo Executivo na década de 90, já que Beni Veras tornou-se ministro do Planejamento no governo Itamar Franco (1992-1994). O objetivo foi o desenvolvimento sustentável de uma região caracterizada pela insustentabilidade dos processos de ocupação, pela diversidade climática e seus fenômenos extremos, como secas alternadas com enchentes.
Resistência
A construção de uma economia resistente à seca e à pobreza é tentada desde 1959, no governo Juscelino Kubitschek, com o lançamento da Operação Nordeste e a criação da Sudene. O objetivo tentado pelo ideólogo dessa intervenção governamental, o economista Celso Furtado (1920-2004), era tirar o Nordeste da faixa dos "planos assistenciais" para inseri-lo no esforço de desenvolvimento integrado e sustentável.
Mas as promessas para o Nordeste começaram bem antes: em 1847, diante de uma grave seca, Dom Pedro II anunciou que venderia até a última joia da Coroa, se fosse necessário, para levar as águas do rio São Francisco à região. Nenhuma joia foi vendida e as intenções não se concretizaram.
No século passado, a transposição das águas do rio foi cogitada em outras três ocasiões - em 1980, 1990 e 2000. Por falta de recursos e de acordo, novamente os planos não saíram do papel.
Integração
No governo Lula (2003-2010), o tema foi retomado com o projeto de integração do rio São Francisco com as bacias hidrográficas do Nordeste setentrional, do Ministério da Integração Nacional.
E esse é um dos assuntos que a subcomissão deve analisar, segundo o senador José Pimentel. Para ele, a existência de estados doadores e estados receptores de água, no âmbito do projeto federal, demanda a criação de uma agência reguladora na região.
Ainda no governo Lula, o então secretário de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, lançou a ideia do desenvolvimento do Nordeste como um "projeto nacional", que também não foi adiante. Ele apresentou várias propostas, como a transformação da Sudene em coordenadora das ações dos governos federal, estaduais e municipais na Região.
Semiárido
José Pimentel disse que outro tema urgente da subcomissão, que funciona no âmbito da Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo, é a inclusão de municípios no semiárido - sub-região nordestina em que o governo oferece incentivos diferenciados com o objetivo de melhorar indicadores sociais e de qualidade de vida da população.
O senador cearense observou que a Lei Complementar 125/07, que recriou a Sudene, atribuiu à autarquia a incumbência de definir a real abrangência do semiárido, mas muitos municípios ficaram de fora da área, sem explicação razoável para tanto.
- Essas distorções inviabilizam o conjunto das ações governamentais na área, já que os projetos dos municípios excluídos do semiárido pagam juros maiores nos empréstimos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). Também não têm incentivos plenos em seus processos de industrialização, nem crédito de forma adequada na agricultura familiar - afirmou.
Djalba Lima / Agência Senado
(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=108658&codAplicativo=2
As jóias da Coroa e muitas vidas tiveram que ser gastas para defender o Brasil na maior guerra que já aconteceu na América do Sul 1865, apesar dos brasileiros se fazerem de "esquecidos" para falar que nunca houve sangrentas guerras no Brasil, o Brasil só manteve sua integridade territorial graças ao fato da população daquela época: Duque de Caxias, Paranhos, imperador e outros vencerem a guerra e garantir a hegemonia do Brasil na América do Sul. Os portugueses e os brasileiros do passado eram sim pessoas muito conscientes dos poderes e das limitações do Brasil e conseguiram muito bem superar as adversidades, tanto que estamos aqui!
Antenado July 22nd, 2011, 02:18 AM Mari Flos, você fala em milhares de fotos, como posso vê-las?
Estão postadas em algum lugar?
superkyo July 22nd, 2011, 10:24 PM Podiam tirar esse "obras em ritmo acelerado" do titulo do topico, pq com certeza acelerado é que não esta a obra.
HigorSoaresS July 25th, 2011, 07:09 PM eu choro toda vez q vejo q estão fazendo esta obra, vão matar o rio!
HigorSoaresS July 25th, 2011, 07:12 PM quer desenvolver a região da seca? libera os cassinos lá e cria uma Las vegas brasileira, o progresso vai chegar rapidinho com a liberdade das jogatinas, os investimentos deixa por conta dos q construíram os cassinos, como foi feito nos EUA, ai depois q tiver tudo nos ajustes começa a regulamentar...
RobertoBancrofth July 28th, 2011, 04:24 AM ^^ Concordo façam isso no Nordeste e em Roraima
mopc July 28th, 2011, 04:58 AM eu choro toda vez q vejo q estão fazendo esta obra, vão matar o rio!
quer desenvolver a região da seca? libera os cassinos lá e cria uma Las vegas brasileira, o progresso vai chegar rapidinho com a liberdade das jogatinas, os investimentos deixa por conta dos q construíram os cassinos, como foi feito nos EUA, ai depois q tiver tudo nos ajustes começa a regulamentar...
:ohno:
Pedrocn July 29th, 2011, 01:10 AM ^^:ohno:x2
Clayton BSB July 29th, 2011, 03:34 PM Jogar no mar água doce, pode?
Euskal July 30th, 2011, 05:22 AM Jogar no mar água doce, pode?
Claro que não, o projeto contempla um saleiro gigante para salgar a água doce a medida que ela é despejada no mar.
HigorSoaresS July 31st, 2011, 05:51 PM se não houver um monitoramento no São francisco, vai acabar com o rio, como aconteceu em outros projetos desse gênero pelo mundo, que tiveram que desativar o projeto pra salvar o rio, se ainda tivesse como...
Progresso a todo custo é burrice, desculpa aos que pensam ao contrário, mas tem q ter é muito planejamento e consciência ambiental
evandro_rapid July 31st, 2011, 06:36 PM Jogar no mar água doce, pode?
Pode não, essa combinação de sal e açúcar faz mal ao meio ambiente.:crazy:
onesiomachado August 1st, 2011, 05:30 AM A solução mais óbvia e adequada (economica e ambientalmente) para o semiárido nordestino é, simplesmente, as pessoas saírem de lá.
O Brasil é bastante grande para pessoas terem de viver em locais inóspitos.
paulo lima August 1st, 2011, 06:00 AM Alguem sabe dizer para quando esta previsto a Conclusao total da Transposiçao do Rio Sao Francisco?? Lembro que previa concluir em 2010, mas como nao ocorreu.... para que ano agora esta previsto??
E as obras estao comprometidas por causa da Crise do DNIT?? Ou nao?
Obrigado quem poder me informar :)
BraVision August 2nd, 2011, 02:53 PM A solução mais óbvia e adequada (economica e ambientalmente) para o semiárido nordestino é, simplesmente, as pessoas saírem de lá.
O Brasil é bastante grande para pessoas terem de viver em locais inóspitos.
Concordo com este ponto de vista, deserto pode ser usado como local turistico.
Se nao ha como habitar, como disse, o Pais e' enorme e ha outras opcoes.
:cheers:
Harisson Souza August 2nd, 2011, 04:02 PM A solução mais óbvia e adequada (economica e ambientalmente) para o semiárido nordestino é, simplesmente, as pessoas saírem de lá.
O Brasil é bastante grande para pessoas terem de viver em locais inóspitos.
:wtf:
:weird:
Não vou nem perder meu tempo e paciência retrucando...não merece uma gota de rebate. Pior ainda quem vai na onda de um "forista" de um único post!
superkyo August 3rd, 2011, 03:14 AM Não há fotos de obra mais ?
Saiu noticia que a transposição ficou mais cara ainda.
Atrasada, transposição do São Francisco vai custar 36% mais
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DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA
O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou nesta terça-feira que as obras de transposição do rio São Francisco vão ficar mais caras e a água só vai começar a chegar aos nordestinos a partir de 2014.
Segundo ele, a previsão inicial atualizada do custo do projeto era de R$ 5 bilhões, mas o valor foi aumentado para R$ 6,8 bilhões.
O motivo, segundo ele, são aumentos de preços causados por obras não previstas nos projetos básicos, os chamados aditivos, e compensações ambientais.
Bezerra afirmou que em 2012 o governo começará a implantar um projeto piloto para testar a forma de utilizar a água dos canais em algumas cidades. Mas a conclusão real dos trabalhos ficará para 2014 e 2015 nos dois eixos da obra, segundo Bezerra.
A previsão inicial do governo era que as obras chegassem ao fim em 2010 e 2012.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/953491-atrasada-transposicao-do-sao-francisco-vai-custar-36-mais.shtml
D.A August 3rd, 2011, 03:54 AM Balanço mostra dados inflados
ACOMPANHAMENTO Comparativo das obras da transposição do São Francisco entre dezembro de 2010 e julho deste ano revela recuo (http://jconlinedigital.ne10.uol.com.br/assinantes/restrito/)
Angela Fernanda Belfort e
Giovanni Sandes
economia@jc.com.br
Onze dos 14 lotes do projeto de transposição de águas do Rio São Francisco diminuíram o seu índice de realização das obras, quando se compara os números do balanço do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) de dezembro passado com os de julho deste ano, divulgados pela Secretaria de Infraestrutura Hídrica do Ministério da Integração Nacional, responsável pela implantação do empreendimento. Como houve um espaço de sete meses, o natural seria que os índices de realização estivessem maiores ou, no mínimo, iguais.
A transposição consiste na construção de dois grandes canais, o Eixo Norte e o Eixo Leste, que vão transportar a água do Velho Chico para municípios dos Estados de Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. O Eixo Norte terá 400 quilômetros, começando em Cabrobó e seguindo até as cidades de Jati (no Ceará) e São José das Piranhas, na Paraíba. Com 220 quilômetros de extensão, o Eixo Leste vai de Floresta à cidade de Monteiro, na Paraíba.
Todos os lotes do Eixo Leste tiveram diminuídos os seus percentuais de realização. A maior diminuição foi no lote 9 que saiu de 66% (em dezembro do ano passado) para 52% em julho último. Já no Eixo Norte, o lote 1 saiu de uma realização de 82% (em dezembro último) para 66%. Não houve qualquer intempérie nos lugares onde estão sendo construídas as obras. Somente no Eixo Norte, dois lotes (o 14 e o 3 ) apresentaram um avanço pequeno no grau de execução das obras.
Segundo técnicos que atuam no governo federal, uma das hipóteses para essa diferença nos percentuais de realização é o peso político das obras da transposição, considerada “prioritária” pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que, mesmo com os atrasos, pretendia concluir o Eixo Leste em 2010.
A assessoria de imprensa do Ministério da Integração Nacional alega que os números apresentados no último balanço do Balanço do PAC de 2010 diferem do atual devido ao critério de avaliação da execução da obra, acrescentando que “atualmente, a base de comparação utilizada é a avaliação física e anteriormente era realizada por meio do critério financeiro”.
Isso significa que o ministério passou a contar o que está faltando fazer, enquanto anteriormente era dado um percentual dos recursos que tinham sido liberados, comparando com os preços previstos inicialmente para a obra. Atualmente, a implantação do projeto não tem um preço fechado.
O próprio ministério está fazendo, desde o final do ano passado, uma renegociação do valor da obra pressionado pelas construtoras. Elas argumentam que o serviço ficou mais caro do que o inicialmente previsto e paralisaram pelo menos cinco trechos das obras (veja matéria ao lado). Até a semana passada, dos 12 contratos assinados com as construtoras somente quatro tiveram os seus aditivos (acréscimos de preços) definidos. Até a semana passada, a estimativa do próprio ministério é que essa renegociação deve deixar a obra mais cara em cerca de R$ 1 bilhão, sendo R$ 770 milhões em obras e R$ 200 milhões em compensação ambiental.
A obra começou em 2007 com um orçamento de R$ 4,5 bilhões. Depois subiu para R$ 5,4 bilhões – embora este número não tenha sido oficialmente colocado no balanço do PAC até dezembro de 2008. A justificativa oficial para esse aumento dos preços é o fato de que os projetos básicos da obra “se mostraram frágeis”, como disse o ministro Fernando Bezerra Coelho, numa entrevista concedida no último dia 22 de julho.
As falhas dos projetos básicos, segundo informações do Ministério da Integração, foram não informar tudo que seria necessário para a realização das obras. Como por exemplo, o projeto básico indicou um tipo de solo num determinado trecho e durante a obra foi encontrado um terreno mais rochoso, que resultou numa despesa maior para a realização deste serviço.
Obra tem histórico de problemas
Pelo menos cinco lotes das obras da transposição do Rio São Francisco estão em ritmo lento por causa da negociação de aditivos com empreiteiras. Assim, apesar de anunciar um aumento bilionário do projeto, o governo admite que mesmo os novos valores não estão fechados. Tudo por causa da ingerência política em uma obra bilionária que começou sem ter sequer projeto executivo, fundamental para se ter uma visão realista dos custos. Já foram gastos R$ 3,5 bilhões até o ano passado, segundo balanço do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2). O orçamento original era de R$ 4,5 bilhões. Passou R$ 6,9 bilhões, mesmo com atraso de três anos.
Na última sexta-feira, o governo teve que anunciar novos prazos para a transposição – o custo de tentar acelerar obras para a campanha que elegeu a presidente Dilma Rousseff. Os aditivos são as grandes restrições ao andamento da transposição, que só começará a beneficiar a população de fato em 2015.
A transposição é composta por dois grandes canais. De acordo com o balanço do PAC 2, nos 220 quilômetros de extensão do Eixo Leste são três renegociações: no lote 9, com 54 km em Floresta, Betânia e Custódia, no lote 11, de 42 km entre Custódia e Sertânia, e lote 12, de 85 km de Sertânia a Monteiro, na Paraíba.
Ainda segundo o balanço, o Eixo Norte, de 402 quilômetros, tem dois aditivos em negociação – o lote 2, com 25 km entre Cabrobó e Salgueiro, e o lote 7, com 13 km entre os municípios paraibanos de São José das Piranhas e Cajazeiras. Ainda falta licitar dois lotes no Eixo Norte e um túnel em Monteiro (PB).
O problema é que a origem dos contratos da transposição já foi problemática. Apesar de o projeto ser debatido desde o Brasil Império, a equipe do primeiro governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – com os ex-ministros Ciro Gomes e Pedro Brito em sequência à frente da Integração Nacional – começou a licitar a obra só com projeto básico, um nível de detalhamento de engenharia muito primário. Mas os editais, elaborados na gestão Ciro, foram todos anulados pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que determinou que as licitações só ocorressem com projeto executivo, muito mais apurado. Os estudos durariam dois anos.
Mas chegou o segundo governo Lula e a missão era adiantar o que fosse possível da transposição para mostrá-la nas eleições do ano passado. Em 2007, as novas licitações saíram sem os projetos executivos.
Por causa das diferenças entre o projeto básico e o que as empresas encontraram na realidade, aditivos foram solicitados pelas construtoras mesmo sem as obras serem iniciadas. Naquela época o governo não aceitou os aditivos, o que gerou a primeira desistência, da Camargo Corrêa, que brigou até o Superior Tribunal de Justiça (STJ). Ela abandonou o lote 9, assumido depois pelo consórcio Canter-Egesa.
No total, três lotes foram abandonados. Dois deles, o 5 e o 8, nunca chegaram a ser iniciados.
Em 2009, o governo anunciou um terceiro turno nas obras da transposição, algo que nunca ocorreu. Ainda assim, os gastos com o projeto aumentaram ano passado. Contudo, após as eleições as empreiteiras resolveram cobrar a fatura e reduziram drasticamente o ritmo das obras. Em abril, quando vieram as chuvas, tudo parou em quatro lotes.
Os consórcios passaram a cobrar aditivos que chegavam a 32%, quando a lei só permite um máximo de 25%.
O governo espera um posicionamento do TCU sobre a possibilidade de aumentar o valor dos contratos até esses limites ou se terá que realizar novas concorrências públicas para a execução do saldo das obras.
Mesmo assim, já admite uma grande revisão de valores, para R$ 6,9 bilhões. Um número que, tudo indica, também será revisto.
Ramal do Agreste ainda sem prazo
Depois de ter vários problemas e parar no Tribunal de Contas da União (TCU), o Ramal do Agreste, primeiro complemento da transposição das águas do Rio São Francisco, não tem data para ser licitado dentro do Programa de Aceleração do Crescimento 2 (PAC 2).
O prazo de publicação do edital é mais um dos vários projetos que regrediram entre o último balanço do PAC na gestão Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro do PAC 2, de Dilma Rousseff.
O Eixo Leste da transposição terá dois grandes complementos em Pernambuco, para que a água não beneficie apenas a Paraíba. Na sequência, eles são o Ramal do Agreste e a Adutora do Agreste.
O ramal é bem menor em extensão do que a adutora, porém tem um grande volume de obras. Pelo orçamento original, são R$ 500 milhões em 64 quilômetros.
Embora na prática a adutora seja uma sequência do ramal, a primeira de suas três etapas já tem data certa para licitação, segundo o PAC 2. Será no próximo dia 30 de outubro.
A Adutora do Agreste terá 1.100 quilômetros, com R$ 1,6 bilhão de investimentos. Justamente por causa de seu porte, será licitada em três etapas, cada uma licitada assim que o projeto executivo ficar pronto. O Estado executará as obras, com recursos federais.
Quanto ao Ramal do Agreste, pelo último balanço do PAC no governo Lula a previsão era publicar o edital em janeiro passado. Naquele final de gestão, o ramal já era considerado em licitação.
No primeiro balanço do PAC 2, divulgado na sexta-feira passada, o Ramal do Agreste regrediu em seu status. Voltou à fase de “ação preparatória”, anterior ao estágio de licitação.
A adutora ganhou prazos e detalhamento de cada uma de suas etapas.
Somando a primeira etapa com a primeira fase da etapa 2, um trecho de 741 quilômetros, a meta é conclusão em 30 de outubro de 2014, em plena eleição presidencial.
Por esse cronograma, a elaboração do projeto executivo da segunda etapa da Adutora do Agreste estará concluída em dezembro deste ano.
O conjunto de ramal e adutora do Agreste beneficiará um total de 2 milhões pessoas. Quando pronto, o sistema terá 5 mil litros por segundo de vazão, um volume que até 2020 subirá para 7.500 litros por segundo.
Procurada, a Secretaria Estadual de Recursos Hídricos e Energéticos não deu retorno à reportagem do JC.
Harisson Souza August 3rd, 2011, 01:06 PM Não há fotos de obra mais ?
Saiu noticia que a transposição ficou mais cara ainda.
Atrasada, transposição do São Francisco vai custar 36% mais
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DIMMI AMORA
DE BRASÍLIA
O Ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, anunciou nesta terça-feira que as obras de transposição do rio São Francisco vão ficar mais caras e a água só vai começar a chegar aos nordestinos a partir de 2014.
Segundo ele, a previsão inicial atualizada do custo do projeto era de R$ 5 bilhões, mas o valor foi aumentado para R$ 6,8 bilhões.
O motivo, segundo ele, são aumentos de preços causados por obras não previstas nos projetos básicos, os chamados aditivos, e compensações ambientais.
Bezerra afirmou que em 2012 o governo começará a implantar um projeto piloto para testar a forma de utilizar a água dos canais em algumas cidades. Mas a conclusão real dos trabalhos ficará para 2014 e 2015 nos dois eixos da obra, segundo Bezerra.
A previsão inicial do governo era que as obras chegassem ao fim em 2010 e 2012.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/953491-atrasada-transposicao-do-sao-francisco-vai-custar-36-mais.shtml
Ai ai... se esse negócio der errado [apesar de ser totalmente contra, não quero que isso ocorra porque com certeza prejudicaria tantos os pró quanto os contra] vai ser um problemaço de dimensões tão profundas quanto a audácia e teimosia de seus executores.
Suburbanist August 3rd, 2011, 03:46 PM A solução mais óbvia e adequada (economica e ambientalmente) para o semiárido nordestino é, simplesmente, as pessoas saírem de lá.
O Brasil é bastante grande para pessoas terem de viver em locais inóspitos.
Concordo com este ponto de vista, deserto pode ser usado como local turistico.
Se nao ha como habitar, como disse, o Pais e' enorme e ha outras opcoes.
:cheers:
O semi-árido nordestino está longe de ser um local inóspito. Chove mais no miolo "seco" do semi-árido (uma área que se estende do centro-norte da Bahia, "abraça" o oeste de PE e vai até as proximidades do litoral em uma faixa estreita no RN) do que em metade do terrotório da Espanha e 1/3 do território americano.
Esse projeto de transposição é fichinha, troco de pinga, seja em custo, seja em volume de água desviado do rio.
Além disso, o principal propósito é abastecer as cidades maiores, que nem ficam nas áreas mais secas.
Ai ai... se esse negócio der errado [apesar de ser totalmente contra, não quero que isso ocorra porque com certeza prejudicaria tantos os pró quanto os contra] vai ser um problemaço de dimensões tão profundas quanto a audácia e teimosia de seus executores.
Não existem problemas técnicos, só a típica má gestão e a ditadura do IBAMA em ação, exigindo compensações ambientais despropositadas.
mamartin August 30th, 2011, 05:38 PM Esse projeto de transposição é fichinha, troco de pinga, seja em custo, seja em volume de água desviado do rio.
Acho isso um pouco de exagero...
Mas fiquei curioso, gostaria de exemplos de outros projetos de transposição maiores que esse ao redor do mundo..
vitinhooo September 6th, 2011, 06:47 PM Acho isso um pouco de exagero...
Mas fiquei curioso, gostaria de exemplos de outros projetos de transposição maiores que esse ao redor do mundo..
Até onde sei, não existem. A Transposição do SF é a maior obra de transposição fluvial do mundo. Me corrijam se eu estiver errado.
ramossa September 7th, 2011, 04:51 AM Até onde sei, não existem. A Transposição do SF é a maior obra de transposição fluvial do mundo. Me corrijam se eu estiver errado.
Acho isso um pouco de exagero...
Mas fiquei curioso, gostaria de exemplos de outros projetos de transposição maiores que esse ao redor do mundo..
A transposição de um rio não é algo novo... e pode ter certeza que a do São Francisco não é a maior... talvez, tal como as outras, esta seja tão ou mais danosa quanto... mas vamos a uma listinha...
Transposições:
As mais antigas:
Egito - Nilo Azul - Destinado a agricultura;
Níger - Rio Niger - Destinado a agricultura;
França - Rio Loire e Ródano - Defesa (militar), Irrigação e Consumo Humano;
Espanha - Douro e Elba - Consumo Humano
Rússia - Volga e Lena - Consumo Humano
Algumas mais recentes:
China - Yang Tsé Kiang e Hoang Ho - Consumo Humano e Irrigação (Os dois rios estão praticamente mortos)
Israel - Jordão - Irrigação e Consumo Humano (O Jordão nasce no mar da Galiléia e deságua no Mar Morto, desaguava... Hoje não chega nem perto...)
Equador - Rio Guayas - Rio que banha a maior cidade do Equador Guayaquil - Consumo Humano e Irrigação...
EUA - Rio Colorado - Consumo Humano, Irrigação (Projeto tenebroso! Apesar de todo o aparato tecnológico envolvido, eles praticamente MATARAM o rio... em uma das vertentes da transposição as águas do rio alimentam a região metropolitana de Los Angeles e San Diego... Há muito o rio não chega no mar...)
Austrália - Murray-Darling - Consumo Humano e Irrigação - A Bacia do Murray é a mais importante bacia australiana... A transposição também foi desastrosa o rio praticamente tem que abastecer as duas maiores regiões metropolitanas da Austrália - Melbourne e Sidney... Nos períodos de seca o rio antes caudaloso simplesmente desaparece....
Me lembrei desses casos... Acredito que tenha mais... mas fica para uma outra hora...:)
xyzclone September 8th, 2011, 02:54 AM ^^
Faltou talvez o maior caso brasileiro.
Nada menos que 60% das águas do Paraíba do Sul, cruzam a Serra do Mar com destino ao Rio Guandu...:cripes:
caco September 10th, 2011, 03:24 AM ^^
Faltou talvez o maior caso brasileiro.
Nada menos que 60% das águas do Paraíba do Sul, cruzam a Serra do Mar com destino ao Rio Guandu...:cripes:
Aqui vão algumas fotos que fiz do trecho inicial do complexo de transposição das àguas do Rio Paraíba do Sul, em Barra do Piraí/RJ:
23. Usina Elevatória Elevatória de santa Cecília (Light). Neste local 40% das águas do Rio Paraíbas são bombeadas para a o Reservatório Ribeirão das Lajes (às margens da Via Dutra, em Piraí).
http://i122.photobucket.com/albums/o241/cacobianchi2/DSC07679.jpg
24. Local de saída do túnel por onde as águas do Paraíba do Sul são bombeadas.
http://i122.photobucket.com/albums/o241/cacobianchi2/DSC07591.jpg
25. Canal por onde as águas bombeadas passam em direção à Piraí.
http://i122.photobucket.com/albums/o241/cacobianchi2/DSC07605.jpg[/B]
Naipesky September 10th, 2011, 06:09 AM ^^ Taí, um exemplo de sucesso e até maior na verdade (em volume d´agua).
Há outra grande transposição já em funcionamento no Brasil a muitos anos. Entre MG e SP para abastecer, salvo engano, a capital paulista.
A polêmica da transposição só tem um rumo:
1 - Após entrar em operação, o mimimi ecológico perder fundamento e passar a existir apenas o mimimi econômico.
2 - Após a irrigação influenciar crescimento econômico local, o mimimi econômico sumir para sobrar apenas mimimi político regional e ideológico.
3 - Se finalmente houver um projeto semelhante rumo ao sertão bainano, o mimimi político sai e sobra só antipatia contra o agronegócio.
;)
ramossa September 10th, 2011, 09:55 PM ^^
Faltou talvez o maior caso brasileiro.
Nada menos que 60% das águas do Paraíba do Sul, cruzam a Serra do Mar com destino ao Rio Guandu...:cripes:
Maior caso brsileiro talvez em volume transposto... A destinação é para consumo humano na região metropolitana do Rio de Janeiro... Curioso que o próprio Rio Paraíba do Sul abastece 14 milhões de pessoas, divididas entre 180cidades de três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro... O rio mesmo estando inserido em uma região extremamente úmida agoniza de uma forma aterrorizante!:ohno:
^^ Taí, um exemplo de sucesso e até maior na verdade (em volume d´agua).
Há outra grande transposição já em funcionamento no Brasil a muitos anos. Entre MG e SP para abastecer, salvo engano, a capital paulista.
A polêmica da transposição só tem um rumo:
1 - Após entrar em operação, o mimimi ecológico perder fundamento e passar a existir apenas o mimimi econômico.
2 - Após a irrigação influenciar crescimento econômico local, o mimimi econômico sumir para sobrar apenas mimimi político regional e ideológico.
3 - Se finalmente houver um projeto semelhante rumo ao sertão bainano, o mimimi político sai e sobra só antipatia contra o agronegócio.
;)
Sucesso!? Dê uma passadinha na região da foz do rio e veja o desastre instalado... na verdade não vá muito longe não, - a tragédia ambiental está estampada como um outdoor desde Volta Redonda até Campos dos Goitacazes... O rio MORREU! Se isso é sucesso? Precisamos mudar o significado do termo...
Existe na verdade um estudo do qual eles pretendem utilizar o já super-utilizado rio Paraíba do Sul para que nos próximos 30 anos ele venha a abastecer a região metropolitana de São Paulo - Um absurdo logicamente! Creio que eles deveriam se concentrar em "salvar" os rios Tietê, Tamanduateí e Pinheiros para que eles em uma nova situação viessem a servir a cidade de uma forma mais eficiente... Só o Tietê, se despoluído e requalificado abasteceria São Paulo sem grande ônus ambiental...
Achei interessante o seu mimimi (ensaio) com relação à polêmica da transposição...
A minha discordância está em sua visão que o "mimimi" "sei lá o que" - ecológico deixe de existir para que apenas o econômico subsista... Acorde! Para qualquer coisa de caráter econômico venha a existir e se sustentar se faz necessário que o case ecológico seja assistido e preservado... Sem isso... nada feito!
Suburbanist September 11th, 2011, 07:56 PM O principal problema do Rio Paraíba não é a tomada de água, mas a poluição.
E, francamente, não dá pra comparar um projeto que vai retirar 3-4% da vazão com um outro que já funciona e retira 37% da vazão. É muita desonestidade intelectual.
Nego da Agua September 11th, 2011, 10:43 PM ^^
Também acho que a vazão retirada do São Francisco não seja a polêmica do Projeto. Apesar de que não se mede o impacto da tomada de água pela vazão bruta, e sim pelo limite de outorga. Resumo: é muita água retirada do rio (considerando o critério de outorga) e pouca água para os estados receptores (a gestão das águas, principalmente do Eixo Norte, ainda vai render muita briga).
É preciso ficar claro que existem outras alternativas para aumentar o fluxo de água no Rio São Francisco, bastando que para isso o Governo Federal mude suas prioridades em relação a tal. O fluxo de água tem uma regularização muito boa: realizada por represas como Três Marias, Sobradinho e outras (e ficará mais regularizado depois da construção de Riacho Seco Pedra Branca no submédio).
Se vejo alguma coisa errada nesse projeto, é , por exemplo, esse Eixo Leste (que ao meu ver, não tinha prioridade), trocaria por reforçar e expandir o Eixo Norte (inclusive com ramificação para o lado do Piauí). Também foi um absurdo terem priorizado o Eixo Leste em detrimento do Eixo Sul.
ramossa September 12th, 2011, 02:22 AM O principal problema do Rio Paraíba não é a tomada de água, mas a poluição.
E, francamente, não dá pra comparar um projeto que vai retirar 3-4% da vazão com um outro que já funciona e retira 37% da vazão. É muita desonestidade intelectual.
^^ Com a diminuição do volume de água do rio o efeito poluição é ampliado exponencialmente...
Desonestidade intelectual é na minha concepção "o não saber ler" ou o "ler e não ter a capacidade de interpretar" Não foi feito comparativos e sim comentários referentes a outras transposições que culminaram em um diálogo referente à transposição do rio Paraíba do Sul... Em nenhum momento foi feito o comparativo sobre as duas transposições... reveja o que foi escrito...
Suburbanist September 12th, 2011, 12:02 PM Uma solução prática e nem tão cara (custaria menos de 4 bilhões) para turbinar o São Francisco seria fazer a transposição entre a bacia do Rio Tocantins e a bacia do Rio Grande (afluente do São Francisco que passa por Barreiras e deságua ao norte de Barra). O Rio Tocantins tem uma vazão 6x maior que o São Francisco, então tirar 5% da vazão do Tocantins e jogar no Rio Grande aumentaria a vazão do São Francisco em Sobradinho em uns 30-35%. O relevo ajuda, é relativamente plano, precisando apenas de alguns poucos túneis longos e uma grande estação de bombeamento nas escarpas do Espigão Geral, que gastaria muito em energia, mas essa pode ser revertida em aumento de geração em Sobradinho (tudo o que sobe, desce hehhe).
Já aventaram essa possibilidade tecnicamente, ela é viável, mas há um horror desmedido de ambientalistas brasileiros pq um projeto desse (interligação de bacias) nunca foi feito no país nessa escala, embora seja favas contadas na Europa afora. Eco-chatos xiitas, como sempre.
Quanto ao Piauí, é muito mais viável fazer transposição do baixo Parnaíba, se for o caso, do que levar água desde Sobradinho por 2 serras para o interior do Piauí. E, se for o caso - ainda mais fácil, jogar água do Tocantins em um afluente do Parnaíba no extremo sul do Maranhão.
onesiomachado September 30th, 2011, 04:14 PM :wtf:
:weird:
Não vou nem perder meu tempo e paciência retrucando...não merece uma gota de rebate. Pior ainda quem vai na onda de um "forista" de um único post!
Harisson, com todo o respeito, com quantos post você começou?
O fórum é vedado a iniciantes? Não me parece.
Não acho prático investir na região. Se ela fosse, como o exemplo citado da Espanha, responsável por 50% do nosso território, vá lá.
Minha opinião.
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