Karlussantus
December 26th, 2008, 02:59 AM
Descrição:
Fundado em 1914 (1911-14)
Capacidade inicial 1500 lugares.
Recebeu profundas obras de restauro e requalificação de 1999 a 2006
Actualmente possui:
-Sala principal, capacidade para 899 lugares sentados
-Pequeno Auditório, capacidade para 236 lugares
-Sala de ensaios
-Salão Nobre
Site oficial: http://www.theatrocirco.com/
Imagens do exterior
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Obras de Prolongamento do Túnel, que vão ampliar em 250 metros a zona pedonal ao longo da Avenida da Liberdade, criando assim uma praça em frente ao Theatro Circo.
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Actualização - Aspecto final após a conclusão das obras
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Sala Principal
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Pormenores da Sala Principal
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Pequeno Auditório
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Salão Nobre
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Zonas de acesso
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Pormenores
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Breve introdução histórica
Instituída, a sociedade comprou parte da cerca do Convento dos Remédios e avançou para o concurso da obra, entregue ao arquitecto João de Moura Coutinho de Almeida de’Eça. Desta forma, a edificação começou em 1911 e terminou em 1914, ficando o Theatro Circo com capacidade para 1500 pessoas e afirmando-se de imediato como dos maiores e mais belos teatros portugueses.
Resumo das obras de Restauro
Em 1999, o Theatro Circo foi submetido a profundas obras de restauro e requalificação, numa decisão do Executivo Autárquico que dá sequência a um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Braga e o Ministério da Cultura, co-financiado pelo FEDER.
A requalificação, constituída pelo restauro de todo o imóvel com total respeito pela sua arquitectura e pelo reforço e consolidação da estrutura e sua segurança, teve por objectivo a reconversão do Theatro Circo num grande complexo cultural, capacitado com a mais actual e completa tecnologia cénica e sonora, capaz de responder às necessidades da arte contemporânea nas suas mais variadas dimensões.
Para além da sala principal, com lotação de 899 lugares, o equipamento foi complementado com duas novas salas: um pequeno auditório com 236 lugares e uma sala de ensaios. Foi ainda aumentada a sua capacidade nas zonas de apoio com a dotação de novos camarins e armazéns. A requalificação incluiu ainda a reposição da traça original do Salão Nobre, libertado agora das alterações que foi sofrendo ao longo dos anos.
Todo este processo culminou a 27 de Outubro de 2006 com a reabertura do Theatro Circo, num momento de celebração marcado pela actuação da Orquestra Sinfónica Nacional Checa, que devolveu à cidade uma sala de imponência invulgar e de beleza arquitectónica difícil de suplantar por qualquer outra sala, portuguesa ou europeia.
Mais informação em: http://www.theatrocirco.com/theatro/historia.php
Descrição DGEMN
Teatro Circo de Braga
IPA
Monumento
Nº IPA
PT010303420055
Designação
Teatro Circo de Braga
Localização
Braga, Braga, São José de São Lázaro
Acesso
Av. da Liberdade; R. Gonçalo Sampaio
Protecção
Incluído no conjunto dos imóveis da Avenida da Liberdade (v. PT010303410050)
Enquadramento
Urbano, adossado, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, uma das principais avenidas da cidade, muito movimentada e com bastante trânsito automóvel. Integra uma frente constituída por alguns exemplares de arquitectura civil ecléctica.
Descrição
Planta rectangular, composta por dois corpos adjacentes. Volumes escalonados de dominante horizontal, com coberturas diferenciadas em telhado de quatro águas. Fachadas de dois registos, rebocadas e pintadas de rosa, percorridas por embasamento avançado e rematadas por cornija encimada e platibanda de granito. Fachada principal voltada a E., de cinco panos, sendo os do extremo recuados, ao nível do registo superior. É marcada, ao centro, por pano pétreo, com três portas de arco pleno encimadas por varanda corrida, assente em grandes mísulas, com guarda em ferro forjado, para onde abrem outras três portas entre colunas jónicas, com grinaldas, que suportam possante cornija, limitada por dois mascarões, com friso decorado com motivos fitomórficos e a inscrição, e sobrepujada por platibanda coroada por urnas, limidada por pirâmides de degraus. Os panos laterais, pétreos no primeiro registo, são rasgados, inferiormente, por três portas de arco pleno e, superiormente, por dois janelões rectangulares com peitoril e motivo decorativo na verga, e nos extremos duas janelas de sacada com varanda em balustrada de granito, sendo a do extremo S., de maiores dimensões, fazendo a união dos dois corpos. Fachada lateral S., marcada centralmente por três portas de arco pleno encimadas por varanda de ferro forjado, entre conjuntos de portas de arco pleno e janelas rectangulares, de peitoril, com motivo decorativo na verga. INTERIOR com grande vestíbulo central, rebocado e pintado de rosa, branco e dourado, com colunas de mármore, grandes portais envidraçados e tecto em caixotões, estucados e pintados de branco, rosa e dourado, estabelecendo a comunicação com salões, bar, camarins e a plateia, no primeiro piso, e os camarotes, nos pisos superiores, através de escadas de mármore preto e guardas de metal e madeira. O auditório, circundado por três andadas de balcões com guardas de ferro forjado, sobre colunas de ferro fundido, cerra-se numa majestosa cúpula cujos tramos estucados e pintados com motivos geometrizantes, definem no arranque janelas em luneta.
Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: Inscrição relevada no friso da fachada principal; decoração fitomórfica; bronze; tipo de letra: capital quadrada; leitura: TEATRO CIRCO.
Utilização Inicial
Cultural: teatro
Utilização Actual
Cultural: teatro
Propriedade
Pública: municipal
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 20
Arquitecto | Construtor | Autor
Arquitectos: João de Moura Coutinho, Sérgio Borges; Escultores: Zeferino Conto, Narciso Costa (mascarões da fachada principal); Sérgio Borges (2000); Pintores Viriato Silva, Domingos Costa, Benvindo Ceia.
Cronologia
1907, 25 Fevereiro - Sessão de vereação da Câmara Municipal de Braga para aprovação dum projecto de cedência dos edifícios, cerca e dependências do Convento dos Remédios, para se abrir uma larga avenida; 19 Setembro - o Presidente da Câmara, perante o Delegado do Tesouro, tomou posse do Convento com todas as dependências; 20 Novembro - principiou-se a demolição do mirante do convento, voltado à então designada Rua das Águas; 16 Dezembro - fez-se a arrematação dos materiais do Convento; a Sociedade do Teatro Circo, que já estava constituída, arrematou a maior parte; 1911 - início da obra de construção do Teatro Circo, segundo o projecto do Arquitecto João de Moura Coutinho; 1915 - conclusão da obra, possuindo na altura capacidade para 1500 pessoas; 21 Abril - inauguração com a apresentação da opereta «Rainha das Rosas», da Companhia de Teatro Éden, sob a direcção de Luiz Galhardo, sendo Palmira Bastos a actriz principal; 22 Abril - são descerradas duas placas de mármore em homenagem à actriz Palmira Bastos e ao Arquitecto Moura Coutinho; 27 Junho - inauguração do cinematógrafo com o filme «Aventuras de Catalina»; 1919, Agosto / 1920, Fevereiro - período de encerramento para obras destinadas à transformação da sala de espectáculos; 1922 - cantou-se pela primeira vez ópera no Teatro Circo; 1925, Janeiro - termina o contrato de arrendamento concedido por seis anos, o Teatro Circo volta a ser administrado directamente; 1927, Outubro - o Conselho de Administração da Sociedade deixa a sua exploração directa e passa-a a José Luís da Costa, empresário do Teatro da Póvoa de Varzim; 1928 - estreia-se o cinema português com as fitas «Fátima Milagrosa» e o «O Primo Basílio»; 1930, Outubro - é apresentado, pela primeira vez, cinema falado com a fita «O Cantor Louco»; 1933 - o teatro passa a ser explorado por José Luís da Costa, empresário do Teatro Garrett, da Póvoa do Varzim;1935, 21 Abril - grandes festas comemorativas do 20º aniversário; 1940, 21 Abril - comemoração das bodas de prata com um espectáculo em que tomou parte, como tenor, D. Ascenso de Siqueira Freire; 1943 / 1950 - período em que a prosperidade do Teatro Circo atinge o auge, procedendo-se, em conformidade, a grandes obras de beneficiação e embelezamento; 1958 - o relatório apresentado em Assembleia Geral testemunha a existência de uma crise, em parte devida à instalação da TV nos cafés; 1974, 5 Outubro - é inaugurada no Teatro Circo uma sala de cinema «Estúdio»; 1983, 16 Fevereiro - o conjunto da Avenida da Liberdade, no qual se insere o teatro tem homologação superior como IIP; 1984, Julho - instala-se, em Braga, a CENA, Companhia Profissional de Teatro de Braga; 1987 - é celebrado acordo para cedência à CENA do espaço do salão nobre do Teatro Circo; 1988 - a Câmara Municipal de Braga adquire o edifício do Teatro Circo pelo montante de 300.000 contos; 2000 - iniciam-se as obras, dirigidas pelo arquitecto Sérgio Borges, orçadas em 2 milhões e 600 mil contos: resultam da comparticipação de fundos da União Europeia e do Ministério da Cultura, esta última ao abrigo do Programa "Rede Nacional de Teatros e Cine--Teatros" e "Rede Municipal de Espaços Culturais"; 2006, 27 Outubro - inauguração do teatro após obras de remodelação.
Tipologia
Arquitectura civil cultural ecléctica e revivalista. Teatro de planta rectangular, composta por dois corpos adjacentes. Fachada principal com portal constituído por três portas de arco pleno, varanda com colunas e três portas rectangulares, friso e cornija esculturados e platibanda decorada por mascarões. Interior com sala de planta circular (circo), com uma lotação de 1200 lugares distribuídos por plateia (446), de coxias longitudinais, e 3 balcões com guardas de ferro forjado sobre colunas de ferro fundido (1º balcão - 110 lugares + 10 camarotes; 2º balcão - 70 lugares + 20 camarotes; e 3º balcão - 28 camarotes). Palco à italiana, com boca de cena em arco ligeiramente abatido. Boca de cena debruada com decoração neo-barroca. Cobertura da sala em cúpula.
Características Particulares
Salienta-se o desenho da sua fachada de grande qualidade. No interior destacam-se os elementos decorativos que preenchem os espaços, sejam as colunas, o revestimento das paredes, os pavimentos e a organização das coberturas. Ressalta no auditório a grandiosidade do espaço, a organização ritmada dos balcões profusamente decorados, a boca de cena debruada com decoração neo-barroca e a cúpula com estruturação avivada por estuques, brancos e dourados, e pinturas murais. Sala integrada na Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros.
Dados Técnicos
Paredes autoportantes.
Materiais
Estrutura e elementos decorativos em granito; paredes rebocadas e estucada; colunas do átrio, escadas e pavimentos, em mármore; portas e janelas, de madeira; grades das varandas, dos balcões e frisas, colunas do auditório, em ferro; inscrição do friso da fachada principal em bronze; cobertura exterior em telha marselha.
Bibliografia
FEIO, Alberto, Coisas Memoráveis de Braga, Braga, 1984; MACEDO, Ana Maria Costa, Teatro Circo: oito décadas de um projecto colectivo na cidade de Braga, in Mínia, nº 3, Braga, 1995, pp. 109 - 132; PASSOS, José Manuel da Silva, O Bilhete Postal Ilustrado e a História Urbana de Braga, Lisboa, 1996; COSTA, Luís, Recordando o arquitecto João de Moura Coutinho, in Entre Aspas, Diário do Minho, 2 Fev. 998; OLIVEIRA, Eduardo Pires de, Braga. Percurso e memórias de granito e oiro, Braga, 1999,; Teatro Circo «ensaia» renovação completa, in Correio do Minho, Braga, 29 Nov. 2000; VI Encontro Nacional de Programadores Culturais (resumo das comunicações de João Aidos "Equipamentos - radiografia do país" e "A Rede Nacional e Municipal de Equipamentos Culturais"), Aveiro, Associação Portuguesa de Programadores Culturais, Março 2003 (policopiado); LIMA, José Carlos, Construção do novo Theatro Crico foi uma loucura que valeu a pena, in Diário do Minho, 27 Outubro 2006.
Documentação Gráfica
DGEMN: DSID
Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID; IPAE
Documentação Administrativa
Não definido
Intervenção Realizada
Sociedade do Teatro Circo: 1919 / 1920 - obras de transformação da sala de espectáculos; CMB: 2000 - 1ª fase do projecto de remodelação e requalificação, com restauro e salvaguarda dos elementos considerados mais significativos na caracterização do imóvel, designadamente as áreas públicas, o salão nobre, a sala grande, a cobertura e as duas fachadas mais expostas, mantendo a decoração existente.
Observações
Autor e Data
António Dinis 2000 / Filomena Bandeira 2002
Actualização
Não definido
Fundado em 1914 (1911-14)
Capacidade inicial 1500 lugares.
Recebeu profundas obras de restauro e requalificação de 1999 a 2006
Actualmente possui:
-Sala principal, capacidade para 899 lugares sentados
-Pequeno Auditório, capacidade para 236 lugares
-Sala de ensaios
-Salão Nobre
Site oficial: http://www.theatrocirco.com/
Imagens do exterior
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Obras de Prolongamento do Túnel, que vão ampliar em 250 metros a zona pedonal ao longo da Avenida da Liberdade, criando assim uma praça em frente ao Theatro Circo.
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Actualização - Aspecto final após a conclusão das obras
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Sala Principal
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Pormenores da Sala Principal
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Pequeno Auditório
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Salão Nobre
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Zonas de acesso
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Pormenores
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http://i245.photobucket.com/albums/gg64/karlussantus/TheatroCircopromenores.jpg
Breve introdução histórica
Instituída, a sociedade comprou parte da cerca do Convento dos Remédios e avançou para o concurso da obra, entregue ao arquitecto João de Moura Coutinho de Almeida de’Eça. Desta forma, a edificação começou em 1911 e terminou em 1914, ficando o Theatro Circo com capacidade para 1500 pessoas e afirmando-se de imediato como dos maiores e mais belos teatros portugueses.
Resumo das obras de Restauro
Em 1999, o Theatro Circo foi submetido a profundas obras de restauro e requalificação, numa decisão do Executivo Autárquico que dá sequência a um protocolo estabelecido entre a Câmara Municipal de Braga e o Ministério da Cultura, co-financiado pelo FEDER.
A requalificação, constituída pelo restauro de todo o imóvel com total respeito pela sua arquitectura e pelo reforço e consolidação da estrutura e sua segurança, teve por objectivo a reconversão do Theatro Circo num grande complexo cultural, capacitado com a mais actual e completa tecnologia cénica e sonora, capaz de responder às necessidades da arte contemporânea nas suas mais variadas dimensões.
Para além da sala principal, com lotação de 899 lugares, o equipamento foi complementado com duas novas salas: um pequeno auditório com 236 lugares e uma sala de ensaios. Foi ainda aumentada a sua capacidade nas zonas de apoio com a dotação de novos camarins e armazéns. A requalificação incluiu ainda a reposição da traça original do Salão Nobre, libertado agora das alterações que foi sofrendo ao longo dos anos.
Todo este processo culminou a 27 de Outubro de 2006 com a reabertura do Theatro Circo, num momento de celebração marcado pela actuação da Orquestra Sinfónica Nacional Checa, que devolveu à cidade uma sala de imponência invulgar e de beleza arquitectónica difícil de suplantar por qualquer outra sala, portuguesa ou europeia.
Mais informação em: http://www.theatrocirco.com/theatro/historia.php
Descrição DGEMN
Teatro Circo de Braga
IPA
Monumento
Nº IPA
PT010303420055
Designação
Teatro Circo de Braga
Localização
Braga, Braga, São José de São Lázaro
Acesso
Av. da Liberdade; R. Gonçalo Sampaio
Protecção
Incluído no conjunto dos imóveis da Avenida da Liberdade (v. PT010303410050)
Enquadramento
Urbano, adossado, no gaveto da Rua Gonçalo Sampaio com a Avenida da Liberdade, uma das principais avenidas da cidade, muito movimentada e com bastante trânsito automóvel. Integra uma frente constituída por alguns exemplares de arquitectura civil ecléctica.
Descrição
Planta rectangular, composta por dois corpos adjacentes. Volumes escalonados de dominante horizontal, com coberturas diferenciadas em telhado de quatro águas. Fachadas de dois registos, rebocadas e pintadas de rosa, percorridas por embasamento avançado e rematadas por cornija encimada e platibanda de granito. Fachada principal voltada a E., de cinco panos, sendo os do extremo recuados, ao nível do registo superior. É marcada, ao centro, por pano pétreo, com três portas de arco pleno encimadas por varanda corrida, assente em grandes mísulas, com guarda em ferro forjado, para onde abrem outras três portas entre colunas jónicas, com grinaldas, que suportam possante cornija, limitada por dois mascarões, com friso decorado com motivos fitomórficos e a inscrição, e sobrepujada por platibanda coroada por urnas, limidada por pirâmides de degraus. Os panos laterais, pétreos no primeiro registo, são rasgados, inferiormente, por três portas de arco pleno e, superiormente, por dois janelões rectangulares com peitoril e motivo decorativo na verga, e nos extremos duas janelas de sacada com varanda em balustrada de granito, sendo a do extremo S., de maiores dimensões, fazendo a união dos dois corpos. Fachada lateral S., marcada centralmente por três portas de arco pleno encimadas por varanda de ferro forjado, entre conjuntos de portas de arco pleno e janelas rectangulares, de peitoril, com motivo decorativo na verga. INTERIOR com grande vestíbulo central, rebocado e pintado de rosa, branco e dourado, com colunas de mármore, grandes portais envidraçados e tecto em caixotões, estucados e pintados de branco, rosa e dourado, estabelecendo a comunicação com salões, bar, camarins e a plateia, no primeiro piso, e os camarotes, nos pisos superiores, através de escadas de mármore preto e guardas de metal e madeira. O auditório, circundado por três andadas de balcões com guardas de ferro forjado, sobre colunas de ferro fundido, cerra-se numa majestosa cúpula cujos tramos estucados e pintados com motivos geometrizantes, definem no arranque janelas em luneta.
Descrição Complementar
INSCRIÇÕES: Inscrição relevada no friso da fachada principal; decoração fitomórfica; bronze; tipo de letra: capital quadrada; leitura: TEATRO CIRCO.
Utilização Inicial
Cultural: teatro
Utilização Actual
Cultural: teatro
Propriedade
Pública: municipal
Afectação
Sem afectação
Época Construção
Séc. 20
Arquitecto | Construtor | Autor
Arquitectos: João de Moura Coutinho, Sérgio Borges; Escultores: Zeferino Conto, Narciso Costa (mascarões da fachada principal); Sérgio Borges (2000); Pintores Viriato Silva, Domingos Costa, Benvindo Ceia.
Cronologia
1907, 25 Fevereiro - Sessão de vereação da Câmara Municipal de Braga para aprovação dum projecto de cedência dos edifícios, cerca e dependências do Convento dos Remédios, para se abrir uma larga avenida; 19 Setembro - o Presidente da Câmara, perante o Delegado do Tesouro, tomou posse do Convento com todas as dependências; 20 Novembro - principiou-se a demolição do mirante do convento, voltado à então designada Rua das Águas; 16 Dezembro - fez-se a arrematação dos materiais do Convento; a Sociedade do Teatro Circo, que já estava constituída, arrematou a maior parte; 1911 - início da obra de construção do Teatro Circo, segundo o projecto do Arquitecto João de Moura Coutinho; 1915 - conclusão da obra, possuindo na altura capacidade para 1500 pessoas; 21 Abril - inauguração com a apresentação da opereta «Rainha das Rosas», da Companhia de Teatro Éden, sob a direcção de Luiz Galhardo, sendo Palmira Bastos a actriz principal; 22 Abril - são descerradas duas placas de mármore em homenagem à actriz Palmira Bastos e ao Arquitecto Moura Coutinho; 27 Junho - inauguração do cinematógrafo com o filme «Aventuras de Catalina»; 1919, Agosto / 1920, Fevereiro - período de encerramento para obras destinadas à transformação da sala de espectáculos; 1922 - cantou-se pela primeira vez ópera no Teatro Circo; 1925, Janeiro - termina o contrato de arrendamento concedido por seis anos, o Teatro Circo volta a ser administrado directamente; 1927, Outubro - o Conselho de Administração da Sociedade deixa a sua exploração directa e passa-a a José Luís da Costa, empresário do Teatro da Póvoa de Varzim; 1928 - estreia-se o cinema português com as fitas «Fátima Milagrosa» e o «O Primo Basílio»; 1930, Outubro - é apresentado, pela primeira vez, cinema falado com a fita «O Cantor Louco»; 1933 - o teatro passa a ser explorado por José Luís da Costa, empresário do Teatro Garrett, da Póvoa do Varzim;1935, 21 Abril - grandes festas comemorativas do 20º aniversário; 1940, 21 Abril - comemoração das bodas de prata com um espectáculo em que tomou parte, como tenor, D. Ascenso de Siqueira Freire; 1943 / 1950 - período em que a prosperidade do Teatro Circo atinge o auge, procedendo-se, em conformidade, a grandes obras de beneficiação e embelezamento; 1958 - o relatório apresentado em Assembleia Geral testemunha a existência de uma crise, em parte devida à instalação da TV nos cafés; 1974, 5 Outubro - é inaugurada no Teatro Circo uma sala de cinema «Estúdio»; 1983, 16 Fevereiro - o conjunto da Avenida da Liberdade, no qual se insere o teatro tem homologação superior como IIP; 1984, Julho - instala-se, em Braga, a CENA, Companhia Profissional de Teatro de Braga; 1987 - é celebrado acordo para cedência à CENA do espaço do salão nobre do Teatro Circo; 1988 - a Câmara Municipal de Braga adquire o edifício do Teatro Circo pelo montante de 300.000 contos; 2000 - iniciam-se as obras, dirigidas pelo arquitecto Sérgio Borges, orçadas em 2 milhões e 600 mil contos: resultam da comparticipação de fundos da União Europeia e do Ministério da Cultura, esta última ao abrigo do Programa "Rede Nacional de Teatros e Cine--Teatros" e "Rede Municipal de Espaços Culturais"; 2006, 27 Outubro - inauguração do teatro após obras de remodelação.
Tipologia
Arquitectura civil cultural ecléctica e revivalista. Teatro de planta rectangular, composta por dois corpos adjacentes. Fachada principal com portal constituído por três portas de arco pleno, varanda com colunas e três portas rectangulares, friso e cornija esculturados e platibanda decorada por mascarões. Interior com sala de planta circular (circo), com uma lotação de 1200 lugares distribuídos por plateia (446), de coxias longitudinais, e 3 balcões com guardas de ferro forjado sobre colunas de ferro fundido (1º balcão - 110 lugares + 10 camarotes; 2º balcão - 70 lugares + 20 camarotes; e 3º balcão - 28 camarotes). Palco à italiana, com boca de cena em arco ligeiramente abatido. Boca de cena debruada com decoração neo-barroca. Cobertura da sala em cúpula.
Características Particulares
Salienta-se o desenho da sua fachada de grande qualidade. No interior destacam-se os elementos decorativos que preenchem os espaços, sejam as colunas, o revestimento das paredes, os pavimentos e a organização das coberturas. Ressalta no auditório a grandiosidade do espaço, a organização ritmada dos balcões profusamente decorados, a boca de cena debruada com decoração neo-barroca e a cúpula com estruturação avivada por estuques, brancos e dourados, e pinturas murais. Sala integrada na Rede Nacional de Teatros e Cine-Teatros.
Dados Técnicos
Paredes autoportantes.
Materiais
Estrutura e elementos decorativos em granito; paredes rebocadas e estucada; colunas do átrio, escadas e pavimentos, em mármore; portas e janelas, de madeira; grades das varandas, dos balcões e frisas, colunas do auditório, em ferro; inscrição do friso da fachada principal em bronze; cobertura exterior em telha marselha.
Bibliografia
FEIO, Alberto, Coisas Memoráveis de Braga, Braga, 1984; MACEDO, Ana Maria Costa, Teatro Circo: oito décadas de um projecto colectivo na cidade de Braga, in Mínia, nº 3, Braga, 1995, pp. 109 - 132; PASSOS, José Manuel da Silva, O Bilhete Postal Ilustrado e a História Urbana de Braga, Lisboa, 1996; COSTA, Luís, Recordando o arquitecto João de Moura Coutinho, in Entre Aspas, Diário do Minho, 2 Fev. 998; OLIVEIRA, Eduardo Pires de, Braga. Percurso e memórias de granito e oiro, Braga, 1999,; Teatro Circo «ensaia» renovação completa, in Correio do Minho, Braga, 29 Nov. 2000; VI Encontro Nacional de Programadores Culturais (resumo das comunicações de João Aidos "Equipamentos - radiografia do país" e "A Rede Nacional e Municipal de Equipamentos Culturais"), Aveiro, Associação Portuguesa de Programadores Culturais, Março 2003 (policopiado); LIMA, José Carlos, Construção do novo Theatro Crico foi uma loucura que valeu a pena, in Diário do Minho, 27 Outubro 2006.
Documentação Gráfica
DGEMN: DSID
Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID; IPAE
Documentação Administrativa
Não definido
Intervenção Realizada
Sociedade do Teatro Circo: 1919 / 1920 - obras de transformação da sala de espectáculos; CMB: 2000 - 1ª fase do projecto de remodelação e requalificação, com restauro e salvaguarda dos elementos considerados mais significativos na caracterização do imóvel, designadamente as áreas públicas, o salão nobre, a sala grande, a cobertura e as duas fachadas mais expostas, mantendo a decoração existente.
Observações
Autor e Data
António Dinis 2000 / Filomena Bandeira 2002
Actualização
Não definido