Luís Raposo Alves
January 3rd, 2009, 10:27 PM
Os principais futuros investimentos a nível nacional vão ser praticamente todos executados na península de Setúbal, devido à sua localização estratégica a nível nacional e à sua potencialidade industrial, comercial, aeroportuária e turística. Senão vejamos:
NOVO AEROPORTO DE LISBOA
http://img231.imageshack.us/img231/9868/nalir3.jpg
Layouts e vídeos do novo aeroporto disponíveis neste site: http://www.naer.pt/portal/page/portal/NAER2008/Conteudos/?content_detail=201831&cboui=201831
Tem sido, provavelmente, o projecto mais discutido e repisado publicamente da história recente do País. Será construído de acordo com o que de mais sofisticado existe a nível mundial neste domínio, quer ao nível técnico quer ao nível estético, e será certamente um motivo de grande orgulho para Portugal.
A construção do novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, deverá arrancar em 2011, prevendo-se a conclusão das obras «cinco ou seis anos». O calendário do Governo aponta 2017 como data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto.
O investimento previsto para o novo aeroporto de Lisboa até ao dia de abertura deve ficar abaixo dos 3,3 mil milhões de euros. A previsão do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para o investimento até ao dia de abertura, tendo em conta que o projecto avança de forma faseada (com duas pistas iniciais e a possibilidade de acrescentar outras duas), ficava entre os 3,1 e os 3,3 mil milhões de euros, mas esse é um valor que não deverá ser atingido. O presidente executivo da NAER - Novo Aeroporto, Carlos Madeira, falava antes de uma visita promovida pela empresa aos terrenos onde será construída a nova infra-estrutura aeroportuária de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete. A União Europeia já garantiu 239 milhões de euros para o novo aeroporto de Lisboa.
De acordo com os dados revelados pelo arquitecto João Leal, a capacidade de abertura do novo aeroporto está dimensionada para uma procura de 22 milhões de passageiros e poderão aterrar naquela infra-estrutura todos os tipos de aeronaves, nomeadamente os Airbus A380. O aeroporto terá de início duas pistas paralelas, com quatro quilómetros cada, no meio das quais será construído o terminal de passageiros. A estrutura terá inicialmente 120 balcões de check-in, 20 postos de controlo de segurança centralizados, outros 20 de controlo de passaportes à partida e, 28 à chegada. Na zona das chegadas haverá ainda 12 carrosséis para recolha de bagagem.
Questionado sobre se o número de balcões de check-in seriam suficientes para a capacidade do aeroporto, o presidente executivo na NAER recusou comparações com a Portela - lembrando que uma estrutura com 65 anos"tem coisas boas e coisas más" - e sublinhou que a produtividade dos balcões de check-in será multiplicada. No actual aeroporto da Portela os balcões são atribuídos a companhias aéreas, o que não vai acontecer em Alcochete, em que cada balcão poderá ser usado por várias companhias. Lembrou ainda que os passageiros poderão usar os balcões de "self check-in" e até o check-in electrónico, no futuro:"Esta área está a mover-se muito depressa e vai mover-se mais depressa ainda", afirmou.
Na abertura, o novo aeroporto deverá ter entre 55 a 60 movimentos de aeronaves por hora (hora de ponta) e capacidade de estacionamento para 86 aeronaves, 63 das quais em "mangas". Em 2050, as duas pistas terão capacidade para operar de forma independente entre 85 a 90 partidas e chegadas/hora. O terminal terá quatro grandes pisos e na sua cobertura será instalado um sistema fotovoltaico de última geração, que assegurará em larga medida a autonomia energética daquela infra-estrutura. No ano de abertura o novo aeroporto deverá ter 10 lugares de estacionamento, mais do triplo do que tem a Portela.
PLATAFORMA LOGÍSTICA DO POCEIRÃO
http://img66.imageshack.us/img66/2220/plplj3.jpg
É, de longe, a maior plataforma logística alguma vez idealizada em Lisboa (ou Portugal). Esta plataforma logística encontra-se inserida nas onze plataformas logísticas que fazem parte do programa Portugal logístico. O consorcio constituído Mota-Engil, Bento Pedroso Construções, BES e OPCA é responsável pela concepção, financiamento e exploração desta plataforma (citação). Corresponde a um investimento de quinhentos milhões de euros e criará cinco mil postos de emprego directos e sete mil empregos indirectos . Com a criação desta plataforma vai ser possível uma junção da linha ferroviária convencional, constituída pela linha do Alentejo e a linha do Sul e a futura linha de alta velocidade Lisboa-Madrid. Com a articulação do fluxo portuário dá-se um aumento do hinterland a toda a Península Ibérica e posteriormente à Europa. Ambientalmente, esta plataforma fará com que sejam reduzidas as emissões poluentes, visto que dá prioridade às linhas ferroviárias em vez das linhas rodoviárias (Morais, 2007).
Com uma área aproximada de 600 ha, esta plataforma multimodal – rodo-ferroviária – irá garantir o suporte logístico requerido por uma comunidade urbana com a dimensão e necessidades da AML, bem como garantirá uma integração bi-unívoca com os portos de Lisboa e Setúbal-Sesimbra. Esta plataforma logística contribuirá para a dinamização da actividade económica nacional e regional, articulando fluxos logísticos internacionais, nacionais e regionais e alargando o hinterland do sistema portuário de Lisboa, Setúbal e Sines, por oferta de serviços complementares aos desenvolvidos por estes portos. Com um investimento total, público e privado, estimado em 500 milhões de euros, a plataforma logística do Poceirão beneficiará de excelentes acessos rodoviários e ferroviários, com ligação às linhas do Sul e do Alentejo e futuramente à linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid prevista para tráfego misto. Importa destacar que esta Plataforma é estratégica para o transporte ferroviário de mercadorias, uma vez que tem uma localização privilegiada para articular os serviços de mercadorias da linha de Alta Velocidade em bitola europeia com os serviços da rede existente de bitola ibérica.
ALTA VELOCIDADE
http://img300.imageshack.us/img300/759/tgveast1zi9.jpg
O traçado do TGV (comboio de alta velocidade) vai ter de ser ajustado, em consequência da recente opção pela localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete. Conforme refere a Rave, quando o traçado do TGV foi definido, tudo apontava que o futuro aeroporto de Lisboa seria erguido na Ota, estando para ali prevista a construção de uma estação para servir a nova estrutura aeroportuária.
Segundo a Rave, e entre todas as hipóteses consideradas e estudadas de ligação em alta velocidade entre Lisboa e o Porto, aquela através da Ota foi sempre tida como a mais interessante. Mas, o facto de se construir, agora, o aeroporto noutro local, significa apenas, para a Rave, mudar a estação da Ota para o Poceirão. Para além disso, os acertos a efectuar ao traçado do TGV são, para a sua promotora, de pouca monta e não causarão grandes problemas, como a necessidade de incluir no trajecto uma ligação em 'bypass' ou em ramal a partir do Poceirão. Daí partirá um 'shuttle', recorrendo a uma ferrovia mais convencional, até ao novo aeroporto.
Futuramente e caso o mercado o justifique, a Rave admite o prolongamento da linha de alta velocidade do aeroporto no sentido leste até ao eixo do TGV entre Lisboa e Madrid. Deste modo, o ramal transformar-se-á numa variante, possibilitando que, a partir de Alcochete, os passageiros possam seguir directamente para Évora e Espanha em alta velocidade ferroviária. Neste momento, esta é apenas uma hipótese remota, já que os estudos preliminares apontam para um reduzido interesse por parte do mercado
TERCEIRA TRAVESSIA DO TEJO
http://img528.imageshack.us/img528/6925/novapontebw6.jpg
A ponte Chelas-Barreiro, que terá uma extensão de 13 quilómetros, sete dos quais sobre o rio Tejo, permitirá completar a ligação da cintura urbana de Lisboa, dando resposta às necessidades da margem Sul, além de colmatar as restrições de carga existentes na ponte 25 de Abril. Por outro lado, permitirá assegurar a ligação em alta velocidade Lisboa-Madrid, que deverá ter início em 2013.
Inicialmente avaliada em 1700 milhões de euros, a terceira travessia do Tejo terá duas vias para a alta velocidade, duas para a rede convencional e duas vias laterais com três faixas cada uma para o tráfego rodoviário. Trata-se de uma obra única em Portugal pois combinará a componente rodoviária com duas componentes ferroviárias conforme já referido: alta velocidade e ferrovia tradicional, permitindo integrar numa só estrutura o transporte terrestre de pessoas, o transporte ferroviário suburbano e regional de pessoas, o transporte ferroviário de longo-curso de pessoas, o transporte rodo-ferroviário de mercadorias, tudo isto com uma ligação integrada e harmoniosa às estruturas portuárias e às plataformas logísticas da região de Setúbal
As estimativas de tráfego para a ponte Chelas-Barreiro, apresentada pela RAVE, são de 66 mil veículos por dia em 2017, conta os 91.500 da Vasco da Gama e os 140 mil da 25 de Abril.
QUARTA TRAVESSIA DO TEJO
http://img218.imageshack.us/img218/2963/algtrafoo9.jpg
Está praticamente garantida que será esta a 4ª travessia que irá ser executada no rio Tejo. A construção de uma nova ponte rodoviária entre Algés e a Trafaria, a quarta travessia sobre o Tejo, está nos planos do Governo, segundo fontes do gabinete do ministro das Obras Públicas. Esta ponte permitirá o fecho da ligação da Cintura Interna Regional de Lisboa à CRIPS, concessão lançada em Dezembro de 2007 e que irá ligar a Costa da Caparica ao Montijo, passando pelo Barreiro e Alcochete, entre outras localidades.
A travessia Algés/Trafaria já tinha sido defendida pela CIP no estudo que desenvolveu para a localização do futuro aeroporto de Lisboa em Alcochete. Também em 2002, a Lusoponte, concessionária que detém o exclusivo da exploração das travessias sobre o Tejo, tinha apresentado ao governo uma proposta para a construção de uma ponte entre Algés e a Trafaria. Esta obra volta assim a estar na ordem do dia, depois do Governo ter mandatado, através do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar opções para a terceira travessia sobre o Tejo.
Além disso, vai permitir o fecho do anel rodoviário da cidade de Lisboa. CRIL-Vasco da Gama-CRIPS-QTT.
CIRCULAR REGIONAL INTERIOR DA PENÍNSULA DE SETÚBAL
http://img82.imageshack.us/img82/4192/2cripsglobalqf3.jpg
A conclusão da Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS), já a funcionar entre Coina e o Montijo, vai beneficiar 715 mil habitantes dos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, Moita, Alcochete, Palmela, Setúbal e Sesimbra. O novo troço entre o nó de Penalva e a Trafaria já dispõe de estudo prévio e de Estudo de Impacte Ambiental, aprovados, estando prevista a sua abertura ao trânsito em 2011. Incluída na concessão da CRIPS está a Estrada Regional 377-2 que irá ligar a Costa de Caparica ao IC-32, no nó de Belverde.
A Baixo Tejo prevê a construção de 32 quilómetros, dos quais 22 farão parte do futuro IC32 (Funchalinho no IC20 a Coina, incluindo a Trafaria). A nova auto-estrada, diz o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), exigirá o pagamento de portagem, com a excepção de quatro quilómetros que vão da ligação à Trafaria ao troço final entre Coina e Palhais, nos quais o tráfego local ficará isento. Esta excepção é explicada pelo facto de o novo traçado coincidir com a estrada já existente, que assim não pode constituir alternativa.
METRO SUL DO TEJO
http://img142.imageshack.us/img142/9332/mstfomegagg2.jpg
Depois de concluída a 1ª fase com a finalização do troço Corroios-Cacilhas deverá dar entrada a obra a partir do Parque de Máquinas e Oficinas (PMO) de Corroios, Cruz de Pau (Estação Fertagus Foros de Amora), centro da cidade de Amora, Correr d' Água, Paivas e Fogueteiro (Estação Fertagus Fogueteiro), seguindo para a Torre da Marinha, Arrentela, Centro Cívico do Seixal (Fórum Cultural, Palácio da Justiça, Edificio Câmara Municipal do Seixal (em construção), Pavilhão do Seixal F.C. e Mundet), Núcleo Urbano Antigo do Seixal, Terminal Fluvial do Seixal, Quinta da Trindade e Instituto Hidrográfico fazendo-se passar por uma ponte até ao concelho do Barreiro e entrando pelo Terminal Fluvial do Barreiro até ao Lavradio.
Está em estudo também a passagem do MTS a Paio Pires vindo do Fogueteiro até a Siderurgia Nacional que dentro de anos será um espaço com habitações/serviços, comércio e áreas de lazer além do estudo até a praia da Costa da Caparica e ao futuro Aeroporto Internacional de Lisboa em Alcochete.
PÓLIS COSTA DE CAPARICA
http://img227.imageshack.us/img227/6553/polisccky5.jpg
De todos os pólis realizados no país, foi o mais polémico, o mais caro e o mais ambicioso. Em 2009 promete estar concluído. A intervenção do Programa Polis visa a requalificação urbana e ambiental do centro da Costa de Caparica e da sua frente de praias. Neste sentido, além das acções nas frentes de praias, vão realizar-se importantes obras no perímetro urbano, destinadas a melhorar o bem estar e a qualidade de vida da população residente
Objectivos da intervenção:
Requalificação ambiental e valorização da estrutura verde , recuperando dunas e construindo jardins; Restrição do trânsito automóvel e desenvolvimento de mobilidades alternativas; Reestruturação urbana para reforço e valorização do espaço público; Valorização das praias e da frente urbana litoral, construindo áreas de lazer equipadas e apoios de praia; Consolidação do perímetro urbano e, construindo e planeando equipamentos de carácter social, cultural e recreativo.
Neste site existem informações detalhadas sobre o projecto: http://www.costapolis.pt/docs/plano_estrategico.pdf
MODERNIZAÇÃO DO PORTO DE SETÚBAL
http://img254.imageshack.us/img254/4705/pssiy5.jpg
É sem dúvida dos portos com mais expressão a nível nacional. Com as maiores taxas de crescimento registadas a nível nacional, está em vias de se tornar no 3º porto nacional, a seguir a Lisboa e Sines. A fácil ligação com a futura plataforma logística do poceirão irá reforçar essa sua importância.
O número de contentores e de veículos movimentados no Porto de Setúbal teve um crescimento significativo nos primeiros 3 trimestres de 2008, relativamente a igual período do ano anterior, apesar da situação económica mundial e das dificuldades sentidas pelas economias europeias. Os TEU´s (twenty-foot equivalent unit, ou seja, medida equivalente a 1 contentor de 20 pés) movimentados aumentaram em 63%, tendo passado de 8.881 para 14.462 em 2008, e a respectiva tonelagem de carga crescido 35%, o que se traduz num progresso importante para atingir os objectivos do porto neste segmento de mercado. A marca agora alcançada na carga contentorizada deve-se, essencialmente, ao incremento da actividade no Terminal Multiusos – Zona 2, operado pela Sadoport, que obteve um crescimento de 17,1% no seu movimento em tonelagem, o qual passou a contar com novas linhas regulares de contentores: Holland Maas, Portline, LNA, Safmarine e Eurocondal.
NOVO AEROPORTO DE LISBOA
http://img231.imageshack.us/img231/9868/nalir3.jpg
Layouts e vídeos do novo aeroporto disponíveis neste site: http://www.naer.pt/portal/page/portal/NAER2008/Conteudos/?content_detail=201831&cboui=201831
Tem sido, provavelmente, o projecto mais discutido e repisado publicamente da história recente do País. Será construído de acordo com o que de mais sofisticado existe a nível mundial neste domínio, quer ao nível técnico quer ao nível estético, e será certamente um motivo de grande orgulho para Portugal.
A construção do novo aeroporto de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete, deverá arrancar em 2011, prevendo-se a conclusão das obras «cinco ou seis anos». O calendário do Governo aponta 2017 como data prevista para a entrada em funcionamento do novo aeroporto.
O investimento previsto para o novo aeroporto de Lisboa até ao dia de abertura deve ficar abaixo dos 3,3 mil milhões de euros. A previsão do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para o investimento até ao dia de abertura, tendo em conta que o projecto avança de forma faseada (com duas pistas iniciais e a possibilidade de acrescentar outras duas), ficava entre os 3,1 e os 3,3 mil milhões de euros, mas esse é um valor que não deverá ser atingido. O presidente executivo da NAER - Novo Aeroporto, Carlos Madeira, falava antes de uma visita promovida pela empresa aos terrenos onde será construída a nova infra-estrutura aeroportuária de Lisboa, no Campo de Tiro de Alcochete. A União Europeia já garantiu 239 milhões de euros para o novo aeroporto de Lisboa.
De acordo com os dados revelados pelo arquitecto João Leal, a capacidade de abertura do novo aeroporto está dimensionada para uma procura de 22 milhões de passageiros e poderão aterrar naquela infra-estrutura todos os tipos de aeronaves, nomeadamente os Airbus A380. O aeroporto terá de início duas pistas paralelas, com quatro quilómetros cada, no meio das quais será construído o terminal de passageiros. A estrutura terá inicialmente 120 balcões de check-in, 20 postos de controlo de segurança centralizados, outros 20 de controlo de passaportes à partida e, 28 à chegada. Na zona das chegadas haverá ainda 12 carrosséis para recolha de bagagem.
Questionado sobre se o número de balcões de check-in seriam suficientes para a capacidade do aeroporto, o presidente executivo na NAER recusou comparações com a Portela - lembrando que uma estrutura com 65 anos"tem coisas boas e coisas más" - e sublinhou que a produtividade dos balcões de check-in será multiplicada. No actual aeroporto da Portela os balcões são atribuídos a companhias aéreas, o que não vai acontecer em Alcochete, em que cada balcão poderá ser usado por várias companhias. Lembrou ainda que os passageiros poderão usar os balcões de "self check-in" e até o check-in electrónico, no futuro:"Esta área está a mover-se muito depressa e vai mover-se mais depressa ainda", afirmou.
Na abertura, o novo aeroporto deverá ter entre 55 a 60 movimentos de aeronaves por hora (hora de ponta) e capacidade de estacionamento para 86 aeronaves, 63 das quais em "mangas". Em 2050, as duas pistas terão capacidade para operar de forma independente entre 85 a 90 partidas e chegadas/hora. O terminal terá quatro grandes pisos e na sua cobertura será instalado um sistema fotovoltaico de última geração, que assegurará em larga medida a autonomia energética daquela infra-estrutura. No ano de abertura o novo aeroporto deverá ter 10 lugares de estacionamento, mais do triplo do que tem a Portela.
PLATAFORMA LOGÍSTICA DO POCEIRÃO
http://img66.imageshack.us/img66/2220/plplj3.jpg
É, de longe, a maior plataforma logística alguma vez idealizada em Lisboa (ou Portugal). Esta plataforma logística encontra-se inserida nas onze plataformas logísticas que fazem parte do programa Portugal logístico. O consorcio constituído Mota-Engil, Bento Pedroso Construções, BES e OPCA é responsável pela concepção, financiamento e exploração desta plataforma (citação). Corresponde a um investimento de quinhentos milhões de euros e criará cinco mil postos de emprego directos e sete mil empregos indirectos . Com a criação desta plataforma vai ser possível uma junção da linha ferroviária convencional, constituída pela linha do Alentejo e a linha do Sul e a futura linha de alta velocidade Lisboa-Madrid. Com a articulação do fluxo portuário dá-se um aumento do hinterland a toda a Península Ibérica e posteriormente à Europa. Ambientalmente, esta plataforma fará com que sejam reduzidas as emissões poluentes, visto que dá prioridade às linhas ferroviárias em vez das linhas rodoviárias (Morais, 2007).
Com uma área aproximada de 600 ha, esta plataforma multimodal – rodo-ferroviária – irá garantir o suporte logístico requerido por uma comunidade urbana com a dimensão e necessidades da AML, bem como garantirá uma integração bi-unívoca com os portos de Lisboa e Setúbal-Sesimbra. Esta plataforma logística contribuirá para a dinamização da actividade económica nacional e regional, articulando fluxos logísticos internacionais, nacionais e regionais e alargando o hinterland do sistema portuário de Lisboa, Setúbal e Sines, por oferta de serviços complementares aos desenvolvidos por estes portos. Com um investimento total, público e privado, estimado em 500 milhões de euros, a plataforma logística do Poceirão beneficiará de excelentes acessos rodoviários e ferroviários, com ligação às linhas do Sul e do Alentejo e futuramente à linha de Alta Velocidade Lisboa-Madrid prevista para tráfego misto. Importa destacar que esta Plataforma é estratégica para o transporte ferroviário de mercadorias, uma vez que tem uma localização privilegiada para articular os serviços de mercadorias da linha de Alta Velocidade em bitola europeia com os serviços da rede existente de bitola ibérica.
ALTA VELOCIDADE
http://img300.imageshack.us/img300/759/tgveast1zi9.jpg
O traçado do TGV (comboio de alta velocidade) vai ter de ser ajustado, em consequência da recente opção pela localização do novo aeroporto de Lisboa em Alcochete. Conforme refere a Rave, quando o traçado do TGV foi definido, tudo apontava que o futuro aeroporto de Lisboa seria erguido na Ota, estando para ali prevista a construção de uma estação para servir a nova estrutura aeroportuária.
Segundo a Rave, e entre todas as hipóteses consideradas e estudadas de ligação em alta velocidade entre Lisboa e o Porto, aquela através da Ota foi sempre tida como a mais interessante. Mas, o facto de se construir, agora, o aeroporto noutro local, significa apenas, para a Rave, mudar a estação da Ota para o Poceirão. Para além disso, os acertos a efectuar ao traçado do TGV são, para a sua promotora, de pouca monta e não causarão grandes problemas, como a necessidade de incluir no trajecto uma ligação em 'bypass' ou em ramal a partir do Poceirão. Daí partirá um 'shuttle', recorrendo a uma ferrovia mais convencional, até ao novo aeroporto.
Futuramente e caso o mercado o justifique, a Rave admite o prolongamento da linha de alta velocidade do aeroporto no sentido leste até ao eixo do TGV entre Lisboa e Madrid. Deste modo, o ramal transformar-se-á numa variante, possibilitando que, a partir de Alcochete, os passageiros possam seguir directamente para Évora e Espanha em alta velocidade ferroviária. Neste momento, esta é apenas uma hipótese remota, já que os estudos preliminares apontam para um reduzido interesse por parte do mercado
TERCEIRA TRAVESSIA DO TEJO
http://img528.imageshack.us/img528/6925/novapontebw6.jpg
A ponte Chelas-Barreiro, que terá uma extensão de 13 quilómetros, sete dos quais sobre o rio Tejo, permitirá completar a ligação da cintura urbana de Lisboa, dando resposta às necessidades da margem Sul, além de colmatar as restrições de carga existentes na ponte 25 de Abril. Por outro lado, permitirá assegurar a ligação em alta velocidade Lisboa-Madrid, que deverá ter início em 2013.
Inicialmente avaliada em 1700 milhões de euros, a terceira travessia do Tejo terá duas vias para a alta velocidade, duas para a rede convencional e duas vias laterais com três faixas cada uma para o tráfego rodoviário. Trata-se de uma obra única em Portugal pois combinará a componente rodoviária com duas componentes ferroviárias conforme já referido: alta velocidade e ferrovia tradicional, permitindo integrar numa só estrutura o transporte terrestre de pessoas, o transporte ferroviário suburbano e regional de pessoas, o transporte ferroviário de longo-curso de pessoas, o transporte rodo-ferroviário de mercadorias, tudo isto com uma ligação integrada e harmoniosa às estruturas portuárias e às plataformas logísticas da região de Setúbal
As estimativas de tráfego para a ponte Chelas-Barreiro, apresentada pela RAVE, são de 66 mil veículos por dia em 2017, conta os 91.500 da Vasco da Gama e os 140 mil da 25 de Abril.
QUARTA TRAVESSIA DO TEJO
http://img218.imageshack.us/img218/2963/algtrafoo9.jpg
Está praticamente garantida que será esta a 4ª travessia que irá ser executada no rio Tejo. A construção de uma nova ponte rodoviária entre Algés e a Trafaria, a quarta travessia sobre o Tejo, está nos planos do Governo, segundo fontes do gabinete do ministro das Obras Públicas. Esta ponte permitirá o fecho da ligação da Cintura Interna Regional de Lisboa à CRIPS, concessão lançada em Dezembro de 2007 e que irá ligar a Costa da Caparica ao Montijo, passando pelo Barreiro e Alcochete, entre outras localidades.
A travessia Algés/Trafaria já tinha sido defendida pela CIP no estudo que desenvolveu para a localização do futuro aeroporto de Lisboa em Alcochete. Também em 2002, a Lusoponte, concessionária que detém o exclusivo da exploração das travessias sobre o Tejo, tinha apresentado ao governo uma proposta para a construção de uma ponte entre Algés e a Trafaria. Esta obra volta assim a estar na ordem do dia, depois do Governo ter mandatado, através do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para estudar opções para a terceira travessia sobre o Tejo.
Além disso, vai permitir o fecho do anel rodoviário da cidade de Lisboa. CRIL-Vasco da Gama-CRIPS-QTT.
CIRCULAR REGIONAL INTERIOR DA PENÍNSULA DE SETÚBAL
http://img82.imageshack.us/img82/4192/2cripsglobalqf3.jpg
A conclusão da Circular Regional Interna da Península de Setúbal (CRIPS), já a funcionar entre Coina e o Montijo, vai beneficiar 715 mil habitantes dos concelhos de Almada, Seixal, Barreiro, Montijo, Moita, Alcochete, Palmela, Setúbal e Sesimbra. O novo troço entre o nó de Penalva e a Trafaria já dispõe de estudo prévio e de Estudo de Impacte Ambiental, aprovados, estando prevista a sua abertura ao trânsito em 2011. Incluída na concessão da CRIPS está a Estrada Regional 377-2 que irá ligar a Costa de Caparica ao IC-32, no nó de Belverde.
A Baixo Tejo prevê a construção de 32 quilómetros, dos quais 22 farão parte do futuro IC32 (Funchalinho no IC20 a Coina, incluindo a Trafaria). A nova auto-estrada, diz o Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações (MOPTC), exigirá o pagamento de portagem, com a excepção de quatro quilómetros que vão da ligação à Trafaria ao troço final entre Coina e Palhais, nos quais o tráfego local ficará isento. Esta excepção é explicada pelo facto de o novo traçado coincidir com a estrada já existente, que assim não pode constituir alternativa.
METRO SUL DO TEJO
http://img142.imageshack.us/img142/9332/mstfomegagg2.jpg
Depois de concluída a 1ª fase com a finalização do troço Corroios-Cacilhas deverá dar entrada a obra a partir do Parque de Máquinas e Oficinas (PMO) de Corroios, Cruz de Pau (Estação Fertagus Foros de Amora), centro da cidade de Amora, Correr d' Água, Paivas e Fogueteiro (Estação Fertagus Fogueteiro), seguindo para a Torre da Marinha, Arrentela, Centro Cívico do Seixal (Fórum Cultural, Palácio da Justiça, Edificio Câmara Municipal do Seixal (em construção), Pavilhão do Seixal F.C. e Mundet), Núcleo Urbano Antigo do Seixal, Terminal Fluvial do Seixal, Quinta da Trindade e Instituto Hidrográfico fazendo-se passar por uma ponte até ao concelho do Barreiro e entrando pelo Terminal Fluvial do Barreiro até ao Lavradio.
Está em estudo também a passagem do MTS a Paio Pires vindo do Fogueteiro até a Siderurgia Nacional que dentro de anos será um espaço com habitações/serviços, comércio e áreas de lazer além do estudo até a praia da Costa da Caparica e ao futuro Aeroporto Internacional de Lisboa em Alcochete.
PÓLIS COSTA DE CAPARICA
http://img227.imageshack.us/img227/6553/polisccky5.jpg
De todos os pólis realizados no país, foi o mais polémico, o mais caro e o mais ambicioso. Em 2009 promete estar concluído. A intervenção do Programa Polis visa a requalificação urbana e ambiental do centro da Costa de Caparica e da sua frente de praias. Neste sentido, além das acções nas frentes de praias, vão realizar-se importantes obras no perímetro urbano, destinadas a melhorar o bem estar e a qualidade de vida da população residente
Objectivos da intervenção:
Requalificação ambiental e valorização da estrutura verde , recuperando dunas e construindo jardins; Restrição do trânsito automóvel e desenvolvimento de mobilidades alternativas; Reestruturação urbana para reforço e valorização do espaço público; Valorização das praias e da frente urbana litoral, construindo áreas de lazer equipadas e apoios de praia; Consolidação do perímetro urbano e, construindo e planeando equipamentos de carácter social, cultural e recreativo.
Neste site existem informações detalhadas sobre o projecto: http://www.costapolis.pt/docs/plano_estrategico.pdf
MODERNIZAÇÃO DO PORTO DE SETÚBAL
http://img254.imageshack.us/img254/4705/pssiy5.jpg
É sem dúvida dos portos com mais expressão a nível nacional. Com as maiores taxas de crescimento registadas a nível nacional, está em vias de se tornar no 3º porto nacional, a seguir a Lisboa e Sines. A fácil ligação com a futura plataforma logística do poceirão irá reforçar essa sua importância.
O número de contentores e de veículos movimentados no Porto de Setúbal teve um crescimento significativo nos primeiros 3 trimestres de 2008, relativamente a igual período do ano anterior, apesar da situação económica mundial e das dificuldades sentidas pelas economias europeias. Os TEU´s (twenty-foot equivalent unit, ou seja, medida equivalente a 1 contentor de 20 pés) movimentados aumentaram em 63%, tendo passado de 8.881 para 14.462 em 2008, e a respectiva tonelagem de carga crescido 35%, o que se traduz num progresso importante para atingir os objectivos do porto neste segmento de mercado. A marca agora alcançada na carga contentorizada deve-se, essencialmente, ao incremento da actividade no Terminal Multiusos – Zona 2, operado pela Sadoport, que obteve um crescimento de 17,1% no seu movimento em tonelagem, o qual passou a contar com novas linhas regulares de contentores: Holland Maas, Portline, LNA, Safmarine e Eurocondal.