View Full Version : Sobre aterramento da fiação


Thina
February 24th, 2009, 04:09 PM
Segundo o Glossário do SSC Fiação são cabos elétricos revestidos de borracha sintética que ornamentam as cidades brasileiras.

Thina
February 24th, 2009, 04:18 PM
O thread propõe tudo sobre fiação, é um assunto que vejo em todos os threads. Não comento sobre, mas me incomoda, aquelas que saem de casas, principalmente. Acho que é comum, porque talvez precisa,a cidade, pra ser mais exata,o local de estrutura!?Ou será falta de planejamento, e o custo, será falta de senso, porque tem partes novas em Jurerê Internacional que fizeram fiação aérea nas calçadas e é ruim para fotografar algumas casas.

Fabius_
February 24th, 2009, 04:44 PM
Em Campinas há muitos exemplos da feiura das fiações aéreas, à medida que só uma rua e poucos trechos de outras não têm esse horror...

Vou pegar fotos só do Cambuí (todas minhas), que é um bairro chique, mas tem fiação aéreas em TODAS as ruas. E só não tem na Praça Imprensa Fluminense (onde fica o Centro de Convivência).

Fiação nova da CPFL, com os fios de média tensão (11kV) mais próximos uns dos outros
http://i153.photobucket.com/albums/s234/Fabius_BR/100_1319.jpg

De que adianta ter belos prédios e casas com esse emaranhado, tão feio quanto os gatos da periferia?
http://i153.photobucket.com/albums/s234/Fabius_BR/100_1258.jpg

Fiação aérea prejudica as árvores
http://i153.photobucket.com/albums/s234/Fabius_BR/100_1241.jpg

Já imaginaram o quanto ficaria melhor sem fiação?
http://i153.photobucket.com/albums/s234/Fabius_BR/100_1232.jpg

Não bastasse o crime das pichações, há a fiação a broxar e enfeiar a cidade.
http://i153.photobucket.com/albums/s234/Fabius_BR/100_1335-1.jpg

Para quem não sabe, sou fotógrafo do Emporis e frequentemente tenho de lidar com fios atrapalhando os prédios. Às vezes, recebo avisos dizendo "IMAGE HAS DISTRACTING ELEMENTS(...). Mas como vou tirar fotos sem os fios? Às vezes simplesmente não dá, eu teria que ficar no meio da avenida e ainda assim eles apareceriam...

E nas calçadas estreitas? Os postes simplesmente bloqueiam a passagem. Fiação aérea nas áreas densamente habitadas e/ou de alto padrão: sinônimo de subdesenvolvimento.

Eu sou favorável à fiação subterrânea, mas faço uma ressalva: os transformadores não deveriam ser enterrados, se aquilo pegar fogo, dá medo de ver pela televisão, como eu vi uma vez com um transformador enterrado que pegou fogo em Copacabana, imagine-se pessoalmente.

Kaique
February 24th, 2009, 05:39 PM
Não há muitos arranjos possíveis com os cabos de energia e telecomunicações. Nas áreas mais densas justifica aterrá-los. Já nas áreas menos densas e mais afastadas basta organizá-los. É mais seguro pois ficam protegidos do tempo. Não há problemas em ter os transformadores no subsolo desde que seja feito de maneira adequada.

Creio que poderíamos pagar uma contribuição na conta de energia com a finalidade de aterrar os cabos, desde que fosse reduzida a carga tributária sobre a mesma. Assim como já se faz com a taxa de iliminação pública. Deve ser feito com prazo, coisa como pagar por 5 anos até ter a fiação de uma cidade toda aterrada.

PejatBR
February 24th, 2009, 05:53 PM
Sem falar que esses postes atrapalham a mobilidade nas calçadas que no Brasil são em grande maioria uma porcaria.

Mkmillenium
February 25th, 2009, 03:18 PM
Se fossem bem feitas, tudo bem organizado, nao veria problema. É mais fácil a manutencao, mais barato e sem o risco de quebrar calcadas e ruas para retirar infiltracoes, contato com água e riscos de curtos circuitos.

Agora só sou a favor se for muito bem feito. A gente reclama da parte estática somente pois é mal feita a colocacao em calcadas estreitas, mas de resto nao vejo problema.

Nos EUA está cheio de fiacao aérea em cidades pequenas e é considerado um pais desenvolvido. Portanto nao sei porque no Brasil, que tem menos dinheiro nao possa ser o mesmo.

Felipe_Ribas
February 25th, 2009, 05:55 PM
Pois é, é como disseram: é MUITO mais barato a fiação aerea. Enterrar tudo, alem de sair caro o projeto e a execução, tem a manutenção.

ambiente2008
February 25th, 2009, 06:00 PM
Esse tipo de fiação aérea é bastante típico de países da américa latina e dos EUA. Na Europa, mesmo as cidades que possuem fiação aérea não é assim tão "expressiva", na verdade nunca tinha visto transformadores pendurados em postes, apenas os vi quando viajei para esse continente.

http://i153.photobucket.com/albums/s234/Fabius_BR/100_1319.jpg
^^

Fabius_
February 25th, 2009, 09:59 PM
Pois é, é como disseram: é MUITO mais barato a fiação aerea. Enterrar tudo, alem de sair caro o projeto e a execução, tem a manutenção.

De acordo com o que li uma vez não me lembro onde, a fiação aérea custa menos de 15% da subterrânea.

Esse tipo de fiação aérea é bastante típico de países da américa latina e dos EUA. Na Europa, mesmo as cidades que possuem fiação aérea não é assim tão "expressiva", na verdade nunca tinha visto transformadores pendurados em postes, apenas os vi quando viajei para esse continente.

É outra solução barata e prática para facilitar a instalação e manutenção do aparato elétrico de rua. :yes:

Posso contar algo que eu vi, ninguém me contou: no final da década de 1990 morava numa casa que fica em frente a um poste com transformador. Numa madrugada de um domingo de 1998 eu estava dormindo no sofá da sala de estar quando ouvi - BZZZZZZZZZZZZZZZZZ!!!!! e outros ruídos assustadores.
Olhei pelo vidro da janela, o brilho dava medo, eram faíscas para todo lado. Após uns 90 segundos o barulho e as faíscas pararam subitamente. Todas as imediações caíram no breu logo em seguida
De madrugada não havia ninguém andando por ali, mas e se fosse de dia?
Fiação e transformadores aéreos são um perigo...:bash:

O que me preocupa é desconhecer as consequências de uma explosão de um transformador enterrado.

Isto (infelizmente) é Brasil. Espero ver ainda esse horror ser eliminado de nossa visão.

Barriga-Verde
February 25th, 2009, 10:28 PM
Praticamente todo o centro de Blumenau tem a fiação aterrada, além de bancos/calçadas padronizadas. Recentemente, algumas outras vias principais estão sendo reurbanizadas, felizmente. Fico feliz, pois a cidade tem apenas 300 mil habitantes e o turismo não é uma atividade muito expressiva no município (em comparação com as outras).

pulga
February 25th, 2009, 10:30 PM
no japão tb é bem comum

http://img6.imageshack.us/img6/7952/2834705728aa6b136d6co.jpg

http://img403.imageshack.us/img403/919/245694270855de1f758c.jpg

http://img6.imageshack.us/img6/1309/2456940616cdaa368f11o.jpg


aqui no rio vários bairros já foram aterrados (todos que passaram pelo rio-cidade, inclusive o meu)

aqui algumas fotos do meu bairro sem fiação que achei no Flickr (http://www.flickr.com/photos/pfragoso)

http://img410.imageshack.us/img410/4089/8087557450c8d031054o.jpg

http://img410.imageshack.us/img410/7645/3090193228c83be06c6o.jpg

http://img410.imageshack.us/img410/7299/3165808538e353f4848o.jpg


aqui a lista de locais que passaram pelo rio-cidade e tiveram fiação aterrada

Rio Cidade Rocha Miranda
Rio Cidade Irajá
Rio Cidade Haddock Lobo
Rio Cidade Ramos
Rio Cidade Bangu
Rio Cidade Pavilhão
Rio Cidade Marquês de Abrantes
Rio Cidade Santa Cruz (1ª etapa)

Rio Marechal Hermes (1ª Etapa)
Rio Cidade Uruguai (1ª Etapa)
Rio Cidade Méier II
Rio Cidade Grajaú I e II
Rio Cidade Realengo - 85% executada
Rio Cidade Madureira - 90% executada
Rio Cidade Ilha do Governador II Cacúia-Cocotá (1ª etapa)

Veja os outros bairros que já foram
beneficiados pelo PROGRAMA RIO CIDADE

Bonsucesso
Botafogo – Voluntários da Pátria
Campo Grande
Catete
Centro
Copacabana
Ilha do Governador I
Ipanema
Laranjeiras
Leblon
Madureira I
Méier I
Pavuna
Penha
Vila Isabel
Taquara

Poni
February 26th, 2009, 02:17 AM
Realmente,fiação aérea é horrivel

eu não sei se o custo pra aterrar é alto mas...

aquela ft do Japão é terrivel,nossa ! Que negócio feio !!

aleochi
February 26th, 2009, 03:30 AM
Aqui no Rio todo o centro e uns 85% da zona sul tem fiacao aterrada... agora na zona norte e oeste eu diria que sao uns 50%, pelo menos os centros dos bairros sao aterrados. Eu particulamente descarto os riscos de acidentes com a fiacao aterrada pq sao pouquíssimos os casos ocorridos, já com a aérea e outra coisa, as possibilidades de acidente sao mil vezes maiores!

B.Fai
February 26th, 2009, 07:10 AM
Realmente,fiação aérea é horrivel

eu não sei se o custo pra aterrar é alto mas...

aquela ft do Japão é terrivel,nossa ! Que negócio feio !!

O custo é elevado sim, Esse artigo dá uma idéia do quanto isso é dispendioso - e porque a Eletropaulo e a Telefonica fazem tanto corpo mole:

http://www.ipce.com.br/newsdetail.asp?ID=44

De acordo com a Eletropaulo, os custos para aterrar toda a malha da cidade em cinco anos chega a casa dos 55 bilhões de reais!!

E isso era na época que o Serra era prefeito!!!

Essa noticia da uma ideia do montante que a Eletropaulo gasta anualmente com roubo de cabos e equipamentos que, se fossem aterrados, não sofreriam esse aspecto tão alto de furtos:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL945746-5605,00.html

Rekarte
February 26th, 2009, 02:16 PM
Antes de eu entrar no SSC,nem sabia que tinah pessoas que n gostavam da fiacção aeréa
e tbm nem sabia que existia fiação que não é aerea,nunca me epreocupe,eu ando no chão:lol:
e como ja falaram,é muito caro!

Raul Neto
February 26th, 2009, 04:01 PM
Pois é, é como disseram: é MUITO mais barato a fiação aerea. Enterrar tudo, alem de sair caro o projeto e a execução, tem a manutenção.
É, mas este cancro não se justifica. Por ser caro a aparência de bairros caros, onde paga-se um IPTU altíssimo, fica igual a da periferia. Curioso é que até a primeira metade do século XX, nossas cidades principais dispunham de rede aterrada em suas áreas centrais. E, muitas vezes, até hoje estas áreas são as únicas que continuam...aterradas. O que acontece, na minha modesta opinião, é o seguinte: a maioria das pessoas é tão desligada da estética urbana, sabe tão pouco acerca do que se passa a seu redor, que não olha para o lixo visual a sua volta e foca em outros aspectos.

Marcus_CG
February 26th, 2009, 04:11 PM
Aqui em Campina Grande em algumas ruas no centro da cidade toda fiação aérea foi aterrada,espera q e prefeitura continue com essa ação e complete todo o centro da cidade.
Algumas fotos:
1-
http://i153.photobucket.com/albums/s202/ivojp_2007/Campina%20review/003.jpg
2-http://i153.photobucket.com/albums/s202/ivojp_2007/Campina%20review/007.jpg
3-http://i153.photobucket.com/albums/s202/ivojp_2007/Campina%20review/012.jpg
4-http://i153.photobucket.com/albums/s202/ivojp_2007/Campina%20review/009.jpg

Thina
February 26th, 2009, 04:23 PM
^ Dá um imagem mais limpa. Mas eu acho que é comum no centro aterrar fiação, como também em centros históricos famosos, e em alguns lugares como Beira Mar.

Raul Neto
February 26th, 2009, 04:23 PM
O custo é elevado sim, Esse artigo dá uma idéia do quanto isso é dispendioso - e porque a Eletropaulo e a Telefonica fazem tanto corpo mole:

http://www.ipce.com.br/newsdetail.asp?ID=44

De acordo com a Eletropaulo, os custos para aterrar toda a malha da cidade em cinco anos chega a casa dos 55 bilhões de reais!!

E isso era na época que o Serra era prefeito!!!

Essa noticia da uma ideia do montante que a Eletropaulo gasta anualmente com roubo de cabos e equipamentos que, se fossem aterrados, não sofreriam esse aspecto tão alto de furtos:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL945746-5605,00.html
É, mas isso não se justica em São Paulo, sobretudo em lugares como os Jardins e mesmo áreas próximas ao centro como Santa Cecília ou Bela Vista, com seus inúmeros postes de cimento, medonhos, cheios de cabos, dijuntores e transformadores. Essa falta de cuidado se corrigia afastaria de São Paulo uma das suas características mais exaltadas por muita gente: a feiúra geral de seu urbanismo, exceto no centro, Paulista e algumas ruas de Higienópolis, não por acaso onde a rede é aterrada há décadas. Mas, como o povo é alienado e não olha ao redor de onde vive, não é ação que garanta votos. Aliás, muito ao contrário, para esta limpeza visual essencial e necessária é necessário abrir as calçadas e fazer obras que incomodam, e políticos evitam ações que incomodam em suas campanhas. Não proponho aterramento em Itaquera ou Guaianases, mas nos Jardins, nas áreas centrais, nos novos centros como Faria Lima e naquele horror da Berrini é essencial, é de primeira necessidade.

Sr. Mauá
February 26th, 2009, 05:37 PM
Rio de Janeiro quer ser o Pioneiro: Aterrar a Fiação é uma medida Necessária para uma cidade moderna e cosmopolita! :cheers:

Aditivo ao novo Plano Diretor determina fim do emaranhado de fios nos céus da cidade

Josie Jerônimo - do Jornal "O DIA"

Rio - A preocupação com a poluição visual no Rio não aparece apenas no projeto de lei Cidade Limpa, apresentado quarta-feira na Câmara dos Vereadores e que prega redução drástica de faixas, cartazes e outdoors. O novo Plano Diretor do Município também pode mexer com a paisagem. De acordo com o aditivo 545, em cinco anos toda a fiação aérea deverá integrar a rede subterrânea. O Plano deverá ser votado na Câmara no início de 2008.

Ver o céu livre de fios que muitas vezes ganham penduricalhos como tênis velhos e pipas é privilégio apenas para moradores da orla ou freqüentadores de grandes vias como a Presidente Vargas e a Rio Branco. Se o aditivo, de autoria do vereador Jorge Felippe, for incorporado ao Plano Diretor, empresas de telefonia, eletricidade e TV a cabo terão que enterrar toda a fiação. "Cidades modernas não têm esse tipo de exposição de rede. Além da questão urbanística, é preciso pensar no respeito à vida, pois muitas crianças soltam pipas perto de fiação elétrica", argumenta Felippe.

O conselheiro do Instituto Brasileiro de Arquitetura do Rio (IAB) Carlos Fernando de Souza afirma que a ausência de fios contribuirá "paisagisticamente" para a limpeza da cidade. "Toda a fiação da telefonia ainda é aérea", observa. Algumas operadoras de TV a cabo iniciaram os trabalhos com fiação subterrânea, mas a maior parte da distribuição elétrica é feita pelo ar.

A grande polêmica é o custo. O quilômetro da fiação subterrânea é quatro vezes mais caro do que a aérea. Em algumas cidades em que o sistema foi substituído, o poder público dividiu os custos com as concessionárias para não repassar totalmente os gastos para as contas dos consumidores.

Quando o prefeito da capital paulista, Gilberto Kassab, iniciou o projeto Cidade Limpa muitos criticaram a falta de políticas para acabar com a fiação aérea, que também polui a cidade.

Reduzir de uma só vez a poluição visual e os acidentes causados pela fiação elétrica e telefônica aérea no estado é a proposta do projeto de lei 19/07, cuja efetivação foi garantida pela Assembléia Legislativa do Rio nesta quarta-feira (26/11). O projeto do deputado Paulo Ramos (PDT) havia sido vetado integralmente pelo Poder Executivo, mas o voto de 48 deputados garantiu a aplicação da norma, que será enviada para a promulgação pelo governador Sérgio Cabral dentro do prazo de dois dias. Caso o texto não seja promulgado neste limite, será reenviado para a Alerj, onde seu presidente, deputado Jorge Picciani (PMDB), promulgará. "Esta será uma lei que reduzirá danos à fiação, o que é bom para as concessionárias e para a população. Além disso, como conseqüência, deixará as cidades mais bonitas", aponta Ramos, que estabeleceu o prazo máximo de dez anos para toda a substituição. A proposta determina ainda que os municípios sejam consultados quanto ao uso do solo.

Matheus Rody
February 26th, 2009, 05:54 PM
Aqui no Rio todo o centro e uns 85% da zona sul tem fiacao aterrada... agora na zona norte e oeste eu diria que sao uns 50%, pelo menos os centros dos bairros sao aterrados. Eu particulamente descarto os riscos de acidentes com a fiacao aterrada pq sao pouquíssimos os casos ocorridos, já com a aérea e outra coisa, as possibilidades de acidente sao mil vezes maiores!

Queria que Sampa tivesse essa consciência de estética que o Rio tem. Aqui é a famosa cidade "tapa buraco" conserta "meia boca" num canto e estraga do outro. Fui ao centro ontem e: FIQUEI DE BOCA ABERTA COM A SUJEIRA, COM AS CALÇADAS ESBURACADAS E A QUANTIDADE DE MENDIGOS. Para onde vai a grana desta cidade? Limpeza publica? Infra-estrutura? Revitalização? Não melhora em nenhuma destas opções. Fiação aterrada então, acho que tão cedo não teremos em nenhuma área. Se limpassem as ruas já ajudaria muito.

Observador_SJC
February 26th, 2009, 06:20 PM
Queria que Sampa tivesse essa consciência de estética que o Rio tem. Aqui é a famosa cidade "tapa buraco" conserta "meia boca" num canto e estraga do outro. Fui ao centro ontem e: FIQUEI DE BOCA ABERTA COM A SUJEIRA, COM AS CALÇADAS ESBURACADAS E A QUANTIDADE DE MENDIGOS. Para onde vai a grana desta cidade? Limpeza publica? Infra-estrutura? Revitalização? Não melhora em nenhuma destas opções. Fiação aterrada então, acho que tão cedo não teremos em nenhuma área. Se limpassem as ruas já ajudaria muito.

P.O.L.Ê.M.I.C.A:poke:

Não é isso que tenho visto nos threads de Sampa ultimamente, até mesmo os do centro. Acho que há áreas degradadas assim como as recuperadas e preservadas.

B.Fai
February 26th, 2009, 08:51 PM
É, mas isso não se justica em São Paulo, sobretudo em lugares como os Jardins e mesmo áreas próximas ao centro como Santa Cecília ou Bela Vista, com seus inúmeros postes de cimento, medonhos, cheios de cabos, dijuntores e transformadores. Essa falta de cuidado se corrigia afastaria de São Paulo uma das suas características mais exaltadas por muita gente: a feiúra geral de seu urbanismo, exceto no centro, Paulista e algumas ruas de Higienópolis, não por acaso onde a rede é aterrada há décadas. Mas, como o povo é alienado e não olha ao redor de onde vive, não é ação que garanta votos. Aliás, muito ao contrário, para esta limpeza visual essencial e necessária é necessário abrir as calçadas e fazer obras que incomodam, e políticos evitam ações que incomodam em suas campanhas. Não proponho aterramento em Itaquera ou Guaianases, mas nos Jardins, nas áreas centrais, nos novos centros como Faria Lima e naquele horror da Berrini é essencial, é de primeira necessidade.

Não discuto isso, tanto que coloquei outra noticia falando do furto de fios e equipamentos que, se fossem aterrados não trariam prejuizos anuais a cidade (prejuizos esse que são repassados para nós!).

De fato, divido com você a opinião de que deveriam sim começar um trabalho nas regiões mais centrais onde ainda não exista o aterramento (acredito que o projeto Nova Luz, assim como o Projeto de revitalização da Liberdade entre outros já contemplem isso).

Como foi colocado em um dos artigos, não é só uma questão estética, mas de manutenção, evita futos, danos a rede, as pessoas, etc. Enfim, é só beneficios.

O problema é que o valor é alto, vide o caso da Oscar Freire e adjacencias, só a rua - claro, incluido todo o projeto paisagistico, novo calçamento, iluminação, etc, ficou pela bagatela de 8 milhões de reais, é dinheiro demais para beneficios de menos, ainda mais com toda a gama de problemas que a cidade enfrenta, e continuará enfrentando, mesmo quando essas ruas da região central estiverem todas bonitas sem postes enfeiando-as.

Cinco anos é um prazo irreal, isso é fato. Eu acho que a melhor solução, seria arquitetar um plano que contemplasse diferentes regiões em fases. Seria mais demorado, com certeza, mas pelo menos, seria realista e teriamos resultados constates.

Raul Neto
February 26th, 2009, 09:41 PM
^^B. Fai,

Entendo os pontos de vista levantados por você. Porém também entendo que existe o benefício e ingresso indireto nos lugares onde é realizada a obra. Os imóveis são mais valorizados, existe aumento do IPTU, etc... O efeito na Oscar Freire, ainda que modesto diante do que poderia ter sido feito, já reflete o aumento do consumo na área. É bastante comum encontrarmos, sobretudo estrangeiros, que conheceram São Paulo e não foram nada elogiosos com relação ao aspecto da cidade, feia é o mais comum dos adjetivos. Compreendo que estes argumentos são frágeis quando se discute um gasto, mas também entende-se que existem áreas e áreas e em algumas é imperdoável a rede aérea. Um bom exemplo de que se trata de trabalho exequível é a Zona Sul do Rio de Janeiro que teve a rede na maioria de suas ruas aterrada no já distante ano de 1971, sem contar com o centro, cuja rede já estava assim em 1930. Outro exemplo ainda melhor é a rede aterrada no centro de São Paulo, que já existia em algumas ruas antes de 1940, mas foi enormemente ampliada entre 1941 e 1947, o que pode ser facilmente notado em quase todo o centro ornado com seus belos postes de ferro art deco. Portanto, se essa iniciativa pode ser levada a cabo em uma cidade de menos de 2 milhões de habitantes e que já tinha um elenco de prioridades similar ao atual, emboa em escala menor e compatível com seu tamanho, como também um orçamento exponencialmente menor, creio que não é inviável e será, a medio prazo, até econômico para a cidade, refletindo-se em valorização e atrativo. Posso parecer ingênuo, mas não concebo não ter sido dada prioridade a este trabalho e só justifico isso pela pouca cobrança. Experimente perguntar a 20 donas de casa se suas ruas tem rede aterrada ou não que é provável não receber uma resposta correta de nenhuma delas. No entanto, após as obras, algumas - não todas - certamente notarão a diferença.

Matheus Rody
February 26th, 2009, 10:11 PM
P.O.L.Ê.M.I.C.A:poke:

Não é isso que tenho visto nos threads de Sampa ultimamente, até mesmo os do centro. Acho que há áreas degradadas assim como as recuperadas e preservadas.

Acredite, ver um thread e caminhar pela cidade é bem diferente. Se Sampa estivesse legal eu iria ser o primeiro a falar. Mas está longe de estar bom. E tapar o sol com a peneira não vai ajudar a melhorar.

Matheus Rody
February 26th, 2009, 10:14 PM
Não discuto isso, tanto que coloquei outra noticia falando do furto de fios e equipamentos que, se fossem aterrados não trariam prejuizos anuais a cidade (prejuizos esse que são repassados para nós!).

De fato, divido com você a opinião de que deveriam sim começar um trabalho nas regiões mais centrais onde ainda não exista o aterramento (acredito que o projeto Nova Luz, assim como o Projeto de revitalização da Liberdade entre outros já contemplem isso).

Como foi colocado em um dos artigos, não é só uma questão estética, mas de manutenção, evita futos, danos a rede, as pessoas, etc. Enfim, é só beneficios.

O problema é que o valor é alto, vide o caso da Oscar Freire e adjacencias, só a rua - claro, incluido todo o projeto paisagistico, novo calçamento, iluminação, etc, ficou pela bagatela de 8 milhões de reais, é dinheiro demais para beneficios de menos, ainda mais com toda a gama de problemas que a cidade enfrenta, e continuará enfrentando, mesmo quando essas ruas da região central estiverem todas bonitas sem postes enfeiando-as.

Cinco anos é um prazo irreal, isso é fato. Eu acho que a melhor solução, seria arquitetar um plano que contemplasse diferentes regiões em fases. Seria mais demorado, com certeza, mas pelo menos, seria realista e teriamos resultados constates.

Por quê que a Nove de Julho que foi toda aterrada pelo governo da Marta nunca tem problema? Pelo contrário melhorou 1.000.000 por cento? Se for bem feito os prós superam os contras em muito.

silvinho_j
February 26th, 2009, 10:18 PM
Se eu não me engano, Olinda tem as áreas mais movimentadas com a fiação aterrada :D

Sandro Bernardo
February 26th, 2009, 10:35 PM
Queria que Sampa tivesse essa consciência de estética que o Rio tem. Aqui é a famosa cidade "tapa buraco" conserta "meia boca" num canto e estraga do outro. Fui ao centro ontem e: FIQUEI DE BOCA ABERTA COM A SUJEIRA, COM AS CALÇADAS ESBURACADAS E A QUANTIDADE DE MENDIGOS. Para onde vai a grana desta cidade? Limpeza publica? Infra-estrutura? Revitalização? Não melhora em nenhuma destas opções. Fiação aterrada então, acho que tão cedo não teremos em nenhuma área. Se limpassem as ruas já ajudaria muito.

Fala matheus, vc fala isso ai e pq vc nao viu as ruas e calçadas aqui na zona norte do RJ, é de dar nojo, aqui sim as ruas so vivem de tapa buraco e as calçada terriveis, na zona norte aqui so mesmo tijuca, grajau e adjacente e claro na zona sul pq no restante e horrivel, passo todo dia por algumas ruas aqui no meu bairro e é algo que me da verdadeiro nojo quando olho como e asfalto daqui>(

Raul Neto
February 26th, 2009, 10:36 PM
Por quê que a Nove de Julho que foi toda aterrada pelo governo da Marta nunca tem problema? Pelo contrário melhorou 1.000.000 por cento? Se for bem feito os prós superam os contras em muito.
Será que estou confuso, sou um pouco mais velho que a média dos foristas, na verdade tenho idade para ser pai de muitos, mas Nove de Julhio já não tinha a rede aterrada antes, pelo menos até o túnel? Depois do túnel era realmente feia, principalmente depois do criminoso corte das árvores, na metade dos anos 80, justamente para fazer o corredor. Me lembro que os fios eram disfarçados pelas árvores e depois ficou com aquele aspecto quase tão ruim quanto a Celso Garcia.

Njggah'z Heppin'
February 26th, 2009, 11:55 PM
Aqui em Salvador pouquíssimas áreas têm fiação aterrada, a maioria nos bairros chiques. Nem mesmo as áreas dos principais pontos turísticos ou grandes áreas nobres da cidade têm fiação aterrada.
Acho que por se tratar de um método relativamente caro, deveriam aterrar a fiação somente nas áreas nobres, turísticas e de maior circulação da cidade, deixando as áreas periféricas com a fiação aérea mesmo, desde que passassem por uma grande reforma. Mas como há um grande desleixo por parte das empresas de energia elétrica quanto a isso, acho que uma ação como essa demorará muito para acontecer.

lusorod
February 27th, 2009, 01:02 AM
meu já passou da Hora de muitas partes da cidade terem a fiação aterrada. Na zona central a amior parte é aterrada caso vcs não perceberam. Precisamos que avenidas como Av ibirapuera e partes da faria lima tenham sua fiação aterrada. Toda essa região frequentada por turistas de negocio....leia-se Jd. Paulista, Cerqueira César, Jd. Paulistano, Pinheiros, Itaim, Itaim Bibi, Vila Olímpia, Vila Madalena, Moema e essa região do Brooklin Novo etc...deveria ter sua ficação toda aterrada. Aqui há ruas famosas que poderiam ter isso pra ontem como a Alameda Lorena.....uma das mais chiques da cidade, uma vergonha. A Oscar freire ficou toda pela metade.... enfim.....uma lastima!

Já ia me esquecendo....Sao Paulo atrai mais turistas de negocios do que qualquer outra cidade brasileira atrai em turistas convencionais......nao sei por que aqui se tem a ideia de que SP nao tem turismo! Isso tem que mudar!

Ice Climber
February 27th, 2009, 01:08 AM
Em Curitiba dá para contar nos dedos... Uma pena.


Acho que a unica cidade que se salva disso, pelo menos nas metrópoles, é o Rio. O resto, é varal de fios pra tudo que é lado...

Sandro Bernardo
February 27th, 2009, 02:41 AM
Em Curitiba dá para contar nos dedos... Uma pena.


Acho que a unica cidade que se salva disso, pelo menos nas metrópoles, é o Rio. O resto, é varal de fios pra tudo que é lado...

Infelismente nao e isso tudo tbm nao, aqui so é aterrado na zona sul, centro e parte da zona norte como tijuca e adjacente e o resto é aquela beleza que todo mundo ver todo dia nas nossas cabeças :lol:

Ice Climber
February 27th, 2009, 02:53 AM
Infelismente nao e isso tudo tbm nao, aqui so é aterrado na zona sul, centro e parte da zona norte como tijuca e adjacente e o resto é aquela beleza que todo mundo ver todo dia nas nossas cabeças :lol:

Sim sim! Esqueci de mencionar que o Rio também tem MUITA fiação.

Mesmo na Zona Sul e em partes do Centro há muita fiação.

Mas o pouco que o Rio tem, já é suficiente para desbancar qualquer outra cidade no Brasil.

Felipe_Ribas
February 27th, 2009, 03:53 AM
Em Curitiba dá para contar nos dedos... Uma pena.


Acho que a unica cidade que se salva disso, pelo menos nas metrópoles, é o Rio. O resto, é varal de fios pra tudo que é lado...

Brasilia felizmente por ser uma cidade nova, tem muita coisa aterrada. Nao é ainda uma metropole como vc citou..... alias, se for considerar a 'metropole' mesmo (regiao do DF, entorno de brasilia e tudo mais), é algo realmente terrivelmente bizonho, estilo japao. Mas pelo menos caminhando pelo plano piloto, a grande maioria quase absoluta das avenidas são iluminadas por postes de fiação subterranea. Nao sei se vc percebeu, mas a 7 de setembro aqui em curitiba mudou sua cara quando transferiram os postes pra calçada do corredor e mudaram pra luz branca. É isso que as avenidas principais da cidade deviam ter e que brasilia felizmente tem e de fato muda a cara da cidade.

abraços

B.Fai
February 27th, 2009, 04:05 AM
Por quê que a Nove de Julho que foi toda aterrada pelo governo da Marta nunca tem problema? Pelo contrário melhorou 1.000.000 por cento? Se for bem feito os prós superam os contras em muito.

Eu não falei que aterrar dá problema, pelo contrário. Por favor, releia a minha primeira mensagem.

Na verdade, não sei por que estão procurando discordar de mim se eu não estou discordando de vocês! Só disse que é algo dispendioso para ser feito de uma vez, que pode ser feito em etapas, que isso não cabe a prefeitura (é serviço da Eletropaulo, Não sei se foi a Marta quem fez isso ou se foi a Eletropaulo na gestão Marta, mas o artigo deixa claro que com exceção da iluminação publica - essa sim é obrigação da prefeitura - a restante é de obrigação das concessionárias, como Eletropaulo, Telefonica, NET, TVA, etc que, dependendo o valor gasto, repassa isso para os seus clientes) logo, fazer de uma vez, só vai é ferrar exatamente quem paga a conta, ou seja, nós.

Eu sugiro fortemente que leia os dois atrigos para entender os prós e contras que eu estou colocando, ok? :cheers:

eewann
February 27th, 2009, 05:15 AM
^^B. Fai,

Entendo os pontos de vista levantados por você. Porém também entendo que existe o benefício e ingresso indireto nos lugares onde é realizada a obra. Os imóveis são mais valorizados, existe aumento do IPTU, etc... O efeito na Oscar Freire, ainda que modesto diante do que poderia ter sido feito, já reflete o aumento do consumo na área. É bastante comum encontrarmos, sobretudo estrangeiros, que conheceram São Paulo e não foram nada elogiosos com relação ao aspecto da cidade, feia é o mais comum dos adjetivos. Compreendo que estes argumentos são frágeis quando se discute um gasto, mas também entende-se que existem áreas e áreas e em algumas é imperdoável a rede aérea. Um bom exemplo de que se trata de trabalho exequível é a Zona Sul do Rio de Janeiro que teve a rede na maioria de suas ruas aterrada no já distante ano de 1971, sem contar com o centro, cuja rede já estava assim em 1930. Outro exemplo ainda melhor é a rede aterrada no centro de São Paulo, que já existia em algumas ruas antes de 1940, mas foi enormemente ampliada entre 1941 e 1947, o que pode ser facilmente notado em quase todo o centro ornado com seus belos postes de ferro art deco. Portanto, se essa iniciativa pode ser levada a cabo em uma cidade de menos de 2 milhões de habitantes e que já tinha um elenco de prioridades similar ao atual, emboa em escala menor e compatível com seu tamanho, como também um orçamento exponencialmente menor, creio que não é inviável e será, a medio prazo, até econômico para a cidade, refletindo-se em valorização e atrativo. Posso parecer ingênuo, mas não concebo não ter sido dada prioridade a este trabalho e só justifico isso pela pouca cobrança. Experimente perguntar a 20 donas de casa se suas ruas tem rede aterrada ou não que é provável não receber uma resposta correta de nenhuma delas. No entanto, após as obras, algumas - não todas - certamente notarão a diferença.

Eu concordo. Embora aterrar seja caro acho q é um belo investimento na cidade.
A augusta é um ótimo exemplo. depois do aterramento dos fios foi nitida a mudança. um monte de baladas abriram. é susper sussa andar lá de noite , bastante movimentado.
e a revitalização já tá chegando no baixo augusta (espero que não vá muito alem disso , pq praqueles lados a cerveja é bem mais barata, hehe)

Astronauta
February 27th, 2009, 02:03 PM
Em Belo Horizonte a fiação é aterrada em quase toda a área planejada, com excessão de algumas ruas onde predominam casas.

Raul Neto
February 27th, 2009, 04:15 PM
Astronauta,

Me desculpe, embora não viva em BH vou sempre aí à trabalho. Só mesmo as ruas do micro-centro tem a rede aterrada. As demais áreas dentro do projeto original, inclusive os belíssimos e valorizadíssimos Savassi e Lourdes tem rede aérea e montes de postes de cimento. em alguns lugares ocorreu o aterramento de parte da rede, mas ficou algo e os pavorosos postes de cimento com seus braços metálicos a sustentar luminária. A área aterrada resume-se, a meu ver, a Avenida Afonso Pena, Amazonas até a Praça Raul Soares, e todas as demais ruas centrais tendo como limite a Avenida do Contorno por um lado, o Parque Municipal por outro e a Avenidas Augusto de Lima até a Praça Raul Soares. por exemplo, cruzando-se esta avenida com a Espírito Santo ou a Rio de Janeiro, a rede, no sentido de quem segue para Lourdes é toda aérea a partir de esquina. E, é uma pena, pois este traçado dá uma graça particular a BH, coisa rara no Brasil, onde as cidades não tem belo traçado.

Matheus Rody
February 27th, 2009, 09:42 PM
Eu não falei que aterrar dá problema, pelo contrário. Por favor, releia a minha primeira mensagem.

Na verdade, não sei por que estão procurando discordar de mim se eu não estou discordando de vocês! Só disse que é algo dispendioso para ser feito de uma vez, que pode ser feito em etapas, que isso não cabe a prefeitura (é serviço da Eletropaulo, Não sei se foi a Marta quem fez isso ou se foi a Eletropaulo na gestão Marta, mas o artigo deixa claro que com exceção da iluminação publica - essa sim é obrigação da prefeitura - a restante é de obrigação das concessionárias, como Eletropaulo, Telefonica, NET, TVA, etc que, dependendo o valor gasto, repassa isso para os seus clientes) logo, fazer de uma vez, só vai é ferrar exatamente quem paga a conta, ou seja, nós.

Eu sugiro fortemente que leia os dois atrigos para entender os prós e contras que eu estou colocando, ok? :cheers:

OK. Desculpe o mal entendido.

Matheus Rody
February 27th, 2009, 09:46 PM
Será que estou confuso, sou um pouco mais velho que a média dos foristas, na verdade tenho idade para ser pai de muitos, mas Nove de Julhio já não tinha a rede aterrada antes, pelo menos até o túnel? Depois do túnel era realmente feia, principalmente depois do criminoso corte das árvores, na metade dos anos 80, justamente para fazer o corredor. Me lembro que os fios eram disfarçados pelas árvores e depois ficou com aquele aspecto quase tão ruim quanto a Celso Garcia.

É exatamente isso. A Nove de Julho está com outra cara. Pena não haver conservação das calçadas que estão ficando esburacadas de novo.

Emanuel Paiva
February 27th, 2009, 10:20 PM
O custo é elevado sim, Esse artigo dá uma idéia do quanto isso é dispendioso - e porque a Eletropaulo e a Telefonica fazem tanto corpo mole:

http://www.ipce.com.br/newsdetail.asp?ID=44

De acordo com a Eletropaulo, os custos para aterrar toda a malha da cidade em cinco anos chega a casa dos 55 bilhões de reais!!

E isso era na época que o Serra era prefeito!!!

Essa noticia da uma ideia do montante que a Eletropaulo gasta anualmente com roubo de cabos e equipamentos que, se fossem aterrados, não sofreriam esse aspecto tão alto de furtos:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL945746-5605,00.html


^^ Mas o que são R$ 55 bilhões para a cidade mais rica do Brasil? Eu acho que valeria a pena o investimento sim. O RIO que a arrecadação é infinitamente inferior a Sampa aterrou quase toda a Zona Sul, grande parte do Centro, acho que só a Urca não é aterrada. Outros bairros que tiverem RIO-CIDADE tiveram a parte central aterrada também.

Creio que a Prefeitura do Rio se preocupou com o embelezamento da cidade devido ao grande número de turistas e, como Sampa também é uma cidade turística, poderia muito bem investir na fiação subterrânea. Você não acha?

Forte abraço irmão :cheers:

Rajude
February 27th, 2009, 11:02 PM
Não creio que aterração da fiação aérea seja algo tão, digamos, "essencial" desta meneira. É evidente que, nas regiões mais centrais da cidade, locais mais conhecidos, e bairros ou regiões mais povoadas, com alta densidade, isto é alto excelente, e essencial. Mas se restringe a estes.
Algo muito "infeliz" que acho ser em São Paulo é a subestação existente na marginal pinheiros, deveriam desfazer aquilo imediatamente e leiloar o terreno, que daria um dinheiro excelente.

Entretanto não penso que, aterrar a fiação de bairros periféricos seja algo a se obter lucro, na relação custo x benefício.

E 55 bilhões, SÃO MUITO dinheiro, entretanto, é evidente que não seria gasto tudo isto, aliás esta estatística esta superestimada, e bota super nisto. É evidente que aterrar a fiação aérea de toda a cidade, seria algo bastante caro, entretanto, não chega nem perto de 55 bilhões.

Positronn
February 27th, 2009, 11:37 PM
Joinville como a grande maioria das cidades brasileiras, dá pra contar nos dedos as ruas que tem fiação aterrada. A Rua Visconde de Taunay está sendo reurbanizada agora', com fiação aterrada e custará R$1 milhão por km +-

Não é tão inviável assim, se a prefeitura bancasse metade desse custo. Cada proprietário poderia pagaria R$250 por metro de testada do seu terreno, algo semelhante ao custo do próprio asfaltamento. Só que para alguém concordar em pagar isso, as pessoas teriam de ter a consciencia de quererem pagar mais por um terreno ou imóvel numa rua com fiação aterrada porque acham mais bonito e seguro.

Raul Neto
February 27th, 2009, 11:48 PM
^^ Mas o que são R$ 55 bilhões para a cidade mais rica do Brasil? Eu acho que valeria a pena o investimento sim. O RIO que a arrecadação é infinitamente inferior a Sampa aterrou quase toda a Zona Sul, grande parte do Centro, acho que só a Urca não é aterrada. Outros bairros que tiverem RIO-CIDADE tiveram a parte central aterrada também.

Creio que a Prefeitura do Rio se preocupou com o embelezamento da cidade devido ao grande número de turistas e, como Sampa também é uma cidade turística, poderia muito bem investir na fiação subterrânea. Você não acha?

Forte abraço irmão :cheers:
Infinitamente, você pegou pesado. É proporcional ao tamanho da cidade e, por isso mesmo, é muito grande. Fora São Paulo e Rio é que se encontram capitais com arrecadação infinitamente menor.

Voltando a São Paulo, estou de acordo que não é essencial ter redes aterradas em bairros periféricos, particularmente em suas ruas residenciais. Mas, entendo também que no espectro da área central e seus centros financeiros, não só o aterramento como um belo paisagismo é o mínimo que se pode exigir. E, concluindo, as vias principais dos subcentros comerciais da cidade, como a Voluntários em Santana, a Praça Silvio Romero no Tatuapé, o centro da Penha, o Largo de Pinheiros, a 12 de outubro e transversais na Lapa, ou mesmo a José Paulino no Bom Retiro e parte do Brás melhorariam exponencialmente e ficariam grandemente valorizados e revitalizados se recebessem benefícios como rede aterrada e um paisagismo cuidado, a exemplo do que foi realizado no Rio Cidade, no Rio de Janeiro, ainda na década de 90.

Emanuel Paiva
February 28th, 2009, 12:32 AM
Infinitamente, você pegou pesado. É proporcional ao tamanho da cidade e, por isso mesmo, é muito grande. Fora São Paulo e Rio é que se encontram capitais com arrecadação infinitamente menor.

Voltando a São Paulo, estou de acordo que não é essencial ter redes aterradas em bairros periféricos, particularmente em suas ruas residenciais. Mas, entendo também que no espectro da área central e seus centros financeiros, não só o aterramento como um belo paisagismo é o mínimo que se pode exigir. E, concluindo, as vias principais dos subcentros comerciais da cidade, como a Voluntários em Santana, a Praça Silvio Romero no Tatuapé, o centro da Penha, o Largo de Pinheiros, a 12 de outubro e transversais na Lapa, ou mesmo a José Paulino no Bom Retiro e parte do Brás melhorariam exponencialmente e ficariam grandemente valorizados e revitalizados se recebessem benefícios como rede aterrada e um paisagismo cuidado, a exemplo do que foi realizado no Rio Cidade, no Rio de Janeiro, ainda na década de 90.

^^ Raul, eu quis dizer que Sampa tem MUITO MAIS "bala na agulha" que o RIO. Isso é indiscutível.
Quanto a esses bairros que vc citou em Sampa que deveriam ser aterrado, discordo um pouco, pois duvido muito que a Prefeitura irá aterrar o Brás, o centro da Penha ou o centro do Tatuapé. Não que tais bairros não mereçam essa graça, mas é que nem em áreas nobres foram aterradas ainda, que dirá áreas tidas como "não luxuosas".
Mas, torço que um dia esse aterramento ocorra não somente em Sampa, mas em todo o Brasil.

Abração,

pulga
February 28th, 2009, 12:55 AM
a questão de custos que vcs estão colocando é relativo, veja o caso do Rio-cidade que aterrou a fiação em vários bairros

o alto custo que se conclui é simplesmente o custo de se fazer galerias subterrênas para a fiação, mas no caso do rio-cidade se aproveitou que o sistema de esgoto estava sobrecarregado em vários bairros, toda infraestrutura de cabos que era necessário fazer (como tv a cabo e internet) demandavam quebrar as calçadas pra pra colocar os dutos, as calçadas estavam em péssimo estado, o antigo sistema de galerias de gás estava saturado, o urbanismo estava péssimo,a iluminação das ruas e etc...

juntando tudo isso, o rio-cidade quebrou tudo e refez com grandes galerias pra água, esgoto, fiação tanto elétrica quanto de telefonia, melhorou o sistema de gás, refez as calçadas e o urbanismo

juntanto tudo na mesma obra no fim das contas ficou barato, o problema é que se pensa assim: ah, 50 milhões pra quebrar a calçada eaterrar a fiação ai depois quando precisa, mais 40 milhões pra quebrar a calçada novamente e colocar tv a cabo, depois 40 milhões pra colocar o sistema de gás, então depois 100 milhões pra expandir o sitema de esgoto... ai tudo fica caro demais, então num faz

o que tem que ser feito é exatamente o que foi feito no rio-cidade (talvez o único e grande mérito do Cesar Maia), é juntar tudo a mesma obra e fazer como deve ser feito, deixar já tudo preparado

Njggah'z Heppin'
March 1st, 2009, 01:58 AM
Li há pouco que há um projeto de revitalização da área do Centro Histórico de Salvador (região da Cidade Alta: Pelourinho - Avenida Sete) no qual uma das principais ações seria a remoção dos postes de alta tensão e soterramento da fiação elétrica. Bom, ainda é pouco, mas se for verdade, já é um bom começo, principalmente por se tratar de uma das áreas mais visitadas e de maior circulação da cidade. :banana:

Ramos
March 1st, 2009, 06:55 AM
Essa noticia da uma ideia do montante que a Eletropaulo gasta anualmente com roubo de cabos e equipamentos que, se fossem aterrados, não sofreriam esse aspecto tão alto de furtos:

http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL945746-5605,00.html

Mesmo na rede aterrada ainda ocorrem muitos furtos, já que qualquer um com uma kombi com adesivos da Telefônica ,Eletropaulo,etc encosta ao lado de uma tampa e com um pé de cabra acessa a rede aterrada na galeria cortando os cabos para vender como sucata sem que ninguém perceba.

Além disso a rede aterrada no Brasil (no caso de galerias) é muito mal feita (assim como sua manutenção) e acaba causando mais gastos de manutenção que em outros lugares.

Emanuel Paiva
March 1st, 2009, 11:26 AM
Mesmo na rede aterrada ainda ocorrem muitos furtos, já que qualquer um com uma kombi com adesivos da Telefônica ,Eletropaulo,etc encosta ao lado de uma tampa e com um pé de cabra acessa a rede aterrada na galeria cortando os cabos para vender como sucata sem que ninguém perceba.

Além disso a rede aterrada no Brasil (no caso de galerias) é muito mal feita (assim como sua manutenção) e acaba causando mais gastos de manutenção que em outros lugares.

^^ Isso quer dizer que vc é CONTRA A ATERRAÇÃO?

B.Fai
March 1st, 2009, 08:16 PM
^^ Mas o que são R$ 55 bilhões para a cidade mais rica do Brasil? Eu acho que valeria a pena o investimento sim. O RIO que a arrecadação é infinitamente inferior a Sampa aterrou quase toda a Zona Sul, grande parte do Centro, acho que só a Urca não é aterrada. Outros bairros que tiverem RIO-CIDADE tiveram a parte central aterrada também.

Creio que a Prefeitura do Rio se preocupou com o embelezamento da cidade devido ao grande número de turistas e, como Sampa também é uma cidade turística, poderia muito bem investir na fiação subterrânea. Você não acha?

Forte abraço irmão :cheers:

O grande problema, não sei quanto ao Rio, mas em São Paulo o serviço de aterramento de fios é de responsabilidade das concessionárias (Luz, telefone, tv a cabo, etc) que teriam que arcar com os custos desse trabalho.

Lendo o artigo, ele deixa claro o problema: pela lei que queriam sancionar, essas concessionárias teriam 5 anos para aterrar 24mil Km de fios, substituir 72,5 mil transformadores e 681 mil postes. Tem a parte das obras civis, o custo da mudança dos pontos de medição - que é feito por conta de cada cliente - (em média, de R$ 2,5 mil em residências; R$ 7 mil para o comércio e R$ 50 mil para a indústria) enfim, é MUITO dinheiro. Mesmo para uma cidade como São Paulo (isso se coubesse a cidade esse serviço, o que não é o caso).

Não podemos para misturar o que é função da cidade (no caso, a converção de 10 mil km da rede de iluminação pública e o custo de substituir 434 mil luminárias, de acordo com o artigo) do que é função das concessionárias.

O custo disso tudo, adivinha para quem viria? Para nós.

Não sou de forma alguma contrário a isso, eu acredito mesmo é que precisa ser feito, mas falta um trabalho coordenado em termos econômicos e politicos para que saia.

Veja o caso. O estado hoje está gritando aos 4 ventos que vai gastar 20 bilhões de reais na "Expansão SP", projeto esse de quatro anos que se pretende 'expandir' a malha de transportes do ESTADO (claro, o maior foco é na grande São Paulo). Agora imagine gastar só na cidade, 55 BILHÕES?

Esse dinheiro, se existisse assim dando sopa e nas mãos da prefeitura... nossa, dava para fazer muita coisa, mas muita coisa mesmo. :)

Não creio que aterração da fiação aérea seja algo tão, digamos, "essencial" desta meneira. É evidente que, nas regiões mais centrais da cidade, locais mais conhecidos, e bairros ou regiões mais povoadas, com alta densidade, isto é alto excelente, e essencial. Mas se restringe a estes.
Algo muito "infeliz" que acho ser em São Paulo é a subestação existente na marginal pinheiros, deveriam desfazer aquilo imediatamente e leiloar o terreno, que daria um dinheiro excelente.

Entretanto não penso que, aterrar a fiação de bairros periféricos seja algo a se obter lucro, na relação custo x benefício.

É por ai mesmo que eu penso. Algo asism, segue uma, questão de prioridades dentro da prioridade. Acho ainda que, em termos gerais, dentro do que é mais urgente, regiões centrais ficam pau a pau com as regiões que sofram o maior numero de furtos de cabos. è uma questão logística.

E 55 bilhões, SÃO MUITO dinheiro, entretanto, é evidente que não seria gasto tudo isto, aliás esta estatística esta superestimada, e bota super nisto. É evidente que aterrar a fiação aérea de toda a cidade, seria algo bastante caro, entretanto, não chega nem perto de 55 bilhões.

Não acho que seja superestimada, pelo contrário, acho que hoje já está subestimada. Os custos são elevados, claro, se você considerar que o serviço não será feito mal e porcamente.

Calculando dentro dos numeros que foram apresentados no artigo (valores das obras por km, etc) acho que esses 55 bilhões seriam a parte do bolo da Eletropaulo. Acho que eles estavam considerando o que Telefonica, TVA, NET, etc iriam gastar.

a questão de custos que vcs estão colocando é relativo, veja o caso do Rio-cidade que aterrou a fiação em vários bairros

o alto custo que se conclui é simplesmente o custo de se fazer galerias subterrênas para a fiação, mas no caso do rio-cidade se aproveitou que o sistema de esgoto estava sobrecarregado em vários bairros, toda infraestrutura de cabos que era necessário fazer (como tv a cabo e internet) demandavam quebrar as calçadas pra pra colocar os dutos, as calçadas estavam em péssimo estado, o antigo sistema de galerias de gás estava saturado, o urbanismo estava péssimo,a iluminação das ruas e etc...

juntando tudo isso, o rio-cidade quebrou tudo e refez com grandes galerias pra água, esgoto, fiação tanto elétrica quanto de telefonia, melhorou o sistema de gás, refez as calçadas e o urbanismo

juntanto tudo na mesma obra no fim das contas ficou barato, o problema é que se pensa assim: ah, 50 milhões pra quebrar a calçada eaterrar a fiação ai depois quando precisa, mais 40 milhões pra quebrar a calçada novamente e colocar tv a cabo, depois 40 milhões pra colocar o sistema de gás, então depois 100 milhões pra expandir o sitema de esgoto... ai tudo fica caro demais, então num faz

o que tem que ser feito é exatamente o que foi feito no rio-cidade (talvez o único e grande mérito do Cesar Maia), é juntar tudo a mesma obra e fazer como deve ser feito, deixar já tudo preparado

Como disse, não sei como funciona no Rio, como isso se deu, mas o que a Eletropaulo apresentou na época (acho que essa noticia é de 2005) é o custo que sairia para ela fazer todo o trabalho na cidade no prazo de cinco anos, o que, acredito, deve envolver uma elevação nos custos de mão de obra (já que envolve novas contratações, mais carga tributária, treinamento, etc) por um periodo muito menor.

Não acredito que esteja superfaturado esse valor, mas acredito sim que seja um valor realista (na época) para execução de uma obra grande que sim, deveria contar cum a participação de de todas as concessionárias que usam a rede aérea da cidade (já que não faria o menor sentido aterrar só a parte eletrica e deixar o resto, se a Eletropaulo deve enterrar, todas as companhias que usam a malha aéria devem fazer o mesmo, o que rateia os valores, etc, enfim, o que vc citou que fizeram no Rio se faz em qualquer lugar, não tem nem sentido 'não fazer').

Mesmo na rede aterrada ainda ocorrem muitos furtos, já que qualquer um com uma kombi com adesivos da Telefônica ,Eletropaulo,etc encosta ao lado de uma tampa e com um pé de cabra acessa a rede aterrada na galeria cortando os cabos para vender como sucata sem que ninguém perceba.

Além disso a rede aterrada no Brasil (no caso de galerias) é muito mal feita (assim como sua manutenção) e acaba causando mais gastos de manutenção que em outros lugares.

Claro que sim, eu trabalhei anos na Telefonica, e vira e mexe quando uma cidade sumia do mapa, era pq alguém tinha roubado cabos de fibra óptica que estavam aterrados.

Mas o aterramento da malha diminui, e muito, o furto de cabos. Mas eu discordo do que vc colocou quando diz que a rede aterrada no Brasil é muito mal feita. Não generalizaria assim. Existem redes mal feitas, como existem em todas as partes do mundo (ou vc acha que a rede subterrânea de Paris ou Londres é uma maravilha?) mas não são todas e os custos de manutenção menores do que o da rede aérea.

Eu não colocaria tudo no mesmo saco, ainda mais pelo fato de não termos uma grande malha subterrânea, ainda temos a chance de fazer aterrar a nossa fiação em galerias novas, mais modernas usando de tecnologias mais rescentes, e mais baratas.

Emanuel Paiva
March 1st, 2009, 10:22 PM
O grande problema, não sei quanto ao Rio, mas em São Paulo o serviço de aterramento de fios é de responsabilidade das concessionárias (Luz, telefone, tv a cabo, etc) que teriam que arcar com os custos desse trabalho.

Lendo o artigo, ele deixa claro o problema: pela lei que queriam sancionar, essas concessionárias teriam 5 anos para aterrar 24mil Km de fios, substituir 72,5 mil transformadores e 681 mil postes. Tem a parte das obras civis, o custo da mudança dos pontos de medição - que é feito por conta de cada cliente - (em média, de R$ 2,5 mil em residências; R$ 7 mil para o comércio e R$ 50 mil para a indústria) enfim, é MUITO dinheiro. Mesmo para uma cidade como São Paulo (isso se coubesse a cidade esse serviço, o que não é o caso).

Não podemos para misturar o que é função da cidade (no caso, a conversão de 10 mil km da rede de iluminação pública e o custo de substituir 434 mil luminárias, de acordo com o artigo) do que é função das concessionárias.

O custo disso tudo, adivinha para quem viria? Para nós.

Não sou de forma alguma contrário a isso, eu acredito mesmo é que precisa ser feito, mas falta um trabalho coordenado em termos econômicos e politicos para que saia.

Veja o caso. O estado hoje está gritando aos 4 ventos que vai gastar 20 bilhões de reais na "Expansão SP", projeto esse de quatro anos que se pretende 'expandir' a malha de transportes do ESTADO (claro, o maior foco é na grande São Paulo). Agora imagine gastar só na cidade, 55 BILHÕES?

Esse dinheiro, se existisse assim dando sopa e nas mãos da prefeitura... nossa, dava para fazer muita coisa, mas muita coisa mesmo. :)

Nesse caso, você crê que pelo custo elevado a Prefeitura acha que não valeria a pena gastar bilhões em coisas "fúteis" como aterramento?
Bem, pelo menos na parte central de Sampa, na Avenida Paulista e na área da Marginal Pinheiros poderiam aterrar. Mesmo porque Sampa é visitada por pessoas de todas as partes do mundo e uma "limpeza aérea" daria um novo aspecto, vc não acha?

Abração,

B.Fai
March 2nd, 2009, 12:35 AM
Nesse caso, você crê que pelo custo elevado a Prefeitura acha que não valeria a pena gastar bilhões em coisas "fúteis" como aterramento?
Bem, pelo menos na parte central de Sampa, na Avenida Paulista e na área da Marginal Pinheiros poderiam aterrar. Mesmo porque Sampa é visitada por pessoas de todas as partes do mundo e uma "limpeza aérea" daria um novo aspecto, vc não acha?

Abração,

Não vejo muito como uma questão de valer ou não a pena. Mas hoje, aterramento da fiação é a ultima das prioridades da cidade.

Como eu disse, isso não cabe a prefeitura (que já chacoalha nas pernas de pensar no gasto que terá para restruturar só a parte dela, que é a parte de iluminação publica)

Acho que hoje, um bom exemplo, é o da Oscar Freire. Foi um trabalho dos lojistas junto a Eletropaulo e prefeitura. A Associação apresentou um plano onde cada um entraria com uma parte e haviram contrapartidas de cada no trabalho.

Hoje, em vista de todos os problemas que a cidade tem, é o menor dos problemas, o que não significa NÃO fazer, ou adiar, mas não tem sentido priorizar, é uma questão de formular um plano de longa duração.

Enfim, estou mais preocupado hoje se o corredor da Celso Garcia vai sair ou não! rs

Abraço rapaz! :D

RoBruschi
March 2nd, 2009, 01:21 AM
Só uma observação de caráter técnico, que normalmente provoca o ato falho devido à semântica das palavras.

Transferir redes aéreas para o subsolo não é aterrar as redes - aterrar rede elétrica tecnicamente é quando se conecta esta rede à Terra (o famoso fio terra) de forma à dissipar cargas para o solo, evitando danos à pessoas ou a elementos de rede. O termo correto é enterrar a rede, transformando-a em rede subterrânea.

Poni
March 2nd, 2009, 01:58 AM
Gostei das fotos de Campina Grande.O Rio de Janeiro tem 85% em um lado e 50% no resto da cidade de fiação aterrada ?! Nossa !! Aqui em Salvador eu nunca vi nenhuma rua com fiação aterrada,nem no centro.

Tamarindo Cobra
March 2nd, 2009, 02:50 AM
a questão de custos que vcs estão colocando é relativo, veja o caso do Rio-cidade que aterrou a fiação em vários bairros

o alto custo que se conclui é simplesmente o custo de se fazer galerias subterrênas para a fiação, mas no caso do rio-cidade se aproveitou que o sistema de esgoto estava sobrecarregado em vários bairros, toda infraestrutura de cabos que era necessário fazer (como tv a cabo e internet) demandavam quebrar as calçadas pra pra colocar os dutos, as calçadas estavam em péssimo estado, o antigo sistema de galerias de gás estava saturado, o urbanismo estava péssimo,a iluminação das ruas e etc...

juntando tudo isso, o rio-cidade quebrou tudo e refez com grandes galerias pra água, esgoto, fiação tanto elétrica quanto de telefonia, melhorou o sistema de gás, refez as calçadas e o urbanismo

juntanto tudo na mesma obra no fim das contas ficou barato, o problema é que se pensa assim: ah, 50 milhões pra quebrar a calçada eaterrar a fiação ai depois quando precisa, mais 40 milhões pra quebrar a calçada novamente e colocar tv a cabo, depois 40 milhões pra colocar o sistema de gás, então depois 100 milhões pra expandir o sitema de esgoto... ai tudo fica caro demais, então num faz

o que tem que ser feito é exatamente o que foi feito no rio-cidade (talvez o único e grande mérito do Cesar Maia), é juntar tudo a mesma obra e fazer como deve ser feito, deixar já tudo preparado

Exato. E não só nesse caso que poderiam fazer "obras conjuntas", poderiam fazer o mesmo com novas rodovias e ferrovias, etc. Mas ainda não conhecem planejamento.

Emanuel Paiva
March 2nd, 2009, 02:33 PM
Não vejo muito como uma questão de valer ou não a pena. Mas hoje, aterramento da fiação é a ultima das prioridades da cidade.

Como eu disse, isso não cabe a prefeitura (que já chacoalha nas pernas de pensar no gasto que terá para restruturar só a parte dela, que é a parte de iluminação publica)

Acho que hoje, um bom exemplo, é o da Oscar Freire. Foi um trabalho dos lojistas junto a Eletropaulo e prefeitura. A Associação apresentou um plano onde cada um entraria com uma parte e haviram contrapartidas de cada no trabalho.

Hoje, em vista de todos os problemas que a cidade tem, é o menor dos problemas, o que não significa NÃO fazer, ou adiar, mas não tem sentido priorizar, é uma questão de formular um plano de longa duração.

Enfim, estou mais preocupado hoje se o corredor da Celso Garcia vai sair ou não! rs

Abraço rapaz! :D


^^ Você fala em "prioridades" para a cidade, mas vc crê que o governo de Sampa irá sanar todos os problemas da cidade? O que eu fico boquiaberto é que a arrecadação de Sampa é monstruosa comparada as outras cidades.

Concordo que aterramento é algo "não muito importante" comparado a outros problemas mais "graves". Aliás, problema (s) é o que não falta nas grandes metrópoles; entretanto, eu defendo a idéia de que O BRASIL NÃO PRECISA DE POLÍTICOS E SIM DE BONS ADMINISTRADORES.

Embora o aterramento de fiação não seja prioritário, penso que São Paulo merecia essa "despoluição visual".

Forte abraço,

Raul Neto
March 2nd, 2009, 04:37 PM
Gostei das fotos de Campina Grande.O Rio de Janeiro tem 85% em um lado e 50% no resto da cidade de fiação aterrada ?! Nossa !! Aqui em Salvador eu nunca vi nenhuma rua com fiação aterrada,nem no centro.
O Comércio é quase todo aterrado. Como é algo que me incomoda, sinto alegria quando vejo alguma área livre dos postes de cimento, redes aéreas e transformadores presos a postes medonhos como se fossem um pombal. Foi o aconteceu no Comércio, onde as ruas tem rede aterrada e elegantes postes metálicos esclusivos para iluminação. Como não sou de Salvador, não saberia dizer se tomaram esta providência em outras áreas específicas.

Raul Neto
March 2nd, 2009, 05:10 PM
^^ Raul, eu quis dizer que Sampa tem MUITO MAIS "bala na agulha" que o RIO. Isso é indiscutível.
Quanto a esses bairros que vc citou em Sampa que deveriam ser aterrado, discordo um pouco, pois duvido muito que a Prefeitura irá aterrar o Brás, o centro da Penha ou o centro do Tatuapé. Não que tais bairros não mereçam essa graça, mas é que nem em áreas nobres foram aterradas ainda, que dirá áreas tidas como "não luxuosas".
Mas, torço que um dia esse aterramento ocorra não somente em Sampa, mas em todo o Brasil.

Abração,
Emanuel, só quis destacar a pouca preocupação comum à gente do Rio em relação à posição que ocupam no país, no continente e no mundo. Há gente que sequer sabe que o Rio é uma das mais importantes metrópoles do mundo, que está entre as 30 cidades mais ricas do mundo, que é uma das quatro megacidades da América Latina. A auto-estima do carioca arrasta-se no chão e é comum a máxima, "infinitamente menor" que qualquer outro, muitas vezes muito menor que o Rio. Na verdade, o carioca em geral é a antítese do gaúcho ou do paranaense (que quando não estão informados duvidam ao saberem que suas economias são, quando somadas, pouco maiores que a do RJ), uma vez que vivem na contramão (mais que desejável) da baixa autoestima dos fluminenses.

Quanto aos demais comentários, opinarei como paulista que sou residindo há 16 anos, dos meus 48 anos, no Rio: a idéia de aterrar as principais vias dos subcentros de São Paulo está relacionada, principalmente, a relevância destes, independente se são áreas "luxuosas" ou não. O que ocorre em São Paulo atualmente é um divórcio gradual do pedestre em relação às ruas. E, isso se dá muito em função do pouco cuidado da prefeitura com as mesmas, concorrendo para um esvaziamento constante, exceto nas áreas de comércio atacadista. Há bairros como Pinheiros, cuja Rua Teodoro Sampaio, que até meados dos anos 80 tinha comércio equivalente ao da N. Sra de Copacabana, está hoje reduzida a uma via quase inóspita. O mesmo se dá em relação à Voluntários da Pátria em Santana, à 12 de Outubro na Lapa, ao Largo de Pinheiros, à Domingos de Morais na Vila Mariana e tantas outras vias importantíssimas e esvaziadas. Ao contrário do que por um momento alguém possa pensar, estas vias eram tomadas por comércio para a classe média e, as vezes, média alta, até pouco mais de 25 anos. Voltando ao Rio, quando notou-se o esvaziamento de algumas vias comerciais importantes da cidade em detrimento dos shoppings, ainda na primeira metade dos anos 90, implantou-se o Rio Cidade, com grande benefício para os comerciantes e para seus consumidores. Vias que eram horríveis, como a Dias da Cruz no Meier ou Praça das Nações em Bonsucesso sofreram verdadeira metamorfose. E vias elegantes como a Ataulfo de Paiva no Leblon ganharam movimento e valorização extra com as mesmas melhorias, que constaram, muito mais que um aterramento, de uma completa reurbanização e troca de mobiliário urbano. É disso que falo e é por aí que se pode, talvez, ainda, resgatar vias tão importantes não só para os pedestres mas também para a economia da cidade de São Paulo. Por fim, se falarmos de vias comerciais "luxuosas" em São Paulo, estas são muito poucas, uma vez que o comércio de luxo em rua está na Oscar Freire (aterrada finalmente) e imediações. Há algumas outras vias agradáveis como a João Cachoeira que poderiam receber tais benefícios, mas a grande maioria do comércio de luxo paulistano fora da Oscar Freire está nos shoppings voltados para a classe A da cidade.

Por fim, faltou falar da Berrini e imediações. Além do centro, que mais dia, menos dia será revitalizado e certamente ampliado em sua área física para tornar-se mais atraente, a região da Berrini, com seus edifícios luxuosos de mais ou menos (na minha opinião para menos) bom gosto, apresenta um urbanismo digno de ...Itaquera. É imperdoável, chega ser um descaso total da prefeitura, não se faz nada em termos de urbanismo na área. Construiram uma bela ponte sobre o Rio Pinheiros (que não é, também, disfrutável a pé) e mais nada. As ruas e avenidas seguem como a 25 anos, quando a área era ocupada por pequenas favelas, charcos, alguns depósitos e meia dúzia de prédios comercias. Nada foi feito, nenhum metro de aterramento naquela área que é hoje a queridinha das grandes sedes de empresas, de hotéis luxuosos, de várias atividades, enfim. Que tal um exercício de imaginação pensando na Berrini como uma avenida bem urbanizada, com belo paisagismo, nenhum poste de cimento e nenhum metro de cabo aéreo?

Raul Neto
March 2nd, 2009, 05:26 PM
Não vejo muito como uma questão de valer ou não a pena. Mas hoje, aterramento da fiação é a ultima das prioridades da cidade.

Como eu disse, isso não cabe a prefeitura (que já chacoalha nas pernas de pensar no gasto que terá para restruturar só a parte dela, que é a parte de iluminação publica)

Acho que hoje, um bom exemplo, é o da Oscar Freire. Foi um trabalho dos lojistas junto a Eletropaulo e prefeitura. A Associação apresentou um plano onde cada um entraria com uma parte e haviram contrapartidas de cada no trabalho.

Hoje, em vista de todos os problemas que a cidade tem, é o menor dos problemas, o que não significa NÃO fazer, ou adiar, mas não tem sentido priorizar, é uma questão de formular um plano de longa duração.

Enfim, estou mais preocupado hoje se o corredor da Celso Garcia vai sair ou não! rs

Abraço rapaz! :D
Todas suas ponderações são bastante equilibradas, mas pergunto, e não se ofenda: não te causa mal estar e incômodo à retina a visão quase aterradora de muitas, da maioria das importantes vias paulistanas, repletas de cabos, horrendos postes de cimento, transformadores presos aos postes, calçadas das mais medonhas e outras tralhas que os particulares agregam a este baile dos horrores? Tenho até a tese de que esse imbroglio visual de São Paulo e prejudicial ao senso estético em formação das novas gerações, que se acostumam com esta visão de horror e não reagem a ela.

B.Fai
March 2nd, 2009, 07:41 PM
Todas suas ponderações são bastante equilibradas, mas pergunto, e não se ofenda: não te causa mal estar e incômodo à retina a visão quase aterradora de muitas, da maioria das importantes vias paulistanas, repletas de cabos, horrendos postes de cimento, transformadores presos aos postes, calçadas das mais medonhas e outras tralhas que os particulares agregam a este baile dos horrores? Tenho até a tese de que esse imbroglio visual de São Paulo e prejudicial ao senso estético em formação das novas gerações, que se acostumam com esta visão de horror e não reagem a ela.

Ah com certeza! rs

Parece que a cidade está em um constante fim de festa junina: tiraram as bandeirinhas mas os fios permanecem!!!

Engraçado estar participar dessa discussão e, em paralelo, ver a discussão do Expresso Aeroporto 'renascer'. Digo isso pq em ambas eu venho falando em 'prioridades' e vejo o caso do Expresso, como está sendo apresentado, como o gasto de dinheiro mais absurdo de que se tem noticia. Por sorte - ou azar, depende do ponto de vista - quem vai investir é a iniciativa privada , mas a que custo? Criar um 'meio' que tem tudo para dinamitar outras alternativas mais baratas (ou alguém tem alguma duvida que a linha de onibus Cumbica-Metrô Tatuapé será logo em seguida desativada para não criar concorrência?)?

Penso que, como em casos especificos, como o caso da região da Oscar Freire, não seria o caso da iniciativa privada entrar nesse planejamento?

Um plano de ação para o ENTERRAMENTO (obrigado RoBruschi pela correção! :)) com a iniciativa privada é mais realista e possível que esperar que a prefeitura (a quem, reforço, não cabe esse trabalho) o faça, ainda mais com uma série de prioridades a frente para o uso do dinheiro publico (que não seja estufar os bolsos deles!!! rs) ;)

Emanuel Paiva
March 2nd, 2009, 10:06 PM
Emanuel, só quis destacar a pouca preocupação comum à gente do Rio em relação à posição que ocupam no país, no continente e no mundo. Há gente que sequer sabe que o Rio é uma das mais importantes metrópoles do mundo, que está entre as 30 cidades mais ricas do mundo, que é uma das quatro megacidades da América Latina. A auto-estima do carioca arrasta-se no chão e é comum a máxima, "infinitamente menor" que qualquer outro, muitas vezes muito menor que o Rio. Na verdade, o carioca em geral é a antítese do gaúcho ou do paranaense (que quando não estão informados duvidam ao saberem que suas economias são, quando somadas, pouco maiores que a do RJ), uma vez que vivem na contramão (mais que desejável) da baixa autoestima dos fluminenses.

Quanto aos demais comentários, opinarei como paulista que sou residindo há 16 anos, dos meus 48 anos, no Rio: a idéia de aterrar as principais vias dos subcentros de São Paulo está relacionada, principalmente, a relevância destes, independente se são áreas "luxuosas" ou não. O que ocorre em São Paulo atualmente é um divórcio gradual do pedestre em relação às ruas. E, isso se dá muito em função do pouco cuidado da prefeitura com as mesmas, concorrendo para um esvaziamento constante, exceto nas áreas de comércio atacadista. Há bairros como Pinheiros, cuja Rua Teodoro Sampaio, que até meados dos anos 80 tinha comércio equivalente ao da N. Sra de Copacabana, está hoje reduzida a uma via quase inóspita. O mesmo se dá em relação à Voluntários da Pátria em Santana, à 12 de Outubro na Lapa, ao Largo de Pinheiros, à Domingos de Morais na Vila Mariana e tantas outras vias importantíssimas e esvaziadas. Ao contrário do que por um momento alguém possa pensar, estas vias eram tomadas por comércio para a classe média e, as vezes, média alta, até pouco mais de 25 anos. Voltando ao Rio, quando notou-se o esvaziamento de algumas vias comerciais importantes da cidade em detrimento dos shoppings, ainda na primeira metade dos anos 90, implantou-se o Rio Cidade, com grande benefício para os comerciantes e para seus consumidores. Vias que eram horríveis, como a Dias da Cruz no Meier ou Praça das Nações em Bonsucesso sofreram verdadeira metamorfose. E vias elegantes como a Ataulfo de Paiva no Leblon ganharam movimento e valorização extra com as mesmas melhorias, que constaram, muito mais que um aterramento, de uma completa reurbanização e troca de mobiliário urbano. É disso que falo e é por aí que se pode, talvez, ainda, resgatar vias tão importantes não só para os pedestres mas também para a economia da cidade de São Paulo. Por fim, se falarmos de vias comerciais "luxuosas" em São Paulo, estas são muito poucas, uma vez que o comércio de luxo em rua está na Oscar Freire (aterrada finalmente) e imediações. Há algumas outras vias agradáveis como a João Cachoeira que poderiam receber tais benefícios, mas a grande maioria do comércio de luxo paulistano fora da Oscar Freire está nos shoppings voltados para a classe A da cidade.

Por fim, faltou falar da Berrini e imediações. Além do centro, que mais dia, menos dia será revitalizado e certamente ampliado em sua área física para tornar-se mais atraente, a região da Berrini, com seus edifícios luxuosos de mais ou menos (na minha opinião para menos) bom gosto, apresenta um urbanismo digno de ...Itaquera. É imperdoável, chega ser um descaso total da prefeitura, não se faz nada em termos de urbanismo na área. Construiram uma bela ponte sobre o Rio Pinheiros (que não é, também, disfrutável a pé) e mais nada. As ruas e avenidas seguem como a 25 anos, quando a área era ocupada por pequenas favelas, charcos, alguns depósitos e meia dúzia de prédios comercias. Nada foi feito, nenhum metro de aterramento naquela área que é hoje a queridinha das grandes sedes de empresas, de hotéis luxuosos, de várias atividades, enfim. Que tal um exercício de imaginação pensando na Berrini como uma avenida bem urbanizada, com belo paisagismo, nenhum poste de cimento e nenhum metro de cabo aéreo?

^^ Ok, agora entendi a sua assertiva. Vocêtem razão em tudo o que externou. Nós, Cariocas sabemos muito bem que a cidade poderia ser muito melhor aproveitada, mas não é. Nunca vi tamanha incompetência!!! O Rio desde a era Brizola para cá caiu muito. Hoje dá alguns sinais de melhora, pois queira ou não Cesar Maia com todos os seus equívocos ainda fez alguma coisa pela cidade. O casal Garotinho e Rosinha foram um ZERO A ESQUERDA, pois não fizeram absolutamente nada pela cidade, isto é, 8 longos anos de estagnação.
Mas, apesar dessa incúria e dos descalabros, o Rio é como a ave fênix que renasce das cinzas, pois a cidade acaba resistindo aos péssimos governantes.

Enfim, você falou que a área do Berrini não á aterrada. Isso é uma verdadeira afronta aos Paulistanos, pois uma área com aquele potencial nem poderia se cogitar postes com aquela fiação horrorosa. Foi por isso que eu disse que dificilmente irão aterrar o Brás, Tatuapé, Penha, Itaquera, etc.

O pior de tudo é que temos que conviver com esses desgovernadores e desprefeitos em nossas queridas cidades, pois esses estão ABAIXO DA MEDIOCRIDADE!!!!

Forte abraço,

pulga
March 3rd, 2009, 04:21 PM
Como disse, não sei como funciona no Rio, como isso se deu, mas o que a Eletropaulo apresentou na época (acho que essa noticia é de 2005) é o custo que sairia para ela fazer todo o trabalho na cidade no prazo de cinco anos, o que, acredito, deve envolver uma elevação nos custos de mão de obra (já que envolve novas contratações, mais carga tributária, treinamento, etc) por um periodo muito menor.

Não acredito que esteja superfaturado esse valor, mas acredito sim que seja um valor realista (na época) para execução de uma obra grande que sim, deveria contar cum a participação de de todas as concessionárias que usam a rede aérea da cidade (já que não faria o menor sentido aterrar só a parte eletrica e deixar o resto, se a Eletropaulo deve enterrar, todas as companhias que usam a malha aéria devem fazer o mesmo, o que rateia os valores, etc, enfim, o que vc citou que fizeram no Rio se faz em qualquer lugar, não tem nem sentido 'não fazer').



não, não se faz, vc considerou apenas a parte de eletricidade e telefonia que usam a malha aérea, mas ignorou completamente que foi feito expanção das redes de esgoto, água e gás, além de que normalmente as redes de tv a cabo usam redes subterrâneas feitas por elas mesmo que constituem em pequeno dutos que elas não dividem com possíveis concorrentes e etc..

entre colocar a rede de eletricidade no chão e levar a rede de telefonia junto pq "não tem nem sentido 'não fazer'" e juntar todos esses elementos que eu citei e fazer um sistema de galerias subterrâneas é uma diferença gigante

e eu acho esse valor completamente absurdo, aqui cada bairro que recebeu o rio-cidade gastou em média R$15 milhões com tudo isso que eu citei, por isso esse valor ai pra mim tá completamente extrapolado pra incentivar a não ser feito, pra que as pessoas achem que é muito caro pra uma coisa tão superficial e a eletropaulo não ter que gastar com isso

a Light não gastou nem 1/20 disso pra aterrar tudo que já aterrou

Positronn
March 3rd, 2009, 10:10 PM
^^ Foi tão barato assim? Então preciso convencer o prefeito daqui a não quebrar as ruas pra fazer esgoto já - precisamos de um projeto completo como esse do Rio - cidade.

Bruno SP
March 3rd, 2009, 10:27 PM
Eu sinceramente não me importo muito com isso não...

B.Fai
March 3rd, 2009, 11:18 PM
Outra noticia que encontrei (desde que mudei de "Aterramento" para "ENterramento" surgiram muitas noticias e informações a respeito!) sobre o caso.

Pois é, essa é ainda mais desanimadora em valores.

http://www.estado.com.br/editorias/2006/10/25/edi-1.93.5.20061025.1.1.xml

Tem esses outras duas que falam sobre o que foi feito na Rua Oscar Freire.

http://porta-voz.com/noticias/ler/_100_postes_a_menos_na_oscar_freire
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=1893

Segue ainda uma noticia da época em que saiu a Lei que pretende acabar com a rede aérea na cidade, numa nova etapa do "Cidade Limpa" que ainda prevê a redução da poluição do ar e sonora mais para frente:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u126392.shtml

Como eu disse, repeti, e novamente vou repetir mais uma vez, eu não sei sobre o o que foi feito no Rio, como funciona, etc - diga-se, não encontrei nada a respeito de valores e custos das obras, metodos aplicados, tipos de solo, rede existente, anterior do "Rio-cidade", se alguém tiver, faça as vezes e dividam conosco! - mas não discuto o que foi apresentado a imprensa pela Eletropaulo (Empresa do 'estado', que atende 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital através de 132 estações transformadoras de distribuição (ETD), 1,7 mil quilômetros de circuito de subtransmissão e uma rede de aproximadamente 311 mil quilômetros de condutores aéreos, três mil quilômetros de condutores subterrâneos e 1,2 milhão de postes. É muita coisa.).

Apenas repassei informações que não foram desmentidas pela mesma imprensa que as divulgou, no mais, pela ultima vez (e peço encarecidamente que, antes de responder a qualquer coisa que eu escreva, leia tudo que eu escrevi, por favor) eu não sou contra o enterramento de fios - temos até uma lei muito bacana que já exige que até 250 km de fios devem ser enterrados por ano - só acho que há coisas muito mais importantes e urgentes (como transportes, habitação, saude, educação, segurança...) a se tratar.

Juninhoo
March 4th, 2009, 01:24 AM
^^
" Com o Rio Cidade, o bairro passa a contar com iluminação publica moderna, nova pavimentação de calçadas e vias, novo mobiliário urbano, sinalização viária horizontal e vertical, rampas para acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais, idosos e crianças, abrigos de paradas de ônibus, áreas de lazer, além de novas redes subterrâneas de infraestrutura de águas pluviais, energia, telefonia e iluminação. O programa também estimula a revitalização das áreas adjacentes.

De 2001 a 2008, a Prefeitura investiu R$ 240 milhões
na reurbanização de 16 bairros da cidade, com gerenciamento da RIOURBE, Empresa Municipal de Urbanização e da COORDENADORIA GERAL DE OBRAS(CGO), órgãos da SECRETARIA MUNICIPAL DE OBRAS. "

Juninhoo
March 4th, 2009, 01:26 AM
http://obras.rio.rj.gov.br/index2.cfm?sqncl_publicacao=264

Rodriogs
March 4th, 2009, 01:42 AM
Aqui em Manaus isso não existe... o governo não tem dinheiro pra nada.

Mas é até bom, pq aqui o sol é muito forte, e a situação dos fios já é tão feia que eles fazem sombra pra nós ardarmos na rua :)

pulga
March 4th, 2009, 01:54 AM
Outra noticia que encontrei (desde que mudei de "Aterramento" para "ENterramento" surgiram muitas noticias e informações a respeito!) sobre o caso.


além do que o Juninhoo postou estou postando mais uns dados

Rio-cidade Bangu
http://obras.rio.rj.gov.br/index.cfm?sqncl_publicacao=423

custo R$ 19.258.477,98

por

- 2 elevadores para deficientes
- 4 escadas rolantes
- 600 metros de cobertura metálica climatizada
- 102 metros de cobertura metálica sobre a passarela
- 121 mesas de jogos
- 47 bancos
- 31 abrigos de ônibus
- 41 bicicletários
- 67 telefones públicos
- 195 lixeiras
- 87 semáforos
- 628 postes de iluminação
- 12 charizes
1 parquinho com brinquedos


Urbanização e paisagismo

- 31.969 m2 de pavimentação em pedra portuguesa
- 11.327 m2 de pavimentação em granito
- 4.352 m2 de pavimentação em concreto
- 24.620 m2 de pavimentação asfáltica

- 307 árvores e 8 palmeiras

Redes de infra estrutura

- 2.994 m de redes de água
- 3.331 m de redes de drenagem
- 5.079 m de redes de esgoto
- 10.114 m de redes de iluminação pública
- 9.747 m de redes de telefonia
- 2.183 m redes de sinalização
- 13.144 m de redes de energia elétrica
Sistema de climatização por microgotejamento


Rio-cidade Lins de Vasconcelos
http://obras.rio.rj.gov.br/index.cfm?sqncl_publicacao=799

custo R$ 10.869.911,38
por

Principais intervenções

- Construção de novos acessos às garagens, em piso intertravado vermelho;
- Pavimentação de calçadas em placas de concreto com texturas diferenciadas;
- Nova pavimentação asfáltica em toda a área de intervenção;
- Colocação de meios-fios de acordo com os novos alinhamentos;
- Instalação de balizadores metálicos;
- Plantio de novas árvores;
- Construção de travessias de pedestres com rampas e pisos diferenciados com atenção especial aos portadores de deficiência física e idosos, conforme NBR 9050;
- Instalação de abrigos de ônibus padrão Cemusa;
- Implantação de novo sistema de drenagem;
- Conversão das redes aéreas para redes subterrâneas e instalação de novos postes de iluminação, ao longo de toda a rua.


Rio Cidade Lins de Vasconcelos em números
Pavimentação

- Piso intertravado vermelho (acesso carros): 3.100 m²
- Meio-fio em granito apicoado: 1.002 ml
- Meio-fio em granito a ser nivelado: 3.104 ml
- Pedra portuguesa branca: 252,3 m²
- Pedra portuguesa preta: 202,5 m²
- Asfalto: 17.402,24 m²
- Asfalto amarelo: 80 m²
- Asfalto amarelo: 158,86 m²
- Asfalto azul: 1.478,36 m²

Equipamentos urbanos
- Abrigos de ônibus: 6 unid
- Bicicletários: 2 unid
- Bancos de concreto: 2 unid
- Telefone público simples: 1 unid
- Telefones públicos duplos: 6 unid
- Lixeiras duplas: 6 unid
- Lixeiras simples: 4 unid
- Bancas de jornal: 3 unid

Paisagismo
- Árvores existentes: 62 unidades
- Árvores novas: 203 unidades

Acessibilidade
- Rampas para portadores de deficiência física e idosos: 22 unid.

Iluminação e sinalização
- Postes multiuso (sinal/iluminação/letreiro):11 unid.
- Instalação de relógio digital Cemusa: 1 unid.


esses são os mais detalhados que eu encontrei no site

OBS: ambos são suburbio do Rio

pulga
March 4th, 2009, 02:03 AM
...

goVal
March 15th, 2009, 09:34 PM
Aah, eu duvido que eles gastariam esse valor todo pra aterrar os fios...
Com 55 bilhões de reais dá pra construir mais de 200 quilômetros de metrô...

Maria Theresa
March 17th, 2009, 02:22 AM
Astronauta,

Me desculpe, embora não viva em BH vou sempre aí à trabalho. Só mesmo as ruas do micro-centro tem a rede aterrada. As demais áreas dentro do projeto original, inclusive os belíssimos e valorizadíssimos Savassi e Lourdes tem rede aérea e montes de postes de cimento. em alguns lugares ocorreu o aterramento de parte da rede, mas ficou algo e os pavorosos postes de cimento com seus braços metálicos a sustentar luminária. A área aterrada resume-se, a meu ver, a Avenida Afonso Pena, Amazonas até a Praça Raul Soares, e todas as demais ruas centrais tendo como limite a Avenida do Contorno por um lado, o Parque Municipal por outro e a Avenidas Augusto de Lima até a Praça Raul Soares. por exemplo, cruzando-se esta avenida com a Espírito Santo ou a Rio de Janeiro, a rede, no sentido de quem segue para Lourdes é toda aérea a partir de esquina. E, é uma pena, pois este traçado dá uma graça particular a BH, coisa rara no Brasil, onde as cidades não tem belo traçado.


É verdade o que vc falou. É essa a situação atual aqui.

Astronauta
March 17th, 2009, 03:19 AM
^^ Ah, vocês nem me deixam ser feliz no meu mundo... :lol:

NewTomorrow
March 17th, 2009, 05:54 AM
sera que eles querem enterrar a fiaçao para ser mais dificl o roubo de energia?

Emanuel Paiva
March 17th, 2009, 12:07 PM
sera que eles querem enterrar a fiaçao para ser mais dificl o roubo de energia?

^^ Enterrando a fiação o roubo é mais difícil e também o visual da cidade dá uma "clareada". Os fios fazem mal aos olhos.

Estou lançando aqui mais um slogan, "Os foristas do SSC advertem: fiação área faz mal aos olhos"...rs

PedroGabriel
March 17th, 2009, 12:21 PM
Aqui em Manaus isso não existe... o governo não tem dinheiro pra nada.

Mas é até bom, pq aqui o sol é muito forte, e a situação dos fios já é tão feia que eles fazem sombra pra nós ardarmos na rua :)
:lol: é bom ver o lado positivo das coisas, mas penso que fiação aerea pode provocar problemas de saúde, devido ao electromagnetismo ou algo assim, mas é algo que carece de prova, mesmo assim convém prevenir!

lusorod
March 17th, 2009, 02:17 PM
A oscar freire nem tá tendo uma manutenção decente...já tá um horror na minha opinião. Aliás rico no Brasil é assim né....o primeiro a sujar. Percebe-se a educação de um povo pela atitude de suas elites e a elite Brasileira tem péeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeessima qualidade.

Raul Neto
March 17th, 2009, 03:15 PM
^^ Enterrando a fiação o roubo é mais difícil e também o visual da cidade dá uma "clareada". Os fios fazem mal aos olhos.

Estou lançando aqui mais um slogan, "Os foristas do SSC advertem: fiação área faz mal aos olhos"...rs
Ótimo slogan! Vamos divulgá-lo pois é verdadeiro.

Raul Neto
March 17th, 2009, 03:16 PM
Aah, eu duvido que eles gastariam esse valor todo pra aterrar os fios...
Com 55 bilhões de reais dá pra construir mais de 200 quilômetros de metrô...
Como é que capitais de nações pobres da África tem rede aterrada? É sinal de que não é tão caro assim e bastante exequível.

Emanuel Paiva
March 17th, 2009, 03:23 PM
Como é que capitais de nações pobres da África tem rede aterrada? É sinal de que não é tão caro assim e bastante exequível.

^^ Acho que o problema é "político". Aqui no Rio estão calculando gastar 30 bilhões com as Olimpiadas 2016 (caso o RIO vença a disputa). Isto é, quando se quer, se faz :)

UrbanistaArquiteto
March 17th, 2009, 09:38 PM
Como é que capitais de nações pobres da África tem rede aterrada? É sinal de que não é tão caro assim e bastante exequível.

cidades como Luanda, em angola, tiveram sua rede enterrada construída pelo governo de Portugal, quando colônia. As partes mais recentes da cidade, construídas pelo governo angolano são com fiação aérea. E assim acontece na maioria destas capitais africanas, lembrem-se, lah as nações independentes são mais jovens, eram colonias ainda quando já havia eletricidade, e redes - enterradas e aéreas - de eletricidade...

pulga
March 18th, 2009, 12:34 AM
por acaso eles não apresentaram o orçamento detalhado? pq falar que vai custar 55 bilhões é uma coisa, outra é apresentar o orçamento em detalhes

Raynits
March 18th, 2009, 07:07 PM
Eu imagino que se for aterrar a fiação tem que fazer bem feito, porque depois se der problema tem que abri tudo. Daí quando fecha fica tudo remendado e acaba sendo pior do que fiação aérea. Além do mais fio de telefone e tv a cabo que toda hora tão mexendo .

Afora isso acho que o aterramento da fiação é ótimo e deixa o ambiente muito mais agradável. Em Gramado, o aterro dos fios foi uma das bases do projeto de revitalização da Av. Borges de Medeiros.
http://farm4.static.flickr.com/3079/2849056168_90a01b0592_o.jpg
flickr Bruno Giacomelli

Positronn
March 19th, 2009, 12:09 AM
^^ Seria legal ter uma foto de um ângulo parecido antes da revitalização

soruco
June 15th, 2011, 04:05 AM
Pessoal, resolvi ressuscitar esse thread :) como anda o projeto de ampliar a faixa de areia e aterrar a fiacao eletrica da Avenida Atlantica em Balneario Camboriu?
exemplos como Blumenau, Rio, Sao Paulo, Gramado e Campina Grande mostram que e' possivel ter nos centros das cidades brasileiras, fiacao aterrada.

FloripaNation
June 15th, 2011, 10:55 PM
Afinal, alguém tem uma tabela compararndo o valor dos dois tipos???

Cearasc
June 16th, 2011, 05:29 AM
O prefeito que aterrar os fios em fortaleza, terá meu voto para sempre.
Fortaleza seria tão mais bela se os fios fossem aterrados.. o meireles se tornaria um dos bairros mais bonitos do brasil. ´E simplesmente um horror certos cruzamentos aqui.

Thina
July 27th, 2011, 05:38 AM
Pessoal, resolvi ressuscitar esse thread :) como anda o projeto de ampliar a faixa de areia e aterrar a fiacao eletrica da Avenida Atlantica em Balneario Camboriu?
exemplos como Blumenau, Rio, Sao Paulo, Gramado e Campina Grande mostram que e' possivel ter nos centros das cidades brasileiras, fiacao aterrada.


Há obras por toda BC, para a AV. Atlântica no momento só uma nova iluminação no calçadão.


Um comentário do Luan (forista de BC)


(...)
E por fim, o alargamento da faixa de areia sai (acredito eu). Até porque já encontram a jazida, o estudo tá em andamento e já teve até comitiva do governo municipal visitando a matriz da Coastal Planning nos EUA. Só falta o dim dim. Já o alargamento da Atlântica, esse não sai mesmo. A princípio o projeto contemplava uma avenida duplicada, em ambos os sentidos. Mas mudaram o projeto e agora, SNME, só uma faixa adicional para viaturas será construída. Esses tempos saiu uma notícia no site da PMBC que iriam transferir todas as vagas de estacionamento e as placas de sinalização para o lado esquerdo da via, deixando o direito livre para a ciclovia.

Eu particularmente acho que deveriam esperar o alargamento da faixa para alargar o calçadão e daí sim, fazer a ciclovia.


Sobre o Alargamento da faixa de areia na praia central.

Prefeito autoriza licitação para estudos ambientais do alargamento da Praia Central
(http://www.balneariocamboriu.sc.gov.br/imprensa/noticia.cfm?codigo=7863&home=1)

Guilherme2004
July 27th, 2011, 04:28 PM
Ninguém merece isso

http://desmond.imageshack.us/Himg819/scaled.php?server=819&filename=fotos1029.jpg&res=medium

Izumy
July 28th, 2011, 01:33 AM
^^
que coisa vomitavel!

falmotta
June 19th, 2012, 03:22 AM
Sobre o tema (não é recente a matéria mas o problema persiste):

Lei que obriga remoção do cabo aéreo é descumprida

Representantes da AES Eletropaulo admitiram que a fiação subterrânea evitaria 70% dos blecautes

A lei que obriga enterramento da fiação elétrica é descumprida e paulistano deve continuar sofrendo com apagões no fornecimento de energia. Em São Paulo, há cinco anos, a legislação obriga a remoção gradativa do cabeamento aéreo para redes subterrâneas. No entanto, a AES Eletropaulo, responsável por 98% da fiação, e a Prefeitura descumprem a determinação aprovada pela Câmara. A lei prevê enterramento de até 250 quilômetros da rede por ano, mas a Eletropaulo cumpriu apenas 1,3% em 2011.

Uma CPI no legislativo da capital paulista investiga o contrato do Município com a empresa distribuidora de energia. O presidente da Comissão, Antonio Donato, do PT, ressaltou que o poder público e a Eletropaulo não demonstram interesse em se adequar. “A Prefeitura não apresentou o plano de enterramento da rede aérea que é prevista na lei. Como não apresentou, a Eletropaulo não deve ser cobrada”.

Na Câmara São Paulo, representantes da AES Eletropaulo admitiram que a fiação subterrânea evitaria 70% dos blecautes de energia. A empresa diz que, desde 2001, investiu R$ 318 milhões em trechos da Avenida Faria Lima e Ruas José Paulino, 13 de Maio e Bernardino de Campos. Para o ano que vem, estão previstos quatro quilômetros e meio, nas ruas José Paulino, do Gasômetro e Largo da Batata.

O coordenador do Grupo de Estudos do Setor Elétrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Nivalde de Castro, defendeu o custo-benefício. “O custo é muito mais elevado, não há a menor dúvida. Mas, como no setor elétrico você nunca deve pensar a curto prazo (…) uma ação deste tipo traria muitos benefícios para os moradores de São Paulo”.

Nas contas da Prefeitura, a rede elétrica supera 36 mil quilômetros, mas somente 1.800 quilômetros são subterrâneos.Para o Departamento de Controle de Uso de Vias Públicas, o enterramento é complexo e trará custos de adaptação aos paulistanos.

A diretora do Convias estima que o serviço esteja orçado em R$ 90 bilhões, valor que caberia à concessionária Eletropaulo. Em entrevista ao repórter Marcelo Mattos, a engenheira Antonia Guglielmi minimizou o atraso na lei em razão dos custos e das dificuldades.

Em 2011, constantes interrupções e demora no restabelecimento da energia fizeram a Arsesp multar a Eletropaulo em R$ 30 milhões. Além da Agência Reguladora de Saneamento e Energia de São Paulo, o Procon também emitiu três autuações, no valor de R$ 11 milhões.

Fonte: http://jovempan.uol.com.br/noticias/saopaulo/2011/12/lei-que-obriga-remocao-do-cabo-aereo-e-descumprida.html

Marcos6010Vinicius
June 19th, 2012, 04:10 AM
Aqui em Marília a coisa está feia também. Fotos de minha autoria.

http://i1241.photobucket.com/albums/gg513/Marcos6010Vinicius/Marilia2012parte1/P4120138.jpg

http://i1241.photobucket.com/albums/gg513/Marcos6010Vinicius/Marilia2012parte1/P4120104.jpg

WYZ
June 19th, 2012, 04:31 AM
http://i1241.photobucket.com/albums/gg513/Marcos6010Vinicius/Marilia2012parte1/P4120138.jpg

Nossa, não sei o que é pior: as barracas de lata, o lixo ou a fiação. :bash:

A segunda foto ficou legal, exceto a fiação, é claro.

O thread é de 2009 e quase nada foi feito desde então. Com poucas excessões :bash:

Marcos6010Vinicius
June 19th, 2012, 04:37 AM
Nossa, não sei o que é pior: as barracas de lata, o lixo ou a fiação. :bash:

A segunda foto ficou legal, exceto a fiação, é claro.

O thread é de 2009 e quase nada foi feito desde então. Com poucas excessões :bash:

Literalmente, o thread deu uma ressuscitada. A primeira foto é do lado da estação ferroviária, onde existe um camelódromo.

AlbertoCruz
June 19th, 2012, 04:52 AM
http://i1241.photobucket.com/albums/gg513/Marcos6010Vinicius/Marilia2012parte1/P4120138.jpg

quem faz isso nao tem um pingo de educação afff deveria ter uma cidade exclusiva pra esse tipo de gente.....pois eu acho pior a sujeira que a fiação....

Marcos6010Vinicius
June 19th, 2012, 04:59 AM
http://i1241.photobucket.com/albums/gg513/Marcos6010Vinicius/Marilia2012parte1/P4120138.jpg

quem faz isso nao tem um pingo de educação afff deveria ter uma cidade exclusiva pra esse tipo de gente.....pois eu acho pior a sujeira que a fiação....

já denunciamos aqui em Marília aos orgãos competentes, mas nada de resposta :down::drool::drool::drool:

lusorod
June 19th, 2012, 04:16 PM
Outra noticia que encontrei (desde que mudei de "Aterramento" para "ENterramento" surgiram muitas noticias e informações a respeito!) sobre o caso.

Pois é, essa é ainda mais desanimadora em valores.

http://www.estado.com.br/editorias/2006/10/25/edi-1.93.5.20061025.1.1.xml

Tem esses outras duas que falam sobre o que foi feito na Rua Oscar Freire.

http://porta-voz.com/noticias/ler/_100_postes_a_menos_na_oscar_freire
http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=1893

Segue ainda uma noticia da época em que saiu a Lei que pretende acabar com a rede aérea na cidade, numa nova etapa do "Cidade Limpa" que ainda prevê a redução da poluição do ar e sonora mais para frente:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u126392.shtml

Como eu disse, repeti, e novamente vou repetir mais uma vez, eu não sei sobre o o que foi feito no Rio, como funciona, etc - diga-se, não encontrei nada a respeito de valores e custos das obras, metodos aplicados, tipos de solo, rede existente, anterior do "Rio-cidade", se alguém tiver, faça as vezes e dividam conosco! - mas não discuto o que foi apresentado a imprensa pela Eletropaulo (Empresa do 'estado', que atende 24 municípios da Grande São Paulo, incluindo a capital através de 132 estações transformadoras de distribuição (ETD), 1,7 mil quilômetros de circuito de subtransmissão e uma rede de aproximadamente 311 mil quilômetros de condutores aéreos, três mil quilômetros de condutores subterrâneos e 1,2 milhão de postes. É muita coisa.).

Apenas repassei informações que não foram desmentidas pela mesma imprensa que as divulgou, no mais, pela ultima vez (e peço encarecidamente que, antes de responder a qualquer coisa que eu escreva, leia tudo que eu escrevi, por favor) eu não sou contra o enterramento de fios - temos até uma lei muito bacana que já exige que até 250 km de fios devem ser enterrados por ano - só acho que há coisas muito mais importantes e urgentes (como transportes, habitação, saude, educação, segurança...) a se tratar.

esses numeros que a prefeitura e as empresas estimam são superfaturados. A Comgás durante anos perfurou e acabou com o asfalto da cidade de SP toda e com certeza não gastou 100 bilhoes com isso.

O governo de SP quebrou a rua dos pinheiros inteira, toda a região do largo da batata ficou anos com buracos enormes em decorrencia do metrô. Porque então estado e prefeitura não coordenaram uma ação com o metrô em que aproveitassem a mão de obra que já estava disponivel e os buracos que já haviam sido abertos e não aterraram a fiação das regiões que tiveram obras do metrô? Nem mesmo os arredores da estação Butantan foram aterrados. Há enorme falta de planejamento.

falmotta
June 19th, 2012, 05:22 PM
^^^^ Também acho que essas estimativas são superestimadas.

Em Ribeirão Preto um projeto de enterramento da fiação está indo adiante e os valores são razoáveis. Guardadas as devidas proporções, acho quem em SP o valor não chegaria sequer à metade do apontado nesses "estudos".

Positronn
June 19th, 2012, 05:54 PM
edit

Positronn
June 19th, 2012, 06:02 PM
Joinville como a grande maioria das cidades brasileiras, dá pra contar nos dedos as ruas que tem fiação aterrada. A Rua Visconde de Taunay está sendo reurbanizada agora', com fiação aterrada e custará R$1 milhão por km +-

Não é tão inviável assim, se a prefeitura bancasse metade desse custo. Cada proprietário poderia pagaria R$250 por metro de testada do seu terreno, algo semelhante ao custo do próprio asfaltamento. Só que para alguém concordar em pagar isso, as pessoas teriam de ter a consciencia de quererem pagar mais por um terreno ou imóvel numa rua com fiação aterrada porque acham mais bonito e seguro.

Me auto-quotando a mim mesmo lá de 2009.
Como ficou a Visconde de Taunay:

http://www.ndonline.com.br/uploads/2011/04/13-04-2011-17-54-33-visconde-de-taunay-joyce-.jpg
Joyce R. Giotti/ND

A solução na Manoel Dias em Salvador é interessante. A fiação de alta tensão foi mantida aérea (podiam não ter colocado postes de concreto, e usado fiação multiplexada). Se alguém souber quanto foi investido nessa reurbanização...
http://img146.imageshack.us/img146/2514/avmanoeldiasdasilva01edewgw7in.jpg
Roque

aleochi
June 19th, 2012, 06:45 PM
^^ Achei péssimo! Era pra ter enterrado tudo. Não adiantou de nada. :(

CARIOCAemSSA
June 19th, 2012, 06:49 PM
^^

O ideal seria ter enterrado tudo, mas o resultado ficou longe do péssimo. Pessoalmente o resultado é muito bom!

ThalesC
June 19th, 2012, 07:11 PM
Aqui em Campos dos Goytacazes anunciaram que revitalizarão todo o centro da cidade, incluindo o aterramento da fiação aérea. Serão mais de 27 ruas e avenidas contempladas.

PietroBH
June 19th, 2012, 07:59 PM
Nossa! Isso ficilitaria, e muito, minhas fotos de BH;

eduardoazul
June 19th, 2012, 08:18 PM
A coisa mais terceiro mundista e horrorosa são essas fiações, a maioria de telefonia emboladas umas nas outras pelos postes das cidades!!
As prefeituras deveriam começar a arranjar uma solução para isso!

Caboclo
July 20th, 2012, 03:25 AM
Em Campinas existe algum projeto ativo? Estava olhando umas fotos e está horrível naquela situação; e quando passo na cidade [em bairros mais distantes do Centro] é ainda pior.

Skybord
July 20th, 2012, 03:59 AM
Aqui em minha cidade, Toledo, nas reurbanizações que vem sendo feitas estão fazendo bem parecido à avenida de Salvador citada acima.

Eles passam toda a fiação aérea para um lado da avenida, rua. A única diferença é que os postes onde passa a rede só servem para os fio e não para iluminação. Mas no centro da cidade grande parte da fiação é enterrada.

Positronn
July 20th, 2012, 02:11 PM
Aqui em minha cidade, Toledo, nas reurbanizações que vem sendo feitas estão fazendo bem parecido à avenida de Salvador citada acima.

Eles passam toda a fiação aérea para um lado da avenida, rua. A única diferença é que os postes onde passa a rede só servem para os fio e não para iluminação. Mas no centro da cidade grande parte da fiação é enterrada.

Teria fotos para ilustrar isso? O de Salvador, na verdade, toda fiação foi passada para o subterrâneo exceto a primária, de média tensão, que continuou aérea. Não sei quão mais barato é, mas o resultado é aceitável, na minha opinião.

Astronauta
July 20th, 2012, 02:48 PM
^^ Eu também acho. O pior de tudo é a fiação telefônica e de tv (fios mais grossos) e a distribuição geral para os imóveis (postes disparando fios para todo lado).

Se a transmissão elétrica é mais cara ou perigosa para ser subterrânea, desaparecendo os demais, fica muito bom.

No caso da Manoel Dias, parece que não aproveitaram bem o lugar para arborização (mas ainda é cedo para concluir).

Valter
July 21st, 2012, 01:38 AM
Em Araxá, a fiação nova já está aterrada, em breve a aérea será retirada.


http://farm8.staticflickr.com/7280/7412084466_e05bb65258_b.jpg

http://i46.tinypic.com/oqw190.jpg

http://i49.tinypic.com/2yuzvyf.jpg

Positronn
July 21st, 2012, 01:54 AM
Aqui em minha cidade, Toledo, nas reurbanizações que vem sendo feitas estão fazendo bem parecido à avenida de Salvador citada acima.

Eles passam toda a fiação aérea para um lado da avenida, rua. A única diferença é que os postes onde passa a rede só servem para os fio e não para iluminação. Mas no centro da cidade grande parte da fiação é enterrada.

Procurei e procurei e não achei fotos de Toledo com fiação subterrânea. E o caso de Salvador é diferente disso que você falou aí de Toledo. Lá eles passaram toda a fiação secundária (baixa tensão), telefonia e TV a cabo pro subterrâneo. Isso não foi feito em Toledo, pelo que vi por fotos, até porque não é uma intervenção tão simples quanto cavar um buraco estreito pra passar a fiação necessária para alimentar uma iluminação separada (que é o que foi feito por aí).

MicBrazil
July 21st, 2012, 04:23 AM
^^ Eu também acho. O pior de tudo é a fiação telefônica e de tv (fios mais grossos) e a distribuição geral para os imóveis (postes disparando fios para todo lado).

Se a transmissão elétrica é mais cara ou perigosa para ser subterrânea, desaparecendo os demais, fica muito bom.

No caso da Manoel Dias, parece que não aproveitaram bem o lugar para arborização (mas ainda é cedo para concluir).


De um ano para cá São Paulo está ficando um caos em relação a fiação aérea, a Telefônica e a Net terceirizam os seus serviços e os terceirizados não têm nem curso técnico, não usam uniforme, na maioria dos casos o carro não têm identificação e eles estão fazendo uma lambança, na fiação no meu bairro os fios foram tão mal fixados que simplesmente os fios estão formando uma barriga por causa do peso e chegam a encostar no chão, fazem um emaranhado de fios e o pior que aos poucos esta praga está se alastrando pela cidade

Sorvete na Testa
July 22nd, 2012, 04:05 PM
Fiação aérea é coisa típica do Novo e do Novíssimo Mundo (América e Oceania - se bem que na Ásia, a fiação aérea corre solta). Na Europa, fiação aérea é bem rara. Tem um estudo que diz que na Holanda só tem algumas centenas de quilômetros de fiação aérea. Mesmo em países de renda per capita menor, o uso de fiação subterrânea é bem comum.

Agora, é só no Brasil que condomínios horizontais de luxo como Alphaville e semelhantes possuem fiação aérea.

Suburbanist
July 22nd, 2012, 04:11 PM
Fiação aérea é coisa típica do Novo e do Novíssimo Mundo (América e Oceania - se bem que na Ásia, a fiação aérea corre solta). Na Europa, fiação aérea é bem rara. Tem um estudo que diz que na Holanda só tem algumas centenas de quilômetros de fiação aérea. Mesmo em países de renda per capita menor, o uso de fiação subterrânea é bem comum.


A Europa não tem mais fiação enterrada por uma decisão estética (embora hoje isso seja o preferido), mas sim porque quando as cidades foram eletrificadas, optou-se por um modelo de distribuição de energia que usava um número menor de transformadores mais potentes, já que havia, desde aquela época, maior quantidade de prédios amalgamados uns aos outros ao invés de casas isoladas como na América do Norte. Nos EUA, a eletrificação predominante foi baseada em transformadores que atendem um número pequeno de casas. E, em várias cidades, usam-se corredores nos fundos dos imóveis para tal função.

Positronn
July 22nd, 2012, 04:24 PM
Alguém saberia dizer quão mais barato é implementar uma solução como da Manoel Dias em Salvador, que mantém os fios de alta tensão e os transformadores aéreos, ao invés de uma solução totalmente subterrânea?

Sorvete na Testa
July 22nd, 2012, 06:53 PM
Algumas leituras interessantes sobre o tema:
- Out of Sight, Out of Mind Revisited: An Updated Study on the Undergrounding Of Overhead Power Lines (http://www.eei.org/ourissues/electricitydistribution/Documents/UndergroundReport.pdf) de Kenneth Hall para o Edison Electric Institute;
- Undergrounding of Electricity Lines in Europe (http://ec.europa.eu/energy/gas_electricity/studies/doc/electricity/2003_12_undergrounding.pdf) da Comissão de Comunidades Europeias;
- Overview of the Potential for Undergrounding the Electricity Networks in Europe (http://ec.europa.eu/energy/gas_electricity/studies/doc/electricity/2003_02_underground_cables_icf.pdf) da Comissão Europeia e
- Joint paper: Feasibility and technical aspects of partial undergrounding of extra high voltage power transmission lines (http://ec.europa.eu/energy/infrastructure/studies/doc/2010_high_voltage_power_transmission_lines.pdf) de Jean Verseille e Thomas Neesen da Europacable para a Comissão Europeia.

Positronn
September 10th, 2012, 02:01 AM
Com essa ferramente incrível que é o Google Street View, pude atestar "in loco" algumas soluções intermediárias que existem Brasil afora.

Salvador, só a rede primária é aérea, todo o resto é subterrâneo. Pra região que é, parece-me uma ótima solução.
http://i.imgur.com/mcer0.jpg

http://i.imgur.com/L9dcX.jpg

Brusque, a rede primária e os transformadores são aéreos. Esse tipo de rede compacta não fica muito bom num centro de cidade dessa forma. No entanto, é uma situação melhor do que se houvessem uma profusão de cabos telefonia cruzando o céu junto destes.
http://i.imgur.com/1kS7a.jpg
http://i.imgur.com/3Wbi0.jpg

Governador Valadares, as árvores e a rede multiplexada (inclusive a de alta tensão) deixa tudo mais organizado. Mas também escondem as fachadas dos imóveis.
http://i.imgur.com/aEdiD.jpg

bruninhodb
September 10th, 2012, 02:34 AM
Conheço essa avenida de Salvador, se não me engano é a Manoel Dias, na Pituba.
A fiação subterranea dá outro aspecto às cidades. É nosso dever defendê-la. Se em outros países essa ideia funciona como plano de expansão, porque nós tbm não podemos??

Se nao me engano, há a formação de um consorcio organizado pelas empresas que utilizam e fazem os ductos de passagem e este administra cedendo/cobrando quando outras empresas entram no mercado. Se há uma concessão, nada mais justo que um dos itens de obrigatoriedade seja esse, pode ficar mais caro, mas não queremos uma cidade mais bonita e confortável de se viver? Então vale a pena.

xrtn2
September 10th, 2012, 07:24 PM
Esses postes sao uns trambolhos mesmo:bash::bash:

O vontade de derruba-los.:)

MicBrazil
September 10th, 2012, 08:34 PM
Algumas leituras interessantes sobre o tema:
- Out of Sight, Out of Mind Revisited: An Updated Study on the Undergrounding Of Overhead Power Lines (http://www.eei.org/ourissues/electricitydistribution/Documents/UndergroundReport.pdf) de Kenneth Hall para o Edison Electric Institute;
- Undergrounding of Electricity Lines in Europe (http://ec.europa.eu/energy/gas_electricity/studies/doc/electricity/2003_12_undergrounding.pdf) da Comissão de Comunidades Europeias;
- Overview of the Potential for Undergrounding the Electricity Networks in Europe (http://ec.europa.eu/energy/gas_electricity/studies/doc/electricity/2003_02_underground_cables_icf.pdf) da Comissão Europeia e
- Joint paper: Feasibility and technical aspects of partial undergrounding of extra high voltage power transmission lines (http://ec.europa.eu/energy/infrastructure/studies/doc/2010_high_voltage_power_transmission_lines.pdf) de Jean Verseille e Thomas Neesen da Europacable para a Comissão Europeia.

Muito interessante estas apostilhas, eu não sabia que 100% da rede de baixa e média tensão da Holanda era subterrânea, e até as de alta tensão eles aterram uma parte!

Sonho meu que aqui pelo menos 15% fosse sub....rsrs

George W. Bush
September 10th, 2012, 10:21 PM
Interessante ler os pros e contras no primeiro documento mencionado acima. Realmente aterrar os cabos geralmente faz pouco sentido do ponto de vista técnico e econômico.

HFHF
September 11th, 2012, 01:08 AM
Me surpreendi com essa foto dos trabalhos postado pelo Sorvete na Testa.

http://img255.imageshack.us/img255/304/capturadetela20120910s1k.png

Eu particularmente, acredito que seja preciso aterrar os fios, não só em centros urbanos, mas em todo o lugar que for possível e com muita gente, pois, em 2009, o Brasil registrou uma perda de 8 bilhões de reais, o que em 10 anos daria para aterrar quase a cidade de São Paulo inteira, agora imagine todas as décadas que essa energia foi utilizada e apenas paga por aqueles que honram suas contas devidamente, acredito que daria para ter aterrado praticamente tudo, e de brinde, talvez calçadas padronizadas e com acessibilidade em todo país. Mais que estético, me parece também necessário.

http://www.power.inf.br/site/todas-as-noticias-de-eletricidade/5131-perdas-de-energia-no-brasil-superam-os-r-8-bi-ao-ano
http://imageshack.us/photo/my-images/255/capturadetela20120910s1k.png/

Wey
September 11th, 2012, 01:15 AM
^^ Eram cabos de telégrafo.

Fabius_
September 11th, 2012, 01:38 AM
Em Campinas existe algum projeto ativo? Estava olhando umas fotos e está horrível naquela situação; e quando passo na cidade [em bairros mais distantes do Centro] é ainda pior.

Projeto de aterramento de fiação em Campinas?
A sério?

Não, isso non eksiste...

Havia um para aterrar a fiação na Av. Francisco Glicério (creio que no trecho entre Aquidabã e Delfino Cintra), mas não fizeram absolutamente nada. Por enquanto o único trecho de fiação aterrada em Campinas continua sendo a Rua Treze de Maio inteira (750 metros lineares) e parte da Rua Costa Aguiar (220 metros lineares).

Eu fiz uma estimativa do que realmente precisaria ser aterrado em Campinas para dar uma outra cara à cidade: contando avenidas principais, ruas importantes, acessos e tudo mais. Foram 130km lineares, o que para uma cidade com 3500km de ruas, não é nada...

TEBC
January 22nd, 2013, 10:53 PM
Pelo menos o centro de campinas deveria ser

Bruhno BSB
January 24th, 2013, 07:52 PM
Eh incrível ver como no Brasil fiação subterrânea é considerado luxo!
Em grandes avenidas e em áreas de grande circulação de pessoas, isso é básico!
Nossas calçadas estreitas ficam ainda menores com os postes de concreto tipicamente brasileiros que sustentam transformadores medonhos. Nem vou dizer que é vergonhoso alguma concessionaria paulistana alegar que é caro aterrar a fiação! Eh lei e deveria estar sendo respeitado sim! Lei não se discute, poxa!

Gastamos bilhões com metrô e somos incapazes de gastar milhões para oferecer calçadas e ruas de qualidade para o pedestre.

Lembro quando uma tia veio me visitar em Brasília e viu pela primeira vez na vida uma cidade sem fios para todo lado e não conseguia compreender como chegava a energia. Eh triste uma população que acha normal o nível de urbanismo brasileiro. Basta ir pra Argentina para ver que mesmo a fiação aérea é mais organizada.

Em Brasília, às vezes se urbaniza com fiação aterrada e outras com fiaçao aérea. Mas eu nunca vi na minha vida o aterramento de qualquer fiação. No Setor Sudoeste é em sua maioria aterrada, mas algumas ruas foram escolhidas ao acaso para terem fiação aérea..

Hoje moro no exterior e, patriota que sou,fico querendo mostrar as fotos das cidades do Brasil. O primeiro comentário dos estrangeiros é sempre: "Tem muito fios e postes, neh??" Depois complementam educadamente: "Mas é bonito aquele edifício atrás..."

O que mais me alegra é que em cidades como o Rio de Janeiro, ainda se discuta, não apenas o aterramento da fiação, mas TRANSFORMAR AREA URBANA EM CIDADE DE VERDADE!

Desculpa o desabafo!

Abraços! :okay:

Bruhno BSB
January 24th, 2013, 08:23 PM
Eh incrível ver como no Brasil fiação subterrânea é considerado luxo!
Em grandes avenidas e em áreas de grande circulação de pessoas, isso é básico!
Nossas calçadas estreitas ficam ainda menores com os postes de concreto tipicamente brasileiros que sustentam transformadores medonhos. Nem vou dizer que é vergonhoso alguma concessionaria paulistana alegar que é caro aterrar a fiação! Eh lei e deveria estar sendo respeitado sim! Lei não se discute, poxa!

Gastamos bilhões com metrô e somos incapazes de gastar milhões para oferecer calçadas e ruas de qualidade para o pedestre.

Lembro quando uma tia veio me visitar em Brasília e viu pela primeira vez na vida uma cidade sem fios para todo lado e não conseguia compreender como chegava a energia. Eh triste uma população que acha normal o nível de urbanismo brasileiro. Basta ir pra Argentina para ver que mesmo a fiação aérea é mais organizada.

Em Brasília, às vezes se urbaniza com fiação aterrada e outras com fiaçao aérea. Mas eu nunca vi na minha vida o aterramento de qualquer fiação. No Setor Sudoeste é em sua maioria aterrada, mas algumas ruas foram escolhidas ao acaso para terem fiação aérea..

Hoje moro no exterior e, patriota que sou,fico querendo mostrar as fotos das cidades do Brasil. O primeiro comentário dos estrangeiros é sempre: "Tem muito fios e postes, neh??" Depois complementam educadamente: "Mas é bonito aquele edifício atrás..."

O que mais me alegra é que em cidades como o Rio de Janeiro, ainda se discuta, não apenas o aterramento da fiação, mas TRANSFORMAR AREA URBANA EM CIDADE DE VERDADE!

Desculpa o desabafo!

Abraços! :okay:

Valter
January 25th, 2013, 07:36 PM
Em Araxá aterraram recentemente a fiação de parte do centro da cidade.


http://sphotos-h.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn1/14709_1293502554121581_869323779_n.jpg



Antes

https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/27922_1288261794645657_637172916_n.jpg


Depois

https://fbcdn-sphotos-e-a.akamaihd.net/hphotos-ak-prn1/23398_198825980257822_307446545_n.jpg

snicket
January 25th, 2013, 07:42 PM
Parabéns a Araxá ! Tem mais fotos?

Valter
January 25th, 2013, 08:05 PM
^^

http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=1182103&page=10

Guga GM
January 25th, 2013, 08:14 PM
Esse exemplo de Araxá só não ficou melhor por conta da reutilização dos postes de concreto. Se tivessem utilizado postes menores em Aço, teria ficado perfeito.

Mas a retirada da fiação já deu uma outra cara a cidade. Parabéns.

Astronauta
January 25th, 2013, 08:24 PM
Ficou muito bom esse exemplo de Araxá.

O que mais me espanta é lugares como em pleno circuito do carnaval de Salvador a fiação toda aérea, e ainda instalam reforço na iluminação com mais postes e mais fios. Deve ser um perigo para trios elétricos. Será que não custava pegar um bocado da arrecadação com essa festa e investir em infraestrutura melhor? Fiação subterrânea pelo menos em pontos turísticos não deve ficar tão caro...

Brasileiro_MG
January 25th, 2013, 09:49 PM
Vi que tem um projeto no Congresso, vi por cima, não sei mais detalhes, que obriga que todas os novos loteamentos de cidades sejam feitos já com todos os cabos em via subterrânea.

Alguém sabe de mais alguma coisa ?

xrtn2
January 25th, 2013, 09:53 PM
Vi que tem um projeto no Congresso, vi por cima, não sei mais detalhes, que obriga que todas os novos loteamentos de cidades sejam feitos já com todos os cabos em via subterrânea.

Alguém sabe de mais alguma coisa ?

Seria melhor noticia dos ultimos 700 milhões de anos.

Rodalvesdepaula
January 25th, 2013, 10:03 PM
Um exemplo de como a fiação subterrânea, apesar de ser mais cara de se implantar, é mais econômica e eficiente:

No último fim de semana, Portugal foi atingido por uma violenta tempestade com ventos fortes e muita chuva. Na cidade de Pombal (entre Lisboa e Coimbra), vários postes de eletricidade (de concreto) caíram e algumas vilas estão há mais de sete dias sem luz, pois a EdP (Eletricidades de Portugal) está literalmente reconstruindo toda o posteamento.

Se a fiação elétrica fosse subterrânea, talvez não haveria todo esse transtorno em Pombal.

Positronn
January 26th, 2013, 01:15 PM
^^ Depende, se não houver manutenção (problema comum no Brasil) o desgaste dos equipamentos subterrâneos pode os tornar sucetíveis a submersão e consequentemente, a enchentes. Acho que nesses links quotados no começo dessa página mostrava que em redes subterrâneas, apesar de ocorrerem menos interrupções no fornecimento, geralmente, se demora mais para encontrar e consertar o problema. Nesse sentido, as redes compactas protegidas podem oferecer uma ótima relação custo-benefício e também podem conviver com árvores.

Vi que tem um projeto no Congresso, vi por cima, não sei mais detalhes, que obriga que todas os novos loteamentos de cidades sejam feitos já com todos os cabos em via subterrânea.

Alguém sabe de mais alguma coisa ?
Opa, medida interessante, se achar os detalhes, poste aqui. No entanto, espero que tal medida não encareça demais os loteamentos horizontais, representando o fim de novos, o que pressionaria ainda mais a expansão vertical das cidades em áreas já consolidadas.

E o que achariam de reverter os 20% de desconto que os consumidores residenciais em investimentos em redes subterrâneas pelas cidades? Estimo que numa cidade como Joinville, daria pra aterrar uns 3 km por mês com essa não-economia.

Caboclo
February 3rd, 2013, 07:18 PM
Haddad prepara projeto para enterrar fiação elétrica de São Paulo

Estimativa aponta custo de R$ 15 bilhões para a proposta, vista como "nova Cidade Limpa"

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), prepara um projeto para enterrar a fiação pública e recuperar as calçadas de diversos bairros e avenidas da cidade. O projeto foi pauta de uma reunião com construtoras e do último encontro do conselho político da prefeitura, na quinta-feira passada. Pelo impacto visual, a ideia é tratada na administração como uma "Cidade Limpa" do novo prefeito, em referência à lei que retirou os outdoors da capital paulista e virou marca da gestão do antecessor Gilberto Kassab (PSD).

O custo, o mapa de implantação e os detalhes técnicos ainda precisam ser definidos. Segundo estimativas preliminares apresentadas na reunião do conselho, executar esse trabalho nas principais áreas da cidade custaria algo em torno de R$ 15 bilhões. Cada metro de fiação enterrada sairia por aproximadamente R$ 5,5 mil. O prefeito disse aos auxiliares que a ideia é analisar alternativas para viabilizar o projeto, de modo que a iniciativa privada divida o custo das obras, afirma uma fonte que participou do encontro.

A prefeitura cogita Parcerias Público-privadas (PPPs). "Nesse caso, o ideal seria um 'aluguel de ativos', no qual as construtoras arcariam com a obra e depois alugariam as galerias subterrâneas, por tempo determinado, para as concessionárias, como Eletropaulo, Sabesp, Comgás e empresas de telefonia", diz Carlos Zveibil Neto, vice-presidente da Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop), uma das entidades consultadas pela prefeitura.

Ou seja, nesse formato, as empresas que usariam as galerias pagariam a maior parte do projeto. A prefeitura arcaria com outra parcela. E não está descartado um aumento de IPTU em áreas contempladas. Nesse caso, a administração poderia fazer consultas populares, para avaliar o interesse dos moradores de uma determinada rua na obra.

Na reunião com as empreiteiras, Haddad disse que tinha interesse em "fazer uma parceria para resolver os problemas dos fios e das calçadas", de acordo com pessoas presentes no encontro. A ideia teria sido bem aceita pelos representantes da iniciativa privada.

O prefeito ouviu que as obras poderiam ser executadas com métodos chamados "não destrutivos", que usam perfurações parecidas com as feitas nos metrôs, nas quais uma máquina entra no subsolo e perfura o trajeto, sem necessidade de se quebrar toda a calçada. A técnica já é empregada em São Paulo para empresas de água, esgoto e telefonia, segundo especialistas do setor.
Haddad chegou a sugerir que o método poderia ser o "destrutivo", já que a ideia é aproveitar as obras para reformar as calçadas. Mas foi informado de que seria melhor usar o tipo não destrutivo e fazer a recuperação dos pavimentos em paralelo, o que seria mais barato.

O mapa de implantação não está definido, mas a prefeitura planeja começar por avenidas e bairros mais adensados, segundo fontes ouvidas pela reportagem. "Teria que iniciar pelas grandes avenidas e lugares onde a fiação está mais carregada, com maiores riscos para o cidadão", opina Zveibil Neto.

"Não é só visual"

"Um dos elementos mais feios e desengonçados da paisagem urbana de São Paulo seria eliminado, com grande ganho para a beleza da paisagem urbana e a qualidade de vida da população", afirma o Bruno Padovano, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP.

Mas, para o especialista, o impacto do projeto não seria somente visual. "A fiação enterrada aumenta a segurança do cidadão, seja um transeunte ou um motorista, já que acidentes com postes de rua são frequentes e muitas vezes fatais, ou mesmo de uma criança empinando pipa ou alguém fazendo um 'gato' e sendo eletrocutado no processo", diz Padovano.

"As telecomunicações seriam melharadas e a distribuição de energia seria mais protegida de chuva e queda de árvores", explica o professor.

Nos últimos anos, projetos pontuais para enterrar a fiação de vias públicas foram executados em São Paulo. Num deles, ruas comerciais da cidade, como a Oscar Freire e a Avanhandava, ganharam fiação subterrânea e uma repaginada no mobiliário. A iniciativa privada bancou parte dos custos. Em 2012, a Avenida Faria Lima também teve 1,5 km de extensão restaurados, entre as avenidas Rebouças e Cidade Jardim.

"Muitas cidades de países desenvolvidos resolveram há tempos esses problemas, especialmente na Europa, mas há casos como as bem-cuidadas Vancouver (Canadá) e Portland (EUA), além de cidades chinesas como Beijing e Xangai, que vêm adotando políticas urbanas parecidas com a da Cidade Limpa, o que inclui não apenas o controle da comunicação visual comercial nos espaços públicos mas especialmente a remoção da fiação aérea", diz Padovano.

A Prefeitura de São Paulo foi procurada, por telefonemas e email, para se pronunciar oficialmente a respeito do projeto, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.

Último Segundo: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/sp/2013-01-30/haddad-prepara-projeto-para-enterrar-fiacao-eletrica-de-sao-paulo.html

:banana::banana::banana::banana::banana::banana::banana:

MicBrazil
February 3rd, 2013, 09:11 PM
Eu gostei do projeto, por ser em PPP fica mais fácil implementar do que jogar tudo nas costas das concessionárias.

TEBC
February 5th, 2013, 04:36 AM
Tomara que saia mesmo

Mantronix
February 5th, 2013, 02:43 PM
Vamos aguardar se vai pra frente

Caboclo
February 12th, 2013, 10:48 PM
Hoje tivemos mais uma prova de que a fiação aterrada é a melhor opção: perdemos quatro vidas e vários sonhos quando um carro alegórico entrou em contato com a fiação elétrica. Os danos estéticos que os fios aéreos causam são reversíveis, mas as mortes não.

SP underground
February 13th, 2013, 11:28 AM
^^ Vamos ver se esse novo projeto da prefeitura de SP vai pra frente! O ritmo atual de enterramento é muito lento e demoraria décadas para que a cidade ficasse um pouco mais apresentável!

bruninhodb
February 14th, 2013, 07:19 PM
Deve existir alguma solução que seja em conta pra gente!!
Como os europeus, americanos, canadenses conseguem?
Até na Argentina eles têm boa parte da fiação embutida.

Caboclo
February 15th, 2013, 12:06 AM
^^
Luanda e Maputo também aterram parte significativa da fiação elétrica :).

snicket
February 15th, 2013, 12:12 AM
Duas coisas que são caras mas que o mundo faz: Metrô e fiação subterrânea.


Algumas coisas custam caro, mas valem a pena.
http://1.bp.blogspot.com/-m5HVnepRjwg/UOwYr3uYruI/AAAAAAAAKPE/HCcDZrLpTKI/s320/Valgrande2.gif

SP underground
February 15th, 2013, 01:40 AM
^^
Luanda e Maputo também aterram parte significativa da fiação elétrica :).
Cidades que tem problemas estruturais e sociais infinitamente maior que São Paulo, enterrando fios!

ruligans
February 15th, 2013, 02:19 AM
Eu gostei do projeto, por ser em PPP fica mais fácil implementar do que jogar tudo nas costas das concessionárias.
Que o Paes tentou e NÃO DEU CERTO
tem Decreto dele de 2010 obrigando a light e etc a aterrar 80% da fiação e não vimos NADA acontecer até agora.
Se alguem quiser bancar PPP é o ideal.

martche
February 15th, 2013, 04:35 AM
Bom galera, depois de muita promessa a prefeitura de Santos começou um projeto ambicioso de aterramento da fiação. O primeiro trecho fica no chamado Eixo Turístico do Gonzaga (foto) e as obras estão quase finalizadas. Apesar de ser pequeno - vai da praça Independência até a praia, uns 300 metros no máximo - não deixa de ser um avanço. A próxima área beneficiada será a avenida João Pessoa, a principal via do Centro, que vai ser totalmente reurbanizada a partir de março. Lá são quase 2 km. Vamos ver se esse projeto caminha...

A área aterrada vai dessa praça, no coração do Gonzaga, até a praia
http://farm5.static.flickr.com/4111/4838065935_c5c5a8c88f_b.jpg
Foto: www.santos.sp.gov.br

MicBrazil
February 15th, 2013, 12:53 PM
A praça da indepedência é linda e palco de grandes comemorações, este upgrade será bem vindo!

martche
May 11th, 2013, 06:44 AM
O chamado Eixo Turístico do Gonzaga, aqui em Santos, já está sem fiação aérea.
:cheers:

http://www.santos.sp.gov.br/nsantos/app/webroot/img/news_photo/RAIMUNDO_ROSA_0561.JPG

Foto: www.santos.sp.gov.br

Gazzetta
May 12th, 2013, 01:18 AM
Parabéns para Santos !!! Espero que outras cidades sigam o mesmo

Leo10Rio
May 12th, 2013, 03:08 AM
Rio - Alta tecnologia pode livrar cidade da fiação aérea

Obras públicas terão que adotar novo padrão, a começar pelo entorno do Maracanã


Rio - O emaranhado de fios nos postes da cidade vai para o buraco, mas com alta tecnologia. O pontapé inicial será no entorno do Maracanã, previsto para ser inaugurado no dia 27 de maio, que receberá o primeiro sistema de dutovias de fibra ótica e elétrica da cidade.

Os próximos da fila a receberem a nova tecnologia no subsolo são as ruas em volta do Engenhão e do Parque Olímpico, na Barra, e os BRTs Transbrasil e Transolímpica.

No novo sistema subterrâneo, conforme decreto municipal do mês passado, a cada dois dutos criados pelas concessionárias, um deverá ser construído e doado ao município. A medida é para evitar futuras quebradeiras nas calçadas do Rio.

O emaranhado de fios nas imediações do Engenhão: área será uma das próximas a receber o novo sistema de dutovias com fibras óticas | Foto: Ernesto Carriço / Agência O Dia

As implantações subterrâneas já estavam previstas em lei desde 2011, que determina que as concessionárias de serviços públicos têm até 2016 para colocar toda fiação da cidade sob as calçadas, sob pena de multa.

“Vamos organizar o subsolo da cidade. E as concessionárias terão que atender a esta necessidade”, diz o secretário municipal de Obras, Alexandre Pinto. Se as empresas não efetuarem as instalações até 2016, estarão sujeitas à multa de R$ 1 mil diários.

Para o engenheiro elétrico da Coppe/UFRJ, Glauco Nery Taranto, as dutovias vão organizar o subsolo da cidade. “É mais caro, porém a manutenção é mais tranquila. Quando a fiação é enterrada, e bem organizada, a chance de dar problemas é pequena. No poste, os fios estão expostos a queda de árvores e ventanias”, explica o engenheiro.

Ganho estético para a Cidade Maravilhosa

Para o presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Rio, Sydnei Menezes, as dutovias estabelecem um modelo estético diferenciado na cidade.

“Eliminar a fiação de postes acaba com um dos maiores dramas do Rio, que é o incômodo de chegar num lugar e ver aquele emaranhado de fios expostos de qualquer jeito”.

Com o novo sistema de implantação de dutovias nas ruas, o engenheiro da Coppe/UFRJ, Glauco Nery, espera que a rede subterrânea já existente em algumas vias da Zona Sul e Centro, recebam restaurações.

“O subsolo da cidade é caótico. As redes subterrâneas que existem já possuem mais de 70 anos de idade. Os dutos de água se misturam com fios elétricos, o que pode provocar explosões de bueiros e até alagamento, se ocorrer um rompimento”, explica Glauco.

“É preciso que a prefeitura reveja essas regiões”, completa. Com as dutovias a serem criadas nas grandes obras da cidade, as concessionárias vão separar em tubos toda a fiação.

Na Zona Portuária do Rio, quatro ruas já estão com o subsolo todo organizado. Na região, o subterrâneo divide espaço com as dutovias e a coleta de lixo, que fica em cubas embaixo da terra.

http://odia.ig.com.br/portal/rio/alta-tecnologia-pode-livrar-cidade-da-fiação-aérea-1.580461

Diego N
May 12th, 2013, 03:14 AM
^^ Perfeito, queria ver muito mais cidades e ruas pelo país sabendo o que é urbanismo de verdade!
Agora, é dose ter que aguentar jornalismo que escreve fibra ótica :nuts: Say hello to FIBRA ÓPTICA!

MicBrazil
May 12th, 2013, 04:59 AM
Bela iniciativa esta do Rio, aqui em SP nós temos que aguentar a incopetente Eletropaulo que é um lixo, aqui no meu bairro eles trocaram quase todos os postes velhos por postes novos, só que a fiação das empresas de telecomunicações está tudo pendurado uma verdadeira porcaria, eu já cansei de reclamar com a Eletropaulo que trata a cidade igual a lixo e eles não fazem nada.

SP underground
May 12th, 2013, 05:28 AM
Bela iniciativa esta do Rio, aqui em SP nós temos que aguentar a incopetente Eletropaulo que é um lixo, aqui no meu bairro eles trocaram quase todos os postes velhos por postes novos, só que a fiação das empresas de telecomunicações está tudo pendurado uma verdadeira porcaria, eu já cansei de reclamar com a Eletropaulo que trata a cidade igual a lixo e eles não fazem nada.
Isso é lamentável mesmo!!!
O enterramento de fios aqui na capital até tem ocorrido, mas num ritmo muito lento para o tamanho do problema! O Haddad tem um projeto para agilizar este processo! Vamos ver, né?!

snicket
May 12th, 2013, 05:30 AM
Quero mais fotos de Santos :)

Leo10Rio
May 12th, 2013, 05:38 AM
http://farm5.static.flickr.com/4111/4838065935_c5c5a8c88f_b.jpg
Foto: www.santos.sp.gov.br

Santos com a essa avenida aterrada, vista do alto, ficou a cara de Portugal.

http://www.cm-lisboa.pt/fileadmin/GALERIA/cidade/PrcMarquesPombal_ASC-6560.jpg

Jcalmon
May 12th, 2013, 06:33 AM
Que diferença um simples enterramento de fiação faz na paisagem urbana! Fantástico!

martche
May 12th, 2013, 06:38 AM
Mais umas do Eixo Turístico do Gonzaga sem fios.
Fotos do forista mopc, publicadas no thread de obras de Santos.
:okay:

http://s20.postimg.org/qztrsc78d/20130429_141129.jpg

http://s20.postimg.org/q03gwms2l/20130429_141225.jpg

http://s20.postimg.org/kan8cblwd/20130429_141244.jpg

http://s20.postimg.org/z2wjheh7h/20130429_142033.jpg

http://s20.postimg.org/oir7ck23h/20130429_142043.jpg

http://s20.postimg.org/vcwwoi5ct/20130429_141914.jpg

http://s20.postimg.org/b7yr5am59/20130429_141426.jpg

Leo10Rio
May 12th, 2013, 06:57 AM
Incrivel mesmo a diferença que faz, outro nível urbanistico, infinitamente melhor.

Leo10Rio
May 12th, 2013, 07:01 AM
ANTES


http://i.imgur.com/OAuJsZr.jpg


DEPOIS



http://s20.postimg.org/z2wjheh7h/20130429_142033.jpg

Acosta
May 12th, 2013, 07:07 AM
Absurda a melhoria estética de Santos na comparação. :cheers:

martche
May 12th, 2013, 07:09 AM
Incrivel mesmo a diferença que faz, outro nível urbanistico, infinitamente melhor.

Nossa cara, fantástica essa comparação!
:okay:

Acosta
May 12th, 2013, 07:21 AM
Esse Eixo Turístico do Gonzaga compreende quantos km de fiação aterrada? :)

martche
May 12th, 2013, 07:55 AM
^^

É pequeno, dá só uns 300 metros. Mas é um começo, né? Segundo a prefeitura, o próximo passo é aterrar, até o final ano, 1.500 metros no Centro de Santos. Depois será a vez da Orla. As áreas escolhidas são os chamados "cartões-postais" da cidade.

Caboclo
May 12th, 2013, 06:41 PM
Que diferença, parabéns à Santos!
:eek2::eek2::eek2::eek2:

eduardoazul
May 12th, 2013, 06:52 PM
Sonho em ver o Rio livre desse amontoado de fiação em toda a cidade, chega a ser surreal ver em alguns lugares a quantidade de fios entrelaçados!

Positronn
May 12th, 2013, 07:27 PM
Nossa, que diferença absurda! Mas não é só questão de fiação, vejam que refizeram as calçadas com materias de boa qualidade e boa execução também. Eu sinceramente, acho isso mais importante do que a fiação em si. E de fato, ficou muito cara de uma cidade portuguesa essa rotatória, e essas ruas densas cheias de prédios com fiação subterrânea me lembra algumas cidades espanholas.

ypm
May 12th, 2013, 09:19 PM
A diferença nas duas imagens é abissal!!! É caro sim, mas o resultado é muito mais bonito e, pra mim, beleza tb é qualidade de vida! Aqui em Brasília 95% da fiação é enterrada, é a prova de que, com planejamento, dá pra fazer.

MicBrazil
May 12th, 2013, 09:29 PM
Isso é lamentável mesmo!!!
O enterramento de fios aqui na capital até tem ocorrido, mas num ritmo muito lento para o tamanho do problema! O Haddad tem um projeto para agilizar este processo! Vamos ver, né?!

O maior problema da Eletropaulo não é nem a falta de vontade em cumprir a lei e aterrar a fiação mas a organização da fiação aérea que inexiste, não são os fios de eletricidade mas os cabos de telecomunicações (Telefônica, Net, Embratel) que ficam mais abaixo que é um verdadeiro caos com muitos fios sem uso mas que continuam pendurado nos postes, e como a Eletropaulo é responsável pelos postes deveria caber a ela a organização da fiação aérea.

Eu já fiz uma reclamação no site Reclame aqui só para ouvir a resposta da Eletropaulo mas até agora nada :ohno: as empresas de telecomunicação sempre dão um prazo para arrumar os fios mas nunca cumprem (isso é só no meu bairro imagine se fosse na cidade inteira), não sei a quem recorrer para que estas empresas façam algo.

Valter
May 12th, 2013, 09:33 PM
Gostei dos postes de Santos, era o que queria pra Araxá, mas a prefeitura optou infelizmente por postes de cimento.

MicBrazil
May 12th, 2013, 09:36 PM
A diferença nas duas imagens é abissal!!! É caro sim, mas o resultado é muito mais bonito e, pra mim, beleza tb é qualidade de vida! Aqui em Brasília 95% da fiação é enterrada, é a prova de que, com planejamento, dá pra fazer.


Nossa eu não sabia que em Brasília praticamente toda a fiação da cidade era aterrada!

Balrog_ham
May 12th, 2013, 10:12 PM
Era uma calçada portuguesa antes?? Se retiraram, mataram dois coelhos com uma obra só...

martche
May 12th, 2013, 10:15 PM
A diferença nas duas imagens é abissal!!! É caro sim, mas o resultado é muito mais bonito e, pra mim, beleza tb é qualidade de vida! Aqui em Brasília 95% da fiação é enterrada, é a prova de que, com planejamento, dá pra fazer.

cara, 95% aterrado é um sonho!!!! parabéns brasília!

martche
May 12th, 2013, 10:18 PM
Era uma calçada portuguesa antes?? Se retiraram, mataram dois coelhos com uma obra só...

o piso da avenida ana costa era assim...

https://encrypted-tbn2.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSFdjd_qvG5tnsk7JM4KnbqD0fSorYehAE-hwcaY6RrJDzSVI81
Foto: www.atribuna.com.br

Rodalvesdepaula
May 12th, 2013, 10:53 PM
O maior problema da Eletropaulo não é nem a falta de vontade em cumprir a lei e aterrar a fiação mas a organização da fiação aérea que inexiste, não são os fios de eletricidade mas os cabos de telecomunicações (Telefônica, Net, Embratel) que ficam mais abaixo que é um verdadeiro caos com muitos fios sem uso mas que continuam pendurado nos postes, e como a Eletropaulo é responsável pelos postes deveria caber a ela a organização da fiação aérea.

Eu já fiz uma reclamação no site Reclame aqui só para ouvir a resposta da Eletropaulo mas até agora nada :ohno: as empresas de telecomunicação sempre dão um prazo para arrumar os fios mas nunca cumprem (isso é só no meu bairro imagine se fosse na cidade inteira), não sei a quem recorrer para que estas empresas façam algo.

Aqui na região, ocorre o seguinte: a CPFL troca o poste, acerta a sua rede e deixa a rede da Vivo amarrada de forma provisória para que ela possa fazer a adequação; mas, a Vivo nunca faz a parte dela e deixa o cabo dela bambo no poste... Não são raros os casos em que um caminhão "puxa" os cabos bambos e a região fica sem telefone por horas.

Leo10Rio
May 12th, 2013, 10:58 PM
cara, 95% aterrado é um sonho!!!! parabéns brasília!

Ele quis dizer no plano piloto, acho. No restante, a maioria das ruas possuem fios também.

ypm
May 13th, 2013, 02:59 AM
Ele quis dizer no plano piloto, acho. No restante, a maioria das ruas possuem fios também.

Sim, claro, Plano Piloto (Asas, Setor militar, Cruzeiro, Sudoeste, Noroeste, Centro...), o que é uma área muito grande, por sinal. Existem outras cidades aqui no DF além de Brasília e nelas a fiação infelizmente é aérea :/

MicBrazil
May 13th, 2013, 04:07 AM
Aqui na região, ocorre o seguinte: a CPFL troca o poste, acerta a sua rede e deixa a rede da Vivo amarrada de forma provisória para que ela possa fazer a adequação; mas, a Vivo nunca faz a parte dela e deixa o cabo dela bambo no poste... Não são raros os casos em que um caminhão "puxa" os cabos bambos e a região fica sem telefone por horas.

É exatamente isso que está ocorrendo em muitos bairros em SP, a Eletropaulo troca os postes mas as teles não fixam os seus fios.
O problema é que a Eletropaulo não fiscaliza a zona que as teles fazem nos seus postes transformando a fiação aérea em um caos.

Sniper
May 13th, 2013, 04:21 AM
Santos tá linda!!!

SP underground
May 13th, 2013, 04:29 AM
O maior problema da Eletropaulo não é nem a falta de vontade em cumprir a lei e aterrar a fiação mas a organização da fiação aérea que inexiste, não são os fios de eletricidade mas os cabos de telecomunicações (Telefônica, Net, Embratel) que ficam mais abaixo que é um verdadeiro caos com muitos fios sem uso mas que continuam pendurado nos postes, e como a Eletropaulo é responsável pelos postes deveria caber a ela a organização da fiação aérea.

Eu já fiz uma reclamação no site Reclame aqui só para ouvir a resposta da Eletropaulo mas até agora nada :ohno: as empresas de telecomunicação sempre dão um prazo para arrumar os fios mas nunca cumprem (isso é só no meu bairro imagine se fosse na cidade inteira), não sei a quem recorrer para que estas empresas façam algo.

Pode tentar o MP!

Leo10Rio
May 13th, 2013, 05:02 AM
Sim, claro, Plano Piloto (Asas, Setor militar, Cruzeiro, Sudoeste, Noroeste, Centro...), o que é uma área muito grande, por sinal. Existem outras cidades aqui no DF além de Brasília e nelas a fiação infelizmente é aérea :/

Mas Brasilia e DF não são a mesma coisa? Eu tinha idéia de que as cidades satélites também eram consideradas como Brasilia.

ypm
May 13th, 2013, 03:54 PM
Mas Brasilia e DF não são a mesma coisa? Eu tinha idéia de que as cidades satélites também eram consideradas como Brasilia.

Não. Oficialmente, Brasília é o plano piloto e os lagos, mas tradicionalmente as pessoas incluem o Setor Militar Urbano, os setores Sudoeste e Noroeste e o cruzeiro (novo e velho), porque são áreas imediatas, elas não se separam do plano. Mas as outras cidades do DF não são Brasília, existe separação física e administrativa. É complicado, mas se vc passar uns 2 meses aqui entende :lol:
PS: inveja das calçadas dessa avenida de Santos...as daqui estavam muito ruins, tão passando por uma renovação demoraaaaada...o centro da cidade, pelo menos, vai ter as calçadas refeitas em razão da copa. Pelo projeto, vai ser calçamento de 1a!!! :)

MicBrazil
May 13th, 2013, 06:04 PM
Pode tentar o MP!

Era nisto que eu estava pensando, só não sei se eles oferecem advogados gratuítos, se oferecerem concerteza eu vou entrar com uma ação no MP.

A Eletropaulo fez um serviço tão porco aqui que ao efetuarem a troca de postes somente alguns foram retirados, mas muitos postes velhos tiveram apenas a sua fiação repassada para o novo poste mas não o retiraram então em muitas ruas aqui você vê um poste a menos de 1 metro do outro um verdadeiro absurdo. :bash:

ypm
May 13th, 2013, 09:21 PM
Era nisto que eu estava pensando, só não sei se eles oferecem advogados gratuítos, se oferecerem concerteza eu vou entrar com uma ação no MP.

A Eletropaulo fez um serviço tão porco aqui que ao efetuarem a troca de postes somente alguns foram retirados, mas muitos postes velhos tiveram apenas a sua fiação repassada para o novo poste mas não o retiraram então em muitas ruas aqui você vê um poste a menos de 1 metro do outro um verdadeiro absurdo. :bash:

O MP age em prol da sociedade, ele é um defensor da sociedade e das liberdades e direitos fundamentais. Ele não vai oferecer um advogado a você (ao menos em regra não), mas se entender que essa palhaçada da eletropaulo é prejudicial de alguma forma aos cidadãos do local em que você mora então ele mesmo ingressar com uma ação no judiciário pra que os problemas que você apontou sejam corrigidos. Se você for pessoalmente prejudicado, pode procurar a Defensoria Pública. Ela, sim, dispõe de defensores (advogados) públicos aptos a te auxiliar numa ação no judiciário. Se não existir defensoria na sua comarca, aí sim o MP vai agir pra te auxiliar - mas sendo SP, acho que já deve ter uma defensoria estruturada. Mas você tá certíssimo, se todo mundo que identificasse essas falhas buscasse o auxílio do judiciário, seriam tantos os reveses que a eletropaulo começaria a fazer um serviço decente.

Postes a um metro do outro? Hahaha, isso é tão Brasil! XD

MicBrazil
May 14th, 2013, 05:07 AM
Eles me deram um outro prazo de até o final do ano para resolver, eu vou até esperar este prazo mas caso eles não resolvam o caso irá para o modo jurídico.

Sorvete na Testa
May 14th, 2013, 07:21 PM
Em geral, há alguma cidade que possua um mapeamento completo de sua infra-estrutura de fiação aérea e subterrânea, além de canos de gases e saneamento?

FGB_curitiba
May 21st, 2013, 02:33 AM
A Copel disponibiliza um guia prático muito bacana para cidades e condomínios interessados em construir redes de energia subterrâneas:

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/redes_distribuicao_subterraneas.html
(são várias páginas, é só ir avançado)

Fiz um resumo das imagens e informações mais interessantes, pulando os dados mais técnicos:


APRESENTAÇÃO
A COPEL E A EVOLUÇÃO DAS REDES DE DISTRIBUIÇÃO

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/apresentacao01.jpg

A tecnologia aplicada à construção das redes de distribuição de energia elétrica seja aérea convencional, aérea compacta ou subterrânea tem apresentado expressiva evolução ao longo dos anos em todo o mundo, cujo resultado se reflete no produto final através de custos reduzidos e maior nível de segurança. Por esse motivo, a utilização de padrões construtivos mais modernos e confiáveis se constituem em tópico de grande importância entre as concessionárias de energia elétrica no Brasil, inclusive para a Copel.

Especificamente sobre as redes subterrâneas de distribuição de energia, pode-se constatar que, atualmente, seu custo de implantação é aproximadamente seis vezes menor do que há 10 anos. Tal redução de custos implica pelo aumento da demanda por esse tipo de rede para empreendimentos dessa natureza.

A Copel, alinhada às demandas da população e dos municípios, e a fim de atender os índices de confiabilidade exigidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica – Aneel, órgão regulador do sistema, apresenta aos municípios e aos empreendedores interessados na implantação de redes de distribuição subterrâneas um guia prático com informações importantes no processo de conversão ou implantação de novas redes.

Este manual técnico abrange todas as fases de implantação de uma rede subterrânea, desde planejamento, arquitetura exigida e requisitos técnicos e de qualidade exigidos pela Copel.

Ressalta-se que este manual não é aplicável às linhas de distribuição iguais ou maiores a 69 kV.


PASSOS PARA UMA DECISÃO SEGURA: COMO PLANEJAR UM EMPREENDIMENTO

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/planejar01.jpg

Um dos tópicos de maior destaque no planejamento de revitalização ou reurbanização de localidades, ruas, praças, etc., consiste no enterramento das redes de distribuição aéreas.


Para esse tipo de empreendimento devem ser observadas as etapas que se seguem:
Estudos preliminares e pesquisas de mercado.
Planejamento da futura iluminação pública.
Planejamento das calçadas e consequente condições de acessibilidade a Pessoas Portadoras de Necessidades Especiais - PPNEs.
Planejamento do trânsito e leitos carroçáveis.
Planejamento de equipamentos urbanos (floreiras, lixeiras, etc).
Planejamento do possível enterramento das redes de energia e demais infraestruturas.
Execução de todos os projetos (design).
Compatibilização de todos os projetos.
Contratação e execução das obras.
Fiscalização e gerenciamento das obras.
O adequado planejamento e gerenciamento do cronograma das obras de implantação de redes subterrâneas de energia é imprescindível para evitar transtornos à população próxima ao empreendimento.


Compartilhamento e uso do solo

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/planejar02.jpg

As redes de distribuição aéreas são compostas não somente pela infraestrutura de energia elétrica, pois diversas concessionárias e permissionárias compartilham ou possuem infraestrutura própria de distribuição aérea. Para que haja o completo enterramento das redes, se faz necessário o enterramento também da infraestrutura das demais empresas.

O enterramento de redes não depende somente da vontade ou desejo dos interessados ou da Copel. Muitos projetos são inviabilizados pela inexistência de um correto gerenciamento do uso do solo, de cadastro ou até do correto planejamento do empreendimento antes mesmo da implantação de redes.

Via de regra, utilizam o subsolo e devem ser envolvidas obrigatoriamente na conversão ou na implantação de novas redes subterrâneas as empresas prestadoras de serviços de infraestrutura, como se segue:

Água e esgoto - Sanepar.
Galerias e águas pluviais - Prefeituras.
Infraestrutura para semáforos - Prefeituras.
Iluminação pública - Copel ou Prefeituras.
Gás – Compagás.
TV a cabo.
Telefonia.
Entre outros.


ONDE APLICAR AS REDES SUBTERRÂNEAS

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/ondeaplicar01.jpg

Poderão haver dois tipos de empreendimentos:
a) obras de interesse exclusivo do município (ou interessado);
b) obras de interesse mútuo;

Para o item “b” é prevista a participação financeira da concessionária através de critérios técnicos e econômicos definidos pela Copel relacionados na sequência.

Apresentamos, a seguir, alguns dos critérios que podem influenciar na decisão e/ou interesse da Copel pela implantação de redes de distribuição subterrâneas:

Em casos em que quando a área atingida pelo estudo for maior que 24 MVA/km² ou 1500 kW/km (Densidade de Consumo de Energia Elétrica).
Em casos em que as redes convencionais não atendem os altos índices de confiabilidade que a região exige.
Em áreas de melhoria de acessibilidade das pessoas (calçadas pequenas, etc).
Em áreas de albaroamento constante de postes.
Em regiões centrais onde a distância entre a rede aérea e as edificações é inferior a 2 metros.
Em casos de existência de marquises em avanço sobre as calçadas (questão de segurança).
Em áreas de grande circulação de pessoas.
Em casos de implantação de nova topologia de rede.
Em casos de inserção e testes de novos equipamentos e materiais no sistema da Copel.
Em casos de limitação física de atendimento pela rede aérea, como, por exemplo, a interligação das subestações Alto da Glória – Centro.


TIPOS DE REDES E TOPOLOGIAS

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/tiposredes01.jpg

As redes subterrâneas, especialmente no Brasil, iniciaram nas décadas de 50 a 70. A Copel iniciou a construção da sua rede subterrânea de Curitiba em 1973, posteriormente com uma grande ampliação, em sua segunda fase em 1983.

O sistema utilizado foi o modelo Americano, chamado de “Reticulado”. Este sistema era o mais confiável em termos de confiabilidade de rede na época.

Esse sistema apresenta uma confiabilidade operacional muito boa, com índices DEC FEC* próximos a 0. Por este motivo é um sistema extremamente caro.

As evoluções técnicas e culturais da Copel permitiram que se planejasse e projetasse redes cada vez mais simplificadas e econômicas, com índices de confiabilidade aceitáveis.

Dentro dos sistemas utilizados na Copel, faremos uma análise comparativa qualitativa dos índices de desempenho da rede, em termos de DEC e FEC, e custos de implantação.

* DEC e FEC – Índices de Confiabilidade utilizados comumente pelas concessionárias – DEC – Duração Equivalente por Consumidor/ ano e FEC – Frequência Equivalente por Consumidor/ano

http://www.mediafire.com/convkey/8776/rt1d96grp1d1gce7g.jpg (http://www.mediafire.com/view/?rt1d96grp1d1gce)

OBS.: A definição do padrão de rede a ser utilizado é de exclusiva responsabilidade da Copel.

* Valores referentes ao ano de 2010. Para atualização dos valores, entrar em contato com as áreas da Copel Distribuição, conforme item 8.1.
** Entende-se por redes parcialmente enterradas, aquelas que possuem alguns elementos e / ou equipamentos tipo pedestal ou aéreo.

PADRÕES CONSTRUTIVOS

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes01.jpg

As redes subterrâneas possuem uma grande variedade de padrões construtivos e de configurações, cujas variáveis são aplicadas com base em fatores como a região projetada, a densidade de carga, o tipo de consumidor, o tipo de pavimento, o tipo de solo, as condições climáticas e de trânsito e atividades típicas da região (comercial, residencial, etc).

A configuração da rede define a confiabilidade requerida, a periodicidade de manutenção, os custos, entre outros.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes02.jpg
Exemplo de banco de dutos em áreas de altíssima densidade de carga

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes03.jpg

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes04.jpg
Equipamento em pedestal “disfarçado” na paisagem

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes05.jpg
Câmara subterrânea para abrigo dos equipamentos e transformadores

Planejamento e disposição dos bancos de dutos e valas

Os bancos de dutos podem ser dispostos no leito carroçável da rua, em calçadas ou mesmo em áreas verdes de canteiros.

Em determinadas áreas é possível e recomendada a utilização de cabos diretamente enterrados.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes07.jpg
Exemplo de localização de banco de dutos

Localização dos equipamentos

Equipamentos de rede do tipo semienterrados podem ser dispostos em áreas públicas ou privadas, sendo que a Copel deve possuir livre acesso a essas áreas para realizar operações e manutenções.

As caixas e câmaras subterrâneas normalmente são localizadas em áreas públicas.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes08.jpg
Exemplo de configuração de RDS, utilizando cabines de consumidores (áreas privadas)

Compartilhamento e uso de infraestrutura

A infraestrutura construída poderá possuir ou não compartilhamentos entre as concessionárias e permissionárias de energia, telecomunicações, entre outras.

Quando há o compartilhamento, existem diversas modalidades e tipos que definem o projeto e construção de redes subterrâneas.

Sem Compartilhamento – Banco de dutos e caixas separadas

Cada concessionária/permissionária constrói a sua rede, compartilhando somente o banco de dutos entre as concessionárias de telefonia e TV a cabo e fibra óptica.

Essa modalidade não é viável, pois implica em muitos cruzamentos de rede, falta de espaço no subsolo, entre outros contratempos.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes09.jpg
Grande parte desta tubulação não está cadastrada e quando o cadastro é feito nem sempre a localização coincide com a realidade. Sem o compartilhamento e ordenação do subsolo os custos são elevadíssimos e há riscos de acidentes.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes10.jpg
Exemplo de distribuição de banco de dutos e caixas

EMPRESAS COM TUBULAÇÃO SUBTERRÂNEA:

Copel
Copel Telecomunicações
Compagás
Brasil Telecom
GVT
Embratel
Intelig
Vivo
Oi
Impsat
Gran-Bell
Eletronet
Sanepar – água
Sanepar – esgoto
Prefeitura – galerias pluviais
Prefeitura – rede de semáforos
Prefeitura – iluminação


Vala Técnica – compartilhamento de banco de dutos

Há o compartilhamento de banco de dutos, mas as caixas para energia ainda continuam separadas.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes_grafico02.png

Galeria Técnica – compartilhamento total

Sistema utilizado principalmente na Europa, por meio do qual são construídas galerias (túneis) com compartilhamento total de gás, água, esgoto, águas pluviais, energia, telecomunicações, etc.

Calçadas e corredores técnicos

Utilizadas onde há espaços urbanos planejados.

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes_grafico03.png http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/padroes12.jpg

CONTRATAÇÃO E TERCEIRIZAÇÃO

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/contratacao01.jpg

As diretrizes e os projetos básicos, bem como o acompanhamento e fiscalização invariavelmente são sempre de responsabilidade da Copel. Para a contratação de projetos detalhados, obras civis e eletromecânicas as seguintes modalidades de contratação poderão ser escolhidas e firmadas através de contratos e acordos:

http://www.mediafire.com/convkey/e210/6qal395xkif76957g.jpg (http://www.mediafire.com/view/?6qal395xkif7695)

Nos casos em que são contratados os serviços da Copel para a execução desse tipo de serviço, há a possibilidade de parcelamentos no pagamento das obras.

Nos casos em que a infraestrutura for compartilhada com demais concessionárias, a Copel Distribuição não poderá ser a executora da obra por motivos legais.

Responsabilidades
Nos casos em que o interessado optar por construir parcial ou integralmente a rede subterrânea, deverão ser observados os critérios que se seguem.

Escopo de contratação da Copel Distribuição

Por motivo de regulamentação Federal, quando o município ou o interessado contratar a Concessionária para a execução de serviços e obras, o escopo dos mesmos não poderá ser maior que:

A construção de infraestrutura civil elétrica subterrânea nos trechos (ruas) contratados.
A recomposição de asfalto e calçada nos casos que a infraestrutura civil avance além nos trechos (ruas) contratados.
A construção e a montagem de rede elétrica subterrânea nos trechos (ruas) contratados.
A transferência dos consumidores da rede aérea existente para a rede subterrânea a ser construída.
A desmontagem da rede aérea existente, somente após a migração completa dos consumidores para o novo sistema.

Ressalta-se que o gerenciamento geral do empreendimento, incluindo contatos com os consumidores, comunidade, imprensa, reuniões de integração com demais concessionárias, regras e leis de compartilhamento, etc., serão de responsabilidade da prefeitura ou interessado.

Este escopo de contratação não prevê:

Construção de infraestrutura para concessionárias de telefonia, TV a cabo, fibra óptica, etc.
Construção de infraestrutura para iluminação pública, bem como fornecimento e montagem de IP.
Recomposição de asfalto e calçadas nas ruas nos trechos (ruas) contratados.
Demais obras arquitetônicas que não estiverem no escopo do projeto.


COMO OCORRE A PARTICIPAÇÃO FINANCEIRA DA COPEL

A Copel prevê a participação financeira exclusivamente para as obras que apresentam benefícios para a concessão.

A participação financeira da Copel será calculada, quando aplicável, às obras que atendam tecnicamente a região, podendo ser inclusive com equipamentos em pedestal ou semi-enterrados.

Não é prevista a participação financeira da Copel em obras que somente melhoram o aspecto estético, sem benefícios para a concessão.

Cálculo da participação da Copel


A participação financeira, quando aplicável, será calculada da seguinte forma:
Parcela A: Custo integral do interessado/consumidor
Banco de dutos de consumidores, caixas de derivação, caixas de consumidores, ramais de ligação e equipamentos exclusivos para ligações de consumidores.
Parcela B: Custo integral da Copel
Câmaras e caixas reservas, contingências adicionais de interesse da Copel.
Parcela C: Custo proporcional referente à reserva de capacidade e /ou reserva técnica da Copel
Banco de dutos linha principal e secundária, Câmaras transformadoras, transformadores, cabos de alimentação de MT e BT, Quadros de Distribuição de BT, Emendas de MT, Conectores de Distribuição de BT e chaves de MT.

Participação da Copel = [parcela B + parcela C]

Simulações de cálculo

Considerando os critérios apresentados, foram realizadas algumas simulações por meio das quais foi possível constatar que a participação da Copel pode variar entre 10 a 30% do valor total das obras (civil + eletromecânica da parte de energia, excluindo-se as demais obras).

PRAZOS E CRONOGRAMAS

Os projetos de redes subterrâneas podem levar mais tempo de planejamento e compra de materiais e equipamentos, pois muitas vezes tais equipamentos somente são fabricados fora do Brasil.

Apresentamos, a seguir, cronograma básico de um empreendimento de rede subterrânea. Os prazos aqui colocados representam prazos de obras e projetos já executados pela Copel.

http://www.mediafire.com/convkey/88f0/i1wuax4ll64um917g.jpg (http://www.mediafire.com/view/?i1wuax4ll64um91)

Nos cronogramas em pauta não estão representados os prazos de planejamento, elaboração e execução de demais projetos (arquitetônico, iluminação pública, demais concessionárias, etc.).

RECOMENDAÇÕES PARA OS MUNICÍPIOS E EMPREENDEDORES

http://www.copel.com/hpcopel/redesub/imagens/secoes/recomendacoes02.jpg

A Copel poderá e deverá contribuir para a viabilização dos empreendimentos através de estudos de viabilidade, projetos básicos, projetos executivos, participação em fóruns de discussão, grupos de trabalho e seminários, estudos de novas topologias, novos equipamentos, novos materiais, incentivar a nacionalização de equipamentos e materiais, estudos de grupos técnicos de compartilhamento de infraestruturas e na expansão das fronteiras do conhecimento de operação, manutenção, construção e projetos de redes subterrâneas

A maior aplicabilidade e consequente redução de custos de conversão ou implantação de redes estão intimamente ligadas à capacidade de gerenciamento dos municípios em relação à infraestrutura principalmente de uso do solo.

A redução de custos poderá também estar associada ao correto planejamento conjunto da urbanização das cidades, reservando-se, nesse caso, espaços públicos ou privados para a instalação de equipamentos elétricos que reduzem o custo de equipamentos submersíveis.

Sobre os custos estimados, são possíveis variações entre -10% e +30%, pois esses custos dependem de diferentes fatores como:

Variação de densidade de carga e número de consumidores.
Tipo de atendimento aos consumidores (grupo B, AS ou A4).
Largura das ruas.
Tipo de pavimentação.
Tipos de solo.
Produtividade das equipes / escalas de trabalho.
Variação do dólar.
Custos de commodities (cobre, alumínio, aço, etc).
Aquecimento do mercado (disponibilidade de mão-de-obra, taxa de ocupação das indústrias).


FONTE (http://www.copel.com/hpcopel/redesub/recomendacoes_municipios_empreendedores.html)
...

FGB_curitiba
May 21st, 2013, 02:33 AM
imagem bem ilustrativa sobre as redes subterrâneas:

http://www.mercadoconsumidorsa.com.br/blog/wp-content/uploads/2011/07/10_info_bueiros_575.jpg

e aqui um vídeo com várias imagens do interior dessas câmaras, que podem ser beeem grandes:

BaBKHxNIiTo
...

FGB_curitiba
May 21st, 2013, 02:34 AM
...
05/07/2010

A rua Desembargador Westphalen, entre as ruas Emiliano Perneta e José Loureiro, no Centro de Curitiba, está, desde o último sábado (3), parcialmente bloqueada ao tráfego de veículos para que a Copel e o Instituto de Tecnologia para o Desenvolvimento (Lactec) possam instalar uma câmara subterrânea para abrigar um transformador de energia.

O aparato integra a rede subterrânea de distribuição de energia elétrica da Copel que serve à região central da Capital, implantada há cerca de 40 anos em substituição à rede elétrica aérea convencional. Naquele trecho, a capacidade do sistema precisará ser reforçada em razão do crescimento do consumo.

As obras devem durar até a quarta-feira, dia 7 e a passagem de veículos será feita apenas em meia-pista, sob a orientação de agentes de trânsito. Os serviços estão concentrados num pequeno trecho de 10 metros da Desembargador Westphalen, logo após a rua Emiliano Perneta, do lado esquerdo da quadra. Os trabalhos não impedem o acesso a nenhuma garagem nem interferem na movimentação de pedestres sobre a calçada.

MENOR PESO E MAIS SEGURANÇA - A câmara instalada neste final de semana é a parte prática de um estudo que vem sendo realizado há 2 anos pela Copel, em parceria com o Lactec. A estrutura pesa cerca de 40% menos que as 25 toneladas das câmaras tradicionalmente utilizadas nas redes subterrâneas e, caso o projeto se mostre viável, poderá vir a ser adotado doravante pela Copel.

A principal característica dessa câmara reside na sua instalação, que é feita em duas fases. Em lugar de um conjunto inteiriço como é a câmara tradicional, a nova peça tem suas paredes pré-moldadas instaladas primeiramente, sendo o piso de fundo produzido depois, a partir da massa de concreto jogada em seu interior.

O novo método também se mostra mais seguro para os operários encarregados de nivelar o solo, a quase 5 metros de profundidade. Os trabalhadores só descem depois de instalado o primeiro conjunto, formado pelas paredes laterais, ficando protegidos contra eventuais deslizamentos de terra pelas estruturas de concreto.

Depois de concluída a instalação, a nova câmara ficará em regime de testes, sob monitoramento, pelos próximos seis meses.

http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/25943/01.JPG

http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/25943/02.JPG

http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/25943/03.JPG

http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/25943/04.JPG

http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/25943/05.JPG

http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/galeria/uploads/25943/06.JPG

AEN (http://www.historico.aen.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=57678&tit=Copel-testa-nova-camara-subterranea-para-transformador-no-centro-de-Curitiba)

desculpem pelas imagens gigantes

ypm
May 21st, 2013, 02:26 PM
Aqui e BSB o gás tb chega encanado, mas pra evitar acidentes pela proximidade com a rede elétrica, cada quadra tem um espaço que recebe os tubos de gás e distribui para os blocos. É mais seguro e esteticamente quase não interfere - além de ser mais barato que comprar o gás em botijão.

Para o setor Noroeste, bairro que tá saindo do papel por aqui, tinham prometido recolhimento do lixo por tubulação subterrânea, com um sistema a vácuo, tipo o que usam em Barcelona, mas eu não sei de isso vai sair mesmo ou não, ou se já saiu...na verdade acho pouquíssimo provável que se concretize, mas vai saber, né? :P

Sorvete na Testa
May 22nd, 2013, 12:25 AM
Frage des Tages: Existe algum local do mundo com rede subterrânea com tarifa sendo o triplo da brasileira? Quero dizer, um levantamento de dados seria bem interessante.Tira a energia das mãos da Eletropaulo e faz um novo leilão pra ver se tudo resolve rapidamente.
Bom, eu fiz uma matemática básica. A AES Eletropaulo cobra (https://www.aeseletropaulo.com.br/educacao-legislacao-seguranca/simuladores/conteudo/calcule-sua-conta) R$ 0,34 de uma residência consumindo 292 kWh. Na Holanda, que possui 100% da fiação de baixa e média voltagem subterrâneas (http://ec.europa.eu/energy/gas_electricity/studies/doc/electricity/2003_12_undergrounding.pdf), a tarifa média (http://appsso.eurostat.ec.europa.eu/nui/show.do?query=BOOKMARK_DS-052780_QID_-18149C2B_UID_-3F171EB0&layout=TIME,C,X,0;GEO,L,Y,0;PRODUCT,L,Z,0;CONSOM,L,Z,1;UNIT,L,Z,2;TAX,L,Z,3;CURRENCY,L,Z,4;INDICATORS,C,Z,5;&zSelection=DS-052780TAX,I_TAX;DS-052780UNIT,KWH;DS-052780CONSOM,4161903;DS-052780PRODUCT,6000;DS-052780INDICATORS,OBS_FLAG;DS-052780CURRENCY,EUR;&rankName1=CONSOM_1_2_-1_2&rankName2=PRODUCT_1_2_-1_2&rankName3=CURRENCY_1_2_-1_2&rankName4=TAX_1_2_-1_2&rankName5=INDICATORS_1_2_-1_2&rankName6=UNIT_1_2_-1_2&rankName7=TIME_1_0_0_0&rankName8=GEO_1_2_0_1&sortC=ASC_-1_FIRST&rStp=&cStp=&rDCh=&cDCh=&rDM=true&cDM=true&footnes=false&empty=false&wai=false&time_mode=NONE&lang=EN&cfo=%23%23%23%2C%23%23%23.%23%23%23) é de R$ 0,48. Não me parece que os holandeses estejam pagando o triplo para ver seu país livre de postes e fios aéreos (isso que nem foi considerado como a energia elétrica é gerada naquele país).

MicBrazil
May 22nd, 2013, 05:56 AM
Parabéns a Copel eu entrei no site dela e a empresa incentiva o aterramento da fiação aérea, um pensamento muito diferente da primitiva Eletropaulo que é uma porcaria.

eduardoazul
May 23rd, 2013, 06:49 PM
Como eu não entendo nada de aterramento, apesar de achar que todas as medias e grandes cidades deveria ter, me passa uma curiosidade sobre como é o isolamento da rede elétrica, visto que muitas ruas alagam quando chove muito e ao meu ver se não hovessem uma bela isolação, seria choque por todo lado?

FGB_curitiba
May 23rd, 2013, 06:58 PM
Como eu não entendo nada de aterramento, apesar de achar que todas as medias e grandes cidades deveria ter, me passa uma curiosidade sobre como é o isolamento da rede elétrica, visto que muitas ruas alagam quando chove muito e ao meu ver se não hovessem uma bela isolação, seria choque por todo lado?

Eu já ouvi falar que os cabos e transformadores para rede subterrânea são submersíveis, mas também não entendo muito do assunto.

FGB_curitiba
May 23rd, 2013, 07:03 PM
As redes de transmissão elétrica subterrâneas, em comparação às redes aéreas - que utilizam os postes para passagem dos fios - têm vantagens estéticas, pois eliminam os fios suspensos, e técnicas, já que a linha fica mais protegida contra intempéries. Na conversão de redes aéreas para subterrâneas, os eletrodutos e cabos elétricos podem ser enterrados em diversas configurações. Não há regulamentação do poder público quanto à forma de implantação e as próprias concessionárias seguem suas normas.

Rede primária
A rede primária conduz a corrente elétrica em maiores tensões de distribuição. Geralmente, está enterrada no primeiro terço da via. Os cabos elétricos passam por dentro de eletrodutos de polietileno de alta densidade (PEAD), de 5" a 6" de diâmetro, enterrados diretamente no solo. Esses cabos são geralmente de alumínio, trifásicos, com isolamento EPR ou XLPE. A tensão depende muito do local da rede.

Rede secundária
Na rede secundária, as tensões já costumam vir bastante reduzidas pelos transformadores. Os eletrodutos, de cerca de 100 mm de diâmetro, ficam enterrados sob o passeio entre 40 e 60 cm de profundidade. Os cabos elétricos que percorrem os eletrodutos também são de alumínio e têm isolamento tipo XLPE.

Câmaras para transformador e caixas de inspeção
Um sistema subterrâneo de transmissão elétrica, além dos eletrodutos, também abriga câmaras para transformador e caixas de inspeção. Essas caixas são, geralmente, monoblocos pré-fabricados em concreto armado. Para o transformador, costumam ter 5 x 2,5 m, com 4,5 m de profundidade. Já os pontos de inspeção têm, no geral, 4 x 2 m e 3,5 m de profundidade - a principal função dessas caixas é fazer derivação da rede, emendas e conexões, além de poderem receber a instalação de equipamentos de menor porte da linha.

Métodos de escavação e passagem dos fios
Os eletrodutos podem ser enterrados por meio de escavação de valas ou por métodos não destrutivos (MNDs). Com o uso dos MNDs, reduz-se as intervenções nas vias e danos aos solos, por exemplo. Um estudo de viabilidade determina se o procedimento é possível.

Transmissão subterrânea na UNIVERCEMIG
Na UNIVERCEMIG há uma transmissão subterrânea didática para o treinamento dos novos técnicos, onde eles fazem manutenções e trabalham dentro dessa transmissão.

http://2.bp.blogspot.com/-4ZO92T5QaKk/UGYuUrmhSvI/AAAAAAAAAGo/GgbH-atQyzI/s1600/IMG158.jpg

http://3.bp.blogspot.com/-wX3sjTsAThc/UGYuZj4knNI/AAAAAAAAAGw/w8kGrpT05Ps/s1600/IMG159.jpg

http://1.bp.blogspot.com/-TzJmdupDJ04/UGYue9TeiiI/AAAAAAAAAG4/8AEk5TI8Sng/s1600/IMG160.jpg

http://2.bp.blogspot.com/-IfAIC4l7ubk/UGYujrYw3_I/AAAAAAAAAHA/Nh2dgT2Fjxo/s1600/IMG161.jpg

http://visitaunivercemig.blogspot.com.br/2012/09/rede-de-transmissao-subterranea.html