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GersonLDN February 28th, 2009, 12:20 PM O QUE UNE E DIVIDE OS GAÚCHOS
Bandeira branca no Pampa
Farroupilhas e caramurus, pica-paus e maragatos, borgistas e assisistas, brizolistas e antibrizolistas, Grêmio e Internacional,
Litoral Norte e Santa Catarina, cartão de crédito e cheque. Sem meias medidas, os rio-grandenses parecem nascidos não
apenas para tomarem posição em tudo, mas principalmente para se mostrarem irreconciliáveis em suas escolhas.
Consenso, comunhão e unidade são tão estranhos aos hábitos gaúchos quanto trio elétrico no Carnaval ou festa de Cosme e Damião.
É igualmente típico dos gaúchos que, de tempos em tempos, um deles se descole da multidão e pregue a pacificação.
Muitos cumpriram esse papel ao longo da história, de militares a políticos e intelectuais.
Na quinta-feira, o brado pela reconciliação veio do mundo das artes, por meio de um artigo do diretor teatral Luciano Alabarse
publicado em Zero Hora (leia abaixo********)
– Escrevi como um gaúcho comum que quer ver o seu Estado avançado. Muita gente me ligou e me
mandou e-mails para comentar – relata Alabarse.
A tendência à polarização e à disputa aparece em aspectos muitas vezes insuspeitos do cotidiano gaúcho.
No ano passado, havia cerca de 3 milhões de processos em tramitação na Justiça gaúcha, numa razão de um
para cada três habitantes, o maior movimento entre os Judiciários estaduais. O Rio Grande do Sul respondeu por
30% dos recursos que chegaram ao Superior Tribunal de Justiça, o que coloca o Estado como campeão em
litigância na corte. O segundo colocado, São Paulo, é responsável por 27%.
– Essa posição aguerrida do povo gaúcho faz com que leve todas as questões em frente e isso acaba
desembocando no Judiciário. De um lado, é bom porque reflete o exercício da cidadania em sua plenitude.
Mas, por outro, pode revelar uma incapacidade de resolver questões no plano da negociação – diz o desembargador
Voltaire de Lima Moraes.
Chama a atenção do senador Pedro Simon (PMDB) o nível de exigência de torcedores e colunistas esportivos
gaúchos, que traduziria, segundo ele, o grau de cobrança existente no Estado sobre todos os temas no dia-a-dia.
Por vezes, o peemedebista vê exageros:
– Em outros lugares do Brasil, a cobrança não chega nem perto da do Rio Grande do Sul. Muitos dizem que a
coluna esportiva do Estado é massacrante. No Estado, um jogador gaúcho para ser considerado craque precisa muito.
No Maracanã, o mesmo profissional é herói – afirma Simon.
Se os gaúchos concordam em pelo menos um ponto – o de que gostam de discutir –, a harmonia termina quando
se analisa as razões desse comportamento. À frente da Associação da Classe Média (Aclame), Fernando Bertuol,
vê por trás de tudo a disputa eleitoral de 2010.
– Não admitimos que ninguém tenha sucesso no Estado. Qualquer pessoa que gere benefício e possa se reeleger
não acontece no Estado. Contam uma história de que o único balde de caranguejo aberto em uma feira
era o gaúcho porque, quando um tenta sair, outro puxa para baixo. Somos muito invejosos – afirma o presidente da Aclame.
Para alguns, a formação do Estado, incorporado ao Brasil no século 18 e exposto a sucessivas guerras
com os vizinhos, poderia explicar o gosto pela disputa política.
– O Rio Grande do Sul já foi muito mais radical e continua sendo nos seus conflitos em comparação com
outros Estados. O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) do Rio Grande é mais agressivo.
Isso faz com que se tenha uma coloração mais viva em torno das ideias – avaliou o cientista político Murillo de Aragão.
A escritora Lya Luft foi uma das que escreveu para elogiar o texto de Alabarse. Amiga da governadora
Yeda Crusius, Lya diz que o Estado vive um momento de acusações “gravíssimas” sem provas que
provocam intranquilidade:
– O governo não consegue trabalhar em paz. Numa democracia, as denúncias devem ser feitas, mas deveriam ter provas.
O prefeito de Canoas, Jairo Jorge (PT), que enfrentou oposição ao convidar o ex-deputado estadual Cézar Busatto (PPS)
para seu governo, acredita que Alabarse expressou um sentimento forte em parte da população.
– Nos últimos anos, o Estado viveu sob o paradigma do conflito. Isso gera a divisão entre “nós” e “eles”, o
que impede a construção de uma agenda mínima.
Citado por Alabarse, o deputado estadual Raul Pont (PT) discorda do diretor de teatro. Ele diz que o apelo
de Alabarse é “louvável”, mas peca pelo “irrealismo”. Pont diz que a democracia é caracterizada
pela tensão entre interesses diversos e que o Rio Grande do Sul tem conflitos e problemas cotidianos:
– Temos assaltos e mortes, denúncias de corrupção e pessoas na beira da estrada sem terra. Em nome da
harmonia temos de calar em relação a isso? Os sindicatos vão deixar de pedir aumento salarial? Isso não significa
dizer que temos de viver em guerra, mas não podemos pensar numa sociedade irreal.
O escritor Moacyr Scliar não acredita que o Estado viva um clima de guerra civil nem que a tradicional mania
gaúcha de se mover por meio de antagonismos seja patológica. Scliar afirma que, na democracia, há uma mistura
natural de conflito e harmonia:
– É certo pedir cooperação, mas não podemos nos iludir com a ideia de que as pessoas vão deixar de expressar suas opiniões.
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O que une e divide os gaúchos
BANDEIRA BRANCA
(unanimidade)
Medidas em favor da indústria de máquinas agrícolas na Região Noroeste
Prefeitos, vereadores e deputados de todos
os partidos uniram-se para pressionar o governo federal a adotar medidas que evitem desemprego no setor em função da crise.
Ceitec
Uma das duas únicas iniciativas para impulsionar o setor de microeletrônica do país, o centro de pesquisa e
desenvolvimento é uma unanimidade no Estado.
Porto de Rio Grande
A indústria naval promete ocupar o espaço que já foi da Varig como orgulho dos gaúchos.
Beldades nacionais
Se algum gaúcho torce o nariz para Regina Krilow, a Garota Fantástica, ou Gisele Bündchen, não fala.
BANDEIRA AMARELA
(quase unanimidade)
Administração Jairo Jorge em Canoas
O prefeito pilota uma aliança multipartidária, mas não conseguiu evitar que sua própria sigla, o PT, se
insurgisse contra a nomeação de Cézar Busatto (PPS) como secretário.
Pôr-do-sol no Guaíba
O poente na Capital já foi lembrado como um dos símbolos do gauchismo. Alguns, porém, dizem que não
é melhor nem pior do que o de Cachoeirinha.
Dunga, Luis Fernando Verissimo
Eles são expoentes em suas áreas, mas têm adversários cativos.
Feira do Livro
Já ganhou bandeira branca. Nos últimos anos, amarelou em razão da degradação do Centro. Pode se recuperar.
BANDEIRA PRETA
(guerra total)
Gre-Nal
Onde existem gaúchos, existe paixão clubística inconciliável.
Caso Detran
Nitroglicerina pura. A oposição adora, o governo vê como um ninho de “abutres”.
Litoral Norte
Os que amam lembram dos verões entre família, amigos e amores. Os que odeiam têm em mente engarrafamentos
na freeway, chuva, vento e frio – fenômenos menos intensos em Santa Catarina ou no Uruguai.
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GersonLDN February 28th, 2009, 12:26 PM Chega!(******)
Na quinta-feira, Zero Hora publicou artigo do diretor teatral Luciano Alabarse sobre o clima de confronto político no Estado:
Não sei você, mas estou realmente farto desse clima de guerra civil que assola o Rio Grande do Sul. Parece que estamos divididos irremediavelmente em tribos inconciliáveis. Os últimos acontecimentos na esfera de nossa vida pública estão aí para provar o que eu desejaria fosse apenas uma afirmação exagerada. A irracionalidade humana parece ter encontrado no nosso Estado um campo propício para seu desenvolvimento incontrolável. Praticamente todos os dias, um governo politicamente inábil bate de frente com uma oposição intransigente; acusações sem provas contra nossas autoridades fazem parte do nosso cotidiano há meses; movimentos corporativos nos brindam com propagandas difamatórias, como recursos válidos de enfrentamento. Oscilamos, cansados de tantos escândalos, entre o tédio vacinado e o descrédito absoluto em relação às nossas lideranças políticas.
Não imagino viver em uma sociedade de anjos, nem quero. Mas, lendo os jornais do centro do país, me dou conta que essa situação já extrapolou nossos limites geográficos. Nossa incompetência e beligerância são motivos de artigos, reportagens e editoriais. A acreditar na imprensa nacional, temos o mais vergonhoso presídio do país, um governo especializado em arrumar confusões desnecessárias, uma oposição que insiste injustamente em culpar a atual governadora por todas as nossas mazelas e um passado de glórias que nos impede de pensar realisticamente nosso presente prejudicado. Isso sem falar no rendimento de nossa rede de ensino, abaixo de qualquer índice desejável de aprendizado.
O Rio Grande do Sul, hoje, me parece atrasado em quase tudo. Posso estar errado, mas sinto em muita gente um quase orgulho com essa situação. Estamos mais interessados em destruir o adversário político do que restaurar nossa dignidade estadual. Parece que nos dá prazer ver o circo pegar fogo, pelo simples gosto do incêndio. Não sou petista, pedetista, peemedebista, psolista, peessedebista; não sou filiado a nenhum partido, aliás. Nunca fui. Sou gaúcho, simplesmente. Amo minha terra e me interesso por política. Respeito os governantes eleitos e sofro ao ver o Rio Grande chegar em um nível onde gritaria e desrespeito parecem valer mais que bom senso.
A sociedade gaúcha desenvolve seu jeito próprio de lidar com semelhante situação. O mais perigoso é, sem dúvida, a atual indiferença em relação aos nossos líderes. Como se todos fossem farinha do mesmo saco. Tenho certeza de que não são. Se até os índios americanos fumam o cachimbo da paz, por que não esperar que governo e oposição gaúchos pensem mais no bem do nosso Estado do que no umbigo que a natureza lhes deu? É possível acreditar que os homens e as mulheres de bem do Rio Grande do Sul coloquem suas diferenças pessoais em segundo plano para pensar nos interesses reais do Estado? Ainda acredito que sim. Esse artigo é para isso: dizer que precisamos de todos os Fogaças, Ponts, Yedas, Manuelas, Rigottos e Simons, quaisquer que sejam os nomes que tenham, para tentar reverter esse momento de crise. Do contrário, perderemos ainda mais. Todos nós.
LUCIANO ALABARSE | Diretor teatral
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“Não quero uma sociedade de anjos”
Entrevista: Luciano Alabarse, diretor teatralEm meio à discussão levantada em torno das razões da dualidade gaúcha,
o diretor teatral Luciano Alabarse comentou o artigo publicado na quinta-feira em Zero Hora.
No texto, ele se mostra cansado do que considera um enfrentamento irracional na política.
Ontem, ele conversou por 10 minutos com Zero Hora por telefone. A seguir, leia a síntese:
Zero Hora – Por que o Rio Grande do Sul é tão beligerante?
Luciano Alabarse– Temos esse histórico da Revolução Farroupilha, do separatismo, das nossas guerras. Não sei se isso explica tudo, mas o enfrentamento é um marco na formação do nosso povo. É da cultura do Rio Grande do Sul. Os publicitários, por exemplo, sempre dizem que tudo o que o resto do Brasil aceita o Rio Grande rejeita. Agências de publicidade já criaram um departamento especial para atender o Rio Grande porque o Estado sempre pensa diferente do resto do Brasil. Levado a um nível de um enfrentamento, isso beira a irracionalidade, porque em qualquer discussão nem sempre a gente tem razão, não conheço uma única pessoa, um único grupo que sempre tem razão e parece que o gaúcho sempre quer ter razão e na política. A gente vê nitidamente assim, governo e oposição não dialogam, brigam o tempo todo, denúncias sem provas, acusações em que o ônus da prova é do acusado e não de quem acusa. É triste ver que a cada ano algum Estado nos passa em progresso, em desenvolvimento e com o tempo eu sinto que nós vivemos num passado de glórias, quando o nosso presente não é tão motivador de orgulho.
ZH – De quem é a responsabilidade pelo fato de os gaúchos não se unirem?
Alabarse – É muito difícil responder isso. Não se trata de culpados e inocentes, estamos tratando de características genéricas de um povo, de uma cultura. Não existe uma ala toda certa e a outra totalmente errada. A beligerância é o traço comum do povo gaúcho, e está na hora de repensarmos isso, sem uma facção culpada e a outra inocente.
ZH – Quais são os passos para se unificar o Estado?
Alabarse – Ouvir uns aos outros, desarmados, sem preconceito, e a partir desse ouvir começar a mudar, sem preconceito. O diálogo é o primeiro passo, é o que se impõe neste momento. Não quero uma sociedade perfeita, de anjos, e sim de homens sensatos, políticos sensatos que respeitem as diferenças, que saibam perder, que saibam ganhar e que trabalhem pelo bem do Estado.
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PeterPOA February 28th, 2009, 01:15 PM ... li este texto na ZH mais cedo.. mais um capitulo da historia "Os gauchos sao do contra". Vejo que isto na verdade tem realmente mais implicacoes negativas do que positivas. Vide caso Pontal do Estaleiro que deu tanto o que falar por aqui... Mas o certo eh que todos no RS gostam de emitir opinioes, mesmo nem sabendo do que se trata o assunto... e achei otimo qdo falam como somos invejosos no RS. Finalmente alguem teve coragem de escrever. Ja morei em 5 cidades diferentes no Brasil e no Exterior, e apesar de eu ser de POA, qdo estou ai noto que ter o melhor carro, a roupa de marca, o telefone celular com mais funcoes, o que for, conta bem mais do que em outros lugares... parece que queremos sempre ser melhores que os outros, o que nao eh ruim, desde que trabalhemos para isso e nao para destruir o proximo.
Anyway, desabafo...
Kelsen February 28th, 2009, 04:36 PM ^^
Fiquei impressionado com os números do Judiciário Gaúcho e a quantidade de Recursos nos Tribunais Superiores. :eek:
Positronn February 28th, 2009, 07:39 PM O Rio Grande do Sul parece que se perdeu em algum momento do passado recente. Espero que os irmãos do sul consigam achar o caminho da prosperidade novamente, até porque o RS ainda é um dos mais importantes e desenvolvidos estados do Brasil. Não sei de vocês, mas essa é a minha impressão.
EricoWilliams March 1st, 2009, 06:13 PM Com Yeda Crusius, a verdadeira líder gaúcha o estado entrará novamente nos trilhos(como já temos visto).
gaucho March 2nd, 2009, 01:54 AM Discutir sobre oq não sabe é o esporte favorito dos gaúchos.
Politica então, lembro que quando eu estava no colégio já haviam discussões ferrenhas a ponto de os professores terem que expulsar alunos da sala de aula, e na maioria das vezes eram os petistas e os anti-petistas, e isso entre a gurizada de 14, 15 anos...
gaucho March 2nd, 2009, 01:56 AM Talvez por isso que o Hino do RS é tão popular entre os gaúchos, é um dos poucos momentos que todos os gaúchos se unem para fazer algo, mesmo que seja só cantar.
Eduhaus March 2nd, 2009, 04:19 AM Discutir sobre oq não sabe é o esporte favorito dos gaúchos.
Politica então, lembro que quando eu estava no colégio já haviam discussões ferrenhas a ponto de os professores terem que expulsar alunos da sala de aula, e na maioria das vezes eram os petistas e os anti-petistas, e isso entre a gurizada de 14, 15 anos...
E depois te deixavam voltar? :lol:
gaucho March 2nd, 2009, 09:21 PM E depois te deixavam voltar? :lol:
Engraçadinho...eu estudava no Farroupilha, colégio de burga segundo os bichos grilos petistas do Bom Fim, se fosse pra expulsar alguém seria os vermelhinhos :lol:
Bruno BHZ March 3rd, 2009, 03:45 AM Esse thread é a cara do Eduhaus! :)
Eduhaus March 3rd, 2009, 04:41 AM É a antítese do típico mineiro, mas nem tanto a do Bruno BHZ! :)
egmoura March 9th, 2009, 06:02 PM Como um típico carioca , admiro e valorizo o jeito gaúcho se ser , único em nosso país. Sou casado com uma gaúcha , moramos no Rio , mas frequentamos muito o litoral catarinense , onde parte da familia dela mora , na região de Itapema. É uma região que , na alta temporada , é dominada por gaúchos e sua farta cultura regional. Parabéns ao povo gaúcho
olecramm March 17th, 2009, 09:05 PM Como se so existisse Gremio e Inter nesse estado.
caxiense November 15th, 2009, 05:54 PM Com Yeda Crusius, a verdadeira líder gaúcha o estado entrará novamente nos trilhos(como já temos visto).
Hahahahahah... gostei da piadinha
A Yeda Crusius tem a pior aceitação na história do governo estadual do RS. Diversas passeatas já ocorreram pedindo o seu impeachtment que só não aconteceu pq possui uma bancada grande, com muitos partidos.
Até o próprio vice já declarou guerra a governadora.
Estamos mal...
gaucho November 16th, 2009, 06:33 AM Hahahahahah... gostei da piadinha
A Yeda Crusius tem a pior aceitação na história do governo estadual do RS. Diversas passeatas já ocorreram pedindo o seu impeachtment que só não aconteceu pq possui uma bancada grande, com muitos partidos.
Até o próprio vice já declarou guerra a governadora.
Estamos mal...
Em se tratando do Feijó isso não é nenhuma surpresa, provavelmente ele declaria guerra a qualquer governador, independente do partido/ideologia/forma de governar etc...
EricoWilliams November 16th, 2009, 10:54 AM Hahahahahah... gostei da piadinha
A Yeda Crusius tem a pior aceitação na história do governo estadual do RS. Diversas passeatas já ocorreram pedindo o seu impeachtment que só não aconteceu pq possui uma bancada grande, com muitos partidos.
Até o próprio vice já declarou guerra a governadora.
Estamos mal...
É como diz o slogan do governo: Coragem para fazer!
Jônatas December 13th, 2009, 07:11 PM É como diz o slogan do governo: Coragem para fazer!
"Fazer" o que!?
EricoWilliams December 18th, 2009, 02:09 PM "Fazer" o que!?
Colocar o estado nos trilhos, atrair investimentos e reorganizar o caixa pro estado poder voltar a crescer como antes.
São Paulo passou por isso no final dos anos 90 e inicio dos anos 2000, e hoje voltou a crescer(inclusive acima da média nacional) e a investir.
Se tem gente chiando, é porque estão perdendo alguns privilégios.
RVpoa December 18th, 2009, 11:49 PM ^^^^exatamente...perda de privilégios...coisa dificil de se fazer tamanho é a cultura de clientelismo desse país, e no RS então nem se fala. Acho engraçado estas passeatas, pois todos estão vendo a incapacidade de se manter políticas ultrapassadas, que as receitas e a dinâmica econômica é completamente diferente de 30 anos atrás, e quererem manter os mesmo privilégios.Por conta deles o estado segue com dificuldades de avançar e criar condições para reverter este processo que nos fez comer poeira de estados com menos tradição que o nosso. E tem gente que ainda acha legítimo e que dá bola para estas pesquisas de popularidade. É óbvio que todo e qualquer governante que experimentar mexer nos privilégios de determinadas categorias, vai gerar insatisfação aqueles que mamam das tetas do governo e acabam realizando a manutenção das desigualdedes entre o que recebe por exemplo um Juiz estadual e um brigadiano ou com a classe dos professores.E como são muitos e as campanhas de repúdio são tantas, acaba contaminando a população, que não tem clareza das dificuldades de se manter o sistema como está e garantir os investimentos básicos necessários para o progresso do estado.Graças ao Défit Zero foi possível dar o maior aumento da história do RS de uma única vez aos Birgadianos e aos Professores. Eu acho que está ná hora de deixarmos de ser arcaicos e tão superficiais, a verdade é que não existem fórmulas mágicas e é dificil hoje vermos políticos com coragem de enfrentar a opnião pública e fazer o que deve ser feito, enquanto que outros vivem da publicidade e não resolvem absolutamente nada.
GersonLDN December 20th, 2009, 03:01 AM REFORMA DO ESTADO
O muro que os gaúchos resistem a transpor
O pacote do governo Yeda Crusius para brigadianos e professores não tem um nome de efeito, mas lembra, pela resistência que sofre, experiências de gestões anteriores, como Quadro de Pessoal por Escola (QPE) e calendário rotativo.
Na terra em que o povo valoriza seu espírito combativo e politizado, uma outra face desse perfil – com contornos de conservadorismo, corporativismo e polarização política – barra tentativas de reformas.
Na semana que passou, o governo Yeda Crusius enfrentou uma realidade contraditória: embora tivesse maioria no Legislativo para aprovar os projetos de reforma, o Piratini esbarrou no poder dos interesses organizados.
Mesmo controlando a maior parte das cadeiras na Assembleia, o Executivo não segurou em plenário número suficiente de parlamentares para aprovar projetos de reajuste e de cobrança previdenciária para a Brigada Militar. Quem assustou os deputados? As entidades de classe da BM, que lutam por índice maior de aumento.
– As galerias cheias mudam a opinião das pessoas – disse o líder do governo na Assembleia, Pedro Westphalen (PP), na terça-feira, para explicar a falta de apoio dos aliados.
A briga deve se repetir a partir de segunda-feira, quando o foco estará no pacote do magistério, já enfraquecido pela descrença do Piratini na aprovação do projeto que institui o 14º salário. A resistência vem do Cpers, um dos maiores sindicatos do Brasil, com um histórico de greves que tiraram o sono dos últimos governadores. Para a entidade, o prêmio por desempenho cria um clima de competição na comunidade escolar. A corporação diz se tratar de uma medida neoliberal e tem o respaldo da oposição.
Num sinal de que o tema ultrapassa os limites ideológicos, o cenário é diferente em Pernambuco, Estado administrado por um governador filiado a uma sigla de esquerda e tradicional aliado dos petistas, o PSB. Lá, Eduardo Campos premia os professores com um 14º salário em caso de melhoria no aprendizado.
No Rio Grande do Sul, a resistência dos sindicalistas do magistério contra tentativas de mudança na gestão ganha a simpatia de parte dos gaúchos por conta de uma dura realidade, composta pelos baixos salários da categoria e pela falta de investimentos no setor.
– Essas corporações (de servidores públicos) não estão numa situação ideal, mas para elas parece que o cenário atual é melhor do que qualquer outro desconhecido. Sequer consideram a possibilidade de negociar alternativas. Sempre o melhor é boicotar – diz o cientista político da PUCRS Hermilio Santos.
Britto teve de se afastar da política após impor reformas
O poder das corporações já conseguiu até reverter lei aprovada. No último ano do governo Antônio Britto (1995-1998), sob fogo cerrado, o Piratini aprovou alterações no plano de carreira do magistério. Com relações estreitas com o sindicato, o governo seguinte, de Olívio Dutra (1999-2002), revogou o plano de Britto. Sociólogo da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Léo Peixoto Rodrigues crê que o compromisso de entidades de classe com o ideário da esquerda alimenta a velha polarização que caracteriza a política gaúcha. No RS, governo e oposição parecem ser inconciliáveis, tornando mais frágil a posição do Estado em relação ao resto do país.
– A cultura gaúcha valoriza o ato de se colocar contra. E as corporações se colocam contra o Estado, reproduzindo essa dinâmica de antagonismo entre dois lados – explica Rodrigues.
Com menos evidência que o pacote que está na Assembleia, outra luta é travada entre a Secretaria Estadual da Justiça e o sindicato de servidores Semapi. Mentor da lei que permite a transferência de serviços para Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), o secretário Fernando Schüler defende a iniciativa como forma de melhorar a gestão de órgãos públicos. Já o Semapi argumenta que Schüler quer tirar responsabilidades dos ombros do Estado.
O corporativismo não se manifesta apenas em casos de reforma. A defesa dos altos salários no poder público exibe uma lista de argumentos jurídicos para fundamentar a legalidade dos vencimentos. Judiciário e Ministério Público se autoconcedem reajustes baseados na sua independência e autonomia em relação ao Executivo. Como no caso das corporações anteriores, as defesas são legítimas – o problema é que o cofre para tudo é o mesmo e insuficiente.
O enfrentamento das corporações cobra um preço alto. Pioneiro nas privatizações, Britto buscou reformar a máquina pública. Foi uma decisão do seu governo que conseguiu estancar a incorporação das funções gratificadas (FGs) – benefício que dava base legal à formação de supersalários. Com tantas brigas, Britto não conseguiu se manter na política.
– A gente tinha um pacto de consertar o Estado, independentemente do custo eleitoral disso. No fundo, a gente também apostava na maioria silenciosa da população, mas não deu. A força das corporações é descomunal aqui – diz o deputado federal Nelson Proença (PPS), ex-secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais.
De onde vêm a resistência e a polarização
A oposição sistemática a reformas no Estado se alimenta do conservadorismo do gaúcho. Para resistir a iniciativas que mexam com seus interesses, as corporações contam com uma característica da população: a aversão a mudanças.
O espírito conservador no RS é um processo histórico de formação cultural ligado à economia, na visão do cientista político da Ulbra Paulo Moura. Em sua tese de doutorado, Moura constatou que o desenvolvimento econômico no Estado ocorreu tendo a influência externa como ameaça. Isso desde que os produtos agrícolas gaúchos passaram a competir com os da Argentina e do Uruguai. O fenômeno alcançou o século 20, quando os frigoríficos vindos de fora desbancaram a produção artesanal do charque.
– A modernização econômica produziu a sensação de que a mudança é um processo que vem de fora e nos ameaça. Aí, nos apegamos ao que é tradicional – argumenta.
O apego às raízes aparece com destaque no tradicionalismo. Moura alega que os CTGs são “tentativas de reproduzir na cidade a memória de um suposto purismo cultural perdido, de um passado pujante que se perdeu por causa da modernidade capitalista”.
Já o economista Luiz Augusto Faria, da UFRGS, culpa a classe política, que não consegue propor um projeto que seja visto como superior a interesses localizados. Após o fim do modelo que funcionou até a década de 1980 e das reformas neoliberais, acredita Faria, é preciso repensar o papel do Estado:
– As corporações são fortes porque do outro lado não tem alguém dizendo: vocês são menos do que o nosso projeto e vocês têm de se enquadrar nele. Vocês são meio para uma política pública, e não a finalidade do Estado.
Em um ambiente extremamente corporativo, não é possível que o governo desconsidere a posição das entidades de classe, reflete o cientista político Hermilio Santos. As negociações teriam menor desgaste se o governo ouvisse, já na elaboração da proposta, a opinião das categorias, sem esperar pelo embate na Assembleia ou pelo boicote da greve.
leandro.fontoura@zerohora.com.br
LEANDRO FONTOURA
Embates na história
PRIVATIZAÇÕES E EXTINÇÃO DE ORGÃOS
Antônio Britto (1995-1998) foi pioneiro nas privatizações no país, porém, com muita resistência. Houve até invasão da Assembleia por sindicalistas para tentar barrar a venda da CRT. Numa reforma, o governo conseguiu extinguir órgãos como Caixa Econômica Estadual e Companhia Intermunicipal de Estradas Alimentadoras (Cintea). Outros que estavam na mira de Britto, como Corag e CRM, existem até hoje porque, à época, o PDT impediu a votação dos projetos.
QUADRO DE PESSOAL POR ESCOLA
Tentativas de mexer com o funcionalismo, extinção e privatização de órgãos estatais geraram os mais ferrenhos debates no Estado.
Em 1988, no governo Pedro Simon (1987-1990), a implantação do Quadro de Pessoal por Escola (QPE) retardou o início das aulas e prejudicou 25 mil alunos. A intenção do então secretário da Educação, Bernardo de Souza, era remanejar professores para corrigir casos de desvio de função e transferir excedentes. O Cpers era contra o projeto, mas o maior adversário da proposta foi a desorganização na implantação.
MUDANÇA NO PLANO DE CARREIRA
Na gestão Antônio Britto (1995-1998), o governo conseguiu aprovar mudanças no plano de carreira do magistério. Mesmo com a ferrenha oposição do Cpers, Britto conseguiu votos na Assembleia para alterar o regime de trabalho, as férias e os critérios de promoções. Não durou muito, porém. Sensível aos apelos do sindicato, o governo Olívio Dutra (1999-2002) revogou o plano.
CALENDÁRIO ROTATIVO
O projeto do governo Alceu Collares (1991-1994) previa três calendários escolares ao longo do ano com o objetivo de maximizar o uso dos colégios e acabar com a falta de vagas. Apesar da boa intenção, o calendário rotativo foi rechaçado pelo magistério e pelos pais de alunos. Ninguém queria ver alterada a tradicional rotina escolar que previa férias no verão. A secretária da Educação, Neuza Canabarro, foi criticada pelos adversários e só voltou à vida pública em 2005, como vereadora da Capital.
PLANO PARA O MAGISTÉRIO
A mais ousada reforma pretendida pelo governo Yeda Crusius derrubou uma secretária da Educação. Desde o início da gestão, Mariza Abreu planejava reformular o plano de carreira do magistério. Até um especialista americano, o professor James Fishkin, da Universidade de Stanford, foi chamado para conduzir uma pesquisa que comprovaria o apoio da população à proposta. Não deu certo. Diante das resistências e sem apoio dentro do governo, Mariza desistiu do cargo e voltou para Brasília, onde atua como servidora concursada do Congresso.
O espírito conservador
NA SOCIEDADE
- No final de 2004, o publicitário Miltinho Talaveira lançou o Movimento da Glamourização do Litoral. Inspirado pela orla catarinense, Miltinho defendia a transformação da estrutura das praias gaúchas. O publicitário acreditava que parte dos veranistas gostaria de beber espumante na areia e não refrigerante e cerveja. Para muitos, a proposta foi vista como ofensiva.
NO CONSUMO
- Sócio da DCS, Roberto Callage afirma que o gaúcho médio é conservador em relação ao consumo de produtos mais sofisticados. Para o empresário, esse comportamento representa zelo às próprias economias e ao consumo consciente, mas resulta em pequena abertura para inovações e pouca exigência. Da mesma forma, o gaúcho é fiel a produtos e serviços. A propaganda, diz ele, tem de cuidar ao tratar dos valores e da tradição locais.
NO COMPORTAMENTO
- O consultor em comunicação Dado Schneider ri ao lembrar do esforço que fez para desfazer a resistência de colegas gaúchos à contratação do trio elétrico de Ivete Sangalo para o lançamento da Claro, em 1999. “Foi mais fácil convencer os canadenses”, conta.
NA MODA MASCULINA
- Até 2006, segundo o publicitário Miltinho Talaveira, os jovens porto-alegrenses penavam para comprar roupa de alfaiataria não tradicional.
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“A sociedade consegue criar iniciativas, mas não implementá-las”
Gustavo Grisa, EconomistaAos 35 anos, o economista Gustavo Grisa acredita que o Rio Grande do Sul trava uma luta tímida contra o corporativismo. Para mudar esse cenário, defende ele, seria preciso pressão da sociedade civil e renovação dos líderes políticos e empresariais. Grisa, que já passou pela Fiergs, Brasil Telecom e Vale, é autor do livro RS – Sem Medo do Futuro. Atualmente, é sócio-diretor da Agência Futuro, consultoria especializada em desenvolvimento regional. A síntese da entrevista:
Zero Hora – Por que o senhor classifica o Rio Grande do Sul como uma mistura de França com Argentina?
Gustavo Grisa – A França tem perdido espaço na economia da Europa, não fez as grandes reformas, tem um Estado pesado e sofre de imobilismo. Já a Argentina tem condições educacionais e bom índice de desenvolvimento humano, o IDH. Mas isso não tem efeito se não houver modernização da economia. A Argentina insiste numa matriz econômica conservadora, dependente do agronegócio. Como resultado dessa mistura, no Rio Grande do Sul, as despesas do setor público cresceram e a economia não acompanhou. O maior exemplo é a queda da participação do Estado na economia do país.
ZH – Qual a origem do conservadorismo gaúcho?
Grisa – Uma das causas é a baixa renovação de líderes políticos e empresariais. A geração que continua a fazer a cabeça do gaúcho é formada pela mentalidade das décadas de 60 e 70. Nos apegamos também ao apelo do gauchismo e do triunfalismo, que faz parte da cultura gaúcha e tem um lado bom, mas, ao mesmo tempo, nos levou a uma certa autossuficiência e uma postura arrogante. Isso nos faz ter uma menor abertura para o Brasil e para o mundo. Ficamos fechados, com uma visão estreita do mundo, muito local e apegada às mesmas raízes. O problema é que altivez sem acompanhamento da economia é decadência.
ZH – Como é possível estabelecer consensos passando ao largo da disputa política?
Grisa – A concertação é um pacto mínimo. É óbvio que cada governo terá seu perfil, mais à esquerda ou mais liberal. Mas a sociedade consegue criar iniciativas como o Pacto pelo Rio Grande e a Agenda 2020, mas não consegue implementá-las. Há competência em formular, mas não em cobrar
http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2754268.xml&template=3898.dwt&edition=13758§ion=1015
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Jônatas December 20th, 2009, 02:06 PM ^^^^exatamente...perda de privilégios...coisa dificil de se fazer tamanho é a cultura de clientelismo desse país, e no RS então nem se fala. Acho engraçado estas passeatas, pois todos estão vendo a incapacidade de se manter políticas ultrapassadas, que as receitas e a dinâmica econômica é completamente diferente de 30 anos atrás, e quererem manter os mesmo privilégios.Por conta deles o estado segue com dificuldades de avançar e criar condições para reverter este processo que nos fez comer poeira de estados com menos tradição que o nosso. E tem gente que ainda acha legítimo e que dá bola para estas pesquisas de popularidade. É óbvio que todo e qualquer governante que experimentar mexer nos privilégios de determinadas categorias, vai gerar insatisfação aqueles que mamam das tetas do governo e acabam realizando a manutenção das desigualdedes entre o que recebe por exemplo um Juiz estadual e um brigadiano ou com a classe dos professores.
Mas o que está acontecendo neste governo, em relação ao funcionalismo, é justamente o aumento das disparidades entre os que ganham mais e os que ganham menos.
E como são muitos e as campanhas de repúdio são tantas, acaba contaminando a população, que não tem clareza das dificuldades de se manter o sistema como está e garantir os investimentos básicos necessários para o progresso do estado.Graças ao Défit Zero
Diminuir décift financeiro sucateando a estrutura dos serviços públicos (sobretudo Educação) e criando novos impostos é fácil.
Você já ouviu falar da Substitução Tributária? A maior aberração que um governo pode cometer, este cometeu. O pior é que isso afetou (e ainda vai afetar) toda a sociedade e praticamente não teve repercussão....
foi possível dar o maior aumento da história do RS de uma única vez aos Birgadianos e aos Professores.
ãh!!??
Eu acho que está ná hora de deixarmos de ser arcaicos e tão superficiais, a verdade é que não existem fórmulas mágicas e é dificil hoje vermos políticos com coragem de enfrentar a opnião pública e fazer o que deve ser feito, enquanto que outros vivem da publicidade e não resolvem absolutamente nada.
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RVpoa December 20th, 2009, 03:43 PM ^^^^
Mas o que está acontecendo neste governo, em relação ao funcionalismo, é justamente o aumento das disparidades entre os que ganham mais e os que ganham menos.
Bem nos últimos anos bem ou mau os servidores de base tem recebido aumentos, meu pai que é Juiz Estadual a décadas continua sem receber aumento, se isso não é uma tentativa de diminuir a disparidade, o que é então?
Diminuir décift financeiro sucateando a estrutura dos serviços públicos (sobretudo Educação) e criando novos impostos é fácil.
Você já ouviu falar da Substitução Tributária? A maior aberração que um governo pode cometer, este cometeu. O pior é que isso afetou (e ainda vai afetar) toda a sociedade e praticamente não teve repercussão....
O Déficit Zero é um mau necessário, que neste momento tem tom de sacrifício, pois ele é alcançado com o corte no investimento de áreas fundamentais para a sociedade gaúcha, porém se hoje estamos passando por isso, é culpa de 30 anos de irresponsabilidade de governos das mais diferentes bandeiras e ideologias, mas é preciso ajustar as contas para que o estado possa mudar suas estratégias e voltar a crescer como um estado moderno e de acordo com o seu tempo, pois o que o corporativismo gaúcho quer é a manutenção de um modelo já falido, por medo do que as mudança podem trazer. Pois temos 2 exemplos muito bem sucedidos de estados em estado calamitoso como o do estado gaúcho, com foi o caso de São Paulo e Minas Gerais, que também tiveram que passar por cortes, equilibrar as contas, se tornar atraentes a novos investimentos e retomar o caminho do desenvolvimento sustentável, e para isso é preciso mexer no queijo de toda a sociedade gaúcha, e sim agora é o momento do sacrifício, mas a longo prazo vamos começar a colher os frutos disso.
Nem por isso acho todas as atitudes desse governo acertadas, mas acho que algumas por mais impopulares que sejam e por mais malévolas que pareçam são necessárias.
ãh!!??
Tá eu exagerei ao dizer que é o maior aumento da história, talves não seja, mas eu nunca tinha visto darem 60% de aumento aos professores como na atual proposta do governo. Acho que nem os 20% dados a Brigada Militar, pois a várias administrações o governo se propões a dar 3%, 4% qdo muito 6% de aumento a qualquer categoria.
Mbv-POA December 22nd, 2009, 02:55 AM Diminuir décift financeiro sucateando a estrutura dos serviços públicos (sobretudo Educação) e criando novos impostos é fácil.
Você já ouviu falar da Substitução Tributária? A maior aberração que um governo pode cometer, este cometeu. O pior é que isso afetou (e ainda vai afetar) toda a sociedade e praticamente não teve repercussão....
Jônatas, eu me pergunto, com todo respeito, se VC sabe realmente o que é substituição tributária...
Sabe o que é? É, simplesmente, cobrar o imposto na ORIGEM ao invés de cobrar no FINAL... Rigorosamente, NÃO HÁ aumento de alíquota alguma, é exatamente a mesma. É a maneira mais efetiva de evitar a SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS...
Por exemplo, uma fabricante paulista de telhas, ao invés de o estado recolher o imposto em cada loja de material de construção do RS - o que dá margem enorme à sonegação - ele faz um acordo com SP para que este cobre o imposto lá na porta da fábrica, e repasse ao RS... Não entendo qual o problema nisso...
A crítica à substituição tributária (repito, não há aumento de alíquota, duvido que tu ache isso escrito em qualquer livro sobre tributos e etc) só pode servir aos interesses de quem ANTES NÃO pagava o imposto (SONEGAVA) e que AGORA VAI TER QUE PAGAR, o que não acredito que seja teu caso... A questão é que muitos empresários que começam a sentir a Receita no cangote (porque sonegam, o que é crime, além de prejudicar o Estado) 'espalham' essa 'versão' de que substituição tributária é aumento de imposto, o que ABSOLUTAMENTE NÃO É VERDADE. A arrecadação aumenta justamente porque a sonegação diminui... E me diga sinceramente, quem é que é a favor da sonegação??? Somente quem tem a perder com o controle mais rígido.
A ÚNICA pessoa pública que lembro de ter ouvido criticar esse sistema de substituição foi o vice Paulo Feijó :| O PT, por exemplo, não criticou, pelo menos que eu me lembre, justamente pq só quem perde com a substituição tributária são os sonegadores de impostos.
E quanto à criação de novos impostos, sinceramente não me lembro de isto ter ocorrido nos últimos anos, muito pelo contrário: como muitos lembram, no primeiro dia do novo governo (01/01/2007) CAIU o aumento de impostos vigente nos dois últimos anos do governo Rigotto... Resultado: 700 milhões a menos de arrecadação num ano, alíquotas de ENERGIA ELÉTRICA, COMBUSTÍVEIS e TELECOMUNICAÇÕES voltaram ao patamar anterior ao governo Rigotto. Ou seja, NÃO HOUVE AUMENTO DE IMPOSTOS OU CRIAÇÃO DE NOVOS TRIBUTOS, MAS DIMINUIÇÃO DE CARGA TRIBUTÁRIA (ainda que continue muito alta em todo o Brasil).
Nada contra tu não gostar desse governo, tu pode ter 'n' motivos, como a maioria da população parece ter, mas criticar a substituição tributária e alegar que houve criação ou aumento de impostos não me parece ter fundamento. :okay:
Eduhaus December 22nd, 2009, 04:30 AM Jônatas, eu me pergunto, com todo respeito, se VC sabe realmente o que é substituição tributária...
Sabe o que é? É, simplesmente, cobrar o imposto na ORIGEM ao invés de cobrar no FINAL... Rigorosamente, NÃO HÁ aumento de alíquota alguma, é exatamente a mesma. É a maneira mais efetiva de evitar a SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS...
Por exemplo, uma fabricante paulista de telhas, ao invés de o estado recolher o imposto em cada loja de material de construção do RS - o que dá margem enorme à sonegação - ele faz um acordo com SP para que este cobre o imposto lá na porta da fábrica, e repasse ao RS... Não entendo qual o problema nisso...
A crítica à substituição tributária (repito, não há aumento de alíquota, duvido que tu ache isso escrito em qualquer livro sobre tributos e etc) só pode servir aos interesses de quem ANTES NÃO pagava o imposto (SONEGAVA) e que AGORA VAI TER QUE PAGAR, o que não acredito que seja teu caso... A questão é que muitos empresários que começam a sentir a Receita no cangote (porque sonegam, o que é crime, além de prejudicar o Estado) 'espalham' essa 'versão' de que substituição tributária é aumento de imposto, o que ABSOLUTAMENTE NÃO É VERDADE. A arrecadação aumenta justamente porque a sonegação diminui... E me diga sinceramente, quem é que é a favor da sonegação??? Somente quem tem a perder com o controle mais rígido.
A ÚNICA pessoa pública que lembro de ter ouvido criticar esse sistema de substituição foi o vice Paulo Feijó :| O PT, por exemplo, não criticou, pelo menos que eu me lembre, justamente pq só quem perde com a substituição tributária são os sonegadores de impostos.
E quanto à criação de novos impostos, sinceramente não me lembro de isto ter ocorrido nos últimos anos, muito pelo contrário: como muitos lembram, no primeiro dia do novo governo (01/01/2007) CAIU o aumento de impostos vigente nos dois últimos anos do governo Rigotto... Resultado: 700 milhões a menos de arrecadação num ano, alíquotas de ENERGIA ELÉTRICA, COMBUSTÍVEIS e TELECOMUNICAÇÕES voltaram ao patamar anterior ao governo Rigotto. Ou seja, NÃO HOUVE AUMENTO DE IMPOSTOS OU CRIAÇÃO DE NOVOS TRIBUTOS, MAS DIMINUIÇÃO DE CARGA TRIBUTÁRIA (ainda que continue muito alta em todo o Brasil).
Nada contra tu não gostar desse governo, tu pode ter 'n' motivos, como a maioria da população parece ter, mas criticar a substituição tributária e alegar que houve criação ou aumento de impostos não me parece ter fundamento. :okay:
Não houve aumento pq a AL foi contrária, pq a Yeda tentou duas vezes de todas as formas manter a carga tributária alta, uma delas inclusive antes ed assumir, mas felizmente e mesmo tendo ampla maioria no parlamento foi DERROTADA.
Mbv-POA December 22nd, 2009, 05:37 PM Não houve aumento pq a AL foi contrária, pq a Yeda tentou duas vezes de todas as formas manter a carga tributária alta, uma delas inclusive antes ed assumir, mas felizmente e mesmo tendo ampla maioria no parlamento foi DERROTADA.
Teu comentário tá meio confuso, mas o correto é o que tu escreveu por último: o que ela queria era MANTER as alíquotas do governo Rigotto, mas o projeto foi derrotado, não se tratava de aumento. Como consequência da derrota, a carga tributária DIMINUIU, ou não? Esse aumento temporário das alíquotas era a saída que todos os governos tentaram, mas só o Rigotto conseguiu (por um mísero voto); Yeda e Olívio (lembra da 'matriz tributária'?) foram derrotados...
Jônatas December 24th, 2009, 04:44 AM Jônatas, eu me pergunto, com todo respeito, se VC sabe realmente o que é substituição tributária...
Sabe o que é? É, simplesmente, cobrar o imposto na ORIGEM ao invés de cobrar no FINAL... Rigorosamente, NÃO HÁ aumento de alíquota alguma, é exatamente a mesma. É a maneira mais efetiva de evitar a SONEGAÇÃO DE IMPOSTOS...
Por exemplo, uma fabricante paulista de telhas, ao invés de o estado recolher o imposto em cada loja de material de construção do RS - o que dá margem enorme à sonegação - ele faz um acordo com SP para que este cobre o imposto lá na porta da fábrica, e repasse ao RS... Não entendo qual o problema nisso...
A crítica à substituição tributária (repito, não há aumento de alíquota, duvido que tu ache isso escrito em qualquer livro sobre tributos e etc) só pode servir aos interesses de quem ANTES NÃO pagava o imposto (SONEGAVA) e que AGORA VAI TER QUE PAGAR, o que não acredito que seja teu caso... A questão é que muitos empresários que começam a sentir a Receita no cangote (porque sonegam, o que é crime, além de prejudicar o Estado) 'espalham' essa 'versão' de que substituição tributária é aumento de imposto, o que ABSOLUTAMENTE NÃO É VERDADE. A arrecadação aumenta justamente porque a sonegação diminui... E me diga sinceramente, quem é que é a favor da sonegação??? Somente quem tem a perder com o controle mais rígido.
A ÚNICA pessoa pública que lembro de ter ouvido criticar esse sistema de substituição foi o vice Paulo Feijó :| O PT, por exemplo, não criticou, pelo menos que eu me lembre, justamente pq só quem perde com a substituição tributária são os sonegadores de impostos.
E quanto à criação de novos impostos, sinceramente não me lembro de isto ter ocorrido nos últimos anos, muito pelo contrário: como muitos lembram, no primeiro dia do novo governo (01/01/2007) CAIU o aumento de impostos vigente nos dois últimos anos do governo Rigotto... Resultado: 700 milhões a menos de arrecadação num ano, alíquotas de ENERGIA ELÉTRICA, COMBUSTÍVEIS e TELECOMUNICAÇÕES voltaram ao patamar anterior ao governo Rigotto. Ou seja, NÃO HOUVE AUMENTO DE IMPOSTOS OU CRIAÇÃO DE NOVOS TRIBUTOS, MAS DIMINUIÇÃO DE CARGA TRIBUTÁRIA (ainda que continue muito alta em todo o Brasil).
Nada contra tu não gostar desse governo, tu pode ter 'n' motivos, como a maioria da população parece ter, mas criticar a substituição tributária e alegar que houve criação ou aumento de impostos não me parece ter fundamento. :okay:
Ok, mas sou construtor e grande parte dos insumos da construção aumentaram em média 10% com a "Substituição Tributária", sobretudo materiais da parte elétrica e hidráulica. Os logistas juram que não estão embolsando essa diferença e culpam o governo do estado; os industriais também; eu também não estou embolsando. Se eu estou pagando mais, e ninguém da cadeia produtiva da construção civil está ganhando com isso. Só pode ser aumento de imposto! Inclusive os logistas tiveram que pagar esta "alíquota na fonte" sobre todo seu estoque, o que é uma aberração!
E o dinheiro da venda do Banrisul, que era para resolver o problema da Previdência do Estado no futuro? Venderam parte do banco com esta promessa, mas vem chegando o período eleitoral, o governo está em baixa e precisa aparecer. O que faz? Como todos os outros!
Tudo bem, mas não era o governo do "Novo jeito de Governar"?
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