View Full Version : Nino Vieira assassinado por militares


angcammoc
March 2nd, 2009, 03:59 PM
Internacional | 2009-03-02 09:56

O secretário-executivo da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Mohamed Ibn Chambas, afirmou hoje que "é a democracia que assassinamos", numa reacção à morte do Presidente da Guiné-Bissau, "Nino" Vieira, abatido hoje por militares.

"O que se passou é muito grave. Queremos consolidar a democracia, a paz e a segurança naquela região (África Ocidental). Então, a morte de um Presidente e de um Chefe de Estado-Maior é muito grave", disse Chambas.

Mohamed Ibn Chambas deve reunir-se ainda hoje de manhã com o chefe de Estado nigeriano, Umaru Yar'adua, presidente em exercício da CEDEAO.

"Nino" Vieira morreu esta madrugada na sequência de um ataque contra a sua residência.

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A casa do Presidente guineense foi atacada na madrugada de hoje por militares das Forças Armadas, poucas horas após o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, general Tagmé Na Waié, ter morrido num atentado à bomba em pleno Quartel-General, em Bissau.

Lusa/AO Online

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angcammoc
March 4th, 2009, 04:17 PM
Guiné-Bissau: Raimundo Pereira promete eleições antecipadas dentro de 60 dias


Bissau– O Presidente da República interino, Raimundo Pereira, empossado esta terça-feira, após a o assassinato de «Nino» Vieira, convidou os guineenses a reflectir sobre o processo de maturação democrática da Guiné-Bissau.

Na cerimónia da investidura ao cargo de Presidente da República, na sede de Parlamento guineense, Raimundo Pereira afirmou que «é preciso reflectir sobre o processo democrático do nosso país, de forma a procurarmos de maneira serena, patriótica, esclarecida, as razões de constantes interrupções de ciclos democráticos do nosso país».

Numa clara alusão ao comportamento dos políticos guineenses, Raimundo Pereira deu a entender que, as razões que sempre estiveram por trás das constantes perturbações políticas e militares do país, não vão muitas vezes ao encontro dos interesses da população.O Chefe de Estado interino lembrou que desde que existe abertura política na Guiné-Bissau (1994), nenhum governo eleito democraticamente completou um ciclo de mandato de quatro anos.

Relativamente às eleições presidenciais, que à luz da Constituição devem ter lugar dentro de 60 dias, Raimundo Pereira garantiu que vai enveredar esforços para que as mesmas se realizem no prazo previsto. «Quero, apesar de temporária e em condições particulares em que assumo a presidência da república, dar aos guineenses a certeza que farei o máximo da minha competência, dedicação para que no prazo legal possamos organizar as eleições presidenciais», garantiu o Presidente da República interino. Para o efeito e ciente das dificuldades que o esperam, Raimundo Pereira apelou à união de todas as forças políticas do país de forma a que as eleições possam ter lugar na data prevista.

Sumba Nansil/Lassana Cassamá

Barragon
March 4th, 2009, 06:10 PM
Pois é...

Rekarte
March 19th, 2009, 03:00 PM
E eu que pensava que Guine Bissau fosse um país tranquilo,mas pelo jeito,que pena...