View Full Version : Grande Curitiba terá rede de transporte abrangendo cinco modais diferenciados de transporte
Inconfidente March 16th, 2009, 08:15 PM http://img168.imageshack.us/img168/3654/307021516fe79.jpg
O prefeito Beto Richa se reuniu na segunda-feira (9), em Brasília, com Luiz Antônio Pagot, diretor geral do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) (http://www.dnit.gov.br/), órgão do Ministério dos Transportes, para apresentar o Plano Diretor Multimodal, proposta elaborada em conjunto com a superintendência do DNIT no Paraná.
O plano propõe alternativas que eliminam os impactos negativos do ramal ferroviário dentro de Curitiba e beneficiam municípios da região metropolitana, criando uma rede que abrange ferrovia, rodovias, o aeroporto de São José dos Pinhais, o Porto de Paranaguá e ainda a criação de uma rede metropolitana de ciclovias.
"Mais abrangente do que os projetos feitos até agora, a proposta do Plano Diretor Multimodal é uma alternativa para a transferência do ramal ferroviário e propõe ações que terão alcance junto à Grande Curitiba, promovendo o turismo e criando a possibilidade de fomento do transporte intermodal", disse Richa.
Além de Curitiba, os municípios beneficiados pelo projeto seriam Almirante Tamandaré, Pinhais, Piraquara, São José dos Pinhais e Araucária. "É um grande projeto, que nos enche de orgulho", disse o superintendente regional do DNIT no Paraná, David José de Castro Gouvêa. A reunião em Brasília dá continuidade a discussões que vêm acontecendo em Curitiba junto à superintendência do DNIT no Paraná. O DNIT é o órgão executivo do Ministério dos Transportes nos modais rodoviário, ferroviário e aquaviário.
O alcance do Plano se estenderá a Paranaguá com a possibilidade de interligação do aeroporto de São José dos Pinhais ao Porto de Paranaguá permitindo tanto o transporte de cargas quanto o de passageiros. A abrangência intermodal se expande ainda para uma grande rede metropolitana de ciclovias, que seria implantada onde hoje está o trilho do trem.
A ampla proposta eliminaria o ramal que passa pelo centro da cidade, que representa risco de acidentes nos cruzamentos rodoferroviários e causa incômodos pela poluição sonora. Além dos benefícios ao transporte, a proposta também tem o foco no aproveitamento de áreas para a habitação popular.
O debate sobre o Plano Multimodal entre a prefeitura de Curitiba e a superintendência regional do DNIT no Paraná continuará. O diretor geral do DNIT, Luiz Antônio Pagot, estará em Curitiba no próximo dia 19 para se aprofundar nas discussões relativas à proposta apresentada. Em seis meses, o projeto executivo do plano estará pronto.
Richa esteve acompanhado dos presidentes do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Cléver Almeida, e da Companhia de Habitação Popular de Curitiba (Cohab), Mounir Chaowiche, e do assessor de Projetos Especiais, Maurício Ferrante.
Depois da reunião no DNIT, Richa esteve no Palácio do Planalto em reunião com a ministra da Casa Civil, Dilma Roussef, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e com o ministro das Cidades, Marcio Fortes. O tema principal do encontro foi o Plano Nacional de Habitação.
Fonte:BHTrans (http://www.bhtrans.pbh.gov.br/portal/page/portal/portalpublico/Imprensa/plano%20multimodal)
Ice Climber March 16th, 2009, 08:22 PM Excelente! Apesar de não ser exatamente novidade pra mim.
Não vejo a hora de ver mais detalhes!
Inconfidente March 16th, 2009, 09:45 PM ^^ O negócio é ser todos os cinco integrados.
gerd.jak March 16th, 2009, 10:04 PM ^^ O que exatamente significam "os cinco modais integrados"?
No meu entender, o principal foco é um corredor logístico que deixe de interferir na cidade de Curitiba - o que é bastante necessário. Um ferroanel, essencialmente.
A integração dos portos de Paranaguá e Antonina - fora da RM, mas apenas a uma serra de distância - com ferrovia e rodovia já é uma realidade. A reativação da linha férrea a Antonina é inclusive um case de sucesso que a ALL gosta de expor.
Não sei exatamente o que querem dizer com a integração com o aeroporto. Hoje não há ramal ferroviário até o aeroporto, o ramal mais próximo passa pelo Boqueirão, a uns 3 km de distância, linha que, creio, não será eliminada pelo plano. Não sei se faz sentido - a carga típica de trem é bastante diversa da transportada por avião -, mas talvez poderia haver uma conexão ali.
A faixa de trem liberada pode vir a ser usada para algum projeto de integração metropolitana; mas o artigo não dá detalhes.
Quanto a integração com ciclovia, valham-me. Ciclovias em rede integrada de logística? Vão transportar soja de bicicleta pela cidade?
O que parece que querem fazer é colocar ciclovias nas faixas liberadas dos trilhos no perímetro urbano - o que é bom, mas insuficiente. É necessário que Curitiba integre as ciclovias não à rede de logística, mas à rede de transporte urbano integrado, fazendo ciclovias decentes onde elas realmente são necessárias, e com bicicletários integrados aos terminais. Por enquanto, Curitiba não para de brincar de ciclovia...
Inconfidente March 16th, 2009, 10:49 PM ^^ O que exatamente significam "os cinco modais integrados"?
Significa que em um mesmo local você pode ter um aeroporto, uma estação de metrô, a estação ferroviária, a estação de ônibus e dependendo do local até mesmo uma doca para balsas, etc...
Todos os cinco sistemas de transporte podem ser acessados a partir de um ou mais pontos em comum. O buraco logístico que um modal deixa é então preenchido por pelo menos um dos outros quatro. Esta é a grande vantagem.
gerd.jak March 17th, 2009, 12:36 AM ^^ Vc leu meu post inteiro? O que questionei foram os "cinco". Quatro deles, aparentemente, referem-se à integração logística, transporte de cargas - embora um deles, os portos, claramente é exterior à Grande Curitiba. Como escrevi, é ótimo que aconteça; há bastante coisa acontecendo, e muito mais que poderia acontecer nesta direção aqui em Ctba. O deslocamento das transportadoras e centros de logistica para o contorno é um processo que está acontecendo, liberando a área próxima à ex-BR116, atual linha verde, para iniciativas como o tecnoparque. Este processo poderia incluir uma ou mais centrais integradas à ferrovia, que já cruza o contorno no Umbará, e provavelmente deve ter outros pontos de encontro se este contorno ferroviário for implementado. O aeroporto a meu ver é adequadamente ligado a rodovias; o acesso poderia ser melhorado com a eliminação dos 2 semáforos em São José dos Pinhais, da rua Joinville e da av. Rui Barbosa (este já em início de obras).
Incluir ciclovia neste balaio é que faz do conjunto um samba do criolo doido...
Inconfidente March 17th, 2009, 01:36 AM ^^ Gerd, você está se esquecendo do passageiro. Em uma cidade grande, mais importante que transportar cargas é transportar pessoas. O desafio não é transportar as cargas, aliás, é consenso de que o fluxo de cargas dentro de uma cidade só gera problemas para o trânsito local. O desafio é como dar mobilidade plenas às pessoas.
gerd.jak March 17th, 2009, 04:44 AM ^^ Eu não me esqueci, mas este não é o foco do projeto anunciado. Isto não o torna ruim nem desnecessário, pois em primeiro lugar já há um planejamento intenso para o transporte coletivo, e em segundo, o foco deste projeto logístico parece ser de desviar o trânsito de cargas da cidade, aliviando o trânsito urbano, em todos os modais.
Curitiba já é referência em transporte urbano, não vou discutir aqui as qualidades, defeitos, e progressos nesta área. Apenas no que tange o artigo, acho que Curitiba tem muito a fazer na integração de sua rede de transportes à região metropolitana - o que numa leitura superficial, parece que está sendo tratado, mas em uma leitura mais atenta percebe-se que passa ao largo da discussão. Aliás, esta integração incluiria um acesso melhor ao aeroporto, localizado em São José dos Pinhais. O segundo ponto que considero carente de melhoria é exatamente relacionado às bicicletas: Curitiba tem um enfoque muito lúdico deste meio, não o levando a sério como meio de transporte (o que exigiria ciclovias de qualidade e bicicletários integrados aos terminais). Por isto me incomoda esta referência à bicicleta como quinto modal, em um contexto claramente de transporte de cargas. Será que nós ciclistas nos tornamos mercadoria? :( Sim, somos mercadoria de venda de imagem de "cidade ecológica", que quer parecer moderna, mas quer deixar as ciclovias apenas na esfera do bonitinho...
Captain boeing 747 March 17th, 2009, 05:13 AM Um mineiro se interessando por Curitiba parabéns....
e ainda acho que se deveria trocar a maioria dos ônibus expresso em Curitiba
estão muito velhos...
Essa negócio de multimodal é bem interessante vamos ver se vai pra frente.
Mr.Canello March 17th, 2009, 06:27 AM Ainda acho que no lugar dos ramais ferroviários que serão desativados deveriam instalar um VLT... Bah... esqueci que estamos no Brasil, VLT aqui nunca...
Inconfidente March 17th, 2009, 08:48 PM ^^ Eu não me esqueci, mas este não é o foco do projeto anunciado. Isto não o torna ruim nem desnecessário, pois em primeiro lugar já há um planejamento intenso para o transporte coletivo, e em segundo, o foco deste projeto logístico parece ser de desviar o trânsito de cargas da cidade, aliviando o trânsito urbano, em todos os modais.
Curitiba já é referência em transporte urbano, não vou discutir aqui as qualidades, defeitos, e progressos nesta área. Apenas no que tange o artigo, acho que Curitiba tem muito a fazer na integração de sua rede de transportes à região metropolitana - o que numa leitura superficial, parece que está sendo tratado, mas em uma leitura mais atenta percebe-se que passa ao largo da discussão. Aliás, esta integração incluiria um acesso melhor ao aeroporto, localizado em São José dos Pinhais. O segundo ponto que considero carente de melhoria é exatamente relacionado às bicicletas: Curitiba tem um enfoque muito lúdico deste meio, não o levando a sério como meio de transporte (o que exigiria ciclovias de qualidade e bicicletários integrados aos terminais). Por isto me incomoda esta referência à bicicleta como quinto modal, em um contexto claramente de transporte de cargas. Será que nós ciclistas nos tornamos mercadoria? :( Sim, somos mercadoria de venda de imagem de "cidade ecológica", que quer parecer moderna, mas quer deixar as ciclovias apenas na esfera do bonitinho...
Neste ponto eu concordo com você.
Um mineiro se interessando por Curitiba parabéns....
Valeu! Na medida do possível tento me informar sobre o que acontece em outras cidades. :okay:
Captain boeing 747 March 18th, 2009, 04:42 AM Valeu Mineiro,,tenho muita vontade de conhecer Minas...
Mas acho meio difícil curitiba receber esse tipo de transporte como vão fazer
no Aer. A. Pena, metrô, trem e rodoviária ????
Parece um projeto muito amplo que vai depender de muito dinheiro...
Inconfidente March 18th, 2009, 04:49 AM ^^ Esse é o típico plano de mobilidade. Dura um século e demanda muita verba. Aqui em BH tem o Plano de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte, vai ser preciso 80 anos pra fazer tudo, isso se o Brasil não ter uma crise cabulosa. :lol:
Emanuel Paiva March 18th, 2009, 01:41 PM Excelente notícia! Aliás, Curitiba sempre procurou melhorar os meios de transportes. Quem dera que no RIO fosse assim também :ohno:
Captain boeing 747 March 18th, 2009, 08:25 PM Por causa dessa demora e do valor assombroso que isso deve custar
é imaginamos que não deva sair do papelo..tão cedo...
E eu fico imaginando que no Brasil qualquer prefeitura de cidade grande BH, Curitiba, Poa etc..pra faver uma obra grande tem que se ir no BID emprestar
dinheiro, e ainda aumentar a capacidade de endividamento do município,
será que os municípios brasileiros não conseguem tocar obras com recursos
próprios ?????
Kaique March 19th, 2009, 03:30 AM ^^
Não pois a maior parte da arrecadação dos impostos fica com a União, coisa de 65%-70% uns 25% com estado e apenas de 5 a 10% com as prefeituras.
É necessária uma reforma tributária que dê equilíbrio a essa situação. Pelo menos 35% para o s municípios, 35% para os estados e os 30% restantes para união.
Captain boeing 747 March 19th, 2009, 05:36 AM Não pois a maior parte da arrecadação dos impostos fica com a União, coisa de 65%-70% uns 25% com estado e apenas de 5 a 10% com as prefeituras.
É necessária uma reforma tributária que dê equilíbrio a essa situação. Pelo menos 35% para o s municípios, 35% para os estados e os 30% restantes para união.
Coisa que o governo Lula não fez.........
Além disso o repasse de dinheiro das prefeituras ao governo federal serviu pra
alimentar o mensalão dos Deputados,,uma triste realidade....
E ainda jogada pra debaixo do tapete.
Enquanto isso teremos obras viária importantes paradas....
No Brasil inteiro...
EduPR March 19th, 2009, 05:37 AM Richa apresenta Plano Multimodal, que vai
tirar o trem da região central da cidade
O prefeito Beto Richa apresentou nesta quarta-feira (18) o Plano Diretor Multimodal para um grupo formado por engenheiros, arquitetos e especialistas na área de construção civil. O encontro teve a participação de representantes do Crea (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná), Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção Civil), Instituto de Engenharia do Paraná e Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas do Paraná. Além do prefeito Beto Richa, o projeto foi defendido pelo superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes do Paraná (DNIT-PR), David Gouvêa.
"Tivemos um bom entendimento com o DNIT para este projeto e a nossa proposta evoluiu muito. Mais do que garantir o desvio ferroviário, o Plano permite a conexão rodoviária, ferroviária, cicloviária, portuária e aérea, extrapolando os limites de Curitiba, se estendendo à Região Metropolitana. Temos um forte aliado, que é o DNIT, e vamos precisar do apoio do governo federal para este projeto", disse Richa.
Na avaliação do superintendente do DNIT o projeto é viável e tem recebido o apoio de diversas entidades, além dos prefeitos da Região Metropolitana. "Esta obra tem uma interferência positiva sobre a Região Metropolitana de Curitiba. E se encaixa nas questões de acessibilidade, uma condição importante para a realização dos jogos da Copa do Mundo de 2014 em Curitiba", argumentou. Gouvêa explicou ainda que o Plano apresentado é uma proposta inicial que poderá receber contribuições.
Além dos dirigentes e representantes das entidades participantes, os vereadores Omar Sabbag e Caíque Ferrante, e diversos secretários municipais e técnicos da Prefeitura de Curitiba e de prefeituras da Região Metropolitana assistiram a apresentação. O prefeito Beto Richa, o superintendente do DNIT, David Gouvêa e o presidente do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), Cléver Almeida, falaram de aspectos gerais do projeto. Os detalhes do Plano Diretor Multimodal foram apresentados pelo arquiteto do Ippuc, Luiz Hayakawa.
Elaborado pela Prefeitura de Curitiba em parceria com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o Plano consiste na desativação do ramal ferroviário ao longo de Curitiba, Almirante Tamandaré e Pinhais, numa extensão de 41,2km. A desativação deverá eliminar os conflitos viários, melhorar a mobilidade em Curitiba e na Região Metropolitana, reduzir os acidentes e a poluição sonora e promover uma melhoria ambiental e social nos municípios atingidos.
A implantação do Plano Diretor Multimodal também vai permitir a revitalização das cidades nos trechos desativados, com a possibilidade de desenvolvimento econômico no entorno das áreas de influência da linha do trem, gerando mais trabalho e renda para a população. Ele também vai melhorar a mobilidade e acessibilidade da população, principalmente dos moradores da região leste.
Os novos ramais – um a leste e outro a oeste – vão reduzir o percurso do trem e diminuir os conflitos operacionais causados pela existência da linha dentro do perímetro urbano das cidades. Só em Curitiba, há 48 passagens de nível (cruzamentos rodoferroviários). O traçado proposto terá uma operação mais econômica. A linha férrea dará lugar a uma grande ciclovia integrada à malha cicloviária de Curitiba, permitindo os deslocamentos mais variados de bicicleta por Curitiba e abrangendo municípios da Região Metropolitana.
O projeto foi elogiado pelo presidente do Instituto de Engenharia do Paraná, Luiz Claudio Mehl. "Trata-se de um Plano de grande importância não apenas para os curitibanos, mas para os paranaenses", declarou. A presidente do Sindicato dos Arquitetos e Urbanistas no Paraná, Ana Carmen de Oliveira, afirmou que a proposta resolve um antigo problema urbano de Curitiba e da Região. "Curitiba vai ganhar com isso", defendeu.
Novos ramais ferroviários vão retirar o trem de dentro de Curitiba
Com o Plano Diretor Multimodal, a linha férrea será remanejada, acabando com os conflitos que colocam em risco a circulação do transporte público, pedestres, ciclistas e automóveis em Curitiba, Pinhais e Almirante Tamandaré. O trem passaria por dois traçados. O primeiro, contornando o perímetro urbano de Almirante Tamandaré, município localizado ao norte de Curitiba, onde não há bacia de manancial de abastecimento de água. Seguiria paralelamente ao traçado dos Contornos Norte e Sul, alcançando o antigo ramal que liga Curitiba a Araucária, a sudoeste.
O traçado proposto percorre a Cidade Industrial de Curitiba, possibilitando a implantação de terminais Intermodais na Zona Industrial de Curitiba e Araucária, com o transporte ferroviário. Na CIC estão concentradas 486 empresas industriais e o Plano Multimodal dá opções de escoamento de produtos e rejeitos industriais pela ferrovia.
O ramal oeste tem, entre as suas vantagens, a existência de menos conflitos e rejeição urbana pela utilização do contorno rodoviário. Isto porque não há ocupação densa de moradias, comércio e serviços ao longo do contorno. Além disso, os raios e declividades do traçado que acompanha o contorno rodoviário são mais compatíveis com a velocidade e capacidade de carga do sistema ferroviário, há áreas que podem funcionar como pátios de transbordo, ao sul de Curitiba, permitindo a criação de um porto seco.
Além de dejetos industriais, a ferrovia poderia ser utilizada para o transporte de cargas recicláveis e resíduos da construção civil, além de cargas de lixo hospitalar, já que é enviado para indústrias de cimento para queima e transformação. Um dos principais diferenciais do projeto tem ainda o caráter social, já que o Plano propõe relocar os moradores de Araucária que hoje vivem em área de risco entre a ferrovia, a rodovia e a Refinaria da Petrobrás (Repar). Nesta área poderia ser implantada a oficina da ferrovia, o terminal multimodal e o apoio operacional.
Segundo ramal – O segundo traçado, a leste, poderia ser implantado paralelamente ao Canal Extravasor (implantado ao longo do Rio Iguaçu), conectando Piraquara a São José dos Pinhais, permitindo a ligação turística do Litoral até o Aeroporto Internacional. A idéia é utilizar a curva existente do ramal projetado (e nunca implantado) em direção a São José dos Pinhais.
O Canal Extravasor foi implantado em 1995 para conter cheias e enchentes e para criar uma barreira física para delimitar os espaços e o armazenamento de águas. Hoje o Canal é uma barreira física e ambiental para a expansão das ocupações urbanas em direção ao Rio Iguaçu. A obra do ramal (paralela ao Canal Extravasor e que passa sob o viaduto da BR-277 em direção a Paranaguá) definiria o dique necessário para complementar a função de delimitação e contenção de cheias do canal implantado.
Além disso, a pequena declividade junto ao Canal é adequada ao projeto ferroviário. Outra vantagem do ramal leste é que beneficiaria bairros importantes e populosos de Curitiba como o Cajuru, Capão da Imbuia, Uberaba, Cristo Rei e Jardim Botânico, que sofrem com a barreira física do ramal e com a operação do transporte ferroviário. Não havendo ocupações e moradores no canal, não há trânsito de pedestres transversais ao ramal, eliminando os conflitos com travessias de pedestres, veículos ou ciclistas. O trecho do ramal desativado permitiria a reurbanização da área, com novas ruas, linhas de transporte urbano e metropolitano, iluminação, calçadas e ciclovias, tudo integrado à malha urbana existente.
O desvio se conectará ao ramal existente após a zona urbana de Pinhais, em direção a Piraquara, onde a antiga estação existente funcionaria como pólo de atração turística na região. O Aeroporto Afonso Pena será o elo que permitirá a criação de um Terminal Multimodal (Turístico e de Cargas) na Região Metropolitana de Curitiba, podendo integrar-se aos Portos de Antonina e Paranaguá. Esta ligação permitirá integrar os navios de carga ou mesmo turísticos ao aeroporto em São José dos Pinhais através da utilização da conexão ferroviária. No caso dos turistas, haveria a possibilidade de estender os deslocamentos até Foz do Iguaçu, promovendo o turismo e a economia na região oeste do Paraná.
O Plano também permite a integração por ciclovia dos municípios de Almirante Tamandaré, Curitiba, Pinhais, Piraquara, Colombo e São José dos Pinhais, criando uma Rede Metropolitana de Ciclovias conectada à Linha Verde. Ele também possibilita a conexão de importantes equipamentos como a Rodoviária de Curitiba, o Jardim Botânico, o Autódromo (Pinhais), o Complexo Esportivo Peladeiros, o Parque Iguaçu e o Zoológico, além do Aeroporto Afonso Pena.
O Plano Diretor Multimodal atende o Plano Diretor de 2004 e o Estatuto da Cidade, que prevêem a melhoria de acessibilidade e mobilidade em áreas consideradas estratégicas para o futuro de Curitiba. O ramal ferroviário que passa por Curitiba, Almirante Tamandaré e Pinhais cumpriu um importante papel no desenvolvimento do Paraná. Na época o traçado era condizente com as cidades, mas hoje é incompatível com a ocupação urbana e o adensamento da Região Metropolitana. Isto porque o transporte de cal e cimento cruza diversas zonas de alta densidade habitacional e muito próxima ao centro de Curitiba. Além disso, o ramal representa uma barreira ao incremento do sistema viário e ao funcionamento dos eixos de transporte, especialmente o Norte e Leste.
http://www.curitiba.pr.gov.br/Noticia.aspx?n=15772
Captain boeing 747 March 25th, 2009, 11:55 PM quero ver isso ir pra frente mesmo...
Leonardo Mio April 5th, 2009, 08:11 PM ^^
Não pois a maior parte da arrecadação dos impostos fica com a União, coisa de 65%-70% uns 25% com estado e apenas de 5 a 10% com as prefeituras.
É necessária uma reforma tributária que dê equilíbrio a essa situação. Pelo menos 35% para o s municípios, 35% para os estados e os 30% restantes para união.
Eles não podem fazer isso, por causa que muitas cidades não tem dinheiro para se manter, além da conhecida ma administração da maioria dos municipios. Eh algo estratégico para não perder o controle da população e do territorio...
O problema na maioria das vezes não é dinheiro, é a ma administração desse dinheiro, exemplos não faltam...
EduPR April 5th, 2009, 10:33 PM http://portal.rpc.com.br/midia/alternativas_trens_120309.jpg
Rodalvesdepaula April 5th, 2009, 10:38 PM ^^Pelo que eu entendi, pretendem transformar o trecho ferroviário a ser desativado em um corredor do biarticulado?
Caso desativem a RodoFerroviária, onde sairiam os trens turísticos da Serra Verde Express?
Sou contra a nova rodoviária no trevo da Linha Verde com o Contorno Sul. Ela ficará muito longe da cidade, prejudicando a vida de muita gente. Para mim, terminal rodoviário deve ser o mais próximo possível do Centro.
EduPR April 5th, 2009, 11:44 PM ^^Pelo que eu entendi, pretendem transformar o trecho ferroviário a ser desativado em um corredor do biarticulado?
Não, vai ser uma ciclovia.
Caso desativem a RodoFerroviária, onde sairiam os trens turísticos da Serra Verde Express?
Em Piraquara, dá uns 20km do centro de Curitiba. :ohno:
Sou contra a nova rodoviária no trevo da Linha Verde com o Contorno Sul. Ela ficará muito longe da cidade, prejudicando a vida de muita gente. Para mim, terminal rodoviário deve ser o mais próximo possível do Centro.
Parece que a rodoviária nova vai ser no contorno por causa do metrô.
Rafael_Rosato April 6th, 2009, 08:27 AM ^^ Vc leu meu post inteiro? O que questionei foram os "cinco". Quatro deles, aparentemente, referem-se à integração logística, transporte de cargas - embora um deles, os portos, claramente é exterior à Grande Curitiba. Como escrevi, é ótimo que aconteça; há bastante coisa acontecendo, e muito mais que poderia acontecer nesta direção aqui em Ctba. O deslocamento das transportadoras e centros de logistica para o contorno é um processo que está acontecendo, liberando a área próxima à ex-BR116, atual linha verde, para iniciativas como o tecnoparque. Este processo poderia incluir uma ou mais centrais integradas à ferrovia, que já cruza o contorno no Umbará, e provavelmente deve ter outros pontos de encontro se este contorno ferroviário for implementado. O aeroporto a meu ver é adequadamente ligado a rodovias; o acesso poderia ser melhorado com a eliminação dos 2 semáforos em São José dos Pinhais, da rua Joinville e da av. Rui Barbosa (este já em início de obras).
Incluir ciclovia neste balaio é que faz do conjunto um samba do criolo doido...
^^ Eu não me esqueci, mas este não é o foco do projeto anunciado. Isto não o torna ruim nem desnecessário, pois em primeiro lugar já há um planejamento intenso para o transporte coletivo, e em segundo, o foco deste projeto logístico parece ser de desviar o trânsito de cargas da cidade, aliviando o trânsito urbano, em todos os modais.
Curitiba já é referência em transporte urbano, não vou discutir aqui as qualidades, defeitos, e progressos nesta área. Apenas no que tange o artigo, acho que Curitiba tem muito a fazer na integração de sua rede de transportes à região metropolitana - o que numa leitura superficial, parece que está sendo tratado, mas em uma leitura mais atenta percebe-se que passa ao largo da discussão. Aliás, esta integração incluiria um acesso melhor ao aeroporto, localizado em São José dos Pinhais. O segundo ponto que considero carente de melhoria é exatamente relacionado às bicicletas: Curitiba tem um enfoque muito lúdico deste meio, não o levando a sério como meio de transporte (o que exigiria ciclovias de qualidade e bicicletários integrados aos terminais). Por isto me incomoda esta referência à bicicleta como quinto modal, em um contexto claramente de transporte de cargas. Será que nós ciclistas nos tornamos mercadoria? :( Sim, somos mercadoria de venda de imagem de "cidade ecológica", que quer parecer moderna, mas quer deixar as ciclovias apenas na esfera do bonitinho...
Adorei teus comentarios ...
Eu acharia até valido (forçando um pouco) falar de transporte integrado com as ciclovias, se não fossem pelos portos ... ngm chega de navio e vai de trem até Curitiba e depois andar de bicicleta nas "ciclovias" da Grande Curitiba :nuts: :lol: (Muito surreal até pra minha cabeça ;p )
Outra questão muito bem abordada por vc... é sobre a falta de ciclovias decentes e a integração com o transporte publico, bicicletarios (até hoje não entendi o pq isso não foi feito em Curitiba ainda o.O ) e etc.
http://portal.rpc.com.br/midia/alternativas_trens_120309.jpg
Agora sim!! Gostei do projeto ... só lamento pela distancia da rodoviaria e da estação ferroviaria ...
Será que uma rodoviaria na Linha Verde, mas em uma região relativamente proxima ao centro não seria viavel??
Sobre a estação ferroviaria eu realmente não tenho ideias... pirei em um ramal-tunel (estilo metrô :banana2: :nuts:) ligando uma estação de passageiros mais dentro da cidade a ferrovia!!
Ou pelo menos em outras estações no contorno sul, naquele trecho do Boqueirão (? é Boqueirão ainda alí neh?!) ... um pouco melhor do que os 20km até Piraquara
(Tomara que façam algo legal e util com o terminal do Guadalupe ... não gosto dele =x )
gerd.jak April 6th, 2009, 03:18 PM http://portal.rpc.com.br/midia/alternativas_trens_120309.jpg
Eu não gostei da proposta de eliminar totalmente os trens da área urbana. Se entendi corretamente, SerraVerde vai parar em Piraquara; elimina-se terminantemente a possibilidade de a cidade ter uma estação ferroviária intermunicipal. Na hipotética possibilidade de o TAV chegar por aqui, onde seria a estação? Em Piraquara? Colombo? Todas as cidades que conheço com bons sistemas ferroviários tem as estações principais próximas ao centro.
Poderiam ter pensado em aproveitar as linhas para transporte urbano: Almirante Tamandaré não tem um bom transporte troncalizado, nem Piraquara. Mas para valer a pena, teriam de recuperar a linha perdida, terminando-a dentro ou perto do Xopin Estação. A rodoferroviária é muito longe.
Fechando-se o terminal do Guadalupe, qual a proposta para os intermunicipais? Pelamordedeus, não seja colocá-los na atual rodoferroviária. É tornar péssimo algo que já é muito ruim - a integração do transporte intermunicipal. Se em lugar disto se pretender integrar os municípios da região metropolitana à RIT, estendendo os corredores existentes até eles, ou criando novos; criando terminais integrados, inclusive tarifariamente; distribuindo as linhas troncos destes municípios - novas ou estendidas das atuais - para os terminais já existentes - Rui Barbosa, Carlos Gomes, ou até um Guadalupe mais enxuto... nestas condições, concordo com a desativação do Guadalupe. Nesta hipótese, o que querem com a rodoferroviária? A região comporta um grande centro de transporte urbano? Não creio... Façam um xópin estação II.
Mas se for transferir as linhas atuais para a atual rodoferroviária - já que a rodoviária tb vai para longe, entre Pinheirinho e Umbará - coitado do povo metropolitano que vai ter de caminhar uns quilômetros a mais, depois de uma já exaustiva viagem até o já-não-mais centro.
A rodoviária fora do centro pode até ser uma boa; mas precisaria ser muito bem conectada por transporte coletivo - a linha verde atualmente não chega até ali, termina no terminal Pinheirinho. Um dos problemas da atual rodoferroviária é o acesso prejudicado por ônibus de algumas regiões - Boqueirão, por exemplo - devido à falta de integração das linhas tronco no centro. A proposta do Rafael de fazer a rodoviária na linha verde, porém mais central, parece-me boa também.
Quanto às ciclovias, esta semana fui da rodoviária até o aeroporto do Bacacheri, e descobri que Curitiba quase tem ciclovia - acompanhando os trilhos do trem, exatamente onde querem construir a tal da ciclovia. Digo quase pq, além de sinalizar e corrigir a geometria nos cruzamentos, ela é compartilhada com pedestres, o que para mim indica uma não-ciclovia. No demais, está até bem conservada, iluminada... Mas penso que em áreas mais remotas uma ciclovia isolada das vias mais movimentadas deve ser muito perigosa. Não creio que estendê-la desta forma até Piraquara seria muito atrativo, exceto para "fornecedores de produtos de terceiros obtidos de forma não cooperativa".
Notem a sensibilidade social em uma nota: "transformação da ocupação irregular próxima a REPAR em terminal de cargas". Vão vender as pessoas, transformá-las em carga? À dúzia ou por arroba?:ohno: Nem uma linha sobre o que fazer com as pessoas...
Gonzales_Ctba April 7th, 2009, 02:32 AM Você teve coragem de passas atrás do Graciosa Country Club? eheheh
Ouvi dizer que ali é barra pesada, mesmo de dia! Já fui pela ciclovia a pé, da Rua Canadá até minha casa no Cristo Rei, mas fui pela N.S. da Luz no trecho do Graciosa C.C., depois peguei a ciclovia!
Acredito que a deveria ser rebaixada a linha até a rodoferroviária, mantendo o terminal de passageiros no local atual, mas esta linha rebaixada somente para esta finalidade! Cargas pelo contorno ferroviário proposto!
bigze38 April 9th, 2009, 02:31 AM E aqui no Brasil continuam construindo rodo/ferroviaria lá no cafundó, e depois vem aquele papo de revitalizar o centro, meu deus, até quando......pra mim é empurrar com a barriga e não resolver o problema.
Kato April 10th, 2009, 04:05 AM eu não acho que irão tirar a rodo do centro... seria ridiculo... enfim, mudar a lina de trem urbana é OTIMO!!! ainda mais pra quem mora perto!!
enfim, legal ver a nova proposta... so nao gostei da rodoviaria muito longe do centro...
idi_ctba April 10th, 2009, 04:22 PM Moro em Pinhais, os acidentes envolvendo trems estão tornando-se frequentes, em menos de 20 dias houve dois acidentes entre trem e ônibus metropolitanos, no último houve uma vítima fatal. Sou a favor da desativação desse ramal que corta a cidade ao meio e que não tras nenhum benefício a cidade de Pinhais.
GIM April 11th, 2009, 05:55 PM Coisa que o governo Lula não fez.........
Além disso o repasse de dinheiro das prefeituras ao governo federal serviu pra
alimentar o mensalão dos Deputados,,uma triste realidade....
E ainda jogada pra debaixo do tapete.
Enquanto isso teremos obras viária importantes paradas....
No Brasil inteiro...
A dinheirama que a burocracia brasilience consome com seus palácios, diretores, ministros, acessores,em todos os 3 poderes é terrível....
Kléston April 14th, 2009, 05:13 AM Podiam manter a linha para Pinhais somente para os trens turísticos.. Isso não afetaria o trânsito, já que são poucas vezes ao dia, e os trens são muito menores que os de carga. Quanto ao buzinaço, esses trens só passam em horário comercial (embora proibido, volta e meia passam trens de carga na madruga).
Já o ramal que vai pra Rio Branco, esse sim deve ser desativado mesmo, já que o trecho tem dezenas de interseções (30 em nível só até o Contorno), fora aquele 'balé' rídiculo entre a linha e a Av. Anita Garibaldi na região norte, que em 5km da rua, a ferrovia cruza a mesma 7x.
A rodoviária acho que poderia mudar, mantendo a ferroviária e o trem turístico ali, e essa idéia de ser na LV próxima do Centro seria a melhor mesmo.. Tá certo que a rodov. atual é de fácil acesso e bem central, mas pra saída e chegada dos ônibus até as rodovias, perde-se muito tempo (~ 30-40min)
**Reparem que no mapa o Contorno Norte tá desenhado até a Régis Bittencourt (BR-116), sendo que hoje ela acaba em Colombo..
p_ctba August 8th, 2009, 05:48 AM Ministério dá sinal verde para contorno ferroviário
Álvaro Borba - 06/08/2009
O Ministério dos Transportes aprovou o projeto do Plano Diretor Multimodal de Curitiba. É neste projeto que está prevista a construção do contorno ferroviário. Os primeiros a receberam a notícia da aprovação foram o prefeito Beto Richa e o presidente do Ippuc, Cléver Teixeira. Richa e Teixeira estiveram reunidos com o ministro Alfredo Nascimento, dos Transportes, em Brasília. O próximo passo é desenvolver um projeto de engenharia, que deve custar R$ 8 milhões. A obra custaria outros R$ 498 milhões. É o preço para desativar mais de 41 km de trilhos que cortam Curitiba, Almirante Tamandaré e Pinhais. O presidente do Ippuc, Cléver Teixeira comemora a aprovação, mas evita falar em prazos para que as máquinas comecem a operar.
EduPR August 19th, 2009, 05:55 PM Retirada do ramal ferroviário em debate na Agência de Transportes
Uma reunião na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), nesta terça-feira (18), em Brasília, reuniu técnicos da agência, representantes do Ministério dos Transportes, Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) e América Latina Logística (ALL) para uma apresentação e debate sobre o Plano Diretor Multimodal. O projeto propõe diretrizes para a retirada do ramal ferroviário que passa no centro de Curitiba, Pinhais e Almirante Tamandaré.
O Plano Diretor Multimodal foi levado à ANTT para discussão em relação à operação do ramal. Daqui a 30 dias deverá estar pronta a minuta do termo de referência para a contratação do estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental, etapa que antecede a elaboração dos projetos de engenharia, que serão contratados pelo Ministério dos Transportes. A coordenação dos trabalhos é de responsabilidade da secretaria executiva do Ministério, conforme determinação do ministro Alfredo Nascimento. O estudo vai levar em conta todas as alternativas para garantir a retirada do ramal, decisão que é consenso entre todos os órgãos envolvidos.
O Plano Diretor Multimodal pretende desativar 42km do ramal existente e implantar 52km de novos ramais, sendo 36km a oeste e 16km a leste. O levantamento que será feito agora poderá analisar outras possibilidades estudadas anteriormente.
Participaram do encontro em Brasília, o presidente do Ippuc, Cléver Almeida, o assessor de projetos especiais da Prefeitura de Curitiba, Maurício Sá de Ferrante, o arquiteto Luiz Hayakawa (Ippuc). Fábio Coelho Barbosa, da Gerência de Regulação e Outorgas Ferroviárias de Cargas da ANTT, comandou a reunião, que teve como representantes da secretaria executiva do Ministério dos Transportes, Jairo Rodrigues da Silva e Katia Matsumoto Tancon, além dos técnicos da Secretaria de Política Nacional de Transportes, Duwal Luiz Bueno e Paulo Sergio França de Sousa Júnior. A coordenadora geral de obras ferroviárias, Zilda Maria Mello, representou a Diretoria de Infraestrutura Ferroviária do DNIT e Giana Custódio, a ALL.
A proposta do Plano Diretor Multimodal, que começou a ser elaborada pelo Ippuc junto com a superintendência do DNIT no Paraná, integrou ainda a Coordenação de Região Metropolitana de Curitiba (Comec) e as prefeituras da Região Metropolitana, já que as diretrizes previstas no Plano Multimodal afetam sete municípios (incluindo Curitiba). O Plano é multimodal porque cria uma ampla ligação entre ferrovia, porto, aeroporto e rodovia, além da malha urbana da Região Metropolitana e de uma malha cicloviária metropolitana.
Aproveitamento - De acordo com o Plano, serão desativados 42km do ramal que passa por Curitiba, Pinhais e Almirante Tamandaré, sendo 25km em Curitiba, 9km em Almirante Tamandaré e 8km em Pinhais. O espaço liberado com a retirada do ramal poderá ser utilizado para a implantação da rede metropolitana de ciclovias. Conforme a largura em cada local, futuramente o leito poderá ser ocupado também por outros modais de transporte como o ônibus, o VLT (veículo leve sobre trilho) ou até mesmo o metrô, desde que a opção em cada situação esteja interligada à Rede Integrada de Transporte existente.
O arquiteto do Ippuc, Luiz Hayakawa, explica que retirar o trem do centro da cidade e implantar um sistema de transporte por meio dos mesmos trilhos seria incoerente porque o conflito do transporte de cargas na malha urbana já causa muitos acidentes. "O transporte de passageiros pelo mesmo ramal, aumentaria ainda mais o conflito porque a frequência do transporte urbano é maior do que a do transporte de cargas", afirma.
Ele diz ainda que a infraestrutura existente é muito antiga e não é mais usada no transporte urbano moderno. "O que temos no nosso ramal centenário é bitola métrica, mas atualmente a bitola usada é mais larga, de 1,4m, que pode proporcionar mais conforto no transporte de passageiros. Além de ser poluente, o veículo existente é pesado para trafegar com passageiros, o que exigiria maior número de paradas. Não queremos um trem encarroçado, mas um veículo apropriado para o transporte de passageiros, de alta tecnologia e não poluente. Dependendo da tecnologia utilizada, os trilhos nem são necessários", afirma Hayakawa.
http://ippucnet.ippuc.org.br/noticias/main.asp?Seq=265
luizz27 September 13th, 2009, 08:17 PM O desafio do poder público é encontrar um contorno que traga o menor impacto possível para a população. Para isso, alguns projetos estão em estudo, mas não há qualquer definição sobre o assunto
O velho projeto de retirar os trilhos de Curitiba ainda pode estar longe de virar realidade. O governo federal já deu sinal verde para o Ministério dos Transportes analisar propostas elaboradas pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc), mas somente agora começarão os estudos que apontarão a viabilidade técnica, econômica e ambiental do Plano Diretor Multimodal de Curitiba. O projeto prevê a construção de um desvio ferroviário em torno da capital, integrando parte das ferrovias já existentes, as indústrias da Cidade Industrial de Curitiba, o Porto de Paranaguá e o aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais.
O plano começou a ser delineado no início do ano e ficou pronto em março. Ele é mais abrangente que o antigo projeto do Contorno Ferroviário, que previa apenas a construção de uma linha férrea a oeste da cidade, cruzando Araucária, Campo Largo, Campo Magro e Almirante Tamandaré. Esse antigo traçado é uma das alternativas apresentadas, mas está praticamente descartado. A oeste, a opção mais considerada é construir a malha junto ao Contorno Rodoviário, utilizando os canteiros centrais do Contorno Sul, o que reduziria custos com desapropriações. Outra alternativa, chamada “Extremo Oeste”, é instalar o ramal a uma distância maior da capital, passando por Balsa Nova, Campo Largo, Campo Magro, Almirante Tamandaré e Itaperuçu (veja gráfico). Essa alternativa aumentaria os custos de operação, por se tratar de um trajeto maior, com 56,5 km.
A grande diferença em relação ao antigo projeto, no entanto, está no lado leste da cidade. Se com o Contorno Oeste seria possível desativar a linha que corta a capital do centro ao norte, com o Contorno Leste poderia ser desativado o ramal que cruza o sul da cidade e ultrapassa a fronteira com Pinhais. O ramal de Pinhais seria desativado. A vantagem deste novo caminho seria a integração com o aeroporto Afonso Pena e o Porto de Paranaguá. O projeto, no entanto, depende de mudanças das oficinas da Serra Verde Express, que opera o trem de passageiros entre Curitiba e Paranaguá, e da América Latina Logística (ALL), concessionária que opera a malha de transporte de cargas na Região Sul. Tanto no oeste quanto no leste está previsa uma integração com as rodovias.
Estudo
O primeiro passo para o projeto virar realidade foi dado no dia 5 de agosto, quando o prefeito Beto Richa e o presidente do Ippuc, Cléver Teixeira, estiveram reunidos com o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Ele determinou que técnicos do Ministério dessem início aos estudos para a elaboração de um projeto de viabilidade. No dia 18, ficou definido que em 30 dias seria assinado um termo de referência para contratar a empresa que fará o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental. Segundo Cléver Teixeira, só quando o estudo estiver pronto poderá ser definido o custo da obra – estimado em R$ 500 milhões –, qual das ideias será levada adiante e quando ela sairá do papel. Existe ainda a possibilidade de o projeto ser implantado por partes, o que pode atrasar ainda mais a retirada dos trens de Curitiba – a malha da capital só poderá ser desativada quando as novas linhas estiverem funcionando.
“O projeto atende os municípios que vão ter os trilhos retirados, que são Curitiba, Almirante Tamandaré e Pinhais, e os que receberão a ferrovia. Se bem planejada, uma ferrovia pode trazer benefícios econômicos”, diz Teixeira. “O projeto anterior era apenas de construção de um ramal. Agora, a possibilidade logística foi ampliada.” Chamado de Plano Diretor Multimodal, o plano que prevê a construção da malha ao longo da rodovia e a linha que ligará o sul de Curitiba ao aeroporto Afonso Pena terá 51,4 quilômetros de extensão.
Para o engenheiro Gilberto Piva, vice-presidente do Con*selho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Paraná (Crea-PR), a ideia de retirar o transporte ferroviário de cargas de Curitiba é um consenso entre técnicos. “Ninguém quer o contorno ferroviário passando perto de seu terreno, mas em alguma lugar ele tem que passar. O poder público tem que encontrar o lugar em que ele cause o menor impacto”, afirma. Ele considera viável construir a linha ao longo da rodovia. “Tinha que fazer uma faixa verde ao lado das marginais e proibir qualquer um de explorar comercialmente essa faixa. O barulho seria absorvido por essa faixa.”
A assessoria da ALL informou que a empresa apoia o projeto e está à disposição para colaborar com eventuais questões técnicas. Na visão da ALL, o projeto aumentará a segurança e a produtividade, por causa da redução no número de passagens de nível, o que poderá resultar no aumento da velocidade das composições.
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=923598&tit=Trilhos-de-Curitiba-nao-tem-rumo
luizz27 September 13th, 2009, 08:18 PM http://i693.photobucket.com/albums/vv295/luizz27/novos_trilhos.jpg
http://portal.rpc.com.br/gazetadopovo/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=923598&tit=Trilhos-de-Curitiba-nao-tem-rumo
Captain boeing 747 September 20th, 2009, 07:32 PM O interessante é que está escrito que não há previsão para o plano sair
do Papel....
luizz27 September 24th, 2009, 02:10 AM Até o final do ano, o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (Ippuc) terá concluído o Plano Diretor Cicloviário, conjunto de diretrizes que vai prever a inserção da bicicleta como meio de transporte no dia-a-dia dos cidadãos curitibanos. "Projetos importantes contam e contarão com ciclovias e além delas, o Plano Diretor prevê outras medidas", afirmou o presidente do Ippuc, Cléver Almeida, nesta terça-feira (22), quando foi comemorado o Dia sem Carro.
A ciclovia da Linha Verde Norte, nos moldes do que foi feito ao longo do trecho sul da Linha Verde, terá 7,5km de extensão. No Eixo da Integração serão 4,2km, depois que toda a obra for implantada, e no projeto Viva Barigui, estão previstos 28,5km de ciclovias. Só estes três projetos, criam 40,2km de ciclovias. Somada à primeira ciclofaixa da cidade, que deverá ser implantada na avenida Marechal Floriano Peixoto numa extensão de 5,5km, entre o viaduto da Linha Verde e o Boqueirão, a malha cicloviária terá um crescimento, ao longo dos próximos anos, de pelo menos 45%, já que a rede atual de ciclovias possui uma malha de pouco mais de 100km.
O Plano Diretor Multimodal, em discussão atualmente no Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), pretende criar uma malha cicloviária de abrangência metropolitana. O projeto do Metrô Curitibano, em fase de elaboração dos projetos de engenharia, relatórios ambientais e desenvolvimento de projetos que incluem as estações para embarque e desembarque prevê a integração do transporte público com a bicicleta. Todas as 22 estações previstas na primeira linha do metrô serão ligadas por uma grande ciclovia onde hoje passa o ônibus biarticulado do sistema expresso nos Eixos Norte e Sul. Além disso, todas elas terão uma área reservada ao estacionamento de bicicletas.
A integração dos dois modais é defendida pelo professor e diretor do doutorado em Gestão Urbana da PUC, Fábio Duarte. "É como acontece em Bogotá, onde o ônibus está atrelado à ciclofaixa ou ciclovia", exemplifica. "A integração é fundamental, quer seja ônibus ou metrô", disse. Ele afirmou que, assim como no passado o problema ambiental passou a ser um problema urbano, pautado pela cidade de Curitiba, o uso da bicicleta pode ser incentivado, como está previsto no Plano Diretor Cicloviário. "Curitiba foi importante por fazer a pauta ambiental e pode se destacar por fazer a pauta pela utilização da bicicleta", disse Fábio Duarte.
Antes da aprovação, o Plano Diretor Cicloviário será apresentado e debatido com os movimentos da sociedade civil organizada que defendem a utilização da bicicleta. E uma das primeiras medidas será a recuperação da malha cicloviária atual, que terá sinalização em toda a rede existente. Um estudo está sendo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Urbana de Curitiba (Ippuc) em parceria com a Diretran (Diretoria de Trânsito) para o detalhamento da sinalização, que deverá atender o Código de Trânsito Brasileiro.
Outras facilidades - As melhorias na malha cicloviária da cidade, em estudo pela equipe que trabalha no Plano Diretor Cicloviário, não consistem apenas na implantação de ciclovias. Outros mecanismos poderão ser adotados para a ampliação do sistema cicloviário, como as ciclofaixas, as rotas privilegiadas, as calçadas compartilhadas, a implantação de paraciclos, a colocação de bicicletários em pontos estratégicos, a adoção de faixas cicláveis. O conjunto de ações que a Prefeitura de Curitiba deverá adotar integra o programa Pedala Curitiba e o objetivo é incentivar o uso da bicicleta pela cidade e permitir que este deslocamento seja feito de forma segura.
A elaboração do Plano Diretor Cicloviário atende ao que está previsto no Plano Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte Integrado A utilização da bicicleta como meio de transporte em Curitiba vai colaborar para a redução dos impactos ambientais da mobilidade urbana porque não produz poluição atmosférica e sonora. O incentivo ao uso da bicicleta também faz parte da política nacional da Mobilidade Urbana e integra o programa Nacional de Mobilidade por Bicicleta, que defende a inserção do modal bicicleta como forma de inclusão social, redução e eliminação de agentes poluentes e melhoria da saúde da população.
http://curitiba.pr.gov.br/publico/noticia.aspx?codigo=17453&Bicicleta-ser%c3%a1-op%c3%a7%c3%a3o-de-deslocamento-em-Curitiba
Romanini September 24th, 2009, 05:31 AM Tinha acabado de ler essa noticia no site da prefeitura também . Dou meu total apoio , porém quero ver as coisas acontecendo logo .
|
|