View Full Version : Brasil Imigrante: coleção de cidades, povos e culturas de um país formado pela diversidade.
Martelli May 23rd, 2009, 02:42 PM Kehrwald, valeu pela participação. :okay:
Acredito que os poloneses, apesar de serem representativos, são um dos povos menos lembrados no Brasil.
Martelli May 23rd, 2009, 03:29 PM Deixo um vídeo com o idioma Bantu falado no Brasil.
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Martelli May 24th, 2009, 12:39 AM Sobre São Luís, acima, é a única cidade brasileira fundada por Franceses (França Equinocial), e é uma das três capitais brasileiras localizadas em ilhas (as outras são Florianópolis e Vitória). Wikipedia
Martelli May 24th, 2009, 12:40 AM A população atual de Araucária é formada por diversos grupos etnicos. Devido ao grande número de imigrantes eslavos, sobretudo poloneses e ucranianos, a cidade preserva algumas tradições destes povos como: a música, a língua polaca e ucraniana e as festas típicas.
Portal Polonês
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Porticos/1446820901_6340e98e0f_b.jpg
Luciano Sarote
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/araucaria.jpg
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/araucaria3.jpg
Picasa Márcio
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/araucaria4.jpg
Picasa Márcio
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/arauc.jpg
Claudete Dorocinski
Grupo folclórico Wesoly Dom (Casa Feliz em polonês) Fotos do site do grupo
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/AraucriaPRWesoyDom-polones2.jpg
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/AraucriaPRWesoyDom-polones.jpg
Apresentação do grupo na Polônia.
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Araucaria/AraucriaPRWesoyDom-polones-Polonia.jpg
Martelli May 24th, 2009, 12:41 AM E aqui a apresentação do grupo folclórico polonês Wesoly Dom da cidade de Araucária (acima).
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marcovsk May 24th, 2009, 12:47 AM Já fui em Araucária, é bem característico da cidade essa participação polonesa.
Lembro de ir em uma lojinha de artesanato, a senhora falava meio embaralhado, mas era simpática :D
Martelli May 24th, 2009, 03:15 PM ^^
Que legal! :D
jose lucio May 26th, 2009, 06:07 AM Creio que houve um engano ao dizer que o Rio e' a segunda cidade brasileira pelo numero de afro-descendentes e que a terceira seria Sao Luis. Quando visitei o 'unico museu de arte afro-brasileira em Sao Paulo, logo na entrada ha' um texto explicativo sobre o porque deste museu estar em Sampa em vez de Salvador ou Rio. Ele diz que SP tem a maior populacao de afro-descendentes do Brasil apesar deste fato ser quase desconhecido da maioria dos brasileiros. E pela mesma razao, a primeira universidade para afro-descendentes, a Palmares, tambem foi inaugurada em SP. Segundo o ste da prefeitura de SP ha' no municipio cerca de 3.600.000 afro-descendentes. Nao encontrei quantos ha' no Rio ou em Salvador.
Martelli May 26th, 2009, 01:43 PM ^^
Jose Lucio, fiz uma nova pesquisa e constatei o que você disse. Percentualmente o 1º centro em número de afrodescendentes é Salvador e em 3º São Luís. São Paulo é a 1ª e o Rio de Janeiro é a 2ª em números absolutos. (Vou editar meus posts anteriores para deixar clara esta informação :okay:)
Veja:
"O maior município negra do Brasil é São Paulo que, em 2000, abrigava mais de 3 milhões de afrodescendentes de ambos os sexos. Proporcionalmente, os negros/as deste município correspondem a 30,2% da população.
O Rio de Janeiro vem em segundo lugar.
A cidade de Salvador concentra a terceira maior população afrodescendente do Brasil com 1,8 milhões de pessoas de ambos os sexos. Contudo, vale lembrar que, das capitais brasileiras; Salvador é a principal cidade negra em termos proporcionais sendo que esta cor/raça corresponde a 75,2% da população soteropolitana.
Fortaleza (1,2 milhões de pessoas); Brasília (1 milhão de pessoas) e Belo Horizonte são,
respectivamente, as 4ª, 5ª e 6ª maiores concentrações afrodescendentes brasileiras."
http://www.laeser.ie.ufrj.br/pdf/nota_02.pdf.
Martelli May 26th, 2009, 01:55 PM Complementando:
"Depois do Rio de Janeiro e de Salvador na Bahia, São Luís é o terceiro centro mais denso de povoamento de origem negra no Brasil."
http://www.sbai-lars.dee.ufma.br/turismo.php
Marcelo Olisa May 26th, 2009, 02:57 PM Martelli,
Você tem fotos e informações sobre povoamentos húngaros no Brasil?
Martelli May 26th, 2009, 04:31 PM Na página 10 post #196 coloquei a colônia húngara de Jaraguá do Sul/SC ;)
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=10#196
Martelli May 26th, 2009, 04:41 PM São Pedro de Alcântara foi a primeira colônia alemã do Estado de Santa Catarina. Povoada por imigrantes provenientes principalmente das regiões do Hunsrück e Eifel, sendo que a maioria professava a religião católica. A partir dela surgiram, nos arredores, várias outras localidades germânicas que conservam as tradições de seus fundadores até hoje. (wikipedia)
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/389050096_d373ca779e_o.jpg
Panoramio
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/17738507.jpg
Panoramio André Schmitz
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Panoramio Flavio Renato Ramos
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/4535549.jpg
Panoramio Andre Paiva
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/SPACaminosdoSertao.jpg
Flickr Caminhos do Sertão
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Flickr Eloy Sell
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Flickr Caminhos do Sertão
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Festas:Stammtisch e Oktobertanz
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/STMT_SaoPedrodeAlcantara14.jpg
stmt.com.br/galeria.htm
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/DSC09415.jpg
valeitapocu.blogspot.com/2007_12_01_archive.html
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Sao%20Pedro%20de%20Alcantara/SPAlcantaraFlickrCaminhosdoSerto3.jpg
Flickr Caminhos do Sertão
Marcelo Olisa May 26th, 2009, 10:29 PM Gostei de São Pedro de Alcântara. Aliás , Santa Catarina é um dos meus Estados preferidos no Brasil.
Mr.Canello May 28th, 2009, 06:00 AM Até imigração islandesa tivemos no Brasil! :shocked:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3363274-EI6782,00-Islandia+do+frio+glacial+para+o+sol+tropical.html
Islândia: do frio glacial para o sol tropical
Fernando Eichenberg
De Paris
No início dos anos 1860, duas senhoras que viviam na gelada região de Thingeyjarsýsla, no nordeste da Islândia, acalentaram o sonho de migrar para o desconhecido Brasil. Ao saber que a longínqua terra tropical era abundante em açúcar e café, a dupla achou que a vida ao sul do Equador deveria se assemelhar ao Paraíso, decidiu fazer as malas e partir.
Mas, ao serem informadas de que teriam de atravessar o rio Fnjóskár para embarcar em um navio no porto de Akureyri, distante apenas cerca de setenta quilômetros de onde residiam, desistiram da viagem. "É tão difícil atravessar o rio Fnjóskár que vamos ter de abandonar a idéia", teria dito uma das candidatas à epopéia.
De uma certa forma, a história, já integrada ao folclore local, resume parte do espírito islandês: aberto às coisas do mundo, mas extremamente ligado à realidade de sua terra.
O que os neófitos conhecem dessa ilha vulcânica de 60 milhões de anos, isolada às margens do círculo polar Ártico, constituída de desertos de lava, geleiras e águas geotermais, sacudida por tremores de terra, jatos sulfurosos de gêiseres e povoada de escassos mas intensos 319,355 mil habitantes em uma extensão de 103.125 km² (pouco maior do que os 101.023 km² de Pernambuco)?
Provavelmente, que é o berço da mundialmente famosa cantora Björk. Já quem leu Viagem ao Centro da Terra, escrito em 1864 por Júlio Verne, certamente lembrará que foi pela cratera do monte islandês Snaefells que o Dr. Lidenbrock, seu sobrinho Axel e o guia Hans debutaram sua aventura pelas profundezas do globo.
Alguns talvez já tenham ouvido falar das sagas islandesas, relatos em prosa de origem oral escritos anonimamente na Idade Média, um orgulho nacional e patrimônio mundial. Outros ainda devem saber que se trata da pátria do prêmio Nobel de literatura Halldór Laxnness (1902-1998).
Mais recentemente, nas Olimpíadas de Pequim, a equipe islandesa de handebol conquistou a medalha de prata, façanha que promoveu os vitoriosos atletas a heróis no retorno ao lar, mas um fato certamente ignorado pelo resto do mundo.
A Islândia, para quem desconhece, era até há pouco o primeiro país classificado no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), elaborado pelas Nações Unidas, posto ocupado nos últimos seis anos pela Noruega. A média de suas performances que lhe conferia o invejável título: terceiro maior índice de esperança de vida (81,5 anos), menor taxa de mortalidade infantil (1,3 mortes para cada mil nascimentos), investimento de 8,1% do PIB em educação, índice de analfabetismo praticamente zero, gasto público de 8,3% do PIB em saúde, índice de desemprego de 2,9%, quinto maior PIB por habitante do mundo (U$ 36.510) e apenas um assassinato registrado no ano passado (nenhum ainda em 2008).
No entanto, as recentes turbulências no mundo financeiro abalaram os pilares da privilegiada sociedade insular e "crise" se tornou uma das palavras mais ouvidas na fria e úmida capital Reykjavik (temperatura média anual de 5°C). A euforia do acentuado crescimento econômico provocado pela série de reformas liberalizantes e privatizações deflagradas na década de 1990 alcançou um limite e também foi atingida pela atual crise financeira internacional. O país que possui um número de matrículas de carros superior ao de carteiras de habilitação (662,2 veículos por 1 mil habitantes em 2007) foi à bancarrota.
Acomodada no sofá de sua iluminada casa, situada ao lado da universidade, Vigdís Finnbogadóttir, primeira mulher eleita presidente em uma democracia moderna (cargo que ocupou na Islândia entre 1980-1996), critica o boom islandês e a "fome insaciável" pela riqueza pessoal: "Ganhamos muito dinheiro muito rápido e hoje sofremos as conseqüências do endividamento. Aceleramos demais. As pessoas passaram a viver do luxo e caíram na superficialidade. Agora é preciso enfrentar isso".
Enquanto a maioria dos islandeses se preocupa com o futuro, Oddur Helgason, 67 anos, mergulha diariamente no passado. No escritório de seu instituto ORG, de pesquisas genealógicas, se empenha com entusiasmo na recuperação dos dados ancestrais dos islandeses. O organismo possui hoje um dos maiores acervos de informações genealógicas e históricas da Islândia, com 680 mil nomes já catalogados.
Durante 30 anos, Oddur trabalhou como marinheiro em barcos de pesca islandeses. "Fui cozinheiro, manejava o leme, limpava o convés", conta, entre uma e outra aspirada na sua caixinha de rapé, um hábito que mantém desde os tempos em que navegava no mar. Sua camisa, sua escrivaninha e o teclado de seu computador estão constantemente cobertos pelo oloroso pó, restos que ele cuidadosamente recolhe novamente para dentro do recipiente com a ajuda de uma minivassourinha.
Sua incansável busca inclui os islandeses que migraram para outras terras, entre elas o Brasil. O maior fluxo de migração islandês se deu entre as décadas de 1870 e 1930, período em que cerca de 30 mil pessoas deixaram o país. Em meados do século 19, a economia local era sustentada na pecuária. Dois fatores relacionados influenciaram na imigração: o esgotamento de terras disponíveis para a criação de ovelhas (principal criação na época); os rigorosos invernos do período entre 1850-1865, que escassearam as forragens e provocaram fome e mortandade no país.
A maior parte dos imigrantes escolheu o Canadá e os EUA como destino, mas a primeira leva, mesmo que modesta, se aventurou no Brasil. Nesse capítulo, Oddur conta em suas pesquisas com a colaboração do gaúcho Luciano Dutra, 34, radicado na Islândia desde 2002. "Apesar de ser um pequeno grupo, foi o primeiro a imigrar para o continente americano, e o posterior interesse dos demais pode ser atribuído a essa pioneira iniciativa de imigração organizada", diz Luciano.
Cerca de 5 mil pessoas se inscreveram como candidatas a rumar para o Brasil, em busca de calor e prosperidade ao sul do Equador. Mas o navio que deveria levá-las à terra prometida nunca apareceu. No início dos anos 1860, 39 islandeses conseguiram finalmente embarcar, alguns faleceram no trajeto e 34 acabaram desembarcando em Dona Francisca (mais tarde Joinville). A parada final seria a colônia alemã de São Lourenço, no Rio Grande do Sul, mas, aconselhados pelos escandinavos residentes em Dona Francisca, os islandeses seguiram para Curitiba, município que despontava e onde acabaram trabalhando na área de carpintaria e construção.
Luciano conheceu a última descendente da geração de islandeses que nasceu no Brasil, Nanna Söndahl. "Ela está em Curitiba, tem 93 anos, o pai dela imigrou para o Brasil aos sete ou oito anos de idade. Ela é a memória viva da imigração islandesa no Brasil", conta. Com o apoio do fundo de cinema da Islândia e de uma tevê estatal islandesa e financiamento privado ele pretende juntar recursos para fazer um documentário sobre o personagem. Oddur estima em até 4 mil o número de descendentes de islandeses no Brasil. Hoje, tem registrado no seu instituto o nome de 1 mil.
O genealogista foi criado por seus avós. Sei pai morreu durante a Segunda Guerra Mundial, quando o navio em que estava colidiu com uma mina. O interesse pela genealogia começou cedo, de forma inconsciente. "Sempre que alguém chegava na casa dos meus avós, me perguntava: 'De que gente tu és?'", conta. A curiosidade se tornou científica há 13 anos, por meio da leitura de um livro de genealogia.
Os islandeses são bastante ligados às suas raízes. Um dos primeiros parlamentos de que tem notícia na história foi constituído na Islândia, no século 10. É do país também um dos primeiros exemplos de organização de solidariedade social. "As leis da época determinavam que devia-se conhecer todas as relações de parentesco até o quinto grau. Se alguém enfrentasse algum problema, os parentes eram obrigados a garantir a sua sobrevivência", diz Oddur. Ele próprio foi mais longe e descobriu um rei turco como ancestral, no ano 20 D.C.
Luciano Dutra fez o caminho inverso dos islandeses do final do século 19. Do Rio Grande do Sul se mudou para Florianópolis, onde trabalhava em publicidade e propaganda. Depois de três anos em Santa Catarina, começou a procurar uma formação no exterior. Na mesma época, descobriu a literatura medieval islandesa, por meio das traduções do escritor argentino Jorge Luis Borges. "Me despertou um interesse específico o livro Edda, de Snorri Sturluson, de mitologia nórdica, germânica, e comecei traduzi-lo sozinho", conta. Ao mesmo tempo, se inscreveu no bacharelado de islandês da Universidade da Islândia, em Reykjavik, e foi aceito.
Hoje, já diplomado, prepara o primeiro dicionário islandês-português e sonha em traduzir na integralidade as famosas sagas islandesas. "É a mais original contribuição dos islandeses para a cultura ocidental, e já reconhecida por traduções em inglês, alemão, espanhol, francês, italianos e nos países escandinavos. Infelizmente nós, que falamos o português, até agora, em 2008, nos temos dado o luxo de prescindir de uma literatura desse gabarito. É uma lacuna que me deixa constrangido e espero fazer o que estiver ao meu alcance para corrigir isso", diz.
Oddur e Luciano continuarão nas suas pesquisas de descendentes de islandeses mundo afora. Mas no seus arquivos, certamente, não figurarão as duas velhinhas que se recusaram a transpor o rio Fnjóskár para chegar até a costa brasileira.
Fernando Eichenberg, jornalista, vive há dez anos em Paris, de onde colabora para diversos veículos jornalísticos brasileiros, e é autor do livro "Entre Aspas - diálogos contemporâneos", uma coletânea de entrevistas com 27 personalidades européias.
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Memorial do Museu Viking em Curitiba
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Histórico
A origem da idéia de criação de um espaço para a preservação da memória documental dos traços da imigração islandesa é acalentada há vários anos. Uma pesquisa realizada ‘in loco' pelo professor Dascomb Barddal (descendente de islandeses) à terra natal de seu bisavô, Jonas Frithfinsson Barddal, em agosto de 2005, constituiu o marco inicial para a concretização deste antigo sonho.
De volta ao Brasil, uma das providências imediatas foi contatar a Associação Islândia-Brasil, entidade que reúne os descendentes de Islandeses em território nacional e que possui um dos maiores – senão o maior – acervo de fotos e documentos da imigração islandesa existente em Curitiba. Fundada por Nanna de Carvalho Söndhal em 21/3/1996, a associação promoveu, por cinco anos, a visita de um grupo de descendentes de islandeses à Islândia e também a visita de um grupo de islandeses ao Brasil. Após um período de standby em suas atividades, a Associação Islândia-Brasil retomou suas atividades; desde 2005, seu presidente é o Prof. Dascomb Barddal.
Resolvida a questão interna da Associação Islândia-Brasil, o passo seguinte foi buscar apoio junto aos poderes públicos para o projeto, uma vez que tal empreendimento pode constituir-se num ponto de atração turística. Um dos apoios conquistados foi o do atual deputado Rafael Greca, responsável por grande parte do estímulo à preservação das várias etnias que compuseram o Estado do Paraná e, em especial, a cidade de Curitiba, da qual já foi Prefeito.
A idéia inicial era construir um ‘Museu da Imigração Islandesa para o Brasil', mas por sugestão do Dep. Rafael Greca, líder preservador da memória étnica de Curitiba, a idéia evoluiu para com espaço para abrigar não só documentos e fotografias da história da imigração islandesa para o Paraná, mas também espaço para abrigar documentos e fotografias da imigração dos dinamarqueses, finlandeses, suecos e noruegueses, tendo como atração maior (pelo menos em peso e volume) uma réplica do barco viking descoberto em 1904 na região de Oseberg, na Suécia, construído no ano de 834 DC. Outra sugestão do Dep. Greca foi o contato com Chistine Vianna Baptista, Diretora do Patrimônio Cultural da Fundação Cultural de Curitiba, que além de apoiar a idéia, sugeriu a edição de um Boletim da Casa Romário Martins, contando a história dos imigrantes islandeses.
Integração do Projeto ao Parque Bacacheri
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Para justificar a escolha do Parque do Bacacheri como ponto preferencial da localização do Museu Viking, recorreu-se a um fato histórico. Neste local, Jónas Frithfinsson Barddal, único dos cinco pioneiros imigrantes islandeses que chegaram ao Brasil em 1863 que deixou descendentes (sendo um deles o Prof. Dascomb Barddal), construiu com técnicas vikings o “Tanque do Bacacheri”, existente até hoje no local na forma de um lago.
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Para reproduzir de forma fiel a paisagem básica da vida dos islandeses que, juntamente com dinamarqueses, finlandeses, suecos e noruegueses, compõem a Escandinávia, fica clara a necessidade da presença de água, mesmo que seja na forma de um pequeno lago. O Parque do Bacacheri, localizado em uma várzea (‘dal', em islandês), tem características idênticas ao local em que onde foram erigidas as construções vikings. Devido às características físicas das construções descritas acima, o local mostra-se ideal para abrigar as edificações que irão compor o museu.
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Casa Viking
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Tipicamente, a casa viking é construída com estrutura feita com toras de coníferas, com paredes erguidas com blocos de turfa, que também constitui o telhado, sustentado por tábuas das mesmas coníferas cortadas a machado, sempre sendo deixada uma abertura em sua cumeeira, para deixar escapar a fumaça da fogueira acendida no centro da casa.
Além das técnicas e materiais de construção, todas as edificações, independente de suas dimensões, têm em comum as paredes apoiadas lateralmente por taludes de turfa, também utilizada para a cobertura. Vista de longe, um lar viking assemelha-se a um montículo de capim.
Nas casas pequenas não há janelas, apenas a porta feita de tábuas de coníferas. Já nas construções de maior porte (geralmente destinadas a reunir os representantes dos cantões sediados às margens das várzeas dos rios originados pelo degelo), os espaços são maiores e existe mais de uma saída para escoamento da fumaça do fogo ateado no centro destes salões, bem como aberturas laterais, na base dos telhados, para fornecer iluminação.
Réplica do barco de Oseberg
Opções:
a) Respeitando fielmente as plantas fornecidas pelo Museu de Oslo, construí-lo no próprio museu por carpinteiros navais e entalhadores brasileiros, perfeitamente capazes de realizar a construção, como demonstram nos estaleiros de Itajaí/SC, onde ainda se constroem traineiras em madeira, muito mais fortes e pesadas do que os barcos vikings.
b) Em Itajaí, em Joinville e em Paranaguá, existem estaleiros especializados na construção de veleiros de recreio e de competição. Uma das técnicas é construir o arcabouço do cavername e depois revesti-lo com finas ripas de madeira coladas com cola epóxi em várias camadas, com o cuidado de cruzar o sentido das fibras da madeira de uma camada sobre a outra.
Esta técnica também é utilizada para fazer o ‘plug' (modelo) sobre o qual será moldada a forma do casco e do convés dos barcos em resina reforçada com fibra de vidro a serem produzidos em série.
c) Há uma ONG na Escandinávia que construiu há cerca de três anos uma réplica do ‘Barco de Oseberg' que se dispõe a nos fornecer os projetos construtivos deste barco, inclusive enviando um técnico de nível superior para supervisionar e orientar os trabalhos realizados por artesãos brasileiros.
d) Importar a réplica diretamente de estaleiros noruegueses.
Nota: Se se resolver construir o barco no Brasil, é possível que se construa antes a estrutura e cobertura do museu para, dentro dele, já no lugar definitivo, se construa a réplica do barco. Cremos que será mais barato levar os artesãos construtores para Curitiba, providenciando alojamento e comida, do que ter que transportá-lo via rodoviária de estaleiros de Joinville ou de Paranaguá.
Memorial Descritivo da Construção
Objetivo: Criar um novo pólo de atração turística de Curitiba, equiparável ao ‘Parque Alemão' e à ‘Casa do Papa'. Para tanto, pretendemos criar um único espaço físico perfeitamente integrado à paisagem urbana de Curitiba, para nele reunir a maior quantidade possível do acervo cultural (seja físico, memorial ou documental) disperso entre os descendentes, tendo como atração concreta a réplica do barco viking de Oseberg.
Dimensionamento do espaço físico: Considerando as dimensões da réplica do ‘Barco de Oseberg' (22,0 m de comprimento por 5,0 m de largura), mais a necessidade de espaços para exposição do acervo cultural dos descendentes dos cinco países que compõem a Escandinávia, sala para apresentação de documentários, diapositivos e palestras, espaço para circulação, uma parede para conter um imenso mapa geográfico de toda a Escandinávia, espaço para arquivo, espaço para administração, sanitários, bilheterias, escadas e rampas de acesso, estima-se um espaço físico de cerca de 900,00 m², distribuídos em dois pisos, ocupando uma área de terreno de cerca de 700 m², assim distribuídos:
Vias de acesso: Definindo como nível 0,00 a altitude do caminho que margeia o lago, onde ficariam localizadas as bilheterias e apoio aos visitantes, projeta-se a construção de rampas de acesso e escadas que levariam ao nível -1,40m, onde estará exposto o barco e onde ficarão situados os 14 locais de exposição;
http://www.barddal.br/faculdades/site/images/viking/museu_projeto_3_maior.jpg
http://www.barddal.br/faculdades/site/index.php?cnt=viking
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 10:02 AM http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/vejasp/450_anos/textos/imigrantes/escandinavos.html Dinamarqueses em São Paulo
http://www.andrelandia.net/queijosfinos.htm Imigrantes dinamarqueses deixaram como herança a fabricação de queijos finos em Minas Gerais
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 01:29 PM http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1028960-7823-MEMORIAL+DA+IMIGRACAO+JAPONESA+SERA+INAUGURADO+NESTA+TERCAFEIRA,00.html Vídeo mostrando o Memorial da Imigração Japonesa em Belo Horizonte
http://www.centenario2008.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=277&Itemid=33 Também BH homenageou os imigrantes japoneses com um Jardim Japonês , dentro de seu Jardim Zoo-botânico.
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=36600442 Um skyscrapercity sobre o Memorial da Imigração Japonesa que fica no Parque ecológico da Pampulha e não é o mesmo local deste Jardim JaponÊs.
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 01:43 PM Em Minas Gerais houve vilas inglesas mas despareceram e muitos dos imigrantes voltaram para Inglaterra. Ainda há famílias que são descendentes deles em vários munícipios . Há até um filme que cita esta presença inglesa e se chama " Vida de Menina" , que ganhou o Festival de Gramado. Numa localidade chamada Gongo Soco perto de Barão de Cocais há um cemitério inglês com poemas escritos em inglês nas lápides. Em Nova Lima , que hoje fica na região metropolitana de BH há a famosa Lagoa dos Ingleses dentro de Alphaville e uma receita muito difundida de bolo inglÊs de natal chamada queca. Há outros vestígios pelo Estado e até há quem diga que o " Uai " vem de " Why" .
http://www.iepha.mg.gov.br/index.php?option=com_content&task=view&id=604&Itemid=156 Sobre Gongo Soco
http://www.cprm.gov.br/estrada_real/22.html
http://sites.uai.com.br/guiagastronomia/novalima_quecapreta.htm A queca
http://tvuol.uol.com.br/cinema/trailers/2005/09/28/ult2489u526.jhtm Trailer do filme " Vida de Menina" baseado em diário feito por uma menina de família de origem inglesa no século XIX
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 01:45 PM http://comunitaitaliana.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=7077&Itemid=135 Italianos em Belo Horizonte. 2 milhões de descendentes de italianos vivem em Minas atualmente.
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 01:47 PM http://www.rootsweb.ancestry.com/~brawgw/alemanha/JuizdeFora.htm Alemães em Juiz de Fora- Minas Gerais e de onde vieram.
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 01:56 PM http://pt.wikipedia.org/wiki/Col%C3%B4nias_alem%C3%A3s_em_Rond%C3%B4nia Colônias alemãs em Rondônia!! Muitas ocupadas por descendentes de pomeranos do ES e por sulistas!
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 03:26 PM E uma nova imigração espontânea e moderna está acontecendo atualmente no Brasil. Nórdicos estão vindo para o litoral Nordeste do BRasil e resolvendo lá viver pra sempre. E em Portugal e Espanha as pessoas esperam a aposentadoria para viverem no Nordeste como ricos porque com o dinheiro que comprariam um apto pequeno lá, compram aqui um apto de frente pro mar .Ganhar em euros e gastar em reais é realmente uma boa vida ainda mais sem preocupação com o trabalho já que a maioria que vem é aposentado.
http://www.imobiliariabrasil.com/por/noticias/rio_grande_dos_nordicos_dos_espanhois_portugueses_ate_islandeses_europeus_compram_casas_com_certificado_de_sol/97/ ( esta reportagem saiu na " Veja" )
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 05:09 PM http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1038909-7823-DESCENDENTES+PRESERVAM+MEMORIA+DE+IMIGRANTES+ITALIANOS+EM+OURO+FINO+MG,00.html Vídeo mostra italianos em Ouro Fino
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1038905-7823-L-SUL+DE+MINAS+RECEBE+FESTA+ITALIANA,00.html Vídeo : Festa italiana no Sul de Minas
ticosk8 May 28th, 2009, 07:17 PM Vou postar as cidades do estado do Rio de Janeiro, que eu havia postado no Latino!
Espero que não esteja atrapalhando o seu Thread Martelli
Nova Friburgo - Rio de Janeiro
Colônia Suiça e Alemã
Fotos retiradas do Thread do forista Bucs
www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=604862
http://i305.photobucket.com/albums/nn217/skyku2/NovaFriburgo01.png
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http://www.friweb.com.br/turismo/imagens/pontos_turisticos/fotos/036_g1.jpg
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ticosk8 May 28th, 2009, 07:21 PM Colonizada por Ingleses
Fotos tiradas do Thread do forista Bucs
www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=604498
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Alfa-Omega May 28th, 2009, 07:29 PM perdon por no hablar portugese, tienen un pais hermoso y con una diversidad envidiable
ticosk8 May 28th, 2009, 07:29 PM Os municípios da região tiveram a colonização influenciada por descendentes de alemães (Brust, Emerich, Erthal, Heckert, Miller, Schott), suíços (Ballonecker, Marchon, Bohrer, Marfurt, Berçot, Monnerat), franceses, portugueses e libaneses.
Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Bom_Jardim_(Rio_de_Janeiro)
http://img528.imageshack.us/img528/8463/headerbx1.jpg
Foto de kzar9000 - Flickr
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Foto de kzar9000 - Flickr
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Foto de kzar9000 - Flickr
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Foto de kzar9000 - Flickr
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Foto de kzar9000 - Flickr
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ticosk8 May 28th, 2009, 07:32 PM Uma das primeiras colonias italianas do Brasil
Fotos: www.visiteagulhasnegras.com.br
http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/Bandeira-portoreal.jpg
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ticosk8 May 28th, 2009, 07:38 PM perdon por no hablar portugese, tienen un pais hermoso y con una diversidad envidiable
Bem vindo ao Forum Brasileiro Alfa-Omega!
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 07:51 PM Eu não sabia que Teresópolis havia sido colonizada por ingleses.
Marcelo Olisa May 28th, 2009, 07:52 PM Nova Friburgo é linda! Gostei muito das suas fotos!
ticosk8 May 28th, 2009, 08:09 PM Eu não sabia que Teresópolis havia sido colonizada por ingleses.
Aqui esta um pouco da História
O povoamento da região se iniciou com a vinda da família Real para o Brasil, pois D. João VI trouxe junto com a corte diversos europeus dentre eles George March, Edward Wennie Fry, W. J. Moore e George Gardner.
Em 1820 é estabelecido o primeiro núcleo de colonização européia realizada por George March, o anglo-lusitano, juntamente com outros cidadãos britânicos, os quais, implantaram na região a Fazenda dos Órgãos, ou a Fazenda de March, como era mais conhecida. Por isso dizemos que Teresópolis é a única cidade brasileira de colonização inglesa...Teresópolis é uma cidade de grande mistura de raças, pois primeiramente foi colonizada por portugueses, ingleses e africanos. Mas tarde chegaram os espanhóis, dinamarqueses, italianos, sírio-libaneses, japoneses dentre outros
Fonte: http://www.rioserra.com.br/turismo/histere.html
ticosk8 May 28th, 2009, 08:28 PM Colônia finlandesa
http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/penedo/casarao_I.jpg
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ticosk8 May 28th, 2009, 08:37 PM Nova Friburgo é linda! Gostei muito das suas fotos!
Valew! Marcelo Olisa, mas as fotos nãs são minhas, algumas são garimpadas da net, outras do Thread do Bucs e as que eu consegui os créditos eu coloquei:)
ticosk8 May 28th, 2009, 08:40 PM Recebeu imigrantes Alemães e Italianos
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Foto: marynha - site picasa
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Foto: Tony Borrach - Panoramio
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Foto: L!P3_RJ - Flickr
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Foto: _Chantilly_ - Flickr
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Foto: L!P3_RJ - Flickr
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Foto: Eduardo Azeredo - Flickr
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Foto: ronaldo moraes
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ticosk8 May 28th, 2009, 08:43 PM Colonização Italiana
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Marcelo Olisa May 28th, 2009, 09:37 PM O interior do Rio é pouco divulgado com exceção da bela Petrópolis e de Nova Friburgo. Eu já vi placas na estrada entre o Rio e Minas, sobre Miguel Pereira mas não imaginava nunca que tivesse tido imigração porque tem um nome tão comum. Já um lugar que vi , da estrada e que achei com cara da Europa foi Itaipava com seu castelo margeando a BR.
Martelli May 29th, 2009, 04:27 PM ticosk8, agradeço pelo interesse e por estar atualizando o thread. Meu tempo anda corrido e nem sempre dá pra passar aqui. :okay:
Martelli May 29th, 2009, 04:32 PM Eu não sabia que Teresópolis havia sido colonizada por ingleses.
Falando nisso...
Segredo revelado: Imperialismo inglês deportou pobres para o Brasil
Rosana Bond (*)
http://www.anovademocracia.com.br/09/f28.gif
Faz apenas algumas poucas semanas que, impactada, fiquei sabendo o motivo pelo qual a verdadeira história de minha família, os Bond, esteve encoberta durante 130 anos.
Há um forte indício de que meus antepassados britânicos, proletários e famintos, estavam entre as milhares de vítimas daquilo que hoje estão chamando de "o mais vergonhoso segredo inglês" (britain's most shameful secret). Isto é: a deportação criminosa de pessoas pobres, principalmente crianças, para as colônias e outros países dependentes do poder do império, como era o Brasil monarquista. A descoberta da quase certa ligação entre o delito do capitalismo britânico, bárbaro e hipócrita, e a tragédia pessoal que atingiu os Bond - meu tataravô George William e suas seis crianças, sem contar uma filha de 20 anos e uma neta de apenas dois meses - foi feita por um primo, Mauro Fortes Carneiro, que há algum tempo revelou-se um obstinado e cuidadoso pesquisador.
Ao contrário de mim, que nunca me preocupei seriamente com o sangue inglês que me corre nas veias, Mauro tinha um especial interesse histórico pelos nossos parentes e ficou intrigado com o manto de silêncio e névoa que lhe impedia de descobrir como, quando e porque os Bond tinham vindo parar no estado do Paraná. Dedicou-se a investigar e agora, finalmente, a verdade está aflorando do lodo fétido do imperialismo.
Livrando-se dos pobres em navios "negreiros"
O "mais vergonhoso segredo inglês" começou em 1836, quando foi assinado o Ato dos Pobres (Act of Poor), que determinava a deportação de trabalhadores miseráveis, presidiários e órfãos, para as colônias da rainha Victória. O transporte, segundo apurou Mauro, era feito em condições iguais às dos navios "negreiros".
Boa parte dos expulsos eram crianças. Cerca de 130 mil delas foram simplesmente mandadas para longe de seu país, para livrar a Inglaterra do risco de uma revolta popular oriunda de uma massa de desempregados e famélicos gerados pela Revolução Industrial e, ao mesmo tempo, impor a colonização de outras terras com "o bom estoque inglês branco".
Sobre as crianças, há relatos de trabalho escravo, casos de abusos sexuais e físicos e até suicídio. Muitas delas nem eram órfãs e foram separadas de seus pais. Os seis pequenos Bond também foram postos à venda aqui no Brasil e, por pouco, também não viraram escravos. Meu tataravô não se suicidou, mas caiu no alcoolismo e foi assassinado. Seu corpo foi enterrado em uma cova rasa à beira da estrada de Assungui (hoje rua Mateus Leme, em Curitiba) e parcialmente devorado por animais selvagens, conforme relatou o jornal inglês The Wilts and Gloucestershire Standard, na edição de 13 de setembro de 1873.
O pior de tudo isso é que, embora pouca gente saiba, o Ato dos Pobres vigorou até 1967. Isso mesmo. Até um ano depois da seleção canarinho ter ido jogar a Copa do Mundo lá nos gramados da rainha, e ter levado uma traulitada, a Grã-Bretanha ainda tinha o direito assegurado de deportar pobres!
Tentando esconder
A tentativa de dificultar a obtenção de dados sobre esses fatos foi tão evidente que apenas a partir de 1998 o governo inglês começou a permitir a divulgação, através da internet, de censos demográficos e outras informações referentes ao século XIX.
Por isso é que o primo Mauro debateu-se tanto para descobrir a saga terrível dos nossos parentes.
George William Bond, viúvo de Emma Frances Gegg Bond, ferreiro, morador de Cirencester, condado de Gloucestershire, veio para o Brasil por volta de 1872 com seus sete filhos: Clara Jane, vinte anos e sua filha ilegítima Lucy Annie Bertha de dois meses de idade; Charles, doze anos; Annie, dez anos; Emma, nove anos; Ernest William, sete anos e Alfred, de dois.
A versão oficial diz que ele veio enganado por agenciadores do Sindicato de Trabalhadores Agrícolas de Cirencester, que recebiam do império brasileiro o pagamento de uma taxa por família embarcada.
Muitos "emigrantes" recrutados não eram agricultores e, assim, várias famílias inexperientes foram atraídas pela promessa de terra e empréstimos. Na verdade, o desejo de Pedro II de importar trabalhadores brancos, visto que a escravidão negra já não interessava ao capital, adequou-se como uma luva ao espírito do Ato dos Pobres.
Se não viesse ao Brasil, certamente o excluído George William e seus pirralhos iriam dar com os costados em alguma outra terra rapinada pelos abutres de cartola e casaca.
Quem sabe na África, talvez na Rodésia (atual Zimbábue), que padeceu a infelicidade de ter que engolir um nome em homenagem a um crápula chamado Cecil Rhodes. Rhodes, milionário, financista, foi um dos principais ideólogos do imperialismo e do colonialismo. Maquinador da guerra dos Bôeres e organizador do roubo de um extenso território na África do Sul, disse ele descaradamente em 1895: "Ontem estive no East-End (bairro operário de Londres) e assisti a uma assembléia de desempregados. Ao ouvir ali discursos exaltados cuja nota dominante era: pão! pão! e ao refletir, de regresso a casa, sobre o que tinha ouvido convenci-me mais do que nunca da importância do imperialismo... A idéia que acalento representa a solução do problema social: para salvar os 40 milhões de habitantes do Reino Unido de uma mortífera guerra civil, nós, os políticos coloniais, devemos apoderar-nos de novos territórios; para eles enviaremos o excedente de população e neles encontraremos novos mercados para os produtos de nossas fábricas e das nossas minas. O império, sempre o tenho dito, é uma questão de estômago. Se quereis evitar a guerra civil, deveis tornar-vos imperialistas."
Claro como água.
Marx, que lançou o livro I de O Capital em 1867 e morava na Inglaterra na mesma época que o nosso velho George, sabia muito bem o que estava dizendo.
(*)Rosana Bond é Jornalista e escritora
http://www.anovademocracia.com.br/index.php/Segredo-revelado-Imperialismo-ingles-deportou-pobres-para-o-Brasil.html
Martelli May 29th, 2009, 04:38 PM Até imigração islandesa tivemos no Brasil! :shocked:
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3363274-EI6782,00-Islandia+do+frio+glacial+para+o+sol+tropical.html
Islândia: do frio glacial para o sol tropical
Nossa, sobre essa imigração realmente eu não conhecia. Essas trocas de informações e as várias surpresas que temos aqui, é que deixa este fórum mais interessante. ;)
Depois vou pesquisar pra ver se acho mais coisas.
Tamarindo Cobra May 29th, 2009, 11:11 PM Tem uma colônia de suiços em Indaiatuba bem famosa chamada Helvetia. Bem antiga também.
Martelli May 30th, 2009, 02:36 PM ^^
Inclusive a Colônia Helvetia mantém um site:
http://www.helvetia.org.br/
Martelli May 30th, 2009, 02:39 PM http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/Rio%20dos%20Cedros/2136248413_15608c849e_b.jpg
Flickr Eloy Sell
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio Carlos C. Nasato
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Flickr Eloy Sell
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Flickr Fernando Hatsumura
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Flickr Fernando Hatsumura
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Flickr Eloy Sell
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/Rio%20dos%20Cedros/2851451133_e25f32f5b9_b.jpg
Flickr Eloy Sell
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/Rio%20dos%20Cedros/2851451835_4d52cd3caa_b.jpg
Flickr Eloy Sell
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/Rio%20dos%20Cedros/1020858460_79510005d6_b.jpg
Flickr Eliane Heidrich
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio THIAGO DAMBROS
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/Rio%20dos%20Cedros/foto23.jpg
Site Circolo Trentino
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/Rio%20dos%20Cedros/foto16.jpg
Site Circolo Trentino
Martelli May 30th, 2009, 02:41 PM ^^
Em Rio dos Cedros a população é composta por descendentes de alemães e italianos. Embora o centro da cidade tenha colonização basicamente italiana, no interior a população descendente de alemães é numerosa, existindo localidades exclusivamente alemãs. (wikipedia)
Marcelo Olisa May 30th, 2009, 02:58 PM Martelli, você sempre nos surpreendendo e enriquecendo cada vez mais o thread. Eu já até o salvei nos favoritos.
sul_mp May 31st, 2009, 01:18 AM Bom, o thread tá ótimo!
Martelli, eu sou 50% descendente de alemão, o resto é uma mistura. Meu pai, com o intuito de saber mais sobre sua origem descobriu que em Tijucas/SC ouve uma "leva" de imigrantes noruegueses, a qual a minha família pertence. O curioso é que boa parte dos imigrantes, ao chegarem ao Brasil, traduziram seus sobrenomes para nomes comuns aqui. Você sabe se é verdade?
Fourier May 31st, 2009, 03:26 AM Até imigração islandesa tivemos no Brasil! :shocked:
Mr. Canello, essa quase me derrubou da cadeira!!! Confessor que jamais imaginava!
Marcelo Olisa: ótimos teus links, realmente muito obrigado!
tikosk8: muito ricas tuas contribuições!!
Martelli: não presisa nem falar de teu grande trabalho. Agora com o pessoal também contribuindo de forma significativa. Esse thread poderia ser colocado como permanente, na minha humilde opinião, de tão rico e informativo que é!
Vocês não acham?
Abração a todos!
lusorod May 31st, 2009, 05:50 AM É muito legal retratar essas comunidades de imigrantes.
Mas Uma coisa que eu acho um saco no Brasil é que sempre querem exagerar nos estereótipos.. quando mostram alemães, tem que ser
obrigatoriamente loiríssimos, quando na Alemanha os loiros são apenas cerca de 50% da população. Mesmo alemães "originais" podem ser morenos, com cabelos pretos ou castanho-escuros, e há muitos de olhos não-claros e cabelos não necessriamente lisos.
é bem verdade.....esse esteriotipo não é só com relação aos Alemães, no Brasil se tem a idéia de que todo o europeu é loiro. Em Portugal estima-se que a população loira não chegue a 5%, na italia e espanha isso se repete, a maior parte da pop mais de 80% pe morena, mas no Brasil o povo acha que é europeu é branquissimo, loirissimo e altissimo! Me mato de rir
Guther May 31st, 2009, 06:32 AM Excelente esse thread, eu gosto muito dessa diversidade do Brasil.
Martelli, continue postando, teu trabalho ta excelente.
Bom, o thread tá ótimo!
Martelli, eu sou 50% descendente de alemão, o resto é uma mistura. Meu pai, com o intuito de saber mais sobre sua origem descobriu que em Tijucas/SC ouve uma "leva" de imigrantes noruegueses, a qual a minha família pertence. O curioso é que boa parte dos imigrantes, ao chegarem ao Brasil, traduziram seus sobrenomes para nomes comuns aqui. Você sabe se é verdade?
É verdade, muitos mudaram o sobrenome, "aportuguesaram".
lusorod May 31st, 2009, 07:38 AM ^^
Complementando.
O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África. Segundo o IBGE, os auto-declarados negros representam 6,3% e os pardos 43,2% da população brasileira. Devido ao alto de grau de miscigenação, brasileiros com ascendentes da África subsaariana podem ou não apresentar fenótipos característicos de populações negras.
(Fonte: Wikipédia) :okay:
Sim isso é verdade, mas tb grande parte dos pardos brasileiros em todas as regiões são mestiços de Brancos com indios....nao podemos esquecer que os indios tem pele muito escura, entre populações ribeirinhas se ve muito caboclo com cabelo enrolado mas cabelo enrolado esse que pode ter muito bem vindo dos portugueses ou espanhois que lá passaram. No Brasil os pardos são na verdade de todas as misturas, então grande parte é realmente misturada e o fenotipo aparenta isso. Não acho justo classificar muitos como sendo apenas descendentes de Indios, Negros, apenas... etc quando eles tanto podem quanto podem não ser....se são misturados é pq tem de tudo. Os mulatos Brasileiros são tão afro ou indio descendentes quanto euro descendentes.
Mr.Canello May 31st, 2009, 08:08 AM Bom, o thread tá ótimo!
Martelli, eu sou 50% descendente de alemão, o resto é uma mistura. Meu pai, com o intuito de saber mais sobre sua origem descobriu que em Tijucas/SC ouve uma "leva" de imigrantes noruegueses, a qual a minha família pertence. O curioso é que boa parte dos imigrantes, ao chegarem ao Brasil, traduziram seus sobrenomes para nomes comuns aqui. Você sabe se é verdade?
A segunda leva de imigrantes para a Colônia Dona Francisca (Hoje Joinville) foram 74 imigrantes Noruegueses, alguns poucos ficaram, destes poucos, alguns estão até hoje por aqui e se tornaram algumas famílias tradicionais de Joinville como Görresen, Olsen, Pettersen, há outros é claro, mas são famílias desconhecidas que se espalharam pela cidade e estado e se misturaram aos alemães, suíços, italianos, etc... Houve também em levas subseqüentes muitos suecos, alguns se sobressairam e se tornaram também famílias tradicionais como os Nielson (Busscar), Hansen (Conexões Tigre), só não se sabe até hoje o que houve com a maior parte destes suecos, vieram muitos, talvez se espalharam pelo Brasil, ou foram embora para outro país, mas as listas de desembarque não mentem, foram mais de 400 suecos que desembarcaram em São Francisco do Sul com destino a Colônia Dona Francisca...
Os Olsen tem uma festa em Rio Negrinho que se chama Olsenfest (eles tinham um site, mas fui tentar agora acessar e não consegui http://www.familiaolsen.com/olsen/index2.asp veja se alguém consegue) , veja uma reportagem de 1999 no AN sobre isto:
Olsenfest reúne cinco gerações de uma família
Rio Negrinho - Cerca de 300 pessoas, todas da mesma família, participaram, no último final de semana, da 3ª Olsenfest, em Rio Negrinho. O encontro acontece bianualmente entre os integrantes da família Olsen espalhados pelo Brasi. Na Olsenfest misturam-se cinco gerações de Olsen, além dos "bengalas", apelido dado aos cônjuges dos Olsen.
A história da família confunde-se com a fundação de cidades como Joinville e Rio Negrinho. Gjërt Olsen saiu da Noruega com destino a Califórnia-EUA, mas acabou vindo para Joinville, em 1851, onde, juntamente com outros 70 noruegueses, tornou-se um dos primeiros habitantes da cidade que nascia. Em Santa Catarina constituiu família e teve cinco filhos.
A idéia de organizar a festa partiu dos "bengalas". "Na primeira festa foi difícil achar os parentes, mas agora já temos um banco de dados que é constantemente atualizado", conta Ermínia Olsen, uma das "bengalas".
O local da festa é sempre o salão da colônia Olsen, em Rio Negrinho. As terras da colônia foram compradas por um dos filhos de Gjërt, por volta de 1910, e depois loteadas entre alemães.
Este ano, Iapurê Olsen, que mora em Curitiba, trouxe para a festa um vídeo. Entre as descobertas, Iapurê revelou um segredo do antepassado Gjërt: "ele tinha duas famílias, uma no Brasil e outra na Noruega. Nas duas tinha cinco filhos e batizou tanto os brasileiros como os noruegueses com os mesmos nomes".
No Brasil, calcula-se que a família Olsen tenha 1.320 componentes. Para a próxima festa, os organizadores pretendem trazer parentes da Noruega.
O personagem especial da Olsenfest é o Tio Chico, único neto vivo de Gjërt. Com 89 anos, Tio Chico, é assediado durante toda a festa. Todos querem cumprimentá-lo. Amauri Olsen, diretor-presidente do grupo Tigre, e filho do Tio Chico, conta que o pai trabalhou na fundação da colônia Olsen, por isso continua morando em Rio Negrinho. "É uma emoção fortíssima estar aqui com tantos primos, parentes, posso dizer que aqui está a conexão forte da família Olsen", brinca Amauri.
http://www1.an.com.br/1999/mar/22/0ger.htm
Martelli May 31st, 2009, 02:45 PM ^^
Canello, vou complementar suas informações com um trecho do estudo do Prof. Evaldo Pauli, ligado à UFSC - "Interpretação Sociológica do Catarinense" -.
"Encontram-se os nórdicos, - principalmente noruegueses, - nas regiões germânicas do Norte do Estado de Santa Catarina. Alguns se reconhecem-se por causa de seus nomes terminados em -sen (que em alemão corresponde a -Sohn = filho). Na listagem dos primeiros colonos de Joinville tais sobrenomes são efetivamente designados como de nacionalidade norueguesa: Wriksen, Jansen, Joergensen, Olsen, Simonsen, Petersen, Luttersen, Görresen, Steensen, Kottelsen, Paulsen, Mattisen está como de Sleswig (Sul da Dinamarca), que não deixa de ser nórdico.
Com referência a Jens Jensen, de nome caracteristicamente nórdico, o conhecido fundador da grande Cia Jensen de Laticínios, de Itoupava Seca (Blumenau), fora um marinheiro do Veleiro Assecurateur, do qual em 1864 se evadiu em Itajaí, havendo estabelecido a mencionada organização em 1872 (informação pessoal obtida pelo autor na própria firma a Henrique Stolz em 16/ 07/ 1951) . A parte final do nome sugere tratar-se efetivamente de um nórdico.
Dada uma distinção interna evidente nas levas alemãs emigradas da Europa, deve-se considerar as diferenças, quando possível, na avaliação exata dos alemães em Santa Catarina, quer em suas caraterísticas temperamentais, quer em suas modalizações culturais, inclusive de religião e folclore em geral."
http://www.cfh.ufsc.br/~simpozio/Catarinense/interpretacao_sociologica_catarinense/94sc1324-1370.html
Meu pai, com o intuito de saber mais sobre sua origem descobriu que em Tijucas/SC ouve uma "leva" de imigrantes noruegueses, a qual a minha família pertence. O curioso é que boa parte dos imigrantes, ao chegarem ao Brasil, traduziram seus sobrenomes para nomes comuns aqui. Você sabe se é verdade?
sul_mp, desconhecia esta história das traduções dos sobrenomes, apesar de ter lido várias artigos sobre os noruegueses em Santa Catarina. Mas, considerando que esta prática de traduzir nomes era comum no Brasil, não descartaria esta hipótese.
Martelli May 31st, 2009, 02:48 PM Devido à II Guerra Mundial, a economia austríaca estava abalada e, o então ministro da agricultura Andreas Thaler, resolveu imigrar para o Brasil acompanhado de algumas centenas de imigrantes austríacos, em busca de melhores condições de vida.
Vindos da região do Tirol e de Vorarlberg, os imigrantes austríacos não se fundiram com os descendentes de alemães que já habitavam a região, o que faz a cultura do município ter fortes características tirolesas.
O idioma alemão é utilizado com freqüência entre os habitantes, além do português. A economia da cidade é baseada principalmente na agropecuária, especialmente a criação de gado leiteiro, e o turismo. A cidade também é conhecida como pólo de artesanato em madeira.
Treze Tílias é conhecida como “O Tirol Brasileiro”, devido os valores culturais e artísticos que foram trazidos pelos imigrantes austríacos e cultivados por seus descendentes.
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Marcelo Olisa May 31st, 2009, 02:58 PM Wow! Treze Tílias parece o tirol!!
Barriga-Verde May 31st, 2009, 03:39 PM Esse thread tá excelente, parabéns! Um show de cidades e diversidade...
Se for para dividir SC em regiões de acordo com a colonização, acho que ficaria mais ou menos assim:
Oeste e parte do Planalto Norte: mistura de alemães, italianos e poloneses (com algumas cidadezinhas mantendo uma identidade única, como por exemplo Arabutã-alemães e Treze Tílias-austríacos).
Serra: mistura principalmente de portugueses, espanhóis, indígenas (e com menos expressividade negros, alemães e italianos).
Vale do Itajaí e Nordeste: aqui também é bem misturado, alemães, italianos, poloneses, noruegueses, austríacos (tendo cidades bem definidas como Rodeio e Nova Trento-italianos, ou Benedito Novo e Pomerode-alemães).
Sul: essa não conheço tanto heh, mas a predominância é de italianos, com alemães em menor escala.
Litoral no geral: açorianos (portugueses), espanhóis e em menor escala negros e algumas colônias alemães.
Barriga-Verde May 31st, 2009, 03:44 PM edit
Martelli May 31st, 2009, 06:23 PM Barriga-Verde,
Interessante a divisão que fez de Santa Catarina pelo tipo de colonização. :okay:
Uma reportagem do Sbt Repórter sobre Treze Tílias
01pjguw_bvA
samba_man May 31st, 2009, 06:24 PM Que LINDAAAAAAAAA Treze Tílias! :drool:
Martelli May 31st, 2009, 06:24 PM http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/alemans/Igrejinha/2953084306_c5d5e401d1_b.jpg
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Panoramio gustavo.kunst
Fotos incríveis de quem conhece a cidade:
Apesar de eu não gostar muito deste chopp..hehehe..fui para a Oktoberfest de Igrejinha hoje durante o dia. A cidade tem 28 mil habitantes, fica a 85 km de Porto Alegre, 40 km de Novo Hamburgo e a caminho de Gramado (uns 25 km). Esta festa é a segunda maior do gênero do estado.
Primeiro a cidade, que é muito parecida com outras aqui do RS
Entrada da cidade
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Varejo da Piccadilly (a matriz da empresa é aqui)
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Vamos ao que interessa...
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Martelli May 31st, 2009, 06:26 PM ^^
Mais sobre Igrejinha
Colonizada por imigrantes alemães durante o século XIX, ainda hoje possui população predominantemente de origem alemã e, além disso, é uma das maiores produtoras de calçados femininos do Brasil. A herança germânica, misturada às dificuldades da colonização da região, deram ao município as feições atuais. O nome da cidade se deve a uma pequena igreja construída pelos imigrantes em 1863. Para celebrar as tradições de seus antepassados foi criada a Oktoberfest de Igrejinha. (wikipedia)
Martelli June 1st, 2009, 02:56 AM é bem verdade.....esse esteriotipo não é só com relação aos Alemães, no Brasil se tem a idéia de que todo o europeu é loiro. Em Portugal estima-se que a população loira não chegue a 5%, na italia e espanha isso se repete, a maior parte da pop mais de 80% pe morena, mas no Brasil o povo acha que é europeu é branquissimo, loirissimo e altissimo! Me mato de rir
Bom, já havia comentado sobre este fato na página 4 post #65:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=4#65
Mas queria discordar da afirmação que faz que no Brasil se teria a idéia que todo europeu é loiro. Por experiência, jamais conheci brasileiros que pensassem que portugueses ou espanhóis fossem altos e loiros. Os brasileiros ligam mais estas características aos alemães e, em "bem" menor medida, aos italianos. :)
Sim isso é verdade, mas tb grande parte dos pardos brasileiros em todas as regiões são mestiços de Brancos com indios....nao podemos esquecer que os indios tem pele muito escura, entre populações ribeirinhas se ve muito caboclo com cabelo enrolado mas cabelo enrolado esse que pode ter muito bem vindo dos portugueses ou espanhois que lá passaram. No Brasil os pardos são na verdade de todas as misturas, então grande parte é realmente misturada e o fenotipo aparenta isso. Não acho justo classificar muitos como sendo apenas descendentes de Indios, Negros, apenas... etc quando eles tanto podem quanto podem não ser....se são misturados é pq tem de tudo. Os mulatos Brasileiros são tão afro ou indio descendentes quanto euro descendentes.
É verdade, a categoria "pardos" virou uma grande miscelânea que não engloba apenas os miscigenados, mas também os "puros", com pele mais escura, como, por exemplo, alguns descendentes de árabes e portugueses. Assim, como há nesta categoria, pessoas de pele clara que se declaram pardas por causa da miscigenação. Veja este caso interessante de uma garota que se declara afro-descendente: http://profile.myspace.com/index.cfm?fuseaction=user.viewprofile&friendid=139470451
A questão racial e de cor é muito complexa no Brasil. Mas, pessoalmente, gosto da bagunça e das misturas loucas que temos no país. :okay:
snowb June 1st, 2009, 05:05 AM é bem verdade.....esse esteriotipo não é só com relação aos Alemães, no Brasil se tem a idéia de que todo o europeu é loiro. Em Portugal estima-se que a população loira não chegue a 5%, na italia e espanha isso se repete, a maior parte da pop mais de 80% pe morena, mas no Brasil o povo acha que é europeu é branquissimo, loirissimo e altissimo! Me mato de rir
Ninguem, pelomenos no Brasil que eu faco parte considera o esteriotipo de portugues e espanhol como loiros,altos e brancos. Muito pelo contrario esteriotipo de portugues por exemplo e' de moreno e baixo.(e mulheres com bigode).lol
leotavares June 1st, 2009, 05:35 AM Sabes algo sobre a cidade de Campos dos Goytacazes? No Rio? Acho que tem alguma descendência indígena ou africana, diferente da maioria das outras cidades citadas aqui.. Se souber algo.. Posta ok? Flw!
Marcelo Olisa June 1st, 2009, 11:22 AM Lusorod.
O que noto aqui no Brasil é que muita gente considera loiro não apenas quem tem cabelos amarelos mas também brancos de cabelos castanhos claros e olhos azuis ou verdes. Pelo menos, em Minas Gerais, vejo muita gente chamando de loiros a gente assim. A pele branca e olhos claros desde que os cabelos não sejam pretos, faz muita gente ser considerada loiros ( em alguns lugares loiros são chamados de galegos, como no Nordeste) . Então por este conceito do que é " ser loiro ", no Brasil, acho que a maioria dos alemães e mesmo muitos europeus latinos sejam enquadrados como loiros , por aqui.
Marcelo Olisa June 1st, 2009, 11:32 AM Quanto à Portugal as pessoas mais antigas diziam que os do Norte tinham olhos claros e eram mais pra loiros e os do sul morenos por terem tido mais sangue árabe. Mas parece que , nos últimos tempos, ninguém fala mais isto.O norte de Portugal teve celtas e povos germânicos suevos, visigodos etc além de ingleses terem estado em muito contato com a área do vinho, no Norte.
Martelli June 2nd, 2009, 03:17 PM Sabes algo sobre a cidade de Campos dos Goytacazes? No Rio? Acho que tem alguma descendência indígena ou africana, diferente da maioria das outras cidades citadas aqui.. Se souber algo.. Posta ok? Flw!
Bom, para que thread não englobasse todo o Brasil, fiz algumas restrições para o que considerava uma "cidade ou colônia típica" : seriam, grosso modo, aquelas que preservam a cultura, ou tradições, ou arquitetura, ou até mesmo a língua trazida pelos primeiros imigrantes. Sendo assim, excluí as cidades e colônias de origem africana, italiana, alemã etc que já não guardam satisfatoriamente suas tradições - ou seja, as cidades que eu chamo de "não típicas". Também não considerei os locais onde há muitos expatriados como Macaé, por exemplo.
No caso dos índios, na realidade, eles não são o foco. ;)
Vou pesquisar sobre Campos dos Goytacazes e ver se ela se encaixa no thread, em caso positivo, posto a cidade aqui. :okay:
Martelli June 2nd, 2009, 03:34 PM Quanto à Portugal as pessoas mais antigas diziam que os do Norte tinham olhos claros e eram mais pra loiros e os do sul morenos por terem tido mais sangue árabe. Mas parece que , nos últimos tempos, ninguém fala mais isto.
Acho fascinante a história de Portugal e Espanha que ficaram por 800 anos sob o domínio muçulmano. É engraçado como não estudamos isso, porque não foram 1 ou 2 séculos, foram 800 anos, quase um milênio. E a reconquista só aconteceu poucos séculos antes de se descobrir o Brasil.
jmmv June 2nd, 2009, 09:44 PM Acho fascinante a história de Portugal e Espanha que ficaram por 800 anos sob o domínio muçulmano. É engraçado como não estudamos isso, porque não foram 1 ou 2 séculos, foram 800 anos, quase um milênio. E a reconquista só aconteceu poucos séculos antes de se descobrir o Brasil.
:nono:
De 711 a 718 os muçulmanos dão início à invasão árabe da Península Ibérica (não ocupando totalmente), de forma fácil e rápida.
No final do sec.IX todo o norte da península já estava reconquistado, deixando influencias mínimas na população (os habitantes locais não eram obrigados a escolher os seus "costumes", existia uma certa liberdade)
Em 1147 o 1º rei de Portugal, D.Afonso Henriques, conquista Lisboa.
Em 1189 o 2º rei de portugal, D. Sancho I, conquistado Silves (capital do Algarve - sul de Portugal) e o actual território português praticamente já esta formado.
Após alguns "recuos" em 1249 o actual território português está nas "posses" actuais.
Em 1252, resta Granada (território espanhol), a única província muçulmana.
Ao fim de 25 anos de tentativas, em 1340, Afonso XI de Castela e Afonso IV de Portugal vencem na Batalha do Salado (território espanhol)
Conquista de Granada em 1492 e o fim da Guerra de Granada e da Reconquista (Território espanhol)
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/f/f0/Spain_Reconquista_cities.png/770px-Spain_Reconquista_cities.png
E já agora in wiki:
-(...) Estas visões racistas e racialistas, tal como muitas outras perspectivas mais generalizadas (inclusive na própria Ibéria) que, ainda que não tão marcadamente discriminatórias como as anteriores, fazem dos mouros ibéricos uma população e categoria «racial» radicalmente diferente das populações autóctones ibéricas, não têm em consideração os seguintes aspectos:
* As populações norte africanas (bem como os pequenos grupos de árabes, de subsarianos, de escravos eslavos, de persas, etc., a elas associadas), mesmo com os diferentes momentos de entrada dessas populações ao longo dos séculos (coincidindo em grande medida com a entrada de novos exércitos aquando dos momentos de luta interna, política ou religiosa - fitna, no Al-Andalus), foram sempre uma minoria que não terá ultrapassado os 10% do conjunto da população total.[43]
* A maioria da população muçulmana da Península Ibérica era constituída por autóctones ibéricos convertidos (os chamados Muladis), ou seja, a maioria dos mouros eram somente ibéricos de religião islâmica.[44]
* A maioria da população em zonas de domínio muçulmano, ao longo de todos os séculos de presença, não era muçulmana (com algumas excepções localizadas espacial e temporalmente), mas sim população autóctone ibérica que se manteve de língua românica e cristã (do rito visigótico), ainda que fortemente arabizada do ponto de vista cultural - os chamados moçárabes[45] (repare-se que Moçárabe, para designar a população ou a língua, é um termo moderno do século XIX - essas populações referiam-se a si próprias e à sua língua como Latinus[46]).
* A maioria das populações norte-africanas que de facto se estabeleceram na península eram berberes. Os Berberes, particularmente das regiões mais litorais, não podem ser descritos como uma população radicalmente diferente das populações sul-europeias, com as quais, aliás, apresentam ligações ancestrais.
* Mesmo nas elites islâmicas, a presença de elementos conversos não era despicienda - mesmo algumas dinastias reinantes tinham origem hispano-visigótica (como os Banu Qasi, fundados pelo converso hispano-visigodo Conde Cássio).
* Os processos sociais do final da Reconquista e do período seguinte instituíram sistemas de discriminação social (geridos em parte pelas autoridades religiosas) que guetizaram e até expulsaram (para o Norte de África) fatias significativas das populações ditas mouriscas (e que de toda a maneira tinham uma origem basicamente autóctone ibérica).
Martelli June 2nd, 2009, 10:37 PM :okay: jmmv,
Agradeço a complementação. Para deixar claro, os 800 anos se referem a toda península ibérica.
"Os árabes ocuparam, durante 800 anos, a Península Ibérica, na Espanha e em Portugal. Criaram profundas raízes nos povos espanhóis e portugueses que, posteriormente, nos colonizaram. Colonizaram o Brasil e o resto da América do Sul. Por meio desses filtros de colonização, muitos hábitos chegaram a nós. Essa influência ficou mais claramente marcada no século XIX, a partir da imigração."
http://www.radiobras.gov.br/especiais/cupulaaspa/materias.php?materia=224130&editoria=&q=1
Martelli June 4th, 2009, 02:13 PM Apresentação do Grupo Lindental de treze Tílias no Faustão
zsU_KDFT3d4
Mostra de dança folclórica austríaca de outro grupo da cidade
ZsrRGHCW9ME
Dança do banco/ Lustige Tiroler (bem característico)
Tm2gjz-iLD4
Martelli June 4th, 2009, 02:17 PM A colonização de União da Vitória iniciou em 1881 com a vinda de imigrantes italianos, alemães, poloneses, ucranianos, e suíços atraídos pelo clima e topografia. Estabeleceram-se também imigrantes sírio-libaneses, que ajudaram a impulsionar o comércio local, e migrantes vindos do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
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Flickr Tiago Luiz "Cata"
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Igreja nas proximidades de União da Vitória
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Companhia Folclórica Ucraniana Kalena de União da Vitória
Fotos: grupokalena.com.br
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Martelli June 4th, 2009, 02:23 PM A colônia ucraniana de Curitiba e a cidade de Prudentópolis estão na página 7 posts: #126 e #137
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=7
Martelli June 4th, 2009, 02:24 PM Paulo Frontin é uma cidade que tem em suas raízes a imigração ucraniana e polonesa. Boa parte da população frontinense é constituída de descendentes ucranianos. Estas etnias mantêm suas tradições culturais, presentes nas práticas religiosas, festas típicas e costumes da população. Posteriormente imigrantes vindos de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, principalmente italianos e alemães, ajudaram a desenvolver a economia do município dando grande impulsão e diversidade econômica.
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Pêssankas
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Visita do embaixador da Ucrânia
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Fotos da página da prefeitura de P.Frontin
Martelli June 4th, 2009, 02:28 PM Aqui um vídeo muito interessante que mostra apresentações do Grupo Kalena de União da Vitória.
Hpu8Xix4BjU
As danças folclóricas ucranianas me parecem bem semelhantes às russas.
EduPR June 4th, 2009, 03:25 PM Dessas colônias mostradas aqui do Paraná, eu só conheço Entre Rios.
É um lugar bem interessante. Eu ia fazer um thread de lá quando eu morava em Guarapuava, mas fui deixando pra depois e acabei não indo.
netraider June 4th, 2009, 06:06 PM Muito bonita toda esta retratação do movimento imigratório ao país.
Temos que nos conscientizar que a vasta maioria dos imigrantes não vivem mais tão ligados aos costumes originais como mostrados neste thread, mebora tudo isso influenciou em certo grau a cultunal regional até hoje.
Uma coisa que acho bastante curiosa: é difícil ver as pessoas aqui mencionarem a colônia portuguesa, parece que existe conscientemente / inconscientemente um esforço para ser "deixada de lado". Como essas cidades italianas, ucranianas, alemãs, etc aprenderam português? Com os índios nativos? É difícil uma cidade do sudeste e do sul não ter uma presença forte de portugueses. Parece que elas são povoadas por vários povos "chiques" da Europa, menos os portugueses. Portugal ainda é associado a coisa ruim, infelizmente. Segundos estes, portugueses não são "chiques" :ohno:.
Greatlakerman June 4th, 2009, 07:35 PM Muito bonita toda esta retratação do movimento imigratório ao país.
Temos que nos conscientizar que a vasta maioria dos imigrantes não vivem mais tão ligados aos costumes originais como mostrados neste thread, mebora tudo isso influenciou em certo grau a cultunal regional até hoje.
Uma coisa que acho bastante curiosa: é difícil ver as pessoas aqui mencionarem a colônia portuguesa, parece que existe conscientemente / inconscientemente um esforço para ser "deixada de lado". Como essas cidades italianas, ucranianas, alemãs, etc aprenderam português? Com os índios nativos? É difícil uma cidade do sudeste e do sul não ter uma presença forte de portugueses. Parece que elas são povoadas por vários povos "chiques" da Europa, menos os portugueses. Portugal ainda é associado a coisa ruim, infelizmente. Segundos estes, portugueses não são "chiques" :ohno:.
Acontece que colônias Portuguesas aonde tradições Portuguesas fossem mantidas são bem raras, uma vez que a maioria deles acabou sendo absorvido pelo Luso-Brasileirismo.
Farrapo June 4th, 2009, 08:11 PM Pelotas (RS)
Cultura doceira herdada dos imigrantes portugueses, alemães e italianos
"A Cultura Doceira de Pelotas foi herdada de Portugal através das riquezas trazidas junto com os imigrantes que vieram em meados do século XIX. Os imigrantes portugueses trouxeram em sua bagagem os maravilhosos: ninhos, fios-de-ovos, babas-de-moça, camafeus, papos-de-anjo, canudinhos recheados, pastéis de Santa Clara e outros mais.
Os imigrantes italianos e alemães também tiveram parte nessa cultura, pois trouxeram e criaram suas fórmulas doces. Naquela época, todas as festas eram regadas a doces, já que para os imigrantes, doce e açúcar eram sinônimos de comemoração. Cada família tinha a tradição de passar suas receitas de geração em geração."
Fonte: www.fenadoce.com.br
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Martelli June 4th, 2009, 08:22 PM Muito bonita toda esta retratação do movimento imigratório ao país.
Temos que nos conscientizar que a vasta maioria dos imigrantes não vivem mais tão ligados aos costumes originais como mostrados neste thread, mebora tudo isso influenciou em certo grau a cultunal regional até hoje.
Uma coisa que acho bastante curiosa: é difícil ver as pessoas aqui mencionarem a colônia portuguesa, parece que existe conscientemente / inconscientemente um esforço para ser "deixada de lado". Como essas cidades italianas, ucranianas, alemãs, etc aprenderam português? Com os índios nativos? É difícil uma cidade do sudeste e do sul não ter uma presença forte de portugueses. Parece que elas são povoadas por vários povos "chiques" da Europa, menos os portugueses. Portugal ainda é associado a coisa ruim, infelizmente. Segundos estes, portugueses não são "chiques" :ohno:.
:okay:
Netraider, concordo com muita coisa que diz. Realmente muitas tradições e costumes de alguns povos que imigraram para o Brasil se perderam ou se diluíram, principalmente daqueles que foram para as grandes cidades, é o caso, por exemplo, dos portugueses, árabes, espanhóis e grande parte dos italianos de São Paulo. Apesar de termos contribuições evidentes desses povos, como na culinária, não houve espaço ou ambiente para se criar colônias típicas, bem diferente do que ocorreu nos núcleos de colônias do sul e parte do sudeste, que praticamente ficaram isolados. Eu desconheço qualquer cidade tipicamente libanesa, espanhola ou portuguesa no Brasil. Há, sim, pequenas comunidades que ainda preservam suas tradições, como festas tipicamente portuguesas no Rio de Janeiro, mas não é nada comum.
Martelli June 4th, 2009, 08:24 PM Valeu, Farrapo. Pelotas tem gente de tudo quanto é lugar, não é assim?
Martelli June 4th, 2009, 08:29 PM http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/japoneses/assai/296785187_e34b01de79_o.jpg
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Panoramio Trajano BH
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Festividades: Tanabata Matsuri e o Bon Odori Fotos: visiteassai.com.br
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Flickr Antonio_Costa
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Farrapo June 4th, 2009, 10:53 PM Valeu, Farrapo. Pelotas tem gente de tudo quanto é lugar, não é assim?
Hmmm... Dizer que "tem gente de tudo quanto é lugar" é um pouco exagerado, mas a população de Pelotas é bem "misturada" até... Na verdade a população descende, basicamente, de portugueses, africanos e alemães... Aí, em menor número, vêm italianos, franceses (sim, Pelotas tem uma das poucas colônias francesas do Brasil) e libaneses...
:)
MRPH June 4th, 2009, 11:52 PM Adorei o thread!
Parabéns, Martelli!
MRPH June 5th, 2009, 12:01 AM edit.
jmmv June 5th, 2009, 12:47 AM :okay:
Netraider, concordo com muita coisa que diz. Realmente muitas tradições e costumes de alguns povos que imigraram para o Brasil se perderam ou se diluíram, principalmente daqueles que foram para as grandes cidades, é o caso, por exemplo, dos portugueses, árabes, espanhóis e grande parte dos italianos de São Paulo. Apesar de termos contribuições evidentes desses povos, como na culinária, não houve espaço ou ambiente para se criar colônias típicas, bem diferente do que ocorreu nos núcleos de colônias do sul e parte do sudeste, que praticamente ficaram isolados. Eu desconheço qualquer cidade tipicamente libanesa, espanhola ou portuguesa no Brasil. Há, sim, pequenas comunidades que ainda preservam suas tradições, como festas tipicamente portuguesas no Rio de Janeiro, mas não é nada comum.
Eu discordo, de que não haja cidades tipicamente portuguesas no Brasil... Basta ver os centro históricos de muitas cidades, as igrejas, etc... (exemplos de São Luis, Goiás, Salvador, Ouro Preto...). São cidades que se dizem brasileiras, mas muitas delas até podiam ser portuguesas.
O caso das cidades aqui postadas, geralmente são muito pequenas ou aquelas maiores não representam uma maioria (falo mais nos edifício...), alem de serem relativamente recentes, o que consegue conservar essa "diversidade".
Isto é apenas a minha opinião. :)
Continuo à espera de mais fotos :okay:
ticosk8 June 5th, 2009, 05:44 AM Visconde de Mauá - Rio de Janeiro
Colonização Alemã e Suiça
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ticosk8 June 5th, 2009, 05:49 AM Colonização Italiana
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Martelli June 5th, 2009, 04:28 PM Eu discordo, de que não haja cidades tipicamente portuguesas no Brasil... Basta ver os centro históricos de muitas cidades, as igrejas, etc... (exemplos de São Luis, Goiás, Salvador, Ouro Preto...). São cidades que se dizem brasileiras, mas muitas delas até podiam ser portuguesas.
O caso das cidades aqui postadas, geralmente são muito pequenas ou aquelas maiores não representam uma maioria (falo mais nos edifício...), alem de serem relativamente recentes, o que consegue conservar essa "diversidade".
Isto é apenas a minha opinião. :)
Continuo à espera de mais fotos :okay:
Realmente, não posso negar que a arquitetura da época do Brasil Colônia é portuguesa. No entanto, mesmo nestas cidades, a cultura local não é tipicamente lusitana. As tradições portuguesas se fazem notar em festas religiosas, em alguns pratos típicos etc, mas tudo é muito diluído e miscigenado, com importante influência africana e indígena.
Agora, me referindo ao Brasil imigrante, excetuando os africanos, onde a resistência cultural foi uma forma de sobrevivência, essas populações são contadas a partir da independência do país, em 1822. Enquanto parte dos imigrantes foram destinados a povoar áreas isoladas do país criando núcleos coesos, (sem esquecer também daqueles imigrantes que foram substituir a mão-de-obra escrava), outros, como os portugueses e espanhóis, se dirigiram às cidades já formadas. Especificamente no caso dos portugueses, talvez pela similaridade cultural encontrada aqui, não se criou núcleos isolados. Há casos pontuais das festas portuguesas no Rio ou da colônia açoriana de Florianópolis, mas estão muito aquém de representar a massa de imigrantes portugueses no Brasil. Particularmente não acho que seja uma característica negativa, muito pelo contrário. Talvez neste thread os lusitanos fiquem sub-representados, mas isso não quer dizer que não sejam importantes.
ps.: No caso das cidades mostradas aqui, há tanto pequenas, médias e grandes e, na maior parte, representam bem a população dessas regiões. ;)
Martelli June 5th, 2009, 04:29 PM Tikos, volto a agradecer a participação :okay:
RESPOSTA AO MARCELO ABAIXO:
Os suíços são um caso particular, considero uma excessão. No geral, a regra é considerar imigrantes aqueles que chegaram após a independência. ;)
Marcelo Olisa June 5th, 2009, 08:48 PM Martelli,
O início da imigração não - portuguesa foi com a colônia Nova Friburgo com suiços nas serras do Rio e isto foi antes de 1822. Além deles, houve tentativas de se fixar alemães em Pernambuco ( não sei que destino tiveram) e na Bahia. Também já li algo sobre irlandeses que eram contratados como mercenários e se fixaram em algum lugar no interior da Bahia.
marcovsk June 10th, 2009, 01:16 AM Ae Martelli, tem mais? :D
Martelli June 10th, 2009, 03:54 PM ^^
Ainda tem muuuuito mais. O thread está bem longe do fim. :D
Martelli June 10th, 2009, 03:57 PM http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/Venda%20Nova%20do%20Imigrante/449779930_9864cfc0fc_o.jpg
Flickr brunno_caliman
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Flickr Denise e Mário
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Festa da Polenta
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Flickr _annna
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Martelli June 10th, 2009, 04:02 PM ^^
Assim como a maioria dos municípios da região serrana, Venda Nova foi colonizada por imigrantes italianos. Os primeiros desbravadores chegaram por volta de 1892, da província de Treviso. Três anos depois dezenas de famílias deixaram as terras onde haviam se instalado inicialmente e foram para o Alto Castelo, tomando posse das áreas loteadas pelo Governo. Parte desses imigrantes italianos também ajudaram a fundar o município de Afonso Cláudio.
A união da comunidade sempre foi um forte marco em Venda Nova. Os imigrantes se juntaram para construir escolas, igrejas e até uma usina geradora de energia elétrica, capaz de movimentar máquinas de beneficiamento de café e iluminar casas e demais prédios.
Até a década de 1940, os habitantes da localidade, todos descendentes de italianos, só falavam a língua vêneta, ou simplesmente vêneto, língua italiana da região de mesmo nome no Nordeste da Itália. A construção de estradas e as comunicações em geral eram difíceis, pois este é o município mais alto do Estado, onde cerca de 45% do território é montanhoso e 35% fortemente ondulado. Em 1951, o início da abertura da BR-262, que liga Vitória a Belo Horizonte, trouxe enorme transformação. A estrada corta toda a cidade e funciona como principal avenida.
(wikipedia)
Martelli June 10th, 2009, 04:14 PM Silveira Martins é considerado o berço da quarta colônia da imigração italiana. Foi fundada por italianos a partir de abril e maio de 1877 e era conhecida na época como "Cittá Bianca"(cidade branca), porque as barracas eram cobertas com lençóis brancos. Logo após, em 1878, mudaram o nome para "Cittá Nueva"(cidade nova), denominações dadas pelos italianos ao povoado que surgia no sopé do morro. Somente em 1879 é que os colonos, resolveram dar o nome de Silveira Martins, em homenagem ao hábil político gaúcho que, na época da imigração italiana, exercia o cargo de ministro do negócios da Fazenda, carregando recursos para a colonização do núcleo da Cidade Nova. wikipedia
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Picasa de Maris
Martelli June 10th, 2009, 06:53 PM Uma reportagem do Globo Repórter que conta um pouco sobre Castellabate, uma pequena cidade medieval italiana, em que todo morador tem parentes ou amigos que emigraram para o Brasil. Tentar a vida em São Paulo significava seguir os passos de Francesco Matarazzo. (a reportagem é antiga mas não deixa de ser interessante)
HqOxgzWMavI
Martelli June 10th, 2009, 06:54 PM A comunidade italiana em São Paulo é uma das mais marcantes, com presença em toda a cidade. Dos dez milhões de habitantes, 60% (seis milhões de pessoas) possuem alguma ascendência italiana. São Paulo tem mais descendentes de italianos que qualquer outra cidade italiana (a maior cidade da Itália é Roma, com 2,5 milhões de habitantes). Ainda hoje, os italianos agrupam-se em bairros como o Bixiga, Brás e Mooca para promover comemorações e festas. No início do século XX, o italiano e seus dialetos eram tão falados quanto o português na cidade, o que ajudou na formação do dialeto paulistano da atualidade. São Paulo é a segunda maior cidade consumidora de pizza do mundo. São seis mil pizzarias produzindo cerca de um milhão de pizzas por dia. wikipedia
A tradicional festa de N.Sra. Achiropita no bairro do Bixiga
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marcovsk June 10th, 2009, 09:50 PM http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/Venda%20Nova%20do%20Imigrante/2990085166_cd2c56b94f_o.jpg
isso é polenta? :nuts::nuts:
deu fome essas últimas fotos ;O
Julio_Geografia June 10th, 2009, 10:04 PM Polenta é angu frito.
Marcelo Olisa June 10th, 2009, 11:15 PM Para mim polenta é angu com molho de carne moída e massa de tomate.
Martelli June 11th, 2009, 02:28 PM Angu e polenta, tem diferença?
Consultando o wikipédia... :D
Polenta é um prato típico da culinária italiana, mas que tem amplo uso e aceitação em diversos países, como Argentina e o Brasil. Sua base é a farinha de milho.
Antes da chegada de imigrantes italianos, já se consumia no Brasil uma forma de polenta de milho denominada angu que pode ter a consistência de uma polenta firme ou cremosa, mas que nunca era grelhado ou frito.
A polenta tem origem na região norte da Itália. Constituía a base alimentar (o prato mais consumido) da população e dos legionários romanos. Era feita de principalmente de aveia, mas podiam ser utilizados outros cereais como a farinha de trigo.
Depois da conquista do México em 1519, o milho foi introduzido na Europa. Na Itália, o milho passou a ser cultivado primariamente no norte, onde as chuvas são abundantes. A partir de então é que a polenta passou a ser feita de milho.
A polenta de milho tornou-se o principal prato nas regiões de Veneza e Friuli, onde passou a substituir o pão (feito com trigo) e o macarrão. Inicialmente restrita a essas regiões, em pouco tempo a polenta passou a dominar todos os aspectos da culinária italiana.
Sua textura varia bastante, de firme nas regiões de Veneza e Friuli a cremosa na região de Abruzzi. Pode ser servida mole, dura, grelhada ou frita. Pode ser recheada com uma miríade de molhos ou outros ingredientes, acrescentados enquanto ela ainda está mole.
Martelli June 11th, 2009, 02:57 PM Transparência e cores: quando os mestres vidraceiros italianos se encontram no Brasil
Dois consagrados mestres vidraceiros italianos nascidos em Murano, Lino Tagliapietra, que reside nos EUA, e Mario Seguso, que vive no Brasil, trocaram idéias e experiências em Poços de Caldas
Eles têm muito em comum. Conhecem-se há muitos anos, nasceram no mesmo lugar, são amigos mas, principalmente, compartilham a mesma capacidade artística: são mestres vidraceiros italianos, surgiram no mundo e foram criados em Murano, em Veneza, a ilha sinônimo da arte em cristais. Um deles, escolheu o Brasil para viver há mais de 40 anos, o outro está radicado nos Estados Unidos há quase 30 anos. Pois, para desfrutar da amizade, trocar idéias e experiências sobre o ofício, eles ficaram juntos durante uma curta temporada em Poços de Caldas.
É na cidade mineira que vive Mário Seguso, 78 anos, que tem o sobrenome relacionado a uma das mais tradicionais famílias vidreiras de Veneza, cuja história se confunde com a história do vidro. Foi em sua casa, e no estabelecimento onde desenvolve sua arte, a Cá d'Oro, que o amigo Lino Tagliapietra, 74 anos, considerado um dos maiores mestres vidraceiros da atualidade, além de colocar em dia os assuntos com o amigo, parente do famoso mestre muranês Archimede Seguso, de quem foi aprendiz, teve a oportunidade de trabalhar, na rápida temporada, com os minerais brasileiros.
Falar sobre Seguso e Tagliapietra é discorrer a respeito do ápice da trajetória de uma arte cujo reconhecimento exige uma sensibilidade superior que, inclusive, valoriza-se cada vez mais. Museus e galerias de renome não prescindem mais de expor obras nesse material. É o caso do Metropolitan Museum de Nova York, onde inclusive há peças de Tagliapietra expostas. Na verdade, cada vez mais o território norte-americano torna-se a referência para essa arte, embora o peso de locais como a Bohemia e a própria Murano, que, aliás, agora vive mais de seu passado.
Tagliapietra não reluta em afirmar que o local, referência mundial em vidro artístico, atravessa um inexorável processo de decadência. O vidro, em Veneza, foi turistizado, a produção reduziu-se e a qualidade caiu. Os jovens não ficam mais na região, partem para outros países, falta apoio político para preservar a longa tradição, reconhece Tagiapietra.
No Brasil, como não poderia deixar de ser, a história do vidro artístico passou a ter algum sentido a partir do momento em que Seguso, para surpresa de muitos, resolveu adotar a terra. Hoje o país já consolidou uma produção e uma segunda geração de jovens artistas já encaminha a continuidade de um processo inexistente em outros países latino-americanos.
E dizer que tudo começou quando, em 1954, Mario foi convidado para executar peças especiais para a comemoração dos 400 anos da cidade de São Paulo, onde morou até 1964, gravando peças de cristais encontradas no mercado. Não era uma tarefa muito fácil encontrar tais peças com características ideais exigidas pelo trabalho do rigoroso artista. Melhor seria produzir seu próprio vidro em seu próprio forno. Assim, com mais dois amigos, Vitorio e Alamiro Ferro, também de uma família tradicional muranesa, partem para iniciar uma nova cristaleria, quem sabe aproveitando alguma estrutura já disponível. Ficaram então sabendo de um forno construído para a fabricação de garrafas em Poços de Caldas, Sul de Minas Gerais, a aproximadamente 250 km de São Paulo.
O forno era precário, deveria ser reconstruído, mas nada que a boa vontade daquele jovem não pudesse resolver. Além disso, o clima ameno da cidade e sua vocação para o turismo colaboraria para o trabalho diante do calor dos fornos e para a venda das peças produzidas. Então, em fevereiro de 1965, é inaugurada a Cristais Cá d'Oro. Mario Seguso convida seu cunhado Piero Toso a vir de Murano para juntar-se a sociedade. O nome Cá d'Oro é escolhido em homenagem ao palácio homônimo de Veneza, que em tradução livre significa Casa de Ouro.
Desde o início a produção da Cá d'Oro foi orientada para a execução de peças utilitárias com maior demanda do mercado. Com a determinação de um desenho original, apurado, que começasse a definir o vidro brasileiro, deixando de lado as influências de Murano ou qualquer outra que fosse. Também se produziria peças destinadas a um público diferenciado, exigente e que soubesse valorizar o vidro artístico.
Uma caracteristica da Cá d'Oro é o trabalho totalmente manual e artesanal, de acordo com as técnicas dos antigos vidreiros do Egito e Fenícia, nos primórdios da história do vidro.
Depois de poucos anos, os irmãos Ferro decidem voltar, um para São Paulo, outro para a Itália. Mais alguns anos e Piero Toso se aposenta. Mario Seguso, que sempre teve ao seu lado sua esposa Rita na administração dos negócios, passa então a contar com a colaboração de seus filhos, Michel e Adriano, que impulsionam a fábrica na sua produção, distribuição e desenhos de novas peças, seguindo a tradição secular da família Seguso.
Mario Seguso, nascido na ilha de Murano, Veneza - Itália, em 1929, descende de uma das mais antigas e famosas famílias de mestres vidreiros, estabelecidos desde 1300, em Murano.
A Família Seguso encontra-se inscrita no “Livro de Ouro de Murano”, por ordem da Sereníssima República de Veneza, desde sua instituição, juntamente com outras famílias da ilha, igualmente ligadas à arte do vidro, adquirindo assim os direitos, os benefícios e as prerrogativas reservadas aos nobres.
Mario Seguso estudou no Instituto de Arte de Veneza, especializando-se em “design” e gravação em cristal, com os mestres Guido Balsamo Stella e Carlo Scarpa.
Tagliapietra
Tagliapietra nasceu na ilha de Murano (Itália) em 1934, e começou a sua carreira ao lado Archimede Seguso como um aprendiz.. Isso foi quando ele tinha 11 anos. Aos 21 tornou-se um mestro. Ao longo de 25 anos Lino trabalhou em associação com vários dos mais conhecidos mestres da arte.
Em 1979, o mestro italiano vidro foi para os Estados Unidos para ensinar na Escola Pilchuck, em Seattle, dando início a uma longa história de partilhar o secular conhecimento técnicos do vidro com artistas americanos. Em 1980, Lino ficou conhecido pelo trabalho conjunto que fez com vários artistas americanos, incluindo Dale Chihuly e Dan Bailey. Mas, na década de 1990, embora tenha continuado a ensinar e a colaborar com artistas do país, Lino começou ficar amplamente reconhecido pela sua própria obra de arte.
Hoje, Lino Tagliapietra, conhecido por seu profissionalismo e excelência na sua capacidade de reunir os melhor do design clássico contemporâneo, é considerado um dos maiores artistas de todos os tempos do vidro.
Suas obras integram grandes coleções de muitos museus de todo o mundo e são procuradas com avidez pelos colecionadores. É um dos pouco com obras em galerias dos EUA, entre as quais a Holsten Galleries, onde estão mais de 30 obras suas, incluindo uma grande parede intitulada Masai.
Tradição brasileira
Mário Seguso não foi o único italiano a deixar o país em busca de novos horizontes e formar profissionais no Brasil. Também na década de 1950, Aldo Bonora, recém-casado, após aprender o ofício em Murano, transferiu- se para o Brasil e, utilizando a estrutura de uma fábrica de vidro desativada, em Poços de Caldas, começou a produzir peças em estilo murano. Angela Cristina Molinari, responsável pelas vendas, levou seus pequenos irmãos Antonio Carlos e Paulo Molinari para conhecer a produção do vidro, em 1957. Encantados, os meninos passaram por todos os setores da fábrica e logo estavam produzindo pequenos bichinhos e peças de colares, absorvendo o conhecimento do mestre italiano. Aldo Bonora percebeu o talento da dupla e investiu em seu trabalho, permitindo- lhes liberdade para criar e fazer coisas novas.
Em 1962, quando Bonora afastou-se do trabalho, os irmãos, então com 17 e 14 anos de idade, fundaram sua própria empresa de vidros, a Antonio Molinari e Filhos, que com o aumento progressivo da produção e crescimento dos negócios mudou-se para uma instalação maior e assumiu a razão social de Cristais São Marcos, como é até hoje conhecida. A exemplo dos italianos, os brasileiros Molinari também transferem o conhecimento e a habilidade na arte vidreira de geração para geração – hoje, filhos, sobrinhos e até netos já estão envolvidos e seduzidos pela magia do vidro. “O meu objetivo pessoal é conseguir transmitir aos meus filhos, sobrinhos e genros, a continuidade de nossos negócios com a mesma seriedade e com o mesmo sucesso que conseguimos atingir”, afirma Antonio Carlos Molinari. “As perspectivas para nossa empresa é que consigamos consolidar o nome e a qualidade dos produtos da Cristais São Marcos no mercado externo com a mesma força que hoje temos no mercado nacional”.
Reportagem completa:
http://www.italiaoggi.com.br/not04_0608/ital_not20080408f.htm
Para conhecer algumas peças:
http://festaviva.uol.com.br/ESDC/Edicoes/20/imprime120177.asp
Martelli June 11th, 2009, 05:47 PM Joinville é a cidade com maior PIB, a mais populosa de Santa Catarina e a quarta mais populosa da região sul, com uma população estimada em 492.101 habitantes. Também é, ao lado de Vila Velha (ES), uma das duas únicas cidades do Brasil maiores do que a capital de seu estado. A cidade possui um dos mais altos índices de desenvolvimento humano (IDH) entre os municípios brasileiros, ocupando a décima terceira posição. Também se caracteriza pelo pluralismo étnico e cultural de seu povo.
De Colônia Dona Francisca a Joinville
No dia 1 de maio de 1843, a princesa Dona Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o princípe de Joinville, cidade francesa do departamento de Haute-Marne, François Ferdinand, e recebeu como dote de casamento um pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco, hoje a cidade de São Francisco do Sul. Esse patrimônio transferido para o domínio particular da Princesa Dona Francisca, passou a ser conhecido por "Domínio Dona Francisca" e aí a origem do seu nome.
Em 1849 o Sr. Leonce Aubé, procurador dos Príncipes de Joinville, firmou contrato com o Senador Christian Mathias Schroeder de Hamburgo para a fundação e colonização das terras. O contrato é aprovado e ratificado em 26 de abril de 1849, pelos Príncipes de Joinville. São entregues gratuitamente ao Senador Schroeder (ou à Companhia que o mesmo teria de organizar) 8 léguas quadradas de terras, obrigando este a colonizá-las com imigrantes trazidos da Europa, ficando a cargo do mesmo todo o trabalho e organização da Colônia.
Em 1852, foi decidido que, em homenagem ao príncipe François, a cidade passaria a se chamar Joinville. Uma residência de verão foi construída para abrigar o príncipe e a princesa de Joinville, com um caminho de palmeiras em frente à casa. Entretanto, nenhum dos dois chegou a conhecer a cidade. A casa que foi construída para os príncipes atualmente é o "Museu Nacional de Imigração e Colonização - Palácio dos Príncipes de Joinville" (wikipédia)
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/Cidades%20por%20Estado/Santa%20Catarina/joinville/2667418197_a4eaaac195_b.jpg
Flickr Filipe Lopes
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Panoramio itamauro1969
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Flickr marcusrg
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Flickr jaurtorq
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Panoramio FelipKnot
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Panoramio FelipKnot
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Flickr J & J 2007
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Panoramio Jorge A.S
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Panoramio
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Panoramio Jorge A.S
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Flickr réu / Ismael I.
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Panoramio Saulo da Mata
Pegando emprestado as imagens postadas por Mr.Canello aqui:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=318014&page=15#288
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/Cidades%20por%20Estado/Santa%20Catarina/joinville/2776703144_f0c566855e_b.jpg
Ruas de Joinville: Nomes Antigos x Nomes Atuais
(fonte: Pesquisa de Hilda Krisch e Margarida Schultz)
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/Cidades%20por%20Estado/Santa%20Catarina/joinville/NOMES-ANTIGOS_Page_1_01.jpg
Martelli June 11th, 2009, 05:50 PM ^^
sobre Joinville vale ressaltar que na cidade funciona a primeira e única filial da Escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia.
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Sede provisória da Escola de Ballet Bolshoi (Joinville)
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“Projeto Bolshoi-Niemeyer” para a futura sede da Escola
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A bailarina russa Natália Osipova no 26º Festival de Dança de Joinville
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Martelli June 11th, 2009, 05:51 PM ^^
No Wikipédia:
A Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é a única filial da Escola do Teatro Bolshoi fora da Rússia. Foi criada em 2000, na cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina, A missão da Escola do Teatro Bolshoi no Brasil é formar artistas cidadãos, promovendo e difundindo a arte-educação. É o maior complexo educacional e cultural da América Latina.
Com mestres russos e brasileiros ensina balé clássico com a técnica Vaganova, música nos oito anos de escola, dispõe de disciplinas como elementos de circo, dança popular, história da arte, ginástica entre muitos outros. E tudo isso acompanhado pelo núcleo artístico-pedagógico. Os alunos recebem todo o suporte que precisam: nutricionista, pediatra, ortopedista, dentista, fisioterapeuta, enfim, profissionais da saúde do corpo e da mente.:)
O site da escola pra quem quiser conhecer:
http://www.escolabolshoi.com.br/
sul_mp June 11th, 2009, 06:58 PM Parabéns pelo thread completíssimo.
Estamos esperando mais!
Em Jaraguá do Sul/SC tem uma colonização também não muito comum no Brasil. Além da alemã e da italiana, há presença húngara na cidade.
Valeu.
Geoce June 11th, 2009, 07:43 PM Lindo trabalho Martelli, se puder eu contribuo com mais um pouco de Treze Tílias.
Martelli June 18th, 2009, 02:45 PM ^^
Então vou esperar as fotos :D
Mr.Canello June 18th, 2009, 03:36 PM ^^ Opa, pode usar o que quiser dos meus threads Martelli, relacionado ao que eu fiz sobre Joinville...
Hans Rothemburg June 24th, 2009, 02:50 PM Tri legal o thread!
Marcelo Olisa June 25th, 2009, 11:42 PM Olhe um vídeo mostrando o Memorial da Imigração Japonesa:
http://video.globo.com/Videos/Player/Noticias/0,,GIM1028960-7823-MEMORIAL+DA+IMIGRACAO+JAPONESA+SERA+INAUGURADO+NESTA+TERCAFEIRA,00.html
Agora olha o Jardim Japonês que fica em outro parque:
http://www.youtube.com/watch?v=Z1y5KPXG1E8&feature=related
Raphael_San June 27th, 2009, 12:40 AM Pomeranos embarcam em caravela para comemor os 150 anos de imigração
Vitor Jubini/AG
http://gazetaonline.globo.com/_midias/jpg/146082-4a4523ac7d637.jpg
Descendentes partem da Enseada do Suá em caravela
Descendentes de pomeranos celebram, neste final de semana, os 150 anos da chegada dos primeiros imigrantes ao Espírito Santo, em 28 de junho de 1859. Nesta sexta-feira, cerca de 40 pessoas, entre crianças e adultos, embarcaram em uma caravela, representando as primeiras 25 famílias a chegar em terras capixabas. A homenagem, organizada pelo Arquivo Público do Estado, emocionou participantes de diferentes municípios do Espírito Santo.
Nair Stabnow Stuhr, 51, natural de Pancas, no Norte do Estado, se emociona ao contar o sofrimento de seus tataravós. Vestida de preto, a dona de casa lembra as noivas do passado. "Minhas parentes do passado se casavam com esta cor por serem obrigadas a entregar a virgindade aos senhores feudais, dormindo com eles na primeira noite do casamento", relata Nair, que também lamenta o preconceito sofrido pelos pomeranos na chegada ao Brasil.
Vitor Jubini/AG
http://gazetaonline.globo.com/_midias/jpg/146083-4a4523ac96ce5.jpg
Nair Stuhr vestiu preto em homenagem às noivas do passado
A perseguição durante a Segunda Guerra Mundial quase destruiu a cultura pomerana no Espírito Santo. Distantes da realidade enfrentada no passado, atualmente os descendentes possuem liberdade para celebrar festas tradicionais, utilizar trajes e produzir comidas típicas. A dona de casa Patrícia Stuhr, 31, nasceu no Espírito Santo, mas casou seguindo as tradições pomeranas.
"Foi muito legal ver as pessoas comentando, os mais velhos mostrando fotos dos casamentos dos pais. A cidade inteira parou para ver uma noiva que casaria novamente de vestido preto, algo que não acontecia desde 1920", conta Patrícia, que casou em 2004 e já conta histórias de seus antecessores ao pequeno Maurício.
O diretor técnico do Arquivo Público do Espírito Santo, Cilmar Franceschetto, um dos organizadores do evento, exalta a participação dos pomeranos na história do Estado. "Esta homenagem é um reconhecimento merecido aos esforços do povo pomerano, que há 150 anos contribui para o desenvolvimento de nosso Estado. Na verdade, todos os imigrantes devem comemorar esta data", explica.
Após a viagem de caravela, que partiu da Enseada do Suá em direção ao Porto de Vitória, os descendentes de pomeranos desembarcaram no Palácio Anchieta. O governador Paulo Hartung sancionou o projeto de lei do deputado estadual Atayde Armani (DEM) que institui 28 de junho como o Dia do Imigrante Pomerano. Atualmente, o Espírito Santo possui a maior colônia de pomeranos do Brasil.
http://gazetaonline.globo.com/_conteudo/2009/06/104802-pomeranos+embarcam+em+caravela+para+comemor+os+150+anos+de+imigracao.html
Raphael_San June 27th, 2009, 01:08 AM Fotos históricas da colonização pomerana no ES
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0223114001245956954.jpg
Arquivo: Querda Elizabeth Roelke Potratz
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0656918001245956954.jpg
Arquivo: Franz Plaster
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0045932001245956955.jpg
Arquivo: Dorothea Goehringer Hartwig
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0391170001245956955.jpg
Arquivo: Museu Pomerano Santa Maria de Jetibá
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Foto: Cristiane da Rosa Saffran
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0023723001245956956.jpg
Foto: Cristiane da Rosa Saffran
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Arquivo: Museu Pomerano de Santa Maria de Jetibá
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Arquivo: Floriano Herzog
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Arquivo: Museu Pomerano de Santa Maria de Jetibá
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0421106001245956957.jpg
Arquivo: Ursula Topper Dettmann
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Foto: Débora Herzog
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Foto: Débora Herzog
Fotos retiradas do livro “Santa Maria de Jetibá: Caminhos Pomeranos”, das autoras Cristiane da Rosa Saffran e Débora Herzog Miertschink
Marcelo Olisa June 27th, 2009, 08:58 PM Raphael San,
Belas imagens! Pena que eles não colonizaram Minas Gerais também! Até sei que alguns foram pra um pequeno distrito em MG mas poderiam ter vindo em massa. Acho que colônias alemãs combinam muito com montanhas e Minas tem mares de montanhas que ficariam mais lindos com a presença da arquitetura de imigrantes.
Martelli June 28th, 2009, 03:29 PM ^^ Opa, pode usar o que quiser dos meus threads Martelli, relacionado ao que eu fiz sobre Joinville...
;) Valeu!
Tri legal o thread!
:okay: Por enquanto estou postando basicamente as mesmas imagens do thread latino com algumas modificações, pra não ficar tão repetitivo. Com mais tempo, quero cumprir esta etapa e passar a postar as "novidades".
Martelli June 28th, 2009, 03:32 PM Quanto às intervensões do Raphael_San e do Marcelo Olisa, só tenho que agradecer o interesse. Também acho fascinante a história dos pomeranos.
Martelli June 29th, 2009, 03:24 PM Santa Cruz do Sul é um dos principais núcleos da colonização alemã do Rio Grande do Sul, a cidade é conhecida por ser a sede da maior Oktoberfest do estado. Fala-se o português e o alemão (incluindo dialetos como o Hunsrückisch). (wikipédia)
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Panoramio
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Panoramio Thiago Gass
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nutep.adm.ufrgs.br
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/alemans/sta%20cruz%20do%20sul/1583431759_fe50a7fc83_b.jpg
Flickr
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Panoramio
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nutep.adm.ufrgs.br
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Flickr Paulo Heuser
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João Henrique Quoos
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flickr
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Panoramio
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João Henrique Quoos
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Flickr gib_avilar
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Flickr corbata1982
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Wikipedia
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João Henrique Quoos
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Flickr Márcia Melz
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dialogosuniversitarios.com.br
EduPR June 29th, 2009, 06:24 PM ^^ A versão alemã do Super Mario. :lol:
Martelli June 30th, 2009, 02:39 PM ^^
:D Parece mesmo. Na verdade é um casal, tem a vovó tbm.
Uma curiosidade sobre Santa Cruz do Sul:
É a cidade natal da modelo Ana Hickmann
http://eduardoferreira.files.wordpress.com/2009/01/ana-hickmann-1.jpg?w=450&h=428
Martelli June 30th, 2009, 02:40 PM ^^
Em algumas cidades coloco fotos de modelos porque quando pesquisava as imagens dos municípios elas constantemente apareciam, sendo assim resolvi adicioná-las porque de alguma forma são personalidades desses lugares. Além disso o Brasil, em especial o Rio Grande do Sul, é um grande celeiro de modelos. Talvez seja uma informação dispensável, mas em todo caso estão aí.
Martelli June 30th, 2009, 02:44 PM Sua população é constituída pelas etnias Alemã, Italiana e Portuguesa, sendo a alemã a predominante, o que esta bem caracterizado em sua arquitetura e na gastronomia.
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elias.leschewitz
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Gerson Gerloff
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Wikipedia
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LBlanco
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Gerson Gerloff
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(Fotos do Panorâmio)
Panambi é terra natal da modelo Caroline Trentini
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Marcelo Olisa June 30th, 2009, 07:05 PM Adorei Panambi e Santa Cruz do Sul. Eu acho linda esta arquitetura alemã de casas. Tenho vontade de sair pelo Sul do Brasil e também em partes do Sudeste, só fotografando casas de imigrantes alemães e seus recantos típicos.
Julio_Geografia June 30th, 2009, 07:17 PM A catedral de Santa Cruz do Sul é um ícone do Gótico tardio. A cidade é muito próspera, organizada, e é uma Little Alemanha no Brasil.
Pedro Paulo Carreira June 30th, 2009, 09:08 PM tado de São Paulo e a maioria passou pela Pensão dos Imigrantes no bairro da Mooca em São Paulo. A diferença que os imigrantes em São Paulo integraram-se (na marra) à cultura local, enquanto que no Sul criaram guetos mantendo a língua original e a cultura dos países de origem. A língua italiana, por exemplo, não foi passado a nenhum descendente em São Paulo e há no mínimo 15 milhões de descendentes de italianos em terras paulistas. Ninguém poderá tirar o mérito da colonização portuguesa. Ela foi eficaz e deu origem à nossa cultura com seu rico patrimônio cultural.
Marcelo Olisa June 30th, 2009, 09:15 PM tado de São Paulo e a maioria passou pela Pensão dos Imigrantes no bairro da Mooca em São Paulo. A diferença que os imigrantes em São Paulo integraram-se (na marra) à cultura local, enquanto que no Sul criaram guetos mantendo a língua original e a cultura dos países de origem. A língua italiana, por exemplo, não foi passado a nenhum descendente em São Paulo e há no mínimo 15 milhões de descendentes de italianos em terras paulistas. Ninguém poderá tirar o mérito da colonização portuguesa. Ela foi eficaz e deu origem à nossa cultura com seu rico patrimônio cultural.
Minas Gerais tem dois milhões de descendentes de italianos e aqui também os descendentes foram assimilados culturalmente. Fui uma vez num seminário sobre Imigração italiana em MG e escutei que aqui foi o lugar do Brasil onde primeiro os italianos se tornaram brasileiros porque não ficaram em guetos mas em centros urbanos.Acho que isto ocorreu também com os alemães que foram para Juiz de Fora, Teófilo Otoni, Lambari , Bom Despacho etc. Veja isto:
http://comunitaitaliana.com/site/index.php?option=com_content&task=view&id=7077&Itemid=135
Martelli June 30th, 2009, 10:30 PM ^^
Compartilhando informções.
Alguns descendentes de italianos no sul do Brasil mantiveram mais suas tradições, porque vivem no meio rural, muito mais isolados. Passaram dificuldades desde o começo, e isso "une" o povo pela preservação de sua cultura, que nada mais é do que sobrevivência em terras desconhecidas :)
Nos locais menores e nas familias mais simples, a cultura italiana é até hoje muito preservada. Já nos lugares maiores, como Caxias do Sul, e nas familias mais prósperas, tudo é muito mais globalizado.
O mesmo vale pra imigração alemã: cidades como São Leopoldo e Novo Hamburgo, tem um número irrisório de pessoas que ainda empregam o dialeto Hunsrück no seu cotidiano. Os costumes hoje são apenas reverenciados em algumas comemorações, mas não são costumes vivos. Já mais pro interior, como Picada CAfé e Presidente Lucena, mais de 90% da população utiliza majoritariamente o dialeto alemão, e existem vários aspectos de colônia alemã ainda em evidência.
Acho que muito turista que vai pra Gramado, se engana com o falso "clima europeu". Enquanto isso, há centenas de cenas autênticas que deixa de ver nas cidadezinhas que passa pelo caminho...
Só entrar em uma venda destas colônias menores já surpreende, porque todo mundo fala em alemão mesmo, como idioma oficial... Apesar de todas campanhas contra isso que a ditadura fez :)
Martelli July 1st, 2009, 01:53 PM tado de São Paulo e a maioria passou pela Pensão dos Imigrantes no bairro da Mooca em São Paulo. A diferença que os imigrantes em São Paulo integraram-se (na marra) à cultura local, enquanto que no Sul criaram guetos mantendo a língua original e a cultura dos países de origem. A língua italiana, por exemplo, não foi passado a nenhum descendente em São Paulo e há no mínimo 15 milhões de descendentes de italianos em terras paulistas. Ninguém poderá tirar o mérito da colonização portuguesa. Ela foi eficaz e deu origem à nossa cultura com seu rico patrimônio cultural.
Como muito bem foi dito pelo thesapox, eu credito a formação de colônias ao isolamento, já que estes núcleos não são tão comuns nas américas. Talvez seja um fator na integração, mas não acho que a "força da colonização" espanhola, inglesa ou portuguesa explique por si só a "integração na marra" (ou a perda cultural) destes povos nas grandes cidades. :) Pessoalmente, prefiro dar os créditos dessa integração não aos antigos colonizadores, mas à força da cultura brasileira, argentina ou norte-americana, por exemplo. :okay:
Marcelo Olisa July 1st, 2009, 02:14 PM Como muito bem foi dito pelo thesapox, eu credito a formação de colônias ao isolamento, já que estes núcleos não são tão comuns nas américas. Talvez seja um fator na integração, mas não acho que a "força da colonização" espanhola, inglesa ou portuguesa explique por si só a "integração na marra" (ou a perda cultural) destes povos nas grandes cidades. :) Pessoalmente, prefiro dar os créditos dessa integração não aos antigos colonizadores, mas à força da cultura brasileira, argentina ou norte-americana, por exemplo. :okay:
No caso de Belo Horizonte , italianos ; espanhóis e portugueses mas com predomínio dos italianos é que construiram a cidade e eles viviam em colônias agrícolas ao redor de uma avenida chamada " do Contorno", dentro da qual havia o povo rico e os funcionários vindos de Ouro Preto, com a transferência da capital. O que sei é que como a cidade cresceu muito além da avenida, houve grande valorização dos lotes e casas destes imigrantes ( hoje são todos bairros tradicionais) e isto os fez terem certa ascenção social. Mas o que acho que realmente determinou a aculturação deles foram as lei de Vargas proibindo a língua , a reunião deles em lugares fechados e manifestações de sua cultura. Meu pai era menino na época e estudava numa escola para filhos de italianos onde o material didático vinha da Itália de Mussolini. Com as leis de Vargas mudaram o nome da escola , obrigaram que se retirassem as aulas em italiano e meu pai diz que seus pais que mal falavam o português tiveram que se adaptar e mesmo colocar um filho que servia o exército, com uma arma na porta para os defender já que estavam tendo quebra-quebras no comércio de estrangeiros. Sei também que numa colônia de alemães em Bom Despacho , os imigranes apanharam da população acusados de serem nazistas sendo que a colônia era de alemães de origem comunista, ou seja, de gente que era perseguida na Alemanha pelos nazistas!
Martelli July 1st, 2009, 02:28 PM Bem lembrado, Marcelo. Não podemos esquecer também dos fatores políticos, pois a repressão aos imigrantes (principalmente alemães, italianos e japoneses) na ditadura Vargas foi bem mais efetiva nos grandes centros urbanos.
Martelli July 1st, 2009, 03:46 PM A predominância na formação étnica do município é a germânica. Com o crescimento econômico e a necessidade de mão-de-obra, outras etnias passaram a fazer parte deste cenário a partir de 1930.
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Picasa Vera
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Picasa Vera
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Picasa Vera
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Picasa Raul
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Jorge Luis Stocker Jr
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Picasa Vera
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Daniel Donaduzzi
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Elizandro Costa
Campo Bom é a cidade da modelo Cíntia Dicker
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Martelli July 1st, 2009, 03:49 PM Saindo do festival de cidades gaúchas, começo a nova página com uma catarinense.
Martelli July 1st, 2009, 03:50 PM Seus colonizadores foram basicamente alemães e Italianos.
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Weihnachtsmarkt (Mercado de Natal) - Desfile das Lanternas
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Martelli July 1st, 2009, 03:56 PM ^^
Ibirama é reconhecida no estado pelo seu futebol, com o Clube Atlético Hermann Aichinger - mais conhecido como Atlético de Ibirama, pela Weihnachtsmarkt (feira de natal) e pelo xadrez. Também está começando uma campanha para o turismo ecológico.
wikipédia
LS Kim July 1st, 2009, 07:52 PM Tá muito bacana esse thread hein! Bom trabalho! :cheers:
Martelli July 2nd, 2009, 01:50 PM ^^
Um pouco trabalhoso mas está valendo a pena. Tenho aprendido muito aqui. :okay:
Martelli July 2nd, 2009, 01:51 PM A Imigração coreana no Brasil começou oficialmente em 23 de fevereiro de 1963. Antes disso já vinham pequenas famílias ao Brasil na década de 1950. Atualmente estima-se cerca de 250 mil coreanos e descendentes no Brasil. Os coreanos são um dos grupos de imigrantes a vir mais recentemente ao país. Cerca de 90% vivem na cidade de São Paulo.
Monumento na "Praça da República da Coréia" em Homenagem aos Pioneiros da Imigração Coreana
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Flickr ARTExplorer
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Flickr ARTExplorer
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Flickr Daniel Codina
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Flickr
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Flickr
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Flickr Daniel Codina
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Flickr Daniel Codina
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Flickr Daniel Codina
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guiadoarnaldo.blogspot.com/2007/09/melona.html
Martelli July 2nd, 2009, 01:54 PM ^^
Os dados oficiais de coreanos no Brasil é o indicado acima, mas o número pode ser bem maior.
Martelli July 2nd, 2009, 02:37 PM No Brasil vivem 6 milhões de libaneses e descendentes – número superior ao da população do Lìbano e a maior comunidade de imigrantes libaneses do mundo. A presença da influente comunidade e da cultura libanesa é sentida fortemente no Brasil, na culinária, na política, na língua, em hospitais e diversos outros setores. São Paulo é a maior cidade libanesa fora do Líbano com 2 milhões de libaneses e seus descendentes. A colônia, em sua grande maioria, é formada por cristãos, muitos deles ligados à igreja católica maronita, há ainda minorias islâmicas e judaicas.
1. Presente da Comunidade líbano-brasileira em comemoração aos 500 anos do Brasil.
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esculturasemsaopaulo.blogspot.com/2008/02/homenagem-da-comunidade-lbano.html
2.
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Flickr ARTExplorer
3. Monumento à amizade sírio-libanesa
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sampaonline.com.br/postais/monumentoaamizadesiriolibanesa.htm
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Flickr Luiz Casimiro
4. Comemoração dos 125 anos da imigração libanesa no Brasil
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
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Foto: Ricardo Stuckert/PR
6. Manifestação da comunidade libanesa em São Paulo contra os ataques de Israel ao Líbano.
http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Libaneses/211812182_ef9e98c7ed_o.jpg
Flickr Anderson Barbosa
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Martelli July 2nd, 2009, 02:37 PM ^^
Alguns dados sobre as comunidades libanesas no mundo:
Brazil 6 million
Lebanon 3,971,941
Argentina 1,000,000
United States 440,000
Mexico 400,000
Canada 250,000
Australia 181,000
Uruguay 70,000
Senegal 30,000
United Kingdom 10,459
Israel 2,500
http://en.wikipedia.org/wiki/Lebanese_people#cite_note-1
Yuri S Andrade July 2nd, 2009, 04:04 PM Rolândia-PR: A Alemã do Norte do Paraná
A cidade de 56.000 habitantes situa-se 20 km a oeste de Londrina (faz parte da RM Londrina) e 75 km a leste de Maringá. Foi planejada e fundada por ingleses na déc. de 30, mas hoje é basicamente italiana, alemã e portuguesa, além de possuir uma grande comunidade japonesa.
Rolândia organiza todo ano sua Oktoberfest, auto-intitulada terceira maior do Brasil e a Festa Del Vino, Del Formaggio e Della Polenta, da comunidade italiana.
Composição Étnica (Censo 2000):
Brancos: 72,8%
Pardos: 21,3%
Negros: 4,4%
Asiáticos: 1,5%
Skyline:
1. Panoramio by José Carlos Farina
http://img196.imageshack.us/img196/2361/skyline1.jpg (http://img196.imageshack.us/i/skyline1.jpg/)
A estátua do guerreiro Roland:
2. Panoramio by Edson Bellozo
http://img196.imageshack.us/img196/8582/rolndiaamedonhaesttuadol.jpg (http://img196.imageshack.us/i/rolndiaamedonhaesttuadol.jpg/)
Ruas e edifícios do Centro:
3. Panoramio by José Carlos Farina
http://img199.imageshack.us/img199/3603/rolndia4.jpg (http://img199.imageshack.us/i/rolndia4.jpg/)
4. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/2344/centro6.jpg (http://img268.imageshack.us/i/centro6.jpg/)
5. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/4567/centro8.jpg (http://img268.imageshack.us/i/centro8.jpg/)
6. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/6803/notemaarborizaoexuberan.jpg (http://img200.imageshack.us/i/notemaarborizaoexuberan.jpg/)
Somente alemã? Comemorações do IMIN 100, no ano de 2008, em Rolândia. A cidade, a exemplo da vizinha Londrina, abriga uma enorme comunidade japonesa:
7. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/8524/comemoraesdoimin100anop.jpg (http://img200.imageshack.us/i/comemoraesdoimin100anop.jpg/)
Estádio Erick Georg
8. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/9977/estdioerickgeorg2.jpg (http://img200.imageshack.us/i/estdioerickgeorg2.jpg/)
Araucária:
9. Panoramio by José Carlos Farina
http://img199.imageshack.us/img199/2875/rolndia39.jpg (http://img199.imageshack.us/i/rolndia39.jpg/)
Igreja Luterana:
10. Panoramio by José Carlos Farina
http://img199.imageshack.us/img199/7669/igrejaluterana1.jpg (http://img199.imageshack.us/i/igrejaluterana1.jpg/)
11. Panoramio by José Carlos Farina
http://img199.imageshack.us/img199/8095/igrejaluterana3.jpg (http://img199.imageshack.us/i/igrejaluterana3.jpg/)
Estrada do Caramuru, que liga Rolândia ao seu distrito de Caramuru, perto da rodovia Londrina-Maringá, no trecho do Contorno Sul:
12. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/4750/estradadocaramuruquelig.jpg (http://img200.imageshack.us/i/estradadocaramuruquelig.jpg/)
Ponto de encontro da Rodovia Londrina-Maringá com a Estrada do Caramuru no trecho do Contorno Sul:
13. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/3944/pontodeencontrodarodovi.jpg (http://img200.imageshack.us/i/pontodeencontrodarodovi.jpg/)
Rodovia Londrina-Maringá, no trecho do Contorno Sul de Rolândia:
14. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/1030/rodovialondrinamaringno.jpg (http://img200.imageshack.us/i/rodovialondrinamaringno.jpg/)
Londrina vista de chácara distante 3 km do Centro de Rolândia:
15. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/8990/londrinavistadechcaradi.jpg (http://img200.imageshack.us/i/londrinavistadechcaradi.jpg/)
A Rolândia Bucólica
16. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/1725/rolndiabuclica1.jpg (http://img200.imageshack.us/i/rolndiabuclica1.jpg/)
17. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/3816/rolndiabuclica2.jpg (http://img200.imageshack.us/i/rolndiabuclica2.jpg/)
18. Panoramio by José Carlos Farina
http://img200.imageshack.us/img200/2011/rolndiabuclica3.jpg (http://img200.imageshack.us/i/rolndiabuclica3.jpg/)
19. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/8346/rolndiabuclica4.jpg (http://img268.imageshack.us/i/rolndiabuclica4.jpg/)
20. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/7753/rolndiabuclica5.jpg (http://img268.imageshack.us/i/rolndiabuclica5.jpg/)
21. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/1341/rolndiabuclica6.jpg (http://img268.imageshack.us/i/rolndiabuclica6.jpg/)
22. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/6061/rolndiabuclica7.jpg (http://img268.imageshack.us/i/rolndiabuclica7.jpg/)
23. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/9900/rolndiabuclica8.jpg (http://img268.imageshack.us/i/rolndiabuclica8.jpg/)
24. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/4372/fundodevalecommatanativ.jpg (http://img268.imageshack.us/i/fundodevalecommatanativ.jpg/)
Cemitério São Rafael, situado na Zona Rural de Rolândia (5 km de distância do Centro), com túmulos de alguns pioneiros alemães:
25. Panoramio by José Carlos Farina
http://img268.imageshack.us/img268/8403/cemitriosorafaelsituado.jpg (http://img268.imageshack.us/i/cemitriosorafaelsituado.jpg/)
Oktoberfest 2008
Ein Prosit!
26.
http://img268.imageshack.us/img268/1614/oktoberfest2008.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest2008.jpg/)
Desfile:
27.
http://img268.imageshack.us/img268/5388/oktoberfestdesfile1.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfestdesfile1.jpg/)
28.
http://img268.imageshack.us/img268/7540/oktoberfestdesfile2.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfestdesfile2.jpg/)
29.
http://img268.imageshack.us/img268/5102/oktoberfestdesfile3.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfestdesfile3.jpg/)
30.
http://img268.imageshack.us/img268/1685/oktoberfestdesfile4.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfestdesfile4.jpg/)
31.
http://img268.imageshack.us/img268/4469/oktoberfestdesfile5.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfestdesfile5.jpg/)
32.
http://img268.imageshack.us/img268/6950/oktoberfestdesfile6.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfestdesfile6.jpg/)
Opa! Quem são essas intrusas?
33.
http://img268.imageshack.us/img268/5975/opaquemsoessasintrusas.jpg (http://img268.imageshack.us/i/opaquemsoessasintrusas.jpg/)
34.
http://img268.imageshack.us/img268/3161/oktoberfest1.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest1.jpg/)
35.
http://img268.imageshack.us/img268/1109/oktoberfest2c.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest2c.jpg/)
36.
http://img268.imageshack.us/img268/2680/oktoberfest3.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest3.jpg/)
37.
http://img268.imageshack.us/img268/2580/oktoberfest4.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest4.jpg/)
38.
http://img268.imageshack.us/img268/4949/oktoberfest5.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest5.jpg/)
39.
http://img268.imageshack.us/img268/8189/oktoberfest6.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest6.jpg/)
40.
http://img268.imageshack.us/img268/8144/oktoberfest7.jpg (http://img268.imageshack.us/i/oktoberfest7.jpg/)
Martelli, parabéns pelo thread! Espetecular!
Martelli July 3rd, 2009, 04:30 PM Martelli, parabéns pelo thread! Espetecular!
Yuri, eu é que agradeço a sua participação. Seu post de Rolândia está completíssimo. :okay:
Martelli July 7th, 2009, 01:51 AM Capoeira ajuda libaneses a suportar traumas da guerra
TARIQ SALEH
da BBC, em Beirute
Levada por um mestre americano à Beirute, a capoeira brasileira ajudou libaneses a suportar os horrores da guerra.
O antropólogo americano Arbi Sarkissian, de origem armênia, introduziu a capoeira no Líbano no início de 2006. Durante a guerra entre Israel e o Hizbollah, em 2006, que devastou o sul do país e atingiu Beirute com bombardeios aéreos e navais, muitos alunos fugiram do Líbano ou se refugiaram em regiões mais seguras.
Mas mesmo em meio à guerra, quatro libaneses se reuniam para continuar praticando, e acabaram fundando o "Capoeira Sobreviventes", que conta até com uma comunidade no site de relacionamentos Facebook.
"A gente ficava deprimido com a guerra, com toda aquela destruição e mortes. Naqueles momentos, a capoeira ajudou a gente a manter nossa mente e espírito", disse a profissional em marketing Cynthia Daher, uma das "sobreviventes".
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14466754,00.jpg
Jovens jogam capoeira no Líbano: arte brasileira foi introduzida no país em 2006 (Foto: BBC)
Sucesso
O mestre Sarkissian conta que no início o grupo era pequeno, mas que aos poucos o interesse foi aumentando: "Havia um grupo de amigos libaneses, que chamamos de núcleo. Eles tomaram gosto pela capoeira e começamos a fazer apresentações em casamentos e festas".
Atualmente o grupo conta com 20 alunos, inclusive três americanos. Sarkissian dedica cinco dias da semana para ensinar a luta e dança brasileira para alunos de nível iniciante e intermediário.
Ele aprendeu capoeira no ano 2000 quando conheceu mestres brasileiros em Los Angeles, nos Estados Unidos. Ele conta que desde que começou a se interessar pela capoeira, a paixão pela cultura brasileira principalmente a baiana só aumentou.
"Eu havia feito o curso de Estudos Latino-Americanos na Universidade, estudando espanhol e português. Quando conheci os mestres brasileiros, fui convidado a praticar a capoeira e simplesmente me apaixonei."
Após visitar a Bahia duas vezes em 2005, para se aperfeiçoar no português e na capoeira, Sarkissian decidiu introduzir a arte em um país onde o Brasil é muito apreciado o Líbano.
http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/foto/0,,14466760,00.jpg
O número de praticantes de capoeira no Líbano vêm aumentando; atualmente o grupo conta com 20 alunos, inclusive três americanos (Foto: BBC)
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Mestre toca berimbau no Líbano enquanto praticantes jogam capoeira (Foto: BBC)
Relaxamento
Segundo Sarkissian, o relativo sucesso do grupo se deve à visão das pessoas de que a capoeira pode ser uma forma de relaxar, exercitar e, acima de tudo, de se divertir.
Depois da guerra, os alunos retornaram, assim como as aulas de capoeira. "O que me surpreendeu é que ninguém abandonou, todos voltaram e o grupo aumentou", destacou Sarkissian.
De acordo com ele, os libaneses recebem muito bem as apresentações, às vezes feitas em praças e mercados públicos.
Amor pelo Brasil
Outro praticante, o escritor americano Jackson Allers disse que há uma atração natural pela cultura brasileira. "Muitos países têm um amor pelo Brasil, não apenas pelo seu futebol, mas também por sua arte, dança e música", afirmou Allers à BBC.
Sarkissian também ministra oficinas em que os alunos fabricam seus próprios berimbaus e outros instrumentos da capoeira. Além disso, alguns praticantes tentam aprender o português.
"Nós memorizamos as canções usadas na capoeira, mas eu precisava aprender o significado, queria aprender o idioma", disse Daher.
Nas noites de sexta-feira, um pequeno grupo se reúne para aprender português com o professor brasileiro Richard de Araújo, que está no Líbano por meio de um acordo entre os governos libanês e brasileiro para ensinar o idioma em um universidade pública.
"Dou aulas particulares para alguns praticantes de capoeira e outros que querem apenas aprender o idioma", explicou Araújo.
Para Daher, é emocionante começar a entender o significado do que canta nas rodas de capoeira. "Acho o português um idioma muito bonito e poético, estou apaixonada pelo Brasil", salientou.
http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u393467.shtml
Martelli July 7th, 2009, 01:59 AM Aqui uma reportagem de uma tv portuguesa que mostra uma vila brasileira no Líbano. (Tive dificuldade em entender o português de Portugal, mas dá pra acompanhar.)
gun49RL6rag
Martelli July 7th, 2009, 02:09 AM A Saga Coreana no Comércio - SBT ANOS 80
Eles desbancaram judeus e árabes no comércio de confecções de São Paulo. Reportagem Arnaldo Duran para o TJ Brasil do SBT.
tW7P3cXZ7gM
Yuri S Andrade July 8th, 2009, 12:53 AM Yuri, eu é que agradeço a sua participação. Seu post de Rolândia está completíssimo. :okay:
Martelli, você já havia falado sobre Rolândia na página 12. Me desculpe, eu não tinha visto. :)
Yuri S Andrade July 8th, 2009, 12:54 AM LONDRINA-PR - Britânica, Italiana, Alemã, Portuguesa, Espanhola, Árabe, Japonesa...
LONDRINA é a segunda maior cidade do Paraná e a terceira maior da Região Sul. A cidade foi fundada por empreendedores britânicos capitaneados por Lord Lovat, da Parana Plantation, no meio da Mata Atlântica em 1929. Foi elevada à condição de município 5 anos depois, em 1934.
No entanto, poucos britânicos permaneceram na região. A cidade é hoje majoritariamente italiana, com forte presença alemã, portuguesa, espanhola e árabe. A comunidade japonesa é um caso especial: são 20.000 na cidade (mais de 100.000 no Norte do Paraná) o que faz de Londrina, a segunda maior cidade japonesa do Brasil e uma das maiores do mundo fora do Japão, juntamente com São Paulo (a maior), Nova York, Los Angeles, San Francisco, Seattle e Vancouver. Ainda hoje é corriqueiro ouvir o idioma japonês pelas ruas e feiras de Londrina, especialmente entre os mais velhos. Outras comunidades pequenas, mas importantes, são a holandesa, a ucraniana, a polonesa, a lituana, a chinesa, a argentina, a britânica e a judaica.
População (IBGE/2008):
Município: 505.184
Região Metropolitana: 759.033
Exp. Metrop. Londrina-Apucarana-Maringá: 1.973.195
Composição Étnica (Censo 2000):
Brancos: 74,2%
Pardos: 18,4%
Asiáticos: 3,5%
Negros: 3,4%
Londrina
1.
http://img3.imageshack.us/img3/8895/londrina2eo5.jpg (http://imageshack.us)
2.
http://img3.imageshack.us/img3/6904/londrinaart5.jpg (http://imageshack.us)
3.
http://img218.imageshack.us/img218/227/londrina4lw1.jpg (http://imageshack.us)
4.
http://img5.imageshack.us/img5/4442/londrina5bx8.jpg (http://imageshack.us)
5.
http://img87.imageshack.us/img87/2219/londrina9ql0.jpg (http://imageshack.us)
6.
http://img3.imageshack.us/img3/4013/londrina9vt6.jpg (http://imageshack.us)
7.
http://img218.imageshack.us/img218/2379/londrina10hl0.jpg (http://imageshack.us)
8.
http://img8.imageshack.us/img8/1078/londrina21tw5.jpg (http://imageshack.us)
9.
http://img5.imageshack.us/img5/1034/londrina14xq8.jpg (http://imageshack.us)
10.
http://img3.imageshack.us/img3/7301/londrina15ei4.jpg (http://imageshack.us)
11.
http://img268.imageshack.us/img268/6715/londrina75.jpg (http://img268.imageshack.us/i/londrina75.jpg/)
12.
http://img198.imageshack.us/img198/7682/londrinacalado3.jpg (http://img198.imageshack.us/i/londrinacalado3.jpg/)
13.
http://img269.imageshack.us/img269/1123/londrinaavhigienpolis2.jpg (http://img269.imageshack.us/i/londrinaavhigienpolis2.jpg/)
14.
http://img269.imageshack.us/img269/6012/londrinaavhigienpolis3.jpg (http://img269.imageshack.us/i/londrinaavhigienpolis3.jpg/)
A Londrina Italiana
De longe os italianos formam a maior comunidade de imigrantes de Londrina, sendo individualmente o maior grupo étnico/cultural da cidade. Segundo o Consulado Italiano de Londrina, 35% dos habitantes do Norte do Paraná têm direito à cidadania italiana, ou seja, praticamente 1 milhão de pessoas. Apesar do grande número, além dos sobrenomes de grande parte dos londrinenses, e de alguns hábitos culturais, os italianos não deixaram marcas físicas na cidade, por isso nenhuma foto para esse tópico. Na verdade, eu até tirei uma foto da placa do carro do cônsul da Itália, mas não consegui baixar. :)
A Londrina Germânica
A região de Londrina foi maciçamente colonizada por imigrantes alemães, cujo legado pode ser encontrado principalmente nos nomes das localidades: "Warta", distrito de Londrina, fundada colonizada inicialmente por imigrantes poloneses (Warta é o nome de rio na Polônia) e tchecos em 1932, sendo posteriormente ocupada por alemães. "Heimtal", ex-distrito, agora um bairro da Zona Norte de Londrina; Cambé (96.555 habitantes, 10 km à oeste de Londrina), que até 1942 chamava-se "Nova Dantzig", e teve seu nome alterado por causa da Segunda Guerra; e finalmente "Rolândia" (55.750 habitantes, 20 km à oeste de Londrina), nome derivado do guerreiro Roland (mitologia germânica). Rolândia organiza uma das maiores Oktoberfest do Brasil e abriga um consulado da República Federal da Alemanha.
Santuário de Schoenstatt, com sua capela no típico estilo tirolês, dentro do complexo do Colégio Mãe de Deus (Centro de Londrina) que também abriga um convento onde vivem as irmãs da ordem alemã. Todo o primeiro domingo do mês, um padre de Arapongas celebra missas em alemão no local:
15.
http://img200.imageshack.us/img200/3599/londrinasanturiodeschoe.png (http://img200.imageshack.us/i/londrinasanturiodeschoe.png/)
16.
A casa foi construída na década de 40, para um barão do café de origem alemã para sua esposa, com o intuito de relembrar a terra natal. Foi desenhada pelo mesmo arquiteto que projetou o famoso Teatro Guaíra, em Curitiba. Av. Higienópolis, demolida ano passado:
http://img199.imageshack.us/img199/2310/casahigienopolis.jpg (http://img199.imageshack.us/i/casahigienopolis.jpg/)
Warta:
17.
http://img200.imageshack.us/img200/2756/warta1.jpg (http://img200.imageshack.us/i/warta1.jpg/)
18.
http://img199.imageshack.us/img199/5316/londrina83.jpg (http://img199.imageshack.us/i/londrina83.jpg/)
19.
http://img199.imageshack.us/img199/9586/londrina82.jpg (http://img199.imageshack.us/i/londrina82.jpg/)
Rolândia:
20.
http://img199.imageshack.us/img199/6287/rolndia3.jpg (http://img199.imageshack.us/i/rolndia3.jpg/)
21.
http://img199.imageshack.us/img199/3734/rolndia1.jpg (http://img199.imageshack.us/i/rolndia1.jpg/)
22.
http://img199.imageshack.us/img199/6828/rolndia2.jpg (http://img199.imageshack.us/i/rolndia2.jpg/)
23.
http://img199.imageshack.us/img199/3603/rolndia4.jpg (http://img199.imageshack.us/i/rolndia4.jpg/)
A Londrina Japonesa
Como mencionei no início do thread, Londrina abriga uma das maiores comunidades japonesas do mundo, e a segunda maior do Brasil, atrás apenas de São Paulo capital. A Praça Tomi Nakagawa inaugurada em 2008, na comemoração do IMIN 100, em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil, com a presença do Príncipe-Herdeiro do Japão, Naruhito:
24.
http://img199.imageshack.us/img199/1348/londrinajapo1.jpg (http://img199.imageshack.us/i/londrinajapo1.jpg/)
25.
http://img199.imageshack.us/img199/4936/londrinajapo3.jpg (http://img199.imageshack.us/i/londrinajapo3.jpg/)
26.
http://img3.imageshack.us/img3/2428/londrina16rc4.jpg (http://imageshack.us)
27.
http://img200.imageshack.us/img200/6328/londrina49.jpg (http://img200.imageshack.us/i/londrina49.jpg/)
A Londrina Japonesa II - Matsuri 2008
Como eu comentei no início do thread a comunidade japonesa é a segunda maior do país e uma das maiores do mundo. São mais de 20.000 na cidade e mais de 100.000 no Norte do Paraná. O Matsuri é uma grande festa da comunidade japonesa que marca a chegada da primavera.
28.
http://img394.imageshack.us/img394/3690/londrinajapomatsurigran.jpg (http://img394.imageshack.us/i/londrinajapomatsurigran.jpg/)
Abertura:
29.
http://img394.imageshack.us/img394/148/londrinamatsuri1.jpg (http://img394.imageshack.us/i/londrinamatsuri1.jpg/)
30.
http://img394.imageshack.us/img394/4402/londrinamatsuri3.jpg (http://img394.imageshack.us/i/londrinamatsuri3.jpg/)
31.
http://img394.imageshack.us/img394/2093/londrinamatsuri4.jpg (http://img394.imageshack.us/i/londrinamatsuri4.jpg/)
32.
http://img146.imageshack.us/img146/3906/londrinamatsuri6.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri6.jpg/)
33.
http://img146.imageshack.us/img146/9881/londrinamatsuri7.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri7.jpg/)
34.
http://img146.imageshack.us/img146/2755/londrinamatsuri8.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri8.jpg/)
35.
http://img146.imageshack.us/img146/1286/londrinamatsuri9.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri9.jpg/)
Japoneses ou texanos?
36.
http://img146.imageshack.us/img146/6803/londrinamatsuri10.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri10.jpg/)
37.
http://img146.imageshack.us/img146/4682/londrinamatsuri11.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri11.jpg/)
38.
http://img146.imageshack.us/img146/7808/londrinamatsuri12.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri12.jpg/)
39.
http://img146.imageshack.us/img146/3383/londrinamatsuri13.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri13.jpg/)
40.
http://img146.imageshack.us/img146/3320/londrinamatsuri14.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri14.jpg/)
41.
http://img146.imageshack.us/img146/9289/londrinamatsuri15.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri15.jpg/)
42.
http://img146.imageshack.us/img146/1572/londrinamatsuri16.jpg (http://img146.imageshack.us/i/londrinamatsuri16.jpg/)
43.
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46.
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52.
http://img35.imageshack.us/img35/2944/londrinamatsuri26.jpg (http://img35.imageshack.us/i/londrinamatsuri26.jpg/)
Nagashi Suomen
53.
http://img35.imageshack.us/img35/4881/londrinamatsuri27.jpg (http://img35.imageshack.us/i/londrinamatsuri27.jpg/)
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http://img35.imageshack.us/img35/4521/londrinamatsuri30nagash.jpg (http://img35.imageshack.us/i/londrinamatsuri30nagash.jpg/)
57.
http://img35.imageshack.us/img35/9930/londrinamatsuri31.jpg (http://img35.imageshack.us/i/londrinamatsuri31.jpg/)
A Londrina Árabe
Londrina conta com uma expressiva comunidade árabe, a maior parte de origem libanesa. A maioria é católica, mas há também uma pequena comunidade muçulmana. Mesquita Rei Fassal, na Zona Leste de Londrina:
58.
http://img199.imageshack.us/img199/451/londrinamesquitareifass.jpg (http://img199.imageshack.us/i/londrinamesquitareifass.jpg/)
A Londrina Inglesa
Como eu disse no início do tópico poucos ingleses permaneceram na região, e por isso a comunidade de descendentes britânicos não é tão grande. Como marca, podemos citar a antiga Estação de Trem (construída na década de 40, em estilo Tudor) e algumas homenagens singelas espalhadas por toda cidade, nas praças, nos painéis, no nome dos estabelecimentos comerciais. Eu achei uma foto bem interessante tirada na década de 30, retratando a quadra de tênis dos ingleses da Cia. de Terras do Norte do Paraná. Hoje em seu lugar encontra-se o Prédio da Biblioteca Pública de Londrina:
59.
http://img199.imageshack.us/img199/4452/londrinainglaterra1.jpg (http://img199.imageshack.us/i/londrinainglaterra1.jpg/)
A Londrina Ibérica
Há uma enorme presença portuguesa e espanhola em Londrina. No entanto, do mesmo modo que os italianos, portugueses e espanhóis não deixaram marcas físicas na cidade, apenas nos hábitos e em alguns restaurantes da cidade capitaneados por descendentes. Londrina, além do consulado italiano (e do alemão em Rolândia), também conta com consulados português e espanhol, atestando a importância de ambas comunidades na formatação do londrinense.
Eu por exemplo, sou parte dos dois povos. Eu tenho 4 bisavós portugueses (paternos) e 1 avô espanhol e 1 avó portuguesa (maternos). Outra marca dos imigrantes, é a "Portuguesa Londrinense", segundo clube de Londrina, atrás do "Londrina Esporte Clube", o popular "Tubarão".
Escudo da Portuguesa Londrinense:
60.
http://img199.imageshack.us/img199/8616/portuguesalondrinense.gif (http://img199.imageshack.us/i/portuguesalondrinense.gif/)
Para mais fotos e informações:
Londrina-PR: Skyline, Ruas e Imigrantes
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=895912
Pesquisadorbsb July 8th, 2009, 06:43 AM Fotos históricas da colonização pomerana no ES
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0223114001245956954.jpg
Arquivo: Querda Elizabeth Roelke Potratz
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0656918001245956954.jpg
Arquivo: Franz Plaster
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0045932001245956955.jpg
Arquivo: Dorothea Goehringer Hartwig
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0391170001245956955.jpg
Arquivo: Museu Pomerano Santa Maria de Jetibá
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0707537001245956955.jpg
Foto: Cristiane da Rosa Saffran
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0023723001245956956.jpg
Foto: Cristiane da Rosa Saffran
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0360017001245956956.jpg
Arquivo: Museu Pomerano de Santa Maria de Jetibá
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0661405001245956956.jpg
Arquivo: Floriano Herzog
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0039604001245956957.jpg
Arquivo: Museu Pomerano de Santa Maria de Jetibá
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0421106001245956957.jpg
Arquivo: Ursula Topper Dettmann
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0689077001245956957.jpg
Foto: Débora Herzog
http://www.folhavitoria.com.br/site/img/lib/0059036001245956958.jpg
Foto: Débora Herzog
Fotos retiradas do livro “Santa Maria de Jetibá: Caminhos Pomeranos”, das autoras Cristiane da Rosa Saffran e Débora Herzog Miertschink
^^ Belas imagens mesmo, agora esse caçador aí, com certeza se fosse nos dias atuais, teria sido atuado pelo IBAMA.:lol:
Martelli July 8th, 2009, 06:46 PM Martelli, você já havia falado sobre Rolândia na página 12. Me desculpe, eu não tinha visto. :)
Não vejo problema. Quanto mais, melhor! :okay:
Também achei bacana a subdivisão que fez no post de Londrina. A organização não é meu forte. :)
Martelli July 8th, 2009, 06:57 PM ^^ Belas imagens mesmo, agora esse caçador aí, com certeza se fosse nos dias atuais, teria sido atuado pelo IBAMA.:lol:
Pois é, a preocupação com a natureza é bem recente. Vi em um programa que a consciência ambiental coincidiu com a entrada das mulheres no mercado e com o papel mais ativo delas na sociedade. Inclusive, segundo o programa, o primeiro livro tratando sobre os problemas ambientais e suas conseqüências, foi escrito por uma mulher. Se bem me recordo, eles diziam que as mulheres têm uma visão mais global e de longo prazo, enquanto os homens são mais imediatistas.
Raphael_San July 9th, 2009, 07:07 PM Belas imagens mesmo, agora esse caçador aí, com certeza se fosse nos dias atuais, teria sido atuado pelo IBAMA.:lol:
^^^^
Realmente, mas se hoje não está fácil encontrar onças pardas na Amazônia, imagine na Mata Atlântica?
Fico imaginando ele chegando na vila pomerana com a onça nos ombros... deve ter virado o primeiro prefeito da cidade. :lol:
Martelli July 14th, 2009, 08:21 PM Município colonizado por alemães, provenientes da Alsácia, e italianos. Conhecido como a Capital da Maçã, Fraiburgo é responsável por 45% da produção nacional desta fruta e também é grande produtora de mel. O turismo tem seu ponto central na produção de maçã, quando o visitante pode fazer passeios pelos pomares da região e colhê-las com as próprias mãos de janeiro a maio, e na neve, que atraem mais de 100 mil turistas anualmente. 75% da produção são exportadas para os Estados Unidos e para a Europa. Seu nome se originou na língua alemã, Frei = livre e Burgo = Povoação protegida ou fortificada. FONTE: brasilchannel.com.br
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Flickr dangerzone69
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Flickr Claudio Zeiger
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Flickr narloch65
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio Fernando Stankuns
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Panoramio sdmjus
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Flickr Rafaela Fioravante
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio THIAGO DAMBROS
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Panoramio THIAGO DAMBROS
Plantação de maçãs
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Panoramio Fernando Stankuns
Martelli July 14th, 2009, 08:31 PM O nome Westfália é uma homenagem aos imigrantes alemães, na maioria originária da região de Vestfália, na Alemanha, que chegaram ao local por volta de 1869 e falavam o dialeto Sapato de Pau, ainda hoje muito difundido entre os moradores da localidade.
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Panoramio valmir frank
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Flickr Geovani Schwarz
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Página da Prefeitura
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Página da Prefeitura
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Panoramio Büneker
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Panoramio Fritz Follmer
thesapox July 14th, 2009, 09:24 PM Linda a casinha de Vestfália. Esta inclusive foi estudada no livro Arquitetura da Imigração Alemã do Günter Weimer, sendo que na época ainda estava na região administrativa de Teutônia.
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/alemans/Westfalia/1137628.jpg
Essa região, Teutônia, Estrela, Vestfália e etc, apesar de terem certa fama, não preservaram praticamente nada de interessante para ser apreciado. O legado autêntico da imigração permanece nos costumes, dialeto, culinária, mas o arquitetônico já foi devastado há décadas, sobrou quase nada pra ser visto além dessas imitações ridículas de concreto.
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/alemans/Westfalia/PrefAntiga.jpg
Pode haver algo mais desproporcionado, feio? Até as imitações gramadenses são menos deploráveis.
Quanto a essa casinha de Ibirama:
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Ibirama/ibirama2.jpg
A perfeita ilustração de um samba do crioulo doido arquitetônico!! ahaha
Parece (pelo menos pela foto) uma casinha italiana, que teve o térreo desfigurado e modernizado, e a fachada "enxaimelizada"... E depois de tudo adicionaram umas sacadas e telheirossem nenhuma ordem.
thesapox July 14th, 2009, 09:35 PM Nova Hartz - RS
Pequena cidade no final da RM de Porto Alegre [proximidades de Sapiranga, Parobé, Taquara].
Foi formada a partir de dois antigos núcleos, Hartz-Pikade (Picada Hartz) e Arroio da Bica - onde se concentra grande parte do patrimônio local.
Antiga atafona, construída em técnica enxaimel original.
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/rodagua/10.jpg
Residência de outra atafona, revela a influencia alemã no eclético
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/rodagua/14.jpg
Conjunto histórico com casa enxaimel e cozinha, ambas da mesma atafona da imagem anterior.
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/rodagua/9.jpg
Um dos moradores de Alto Arroio da Bica, mostrando objetos históricos do acervo particular (no caso, uma telha de tabuinha [schindeln])
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/rodagua/13.jpg
Anjo do cemitério antigo e a antiga igreja luterana da IECLB
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/rodagua/2.jpg
thesapox July 14th, 2009, 09:48 PM A predominância na formação étnica do município é a germânica. Com o crescimento econômico e a necessidade de mão-de-obra, outras etnias passaram a fazer parte deste cenário a partir de 1930.
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campo%20Bom/campobom4-1.jpg
Picasa Vera
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Picasa Vera
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Picasa Vera
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Picasa Raul
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Jorge Luis Stocker Jr
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Picasa Vera
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Daniel Donaduzzi
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Elizandro Costa
Campo Bom é a cidade da modelo Cíntia Dicker
Minha cidade! :)
Estou concluindo um inventário do patrimônio histórico ainda existente na cidade, quando terminar pode ser que coloque no fórum !
Aliás, adicionando alguns lugares:
http://static2.bareka.com/photos/medium/23979021.jpg
Última casa enxaimel autêntica do município, no bairro Quatro Colônias Norte
http://static3.bareka.com/photos/medium/23978790.jpg
Antigo e depredado cemitério histórico de Quatro Colônias Norte [lápides esculpidas em gres com epitáfios em alemão]
http://static1.bareka.com/photos/medium/21682048.jpg
Cinema Imperial
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/20931560.jpg
Igreja Evangélica de Confissão Luterana - IECLB - uma das comunidades evangélicas mais antigas do Brasil. Em primeiro plano o cemitério histórico do centro, também depredado e abandonado.
http://mw2.google.com/mw-panoramio/photos/medium/19443709.jpg
Igreja Evangélica Luterana da PAZ - IELB
http://static1.bareka.com/photos/medium/21682120.jpg
Prédio do antigo Grupo Escolar, eclético com influencia germânica
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Torre das igrejas
http://static4.bareka.com/photos/medium/22661903.jpg
Monumento ao Sapateiro, escultura de Frederico Ernesto Scheffel
Martelli July 15th, 2009, 02:54 PM thesapox, agradeço demais sua colaboração, porque como tem conhecimento técnico e por conhecer as localidades, suas fotos e seus comentários deixam o thread completíssimo. :okay:
Minha cidade! :)
Estou concluindo um inventário do patrimônio histórico ainda existente na cidade, quando terminar pode ser que coloque no fórum !
Vou esperar então. Achei complicado encontrar fotos do boas do patrimônio histórico de Campo Bom e até das festividades "típicas". (Usei inclusive uma foto sua :D. Desculpe por esquecer de pedir a permissão :ohno: )
Martelli July 15th, 2009, 07:10 PM Quanto a essa casinha de Ibirama:
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Ibirama/ibirama2.jpg
A perfeita ilustração de um samba do crioulo doido arquitetônico!! ahaha
Parece (pelo menos pela foto) uma casinha italiana, que teve o térreo desfigurado e modernizado, e a fachada "enxaimelizada"... E depois de tudo adicionaram umas sacadas e telheiros sem nenhuma ordem.
Ri muito do seu comentário. Mas até que a casa ficou ajeitada e bonitinha. :)
Yuri S Andrade July 17th, 2009, 05:57 PM ^^
Martelli apenas uma pequena correção sobre Fraiburgo. Em alemão, livre se escreve frei e não "frey". A pronúncia em português é "frai". :)
Martelli July 18th, 2009, 04:01 PM Valeu, Yuri.
Copiei a descrição deste site:
http://www.brasilchannel.com.br/municipios/mostrar_municipio.asp?nome=Fraiburgo&uf=SC
Vou editar o post de Fraiburgo. :okay:
Martelli July 21st, 2009, 03:12 PM Sua população é 80% de origem alemã, 10% de origem italiana e 10% de outras origens (poloneses, suíços, austríacos, entre outras etnias minoritárias). Os traços da cultura germânica são explícitos em muitos pontos, como na arquitetura, culinária e nos traços étnicos dos felizenses.
Uma intensa e evidente característica do município é a força do idioma alemão, que prevalece tanto na zona urbana quanto na zona rural, onde ainda é possível encontrar moradores que falam apenas a língua germânica, especialmente o dialeto Hunsrückisch - também conhecido como Riograndenser Hunsrückisch - e que ainda é falados nos estados de Santa Catarina, Paraná, além do do Rio Grande do Sul.
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ANELISE KUNRATH
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ANELISE KUNRATH
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Distrito de São Roque
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Fotos do site Terra Gaúcha
Martelli July 21st, 2009, 03:12 PM ^^
A comunidade de São Roque em Feliz tem muitas de suas construções em estilo renano, bem mais simples e despojado que o estilo bávaro.
Martelli July 21st, 2009, 03:15 PM ^^
:okay:
Acho Feliz e a maior parte das cidades colonizadas por alemães no Rio Grande do Sul "assemelhadas", o que é bastante curioso. Não gosto de colocar imagens destas cidades seguidas pois pode parecer que estou repetindo quando na verdade, apesar de alguma similaridade, são cidades únicas.
O que torna esta colonização fantástica é que observando cidades argentinas e comparando com as de Santa Catarina ou do Rio de Janeiro, notamos enormes diferenças de uma região para outra. Fica claro de como em climas e geografias diversas os colonos buscaram soluções diferentes mas sem perder a identidade.
thesapox July 21st, 2009, 07:55 PM ^^
A comunidade de São Roque em Feliz tem muitas de suas construções em estilo renano, bem mais simples e despojado que o estilo bávaro.
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/alemans/Feliz/feliz-saoroque.jpg
Esse estilo renano, é na verdade um tipo de modelo de estrutura enxaimel utilizada pelos imigrantes do Hunsrück (região do Reno).
Ele é simplificado no sentido de ter esse sótão com fechamento de madeira, por exemplo. Mas toda regra tem excessão, e temos casarões com estrutura bastante complexa em regiões de imigrantes do hunsrück, e casinhas simples nas regiões de vestfalianos!
Dá pra ter alguma ideia de diferença, comparando com esse exemplar, de imigrantes vestfalianos, que tu já mostraste antes:
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/alemans/Westfalia/1137628.jpg
Assim como a arquitetura, os dialetos vindos dessas duas regiões são diferentes!
Vale lembrar também que as janelas de guilhotina são influência da arquitetura lusa... E as outras, de abrir (da casa renana) são influência da arquitetura vernacular alemã mesmo.
E se eu não estiver falando demais, vale lembrar também que estes telhados eram originalmente de schindeln - tabuinhas!
Devido ao apodrecimento e ao advento de produtos industrializados, foram substituídos por telhas cerâmicas ou metálicas.
ticosk8 August 10th, 2009, 05:47 AM Mais algumas fotos e dados da cidade de Penedo, colonizada e fundada por imigrantes Finlandeses
Finlandeses desembarcando no Brasil, em 1929
http://img508.imageshack.us/img508/206/finlandeses.jpg
http://img508.imageshack.us/img508/9246/chegadafinlandeses12.jpg
Os fundadores da colônia finalandesa: Toivo Uuskaliio e Lisa, esposa de Toivo
http://img508.imageshack.us/img508/2476/uuskaliioelisa.jpg
Fotos da cidade no começo da colonização
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A cidade Hoje
Foto: Olegario Schmitt
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Foto: Sérgio Lemes
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Foto: Sérgio Lemes
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Foto: Sérgio Lemes
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ticosk8 August 10th, 2009, 07:00 AM Video do Grupo de Danças Finlandesas PKY de Penedo (No mesmo vídeo, aparecem danças típicas dos imigrantes Italianos (cidade de Porto Real) e Portugueses (cidade de Volta Redonda)- TV Globo
4a-iRh1XfFE
Martelli August 14th, 2009, 04:12 PM ^^
Muito boa a reportagem.
:) Com um pouco mais de tempo, pretendo postar mais cidades. Ainda falta muitos grupos de imigrantes que ainda não apareceram aqui.
Alemão Xucro August 19th, 2009, 02:31 AM Sua população é 80% de origem alemã, 10% de origem italiana e 10% de outras origens (poloneses, suíços, austríacos, entre outras etnias minoritárias). Os traços da cultura germânica são explícitos em muitos pontos, como na arquitetura, culinária e nos traços étnicos dos felizenses.
Uma intensa e evidente característica do município é a força do idioma alemão, que prevalece tanto na zona urbana quanto na zona rural, onde ainda é possível encontrar moradores que falam apenas a língua germânica, especialmente o dialeto Hunsrückisch - também conhecido como Riograndenser Hunsrückisch - e que ainda é falados nos estados de Santa Catarina, Paraná, além do do Rio Grande do Sul.[/B]
Ôpa! Vale Do Caí na área! Ein Prosit!:cheers1:
thesapox August 20th, 2009, 08:07 PM Ainda não parabenizei o Martelli pelo excelente trabalho neste thread!
Estive revendo e está muito interessante!
Mostrou muitos lugares que eu não fazia ideia que existiam.
thesapox August 20th, 2009, 08:40 PM Peço licença pra mais uma contribuição!
Novo Hamburgo (RS)
Um dos primeiros núcleos de colonização, promovida ainda pelo governo imperial.
O núcleo era conhecido como "hamburgerberg" e se situava no local onde hoje temos o bairro Hamburgo Velho. O deslocamento do centro ocorreu devido à estação da viação férrea ter sido construída longe do núcleo por falta de recursos. Isso acabou expandindo a cidade para a área hoje central.
A diferença se nota ainda pela malha urbana: Hamburgo Velho é expontâneo, lembrando muito o traçado de uma cidade medieval. Já na área central, predomina o tabuleiro de xadrez comum nas cidades mais planejadas.
Hoje o antigo hamburgerberg - bairro Hamburgo Velho, é considerado Centro Histórico da cidade, conforme estabelecido pelo plano diretor. Já está encaminhado o pedido de tombamento do sítio histórico, representativo da imigração alemã, aguardando a posição do IPHAN.
VISTA DO CENTRO HISTÓRICO
http://farm4.static.flickr.com/3315/3327149016_742af68fcf.jpg
CASA SCHIMITT-PRESSER: enxaimel em Hamburgo Velho
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/HV.jpg
http://farm1.static.flickr.com/96/223409239_91d80243a5.jpg
FUNDAÇÃO SCHEFFEL: Prédio neoclássico
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/P1010644.jpg
CASA DA LIRA: Antiga casa do pastor Samuel Dietschi, importante personalidade pra igreja luterana (IECLB)
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/hvchimas/P1010037.jpg
ANTIGA SOCIEDADE FROHSIN: prédio projetado pelo Arq. Theo Wiederspahn para a antiga sociedade de canto.
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/P1010093.jpg
IGREJA LUTERANA DA ASCENSÃO Projeto do arquiteto Siegfried Costa.
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/P1010077.jpg
PAISAGEM DO ANTIGO HAMBURGERBERG
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/P10105512.jpg
CASA KAYSER: enxaimel rebocado em Hamburgo Velho (infelizmente depredada)
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/enxaimel.jpg
ASPECTO de uma das áreas mais nobres da cidade
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/novohamburgossc/P1010035.jpg
TRAÇADO IRREGULAR do centro histórico
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/hv.jpg
MICHAEL G. MULHALL, e, viagem pelo local em 1873, escreveu no seu livro RIO GRANDE DO SUL AND ITS GERMANY COLONIES:
and now we get in view of Hamburger Berg, crowned with a little chapel, behind which we soon discern the roof-tops of New Hamburg.
This picturesque village covers the hill-side, and down in the valley my guide points out the house of the richest colonist, a mixture of Swiss cottage
and English farm-house. The village inn is neat and comfortable ; in the parlour there is a picture of Shakespeare's Seven Ages of Man. Passing
the Protestant chapel, and a fine house belonging to an apothecary named Kastrup, we emerge from New Hamburg, the terminus of the first section
of the Port Alegre railroad, and enter at once into a woody and mountainous country.
Minuano August 21st, 2009, 06:27 PM Falando em germânicos, alguém sabe da biografia do Arq. Theo Wiedersphan, por Gunther Weimer, que a PUC planeja lançar a um ano?
Acredito que Theodor Wiedersphan foi o arquiteto que deixou presença individual mais marcante na arquitetura portoalegrense, seguido de Fernando Corona e outros. OK?
Minuano August 23rd, 2009, 04:32 PM A Faculdade de Medicina da UFRGS, em Porto Alegre, é um exemplo do ecletismo matriz germânica que diferenciava POA de outras capitais do Brasil, e foi projetada pelo referido Theo Wiedersphan. A diferença de cores resulta do começo do processo de restauro desse prédio.
http://static2.bareka.com/photos/medium/25978217.jpg
Martelli August 26th, 2009, 03:27 PM ^^
Belo exemplar do arquiteto Wiedersphan. Essa foto e mais outras da página anterior postadas pelo thesapox, mostra a diversidade da arquitetura germânica no Brasil e tira aquela visão restrita ao enxaimel.
Minuano August 26th, 2009, 11:55 PM Martelli! Peço licença para inclur algumas fotos que tirei nos passeios organizados pela prefeitura de Porto Alegre, e que retratam um dos aspectos interessantes da comunidade de origem germânica na capital gaúcha, principalmente até o começo da segunda guerra: a religiosidade e a relação com a morte.
Inicialmente, vou incluir fotos da Igreja São José, erguida na comemoração do centenário da imigração alemã, em 1924, projeto de José Lutzemberger, com colaboração dos seus discípulos de pintura, escultores da Casa Aloys e o belo Cristo sobre o altar, atribuído ao espanhol André Arjonas.
http://static4.bareka.com/photos/medium/26115467.jpg
http://static3.bareka.com/photos/medium/26115706.jpg
http://static1.bareka.com/photos/medium/26115656.jpg
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Minuano August 27th, 2009, 12:15 AM Localizado num declive suave, quase no topo da colina sagrada de Porto Alegre, o Cemitério Evangélico estrutura-se em pequenas ruas paralelas, tipo socalcos, onde cabem na largura uma sepultura e o passeio. Não encontrei mais literatura sobre ele.
http://static4.bareka.com/photos/medium/26116219.jpg
http://static1.bareka.com/photos/medium/26116232.jpg
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Jackcwb August 30th, 2009, 04:18 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/PICT0043.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 04:20 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF5632.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 04:22 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/205168921.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 04:24 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF7189.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 04:33 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/PICT0039.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF1944.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 04:34 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/100_1526.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/100_1534.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 04:45 PM Curitiba possui a segunda maior colonia polonesa do mundo , são cerca de 400.000 descendentes Polacos na cidadde .
SWIECONKA FEST
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http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF3178.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/100_1461.jpg
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Jackcwb August 30th, 2009, 05:00 PM Igreja Alemã - Curitiba
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF3703.jpg
Sport Club Germania
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF5717.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 05:04 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/104.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF0248.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF0243.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 05:07 PM Igrejas Alemãs
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/PICT0014.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/PICT0030.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/DSCF0757.jpg
Jackcwb August 30th, 2009, 08:09 PM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/29.jpg
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Minuano August 30th, 2009, 08:12 PM Lindíssimas fotos.
E que legado arquitetônico, hem!
:applause:
Jackcwb September 1st, 2009, 12:41 AM http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/Imagem133.jpg
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snt3000 September 1st, 2009, 01:24 AM ^^ Legais as casas de Curitiba, Jack. Em Juiz de Fora - MG, também tem muitas casas nesse estilo, devido à imigraçao alemã que se instalou no local e pouca gente sabe.
Quanto à cidade holandesa, tem fotos das ruas e das casas? Ou o moinho é o último resquício da cultura da holanda?
Jackcwb September 1st, 2009, 02:46 AM ^^ Legais as casas de Curitiba, Jack. Em Juiz de Fora - MG, também tem muitas casas nesse estilo, devido à imigraçao alemã que se instalou no local e pouca gente sabe.
Quanto à cidade holandesa, tem fotos das ruas e das casas? Ou o moinho é o último resquício da cultura da holanda?
Em Curitiba a arquitetura Alemã predomina nas demais etnias da cidade!
Castro foi colonizada por Holandeses,Alemães,Poloneses,Ucranianos e Italianos , ainda possuem duas colonias a colonia Alemã Terra Nova e a colonia Holandesa Castrolanda, esse moinho é o memorial da imigraçao Holandesa de Castro http://www.moinhocastrolanda.com.br/ , nas ruas da cidade predomina a arquitetura Alemã como pode observar nessas fotos :
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/Imagem024.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/Imagem002.jpg
Jackcwb September 1st, 2009, 11:32 PM Cidade localizada no sul do Paraná , considerada a capital bucovina Brasileira.
A origem dos bucovinos está na Baviera (Bayern), estado autônomo do sul da Alemanha. Da região bávara, emigraram em fins do século XVIII um considerável número de famílias camponesas para colonizar algumas áreas a austríaca província da Boêmia (Böhmerwald - atual República Checa). Em 1838/1840, os descendentes desses camponeses de origem bávara seguiram para a Bucovina (Bukowina), a província mais oriental do Império Austro-húngaro (e parte da Moldávia histórica), hoje dividida entre Romênia e Ucrânia. Lá, fundaram comunidades e prosperaram; além dos alemães, havia na Bucovina colonos de origem ucraniana, polonesa e húngara, súditos do Império Austro-húngaro (1813 - 1918).
Fotos , prefeitura de Rio Negro e Wikipédia
Seminário Seráfico
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/177412971.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/57010912.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/67540581.jpg
Capela Cônego José Ernser
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Casas Tipicas
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/165244611.jpg
http://i974.photobucket.com/albums/ae225/jackcwb_2009/94771931.jpg
Minuano September 1st, 2009, 11:35 PM O edifício do Paço Municipal foi construído entre 1898 e 1901 para ser a sede da Intendência de Porto Alegre que até então não possuía sede própria, funcionando em prédios alugados no centro da cidade.
O projeto - encomendado ao Engenheiro Oscar Muniz Bittencourt - foi submetido, devido ao centralismo do Governo do Estado, a Júlio de Castilhos, que não o aprova, encarregando o arquiteto João Antônio Luiz Carrara Colfosco, italiano de Veneza, para desenvolver novo projeto.
Fonte: http://lproweb.procempa.com.br/pmpa/prefpoa/vivaocentro/default.php?p_secao=68
As fotos foram tiradas em um dos passeios
http://static1.bareka.com/photos/medium/26145864.jpg
http://static1.bareka.com/photos/medium/26145648.jpg
http://static4.bareka.com/photos/medium/26145679.jpg
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luclasaw September 15th, 2009, 01:41 PM Belo demais o thread!! Por isso que não falo mau de nenhuma raça.....porque o Brasil cresceu graças a todos esses povos lindos!!:banana:
Martelli September 22nd, 2009, 05:33 PM Agradeço muito o interesse e a complementação feita pelo Jackcwb e Minuano. :okay:
Na medida do possível vou colocando as fotos das cidades e povos que ainda não apareceram. :)
Martelli September 22nd, 2009, 05:34 PM Cidade colonizada por ucranianos e poloneses.
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Flickr
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Flickr
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Dorizon
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Flickr Claudete Dorocinski
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Flickr Claudete Dorocinski
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http://www.mazury.com.br/galeria.html
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http://www.mazury.com.br/galeria.html
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Inauguração das obras de restauro da igreja ucraniana de São Miguel Arcanjo
Fotos: Gilson Camargo
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Martelli September 22nd, 2009, 05:38 PM ^^
Aqui tem uma reportagem muito boa que fala sobre essa obra:
0P5_b3SFR0I
snt3000 September 23rd, 2009, 02:32 AM http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/mallet/mallet_pr_foto_gilsoncamargo_igr-5.jpg
De cara eu notei o Ministro da Cultura e o presidente do IPHAN na primeira fila. Só depois é que notei o Hitler usando óculos lá atrás! :lol:
Chiricano September 23rd, 2009, 07:52 AM .-.
Martelli September 24th, 2009, 06:34 PM De cara eu notei o Ministro da Cultura e o presidente do IPHAN na primeira fila. Só depois é que notei o Hitler usando óculos lá atrás! :lol:
:lol: Não havia reparado.
Martelli September 24th, 2009, 06:36 PM Uma reportagem interessante:
Russos no Brasil
Rússia Hoje, JB Online
REDAÇÃO - No Brasil, como na maioria dos países da América Latina, para onde, durante muitos séculos, vieram imigrantes de outros continentes - como Europa, Ásia e África - se formou uma relativamente pequena, porém importante, diáspora russa. Os seus centros históricos passaram a ser o industrializado estado de São Paulo, o estado do Rio Grande do Sul e a cidade do Rio de Janeiro.
Os destinos dos imigrantes russos que chegaram ao Brasil no início do século 20, no período compreendido entre as duas Grandes Guerras Mundiais, ou na década de 1950, procedentes da China, poderiam servir de excelentes enredos para romances de aventura - e estão à espera de seus Doistoiévskis, Tolstóis, Shólokhovs e Nábokovs. A conservação das raízes russas, da cultura, da língua e transmissão delas aos filhos e aos netos não foi nada fácil nas condições em que durante muitas décadas as relações entre os países e as pessoas eram determinadas pelas atmosferas ideológicas. No Brasil, inclusive, possuir uma biblioteca em língua russa poderia ser considerada possível ameaça ao regime militar. Muitos dos russos-brasileiros conseguiram, pela primeira vez, visitar a Rússia, a pátria histórica de seus antepassados, somente na década de 1990. A chama da vida social e cultural da diáspora russa no Brasil, que passou por ascensos e por difíceis períodos, nunca se apagou.
Os seus centros foram os templos da religião ortodoxa, cujo primeiro foi consagrado em setembro de 1909, na cidade de Campina das Missões, que criaram nos locais sólida residência, clubes, sociedades culturais e educacionais. Foram as sociedades educacionais e culturais Esperança (“Nadiejda”) e Volga, o coral Melodia, em São Paulo, a sociedade de cultura Volga, no Rio Grande do Sul, o Instituto de Cultura Brasileiro-Russo M. Iu. Liérmontov e a Casa Russa, no Rio de Janeiro.
A importante e singular comunidade de russos conservadores ("starovery”) mora e trabalha com sucesso nos estados de Goiás e de Mato Grosso do Sul. Mesmo depois de muitas décadas eles não perderam a sua língua, a crença e os costumes. Observam os antigos ritos, não abandonam a tradicional cozinha russa e vestem a roupa nacional. A sua língua russa, da mesma forma que a língua dos russos de Harbin e dos descentes de imigrantes da primeira onda, que se estabeleceram no Brasil depois da Segunda Guerra Mundial, dá, de alguma forma, a possibilidade de restabelecer a atmosfera do fim do século 19 e do início do século 20 na Rússia, e, desta forma, restabelecer o elo dos tempos e se recuperar das tentativas de violação que foram adotadas durante muitas décadas.
Hoje, os russos-brasileiros têm todos os motivos para aspirar que o elo com a pátria histórica, plenamente restabelecido depois de 1991, se desenvolva e se amplie. Sentimos as demandas para que a Rússia moderna dedique permanente atenção aos compatriotas que vivem no exterior. Mostram isso, claramente, os dias da Rússia realizados no Brasil, em outubro do ano passado, e a primeira liturgia ortodoxa diante da estátua do Cristo Redentor, no Corcovado, no Rio de Janeiro. Por sua vez, os atuais russos-brasileiros também aspiram se consolidar, criar condições para a conservação da língua e levar a eles o orgulho de pertencer a um povo que deu grande contribuição para o desenvolvimento da moderna civilização.
Em 2007, no Brasil, foi criado o Conselho de Coordenação dos Compatriotas, que realizou em abril de 2009 a sua terceira conferência e que adotou a resolução de criar o grupo jovem. Todos os russos-brasileiros estão se preparando para comemorar, em 2009, o centenário da imigração russa para as regiões do sul do país. Nas cidades de Porto Alegre, Campinha das Missões e Santa Rosa moram mais de 10 mil emigrantes da Rússia. Esses contatos entraram para a nossa vida cotidiana e estamos preparados para trabalhar para que eles nunca mais sejam interrompidos.
Sergio Palamarczuck - Presidente da Slavian Tours Viagens e Turismo
15:44 - 04/09/2009
http://jbonline.terra.com.br/pextra/2009/09/04/e040928554.asp
Martelli September 24th, 2009, 06:38 PM ^^
Na página 6 fiz alguns posts sobre os russos-brancos
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=6
Yuri S Andrade September 26th, 2009, 01:56 AM Esse é um trecho do meu thread "Norte do Paraná - 80 Anos (1929-2009)". O link está na minha assinatura.
OS PRIMEIROS HABITANTES
O Norte do Paraná ficou conhecido entre os imigrantes com a "Colônia Internacional". Em 1938, era essa a lista com a nacionalidade de todos os compradores até então, segundo a lista da Companhia de Terras Norte do Paraná:
http://img3.imageshack.us/img3/3811/londrina.jpg (http://img3.imageshack.us/i/londrina.jpg/)
O número de nacionalidades presentes no Norte do Paraná na época é ainda maior, pois esses números registram apenas os proprietários dos lotes vendidos pela CTNP. Vários registros históricos apontam mais de 40 nacionalidades já na década de 30. Como eu citei anteriormente, a CTNP fez uma extensa campanha publicitária por toda a Europa, o que acabou refletindo na diversidade étnica dos pioneiros. O Museu Histórico de Londrina conta com alguns desses panfletos, que foram imprimidos em diversas línguas: português, inglês, alemão, francês, espanhol, italiano, polonês e japonês.
Quase a totalidade dos brasileiros eram paulistas, descendentes principalmente de italianos, mas também de japoneses, sírio-libaneses, portugueses, espanhóis, alemães, judeus, eslavos, etc., refletindo a composição étnica de São Paulo no período.
Outro ponto interessante, é que apesar de todo o projeto, planejamento, terras e capital, o números de súditos de Sua Majestade que adquiriam terras na região é de apenas 7 (10, se incluirmos os australianos e indianos). Obviamente a presença física de ingleses na região era muito maior, por causa dos funcionários da companhia e de seus familiares. Willie Davids, Arthur Thomas, George Craig são alguns nomes intimamente associados ao Norte do Paraná. Como exemplo disso, podemos citar a manchete do Paraná-Norte (primeiro jornal de Londrina) no dia 24 de janeiro de 1936: "Após lenta agonia, expirou no dia 20, às 23 horas e 55 minutos, hora local, em seu Castelo de Sandringham, o rei Jorge V - soberano da Inglaterra. Aos subditos ingleses residentes em Londrina, o Jornal Paraná-Norte apresenta as expressões da mais sincera condolência".
Hoje, os italianos são o grupo mais importante no Norte do Paraná: o Consulado Italiano de Londrina estima que há mais de 1.000.000 de pessoas com direito à cidadania italiana no Norte do Paraná (35% do total). São cerca de 100.000 japoneses e descendentes na região, a segunda maior concentração do mundo fora do Japão, atrás apenas da RM São Paulo. Em termos proporcionais, é de longe o maior centro japonês fora do Japão: cerca de 3% dos habitantes do Norte do Paraná se declararam "amarelos" no Censo 2000. Os alemães da região, fundaram Rolândia, Cambé (antiga Nova Dantzig) e os distritos de Neu Danzig e Heimtal e organizam a terceira maior Oktoberfest do país. Portugueses, espanhóis, árabes (muçulmanos e cristãos) e poloneses são outros grupos étnicos importantes da região, que conta ainda com mais algumas dezenas de comunidades de imigrantes estrangeiros. Soma-se à essa mistura, os migrantes brasileiros, vindos principalmente de São Paulo, mas também de Minas Gerais, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e do Nordeste.
Esse grande número de povos, confere ao Norte do Paraná uma diversidade étnico-cultural ímpar, rivalizando apenas com São Paulo nesse quesito.
LONDRINA 1940
Na seção de mapas, os colegas tiveram uma idéia do tamanho do município de Londrina entre 1934 e 1940 (22.400 km²). Ele abrangia a maior parte das terras da Companhia (com exceção da região de Cianorte) e se extendia até a divisa com o Mato Grosso. Fundada em 1929 e emancipada em 1934, Londrina tinha em 1940 75.296 habitantes assim distribuídos:
Londrina (área correpondente à atual) -- 24.517
Colônia Roland (hoje Rolândia) -- 22.593
Nova Dantzig (hoje Cambé) -- 9.674
São Sebastião (hoje Faxinal) -- 8.437
São Roque (hoje Tamarana) -- 5.761
Marilândia (hoje Marilândia do Sul) -- 4.314
Censo 1940
Devemos lembrar que a maior parte da população do município era rural, com exceção feita à Londrina, sede do município e que ocupa a mesma área dos dias de hoje. Nesse época seu distrito mais populoso era o distrito alemão de Heimtal, hoje bairro da Zona Norte de Londrina. Além disso, outros distritos continham vários núcleos de povoamento, como o de Rolândia, que incluía também Arapongas e Apucarana, que já haviam sido fundadas em 1940.
Desses 75.296 habitantes, 39.745 eram homens e 35.551 mulheres. As crianças (0 a 9 anos) eram 25.229; os jovens (10 a 19 anos) eram 17.365; os adultos (20 a 29 anos) eram 12.987; adultos (30 a 39 anos) eram 9.246 e os "velhos" (40 a 89 anos) eram 10.399.
A população era predominantemente branca. Dos 75.296 habitantes, 64.590 (85,8%) eram brancos; 5.161 (6,9%) pardos; 3.726 (4,9%) amarelos; 1.703 (2,3%) negros e 116 (0,2%) não-declarados. 66.352 eram brasileiros natos; 8.308 eram estrangeiros (especialmente italianos, alemães, japoneses, portugueses e espanhóis), 621 brasileiros naturalizados e 15 não-declarados. O número de estrangeiros é altíssimo, ainda mais quando levamos em conta o grande números de crianças e jovens da região (56,7%). Entre as pessoas acima de 20 anos, possivelmente o número de estrangeiros se equivalia ao número de brasileiros.
Os católicos também eram a grande maioria: 65.730 (87,3%). Os protestantes (luteranos, anglicanos, presbiterianos e metodistas) eram 4.692 (6,2%), um número alto quando comparado com o restante do país na época, o que pode ser explicado pela forte presença alemã, ainda que a maioria era católica. Outros grupos protestantes eram os próprios ingleses e os escandinavos. O número de budista impressiona: eram 2.218 (2,9%). Ou seja, a grande maioria dos japoneses ainda mantinha sua religião ancestral. Hoje, a maioria esmagadora é católica, apesar de ainda haver vários templos budistas espalhados pelo Norte do Paraná. 693 (0,9%) eram espíritas. Os ortodoxos somavam 534 (0,7%) pessoas, sendo a maioria de russos, romenos, búlgaros e parte dos ucranianos e iugoslavos. Outros grupos do leste europeu, bem mais numerosos (poloneses, ucranianos, lituanos, tchecoslovacos, húngaros, iugoslavos) eram predominantemente católicos. 1.303 (1,7%) pertencia a outras religiões, principalmente judeus, xintoístas e muçulmanos. 126 (0,2%) se declaram sem-religião.
Outro dado curioso: o Censo de 1940 apurou a existência de 356 edifícios de alvenaria e 14.788 de madeira. Nada mais natural em cidades que eram meras clareiras perdidas no meio da densa floresta subtropical. A variedade da arquitetura de madeira refletia as origens européias e japonesas dos seus habitantes. Pelas próximas décadas, o casario de madeira continuaria sendo majoritário nas cidades do Norte do Paraná, apesar de já predominar a idéia que eles eram "sinônimos de atraso". Em Londrina, essa mentalidade se refletiu na construção de altos espigões e modernos ainda na década de 50, quando a cidade tinha apenas 20 anos de idade. Infelizmente, a maioria foi destruída, mas ainda hoje, bairros inteiros das cidades do Norte do Paraná ainda preservam essa característica. Possivelmente, trata-se do maior conjunto do gênero no Brasil.
Nunca é demais lembrar que esses números, mais do que serem um retrato de Londrina em 1940, eram o retrato das terras da Companhia e de todo o Norte do Paraná.
O Norte do Paraná é uma das regiões mais diversas do Brasil. Logo nos seus primeiros anos, quando ainda era uma imensa floresta com algumas poucas clareiras onde surgiam as primeiras cidades e cafezais, haviam pessoas de aproximadamente 40 nacionalidades diferentes.
Martelli September 26th, 2009, 03:03 PM ^^
interessante os dados.
Deixo duas interessantíssimas propagandas de Blumenau.
(a 1ª vi a pouco tempo na tv)
jJKQtHj1Y2s
3uG6OeQSp2o
Martelli September 26th, 2009, 05:38 PM Algumas poucas fotos.
Fundada em 1850 por Hermann Bruno Otto Blumenau, tornou-se a colônia alemã mais próspera do Brasil. Ali os imigrantes alemães se desenvolveram rapidamente e de forma organizada. No final do século XIX, começaram a chegar à região imigrantes italianos, que também influenciaram na cultura.
Pouco mais da metade da população é constituída por descendentes de alemães. Uma outra grande parcela da população possui ascendência italiana, uma vez que as cidades ao redor de Blumenau foram quase todas colonizadas por imigrantes italianos. (wikipedia)
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/1654514721_2e1702dc73_o.jpg
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/688819159_9787d84695_o.jpg
Flickr nascimento2007
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/688819179_c583b16f43_o.jpg
Flickr nascimento2007
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/93wg.jpg
Thread Farrapo http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=239064
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/1107972665_9b53cd8761_b.jpg
Flickr Eduardo Hoepers
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/2294959524_f87a52c1cd_b.jpg
Flickr
http://img443.imageshack.us/img443/5509/ruaxvronivahldiek2.jpg
Roni Vahldiek
http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/cidades/blumenau/blumenauaerea4melhoriu9.png
Thread schmidt http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=350925
Alexpilsen September 28th, 2009, 07:39 PM :banana:
Ótimo Thread! Mas o que não concordo foi que os imigrantes europeus em geral, trouxeram para o Brasil espécies exóticas de árvores de clima temperado, como o Plátano e os Pinheiros Negros, que vi na foto. Essas espécies são grandes responsáveis pela destruição da flora nativa, temos lei que criminaliza o ato de plantar árvores exóticas mas infelizmente essa lei não é respeitada.
No demais podemos notar a influência de uma dada colonização sobre certo território. As regiões de colonização de povoamento tendem a ser bem mais prósperas do que as de colonização de exploração. Está aí a resposta para a nossa famigerada desigualdade regional.
Essa diversidade cultural nos torna um País muito bonito, pois na verdade o que menos importa é o desenvolvimento mas sim a cultura que esses povos trouxeram para nós. Um pedacinho de cada País no Brasil!
Parabéns! :cheers:
Martelli September 30th, 2009, 02:13 PM ^^
É verdade, inclusive uma vez vi uma reportagem no Jornal Nacional que falava de uma operação para derrubar esses pinheiros exóticos no Paraná, que viraram praga na Mata de Araucária, e que estavam matando o pinho brasileiro, árvore nativa e em extinção.
thesapox September 30th, 2009, 02:19 PM :banana:
Ótimo Thread! Mas o que não concordo foi que os imigrantes europeus em geral, trouxeram para o Brasil espécies exóticas de árvores de clima temperado, como o Plátano e os Pinheiros Negros, que vi na foto. Essas espécies são grandes responsáveis pela destruição da flora nativa, temos lei que criminaliza o ato de plantar árvores exóticas mas infelizmente essa lei não é respeitada.
No demais podemos notar a influência de uma dada colonização sobre certo território. As regiões de colonização de povoamento tendem a ser bem mais prósperas do que as de colonização de exploração. Está aí a resposta para a nossa famigerada desigualdade regional.
Essa diversidade cultural nos torna um País muito bonito, pois na verdade o que menos importa é o desenvolvimento mas sim a cultura que esses povos trouxeram para nós. Um pedacinho de cada País no Brasil!
Parabéns! :cheers:
E a agricultura não interferiu nada? :lol:
A última coisa que se pensava na época (e hoje não mudou muito), era na preservação da mata nativa.
Acredito que os plátanos não interfiram tanto, até pq não se reproduzem tão fácil assim...
Já os pinheiros exóticos, acredito que sejam prejudiciais sim.
Alexpilsen October 1st, 2009, 08:30 PM Sim os Plátanos interferiram. Não existe nenhuma vantagem em se plantar árvores de clima temperado, em região Subtropical. Elas se tornam perenifólias, e apenas fazem uma alusão às regiões de origem dos imigrantes.
Segundo dados do IBAMA, árvores exóticas, onde se incluem Plátanos, Carvalhos, Ulmeiros e Pinheiros, são responsáveis pela perda de até 30% de nossas árvores Nativas, que não perdem nem em beleza nem em utilidade se comparadas àquelas.
Mas de qualquer maneira, árvores à parte, o Thread está ótimo!
thesapox October 2nd, 2009, 07:05 PM Tá, mas especificamente os plátanos interferem em que?
Os plátanos foram plantados há mais de um século aqui e continuam com folhas caducas.
Alexpilsen October 3rd, 2009, 08:14 AM O problema é:
O Sul do Brasil permanece com apenas 5% de sua cobertura vegetal original e segundo dados do IBAMA, 50% do desmatamento no Sul se deu por causa do plantio de árvores exóticas, como o Plátano.
Devemos ter em mente que essas árvores não pertencem ao nosso País e por isso, se plantadas de forma indiscrimida, para dar a ilusória sensação de ares europeus, podem sim trazer sérios prejuízos à flora e à fauna.
O Plátano é uma árvore caducifólia, mas que em geral, não se adapta bem ao clima Subtropical, por isso geralmente permanece perenifólia. Ao ser plantada em grandes quantidades, passa a substituir as árvores nativas, mas como não faz parte da cadeia ecológica local, tende a gerar um grave desequilíbrio ecológico. Deve-se destacar, que as árvores não existem para fins de enfeitar ruas. Elas existem porque fazem parte do meio ambiente, e são peças chaves para a manutenção do equilíbrio desse meio.
Geralmente cada árvore nativa, engloba em sua cadeia ecológica, desde pequenos insetos e vermes, até mesmo grandes aves, animais silvestres, primatas e outros que vivem de suas folhas, frutos, raízes, troncos, cascas e nutrientes. Como nenhuma árvore é igual a outra, cada uma tem propriedades diferentes, sejam nas suas características físicas ou genéticas e nutritivas. Um exemplo é um primata que apenas se alimente de folhas de araçá, jacarandá mimoso e ipê rôxo, árvores comuns de regiões tropicais altas e subtropicais. Caso o número dessas espécimes de árvores venha a diminuir consideralvemente, esses animais terão sérios problemas alimentares, nutricionais, e passarão a procurar alimentos (essas árvores) em lugares distantes, se aventurando por rodovias, cidades e casas. Muitos talvez possam morrer de desnutrição, acidentes e devido a se alimentarem de árvores exóticas, como é comum nos primatas do Sul do Brasil. Espécies de abelhas dedicadas às florações dessas árvores, não mais encontrarão floração na época certa, pois Plátanos e Cerejeiras, florescem na época mais fria do clima subtropical, tendo em vista que este não possui primaveras definidas.
E por aí vai. Quero deixar uma coisa clara, não estou tentando de forma alguma desvirtuar o tópico, pois este tópico é no mínimo maravilhoso. Estou tentando deixar claro, que essa obsessão que muitos têm de deixar o Sul do Brasil semelhante à Europa, pode terminar de forma desastroza. Talvez hoje vocês não sintam os impactos, ou pensem que não sentem, mas num futuro muito próximo, a Natureza, que foi tão generosa com o Brasil de Norte a Sul, irá reclamar por ter sido maculada!
Ficadica!
Preservem o nosso meio ambiente! Dêem preferências a espécies nativas!
Yuri S Andrade October 3rd, 2009, 10:57 PM ^^
Eu discordo totalmente. O mundo inteiro está tomado por espécies exóticas e não há muito o que se fazer à respeito. Desde que o homem começou a se deslocar pelos continentes, levou consigo plantas, animais e microorganismos de suas terras nativas.
Várias árvores exóticas, principalmente as mais antigas, estão plenamente integradas ao meio-ambiente local e cumprem muito bem seu papel nesse novo contexto ecológico. No mais, acho bem duvidosos esses números que dizem que as árvores exóticas são responsáveis pela destruição de 30% das matas nativas aqui no Sul. O meio ambiente na região foi transformado devido à agricultura intensiva, e não para a plantação de árvores ornamentais. A região, apesar de ocupar apenas 6% do território nacional, produz praticamente metade dos alimentos.
Mbv-POA October 9th, 2009, 05:25 AM Muito bom mesmo este thread!
A propósito da imigração alemã no Rio Grande do Sul, uma grande pesquisa foi realizada na região do Vale do Paranhana (Taquara, Igrejinha, Três Coroas), desde 1999, financiada por um conhecido empresário da região. Da pesquisa resultou uma trilogia, "Saga dos Alemães - Do Hunsrück para Santa Maria do Mundo Novo", edição bilíngüe, lançada no Brasil e Alemanha. Todas as escolas da região receberam um exemplar, pelo menos. É uma obra fantástica, um trabalho muito profundo e bem feito.
Seguem algumas notícias:
A Saga dos Alemães I-III - Erni Guilherme Engelmann
http://i493.photobucket.com/albums/rr294/kylie99/engelmannjpg.jpg
A Saga dos Alemães teve sua pesquisa iniciada no ano de 1999 por Erni Engelmann e o primeiro volume em livro foi concluído em 2004. O projeto resultou em três livros de luxuosa apresentação gráfica e qualidade de impressão e mais um CD de imagens inéditas. A grande maioria das informações constantes nos livros também são inéditas, fruto de pesquisas junto aos moradores da região. As edições anteriores igualmente tiveram seu lançamento na Alemanha, na região de origem dos imigrantes que colonizaram o Vale do Paranhana. Este terceiro volume do livro tem 718 páginas e mais de 400 imagens, recolhidas junto à comunidade ou registradas em locais importantes para a história da região. A obra foi concluída no início da semana passada, dias antes do embarque do empresário para a Alemanha que levou, pessoalmente, 250 exemplares para o Banco da Província, um dos patrocinadores do projeto.
O projeto "A Saga dos Alemães" teve o reconhecimento da mídia e do público de todo estado, quando uma de suas histórias foi mostrada em forma de curta metragem, na série Histórias Extraordinárias, da RBS TV. O episódio "Maria Bugra", gravado em Igrejinha, é uma das mais fascinantes histórias contadas na trilogia de Erni Engelmann.
http://www.brasilalemanha.com.br/portal/index.php?p=conteudo&tipo=idpagina&id=4589
Livro homenageia os 180 anos da imigração alemã - Jornal de Gramado, 21 de maio de 2004
A história da imigração alemã, que em julho comemora os 180 anos de presença no Rio Grande do Sul, tem agora uma importante ferramenta de consulta. O empresário Erni Engelmann, diretor da Abastec/Sapatus de Igrejinha e Gramado, lançou recentemente o primeiro volume da trilogia "A Saga dos Alemães - Do Hunsrück para Santa Maria do Mundo Novo".
A obra foi lançada na Alemanha, nos dias 26 e 27 de março, com a presença do autor do livro, que fez palestras na região do Hunsrück, e no dia 7 de abril no auditório da Faccat , em Taquara. Foi escrito em português e no dialeto Hunsrück dos imigrantes que colonizaram a região.
NA FACCAT - O lançamento do livro em Taquara foi prestigiado pelo diretor da Faccat, Delmar Backes, prefeitos,secretários municipais de Educação e Cultura, vereadores, professores e outras autoridades da região. Erni Engelmann fez uma explanação sobre os principais passos do processo de elaboração do livro, que demandou quatro anos para ser executado. Agradeceu também às pessoas, empresas e entidades que viabilizaram o projeto e manifestou o desejo de que ajudem a preservar a herança deixada pelos colonizadores do Vale do Paranhana. "No futuro, ao abrir este livro e encontrar, de um lado, uma página em português e, de outro, uma em alemão, sempre haverá alguém interessado em aprender a língua de nossos antepassados", antecipou.
Erni externou satisfação pelo fato de sua obra estar chegando às mãos de um grande número de pessoas, graças à iniciativa da cervejaria Schincariol, que se comprometeu a doar exemplares para todas as Prefeituras, Câmaras de Vereadores, entidades culturais e instituições de ensino da região. O gerente de marketing da indústria paulista, Luiz Fernando Amaro, e o gerente para a Região Sul, Sérgio Benhur, fizeram pessoalmente a entrega dos exemplares, em companhia do autor, a prefeitos, presidentes de Legislativos e diretores de faculdades, escolas, museus e bibliotecas.
ORGULHO - O diretor da Faccat ressaltou a importância do lançamento dentro das comemorações alusivas aos 180 anos da imigração alemã no Brasil. Para Delmar Backes, haverá muitas festas, passeatas, foguetórios, mas nada tão consistente como o livro escrito por Erni Engelmann. Ele também identificou a importância da obra na valorização do dialeto cultivado pelos imigrantes. "Se antigamente tínhamos vergonha de falar alemão, hoje temos que nos orgulhar disso", opinou. Elogiou ainda a preocupação do autor para com
Fonte: TVCOM, Jornal de Gramado e BrasilAlemanha
http://www.brasilalemanha.com.br/portal/index.php?p=noticias&getID=3750
thesapox October 9th, 2009, 01:32 PM O Rio Grande do Sul tem clima temperado.
Aqui as folhas dos plátanos continuam caducas e marcam muito bem as estações.
Tem espécies que agridem de maneira bem mais traumática o ecossistema local.
Creio que já seja meio tarde demais pra eco-xiitismo desse calão, temos agricultura, CASAS E PRÉDIOS substituindo a mata nativa, e vamos nos preocupar com plátanos? :ohno:
(reafirmos que há sim casos agressivos de espécies exóticas, acho que o eucalipto por exemplo é bem pior nesse sentido, mas plátanos?)
Martelli October 9th, 2009, 02:36 PM Mbv-POA, agradeço por postar a notícia acima. Foi muito feliz a atitude do autor em fazer duas versões, uma em português e outra no dialeto Hunsrück. :okay:
Quanto as questões ambientais, não vou entrar no mérito porque não tenho suficiente conhecimento sobre o assunto. :)
Martelli October 9th, 2009, 02:38 PM O munícipio foi colonizado por colonos alemães a partir de 1855, quando José Inácio Teixeira começa a vender suas terras. As vendas ficaram a cargo de Peter Kuhn, procedente da Picada dos Portugueses. Os novos habitantes vieram das colônias mais antigas, como Dois Irmãos, assim como recém chegados da Alemanha.
A intenção dos colonizadores foi formar uma colônia católica, motivo pelo qual evitavam vender terras aos protestantes. Em 1860 foi criada uma escola comunitária que servia de capela aos domingos.
http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Salvador%20do%20sul/2204173316_886ba7ac20_b.jpg
Flickr shawdonwar
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Panoramio Renato Dewes
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Panoramio vitorkerber
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Panoramio Marcos P S
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Panoramio Rotnei Fiegenbaum
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Panoramio Remi Riva
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Panoramio Remi Riva
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Picasa Edilson Benvenutti
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Site Terra Gaúcha
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Flickr Juan Barbosa
Martelli October 9th, 2009, 02:44 PM A cidade foi batizada de Nova Trento em homenagem à província italiana de onde partiram os imigrantes que a fundaram. Ali se formou uma comunidade italiana agrícola e extremamente católica. A cidade cultua até hoje as tradições, costumes e a religiosidade de seus antepassados.
Nova Trento é a cidade onde morou Santa Paulina*, a primeira santa brasileira.
[*Amabile Lucia Visintainer, hoje Santa Paulina, (Vigolo Vattaro, 16 de dezembro de 1865 — São Paulo, 9 de julho de 1942) foi uma religiosa ítalo-brasileira canonizada em 19 de Maio de 2002 pelo Papa João Paulo II. Filha de Napoleone Visintainer e Anna Pianese, nasce numa família de poucas posses que em 1875 emigra para o Brasil como muitos outros trentinos, estabelecendo-se na localidade catarinense de Nova Trento.]
(wikipedia)
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt10.jpg
Panoramio Simone Kalbusch
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt8.jpg
Flickr Alexandre H.
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt7.jpg
Panoramio Rogerio Burin
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Panoramio
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Cladimir Simon Hein
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt5.jpg
Panoramio Carlos C. Nasato
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Flickr guimjr
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Panoramio Marcos Darós
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Flickr
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/1166918307_09201e0c2f_o.jpg
Flickr Sérgio Parisi
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt13.jpg
Site: trentini.com.br
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt-1.jpg
Site: trentini.com.br
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/italianas/nova%20trento/nt3.jpg
Site: trentini.com.br
Martelli October 9th, 2009, 02:54 PM A colonização de Nova Pádua inicia-se com a chegada de imigrantes italianos do Vêneto, sua economia esta inteiramente ligada à agricultura responsável por 85% do PIB interno, o restante provem do comércio, indústria e serviços. Apresenta um IDH de 0,832 e uma expectativa de vida de 75,439 anos. O nome do município é uma homenagem à cidade italiana de Pádua.
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Nova%20Padua/2750887541_a1b121c35a_b.jpg
Flickr danielpgauer
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Nova%20Padua/898527539_faeed1da94_b.jpg
Flickr gib_avilar
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Panoramio ANELISE KUNRATH
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Flickr Marcelo Leifheit
Martelli October 9th, 2009, 02:59 PM ^^
É comum encontrar cidades de colonização italiana com nomes que começam com "Nova": Nova Pádua, Nova Veneza, Nova Milano, Nova Roma etc
Martelli October 9th, 2009, 03:00 PM Com mais de 95% da população de descendentes de italianos, Nova Veneza, a primeira colônia italiana oficialmente instalada no Brasil República. A cidade foi fundada por Miguel Napoli, um empresário italiano radicado nos Estados Unidos, é um pedaço da Itália em Santa Catarina.
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Nova%20Veneza/2384191782_7593efe700_o.jpg
Flickr JÚLIO CANCELLIER
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Panoramio Nando81
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Flickr ssorato
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Panoramio Nando81
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Panoramio sapopk
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Panoramio Antônio Carlos Ronconi
Festa Gastronômica de Nova Veneza
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Nova%20Veneza/cabecalho.jpg
Martelli November 7th, 2009, 07:16 PM Mostra vida de algumas das colônias de imigrantes italianos, gregos, russos e austríacos no Brasil.
1ª parte - Começa com Antônio Prado - RS. Considerada a cidade mais italiana do Brasil.
9TGN1eh7mWg
Continuação:
hgiz5-pgFoE
Martelli November 7th, 2009, 07:21 PM Os gregos em São Paulo
T0KGpsSBR2M
Martelli November 7th, 2009, 07:22 PM A colônia russa de Primavera do Leste em Mato Grosso
1wDAmWH8l40
Martelli November 7th, 2009, 07:24 PM A reportagem termina com a colônia austríaca de Treze Tílias
01pjguw_bvA
Martelli November 7th, 2009, 07:24 PM ^^
Achei interessante esforço para se preservar a língua juntamente com as tradições religiosas e culturais dessas comunidades.
Martelli November 7th, 2009, 07:27 PM Os russos de Primavera do Leste mais os gregos, ainda não tinham aparecido aqui.
Antônio Prado e Treze Tílias já foram mostradas.
leotavares November 7th, 2009, 09:15 PM Podiam falar sobre as colônias de imigrantes europeus no Espírito Santo.. Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins..
Martelli November 7th, 2009, 11:24 PM ^^
É verdade, são lugares pouco divulgados e conhecidos. Penso que, talvez por isso, tenha gostado da reportagem do Sbt, porque eles saíram do lugar comum e foram buscar colônias não tão famosas e até desconhecidas, como as dos russos acima :okay:
Marcelo Olisa November 8th, 2009, 11:21 AM Martelli,
Este é o thread que mais gosto no SSC. Obrigado pelos vídeos. Acho lindas estas colônias e se eu pudesse, visitaria uma a uma.
Martelli November 8th, 2009, 04:34 PM ^^
Agradeço o interesse, Marcelo. :okay:
Vou aproveitar e colocar os links das cidades e colônias já mostradas que citei acima.
As colonias russas (do Paraná, RS, Goiás e Mato Grosso - acrescentei o vídeo desta última)
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=6%20#103
Treze Tílias
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=16#303
Antônio Prado
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=12
Zeca November 10th, 2009, 07:53 AM Que belo thread.
thesapox November 10th, 2009, 11:44 PM Muito bom mesmo este thread!
A propósito da imigração alemã no Rio Grande do Sul, uma grande pesquisa foi realizada na região do Vale do Paranhana (Taquara, Igrejinha, Três Coroas), desde 1999, financiada por um conhecido empresário da região. Da pesquisa resultou uma trilogia, "Saga dos Alemães - Do Hunsrück para Santa Maria do Mundo Novo", edição bilíngüe, lançada no Brasil e Alemanha. Todas as escolas da região receberam um exemplar, pelo menos. É uma obra fantástica, um trabalho muito profundo e bem feito.
Seguem algumas notícias:
A Saga dos Alemães I-III - Erni Guilherme Engelmann
http://i493.photobucket.com/albums/rr294/kylie99/engelmannjpg.jpg
A Saga dos Alemães teve sua pesquisa iniciada no ano de 1999 por Erni Engelmann e o primeiro volume em livro foi concluído em 2004. O projeto resultou em três livros de luxuosa apresentação gráfica e qualidade de impressão e mais um CD de imagens inéditas. A grande maioria das informações constantes nos livros também são inéditas, fruto de pesquisas junto aos moradores da região. As edições anteriores igualmente tiveram seu lançamento na Alemanha, na região de origem dos imigrantes que colonizaram o Vale do Paranhana. Este terceiro volume do livro tem 718 páginas e mais de 400 imagens, recolhidas junto à comunidade ou registradas em locais importantes para a história da região. A obra foi concluída no início da semana passada, dias antes do embarque do empresário para a Alemanha que levou, pessoalmente, 250 exemplares para o Banco da Província, um dos patrocinadores do projeto.
O projeto "A Saga dos Alemães" teve o reconhecimento da mídia e do público de todo estado, quando uma de suas histórias foi mostrada em forma de curta metragem, na série Histórias Extraordinárias, da RBS TV. O episódio "Maria Bugra", gravado em Igrejinha, é uma das mais fascinantes histórias contadas na trilogia de Erni Engelmann.
http://www.brasilalemanha.com.br/portal/index.php?p=conteudo&tipo=idpagina&id=4589
Livro homenageia os 180 anos da imigração alemã - Jornal de Gramado, 21 de maio de 2004
A história da imigração alemã, que em julho comemora os 180 anos de presença no Rio Grande do Sul, tem agora uma importante ferramenta de consulta. O empresário Erni Engelmann, diretor da Abastec/Sapatus de Igrejinha e Gramado, lançou recentemente o primeiro volume da trilogia "A Saga dos Alemães - Do Hunsrück para Santa Maria do Mundo Novo".
A obra foi lançada na Alemanha, nos dias 26 e 27 de março, com a presença do autor do livro, que fez palestras na região do Hunsrück, e no dia 7 de abril no auditório da Faccat , em Taquara. Foi escrito em português e no dialeto Hunsrück dos imigrantes que colonizaram a região.
NA FACCAT - O lançamento do livro em Taquara foi prestigiado pelo diretor da Faccat, Delmar Backes, prefeitos,secretários municipais de Educação e Cultura, vereadores, professores e outras autoridades da região. Erni Engelmann fez uma explanação sobre os principais passos do processo de elaboração do livro, que demandou quatro anos para ser executado. Agradeceu também às pessoas, empresas e entidades que viabilizaram o projeto e manifestou o desejo de que ajudem a preservar a herança deixada pelos colonizadores do Vale do Paranhana. "No futuro, ao abrir este livro e encontrar, de um lado, uma página em português e, de outro, uma em alemão, sempre haverá alguém interessado em aprender a língua de nossos antepassados", antecipou.
Erni externou satisfação pelo fato de sua obra estar chegando às mãos de um grande número de pessoas, graças à iniciativa da cervejaria Schincariol, que se comprometeu a doar exemplares para todas as Prefeituras, Câmaras de Vereadores, entidades culturais e instituições de ensino da região. O gerente de marketing da indústria paulista, Luiz Fernando Amaro, e o gerente para a Região Sul, Sérgio Benhur, fizeram pessoalmente a entrega dos exemplares, em companhia do autor, a prefeitos, presidentes de Legislativos e diretores de faculdades, escolas, museus e bibliotecas.
ORGULHO - O diretor da Faccat ressaltou a importância do lançamento dentro das comemorações alusivas aos 180 anos da imigração alemã no Brasil. Para Delmar Backes, haverá muitas festas, passeatas, foguetórios, mas nada tão consistente como o livro escrito por Erni Engelmann. Ele também identificou a importância da obra na valorização do dialeto cultivado pelos imigrantes. "Se antigamente tínhamos vergonha de falar alemão, hoje temos que nos orgulhar disso", opinou. Elogiou ainda a preocupação do autor para com
Fonte: TVCOM, Jornal de Gramado e BrasilAlemanha
http://www.brasilalemanha.com.br/portal/index.php?p=noticias&getID=3750
Estes livros são muito bons, ricamente ilustrados. Apesar de abordarem especificamente a colônia do Mundo Novo (hoje Taquara, Ihgrejinha, Três Coroas e região), acaba falando da colonização no RS como um todo, por estar integrada no contexto.
O triste são as várias fotos de demolição de casas incluídas no livro, dá uma dor no coração a passividade de um estudioso de registrar uma demolição e não levar para o ministério público ou algo do genero!
Marcelo Olisa November 11th, 2009, 04:01 AM Estes livros são muito bons, ricamente ilustrados. Apesar de abordarem especificamente a colônia do Mundo Novo (hoje Taquara, Ihgrejinha, Três Coroas e região), acaba falando da colonização no RS como um todo, por estar integrada no contexto.
O triste são as várias fotos de demolição de casas incluídas no livro, dá uma dor no coração a passividade de um estudioso de registrar uma demolição e não levar para o ministério público ou algo do genero!
Só me assustei com o preço: 480 reais mais despesas postais. São livros que me interessam mas achei muito caros.
Minuano November 11th, 2009, 08:35 PM Então vai uma sugestão mais barata, R$ 140,00 na Feira do Livro de POA, que segue até domingo.
Foi lançada a biografia de "Theo Wiederspahn: arquiteto", escrita por G. Weimer, ed. Edipucrs, que abrange desde as obras do referido na Alemanha natal até os seus últimos dias, quando projetou bastante pelo interior do RS para a comunidade luterana.
Embora não goste muito dos textos desse autor - inclusive, em se tratando de biografia, deveria abordar melhor os últimos anos do biografado - o livro é ricamente ilustrado e, em se gostando desse tipo de arte, legal de tê-lo em casa.
arriba!
ticosk8 November 12th, 2009, 04:20 AM Fotos de Nova Friburgo ( primeira cidade do Brasil colonizada por imigrantes não portugueses - Suiços e Alemães ) no ínicio do século XX.
Fotos retiradas do site: http://acervonovafriburgo.blogspot.com/
http://img687.imageshack.us/img687/9065/ienf1930netcastro.jpg
http://img687.imageshack.us/img687/4802/predio1.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/9977/ienfcastronet1940.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/5607/expokastro2004centrodea.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/3671/praax2.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/9016/madamesantanaaerea.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/2301/madamesnatanapbcatronet.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/2663/figura1f.jpg
http://img687.imageshack.us/img687/1131/colegioanchietanet.jpg
http://img18.imageshack.us/img18/5550/atual1.jpg
http://img257.imageshack.us/img257/6742/praax1.jpg
http://img694.imageshack.us/img694/1926/cinelateatrodonaeugenia.jpg
http://img687.imageshack.us/img687/784/hotelcentralcastro.jpg
Minuano November 13th, 2009, 12:57 AM ^^
que maravilha essas fotos antigas, parecem aquelas estações de veraneio da nobreza européia de tempos idos.
e a cidade, manterá algo desse aspecto?
Martelli November 13th, 2009, 08:35 PM Pra enriquecer ainda mais o thread, coloco 3 vídeos imperdíveis da série "Chegados" do Canal Futura, que conta a história de imigrantes de uma infinidade de nacionalidades que chegaram ao país. Coloco aqui a história dos armênios. Vale a pena ver.
Os Armênios no Brasil
D2q-EwXKRic
1yz_QOzQr8Q
jXbjyBNjduI
Marquês de Caravelas November 14th, 2009, 02:23 PM Está mais para os botafoguenses no Brasil :cheers:
Schultz November 14th, 2009, 10:59 PM Então vai uma sugestão mais barata, R$ 140,00 na
Embora não goste muito dos textos desse autor
Por quê?
Minuano November 15th, 2009, 09:34 PM Por quê?
Falta poder de síntese, ou seja, desenvolve o texto mas não explica o significado dos eventos, das escolas de arte; eu tenho o livro Arq. na Rep. Velha Riograndense que, embora organizado mais ou menos cronologicamente, não liga os fatos.
Nesse último livro biografia, p. ex., esqueceu de dizer: como faleceu o Theo.
É a minha opinião, indep. disso admiro a defesa do autor em relação ao patrimônio gaúcho e a coragem de revelá-lo ao público.
thesapox November 18th, 2009, 05:28 PM O cara é uma autoridade quando se trata de arquitetura da imigração alemã.
Gosto muito das obras dele, e do trabalho incansável de pesquisa.
É um dos únicos arquitetos brasileiros que conseguem transitar livremente na área da história, e ainda interpretar os fenomenos arquitetônicos à luz da arquitetura, e não apenas da história e da sociologia.
Se fores ver, a maioria dos autores se contenta em ficar desfilando exemplares de determinados períodos e "escolas", o que é superficial e pouco informativo.
Nos livros do Weimer, ele simplesmente disseca a obra como um todo, avaliando funcionalidades e técnicas, além do próprio contexto histórico.
Minuano November 19th, 2009, 01:38 PM Realmente, talvez por transitar com facilidade de uma disciplina a outra, acabe se detendo superficialmente em cada uma, pois em se tratando de livros com alvo em um público não especializado, as próprias circunstâncias de edição dos livros acabem obrigando-o à simplificação. É apenas uma questão de empatia com a redação do autor, não existe unanimidade.
Também peca um pouco pelas revisões, em Arq. Moderna em POA uma casa situada na João Pessoa é dada como não localizada. Felizmente, tá lá, ao contrário de outras da zona sul que viraram corticínios fechados.
++++++++++
Se tiveres oportunidade, procura os livros dum autor português chamado José-Augusto França. É um prazer de leitura.
Schultz November 20th, 2009, 04:15 AM Eu li o Arquitetura Popular da Imigração Alemã e o Arquitetura Erudita da Imigração Alemã no Rio Grande do Sul e achei muito bons! Os comentários históricos que ele faz tu às vezes não encontra em livros especializados no assunto.
E ele sempre procura informar quando uma interpretação dele é bem embasada de uma que está sujeita a maiores estudos.
Mas não estudo arquitetura, sou só um curioso no assunto. Então desconheço possíveis erros do autor.
thesapox November 20th, 2009, 03:03 PM Na minha humilde opinião, ele não deixa a desejar nada em arquitetura e em história. As abordagens são completas e bem embasadas teoricamente.
A maioria dos livros dele tem como público alvo, o meio acadêmico. Bem diferente de alguns artigos, ou do livro síntese Arquitetura, por exemplo. As abordagens mais superficiais dizem respeito à sociologia, turismo, etc, mas aí já é pedir demais
puxar_ferro November 21st, 2009, 05:42 PM ainda não vi nada sobre coreanos
Imigração coreana no Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Imigração coreana no Brasil começou oficialmente em 23 de fevereiro de 1963. Antes disso já vinham pequenas famílias ao Brasil na década de 1950. Sendo que os primeiro coreanos chegaram ao Brasil em 1918. Eram apenas seis pessoas, que vieram visitar o país e não retornaram. Atualmente estima-se cerca de 250 mil coreanos e descendentes no Brasil. Os coreanos são um dos grupos de imigrantes a vir mais recentemente ao país. Cerca de 92% no estado de São Paulo Destes, 90% moram e trabalham na capital paulista.
se alguém arranjar informação sobre os árabes e gregos era fixe
gostei muito da thread
Martelli November 21st, 2009, 11:22 PM ^^
Agradeço o interesse. É bacana ter essas trocas culturais :)
Na página anterior coloquei vídeos de uma reportagem sobre a vida de alguns grupos de imigrantes e descendentes no Brasil.
Os gregos em São Paulo
T0KGpsSBR2M
A colônia russa de Primavera do Leste em Mato Grosso
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A colônia austríaca de Treze Tílias
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Vou aproveitar e colocar os links das cidades e colônias já mostradas que citei acima.
As colonias russas (do Paraná, RS, Goiás e Mato Grosso - acrescentei o vídeo desta última)
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=6%20#103
Treze Tílias
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=16#303
Antônio Prado
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=12
Martelli November 21st, 2009, 11:33 PM ainda não vi nada sobre coreanos
Imigração coreana no Brasil
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A Imigração coreana no Brasil começou oficialmente em 23 de fevereiro de 1963. Antes disso já vinham pequenas famílias ao Brasil na década de 1950. Sendo que os primeiro coreanos chegaram ao Brasil em 1918. Eram apenas seis pessoas, que vieram visitar o país e não retornaram. Atualmente estima-se cerca de 250 mil coreanos e descendentes no Brasil. Os coreanos são um dos grupos de imigrantes a vir mais recentemente ao país. Cerca de 92% no estado de São Paulo Destes, 90% moram e trabalham na capital paulista.
se alguém arranjar informação sobre os árabes e gregos era fixe
gostei muito da thread
Na página 20 coloquei a colônia coreana de São Paulo. :okay:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=20#386
Aproveitando, lembro que o dado oficial de 250 mil coreanos no Brasil é bem conservador, estima-se que o número pode ser bem maior se entrar na conta os ilegais que, em muitos casos, são confundidos com chineses.
puxar_ferro November 23rd, 2009, 12:08 AM ^^
eu li quase todo o thread mas saltei algumas paginas
vocês têm tanta sorte, praticamente podem viajar pelo mundo sem sair do brasil. eu vi que esta quase tudo em sao paulo, então quem viver ai deve ser do melhor.
Martelli November 26th, 2009, 01:48 PM Os primeiros colonos chegaram em 1891, de nacionalidade inglesa, ex-trabalhadores de Londres, e mais alguns poloneses e russos. Não se sabe precisar a data exata da criação da Colônia Lucena, considerada o marco inicial da cidade de Itaiópolis. Entre os anos 1.890 e 1895, a Comissão de Rio Negro PR, foi responsável pela formação das colônias polonesas de Lucena e Itaiópolis num total de 1488 pessoas e a colônia de Augusta Vitória com 120 pessoas. Outros colonos chegavam em 1891, vindos da Inglaterra, e os imigrantes russos, rutenos, poloneses e alemães oriundos de São Bento do Sul vieram a partir de 1903 formando, com as famílias de tropeiros que já acampavam na região, o povoado onde hoje se localiza a cidade.
Toda a região de Itaiópolis
Igreja polonesa
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Flickr Luciano Guelfi
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/polonesas/itaiopolis/itaiopolis-1.jpg
panoramio Mauro Wunderlich
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clickriomafra.com.br
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panoramio duqueclever
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Flickr nenoesm
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http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/polonesas/itaiopolis/194445401_16e81a8e87_o.jpg
Flickr Luciano Guelfi
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Igreja Ucraniana
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Martelli November 26th, 2009, 02:06 PM ^^
eu li quase todo o thread mas saltei algumas paginas
vocês têm tanta sorte, praticamente podem viajar pelo mundo sem sair do brasil. eu vi que esta quase tudo em sao paulo, então quem viver ai deve ser do melhor.
Bacana seu interesse. Pelo que leio, Portugal, pela imigração, vem se diversificando. Podemos ir trocando experiências. :okay:
Martelli November 26th, 2009, 02:24 PM Khadro Ling é o centro de prática do budismo tibetano fundado pelo Lama S. Ema. Chagdud Tulku Rinpoche. Praticantes do budismo moram no local, todos são trabalhadores voluntários e têm como prioridade a prática espiritual e o treinamento para viver no mundo de uma forma mais positiva.
O Khadro Ling é um lugar sagrado. Os budistas acreditam que os que vêem ou mesmo se lembram dos monumentos sagrados são também abençoados pelas pelas orações feitas em benefício de todos os seres.
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Flickr giromariza
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Flickr Jefferson Krumenauer
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Flickr Henrique Angelo
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Flickr Arian Giacomet
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Flickr Claudia Dias
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http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/TresCoroas/05.jpg
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Flickr relatividade (Lucio Uberdan)
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Flickr relatividade (Lucio Uberdan)
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Flickr relatividade (Lucio Uberdan)
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Flickr Ronai Rocha
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Flickr Geovane Rediss
Imagens do Flickr
Martelli November 26th, 2009, 02:25 PM ^^
Esta comunidade budista tibetana agrupa gente do Brasil e das mais diversas partes do mundo. Não sei se encaixa exatamente no contexto do thread, mas acho que sim.
Um vídeo interessante:
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