View Full Version : Brasil Imigrante: coleção de cidades, povos e culturas de um país formado pela diversidade.


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Martelli
April 12th, 2009, 11:30 PM
Este thread é a versão brasileira do "Pueblos no Hispanos o Portugueses (Alemanes, Italianos, Britanicos, Franceses, etc. (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=318014)) " do Latinscrapers e sugiu por idéia Rodriogs. Inicialmente vou repetindo as cidades e os comentários, depois passo a postar as "novidades". A idéia é concentrar aqui todas, ou pelo menos a maior parte, das cidades, povos e culturas que formam o Brasil. O thread está aberto a todos que queiram complementar e não segue uma ordem pré-definida. :okay:

Martelli
April 12th, 2009, 11:30 PM
Começo com este documentário interessantíssimo (dividido em três partes) que conta um pouco da formação do povo brasileiro. -Vale a pena assistir-


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Em seguida, para abrir as postagens de fotos, colocarei as colônias com as histórias que considero mais interessantes e os povos menos óbvios.

Martelli
April 12th, 2009, 11:31 PM
Colônia de Suábios do Danúbio.

A história dos suábios do Danúbio e de sua identidade cultural se confunde com a história da Alemanha, da Áustria, da Hungria e de outros países do sudeste da Europa, incluindo a ex-Iugoslávia, num período que, no total, abrange desde o século 17 até meados do século 20. Os suábios do Danúbio são, de maneira geral, povos de etnia e cultura germânicas que têm sua origem principal no sudoeste e no oeste do território que hoje corresponde à Alemanha. Com o fim da 1ª Guerra Mundial as regiões habitadas pelos suábios do Danúbio, antes sob um mesmo governo, se viram divididas agora pelas fronteiras de vários países.

Suábios do Danúbio no Brasil...

Durante e depois da 2ª Guerra, muitos suábios deixaram o sudeste da Europa, dirigindo-se à Áustria, onde viveram durante anos em abrigos para refugiados. A instituição filantrópica Ajuda Suíça para a Europa (Schweizer Hilfe) organizou um projeto para viabilizar uma alternativa de vida para um grupo de suábios do Danúbio que se encontrava na Áustria: um total de 500 famílias se inscreveram na iniciativa, que visava a criação de uma cooperativa agrícola no Brasil como um caminho para um novo futuro. Assim nasceu a iniciativa que levaria à fundação da Cooperativa Agrária (Criada em Guarapuava em 1951) e à colonização dos campos de Entre Rios, localidade que é um distrito rural do município de Guarapuava (PR). Em Entre Rios, a disposição dos suábios para enfrentar as muitas dificuldades dos primeiros anos escreveram uma das mais marcantes páginas da história da imigração de etnia alemã no Brasil.

Suábios do Danúbio em Entre Rios...

O distrito de Entre Rios se tornou a única comunidade rural de suábios do Danúbio existente na atualidade em moldes semelhantes às que existiam sudeste da Europa. Em outros países os suábios estão dispersos, por vezes, em grandes centros urbanos. Hoje atentos à necessidade de participar de um mundo multicultural, os suábios do Danúbio de Entre Rios e seus descendentes, ao lado do orgulho e da gratidão de ter no Brasil sua nova pátria, guardam o exemplo de seus antepassados e persistem para vencer os novos desafios trazidos pela globalização. http://www.agraria.com.br/brasil/pagina.php?menu=institucional&banner=institucional&institucional=instit_historia_suabios

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Entre%20Rios/gp6.jpg
^^
A divisão de lotes urbanos lembrando um tabuleiro de xadrez é típica desse povo.

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Panoramio zuba2008

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Georges Lemos

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Georges Lemos

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Flickr ali ckel

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Flickr ali ckel

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Flickr ali ckel

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Flickr ali ckel

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Flickr ali ckel

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Luis Marcel Pereira

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Mauricio Casagrande

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Mauricio Casagrande

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Flickr ali ckel

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Georges Lemos

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Panoramio sabinebh

Festa da Cevada

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Banco de imagens unicentro

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Entre%20Rios/entrerios2.jpg
Banco de imagens unicentro

Martelli
April 12th, 2009, 11:34 PM
Talian
originada de dialetos de imigrantes da região de Vêneto, no norte da Itália, que no final do século 19 se estabeleceram, sobretudo, na região das Serras Gaúchas, no Rio Grande do Sul e no oeste de Santa Catarina. O talian não é considerado um dialeto crioulo italiano, mas sim uma variante brasileira da língua italiana. Da mesma forma que o Riograndenser Hunsrückisch, um dialeto falado por descendentes de alemães no Sul do Brasil, o talian não é considerado uma língua estrangeira no Brasil, mas sim uma língua nacional brasileira, porém, sem status de língua oficial.

Riograndenser Hunsrückisch
O Hunsrückisch original é um dialeto falado na Alemanha e classificado como um dos dialetos que formam o grupo Moselfränkisch, falado no Palatinado Renano (Rheinland-Pfalz); Cidades como Pomerode, Brusque, Teutônia e Santa Cruz do Sul são apenas alguns exemplos de localidades onde se pratica a língua alemã. As estimativas atuais afirmam que 200 mil brasileiros possuem o alemão como língua materna.

Pomerano
É uma variedade do baixo-alemão, também chamado de Pommersch, Pommerschplatt ou Pommeranisch, é falado em várias regiões do Brasil, especialmente nos estados meridionais e no estado do Espírito Santo. Uma das localidades mais conhecidas do Brasil onde prevalece o bilingüalismo pomerano-português é Pomerode, Santa Catarina.

Katarinensisch
é um dialeto regional de origem alemã em Santa Catarina. O dialeto não possui nenhum status oficial. cerca de 200 mil pessoas falam o dialeto, mas a maioria hoje em dia troca o dialeto para aprender o Hochdeutsch ou alemão oficial.

Gira da Tabatinga
é uma língua afro-brasileira, de origem predominantemente banto. É falada em parte do município brasileiro de Bom Despacho, Minas Gerais, e por moradores residentes em comunidades quilombolas.

Outras línguas:
Ainda existem vários outros núcleos de idiomas e dialetos (Exemplo: polaco, lituano, japonês, árabe, iídiche, etc.)

No Brasil são falados mais de 200 idiomas. A maioria, cerca de 180, são línguas indígenas. Os demais idiomas, cerca de 30, são línguas trazidas por imigrantes.

Fonte: Wikipédia

Martelli
April 12th, 2009, 11:39 PM
Domingos Martins, cidade colonizada por alemães, pomeranos e italianos.

Os Últimos Pomerânios

Mais de 300 mil descendentes de imigrantes da Pomerânia lutam para manter no Brasil as tradições de uma pátria que não existe mais

Na antiga Pomerânia, uma faixa de terras junto ao Mar Báltico, onde hoje está a fronteira entre a Alemanha e a Polônia, não há mais pomeranos nem Pomerânia. Sucessivas ocupações de seu território por russos, alemães e poloneses acabaram por expulsar ou dizimar a população. Os poucos que restaram no local foram absorvidos pelas cidades alemãs e polonesas. O dialeto que eles falavam desapareceu e foi dado como extinto.

Nas montanhas do Espírito Santo, porém, um pedaço da Pomerânia sobrevive. Há 120 mil descendentes de pomeranos concentrados a apenas 50 quilômetros de Vitória em cidades fundadas por antepassados. Os imigrantes chegaram em duas levas, em 1858 e 1859 e depois em 1872 e 1873. Segundo os documentos oficiais, eram apenas 2.142, mas suspeita-se que o número tenha sido muitas vezes maior. Eles chegaram sem saber português e não receberam nenhum auxílio do poder público para facilitar a adaptação. Por isso mantiveram-se fechados em suas comunidades. Em Pancas, Domingos Martins e outras cidades da região, a língua que os descendentes aprendem dentro de casa é o pomerano.

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Flickr Robert Blackie

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Flickr zeliamoreira

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Flickr primpsgarcia

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Flickr Robert Blackie

Na Pomerânia, eles eram pescadores de arenque. Aqui, viraram agricultores nas serras do interior do Espírito Santo

Loiros de olhos azuis, como era comum nessa antiga região junto à Prússia, atual Alemanha, os pomerânios viram suas terras serem divididas e invadidas pelos arquiinimigos poloneses durante a Segunda Guerra Mundial. Foi quando a Pomerânia acabou, forçando muitos nativos a imigrar para pequenas comunidades nos Estados Unidos, no Canadá e, principalmente, no Brasil.

Isolados dos outros povos mas unidos em torno de uma língua, de uma cultura e de três religiões (confissão luterana, luterana e católica), os pomerânios se espalharam por aqui. Hoje, a maior concentração de seus descendentes - 120 mil deles - vive no Espírito Santo, nas montanhas da região de Domingos Martins e Santa Maria de Jetibá, a apenas 50 quilômetros de Vitória, ou na quente Vila Pavão, no norte do Estado. Uma parte se estabeleceu na cidade de Pomerode, em Santa Catarina, e o restante foi para outros cantos do país, como Rio Grande do Sul e Rondônia. No total somam uns 300 mil.

Crianças pomeranas de Tejuco Preto, distrito de Domingos Martins

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Espirito%20Santo/Domingos%20Martins/Pommerfest/tejucopretothiagoDomingosmartins.jpg
SECOM

É costume dos pomeranos que as noivas se casem de preto. A tradição nasceu como protesto, no tempo em que a noite de núpcias era com o senhor feudal. Na europa esta tradição não existe mais.

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POMMERFEST em Melgaço, distrito de Domingos Martins

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Flickr Robson Barros Torres

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Flickr Robson Barros Torres

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http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Espirito%20Santo/Domingos%20Martins/Pommerfest/244226506_e734071511_o.jpg

^^
Fotos do flickr de Robson Barros Torres e da SECOM

Sobre os pomeranos:
http://br.geocities.com/ondine_bruch/artigos/t15.html
http://brasiliano.wordpress.com/2008/06/19/pomerano-como-segunda-lingua-oficial/
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75357-6014,00-AS+NOIVAS+DE+PRETO.html

Martelli
April 12th, 2009, 11:43 PM
^^
A título de curiosidade:
Atualmente, a Pomerânia não existe mais. Após a 2ª Guerra Mundial, o território foi anexado pela Alemanha e pela Polônia.

http://i280.photobucket.com/albums/kk184/editorbrasiliano/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/sta%20maria%20jetiba/pomeranos_15.jpg

Quem quiser saber mais:
http://brasiliano.wordpress.com/2008/06/19/pomerano-como-segunda-lingua-oficial/

Martelli
April 12th, 2009, 11:50 PM
A cidade mais pomerana do Brasil , + de 70% da população é formada por descendentes de pomeranos.

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/10906028.jpg
Panoramio Rodnei Braum

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/SMJ/smj1482.jpg
Gazeta online

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/10632122.jpg
Panoramio tavaresvr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/14746000.jpg
Panoramio Rodnei Braum

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/14745932.jpg
Panoramio Rodnei Braum

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/2971927547_2683bcf60e_b.jpg
Flickr erica.schurmann

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/1399280923_4792b59dfa_b.jpg
Flickr polinhaknut

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/2971918311_ece83780d9_o.jpg
Flickr erica.schurmann

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/2971918317_479827f85f_o.jpg
Flickr erica.schurmann

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Espirito%20Santo/pomeranas/sta%20maria%20jetiba/425730463_baefd6dad2_b.jpg
Flickr Breno Silva

Aula de pomerano na escola municipal de Recreio, distrito de Santa Maria de Jetibá

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/SMJ/SMJ3.jpg
Gazeta online

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/SMJ/SMJ2.jpg
Gazeta online

Martelli
April 12th, 2009, 11:51 PM
^^
A 2ª língua oficial da cidade é o pomerano.

Reportagem sobre o Pomerano em Stª Maria de Jetibá/ES
-No decorrer do vídeo é possível ouvir o pomerano-

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Martelli
April 12th, 2009, 11:54 PM
Depois continuo as postagens...

Os suábios junto com os pomeranos e russos-brancos são os povos que pra mim têm histórias muito interessantes.

Martelli
April 13th, 2009, 03:40 PM
Como foi dito no vídeo 1, é válido notar que como as mudanças econômicas e sociais na Europa ocorreram de uma maneira muito rápida, isso gerou algumas distorções em relação às colônias do Brasil, pois no país as mudanças são mais lentas.

Essas distorções ficam claras em uma reportagem muito interessante da revista 'Der Spiegel' sobre a cidade de Pomerode em Santa Catarina (considerada a cidade mais alemã do Brasil).

Posto em seguida o resumo da reportagem.

Martelli
April 13th, 2009, 03:44 PM
^^
Alemães do Brasil são 'mais típicos que na Alemanha', diz 'Der Spiegel'

BBC Brasil (31 de março de 2008)

Em sua edição desta semana a Der Spiegel, principal revista semanal da Alemanha, diz que quem quiser saber o que é típico alemão deve ir a Pomerode, em Santa Catarina.

É assim que começa uma reportagem de quatro páginas sobre a cidade do sul do Brasil publicada na revista que é lida por 1 milhão de pessoas na Alemanha.

O longo artigo conta a história de Pomerode e mostra como as tradições alemãs continuam vivas mais de 200 anos depois da chegada dos primeiros imigrantes.

Segundo a Der Spiegel, em alguns aspectos Pomerode chega a ser até mais alemã que a própria Alemanha.

Por exemplo, os pratos alemães servidos em restaurantes são fartos como no passado, enquanto a cozinha atual alemã prefere evitar gorduras e calorias, seguindo tendências internacionais.

A revista aponta também para o fato de a pequena cidade em Santa Catarina ter cinco grupos de dança folclórica e 16 Schützenvereine, clubes de tiro com costumes tradicionais alemães.

'Pomerode-Deutsch'

O repórter Carsten Holm elogia os descendentes de alemães que vivem em Pomerode dizendo que eles cultivam as tradições do país de seus avós “sem cair no nacionalismo”.

Apesar das fortes raízes alemãs, diz a revista, os moradores de Pomerode são “abertos a outras culturas.”

O jornalista Holm estranhou a língua falada na cidade, chamada de “Pomerode-Deutsch” – alemão do tipo Pomerode.

A revista também faz um balanço altamente positivo da vida na cidade às margens do rio Testo, cuja economia vai de vento em popa.

A Der Spiegel relata que a qualidade de vida na cidade é maior que no resto do país, e que a “pequena Alemanha” no sul do Brasil não tem problemas com a violência.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/reporterbbc/story/2008/03/080331_spiegelbrasilmc.shtml

A reportagem original em alemão (PDF):
http://wissen.spiegel.de/wissen/image/show.html?did=56388075&aref=image036/2008/03/29/ROSP200801400480051.PDF&thumb=false

Martelli
April 13th, 2009, 03:48 PM
A cidade mais alemã do Brasil.

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/8989944.jpg
GutoQuadros

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Claudia V

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Adrieli Cancelier

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/1965538.jpg
Edelcio J Ansarah

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/9384283-1.jpg
Claudia V

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/1752045281_c44e0842dd_b.jpg
Adrieli Cancelier

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/9882051-1.jpg
Rodrigo Melo

Festa Pomerana

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/1638587.jpg
Fernando Araujo

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/festapomerana2.jpg
Zé Marciel

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/Pomerode/festapomerana.jpg

Martelli
April 13th, 2009, 03:50 PM
^^

Um pouco de história

A maior parte dos imigrantes alemães de Pomerode vieram da região histórica da Pomerânia, situada entre o norte da Alemanha e Polônia e de onde se origina o nome do município. Os pomeranos são descendentes de uma mistura de povos germânicos e eslavos e, desde o século XII, quando passaram a fazer parte do Sacro Império Romano-Germânico, sofreram um processo de germanização de seu idioma e costumes. Quando chegaram ao Brasil, os pomeranos não se identificavam como sendo alemães, pois possuíam características culturais distintas porém, com o passar do tempo, acabaram se incluindo entre os alemães.

80% dos habitantes de Pomerode são descendentes de alemães pomeranos e a maior parte dos moradores são bilíngües: falam o português juntamente com o pomerano (Pommersch ou Pommersch Platt, em alemão)

Fonte: Wikipédia

Martelli
April 13th, 2009, 03:57 PM
Aqui estou meio que tentando separar por origens e por semelhanças históricas, no outro thread do latinscrapers ficou bem mais bagunçado.

Njggah'z Heppin'
April 13th, 2009, 06:28 PM
Cara, eu acompanhei seu trabalho lá no Fórum Latino-americano e sempre gostei dessa coleção, um belo trabalho, parabéns. Agora acho que você deveria ter aberto o tópico no fórum principal, que além de ser o lugar correto, tem maior visibilidade. :okay:

CanudosWar
April 13th, 2009, 07:44 PM
tbm acompanhava lá,excelente trabalho :banana:

Martelli
April 13th, 2009, 08:22 PM
Valeu, Njggah'z Heppin'.

Escolhi este local porque achei que tivesse mais a ver. O fórum geral é muito dinâmico, pelo menos aqui meu thread dificilmente irá para a página 2. :)

A minha idéia era iniciar o post de fotos com Salvador, a primeira capital, e depois Nova Friburgo, a primeira cidade colônia não-portuguesa, mas como não achei todas as fontes das fotos, deixei pra postar na 2ª ou 3ª página, então vc comenta novamente :colgate: :okay:

Martelli
April 13th, 2009, 08:25 PM
Legal, CanudosWar.

O pessoal lá no fórum latino é gente boa, mas mesmo assim parece que somos estrangeiros, que não pertencemos ou que estamos invadindo o espaço alheio, pelo menos me sentia assim. Aqui estamos em casa. :)

Tiago Costa
April 14th, 2009, 01:27 AM
Escolhi este local porque achei que tivesse mais a ver. O fórum geral é muito dinâmico, pelo menos aqui meu thread dificilmente irá para a página 2. :)

Só que foi postado no local errado, pois ali não é permitido postar threads. Por favor, leia as regras 10.1 e 10.11:

http://www.skyscrapercity.com/announcement.php?f=272&a=530

Obrigado.

haznobe
April 14th, 2009, 01:49 AM
Imaginei encontrar negros, indígenas e europeus, o titulo me fez pensar assim.
Mas de qualquer jeito, gostei das fotos!

renehass
April 14th, 2009, 07:43 AM
A cidade mais alemã do Brasil.

Alguém poderia me explicar qual o critério utilizado afirmar que Pomerode é a cidade mais alemã do Brasil?

Por que Pomerode e não outra? E qual a importância disso?

Eu sempre acho essas afirmações exageradas. Mesmo assim, agradeço se alguém vir com critérios convincentes.

Obrigado.

Martelli
April 14th, 2009, 02:19 PM
^^
Não conheço bem o critério. É uma informação que está em vários sites, acho que é porque praticamente 100% da população da cidade é descendente de alemães. :)

Martelli
April 14th, 2009, 02:20 PM
O número estimado de descendentes de poloneses no Brasil é de + 1,8 milhão. São uma grande influência na cultura, nas artes, na culinária e na música brasileira.

O Paraná é o estado mais influenciado pelos poloneses. Muitos descendentes falam o idioma polonês como língua materna. Curitiba é a 2ª cidade fora da Polônia com o maior número de habitantes de origem polaca, superada apenas por Chicago, nos Estados Unidos. A música e a culinária polonesas são marcas profundas na região. (Fonte: wikipédia)

Memorial da Imigração Polonesa (Bosque do Papa)

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/polonesas/curitiba/2868246854_b239c67c4b_o-1.jpg
Flickr Cesar Nogarolli

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/polonesas/curitiba/2983020668_014815b0ac_b.jpg
Flickr T.Mazutti

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/polonesas/curitiba/204306820_73cfa37b8c_b.jpg
Flickr Luiz4ever

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/polonesas/curitiba/3098380193_f12033b4a2_b.jpg
Flickr Rafael Curitiba

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/polonesas/curitiba/190318262_f12da4a40f_o.jpg
Flickr wellingtontf

Comemoração da Pácoa polonesa (Fotos de Claudete Dorocinski)

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Martelli
April 14th, 2009, 02:21 PM
No Brasil a estimativa de descendentes de poloneses gira em torno de 1,5 a 1,8 milhões. Mas, o jornalista Ulisses Iarochinski, doutorando na Uniwersytet Jagielloński, de Cracóvia, fez sua tese colocando em suspeição estes dados, ele diz que este número mágico não tem sustentação em nenhuma estatística confíável. Baseia-se mais no "chutômetro", do que num estudo sério sobre a etnia no Brasil. Pelas suas pesquisas e estudos, muito provavelmente a etnia polaca no Brasil já ultrapassou os 3,5 millhões de descendentes e polacos.

Ele tem um blog onde comenta este fato:
http://iarochinski.blogspot.com/2007/10/descendentes-e-trabalhadores-polacos-no.html


Pra não criar polêmica eu fico no meio do caminho com a estimativa de 1,8. ;)

Martelli
April 14th, 2009, 02:22 PM
Cidade colonizado por imigrantes italianos e poloneses.

Casa polonesa
http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/SantoAntoniodoPalma/3346307505_3352b7a2c2_b.jpg
Flickr Sandra Hiperativa

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Flickr Sandra Hiperativa

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www.brazylia2009.org

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Martelli
April 14th, 2009, 02:22 PM
Uma curiosidade:

O gentílico "polaco" é motivo de muita briga entre os imigrantes, por ter se transformado numa expressão pejorativa. Sendo assim o termo "polonês" foi adotado no Brasil como forma de substituir o polêmico "polaco", usado para ofender os imigrantes e seus descendentes. As gerações mais antigas simplesmente abominam o gentílico "polaco". -Quando escrevia Saga dos polacos, publicado em 2001, o presidente de uma associação étnico-cultural do interior do Paraná interrompeu a entrevista quando ouviu o termo "polaco". O homem, também descendente de imigrantes da Polônia, afirmou que não prosseguiria a conversa se continuasse a ouvir "polaco". Ele se sentia terrivelmente agredido com a palavra. Perguntei o porquê da irritação. O polonês-paranaense respondeu que era um termo pejorativo.- Adaptado de Ulisses Iarochinski

Polaco ou Polonês?
http://www.parana-online.com.br/colunistas/67/49731/

Martelli
April 14th, 2009, 02:31 PM
Cidade colonizada predominantemente por poloneses. O município de características eminentemente agrícola está centrado principalmente em culturas como o feijão e milho, possuíndo ainda, na sua base econômica, a pecuária leiteira, a suinocultura a extração da madeira e a erva-mate. Possui belezas naturais como os saltos no rio Palmital entre outros e na sede municipal o lago da Represa de Foz do Areia.

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Site do documentário citado abaixo

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Flickr piratadacity

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Picasa Roder

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Picasa Roder

Igreja Ucraniana
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Flickr piratadacity

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Flickr Naldinho Lourenço

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Flickr Naldinho Lourenço

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Flickr Naldinho Lourenço

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Flickr marcos r dos santos

Fotos de Mauro Giller e descrições tiradas do site: http://detemposemtempos.blogspot.com/

Em um local longe de Cruz Machado, as crianças estudam na pequena escola local ( Papuã ). Os 24 alunos, todos falam polonês. Alguns chegam na escola com dificuldade de falar o português. Durante a aula o professor conversa sobre a questão dos imigrantes, e depois elas correm pelo pátio da escola brincando e contando números em polonês.

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-Dunha herdou dos pais o comércio.Vende objetos que nem sempre são encontrados nos mercados.

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-Tia Joana e dona Milka (1ª foto à esquerda). As duas vizinhas tem o hábito de conversar pela janela em polonês caipira.
-No tear (1ª foto à direita) Alexandra é surda e só fala polonês. Vive com o seu genro. Herdou um tear da sua mãe que trouxe essa atividade da polônia.
-Dona Emilia (2ª foto à direita das crianças) desde os seus quinze anos faz pirogue, comida típica polonesa. Junto com a sua familia, eles se reúnem para comer a iguaria.

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Martelli
April 14th, 2009, 02:33 PM
^^
Os poloneses são uma etnia muito representativa do Paraná. Outra curiosidade é que vivem no Brasil parentes próximos do Papa João Paulo II que era polonês.

Martelli
April 14th, 2009, 03:00 PM
Imaginei encontrar negros, indígenas e europeus, o titulo me fez pensar assim.
Mas de qualquer jeito, gostei das fotos!

Fiz um trabalho no ano passado sobre estas colônias de imigrantes na américa latina e este fórum me ajudou muito. Estou com uma coleção de centenas destas cidades no Brasil. Inicialmente contribuia para a complementação deste thread: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=318014 e lá o forista Rodrgogs deu a idéia de abrir um tópico no fórum brasileiro. Na verdade o thread será uma coleção de culturas e etnias sem nenhuma ordem aparente. :okay:

Infelizmente o foco do meu trabalho ficou restrito às colônias (inclusive comunidades quilombolas) do sul e sudeste. Mas por exemplo, como não encontrei fotos boas dos quilombos, resolvi abrir o leque e passei a postar algumas cidades, inclusive fora do eixo sul-sudeste, com grande presença africana.

No caso dos índios eu não tenho fotos porque na verdade eles não eram o foco. ;)

Raphael_San
April 14th, 2009, 04:53 PM
Gostei da iniciativa Martelli de criar um thread sobre cidades colonizadas também no fórum brasileiro.

Espero poder contribuir com fotos e informações de mais municípios capixabas...

:okay:

tonyssa
April 15th, 2009, 12:52 AM
Muito interessante o Thread!

Barriga-Verde
April 15th, 2009, 01:06 AM
Ah, muito legal esse thread. Essas cidadezinhas "alemães", "italianas", "polonesas", "austríacas" e tal são absolutamente comuns em SC, e no Sul em geral, hehe. Inclusive, em praticamente qualquer região de SC há uma significativa parcela da população que fale outra língua estrangeira além do português (que é passada de pai pra filho, hehe); então não é incomum ouvir alguém falando alemão ou italiano. E a arquitetura também, essas casas bonitinhas e bem cuidadas... :)

Barriga-Verde
April 15th, 2009, 01:09 AM
Alguém poderia me explicar qual o critério utilizado afirmar que Pomerode é a cidade mais alemã do Brasil?

Por que Pomerode e não outra? E qual a importância disso?

Eu sempre acho essas afirmações exageradas. Mesmo assim, agradeço se alguém vir com critérios convincentes.

Obrigado.

Hm, como já disseram, quase 100% da população da é cidade descendente de alemães, a arquitetura da cidade é germânica (exclua-se os fakes), ainda é comum ouvir pessoas falando em alemão nas ruas etc, hehe. Tá, isso não é lá algo muito incomum em SC, porém, digamos que Pomerode tenha se mantido mais "intocada", hehe, em Blumenau por exemplo eu acredito que mais de 50% da população nem é de lá, hehe, ou seja, se perdeu muito da cultura original.

Importância disso? Turística, principalmente, pois ajuda na divulgação da cidade :). E na própria preservação histórico-cultural do município. Qual é o problema nisso? :)

Holz
April 15th, 2009, 01:24 AM
Aqui no ES, mais especificamente, na região serrana existem muitas cidades que foram colonizadas por imigrantes alemães e italianos, prinicipalmente. Pena que essas cidades quase não são divulgadas. Valeu por mostrar aqui no SSC, mais sobre os imigrantes aqui no ES e no resto do Brasil!

Fourier
April 15th, 2009, 02:29 AM
Muito interessante o thread, mas vocês estão esquecendo de uma colônia muito representativa (acho que até mais que muitas que foram aqui postas).

É a imensa colônia japonesa!!

Já ví afirmações a comunidade japonesa no Brasil é a maior do mundo fora do Japão.

renehass
April 15th, 2009, 02:41 AM
^^
Não conheço bem o critério. É uma informação que está em vários sites, acho que é porque praticamente 100% da população da cidade é descendente de alemães. :)

Hm, como já disseram, quase 100% da população da é cidade descendente de alemães, a arquitetura da cidade é germânica (exclua-se os fakes), ainda é comum ouvir pessoas falando em alemão nas ruas etc, hehe. Tá, isso não é lá algo muito incomum em SC, porém, digamos que Pomerode tenha se mantido mais "intocada", hehe, em Blumenau por exemplo eu acredito que mais de 50% da população nem é de lá, hehe, ou seja, se perdeu muito da cultura original.

Importância disso? Turística, principalmente, pois ajuda na divulgação da cidade :). E na própria preservação histórico-cultural do município. Qual é o problema nisso? :)

é apenas uma curiosidade...não vejo problema algum!

Também não vejo como algo problemático. Sequer mencionei isso como “problema”. Obrigado pela explicação do critério da população ser praticamente 100% de descendentes de alemães.

Quando questionei sobre “qual a importância disso”, referi-me à importância de Pomerode ser a cidade mais alemã do Brasil. De forma alguma vejo isso como problema.

O Rio Grande do Sul é um outro belo exemplo de estado com inúmeras comunidades formadas quase que 100% de descendentes de imigrantes, muitas das quais ainda se caracterizam por ser bilíngües em que as crianças só aprendem o português quando atingem idade escolar.

Eu já passei férias em uma comunidade bilíngüe próxima à Santa Cruz do Sul quando criança em que todas as crianças locais falavam entre si em alemão, até mesmo as crianças negras. Havia algumas cujos pais trabalhavam nos sítios e lavouras dos descendentes de alemães e que aprenderam o alemão quando interagiam com as crianças brancas.

Ainda há muitos descendentes de imigrantes no RS que apenas falam os dialetos oriundos do alemão e do italiano. Entretanto, pesquisas já apontam que a tendência do biliguismo é desaparecer. Em função das tecnologias, as crianças estão aprendendo a falar o português antes da idade escolar. E se mudam para a cidade quando adolescentes ou em idade adulta, há a tendência de elas deixarem aos poucos de serem falantes dos seus dialetos maternos, passando a falar somente o português até chegar em um estágio em que elas entendem os dialetos, mas não conseguem mais expressarem suas vozes nele.

Julio_Geografia
April 15th, 2009, 02:43 AM
Sem dúvida, inclusive São Paulo é a cidade mais japonesa fora do Japão. Curitiba também tem muitas influências japonesas, e em homenagem fizeram aquela praça do Japão que é linda, tenho até fotos aqui maravilhosas. Maringá e Londrina são cidades bem influenciadas pela comunidade.

EZE
April 15th, 2009, 01:20 PM
A imigração japonesa foi muito forte também aqui na região...

Na cidade vizinha daqui de Prudente, Álvares Machado, é a única cidade da América Latina a ter um cemitério só de japoneses, você se sente no Japão lá dentro, tudo em estilo, escrita...

WallyP
April 15th, 2009, 01:53 PM
Calma gente, o Martelli tem um bom acervo ele vai botando pouco a pouco, deixem por conta dele que não vai faltar cidade, seja de japoneses, suíços, ou poloneses...todos entrarão.

Martelli
April 15th, 2009, 03:00 PM
Valeu, Wally! ;)

Martelli
April 15th, 2009, 03:01 PM
São Paulo é a cidade com maior número de pessoas com origem japonesa fora do Japão.

Tanabata Matsuri

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Flickr Ja Ck

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Flickr LUIZ: São Paulo's Eyes

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Flickr Leandro Morais

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Flickr

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Flickr Leandro Morais

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Flickr Adriano Lima

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Flickr Metalog

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Flickr

Martelli
April 15th, 2009, 03:04 PM
^^
A imigração japonesa no Brasil começou no início do século XX, através de um acordo entre o governo japonês e o brasileiro. Atualmente, o Brasil abriga a maior população japonesa fora do Japão com cerca de 1,5 milhão de nikkeis (termo usado para denominar os japoneses e seus descendentes). Wikipedia

Martelli
April 15th, 2009, 03:09 PM
A pérola negra. Um pedacinho da África no Brasil.

Vale lembrar que Salvador é a 3ª maior cidade do Brasil e também a cidade com maior população de negros e afrodescendentes fora da África.

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Flickr

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Flickr

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Flickr o.dirce

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Flickr

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Flickr S. Amrit

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Flickr

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Flickr Roberto Faria

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Flickr taneushka

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Flickr tlparker77

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1ª foto - Flickr Chung Liu / 2ª foto - Flickr Patricia Carmo

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(imagens retiradas do flickr)

Martelli
April 15th, 2009, 03:13 PM
^^
O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África. Segundo o IBGE, os auto-declarados negros representam 6,3% e os pardos 43,2% da população brasileira. Devido ao alto de grau de miscigenação, brasileiros com ascendentes da África subsaariana podem ou não apresentar fenótipos característicos de populações negras.

A maior concentração de afro-brasileiros está no estado da Bahia, onde 80% da população tem ascendência da África subsaariana.

O Brasil recebeu cerca de 37% de todos os escravos africanos que foram trazidos para as Américas. A quantidade total de africanos subsaarianos que chegaram no Brasil tem estimativas muito variadas: alguns citam mais de três milhões de pessoas, outros quatro milhões.

Durante o período colonial, os escravos de origem africana ou indígena eram a quase totalidade da mão-de-obra da economia do Brasil, utilizados principalmente na exploração de minas de ouro e na produção de açúcar.

Os homens eram a grande maioria dos escravos traficados, o que afetava o equilíbrio demográfico entre a população afro-brasileira. No período 1837-1840, os homens constituíam 73,7% e as mulheres apenas 26,3% da população escrava. Além disto, os donos de escravos não se preocupavam com a reprodução natural da escravaria, porque era mais barato comprar escravos recém trazidos pelo tráfico internacional do que gastar com a alimentação de crianças. :(

(Fonte: Wikipédia) :okay:

Martelli
April 15th, 2009, 03:15 PM
Pra gente ter mais ou menos a dimensão da tragédia escravista no Brasil, vou citar estes trechos do livro de Celso Furtado, Formação econômica do Brasil.

"Os dois principais países escravistas, EUA e o Brasil, começaram o século XIX com um estoque de aproximadamente um milhão de escravos. As importações brasileiras, no correr do século, foram de três vezes maiores do que a norte-americanas. Sem embargo, ao iniciar-se a Guerra de Secessão, os EUA tinham uma força de trabalho escrava de cerca de quatro milhões e o Brasil na mesma época algo como 1,5 milhão."

"[...] a população escrava tendia a minguar vegetativamente, sem que durante toda a época da escravidão se haja tentado com êxito inverter essa tendência*.

* Ao contrário do que ocorreu nos EUA, onde regiões houve que chegaram a especializar-se na criação de escravos, no Brasil sempre prevaleceu uma visão de curto prazo nesta matéria, como se escravidão fora negócio apenas de uma geração. Já o jesuíta Antonil, nos seus sábios conselhos aos senhores de engenho, nos começos dos séculos XVIII, recomendava que “aos feitores de nenhuma maneira se deve consentir o dar coice, principalmente na barriga das mulheres, que andam pejadas, nem dar com pau nos escravos, porque na cólera se não medem os golpes, e podem ferir na cabeça a um escravo de préstimo que vale muito dinheiro e perdê-lo. Repreendê-los, e chegar-lhes com um cipó, às costas com algumas varancadas, hé o que lhes póde, e deve permitir para ensino”. Citado por R. Simonsen, op. cit., p. 108."


^^
Penso que no caso dos africanos, apesar deles não viverem isolados, preservar sua cultura e tradições foi uma forma de resistência aos maus tratos a que foram submetidos no Brasil.

marcusbasti
April 15th, 2009, 03:23 PM
Seria interessante ver algo sobre os ucranianos que escolheram o Paraná como seu novo lar, deixando muito mais do que sobrenomes impronunciáveis, mas belas marcas em cidades como Cascavel:

http://farm3.static.flickr.com/2195/2244135411_c569cab34b.jpg?v=0
http://www.gestour.com.br/images/conteudo/geral/gf_f6673_8944.jpg
http://sonhachnek.sites.uol.com.br/GrupoM.jpg

Martelli
April 15th, 2009, 03:44 PM
Legal, marcusbasti. Tenho uma porção de cidades formadas por descendentes de ucranianos pra postar. :)
Uma coisa curiosa é que geralmente no Paraná onde há poloneses existem também ucranianos e vice-versa

Martelli
April 15th, 2009, 09:18 PM
O Brasil abriga hoje a maior comunidade lituana da América Latina, contando com 200 mil pessoas, entre lituanos e descendentes A cidade de São Paulo conta com a segunda maior colônia de lituanos do mundo, atrás somente da cidade de Chicago, nos Estados Unidos. O bairro paulistano de Vila Zelina é núcleo da comunidade.

1. Praça da República Lituana (Vila Zelina - SP)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Lituanos/Vila%20Zelina/lit-Ekamsp.jpg
Panoramio Ekamsp

2. Igreja de São José, mantida pela comunidade lituano-descendente.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Lituanos/Vila%20Zelina/lituanosArianeFreitas.jpg
Flickr Ariane Freitas

3. Missa

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Lituanos/Vila%20Zelina/litua.jpg
Foto: imigranteslituanos.blogspot.com

4. Loja de Comidas Lituanas (Vila Zelina - SP)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Lituanos/Vila%20Zelina/lituanos.jpg
Foto: Wikipedia

5. Apresentação de danças Folclóricas lituanas

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/lituanos/rambynas1111.jpg
Foto: portaldavilazelina.com.br

Fotos abaixo: D.Nikolaidis

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/lituanos/20-Rambynas-Nikolaidis-49.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/lituanos/20-Rambynas-Nikolaidis-74.jpg

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http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Lituanos/Vila%20Zelina/lituanos-1.jpg
Foto: imigranteslituanos.blogspot.com

Martelli
April 15th, 2009, 09:21 PM
No flickr da jornalista Ariane Freitas tem mais fotos da comunidade lituana:
http://www.flickr.com/photos/lovemaltine/sets/72157611056586237/

EduPR
April 15th, 2009, 09:34 PM
Muito legal esse tópico.
Parabéns ao Martelli por mostrar esse calderão cultural que é o Brasil.
:okay:

amsincero1
April 15th, 2009, 10:04 PM
Belo thread, bom trabalho Martelli :applause:

BrunoInteriorano
April 15th, 2009, 10:12 PM
Excelente thread!! Acho que o Brasil é um dos países mais diversificados do mundo...

Valeu!!

WallyP
April 16th, 2009, 12:38 AM
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Sao%20Paulo/japonesas/SPcapital/753716318_796cb9acc1_o.jpg
Flickr Leandro Morais



a nissei carioca mais gata ever! acho essa garota linda e simpática.

Enzo
April 16th, 2009, 02:25 PM
Martelli seu trabalho esta otimo, continue nos mostrando essa diversidade ficaremos muito grato.
Parabens pela iniciativa :)

Martelli
April 16th, 2009, 03:10 PM
^^
Que bom que estão se interessando pelo tema, é uma maneira simples de lançar luz e mostrar novas perspectivas de um país tão abrangente como o nosso, pois mesmo sabendo da diversidade brasileira a gente desconhece muita coisa. Eu pelo menos tive várias surpresas. ;)

Martelli
April 16th, 2009, 03:17 PM
a nissei carioca mais gata ever! acho essa garota linda e simpática.

Não sabia que a Daniele Suzuki era carioca, legal. Ela fez a cobertura do Tanabata Matsuri em São Paulo para o programa Tribos do Multishow, comemorando os 100 anos da imigração japonesa: (O programa é muito bom, no comecinho o áudio está meio ruim mas depois melhora, acho que foi um efeito criada pela própria edição do programa)


TiZNzZmiZ0k

netraider
April 16th, 2009, 04:46 PM
Não sabia que a Daniele Suzuki era carioca, legal. Ela fez a cobertura do Tanabata Matsuri em São Paulo para o programa Tribos do Multishow, comemorando os 100 anos da imigração japonesa: (O programa é muito bom, no comecinho o áudio está meio ruim mas depois melhora, acho que foi um efeito criada pela própria edição do programa)


TiZNzZmiZ0k


Ela é filha de paulista com sul-matogrossense e nasceu do Rio.
Mas ela é mestiça, embora não pareça.

netraider
April 16th, 2009, 05:01 PM
É muito legal retratar essas comunidades de imigrantes.
Mas Uma coisa que eu acho um saco no Brasil é que sempre querem exagerar nos estereótipos.. quando mostram alemães, tem que ser
obrigatoriamente loiríssimos, quando na Alemanha os loiros são apenas cerca de 50% da população. Mesmo alemães "originais" podem ser morenos, com cabelos pretos ou castanho-escuros, e há muitos de olhos não-claros e cabelos não necessriamente lisos.

Rekarte
April 16th, 2009, 05:04 PM
Viva a Colonia Japonesa!:banana:
Belo Trabalho,Martelli!
Vc teria fotos de Tomé-Açu,aquela cidade do Pará,que foi formada por colonia japonesa!

Martelli
April 16th, 2009, 05:24 PM
Rekarte, boa lembrança a de Tomé-Açu. Não tenho fotos mas depois vou pesquisar. :okay:

Martelli
April 16th, 2009, 05:28 PM
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/2318467251_faa6b8951f_b.jpg
Flickr vanopereira

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/271881104_128778259e_o.jpg
Flickr JoaoGabriel

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/3074900598_28240b4106_b.jpg
Flickr andre_zorzo

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/2783607421_318a21b71d_b.jpg
Flickr sandronunes

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/2783615957_8908e4dea9_b.jpg
Flickr sandronunes

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/2784475174_822ef18679_b.jpg
Flickr sandronunes

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/2784477158_35c592a1c1_b.jpg
Flickr sandronunes

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/626844660_46c38050e0_b.jpg
Flickr Ronai Rocha

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/196599164_66c949eee3_b.jpg
Flickr Ronai Rocha

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/866759881_239a66a598_b.jpg
Flickr claudiatatianabecker

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/3193132712_d89801d67c_b.jpg
Flickr Lopez-Freire

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/Vale%20Veneto/407556682_9346fef82d_b.jpg
Flickr tdarisbo

Martelli
April 16th, 2009, 05:30 PM
Cidade fundada e colonizada por italianos. Outras etnias posteriormente também colaboraram, embora em menor grau, para a sua diversificação sócio-cultural e econômica.


http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/2699346062_e6309d7ac5_b.jpg
Flickr pierrot_08

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/4535978.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/3232876.jpg
Panoramio Marcos Tomazi

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/9580102.jpg
Panoramio Jairotrf4

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/14389884-1.jpg
Panoramio antoniorobfilho

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/1445592126_ca6a27b467_o.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/485486880_44c6ff9fb6_b.jpg
Flickr canaverde

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/24811824_a3a0303f9c_o.jpg
Flickr The Queen is Dead

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/2918796942_559c003cee_b-2.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/capa.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/2321114815_002499ff7e_b.jpg
Flickr rodrigo.ch

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/DSC02056.jpg
Site da festa

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/dsc_5052.jpg
Site da festa

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/caxias%20do%20sul/caxiasdosul.jpg
Site da festa

Martelli
April 16th, 2009, 05:30 PM
^^
O detalhe acima fica para o cartaz da Festa da Uva onde se lê: "Uma vez imigrante, para sempre brasileiro"


(Estou repetindo mais ou menos os comentários que havia feito no fórum latino)

Martelli
April 16th, 2009, 05:31 PM
Também é interessante notar que embora os portugueses tenham grande tradição em vinhos, quem popularizou a bebida no Brasil foram os italianos. Hoje os grandes produtores de vinho do país são ítalo-brasileiros.

Martelli
April 16th, 2009, 05:51 PM
É muito legal retratar essas comunidades de imigrantes.
Mas Uma coisa que eu acho um saco no Brasil é que sempre querem exagerar nos estereótipos.. quando mostram alemães, tem que ser
obrigatoriamente loiríssimos, quando na Alemanha os loiros são apenas cerca de 50% da população. Mesmo alemães "originais" podem ser morenos, com cabelos pretos ou castanho-escuros, e há muitos de olhos não-claros e cabelos não necessriamente lisos.

:D É verdade, mas tem uma explicação no meu caso. Na primeira página a maioria da população mostrada é de pomeranos e uma de suas características mais comuns é ter o cabelo quase branco, principalmente no ES. No caso do fórum latino o Brasil é extremamente estereotipado e havia alguns comentários insinuando que as cidades brasileiras tinham apenas a arquitetura, pois a população já havia se dissolvido e não restaria traços destas imigrações. Para mostrar o engano e fugir dos preconceitos que cercam o Brasil, escolhi fotos dos descendentes de alemães geralmente loiros, até pra não dar espaço para comentários fora de lugar. :okay:

Osmar Carioca
April 16th, 2009, 05:53 PM
Martelli,

Que thread mais legal! Que trabalhão que você está tendo!

don_quito
April 16th, 2009, 05:53 PM
^^^^
..excelente trabalho tu tá fazendo!
continue, estou adorando ver a diversidade!
show de bola!

Rekarte
April 16th, 2009, 06:04 PM
Rekarte, boa lembrança a de Tomé-Açu. Não tenho fotos mas depois vou pesquisar. :okay:

Opa,então ficarei esperando ver a foto da cidade

das ultimas cidades,achei bem simpatica essa Vele Veneto
e o casal de velhinhos,que são o simbolo da cidade!

provinciano
April 16th, 2009, 09:08 PM
Legal o thread...só faltou sobre os espanhóis,e no skyscrapercity tem muitos forummers com ascendência espanhola.

MasterPE
April 16th, 2009, 09:57 PM
Parabéns pela idéia, mas o TÍTULO concordo que devia ser outro , que tal: OS IMIGRANTES QUE FORMARAM O BRASIL.

Aprendi muito aqui, não sabia que era no espírito santo a maior colônia de pomeranos.

MUITO ORGANIZADO TEU TÓPICO.

Outra, Muito bom isso, um povo que fica sem pátria(pomeranos) , cultua as tradições dos antepassados e respeita as do país que escolheu para viver . Isso é diversidade .

CAXIAS, tem algo que me agrada , e acho que agradou o Lulão também :) Brincadeirinha, adorei a cidade , melhores fotos que já vi dela .

netraider
April 17th, 2009, 12:09 AM
:D É verdade, mas tem uma explicação no meu caso. Na primeira página a maioria da população mostrada é de pomeranos e uma de suas características mais comuns é ter o cabelo quase branco, principalmente no ES. No caso do fórum latino o Brasil é extremamente estereotipado e havia alguns comentários insinuando que as cidades brasileiras tinham apenas a arquitetura, pois a população já havia se dissolvido e não restaria traços destas imigrações. Para mostrar o engano e fugir dos preconceitos que cercam o Brasil, escolhi fotos dos descendentes de alemães geralmente loiros, até pra não dar espaço para comentários fora de lugar. :okay:

Não sei qual o sentido desse termo "dissolvido", talvez esses tais pensem que o Brasil se resuma em miscigenados ao estilo Ronaldinho e Romário.

Enfim.. sao colonias isoladas isso que vc mostrou, mas a tendencia, no minimo, é misturar descendentes de italianos com espanhois, russos, portugueses, etc.. Assim como é nos EUA, Canada, Argentina, e em varios países do Novo Mundo / Novíssimo Mundo.

Leo10Rio
April 17th, 2009, 12:15 AM
Ótimo thread Martelli!! Parabéns! A algum tempo atrás eu pensei em fazer um thread com dados estatísticos sobre a imigração no Brasil, vou ver se posto esses dados depois então :okay:

Fourier
April 17th, 2009, 02:34 AM
Está ficando ótimo, Martelli!

Penso que o Brasil é um dos países com maior diversidade de formação social do mundo! Quais seriam outros países com tanta diversidade de imigrantes? Talvez os EUA, mas não sei!

De qualquer forma esse thread ajuda a entender a complexidade que é a formação da sociedade brasileira!

Parabéns!

Wey
April 17th, 2009, 02:49 AM
Está ficando ótimo, Martelli!

Penso que o Brasil é um dos países com maior diversidade de formação social do mundo! Quais seriam outros países com tanta diversidade de imigrantes? Talvez os EUA, mas não sei!

De qualquer forma esse thread ajuda a entender a complexidade que é a formação da sociedade brasileira!

Parabéns!

Olha, assim diversos só os EUA e a Holanda, e olha lá!

Lembro de um documentário uma vez que falava que o Brasil era, em termos ambos relativos quanto absolutos, o país de composicao étnica mas heterogênea do mundo!!! :cheers:

É justamente por isso que amo tanto essa nacao! :D

VIVA BRASIL! o/

Martelli
April 17th, 2009, 02:44 PM
^^
Gente, agradeço pelos comentários, todos bastante pertinentes.

Martelli
April 17th, 2009, 02:45 PM
Ótimo thread Martelli!! Parabéns! A algum tempo atrás eu pensei em fazer um thread com dados estatísticos sobre a imigração no Brasil, vou ver se posto esses dados depois então :okay:

Leo10Rio, por favor, poste! :D

Às vezes acho um tanto incoerentes e confusos os dados sobre os imigrantes no Brasil. Também olho com desconfiança algumas estimativas do número de descendentes aqui, há em muitos casos uma "supervalorização-exagerada" de alguns em detrimento de outros. Questionáveis ainda são estes ditos "estudos genéticos", em que há a tentativa de se provar que uma população tão heterogênea quanto a brasileira é na verdade baseada em uma ascendência comum. (Ex: Teses ilógicas que buscam demonstrar que 90% dos brasileiros teriam alguma ascendência portuguesa.)

Martelli
April 17th, 2009, 04:21 PM
Mais uma italiana.

Inicialmente Ivorá foi nomeada de "Nova Údine" em homenagem aos colonizadores, que em sua maioria eram naturais de Údine, norte da Itália. Em 1939 foi chamada de Ivorá, nome indígena que significa "Rio da Pedra Formosa", por sugestão do Instituto Histórico e Geográfico do Estado.

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Ivora/2081764505_4eae3b07bb_o.jpg
Flickr Familia Quatrin

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Ivora/2307416411_9f93b8f8f9_b.jpg
Flickr vanorepereira

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Ivora/3043844493_ec98243c7b_b.jpg
Flickr Lucas Figueiredo Baisch

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Ivora/2082660556_cc7050bd50_o.jpg
Flickr Familia Quatrin

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Ivora/2081765529_5b5e2f8627_o.jpg
Flickr Familia Quatrin

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Ivora/2081932773_ffd559a3e8_o.jpg
Flickr Familia Quatrin

Martelli
April 17th, 2009, 04:21 PM
Ivorá está na mesma região de Vale Vêneto (distrito de S. João Polêsine), postado acima

Martelli
April 17th, 2009, 04:22 PM
A cidade inicialmente foi nomeada de Froeliches Feld, que traduzido significa "Campo Alegre", nome recebido devido às belas paisagens naturais do local. (Wikipedia)

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/506686838_6567094915_o.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/Calegre1.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca7.jpg
Panoramio Remy Narciso Simão

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca11.jpg
Panoramio Remy Narciso Simão

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca8.jpg
Panoramio Remy Narciso Simão

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca9.jpg
Panoramio Remy Narciso Simão

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/13728839.jpg
Panoramio Remy Narciso Simão

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/2857371693_3ff8370c4b_b.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/2857396249_4b0e6aca72_b.jpg
Fernando Dall'Acqua

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/2723472687_24f83073fc_b.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca4.jpg
Flickr marcioneumann0

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/campoalegresc.jpg
Picasa Haidi

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca3-1.jpg
Picasa Márcio

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/ca1.jpg
Picasa Haidi

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/c2.jpg
Picasa Flavio Renato

Festa da Ovelha

Vejam elas aí :lol:
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/0468390001203003912_9_festa_ovelha_.jpg
MARCELLO MIRANDA

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/0460390001203003912_rainha_9_festa.jpg
Site da festa

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/CampoAlegre2004-FestadaOvelha02.jpg
tutjoinville.com.br

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/Campo%20alegre/CampoAlegre2004-FestadaOvelha03.jpg
tutjoinville.com.br

Martelli
April 17th, 2009, 04:38 PM
Próxima página...

Martelli
April 17th, 2009, 04:41 PM
A colônia alemã de Petrópolis é uma das mais tradicionais do Brasil.

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2618954471_43c17dca30_b.jpg
Flickr wellingtontf

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2255644781_222d5204a4_b.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2274423459_897dbebee7_b.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/1420934270_7222e3aee0_b.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2494857996_0923215641_o.jpg
Flickr Felipe Jaber

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/173831963_682a1a1f72_o.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2130403938_90fd4ce577_b.jpg
Flickr Stella Dauer

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/540283071_c7fd7e5838_b.jpg
Flickr javi.muniain

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2386849688_215e76c557_b.jpg
Flickr Rodrigo Soldon

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/424295546_5bbd0007e7_o.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2199979705_271dc67149_o.jpg
Flickr lucvasco_ok3

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2435498936_0023226199_o.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/524068910_49f2ffc141_o.jpg
Flickr

Bauernfest – A Maior Festa Alemã do Estado do Rio de Janeiro (Fotos do flickr)

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2647477902_45d61b6050_b.jpg
Flickr motatavares

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/petropolis.jpg

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/petropolis-1.jpg
Foto: Flavio Mendonça - Flickr: Foco Natural

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2647947418_fa3143de58_o.jpg
Flickr Yrê Sales

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/petropolis2.jpg
Foto: Bianca Albuquerque - Flickr: Foco Natural

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Rio%20de%20Janeiro/alemans/Petropolis/2647949140_72397090d6_o.jpg
Flickr

^^
Petrópolis é um notável exemplo dos esforços de imigração européia para o Brasil no Segundo Reinado. Concebida pelo major Júlio Frederico Koeler, é tida como a primeira cidade projetada do Brasil, composta de um núcleo urbano - a cidade (hoje o Centro), onde se concentravam o palácio imperial, prédios públicos, comércio e serviços. O Centro seria rodeado por "quarteirões imperiais", que receberam famílias de agricultores, principalmente alemãs, que hoje compõem bairros do primeiro distrito.

Outros estrangeiros, como açorianos e, posteriormente, italianos, viriam somar-se ao contingente de imigrantes, sobretudo para trabalhar nas indústrias de tecidos e comércio.

O pitoresco do projeto de Koeler foi o fato de batizar os quarteirões com nomes de cidades e acidentes geográficos das regiões (Reihnland-Westphalen) de onde vinham os colonos alemães: Kastelaum (Castelânea), Mosel (Mosela), Bingen, Nassau, Ingelheim, Woerstadt, Darmstadt e Rheinland (Renânia). As terras foram arrendadas para Koeler e, através dele, aos imigrantes, resultando em um sistema de foro e laudêmio (enfiteuse) pago aos herdeiros de Dom Pedro II até hoje.

Fonte: Wikipedia

Fedes9000
April 18th, 2009, 12:29 AM
Párabens Martelli por este therad, estas cidades são simplemente maravhilosas!!!
São e reflejo da enorme diversidade cultural do Brasil!!

Vini2
April 18th, 2009, 12:50 AM
Muito bom o thread, aqui terá mais comentários que no fórum latino :)
Parabéns pelo trabalho Martelli!!

Leo10Rio
April 18th, 2009, 01:35 AM
Leo10Rio, por favor, poste! :D

Às vezes acho um tanto incoerentes e confusos os dados sobre os imigrantes no Brasil. Também olho com desconfiança algumas estimativas do número de descendentes aqui, há em muitos casos uma "supervalorização-exagerada" de alguns em detrimento de outros. Questionáveis ainda são estes ditos "estudos genéticos", em que há a tentativa de se provar que uma população tão heterogênea quanto a brasileira é na verdade baseada em uma ascendência comum. (Ex: Teses ilógicas que buscam demonstrar que 90% dos brasileiros teriam alguma ascendência portuguesa.)

Concordo, esses dados são um tanto vagos mesmo. De qualquer maneira postarei, só para se ter uma idéia! :)

NÚMERO DE DESCENDENTES ( NO BRASIL, ACIMA DE 50.000 PESSOAS ):

PORTUGUESES: SEM DADOS OFICIAIS ( APROX. 90% DA POPULAÇÃO TEM ALGUMA DESCENDENCIA PORTUGUESA )
AFRICANOS: 12.900.000 (TOTAL) E 79.800.000 (PARCIAL)
ITALIANOS: 30.000.000
ALEMÃES: 12.000.000 A 18.000.000
ESPANHÓIS: 15.000.000
ÁRABES: 12.000.000 – LIBANESES: 6.000.000 / PALESTINOS: 50.000 / SÍRIOS: 3.000.000
FRANCESES: 2.780.000
POLONESES: 1.800.000
JAPONESES: 1.500.000
CIGANOS: 678.000 A 1.000.000 ( SERÁ TUDO ISSO?? :nuts: )
HOLANDESES: 640.000 A 3.500.000
INDIGENAS: 519.000 ( SÓ? :eek: )
URUGUAIOS: 500.000
UCRANIANOS: 400.000
CHINESES: 400.000
COREANOS: 250.000 ( 90% EM SÃO PAULO - SP )
LITUANOS: 200.000
RUSSOS: 200.000
ROMENOS: 190.400
CHILENOS: 150.000
IRLANDESES: 125.000
PERUANOS: 100.000
BOLIVIANOS: 100.000
JUDEUS: 96.000
FINLANDESES: 90.000
NORTE-AMERICANOS: 60.000
ARGENTINOS: 60.000
PARAGUAIOS: 60.000
GREGOS: 50.000

Fonte: Wikipedia

Barriga-Verde
April 18th, 2009, 02:19 AM
^^
Wikipedia... =P

Não querendo iniciar uma terceira Guerra Mundial :lol:, mas achei um estudo genético interessante :), feito com dezenas de brasileiros de diferentes regiões (mapeamento genético). Algumas tabelas:

http://img525.imageshack.us/img525/1594/a04tab02.jpg

http://img82.imageshack.us/img82/2014/a04tab04.jpg

http://img525.imageshack.us/img525/1081/a04tab05.jpg

http://img82.imageshack.us/img82/52/a04tab06.jpg

Estudo completo: http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142004000100004&script=sci_arttext&tlng=en#tab06

Barriga-Verde
April 18th, 2009, 02:23 AM
Ou seja, segundo esse estudo, cerca de 86% dos brasileiros tem, pelo menos, 10% de ancestralidade africana (é isso mesmo, né? =P). Será que somos tãao diversificados assim? ;P

Martelli
April 18th, 2009, 02:58 PM
Concordo, esses dados são um tanto vagos mesmo. De qualquer maneira postarei, só para se ter uma idéia! :)

NÚMERO DE DESCENDENTES ( NO BRASIL, ACIMA DE 50.000 PESSOAS ):

PORTUGUESES: SEM DADOS OFICIAIS ( APROX. 90% DA POPULAÇÃO TEM ALGUMA DESCENDENCIA PORTUGUESA )

Leo10Rio, vou tentar explicar o porquê de minha crítica e total descrédito para essa informação de que 90% dos brasileiros têm algum ancestral português.

"Durante o período colonial (1530 a 1822) e até o pós-colonial, predominam etnias não-brancas, numa média aproximada de 70% para as não-brancas e de 30% para a etnia branca. Ressalte-se que até meados do século XIX a etnia branca estava representada, quase que exclusivamente, pelos portugueses e luso-descendentes."

Censo populacional histórico do IBGE
http://ibge.gov.br/ibgeteen/povoamento/tabelas/pop_estimada.htm

1800 - 3 250 000
1808 - 4 051 000
1810 - 4 155 000
1815 - 4 427 000

"Após a independência, a imigração passou a fazer parte da política Imperial, pois o Sul do Brasil continuava despovoado e vazio, alvo fácil da cobiça dos países vizinhos. Os monarcas brasileiros trataram de atrair imigrantes para a região sul do País, oferecendo-lhes lotes de terra para que se estabelecessem como pequenos proprietários agrícolas. O Brasil acabara de se tornar independente de Portugal, portanto, os portugueses não podiam ser. A imperatriz do Brasil, Dona Leopoldina, era austríaca e, por essa razão, o Brasil optou por trazer imigrantes germânicos para o país. Vieram primeiro os alemães e, a partir de 1870, os italianos, duas etnias que se tornaram majoritárias nos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Entretanto, a grande leva imigratória começou em meados de 1880, com características bem diversas das acima apontadas. A principal região de atração passou a ser o estado de São Paulo e os objetivos básicos da política imigratória mudaram. Já não se cogitava de atrair famílias que se convertessem em pequenos proprietários, mas de obter braços para a lavoura do café, em plena expansão em São Paulo."
http://www.projetoimigrantes.com.br/int.php?dest=hist

Censo populacional histórico do IBGE após 1822 (ano da independência do Brasil)

1850 - 8 000 000
1872 - 9 930 478
1890 - 14 333 915


Segundo o site do IBGE a imigração portuguesa de Cabral até 1991 não passou de 3 milhões de pessoas.
http://ibge.gov.br/ibgeteen/povoamento/portugueses.html

Enquanto a dos africanos foi de 3 a 4 milhões.


Agora eu pergunto: como uma etnia que nunca foi maioria pode ter se espalhado a 90% da população do Brasil? Os portugueses, só pra se ter uma idéia do quão absurdo é este dado, para chegar a este percentual teriam que ter se multiplicado em mais de 70 vezes. Enquanto os africanos estão na faixa de 20 vezes e os italianos 13.

Acho mais verossímeis as teses que aproximam a imigração portuguesa à italiana, e onde chegam ao número 30 a 35 milhões de brasileiros com alguma ascendência lusa.

Martelli
April 18th, 2009, 03:04 PM
Ou seja, segundo esse estudo, cerca de 86% dos brasileiros tem, pelo menos, 10% de ancestralidade africana (é isso mesmo, né? =P). Será que somos tãao diversificados assim? ;P

Pra mim este estudo faz mais sentido do que o da ancestralidade portuguesa de 90% da população Brasileira. :nuts:




INDIGENAS: 519.000 ( SÓ? :eek: )




http://img525.imageshack.us/img525/1594/a04tab02.jpg

http://img525.imageshack.us/img525/1081/a04tab05.jpg




Compartilhando informações:


^^^^

Isso é verdade, mas não concordo com esse método do governo (considerar que pardos são afrodescendentes). Eu moro em Belém/Pa , mais da metade da população aqui é parda, porém o componente africano tem pouca expressão aqui. A maioria dos pardos é cabocla, mistura de brancos com indígenas. Essa é a realidade da Amazônia em geral, onde vivem 20 milhões de pessoas. Por isso discordo dessa generalização criada pelos movimentos negros e o governo.

Martelli
April 18th, 2009, 03:06 PM
Também tenho dados mais confiáveis sobre os franceses no Brasil!

Descendentes de franceses: estima-se uma população de 500 mil a um milhão de pessoas.
Expatriados franceses: estima-se 17 mil (legalmente) - dados da Embaixada da França.

Resumo:
Estima-se que, entre 1850 e 1965, cerca de 100 mil franceses tenham desembarcado em terras brasileiras. Seus descendentes corresponderiam a uma população de 500 mil a um milhão de pessoas.

"Desde então, percebe-se que a imigração está relacionada essencialmente a interesses econômicos, fenômeno observado até hoje". Dados dos Serviços Econômicos Franceses da Embaixada da França no Brasil revelam que, atualmente, mais de 350 companhias francesas atuam no país, sendo que, deste total, 82% dividem-se entre o eixo Rio-São Paulo.

Dos 17 mil franceses que vivem na condição de estrangeiros estimados pela Embaixada da França no Brasil, 40% encontram-se em São Paulo, 25% no Rio de Janeiro, 12% no Nordeste (principalmente na Bahia) e 9% no Sul.

Os dados da Embaixada da França revelam que esta comunidade tem mais de mil aposentados, 600 professores, 200 representantes da área médica e 170 religiosos. Mas a maioria - quase 95% do total dos 17 mil franceses - corresponde à classe dos expatriados, como gerentes de empresas e agentes do Estado. Isso sem contar os 700 détachés - funcionários enviados ao Brasil para cumprir missões de duração determinada. "A comunidade francesa é globalmente homogênea, formada por representantes da classe média alta e tem um perfil essencialmente técnico".

http://www.conteudoeditora.com.br/publicacoes/?ec=288&cs=28

jmmv
April 18th, 2009, 03:56 PM
Agora eu pergunto: como uma etnia que nunca foi maioria pode ter se espalhado a 90% da população do Brasil? Os portugueses, só pra se ter uma idéia do quão absurdo é este dado, para chegar a este percentual teriam que ter se multiplicado em mais de 70 vezes. Enquanto os africanos estão na faixa de 20 vezes e os italianos 13.

Acho mais verossímeis as teses que aproximam a imigração portuguesa à italiana, e onde chegam ao número 30 a 35 milhões de brasileiros com alguma ascendência lusa.

Eu também acho que essa percentagem é totalmente exagerada, alias eu nunca vi uma percentagem tão elevada como esses 90% (já vi sim por volta de + 50%)..., mas a tal "alguma ascendência lusa" é pelo menos superior ao da italiana, pois se desde o sec. XIX (nomeadamente os italianos começaram a imigrar em número significativo para o Brasil a partir da década de 1870) o numero de imigrantes de portugueses e italianos foi semelhante (no período de 1870 a 1950), e que já antes do sec. XIX "não havia italianos" significativos no brasil... e ... "Não existem números concretos sobre o número de brasileiros com ascendência portuguesa. Dada a antiga imigração lusitana ao Brasil, remontando ao século XVI, seria impossível obter um número exato. Muitos brasileiros de origem portuguesa desconhecem suas origens ou, pelo fato de estarem enraizos no Brasil há gerações, se consideram apenas como sendo brasileiros.
Em 1872, havia no Brasil 3,7 milhões de pessoas brancas. Por fatores históricos, quase a totalidade dessa população era de origem portuguesa, tendo em vista que a imigração de outros cidadãos europeus para o Brasil (italianos, principalmente) só começou após o ano de 1875. A população parda (ou seja, mestiça de português com africano e índio) era de 4,1 milhões de pessoas e os negros totalizavam 1,9 milhões. Desta forma, viviam no Brasil, na década de 1870, 80% de pessoas com alguma ascendência portuguesa, entre portugueses, luso-brasileiros e mestiços."

jmmv
April 18th, 2009, 03:58 PM
Bom thread :)

Gostaria, se possível, ver mais diversificação de "povos, culturas e cidades" :)

Anna.sy
April 18th, 2009, 04:03 PM
Only white people..

Cadu-BH
April 18th, 2009, 04:13 PM
^^

:|

Martelli
April 18th, 2009, 04:48 PM
:| [2]

Vou deixá-la um pouquinho mais confusa com a próxima cidade. :)

Martelli
April 18th, 2009, 04:48 PM
http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/saobentodosul10.jpg
Panoramio Francis Gruber

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/saobentodosul5.jpg
Flickr Thiago Giraldi

Igreja Católica
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/saobentodosuljpg2.jpg
Igreja Luterana
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/saobentodosuljpg4.jpg
Flickr Cido Fotos

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/sb3.jpg
Panoramio Nelson Biasoli

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/sbentosulJPG1.jpg
Panoramio

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/sbentosulJPG4.jpg
Panoramio

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/sbentosulJPG3.jpg
Picasa

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/sb.jpg
Picasa

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Picasa

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/sbentosul.jpg
Picasa

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Schlachtfest

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/Schlachtfest.jpg
Foto do site da festa

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Santa%20Catarina/alemans/sao%20bento%20do%20sul%20Schlachtfest/1352994514_6f0d22e767_o.jpg

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Foto do site da festa

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Flickr susanklimmek

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Foto do site da festa

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Flickr susanklimmek

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Foto do site da festa

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Foto do site da festa

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Flickr André Mazepa

Martelli
April 18th, 2009, 04:54 PM
Bom thread :)

Gostaria, se possível, ver mais diversificação de "povos, culturas e cidades" :)

:okay: Os portugueses são uma peça importante neste complexo quebra-cabeça cultural que é o Brasil.


Só contesto a parte de seu texto que diz que em 1870 a totalidade dos brancos eram de origem portuguesa, pois a imigração alemã começou em 1824 e antes deles os suíços foram assentados no estado do Rio de Janeiro.

O início da imigração alemã

"Em 1818, o governo assenta famílias suíças originárias dos Cantões Germânicos nas serras fluminenses. Estas fundam o município de Nova Friburgo. No mesmo ano, colonos alemães são mandados para a Bahia.

Em 1820, chegam os primeiros alemães a Nova Friburgo, no estado do Rio de Janeiro. Dom João VI tentava atrair mais imigrantes alemães.

Em 1824, os primeiros alemães chegam ao Sul do Brasil, sendo assentados à margem sul do Rio dos Sinos, onde a antiga Real Feitoria do Linho Cânhamo fora adaptada para servir como sede temporária dos recém-chegados, na atual cidade de São Leopoldo.

Em 1828, colonos alemães se instalaram nas adjacências da cidade de São Paulo (Santo Amaro)"

...

a imigração alemã ocorreu durante longo tempo, desde 1824, com a chegada dos primeiros colonos, até aproximadamente a década de 1960, quando chegaram as últimas levas significativas. Alcançou seu número máximo na década de 1920, após a I Guerra Mundial. Houve, de certa forma, dois ciclos de imigração alemã no Brasil: o primeiro decorrente da política de colonização, sobretudo nos estados do sul do Brasil, incentivado pelo governo brasileiro, e um outro ciclo posterior, sem incentivo oficial do governo brasileiro.

Fonte: Wikipedia

ticosk8
April 18th, 2009, 06:17 PM
A imigração japonesa para o Brasil começou antes da chegada do famoso navio Kasato Maru

Fonte:www.serramacaense.com.br/serramacaense/japoneses/japoneses.htm

http://img523.imageshack.us/img523/5179/fotoa.jpg

A história dos japoneses em Macaé antecede a chegada do famoso navio Kasato Maru, que aportou em Santos no dia 18 de junho de 1908 e segundo as história oficial, trouxe os primeiros imigrantes japoneses para o Brasil. Porém, em Macaé a comemoração do centenário da chegada dos japoneses na cidade, aconteceu em 2006, ou seja, dois anos antes da chegada "oficial" dos japoneses ao nosso país. Esta imigração inclusive foi tema de dissertação de doutoramento da professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Mariléia Franco Marinho Ioue.

Os primeiros japonses chegaram a Macaé e se instalaram no distrito de Glicério, onnde viviam basicamente da agricultura. A adaptação destes imigrantes à região aconteceu de forma rápida apesar das dificuldades em relação ao idioma e a cultura, tão diferentes.Com o passar do tempo os japoneses acabaram atuando em outras atividades econômicas na região como a pesca, o comércio e a indústria. Entre os japoneses que se destacaram em Macaé, podemos citar Yuzamburo Yamagata, empresário dono de terras em Glicério e também de uma salina em São Pedro da Aldeia. Seu corpo foi enterrado no cemitério de Santana.

Uma das principais mudanças que os japoneses implantaram na pesca, foi com relação ao horário, pois eles passaram a pescar a noite o que acabou gerando um aumento da produtividade. Outro setor onde os japoneses tiveram papel fundamental foi com relação a fabicação de materiais pirotécnicos, tanto que, em 1910, na comemoração do centenário da abertura dos portos às nações amigas, no Rio de Janeiro, os fogos utilizados foram os fabricados pelos japoneses que viviam em Macaé.

Eles também tiveram participação fundamental na construção da Usina de Macabu, no distrito do Frade, que começou a ser construída em 1939. O primeiro gerador foi trazido do Japão e montado pelos japoneses que construiram a usina. Com a Segunda Guerra Mundial e a perseguição sofrida pelos japoneses por parte do governo acabou provocando a saída de muitos japoneses e descendentes da região.

Em 1941, os Estados Unidos suspendeu as exportações do material utilizado na construção. Porém, como afirma a tese da professora Mariléia Franco, o governo norte americano, compreendendo o alcance da hidro-elétrica fluminense, estabeleceu para Macabu uma série de medidas protecionistas e prioridades, o que permitiu que não fosse interrmpida a sua construção.

Na década de 60, os japoneses voltaram a Macaé, entre eles estava o senhor Adachi, que foi para a fazenda Sanandu, em Glicério e que havia sido comprada pela Cooperativa Agrícola de Cotia e onde os japoneses pretendiam viver do cultivo de tomate. Segundo a historiadora Conceição Franco da Secretaria Municipal de Arquivo e Patrimônio Histórico (SEMAPH), atualmente existe apenas a família do senhor Masao Takahashi que ainda moram em Serra da Cruz.

Autor: Ricardo Abreu

Kelsen
April 18th, 2009, 06:54 PM
Pouca gente sabe mas SC também tem uma colônia de imigrantes japoneses. :yes:

Trata-se de Frei Rogério no meio-oeste catarinense.
Do site da prefeitura:

A comunidade de Núcleo Celso Ramos formou-se legalmente em 28 de Janeiro de 1963, quando o governador do estado de Santa Catarina, o senhor Celso Ramos (1897-1996) assinou em Florianópolis o documento que oficializava a fundação da primeira Colônia de Imigrantes Japoneses do Estado de Santa Catarina.
Em 09 de Abril de 1964, chegam os primeiros imigrantes japoneses, ao total oito famílias, mais de 50 pessoas chegam à colônia Celso Ramos. As famílias eram dos senhores: Kazumi Ogawa, Shingo Sugiyama, Niro Kuwahara, Takao Katsurayama, Koji Katsurayama, Kiyotsugu Kubota, Wataru Ogawa, Fujishige Eguchi. Cada lote de terra custava Cr$1.997.106 (um milhão novecentos e noventa e sete mil cento e seis cruzeiros). O pagamento era de dez anos, com três anos de carência.
O Governo do Estado destinou gratuitamente 22,5 alqueires para a construção da sede social da Associação Cultural Brasil-Japão, inaugurada em 12 de Setembro de 1970, em estilo e caráter oriental, com apresentações de peças teatrais, danças e músicas japonesas. Todos os moradores da Colônia cooperaram na construção da sede, atualmente localizada no Parque Sakura Matsuri.

Pessoalmente, acho que o isolamento, e a chegada "recente" da imigração, mais o fato da cidade não ser NADA turística empresta um clima nipônico de maior autenticidade. A colônia japonesa é tão desconhecida que é muito difícil até para encontrar fotos na net.

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/001-1.jpg
O Parque do Sino da Paz é um monumento homenagem às vítimas de Hiroshima e Nagazaki, assim como um compromisso pela paz mundial. Foi erguido pelo sobrevivente da bomba atômica Kazumi Ogawa.
by Retratos da imigração at flickr

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/002-1.jpg
by Retratos da imigração at flickr

As fotos a seguir foram retirados do site sc.gov.br

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/003.jpg

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/004.jpg

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/005.jpg

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/006.jpg

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/007.jpg

http://i47.photobucket.com/albums/f178/kelsen3/008.jpg

:okay:

CanudosWar
April 18th, 2009, 07:54 PM
^^
não fazia ideia mesmo,muito interessante!!!

Farrapo
April 18th, 2009, 08:32 PM
Também tenho dados mais confiáveis sobre os franceses no Brasil!

Descendentes de franceses: estima-se uma população de 500 mil a um milhão de pessoas.
Expatriados franceses: estima-se 17 mil (legalmente) - dados da Embaixada da França.

Resumo:
Estima-se que, entre 1850 e 1965, cerca de 100 mil franceses tenham desembarcado em terras brasileiras. Seus descendentes corresponderiam a uma população de 500 mil a um milhão de pessoas.

"Desde então, percebe-se que a imigração está relacionada essencialmente a interesses econômicos, fenômeno observado até hoje". Dados dos Serviços Econômicos Franceses da Embaixada da França no Brasil revelam que, atualmente, mais de 350 companhias francesas atuam no país, sendo que, deste total, 82% dividem-se entre o eixo Rio-São Paulo.

Dos 17 mil franceses que vivem na condição de estrangeiros estimados pela Embaixada da França no Brasil, 40% encontram-se em São Paulo, 25% no Rio de Janeiro, 12% no Nordeste (principalmente na Bahia) e 9% no Sul.

Os dados da Embaixada da França revelam que esta comunidade tem mais de mil aposentados, 600 professores, 200 representantes da área médica e 170 religiosos. Mas a maioria - quase 95% do total dos 17 mil franceses - corresponde à classe dos expatriados, como gerentes de empresas e agentes do Estado. Isso sem contar os 700 détachés - funcionários enviados ao Brasil para cumprir missões de duração determinada. "A comunidade francesa é globalmente homogênea, formada por representantes da classe média alta e tem um perfil essencialmente técnico".

http://www.conteudoeditora.com.br/publicacoes/?ec=288&cs=28

Na zona rural de Pelotas, no distrito do Quilombo, há uma colônia de franceses... Aliás, outra colônia não muito comum no Brasil que tem aqui em Pelotas, além dos franceses, é a de irlandeses... Infelizmente não encontrei nenhuma foto decente pra ilustrar...

A propósito, tá muito interessante o teu thread! Parabéns! :)

Rekarte
April 18th, 2009, 08:50 PM
Na zona rural de Pelotas, no distrito do Quilombo, há uma colônia de franceses... Aliás, outra colônia não muito comum no Brasil que tem aqui em Pelotas, além dos franceses, é a de irlandeses... Infelizmente não encontrei nenhuma foto decente pra ilustrar...

A propósito, tá muito interessante o teu thread! Parabéns! :)

No pequeno povoado de Rio Campo no sul da Bahia,com cerca de 400 moradores,é uma colonia irlandesa ou quase isso....

Martelli
April 18th, 2009, 09:29 PM
^^
Rekarte, essa que citou eu realmente não conhecia, fiz uma pesquisa rápida e encontrei essa reportagem do Globo Rural:

"Rio do Campo é uma comunidade isolada, às margens de uma ilha. No primeiro grupo que a gente encontra só tem brancos. São pouco mais de 150 casas, menos de 400 moradores. Mesmo os mais morenos são claramente misturados. Tem ruivinha que chama a atenção de longe. Estudos mais recentes estão comprovando o que já se desconfiava: grande parte dos moradores de Rio do Campo são mesmo descendentes de irlandeses."

http://globoruraltv.globo.com/GRural/0,27062,LTO0-4370-295739-1,00.html

Na zona rural de Pelotas, no distrito do Quilombo, há uma colônia de franceses... Aliás, outra colônia não muito comum no Brasil que tem aqui em Pelotas, além dos franceses, é a de irlandeses... Infelizmente não encontrei nenhuma foto decente pra ilustrar...

Farrapo, nessa região de Pelotas vc encontra de tudo (tudo mesmo), assim como no sudoeste do RS.
É impressionante a diversidade.

A imigração japonesa para o Brasil começou antes da chegada do famoso navio Kasato Maru

ticosk8, repito o que disse lá no fórum latino, suas intervenções são muito interessantes :okay:

Pouca gente sabe mas SC também tem uma colônia de imigrantes japoneses. :yes:

Trata-se de Frei Rogério no meio-oeste catarinense.

Kelsen, valeu por postar. Também em Santa Catarina, junto à fronteira com o Paraná, existem cidades constituídas de descendentes de povos eslavos (ucranianos e poloneses) ;)

Martelli
April 18th, 2009, 09:34 PM
Fugindo do comunismo e das incertezas existentes na Rússia, os russos-brancos (mencheviques e czaristas), migraram desesperadamente para a China e moraram na Ásia por cerca de 25 anos. Em 1949 teve início a revolução da chinesa, liderada por Mao Tsé Tung. Alegando perseguições do exército chinês, os remanescentes russos em terras asiáticas pediram para que a Organização das Nações Unidas intercedesse. Dessa forma, os imigrantes conseguiriam entrar em acordo com o governo brasileiro e alguns se fixaram na localidade de Santa Cruz, entre Ponta Grossa e Palmeira no Paraná em de julho de 1958, dedicando-se a atividade agrícola.

Ortodoxos na religião, vivem isolados e mergulhados em suas tradições. O idioma russo é corrente, poucos falam português.

As mulheres ("penélopes"), desde pequenas se vestem com longos vestidos, descendo até os pés, com mangas longas e fechados até o pescoço, sempre com uma faixa na cintura. As solteiras usam cabelos longos, presos em uma trança, já as casadas fazem duas tranças e podem amarrar um lenço sobre a cabeça, formando um conjunto de rara beleza.

Já os homens, desde cedo usam um camisolão, de cor única, com mangas compridas e fechadas até o pescoço. Na cintura amarram uma fita de cor diferente da camisa. Nunca cortam a barba. Todos se mantêm fieis às tradições do trabalho no campo, mas com um pé no progresso. Não é raro vê-los praticando negócios na cidade, em bancos e em casas comerciais. Nomes como Yukanow, Evdoquia, Nikita e Agafia, o uso da linguagem russa, a vestimenta tradicional, a rígida religião cristã ortodoxa, cabelos longos e a primeira refeição do dia reforçada por carne e legumes, fazem dessa comunidade um mundo completo, recheado de mistérios.

Texto adaptado do blog "Aprendendo por Aí":
http://aprendendoporai.blogspot.com/2008/09/russos-no-paran.html

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Russos/etnias_09russobranco.jpg

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Russos/Russos.jpg
aprendendoporai.blogspot.com

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/Russos/ViajeaRiodeJaneiroFebrero2008138-1.jpg

Martelli
April 18th, 2009, 09:35 PM
^^
os russos-brancos parecem personagens saídos do séc XIX, eles são avessos à entrevistas e não gostam de serem fotografados.


Em Montividiu, estado de Goiás, existe outra comunidade de russos-brancos. Deixo uma ótima matéria sobre eles. Vale a pena ver.

jiPnQY9CFYA


A colônia russa de Primavera do Leste em Mato Grosso Reportagem do SBT Repórter.

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Martelli
April 18th, 2009, 09:36 PM
Cidade colonizada por alemães e russos (eslavos). Possui uma das maiores colônias de descendentes russos do Rio Grande do Sul. Curiosamente estes imigrantes, em sua maioria, provinham da Sibéria, acostumados com o frio, sofreram bastante com o clima e com a dificuldade de manejo das terras. Já os alemães, que chegaram posteriormente, vinham das "Colônias Velhas" (São Sebastião do Caí, Feliz, São Leopoldo, Montenegro, Estrela, Lajeado e Santa Cruz do Sul), tinham experiência com a agricultura e, ao contrário dos russos, já estavam acostumados com o clima e ao meio agreste, o que fez com que vingassem melhor suas iniciativas.

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/campinadasmisses3.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades por Estado/R Grande do Sul/Campina das Missoes/cm2.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/campinadasmisses2.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/campinadasmisses.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/2.jpg

Descendentes de alemães

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/campinadasmissoesSantaCecilia.jpg

Descendentes de russos

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/campinadasmissesTroyka.jpg

Selo em comemoração aos 100 anos da imigração russa no Rio Grande do Sul

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Campina%20das%20Missoes/CENTRUSSO.jpg

Fotos do site da prefeitura de Campina

Martelli
April 18th, 2009, 09:37 PM
Troyka (Grupo de Dança Folclórica Russa de Campina das Missões/RS)


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No Brasil o número de russos e seus descendentes gira em torno de 200 mil pessoas. A maioria se encontra no estado de São Paulo, com destaque para a capital e a cidade de Nova Odessa.
http://www.brasil-russia.com.br/comunidade.htm


Reportagem sobre a imigração russa no Rio Grande do Sul


Parte 1

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Pate 2

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Parte 3

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Parte 4

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Alemão Xucro
April 19th, 2009, 12:27 AM
Olha, eu que moro no meio da alemoada, ainda me espanto com a quantidade dessas cidades no sul...

FG-BR
April 19th, 2009, 02:09 AM
A primeira foto de são bento do sul fui eu que tirei :)

provinciano
April 19th, 2009, 03:03 AM
É estimado que 15 milhões de brasileiros sejam descendentes de imigração, sendo que a maioria está vivendo no estado de São Paulo. A imigração espanhola já estava no Brasil desde o início da colonização do Brasil, Mas só podemos dizer uma afetiva imigração dos espanhóis nas terras brasileiras no final do século XIX.

Na década de 1880, chegaram os primeiros espanhóis no Brasil. No final do século XIX, a grande maioria era de galegos, que se abrigaram nos principais centros urbanos brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Os recém-chegados disputavam desde as ofertas de emprego menos qualificado, até os espaços de moradia disponíveis junto aos segmentos mais pobres da população local, sobretudo mestiços e negros que também tomaram o rumo das cidades, após a Abolição da Escravatura.

Os espanhóis no Brasil cresceram no início do século XX, com ajuda do governo paulista, que necessitava atrair trabalhadores para as colheitas de café. A imigração espanhola foi grande até a década de 1930. Até então, mais de 700 mil espanhóis tinham entrado no Brasil, ficando atrás dos Italianos e Portugueses. Com o crescimento da economia espanhola após a guerra, o número de imigrantes caiu e passou a ser pouco significativa.

Kelsen
April 19th, 2009, 04:02 AM
^^



Kelsen, valeu por postar. Também em Santa Catarina, junto à fronteira com o Paraná, existem cidades constituídas de descendentes de povos eslavos (ucranianos e poloneses) ;)


Sim, mas isso não é novidade, pelo menos para mim, inclusive minha mulher é descendente de polacos heh

Farrapo
April 19th, 2009, 04:08 AM
Farrapo, nessa região de Pelotas vc encontra de tudo (tudo mesmo), assim como no sudoeste do RS.
É impressionante a diversidade.

Sudoeste do RS? Hmmm, nem tanto, viu... A população dessa região é formada, basicamente, por descendentes de portugueses, espanhóis, indígenas e negros (e alguns poucos alemães e italianos na região de Bagé, principalmente)...

Na Metade Sul do RS, Pelotas e Santa Maria (e respectivos entornos) são, sem dúvidas, os locais mais diversos etnicamente, se encontra de tudo mesmo...

:)

Martelli
April 19th, 2009, 03:27 PM
^^
xiiii... fiz uma confusão com as regiões do RS. :doh:

Eu queria me referir àquela macro região mais ao norte de São Miguel das Missões, a cidade que coloquei acima, Campina das Missões, formada por descendentes de russos, fica nela, Guarani das Missões que é polonesa fica lá e mais algumas que não me lembro. Acho que na verdade é a região noroeste do estado. :okay:

Martelli
April 19th, 2009, 03:42 PM
É estimado que 15 milhões de brasileiros sejam descendentes de imigração, sendo que a maioria está vivendo no estado de São Paulo. A imigração espanhola já estava no Brasil desde o início da colonização do Brasil, Mas só podemos dizer uma afetiva imigração dos espanhóis nas terras brasileiras no final do século XIX.

Na década de 1880, chegaram os primeiros espanhóis no Brasil. No final do século XIX, a grande maioria era de galegos, que se abrigaram nos principais centros urbanos brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Provinciano, li que era muito comum no país se confundir galegos com portugueses. ;)

Daniel Athias
April 19th, 2009, 07:14 PM
Marteli como sempre surpeendendo com essas cidadezinhas exoticas e simpaticas engolidas neste caldeirão Brasileiro!

Magnífico Thread!

Digo mais pra ti, já pensaste em escrever um livro, nao sei, "guia de cidades étnicas e típicas do Brasil", ia ser muito legal!, e eu ia comprar com certeza!!!!
(ou então sei lá "volta ao mundo sem sair do Brasil")
ou talvez só um livro de fotografias mesmo!..."os muitos Brasis"....muito legal isso que voce mostra!

e no outro thread eles nem comentavam porque era sei lá uma briga de egos entre países, "eu tenho mais cidades típicas" ou "Eu tenho cidades típicas + bonitas" e vc de certa forma com suas milhoes de cidades arrasou com tudo e trouxe junto um forte sentimento de inveja por parte deles :)
foi fantastico!

Martelli
April 19th, 2009, 09:15 PM
Daniel Athias, você foi longe - um livro? Não, não tenho tanto talento pra isso. ;)

Sobre a briga de egos, acho que foi mais no começo, não peguei aquela fase. Quando entrei o pessoal estava mais light. :okay:

Farrapo
April 19th, 2009, 10:05 PM
^^
xiiii... fiz uma confusão com as regiões do RS. :doh:

Eu queria me referir àquela macro região mais ao norte de São Miguel das Missões, a cidade que coloquei acima, Campina das Missões, formada por descendentes de russos, fica nela, Guarani das Missões que é polonesa fica lá e mais algumas que não me lembro. Acho que na verdade é a região noroeste do estado. :okay:

Pois é, acho que tu fez uma confusãozinha, heheh... A região noroeste do RS, sim, é bem variada etnicamente... Ijuí mesmo, por reunir vários grupos étnicos, é conhecida como a "Terra das Culturas Diversificadas"... :)

Martelli
April 20th, 2009, 03:03 PM
Os menonitas da Colônia Witmarsum pertencem ao grupo dos menonitas alemães-russos, que tem sua origem na Frísia, no norte da atual Holanda e Alemanha. Através da Prússia eles imigraram para Rússia no século XVIII, de onde fugiram em 1929, quando o comunismo se instalou naquele país. Em 1930 vieram ao Brasil onde, após uma tempo em Santa Catarina, fundaram em 1951 a Colônia Witmarsum no Paraná.

Vista do centro da Colônia
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/colWitmarsuntobiasthiessen.jpg
Flickr Tobias Thiessen

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/1152294162_e2088f86ce_o.jpg
Flickr bikesul_1

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/129514862_691f637a50_b.jpg
Flickr Lost in the Wilderness

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/Witmarsun-AltinoMario.jpg
Flickr Altino Mario

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/2300592603_49940d4387_o.jpg
Flickr Valéria Bini

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/witmarsun.jpg
Flickr bikesul_1

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/2893367330_8b357274ae_b.jpg
Flickr Tobias Thiessen

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Flickr Tobias Thiessen

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Flickr Tobias Thiessen

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/colWitmarsundanilomandioca2.jpg
Flickr de Danilo Mandioca

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/colWitmarsundanilomandioca3.jpg
Flickr de Danilo Mandioca

Mr. Philipensen, descendente alemão-ucraniano-holandês-turcomeno-soviético, explicando a trajetória menonita pelo mundo
(Descrição tirada do Flickr de Danilo Mandioca (http://www.flickr.com/photos/danilomandioca/tags/witmarsun/))

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/colWitmarsundanilomandioca.jpg
Flickr de Danilo Mandioca

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/colWitmarsunValriaBini.jpg
Flickr de Valéria Bini

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/colWitmarsunValriaBini2.jpg
Flickr de Valéria Bini

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Parana/Witmarsum/menonitas.jpg
Foto da Associação Menonita Beneficente (AMB)

thesapox
April 20th, 2009, 05:26 PM
Contribuindo com um pouco de legado autenticamente germânico no Rio Grande do Sul [chega do show de fakes de concreto! hehe]

Casas construídas com técnica enxaimel, que consiste na montagem da estrutura em madeira apenas com encaixes, sem parafusos ou pregos metálicos. Os vãos são preenchidos com materiais da região: no início, foi comum barro socado com galhos e pedras, em algumas regiões onde havia pedra gres em abundancia, ela era cortada e utilizada. Nas etapas mais posteriores ou em reformas, era utilizado tijolo [como nos exemplares de Santa Catarina], porém sempre rebocado.

Casa enxaimel em Picada Holanda, localidade de Picada Café. Os plátanos em primeiro plano também são influência da colonização.
http://farm4.static.flickr.com/3549/3394578765_fd742d319e.jpg

Casinha em Joaneta, localidade de Picada Café (RS).
http://farm4.static.flickr.com/3098/2821695190_8d48f8e7dc.jpg

Porta esculpida em casa enxaimel de Joaneta, localidade de Picada Café (RS).
http://farm4.static.flickr.com/3114/2794338332_2ab7d4765c.jpg

Casa no Travessão Rubenich, localidade de Dois Irmãos (RS)
http://farm4.static.flickr.com/3255/2838281836_a74b631a03.jpg

Enxaimel no centro de Santa Maria do Herval (RS)
http://farm4.static.flickr.com/3198/2819615724_6dff7c99d9.jpg

Antiga atafona em enxaimel, no centro de Sapiranga (RS)
http://farm4.static.flickr.com/3097/2632866948_854c34fac7.jpg

Nucleo de casas enxaimel no Teufelsloch (Buraco do Diabo) de Ivoti (RS)
http://farm3.static.flickr.com/2195/2275111847_6ac3765b30.jpg

Em quase todas essas localidades [com exceção de Sapiranga], o dialeto hunsrick é ainda praticamente a "lingua oficial". Isso se comprova escutando as conversas, principalmente nos estabelecimentos comerciais.

Tem mais sobre enxaimel no RS no meu blog, o link está na assinatura.

thesapox
April 20th, 2009, 05:31 PM
Casinhas ecléticas "frontão recortado" - com abertura do sótão na fachada e telhado com inclinação acentuada, são tão típicas da colonização alemã quanto o enxaimel. Apesar disso, ainda não foram valorizadas e são sistematicamente destruídas, principalmente nos locais de especulação imobiliária mais intensa...

Tiveram seu auge nos anos 20, mas em localidades afastadas e menores, ocorreu com intensidade até 1940. Há exemplares até mesmo dos anos 60, quando o estilo foi finalmente descartado.

http://farm4.static.flickr.com/3190/2645950500_1c7bcfe2a6.jpg
Casa em Rolante

http://farm1.static.flickr.com/220/488854623_31616750f8.jpg
Casa em Ivoti

http://farm4.static.flickr.com/3139/3009596302_23930619cc.jpg
Casinha já demolida, em Novo Hamburgo. Exemplifica a versão mais humilde dessa tipologia.

Kelsen
April 20th, 2009, 05:45 PM
@ Thesapox e aquelas casas de madeiras tradicionais de toda a região sul, me refiro àquelas localizadas no meio urbano, são algum " estilo"? As acho realmente curiosas e deve ser um traço da imigração também, embora não as veja como germanizadas, italianas etc....Digo tipo essas ( fotos minhas):

http://img218.imageshack.us/img218/9060/p3160023fl1.jpg

http://img224.imageshack.us/img224/2757/p3160024nh0.jpg

http://img292.imageshack.us/img292/7604/p3160026je5.jpg

http://img223.imageshack.us/img223/9774/p3160032eq1.jpg

http://img178.imageshack.us/img178/282/p3160040ju1.jpg

http://img149.imageshack.us/img149/4861/p3180025xt8.jpg

http://img295.imageshack.us/img295/7247/p3160002up3.jpg

Acho elas extremamente charmosas, e também pararam de ser construídas lá pela de 70 e hoje estão sendo impiedosaente demolidas...

Galado
April 20th, 2009, 05:53 PM
Muito legal!
já li muita coisa aqui do thread, mas só comentando agora, vão postando mais fotos, informações, o thread tá ficando cada vez melhor.

Um dia eu ainda vou para uma cidadezinha dessas de origem alemã(em época de festa), tomar muita cerveja artesanal(tem neh?) e comer aquelas comidas bem gordurosas ehehhe

thesapox
April 20th, 2009, 06:04 PM
@ Thesapox e aquelas casas de madeiras tradicionais de toda a região sul, me refiro àquelas localizadas no meio urbano, são algum " estilo"? As acho realmente curiosas e deve ser um traço da imigração também, embora não as veja como germanizadas, italianas etc....Digo tipo essas ( fotos minhas):

http://img218.imageshack.us/img218/9060/p3160023fl1.jpg

Acho elas extremamente charmosas, e também pararam de ser construídas lá pela de 70 e hoje estão sendo impiedosaente demolidas...

Essas casinhas já são industrializadas... Provavelmente eram vendidas em modelos "prontos". Foram em comuns nos loteamentos a partir dos anos 60 [meu bairro em Campo Bom só tinha destas!]
Algumas dessas também estão no contexto de vilas operárias, nesses casos seria importante a preservação.

O clima de simplicidade que elas trazem é muito legal, mas é praticamente impossível embasar uma defesa pra essas casas, já que não há valor histórico nem arquitetônico agregado [tirando o caso de vilas operárias, mas ainda assim fica difícil!]. Não eram construídas com material resistente, como os casarões de madeira de araucária dos imigrantes italianos. Por isso, em breve provavelmente não vai restar nada pra contar história.
Tenho arquivadas algumas fotos dessas casas de madeira nos primeiros loteamentos feitos no litoral. De 5 anos pra cá, mais de 80% foram demolidas por apodrecimento mesmo. :ohno:

Um exemplo dessas em Santa Terezinha, um dos primeiros balneários loteados em Imbé (RS)... demolida no ano passado
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/Santa%20Terezinha/P1010159-3.jpg

thesapox
April 20th, 2009, 06:11 PM
Casarões típicos da imigração italiana. Como todos já conhecem os de Antonio Prado, aí vão alguns de Ilópolis (RS)

1
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/ilopolis05.jpg
2
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/ilopolis04.jpg
3
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/ilopolis03.jpg

Moinho Colognese
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/ilopolis02.jpg
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/ilopolis01.jpg
http://i153.photobucket.com/albums/s204/thesapox/ilopolis06.jpg


Todas fotos que eu coloco aqui são minhas, tiradas do meu Flickr ou blog Die Zeit... Por favor não utilizem sem autorização expressa.

Kelsen
April 20th, 2009, 06:31 PM
@ Hum agora que tu falou sobre a industrialização começa a fazer sentido. Todas essas casas são do mesmo Bairro aqui em Joaçaba, o nome antigo do Bairro era Vila Palhoça, uma vila de operários próxima ao centro da cidade, que na época eram onde ficavam todas as indústrias da cidade.

Acho que apenas em relação ao modelo pré-pronto, posso discordar, até porque conheço os donos dessas casas heh Muitos deles levantaram eles mesmos as casas, quando vieram do interior para a cidade.

Quanto ao apodrecimento é fato. Moro em casa desse estilo e realmente a degradação é grande. Na casa do meu pai também, volta e meia tem que trocar um parede inteira.

Martelli
April 20th, 2009, 08:18 PM
:D
Contribuindo com um pouco de legado autenticamente germânico no Rio Grande do Sul chega do show de fakes de concreto! hehe] :lol:

Thesapox, muito interessante sua complementação. Espero aprender com suas postagens a separar uma construção autêntica de uma fake :D Mas, "tipo assim", eu até que simpatizo com os fakes, pois além do concreto entra também na mistura uma boa dose de ingenuidade e simplicidade. :) Além disso queria dizer que já me deparei com várias de suas fotos e que elas são fantásticas. Sem qualquer dúvida devo ter algumas delas no meu "acervo" de cidades, mas não as utilizo para fins comerciais - se for postá-las pedirei autorização. :okay:

Gostei da 1ª foto da casa em Ilópolis, sou fã de lambrequins.

Martelli
April 20th, 2009, 10:21 PM
O Brasil abriga hoje a maior comunidade ucraniana da América Latina, contando com + de 400 mil pessoas, entre ucranianos e descendentes, 90% deles vivendo no estado do Paraná.

Os ucranianos formaram o segundo maior contingente eslavo a imigrar para o Brasil, perdendo apenas para os poloneses.


Memorial da Imigração Ucraniana (Parque Tingüi)

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/376002367_1bd542683a_b.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/480602423_250de4e379_o.jpg
Flickr photograficks

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/142445680_1516b9172c_o.jpg
Flickr DonDyego

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/3133622618_b26282b53e_b.jpg
Flickr LLuiz Antonio

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/218751813_d76025cf10_o.jpg
Flickr Marcótico

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/2054206917_1f2045a42c_b.jpg
Flickr Rafa from Brazil

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/846709753_80b11d6d54_o.jpg
Flickr Márcio Cabral de Moura


Comemoração da Independência e da páscoa da Ucrânia. (flickr de Ede.rogrigues)

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/2797294451_c781c595e8_b.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/1825140993_00bba91eaa_o.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/ucranianas/curitiba2/1808624613_17d7714225_o.jpg

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Foto Wikipedia

Martelli
April 20th, 2009, 10:22 PM
Recomendo estes vídeos que contam um pouco a história dos ucranianos no estado do Paraná.


"Made In Ucrania - Os Ucranianos no Paraná" (subtítulos en español)
(Trailer do documentário)

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Reportagem sobre sobre a cidade de Prudentópolis que detém
o título de maior colônia de ucranianos do Brasil

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Bucs
April 21st, 2009, 12:31 AM
E os finlandeses e suecos de Itatiaia e Resende aqui no RJ? :)

Cacique
April 21st, 2009, 08:26 AM
Rumm! Saudades do Presidente Vargas e sua Campanha de Nacionalização! :)

Martelli
April 21st, 2009, 02:57 PM
E os finlandeses e suecos de Itatiaia e Resende aqui no RJ? :)

Vamos chegar lá. :okay:

Bucs, vi vários de seus threads sobre estas cidades no Rio de Janeiro, são muito bons.

Kelsen
April 21st, 2009, 06:51 PM
Rumm! Saudades do Presidente Vargas e sua Campanha de Nacionalização! :)

Esse assunto é bem interessante e rende. :yes: Deixo aqui um texto que tenho salvo no pc, por crer que é pertinente ao tópico:

NACIONALIZAÇÃO DO ENSINO EM SANTA CATARINA: A ESCOLA DE IMIGRANTES ALEMÃES - JOAÇABA (1930-1938)
Célia Carmem Martinson

Introdução

A partir de 1917, desencadeou-se o processo escolar comunitário promovido por alemães no município de Joaçaba, em Santa Catarina. Segundo Hack (1996), os colonizadores eram oriundos de cidades catarinenses, como Blumenau, Araranguá e Joinville, e também da Europa. No entanto, em sua maioria, eram “procedentes das mais diversas localidades das antigas colônias no Rio Grande do Sul” (RAMBO, 2003, p. 133).

A escola local de imigrantes alemães teve como uma de suas características o vínculo com a igreja, que não é uma característica exclusiva dessa região de Santa Catarina, se for levada em consideração a história do processo escolar de imigrantes alemães, como a do Rio Grande do Sul. Vários estudos apontam para esse vínculo, principalmente os desenvolvidos por Kreutz. Conforme o autor:
Através da liderança das igrejas, os imigrantes alemães criaram ampla estrutura de apoio ao processo escolar, salientando-se que ambas as confissões religiosas, luterana e católica, tinham sua Associação de Professores, seu Jornal/Revista do Professor, sua Escola Normal para a formação de professores e um Fundo de Pensão e Aposentadoria para os professores de ambas as confissões. Realizavam assembléias regionais e locais de professores, semanas de estudo e promoveram ampla produção de livros escolares para suas escolas étnicas (KREUTZ, 2005, p.160).

No deslocamento daquela parcela de população para a nova região de colonização em Santa Catarina, entre os núcleos mais significativos, podem-se destacar, dentre outros: Rio do Peixe (Piratuba), Cruzeiro (Joaçaba), Rio das Antas e Caçador, todos no Vale do Rio do Peixe, como salienta Heinsfeld (2001, p. 112). Para o Vale, os imigrantes alemães levaram sua participação no processo de criação de escolas, inclusive, como já mencionado, em simbiose com outras instâncias, principalmente as igrejas católica e luterana, na fomentação do processo escolar.
O Sínodo Riograndense foi uma das organizações religiosas que adentraram o Vale do Rio do Peixe, criando sedes pastorais onde normalmente funcionavam a igreja-escola e se realizava o atendimento às comunidades sinodais. A entrada oficial dessa Igreja na região ocorreu em 1914. Conforme Spieweck (1962, p. 1), em 3 de dezembro de 1916 deu-se a fundação da comunidade de Bom Retiro, em Joaçaba, uma comunidade eclesiástico-escolar evangélico-alemã filiada ao Sínodo Riograndense. Dessa forma, uma das características do processo escolar comunitário em Joaçaba, entre 1917-1938, foi a finalidade e direcionamento religioso.
Com a nacionalização progressiva do ensino no decorrer da década de 30, os vínculos do Estado com aquela região intensificaram-se. Este trabalho pretende evidenciar que a campanha de nacionalização do ensino atingiu as escolas de imigrantes alemães em Joaçaba, destacando que as medidas prescritivas culminaram na interrupção do processo escolar comunitário promovido por esses imigrantes. Os reflexos dessa campanha nas escolas elementares de imigrantes alemães podem ser constatados principalmente pela análise da documentação do Sínodo Riograndense encontrada nos arquivos da IECLB em São Leopoldo/RS.

A Escola de Imigrantes Alemães - Joaçaba (1930-1938)

A aprendizagem da língua nacional foi uma questão preocupante tanto para os grupos étnicos quanto para o Governo brasileiro desde o princípio de colonização. Entre as estratégias para promover essa aprendizagem, desenvolveu-se na região Sul do Brasil a campanha de nacionalização do ensino (FIORI, 1993).

Em Santa Catarina, a campanha de nacionalização do ensino já vinha ocorrendo de forma efetiva desde 1911, no governo de Vidal Ramos, sob a responsabilidade de Orestes Guimarães. Dentre as estratégias adotadas para nacionalizar as escolas nas comunidades de imigrantes, a principal era a “criação de grupos escolares e de escolas complementares, nos municípios de origem colonial, e pela imposição do ensino de português nas escolas de imigrantes” (LUNA, 2000, p. 40).

A partir de 1917, ocorreu a primeira intervenção no nível de ensino primário com a participação do governo federal, intervenção esta amparada pelo Decreto 13.014, de 4 de maio de 1918. O decreto resultou, em Santa Catarina, na criação da Inspetoria Federal das Escolas Subvencionadas pela União, sendo Inspetor Geral do Ensino Orestes Guimarães, que exerceu a função até 1931, quando veio a falecer (MONTEIRO, 1984, p. 58).
Na década de 30, a campanha de nacionalização do ensino tomou novos rumos. O Estado brasileiro encaminhava-se para a formação de um Estado autoritário. “O grande projeto político a ser materializado no Estado Novo, iniciado com a Revolução de 1930, tinha como núcleo central a construção da nacionalidade e a valorização da brasilidade, o que vale dizer, a afirmação da identidade nacional brasileira” (BOMENY, 1999, p. 151).

Novamente as escolas elementares de imigrantes, sobretudo alemães, eram motivo de preocupação para as autoridades governamentais. A condição em que se encontravam é sintetizada por Klug: “Ao iniciar a década de 30 a escola teuto-catarinense encontrava-se numa situação delicada. Estava colocada entre a política nacionalizadora do Brasil e a influência crescente do fascismo alemão” (KLUG, 1997, p. 210).

Em relação às alterações, a principal delas referia-se à necessidade de o ensino efetivar-se na língua portuguesa. Era uma questão primordial e um dos marcos da intervenção do Estado nas escolas estrangeiras. Conforme Luna (2000, p. 50), “após a saída de Orestes Guimarães da campanha de nacionalização, em 1930, o sistema escolar do Estado, no tocante ao ensino de português nas zonas de imigração, começou, aos poucos, a ser guiado unicamente por dispositivos legais”. Nesse sentido, ainda como informa o autor, foi aprovado, o Decreto no 58, de 28 de janeiro de 1931. Este determinava que todas as disciplinas, inclusive das escolas particulares ainda identificadas como estrangeiras, deveriam seguir o programa das escolas públicas do Estado (Ibid, p. 50).
O fator fundamental a enfatizar é que, a partir de 1930, passou a ser intensificada a fiscalização das escolas de imigrantes alemães no município de Joaçaba. Um dos indicativos da fiscalização mais efetiva foi a obrigatoriedade de as escolas particulares regularizarem sua situação jurídica.

Consta, junto ao cartório de Registro de Títulos, Documentos e Pessoas Jurídicas da Comarca de Joaçaba, o registro de sociedades escolares e clesiásticas das comunidades ao longo da década de 30.
Os estatutos das sociedades escolares como de Leãozinho, refere aos fins daquele órgão, constando os dizeres: “a educação em conformidade com a lei”. Ou seja, depreende-se que, nas escolas de imigrantes alemães em Joaçaba, o ensino era veiculado na língua portuguesa, mas também em alemão, pois, na admissão do professor para atuar nas respectivas escolas, havia a necessidade de domínio dos dois idiomas, assim expressa: “A sociedade escolherá um professor, e fixar-lhe-á o seu honorário. O professor será obrigado a ensinar na lingua portugueza e allemã ” (BRASIL, Art. 11, 1935, p.2).

Dessa forma, com base nos documentos do Sínodo Riograndense, bem como nos estatutos das sociedades escolares, é possível afirmar que houve a permanência do ensino também em língua alemã na escola elementar em Joaçaba ao longo da década de 30 do século passado. Isso justificava-se pela primazia do uso do idioma alemão no lar, na comunidade, na escola e na igreja e, sobretudo, pela permanência do professor do mesmo meio sociocultural nas escolas das comunidades.

Com a Constituição de 1937 e instalação do Estado Novo a condição do funcionamento de escolas étnicas, como exemplo a dos imigrantes alemães de Joaçaba, foi alterada através de vários dispositivos legais, efetivando assim a nacionalização do ensino.

A Interrupção do Processo Educacional de Imigrantes Alemães
Entre 1938 e 1939, objetivando nacionalizar o ensino em Santa Catarina, foram aprovados vários decretos-leis. “Foi, sem dúvida, o decreto-lei n.o 88 do governo Nereu Ramos a mola propulsora da nova política de nacionalização posta em prática em Santa Catarina, durante o Estado Novo. O legislador atingiu o ponto básico de todo o processo de nacionalização – a escola particular” (MONTEIRO, 1984, p. 60).

O decreto-lei estadual no 88 foi aprovado em março de 1938. Em seu segundo artigo prescrevia: “Nenhum estabelecimento particular de ensino primário poderá funcionar, no Estado, sem prévia licença da Secretaria do Interior e Justiça” (apud MONTEIRO, 1984, p. 61).

A ação do decreto-lei pode ser observada nas escolas elementares de imigrantes alemães em Joaçaba. Em de 20 de maio de 1938, o pastor Albert Bantel, da Estação Rio do Peixe, comunica ao pastor D. Dohms, Presidente do Sínodo Riograndense em São Leopoldo:

Prezado senhor Presidente!
Quando estive em Cruzeiro no dia 18 de maio, o presidente paroquial da paróquia de Bom Retiro, Sr. Herbert Lauxmann, se queixou de que, com a implementação do decreto escolar, as duas últimas escolas evangélicas em Duas Casas e Leãozinho seriam fechadas, visto que ambas as escolas têm como professores cidadãos alemães. Até agora não foi possível encontrar professores para sucedê-los (PASTA SR 63/1).

O decreto-lei no 88 também impunha condições para contratação de professores e dirigentes dos estabelecimentos de ensino particular: “só brasileiros natos podiam ocupar cargos de direção, os professores deviam ser brasileiros natos ou naturalizados em escolas brasileiras” (SEYFERTH, 1999, p. 220).

Na ocasião, já vetado o ensino em língua estrangeira, conforme determinava o artigo sétimo do decreto-lei no 88, as escolas particulares deveriam: “dar em língua vernácula todas as aulas dos cursos pré-primário, primário e complementar, inclusive a educação física; adotar os livros aprovados oficialmente; usar exclusivamente a língua nacional...” (apud MONTEIRO, 1984, p. 63). Isso implicava, portanto, que o ensino a ser ministrado nas escolas deveria se processar exclusivamente em língua portuguesa, determinação que inviabilizava sobretudo o ensino na escola da comunidade evangélica luterana, uma vez que o Sínodo Riograndense, como “Igreja Evangélica Alemã, atuava exclusivamente no interior da comunidade lingüística” (PAIVA, 2003, p. 113), o que era extensivo ao sistema escolar comunitário.

Observa-se na mesma carta do pastor Bantel, enviada ao presidente do Sínodo Riograndense, que o fechamento de escolas no Médio e Baixo Vale do Rio do Peixe foi generalizado:
O provimento de Bom Retiro seria de necessidade urgente, em face das circunstâncias supramencionadas, disse o Sr. Lauxmann, visto que o atendimento a partir de Perdizes não se revelou exeqüível do modo como se tinha pensado. Temos que contar com o fechamento de quase todas as escolas na paróquia; além das mencionadas escolas de comunidades, existem ainda 6 escolas paritárias cá e lá nas comunidades da paróquia. O jardim de infância em Cruzeiro foi fechado pelas autoridades. Sua Sociedade Escolar foi por elas dissolvida. Os membros das comunidades estão extraordinariamente deprimidos e esperam por qualquer socorro em seu aperto (PASTA, SR/ 63/1).

O processo de fechamento da maioria das escolas parece ter sido traumático tanto aos membros da igreja da paróquia Bom Retiro quanto ao seu próprio presidente, que, em 1938, era Herberth Lauxmann. Contudo, nos documentos consultados da igreja evangélica luterana, não foi localizado indicativo de mobilização da comunidade ou da sociedade escolar da paróquia Bom Retiro na tentativa de regulamentar a escola elementar conforme prescrevia o Estado.

Dessa forma, a partir de 1938, sob a vigência do Decreto-lei n.o 88, a escola da comunidade evangélica no município de Joaçaba foi transformada em escola pública. Exemplifica um comunicado enviado ao pastor Hannemann, presidente distrital de Marcelino Ramos, que assim destaca:
Com data de 02/04 o Sr. Heinz Suehnel, secretário da comunidade Leãozinho, ex-professor, me escreveu sobre a escola que não pôde mais ser mantida. [...] Por fim o Sr. Suehnel solicitou informações sobre como proceder. "Estaria o Sínodo disposto a pagar as dívidas existentes, ou podemos vender terras e benfeitorias, para pagar as dívidas?" (PASTA, SR 94/1).

Diante das circunstâncias, com o encaminhamento de fechamento de inúmeras escolas no Vale do Rio do Peixe, o presidente do Sínodo Riograndense, na carta resposta do pastor Bantel da paróquia Rio do Peixe, orientava:
Assim que for possível uma visão geral e detalhada do desenvolvimento do ensino nas comunidades evangélicas pertencentes ao Sínodo Riograndense, peço que me envie um relatório, como também peço que oriente as paróquias daquela região no sentido de que as escolas das comunidades devem ser mantidas na medida do possível, e no mais devem ser substituídas por “escolas de confirmandos”. [...] Com saudações sinceras (PASTA SR 63/1).

Naquele momento, já era notória a impossibilidade de continuidade da articulação do trabalho educacional entre igreja-escola nas comunidades de imigrantes. No entanto, para presidente do Sínodo Riograndense ainda se tratava de uma dissolução parcial, como informa a carta em resposta ao pastor Bantel:
A inibição e dissolução parcial do trabalho educativo da Igreja é profundamente lamentável. A meu ver se pode buscar uma solução somente numa base puramente eclesiástica, totalmente nova, com a execução rigorosa da ordem eclesiástica. Que forma essa solução assumirá, somente o poderá dizer o desenvolvimento futuro dos acontecimentos (PASTA SR 63/1).

Enquanto em Joaçaba as escolas comunitárias eram transformadas em escolas públicas, registra-se mobilização para manutenção de uma das escolas da comunidade evangélica da paróquia Rio do Peixe, conforme explicita um relatório de 10 de julho de 1938 enviado pela “Comunidade Evangélica Alemã”, de Rio do Peixe, Estação Rio do Peixe, ao presidente Sinodal D. Dohms em São Leopoldo:

Prezado Sr. Presidente.
Em relação ao relatório detalhado que lhe enviamos no mês de maio e aos relatórios orais que o senhor pastor Bantel prestou em nome da diretoria da comunidade, queremos solicitar hoje à diretoria sinodal que preste auxílio financeiro à comunidade. [...] As circunstâncias (registro da escola, garantia do salário do professor, etc.) derrubaram totalmente nossa programação financeira. Passaríamos pelo pior aperto e pedimos que nossa solicitação seja atendida em breve (PASTA SR 72/7).

A adaptação da escola conforme prescrevia o governo estadual era complexa e onerosa. Monteiro destaca que, para registrar a escola particular, era solicitada uma infinidade de documentos, os quais, em função da burocracia que envolvia esse processo, dificultavam o cumprimento das exigências. Esse não cumprimento de exigências possibilitou ao governo de Santa Catarina fechar um número elevado de escolas particulares e não permitir a abertura de tantas outras (1984, p. 62).

Em 10 de agosto de 1938, o pastor Herbert Maskus assumiu a paróquia Rio do Peixe, que até então era assistida pelo pastor Albert Bantel. Sobre a questão escolar, comunicava ao presidente do Sínodo Riograndense:
Venerabilíssimo senhor Presidente do Sínodo Riograndense:
[...] Conforme me comunicou hoje o diretor escolar Fuck, nossa escola será fechada apesar de aprovação nos exames. As autoridades escolares de Florianópolis fixaram a data para registro para nossa escola de tal modo que no prazo previsto será impossível cumprir as exigências. Foi solicitada telegraficamente uma prolongação do prazo. Caso essa não nos for concedida, queremos antecipar-nos a um fechamento e desapropriação e fechar a escola por nossa conta, transferir o culto para a casa pastoral. Esperamos ter resposta em poucos dias. Farei um relatório sobre o desenvolvimento do caso escola. Com saudação evangélica, submisso ass. H. Maskus (PASTA, SR 72/7).

Um dos decretos estaduais que dificultou sobremaneira a continuidade da simbiose igreja-escola foi o decreto-lei n. 142. Neste, conforme Monteiro,

[...] observa-se a preocupação do legislador com as sociedades escolares mantenedoras de escolas particulares e de supostas influências exercidas sobre elas, por grupos ou pessoas interessadas em criar obstáculos ao pleno desenvolvimento da política de nacionalização encetado pelo decreto-lei n. 88 e pelas leis federais (MONTEIRO, 1984, p. 67).

O vínculo entre esses dois órgãos, por exemplo, passou a ser combatido, o que pode ser observado na denúncia do próprio presidente do Sínodo Riograndense e notabilizado na comunicação de 15 de agosto de 1938:
Segundo a insustentável determinação, mas por enquanto vigente, que proíbe a comunidades eclesiásticas a manutenção de escolas, e depois do fechamento de tantas outras escolas, devemos, por ora, contar em Sta. Catarina com o fato de que o governo do Estado não deseja a existência de escolas particulares. [...] Segundo sua carta, posso aguardar um relatório sobre o desenvolvimento da questão escolar. Com sinceros votos para seu trabalho (PASTA SR 72/7).

Embora o governo catarinense não deflagrasse de imediato o afastamento de outras organizações, como a do Sínodo Riograndense, do processo escolar, ele impunha condições. Uma delas, se a sociedade escolar tivesse vínculo com outra instituição, era a necessidade de anexar uma cópia do estatuto da sociedade junto ao pedido de licença (MONTEIRO, 1984).
Com essa determinação, encaminhava-se para o afastamento oficial da organização religiosa no Vale do Rio do Peixe como uma das instâncias fomentadoras do processo escolar comunitário. Em 5 de setembro de 1938, o pastor Herbert Maskus assim escreveu ao presidente do Sínodo em São Leopoldo:

Venerabilíssimo senhor Presidente!
Com agradecimento confirmo sua carta de 31 de agosto de 1938 com a informação a respeito de seu esforço em prol de nosso trabalho escolar.
Entrementes nos foi concedida a solicitada prorrogação do prazo para registro de nossa escola. De acordo com os artigos objetados de nosso estatuto escolar, elaboramos novos estatutos e os mandamos registrar...
Para de alguma forma ainda podermos preservar a escola, tivemos que eliminar tudo que até agora a caracterizava. No entanto, essa é a única maneira de criar a possibilidade de ministrar Ensino Religioso nas tardes, prática que já vimos praticando.
Sobre os eventuais perigos que poderiam decorrer de nossos próprios estatutos já estamos conscientes. Dos estatutos antigos e novos anexos, o senhor poderá deduzir todos os detalhes. Tome a liberdade de nos devolver a cópia dos estatutos novos, visto ser a única que restou para o arquivo escolar.
Caso o senhor não concorde com os novos estatutos escolares, eu me esforçarei para atender suas instruções (PASTA, SR 72/7).

A escola da comunidade evangélica luterana, pelos indicativos, foi registrada como uma instituição autônoma diante do Estado. Contudo, o pastor Maskus afirmou que:
Essa nova comunidade escolar autônoma, porém, somente pode sobreviver se permanecer ligada à comunidade eclesiástica, ainda que não oficialmente. Fechar a escola é uma solução que sempre ainda nos resta por último. Com o pedido de uma resposta em breve. Saúda reverentemente Ass. H. Maskus (PASTA, SR 72/7).

O documento ainda evidencia que, mesmo de forma implícita, a igreja ainda manifestava a intenção de continuar investindo no processo escolar comunitário. A questão escolar da região Vale do Rio do Peixe de Santa Catarina, naquele momento, era discutida pelos seus representantes. Havia mobilização, como expressa a comunicação de 31 de agosto, enviada aos pastores Seibel, Leistner, Maskus, a qual informava: “Pedi ao senhor presidente P. Schliemann, Florianópolis, Caixa Postal 4, que enviasse suas circulares referentes à legislação das escolas e ao ensino de lá ao senhor bem como a mim, para tomada de conhecimento” (PASTA, SR 72/7).
Contudo, ao menos de forma oficial, por conta da vigência de vários decretos no contexto da campanha de nacionalização do ensino, caminhava-se para o afastamento da respectiva igreja como uma das instâncias que promovia o trabalho educacional no Vale do Rio do Peixe.
A intervenção do governo estadual em relação à língua marcou a trajetória das escolas na comunidade evangélica luterana local. A fonte documental da igreja deixa claro que a campanha de nacionalização do ensino, ao infringir os direitos lingüísticos das escolas da comunidade evangélica, atingia a própria igreja. Como informa uma comunicação do presidente do Sínodo Riograndense, enviada em 15 de agosto, a Maskus: "Eu me dirigi ao presidente do Sínodo Evangélico de Sta. Catarina, pedindo informações sobre a situação e lhe ofereci colaboração em seus esforços no sentido de garantir a liberdade cultural (PASTA SR, 72/7).

A análise da falta de liberdade religiosa, bem como a necessidade de preservar a liberdade cultural, ou seja, a análise das implicações da nacionalização em relação à própria igreja, como a evangélica luterana local, não é o objetivo do presente trabalho. Contudo, é pertinente citar que era a maior dificuldade que se operava no momento da intervenção do Estado no trabalho eclesiástico.

É importante observar nessa restrição a situação do trabalho educacional na comunidade evangélica luterana. A carta do presidente do Sínodo Riograndense, enviada em 12 de setembro ao pastor Maskus, da paróquia Rio do Peixe, é elucidativa:
Muito prezado senhor Colega!
Sua carta de 5 de setembro chegou aqui com os estatutos antigos e novos. Dadas as circunstâncias, somente posso concordar. Há que ser observado que a comunidade escolar respeite por ocasião da admissão de membros a intenção da escola, garantindo desse modo pessoalmente a ligação com o proprietário do prédio escolar. Quanto ao mais, estou convencido de que conflita com a constituição federal quando se proíbe a comunidades evangélicas a manter escolas e que determinações contrárias não podem ser mantidas com o tempo. Espero poder falar com o senhor presidente Schliemann do Sínodo Evangélico de Santa Catarina e com o presidente Schluenzen no dia 15 de setembro. [...] Devolverei os estatutos em separado e registrados. Com saudações e melhores votos (PASTA SR 63/1).

Nesse momento em que as escolas da região encontravam-se sob a fiscalização rígida do Estado catarinense, fica explícito que oficialmente ocorrera o afastamento do Sínodo Riograndense como uma das instâncias que promovia o processo escolar no Vale do Rio do Peixe.

Como evidenciam os documentos consultados da igreja, é importante deixar registrado que uma das orientações do presidente do Sínodo Riograndense era transformar as escolas comunitárias em escolas de confirmandos. Esse foi um dos encaminhamentos que se efetivou em Joaçaba quando o novo pastor, Alfred Hoffmann, assumiu a paróquia Bom Retiro, conforme consta no relatório do dia 3 de março de 1940.

Considerações Finais
Neste trabalho, objetivou-se destacar que, no município de Joaçaba e Vale do Rio do Peixe, houve a interrupção do trabalho educacional dos imigrantes alemães a partir de 1938, inclusive com o afastamento de igrejas, como no caso do Sínodo Riograndense, que atuava na região articulando atividade educacional e eclesiástica. A campanha de nacionalização do ensino promovida em Santa Catarina, ao proibir o uso do idioma materno, afastar professores daquele grupo étnico do trabalho educacional e impor restrições naquela modalidade de escola, silenciou uma prática escolar cuja base de organização mantinha vínculos estreitos entre a família, representada pelas sociedades escolares e a igreja.

Referências

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BLEICHUVEL, E. de F. Duas Instituições e um Projeto: Igreja, Escola e Nacionalização no Vale do Rio do Peixe em Santa Catarina (1917-1945). Porto Alegre, 2000. 227f. (Dissertação Mestrado em História do Brasil) - PUC/RS
BOMENY, M. B. H. Três decretos e um ministério: a propósito da educação no Estado Novo. In: PANDOLFI, D. C. (Org.). Repensando o Estado Novo. RJ: FGV, 1999. p. 137-166.
CARTÓRIO DE REGISTRO CIVIL DE TÍTULOS, DOCUMENTOS E PESSOAS JURÍDICAS. Município e Comarca de Joaçaba-SC: 1930-1938. Estatutos das sociedades escolares teuto-brasileiras. Joaçaba.
_________ 1927-1941. Estatutos da Comunidade Eclesiástica – Joaçaba.
FIORI, N. A. Aspectos da Evolução do Ensino Público: Ensino Público e Política de Assimilação Cultural no Estado de Santa Catarina. Os Períodos Imperial e Republicano. 2. ed. Florianópolis: UFSC, 1991.
_________ Rumos do Nacionalismo Brasileiro nos Tempos da Segunda Guerra Mundial: O ‘Nacional’ e as Minorias Étnicas ‘Inimigas’. Cadernos de Sociologia, Porto Alegre, v. 4, n. especial p. 131-145, 1993.
HACK, J. R. A Colonização Alemã no Vale do Rio do Peixe-SC: 1913-1950. Joaçaba: Unoesc, 1996. Relatório de Iniciação Científica/ CNPQ.
HEINSFELD, A. A questão de Palmas entre Brasil e Argentina e o início da Colonização Alemã no Baixo Vale do Rio do Peixe. Joaçaba: UNOESC, 1996.
________ et al. O sentido geopolítico-estratégico da colonização germânica no Vale do Rio do Peixe. A Região em Perspectiva: Diferentes faces da história catarinense. Joaçaba,UNOESC, 2001. p. 95-137.
JULIA, D. A Cultura Escolar como Objeto Histórico. Tradução: Gizele de Souza. Revista Brasileira de História da Educação, Campinas, n. 1, p. 9-43, 2001.

KLUG, J. A Escola Teuto-Catarinense e o Processo de Modernização em Santa Catarina: A Ação da Igreja Luterana Através das Escolas (1871-1938). São Paulo, 1997. 261f. Tese (Doutorado em História Social) - USP/ São Paulo.
KREUTZ, L. O Professor Paroquial: Magistério e imigração alemã. 2. ed. Pelotas: Seiva, 2004.
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MARTINSON, Célia C. A Escola Teuto-Brasileira na Zona Rural e a Participação da Igreja Evangélica no Processo Escolar Comunitário Bom Retiro – Joaçaba – SC (1917 a 1938). 193 f. Dissertação (Mestrado em Educação) – Setor de Educação, Universidade Federal do Paraná, 2002.
MEYER, D. E. E. Identidades Traduzidas: Cultura e docência teuto-brasileiro evangélica no Rio Grande do Sul. São Leopoldo: Sinodal, Santa Cruz do Sul: EDUNISC; 2000.
MONTEIRO, J. Nacionalização do Ensino: uma contribuição à história da educação. Florianópolis: UFSC, 1984.
PAGANELLI, A. Paróquia Evangélica de Luzerna: sua origem e desenvolvimento (1926-1976). Capinzal: Matos, [196] década provável.
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_______ SR 72/7 – Rio do Peixe (1921 a 1946). Tradução de Ilson Kaiser. São Leopoldo (RS): Arquivo da IECLB.
RAMBO, A. Imigração alemã na AL nos séculos 19 e 20: Argentina, Brasil e Chile. Estudos Ibero-Americanos. PUCRS, v. XXIX, n. 1, p. 107-135, jun. 2003.
SEYFERTH, G Os imigrantes e a campanha de nacionalização do Estado Novo. In: PANDOLFI, D. C. (Org.). Repensando o Estado Novo. Rio de Janeiro: FGV, 1999. p. 199- 228.
SPIEWECK, H. Extrato da crônica da Paróquia Rio do Peixe. Trad. Ilson Kaiser. Joaçaba, 26 out. 1962.
WILLEMS, E. A aculturação dos Alemães no Brasil: Estudo antropológico dos imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil. São Paulo: Nacional, 1980.

Fourier
April 21st, 2009, 06:58 PM
Martelli, não sei se você retratou, mas exite um colônia de tiroleses bem conhecida na cidade de Piraicaba, interior de São Paulo, em um bairro chamado Santa Olimpia. É bem conhecido na região, pelas festas folclóricas que promove.

É uma comunidade grande originária da região de Valle del Adige - Etschtal.

Aqui tem mais informação:

http://pt.wikipedia.org/wiki/Santa_Ol%C3%ADmpia

Aqui algo da história:

http://www.ihgp.org.br/acervo/publicacoes/pdf/01.pdf

Kelsen
April 21st, 2009, 07:06 PM
O Trento é uma região interessante. :yes: O alto Adige é bem mais austríaco-tirolês que italiano heh

Se não me engano, os trentinos foram a 2ª maior colônia italiana em SC, atrás apenas dos vênetos.

Kelsen
April 21st, 2009, 08:10 PM
Ainda sobre a campanha da nacionalização. Esse documento abaixo é interessante pois traz depoimento das pessoas que a viveram e que muitos de nós escutaram pelos pais ou avós:

PUXANDO PELA MEMÓRIA:
A nacionalização do Ensino no Município de Cruzeiro/Joaçaba

Adelar Heinsfeld

Iniciada efetivamente em 1937, com a implantação do Estado Novo, a Campanha de Nacionalização marcou profundamente os imigrantes de origem européia no Vale do Rio do Peixe, pois foi imposta de forma rigorosa e autoritária na região, continuando viva na memória das pessoas a perseguição que sofreram. Muitas lembram com detalhes as pressões ocorridas e as várias formas de violência a que foram submetidas. Mesmo aquelas pessoas que não defendiam nenhum projeto político, que não sabiam o que estava acontecendo, foram perseguidos apenas por que falavam a sua língua materna.
Ao se pretender refletir sobre memória devemos, inicialmente, lembrar que pequena parte do passado ficou registrado em objetos de cultura. Grande parte da memória histórica corresponde a ausências, perdas, ao que foi excluído, ao que deixou de ser registrado, por não fazer parte dos "grandes acontecimentos" responsáveis por profundas mudanças política e econômica. Portanto, quando aceitamos o desafio de trabalhar com a preservação da memória é necessário também lembrar do esquecimento; então, memória e esquecimento são dois processos correlatos, quase faces da mesma moeda.

A memória é construída. Portanto, a memória não precisa ser histórica. Ela pode partir de lendas e crônicas, ou seja, sua base pode ser ritual, o que lhe garante um significado simbólico. De acordo com Janice Teodoro, confeccionar a memória a partir dos grandes monumentos e dos grandes eventos políticos é confeccionar a memória dos outros. Daí a afirmação da autora de que a memória das classes menos favorecidas não é basicamente material, mas sim ritual. Da mesma forma diz que trabalhar com as camadas menos favorecidas economicamente é muito difícil, pois a vida dos seus componentes está repleta de ausências.

Outro aspecto importante a considerar sobre a memória é quanto à sua abrangência na relação indivíduo-coletividade: “Por muito que deva à memória coletiva, é o indivíduo que recorda. Ele é o memorizador e das camadas do passado a que tem acesso pode reter objetos que são, para ele, significativos dentro de um tesouro comum.”

A nacionalização permanece viva na lembrança das pessoas que a vivenciaram, que fizeram a História. Neste caso, a memória é matéria-prima para que trabalha com a História. É como matéria-prima e não como produto final que a memória tem que ser compreendida. Para “aguçar” a memória, a Historia oral, é um recurso que complementa a documentação tradicional e permite uma reconstituição através da memória que é matéria-prima para quem trabalha com a História, tanto no ensino como na pesquisa.
Vários autores têm apontado a importância da memória para os estudos de cunho histórico. É o caso de Jacques Le Goff, para quem “o estudo da memória social é um dos meios fundamentais de abordar os problemas do tempo e da história, relativamente aos quais a memória está ora em retraimento, ora em transbordamento.” Sendo material delicado sobre o qual se debruça o historiador, deve ser, antes de mais nada, compreendido em sua determinação mais completa do passado e das pessoas que vivenciaram os diversos acontecimentos do processo histórico local ou nacional.

O processo de Nacionalização desencadeado durante o Estado Novo foi uma ação eminentemente política. Ecléa Bosi aponta um risco de se trabalhar com memórias quando a questão investigada está envolvida com questões políticas. “Na memória política, os juízos de valor intervém com mais insistência. O sujeito não se contenta em narrar como testemunha histórica ‘neutra’. Ele quer também julgar, marcando bem o lado em que estava naquela altura da história, e reafirmando sua posição ou matizando-a.” De qualquer forma é necessário considerar a advertência de Le Goff : “A memória, onde cresce a história, que por sua vez a alimenta, procura salvar o passado para servir o presente e o futuro. Devemos trabalhar de forma a que a memória coletiva sirva para a libertação e não para a servidão dos homens.”

Os depoimentos daquelas pessoas que vivenciaram o processo de nacionalização são muito elucidativos. Em todas as comunidades no Vale do Rio do Peixe, em que havia elementos de origem germânica, houve algum tipo de coerção, perseguição e violência das mais variadas formas.

A política de nacionalização imposta pelo regime Varguista se dá de forma a depreciar o inimigo; combatia-se o “estrangeiro”, principalmente o alemão e o italiano: o estrangeiro era sinônimo de nazista, “quinta coluna”, espião. Como nos conta a ex-professora Leocádia Tasca, quando perguntada sobre o termo quinta coluna:


Eu não sei bem, mas eu acho que como se ele fosse antipatriótico, uma pessoa não patriota né, que tinha que ser 5° coluna, pois uma vez o meu tio lá em Concórdia, Paulo Fontana [...] estava jogando mini-esnúquer, ele e mais um amigo e falavam italiano, que eles só falam até hoje o italiano [...] e ele foi na cadeia, dormiu na cadeia ele e o amigo dele, porque eles falavam italiano jogando mini-esnúquer, ‘joga aqui, joga ali’, eles diziam um pro outro, e daí, porque estavam falando italiano, foram na cadeia, ficaram presos, e como se eles não fossem patriotas né,...


Havia urgência por parte do governo em buscar um caráter de brasilidade para a nação, e então sob a direção do interventor Nereu Ramos começa a nacionalização do ensino, cujas escolas passaram a funcionar com leis que proibiam a língua estrangeira, tendo como professores os brasileiros, e com o ensino voltado para o patriotismo.
Francisca de Lima Viero, que foi professora na cidade de Cruzeiro nos conta que se sentia muito bem como professora, apesar de ter pouca idade, era amiga das crianças e gostava muito do seu trabalho, e que quando proibiram o uso da língua estrangeira comentava com seus alunos e explicava:


Eu pedia pra eles: olha vocês aprendam a nossa língua, porque eu sei que vocês em casa aprenderam a língua de vocês, mas pra vocês não sofrerem em casa mais tarde, porque a gente não sabe isso, até quantos anos vai esse movimento, então eu pedia pra eles.


O regime Varguista não era visto com bons olhos por algumas pessoas; mas para muitas outras, Getulio Vargas era visto como um “grande homem”. A construção da imagem do guia, da figura do “Pai dos Pobres” ficou guardada na memória da D. Francisca. Seu depoimento atesta que a imagem de Vargas foi bem “vendida” para a população. Inclusive seu lado autoritário é visto com saudosismo:

Ele aqui era tido como um grande homem, e foi. No tempo dele não jogavam ovo podre nas autoridades, não se faziam as manifestações que fazem hoje; naquele tempo ele governava com mão firme, braço forte, Getúlio foi um grande homem para nós.

No caso de D. Francisca, existe outro elemento importante a considerar na imagem que ela ainda tem de Vargas. No transcorrer da Revolução de 1930, o futuro presidente, no seu deslocamento para o centro do país, o fez através da Estrada de Ferro São Paulo-Rio Grande. Ao passar pela estação de Herval D’Oeste, onde aglomeravam-se milhares de curiosos, desembarcou do trem, cumprimentou inúmeras pessoas, inclusive tomando no colo crianças que estavam presentes. Uma destas crianças era Francisca de Lima, que quando mais tarde atuava como professora relembrava o acontecimento para seus alunos: “eu contava tudo isso, contava que ele me beijou, que ele me ergueu, que ele, barbaridade, que me apertou, e me disse: menina, vocês rezem por mim, rezem pela minha conquista, [...] o Getúlio me beijou, o Getúlio me beijou”.

Embora muitos tenham tido Getúlio Vargas como “um grande homem”, as famílias de alemães e italianos que foram proibidas de falar sua língua de origem, revoltavam-se. Porém, naquele momento, havia o sentimento de que era preciso calar, pois não havia nada a ser feito:

A gente tinha era que se cuidar até para escutar o rádio, nós tínhamos um rádio, na época, não podíamos ouvir notícias da guerra, tanto nós como os alemães e a gente tinha que se, embora revoltado, tinha que se acomodar, porque o que a gente, era proibido né, o que que a gente ia fazer. Não podia fazer nada.


Muitos alemães e italianos estavam sendo presos por que muitas vezes eram obrigados a falar na sua língua materna. Dona Zilia nos informa de um caso onde a vendedora conversava na tentativa de se entender com a freguesa e é presa:


Por causa que era alemão, só, simplesmente por que era alemão. Inclusive eu tenho uma amiga que ela estava trabalhando no Fontana, e ela estava falando alemão com uma freguesa, e veio um senhor e queria prendê-la porque ela estava falando alemão. Aí ela disse: como que eu vou falar, me entender com a mulher, se a mulher não fala uma palavra em português, ela só pode falar comigo em alemão. E eles eram chamados de 5ª coluna, que falavam o alemão, italiano também, mas não tinha assim, tinha bastante perseguições quando ficavam cuidando se a gente falava entre si, essas coisas, mas graças a Deus a nossa família não aconteceu nada.


Outras pessoas foram presas por defenderem as idéias nazistas de Adolf Hitler. Na região do Vale do Rio do Peixe houve manifestações explícitas pró-nazistas. Dona Francisca nos conta que muitas pessoas foram presas, algumas devido à manifestações pró-Alemanha:


Havia manifestação, mais lá pelo interior e vinha, vinham os - aquele tempo não eram os delegados, não era oficial de justiça também, tinha outro nome - eles trabalhavam afinal nas delegacias do interior, eles então comunicavam o caso e traziam às autoridades, as de Joaçaba.


*************************** Saindo da cidade, no interior encontrávamos colônias formadas somente por alemães, cuja proibição pouco afetou os costumes; porém eles respeitavam a presença de pessoas estranhas. Na escola, o professor era proibido ensinar seus alunos na língua materna, pois havia “espiões”, ou seja, pessoas que cuidavam e contavam de que forma eram as aulas.



O professor era alemão, mais era proibido ele não podia falar uma palavra em Brasileiro (sic)*, se pegava ia pra cadeia... Eles mandavam, como é (...) espião, mandavam espião pra espiar, e daí se pegava um dizendo alguma palavra em alemão, era 5° coluna eles diziam, e dai ia pra cadeia, e ficava.



Em que pese as proibições, em algumas comunidades as festas tradicionais alemãs ocorriam livremente, com a banda tocando músicas alemãs; o kerb, festa religiosa típica alemã, acontecia sem problema naquelas colônias; a comunicação entre pais e filhos em casa era normal e na sua língua de origem. Esta comunicação era livre desde que alguém estivesse cuidando, fato que também acontecia quando os alemães se reuniam para ouvir rádio, o que poucas famílias tinham, como nos conta Amélia Reichardt:



Era proibido Deutsche Welle, aquilo não podia escutar nada, nada, nada, tinha espião de noite. Eu sei que lá no pai tinha um rádio, era o único que tinha lá na região, então os alemães estrangeiros tudo, sentavam na roda assim, se reunia tudo pra vê a noticia no tempo da guerra, aqueles alemães estrangeiros, e daí a piazada tinha que ficar rodando né (risos), e daí eles vinham tudo lá escutar...



Quando chegou a notícia do término da 2ª guerra mundial, os “brasileiros” na cidade de Joaçaba receberam com grande alegria esta tão esperada notícia:




“Pra nós foi uma alegria, e eles, houve muita gente triste, teve gente que até matou-se, também noticias soubemos né, gente que até matou-se por isso, um até enlouqueceu, acho...”



A alegria, ao que parece não foi geral nas colônias de origem alemã:
Muitas pessoas, alemães principalmente seguidores de Hitler, não gostaram do final que teve a guerra



[...]a Alemanha perdeu a guerra e daí o pai não queria mais rádio em casa, ele pegou o rádio levou lá pra minha irmã em Marcelino Ramos, era proibido escutar rádio em casa, porque a Alemanha perdeu a guerra, e ele ficou tão sentido com isso; daí nós nem radio não tinha mais em casa, foi tão triste né, a gente não podia mais escutar nada, porque nós entendia assim o português, mas o resto lá era só se vinha da Alemanha.




Em termos disciplinares na cidade de Cruzeiro/Joaçaba os professores trabalhavam muito bem a nacionalidade, “a brasilidade” e também a participação do Brasil na guerra, com seus alunos. Isto pode ser percebido através da letra de um hino que as crianças cantavam:



Sou Brasileiro com orgulho digo,
na paz na guerra contra o inimigo,
sempre altaneiro com orgulho digo,
sou Brasileiro, Sou brasileiro...



Dona Francisca também nos conta com indisfarçável saudosismo sobre os desfiles da cidade de Cruzeiro (Joaçaba):



Era lindo! Hoje não existe mais Brasilidade, não existe mais amor à Pátria, existe talvez no coração das pessoas, mas aquele tempo manifestava, vibravam compreendeu? Na escola a gente chegava tinha por obrigação cantar o Ouviram do Ipiranga, o Hino Nacional, o Hino à Bandeira e o Hino à Pátria, a gente sabia direitinho e cantava, e cantava com a mão no peito sabe, com sentimento, hoje essas crianças nem sabem mais cantar os hinos, a gente declamava...




As festas pátrias contribuíam enormemente para a construção da brasilidade. Quem não sabia se “comportar” nestas festas sofria sanções:



Tinha um rapaz estava logo ao meu lado e ele não tinha grande conhecimento sobre o Hino Nacional; ele estava com as mãos no bolso e chegou uma autoridade e pediu pra ele, falou assim: tira a mão do bolso 5ª coluna, e o rapaz tirou a mão do bolso muito envergonhado, ficou ali do lado, ficou muito triste, e que até a gente ficou constrangido porque acho que o rapaz não tinha conhecimento da postura do Hino Nacional por isso ele não se, não se colocou na postura do Hino Nacional.




Durante a Segunda Guerra Mundial, conflitos começaram a surgir em Cruzeiro/Joaçaba em função do posicionamento das pessoas. Como havia uma parcela significativa da população que era de origem germânica, muitas pessoas eram adeptas de Adolf Hitler. Os “nazistas” joaçabenses começaram a se organizar.

Iniciaram reuniões de colonos de origem Germânica (Alemães), em um clube de propriedade do Sr. Paulo Thierbak, que tinham como prioridade louvor e obediência ao Reich:



[...] Nós em Cruzeiro do Sul víamos e ouvíamos discursos inflamados afirmando que nossas terras seriam tomadas e dividas entre alemães e italianos que os apoiassem [...] o que nos marcava eram as saudações feitas antes e após as reuniões quando todos em pé com um braço estendido à frente gritavam – Heil, Hitler! Heil, Hitler!





Em função da radicalização de algumas pessoas, começaram a originar-se desentendimentos. “Vizinhos e amigos que antes partilhavam suas alegrias e problemas já mal se cumprimentavam e outros mais afoitos ofendiam–se mutuamente chegando até brigas sérias entre famílias.”

Dona Francisca recorda que Willy Schade, que tinha açougue ao lado do Clube Cruzeiro:




“era um senhor muito violento esse, inclusive ele assassinou o próprio filho, por causa de brigas entre namoro de alemão com brasileiro; eles não consentiram, então ele matou o filho”



A adoração por Hitler por parte de alguns alemães era muito intensa, tanto que em determinadas colônia, os mais velhos faziam com que as crianças cantassem um hino de louvor à Hitler e em troca eles ganhavam balas. E então as crianças estufavam o peito e cantavam, como nos conta dona Amélia Reichardt:



Eu lembro de uma historia dos netos do meu pai, eram um casal ali dos Schnaider, né, que são neto, então quando eles iam passar, eles moravam ali em Joaçaba,eles iam passar as féria lá na colônia, então eles sempre tinham que cantar o hino do Hitler em alemão, e daí ele ponhava as balas em cima da mesa, primeiro vocês vão cantar, daí depois vocês ganham as balas, daí o mais pequeno estufava o peito e cantava em alemão pro vô escutar.



Dona Amélia relembra a letra do hino:

Hitler ist unser Kommandant
Ein Tag wir werden frei sein
Um nach Deutschland zu arbeiten, um zu bleiben
Es ist dann eine Strömung, in zwei zu brechen.

Dona Amélia também conta que seu pai Artur Spier cantava um hino à Alemanha:
Er Fahne wird hochgehoben
und in Firma-Schritt marschieren wir

Tanto tempo já passou, mas continua viva na memória das pessoas que vivenciaram esse período. Cada pessoa que viveu aqueles momentos tem uma “leitura” própria do que aconteceu, dependendo do lado em que estava. Dona Zilia Poletto, que ao chegar ainda criança em Cruzeiro/Joaçaba, não sabia falar uma palavra sequer em língua portuguesa faz a sua analise da situação vivenciada:




Sinceramente, eu vou lhe dizer que era uma grande ignorância, porque a pessoa tava aqui não tinha comunicação nenhuma com lá, porque que não podiam falar a língua deles. Eles tinham aquela amizade, aquela coisa entre amigos se tinha facilidade, porque naquele tempo era pouco cinema, pouco rádio, não se tinha televisão, então ia muito vizinha, muita visita de vizinho, de compadre essa coisa, e não podiam se conversar né, tinha que procurar uma outra que não sabia falar português, como aconteceu comigo. Eu era criança mas eu me lembro muito bem, eu então tinha que ficar escutando o que os outros falavam e estudando as palavras pra poder entender o que estavam falando.




Por outro lado, Dona Francisca, membro de uma família luso-brasileira, varguista até hoje, considera correta a imposição nacionalista com a proibição de falar uma língua estrangeira:



Certo, foi muito certo isso, às vezes tavam falando da gente e a gente não sabia, às vezes a pessoa tava xingando a gente, e a gente pensando que ele tava elogiando, a gente acha que eles estão no Brasil, se nós tivesse na Alemanha nós era obrigado, seria proibido a nossa língua. Eu achei isso muito certo.



Da mesma forma, a entrevistada acredita que todos que não eram de origem alemã ou italiana tenham gostado da proibição. Convictamente afirma que “os brasileiros gostaram muito disso, os brasileiros gostaram por que foi proibido, já nas escolas também ensinar os professores alemães.” Na sua visão, não houve problema algum na recepção da proibição: “não tinha problema, mais foi, foi muito bem recebido”

Se por um lado, a nacionalização impôs uma série de restrições à vida escolar no Vale do Rio do Peixe, também é verdade que houve resistência, não organizada, mas individualmente muitos conseguiram driblar as medidas arbitrárias. È o caso da professora Nadir Matzenbacher, que achou uma fórmula para burlar a lei:




“Como explicar uma coisa para a criança que não entendia Português? Tinha que ser em Alemão (...) Daí, eu chegava para o aluno, bem quietinha, falava bem baixinho em Alemão para explicar as palavrinhas.”




No desenvolvimento deste trabalho ficou evidente que a memória é a matéria-prima que permite “reviver” a História por parte daqueles que a fizeram, que foram seus agentes. Neste sentido, cabe ao investigador não eleger lugares da memória com objetivos institucionalizados e consagrados, mas sim questioná-la, problematizá-la, até por que a memória pode ser manipulada, construída a posteriori. Através do registro da memória foi possível perceber como a política de nacionalização imposta pelo regime ditatorial do Estado Novo, instituído por Getúlio Vargas se fez presente no Vale do Rio do Peixe.
As “lembranças” de quem viveu a História mostram que a Segunda Guerra Mundial foi acompanhada atentamente pela população que vivia na região e que a questão étnica foi fator decisivo na hora de escolher para quem “torcer” durante o conflito. Inclusive os relacionamentos pessoas ficaram prejudicados em função da guerra.

Por outro lado, a nacionalização foi uma variante para a construção do imaginário social coletivo no Vale do Rio do Peixe. As pessoas, mesmo as que viveram em período bem posterior àquele processo, formaram uma “imagem” sobre o que aconteceu nesta região. Evidentemente que nossa preocupação não foi saber se esta “imagem” é verdadeira ou não, mas apenas perceber quais as lembranças que ficaram da nacionalização.


A “brasilidade” foi incutida na população pela elite luso-brasileira, que ocupando os cargos administrativos do poder público esteve à frente das medidas nacionalizadoras. Esta elite procurou agir rapidamente, executando as determinações oriundas do governo estadual e federal.


É claro que elementos nazistas se fizeram presente em algumas comunidades do Vale do Rio do Peixe. Extirpá-los do seio da sociedade regional era uma obrigação do poder público preocupado com o bem-estar desta sociedade. Mas em nome disso, com escolas fechadas, professores demitidos, proibição de qualquer manifestação cultural “não-brasileira” acabaram sendo prejudiciais à educação regional, impedindo uma formação mais pluralista.


A nacionalização do ensino, da forma como foi imposta, resultou numa destruição generalizada e indiscriminada da memória histórica, uma vez que livros, revistas, almanaques, jornais e muitos outros documentos do período foram destruídos, tanto pelos agentes policialescos à serviço da Nacionalização, quanto pelos próprios agentes históricos que sofriam as ações daquele processo, numa atitude de auto-defesa.

A imposição nacionalista acabou destruindo a memória regional também por que criou um clima de tensão, de silenciamento e de medo na região, o que acabou marcando de forma indelével a geração jovem que durante muito tempo procurou negar sua própria identidade, como se o fato de ser descendente de alemães ou italianos fosse algo vergonhoso.



Parte da história que o Brasil está esquecendo.

Martelli
April 21st, 2009, 10:17 PM
^^
Kelsen, agradeço por trazer estes textos que relatam um pouco desta fase que é uma mancha vergonhosa em nossa história. Que bom que atualmente há um esforço conjunto entre governo e sociedade para a preservação das línguas dos imigrantes, dos indígenas e de diversas comunidades quilombolas (aliás, o povo Kalunga em Goiás tem uma história muito interessante)

Martelli
April 21st, 2009, 10:24 PM
Martelli, não sei se você retratou, mas exite um colônia de tiroleses bem conhecida na cidade de Piraicaba, interior de São Paulo, em um bairro chamado Santa Olimpia. É bem conhecido na região, pelas festas folclóricas que promove.

Sim, eu conheço. É uma colônia até bem famosa! Inclusive tenho fotos, só não sei direito quando vou postá-las :D :okay:

Martelli
April 21st, 2009, 10:26 PM
Prudentópolis, conhecida como a pequena Ucrânia brasileira, tem mais de 70% da população descendente de ucranianos.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/2963848019_57864caecb_o.jpg

Igreja Ucraniana São Josafá, Matriz em Prudentópolis

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/507184330qvSEtv_ph.jpg
Panoramio

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/IMG_3319.jpg
Foto: Luciano Sarote (http://percepcaodaimagem.blogspot.com/2008/11/projeto-ucnia.html)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/img1991medium9zg.jpg
Thread do forista Vila Boa (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=346505)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/img1981medium6gn.jpg
Thread do forista Vila Boa (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=346505)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/2720930508_9cd0d04d6f_o-1.jpg
Flickr Daniel Manse

Localidade de Nova Galícia
http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/IMG_3482.jpg
Foto: Luciano Sarote (http://percepcaodaimagem.blogspot.com/2008/11/projeto-ucnia.html)

Localidade de Palmital
http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/2723510694_5f3ce394fa_b.jpg

Fotos do projeto "Ucrânia em português", com fotografias de Oswaldo Eustáquio Filho, Jonathan Campos, Luciano Sarote, Rafael Urban, Sandra Volf e Zaclis Veiga.
Para saber mais:
http://operadorfotografico.blogspot.com/2008_07_01_archive.html
http://ucrania-mozambique.blogspot.com/2009/02/ucrania-em-portugues.html

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/prudemenor.jpg
Zaclis Veiga (http://operadorfotografico.blogspot.com/2008_07_01_archive.html)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/prudentopolis3.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/ucranianas/Prudentopolis/prudentopolis.jpg

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Martelli
April 22nd, 2009, 06:38 PM
Mais um vídeo sobre Prudentópolis.

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Martelli
April 22nd, 2009, 06:38 PM
Matéria sobre o grupo folclórico ucraniano BARVINOK

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Martelli
April 22nd, 2009, 06:40 PM
Próxima página...

Martelli
April 22nd, 2009, 06:41 PM
O nome de Holambra surgiu pela junção de Holanda, América e Brasil, e se deu em virtude da colônia neerlandesa que se firmou na antiga fazenda Ribeirão (microrregião de Campinas). A cidade destaca-se por ter o sétimo melhor índice de qualidade de vida do Brasil e o melhor índice de segurança do país. Com mão-de-obra qualificada no setor agrícola, o município é o maior centro de produção de flores e plantas ornamentais da América Latina e promove anualmente a Expoflora. (wikipedia)

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Flickr Conceição Luz

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Flickr pharumi

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Flickr Ruy Vasco

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Flickr Ruy Vasco

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Flickr mralapo

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Holambra também é a cidade brasileira das tulipas

Típica de lugares frios, como a Holanda, a planta já tem 40% da produção brasileira exportada.

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^^
Um pouco de história:

Em conseqüência da devastação causada pela Segunda Guerra Mundial, o governo neerlandês estimulou a imigração de uma parte da população para principalmente a Austrália, o Brasil, o Canadá e a França. O Brasil foi o único país a permitir a vinda de grande grupos de católicos.

Um grupo de aproximadamente quinhentos imigrantes, provenientes da província Brabante do Norte, imigram para o Brasil e estabelecem-se na antiga fazenda Ribeirão no estado de São Paulo. Eles fundam em 14 de julho de 1948 a colônia Holambra I e a Cooperativa Agro Pecuária Holambra, com o objetivo de produzir leite e laticínios. Com a vinda de um novo grupo de imigrantes neerlandeses em 1951 é iniciado o cultivo de flores.

Em 27 de outubro de 1991 98% da população votou a favor da emancipação do distrito, surgindo assim o município de Holambra.

Fonte: Wikipedia

Martelli
April 22nd, 2009, 06:42 PM
Castrolanda é uma colônia fundada por imigrantes neerlandeses (holandeses) (1951 à 1954) e que fica situada no município de Castro, no estado do Paraná. A atividade agrícola e pecuária leiteira são predominantes na colônia, sendo uma das mais importantes bacias leiteiras da região e uma considerável produção de grãos, principalmente soja e feijão. Tendo também uma das maiores cooperativas agrícolas do Brasil, que leva o nome da colônia. (wikipedia)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Parana/Holandesa/Castro/Castrolanda/276330856_3ff2d94841_b.jpg
Flickr alessandro.western

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Paulo Ricardo Castanho

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Flickr DoBidoia

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Paulo Ricardo Castanho

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Mateus Santiago

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Mateus Santiago

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Mateus Santiago

Martelli
April 22nd, 2009, 06:42 PM
Deixo uma apresentação de dança folclórica holandesa. Achei bem legal. No decorrer da dança descobrimos uma das utilidades do tamanco, símbolo da Holanda. (apresentação na Expoflora de Holambra)


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Aqui algumas reportagens sobre a Expoflora da cidade de Holambra (1).


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Martelli
April 22nd, 2009, 06:43 PM
O Zeskamp acontece anualmente em julho e é uma competição entre as seis principais colônias holandesas no país, Holambra (SP), Holambra II (SP), Castrolanda (PR), Não-me-toque (RS), Arapoti (PR) e Carambeí (PR).

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Zeskamp/zeskamp4.jpg

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Fotos: MARCELO FERRELLI / Gazeta Press e do Jornal de Holambra.

Ice Climber
April 22nd, 2009, 07:15 PM
Nunca vi fotos de Holambra II.

Aliás, nem sei onde fica. É distrito de que município?


Aliás, um dos melhores threads que vi ultimamente aqui no SSCBrasil. Muito bom! Parabéns!

Tamarindo Cobra
April 23rd, 2009, 03:07 AM
^^

Paranapanema - SP.

marcovsk
April 23rd, 2009, 04:04 AM
Sensacional o thread, um dos melhores que já vi no SCC

Parabéns :D

tem mais?

Greatlakerman
April 23rd, 2009, 04:15 AM
Ontem passou num Telejornal uma reportagem sobre Holambra, de acordo com eles, uma das cidades menos violentas de todo o país (ou seja...acabou a tranquilidade dos Holambranos agora)

Tamarindo Cobra
April 23rd, 2009, 06:28 AM
Na região de Campinas tem uma colônia famosa, já apareceu até na Ana Maria Braga, de Suiços chamada Helvetia.

No oeste do estado de SP os japoneses marcam presença forte na região de Marília principalmente em Bastos e Tupã.

Inclusive em Quatá existe uma colônia, com 800 habitantes, de letos chamada Varpa, que teve seu auge no século passado.

Italianos no interior de SP, que em muitos casos é evidente a presença, há muito perderam as tradições que aparecem preservadas no sul e no ES, no entanto existe uma cidade paulista que foi fundada por italianos depois da segunda guerra e que ainda ensina italiano nas escolas, chama-se Pedrinhas Paulista.

thesapox
April 23rd, 2009, 01:01 PM
Alguns descendentes de italianos no sul do Brasil mantiveram mais suas tradições, porque vivem no meio rural, muito mais isolados. Passaram dificuldades desde o começo, e isso "une" o povo pela preservação de sua cultura, que nada mais é do que sobrevivência em terras desconhecidas :)

Nos locais menores e nas familias mais simples, a cultura italiana é até hoje muito preservada. Já nos lugares maiores, como Caxias do Sul, e nas familias mais prósperas, tudo é muito mais globalizado.

O mesmo vale pra imigração alemã: cidades como São Leopoldo e Novo Hamburgo, tem um número irrisório de pessoas que ainda empregam o dialeto Hunsrück no seu cotidiano. Os costumes hoje são apenas reverenciados em algumas comemorações, mas não são costumes vivos. Já mais pro interior, como Picada CAfé e Presidente Lucena, mais de 90% da população utiliza majoritariamente o dialeto alemão, e existem vários aspectos de colônia alemã ainda em evidência.

Acho que muito turista que vai pra Gramado, se engana com o falso "clima europeu". Enquanto isso, há centenas de cenas autênticas que deixa de ver nas cidadezinhas que passa pelo caminho...
Só entrar em uma venda destas colônias menores já surpreende, porque todo mundo fala em alemão mesmo, como idioma oficial... Apesar de todas campanhas contra isso que a ditadura fez :)

Tamarindo Cobra
April 24th, 2009, 06:42 AM
^^

Essa parte de "isolamento" rural preservar a cultura dos imigrantes acontece em SP também, com os japoneses. De todos os povos que vieram trabalhar nas lavouras os únicos que após um tempo compraram terra e fixaram foram os japoneses, os demais seguiram para as cidades assim que as economias permitiram. Tanto que hoje parece que só existe japonês em SP, o resto como (descendentes) de italianos, sirios-libaneses, judeus, alemães, já são brasileiros, não há distinção.

Mas os japoneses, como não se bastasse o isolamento da língua e da cultura (qual a dificuldade de um italiano se habituar num país católico de língua latina? De um espanhol ou de um português?), faziam questão de construir "panelinhas" e não se misturar com os demais. Inclusive no estado de SP, após a segunda guerra, houve uma série de assassinatos de "corações sujos", japoneses que admitiam que o Japão havia perdido, por uma organização (organizada mesmo, recomendo o livro "Corações Sujos" de Fernando Morais) nacionalista japonesa.

Acho que o governo deveria de incentivar a colonização agrícola não só como ampliação e manutenção da produção de alimentos e energia mas também como incubadora da cultura local, nacional ou estrangeira.

Não tenho fotos das festas e cultura japonesa no oeste de SP, mas segue abaixo uma foto que mostra a presença marcante dos japoneses na cidade de Bastos. Como alguns de vocês devem saber, japoneses de SP dedicaram-se ao cultivo de frutas, hortaliças e de ovos no interior e nas redondezas da RMSP. Bastos é a maior produtora de ovos do estado, sendo todos os produtores japoneses. Na foto percebe-se a quantidade de granjas espalhadas pela cidade:

http://www.bastos.sp.gov.br/imgs/foto_aerea.jpg
foto retirada de: /www.bastos.sp.gov.br

Martelli
April 24th, 2009, 07:15 PM
^^
Tamarindo, agradeço as novas e boas informações, inclusive Bastos é a cidade que, proporcionalmente, tem o maior número de descendentes de japoneses do Brasil.

Aqui uma reportagem do Fantástico sobre a cidade, em comemoração aos 100 anos da imigração.

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Martelli
April 24th, 2009, 07:22 PM
(É uma colônia diferente da cidade de Holambra. Holambra II é distrito de Paranapanema enquanto que a cidade de Holambra fica na microrregião de Campinas)

Superada as dificuldades na colônia Holambra I os colonos foram em busca de novas terras com objetivo de expandir a colônia. Após encontrar as terras no município de Paranapanema, os colonos estabelecem-se e fundam em 23 de dezembro de 1960 a colônia Holambra II. Seu nome é a junção de Holanda, América e Brasil.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Holambra%20II/HolambraII.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Holambra%20II/HolambraII2.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Holambra%20II/holambraII9.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Holambra%20II/holambraII8.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Holambra%20II/holambraII6.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Holambra%20II/holambraII7.jpg

As fotos foram retiradas do wikipedia

Martelli
April 24th, 2009, 07:24 PM
Apesar da imigração neerlandesa ter um componente histórico no Brasil, as colônias só começaram a se formar há pouco mais de 60 anos.

E mesmo tendo sido menos expressiva do que a de outros grupos de imigrantes, os neerlandeses formaram cooperativas e empresas agrícolas em todas as regiões onde se estabeleceram colaborando assim com o desenvolvimento da economia brasileira. Os holandeses dividem com os japoneses a maior parte da exportação de flores do Brasil e as festas em Holambra chegam a receber mais de 200 mil visitantes a cada ano.

Martelli
April 24th, 2009, 07:25 PM
A população da cidade é composta, principalmente, por descendentes de alemães, holandeses, e uma parcela de italianos e portugueses.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/1235627675_1259d86248_o-1.jpg
Darlan Corral

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/1236448388_435ba918fb_o.jpg
Darlan Corral

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/naometoque.jpg
Picasa André Klunk

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/naometoque2.jpg
Picasa André Klunk

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Darlan Corral

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/12296946.jpg
Darlan Corral

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/12296963.jpg
Darlan Corral

Corrida Maluca de Não-Me-Toque por Bia Vogt

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/corridamaluca-naometoque3.jpg

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http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Nao-Me-Toque/corridamaluca-naometoque5.jpg

Enzo
April 24th, 2009, 09:57 PM
Martelli seu thread esta lindo e fantastico, parabens!:applause:

Uma pergunta, so temos colonias europeias e japonesas/orientais?
Existe alguma colonia de imigrantes sul-americanos (latinos), negros ou arabes expressiva no Brasil? Ah ja ouvi falar de alguma americanas em Sao Paulo e ate em Goias, se voce tiver foto ou mais informacoes de algumas serei grato, obrigado. :)

Ice Climber
April 24th, 2009, 10:03 PM
Martelli seu thread esta lindo e fantastico, parabens!:applause:

Uma pergunta, so temos colonias europeias e japonesas/orientais?
Existe alguma colonia de imigrantes sul-americanos (latinos), negros ou arabes expressiva no Brasil? Ah ja ouvi falar de alguma americanas em Sao Paulo e ate em Goias, se voce tiver foto ou mais informacoes de algumas serei grato, obrigado. :)

Também já ouvi falar em colônia de americanos em Goiás...

EduPR
April 24th, 2009, 10:14 PM
Martelli seu thread esta lindo e fantastico, parabens!:applause:

Uma pergunta, so temos colonias europeias e japonesas/orientais?
Existe alguma colonia de imigrantes sul-americanos (latinos), negros ou arabes expressiva no Brasil? Ah ja ouvi falar de alguma americanas em Sao Paulo e ate em Goias, se voce tiver foto ou mais informacoes de algumas serei grato, obrigado. :)

Árabes e chineses tem bastante em Foz do Iguaçu.
Você vai mostrar Foz, Martelli? :D

Rekarte
April 24th, 2009, 10:29 PM
Martelli seu thread esta lindo e fantastico, parabens!:applause:

Uma pergunta, so temos colonias europeias e japonesas/orientais?
Existe alguma colonia de imigrantes sul-americanos (latinos), negros ou arabes expressiva no Brasil? Ah ja ouvi falar de alguma americanas em Sao Paulo e ate em Goias, se voce tiver foto ou mais informacoes de algumas serei grato, obrigado. :)

Arabes e seus desendentes,tem de Norte a Sul do Brasil,estão presente desde nso esporte e politica,até na lanchonete da esquina
são mais de 15 milhões,mas não formam uma colonia,como essas que se ver
imigrantes sul-americanos,se tem de bolivianos e argentinos,em varias cidades brasieliras,em especial,nas maiores
e sobre os negros,além dos escravos,que vieram no tempo da Colonia,o Brasil recebe imigrantes de Angola,mas são poucos...

Fourier
April 24th, 2009, 10:37 PM
Martelli seu thread esta lindo e fantastico, parabens!:applause:

Uma pergunta, so temos colonias europeias e japonesas/orientais?
Existe alguma colonia de imigrantes sul-americanos (latinos), negros ou arabes expressiva no Brasil? Ah ja ouvi falar de alguma americanas em Sao Paulo e ate em Goias, se voce tiver foto ou mais informacoes de algumas serei grato, obrigado. :)

Santa Bárbara D`Oeste, no interior do Estado de São Paulo foi fundada por norteamericanos dos estados confederados, que migraram após a guerra da secessão. O nome da cidade é uma homenagem à Santa padroeira deles. Se destacaram as famílias Lee Jones e Mac- Knight que ainda possuem muitos descedentes na cidade. Com o passar dos anos houve uma cisão dentro das famílias e algumas delas sairam dali para fundar um povoado ao lado de Santa Bárbara que viria a ser denominada Americana. Em SBO existe até um Cemitério Americano.

Aqui existem alguma informações, do Museu da Imgração de SBO:

http://www.santabarbara.sp.gov.br/museu/index.php?pag=historico

Aqui informações sobre o cemitério dos americanos:

http://www.santabarbara.sp.gov.br/v3/index.php?pag=cimeterio_americano&dir=pontos_turisticos

Encontrei na internet um mapa de localização das famílias em SBO e redondezas...

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/7/7c/Localiza%C3%A7%C3%A3odosimigrantesamericanos.jpg
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Localiza%C3%A7%C3%A3odosimigrantesamericanos.jpg

:cheers:

Enzo
April 24th, 2009, 10:51 PM
^^ Muito obrigado pelas informacoes. :)

TêAgá
April 25th, 2009, 07:32 AM
Me parece que as colônias em Santa Bárbara e Villa Americana (atual Americana) foram fundadas por Confederados que não aceitavam a derrota na Guerra de Secessão Estadunidense, e vieram ao Brasil, em geral oficiais Sulistas de "alta patente", convidados pelo próprio Império do Brasil.

Alguém, se achar interessante, pode ler a interessante saga do Ministro Elihu Root em São Paulo:

http://www.estacoesferroviarias.com.br/e/locais/elihuroot.htm

TêAgá
April 25th, 2009, 07:33 AM
Aliás, é até redundância, mas que thread espetacular!

Parabéns Martelli!

Rodriogs
April 25th, 2009, 03:18 PM
Não disse que iam gostar Martelli? Parabéns cara!!!

Rodriogs
April 25th, 2009, 03:22 PM
No thread do fórum latino onde essas cidades tavam sendo postadas, eu postei uma informação sobre uma vila de americanos que vive próximo a Manaus... e há muito tempo, eles já tem escolas, só falam inglês e talll
Não acho nenhuma informação na internet, caso algum forista saiba... ._. (eu visitei a vila quando era criança)

Tem várias colonias japonesas no Amazonas tbem... uma em Maués, outra em Parintins (no distrito de VILA AMAZONIA) onde foi introduzida a cultura da juta no estado do Amazonas pelos imigrantes japoneses.
Fora os imigrantes que vieram do Japão, Manaus recebeu japoneses e filhos de japoneses que vieram do PERU.
Hoje em dia Manaus está invadida por um imenso numero de japoneses e coreanos devido a zona franca de Manaus, não há lugar que você vá onde não encontre um deles.

Áporo
April 25th, 2009, 08:17 PM
Um dos melhores threads que já vi no ssc! Parabéns mesmo, cara! Muita coisa que eu não tinha idéia. Vou continuar de olho.

Tenho uma uma perguntinha pros mais esclarecidos: Essas colônias francesas são como as alemãs ou italianas? Tem traços de cultura imigrante ainda em alguma cidade?

Martelli
April 26th, 2009, 08:47 PM
^^
Áporo, até agora desconheço qualquer colônia "típica" francesa no Brasil. :)

Não disse que iam gostar Martelli? Parabéns cara!!!

:okay: É, realmente me surpreendi com a resposta aqui no fórum brasileiro. Pensava que como pra nós estas cidades e colônias são relativamente conhecidas, não seria nada muito original e interessante .

Me parece que as colônias em Santa Bárbara e Villa Americana (atual Americana) foram fundadas por Confederados que não aceitavam a derrota na Guerra de Secessão Estadunidense, e vieram ao Brasil, em geral oficiais Sulistas de "alta patente", convidados pelo próprio Império do Brasil.

TêAgá, vou aproveitar sua deixa no próximo post.

Martelli
April 26th, 2009, 08:47 PM
As descrições e a maior parte das fotos foram retiradas do blogdofelipe (http://blogs.abril.com.br/blogdofelipe/2009/04/festa-dos-confederados-americanos-confederate-party-in-brazil.html) (com adaptações)

A vinda de confederados americanos no Brasil foi um movimento migratório no final do século XIX e começo do século XX, especialmente nas cidades de Americana e Santa Bárbara d'Oeste, no estado de São Paulo.

Como tudo começou

Após o final da Guerra de Secessão (ou, Guerra Civil Americana), os confederados sulistas se encontraram em uma situação extremamente difícil. Boa parte do sul agrícola dos Estados Unidos estava totalmente destruído pela guerra, a população arrasada e sem nenhuma perspectiva de vida em território americano.

Foi quando receberam a notícia que o Governo brasileiro estava dando incentivos para quem dominasse a cultura de algodão se instalar no Brasil - e o sul dos EUA era o maior exportador de algodão do mundo, na época. Dito e feito. A partir daí, estima-se que 20 mil confederados americanos venderam suas terras e vieram tentar a vida em solo tupiniquim. Os decendentes americanos no Brasil somam hoje cerca de 50 mil pessoas.

As companhias de emigração

Antes mesmo do fim da Guerra em 1865, os americanos sulistas já cogitavam a possibilidade de emigrar para o Brasil, porém, pouco ou nada se sabia, até então, sobre o país. Quando a guerra chegou ao fim, essa necessidade tornou-se urgente. Em novembro de 1865, o Estado da Carolina do Sul formou uma sociedade de colonização e mandou ao Brasil o major Robert Meriwether e o doutor H. A. Shaw, além de outros, para verificar a possibilidade de se estabelecer uma colônia. Quando voltaram, publicaram livros explicando detalhadamente como era o clima, as terras e as facilidades oferecidas pelo Governo Brasileiro para que eles se estabelecessem aqui, o mais conhecido é o "Hunting a Home in Brazil", publicado pelo Dr. James Fadden Gaston, também da Carolina do Sul, que viajou intensamente pela província de São Paulo.

O Núcleo de Santa Bárbara

Em 27 de dezembro de 1865, o Coronel e senador William Hutchinson Norris, do Alabama, desembarcou no porto do Rio de Janeiro. Em 1866, William e seu filho Robert Norris subiram a serra do mar, pararam em São Paulo e especularam terras. Foram-lhes oferecidas de graça terras onde hoje é o bairro do Brás e na região que hoje compreende a cidade de São Caetano do Sul, no entando, por ser um terreno de brejo ele não aceitou. A partir daí, tomou a estrada de ferro que seguia rumo a Vila de São Carlos, hoje, Campinas e rumaram até a região que hoje é a atual Piracicaba.

Fixaram-se, então às margens do Ribeirão Quilombo, na antiga Santa Bárbara d'Oeste (hoje, cidade de Americana) e ali começaram a se desenvolver. O Coronel Norris passou a ministrar cursos práticos de agricultura aos fazendeiros da região, interessados no cultivo do algodão e nas novas técnicas agrícolas. O arado que ele trouxe dos Estados Unidos causou tanta sensação e curiosidade que, em pouco tempo, já tinham uma escola prática de agricultura, com muitos alunos que lhe pagavam pelo privilégio de aprender e ainda cultivar suas roças.

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Devido às inúmeras propriedades agrícolas fundadas pelos norte-americanos e o intenso comércio que se desenvolveu em função disso, em 1875 a Companhia Paulista de Estrada de Ferro, instalou a Estação Santa Bárbara, que hoje é um Centro de Cultura, mantido pela Fundação Romi, que no passado construiu o primeiro carro nacional, também em Santa Bárbara d'Oeste, mas isso é assunto pra outro post.

Educação e Cultura

A educação das crianças era uma das principais prioridades das famílias americanas, que traziam professores dos EUA para que pudessem ministrar as aulas aos moldes do sistema de ensino americano. O método se mostrou tão eficaz que, posteriormente, foi adotado pelo Brasil sistema de ensino oficial brasileiro.

Religião

Como todos sabem, os americanos eram protestantes. Os cultos religiosos eram celebrados nas propriedades das famílias por pastores que se deselocavam em vários núcleos de imigração americana. Em 1895 foi fundada a Igreja Presbiteriana no povoado da Estação Ferroviária.

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Flickr Felipe Attilio

Os cemitérios administrados pela Igreja Católica não admitiam que os imigrantes e pessoas de outros credos lá fossem enterrados, por isso, os americanos começaram a enterrar seus mortos próximo à sede da fazenda. O cemitério ficou conhecido como Cemitério do Campo e, popularmente, como Cemitério dos Americanos.

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Flickr Felipe Attilio

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Flickr Felipe Attilio

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Flickr Felipe Attilio

A Festa dos Confederados

Na Festa dos Confederados é possível ver homens trajando uniforme cinza, botas e chapéus dançando com mulheres vestidas como a personagem Scarlett O'Hara, vivida por Vivien Leigh no filme ...E o Vento Levou (clássico que se passa durante a guerra). A Festa toda parece acontecer em um cenário de filme.

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Flickr Felipe Attilio

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Barracas vendem frango empanado, hamburgers e milho cozido. Bandas tocam jazz, dixie land, country tradicional e folk americano. Por todo lado se vê a bandeira Dixie, o símbolo dos estados rebeldes. Os decendentes se mobilizam em massa, se vestem a carater, estampam bandeiras americanas por todo lado e trabalham de graça nas barracas de comida e bebida.

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Flickr Felipe Attilio

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Flickr Felipe Attilio

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E lá todos - ou, quase todos - falam inglês. Caso você queira tirar uma foto com um dos tiozinhos vestidos como se estivessem num campo de batalha, precisa se virar pra entender o inglês com sotaque sulista carregado. Come here, my friend... stay by my side, don't worry, I won't kill you. O que, de fato, é bem interessante saber visto a quantidade de armas que eles carregam.

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Flickr Felipe Attilio

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Flickr Felipe Attilio

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Flickr Felipe Attilio

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Flickr Felipe Attilio

Martelli
April 26th, 2009, 09:06 PM
Uma curiosidade:

Ellen Gracie Northfleet, ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), é descendente de confederados americanos.

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Sao%20Paulo/Confederados/foto17857_1.jpg

Diga-se de passagem, dentre todos os ministros, é uma das mais respeitadas e inteligente. :okay:

WallyP
April 27th, 2009, 08:02 AM
olha o tiozinho com o boné da itália, e com uma camisa de uma "loja maçônica"...kkkk...isso sim é diversidade.

Soteropolis1
April 28th, 2009, 04:37 AM
É estimado que 15 milhões de brasileiros sejam descendentes de imigração, sendo que a maioria está vivendo no estado de São Paulo. A imigração espanhola já estava no Brasil desde o início da colonização do Brasil, Mas só podemos dizer uma afetiva imigração dos espanhóis nas terras brasileiras no final do século XIX.

Na década de 1880, chegaram os primeiros espanhóis no Brasil. No final do século XIX, a grande maioria era de galegos, que se abrigaram nos principais centros urbanos brasileiros, sendo eles: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Bahia.

Os recém-chegados disputavam desde as ofertas de emprego menos qualificado, até os espaços de moradia disponíveis junto aos segmentos mais pobres da população local, sobretudo mestiços e negros que também tomaram o rumo das cidades, após a Abolição da Escravatura.

Os espanhóis no Brasil cresceram no início do século XX, com ajuda do governo paulista, que necessitava atrair trabalhadores para as colheitas de café. A imigração espanhola foi grande até a década de 1930. Até então, mais de 700 mil espanhóis tinham entrado no Brasil, ficando atrás dos Italianos e Portugueses. Com o crescimento da economia espanhola após a guerra, o número de imigrantes caiu e passou a ser pouco significativa.

A imigração de galegos para Salvador deu-se em 2 períodos. Fins do século XIX e início do século XX e outro logo depois da guerra civil espanhola, do final dos anos 30! Salvador chegou a ter a segunda maior concentração de espanhois, depois de São Paulo, e a presença da colônia ainda é muito forte aqui, embora com o enriquecimento da Espanha muitos tenham voltado para lá, ou tenham residencias duplas, lá e aqui! Há aqui hospitais, clubes e diversas entidades espanholas e linhas aéreas partindo de Salvador para o Porto e Madrid que servem ao intercâmbio dessa colônia. Houve época que praticamente todos restaurantes e padarias de Salvador pertenciam a espanhois e descendentes! Sobrenomes como Martinez, Suarez, Garrido, Hermida, Oubina, Alban, Pinon, e varios outros, todos galegos, são comuns na cidade.

Martelli
April 29th, 2009, 04:24 PM
^^
Valeu, Soteropolis1. Conheço um pouco dessa ligação dos galegos com Salvador, depois quero pesquisar mais pra postar aqui. :okay:

Martelli
April 29th, 2009, 04:24 PM
Localizada na Serra gaúcha, Nova Petrópolis foi fundada em 7 de setembro de 1858 por imigrantes alemães oriundos da Pomerânia, Saxônia, Boêmia e do Hunsrück, dos quais descendem a maioria dos seus habitantes.

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Flickr Generoso Mrack

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Panoramio Salomo Koerich

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Flickr

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Flickr

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Flickr grsboats

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Flickr Teka Silveira

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Flickr robertocr

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Panoramio Carlos C. Nasato

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Flickr Jefferson Krumenauer

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Flickr Ridalv

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Nova%20Petropolis/224449851JbWnxs_fs.jpg
Carolina Varga

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Flickr Paulo Pivetta

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Flickr allways_ty

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Flickr Marcos Espanha

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Nova%20Petropolis/597869-2.jpg
Panoramio Germano Schüür

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Nova%20Petropolis/2890546843_acc2993802_o.jpg
Flickr

Martelli
April 29th, 2009, 04:31 PM
^^
O interessante de Nova Petrópolis é que grande parte da população é formada por descendentes de tchecos que imigraram para o Brasil vindos do atual território da Boêmia (região ocidental da República Tcheca), na segunda metade do século XIX.

Aqui uma reportagem interessante:

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Martelli
April 29th, 2009, 04:53 PM
Uma notícia de Nova Petrópolis que achei curiosa. :)

Gaúcha de Nova Petrópolis é eleita representante da boneca Barbie no Brasil

Do G1, em São Paulo

Modelo Nádia Jaqueline Blauth, de Nova Petrópolis (RS), tem 21 anos.
Ela irá interpretar Barbie em eventos pelos 50 anos da boneca.

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/R%20Grande%20do%20Sul/Nova%20Petropolis/019113437-FMM00.jpg

A modelo gaúcha Nádia Jaqueline Blauth, 21 anos, de Nova Petrópolis (RS), foi eleita a representante da boneca Barbie no Brasil. A modelo foi recém-contratada pela fabricante Mattel para interpretar a Barbie em eventos comemorativos pelos 50 anos da boneca. De acordo com a assessoria de imprensa da Mattel, não houve concurso para a escolha, apenas uma análise de perfis. Até o fim deste ano, a modelo deve visitar cidades de Santa Catarina, Paraná e São Paulo em ações de divulgação da boneca (Foto: Daniela Xu/Pioneiro/Agência RBS)

http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1038735-5598,00.html

snowb
April 29th, 2009, 07:16 PM
Interessante isso a respeito dos boemios em Nova Petropolis...

Alemão Xucro
May 4th, 2009, 07:59 AM
Pelo amor de Deus, não deixem esse tópico morrer. Ah, se eu passase mais tempo na minha região, ia encher esse tópico de fotos, dos bailes, pricipalmente...:cheers::lol:

Daniel Athias
May 4th, 2009, 01:26 PM
Descobri uma coisa bem legal, e nao tinha nem idéia, no meu bairro (flamengo) no Rio tem inclusive uma numerosa colonia de Poloneses, que conta inclusive com uma igreja polonesa no final da rua marques de abrantes...vou ver se consigo tirar fotos de la...a igreja é bem interessante, sua fachada apresenta alguns aspectos que remetem ao gótico e no interior, há icones como imagens religiosas, é bem diferente e bonita, seu publico dia de domingo é majoritariamente descendente de polones...bem legal...
eu diria que eles ocupam o final do bairro nas proximidades com botafogo.
mas logico que o bairro nao é só de poloneses, tb tem uma presença judaica(vide bib. judaica e sinagoga no laranjeiras) e oriental(diversas lojinhas de produtos orientais), sem contar nos descendentes de portugueses que sao numerosos em toda a cidade.

amsincero1
May 4th, 2009, 09:31 PM
Bonitinha Nova Petrópolis :)

Martelli
May 5th, 2009, 04:57 PM
Pelo amor de Deus, não deixem esse tópico morrer. Ah, se eu passase mais tempo na minha região, ia encher esse tópico de fotos, dos bailes, pricipalmente...:cheers::lol:
:okay: Ando meio sem tempo mas pretendo, sempre qeu puder, atualizar o tópico.

Descobri uma coisa bem legal, e nao tinha nem idéia, no meu bairro (flamengo) no Rio tem inclusive uma numerosa colonia de Poloneses, que conta inclusive com uma igreja polonesa no final da rua marques de abrantes...vou ver se consigo tirar fotos de la...a igreja é bem interessante, sua fachada apresenta alguns aspectos que remetem ao gótico e no interior, há icones como imagens religiosas, é bem diferente e bonita, seu publico dia de domingo é majoritariamente descendente de polones...bem legal...
eu diria que eles ocupam o final do bairro nas proximidades com botafogo.
mas logico que o bairro nao é só de poloneses, tb tem uma presença judaica(vide bib. judaica e sinagoga no laranjeiras) e oriental(diversas lojinhas de produtos orientais), sem contar nos descendentes de portugueses que sao numerosos em toda a cidade.

Que bacana, vou esperar as fotos! Tenho algumas imagens das festas judaicas do Rio, depois quero postá-las. :)

Martelli
May 5th, 2009, 05:00 PM
A imigração chinesa no Brasil teve início em 1810, quando Portugal organizava a sua colônia em Macau. Porém, o grande fluxo da imigração chinesa de deu a partir da década de 1950. Os principais motivos dessa migração foram as guerras que estavam ocorrendo na China, e que ocasionavam a falta de alimentos no país. As contribuições da comunidade chinesa em São Paulo são inúmeras. Além dos restaurantes típicos, eles trouxeram a técnica da acupuntura, as artes marciais, o horóscopo chinês, contribuições no campo da medicina e incorporaram os fogos de artifício na cultura do país que os acolhera, entre tantas outras. Estima-se que atualmente vivem no Brasil mais de 350 mil chineses e descendentes, a maior parte deles concentrada na cidade de São Paulo.

Comemoração do ano novo chinês

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Flickr Ilderaldo Corrêa (Will)

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Flickr babileta

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/386515522_28ef8d6c81_o.jpg
Flickr

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/2228487800_0b7f093244_b.jpg
Flickr vivoandando

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1ª foto: flickr Jorge Sato

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Flickr Nonstop Place

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Flickr vivoandando

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1ª foto: Flickr leonardo.tura

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Flickr LUIZ: São Paulo's Eyes

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/385681641_6a2763d9b1_o.jpg
Flickr Leandro Morais

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/385736088_e8330fdb94_o.jpg
Flickr

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/6a00d09e7d4aa7be2b011018031752860f-.jpg
http://fumii.vox.com/ (http://fumii.vox.com/library/photo/6a00d09e7d4aa7be2b011018031752860f.html)

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/2236877911_6f27dc1909_o.jpg
Flickr andrielly

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/1429535261_0fcac1daff_o.jpg
Flickr Iriz Medeiros

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Sao%20Paulo/AnoNovoChines/3223804835_e455a15919_o.jpg
Flickr Herbert Kajiura

Martelli
May 5th, 2009, 05:01 PM
^^
Provavelmente o número de chineses no Brasil seja maior do que este informado.

Martelli
May 5th, 2009, 05:07 PM
Nova Friburgo é a primeira colônia não lusitana fundada no Brasil. O município foi batizado com este nome em homenagem à cidade de onde partiram a maioria das famílias suíças que primeiramente colonizaram a região. É também o primeiro município no Brasil colonizado por alemães. Atualmente vários grupos étnicos compõem a região; a maioria dos descendentes suiços vivem principalmente na zona rural de friburgo. (wikipédia)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/1142890656_bb774cd4cd_b.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/1950207072_daa9d094f5_b.jpg
Flickr Jessica Nogueira

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/nfriburgomarcusrg.jpg
Flickr marcusrg

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/124861311_0d56e6cfca_o.jpg
Flickr marcusrg (http://www.flickr.com/photos/canoafurada/sets/72057594101379651/)

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/nf1.jpg
Osmar Castro

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/765161606_ced824164c_b.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/1062035.jpg
Alexandro Maximo

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/2064230326_faa7e389a9_o.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/1396259465_64d8f3541f_b.jpg
Flickr Raul Lisboa

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Panoramio Acervo Digital Castro

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/46225946_7877e9b289_o.jpg
Flickr marcusrg

http://i280.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/321056042_135bbad9d4_o.jpg

Descendentes de suíços na zona rural de Friburgo

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Fotos: flickr Dirru

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Nova%20Friburgo/nfriburgodirru2.jpg
Fotos: flickr Dirru

Martelli
May 5th, 2009, 05:08 PM
Deixo aqui uma simpática reportagem do Jornal da Band [editada] sobre a Suíça e Nova Friburgo.

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Martelli
May 11th, 2009, 06:36 PM
Atualizando ;)

Um pouco do talian. No vídeo a nona apenas fala o dialeto vêneto e não sabe português, isso é relativamente comum em algumas regiões do Brasil.

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Mais Talian (Rio Grande do Sul)

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Martelli
May 11th, 2009, 06:37 PM
Colonizada por italianos, Bento Gonçalves figura entre as dez maiores economias do Rio Grande do Sul. A cidade é conhecida como a "capital brasileira do vinho" e tem um dos maiores pólos moveleiros do sul do Brasil. Com 0,870 pontos de IDH (2000), Bento Gonçalves está em 1º lugar no Índice de Desenvolvimento Humano no estado do Rio Grande do Sul e em 6º lugar no Brasil. Os colonos encontraram nesta região um clima favorável para estabelecer a cultura da videira, que ainda é a predominante na região, no chamado Vale dos Vinhedos.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/3068324559_0840c6118a_b.jpg
Flickr Rosângela e Alexandre Souza

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Wikipedia

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/3274062419_bd5b93555a_b.jpg
Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/imagem.jpg
Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/bento.jpg
Panoramio Néia Araújo

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Flickr ridalv

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Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/2820533426_4cdbfd4070_b.jpg
Flickr alesantiago

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Panoramio ANELISE KUNRATH

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Panoramio ANELISE KUNRATH

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/2975330922_13f032912d_b.jpg
Flickr Luísa Cobalchini Damasio

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/2207695218_08bbe34ce1_o.jpg
Claudio Arriens

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/443717388_f8297f3637_b.jpg
Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/2767085308_25d08516db_b.jpg
Flickr Raul Lisboa

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Picasa Ifa

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/1902492696_33e97e6669_b.jpg
Flickr Emerson Hernandez

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/2819686187_fdd4f4fc6b_b.jpg
Flickr alesantiago

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/bento9.jpg
Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/bento2.jpg
Panoramio ANELISE KUNRATH

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/529675514_e30d17227e_o.jpg
Flickr murizinha

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/3173608813_9ca429020c_b.jpg
Flickr Giuliana Foti

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/bg.jpg
Flickr Raul Lisboa

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/R%20Grande%20do%20Sul/Bento%20Goncalves/2801836002_5dac2151c1_b.jpg
Flickr Raul Lisboa

Marcelo Olisa
May 13th, 2009, 01:49 AM
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=502619 ( Este Thread era sobre os 183 anos da Imigração alemã no Brasil e trazia links e fotos interessantes que têm a ver com os deste thread aqui).
Monte Verde em Minas Gerais foi fundada por imigrantes da Letônia que eram batistas. No interior de SP e no PR também há colônias de letos.

Marcelo Olisa
May 13th, 2009, 05:45 PM
Não podemos nos esquecer que o Brasil tem uma vasta colônia judaica também. Talvez uns 250.000.

Martelli
May 13th, 2009, 09:12 PM
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=502619 ( Este Thread era sobre os 183 anos da Imigração alemã no Brasil e trazia links e fotos interessantes que têm a ver com os deste thread aqui).
Monte Verde em Minas Gerais foi fundada por imigrantes da Letônia que eram batistas. No interior de SP e no PR também há colônias de letos.

Agradeço o link, Marcelo.:okay: Meu tempo anda curto pra atualizar o thread e ainda tenho centenas de cidades pra postar. Não sei se vou conseguir colocar todas as colônias, pois são muitas, mas pelo menos pretendo postar a maior parte. :) E bela lembrança a de Monte Verde, os letos são uma boa dica pra começar a próxima página.

Martelli
May 13th, 2009, 09:21 PM
Não podemos nos esquecer que o Brasil tem uma vasta colônia judaica também. Talvez uns 250.000.

Tenho algumas imagens das colônias do Rio e São Paulo. Também não sei ao certo, mas acho que o número de judeus no Brasil não chega a 200 mil.

Marcelo Olisa
May 14th, 2009, 12:53 AM
Legal, Martelli. Aguardarei que traga fotos sobre os letos . Achei neste link um pouco da história deles:
http://www.labeurb.unicamp.br/elb/europeias/letoletao.htm

Marcelo Olisa
May 15th, 2009, 04:52 PM
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=355351

Martelli
May 16th, 2009, 05:11 PM
Legal, Martelli. Aguardarei que traga fotos sobre os letos . Achei neste link um pouco da história deles:
http://www.labeurb.unicamp.br/elb/europeias/letoletao.htm

A maior parte dos descendentes está mesmo concentrada em São Paulo, principalmente Nova Odessa. Interessante o link. :)

Martelli
May 16th, 2009, 05:14 PM
Alguns vídeos sobre a festa do Ano Novo Chinês em São Paulo.

8IU8zvYj1RI

VpJ474921Q0

Martelli
May 16th, 2009, 05:22 PM
Aqui uma notícia que achei interessante por mostrar parte da integração cultural brasileira.


Baden Baden, Eisenbahn, Devassa e Colônia ganham medalhas na Austrália

Blog do Estadão

Saiu o resultado do Australian International Beer Awards, concurso cervejeiro realizado, como diz o nome, no país da Oceania. As cervejarias brasileiras Eisenbahn, de Blumenau, Baden Baden, de Campos do Jordão, e Devassa, do Rio de Janeiro - todas atualmente controladas pelo grupo Schincariol - faturaram 12 medalhas. A Colônia, do Paraná, mais uma. Em meio a esse total, há dois destaques.

O primeiro, e mais óbvio, é a medalha de ouro, inédita, para a Eisenbahn Dunkel, uma cerveja escura de baixa fermentação que já havia sido premiada no European Beer Awards, na Alemanha, e faturou a única medalha brasileira, de bronze, na World Beer Cup dos Estados Unidos, torneio que é considerado mais conceituado atualmente envolvendo a nobre bebida. Realmente, é uma cerveja bem boa, na opinião do humilde blogueiro.

O segundo destaque é a medalha de bronze obtida pela Dama do Lago, também da Eisenbahn. Trata-se de uma cerveja de estilo belga que "nasceu" pelas mãos do cervejeiro caseiro Leonardo Botto, do Rio de Janeiro. Como ele venceu um concurso promovido pela Eisenbahn em 2007, teve direito a produzir 3 mil litros de sua cerveja na fábrica, para que ela comercializasse a receita. Depois de uma primeira leva complicada, a segunda revelou uma cerveja muito boa, com excelente corpo e aromas.

Antes que alguém adote o ufanismo à la locutor de futebol de uma certa grande emissora por aí, há que se considerar algumas coisas. O concurso da Austrália premia uma grande quantidade de cervejas. Como se pode ver pela lista de medalhistas, há vários bronzes e pratas, mas de ouro, só uma em cada categoria, o que reforça a conquista da Dunkel da Eisenbahn. O leitor mais exaltado poderia ainda alegar "ah, mas é um concurso na Austrália, não na Alemanha ou em outro país com tradição cervejeira consolidada...". Pode até ser, mas outras grandes e tradicionais marcas participaram também.

E, por fim, não deixa de ser mais uma maneira de mostrar lá fora que o Brasil não é um país de "thin yellow lagers" (lagers fraquinhas e amareladas, ou as nossas loiras geladas do dia a dia). Ou melhor, não é só um país de "thin yellow lagers" hehehehe

Em tempo: quando digo que o ouro da Eisenbahn Dunkel é inédito, ele o é para a microcervejaria de Blumenau. A Baden Baden Stout, que levou prata no torneio australiano, já tinha sido medalha de ouro no European Beer Awards da Alemanha em 2008.

Em tempo 2: Creio que, por problema de grafia na lista de vencedores (porque havia feito a busca pelo nome e não apareceu), já ia cometendo uma injustiça. A Colônia também ganhou uma medalha de bronze, com a Low Carb, na categoria homônima. A correção já foi feita no título e no texto. Com isso, estendo ainda os parabéns à cervejaria paranaense.

http://blog.estadao.com.br/blog/bob/?title=baden_baden_eisenbahn_e_devassa_ganham_m&more=1&c=1&tb=1&pb=1

Martelli
May 16th, 2009, 05:24 PM
Igreja símbolo dos suábios húngaros de Jaraguá

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/DSC09638.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/DSC01793.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/DSC09119.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/DSC09131.jpg

Lançamento do livro que conta a história dos suábios húngaros no Brasil

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/DSC07691.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/shungaros.jpg

Encontro de uma família Suábia Húngara de Jaraguá

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Santa%20Catarina/Jaragua-suabios%20hungaros/Dsc05780.jpg

^^
Fotos retiradas das paginas:
valeitapocu.blogspot.com
suabiohungarovaleitapocu.blogspot.com

Martelli
May 16th, 2009, 05:28 PM
^^
Os Suábios Húngaros são da mesma etnia dos Suábios do Danúbio que apareceram na primeira página
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912

Kelsen
May 16th, 2009, 05:35 PM
Muito bonita essa Igreja. :yes:

marvinhir
May 16th, 2009, 07:29 PM
Ae Martelli,

Bem legal o seu thread!

Tenho acompanhado suas postagens desde o Forum Latino e fico sempre esperando
conhecer uma cidade nova que, na maioria das vezes, me surpreende e nos mostra quão diverso é o nosso país.

Poste sempre, pois tenho certeza que todos dão pelo menos uma olhadinha.

Parabéns!

Martelli
May 16th, 2009, 07:54 PM
^^
Bom saber que acompanha :) Por ora estou apenas repetindo as cidades do thread do fórum latino (com algumas poucas modificações), depois de cumprir essa etapa quero postar as "novas" cidades. ;)

Martelli
May 16th, 2009, 08:02 PM
Aproveitando a sugestão do Marcelo Olisa, começo a seguir com a imigração leta.

Martelli
May 16th, 2009, 08:03 PM
Monte Verde foi fundada por imigrantes letos que vieram da Europa na década de 20.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/479839.jpg
Panoramio Peter Greiner Jr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/3203179889_d490c2a0be_b.jpg
Flickr logarcete

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/1858532596_b5b6da5ce4_o.jpg
Flickr Eduardo Seabra

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/2054178068_aadbc70e77_b.jpg
Flickr Cleverson MsLeal

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/monteverde.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/400766454_97c8b67c49_b.jpg
Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/151694063_21763b9ebd_o.jpg
Flickr Douglas Carvalho

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/458075047_4631095952_o.jpg
Flickr aristophanesfm

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/513985111_6d2f9865cf_o.jpg
Flickr dorimello

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/3204184188_ef9cd34a07_b.jpg
Flickr logarcete

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/2630175338_dcce5ba0d7_o.jpg
Flickr Bruno Asp

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/3203161051_c7f2729e28_b.jpg
Flickr logarcete

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/3203155233_292cca623f_b.jpg
Flickr logarcete

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Minas%20Gerais/MonteVerde/2862238665_3b26d62683_o.jpg
Flickr nildocn

Martelli
May 16th, 2009, 08:12 PM
Os primeiros imigrantes letos chegaram ao Brasil em 1890, estabelecendo-se na colônia de Rio Novo, no Estado de Santa Catarina, e mais tarde, em 1906, em Nova Odessa, no Estado de São Paulo. As primeiras imigrações ocorreram em função da difícil situação econômica da Letônia e das intensas propagandas e facilidades oferecidas pelo governo brasileiro no período do grande movimento imigratório.

Em um segundo momento, em 1922, ocorreu uma nova imigração, motivada por razões de ordem religiosa, para Varpa, também no Estado de São Paulo. Muitos desses imigrantes, de religião batista e luterana, vinham da Rússia, para onde haviam imigrado anteriormente, e onde o regime político comunista cerceava a liberdade de culto religioso, prática essencial aos protestantes.

Além destas cidades em que foram fundadas as primeiras colônias, hoje há concentrações de descendentes de imigrantes letos também nas cidades de Ijuí, Jacu-Açú e Orleans, no Rio Grande do Sul e São Paulo.

http://www.labeurb.unicamp.br/elb/europeias/letoletao.htm

Martelli
May 16th, 2009, 08:17 PM
Cantando em leto em Monte Verde

zfmRZM039AA

Martelli
May 16th, 2009, 08:21 PM
O povoado foi colonizado por imigrantes provenientes da Letônia, país europeu situado na costa do Mar Báltico. Os colonizadores, predominantemente religiosos batistas, vieram após o domínio da Revolução Russa, pois o regime bolchevista estava cerceando a liberdade de culto. Estabeleceram-se na margem direita do Rio do Peixe, a partir de novembro de 1922, fundando a colônia de Varpa e a Corporação Evangélica Palma (atual Fazenda Palma).

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/varpa9.jpg
Panoramio

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4826.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4787.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4794.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4793.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4797.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4796.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/IMG_4798.jpg
Montana_lx (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?p=31695916)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/v7.jpg
varpa.com.br

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/varpa2.jpg
Picasa Willy Eduardo

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/varpa12.jpg
Blog Sonia Novaes (http://sonianovaes.blogspot.com/2007/01/comunidade-de-letosem-varpasp.html)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/DSC09272.jpg

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/varpa7.jpg
Panoramio Marcelo Cerri Rodini

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/DSC09122.jpg
Picasa Willy Eduardo

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Letonia/varpa/1007622873_d3f7b4637f_b.jpg
Flickr Paulo Brabo

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/17446138.jpg
Panoramio Eduardo M. P. Dantas

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/15271873.jpg
Panoramio Eduardo M. P. Dantas

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Sao%20Paulo/Letonia/Varpa/varpa.jpg
unisite.com.br

Farol da Barra
May 16th, 2009, 09:44 PM
Muito bacana esse tópico e as fotos, mostrando um pouco do Brasil e as influências dos imigrantes em várias cidades:)

Marcelo Olisa
May 16th, 2009, 10:54 PM
Obrigado Martelli por ter publicado sobre os letos.

Luigi BH
May 17th, 2009, 02:27 AM
muito massa o thread, eu tinha visto todas as paginas lá no latino, aqui eu tambem ví todas deste aqui, mas não ta igual não, ta muito melhor.
parabens Martelli

Martelli
May 17th, 2009, 04:12 PM
^^
Valeu, Luigi. Fiz algumas pequenas alterações pra não ficar muito repetitivo e bagunçado. :)

Martelli
May 17th, 2009, 04:16 PM
Os colonos letos deram origem definitiva ao município de Nova Odessa que abriga hoje o maior núcleo de descendentes letos no Brasil.

Em 2007 a colônia leta comemorou o centenário de sua chegada ao Brasil.

Visita da presidente da Letônia à comunidade
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnofotoleta1.jpg

A comitiva da presidência da Letônia reunida em Nova Odessa, discursando para os descendentes de letos
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnofotoleta2.jpg

Vaira Vike-Freiberga - presidenta da Letônia, faz o plantio de muda de Pau-Brasil
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnofotoleta3.jpg

Homenagem em 2008 à todas as comunidades letas, assinadas pelo Ministro de Relações Exteriores da Letonia.
http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnoleto8.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnoletos3.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnoletos6.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnoletos7.jpg

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/bnoletos5.jpg
^^
Fotos do site: www.luterno.com/

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/2928284035_365a355d01_o-1.png

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Sao%20Paulo/Nova%20Odessa/Letonia/311344255_d5a536315f_o.jpg

Enzo
May 17th, 2009, 04:33 PM
Martelli, mais uma vez quero te parabenizar pelo thread, sei que o Brasil eh lindo e tem muitas colonias, porem nao conhecia quase nenhuma, e esse topico com suas fotos so tem contribuido para meu aprendizado, continue postando, pois seu trabalho esta lindo.

Daniel Athias
May 18th, 2009, 01:02 AM
Dio santo!
Talian è uguale al'italiano!, Io capisco tutti!!:banana:
Não imaginava que fosse tão parecido...
eu vi agora os videos, muito interessante!

Driano MG
May 18th, 2009, 01:07 AM
Thread histórico esse, mto interessante... tinha alguns grupos de imigrantes que eu não conhecia, parabéns pelo trabalho...:)

Luigi BH
May 18th, 2009, 01:29 AM
qual é o grupo de imigrantes no brasil que se encontra mais ´´intacta`` ainda hoje?

Marcelo Olisa
May 18th, 2009, 01:55 AM
Tenho curiosidade sobre os tchecos ( boêmios ) no Brasil. Sei que muitos aqui entraram como se fossem austríacos porque , na época, Praga e toda antiga Tchecoslováquia pertenciam ao Império Austro-Húngaro. O presidente Kubitschek é o mais famoso descendente de tchecos.

Daniel Athias
May 18th, 2009, 02:01 AM
A comunidade polonesa no rio está muito longe de ser a mais numerosa e a mais presente, muitos inclusive ignoram sua existencia, mas infelizmente ela é mais lembrada de forma negativa, já que muitas das polonesas que chagavam no porto sem recursos se prostituiam, eram as famosas "polacas",
mas é lógico que a comunidade polonesa não é só isso, foi mais um componente importante para dois calderões étinicos: o rio de janeiro e para o brasil.

Não sou descendente de polonês, mas me intriguei quando descobri que no meu bairro muitos são descendentes de poloneses, tendo inclusive uma igreja polonesa no bairro.

Adentrei-me na comunidade frequentando a missa, infelizmente não pude ir na missa em polonês, até porque eu ia ser um peixe fora-d'agua...fui numa rezada em portugues mesmo, e recomendo aos curiosos a conhecerem já´que a igreja é muito rica em detalhes(mesmo sendo bem pequena) e a missa é diferente, é mais "cantada" e em um coro geral impecável.

Desculpe a qualidade das fotos, tirei de noite e com camera de celular:

1-A igreja polonesa
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/1-1.jpg

2-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/2-1.jpg

3- Belo ícone
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/3-1.jpg

4-Belíssimo arco ogival na entrada
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/4-1.jpg

5-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/5-1.jpg

6-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/6-1.jpg

7-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/7-1.jpg

8-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/8-1.jpg

9-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/9-1.jpg

10-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/10-1.jpg

11-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/11-1.jpg

12-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/12-1.jpg

13-
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/13-1.jpg

14-Sobrado(polonês?) que também apresenta arcos orgivais nas janelas nos arredores
http://i615.photobucket.com/albums/tt238/daniel_athias/14-1.jpg

Daniel Athias
May 18th, 2009, 02:05 AM
Desculpa a intervenção, mas espero que tenha sido válida! :)

Martelli
May 18th, 2009, 02:59 PM
^^
Daniel, intervenções boas como a sua são sempre válidas. Gostei demais das fotos, pois é o tipo de comunidade que talvez nunca tivesse acesso. :okay: Achei bacana vc ter participado da missa.

Martelli
May 18th, 2009, 03:04 PM
Dio santo!
Talian è uguale al'italiano!, Io capisco tutti!!:banana:
Não imaginava que fosse tão parecido...
eu vi agora os videos, muito interessante!

Meu italiano é muito ruim pra fazer uma comparação entre as línguas, mas também acho muito parecido.

Martelli
May 18th, 2009, 03:13 PM
qual é o grupo de imigrantes no brasil que se encontra mais ´´intacta`` ainda hoje?

Pra mim é muito difícil dizer, muitas colônias preservam costumes e tradições que já não existem nem nos próprios países de origem - como o dialeto vêneto. Talvez as comunidades mais "jovens" ou menos antigas como as dos russos, holandeses e até chineses, sejam as que lembram, de uma forma mais evidente, suas origens.

Martelli
May 19th, 2009, 02:56 PM
Conhecida como a cidade mais italiana do Brasil, Antônio Prado foi a última colônia italiana criada pela governo imperial. Em 1886, os primeiros italianos se instalam na região, dedicando-se à pequena agricultura. Seu nome é uma homenagem ao Conselheiro Antônio da Silva Prado, idealizador da imigração italiana no Brasil.

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/APAmpezzanDanielLuiz.jpg
Ampezzan Daniel Luiz

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/3168496068_a370039595_b.jpg
Flickr pauloerdmann

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/539092689_aad4b16172_b.jpg
Flickr Zeca Baronio

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2068969936_c08f709381_b.jpg
Flickr André Machado

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2068959706_5912ccb42d_b.jpg
Flickr André Machado

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2537134661_b3978f593c_b.jpg
Flickr miriam.faleiros

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2537933920_77530668f6_b.jpg
Flickr miriam.faleiros

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/156733553_d297c89047_b.jpg
Flickr Blue Velvet

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2068162737_b464aa6285_b.jpg
Flickr André Machado

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/887894560_4a1625642c_b.jpg
Flickr Gilberto Teixeira

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2068963670_00ad05f035_b.jpg
Flickr André Machado

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/2711689877_a911e5dc77_o.jpg
Flickr Blue Velvet

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/italianas/antonio%20prado/8761403_e742f50497_b.jpg
Flickr Stupid Dancer

Martelli
May 19th, 2009, 02:58 PM
Várias cidades brasileiras, apesar de serem fundadas por italianos, alemães etc, têm nomes pouco comuns a estes povos. É que na época da 2º guerra todas as cidades "estrangeiras" tiveram que adotar nomes em português ou indígenas.

WallyP
May 19th, 2009, 03:19 PM
Tirando as palmeiras, eu jamais diria que essa cidade é brasileira por essas fotos.

Áporo
May 19th, 2009, 03:30 PM
Várias cidades brasileiras, apesar de serem fundadas por italianos, alemães etc, têm nomes pouco comuns a estes povos. É que na época da 2º guerra todas as cidades "estrangeiras" tiveram que adotar nomes em português ou indígenas.

Existe alguma lista com os nomes das cidades que tiveram os nomes alterados? Adoraria ver estes nomes antigos...

Martelli
May 19th, 2009, 03:54 PM
^^
Uma lista eu não tenho, mas procuro colocar os nomes originais das cidades que posto aqui. :) Pelo que conheço (não tenho dados concretos), mas acho que os nomes indígenas prevaleceram nas trocas. ;)

Exemplo:
Corupá/SC (atual)- Hansa Humboldt (original)

Martelli
May 19th, 2009, 04:03 PM
A pequena Polônia gaúcha

http://i712.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/8837225.jpg
Panoramio mpolako

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani4.jpg
Picasa Andi52 (http://picasaweb.google.com/Ochtendung/GuarraniDasMissoesStMichelRuinyMisjiJezuickiej#)

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani6.jpg
Picasa Andi52 (http://picasaweb.google.com/Ochtendung/GuarraniDasMissoesStMichelRuinyMisjiJezuickiej#)

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani.jpg
Picasa Andi52

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/bra6_032.jpg
polonia-polska.pl (http://www.polonia-polska.pl/index.php?id=bra6_03)

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani9.jpg
Picasa Andi52

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani3.jpg
Picasa Andi52

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/8837353.jpg
Panoramio mpolako

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani8.jpg
Picasa Andi52

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani2.jpg
Picasa Andi52

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani5.jpg
Picasa Andi52

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/guarani7.jpg
Picasa Andi52

Fotos de Tadeu Vilani

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/exposicao_guarani_01.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/exposicao_guarani_06.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/exposicao_guarani_04.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/exposicao_guarani_07.jpg

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/R%20Grande%20do%20Sul/polonesas/guarani%20das%20missoes/imagem.jpg

dricobel
May 19th, 2009, 07:25 PM
O Brasil tem uma diversidade incrivel :cheers:

Fourier
May 19th, 2009, 08:21 PM
Martelli, você continua com esse impressinante registro! Desconheço algum outro material tão completo reunindo os fatos e acontecimentos que resultaram de todas essas correntes migratórias que acabaram por formar a sociedade brasileira.

Se eu fosse você pensaria seriamente em escrever um livro com todo esse material. Valeria a pena esse seu legado ser deixado para outras gerações.... Em países como os da Europa ou mesmo por aqui, com Argentina, por exemplo, já haveria editora atrás de tí.

Não estou brincando, estou falando sério. Você deve transformar todo esse teu esforço em obra literária, perpetuando tão exaustiva pesquisa!

Pensa nisso...seriamente! :okay:

Marcelo Olisa
May 19th, 2009, 10:39 PM
Eu sou apaixonado por estas cidadezinhas de colonização européia do Sul e do Sudeste do Brasil. Pretendo ainda conhecer a maioria delas, um dia. No Rio Grande do Sul há a " Rota Romântica" que talvez eu a faça em janeiro e que tem lugares pitorescos colonizados por alemães , como Dois Irmãos, Morro Reuter, Presidente Lucena, Ivoti, Picada Café, Feliz, Hamburgo Velho ( em Novo Hamburgo), São Leopoldo etc. Também acho lindas ( só conheço por fotos) a cidadezinha de Ana Rech com seu castelo ( chateau Lacave) e também o Caminho de Pedras que é um roteiro por casas de pedra e de madeira italianas.

Nunez
May 20th, 2009, 12:42 AM
Cliquei sem querer nesse thread :D
Então vou comentar haha... Muito bonitinha a cidade, tem um jeito de Itália mesmo!

Martelli
May 20th, 2009, 04:59 PM
Martelli, você continua com esse impressinante registro! Desconheço algum outro material tão completo reunindo os fatos e acontecimentos que resultaram de todas essas correntes migratórias que acabaram por formar a sociedade brasileira.

Se eu fosse você pensaria seriamente em escrever um livro com todo esse material. Valeria a pena esse seu legado ser deixado para outras gerações.... Em países como os da Europa ou mesmo por aqui, com Argentina, por exemplo, já haveria editora atrás de tí.

Não estou brincando, estou falando sério. Você deve transformar todo esse teu esforço em obra literária, perpetuando tão exaustiva pesquisa!

Pensa nisso...seriamente! :okay:

A princípio o foco de meu trabalho era a formação populacional e o processo integração étnico e cultural dos diversos povos imigrantes aos países da América. Com a pesquisa, que era mais teórica e sem fotos, fui descobrindo imagens e histórias, dessa forma fui me interessando e comecei a colecionar essas cidades e colônias. Foi assim que conheci o fórum. Já pensei em publicar tudo em um blog, porque acho que é uma forma de se compreender e de ter uma perspectiva mais ampla sobre o país.

Martelli
May 20th, 2009, 05:04 PM
Eu sou apaixonado por estas cidadezinhas de colonização européia do Sul e do Sudeste do Brasil. Pretendo ainda conhecer a maioria delas, um dia. No Rio Grande do Sul há a " Rota Romântica" que talvez eu a faça em janeiro e que tem lugares pitorescos colonizados por alemães , como Dois Irmãos, Morro Reuter, Presidente Lucena, Ivoti, Picada Café, Feliz, Hamburgo Velho ( em Novo Hamburgo), São Leopoldo etc. Também acho lindas ( só conheço por fotos) a cidadezinha de Ana Rech com seu castelo ( chateau Lacave) e também o Caminho de Pedras que é um roteiro por casas de pedra e de madeira italianas.

Citou várias cidades que ainda não publiquei :) , ainda terei muito trabalho.

Cliquei sem querer nesse thread :D
Então vou comentar haha... Muito bonitinha a cidade, tem um jeito de Itália mesmo!

:D Valeu!

Martelli
May 20th, 2009, 05:07 PM
Pórtico de entrada da cidade
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/11983336.jpg
Panoramio José Carlos Farina

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/9861805.jpg
Panoramio José Carlos Farina

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/9864803.jpg
Panoramio José Carlos Farina

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2775193705_e8aaf558ff_b.jpg
Flickr Cleilson Mattos

Igreja Luterana
http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/6310860.jpg
Panoramio Paulo Farina

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/13527746.jpg
Panoramio Paulo Farina

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/13482813.jpg
Panoramio José Carlos Farina

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2602008819_18edbdfc31_b.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2778709060_617e8ce7db_o.jpg
Flickr Evandro Monteiro

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2778708350_792b62d405_o.jpg
Flickr Evandro Monteiro

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2778707822_c0acb330a4_o.jpg
Flickr Evandro Monteiro

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2777853959_39215c75e6_o.jpg
Flickr Evandro Monteiro

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2778708898_e3dd76fbd5_o.jpg
Flickr

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2778708110_90d4ffd034_o.jpg
Flickr Evandro Monteiro

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/2187719209_b9144bba7e_o.jpg
Flickr Gustavo Lunardelli Trevisan

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/10229718.jpg
Panoramio

Oktoberfest de Rolândia

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/DSC_0301_jpg.jpg
oktoberfestderolandia.com.br

http://i280.photobucket.com/albums/ww130/brcity/Parana/japonesas/rolandia/IMG_8733_jpg.jpg
oktoberfestderolandia.com.br

Luigi BH
May 21st, 2009, 01:23 AM
^^
que legal uma colonia de japoneses

Daniel Athias
May 21st, 2009, 04:57 AM
^^
Daniel, intervenções boas como a sua são sempre válidas. Gostei demais das fotos, pois é o tipo de comunidade que talvez nunca tivesse acesso. :okay: Achei bacana vc ter participado da missa.

Obrigado, sempre me interessei pela diversidade cultural do brasil e pelas colonias provenientes da imigraçao! vou ver o que tenho próximo de mim e que talvez posso acresentar algo nesse thread fantástico!

mas certamente, até o momento não encontrei fonte mais rica na internet que o seu material, voce está de parabéns pela pesquisa, acervo e divulgação!(expandiu muito minha noção de colonias no Brasil)


A princípio o foco de meu trabalho era a formação populacional e o processo integração étnico e cultural dos diversos povos imigrantes aos países da América. Com a pesquisa, que era mais teórica e sem fotos, fui descobrindo imagens e histórias, dessa forma fui me interessando e comecei a colecionar essas cidades e colônias. Foi assim que conheci o fórum. Já pensei em publicar tudo em um blog, porque acho que é uma forma de se compreender e de ter uma perspectiva mais ampla sobre o país.

Eu também estou a favor da criação do livro, apesar de que um blog também ser uma boa idéia!

Aliás lembrei de uma comunidade incomum e que voce ainda não postou, mas que ainda assim é marcante no Brasil...Os Armênios!(Aracy Balabanian)
Lanço pra ti esse desafio, e reforço o desafio de Marcelo Olisa que queria saber sobre os tchecos!(JK)

Dos armenios sei alguma coisa...tem o bairro armênia em São Paulo que é uma colônia e no Brasil eles somam cerca de 100 mil, maioria em São Paulo...

Dos Tchecos não sei nada mesmo!

ticosk8
May 21st, 2009, 08:04 AM
Eu sei que o Thread é sobre imigrantes que fundaram cidades no Brasil, mas vou postar por curiosidade dos foristas acima, alguma coisa sobre a República Tcheca no Brasil, as fotos são de uma cidade no estado do Rio de Janeiro, que tem uma forte ligação com a República Tcheca.

Lídice - RJ

O INTERCÂMBIO CULTURAL COM A REPÚBLICA TCHECA E A HISTÓRIA DO NOME DA CIDADE

Durante a 2ª guerra mundial, uma emissora de rádio da Alemanha, noticiava que os moradores da Aldeia Theca de Lídice haviam abrigado e auxiliado os membros do comando da resistência, responsáveis pelo assassinato de Heydrich, braço direito de Hitler, protetor da Boêmia e da Morávia, regiões da Thecoslováquia então dominada pelos nazistas.

Em represália Hitler determinou que a Aldeia de Lídice fosse destruída, fuzilando os homens maiores de 16 anos, deportando as mulheres para campos de concentração e entregando as crianças a “Instituições Educativas”. A vila foi saqueada, queimada, as casas destruídas, o cemitério profanado e o seu nome riscado dos mapas. A reação ao massacre foi imediata nos países aliados. Como forma de perpetuar a memória de Lídice, vários países aliados decidiram homenagear a vila destruída, criando o movimento “Lídice Viverá”, que entre outras coisas determinava que em todo país do mundo haveria uma Lídice, e, no Brasil, Santo Antônio do Capivary, foi escolhido para a partir de 10 de junho de 1944, ser o símbolo desta cidade que renasceu das cinzas.

Na Lídice Brasileira, você poderá visitar o Centro Cultural Ludimila Amália Batova Arambasic, que abriga uma galeria de artes, com pinturas a óleo feitas por artistas Thecos, um teatro de marionetes e um rico acervo de documentos que retratam a história da Lídice Brasileira e o símbolo maior desta integração cultural, o “Monumento à Fenix”, ave mitológica que representa o renascer das cinzas.

Fonte: wikipedia , e blog Relatos de Viagem ETC



Lídice Theca


O local onde se situava a vila de Lídice, hoje um campo santo e um memorial nacional

http://img190.imageshack.us/img190/7564/800pxlidicegelc3a4nde20.jpg

http://img190.imageshack.us/img190/2413/800pxlidicecznewlidicep.jpg

http://img190.imageshack.us/img190/2564/800pxlidiceczmuseum.jpg

Foto do Massacre

http://img190.imageshack.us/img190/8518/lidicemassacredmen.jpg

O Memorial esculpido em memória às crianças de Lídice

http://img190.imageshack.us/img190/2487/2457739statuetothevicti.jpg

Poster da propaganda de guerra britânica sobre Lídice

http://img32.imageshack.us/img32/7523/lidiceshalllive.jpg

http://img190.imageshack.us/img190/4885/lidiced.jpg

Lídice brasileira

Foto: Rodrigo Silva
http://img297.imageshack.us/img297/9973/dsc04282.jpg

Foto: Rodrigo Silva
http://img198.imageshack.us/img198/6325/dsc04303.jpg

Foto: Rodrigo Silva
http://img190.imageshack.us/img190/4900/dsc04301.jpg

Placa indicando a visita do Presidente Tcheco Václav Havel
Foto: Rodrigo Silva
http://img190.imageshack.us/img190/4531/dsc04299.jpg

A Fênix - Foto: Rodrigo Silva
http://img190.imageshack.us/img190/8176/oqaaakis3olthltsuodbdxn.jpg

http://img190.imageshack.us/img190/8831/ogaaaiknldhvdoqf34eslxv.jpg

http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/lidice030_JPG.jpg

http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/lidice_002_jpg.jpg

http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/dom20parque20048_JPG.jpg

Placa em homenagem a mudaça de nome da cidade

Foto: Rodrigo Silva
http://img297.imageshack.us/img297/8844/dsc04298.jpg

Igreja

Foto: Rodrigo Silva
http://img190.imageshack.us/img190/1176/dsc04302t.jpg

http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/cidade02.jpg

Centro Cultural Ludimila Amália Batova Arambasic

http://img190.imageshack.us/img190/6072/ogaaal2h1ckgekhwydckpsw.jpg

http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/lidice.jpg

http://i217.photobucket.com/albums/cc200/ticosk8/de7a60a6a2df83820794ecf3e4dfaf85.jpg

Marcelo Olisa
May 21st, 2009, 01:38 PM
Obrigado por ter colocado sobre Lidice aqui. Fiquei na dúvida se a população local tem origem tcheca ou se a cidade somente fez uma homenagem à cidade destruída.

Martelli,
Realmente ainda dá pra publicar muita coisa. :)

Martelli
May 21st, 2009, 04:33 PM
Eu sei que o Thread é sobre imigrantes que fundaram cidades no Brasil, mas vou postar por curiosidade dos foristas acima, alguma coisa sobre a República Tcheca no Brasil, as fotos são de uma cidade no estado do Rio de Janeiro, que tem uma forte ligação com a República Tcheca

Valeu, ticosk8! Suas intervenções são muito bacanas, sempre nos trazendo novidades ;) Não me recordava da Lídice brasileira.

Martelli
May 21st, 2009, 04:35 PM
Aliás lembrei de uma comunidade incomum e que voce ainda não postou, mas que ainda assim é marcante no Brasil...Os Armênios!(Aracy Balabanian)
Lanço pra ti esse desafio, e reforço o desafio de Marcelo Olisa que queria saber sobre os tchecos!(JK)

Dos armenios sei alguma coisa...tem o bairro armênia em São Paulo que é uma colônia e no Brasil eles somam cerca de 100 mil, maioria em São Paulo...

Dos Tchecos não sei nada mesmo!

É verdade, ainda tenho centenas de comunidades pra colocar aqui. :) Espero ter tempo pra conseguir postar tudo.

Sobre os tchecos, tirando os que "viraram" alemães. Veja o caso de Nova Petrópolis:
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=9#174

A comunidade é muito pequena e não criou núcleos importantes, desconheço qualquer colônia típica coesa no Brasil.

Obrigado por ter colocado sobre Lidice aqui. Fiquei na dúvida se a população local tem origem tcheca ou se a cidade somente fez uma homenagem à cidade destruída.

Pelo que conheço, a cidade presta uma homenagem a Lídice original, a população local não tem ascendência tcheca.

ticosk8
May 21st, 2009, 06:06 PM
^^Ta certo, a população local não tem origem Tcheca, postei apenas por curiosidade!

Martelli
May 22nd, 2009, 04:22 PM
A cidade do Rio de Janeiro é o 2º centro com maior número de habitantes de origem africana no Brasil.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/461606141_32f39d27f1_b.jpg
Flickr Ricardo Carreon

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/409476680_00f40f5a18_o.jpg
Flickr

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/3146484557_82229acce8_o.jpg
Flickr ane aguirre

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/3013403195_4634928923_b.jpg
Flickr Crazy Souza

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/304986729_5c36066df6_b.jpg
Flickr Fabio Venni

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/3093287860_356cebc382_b.jpg
Flickr MOÇA

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/2183251921_fbe5d684fb_o.gif

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/roda3_1212186211.jpg
Foto: pindoramafilmes.com.br/cinema/nelson-sargento

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/320394906_59c0f96aac_b.jpg
Flickr Fabio Venni

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/57387793RIOCARNAVALVACATION2006403A.jpg
PBase Charles McClain

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/1674925759_dbf2e47d2b_b.jpg
Flickr

Ossanha - Orixá (divindade) das folhas e ervas (Jardim Botânico)

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Rio%20de%20Janeiro/Rio%20de%20Janeiro/2capitalnegra/842369580_d7f2fcd43d_b.jpg
Flickr rbalocco

Martelli
May 22nd, 2009, 04:23 PM
^^
A título de curiosidade

Candomblé, culto dos orixás, é uma das religiões afro-brasileiras que tem por base a anima (alma) da Natureza. A religião foi desenvolvida no Brasil com o conhecimento dos sacerdotes africanos que foram trazidos ao país como escravos. O Candomblé não deve ser confundido com Umbanda, Macumba e outras religiões afro-brasileiras; e nem com religiões afro-americanas como o Vodou haitiano, a Santeria cubana, e o Obeah, em Trinidade e Tobago, os Shangos, etc, os quais foram desenvolvidas independentemente do Candomblé e são virtualmente desconhecidos no Brasil.

Na Mitologia Yoruba, Olorun é o Deus supremo do povo Yoruba, que criou as divindades chamadas Orixás, para representar todos os seus domínios aqui na terra, mas não são considerados deuses.

Alguns dos orixás (existem centenas):

* Exu, Orixá guardião dos templos, encruzilhadas, passagens, casas, cidades e das pessoas, mensageiro divino dos oráculos.
* Ogum, Orixá do ferro, guerra, fogo, e tecnologia.
* Oxóssi, Orixá da caça e da fartura.
* Logunedé, Orixá jovem da caça e da pesca
* Xangô, Orixá do fogo e trovão, protetor da justiça.
* Obaluaiyê, Orixá das doenças epidérmicas e pragas, Orixá da Cura.
* Oxumaré, Orixá da chuva e do arco-íris, o Dono das Cobras.
* Ossanha, Orixá das Folhas sagradas, conhece o segredo de todas elas.
* Iansã, Orixá feminino dos ventos, relâmpagos, tempestades, e do Rio Niger
* Oxum, Orixá feminino dos rios, do ouro, jogo de búzios, e protetora dos recém nascidos.
* Iemanjá, Orixá feminino dos lagos, mares e fertilidade, mãe de muitos Orixás.
* Obá, Orixá feminino do Rio Oba, uma das esposas de Xangô, é a deusa do amor.
* Ibeji, divindade protetor dos gêmeos
* Oxalá, Orixá do Branco, da Paz, da Fé.
* OrixaNlá ou Obatalá, o mais respeitado, o pai de quase todos orixás, criador do mundo e dos corpos humanos.
* Orixá Oko, Orixá da agricultura

Martelli
May 22nd, 2009, 04:23 PM
^^
Complementando.

O Brasil tem a maior população de origem africana fora da África. Segundo o IBGE, os auto-declarados negros representam 6,3% e os pardos 43,2% da população brasileira. Devido ao alto de grau de miscigenação, brasileiros com ascendentes da África subsaariana podem ou não apresentar fenótipos característicos de populações negras.

(Fonte: Wikipédia) :okay:

Martelli
May 22nd, 2009, 04:24 PM
Percentualmente, São Luís é a 3ª cidade com a maior população de origem africana do Brasil.

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Maranhao/Sao%20Luis/2711905957_d452ba53db_o.jpg
Flickr Ronie Milk

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Maranhao/Sao%20Luis/2719018316_9fe974a3d5_b.jpg
Flickr rosesaccon

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Flickr Tony Gálvez

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Flickr Lygia de Luca

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Flickr Roberto Saccon

Martelli
May 22nd, 2009, 04:27 PM
A cidade de Salvador da Bahia já apareceu aqui, está na página 3 post #43
http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=847912&page=3

Luk's
May 22nd, 2009, 04:35 PM
A cidade do Rio de Janeiro também é considerada como segunda cidade mais portuguesa do mundo, somente atrás de Lisboa, devido ao Fato do grande número de imigrantes portugueses e descentendes, principalmente na época em que D. João Veio Para o Brasil.

Martelli
May 22nd, 2009, 05:44 PM
lucasjss, agradeço a informação :okay:

Complementando:

Imigração portuguesa em massa (1850-1960)

1881-1900 - 316.204
1901-1930 - 754.147
1931-1950 - 148.699
1951-1960 - 235.635

A partir da metade do século XIX, a imigração portuguesa no Brasil tomou caráter quase que exclusivamente urbano. Os que chegaram eram extremamente pobres e sem escolaridade, vindos de aldeias do interior de Portugal.

As cidades do Rio de Janeiro e São Paulo receberam a maioria desses imigrantes. Uma expressiva parcela dessa população era oriunda de regiões interioranas do norte de Portugal, notadamente entre Beira Alta e Alto Trás-os-Montes e eram, em sua maioria, extremamente pobres, vindos em família, com grande número de mulheres e crianças. Ao chegarem ao Brasil, procuravam parentes ou se instalavam em pequenos cortiços. A maior parte desses imigrantes se dedicou ao comércio: pequenas vendas e padarias, chegando ao ponto de dominarem essas duas atividades em várias regiões do Brasil. Outros, tornaram-se operários nas nascentes indústrias brasileiras.

Fonte: Wikipedia

Martelli
May 22nd, 2009, 07:32 PM
Cerca de 78% da população de Vila Pavão vive na zona rural, dando destaque à agricultura familiar. A cidade é formada principalmente por descendentes de pomeranos, Italianos e Africanos. A Pomitafro é a festa do município. Ela foi criada com a finalidade de integrar os diversos grupos de imigrantes. Pomitafro é a junção dos nomes Pomeranos, Italianos e Afros.

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Espirito%20Santo/Vila%20Pavao/vp.jpg
Picasa J. Aliprandi

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Flickr Ratzke73

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Espirito%20Santo/Vila%20Pavao/vp7.jpg
Gazeta online - Erick Possati

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Gazeta online - Erick Possati

http://i734.photobucket.com/albums/ww344/braziliancitys/Espirito%20Santo/Vila%20Pavao/vp1.jpg
Gazeta online - Erick Possati

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Gazeta online

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Site da prefeitura

Vila Pavão conquistou 1º lugar do IDEB/2007 de 1ª a 4ª Séries no Estado

http://i729.photobucket.com/albums/ww292/cidades/Cidades%20por%20Estado/Espirito%20Santo/VilaPavao/pomitafro.jpg
Site da prefeitura

Martelli
May 22nd, 2009, 07:36 PM
^^
É interessante o grau de diversidade desta cidadezinha.

Kehrwald
May 23rd, 2009, 12:12 PM
DOM FELICIANO localiza-se no Estado do Rio Grande do Sul a uma latitude 30º42'15" sul e a uma longitude 52º06'27" oeste, com altitude de 154 metros. Sua população estimada em 2004 era de 14.233 habitantes.

O município teve com primeiro nome "Colônia", devido a grande população descendente de imigrantes poloneses (aproximadamente 90%), recém chegados no ano de 1861, mais tarde passando para Dom Feliciano.


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http://i434.photobucket.com/albums/qq65/Kehrwald/Dom%20Feliciano/13351763.jpg


Santuário de Nossa Senhora de Czestochowska (????)
http://i434.photobucket.com/albums/qq65/Kehrwald/Dom%20Feliciano/6700010.jpg


http://i434.photobucket.com/albums/qq65/Kehrwald/Dom%20Feliciano/13351829.jpg


Este video de programa de TV nativista (tradicionalista) mostra alguns detalhes de Dom Feliciano:

IOLk08l533o