View Full Version : [SP] Audiência pública esclarece dúvidas sobre concessão do sistema único de arrecadação


Tiago Costa
April 23rd, 2009, 02:27 AM
AUDIÊNCIA PÚBLICA ESCLARECE DÚVIDAS SOBRE CONCESSÃO DO SISTEMA ÚNICO DE ARRECADAÇÃO

A proposta para implantação de um sistema único de arrecadação centralizada do transporte público de passageiros na Região Metropolitana de São Paulo [RMSP] foi apresentada na manhã desta quarta-feira [22], em audiência pública realizada no Instituto de Engenharia, na capital.

Representando o Governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo, por meio das respectivas Secretarias de Estado dos Transportes Metropolitanos e Municipal dos Transportes, o Metrô forneceu informações, esclareceu dúvidas e colheu sugestões para o projeto, que será viabilizado por meio de uma parceria público-privada [PPP].

A criação do sistema de arrecadação possibilitará no futuro a adoção do bilhete integrado, que facilitará o acesso da população aos meios de transportes, podendo inclusive abranger outros municípios da RMSP.

O objetivo é proporcionar facilidades aos usuários e ao mesmo tempo obter ganhos que representam uma economia nos custos de arrecadação. Isso porque o concessionário privado terá a possibilidade de obter receitas acessórias [exploração comercial de outros serviços num mesmo cartão eletrônico], compartilhando-as obrigatoriamente com os poderes concedentes.

Além de racionalizar os custos de comercialização dos bilhetes para viagens, a concessão permitirá que novas tecnologias e serviços sejam agregados aos cartões, beneficiando diretamente o usuário.


Compromisso

Na abertura da sessão, o diretor de Planejamento da SPTrans, Pedro Luis de Brito Machado, traçou o histórico do processo de implantação do sistema de bilhetagem eletrônica a partir de 2004. O diretor lembrou, ainda, outro marco importante, que foi a adesão, em 2005, por meio de convênio, do Metrô e da CPTM ao sistema de bilhetagem do município, o que deu origem ao atual Bilhete Único. "Criou-se a integração, a coisa funcionou muito bem e isso nos deixou muito satisfeitos", disse.

O diretor de Assuntos Corporativos do Metrô, Sérgio Brasil, destacou a importância da iniciativa. "Diante do ineditismo da situação, o Governo do Estado e a Prefeitura se unindo dessa forma em um projeto dessa amplitude, certamente teremos ganhos, tanto no aspecto tecnológico, como no social".

Com relação aos agentes de estação, Sérgio Brasil reafirmou a posição da companhia em não efetuar demissões por conta desse projeto. "Preocupado e consciente, o Metrô já extinguiu a função de bilheteiro. Hoje temos Agentes Operacionais trabalhando em várias outras funções importantes nas estações e não só na venda de bilhetes. Gostaria de tranqüilizar toda a categoria com esse compromisso".

Os Agentes Operacionais desempenham diversas atividades importantes, como auxiliar o fluxo de passageiros, prestar atendimento aos clientes nas linhas de bloqueio, plataformas de embarque e desembarque, apoiar pessoas com deficiência e orientar os usuários.

Além disso, a expansão do sistema e o crescimento da demanda geram necessidade de mais mão-de-obra. Portanto, esses empregados não serão afetados e continuarão exercendo essas atividades imprescindíveis dentro das estações.

Também participaram do evento o diretor Administrativo e Financeiro da CPTM, Sérgio Pereira e o gerente de Controle Financeiro do Metrô, José Carlos Nascimento, que fez a apresentação do projeto.

O Metrô publicou a apresentação dessa audiência pública na íntegra no seu site [www.metro.sp.gov.br]. Os documentos pertinentes ao processo licitatório ficarão disponíveis para consulta pública, por um período de 30 dias. A contratação do serviço deverá ocorrer no final do segundo semestre.

Clique aqui e veja a apresentação na íntegra (http://www.metro.sp.gov.br/expansao/lilas/audiencia_publica/apresentacao_22042009.ppt)

Fonte: CPTM - Notícias
Link: http://www.cptm.sp.gov.br/e_noticias/webnoticias/one_news.asp?IDNews=5587

Tiago Costa
April 23rd, 2009, 02:50 AM
Slides da apresentação:




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richter30
April 23rd, 2009, 02:50 AM
Não vejo a hora de poder usar um unico cartão para qualquer transporte, seja metrô, trem, onibus municipal ou intermunicipal, e se possivel no corredor metropolitano da Metra....

Ramos
April 23rd, 2009, 05:13 AM
Ah, então é só isso (que os sindicato dos metroviários chamavam de privatização das bilheterias ou até mesmo do metrô)?

Esse sindicato terrorista do metroviários e seu radicalismo excessivo. . . :ohno:

Tiago Costa
April 23rd, 2009, 05:15 AM
Pois é, também achei exageradíssima a reação dos metroviários. Sim, vão conceder todo o sistema das bilheterias do Metrô-SP, mas disso pra demissão em massa dos bilheteiros, existe um longo caminho, que o Metrô-SP não pretende (ao menos por enquanto :D) seguir em frente.

Ramos
April 23rd, 2009, 05:29 AM
Pois é, também achei exageradíssima a reação dos metroviários. Sim, vão conceder todo o sistema das bilheterias do Metrô-SP, mas disso pra demissão em massa dos bilheteiros, existe um longo caminho, que o Metrô-SP não pretende (ao menos por enquanto :D) seguir em frente.

Não se demitem bilheteiros, pois esse cargo não existe mais. Hoje eles são agentes operacionais. O sindicato dos metroviário não teme demissões mais sim a diminuição da arrecadação do imposto sindical, pois os agentes recebiam 2 adicionais por periculosidade (por assaltos) no salário quando atuavam na bilheteria (mesmo alguns trabalhando em bilheterias blindadas).

Essa medida de tercerização das bilheterias abre caminho para uma atuação mais efetiva dos agentes operacionais da CPTM e metrô, pois muitas vezes deficientes precisam de ajuda nas estações enquanto elevadores e escadas rolantes permaneciam desligados, além de poucos funcionários por estação (na Luz de tempos em tempos há só um agente se revesavando entre os 2 bloqueios existentes na estação).

Na CPTM já presenciei bilheteiro lendo jornal com o seu guichê fechado enquanto haviam filas grandes no guichê ao lado. Fora que o atentado à bomba na estação Engº Cardoso poderia ter sido minimizado se houvessem mais agentes de estação disponíveis para pronto atendimento da ocorrência (além dos extintores nas plataformas e nos trens que não existiam , apesar dos suportes estarem lá).

FMoretti
April 23rd, 2009, 06:03 PM
O sindicato dos metroviários preucupado, enquanto há relatos de falat de pessoal nas estação. Acho que seria muito mais fácil elevar quem já tá dentro, do que ficar fazendo concurso público.

pranda2009
April 29th, 2009, 10:30 PM
^^

Vcs saberiam dizer onde está o edital para consulta ?

FMoretti
April 30th, 2009, 03:40 PM
Acho que o edital não foi lançado ainda. Só houve a audiência pública. Depois que lançam o edital.

pa007
May 15th, 2009, 03:07 AM
Bilhete integrado terá licitação de R$ 510 mi (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090514/not_imp370565,0.php)
Minuta prevê disputa internacional para PPP e vencedor assumirá toda arrecadação de Metrô, CPTM e SPTrans

Eduardo Reina

Começa a sair do papel o Bilhete Integrado Metropolitano (BIM), sistema pelo qual o passageiro de 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo (incluindo a capital) poderá se deslocar por um tempo determinado usando todos os meios de transportes participantes. Resumindo: trata-se da expansão do bilhete único que já existe na capital para os demais municípios.

A empresa ou o consórcio - brasileiro ou internacional - que vencer a concorrência do BIM terá de pagar indenização de R$ 200 milhões à Prefeitura de São Paulo pelos investimentos já realizados na implementação do Bilhete Único Eletrônico na capital, desde maio de 2004. O vencedor terá de arcar com R$ 310 milhões para instalar o esquema, além de gerenciar o sistema de arrecadação da Linha 4-Amarela do Metrô até o início da operação comercial, prevista para até o início de 2010, além de assumir integralmente os sistemas de arrecadação da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e São Paulo Transporte (SPTrans), que administra os ônibus na capital.

De hoje até 15 de junho, a minuta da concorrência estará à disposição dos interessados em participar da disputa. Já a instalação do sistema único de arrecadação centralizada, modernizado e incluindo os serviços prestados aos usuários ocorrerá até 24 meses depois da assinatura do contrato. O edital vai às ruas em julho.

A concessão será feita por meio de parceria público-privada (PPP), por 30 anos, com contrato reajustado anualmente pelo IPC-Fipe. Vencerá aquele que oferecer o menor valor da contraprestação a ser paga pela administração pública, nesse caso o governo estadual e a Prefeitura. Também participará do contrato a ViaQuatro, empresa que vai operar a futura Linha 4 do Metrô.

Está prevista ainda a participação de futuras operadoras, gestoras de serviços de transportes de outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo, que poderão aderir ao sistema BIM.

PASSE INTELIGENTE

Será necessário criar uma câmara de compensação, espécie de banco, para administrar o dinheiro das passagens, além de implantar novos validadores de bilhetes, bloqueios e sistemas (softwares) para leitura dos bilhetes. Em Nova York, por exemplo, o Metropass custa US$ 25 e dá direito a usar metrô, trens e ônibus por uma semana. Está prevista a criação aqui de um bilhete inteligente, recarregável, para a utilização do BIM.


Sistema será totalmente terceirizado (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090514/not_imp370563,0.php)

A empresa que vencer a concessão do Bilhete Integrado Metropolitano (BIM) terá de assumir integralmente os sistemas de arrecadação da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da São Paulo Transporte (SPTrans), que administra os ônibus na capital.

Só esse sistema triplo - Metrô, CPTM e SPTrans - arrecada anualmente pelo menos R$ 4,6 bilhões, com 14.788 ônibus, 118 trens do metrô, 110 da CPTM e 14 da Linha 4 (previstos). São 28 terminais de ônibus e 154 estações metroferroviárias que operam 7.575 pontos de recarga - e atendem mais de 4,1 bilhões de passageiros/ano. O BIM deverá estar à disposição dos usuários paulistanos até o fim de 2010, 12 meses depois da assinatura do contrato, previsto para o fim do ano.

A remuneração da empresa que vai operar o bilhete será calculada pelo serviço prestado - preço unitário de transações de validação dos bilhetes, valor arrecadado - multiplicado pelo desempenho da operadora, descontadas ainda as despesas acessórias, que são os investimentos para validar cartão de crédito e débito ou porta-moedas ou ainda outros suportes físicos para o cartão inteligente.

O processo licitatório prevê uma inversão de fases na definição da vencedora, com as propostas de preço sendo apresentadas no início. Só depois os concorrentes deverão comprovar que estão habilitadOs para operar o serviço.

A abertura das propostas de concorrência está prevista para o fim de agosto. Já a assinatura do contrato com a Sociedade de Propósito Específico (SPE) constituída para administrar o sistema deverá acontecer em novembro. Já a adesão de outros operadores de transporte coletivo da Região Metropolitana de São Paulo ficará a critério dos poderes concedentes, no caso o governo estadual e a Prefeitura de São Paulo.

REAJUSTE DE PREÇOS

Para consultores em engenharia e de tráfego ouvidos pelo Estado, os serviços de transporte na região metropolitana, de maneira geral, devem melhorar. "Na área operacional, as parcerias público-privadas costumam funcionar. Os ônibus, trens e metrô devem ser modernizados e os passageiros vão viajar com mais conforto", avalia o engenheiro Luís Célio Bottura.

Ele adverte, porém, que o preço das tarifas deve subir, se o governo não tiver cuidado na elaboração do contrato. "Faço uma comparação com o que acontece nas estradas concedidas à iniciativa privada: estão, geralmente, em melhores condições do que as que ficam sob responsabilidade do governo, mas os pedágios têm preço bem mais altos. Algo semelhante pode acontecer nos serviços de transporte, se não houver cuidado nessa fase contratual, que deve ser acompanhada de perto por agências reguladoras."

Bottura ressalta que a população já pagou uma vez pelos investimentos realizados pela Prefeitura desde 2004 para adotar o bilhete único eletrônico. "Agora, provavelmente vai pagar de novo, já que a empresa vencedora deve declarar os R$ 200 milhões de indenização como despesa de investimento e repassar ao valor das tarifas."

"Conceder agora à iniciativa privada por 30 anos parece a interrupção de um sistema concebido e encaminhado para ser administrado pelo governo - e que já integra parcialmente os transportes da região metropolitana. A indenização não será suficiente para reaver o que foi investido", alerta o engenheiro Jaime Waisman, professor de Engenharia de Transporte da Universidade de São Paulo (USP).

A LICITAÇÃO

Como será feita

A concessão será feita por meio de parceria público-privada (PPP), por 30 anos, com contrato reajustado anualmente pelo Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe). Vencerá aquele que oferecer o menor valor da contraprestação a ser paga pela administração pública, nesse caso o governo estadual e a Prefeitura. Também participará do contrato a ViaQuatro, empresa que vai operar a futura Linha 4 do Metrô. Está prevista ainda a participação de futuras operadoras, gestoras de serviços de transportes de outros municípios da Região Metropolitana de São Paulo, que poderão aderir ao sistema Bilhete Integrado (BIM)

Como se escolhe o vencedor da concorrência

O processo licitatório terá inversão de fases, com propostas de preço sendo apresentadas no início; só depois, os concorrentes deverão mostrar a habilitação. A remuneração da empresa que
operar o BIM será calculado pelo serviço - preço unitário de
transações de validação do bilhete, valor real arrecadado - multiplicado pelo seu desempenho, descontadas as despesas acessórias. Quais as obrigações de quem vencer

1. Investir em validadores, bloqueios, softwares e atualizações tecnológicas (num valor previsto em R$ 310 milhões) e gerenciar o sistema de compensação

2. Indenizar a Prefeitura de São Paulo pelos investimentos realizados na implementação do Sistema de Bilhetagem Eletrônica do Bilhete Único (aproximadamente R$ 200 milhões, em avaliação)

3. Instalar o sistema de arrecadação da Linha 4-Amarela do Metrô até o início da operação comercial

4. Assumir integralmente os serviços dos sistemas de arrecadação da Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô), Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e São Paulo Transporte (SPTrans), com exceção de cobradores, em até 12 meses da
assinatura do contrato

5. Implementar o sistema único de arrecadação centralizada, modernizado e incluindo os serviços a usuários, até 24 meses após a assinatura do contrato

6. Instalar um serviço de ouvidoria

7. Aceitar a adesão de outros operadores da Região Metropolitana de São Paulo

8. Transferir ao governo os ativos e toda a tecnologia obtida ao fim da concessão, sem nenhum tipo de ônus


ABC ficará de fora da primeira fase do projeto (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090514/not_imp370564,0.php)

Sistema já bastante utilizado em grandes metrópoles como Nova York, Seul e Madri, o Bilhete Integrado Metropolitano (BIM) deve iniciar as operações excluindo a região do ABC, com mais de 2,3 milhões de habitantes. Isso porque não há previsão de adesão da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) ao sistema numa primeira fase de implementação. Os trólebus cruzam Diadema, São Bernardo do Campo e Santo André, no chamado corredor ABD. Também é necessário que empresas de transporte coletivo da região mostrem interesse no projeto.

O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, vê com bons olhos o início do processo para escolha da empresa que vai operar o BIM, mas pede que o benefício seja estendido para todas as cidades da Região Metropolitana de São Paulo. "É muito importante essa proposta. Mas seria interessante que o bilhete integrado chegasse a todos os municípios da Grande São Paulo", afirma.

Já o prefeito de São Caetano do Sul, José Auricchio Júnior, também presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC, que reúne os sete prefeitos da região, disse que a cidade está preparando a integração ao Bilhete Integrado Metropolitano (BIM) com a criação do bilhete eletrônico local. "Por coincidência, hoje tivemos uma reunião e vamos colocar um projeto piloto na rua em 30 dias. Se tudo der certo, em quatro ou seis meses toda a cidade estará com o novo sistema", afirma Auricchio.

A Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos informou por meio de sua Assessoria de Imprensa que a espinha dorsal do sistema de operação do BIM está praticamente pronta, restando apenas ouvir a opinião pública para concluir o texto do edital de licitação, que será divulgado em julho.

A adesão da EMTU ao BIM também está prevista, assegura a secretaria. Só não integra esta primeira fase de implementação porque a empresa não faz parte do bilhete único da cidade de São Paulo.

--x--

Não entendi qual é a desse BIM... O texto começa dizendo "passageiro de 39 cidades da Região Metropolitana de São Paulo (incluindo a capital) poderá se deslocar por um tempo determinado usando todos os meios de transportes participantes", mas depois diz que é só SPTrans, Metrô e CPTM: "não há previsão de adesão da Empresa Metropolitana de Transporte Urbano (EMTU) ao sistema numa primeira fase de implementação". Então qual a diferença para o Bilhete Único atual??? Copiei esse post do Thread do Metrô pra cá...

Áporo
May 15th, 2009, 03:28 AM
Não li todas as informações... Mas minha leitura dinâmica não achou nada sobre, além de uma menção ao metropass de nova iorque. Há algum pretensão de introduzir um bilhete diário, semanal, ou mensal? Sinceramente, é esse tipo de bilhete que estimula a pessoas a abandonar o transporte individual, acho uma pena ainda não o termos no Brasil.

pa007
May 15th, 2009, 03:36 AM
Não li todas as informações... Mas minha leitura dinâmica não achou nada sobre, além de uma menção ao metropass de nova iorque. Há algum pretensão de introduzir um bilhete diário, semanal, ou mensal? Sinceramente, é esse tipo de bilhete que estimula a pessoas a abandonar o transporte individual, acho uma pena ainda não o termos no Brasil.

Concordo que esse seria o principal atrativo, desde que seja oferecido um desconto efetivo. Lembre-se do abandono do múltiplo de 10 por exemplo... Outra vantagem que parece ser levantada ai é o pagamento com cartão de débito ou crédito, que tem no exterior e é uma beleza...

Reli isso tudo com calma (é bastante coisa!) e acho que há, sim, uma diferença com relação ao Bilhete Único, que seria a efetiva unificação tarifária. Poderia-se pegar um ônibus sei lá onde, o Metrô e depois outro ônibus com um pagamento só, o que é excelente. Se isso funcionar, fortalece a ideia de abandono do corredor Francisco Morato-Rebouças-Consolação após a inauguração da L4, cf. discussões que tivemos no thread da L4.

Só não entendi se a EMTU não entra de nenhuma forma nessa 1a fase, o que seria ruim e um tanto incoerente, já que é do GESP, ou se é algum problema específico dos corredores do ABC. Talvez o repórter não saiba, mas tem ônibus intermunicipais "azuis" da EMTU por toda a Grande SP.

pranda2009
May 15th, 2009, 04:15 AM
^^
Este BIM é muito importante para o transporte dentro da RMSP, será um brutal avanço social, assim como foi o Bilhete Único a 5 anos atrás.

FMoretti
May 15th, 2009, 04:21 PM
Ha, eu escaneei a reportagem, mas não tive tempo de montar.

Pra mim ela não falou nada demais. A única coisa em que o repórter pareceu insisitr foi no possivel aumento da tarifa. Coisa que ainda não pode ser afirmada. Não tem edital, nem contrato ainda.

E esse Jaime Waineahuidhiau da USP é sempre entrevistado hein?! Aparece em todas!

PS: Escaneei a reportagem, por que ela tinha uma foto da entrada do VCA Vila Sônia, visto do pátio.

EDIT: Afoto:

http://img190.imageshack.us/img190/4453/digitalizar0005.jpg

pa007
May 15th, 2009, 09:55 PM
Poder público vai controlar tarifa de novo bilhete (http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20090515/not_imp371244,0.php)
Estudo mostra que concessionário deverá lucrar R$ 185 milhões ao ano
Eduardo Reina

O valor da tarifa do futuro Bilhete Integrado Metropolitano (BIM) - sistema pelo qual o usuário do transporte público na Região Metropolitana poderá se deslocar por um determinado tempo usando um bilhete eletrônico - continuará a ser administrado pelo poder público, garante Paulo Menezes, gerente de planejamento financeiro do Metrô. A empresa que ganhar a licitação para prestar os serviços de arrecadação das tarifas do Metrô, da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) e da São Paulo Transporte (SPTrans), que administra os ônibus na capital, terá de pagar uma remuneração mensal ao poder concedente e não deverá opinar sobre o valor das passagens, diz o técnico.

"É o poder contratante - governo do Estado e a Prefeitura de São Paulo - que definirá os valores das tarifas. A empresa que ganhar a concorrência apenas prestará os serviços de arrecadação", afirma Menezes. O usuário terá um bilhete inteligente carregado com um certo valor de crédito que será descontado nas viagens a serem feitas no sistema integrado.

Estudo realizado para o Metrô, que administra a licitação, mostra que a empresa ou consórcio que vencer a concorrência terá lucro líquido de R$ 185 milhões por ano, já descontados cerca de R$ 18 milhões anuais que deverão ser remetidos ao governo e à Prefeitura.

O dinheiro entrará nos cofres da empresa a partir do terceiro ano de concessão. Segundo Menezes, os R$ 18 milhões são referentes ao direito de explorar os no vos nicho de mercado que aparecerão com o BIM, como cartões, porta-moedas e outras tecnologias previstas para dar suporte ao bilhete. O vencedor da licitação do BIM também terá de pagar pelo menos R$ 200 milhões à Prefeitura pelos investimentos já realizados na implementação do bilhete único eletrônico na capital, além de investir R$ 310 milhões para instalar o novo sistema. Entre as tecnologias a serem adotadas no BIM está o cartão inteligente, cartões de crédito e de débito e até equipamentos de validação de bilhetes nas catracas com créditos armazenados em celulares, por exemplo.

O sistema de operação será totalmente terceirizado, como antecipou ontem o Estado. Metrô, CPTM e SPTrans arrecadam hoje R$ 4,6 bilhões por ano. São mais de 4,1 bilhões de viagens anuais. Do total arrecadado sairá, como hoje, a verba para manter e renovar as frotas, além de pagamento dos serviços das operadoras do transporte público. A licitação do BIM deverá ter início em julho, com assinatura do contrato no final do ano. O vencedor implementará o bilhete inteligente em 24 meses.

Tiago Costa
May 18th, 2009, 02:56 AM
Reli isso tudo com calma (é bastante coisa!) e acho que há, sim, uma diferença com relação ao Bilhete Único, que seria a efetiva unificação tarifária. Poderia-se pegar um ônibus sei lá onde, o Metrô e depois outro ônibus com um pagamento só, o que é excelente. Se isso funcionar, fortalece a ideia de abandono do corredor Francisco Morato-Rebouças-Consolação após a inauguração da L4, cf. discussões que tivemos no thread da L4.

Só não entendi se a EMTU não entra de nenhuma forma nessa 1a fase, o que seria ruim e um tanto incoerente, já que é do GESP, ou se é algum problema específico dos corredores do ABC. Talvez o repórter não saiba, mas tem ônibus intermunicipais "azuis" da EMTU por toda a Grande SP.

Não, o benefício que o sistema da unificação do sistema de arrecadação trará é a possibilidade de utilizar como meio de pagamento um único cartão. Isso não significa mudança da política tarifária, ou seja, a integração gratuita entre todos os sistemas que utilizam o sistema de arrecadação único.

Na prática, pouca coisa mudaria inicialmente, já que fariam parte desse novo sistema a SPTrans, Metrô-SP e CPTM, que já fazem parte do sistema atual. Mas haveria a adesão da EMTU, logo após entrar em vigor o novo sistema, e em seguida, outras empresas de transporte da região metropolitana poderiam aderir, mas não sei por que hoje elas não aderem (a SPTrans alega que tem dificuldades de conseguir a adesão de outras empresas).

As bilheterias do Metrô-SP e CPTM passariam a comercializar os cartões e créditos do sistema (seriam gerenciadas pela empresa que ganhar a concessão), eliminando a necessidade dos famigerados cubículos da Planetek, possivelmente as filas ficariam bem menores que hoje (que chegam a muitas dezenas de metros nos piores horários). A empresa também teria que implantar novas formas de utilizar os créditos, como validação via celular, e provavelmente permitiria várias formas de pagamento tirando as tradicionais (via internet, por exemplo - acho que a SPTrans disponibilizou recentemente essa forma de pagamento).

pa007
May 18th, 2009, 05:23 AM
Não, o benefício que o sistema da unificação do sistema de arrecadação trará é a possibilidade de utilizar como meio de pagamento um único cartão. Isso não significa mudança da política tarifária, ou seja, a integração gratuita entre todos os sistemas que utilizam o sistema de arrecadação único.

Olha, assim sendo sou contra essa licitação. Não vejo nenhuma grande vantagem nisso, afinal quem vencer a licitação vai ganhar de brinde um sistema já montado e funcionando e vai incluir a EMTU sabe-se lá quando e outras empresas menores... Se fosse realmente surgir uma fusão tarifária, como acontece em muitas metrópoles mundo afora, ai sim acho que faria sentido...

FMoretti
May 18th, 2009, 02:06 PM
A empresa va ter que montar todo um sistem novo. Nã vai pegar algo já funcionando. A tecnologia vai ser totalment trocada.

E de início poe não parecer vantajoso, mas mais para frente, ter um sistema único de arrecadação trará várias vantagens. Isso é o nício para a tarifação por viagem, passes mensais e a fusão tarifária.

pranda2009
May 20th, 2009, 10:25 PM
^^
Concordo com o Moretti, o novo sistema é fundamental para se atingir estes objetivos.

Com ele a pressão sobre os demais Municípios da RMSP aderirem, será enorme e depois deles aderirem, esta pressão se voltará para a unificação das tarifas.

Do jeito que está hoje, a PMSP não tem folego para implementar um sistema tão abrangente e com a resultante acima.

O BU foi o primeiro grande avanço, méritos da PMSP na gestão da Marta, mas hoje temos de seguir em frente.

FMoretti
May 21st, 2009, 02:43 PM
São Bernardo parece caminhar nesse sentido. Ainda mais com a história do VLT, construção de terminal.

Acho que o maior obstáculo a adesão de outras cidades, é as cidades que já tem bilhetagem eletrônica. Acho que elas não vão querer jogar fora o que já investiram. A não ser que sejam resarcidas.