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View Full Version : [RJ] Fora da linha e sem rumo


PauloLescaut
April 26th, 2009, 05:46 PM
Fora da linha e sem rumo
Falta de investimentos após concessões leva caos aos transportes de massa do Rio
Dimmi Amora

Aanálise dos contratos de concessão dos três serviços de transportes de massa do Rio de Janeiro — barcas, trens e metrô — mostra que, nem de longe, eles foram cumpridos. Desfigurados ao longo dos últimos dez anos, os acordos entre o governo e os vencedores das concorrências prometiam maior oferta, com conforto e regularidade.

Mas, sem os investimentos previstos, os mais de 1,1 milhão de usuários transportados por dia atualmente têm passado sufocos rotineiros.

As concessões foram realizadas em 1998, último ano da gestão do governador Marcello Alencar. Os três sistemas somados não transportavam nem 500 mil pessoas por dia, vinham se deteriorando e sugavam anualmente US$ 400 milhões dos cofres públicos para serem mantidos. No metrô e nos trens, o governo passou o serviço à iniciativa privada, que cuidaria da manutenção. Os investimentos (novos trens e estações) seriam por conta do governo. Nos trens, parte dos investimentos seria da empresa.

No caso das barcas, o governo vendeu a antiga Conerj e a vencedora passou a ser responsável pelos ativos e passivos da empresa. Ela também se comprometia a fazer investimentos para melhorar o sistema e atender a padrões mínimos exigidos no contrato.

Com recursos próprios.

Promessas não foram cumpridas, dez anos depois Para os passageiros, as promessas eram muitas. A Linha 1 do metrô, por exemplo, teria que ter intervalos de três minutos nos horários de pico. No ramal de Japeri, o trem deveria chegar em menos de uma hora na última estação, andando à velocidade média de 45km/h. Nas barcas, a travessia para Niterói teria que operar no pico com dez mil vagas, sendo que a operação aconteceria 24 horas por dia. Nada disso aconteceu.

Mas houve algumas melhorias nos serviços, que passaram a atrair mais passageiros. Hoje o metrô transporta 550 mil passageiros/dia (eram 300 mil em 1998); os trens, 500 mil (146 mil em 1998); e as barcas, cem mil (60 mil em 1998). Mas os investimentos para aumentar a oferta não aconteceram ou foram insuficientes, com o governo promovendo alterações nos contratos originais que causaram prejuízo aos passageiros. O resultado é o caos quase diário relatado por passageiros durante o rush.

O número de trens do metrô é o mesmo do dia da concessão. Desde 2002, deveria haver 210 composições, mas hoje só existem 159. Já as barcas têm 20 lanchas, uma a mais do que o total recebido do governo dez anos atrás, sendo que a capacidade de passageiros hoje é menor. Os contratos também deveriam ser rigidamente fiscalizados por uma agência reguladora que, na prática, tem sido um mero autorizador de reajustes das tarifas que subiram acima da inflação.


Barcas priorizaram linha lucrativa

Em 1998, um pool de empresas, chamado Barcas S/A, comprou a antiga Conerj com a promessa de fazer os investimentos “por conta e risco” para melhorar o transporte hidroviário do estado. Para isso, o governo não entraria com qualquer recurso e a empresa, se fosse necessário, deveria até alugar barcos para dar conta do estabelecido no contrato. Entre as determinações, os passageiros da principal linha (Rio-Niterói) deveriam ter dez mil vagas por hora durante o rush.

Dez anos depois, a empresa informa que foram investidos R$ 240 milhões em recursos próprios. Parte deles foi para criar a lucrativa linha Praça Quinze-Charitas. Nas demais, a empresa tem apenas 20 embarcações, uma a mais que recebeu do governo.

Com um detalhe: a capacidade de passageiros hoje é menor do que há dez anos. A demanda, que vinha caindo até 2004, voltou a subir e atingiu seu pico em 2008. O resultado são filas que têm virado casos de polícia.

A insuficiência de investimentos fez com que o serviço se deteriorasse e, segundo dados da CPI que investiga as barcas, a empresa já foi multada 58 vezes pela Capitania dos Portos entre 2006 e 2008. Até excesso de passageiros nas embarcações foi constatado.

Ontem, uma barca que ia do Rio para Niterói ficou à deriva por cinco minutos devido, segundo a empresa, a lixo na Baía. A Barcas S/A alega que há um desequilíbrio financeiro no contrato, opera com prejuízo e quer compensação.

Agora, pleiteia investimentos públicos para melhorar, dando novo significado às palavras “conta e risco”.


Dos 159 trens, apenas 36 com ar

Uma complexa engenharia financeira foi montada para a concessão dos 225 quilômetros de trens urbanos do Rio. O governo estadual assumiria cerca de 60% dos investimentos para a melhoria da rede. A outra parte ficaria a cargo do vencedor da concessão, que ainda seria auxiliado com parte do dinheiro da concessão do metrô. Cerca de US$ 600 milhões seriam gastos para reduzir o intervalo entre os trens e restaurar os trilhos e as estações. Até 2002, 210 trens reformados tinham que estar em operação.

No contrato, a SuperVia tinha a opção de, por sua conta, instalar arcondicionado em todos os trens e, depois disso, dobrar o valor da tarifa, que chegaria a 90% da passagem do metrô na época (um real).

Entre 1999 e 2006, os governos fizeram quatro alterações no contrato porque não conseguiram, mesmo com recursos de um financiamento internacional, cumprir suas metas. Em vez de reformar, resolveram comprar trens novos com ar. Fizeram o investimento que deveria ser da concessionária e mantiveram a permissão para que ela dobrasse o preço. O resultado é que, desde 2002, a SuperVia deveria estar operando com 25% a mais de trens. E, dos 159 existentes, apenas 36 têm ar, sendo que o primeiro só chegou em 2005. Mas, até março, o preço de R$ 2,45 da tarifa correspondia a 95% do preço do metrô.

A SuperVia diz que fez sua parte dos investimentos e que o atraso do governo causou desequilíbrio financeiro no contrato e o consequente reajuste da tarifa. O novo plano de investimentos da empresa prevê que, em 2014, ela terá 192 trens e, com uma nova sinalização, poderá operar como um metrô.


Metrô: os mesmos trens de 1998

Jóia da coroa dos transportes, o metrô do Rio foi concedido com a empresa vencedora comprometendo-se a pagar ao governo cerca de US$ 1 milhão por mês, por 240 meses (20 anos), além de uma entrada de 30%. O valor seria suficiente para o estado comprar um trem a cada três meses.

Além de receber, o governo deixou de gastar cerca de R$ 100 milhões/ano (valor atualizado) que saíam do caixa para cobrir as despesas desse modal.

Melhor ainda: o estado tinha um financiamento do BNDES, de cerca de R$ 747 milhões, em que deveria aplicar R$ 242 milhões com recursos próprios, para construir três novas estações.

Passados dez anos — em que deixaram de gastar R$ 1 bilhão —, sucessivos governos ainda não terminaram as três novas estações nem propuseram outras. Neste período, também não compram um trem sequer.

Espremidos, os 250 mil novos passageiros/ dia sentem diariamente o fato de o metrô, com duas novas estações, operar com os mesmos 33 trens de 1998. O contrato previa que os passageiros da Linha 1 tinham que ter um trem a cada três minutos, o que nunca aconteceu. Em 2008, o governo renovou por mais 20 anos a concessão com a Metrô Rio, em troca de a operadora fazer investimentos em novas estações e trens. Desta vez, em vez de pagar ao estado, a empresa usa dinheiro para fazer as obras e compras.

O principal projeto é a construção de um ramal ligando as linhas 1 e 2 à Estação Central. Mas, dos cerca de R$ 1,2 bilhão previstos de investimentos, pelo menos R$ 210 milhões não serão usados em novos trens ou estações.

Serão ressarcimentos de dívidas do governo que ficaram por conta da concessionária.


O GLOBO, hoje.

xikaumrio
April 26th, 2009, 08:22 PM
:ohno: isso desanima, sabe?

Rodalvesdepaula
April 26th, 2009, 08:44 PM
^^Soma-se tudo isto na reportagem à invasão dos "micrões" nas empresas de ônibus do Rio de Janeiro. Praticamente, as empresas pararam de comprar ônibus grandes (com motor traseiro) e não há mais nenhum articulado operando em toda a Baixada Fluminense; resultado: "micrões" operando em linhas com alta demanda de passageiros, com superlotação e atrasos.

A essa hora, acho que o governo estadual deveria recriar a CTC, que chegou a oferecer um bom serviço rodoviário antes daquele ............... do Brizolla assumir o Estado.

Patrick-RJ
April 27th, 2009, 01:46 AM
Tudo isso com os preços das passagens altíssimos. O Metrô, então, está um assalto!

muckie
April 27th, 2009, 04:54 AM
com interesse por tras... a populacao sempre fica em ultimo lugar
obvio

PauloLescaut
April 27th, 2009, 05:07 AM
Mas pelo menos a imprensa está, finalmente, cobrindo o tema...

FMoretti
April 27th, 2009, 05:53 PM
Que descaso. E pensar que na epóca que usei o metrô do Rio, achei ele ótimo. Tão bom quanto o daqui.

Tiago Costa
April 27th, 2009, 06:13 PM
Conta dos transportes pesa para estado

27/04/2009 - O Globo

http://www.revistaferroviaria.com.br/abririmg.asp?Width=290&TxImagem=imagens@clientes@2@8106.jpg&TamOrig=580 (http://www.revistaferroviaria.com.br/imagens/clientes/2/8106.jpg)
Passageiros do Metrô-Rio disputam espaço na estação Central: falta de investimentos prejudica usuários

Mesmo tendo concedido há 11 anos os serviços de transportes de massa — barcas, trens e metrô — que estavam sob sua responsabilidade, o governo estadual ainda gasta com a máquina do setor pelo menos R$ 126 milhões por ano. Este valor é usado apenas para o pagamento de despesas de custeio e pessoal das empresas Central e Rio Trilhos, e de três companhias que estão em processo de liquidação (CTC, Metrô e Flumitrens).

O dinheiro seria suficiente para construir uma estação de metrô a cada dois anos, ou comprar, anualmente, 60 trens da SuperVia com ar condicionado.

Conforme O GLOBO mostrou ontem, a falta de investimentos do governo e de parte das concessionárias é a principal causa para o desconforto diário dos passageiros, cujo número dobrou desde a concessão.

Os contratos da época sofreram alterações que fazem com que as metas de melhoria para os usuários estejam longe de serem alcançadas.

Empresas se foram, mas funcionários ficaram

Em 1995, técnicos da Secretaria de Transportes estimaram o prejuízo anual do governo com as empresas em US$ 400 milhões ao ano. Com a concessão dos sistemas, a operação passaria para a iniciativa privada. A Flumitrens (que cuidava dos trens) e o Metrô ficariam apenas como empresas de planejamento e fiscalização dos contratos, exigindo um pequeno corpo de funcionários. A Flumitrens ainda operaria uma pequena linha em Magé.

O processo de demissão voluntária foi iniciado, mas, em 1999, foi paralisado. O resultado é que a Flumitrens chegou a ter mais de dois mil funcionários e a Companhia do Metrô, 720. A maioria, sem função. Logo depois, as empresas tiveram suas atividades encerradas e foram criadas duas novas companhias: a Rio Trilhos, para o metrô; e a Central, para os trens.

Nos últimos dois anos, estas duas novas empresas custaram ao governo, em média, R$ 110 milhões/ano. Isso porque os gastos estão se reduzindo, já que a atual gestão voltou a demitir funcionários. De acordo a Secretaria estadual de Administração, 994 servidores das duas companhias foram demitidos, o que daria uma economia anual de cerca de R$ 50 milhões.

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, diz que as empresas não precisavam do número de funcionários que tinham quando ele assumiu, em 2007. Afirma ainda que o processo de demissão só não foi maior porque havia dívidas com o fundo previdenciário dos funcionários, que fizeram com que as demissões fossem revogadas na Justiça. Segundo ele, assim que o problema for resolvido, haverá novos cortes: — Fizemos um grande programa de demissões. Mas tivemos esse entrave. De qualquer forma, a privatização do sistema reduziu muito os custos do governo que, ao longo do tempo, não foram reinvestidos no sistema de transportes.

Mas os entraves são ainda maiores para resolver os problemas com as companhias em liquidação. A CTC, por exemplo, está nesse processo há 15 anos. E, segundo o secretário estadual da Casa Civil, Régis Fitchner, responsável pelo processo, não há perspectiva de ele ser concluído tão cedo: — Ele só pode ser encerrado quando todas as ações judiciais acabarem. E são muitas.

Especialista defende investimentos em ferrovia

CTC, Flumitrens e Companhia do Metrô consomem hoje, com o custeio e pessoal (retiradas as indenizações que precisam pagar), R$ 2,5 milhões ao ano. É o preço de um trem ferroviário com ar condicionado. Além disso, a Companhia do Metrô tem um contrato de terceirização de serviços com uma empresa que custa mais R$ 13,5 milhões ao ano.

Ao longo da última década — considerado o custo de R$ 126 milhões/ano — o governo deixou de injetar no sistema R$ 1,2 bilhão. É mais do que foi investido nas estações do metrô (R$ 747 milhões, sendo R$ 510 milhões financiados pelo BNDES) e no programa de melhoria da rede ferroviária (cerca de R$ 440 milhões).

O valor de R$ 1,2 bilhão quase equivale à totalidade do plano de investimentos que será realizado pela concessionária Metrô Rio em troca da renovação da concessão por mais 20 anos. É também metade do que a SuperVia pleiteia para transformar, em 15 anos, os trens em metrô e passar a transportar 1,5 milhão de passageiros/dia.

O arquiteto Sérgio Magalhães, ex-secretário municipal de Habitação, é defensor de um grande investimento público no sistema ferroviário. Segundo ele, isso ajudaria a reequilibrar a cidade, melhorando a região onde mora metade da população do Rio.

Para Magalhães, após as concessões surgiu uma ideia retrógrada de que o governo não deveria mais fazer investimentos: — Em todo lugar funciona assim, com o governo fazendo os investimentos e a iniciativa privada operando. Mas aqui não temos projetos, ou, a cada governo, eles são modificados.

Empresas anunciam investimentos

O secretário estadual de Transportes, Júlio Lopes, garante que o governo retomou o rumo dos investimentos em transportes.

Segundo ele, os planos já em execução para o metrô e a SuperVia, além dos estudos para melhorar o transporte marítimo, darão mais conforto e aumentarão o número de passageiros.

Para o metrô, os investimentos estão garantidos com a renovação da concessão por mais 20 anos. O Metrô Rio adiantará os recursos que tem a pagar ao governo adquirindo 19 trens e construindo uma ligação da Linha 2 com a Linha 1, na Central, e uma nova estação na Linha 1, a Uruguai. A previsão é que o número de passageiros dobre e o tempo de viagem da Linha 2 seja reduzido em 13 minutos.

O projeto, contudo, sofre críticas de técnicos do setor, para quem o estado deveria ter determinado a construção do trecho Estácio-Carioca. Segundo o presidente do Sindicato dos Metroviários, Rubens Foligno, o governo vai reduzir em 25% a capacidade total da Linha 2: — A Linha 2 foi projetada para trens de oito carros, o que poderá não acontecer mais, porque a Linha 1 é para trens de seis carros.

Joubert Flores, diretor de Relações Institucionais do Metrô Rio, argumenta que essa não deve ser a conta: — Vamos dobrar a capacidade da Linha 1, além de reduzir o tempo de viagem de quase todos os passageiros.

Em relação à SuperVia, Júlio Lopes informa que o governo entregará este ano os últimos dois trens com ar condicionado que faltavam do contrato original, totalizando 70 unidades. Além disso, o estado comprou 30 trens como compensação pelos atrasos na entrega dos primeiros vagões que desequilibraram a concessionária financeiramente ao longo dos anos.

De acordo com o presidente da SuperVia, Amin Murad, com a chegada dos 30 novos trens, 16 serão aposentados e a concessionária terá 172. Ele afirma que está sendo estudada uma antecipação de renovação de contrato, nos moldes do metrô, com a previsão de R$ 2,1 bilhões em investimentos, de modo a triplicar o número de passageiros em 14 anos.

Segundo Murad, hoje a empresa consegue alcançar um bom nível de serviços para a maior parte dos usuários. Ele também contesta a reclamação do Sindicato dos Ferroviários sobre falta de segurança no sistema, fato que provocou uma greve há duas semanas: — A pontualidade alcança 92% e o número de reclamações à agência reguladora é mínimo: 40 por mês para 11 milhões de passageiros. Nossos trens não são cheios e há segurança.

Em relação às barcas, Júlio Lopes afirma que os investimentos só serão decididos após o fim de estudos determinados pelo governador Sérgio Cabral, após os incidentes na Praça Quinze há duas semanas.

Fonte: Revista Ferroviária - Clipping
Link: http://www.revistaferroviaria.com.br/index.asp?InCdEditoria=2&InCdMateria=8106
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Finalmente estão discutindo sobre esses assuntos, que ficaram fora da mídia por muito tempo! Até que enfim pararam de reclamar da lotação nos sistemas e foram ver por que os problemas estão acontecendo :applause:!

PauloLescaut
April 27th, 2009, 06:25 PM
^^ O que prova que a apatia não resolve nada. A imprensa e o Governo estão prestando atenção no assunto depois de diversas pequenas revoltas nas Barcas e na SuperVia. Essa responsabilidade está com os passageiros.

Aliás, só falta os do Metrô se revoltarem contra a Gambiarra 1-A. :lol:

Ah, e pra mim os trechos operados pela CENTRAL deveriam ser repassados à SuperVia logo.

FMoretti
April 27th, 2009, 07:12 PM
Só uma coisa eu não entendi na concessão. Por que os funcionários da CMRJ não forão repassados a Opportrans?! Por que eles foram demitidos?! Sendo assim, como ficou a operação?! A empresa só assumiu após um período para contratações?!

pedrop.rio
April 27th, 2009, 11:50 PM
^^
Porque eram muitos e inúteis, um cabide de empregos gigantesco, assim como qualquer órgão público desse país.

Era peso demais para qualquer empresa nova carregar.

FMoretti
April 28th, 2009, 03:22 PM
Mas mesmo o pessoal da operação não foi para a nova operadora?!

Tiago Costa
April 28th, 2009, 05:34 PM
Vai ver que parte deles foi sim, mas não era possível aproveitar todos os funcionários, pois a CMRJ deveria ter muito mais funcionários que o necessário, coisa típica das empresas estatais na época das concessões e privatizações.

PauloLescaut
April 29th, 2009, 05:06 AM
Tavam distribuindo hoje na Rio Branco:

http://img516.imageshack.us/img516/7470/img096.th.jpg (http://img516.imageshack.us/img516/7470/img096.jpg)
http://img402.imageshack.us/img402/8171/img095m.th.jpg (http://img402.imageshack.us/img402/8171/img095m.jpg)

FMoretti
April 29th, 2009, 01:38 PM
Mobilização popular! Que bom, tomara que faça efeito.

pranda2009
April 29th, 2009, 10:23 PM
Reclamo muito dos desmandos em SP e do Governo Federal em todo lugar, mas a situação no Rio está muito além do caótica, que coisa....:ohno:

PauloLescaut
April 29th, 2009, 10:28 PM
Reclamo muito dos desmandos em SP e do Governo Federal em todo lugar, mas a situação no Rio está muito além do caótica, que coisa....:ohno:

São Paulo caminha para um modelo eficiente de organização de transportes públicos. O Rio não está nem perto de iniciar esse processo.

pranda2009
April 30th, 2009, 07:18 AM
^^

Pois é xará, e com este nó que se criou ai no Rio, falta um horizonte de pespectiva de solução destes problemas, não é mesmo ?

Muito frustrante !

RRC
April 30th, 2009, 07:48 AM
Conceder serviços públicos essenciais é um risco muito grande para o governo, por alguns motivos:

* Serviço essencial não pode parar, logo, se a empresa particular que prometeu mundos e fundos nao cumpre com sua parte, sobra para o poder publico o prejuizo.

*o particular visa lucro, para conseguir isso não faz investimentos, ou pior, tira os que já fez.

* se não consegue lucro é de praxe alegar que houve desequilibrio financeiro e querer que o poder publico arque com seu prejuizo ou que aumente o preço da tarifa mais que o previsto, mesmo que tenha assinado um contrato dizendo que assumia os riscos da concessão.

* O poder público, para não prejudicar sua imagem (leia-se política) com o eleitorado acaba enfiando dinheiro do contribuinte para fazer os investimentos necessários ou então subsidiar as passagens, complementando o valor da tarifa ao operador.

Resumindo: Concessão de serviço publico essencial é uma fria! Só é bom para os particular, que de um jeito ou outro ganha dinheiro. Para o poder publico é ruim, pois tem de gastar mesmo não sendo o responsável direto pelo serviço, e péssimo pra população, que fica refém de maus serviços.

Esses contratos recentes de concessão das rodovias federais por exemplo, não estranhem se daqui algum tempo as empresas solicitarem aumento no preço maior que o previsto por algum "desequilibrio financeiro". Aqui em SP isso só nao ocorre pq o preço dos pedágios já é extorsivo e elas tem lucros fabulosos.

Concurser
April 30th, 2009, 07:54 AM
Pelo visto, CPTM de SP é luxo perto dos trens do Rio.

Rcrd
May 2nd, 2009, 09:13 PM
Estou chocado. Achei que privatizar fosse a solucao pra tudo. ;) Imagina a INFRAERO nas maos dessa mesma turma?

Rodalvesdepaula
May 2nd, 2009, 09:30 PM
O caso da Supervia pode estar se assemelhando muito ao que ocorreu em Buenos Aires, em 2004.

Em 1995, o governo argentino privatizou a antiga estatal Ferrocarriles Argentinos e o serviço suburbano de Buenos Aires foi "fatiado" para quatro empresas: TBA (Trenes de Buenos Aires), Metropolitano, Metrovías e Ferrovías. Uma delas, a Metropolitano, nunca investiu grandes quantias para modernizar as linhas que foram concedidas e os serviços das linhas Roca, San Martin e Belgrano Sur tiveram uma queda brutal na qualidade e pontualidade. Após várias revoltas e até mesmo a depredação de estações e comboios por parte de usuários cansados de tanto descaso e humilhação, o governo argentino cassou a concessão da Metropolitano e criou uma empresa emergencial para assegurar a operação dos trens, a UGOFE (que opera até hoje).

Foto do interior de um comboio da Metropolitano, antes da sua cassação:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/9/97/Buenos_Aires_-_Constituci%C3%B3n_-_Coche_Roca.jpg

E o trem da UGOFE:
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/dc/LineaSanMartin.jpg

pranda2009
May 2nd, 2009, 11:11 PM
Não acho que a questão seja, público X privado.

Acredito que seja sempre necessário uma forte atuação do poder público em ambas as situações.

Não adianta ter empresas públicas ineficientes e cabides de emprego, sorvedoras de verba pública, como eram a FEPASA e CBTU em São Paulo, nos anos 80.

Nem adianta ter concessões frágeis e mal feitas como as feitas no Rio para ferrovia e para o Metrô.

Em um contrato de concessão o particular interessado tem de apresentar garantias financeiras sólidas para se canditar, e ter penas severas caso não cumpra com suas obrigações, sofrerá a intervenção, a perda da concessão, perda de bens, tem que ter ainda uma perda financeira significativa.

Ainda as condições de qualidade do serviço, as obrigações de investimento no serviço tem de estar bem delineadas e especificadas no contrato de concessão.

Porque culpar a cama pelo amante que nela se deita não dá, porque a solução é sempre tirar a cama e não quem colocou o amante nela.
Assim se a empresa pública não funciona, só resta privatizar.
Se a Concessão de Serviços Públicos não funciona, tem que criar uma nova empresa pública.

Não dá para viver esta eterna e falsa dicotomia, no fundo os administradores públicos (políticos) e que tem de fazer seu trabalho direito em um caso e no outro.

A definição de empresa pública ou concessão de serviço público, tem que ser definida por outro paradigma, não o que esta aí.

Espartano_bsb
May 3rd, 2009, 01:41 PM
Falta pulso firme do governo na maioria das vezes... Não fiscalizam nada! Problema crônico do país...

lorrampaiva
May 3rd, 2009, 04:35 PM
Caramba, pelos comentários que vejo aqui parece que, a exemplo, o serviço da SuperVia é pior que o da época da CBTU/Flumitrens, sendo digno de um sistema de transportes de uma pocilga miserável... Bem, ainda que esteja longe de ser prefeito, gostaria de mostrar umas fotos de como era na era estatal:

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/1-40.jpg

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/2-36.jpg

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/3-31.jpg

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/4-19.jpg

(Retirado do site TGVBR)

O principal problema do sistema de transportes do Rio, ao meu ver, é a falta de hieraquização entre os diferentes tipos de transporte, muito também em razão de anos de abandono do Estado. No caso de SP (corrijam-me se eu estiver equivocado), o investimento no transporte de massa em muito é contribuído pela falta de infraestrutura viária (no que diz respeito às vias expressas e afins) para um número sempre crescente de veículos; logo, o problema do trânsito torna-se quase um motivo para o melhor planejamento do transporte público.

pranda2009
May 3rd, 2009, 10:40 PM
^^

Ao que parece, inclusive pelas fotos, e que tanto em SP como no Rio houve muita evolução, apesar dos modelos diferentes adotados.

Não tenho um conhecimento aprofundado da situação do RJ, apenas o que leio aqui.

Mas em São Paulo, o que se pode perceber e se destacar como o mais positivo, é que nos ultimos 14/15 anos tem havido um mesmo direcionamento por parte do GESP, investimento constante em ampliação da rede Metroviaria e tb em melhora dos serviços da CPTM, mesmo que, por muitas vezes estes investimentos estiveram muito aquem do ideal e talvés estejam, apesar do grande esforço da atual adminisração, eles efetivamente foram feitos, todos na mesma direção, tanto é que é possível verificar a melhoria.

Não saberia fazer a mesma avaliação sobre o RJ.

RRC
May 3rd, 2009, 11:16 PM
Nossa senhora, nessa 2ª foto o interior do trem era assustador!! :eek:

FMoretti
May 4th, 2009, 05:19 PM
TRens em estado deplorável. Meu deus! Isso é jogar o dinheiro do povo no lixo. Não é a toa que lá todo mundo prefere carro e não abre mão. Falo isso por que tenho uma amiga que mora no Rio, e ela diz que vai de carro, por que não tem outra opção. E ela ainda mora a duas quadras da Estação Botafogo.

PauloLescaut
May 4th, 2009, 05:26 PM
TRens em estado deplorável. Meu deus! Isso é jogar o dinheiro do povo no lixo. Não é a toa que lá todo mundo prefere carro e não abre mão. Falo isso por que tenho uma amiga que mora no Rio, e ela diz que vai de carro, por que não tem outra opção. E ela ainda mora a duas quadras da Estação Botafogo.

Rapaz... além de ver a imagem, tem que ler a legenda. Essas fotos são de antes da privatização. A situação é digna hoje! ;)

FMoretti
May 4th, 2009, 06:25 PM
Eu li a legenda. Independente dos trens estarem naquele estado antes ou depois da privatização, mante-los daquele jeito é jogas o dinheiro do povo fora.

Minha amiga começou a morar no Rio depois da privatização, já ela diz isso agora, imagino como deveria ser antes. Tudo bem que ela é meio fresca. Espero que a situação melhore ainda mais.

Vinicius
May 4th, 2009, 08:17 PM
^^

Se a sua amiga mora a dois quarteirões da estação Botafogo, então ela se refere ao metrô, cuja situação está longe ser deplorável.

lorrampaiva
May 4th, 2009, 08:33 PM
^^ Nem mesmo em relação aos própris trens a situação pode ser considerada deplorável, ainda que com os sobressaltos dos últimos tempos.

Vinicius
May 4th, 2009, 08:40 PM
^^

Pois é.

E para quem quiser conhecer melhor tanto a SuperVia quanto o Metrô Rio, sugiro esses dois links:

http://www.tgvbr.seuhost.net/phpBB3/viewforum.php?f=27

http://www.tgvbr.seuhost.net/phpBB3/viewforum.php?f=22

Ainda tem muito a melhorar, mas a situação atual está longe de lembrar a época da Flumitrens, no caso da SuperVia, pois o metrô sempre manteve um padrão decente, apesar dos inúmeros problemas pré-privatização.

neosoux
May 4th, 2009, 09:10 PM
TRens em estado deplorável. Meu deus! Isso é jogar o dinheiro do povo no lixo. Não é a toa que lá todo mundo prefere carro e não abre mão. Falo isso por que tenho uma amiga que mora no Rio, e ela diz que vai de carro, por que não tem outra opção. E ela ainda mora a duas quadras da Estação Botafogo.

Eu li a legenda. Independente dos trens estarem naquele estado antes ou depois da privatização, mante-los daquele jeito é jogas o dinheiro do povo fora.

Minha amiga começou a morar no Rio depois da privatização, já ela diz isso agora, imagino como deveria ser antes. Tudo bem que ela é meio fresca. Espero que a situação melhore ainda mais.

Hmmm, isso é interessante. Pois mostra como não se deve julgar uma questão complexa como essa com base em uma única experiência. Que aliás nem foi sua. Mas da sua amiga. Ah, ela é fresca, hehe.
Estou dizendo isso pois morei em SP e no Rio é posso te dizer com absoluta certeza que é muito mais fácil morar na zona sul do Rio sem carro do que em qualquer lugar do centro expandido de SP com renda equivalente. Tanto é que a proporção de carro na zona sul do Rio é menor. A sua frase sublinhada se aplica muito mais a SP. DIgo isso com tanta certeza pois pra quem conhece o cotidiano de ambas é algo muito claro. A zona sul do Rio tem muito menos vaga para estacionar, é mais convidativa ao pedestre, ao ciclista. E é mais fácil e confortável se locomover de onibus. Em SP o carro é muito mais estimulado. É mais fácil pra quem tem carro. Pois tem valet pra todo lado, muito mais vagas nas ruas e estacionamento no próprio estabelecimento, como os em 90 graus sobre a calçada(tomando o espaço do pedestre), coisa que praticamente inexiste na zona sul. Sem contar que em SP se cometeu o crime no passado de diminuir as calçadas para aumentar o espaço dos carros, cortando árvores e tudo mais.
:)

pulga
May 4th, 2009, 09:54 PM
as pessoas parecem não ter memória, é o cúmulo falarem que os serviços eram melhores com o comando do estado, procurem informações sobre esses mesmos serviços quando eram operados pelo estado

o problema todo é que o estado é sempre mole, seja quando é operador ou quando tem que fiscalizar as empresas privadas

o problema não está nas empresas privadas, está no fato que o estado nem isso (fiscalizar e punir) é capaz de fazer... quanto mais administrar ele mesmo

pulga
May 4th, 2009, 10:12 PM
ah e só quero lembrar que no caso dos caras da supervia, eles foram demitidos no mesmo dia, sumariamente

se fosse o estado operando, ele seriam transferidos para uma área burocrática para que fosse aberta uma sindicancia que muito provavelmente não ia dar em nada, só aumentar a ineficiência, gastando dinheiro pra manter eles pra não fazer nada enem podendo contratar outros

pulga
May 4th, 2009, 10:26 PM
TRens em estado deplorável. Meu deus! Isso é jogar o dinheiro do povo no lixo. Não é a toa que lá todo mundo prefere carro e não abre mão. Falo isso por que tenho uma amiga que mora no Rio, e ela diz que vai de carro, por que não tem outra opção. E ela ainda mora a duas quadras da Estação Botafogo.

essa sua amiga vai achar os metrôs de alguns países de primeiro mundo deploráveis pois vários deles são pichados, sujos, inseguros o que está longe de ser o caso do metrô rio

eu mesmo não troco metrô por nada nesse mundo, pra onde tem metrô eu vou de metrô, deixo meu honda fit na garagem sem a menor preocupação e não conheço ng que faça o contrário

Matheus Rody
May 4th, 2009, 10:28 PM
ah e só quero lembrar que no caso dos caras da supervia, eles foram demitidos no mesmo dia, sumariamente

se fosse o estado operando, ele seriam transferidos para uma área burocrática para que fosse aberta uma sindicancia que muito provavelmente não ia dar em nada, só aumentar a ineficiência, gastando dinheiro pra manter eles pra não fazer nada enem podendo contratar outros

Como pode ser pior do que isso?

pranda2009
May 5th, 2009, 12:57 AM
^^

Sendo da forma que era quando das fotos postadas pelo lorrampaiva.

PejatBR
May 5th, 2009, 01:41 AM
Rapaz... além de ver a imagem, tem que ler a legenda. Essas fotos são de antes da privatização. A situação é digna hoje! ;)

Digna ? Com certeza está bem melhor, mas o desrespeito continua, vide espancamentos na supervia, ainda acho que falta um bocado para o serviço ser digno apesar da boa melhora.

pulga
May 5th, 2009, 01:42 AM
Como pode ser pior do que isso?

??

pulga
May 5th, 2009, 02:00 AM
Estou chocado. Achei que privatizar fosse a solucao pra tudo. ;) Imagina a INFRAERO nas maos dessa mesma turma?

imagina... eu imagino que todo mundo que pode usa o sistema público de saúde pq é ótimo né? muito melhores que os privados

imagina se alguém vai preferir dar dinheiro pra "essa turma" e usar serviços privados... e as escolas públicas, imagina na mão dessa turma, jamais teriam tido os resultados maravilhosos no ENEM, afinal os melhores resultados foram de escolas públicas né?

mas bom era a época que os trens eram administrados pelo estado onde diariamente morriam vários "surfistas de trem" e num tinha ng nem pra tirar os caras de lá, nem mesmo com "chicotadas"

hj a gente pode reclamar que a iniciativa privada não cumpriu seu compromisso de colocar ar condicionado em todos os trens da supervia, antes da privatização a gente estaria discutindo pq os trens não tem portas, bancos, circulam com gente em cima deles são imundos... e ainda o governo gastava milhões em impostos com aquela porcaria, ou seja, uma maravilha...

FMoretti
May 5th, 2009, 05:26 PM
^^

Se a sua amiga mora a dois quarteirões da estação Botafogo, então ela se refere ao metrô, cuja situação está longe ser deplorável.

essa sua amiga vai achar os metrôs de alguns países de primeiro mundo deploráveis pois vários deles são pichados, sujos, inseguros o que está longe de ser o caso do metrô rio

eu mesmo não troco metrô por nada nesse mundo, pra onde tem metrô eu vou de metrô, deixo meu honda fit na garagem sem a menor preocupação e não conheço ng que faça o contrário

Eu nunca disse que ela achava a Supervia e o MetrôRio algo deplorável. Eu disse que os trens nas fotos estavão em estado deplorável.

Tiago Costa
May 5th, 2009, 06:00 PM
Pois é, mas seus comentários deram a entender que os trens estavam assim hoje, e a legenda claramente indica que essa era a situação anterior à concessão.

O sistema melhorou muito desde que a SuperVia assumiu o sistema, mas ainda existe agora um longo caminho pela frente, pois até o momento, a SuperVia trabalhou muito mais para a recuperação do sistema existente, e não é só de recuperação que o sistema necessita. O sistema agora precisa ser modernizado.

FMoretti
May 5th, 2009, 06:09 PM
Pois é, mas seus comentários deram a entender que os trens estavam assim hoje, e a legenda claramente indica que essa era a situação anterior à concessão.

O sistema melhorou muito desde que a SuperVia assumiu o sistema, mas ainda existe agora um longo caminho pela frente, pois até o momento, a SuperVia trabalhou muito mais para a recuperação do sistema existente, e não é só de recuperação que o sistema necessita. O sistema agora precisa ser modernizado.

A tá, me expressei mal então. Mas os cometários forão em relações as trens nas fotos, sabendo que as fotos eram de anos atrás. Mas sobre a situação atual do sistema.

Juninhoo
May 5th, 2009, 06:19 PM
A tá, me expressei mal então. Mas os cometários foram em relações as trens nas fotos, sabendo que as fotos eram de anos atrás. Mas sobre a situação atual do sistema.

:D

lorrampaiva
May 6th, 2009, 01:13 AM
^^ como assim?

lorrampaiva
May 6th, 2009, 01:45 AM
Ah, e tem essa também (acho que já postaram esses vídeos aqui, mas vale relembrar):

watch?v=cWvE74c-BiU&feature

watch?v=LZbo3oSH_x8&feature

watch?v=ujWgVjiHtrE&feature

PauloLescaut
May 6th, 2009, 02:42 AM
Tem que postar só o que tá ao lado do sinal de igual. :)

Ah, e tem essa também (acho que já postaram esses vídeos aqui, mas vale relembrar):

cWvE74c-BiU

LZbo3oSH_x8

ujWgVjiHtrE

E, aproveitando, vai outro Documento Especial, esse bem engraçado, que também mostra o estado dos trens e do ônibus de integração:


FZry3YxPL0Y

83xu-uvqwig

M6T1qG7OvGc

pulga
May 6th, 2009, 09:45 PM
http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/2-36.jpg

http://img523.imageshack.us/img523/8799/supervia2008.jpg

diferença leve...

Vinicius
May 6th, 2009, 09:55 PM
^^

Um outro exemplo:

Série 900 reformado pelo Governo do Estado em 2005

1.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/9-20.jpg

2.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/1-75.jpg

3.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/2-65.jpg

4.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/3-56.jpg

5.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/4-46.jpg

6.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/5-38.jpg

7.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/6-30.jpg

8.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/7-26.jpg

9.

http://i250.photobucket.com/albums/gg246/Sussudio_2008/8-23.jpg

Todas as fotos são minhas e foram tiradas no ano passado.

Espartano_bsb
May 7th, 2009, 02:08 AM
Acredito que dentre os serviços concedidos o do Metrô foi o pior negócio. Pegaram um serviço razoável e não melhoraram quase nada! Agora, por mais 25 anos de concessão, estão fazendo algumas novas estações (Estações 1a e Uruguai), mas nada de outro mundo... A Supervia realmente encontrou o serviço em um estado de conservação lastimável... Apesar de não terem investido tanto quanto o sistema precisaria, ela conseguiu melhorar sensivelmente o serviço... Mas poderia estar um pouco melhor!!! O ponto principal é o papel do estado nessa fiscalização...

FMoretti
May 7th, 2009, 05:41 AM
Muito boa essa reforma. O trem se encontra em bom estado atualmente?!

Vinicius
May 7th, 2009, 02:25 PM
^^

Sim.

lorrampaiva
May 7th, 2009, 05:51 PM
As únicas composições da SV que realmente estão em estado ruim de conservação, pelo menos aparente, são os série 700 e 900 originais (que estão aos poucos virando os modelos aí acima).

Rcrd
May 7th, 2009, 06:43 PM
Alguem por favor, mude o titulo... Fica dificil falar algo de bom com o titulo atual do thread...


:nuts:

lorrampaiva
May 7th, 2009, 07:52 PM
Mas esse é o título da notícia (meio sensacionalista, por sinal)

Vittariano
May 8th, 2009, 02:54 AM
Uma pena...quando estive no Rio em 2006, achei o metrô e o sistema de ônibus muito eficientes!

Luiz Eduardo
May 8th, 2009, 10:11 PM
Uma pena...quando estive no Rio em 2006, achei o metrô e o sistema de ônibus muito eficientes!

Depende da área. Na Zona Sul e parte da Zona Norte, o transporte por ônibus atende às necessidades de seus usuários. Há falhas, mas a situação geral é aceitável.

O problema é mais grave e antigo em áreas como Campo Grande e Santa Cruz. Sou meio pessimista: ainda tem espaço pra piorar antes de melhorar...

muckie
May 9th, 2009, 06:14 AM
Pelo visto, CPTM de SP é luxo perto dos trens do Rio.

aiai.. mais um

O comentário acima é meia verdade... Se de um lado se o Estado do RJ comprou novos trens e reformou alguns, com ar e afins, a empresa mal investe... Já em SP, a onda de investimento da CPTM vem sendo bem maior, na extensão de linhas, construcao e reforma de estações e compra/reforma de bem mais trens...

A foto da reportagem acima é enganosa... os trens do RIo estão bem mais avançados e melhoraram muito... mas em SP o engajamento com o transporte pelo poder publico é muito maior.... principalmente por se tratar de uma empresa estadual

(Enquanto no Rio a empresa privada não é a mais dinamica, e o Estado rouba mais do que faz

TêAgá
May 9th, 2009, 07:29 AM
Bom, acomapanhando o que eu conheci quando fui ao Rio pela primeira vez (1995) com o que vi nos últimos anos em que estive na cidade, a SuperVia deu um salto imenso em relação a composições e linhas.

Trens como aquele em que a lâmpada incandescente está pendurada, eram comuns no RJ nos anos 90, principalmente na primeira metade da década, hoje, não existem.

As Estações estão em bom estado, mais limpas, seguras e bem sinalizadas, com uma padronização implantada pela SuperVia que atingiu a totalidade do sistema. (coisa que nem a CPTM conseguiu)

Há o que melhorar? Sim, e destaco: Aumentar o número de composições, aumentar o número de composições com ar condicionado, e melhorar o sistema de sinalização das vias. Recebo a notícia com certo receio, pois o setor avançou muito no Rio!

Sobre espancamentos: É só embarcar em uma estação mais próxima das pontas de linha da CPTM, os espancamentos são frequentes, fruto dos famosos "terceirizados"...

Ricardo Sandre
May 17th, 2009, 02:54 PM
O Rio precisa melhorar muito o seu sistema de transporte ferroviário e metroviário se pretende chegar a condição de ser uma metrópole moderna, a exemplo de São Paulo que parece estar fazendo muito bem o seu dever de casa.
A única forma de eliminar engarrafamentos nas vias urbanas é ter um sistema de transporte coletivo eficaz, com linhas metroviarias e ferroviarias que atendam todos os pontos do tecido urbano.