Pedaum
May 11th, 2009, 05:27 AM
Inspirado nas maiores séries de threads de bairros e cidades de todo o skyscrapercity, eu Pedaum, lanço agora a mais nova série de threads que prometem divulgar Teresina, traçando um guia fotográfico completo da Cidade Verde. Com vocês "Ângulos de Teresina".
Episódio de hoje:
Poti Velho: muito antes da capital.
Mais do que um rio importante, o Parnaíba conta muito da história do Piauí. Durante muitos anos, principalmente quando não existiam estradas, o Velho Monge (como é carinhosamente é chamado) serviu como elemento de integração do Estado. Atavés de suas águas muitas cargas de gado, borracha de maniçoba, cera de carnaúba, coco babaçú dentre outras foram transportadas "rio abaixo, rio arriba", "pelas quebradas, pelas várzeas e chapadas". Águas exaltadas no Hino do Piauí, no seu brasão e no coração de muitos poetas como o saudoso Da Costa e Silva.
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VapornoParnaba06.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VapornoParnaba02.jpg
Uma das histórias que o Parnaíba conta, é em parte também contada pelo grandioso Poti. A história da Vila do Poti, hoje bairro da Vila Nova do Poti, mais conhecida como Teresina, a capital do Piauí.
Antes de 1760 a região da barra do rio Poti já era habitada por comunidades de pescadores. Devido a sua excelente posição geogáfica na confluencia dos rios Poti e Parnaíba em pouco tempo a localidade viu sua população se mutiplicar, transformando-se num dos mais importantes centros comerciais da região do Parnaíba, antecipando uma das vocações da futura Teresina. Devido ao extraordinário crescimento demográfico em 1832, a povoação foi elevada a condição de vila.
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VapornoParnaba062.jpg
Assolada por febres endêmicas e enchentes, em 1942 a vila foi autorizada por lei a ser transferida para um local mais seguro, porem como as enchentes cessaram por um tempo, a determinação caiu no esquecimento. Aproveitando-se desta lei o Conselheiro Saraiva, então governador da província, a utilizou para realizar a transferencia da capital para a Vila Nova do Poti, atualmente Teresina.
A antiga vila virou o Poti Velho hoje bairro de Teresina famoso pelas ceramicas artesanais famosas nacionalmente e por um dos mais famosos pontos turísticos da capital: o encontro das águas.
1ª sede Igreja de N. S. do Amparo. Em 1852 a igreja foi "transferida" para o centro da Vila Nova do Poti (atual centro de Teresina)
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VilaVelhadoPoti.jpg
1ª sede Igreja de N. S. do Amparo hoje
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07146.jpg
Escola Estadual que provavelmente foi residência das elites da Vila Velha do Poti
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07150.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07152.jpg
Parque Ambiental Encontro dos Rios
Dia das Mães. Dia de movimento intenso no Parque
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07183.jpg
Cabeça-de-Cuia, representação de uma das mais famosas lendas teresinenses localizada no Parque Ambiental Encontro dos Rios
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07176.jpg
Síntese da lenda:
Relata a história de um pescador (Crispim) que morava na antiga vila do Poty com sua mãe viúva. Um dia, ao chegar em casa de uma pescaria mal sucedida, encontra sua mãe, que havia terminado de preparar um único prato de feijão com um corredor de boi. Enraivecido com aquela situação de estrema miséria, passa a espancar impiedosamente sua pobre mãe com o dito osso de boi. Esta caiu ao chão do terreiro. Num último suspiro antes de morrer lhe desfere uma maldição: “Serás transformado num monstro, filho ingrato!”, em pleno horário de meio dia (que no dito popular é a hora em que os anjos cantam salmos e dizem amém).
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07175.jpg
A maldição diz que Crispim se transformou em um ser monstruoso com o corpo mais ou menos em configuração de gente, mas com uma aparência grotesca e cabeça em forma de cabaça (daí seu nome de cabeça-de-cuia).
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07155.jpg
Segundo a maldição, o Cabeça-de-Cuia vive nas águas do rio Parnaíba em uma metade do ano e na outra metade ruma para o rio Poty e aparece para as pessoas na cheia do rio em dia de lua cheia. Diz também a lenda que ele costuma passar algum tempo incorporado em algum louco que perambula pelas ruas de Teresina. Sua maldição só acabará no dia que conseguir devorar sete mulheres virgens de nome Maria.
Marias, TEMAM! Ao visitar Teresina CUIDADO!
Trilhas do parque
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07174.jpg
Manifestações culturais no parque
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07157.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07158.jpg
Rio Parnaíba
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07168.jpg
Rio Poti. Ao fundo ponte dos 100 dias
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07179.jpg
Encontro dos rios Poti e Parnaíba. Assim como o Negro e o Solimões, a água dos dois não se misturam, porém como as fotos são do período das chuvas não dá pra ver....Ahhhh...
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07153.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07160.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07161.jpg
Babaçuais maranhenses em Timon, do outro lado do Parnaíba.
Dizem que a única coisa bonita em Timon é a vista de Teresina, taí uma prova de que não é bem assim!
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07162.jpg
Foto do Keyser_Soze, das águas que não se misturam
http://farm4.static.flickr.com/3584/3416640888_1e566c1d84_o.jpg
O Poti Velho se localiza na região Norte de Teresina, região cheia de lagoas que na época de chuvas enchem e logo após eutrofizam. Um dos projetos da prefeitura nesta área é o Lagoas do Norte (clique aqui!) (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=790210), que objetiva a reurbanização da região.
Lagoa dos Oleiros
Origem do nome: O bairro era e ainda é famoso pelas olarias, mas aí veio a prefeitura e resolveu introduzir as ceramicas. A idéia rendeu, os novos ceramistas ganharam um pólo cerâmico, onde o turista pode comprar e ver o preparo das cerâmicas. Hoje as cerâmicas são conhecidas nacionalmente.
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07184.jpg
O Poti Velho não é só isso, mas foi o que deu pra fotografar...
Episódio de hoje:
Poti Velho: muito antes da capital.
Mais do que um rio importante, o Parnaíba conta muito da história do Piauí. Durante muitos anos, principalmente quando não existiam estradas, o Velho Monge (como é carinhosamente é chamado) serviu como elemento de integração do Estado. Atavés de suas águas muitas cargas de gado, borracha de maniçoba, cera de carnaúba, coco babaçú dentre outras foram transportadas "rio abaixo, rio arriba", "pelas quebradas, pelas várzeas e chapadas". Águas exaltadas no Hino do Piauí, no seu brasão e no coração de muitos poetas como o saudoso Da Costa e Silva.
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VapornoParnaba06.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VapornoParnaba02.jpg
Uma das histórias que o Parnaíba conta, é em parte também contada pelo grandioso Poti. A história da Vila do Poti, hoje bairro da Vila Nova do Poti, mais conhecida como Teresina, a capital do Piauí.
Antes de 1760 a região da barra do rio Poti já era habitada por comunidades de pescadores. Devido a sua excelente posição geogáfica na confluencia dos rios Poti e Parnaíba em pouco tempo a localidade viu sua população se mutiplicar, transformando-se num dos mais importantes centros comerciais da região do Parnaíba, antecipando uma das vocações da futura Teresina. Devido ao extraordinário crescimento demográfico em 1832, a povoação foi elevada a condição de vila.
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/VapornoParnaba062.jpg
Assolada por febres endêmicas e enchentes, em 1942 a vila foi autorizada por lei a ser transferida para um local mais seguro, porem como as enchentes cessaram por um tempo, a determinação caiu no esquecimento. Aproveitando-se desta lei o Conselheiro Saraiva, então governador da província, a utilizou para realizar a transferencia da capital para a Vila Nova do Poti, atualmente Teresina.
A antiga vila virou o Poti Velho hoje bairro de Teresina famoso pelas ceramicas artesanais famosas nacionalmente e por um dos mais famosos pontos turísticos da capital: o encontro das águas.
1ª sede Igreja de N. S. do Amparo. Em 1852 a igreja foi "transferida" para o centro da Vila Nova do Poti (atual centro de Teresina)
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1ª sede Igreja de N. S. do Amparo hoje
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07146.jpg
Escola Estadual que provavelmente foi residência das elites da Vila Velha do Poti
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Parque Ambiental Encontro dos Rios
Dia das Mães. Dia de movimento intenso no Parque
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Cabeça-de-Cuia, representação de uma das mais famosas lendas teresinenses localizada no Parque Ambiental Encontro dos Rios
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07176.jpg
Síntese da lenda:
Relata a história de um pescador (Crispim) que morava na antiga vila do Poty com sua mãe viúva. Um dia, ao chegar em casa de uma pescaria mal sucedida, encontra sua mãe, que havia terminado de preparar um único prato de feijão com um corredor de boi. Enraivecido com aquela situação de estrema miséria, passa a espancar impiedosamente sua pobre mãe com o dito osso de boi. Esta caiu ao chão do terreiro. Num último suspiro antes de morrer lhe desfere uma maldição: “Serás transformado num monstro, filho ingrato!”, em pleno horário de meio dia (que no dito popular é a hora em que os anjos cantam salmos e dizem amém).
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07175.jpg
A maldição diz que Crispim se transformou em um ser monstruoso com o corpo mais ou menos em configuração de gente, mas com uma aparência grotesca e cabeça em forma de cabaça (daí seu nome de cabeça-de-cuia).
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07155.jpg
Segundo a maldição, o Cabeça-de-Cuia vive nas águas do rio Parnaíba em uma metade do ano e na outra metade ruma para o rio Poty e aparece para as pessoas na cheia do rio em dia de lua cheia. Diz também a lenda que ele costuma passar algum tempo incorporado em algum louco que perambula pelas ruas de Teresina. Sua maldição só acabará no dia que conseguir devorar sete mulheres virgens de nome Maria.
Marias, TEMAM! Ao visitar Teresina CUIDADO!
Trilhas do parque
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07174.jpg
Manifestações culturais no parque
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http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07158.jpg
Rio Parnaíba
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Rio Poti. Ao fundo ponte dos 100 dias
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07179.jpg
Encontro dos rios Poti e Parnaíba. Assim como o Negro e o Solimões, a água dos dois não se misturam, porém como as fotos são do período das chuvas não dá pra ver....Ahhhh...
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07153.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07160.jpg
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07161.jpg
Babaçuais maranhenses em Timon, do outro lado do Parnaíba.
Dizem que a única coisa bonita em Timon é a vista de Teresina, taí uma prova de que não é bem assim!
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07162.jpg
Foto do Keyser_Soze, das águas que não se misturam
http://farm4.static.flickr.com/3584/3416640888_1e566c1d84_o.jpg
O Poti Velho se localiza na região Norte de Teresina, região cheia de lagoas que na época de chuvas enchem e logo após eutrofizam. Um dos projetos da prefeitura nesta área é o Lagoas do Norte (clique aqui!) (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=790210), que objetiva a reurbanização da região.
Lagoa dos Oleiros
Origem do nome: O bairro era e ainda é famoso pelas olarias, mas aí veio a prefeitura e resolveu introduzir as ceramicas. A idéia rendeu, os novos ceramistas ganharam um pólo cerâmico, onde o turista pode comprar e ver o preparo das cerâmicas. Hoje as cerâmicas são conhecidas nacionalmente.
http://i597.photobucket.com/albums/tt51/pdernesto/DSC07184.jpg
O Poti Velho não é só isso, mas foi o que deu pra fotografar...