View Full Version : Famous Angolan people | Angolanos Famosos


Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:11 PM
This thread is dedicated to shed some light on all famous Angolan people in the culturallife (like fashion artists, famous writers, poets etc.)

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:12 PM
Angolan Film Director called Maria João Ganga

http://www.afrik.com/IMG/arton7188.jpg

http://4.bp.blogspot.com/__bDJqtOxUbU/SEg7OF5Z2OI/AAAAAAAAC4s/Se1-wP34CWo/s1600/New%2BPicture%2B(4).jpg


Maria João Ganga (born in Huambo, Angola, 1964) attended the ESEC Film School in Paris. She was assistant director on several documentaries, including ROSTOV-LUNDA by Abderrahmane Sissako. She has also written and directed for theatre. Hollow City (Na Cidade Vazia) is the first full length movie directed by Maria João Ganga which was released in 2003. The film is one of the first to be produced in Angola since the end of the civil war and the first film produced by an Angolan woman. Filming was done on location in Angola in the capital city of Luanda. International versions of the film are in the Portuguese language with English and French subtitles.

PS: "The Hero" is her second film. I watched it, too. I loved it! It was well played but very sad.

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:14 PM
Famous Angolan journalist and novel writer called "Luis Fernando"

http://www.uea-angola.org/midia/imagens/small/luis_fernando.jpg






É jornalista e autor de várias obras literárias

Luís Fernando nasceu em 1961 na província do Uíge. É Licenciado em Jornalismo pela a Universidade de Havana (Cuba) e é actual director do Jornal de Angola. Autor dos livros "90 palavras", "A saúde do Morto" e "João Kyomba em Nova York", Luís Fernando juntou recentemente a obra literária ao "Clandestinos no Paraíso" ao seu currículo.

Aug 31/2006
Fonte: Angola Acontece

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:17 PM
Famous Angolan author called "Mendes de Carvalho"

http://rubelluspetrinus.com.sapo.pt/mendes.jpg

Uanhenga Xitu nasceu Agostinho André Mendes de Carvalho em Calomboloca, Icolo e Bengo, a 29 de Agosto de 1924. Em 1959 foi preso no quadro do chamado “Processo dos 50” e enviado para o Campo de Concentração do Tarrafal, onde permaneceu de 1962 a 1974.

Por força da sua actividade política, este Enfermeiro de profissão, que estudou mais tarde Ciências Políticas, foi Governador de Luanda, Ministro da Saúde, Embaixador na Alemanha e Deputado à Assembleia Nacional, onde se mantém na actualidade.

Foi na cadeia, por influência de amigos, com os também escritores e poetas António Jacinto e António Cardoso, que Mendes de Carvalho começa a escrever e cria alguns dos mais emblemáticos personagens da história da nossa Literatura, como Kahitu e Mestre Tamoda.

Dessa época lamenta a perda de textos importantes:
- «Eu e os meus companheiros, pela vigilância apertada e brutalidade dos guardas e de outras entidades prisionais, vimos confiscados, além da correspondência familiar e documentos, trabalhos literários de grande valor que nunca mais recuperámos»

Mendes de Carvalho falou perante uma plateia emprenhada de juventude na União dos Escritores Angolanos (UEA), cinco dias antes de completar 81 anos de vida, ladeado por dois grandes amigos e companheiros de longa data: Pepetela e Ndunduma. Na mesa também se encontrava o Secretário-Geral da UEA Botelho de Vasconcelos.

Uanhenga Xitu tem publicado: Meu Discurso (1974); Mestre Tamoda (1974); Bola com Feitiço (1974); Manana (1974); Vozes na Sanzala-Kahitu (1976); Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem (1980); Os Discursos de Mestre Tamoda (1984); O Ministro (1989); Cultos Especiais (1997); Os Sobreviventes da Máquina Colonial Depõem (reedição 2002); O Ministro (reedição 2005).

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:19 PM
A Female Angolan Writer called Ana Paula Tavares




http://www.gezett.de/tavares_ana-paula/images/2004554_5411.jpg




Ana Paula Tavares (Angola)

Nasceu no Lubango, Huíla, Sul de Angola, em 1952. É historiadora angolana, tendo obtido o grau de Mestre em Literaturas Africanas de Língua Portuguesa pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. A autora vem atuando em várias atividades ligadas à literatura e à história africana. Foi membro do júri do Prêmio Nacional de Literatura de Angola nos anos de 1988 a 1990 e responsável pelo Gabinete de Investigação do Centro Nacional de Documentação e Investigação Histórica, em Luanda, de 1983 a 1985. Em 1999, publicou vários estudos sobre a história de Angola na revista "Fontes & Estudos", de Luanda.

Obra poética:

Ritos de Passagem, 1985, Luanda, União dos Escritores Angolanos;

O Lago da Lua, 1999, Lisboa, Editorial Caminho.

Dizes-me coisas amargas como os frutos, 2001, Lisboa, Editorial Caminho.

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:26 PM
A famous Angolan writer called "Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos"

http://www.princeclausfund.org/shared_images/awards/pepetela_99.jpg





Artur Carlos Maurício Pestana dos Santos (born in Benguela, Angola, in 1949) is a major Angolan writer of fiction. He writes under the name Pepetela.

A white Angolan, Pepetela fought as a member of the MPLA in the long guerrilla war for Angola's independence. Much of his writing deals with Angola's political history in the twentieth century. Mayombe for example is a novel that portrays the lives of a group of MPLA guerrillas who are involved in the anti-colonial struggle, Yaka follows the lives of members of a white settler family in the coastal town of Benguela and A Geração da Utopia reveals the disillusionment of young Angolans during the post-independence period.

After the country's liberation from Portugal, he assumed the post of Minister of Education and later became a professor of sociology at the University of Angola, now known as the University of Agostinho Neto.

Pepetela won the Camões Prize, the world's highest honour for lusophone literature, in 1997.

Publications:

* Parábola do Cágado Velho
* Ngunga's Adventures: A story of Angola (in Portuguese, As Aventuras de Ngunga), 1972
* Muana Puó, 1978
* Mayombe, 1980
* Yaka, 1984
* O Cão e os Caluandas, 1985
* Luandando, 1990
* Lueji, o Nascimento de um Império, 1990
* A Geração da Utopia, 1992
* The Return of the Water Spirit (in Portuguese, O Desejo de Kianda), 1995
* The Glorious Family (in Portuguese, A Glorioso Família), 1996
* A Montanha da Água Lilás, 2000
* Jaime Bunda, agente secreto, 2001
* Jaime Bunda e a morte do americano, 2003

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:34 PM
Famous Angolan novelits and journalists

http://farm3.static.flickr.com/2169/2520794716_35a2062a72.jpg?v=0

http://www.cca.ukzn.ac.za/images/tow/TOW2006/img/Agualusa/agualusa02.jpg

José Eduardo Agualusa (Angola)

José Eduardo Agualusa was born in Huambo, Angola, in 1960, spent many years in Lisbon, moved to Rio de Janeiro in 1998, and returned to Luanda in 2004. He has published several novels, collections of short stories and a volume of poetry and is also a freelance radio and newspaper journalist.

For Agualusa, the Portuguese in which he writes is no longer the language of the former colonial powers, but “has become an African language by incorporating terms, expressions, the rhythms and the feelings of the people of Angola”.

Agualusa's first novel, A Conjura (The Conspiracy) appeared in 1989. The central theme of this historical novel, set in Sao Paulo de Luanda between 1880 and 1911, is the merging of cultures in modern Angolan society. The author paints the portrait of a society shaped by contradictions, in which only those who adapt have any prospect of success, i.e. those who are open to other races and cultures. For Agualusa, the Creole minority is at the heart of this development. He belongs to this social group himself and describes its mounting self-confidence in his second novel, A Feiro dos Assombrados (The Market of the Damned), as the root of an Angolan “proto-nationalism”.

In 1993 Agualusa published Lisboa Africana , (African Lisbon) in collaboration with Fernando Semedo and the photographer Elza Rocha. This documents the varied cultural inroads which the African population have made into Portuguese society. In his 1996 contemporary novel Estaçao das chuvas (The Rainy Season) he weaves an autobiography, fact and fiction, into a sober social commentary around the invented life story of the Angolan poet and historian Lidia do Carmo Ferreira. The first-person narrator presents the reader with the devastating consequences of 30 years of fighting and civil war in a painfully vivid and troubling manner.

Agualusa borrowed the central character in his most ambitious novel, in terms of theme and formal composition, Naçao Crioula , from an epistolary novel by the great Portuguese writer Eça de Queiroz (1845-1900). He broadens the stimulating literary exercise by projecting the perspective of the colony of Angola on Europe and on Brazil, which was mainly colonised by settlers sailing from Angola.

Agualusa's 2004 novel O Vendedor de Passados (The Genealogy Salesman) drew the following praise from Richard Bartlett, the editor of the African Review of Books: “O Vendedor de Passados is a work filled with beautiful constructions, images exquisite in their metaphorical disturbances. It is a tale of modern life conducted within the confines of imagined worlds, of indifferent communities, of individuals striving to be remembered for the lies and forgotten for the truths.”

Bibliography

A Conjura (1989)
Coração dos Bosques (1991)
A Feiro dos Assombrados (1992)
Lisboa Africana (1993)
Estação das Chuvas (1996)
Nação crioula (1997)
Ein Stein unter Wasser (1999)
Um estranho em Goa (2000)
Creole (2002)
O Ano em que Zumbi Tomou o Rio (2002)
La saison des fous (2003)
O Vendedor de Passados (2004)

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:35 PM
Elisabeth Santos: Famous Angolan fashion designer and artist

http://www.modaluanda.com/get_document.php?id=138&max_width=300

Colecção “Liberdade”

Com mais de 20 anos de carreira, Elisabeth Santos é a única estilista angolana que marcou presença em todas as 10 edições do Moda Luanda realizadas até hoje. Com um estilo acentuadamente africano, esta criadora de moda dedica-se igualmente a profundas pesquisas sobre os trajes tradicionais angolanos, tendo percorrido praticamente todos os museus que subsistem pelas províncias de Angola, e contactado com os “mais velhos” em busca de dados que lhe permitam manter vivo este importante legado cultural. Para 2007 “Liberdade” é o nome da sua colecção onde utiliza tecidos africanos e outros como seda, tafetá, organza, sablé, chantung e linho. As roupas são ornamentadas com galões, cordões e fitas, bordados e entrelaçados. Cores suaves propícias para o verão predominam nesta sua colecção.

Atelier
Bairro do Saneamento, Rua Governador Silva de Carvalho nº55
Luanda- Angola
Telefax +244 222332638
Cel +244 923 319480

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:38 PM
Vadinho Pina: Angolan fashion designer


http://www.modaluanda.com/get_document.php?id=145&max_width=300


Colecção “Exótico”

O jovem criador de moda marca a sua 2ª presença no Moda Luanda, com uma colecção que o mesmo descreve como sendo “de peça única, com estilo clássico, onde todas as peças seguem o mesmo padrão de cor, o creme”. Vadinho Pina terá bermudas, calças, casacos, chapéus, chinelas, pastas, túnicas e calções. “Esta será uma colecção muito extravagante mas ao mesmo tempo clássica, com cortes assimétricos mas não fugindo à tendência africana. Ela foi inspirada em mim próprio!”

Atelier
Rua J, casa nº 85ª- Bairro do São Paulo
Telf. 923 619423

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:40 PM
Angolan Fashion Designers Tekasala Ma’at Nzinga & Shunnoz Fiel

http://www.modaluanda.com/get_document.php?id=148&max_width=300



Colecção “Mental”

Marcam a sua segunda presença no Moda Luanda depois da estreia no ano passado. “Para esta colecção apresentamos um catálogo que resulta do casamento entre o vestuário clássico e as novas ideias do milénio, ou melhor o tradicional e o novo. Esta colecção é uma onda de carácter dualista. Nasceu não só para cobrir o corpo físico mas também para ilustrar ao corpo mental da sociedade angolana que o estilismo começa dentro do ser humano, e que o segredo da moda reside na liberdade do pensamento de cada um. Assim, propomos um guarda-fato diferente e colorido, realçando a simbiose perfeita entre as cores que se encontram ao nosso redor. Na natureza. Declaramos morte à CROMO-FOBIA (medo das cores) e à FASHION-FOBIA (medo da novidade), e assim abrindo portas para a CROMO-TERAPIA (que é a terapia das cores) e para a FASHION-TERAPIA (que é a terapia da novidade). Enfim, o renascimento e o reencontro da nossa masculinidade.

“Mental Moda”
Rua dos Enganos nº3- Kinaxixi (Telf. 923 649078/ 923 330884/ 923 345070/ 924 538354)
Luanda- Angola
Email: tekasala@hotmail.com
“Mental 2”
Av. 21 de Janeiro S/N- Morro Bento- Luanda (Telf. 923 649078)
Luanda- Angola
Boutique “Kupesa”
Rua Calçada Paiva de Andrade nº21 (junto ao parque de estacionamento Lumenge)- Mutamba (Telf. 923 441060/ 923 649078)
Luanda- Angola
Benguela
Rua do Kassanga Bar
Benguela- Angola

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 12:58 PM
Angolan Fashion designers “Rukilya” de Rucka Santos e Ilya Machado


http://www.modaluanda.com/get_document.php?id=144&max_width=300




Colecção “África Romântica”

Após aproximadamente dois anos fora do calendário de moda Angolana, a dupla de criadores volta com uma colecção dedicada às mulheres.
Irreverentes e acima de tudo ousados, Rucka e Ilya referem-se a ela como “através dos nossos olhos”, e entregam-se ao desafio de participar pela primeira vez no Moda Luanda para exibir a colecção “África Romântica”.
Os tecidos escolhidos são os panos africanos com estampas marcantes, misturadas com musseline e algodão. O corte consiste em modelos soltos e confortáveis. O uso dos talhos balonet e trapézio são a aposta forte. Sem perder de vista a fusão do clássico com o despojado “trademark dos criadores”, eles assumem a feminilidade de forma evidente nos seus vestidos com drapeados e plissados.

Loja “UNYKA”
Rua Duarte Lopes nº21, R/C- Ingombotas
Telef. 924984666
Email: serunyka@gmail.com
Luanda- Angola

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 01:07 PM
two of his poems

No tempo,
em que as pacaças entravam"

no tempo
em que as pacaças entravam
pelos povoados
o vôo alvoraçado das perdizes
carregava sonhos
que
a mãozinha inerme de criança
feliz
agarrava ao lusco-fusco dos muxitos
no tempo
em que as pacaças entravam
pelos povoados

(Na leveza do luar crescente)


"Oh flor da noite,
onde todo o orvalho se perde"

Oh flor da noite
onde todo o orvalho se perde

teus olhos
não são estrelas
não são colibris

teus olhos
são abismos imensos
onde na escuridão
todo um passado se esconde

teus olhos
são abismos imensos
onde na escuridão
todo um futuro se forma

oh flor da noite
onde todo o orvalho se perde

teus olhos
não são estrelas
não são colibris

Matthias Offodile
September 3rd, 2008, 01:08 PM
Angolan Poet called "Arlindo do Carmo Pires Barbeitos"

http://www.sanzalangola.com/imageset/img076.gif

Arlindo do Carmo Pires Barbeitos (born in Catete, Bengo province, Angola) is an Angolan poet.

He fled Angola in 1961 for political reasons, settling for a while in Frankfurt where he obtained a doctorate in anthropology and sociology. He returned to Angola in 1975 where he worked at the University of Angola.

He writes in Portuguese, and his work is influenced by the African verbal tradition, and Chinese and Japanese poetry.

Significant publications:

* Angola Angolê Angolema (1975)
* Nzoji (Sonho) (1979)
* Fiapos de Sonho (1990)
* Na Leveza do Luar Crescente (1998)

Barragon
September 3rd, 2008, 02:09 PM
Boas informações :yes:

skytrax
September 3rd, 2008, 06:58 PM
Elisabeth Santos: Famous Angolan fashion designer and artist

http://www.modaluanda.com/get_document.php?id=138&max_width=300

Eu conhelo ela, é amiga da minha mãe e faz umas roupas bem giras. :cheers:

angcammoc
September 5th, 2008, 01:49 AM
Modelos Angolanas do ksmodels

http://photos4.hi5.com/0005/261/747/17zQK9261747-02.jpg

Nadia Costa
http://photos3.hi5.com/0006/702/450/HjfAde702450-02.jpg

Nina
http://photos4.hi5.com/0009/325/799/aR9Sy.325799-02.jpg

christelle cozema
http://photos2.hi5.com/0009/149/657/zkKh02149657-02.jpg

Matthias Offodile
September 5th, 2008, 07:32 PM
woow, those last pics are very nice!:cheers:

I will put them in the Angolan women thread , too if you don´t mind!

Matthias Offodile
September 6th, 2008, 12:07 AM
Angolan famous fashion designer Lisete Pote


in the middle

http://a805.ac-images.myspacecdn.com/images01/100/l_8990c1fd2914e78aed4745d78399a88c.jpg

on the right

http://a498.ac-images.myspacecdn.com/images01/112/l_9f23299bf15e787a2f100d18ba3964b9.jpg

Matthias Offodile
September 6th, 2008, 12:10 AM
Eu conhelo ela, é amiga da minha mãe e faz umas roupas bem giras. :cheers:

skytrax, are you sure? Then this is really a coincidence!:)

Please help me to fill up the thread, if time allows... you certainly know more famous people from your country than me.

skytrax
September 6th, 2008, 12:55 AM
skytrax, are you sure? Then this is really a coincidence!:)

Please help me to fill up the thread, if time allows... you certainly know more famous people from your country than me.

Yes off course i am sure. I will do my best, but if I were in Angola that would be much easier (my is the one who knows personally a lot of famous persons). And right now I can only do search on the net.

MBA-Congo
September 6th, 2008, 02:24 AM
The Life of Queen Nzingha

Nzingha was born in 1582, to her father Ndabi Kiluanji and mother Kanjela. Kiluanji’s mother did not approve of this so he married somebody more suitable first and then married Kanjela.

Before Nzingha was born they had a son Nbadi in 1579, the boy was useless, fat, and lazy. In 1582 Nzingha was born she was more promising, athletic, smart; the only problem is that she was a girl. Then Kiluanji had two other daughters: one in 1584 named Mukambu, and one in 1587 named Kifunji.

Nzingha was good at hunting, archery, diplomacy, and trade. Nzingha hated her half-brother Mbadi. She picked fights with him all the time. She had a different relationship with her sisters they got along very well. Her sisters went with her when she went hunting. Mbadi got training but all he did was complain, eat, and whine.

Nzingha married a prince named Azeze they had a child. Unfortunately Azeze died in a war a few years later. Her sisters also lost their husbands in a battle. In 1617, Kiluanji died and the pathetic Mbadi was left to rule Ndongo**. Mbadi ordered the death of all who opposed him.

Nzingha’s mother and son were killed, Mbadi would have killed Nzingha but an outcry would arise. Nzingha had promised her father that she would keep the Portuguese out. There were many Portuguese traders and their job was to capture and sell Mbundu people. Thousands of Ndongo people were captured. When Nzingha was invited to the Portuguese city of Luanda she refused a seat and her male servant made a human bench.

Nzingha also made a peace agreement and also got baptized and took the name Ana de Sousa in honor of the governor Joao Carreida de Sousa. There was a rumor that the only reason that she got baptized was to earn respect from the Portuguese.

Nzingha returned to Kabasa and found Mbadi dead, supposedly Nzingha had him killed. Now that there was no leader, the Portuguese burned Kabasa to the ground. Nzingha took her people and fled to the mountains for a few years. Nzingha arranged for an army to fight back.

For the next forty years, Nzingha was fighting against the Portuguese. Her two sisters were captured in the war; but they both returned safely. Unfortunately Kifunji died from battle wounds.

Nzingha lead many battles and signed many peace treaties, some with the Portuguese and some with the Dutch. Everyone called her Queen of Matamba because she ruled the Matamba Mountains. Nzingha died in 1663 at the age of 82. Her sister took the seat of power as head of Mbada. Nzingha was buried in her leopard skin and bow and arrow.

And this is the life of Queen Nzingha.

MBA-Congo
September 6th, 2008, 02:25 AM
what ever happened to african last names in angola?

skytrax
September 6th, 2008, 03:27 AM
Only few people still have those kind of last names in Angola. De most of them are portuguese..

MBA-Congo
September 6th, 2008, 03:51 AM
Only few people still have those kind of last names in Angola. De most of them are portuguese..

how did that happen? One of my uncles wife is Angolan from Bie, her last name was Fernandez, I couldn't stop laughing my ass off. An African named Fernandez, an African ez. Whenever they argued my uncle would attack her on that, calling her Latin Africa, complaining that she often dressed and carried herself like a latin woman. I still don't understand how few people can still have those kind of names like their not African or in Africa. Angola needs to get their cultural names back. We have hosted alot of Angolan in our place in the states mostly from Newark New Jersey alot of Angolan reside there and this was always a contested debate. How did they get those last names?

skytrax
September 6th, 2008, 04:59 AM
People in Angola don't really care for own culture anymore. For exemplo, you don't see women dressed as african like in other african states, and we nearly don't speak national linguages (nobody cares). Culture in Angola is quite same as USA, with a little african taste.

skytrax
September 6th, 2008, 05:05 AM
http://www.angolaacontece.com/pictures/245.jpg

Barceló de Carvalho nasce a 5 de Setembro de 1942, em Kipiri, na província do Bengo, a norte de Luanda, em Angola. Filho de Pedro Moreira de Carvalho, natural de Luanda, e de Ana Raquel, do norte de Angola. Barceló é o terceiro filho de uma família composta por mais nove irmãos.

A família tratava-o carinhosamente por Zeca. A sua infância foi passada em bairros como os Coqueiros, Imgombotas, Bairro Operário, Rangel, e no Marçal. Aí vive-se um ambiente intimista de perservação das músicas e tradições angolanas, marginalizadas pela dominação colonialista presente na época. O folclore dos musseques (bairros pobres) cedo fascinou o pequeno Zeca e por isso começou a frequentar e a participar das turmas dos bairros típicos de Angola, onde iniciou a sua actividade musical. Foi no bairro do Marçal que fundou o grupo "Kissueia". Barceló resolve criar o seu próprio estilo musical, afirmando a especificidade da cultura angolana, numa época muito conturbada.

Bonga é produto de uma geração aguerrida e marginalizada que resiste à aculturação da sociedade marginal através do respeito pela música tradicional de Angola. A cultura angolana era dominada pela colonização portuguesa de então, daí que tanto a língua como a música tradicional fossem descriminadas e impedidas de se manifestar em plenitude.

Bonga cria uma fusão entre a sua pessoa e a música de Angola, tornando-as indissociáveis e tendo como maior estandarte, o Semba, um ritmo tradicional angolano correspondente ao [[samba] brasileiro, mas percursor deste.

Bonga também interpretou géneros musicais cabo-verdianos, sendo responsável pela adulteração da coladeira “Sodade” para uma morna, 18 anos antes de Cesária Évora a tornar mundialmente famosa.

Bonga recebeu inúmeros prémios de popularidade e homenagens relativamente à sua obra, onde conta com distinções varias, medalhas e discos de ouro e de platina. Bonga tem manifestado inúmeras vezes a sua solidariedade e altuismo dando concertos de benificência para instituições como a MRAR, a Anistia International, FAO, ONU, UNICEF e também este concerto que se realizará no C.C.F. a 31 de Janeiro, reverterá a favor da ação missionária dos Capuchinhos em Angola. Para além disso tem participado em CD's como por exemplo "Em Português Vos Amamos" dedicado a limor, "Paz em Angola" ou ainda "Todos Diferentes, Todos Iguais", um marco na luta contra o racismo.

Tem mais de 300 composições da sua autoria, 32 álbuns, 6 video-clips, 7 bandas sonoras de filmes, e álbuns com inúmeras reedições em todo mundo.

Seus temas têm sido interpretados por ilustres artistas como no Brasil Martinho da Vila, Alcione e Elsa Soares, em França, Mimi Lorca, na República Democrática do Congo, Bovic Bondo Gala, no Uruguai, Heltor Numa de Morais, e muitos artistas angolanos da nova vaga.

Bonga, com mais de trinta anos de carreira, é recordista de vendas dos seus 32 álbuns, em todo o mundo, convidado para muitos espetáculos que contribuem para a imagem positiva do seu país.

I love his songs!! :cheers:

MBA-Congo
September 6th, 2008, 06:52 AM
People in Angola don't really care for own culture anymore. For exemplo, you don't see women dressed as african like in other african states, and we nearly don't speak national linguages (nobody cares). Culture in Angola is quite same as USA, with a little african taste.

That's why I'm always intrigued about Angola. Names, where I'm from means alot, the name connects you to the very soil and people who are buried underneath. Every village where I'm from is named after a ruling king of our tribe. Names are important wouldn't want to lose that for anything. Names carries a deep rooted history. Don't be cut from your roots Angola.

Culture in Angola is not quite like the USA, USA has no culture but the culture of induglence. Materalism is what defines American Culture, american culture is not rooted to the earth in which american live. America's culture is in a constant change, trust me on that been all over the states to know you can't define an american. But as an Angolan you aren't uprooted from your native land so why choose a foriegn name? But having said that Angola has always been regarded in the Congo as our sister country. Majority of the people in Angola trace thier roots to either Bas Congo, Bandundu, Kasai, and Katanga. So our names aren't that different.

skytrax
September 6th, 2008, 04:55 PM
well I know a lot of people in Angola and every single of them have and european or americam name (myself too). what I said about USA is quite true because the are very influncial in globalisation, people in Angola tend to follow in the same way (in archietecture, music sometimes, literature)...

Matthias Offodile
September 6th, 2008, 06:17 PM
please no endless debates, let´s just stick to plain information,:master: if people want to discuss names, please open a separate thread but let´s leave this thread clean of endless discussions. MBA Congo, if you find anything pressing to talk it over, the Skybar section is yours!:)

Bonga is a musician and desserves a seperate thread.

We currently have four threads

Angolan Women
Angola Sports
Angola Cultural Life

We should transfer the thread about Angolan music from the old section to the new section!

Matthias Offodile
September 6th, 2008, 08:12 PM
Fashion Week for Lubango :cheers:




Mais de 20 manequins desfilam hoje no "Huíla Fashion Week"

27-08-2008 6:06

Lubango - Vinte e oito manequins desfilarão sexta-feira, no Shopping Center "Millenium", no Lubango, na edição 2008 do "Huíla Fashion Week" (Semana de Moda Huilana), numa promoção da Vitor's Modells, inserido nas Festas da Senhora do Monte.

Em declarações à Angop, a promotora do evento, Victória Garcia fez saber estarem criadas as condições para o desfile dos 28 manequins, dos quais 16 provenientes de Benguela, Luanda, Cabinda, Cunene e Huíla.

A promotora destacou para esta edição, a integração de boutiques locais e, sobretudo, de um estilista do Lubango, Phill Sama, "um jovem que vem apresentando colecções destacáveis com acabamentos perfeitos".

"(...) a nível nacional está convidada a estilista Liseth Pôte, que vem representando esta actividade há já três anos e outros novos talentos", frisou.

Quanto as tendências, Victória Garcia disse não haver uma escolha direccionada, todos os estilos serão representados, com destaque para roupas europeias com traços africanos.

Pelo menos mil e 500 pessoas vão assistir ao evento, que já faz parte do programa cultura do programa das Festas da Senhora do Monte, que anualmente acontecem durante o mês de Agosto, estando em curso a 22ª edição.

Matthias Offodile
August 1st, 2009, 10:15 PM
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DeeJayLeo nasceu em Luanda Angola em 1985 e iniciou-se como DJ no ano 2000, com apenas 15 anos.

Foi aperfeiçoando a arte até que em 2002 foi DJ residente do programa Heineken DJ na Radio LAC-Luanda Antena Comercial, que culminou no Festival Heineken DJ na marginal de Luanda, em Dezembro de 2002.

Até 2003 foi tendo actuações em várias casas nocturnas do país como, por exemplo, o Palos Bar.

Em 2003, foi para Portugal, onde tocou como Freelancer DJ em várias festas em discotecas como: Luanda, Mussulo, Blitz, B24, 7 Mares, Lagars, entre outras.

Até final de 2007, foi DJ residente do Shot Bar em Gaia e da Discoteca River Caffé no Porto.

Em meados de 2008, regressou a Luanda, onde actua como Freelancer DJ.

Para além da carreira de DJ, há também tempo para alguma produção de música electrónica, as últimas das quais a Bootleg da música "Buffalo Soldier" de Bob Marley e também uma Edit da música "Vamos Fugir" de Gilberto Gil com introdução de instrumentais de Mastiksoul (Faz Download AQUI), que têm sido tocadas por DJs de algumas casas nocturnas do país.

Matthias Offodile
August 1st, 2009, 10:16 PM
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Nascido a 25/05/1981 em Angola Nas Engombotas, Residindo desde então no Bairro Azul, Edilson Pimentel , Desde pequeno que sempre tocou em festas da Escola Portuguêsa com Sputnik, Festas do Bairro, mas casamentos e festas de familia.


Ate que foi para tuga em 2000 e começou a tocar em algumas casas Africanas, não como Dj residente nunca, mas sím como convidado... entre elas casas, Mussulo, Luanda, Ondiando.


Também Foi relaçoes Publicas da Discoteca Luanda, e chegou a trabalhar com 3Xu, mas como sempre o amor a musica o fez regressar as origens, onde continua a tocar, por agora como sempre em casamentos, Radios Online, festas, e brevemente discoteca MiRuCa no mussulo como Dj Residente.

Matthias Offodile
August 2nd, 2009, 07:08 PM
Angolan writer

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A angolana/escritora Ligia Guerra Ferreira hoje: Mãe de João Carlos, Fred e Arnaldito Ferreira, é sucesso por onde passa - pela inteligência e beleza

Isabel Ferreira anuncia nova obra em homenagem a Benguela


13/04/2009

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A escritora angolana Isabel Ferreira, autora da obra literária "O Guardador de Memórias", lançada na última semana, nesta cidade, prometeu escrever, oportunamente, um livro que homenageie o percurso histórico aliado às tradições do povo da província de Benguela.

A autora disse que tem sido questionada por agentes culturais de Benguela sobre quando porá no mercado literário nacional um título em prol do povo de Ombaka-termo da língua nacional Umbundo, que em português significa "Benguela".

Para o efeito, Isabel Ferreira afirmou que está a arranjar todo o material de investigação necessário que irá suportar a elaboração da obra cujo título se escusou a adiantar.

A obra literária "O Guardador de Memórias", a sexta da autoria da escritora angolana, foi lançada na semana passada, durante uma sessão de venda e assinatura de autógrafos decorrida no Escondidinho, em Benguela.

A realização do acto, com o objectivo de promover a obra, contou com o apoio do governo da província de Benguela e foi presenciando por diversos agentes culturais, entidades governamentais, políticas, religiosas e académicos.

Na ocasião, a escritora, emocionada, mostrou-se optimista de que os leitores benguelenses vão rever-se em todas as mensagens do livro, sobretudo este fenómeno da luta pela sobrevivência no dia-a-dia, além da retrospectiva dos ideais que provocaram a paz.

Isabel Ferreira manifestou-se reconfortada por ter podido apresentar o seu mais recente trabalho em Benguela.

A obra foi inspirada em letras de músicas de artistas angolanos, daí que seja uma homenagem. "O Guardador de Memórias é um livro que evidencia bem aspectos intrínsecos do dia-a-dia", observou.

Editado pela Kujiza kuami, o livro, que abre com a letra da música "Um assobio meu", de autoria do falecido músico Alberto Teta Lando como prólogo, contém 330 páginas e já foi lançada no Canadá, nos EUA, Brasil, Cabo Verde e Moçambique.

A escritora, que nasceu em Luanda a 24 de Maio de 1958, licenciou-se em Direito, em Angola, e em Dramaturgia na Escola Superior de Teatro e Cinema de Amadora, Portugal.

Além do "O Guardador de Memórias", do repertório de Isabel Ferreira ainda constam os livros de poesia: "Laços de Amor" lançado em 1995, "Caminhos Ledos", em 1996,"Nirvana" , em 2004, e "A Margem das Palavras", em 2006. Em prosa tem publicado "Fernando D'aqu" em 2005 e "O Guardador de Memórias".

Gwo Loo Waan
August 3rd, 2009, 06:39 AM
how did that happen? One of my uncles wife is Angolan from Bie, her last name was Fernandez, I couldn't stop laughing my ass off. An African named Fernandez, an African ez. Whenever they argued my uncle would attack her on that, calling her Latin Africa, complaining that she often dressed and carried herself like a latin woman. I still don't understand how few people can still have those kind of names like their not African or in Africa. Angola needs to get their cultural names back. We have hosted alot of Angolan in our place in the states mostly from Newark New Jersey alot of Angolan reside there and this was always a contested debate. How did they get those last names?

Hey cowboy, let me remind you that "Fernandez" was a portuguese common name centuries ago. With the time it changed to "Fernandes" so better tell your uncle to learn a bit of history before he starts to joke around.

PlayasCity
August 3rd, 2009, 06:44 AM
Wow, un thread bastante interesante... Sin duda, los angolanos famosos deben ser muchos...

Aunque entre otras cosas, oir de alguien de Angola, o mas bien encontrarse a alguien de Angola, es muy raro por aca en Mexico...

Supongo que lo mismo pasa alla, casi no deben toparse mexicanos...

Matthias Offodile
August 9th, 2009, 08:51 PM
Televisão, a nova paixão
Alexandre Cose - Jornalista


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É na reportagem que este jornalista encontra o verdadeiro sentido

A sua inserção ao mundo do jornalismo nasceu no seio de uma conversa entre amigos adolescentes da sua época. Agora que entrou na chuva, o jovem jornalista que teve passagens fugazes pelo jornal, Rádio Ecclésia e TPA, agora está na TV ZIMBO, o mais recente canal de televisão em Angola, não tem outra alternativa senão deixar-se molhar com a água de São Pedro, como soe-se dizer.


Como nasce o “bichinho” do jornalismo?

Foi algo muito espontâneo. Lembro-me que estava a terminar a 8.ª classe e estávamos entre colegas a falar sobre o que seriamos no futuro. Uns diziam que iam para a medicina e outros que preferiam o professorado. Alguém disse que queria ser jornalista e portanto partiria para o IMEL. Desde essa altura nunca mais tive dúvidas sobre o que eu queria para a minha vida.


Foi tipo amor à primeira vista. Sabemos que se iniciou na rádio e agora está na televisão. Sentiu alguma dificuldade de adaptação de um órgão para outro?

Na verdade, antes da rádio experimentei o jornal. Mas foi uma passagem efémera. Foi então que se deu a rádio, neste caso a Rádio Nacional de Angola. Depois de pelo menos um ano aderi à Ecclésia onde me fiz profissional ao longo de cerca de 11 anos. Daí para a televisão foi uma questão de nova paixão que se deu na minha vida. A adaptação à televisão foi fácil. Na verdade, foi uma questão de acostumar-se à própria imagem.


Um jornalista com passagem pela rádio Ecclésia, TPA e agora na TV ZIMBO. Não é muita mudança junta em tão pouco tempo de carreira?

Na verdade quando aderi à TPA foi para ficar. Foi uma nova paixão e isto animou-me bastante a ficar. Lá fui muito feliz, aprendi a televisão e aprendi, sobretudo, a dar valor às imagens. A TV Zimbo acontece assim de uma forma muito fortuita e naturalmente a vertente novidade, para além da equipa, que era constituída por gente que já conhecia, pesou bastante para a minha saída.


As mutações constantes de órgãos de comunicação para um profissional da sua cotação, é entendida como uma necessidade de afirmação, ou haverá outra razão de fundo?

Para o meu caso, a TV Zimbo é o futuro e nela quero consolidar a minha actividade profissional. É uma televisão que nos sugere novas fórmulas de trabalhar com base em padrões actuais seguidos nas grandes televisões. Penso que qualquer outra televisão em Angola deverá evoluir neste sentido, independentemente das fronteiras de ordem editorial que lhes possam presidir. Neste momento, a TV Zimbo está a dar um bom exemplo da televisão de que o país precisa, de modo que isto é para mim uma grande atracção profissional.


A passagem pela TPA e a sua permanência na TV ZIMBO já lhe permitiu ter uma ideia sobre o perfil das duas estações, do ponto de vista de abertura informativa?

Precisamente. Compreende-se claramente que na TV Zimbo há um maior espaço à iniciativa editorial segundo os critérios de uma redacção não sujeita a limitações que eventualmente poderiam existir com maior ou menor intensidade que na Televisão Pública de Angola. Na TV Zimbo, os jornalista são livres de questionar os factos e os fenómenos do dia-a-dia, as responsabilidades dos decisores políticos, ainda que seja necessário confrontar os dados com os argumentos dos governantes. Entendo que só assim será possível formatar mentalidades e forjar um homem novo em Angola.


Quando está a fazer televisão, qual é o tipo de trabalho que melhor lhe identifica: o de estúdio, a conduzir um programa ou reportagem na rua?

Qualquer profissional de televisão há-de querer ficar no estúdio e fazer um telejornal ou conduzir um debate.

O mesmo se passa comigo. Mas, a reportagem é a minha grande atracção. Sempre fiz reportagens e procurei preservar este género jornalístico por ser ali onde a minha actividade como jornalista ganha verdadeiro sentido.


Agora, com a existência de três canais de TV, estão lançados os dados da concorrência, em todos os aspectos. O que é que isso representa para você?

Representa para mim uma grande oportunidade. Acho que a concorrência é o melhor que pode existir em qualquer mercado normal como aquele que queremos criar em Angola. Só deste modo é que se podem introduzir mudanças que a todos interessam, fazer cada vez melhor televisão, aumentar o valor e o interesse das comunidades para as questões importantes do nosso dia-a-dia e criar um país melhor. É, no fundo, o país quem ganha.


Acha que a TV ZIMBO impulsionou alguma mudança na forma de os angolanos verem e encararem a televisão, do ponto de vista de abertura informativa no país? Não acredito que os angolanos não

soubessem que tipo de televisão queriam para si. Afinal, com a DSTV, todos nós passamos a ter um contacto mais rápido e directo com o resto do mundo e com os novos moldes de fazer televisão. A sociedade angolana passou então a ser mais exigente para a televisão. Percebe-se isso desde há muito tempo. É esta excelência que a TV Zimbo quer introduzir no seu serviço e penso que é também isso que a TPA há de querer fazer mais cedo ou mais tarde, porque entendo que o caminho é este.


A TV ZIMBO tem condições para aguentar com a pedalada imposta pela concorrência?

Tem. Já deu provas disso e neste momento é a televisão de referência. É claro que ainda se cometem muitos erros na TV Zimbo, alguns dos quais até clamorosos, mas penso que é próprio de quem está a começar. Penso, entretanto, que o importante é que a TV Zimbo tire dos erros as melhores lições. Naturalmente que a TPA não se vai deixar adormecer, aliás, nota-se que a despertou e tem interesse em fazer melhor e já começou. Há que se reconhecer.


Tem recebido o “feedback”, por parte dos telespectadores do vosso trabalho efectuado até aqui?

É de costume. As pessoas reagem bem ao meu trabalho. Mas também quando algo não foi bom dizem-no sem reservas e acho que isto é o meu maior tributo, num claro sinal de que as pessoas estão a acompanhar o meu trabalho e ao se dirigirem para mim querem que faça melhor. O meu muito obrigado.

Matthias Offodile
August 10th, 2009, 07:10 PM
Júlio Quaresma
Arquitecto da nova Angola

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E angolano, tem 50 anos. Nasceu em Saurimo, na Lunda Norte, mas as suas origens são do Lubango, a terra dos pais, ambos angolanos. Viveu em Angola até aos 16 anos, nas cidades de Huambo e Benguela. “Só vinha a Luanda para passar férias”, recorda. Foi também aos 16 anos que realizou a primeira exposição de pintura no Museu de Huambo.

Em 1975 foi para Lisboa estudar. Nessa altura, pensava tirar medicina devido ao peso da tradição familiar. Como não teve vaga para entrar na Faculdade de Medicina, inscreveu-se na de Arquitectura. “Não por uma vocação especial. Apenas por era a que estava disponível e porque os alunos pareciam menos ‘cinzentões’”, diz divertido. Foi uma decisão que marcou a sua vida. Perdeu-se um médico, mas ganhou-se um grande arquitecto com talento em várias “artes”.

CIDADÃO DO MUNDO

Hoje, considera-se um cidadão do mundo. Tem residência fixa em Portugal e Angola. Não quer ter casa em mais nenhum local. Nem sequer de férias. “Uma vez tive uma casa de férias na Aldeia do Meco (pequena vila piscatória perto de Lisboa). Quase que me sentia obrigado a ir para lá aos fins-de-semana. Quero ter a liberdade suficiente para conhecer sítios novos”. Passa mais tempo em Lisboa do que em Luanda apenas por uma questão de mobilidade. “Viajo muito. Estou sempre em trânsito. Acaba por ser mais fácil ter a base em Lisboa. Mas venho a Luanda, no minimo, uma vez por mês. É a minha casa e o local onde tenho mais projectos a decorrer”, diz.

Júlio Quaresma exerce uma actividade multi-facetada que vai da arquitectura, à pintura e escultura, decoração e design. É ainda curador, consultor e avaliador de arte. É assim que se sente bem. “Canso-

-me depressa dos projectos. Gosto de trabalhar em várias frentes, em simultâneo. Adoro ir saltando constantemente para novos desafios.”. Não é do género de artista que gosta de trabalhar em reclusão. “Pelo contrário, prefiro trabalhar no meio das pessoas, do barulho, da confusão”, acrescenta.

30 PROJECTOS EM CURSO

Júlio Quaresma possui um ritmo de trabalho alucinante. Só ao nível da arquitectura, tem cerca de trinta projectos em curso, em quatro continentes.: Angola (África) Portugal, Espanha, Hungria, República Checa (Europa), Brasil e Peru (América) e na China (Ásia). Estes últimos são dois dos seus projectos mais sonantes e emblemáticos. Na cidade de Xangai está a construir o Museu de Arte Contemporânea Espanhola que tem uma arquitectura singular e vanguardista. “Usei o branco e o preto, cores do yin e yang, e o vermelho, cor emblemática da China”, diz. Destacam-se dois enormes painéis laterais negros, onde estão inscritos os nomes dos artistas espanhóis mais consagrados que, à noite, ficam iluminados a verde ou vermelho. É impossível ficar indiferente a tal efeito visual.

Outro projecto igualmente arrojado e ambicioso é o observatório das famosas “linha de Nazca”, no Peru (a sul da capital, Lima). Tais misteriosas gravuras gigantescas, desenhadas no deserto de Nazca – que representam animais como a aranha, o macaco, o lagarto ou o condor – são habitualmente vistas pelos turistas a partir do céu. Júlio Quaresma foi convidado a participar num selectivo concurso internacional para a construção de um observatório em terra. A arquitectura do edificio, completamente inserida na paisagem árida, é fantástica. Mas ainda não há decisão tomada sobre o vencedor do concurso internacional.


EXPOSIÇÕES ATÉ 2010

No que respeita à pintura e à escultura tem a agenda de exposições completa até 2010. No dia 23 de Março partiu para Cuba. Uma obra sua vai abrir a Bienal de Havana com início a 27 deste mês. Trata-se de uma grande peça de escultura e fotografia, dedicada aos direitos humanos e que vai estar na Fortaleza logo à entrada da Exposição. A peça tem de um lado várias palavras – tal como a paz e a solidariedade, associadas aos direitos humanos e do reverso tem imagens chocantes de violações desses mesmos direitos. Esta peça vai ser apresentada em Dezembro na sede da ONU, em Nova Iorque.

Depois de Havana estão agendadas quatro exposições das suas obras no Brasil – São Paulo, Fortaleza, Recife e Curitiba. Seguem-se o Panamá e a China, esta já em 2010. Pelo meio recebeu convites para estar presente na Bienal de Moscovo e na Miami Basel. “Provavelmente não aceitarei. O tempo não dá para tudo e não me consigo multiplicar”. O artista não trabalha, porém, sozinho em todas estas frentes. No que respeita à arquitectura tem uma empresa, a Júlio Quaresma – Arquitectos & Associados na qual trabalham 12 pessoas a tempo inteiro no atelier – desde arquitectos a engenheiros – existindo ainda um vasto numero de colaboradores especializados nas questões logísticas e ambientais. No que se refere à actividade mais pessoal – ligada à pintura e à escultura – possui uma empresa de comunicação, com apenas três pessoas a tempo inteiro.

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ACTIVIDADE ACADÉMICA

Está também ligado ao mundo académico. Por um lado como professor. Dá aulas de arquitectura na Universidade Lusófona. Por outro como aluno. Está a concluir o doutoramento na Universidade de Valência, cidade do sul de Espanha ao qual está muito ligado emocionalmente e profissional. A título de exemplo, refira-se que Júlio Quaresma será o curador de uma exposição de arte que irá decorrer em Valência no inicio de Abril. Há dois anos organizou nesta cidade uma exposição de arte africana baseada na colecção de Sindika Dokolo.

Recorde-se que Júlio Quaresma terminou a licenciatura em Arquitectura, em 1981, pela Escola Superior de Belas Artes, em Lisboa. Em paralelo fez o curso de Cenografia, no Conservatório Nacional de Lisboa, que concluiu em 1983. Dez anos depois realizou, na mesma universidade, o mestrado em Tecnologia da Arquitectura e Qualidade Ambiental. Agora chegou a vez do doutoramento cuja tese será: “Relações Vivenciais da Arquitectura — O Afecto e o Medo”. Quisemos, obviamente, saber o que significa a “arquitectura do medo”. A resposta tem a ver com a tendência das sociedades urbanas em se isolar devido à insegurança. A este propósito Júlio Quaresma confessa ter, desde sempre, um “ódio de estimação” pelo conceito de condomínio fechado.”Nunca fiz”, diz.

DIRECTOR DE ONG’S

A título pessoal ainda lhe sobra tempo para liderar algumas organizações não--governamentais. Desde 2004 que é presidente do GADS – Grupo de Apoio e Desafio à Sida que, embora sedeada em Lisboa, tem uma presença muito activa em Angola ao nível da eleboração de materiais de prevenção e sensibilização. Desde 2003 que é igualmente membro de direcção da Cruz Vermelha.

Com tantas solicitações, praticamente não tira férias. “Como tenho de viajar muito aproveito para conhecer a fundo os locais. Mas como estas mini-férias urbanas não são muito relaxantes, tenho o hábito de fazer um cruzeiro quando preciso realmente de descansar. Considero-me uma pessoa urbana, incapaz de viver

sem um cinema, um teatro ou uma livraria por perto. Para compensar gosto de fazer incursões à Natureza quando viajo. Ainda recentemente fiz um raide inesquecível ao Namine”. Outro hábito que tem é o de escrever durante as viagens. É que Júlio Quaresma escreve uma crónica semanal sobre arte para a revista Caras e colabora com o periódico espanhol El Mundo. “Quando vou a um país em trabalho, aproveito para visitar uma exposição. Quando gosto de um artista, tiro notas e fotografias, e envio o texto

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REFORMA NUM PAIS QUENTE

No que respeita ao futuro, não gosta muito de fazer planos. “Prefiro viver intensamente o presente”, diz. “Tenho muitos projectos de arquitectura em curso, que acabam por criar aos arquitectos uma grande dependência. Quer antes, quer depois da obra estar concluída, ficamos sempre emocionalmente ligados a ela. Por vezes para toda a vida”, confessa. “A única coisa que posso garantir é que tenciono reformar-me num pais quente rodeado de pessoas simpáticas”, diz. Angola, a sua terra natal, será decerto a escolha óbvia.

Matthias Offodile
August 16th, 2009, 12:30 PM
‘Novos Poemas de Amor’ de João Melo



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O escritor angolano João Melo lança na próxima quinta-feira, 30, no Instituto Camões – Centro Cultural Camões, em Luanda, o livro “Novos Poemas de Amor”, editado pela Chá de Caxinde, vinte anos depois de ter apresentado a sua primeira obra de poesia intitulada “Tanto Amor”.

O autor nasceu em 1955 em Luanda, onde vive. É escritor, jornalista, publicitário, professor universitário de Comunicação e deputado à Assembleia Nacional de Angola. Como escritor, é poeta, contista, cronista e ensaísta. Publicou onze livros de poesia, quatro de contos e um de ensaios. Tem actualmente no prelo dois livros de poesia, dois de ensaios e um de contos. João Melo está representado em várias antologias, em Angola e no estrangeiro. Teve três menções honrosas, duas no Prémio Sonangol de Literatura e uma no Prémio Sagrada Esperança, ambos em Angola. Publicado habitualmente em Angola, Portugal e Brasil, o escritor tem textos traduzidos para mandarim, francês, alemão, italiano e húngaro. O amor, quase sempre carregado de uma forte carga erótica, é um dos temas recorrentes da poesia e também da prosa de João Melo. Neste seu novo livro, composto por quarenta poemas escritos durante um decénio (de 1990 a 2000), o autor canta, diz a escritora Margarida Paredes, “um amor que se renova constantemente, renasce, com um movimento entre o passado e um presente reavivado, reencontrado. Muita ternura, muito erotismo, mas um erotismo maduro, no qual a paixão é constantemente atravessada pela cumplicidade do tempo”. Para Margarida Paredes, os textos de “Novos Poemas de Amor” são, do ponto de vista formal, perfeitos, com um ritmo construído de uma maneira contida. “Mas o amor não é perfeito, é desordem... Sente-se que a ordem formal está ali a enformar a desordem dos sentidos, em contraponto das emoções... Por conseguinte, um amor adulto, controlado”, escreve.

Matthias Offodile
August 17th, 2009, 11:24 AM
Temos Doutores com teses cabuladas



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O académico Paulo de Carvalho, com uma frontalidade no mínimo espartana, disse o que nunca se ouviu sobre o ensino superior em Angola.
A final, a que ritmo anda o país nestes tempos de profunda e intensa febre de doutorismos, quando a Universidade, aparentemente, deixou de ser o patamar último do percurso das elites do saber? Temos um ensino superior que nos encha de orgulho? Para o Professor Doutor Paulo de Carvalho, a resposta é directa: “não temos ensino superior digno desse nome”.

O sociólogo critica, com dureza, a incompetência que campeia pelos corredores das universidades, de professores e estudantes; diz que de cada cem novos licenciados, em média apenas dez têm qualidade aceitável; e mostra-se indignado com as performances de decanos, chefes de departamentos e regentes de cursos que no ano de 2006, num congresso internacional sobre ciências sociais em Luanda, foram incapazes de apresentar uma comunicação que fosse. “Alguns foram até lá passear a sua banga, outros foram fazer relações públicas”. À leitura!

Cada vez são mais audíveis as queixas de que as nossas instituições de ensino superior lançam para o mercado de trabalho quadros com qualidade deficiente. Críticas corrosivas apenas ou alguma verdade nessa avaliação?

Penso que existe muito de verdade nessa afirmação. De facto, o ensino em Angola (da base ao topo) vai tendo cada vez menos qualidade. Olhe que, há apenas 20 anos, os angolanos que iam para o exterior eram considerados daqueles que tinham melhor formação dentre os oriundos dos países em desenvolvimento. Hoje, isso não acontece. Hoje, dentre 100 licenciados por uma mesma faculdade (ou uma universidade privada), pode suceder que somente 10 tenham qualidade aceitável e 20 estejam perto do aceitável.

A situação é tal, que há casos em que devemos perguntar se vale a pena gastar tanto dinheiro em formação tão deficiente. Para além de uma ou duas privadas, talvez o pior caso seja da Faculdade de Letras e Ciências Sociais, onde a qualidade de ensino deixa muito a desejar e de onde sei terem saído há dois anos licenciados que nem sequer concluíram o programa curricular. Mas em contrapartida há faculdades (como a estatal de medicina, por exemplo – mas apenas a estatal) que mantêm ainda boa qualidade de ensino e que aliam convenientemente o ensino à prática. É preciso, pois, que haja futuramente avaliação independente de cada instituição e de cada faculdade, para que se possam corrigir as lacunas que se detectem.

Temos a funcionar em Angola uma dezena de Universidades, uma pública e o resto, projectos de iniciativa privada. É um número excessivo ou nem por isso?

Pergunta se haverá muitas universidades privadas. Não me parece que sejam muitas. Poderão ser criadas algumas mais, até porque convém que as haja em número suficiente, para que se mantenham somente as que demonstrem alguma qualidade. A concorrência entre universidades privadas será salutar, pois o mercado vai encarregar-se de fazer desaparecer as de pior qualidade, ao contrário do que acontece hoje, em que todas se mantêm, incluindo aquelas que pugnam pela baixa qualidade de ensino. O que me parece ser necessário será direccionar as áreas de formação, sem que se fique apenas pelo imediato e por aquilo que pareça ser mais simples e exija menos recursos.

Depois, será indispensável avaliar os currículos, mas para isso terá de haver pessoal realmente qualificado e não apenas pessoas que se digam qualificadas, mas que aceitarão quase tudo o que lhes seja proposto, somente para manterem os seus lugares. Será preciso ter muita cautela em relação a este aspecto, que poderá vir a ser descurado. Portanto, acho que são necessárias mais universidades privadas, mas é preciso que se garanta uma boa qualidade de ensino naquelas que já existem. Ao Estado compete garantir que isso aconteça realmente.

Excessivo não será com certeza pois estão a caminho novas universidades, seis pelo menos, anunciadas pelo Governo, que será o seu titular. A questão que se coloca desde já é: teremos docentes para tantos estabelecimentos desse nível?

Primeiro devo dizer que não está correcto dizer-se (como já li) que o actual momento de crise não é propício para a reforma do ensino superior já em curso. Pelo contrário, os momentos de crise são apropriados para a introdução de reformas – e este caso não deve ser excepção, porque sem reformar o sistema não poderá haver desenvolvimento. Já sobre a questão que coloca, estive há dias em Cabo Verde, onde existe uma universidade estatal para menos de 1 milhão de habitantes e para um espaço territorial bastante pequeno. Penso que aí poderá até haver mais 2 universidades estatais.

Quanto a Angola, 7 universidades não será muito para a actual etapa de desenvolvimento e penso até que poderia ter havido ao menos 5 universidades e outras tantas academias há 10 anos. Penso que hoje se poderão questionar a localização ou a área de actuação de algumas das novas universidades, mas nunca o princípio. Considero que este passo surge até com algum atraso, pois uma só universidade de âmbito nacional não permitia sequer o controlo da actividade docente em cada localidade onde funcionam faculdades, institutos ou escolas. Apenas uma reitoria em Luanda não permitia esse controlo e fez durante muito tempo com que cada direcção aplicasse localmente as normas à sua maneira. E há a questão da corrupção que, para ser controlada, tem de haver acompanhamento no local – o que era impossível acontecer com uma reitoria tão distante.

E quando falo em corrupção, não me refiro somente a docentes, mas também a estudantes, daqueles que querem apenas um diploma e não aprender uma profissão, como é de esperar de parte de um estudante do ensino superior. Agora, se haverá docentes para 7 universidades estatais, penso que sim, até porque o que está a ser feito na quase totalidade das regiões é somente a criação de reitorias, pois existem já unidades de ensino nas distintas localidades. Será necessário, sim, actuar no sentido de levar para lá docentes que hoje estão subaproveitados em Luanda – o que só se poderá fazer com a existência de reitorias no interior.

Como se vê, a questão sobre a exiguidade de docentes é uma falsa questão. Porque se fosse realmente um problema, quantas universidades teriam sido criadas até hoje pelo mundo? Os próprios Estudos Gerais Universitários de Angola não teriam sido criados como foram. O problema reside, sim, na qualidade dos docentes, que é muito discutível até aqui em Luanda. Para ter uma ideia do que se passa, digo-lhe apenas que sei de docentes que se ajoelham diante de estudantes, pedindo-lhes para não denunciarem a sua incompetência… Há-os, sim. E olhe que, hoje, alguns desses docentes sem o mínimo de competência dirigem departamentos e alguns outros já dirigiram até faculdades…

Independentemente deste ou daquele constrangimento que se possa identificar na concretização desta ideia do Executivo angolano, parece consensual a avaliação de que as novas universidades vão resolver um problema real que se coloca ao nível das demais regiões do país, fora de Luanda.

O ensino superior fora da capital é um bem raro… Existe obviamente essa questão, que é bastante séria. Só para lhe dar um exemplo dessa distorção, dirlhe- ei que Luanda concentra cerca de 75% dos médicos de Angola. E o mesmo acontece com a maioria das demais profissões. Ora, para haver desenvolvimento noutras regiões do país, será preciso garantir aí a formação de profissionais capazes de acompanhar a evolução que os próximos dez anos trarão, seja no domínio do desenvolvimento agrícola, seja em relação ao desenvolvimento industrial, seja ainda na indispensável aposta em investigação científica séria.

Continuar a apostar quase que apenas em Luanda, como aconteceu até aqui, seria continuar a apostar nas assimetrias regionais e continuar a dizer à maioria da população de Angola que o caminho a seguir é apenas um: Luanda. Pelo contrário, é preciso garantir que o angolano do Leste, o angolano no Noroeste, o angolano do Sudeste e o angolano do Litoral-Sul tenham oportunidades idênticas àqueles que tenham nascido em Luanda e arredores. Mas isso só será possível, se se garantir à partida que nas novas universidades estatais não se cometerão os mesmos erros que se cometeram na UAN, onde os últimos anos trouxeram consigo uma clara promoção da incompetência. Para ser reitor, vice-reitor ou decano não bastará ter um doutoramento, até porque se sabe que existem doutoramentos cujas teses nunca foram depositadas na biblioteca da universidade, como manda a regra académica.

Porquê? Porque foram teses cabuladas ou foram teses escritas por outras pessoas que não os autores cujos nomes aparecem na capa. Para que alguém chegue a decano, vice-reitor ou reitor tem de ter mais que um doutoramento – tem de ter trabalhos de investigação e tem de apresentar conferências e comunicações de qualidade em congressos e outros fóruns académicos, em Angola e no estrangeiro. Temos casos de pessoas que não têm nada disso e nem sequer têm perfil académico, mas que já dirigiram faculdades, devido exactamente ao processo de suposta eleição que havia por cá.

O resultado disso foi o combate à competência, o combate à seriedade, o combate aorigor académico, a aversão à investigação científica por todo o país, bem como a promoção da mediocridade, da incompetência, da corrupção e da maledicência. É preciso acautelar isso nas novas instituições logo à partida, se quisermos que elas cumpram realmente a sua missão. E é preciso deixar de querer fazer política em universidades – a política faz-se em partidos políticos e não nas universidades.

Que relação julga que deveria existir entre as universidades que se vão implantando no país? Pensa que cada uma deve seguir o seu próprio caminho ou seria salutar, se calhar, que houvesse alguma coordenação entre elas na definição dos cursos, dos currículos?

Em relação a áreas e níveis de formação, acho que o melhor será cada uma trilhar o seu caminho, até porque os quadros que haverá numa não estarão disponíveis para as demais. E depois, por exemplo, numa região onde há mar, tem necessariamente de haver cursos ligados às ciências do mar, enquanto numa outra onde haja elevado índice de suicídio, tem de haver uma maior aposta em sociologia e psicologia.

E temos casos destes, por cá. Portanto, não me parece que seja salutar, nem sequer que as várias instituições coordenem entre si a criação de doutoramentos ou mestrados, bem como a criação de novos cursos superiores. E muito menos poderia concordar com influências exteriores às instituições, em relação a esta matéria. As instituições de ensino superior (universidades, academias, institutos e escolas superiores) têm autonomia científica e académica, resultando daí que sejam elas próprias a propor a criação das suas faculdades, escolas e departamentos e de cursos de licenciatura, de mestrado e doutoramento. Não tenhamos dúvida que no ensino superior não poderá nunca haver “pirâmides invertidas”. Mas isso não implica que, ao nível de um Conselho de Reitores, estes não possam “acertar agulhas”. A meu ver, devem mesmo fazê-lo, de forma que as melhores experiências de uns possam ser aproveitadas por outros.




Não lhe parece que a dispersão e o irrestrito espírito liberal na escolha daquilo que cada universidade privada decide leccionar pode levar o país a ter quantidades desequilibradas de determinado tipo de profissionais? Notamos, por exemplo, que todos parecem inclinados a ter cursos de Direito e Economia…

Isso só acontecerá, se houver direcções incompetentes nas instituições de ensino superior. Vamos rezar para que isso não aconteça, ou seja, para que o Estado encontre as pessoas certas para as direcções dessas instituições. Acho, por exemplo, que terá de haver cursos de medicina em todas ou quase todas as universidades. Numas podem ser criados já, noutras daqui a 3 ou 5 anos, se calhar.

Mas será preciso investir fundamentalmente em ciências puras (matemática, física, química), ciências da terra, engenharias, medicina e ciências sociais e humanas. Terá de ser cada universidade a encontrar o seu rumo e o ritmo de introdução dessas disciplinas, em função da realidade de cada região académica. De outra forma, vamos manter-nos pelo supérfluo e por aquilo que parece ser mais fácil. É como diz, podemos correr o risco de ver proliferados cursos de Direito e Economia, sem o mínimo de qualidade, como acontece até aqui.

Seria um suicídio continuar a apostar demasiado em cursos de Direito e Economia, supostamente porque exigem menos recursos, mas descurando outras áreas indispensáveis ao progresso. O resultado disso seria mantermos o “subdesenvolvimento” ao nível do ensino superior – e é contra isso que penso que deveremos lutar a partir de agora. O ensino superior tem de acompanhar a evolução do país, que já começou. Para isso serve, a meu ver, a reforma em curso. De outro jeito ela não faria sentido.

O Estado poderia desempenhar algum papel regulador ou isso seria um atentado aos sacrossantos pilares do mercado livre, já que essas universidades (as privadas) são, antes de mais, um negócio, por mais que proclamem a sua vocação de parceiros do Estado na formação de quadros?

Sim, o Estado tem necessariamente de assumir o seu papel, ao contrário do que sucedeu nos primeiros anos de existência das instituições privadas de ensino superior. Cabe ao Estado garantir a salvaguarda do interesse nacional nas instituições de ensino superior. Mas atenção, que regular não poderá nunca significar substituir. Ao Estado não compete ministrar aulas, marcar faltas aos docentes, nem sequer fazer exames de admislicenciatura equaciosão.

O papel do Estado é de definição de políticas públicas para o ensino superior e, depois, de supervisão e acompanhamento da execução dessas políticas por parte das universidades, academias, institutos e escolas superiores. Não estaremos a ver, nunca, o ministro do Ensino Superior nomear professores, mandar elaborar currículos, mandar realizar exames ou assinar diplomas ou certificados de equivalência de estudos. Em parte alguma do mundo isso acontece e não poderá ocorrer também em Angola.

E isso diz respeito ao ensino superior estatal e privado. No que respeita às instituições privadas, penso ser fundamental acabar-se desde já com a ideia de que os estudantes pagam para aprovar. Não é nada disso. Os estudantes pagam, sim, para ter ensino de qualidade – e é isso que o Estado deve garantir que ocorra, doa a quem doer e fique mal quem ficar. Penso que a garantia da qualidade do ensino tem mesmo de ser aquilo que deve comandar a actuação das instituições de ensino superior e do seu órgão de tutela.

Até onde chega o seu conhecimento, consta-lhe que os quadros saídos da Universidade Agostinho Neto e os seus colegas formados nas universidades privadas, têm tratamento igual na hora de serem absorvidos pelo mercado de trabalho? Que histórias tem ouvido?

O que me parece é que haverá tratamento idêntico, até que apareçam muitos casos de incompetência velada saídos de uma mesma instituição. Há algumas faculdades estatais visadas, mas ultimamente ouve-se realmente falar também de algumas universidades privadas, onde praticamente toda a gente aprova e onde a maioria dos docentes tem somente licenciatura e não são acompanhados por graduados, como a lei determina. Acho que o ser humano age dessa forma, ou seja, generaliza a partir de vários casos de que tenha conhecimento ou de que tenha ouvido falar.

Não me parece que seja correcto generalizar, até porque numa mesma turma tenho estudantes de 18 valores e estudantes de 4 valores. A meu ver, o melhor será mesmo avaliar cada caso, até porque de Oxford e de Harvard saem bons e saem também maus profissionais, tal como ocorre na Universidade Agostinho Neto e na Universidade Católica, por exemplo.

É atribuída ao Dr. Paulo de Carvalho a ideia de que existirão pessoas que parecem não ver com bons olhos o surgimento das novas universidades públicas. Tais pessoas, segundo se diz, terão mesmo feito movimentos ao nível da mídia para conseguirem matérias encomendadas a pôr em causa a decisão do Governo de avançar com as seis universidades regionais. É mesmo assim ou há aqui uma leitura imprecisa dos dados, um simples caso de “ouvi dizer”?

Atribuída a mim essa ideia? Porquê a mim? Basta ler jornais e ouvir rádio, para saber que existem pessoas que não concordam com a reforma do ensino superior em curso. Eu nada tenho a ver com isso, até porque faço parte do grupo de pessoas que concordam com a reforma em curso. Mas não concordo com todas as ideias associadas a ela e que vêm sendo veiculadas nos últimos dois anos.

O que considero é que o princípio reitor deve ser a garantia da qualidade de ensino – vindo o resto na sequência disso. Mas há quem venha confundir a opinião pública, tentando reduzir a reforma a uma eventual não eleição de reitores e decanos, alegando supostamente que isso contraria os princípios democráticos. Pois a verdade é que a democracia no ensino superior tem a ver fundamentalmente com a participação dos diferentes actores na gestão académica das instituições. Sobre quem deve dirigir as instituições, cabe unicamente ao Estado decidir, enquanto proprietário. Ou será que, por não haver eleição dos gestores nas instituições estatais de ensino superior americanas e francesas (por exemplo), não haverá democracia nessas instituições? Já sobre a questão que coloca, olhe para os muitos docentes profissionalmente incapazes que existem no ensino superior; esses são alguns daqueles que não concordarão com a reforma, porque se ela for bem conduzida, vai obviamente ocasionar a sua saída do ensino superior e a sua colocação noutras áreas do mercado de trabalho.

Outra questão: ultimamente, fala-se muito na possibilidade de o Estado vir a acabar com a autonomia das instituições de ensino superior, exercendo competências que estão atribuídas às direcções dessas instituições. Não sei por que razão existirá esse temor. É claro que se algum dia isso vier a ocorrer, então os académicos terão de se unir contra isso. Mas não me parece que exista essa vontade por parte do executivo, mas antes algum temor por parte de quem terá hoje algum poder intermédio nas instituições e pensa que o poderá vir a perder com a reforma. Agora, que possa haver matérias encomendadas na comunicação social angolana, parece-me que ninguém poderá pôr isso em causa. Quem está ligado à comunicação social (como eu) sabe que isso ocorre, não apenas em Angola, mas pelo mundo.

Não sei quem terá dúvidas a esse respeito e por que razão se atribuirá tal afirmação somente à minha pessoa. Sei de outros, como eu, que chamam constantemente à atenção para esse facto, que por cá chegou há uns anos a atingir proporção alarmante mas que, felizmente para todos nós, está agora a diminuir. Reorientando o percurso da nossa conversa, abordemos agora um dos aspectos que mais reservas levantam quando se olha para a qualidade do nosso ensino superior: é frequente a afirmação de que as nossas universidades não promovem a investigação. Andamos estes anos todos a formar esforçados leitores de teorias alheias que não podem comprovar? Esta é uma boa pergunta e este é um dos sérios problemas do ensino superior e de Angola em geral.

Lamento, mas tenho de reconhecer que na Universidade Agostinho Neto e nas suas faculdades e institutos, nunca se promoveu a investigação científica em larga escala e até há locais em que se chega a combater quem faz investigação e quem publica resultados de investigação. Nas universidades privadas (excluindo a Católica), quase ninguém pensa em investigação científica. De um modo geral, andamos a iludir-nos, fazendo crer aos recém-formados que a investigação será para “meia dúzia de malucos”. Pois não é nada disso. Sem investigação científica não há ensino superior.

E nós hoje não temos, pois, ensino superior digno desse nome. O que fazer, pois, para inverter esse quadro? É preciso, antes de mais, apostar para a direcção das instituições em quadros sérios e com provas dadas no domínio da investigação científica. Se isso não acontecer, não tenhamos dúvidas que a situação actual se vai manter e que o ensino superior continuará a perder alguns dos seus bons quadros. O que acontece quando colocamos a presidir ou a integrar o júri de um prémio de investigação pessoas que nunca publicaram sequer um livro e nunca fizeram qualquer trabalho de investigação? Ou se premeia intencionalmente a falta de qualidade, ou não se atribui o prémio. E olhe que isso já aconteceu por cá, não apenas numa ocasião. É tudo isso que temos de prevenir desde já, se quisermos impor seriedade no projecto que é o ensino superior.

A Universidade como instituição ao serviço dos países e suas populações, concita indiscutivelmente outros olhares, quando ela intervém, participa, contribui, no equaciosão namento e solução dos problemas que a sua comunidade de implantação enfrenta. Parece insuficiente o que a Universidade em Angola faz nesse campo. Lembro-me de uma iniciativa recente, quando a família académica se reuniu para discutir os problemas ligados à gestão urbana de Luanda. Fora disso, haverá pouco mais nos registos…


* Nome: Paulo de Carvalho
* Naturalidade: Luanda (viveu no Lobito a partir dos 2 meses de idade)
* Estado civil: Casado Filhos: 3 (dois rapazes e uma menina)
* Formação: Diplomado e mestre em Sociologia pela Universidade de Varsóvia ( Polónia) ; Doutor em sociologia pelo ISCTE ( Lisboa, Portugal). É autor de 7 livros de investigação na área da Sociologia

* O que gosta de comer? Moamba de ginguba, entrecosto grelhado, peixe grelhado
* Bebida: Coca-Cola
* O que ouve? Semba, samba e kizomba
* O que lê? Literatura sociológica. Neste momento, estou a ler “From Poverty to Power” (Da Pobreza ao Poder), de Duncan Green.

* Filmes de eleição: Paixão de Cristo, Os Homens do Presidente, Titanic
* Destino ideal para férias: Canárias, Havai, Seicheles, Cuba, Cabo Verde (ainda só estive nos dois últimos e em serviço)

* Poligamia: A favor ou contra? Contra (em relação a mim), mas nada tenho contra quem a pratica por livre vontade.

* Porquê? É uma questão cultural. Fui educado numa família monogâmica e segundo valores monogâmicos. Mas sou absolutamente tolerante em relação aos demais.

* Sonhos para Angola: Poder ombrear com a África do Sul em 10-15 anos; ver a pobreza reduzida a menos de 8% em 10 anos; ver os angolanos olharem-se como iguais e respeitarem-se mutuamente; e ver os angolanos serem lá fora tratados como “cidadãos do mundo” e não espezinhados (como são actualmente).:banana::cheers::cheers::cheers:

Matthias Offodile
August 17th, 2009, 11:18 PM
Ricco winner of Big Brother attended Big Brother Brasil


http://s.tc.bdmcdn.net/bancodeimagens/4/45/45048db644de9621278acda337531ab4.jpg

http://bbb.globo.com/BBB9/foto/foto/0,,18638987-EXH,00.jpg

http://3.bp.blogspot.com/_R2m6i0D8GUw/SSqTcEAeSrI/AAAAAAAAAQU/yCK1WA6eGL4/s400/normal_24Gal-Ricardo-Angola_lg.jpg

Matthias Offodile
August 19th, 2009, 11:03 AM
Namibe
Domingos Florentino apresenta sua recente obra literária


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/files/highlight/2009/7/34/0,c322c56f-f6bf-44dd-8faf-f6c78c5ccddf.jpg

Escritor Domingos Florentino com novo livro no mercado nacional
8-08-2009 18:10

Namibe - Domingos Florentino, pseudónimo literário do escritor Marcolino Moco, lançou nesta terça-feira, nesta cidade, o seu recente livro em poemas " Vocifuka Colonyane", que significa o Diário da Ilha Garça.

A obra contém poemas com alguma mistura de metáforas, na sua maioria escritos sob inspiração de contos de etnia umbundo, assim como o título do livro.

Segundo o autor da obra, escrever poesias sem olhar o povo nas suas diversas manifestações, sobretudo no meio rural do qual se inspirou, é condenar-se ao fracasso.

O livro fala de Clementina e Elisa, como personagens na "ilha Garça, dos voos circulares", uma das expressões que dá título a obra.

Cerca de 50 livros foram comercializados a 700 AKZ cada, durante a cerimónia de apresentação que foi presenciada por distintos responsáveis da vida política, social, cultural e académica.

Fonte próxima ao escritor assegurou que o livro está a ser comercializado em algumas das principais livrarias da capital do país.

A cidade do Huambo será a próxima digressão do autor para a apresentação da sua obra.

Esta é a segunda obra literária apresentada em menos de trinta dias na cidade do Namibe, depois da "Guardador de Memórias" da escritora angolana Isabel Ferreira.


Domingos Florentino, ou melhor Marcolino Moco, nasceu na província do Huambo, aos 19 de Julho de 1953, e publicou obras como "Raízes do Provier", em 1997, e "Á Luz Alfabetizada das Palavras", em 2002.


Conferência
Juventude deve ser guiada para a valorização da cultura angolana



17-08-2009 14:56

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/files/highlight/2009/7/34/0,c2ac9534-012e-4a58-96dc-e4ea7e099991.jpg
Fragata de Morais reconhece que juventude deve ser guiada para a valorização da cultura angolana
Luanda -

Em entrevista à Angop, à margem da Conferência Internacional sobre o Centenário do Escritor Óscar Ribas, Fragata de Morais afirmou que enquanto não se falar da cultura e dos criadores angolanos nas escolas, em todos os níveis educacionais, os escritores continuarão na sombra e sem o seu trabalho conhecido e valorizado.

“A juventude se não for liderada ou guiada continuará a ter problemas no tocante à valorização da identidade nacional, tornando-se essencial que se preste maior atenção no ensino dos aspectos da cultura angolana”, disse o escritor.

Segundo ele, outro factor determinante é também a criação de uma rede de bibliotecas a nível de todo o país, tendo em conta a distribuição de bibliografias de autores angolanos.

“Nas condições actuais, em que o livro é caro e as bibliotecas praticamente não existem, torna-se quase impossível os jovens saberem da história dos criadores nacionais”, disse.

Fragata de Morais defendeu igualmente a necessidade do Governo rever a situação da importação do papel para a edição de obras literárias.

“A taxa de importação é extremamente cara, facto que obriga a prática de preços altos em relação às obras literárias”, reconheceu.

Com o livro caro, de acordo com o entrevistado, torna-se difícil aos jovens comprá-los, dando, por isto, preferências a outras necessidades básicas das suas vidas.

Relativamente à conferência, Fragata de Morais avança que a sua importância reside no facto de permitir que a sociedade angolana
saiba mais sobre a vida desta figura incontornável da literatura nacional.



Conferência
Óscar Ribas contribuiu para estabilização da língua Kimbundu - Instituto de Línguas



17-08-2009 13:19

Luanda - O director-geral do Instituto Nacional de Línguas, Vatomene Kukanda, afirmou hoje, em Luanda, que a pesquisa linguística do escritor Óscar Ribas deu um grande contributo para a estabilização da língua kimbundu.



Em declarações à Angop, a margem da Conferencia Internacional sobre "Vida e Obra de Óscar Ribas”, Vatomene Kukanda referiu que o autor de Missosso e outros livros, teve de encontrar uma forma de escrever os provérbios em kimbundu, o que fez com que os leitores pudessem conhecer um pouco mais sobre esta língua.



"No tempo em que Óscar Ribas se dedicou a escrita não era fácil, pois os intelectuais da altura tiveram várias dificuldades em encontrar a harmonia na escrita das palavras em kimbundu. No entanto, Óscar Ribas e outros especialistas esforçaram-se para engrandecer esta língua nacional”, referiu.



A grafia do kimbundu, aprovada pelo Conselho de Ministro, teve como base os trabalhos de cariz linguístico como do homenageado , que muito se engajou para que esta língua pudesse ser ensinada, transportando consigo os valores tradicionais.



Escritor, jornalista e ensaísta angolano, Óscar Ribas nasceu em 1909, na cidade de Luanda e faleceu a 19 de Junho de 2004, em Cascais (Portugal).



Escritor prestigiado nos meios literários nacional e internacional e membro da União de Escritores Angolanos (UEA), Óscar Ribas foi galardoado com diversos prémios: Margaret Wrong (1952), de Etnografia do Instituto de Angola (1959) e monsenhor Alves da Cunha (1964).



Óscar Ribas foi agraciado com o Prémio Nacional de Cultura e Artes nas categorias de literatura e investigação em Ciências Sociais e Humanas, outorgado pelo Ministério da Cultura em 2000.




Na sua bibliografia, constam diversas obras (esgotadas no mercado) entre as quais Missosso (volume I, II e III), Resgate de uma falta, Flores e espinhos, Uanga, Ecos da minha terra, Ilundo - Espíritos e Ritos angolanos, Tudo isto aconteceu - Romance autobiográfico, Cultuando as musas - poesia e Dicionário de Regionalismos angolanos.



Na Conferência Internacional sobre a "Vida e Obra de Óscar Ribas", que decorre de 17 a 19 deste mês, numa organização do Ministério Cultura, participam escritores, antropólogos, historiadores e outras individualidades do país e do estrangeiro.

Matthias Offodile
August 21st, 2009, 04:44 PM
Micaela Reise (Miss Angola 2007) who came second in the Miss Universe Beauty Pageant visist India...watch the report and enjoy her radiance! I am still in love with her!:master::lovethem:

The docuementary is in English!

Part 1

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Matthias Offodile
August 27th, 2009, 12:44 PM
Cultura
Oscar Ribas lido em vários idiomas



http://www.opais.net/resources/images/2009pais/edicao_41/pais_41_lr_181.jpg

As obras de Óscar Ribas serão reeditadas e estudadas em diferentes idiomas. A intenção foi manifestada quarta-feira última em Luanda, pela ministra da Cultura Rosa Cruz e Silva, no encerramento da Conferência Internacional sobre a Vida e Obra de Óscar Ribas, realizada de segunda a quarta-feira desta semana, no Palácio dos Congressos.

No encontro que decorreu sob o lema “A vida de Óscar Ribas no centenário do seu nascimento”, os conferencistas aconselharam o aprofundamento do estudo da obra de Ribas, a reedição regular e sistematizada, pela União dos Escritores Angolanos, da sua obra em diferentes línguas nacionais e a criação de prémios e incentivos para os escritores que publiquem obras nestes idiomas.

De igual modo, recomendaram maior reflexão e acções práticas que conduzam à valorização da identidade cultural angolana, dinamização da investigação científica no domínio das letras, ciências sociais e humanas, aplicação de procedimentos metodológicos que permitam a análise profunda de provérbios e sua inclusão no sistema de ensino e aprendizagem.

“A celebração e o tributo que lhe prestamos são plenos para que a sua estratégia enciclopédica não durma no leito onde repousa o seu sono.

A celebração continuará no resto dos dias das nossas vidas para que a cultura de Angola que nos ensinou através da recolha que efectuou ao longo de toda a sua vida cresça e que se valorize e se projecte sempre”, realçou a ministra.

Durante três dias, os participansuperiores e universidades. De todo este legado é possível destacar a sua obra Missosso (volumes I, II e III) no qual demonstra ser o guardião mais importante e fundamentado dos valores e tradições culturais angolanas.

Pesquisadores de diferentes países, como Brasil, Portugal, Moçambique e Angola, participaram no encontro subdividido em diferentes painéis: “Óscar Ribas como pioneiro da Proverbioanalogia e da Provérbio concordância”, “Os quinhentos Provérbios Kimbundu recolhidos por Óscar Ribas”, “O contributo de Óscar Ribas na recolha e salvaguarda da tradição oral angolana: sistemática de textos orais” e “Da tradição oral à tradição escrita: o papel da literatura no desenvolvimento das Línguas Nacionais em Angola”, entre outros.

Neste colóquio, intelectuais, escritores, linguistas, historiadores, antropólogos, amigos e familiares do homenageado procuraram com as suas comunicações, debates e testemunhos, levar todos a uma reflexão sobre o contexto sócio-político em que Óscar Ribas esteve inserido e todas as dificuldades que enfrentou para se impor numa sociedade tão complexa como era na altura.

Os conferencistas recordaram igualmente que, apesar da sua situação peculiar de invisual, “nada o impediu em circunstância alguma que demonstrasse o seu génio criador, despoletado pela sua complexa e extraordinária força de vontade”.

Para a organização, o colóquio decorreu no âmbito do interesse comum de aprofundar o conhecimento da cultura angolana, de modo a prosseguir com a abertura de caminhos para que no tempo actual e futuro todos sigam o estudo e divulgação da obra de Óscar Ribas, tido como um dos grandes vultos da história da cultura angolana.

Matthias Offodile
September 6th, 2009, 10:59 PM
Literary works by Agostinho Neto re-edited






http://www.info-regenten.de/regent/regent-d/pictures/angola-neto_2.jpg


Luanda- The Ministry of Culture will re-edit this September four of the main books released by the late Angolan poet António Agostinho Neto, as a way of enabling the new generation to better know or make contact with his literary works.




The fact was announced this Tuesday in Luanda by João Lourenço, one of the members of the organising commission of the International Colloquy on Agostinho Neto, to be held from September 15 to 16.




According to the source, who was presenting the agenda of the colloquy, the written works are “Renúncia Impossível” and “Sobre a Libertação Nacional”, a series of speeches of the author, “Náusea” and “Ainda o meu sonho”, which are a collection of Agostinho Neto’s points of view regarding the national culture.




Apart from these literary works, during the event the "Sagrada Esperança (sacred hope)" poem, with its re-edition under the aegis of the Angolan Writers Union (UEA), will also be available to the public.




He stated that the re-edition of these books is part of the strategy of the Culture Ministry of disseminating, preserving and recognising the written works of the poet, politician, physician and the first President of Angola.




Agostinho Neto was born in Kaxicane village, Icolo e Bengo district, northern Bengo province, on September 17, 1922, and passed away in 1979.




His bibliography also includes litarary works such as “Poemas”,” Sagrada Esperança”, “A Renúncia Impossível”, “ Quem é o inimigo… qual é o nosso objectivo?”, “Destruir o velho para construir o novo” and “Ainda o meu sonho”.

Matthias Offodile
September 19th, 2009, 03:06 PM
http://1.bp.blogspot.com/_sKikoc0eGQE/SZGlnIIJ14I/AAAAAAAAAPY/4D4FBP1hF50/s400/Ruy+Duarte.jpg


Luanda - O antropólogo angolano Ruy Duarte de Carvalho emitiu ontem (segunda-feira), em Luanda, o seu ponto de vista sobre os factos que marcaram a história política da capital angolana, na era colonial, apontando a conquista e reconquista desta cidade africana, pelos holandeses e portugueses, como os aspectos mais marcantes da época.


"A fundação de Luanda, a conquista pelos holandeses, a reconquista pelos portugueses e a independência nacional, de que acabo de falar durante uma hora, são os pontos mais importantes", expressou o pesquisador à imprensa, no final de uma conferência co-organizada pelo Instituto Camões e pela Associação Chá de Caxinde.


Segundo o também escritor e docente universitário, que falava sobre o tema "Conquistas e Reconquistas de Luanda", a actual capital angolana passou por um longo processo de partilha, por autoridades holandesas e portuguesas, afirmando não ter havido tempo para se construir uma cidade diferente, onde não existissem musseques.


"Não deu tempo de construir outra cidade. Os musseques não são consequência da cidade estar cheia. Derivam de outras coisas", lembrou Ruy Duarte de Carvalho, para quem a existência dessas áreas suburbanas deriva de "um fenómeno social ou arquitectónico".


"Os musseques são um fenómeno social, talvez arquitectónico, resultado do crescimento de uma cidade que, durante uns períodos, cresceu por umas razões, e noutros, por outras razões. Esta é uma interpretação antropológica", assegurou.


O pesquisador é de opinião que Luanda é hoje uma cidade em transformação, cheia de vitalidade, "e sem razão alguma para não resolver as suas questões".


Durante uma semana, o escritor e antropólogo será homenageado pelo Instituto Camões e pela Associação Chá de Caxinde, que reservam para terça-feira, em Luanda, ainauguração de uma exposição com título "Essa Maneira de Convocar Tudo", a estar patente até 20 deste mês, no Centro Cultural Português.


Para quarta-feira, está prevista uma conferência e debates sobre "Antropologia, História e Imagem".




Fonte: Texto - Angop e Foto - Lev´Arte

Matthias Offodile
September 29th, 2009, 08:21 PM
Capa 41 // João Melo
A aventura das palavras


Tem dado seu contributo para o país nas mais diversas áreas. Intelectual, deixou a sua 
marca no jornalismo e na literatura.

http://www.opais.net/resources/images/2009vida/edicao_41/img_0647_malocha.jpg

João Melo é escritor, jornalista, professor universitário, deputado e agente publicitário, Originário de uma família de intelectuais ligados à cultura, João Melo cresceu rodeado de livros, uma influência que o fez começar a escrever muito cedo. “Escrevi o meu primeiro poema aos 15 anos. Sempre vivi num ambiente rodeado de cultura. O meu ambiente familiar contribuiu imenso para que cultivasse o hábito de leitura, o que contribuiu para que começasse a escrever na adolescência”.

Continua a falar da sua aproximação ao meio literário. “O meu pai, Aníbal de Melo, foi jornalista. A minha avó materna era tia do Mário e do Joaquim Pinto de Andrade. Para além deles havia na família outros intelectuais como o Henrique e Júlio Guerra, pessoas muito ligadas à leitura e produção literária e, de certa forma, acabei por ser influenciado. Lembro-me que eu e os meus primos nas férias íamos visitar os nossos avós paternos a Malange. Foi exactamente durante uma das viagens que me inspirei e escrevi o meu primeiro poema, num impulso”.

Depois disso vieram muitos outros. Mas destes apenas um sobreviveu ao seu olhar crítico, tudo o resto foi parar no caixote de lixo. A escola também foi um alicerce para cultivar o hábito de leitura. “Outra vertente da minha educação, que contribuiu para o fortalecer o meu gosto pela escrita e hábito de leitura foi a escola. O facto de ter em casa e já estar acostumado a ler obras de grandes autores portugueses da época, como Miguel Torga, Fernando Pessoa entre outros, contribuiu para que fosse bom aluno, sobretudo a língua portuguesa. Tenho de reconhecer que a qualidade do ensino no país era bem melhor que hoje. Na altura tinha muito bons professores que sempre me incentivaram a escrever”, explica o escritor.

O poema que sobreviveu foi publicado numa revista, Semana Ilustrada, em 1973. “É verdade que publiquei o poema que sobreviveu à minha análise critica nessa revista. Publiquei também alguns cartoons. É engraçado que a minha entrada na imprensa foi como cartoonista e não como redactor. Em 1974 fui para Coimbra concluir os estudos. Mas não parei de escrever. Treze anos depois, em 1986, publiquei a minha primeira obra literária. Antes do meu primeiro livro escrevia regularmente em jornais, revistas, na Gazeta Lavra e Oficina, etc.”

http://www.opais.net/resources/images/2009vida/edicao_41/img_0645_malocha.jpg

A literatura

João Melo é casado e pai de quatro filhos. Licenciado e doutorado em Comunicação pela Universidade Federal de São Paulo. Actualmente, para além de escritor, é colunista em três jornais da capital e nalguns jornais portugueses. Já publicou 11 livros de poemas e 4 de contos. Vem aí um novo romance, intitulado O Homem que não tira o palito da boca. Numa tiragem de 1500 exemplares, quer para Angola quer para Portugal. Recorda que o seu livro que mais exemplares venderam foi Os Filhos da Pátria, lançado em Portugal em 2003, só em Lisboa cerca de 3 mil exemplares, mais os habituais 1.500 em Angola. Já pagou totalmente os custos de produção, em apenas 6 anos, o que normalmente acontece em muito mais tempo. “Nas minhas obras estão sempre presentes 3 questões recorrentes que são - a relação entre sociedade e história, o amor e o diminutismo, e um certo lirismo intimista. Estes três temas percorrem todas as minhas obras, quer de poesia quer de ficção”.

Quanto à linguagem directa e à abordagem dos assuntos, refere: “Como tenho dito o escritor é livre de escrever o que quiser e como bem entender. Por isso não tenho tabus e não me amarro a quaisquer processos ou procedimentos. Para abordar qualquer assunto utilizo os procedimentos formais e estilistas que cada um exige, dentro dos três temas que percorrem as minhas obras. Em todas estão presentes estas três grandes questões que me inquietam. Na poesia tenho sido mais expressivo, enquanto a ficção tem uma linha mais reflexiva. Mas todos eles são resultado da realidade social de Angola no pós-independência e pós-colonialista.”

Mercado

Vem aí O Homem que não tira o palito da boca, a 5.ª obra de ficção de João Melo e, que já está quase pronta para sair. “Neste momento está em fase de acabamento e sai em Outubro. O livro será editado em Luanda pela Nzila, e em Portugal pela Editora Caminho. Está a ser estudada a possibilidade de lançar o livro também em Moçambique, o que me deixa muito satisfeito. A integração cultural entre os países da comunidade PALOP e CPLP ainda é muito fraca, principalmente no que toca à circulação da produção literária. As pessoas da comunidade não têm o hábito de ler o que se publica nos diversos países, o que reduz a dimensão do mercado. Por isso a tiragem ainda é, em média, de 1000 a 1500 exemplares. Raras vezes passa disso”, refere.

O mercado pequeno leva a que os escritores tenham de ter outras ocupações profissionais. “São raríssimos os escritores de língua portuguesa, no geral, e angolanos em particular, que vivem única e exclusivamente da produção literária. Lembro-me apenas de alguns, como os angolanos Pepetela e Ondjaki, o português José Saramago ou o brasileiro Paulo Coelho. Os outros, tal como eu, não temos na literatura a nossa actividade de subsistência”, defende João Melo, acrescentando, “Os livros em português não circulam pelas comunidades que falam esta língua. Por isso levam muito tempo a vender o número de exemplares que permitam ao escritor auto-financiar-se a curto e médio prazo. Não é como o CD que vende milhares de exemplares num mês. Talvez seja por isso que temos mais músicos que escritores ou pintores”.

Questionado acerca do que se devia fazer para resolver o problema, responde: “É necessário que as editoras tomem iniciativas, já que os nossos governos se têm mostrado incompetentes. O que a meu ver passa, em primeiro lugar, pela redução dos impostos alfandegários e todos os custos que encarecem o livro desde a produção à exportação. Em segundo lugar, negociar com as transportadoras a redução do custo de transporte de livros. Em terceiro, os governos devem tomar medidas de aquisição e distribuição de livros nas bibliotecas municipais e provinciais. Uma quarta questão, que me parece muito importante, é a aprovação do acordo Ortográfico”.

Acordo Ortográfico

João Melo alinha pelo grupo dos querem a sua aprovação. Explica os seus argumentos: “Nós, escritores, não nos devemos considerar o centro do mundo. A língua é de todos e não apenas dos escritores. É evidente que para nós o acordo pode dizer pouco ou mesmo nada, porque os escritores são eles próprios fazedores de linguagem. Mas isso não corresponde a todo o universo de usos que qualquer idioma encerra. O acordo Ortográfico vai simplificar a escrita, privilegiando o aspecto fonético da língua ao invés do etimológico. Só por isso, o acordo é claramente benéfico para países como Angola e Moçambique, onde o português é ainda a língua seguida pela maioria da população. Isto significa que o acordo é necessário”.

E continua a apresentar as suas convicções: “Em segundo lugar, uma vez que todos os países passarão a escrever as palavras da mesma maneira, deixam de ter importância os países onde os livros são impressos. O que permitirá uma excelente oportunidade, que não temos o direito de desperdiçar, de aumentar a difusão da literatura. É preciso ter em conta que o acordo é apenas para unificar a escrita das palavras e, não para unificar o sotaque, o vocabulário ou mesmo a sintaxe. As resistências ao acordo são a meu ver injustificáveis”.

Generaliza a abordagem e lembra que “o deficit de educação, assim como as taxas de analfabetismo e iliteracia ainda são muito altas. Como consequência, muita gente alfabetizada não lê e muita gente que lê, não compreende o que lê”. E avança com a sua sugestão: “O fundamental é a aposta no ensino básico. Mas não basta apenas fazer escolas como estão a ser feitas. São necessários professores competentes e currículos modernos. Defendo que Angola tem de ir buscar professores para o ensino primário a Portugal e ao Brasil, os quais para além de ensinar, devem também formar professores angolanos”.

Docência universitária

Fala-nos a seguir da sua actividade universitária: “Dou aulas de Comunicação Política a estudantes do curso de relações internacionais na Universidade Lusíada de Angola. Gosto muito de dar aulas, embora a parte mais ingrata seja a hora de corrigir as provas”.

E continua a explicar: “Por vezes fico muito aterrorizado com o nível de cultura geral dos estudantes universitários. Nas faculdades e escolas em geral, compete aos professores incentivar e exigir dos alunos que leiam. É preciso ser-se mais rigoroso. A academia angolana não produz conhecimentos para os outros sectores sociais, ou seja, não contribui para o desenvolvimento social. Estamos muito atrasados e a educação é fundamental para o desenvolvimento de qualquer país”.

“Estamos a reconstruir o país, mas na hora de recorrermos a quadros que tanto necessitamos, temos de ir ao estrangeiro porque o poder de formação das nossas universidades é muito fraco. Para melhorar esta situação é necessário fazer mais do que construir universidades, como eu disse. Tem que se exigir bons currículos, professores capacitados e estruturas de base. Países que se desenvolveram como a Coreia e outros, só o conseguiram apostando a sério na certificação de qualidade das escolas. Mas são também necessários laboratórios, bibliotecas etc.”.

Jornalismo actual

A experiência como jornalista permite-lhe uma análise do estado actual deste sector. “Sou bastante crítico em relação ao tipo de imprensa que se faz actualmente no país. Talvez por estar a ficar velho (risos). Tenho de referir que algumas destas tendências não são exclusivas da comunicação em Angola, mas que me desagradam profundamente. A mercantilização da comunicação e uma relativa vulgarização dos assuntos e da forma de tratamento de temas, é um delas. Por outro lado, o sensacionalismo e uma certa arrogância dos jornalistas, que tendem a considerarem-se acima de qualquer suspeita e, em juízes de todo o resto da sociedade, não admitindo críticas”.

João Melo defende, no entanto, meios de comunicação social públicos fortes. “Estes ainda muito governamentalizados e pouco equilibrados, quer em termos opinativos quer em termos informativos. O que na minha opinião apenas prejudica o partido no poder. Por exemplo, quem foi que disse que o noticiário da TPA tem sempre de começar com uma notícia do Presidente da República? Que no Jornal de Angola a primeira página tem que ter sempre uma foto do presidente? Isto não faz sentido e, funciona ao contrário do que eventualmente se pretende. Mas Angola não pode prescindir de uma televisão e uma rádio públicas fortes, modernas e desenvolvidas. Isto é imprescindível para consolidar o Estado e a Nação. Pelo que sou contra quaisquer estratégias, directas ou indirectas, de privatização destes meios”.

Mas tal como em outras áreas da sociedade, no jornalismo também a formação é um problema. “De um modo geral a formação é baixa, quer na imprensa estatal como na privada. Não basta ter uma licenciatura para ser bom profissional. Não compreendo a resistência de alguns jovens em aprender com quem tem mais experiência. É preciso combater as tendências de xenofobia a começar pela nossa própria casa”.

E faz um aviso importante: “Estamos na era da exportação do conhecimento e os recursos humanos devem ser contratados em qualquer parte do mundo, para se atingir os interesses nacionais. Temos profissionais com qualidade suficiente para todos os projectos que nos propomos levar a cabo? A minha resposta é Não! Começam uns poucos a sair agora da universidade, mas já estão capacitados para dirigir grandes projectos? Já têm experiência? A minha resposta é outra vez Não! Então eu pergunto onde é que está o problema em ir buscar pessoal habituado a dirigir grandes projectos? Os jornalistas com experiência na sua maioria, estão a fazer outra coisa, portanto, acho que é preciso recrutar pessoal experiente sobretudo para enquadrar os mais novos. E porque os experientes vêm sempre do estrangeiro? Isso não faz sentido”.

Imprensa

Particulariza, depois, a sua análise na imprensa: “Quanto à imprensa privada, ela também não tem sido tão independente e, tem estado no mesmo ciclo de parcialidade que os órgãos públicos. Pois a imprensa privada tem feito o papel que cabe à oposição. Uma confusão entre jornalismo e identidade política. O nosso jornalismo é pouco factual e informativo e, excessivamente opinativo. Mas nem tudo é negativo. Não seria justo se me limitasse a considerá-lo assim. Há alguns progressos, por exemplo, já se observa uma certa abertura e esforço por parte da imprensa pública para cobrir todo o país. Em garantir o acesso à informação sobre e para as outras províncias. O que é muito positivo. O jornal de Angola se fosse um pouco mais aberto em termos de opinião, o mundo não cairia”.

Realça, a finalizar, o papel da imprensa privada: “Neste capítulo é muito importante reconhecer o contributo histórico desempenhado pela Imprensa privada na abertura e pluralidade de opiniões e, na abertura informativa que se regista actualmente no país. Os excessos existentes só ganham dimensão porque a imprensa pública continua muito fechada. Neste capítulo tenho de realçar dois novos projectos, o Novo Jornal e o País. Creio que já começaram a mudar o panorama e, talvez obriguem a concorrência apostar numa linha mais profissional”.

Publicidade

“Penso que não tenho mais vocação para publicidade do que para o jornalismo. Sei como fazer publicidade e tenho feito alguma. Mas tenho de ser honesto, não é a minha grande paixão. E por o mercado da publicidade estar demasiado viciado, estou a pensar em deixá-lo e, dedicar-me exclusivamente ao que gosto e faço melhor. Por agora vou abraçar projectos de comunicação e, depois vou dedicar-me só à docência e literatura. Que me dão prazer para além de dinheiro”.

Carreira de jornalista

João Melo entrou para o Jornalismo como redactor e repórter na Rádio Nacional de Angola, onde foi chefe de turno do sector literário. Foi director e co-fundador deste sector (onde redigem os textos para os programas). Em 1978 foi transferido para a Angop como director-adjunto, passando depois a director-geral. Acumulou as funções de director da Angop e do Jornal de Angola até 1982, altura em que passou para o bureau político do MPLA como chefe de secção da redacção das intervenções. Em 1984 beneficiou de uma bolsa de estudos no Brasil para aumentar o nível académico, onde permaneceu sete anos, até 1991. Enquanto se formava em comunicação, era o correspondente da Angop no Brasil. Antes disso esteve envolvido na criação de um dos primeiros jornais privados angolano do pós-independência, o Correio da Semana. “Acabou 4 anos depois porque era uma aventura sem uma base empresarial sólida de suporte”.

Regressou a Angola em 1992. Pertence à mesma geração de jornalistas que Aldemiro Vaz da Conceição (porta Voz do Presidente da República), Júlio Silva (actual director de produção da TV Zimbo) e José Mena Abrantes. Aquela foi uma geração que encontrou Luisa Fançony, Rui de Carvalho, Artur Queiroz, María Dinah ou Mesquita Lemos. E aquele que descreve como o primeiro mestre, Rodrigues Vaz. “Recentemente, há cerca de três anos criei uma revista mensal, a África 21. Um projecto angolano mas com perfil africano internacional e, com a qual estou bastante entusiasmado. Além desses 35 anos de jornalismo tenho escrito regularmente para jornais e várias revistas em Angola, Portugal, Cabo Verde, Moçambique e São Tomé.
Novo livro

Começou a escrever aos 15 anos. Hoje já tem 11 livros de poesia e 4 de contos. Juntando a isso os inúmeros artigos publicados em jornais angolanos e estrangeiros. Defende a aprovação do acordo ortográfico, bem como a criação de uma imprensa equilibrada, que classifica, por um lado a pública que é pouco factual e informativa e, por outro, a privada demasiado editorialista. Completa 40 anos de produção literária no próximo ano. Em Outubro vem aí o novo livro do escritor intitulado O homem que não tira o palito da boca.
João Armando
 e Joel Costa
14:18

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Matthias Offodile
September 29th, 2009, 08:28 PM
Cá dentro
Miguel Neto, radialista, apresentador de televisão
Alto nível


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Na rua todos o conhecem. Não é indiferente às pessoas. Faz rádio e televisão há 20 anos. Hoje tem os programas RC na LAC e o Alto Nível na TPA. Um caminho que só iniciou aos 28 anos de idade, quando a sua vida leva uma volta de 180 graus. Por acaso, como explica: “Tudo começou em 1988 com o programa Movimento Estudantil. O meu cunhado estava na produtora, conhecia-me e desafiou-me a ir fazer os testes. Na verdade achava que não tinha muito jeito para aquilo. Mas acabei por ficar. Comecei como todos, nervoso, com uma voz a tremer e só com o tempo é que se ganha à vontade”.

Acrescenta ainda com uma gargalhada: “Na verdade quando tinha 14/15 anos gostava muito de ouvir rádio. Lia em voz alta e tentava imitar o Francisco Simons que era o meu ídolo. Mas daí até ser um homem da comunicação era um longo caminho que pensava que não ia percorrer. Falar na rádio não estava seguramente nos meus planos”.
Técnico dos petróleos

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"Desde sempre que faço comunicação desta maneira. É a única que consigo fazer. Não tenho jeito para pedir ou fazer bajulação.

O que poucos sabem é que Miguel Neto era técnico de perfuração e estava ligado á área dos petróleos. Na altura em que entra para a rádio, trabalhava também no campo do Soyo para a Sonangol e ELF. “Era técnico superior de lamas, ligado à perfuração. Quando entraram as multinacionais estive na ELF vários anos, sendo que depois entrei para a Total. Onde estou até hoje. Nesta altura estou no Departamento de Arquivos, sendo que isto da comunicação sempre foi a minha ocupação dos fins de semana”, ri-se, acrescentando, “também é justo dizer que sempre fui privilegiado nos petróleos. Nunca tive de fazer trabalhos muito físicos. Sempre acompanhei o chefe”.

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Com esta revelação percebe-se melhor a postura do jornalista. “Por todas as rádios onde passei sempre fui auto-suficiente. Fiz os programas com os meus arquivos, as minhas músicas e os meus contactos. Mesmo no programa televisivo Alto Nível, o equipamento é meu. Habituei-me a trabalhar. Por isso posso dizer que nunca me aproveitei das empresas, pelo contrário, acrescentei algo em todos os lugares por onde passei”, sublinha.
programas na lac e tpa

O seu percurso começa na Rádio Nacional, passa pela Rádio Luanda e está agora na Luanda Antena Comercial. Em termos de televisão, a sua casa sempre foi a TPA. “Na verdade quando apareci o meu estilo não era muito bem aceite. Embora beneficiasse do facto de nessa altura as coisas ainda estarem a começar a abrir, não era muito fácil. Uns chamavam--me maluco, outros não gostavam desta minha linguagem sobre os Estados Unidos, mas com o andar dos tempos passaram também a respeitar-me”, afirma.
um estilo diferente

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"Sempre fui um apaixonado pelos Estados Unidos e pelos fenómenos daquele país. Lá o sonho ainda é possível."
Entre os programas que fez destaca-se o Movimento Estudantil, com o Hélder Barber, “fazia um pouco de tudo. Éramos novos e diferentes na abordagem. Alguns chamavam-nos sensacionalistas”, o Cocktail Musical, “um pouco ao género do que é hoje o RC. Com muita informação do estrangeiro. Sempre tive uma paixão pelos Estados Unidos. Na altura não havia Internet e eram os amigos que viviam no estrangeiro que nos mandavam os discos e as novidades do meio musical” e o Rotação Por Minuto, “era exactamente isso. Cada música passava apenas um minuto e não se repetiam canções. Tinha um grande dinamismo”, recorda.

Em 1991 saiu da Rádio Nacional, zangado, entra na TPA por essa altura, e ficou uns meses fora da circulação das rádios. Voltou depois à Rádio Luanda. Foi quando sentiu pela primeira vez que era uma figura pública. “Foi um conjunto de ouvintes que num inquérito pediram que eu regressasse. Percebi que tinha público. Que havia gente que gostava do meu trabalho. Isso é bom”.

Não é uma figura unânime. “É verdade que ainda existem pessoas que dizem mal do que eu faço. Mas estou aqui há muitos anos. Já tenho um legado. Quem gosta da minha maneira de estar apoia-me bastante, quem me critica, fá-lo normalmente usando métodos pouco frontais. Não temos que agradar a todos, mas é justo reconhecer quando alguém tem valor. Independentemente do gosto de cada um”, revela.

Dentro daquilo que faz, rádio e televisão, não tem dúvidas: “ A rádio vai mais longe. Faço bem as duas coisas, ao meu modo. Já fui elogiado por figuras nacionais e nomes internacionais, por isso quando surgem críticas mais ferozes, poucas felizmente, isso não me afecta. Por exemplo, na televisão a imagem é fundamental. Tenho feito algumas adaptações, embora exista uma que nunca farei, apesar de já me terem pedido, cortar o bigode”, diz.
apoio aos jovens

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Fala de forma fácil e simples. Percebe-se que a posição que ocupa é resultado de trabalho, de estratégia e de muita inteligência. Apesar de reconhecer que a maior parte dos seus fãs está numa geração abaixo da sua. “A minha imagem também ajudou a valorizar os jovens do hip pop. Normalmente respeitam-nos pouco, mas acredito que existe muito valor nesta nova geração. Há bastante tempo que estou a fazer programas que tocam esta faixa etária, resultado das opções musicais que utilizo, das matérias que escolho para a televisão, da maneira como me coloco na sociedade”, diz, avisando no entanto de forma séria: “Também ponho um fato se é preciso. Já testei isso muitas vezes, para que as pessoas percebam que o Miguel Neto com esta forma de vestir ou com fato é a mesma pessoa. Acho que a sociedade angolana me respeita da forma como sou. E os meus fatos não devem nada aos dos que os usam todos os dias”.

Todos os domingos quando sai do seu programa de rádio tem inúmeros jovens que o esperam no jardim da LAC. Querem falar, mostrar os seus discos, ouvir conselhos ou pedir ajuda. Muitos que vêem nele um modelo e uma possibilidade de realizar os seus sonhos. Será que Miguel Neto, lida bem com esta responsabilidade? “Lido mal porque não os posso ajudar como quero. Não tenho capacidades financeiras para os ajudar com instrumentos, com a gravação dos seus discos, e isso deixa-me triste. O que posso fazer é dar-lhes espaço para mostrarem a sua arte. Muitos destes jovens sem uma oportunidade, acabam por se perder. Sempre dei esse apoio”.

Um dos projectos que Miguel Neto desenvolveu, o disco RC, contribui bastante para o aparecimento de novos músicos. Já foi lançado um CD e prepara agora o segundo. “Só aparecem no disco músicos não consagrados. De outra forma não conseguiriam apresentar a sua música. São jovens à procura do seu status e muitos deles com valor. Aponto sempre o caso dos Estados Unidos, onde os músicos mais consagrados ou as figuras do espectáculo apoiam os jovens que querem aparecer. Desde 1994 que apoio novos nomes da música. Naturalmente que gostava de fazer mais, mas não tenho condições financeiras para isso”.

SEGUNDO VOLUME AINDA ESTE ANO

O livro retrata múltiplos aspectos do quotidiano do povo angolano e é baseada em crónicas do autor. A obra, produzida pela Ls Produções e editada pelas edições de Angola, também vai ser apresentada noutras províncias do país. Na sessão de apresentação, no Parque da Independência, Miguel Neto acrescentou que prevê lançar um segundo volume no final deste ano.

Matthias Offodile
October 2nd, 2009, 11:24 AM
a collage of some very famous Angolan writers

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Matthias Offodile
October 7th, 2009, 11:38 AM
Colóquio
Agostinho Neto homenagem à dimensão do Poeta
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Colóquio internacional recomenda a realização de encontros regulares sobre vida e obra do estadista e poeta angolano

O Colóquio Internacional sobre a Vida e Obra do Doutor António Agostinho Neto foi mais uma oportunidade para intensas movimentações de pessoas e ideias concentradas à volta de uma figura que marca a história e cultura de Angola. O evento aconteceu no Centro de Convenções do Talatona.

O local até que é simpático, mas nem mesmo isso tornava fácil a vida de muitos que tiveram de fazer contas à vida para lá chegar. Sobretudo os jovens estudantes, que estiveram em maioria, mas também os membros da autoridade tradicional, funcionários da Cultura, artistas e outros que dia-a-dia enfrentam o drama dos transportes públicos em Luanda, sem já falar nas malabarices dos candongueiros. Os que têm viatura à disposição, pelo menos, não se queixaram dos engarrafamentos que se fazem sentir no centro da cidade, como foi aquando da Conferência Internacional sobre Óscar Ribas, no Palácio dos Congressos.

Foi também simpático ver tantas figuras importantes da nossa e doutras sociedades sentadas num mesmo sítio, envolvidas num mesmo evento com essas pessoas que dia-a-dia enfrentam este ou aquele drama, fruto da sua ténue condição social. Muitos encontravam-se aí, ao mesmo tempo, nas vestes de políticos ou governantes com cargos de referência, mas também como camaradas, colegas e amigos de Agostinho Neto. Haviam representantes de vários países, de África, Europa e América.

Não era para menos, pois a dimensão multifacética do humanista, político, estadista, escritor e homem de cultura justifica tal reunião, a mesma que se recomendou, no final, que aconteça mais vezes e com a regularidade merecida, “como forma de permitir a recolha e o registo de elementos para um melhor conhecimento da trajectória do primeiro Presidente de Angola”.

Só assim os objectivos do Ministério da Cultura que se lançou ao desafio de homenagear tão importante figura do país, poderão ser alcançados, aliás, como é desejo de todos, manifestado também pelo primeiroministro António Paulo Cassoma, no seu discurso de encerramento do evento: “Desejo que as contribuições saídas do colóquio possam ajudar a aprofundar os estudos e investigações sobre a dimensão da vida e obra de Agostinho Neto, nas suas múltiplas facetas”, disse.

Paulo Cassoma referiu-se também aos vários eventos de carácter histórico-cultural que têm sido realizados desde que o país alcançou a paz, como o Encontro Nacional da Cultura, a Conferência Internacional sobre o Processo dos 50, a jornada de reflexão sobre a preservação do Património Histórico, a conferência sobre o centenário de Óscar Ribas, entre outros que têm contribuído para a “consolidação da nossa memória colectiva”. “O Governo e as instituições afins, mais do que nunca, devem unir esforços para promover iniciativas, sobretudo institucionais, no quadro da estratégia nacional de divulgação e valorização do património histórico e cultural de Angola”, considerou.

O MINICULT, encabeçado por Rosa Cruz e Silva, desde o começo que quis demonstrar essa mesma vontade, ao assumir o compromisso de criar uma cadeia de debates em que foram apresentadas importantes reflexões e dados valiosos testemunhos sobre a vida e obra de Neto.

“Volvidos trinta anos da sua morte, é imperioso que se multipliquem os esforços para que a pesquisa e a investigação neste domínio possa trazer à luz os estudos que se impõem sobre esta grande figura da História angolana”, disse a ministra no seu discurso por ocasião da abertura do colóquio.
A importância da poesia

O escritor José Luís Mendonça considerou ser importante a inclusão da poesia de Neto no cânone da literatura angolana, “como obra de conhecimento indispensável para os alunos do ensino médio, pré-universitário e nas cadeiras de Literatura dos cursos superiores”.

Convidado como conferencista, o escritor dissertava a propósito do tema “Sagrada Esperança de Agostinho Neto: do desfile das sombras para o amanhecer da justiça social – uma poética do desenvolvimento africano”.

No seu entender a poesia de Neto continua a ser uma referência válida e obrigatória para todas as gerações que actualmente se entrosam no tecido sociocultural da Angola de hoje, assim como para as gerações que estão para nascer.

Quem também falou do “valor da poesia de Agostinho Neto para as novas gerações” foi o professor Pires Laranjeira, da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, referindo que a obra poética de Neto é o exemplo mais directo e veemente, um autêntico apelo ideológico e político, sobre o dever de os angolanos esclarecidos lutarem contra a assimilação cultural, nas décadas de 40 e 50.

“O contexto era o da luta contra a assimilação colonial, mas, hoje, faz todo o sentido combater, ideológica e culturalmente, o excesso de optimismo quanto às crioulizações, mestiçagens, hibridismos, misturas, mesclas, amálgamas e outros conceitos e formas de abordar a interculturalidade em países do Sul a partir de uma conceituação que decorre de um foco centrado a partir do Norte”, disse.

O professor referiu que na Europa, os estudantes que frequentam as aulas de literaturas africanas ficam agradavelmente surpreendidos com a poesia de Neto, demonstrando admiração e carinho. “Cada vez mais, os jovens europeus têm curiosidade em conhecer a sua obra e naturalmente a de outros poetas angolanos”.

Enriquecer a biblioteca

O colóquio internacional sobre a vida e obra de Neto serviu também para que muita gente, amante da boa leitura, aproveitasse enriquecer a sua biblioteca pessoal com várias obras expostas no hall do Centro de Convenções.

O grande destaque recaiu para o lançamento de quatro títulos de Agostinho Neto, nomeadamente, “Náusea”, “A Renúncia Impossível”, “Sobre a Libertação Nacional” e “Ainda o Meu Sonho (Discurso sobre a Cultura Nacional)”, que aconteceu na tarde de terça-feira.

Para além destes títulos, outras obras do considerado Poeta Maior estavam a ser comercializados no local. De igual modo, foram expostas dezenas de obras doutros escritores angolanos e não só, em que se destacavam ensaios sobre a vida de Neto. Alguns títulos da autoria de Óscar Ribas, reeditados há um mês por ocasião da conferência internacional sobre o centenário do seu nascimento.

Quarta-feira, último dia do colóquio, foi também lançado o livro intitulado “Ideologia e Engajamento em Agostinho Neto e Leopóld Senghor”, da autoria do professor nigeriano Ebenezer Adedeji Omoteso. O mesmo foi apresentado pelo professor português Pires Laranjeira que assinou o prefácio. O professor Omoteso foi um dos convidados a conferenciar, com o tema “Negritude e Marxismo na poesia de Agostinho Neto”.

O escritor S. Miguel, pseudónimo de Miguel de Oliveira, aproveitou a ocasião para comercializar e autografar o seu livro intitulado “Mito Neto”, um ensaio sobre o forte carácter espiritual que detinha o estadista e poeta angolano.
Vladimir Prata















Livro
Guerra do Kuito em livro





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O livro intitulado “Kuito – Resistência de um Povo”, da autoria de Jonas Albino, foi lançado no final da tarde de ontem, no Centro de Formação Jornalístico (CEFOJOR), em Luanda.

A obra, apresentada pelo jornalista Ismael Mateus e que sai a público sob auspício da editora Nzila, faz uma abordagem sucinta dos eventos ocorridos no decurso da guerra do Kuito, de 1992 a 2002.

Numa linguagem simples e própria de um jornalista, o autor relata não só as peripécias desta guerra, mas sobretudo as acções de resistência e a luta pela sobrevivência por parte do povo bieno.

As entrevistas a quatro sobreviventes – Cidalino Ramos, Marques Bango, Henrique Arsénio e Abel Abraão – ajudam o leitor a compreender melhor as dificuldades por que passaram os habitantes da cidade do Kuito.

De facto, o leitor, mediante esta obra, poderá conhecer alguns pormenores relacionados com “A Grande Marcha”, a elevada taxa de mortalidade por escassez de alimentos, o papel da juventude durante o conflito armado, o trabalho destemido de alguns jornalistas – e muito mais.

Jonas Albino Chicomo nasceu em Quilengues, província da Huíla, a 15 de Fevereiro de 1975. Jornalista de carreira na Rádio Nacional de Angola (Rádio Bié), é igualmente estudante do quarto ano do curso de Psicologia Educacional do ISCED Huambo – extensão Bié. Técnico médio em Enfermagem Geral, formou-se em Jornalismo no CEFOJOR. “Kuito – Resistência de um Povo”é a sua primeira obra.















Livro
Duas prosas para Luanda

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Os amantes da literatura angolana têm a sua disposição a oportunidade de coleccionar mais duas obras. Tratam-se dos livros intitulados “Este Lago Não Existe” e “Rua dos Anjos”, da autoria do escritor Victor Burity da Silva que, e estão a ser comercializados ao preço de 1500 kwanzas cada.

Lançados terça-feira última, no salão nobre da Universidade Independente de Angola (UNIA), os referidos títulos saem a público em Luanda com a chancela da Plural Editores, há cinco anos a representar a Porto Editora em Angola.

É a primeira vez que a referida editora se “aventura” em lançar obras literárias, como explicou o engenheiro Alexandre Alves, um dos responsáveis da empresa, sendo que a mesma dedicava-se até ao momento ao lançamento de obras didácticas.

“Este Lago Não Existe” e “Rua dos Anjos” estarão, em breve, também disponíveis em Portugal, através daquela editora portuguesa, e em Moçambique, pela mão da Plural Editores Moçambique.

O acto de lançamento dos livros, escritos no género de prosa poética, teve uma assistência dominada por estudantes da UNIA, contando também com a presença do ministro da Educação, António Burity da Silva, e do reitor da referida universidade, Carlos Burity da Silva, coincidentemente irmãos do autor.

A princípio esperava-se que o conceituado escritor Pepetela fosse apresentar os livros, mas tal não aconteceu por razões que não foram devidamente esclarecidas. De qualquer forma, a opinião do autor de “Os Cães e os Caluandas” em relação a uma das obras – “Este Lago Não Existe” – está transcrita na contracapa do livro. “Digam o que disserem os doutos da literatura e os sábios da cidade, este livro é para mim um longo poema de amor, onde uma frase por vezes irrompe em explosão e uma palavra surge inesperadamente para nos surpreender… e encantar”, escreve Pepetela.

Numa outra nota sobre a mesma obra, emitida pela editora, referese que “Este Lago Não Existe”, uma mescla de luz e trevas, real e imaginário, é um livro para ler devagar.

Quanto ao livro “Rua dos Anjos”, o mesmo tem como principal personagem um sem-abrigo, Serafim, que “coabita com os demónios da terra, numa rua de Lisboa” chamada rua dos Anjos.

“Traz-nos o ambiente frio e desumano duma rua perdida de Lisboa, impessoal, cheia de movimentos, em que um ser distante, um sem-abrigo acaba por se confundir no imaginário de quem passa.

É uma reflexão agridoce sobre o fenómeno dos sem-abrigo”, refere a professora Sandra Chalô que fez a apresentação das obras, em substituição de Pepetela. Refere-se ainda que uma parte deste livro está publicada em manuais escolares angolanos da 12ª classe. A obra também tem sido alvo de estudos no ensino superior cabo-verdiano.

Victor Burity da Silva nasceu na cidade do Huambo, em Dezembro de 1961. Estudou Jornalismo em Lisboa.

Vive no Porto e em Luanda. Participou em várias colectâneas de prosa poética, como “Poesis” (2007), “Intemporal” (2008) e “A Arte Pela Escrita” (2008). Publicou textos em jornais e revistas, tendo recebido vários prémios e menções honrosas.







New book by Anglan writer José Eduardo



Obra
"Barroco tropical’ ou a beleza de um panfleto

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Em Junho deste ano, o escritor angolano José Eduardo Agualusa publicou “Barroco Tropical” (Edições Dom Quixote. Lisboa, 2009), o seu mais recente romance. Muito longe de ser insosso e “non engagé”, este livro do autor é um panfleto oportuno e necessário e, também por isso, será publicado ainda este ano em Angola pelas edições N’zila.

Li com muito prazer as partes mais romanescas de Barroco Tropical como o são, por exemplo, os fragmentos do diário de László Magyar e a história de Mãe Mocinha. E desfrutei de todas as vezes que o autor desliza uma peça mais da sua colecção de oximoros, quando “ressuscita” alguma palavra como alfobre ou zimbório ou, ainda, quando cria imagens aparentemente saídas de lugares comuns mas que subjugam o leitor por serem quase consensuais, como quando o narrador nos diz: “Lua é o diminutivo carinhoso com que nós, os luandenses, nos referimos à nossa cidade. (...). Luanda partilha com a Lua a mesma árida e agreste desolação, a mesma poeira sufocante. Todavia, como a Lua, vista de noite, e de longe, parece bela. Iluminada, seduz. Além disso a sua luz tem o estranho poder de transformar homens simples em lobos ferozes”.

Em “Barroco Tropical” a escolha do espaço em que o romance transcorre não podia ser mais oportuna: é em Luanda com uma paisagem urbana futurista e caótica que toda a história transcorre. Mas, e é preciso que também se diga, não podemos deixar de ver no romance laivos de oportunismo: a reapropriação do debate em torno da alegada mediocridade da poesia de Agostinho Neto é o “artificio histórico e literário” para retratar, por um lado, aqueles que Bartolomeu Falcato chama de neo-nativistas, mostrando o fedor de um tipo de político de circunstância, próprio da nossa transição política e, por outro, aproveita auto-proclamar-se “dissidente poético”.
A subtileza do título

Com a escolha do título “Barroco Tropical”, que não é propriamente a classificação que Virgílio de Lemos vem dando a “alguma da nova ficção em língua portuguesa” como o autor nos quer fazer crer, Agualusa escreve um livro que pretende ser a confirmação de uma tese. Virgílio de Lemos fala em “Barroco estético”. No entanto, o trópico como condicionante cultural provoca, por associação, que o romance desperte o fantasma dos neo-lusotropicalistas.

Outra coisa que o autor pretender condicionar e que só é assim em parte, é a leitura do livro como um romance, elucidário, testemunho e ou relato. Quanto à mim, dentre as muitas outras possibilidades de leitura, uma das mais relevantes é, certamente, a de “Barroco Tropical” como um Pamphlet. Panfleto no sentido que os franceses atribuem ao tipo de livros que se inserem no contexto de um certo tipo de literatura de combate, que questiona virulentamente o poder estabelecido e onde o autor parece ter a verdade absoluta, ao revelar o estado da situação social e intelectual, bem como os limites da liberdade de expressão de uma sociedade dada.

Com este romance, através das entrevistas concedidas, por exemplo, a Pedro Durães da revista África Today (14/08/09) e o vídeo publicitário das Edições Dom Quixote que podemos ver no youtube, José Eduardo Agualusa despe-se face aos seus leitores e, ipso facto, cria um escudo protector face à critica vazia e malsã: “Barroco Tropical” é também uma defesa simbólica à igualdade de género, a favor do desenvolvimento sustentado, em defesa de uma educação e cultura de qualidade e isso faz do livro um rebento necessário e na moda dos tempos.
Um libelo acusatório

Houve panfletos contra o poder colonial e este é certamente um contra algumas das manifestações do poder pós-colonial em Angola, que como todo poder deve ser questionado para que melhore. Mas, pelas reflexões e debates que este livro pode provocar, se formos justos e nada preconceituosos, ele poderia também propiciar a “reconciliação” de José Eduardo Agualusa com muitos dos que o criticam, por razões, nem sempre estéticas, muito menos literárias e frequentemente políticas.

Sátira ou “alerta”, através de situações bizarras, desfilam no romance diferentes tipos sócio-comportamentais, manifestam-se múltiplas encarnações do mau gosto e, em geral, escenificam-se as glórias e as baixezas de uma sociedade que vive tão oca como uma termiteira: “Barroco Tropical” é um dos retratos colectivos possíveis daquela que na alegoria é Luanda, em 2020.

Com este romance, elucidário, testemunho, relato ou panfleto, José Eduardo Agualusa com assumida irresponsabilidade aceita entrar no jogo dos neo-nativistas situando-se no pólo dos neo-lusotropicalistas.

Uma lógica maniqueísta que até agora só tem provocado a esclerose criativa e reflexiva dos primeiros ou a “literatura de mercado” dos segundos: e essa é uma irresponsabilidade colectiva que não devemos alimentar, porque conduzir-nos-á a formas de violência sóciocultural autodestrutivas.

De um modo mais amplo, como livro-tese, “Barroco Tropical” remete-nos necessariamente ao “Concerto Barroco”, essoutro livro de Alejo Carpentier em que o autor cubano deu corpo e substância à ideia do “real maravilhoso”. Nessa dimensão, comparado com aqueles que, à primeira vista, poderia evocar como seus pares, “Barroco Tropical” é uma pura caricatura: não é nem o realismo mágico que nos contou Gabriel Garcia Marquez com a invenção de Macondo, nem o da voz do crepúsculo que nos fala Derek Walcott.

A classificação que José Eduardo Agualusa ora subverte à sua maneira, ora se limita a cenificar no romance, como expressão da imitação que as elites, em Angola, fazem da sociedade de espectáculo dos países capitalistas desenvolvidos, é uma das transfigurações possíveis daquilo que, repito, Virgílio de Lemos chamou de “barroco estético”. Ao optar por um argumento um tanto ou quanto sensacionalista, pelas formas que utiliza para articular o esqueleto de um mundo em torno da trajectória musical de Kianda, num país dirigido por uma Presidente, ao dar também protagonismo a uma artista plástica e “arquitecta orgânica”, dois estilistas , um escritor, um pintor, um jornalista, com destinos amarrados a um traficante de armas que vira embaixador, um curandeiro , um antigo terrorista e um ex-sapador cego, o escritor tece de uma maneira básica, quase realista e muito previsível “o tapete voadorlúdico do barroco estético como viagem underground entre o real e o fantástico,” de que Virgílio de Lemos, isso sim, falara.

No reino da hipérbole desnecessária Apesar da riqueza e originalidade delas, definir as literaturas, a música, as artes plásticas (escultura e a arquitectura) e a dança feitas em Moçambique, Angola, Caboverde e no Brasil, entre 1948 e 1995, como “Barroco estético”, não é certamente a mais afortunada das classificações, na medida em que entre 1600 e 1750, o barroco teve no Ocidente uma génese e dinâmicas muito específicas: Virgílio de Lemos, a meu ver, sucumbe mais ao fascínio que lhe provocaram os seus encontros, em Paris, com Alejo Carpentier e Severo Sarduy. Essa classificação revela mais, por um lado, uma tentativa de efectuar um paralelismo arbitrário e, por outro, a relativa incapacidade de encontrar melhores maneiras de definir o contexto cultural em apreço.

Ao alimentar a clivagem entre neonativistas e neo-lusotropicalistas, cuja imagem patética é indiscutivelmente quando, no romance, a personagem que é a recriação de Papa Kitoko é nomeado Ministro da Cultura, vemos esgalhado o lado mais desafortunado, inestético e obscuro do romance, a hipérbole desnecessária.

Ainda assim, no dinamismo do mundo de hoje, entre a “literatura de combate” e a “literatura de mercado”, a reivindicação da fealdade tanto como o elogio da beleza podem ser transformadores: nas contradições de “Barroco Tropical” vemos cristalizada uma forma de engajamento político e social que é certamente melhor que o seu oposto, o silêncio acrítico e anestesiante de uns lobos ferozes que, em realidade, podemos ser todos.
Adriano Mixinge em Paris

Matthias Offodile
October 15th, 2009, 10:32 AM
Depois do «quase silêncio»
José Luandino Vieira regressa com o «Livro dos Guerrilheiros»

2009-10-13 12:14:36

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O escritor angolano José Luandino Vieira vai lançar esta quinta-feira, em Coimbra, o seu mais recente trabalho «Livro dos Guerrilheiros».

Considerado um dos mais importantes escritores africanos de todos os tempos, passou os últimos 17 anos num «quase silêncio» literário, como refere o especialista em literaturas africanas da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, José Pires Laranjeira, que gora quebrou com a publicação do «Livro dos Guerrilheiros».

Prémio Camões em 2006, José Luandino Vieira, vai responder às questões dos leitores no encontro onde será feita a apresentação do livro. As perguntas darão o mote à conversa na Almedina Estádio Coimbra, naquela que é a primeira sessão do ciclo «Comunidade de Leitores» depois do Verão.

José Luandino Vieira é um dos escritores africanos de referência, com obra traduzida em várias línguas. Foi o primeiro escritor africano em língua portuguesa a alcançar projecção internacional, depois de Castro Soromenho e Agostinho Neto. Nasceu em Ourém, passou a juventude em Angola, onde combateria pelo MPLA pela libertação do país, foi preso pela PIDE ainda na década de 50 e condenado a mais de dez anos de prisão.

Segundo Pires Laranjeira, que vai fazer a apresentação do novo livro de Luandino Vieira, «os seus livros, sobretudo a partir de «Luuanda», caracterizam-se por um discurso angolanizado, de sintaxe diferente do português europeu, centrado nas vidas da gente humilde dos musseques (bairros pobres da capital colonial), sendo a estória (entre o conto e a novela) o subgénero que melhor se adapta ao seu fôlego criativo. As histórias são, em geral, muito engraçadas, com episódios caricatos, plenos de humor piedoso e responsável, se bem que apresentem casos de opressão social e política e de enfrentamento de mundos culturais diferenciados».

O ciclo Comunidade de Leitores é organizado pela livraria Almedina, pela professora da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra Ana Paula Arnaut, pelo Centro de Literatura Portuguesa e pela Ideias Concertadas.

Matthias Offodile
October 15th, 2009, 11:31 AM
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Escritor angolano Ribeiro Tenguna

Matthias Offodile
October 17th, 2009, 03:07 PM
Filipe mukenga, A nova aposta




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“Nós somos nós” é o título do quarto álbum discográfico do cantor e compositor angolano Filipe Mukenga, lançado ontem, em Luanda, num evento organizado apenas para convidados.


O acto teve lugar no Cineplace do Belas Shopping, e muita gente teve a oportunidade de o adquirir e de o ter autografado pelo autor, já que somente no próximo mês é que estará disponível para o público em geral, após lançamento e assinatura de autógrafos que irá acontecer no Parque da Independência.


O disco, que contou com uma forte colaboração de Filipe Zau na autoria das letras, comporta catorze faixas musicais e foi totalmente gravado no Brasil, sob a chancela da Ginga Produções, uma empresa do Grupo Aldeia. Contou com a direcção do músico e produtor Zeca Baleiro que também “emprestou” a sua voz à obra, dividindo com Mukenga a interpretação do nono tema, intitulado “Uma volta e meia”.


Para além da participação de Zeca, realça-se a do maestro e compositor internacional Ivan Lins que intervém no tema “Aprisionar a negra noite” (o décimo no disco). Um poema escrito pela jornalista brasileira Cláudia Noronha que se assume como amiga de Filipe Mukenga.


Outra voz de referência neste mais recente trabalho do autor de “Kianda Kianda” é a de Martinho da Vila, cantor e compositor brasileiro bastante popular em Angola. Ao lado de Mukenga, Martinho interpreta o tema “Paquete”, número onze, no qual, como diz Mukenga, “é possível mostrar que, de facto, há afinidade muito grande entre o semba e o samba”.


Filipe Mukenga, que dedicou o trabalho aos angolanos, pela paz conquistada e confiante nos resultados deste disco, cuja gravação teve início em Dezembro de 2007, na cidade de São Paulo. Ontem, para além do CD, foi apresentado um videoclip da música “Ixi Yeto Yatululuka”, a segunda do álbum. Após o lançamento previsto para Novembro próximo, o autor viaja para um périplo pelo Brasil.


Percursor da Nova Música Angolana


Filipe Mukenga é natural de Luanda, onde nasceu a 7 de Setembro de 1949. Canta e compõe há 45 anos. Muitos o consideram percursor da Nova Música de Angola. Como ele próprio define, “é uma música aberta ao mundo e caracterizada por uma grande riqueza de conteúdo e harmonia.


” Repleto de boas influências, ao jazz ele vai buscar as dissonâncias, os acordes invertidos e pouco comuns na música africana. Com efeito, na arte de Mukenga, além da herança cultural do seu povo, cruzam-se as mais variadas influências, desde os coros protestantes que escutava quando, menino, acompanhava os seus pais no culto dominical, aos sons negros americanos que descobria na adolescência (jazz, blues, soul music), à música francesa e à música latinoamericana.


De todo este manancial de influências, Filipe Mukenga construiu uma música altamente elaborada, com textos de grande qualidade, muitos deles escritos por Filipe Zau, seu parceiro na arte de compor. Com um repertório muito personalizado, traduzido em canções inspiradas nos ritmos e nas línguas nacionais de Angola e com teor internacional muito grande, Mukenga está tão perto do seu continente como da Europa e da América.


Trajectória do artista


1964 Impulsionado pelos Beatles, que faziam sucesso em todo o mundo e Angola não escapou ao fascínio da sua música, Mukenga inicia a sua actividade musical, apresentandose no Cinema Restauração e no programa “Chá das Seis”.A rubrica do referido programa, “Um minuto para mostrar o que vale”, no qual se inscrevera, estava virada para a descoberta de novos valores.


1964-1969 Influenciado pela Pop Music Anglo-saxónica e outros géneros da época, foi integrando vários grupos que naquele tempo proliferavam em Luanda. Recorda-se aqui, nomeadamente os Brucutus, os Indómitos do qual foi vocalista, The five Kings com Mello Xavier nos teclados e na voz, The Black Stars de Gégé Belo, os Rocks de Eduardo Nascimento, os Electrónicos com Vum-Vum na voz, os Jovens com Mário Bento, Mário Eduardo, hoje Mário Ngoma e Mário Rui, Apollo XI com Mukenga mais experiente, entre outros;


1969 – 1975 – Neste período, Mukenga concluiu o serviço militar no exército colonial português e formou o Duo Misoso a partir do qual as suas preocupações musicais foram-se acentuando em relação aos ritmos tradicionais angolanos, às harmonias baseadas nos acordes invertidos, às dissonâncias, às línguas nacionais e naturalmente, à componente social da sua música. Integra ainda e no referido período o Projecto Kisangela da JMPLA e chefia a sua Secção de Música reunindo os melhores cantores do país naquela altura;


1980 Durante a visita a Angola da mais importante caravana artística brasileira de sempre, que apresenta em várias localidades do país o Projecto Kalunga, conhece Djavan que transforma as suas composições Nvula e Humbiumbi nas canções angolanas mais internacionais.


1983 Integra a caravana artísticocultural que pela primeira vez pisa terras do Brasil, apresentando nos estados do Rio de Janeiro, S. Paulo e Bahia, o Canto Livre de Angola;


1990 Grava em Lisboa e para a EMI Valentim de Carvalho, o seu primeiro disco intitulado Novo Som;


1994 Grava em Paris e para a Lusáfrica, o segundo disco que decide intitular Kianda Kianda;


1996 – De novo em Paris, grava, contando com a participação de outros cantores angolanos e não só, o lítero-musical intitulado O Canto da Sereia, o Encanto em que é co-autor com Filipe Zau;


1999 É convidado pela Embaixada de Angola no Brasil a participar nas cerimónias de inauguração da Casa de Angola na Bahia


2000 Inicia, em Salvador da Bahia, a gravação de Mimbu Iami que conta com a participação especial de Djavan, tendo concluído o trabalho em


2002, em Lisboa.


2003 Acontece em Lisboa e em Luanda o lançamento do terceiro álbum de originais Mimbu Iami.


2004 Depois de 13 anos na diáspora, Mukenga regressa à pátria para a servir numa nova fase da sua vida.


2005 É convidado pelo cantor-actor brasileiro, Maurício Mattar, a participar no seu disco intitulado Meu Segundo Disco.


2007 Inicia em Dezembro, na cidade de São Paulo, a gravação do seu quarto disco, Nós Somos Nós. Ainda nesse ano, é convidado pela Associação Cultural Chá de Caxinde, a criar, conjuntamente, com Filipe Zau, seu companheiro inseparável na arte de compor, a canção com a qual se apresentaria, na marginal, em mais uma edição do Carnaval de Luanda.



Na arte de Mukenga, além da herança cultural do seu povo, cruzam-se as mais variadas influências, desde os coros protestantes que escutava quando, menino, acompanhava os seus pais no culto dominical, aos sons negros americanos que descobria na adolescência (jazz, blues, soul music), à música francesa e à música latino-americana.


De todo este manancial de influências, Filipe Mukenga construiu uma música altamente elaborada, com textos de grande qualidade, muitos deles escritos por Filipe Zau, seu parceiro na arte de compor.

Matthias Offodile
November 6th, 2009, 05:09 PM
O escritor angolano Ondjaki fala sobre a influência de Luanda em sua literatura, o mais novo livro infantil, "O Leão e o Coelho Saltitão"



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Leitura de trecho do conto "Fúria" de Patrícia Reis, feita por Ondjaki. "Fúria", Patrícia e Ondjaki integram o Desacordo Ortográfico, antologia organizada por Reginaldo Pujol Filho a ser lançada pela Não Editora em nov/09.

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O Projeto MaPa tem o prazer de receber o poeta e escritor angolano Ondjaki no palco do Cinemathèque, RJ (09/07/08)

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the last one is superb!

Matthias Offodile
November 13th, 2009, 10:54 AM
Angola
João Melo vence Prémio Nacional de Cultura angolano



O escritor e jornalista angolano foi o vencedor da edição 2009 do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2009, atribuído pelo Ministério da Cultura (Mincult) angolano.


http://1.bp.blogspot.com/_47LO6gsE1-w/SjeF91X4-nI/AAAAAAAACx0/J_nDaHZOjPA/s400/Jo%C3%A3o+Melo.bmp
Da Redação, com agência

Luanda - O escritor João Melo é o vencedor da disciplina de Literatura, do Prémio Nacional de Cultura e Artes 2009, atribuído pelo Ministério da Cultura (Mincult) angolano, anunciou nesta sexta-feira (6), em Luanda, o presidente do júri, Mário Pinto de Andrade.

Em conferência de imprensa realizada no Centro de Imprensa Aníbal de Melo, Mário Pinto de Andrade realçou que a distinção de João Melo resulta do conjunto das suas obras.

João Melo, diretor da revista África 21 e parceiro da CCA, editora da África 21 Digital, é escritor, jornalista, publicitário e professor. Nasceu em Luanda em 1955. Estudou Direito em Coimbra e em Luanda. Licenciou-se em Comunicação Social e fez o mestrado em Comunicação e Cultura no Rio de Janeiro.

João Melo é membro fundador da União dos Escritores Angolanos (UEA) e é deputado à Assembleia Nacional.

Tem no mercado diversas obras poéticas e em prosa, entre as quais “Imitação de Sartre e Simone de Beauvoir”, “Uma Terra Sem Amos”, “Filhos da Pátria”, “Uma Terra Sem Amos”, “The Serial Killer e outros contos risíveis ou talvez não”, "Outras Margens”, “O Dia em que o Pato Donald Comeu Pela Primeira Vez a Margarida”, “Outras Margens” e “Auto-Retrato”. As informações são da Angop.

Matthias Offodile
November 14th, 2009, 01:12 PM
Escritor angolano, Boaventura Cardoso concede entrevista exclusiva ao “Site Folha de Angola” na ocasião do lançamento do livro “Mãe, Materno, Mar” no Rio de Janeiro.



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O Espaço Cultural do Consulado Geral de Angola, no Rio de Janeiro, teve a honra de receber, neste sábado, dia 5 de setembro, o escritor e também Governador da província de Malange, Boaventura Cardoso, para uma homenagem.

Boaventura Cardoso nasceu em Luanda a 26 de Julho de 1944, passou parte da sua infância na região de Malanje. Fez os estudos primários e secundários em Luanda. É licenciado em Ciências Sociais.

O início da sua carreira literária data de 1967, com a publicação de vários contos e poemas nos jornais luandenses. Com efeito, é no plano da linguagem que Boaventura Cardoso alcança resultados que o inscrevem por direito próprio na galeria dos autores mais representativos da sua geração e da literatura angolana.

A Folha de Angola esteve presente no evento e trouxe para seu leitor uma entrevista, exclusiva com o escritor:

Folha: Sr. Governador Boaventura Cardoso, como se sentiu com a homenagem recebida hoje, especificamente, aqui no Centro Cultural do Consulado Geral de Angola no Rio de Janeiro?

É gratificante. Saio daqui honrado e muito satisfeito com essa homenagem que me foi prestada aqui, no Rio de Janeiro. Permita-me dizer que, com a homenagem recebida pela Academia de Letras de Tocantins, onde me foi atribuído o título de membro honorífico dessa academia e a de hoje, as duas exaltações faz-me um escritor muito feliz.

Folha: Como é conciliar: ser governador de Malange e ser escritor?

Não é nada fácil é extremamente difícil, por isso mesmo eu levo muito tempo para escrever. Eu tenho “ na forja”um romance ‘Noites de Vigília’ há sete anos, quando ainda era embaixador em Roma, que ainda não terminei. Mas está bastante avançado, espero terminá-lo no próximo ano.

Folha: Com vários livros publicados: ‘Dizanga dia Muenhu’; ‘O Fogo a Fala’; ‘A Morte do Velho Kipacaça’ (contos); ‘O Sino do Fogo’; ‘Maio, Mês de Maria’ (romance); e ‘Mãe, Materno Mar’, que está lançando, entre outros. Conte-nos como é o processo de publicação de seus livros?

Por ser um escritor conhecido, eu não tenho, relativamente, grandes dificuldades na publicação. Meus livros são editados em Portugal e, simultaneamente, em Angola. Sinceramente, não tenho encontrado dificuldades, é um processo que tem sido bastante gracioso.

Folha: Qual o tema central de ‘Mãe, Materno Mar’?

Claro, que é preciso ler a obra para saber mais um pouco da história. Mas trata-se de uma longa viagem, de Malange até Luanda, que dura quinze anos. O personagem principal, Manecas, é um indivíduo do interior, que não conhece o mar, e seu grande sonho é conhecê-lo. E durante a extensa viagem, para realizar este desejo, lembra sempre da mãe que deixou em Malange. Esta referência marcante se tornou título: ‘Mãe, Materno Mar’. Um título sugestivo, pois o mar pode simbolizar muito bem a mulher. O mar, em si, tem um significado muito forte.

Folha: O que o senhor lê na Literatura Brasileira? Tem preferências clássicas ou contemporâneas?

Eu leio mais os clássicos da literatura brasileira. Primeiramente Machado de Assis, e os mais modernos como; Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro, entre outros. Mas o meu grande escritor é Guimarães Rosa, o livro Grandes Sertões Veredas, é a obra que leio quase todos os anos.

Folha: Uma curiosidade: O Senhor participará da Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, com data prevista para 10 de setembro, próxima semana?

Não vou participar. Infelizmente, não tinha conhecimento prévio do evento. Somente agora, vendo os cartazes, é que tomei conhecimento. Mas com certeza absoluta não participarei.

Folha: Para o futuro, já está pensando em seu próximo livro a ser lançado? Tem algum novo projeto?

O próximo livro já está pensado. O título será ‘Noites de Vigília’, como mencionei, já está escrito. O meu processo de escrita ser muito moroso, faço um trabalho de reescrita, exercito muitas leituras, várias revisões e por este motivo, o livro ainda não foi entregue a gráfica. Mas creio que no próximo ano a obra estará concluída e, em 2011, será publicada. A ação principal do livro centra-se entre 25 de abril de 1974, com a queda do regime fascista em Portugal, e o 11 de novembro de 1975, data da independência de Angola.

Folha: Diga um desejo que o Senhor gostaria que fosse realizado?

Eu gostaria que as pessoas conhecessem mais Angola, que é um país maravilhoso. Lamentavelmente, durante muito tempo Angola era referenciada como um país onde havia uma guerra intensa, que era fato, mas hoje é um país que está em paz, em plena democracia e em franco desenvolvimento. Uma terra maravilhosa e acolhedora, para quem estiver interessado em conhecer países africanos. Espero, também, que por via da literatura angolana seja possível conhecer um pouco daquilo que nós angolanos somos.

Eleni Rosa

Fonte:folhadeangola.com

lochinvar
November 14th, 2009, 01:34 PM
Just curious. What percentage of Angolan are mestizos? Almost 75% of the people posted here look mestizos.

Matthias Offodile
November 14th, 2009, 03:08 PM
Ohhh noooo, not again a race thread!

Really I am sick and tired of it, let´s just post pics and that´s it...without people coming and asking what percentage of this is that or that is this?

Instead of asking questions about the authors, all you see is colour! Damn...and 70% of the people posted are not meticos.

But to quench your interest:

Out of around 15 million:

The vast majority of Angolan is black Angolan (more than 90%), around 3-5/6% percent is mulatto (depending if you include the diaspora), around 2-3/4% is white Angolan (depending if you include diaspora or not..hard to tell because quite a good deal have dual citizenship)....but all is one "povo angolano".

Angola is by far the racially most diverse country (quantified by people) in Africa (outside South Africa).

PLEASE, let´s keep this thread clean now..if people want to discuss it, NOT in this thread, create a sepearte one (if necessary). Thanks.

Matthias Offodile
January 4th, 2010, 11:39 AM
Escritor Luís Fernando com nova obra "Um Ano de Vida"




http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/files/highlight/2009/10/47/0,2711a9b0-ee1f-4827-ae2d-39764d1a03e3.jpg

Escrito por Administrador, em 21-11-2009 10:45
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Escritor Luís Fernando com nova obra para o mercado angolanoLuanda - O escritor angolano Luís Fernando anunciou nesta terça-feira, em Luanda, estar previsto para este mês o lançamento da obra “Um Ano de Vida”, uma compilação de crónicas de sua autoria publicadas no Jornal "O País".


Em entrevista à Angop, Luís Fernando disse serem crónicas publicadas de Novembro de 2008 a Novembro de 2009, nascendo daí o título da obra e o facto de o querer no mercado ainda este mês.


Editada pela Nzila, o autor avançou estar prevista a publicação de 2000 exemplares para o consumo dos leitores que não tiveram a oportunidade de lê-los nas páginas do referido semanário.


Com 10 anos ligado ao mundo da literatura, Luís Fernando tem no mercado, entre outras, as obras "90 Palavras", "Antes do Quarto", "A cidade e as Duas Órfãs malditas", "Saúde do morto", "João Kyomba em Nova York" e "Clandestinos no Paraíso".


Fonte: Angop

Matthias Offodile
February 23rd, 2010, 04:08 PM
Livro: ‘Psicologia organizacional e do trabalho’




http://www.opais.net/resources/images/2009pais/edicao_67/pais_67_lr_197.jpg


João Saveia, psicólogo angolano formado pela Universidade Federal de Minas Gerais, no Brasil, lançou ontem, na sede da União dos Escritores Angolanos, o seu primeiro livro intitulado “Psicologia Organizacional e do Trabalho: leituras em saúde mental, qualidade de vida e cultura nas organizações” Segundo a nota de apresentação escrita pelo autor, a referida obra pretende alcançar três grandes objectivos: o primeiro, transformar a produção científica em material didáctico que pudesse contribuir para a qualidade da formação de novos profissionais, para lidarem com os problemas e desafios que o mundo do trabalho e as organizações apresentam.:cheers:

O segundo objectivo foi o de trazer para o debate, temas negligenciados ou esquecidos pelos profissionais da área que continuam amarrados a práticas tradicionais e a uma produção científica, em alguns casos ultrapassada e um material didáctico que não reflecte a realidade angolana. O terceiro e último objectivo foi o de instigar os profissionais da área e todos aqueles que têm a gestão de pessoas, o mundo do trabalho e as organizações como campo de estudo, impelindo-os a reflectir sobre as transformações e preocupações apresentadas pelo cenário actual.:cheers:

“Os textos aqui apresentados espelham a nossa trajectória académica e profissional. Os dois primeiros textos, sobre Psicologia Organizacional e do Trabalho e sobre as Transformações do Mundo do Trabalho, reflectem o trabalho e as reflexões que temos desenvolvido durante os últimos anos de actuação na docência e em consultoria organizacional e de recursos humanos”, refere o autor.

Na nota de apresentação do livro, João Saveia realça também o texto sobre Saúde Mental e Trabalho, como sendo fruto do seu esforço e paixão durante a licenciatura em Psicologia.

Outro tema por si abordado neste livro prende-se com a qualidade de vida no trabalho, reflectindo nele a preocupação que marcou o período de realização das especializações em Gestão Estratégica de Recursos Humanos e em Gestão Estratégica de Negócios.

“Já a Cultura e suas implicações à Gestão, especialmente à Gestão de Recursos Humanos, trazem todo nosso esforço empreendido no Mestrado em Administração. Embora boa parte dos textos reflictam a trajectória de estudante, todos eles trazem o refinamento da experiência de trabalho e da vivência em organizações e na realidade angolana”, lê-se.

Matthias Offodile
March 1st, 2010, 10:01 PM
http://www.minhaangola.org/communities/8/004/006/726/778/images/4523758126.swf




HUGO SEIA - pintor angolano

Nasceu em Maquela do Zombo, Angola, mas considera-se filho da linda cidade de São Filipe de Benguela, onde estudou, se fez homem e casou.

Foi funcionário do Quadro Administrativo de Angola mas decidiu, quando ainda era jovem, enveredar pela carreira de caçador-guia. As suas funções como chefe de posto e a sua actividade na qualidade de caçador permitiram-lhe viver longe da civilização, quer no país que continua a considerar sua Pátria, quer em muitos outros do Continente Negro onde exerceu a sua profissão, familiarizando-se com a Natureza e, principalmente, com os animais selvagens.

Ao longo dos anos desenvolveu o gosto pela fotografia, pela pintura e pela escrita, soluções que encontrou para estar com os “seus” bichos e com África durante os períodos em que permanece em Portugal.

Muito jovem, com a idade de 16 anos, Hugo expôs a sua pintura pela primeira vez, na Câmara Municipal da cidade de Benguela, em Angola, voltando a expor no ano seguinte e no mesmo local. Por razões várias, porém, após essas exposições alheou-se do mundo da arte, embora fosse pintando para familiares e amigos.

Pinta principalmente a óleo sobre tela, mas também porcelana.




EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS

Em 1984 regressou aos meios artísticos, expondo em Madrid, durante um evento relacionado com safaris em África.

Em 1985 expôs em Portugal, no Centro Comercial das Palmeiras, em Oeiras.

Em 1985 expôs em Portugal, na Galeria San Lucas, em Portimão.

Em 1986 expôs na Convenção do Safari Club International, em Dallas, Estados Unidos da América.

Em 1988 expôs em Dallas.

Em 1989 expôs em Dallas.

Em 1990 expôs em Dallas.

Em 2003 expôs em Alcabideche, no Espaço Montepio.

Em 2004 expôs na Galeria-Restaurante Jardim do Marquês, em Algés.

Em 2007 expôs na Kettner, em Lisboa.

Sobre Hugo, o grande pintor Angolano, Albano Neves e Sousa, escreveu o seguinte:

“Pois é… África não se finge. Ou está dentro da gente e extravasa ou então nada feito!

Há, porém, várias Africas, a das gentes e a dos bichos. O Hugo Seia escolheu a dos bichos, pois não se limita a caçar com armas e caça também com tintas. Ao ver os seus elefantes senti-me levado outra vez aos grandes safaris de outros tempos!...

Julguei que só eu é que fabricava “saudades”, mas tenho pelo menos este angolano seguindo as minhas pegadas… Caçador é assim!”

Hugo Seia está representado em colecções em Portugal, Brasil, Espanha e Estados Unidos da América.

Hugo Seia publicou os seguintes livros:

1 - “Mundjamba – A Vida de um Caçador Africano”, (edição do autor em Portugal), esgotado um ano depois da publicação. Está prevista a segunda edição para finais de 2008, actualizada, com aproximadamente 675 páginas e 1,100 fotografias;

2 - “Mundjamba – The Life Story of an African Hunter”, publicado pela Editora Trophy Room Books, nos Estados Unidos da América;

3 – “Mundjamba ii – A Caça e o Caçador Africano”, (edição do autor em Portugal);

4 – “Under Any Kind of Cover”, publicado pela Editora Trophy Room Books, nos Estados Unidos da América;

5 – “Caçadores Africanos”, (edição do autor em Portugal);

6 – “Cazadores Africanos”, publicado pela Editora Solitário, de Madrid, Espanha;

7 – “O Mundo dos Bichos”, (edição do autor em Portugal).

À excepção de “O Mundo dos Bichos”, que se trata de um romance cujos protagonistas são os animais selvagens e, obviamente, o homem que lhes invadiu o espaço, editado em formato pequeno e colado, todos as restantes publicações estão editadas em formato grande (+ - 23,5 x 32,5 cm), impressas em papel couché, com capa dura e sobrecapa envernizada, cosidos, com aproximadamente 500 páginas e 500 fotografias.

Hugo Seia tem ainda uma colecção de aproximadamente cinco mil fotografias sobre a Vida Animal e Paisagem Africana.



Source: http://www.minhaangola.org/hugo-seia/4531942972

Matthias Offodile
June 12th, 2010, 11:20 PM
President of Angolan Marketing Association publishes a book on the History of Advirtissment in his country



Livro
Manual da publicidade angolana


Publicado a 08-02-2010 11:21:00

http://www.briefing.pt/images/stories/fotos/jose_guerreiro.jpg
José Guerreiro


Os 30 anos dedicados à publicidade fizeram de José Guerreiro uma voz autorizada no mundo do marketing. Tal vivência é agora exposta na obra pioneira Publicidade em Angola – Contribuições. “Em termos de publicidade em Angola não existe nada sistematizado. Foi isso que me moveu. Procurei contribuir para a história da nossa publicidade transmitindo o conhecimento e a experiência que adquiri”, diz José Guerreiro que não deixa de salientar que “o incentivo para publicar esta obra veio também dos jovens universitários que vão poder contar com um instrumento de consulta, com conteúdos desde a época colonial até aos dias de hoje”.

Para José Guerreiro, presidente da Associação Angolana de Publicidade e Marketing, a “criação publicitária tem dado passos muito positivos no nosso país. Tem havido uma evolução ao nível da formação e do profissionalismo das agências, assim como na entrada de jovens com ideias novas”. Essa melhoria qualitativa faz com que a publicidade produzida em Angola esteja em condições de concorrer nos mercados internacionais. “Ao contrário do que as pessoas possam pensar, está a fazer-se boa publicidade no nosso país.” O livro termina com a listagem das campanhas premiadas em concursos nacionais de publicidade.

Publicidade em Angola
- Contribuições

http://3.bp.blogspot.com/_sKikoc0eGQE/SyYrW-vz3CI/AAAAAAAACwM/q2xjVjmp8Bw/s1600/PALivro.GIF

Nzila, 223 págs.; Preço: 2200 Kz

Autor José Guerreiro

Com prefácio de João Melo, este 
livro sobre a história da publicidade 
em Angola inclui imagens de algumas campanhas mais emblemáticas. O autor 
apresenta os agentes do sector (anunciantes, agência 
e meios) e a explicação das principais regras e regulamentos



Pérfil: José Guerreiro

Nasceu na Baía Farta, Província de Benguela, em Julho de 1955. Fez estudos em Benguela e Luanda. No período pós-independência nacional, foi funcionário dos Ministérios do Planeamento e das Finanças e quadro profissional do MPLA, em estruturas municipais, provinciais e nacionais, na área ideológica.

Foi director Administrativo e Financeiro da TPA. É director geral da TVC e Presidente da Associação Angolana de Publicidade e Marketing, desde a fundação destes organismos. Tem textos publicados em diversos jornais e Revistas sobre comunicação e publicidade e foi membro e Presidente de Júri de vários Festivais Internacionais de Publicidade em Moçambique, Brasil e Portugal.

Examenangola

Matthias Offodile
June 28th, 2010, 10:18 PM
Paulo Jorge é uma figura que se bateu pela pátria

http://imgs.sapo.pt/jornaldeangola/img/thumb2/20100628090850paulo.jpg
Paulo Jorge faleceu sábado à noite

Fotografia: Jornal de Angola

O secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo “Dino Matross”, referiu-se a Paulo Jorge como “grande dirigente que o povo angolano perdeu”.
Reagindo, ontem, à morte do deputado e secretário para as Relações Internacionais do partido no poder, Dino Matross disse que Paulo Teixeira Jorge “não foi só um quadro do MPLA, mas também dirigente eminente, que fez parte daquele grupo de camaradas que, na primeira hora, sonharam e fundaram o MPLA, dos poucos dirigentes daquela geração que tinha ficado com Lúcio Lara”.
“É um camarada que, ao longo dos anos da sua trajectória, deu tudo o que tinha por Angola e pelo MPLA”, referiu “Dino Matross”, que, ainda nos 21 e 22, esteve, em Nova Iorque, com Paulo Jorge, onde participaram numa reunião da Internacional Socialista.
“Todos nós o admiramos, não por ter já morrido, porque, normalmente, falamos bem da pessoa que morre, mas por sempre ter merecido a nossa estima e a nossa confiança. Tinha todos os condimentos e o perfil de um dirigente”, referiu Dino Matross em declarações à Rádio Nacional de Angola.
Dino Matross relatou à RNA que durante a viagem a Nova Iorque, Paulo Teixeira Jorge estava bem, embora se tenha queixado de “alguns sintomas estranhos”.
“Ele já estava doente, mas ainda tinha força suficiente para cumprir uma daquelas missões e, felizmente, numa das nossas viagens de Nova Iorque para Portugal tudo correu bem. De Portugal para Angola ao meio da viagem começou a ter sintomas estranhos, tanto mais que logo à chegada tivemos que ir com ele à clínica. Não resistiu e horas depois faleceu. Chegamos antes de ontem, sexta-feira, e faleceu, ontem, sábado, no mesmo dia em que ia ser levado para a África do Sul. Estava já à disposição um avião com os médicos que ao ver o seu estado acharam que deviam esperar para ele reagir, mas já não foi possível”, disse.
A Assembleia Nacional refere, numa nota divulgada ontem, que, nesta hora de luto, não podia deixar de recordar a “insigne figura do deputado Paulo Teixeira Jorge, nacionalista e servidor da causa angolana, pela qual se bateu com honestidade e justiça ao longo das lides parlamentares e no rico percurso da sua vida”.
Numa mensagem distribuída ontem, a ministra Carolina Cerqueira refere que “foi com profundo pesar que a família da Comunicação Social tomou conhecimento do passamento físico do deputado.
“ Paulo Jorge, como era vulgarmente tratado, era um nacionalista convicto, que desde cedo abraçou os ideais da independência e de corpo e alma se entregou à luta contra o colonialismo português”.
Já a Organização da Mulher Angolana referiu-se a Paulo Teixeira Jorge como “indefectível militante, que ao longo da sua vida política e partidária deu um grande contributo à luta do povo angolano pela liberdade, independência e pela paz”.
O Secretariado Executivo Nacional da OMA, numa mensagem de condolências, descreve Paulo Jorge como “distinto combatente”, que “teve um papel activo ao lado do primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, nas actividades iniciais da Casa dos Estudantes do Império, onde se forjaram também grandes dirigentes políticos e intelectuais de outros países das ex-colónias portuguesas”.
A JMPLA salienta que Paulo Jorge “era uma fonte inesgotável de conhecimentos para a juventude sobre a História de luta, sacrifício e amor à pátria demonstrados pelos nacionalistas”.

Era um irmão do povo cubano

O embaixador de Cuba, Pedro Ross Leal, referiu que a morte de Paulo Jorge representa “uma irreparável a perda para o povo angolano”, à qual se associa o povo cubano. “Quando recebemos a notícia, a primeira impressão foi a de termos perdido um irmão de sangue, já que Paulo Teixeira Jorge era um irmão nosso de ideias e convicções”, disse o diplomata.
Paulo Jorge foi distinguido, este ano, pelo Conselho de Estado da República de Cuba com a Ordem da Solidariedade, título que lhe foi entregue em Luanda pelo embaixador cubano. Antes disso, em Março deste ano, foi também homenageado pelo Governo da Namíbia, na mesma cerimónia em que foi homenageado, a título póstumo, o primeiro Presidente de Angola, Agostinho Neto, ambos pelo contributo para a independência daquele país.

Óbito
Nacionalista Paulo Jorge merece respeito do povo angolano



Luanda - O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, considerou hoje (segunda-feira) que o nacionalista angolano Paulo Teixeira Jorge, falecido sábado vítima de doença, em Luanda, "sempre soube ser merecedor da admiração, do carinho e do respeito do nosso povo".



Numa mensagem de condolências enviada à família enlutada, por ocasião do falecimento de Paulo Teixeira Jorge, deputado da Assembleia Nacional e membro do Bureau Político do MPLA, José Eduardo dos Santos declara a "profunda comoção" que a notícia lhe causou.



Refere que é quase "unanimidade nacional afirmar-se que, apesar de homem afável, extrovertido e amigo dos seus amigos, Paulo Jorge sabia também ser firme e intransigente quando estavam em causa os superiores interesses do povo angolano, fazendo sempre valer a voz da razão e do diálogo para a solução de todos os conflitos e contradições".



"Quer na sua condição de participante activo na etapa da luta de libertação nacional, quer nos vários cargos políticos e diplomáticos que assumiu em períodos difíceis e conturbados da nossa história recente, sempre soube ser merecedor da admiração, do carinho e do respeito do nosso povo", refere o Chefe de Estado.



Para o Presidente angolano, o facto de a morte de Paulo Teixeira Jorge ter ocorrido no regresso de mais uma das suas inumeráveis missões ao exterior do país, "traduz bem a dimensão da sua figura de homem e de cidadão dedicado à pátria que o viu nascer, pois, apesar da idade já avançada e de se encontrar debilitado por uma doença de longa duração, não deixou de cumprir até ao fim os seus deveres de militante".

http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/politica/2010/5/26/Nacionalista-Paulo-Jorge-merece-respeito-povo-angolano,a7873684-7386-4eff-a12a-851b0af27ed8.html

Matthias Offodile
July 20th, 2010, 04:43 PM
Actriz e realizadora
Abertina Kapitando lança filme "Os Pais Gritam Socorro"


http://www.opais.net/resources/images/2009vida/edicao_85/vida_8506_18.jpg

Abertina Kapitango já nos habituou a papéis em filmes que retratam histórias do dia-a-dia vem à Praça da Independência, desta vez como realizadora, para apresentar o seu mais recente trabalho: “Os Pais Gritam Socorro” que, segundo a mesma, 
“é uma obra para chamar atenção aos pais que criam outros filhos, ou aos pais que gostam de entregar os filhos, para outras pessoas criarem. Muitas vezes estas pessoas fazem destas crianças escravas e as maltratam”, frisou.

Foram feitas 4000 cópias. “Este filme foi mais uma curiosidade, porque eu ainda não estou formada na área mas gosto muito das artes cénicas. Tenho muito que agradecer à Casa Kulasé Produções que me tem apoiado em tudo”.

O lançamento será também feito no Huambo, Huíla e Cabinda. O próximo trabalho está já previsto para Outubro.

Albertina que também é actriz, participou nos filmes Filha Única, Assalto em Luanda e muitos outros.







Lançamento
"Palácio Cinzento"

http://www.opais.net/resources/images/2009vida/edicao_88/palaciocinzento.jpg

A escritora angolana Carolina Lagutrop lançou o livro infanto- -Juvenil intitulado Uma peripécia em Benguela, na União dos Escritores Angolanos (UEA), na semana passada.

A obra coincide com o lançamento de um projecto que visa motivar para a escrita e a leitura, e apela às crianças no sentido de também contribuirem na construção das próximas peripécias da colecção.

A colecção que agora começou pretende que nas próximas edições os leitores (crianças) sejam também autores.

Uma peripécia em Benguela, foi lida em várias escolas públicas e privadas do 1.ª nível de ensino, onde os personagens se tornaram referências entre os petizes.

O livro tem uma linha condutora - o futebol - 
e envolve quatro personagens principais: Pedrito, que vem de Portugal porque o pai trabalha em Benguela; Palanca e a irmã, que viajam de Luanda a Benguela vindos de um bairro periferico; e o quarto personagem - Nuni - proveniente da província do Cunene. Os petizes cruzam-se em Benguela numa aventura super interessante.

A história é um enredo com o objectivo de retirar ensinamentos da reunião 
de várias culturas.




Carolina Lagutrop Releases Debut Book

1 July 2010


Luanda — The Angolan writer Carolina Lagutrop makes her debut in the literary market on July 08 with the release of the book "Palácio Cinzento uma peripécia em Benguela" published under the Project "Peripécias Angolanas".

The information comes in a communiqué issued by the Angolan Writers Union (UEA) that reached Angop on Thursday that emphasizes that project is to create different youth stories that happens in locals that children know so well in several provinces of Angola.

Carolina Lagutrop is a teacher of 1ª cycle of basic education and she is about to conclude the master degree in school administration and management and has an extensive experience in education.

Aiming to encourage the taste of reading and writing stories, the writer decided to develop a project involving children in its.

The book was financed by Camões Institute and Angolan Writers Union.

During the launch ceremony that will be attended by children, representatives of Camões Institute and the general secretary of Angolan Writers Union there will also be presented some contributions authored by children.

Good

Matthias Offodile
July 27th, 2010, 08:32 PM
Juddy Patrícia Martins da Conceição...tough and beautiful woman...I like that combination:cheers:



Juddy Patrícia Martins da Conceição ou simplesmente Juddy Conceição o rosto que vem invadindo os écrans da televisão nacional e das passareles com o seu charme, talento, beleza, profissionalismo sem deixar de lado a humildade, simplicidade e empenho no que ela realiza.



Esses inúmeros adjetivos da qual acresço como futuro da Tv Nacional, não passou despercebido a visão dos gestores que dirigem a aquela estação de televisão onde lhe foi dada incumbência de ser a Produtora Executiva do canal 2; onde já produziu programas como FLASH, CINETV, VIAGENS, MOTORES, BOUNCE e o ELITE MODEL LOOK, graças a sua competência. Por tudo isso os platinado não ficaram indiferentes a ela já que vêem diariamente através da platina a tpa internacional. Recebemos dezenas de milhares e-mails solicitando a Juddy no espaço entrevista da semana.



Os seus desígnios na vida presentemente são: Concluir os estudos, constituir família (com Paul G) e ser muito feliz. A apresentadora contou-nos que o que mais a atraí nas pessoas é a simpatia e sinceridade, ainda acrescentou que acima de tudo o seu maior sonho é o de mudar o mundo, construir os Juddy’s Towers e acabar com a guerra, com a fome e doenças. A apresentadora, de 22 anos, é fã das "coisas simples da vida" e adora cozinhar. A espera terminou, disfrute com exclusividade mais uma entrevista da revista mundialmente famosa.


http://www.revistaplatina.com/images/stories/juddy_entrevistada-1.jpg

Fui registrada como... Juddy Patrícia Martins da Conceição
Nasci aos...27 de Fevereiro
Apelido: Biscoito
Se eu fosse uma cor, eu seria… Preto
Se eu fosse uma flor, eu seria… Orquídea
Sou viciada em…Maquilhagem e series
O que não gosto em meu corpo: Orelhas
Uma mulher incrível: minha mãe
Um homem incrível: meu pai
Se um génio da lâmpada aparecesse, meu desejo seria… acabar com a pobreza
Se eu pudesse entrar em um filme, entraria em… The Passion of the Christ
Uma dica para te seduzir: segredo… não digo
Lugar para fazer amor: muito pessoal
Perfume: anjos ou demónio
Filme: Prince of Persia
Prato predileto: feijão de óleo de palma
Não vivo sem: Doces e água
Tenho sempre na bolsa: maquilhagem
Meu sonho é trabalhar com...Heidi Klum
Uma frase: ser feliz e tentar fazer as coisas na perfeição!
Paul G: o dono do meu coração

Profissão



Revista Platina: Porquê decidiu ir para Namíbia?

Juddy Conceição: Na verdade não fui eu quem decidiu… Tinha apenas 13 anos quando lá fui. Foi uma decisão do meu pai.


Revista Platina: Quem incentivou a Juddy a participar no concurso Miss Angola?

Juddy Conceição: Foi a minha mãe. Eu não queria… praticamente fui forçada (risos), mas não me arrependo.


Revista Platina: Ficou Satisfeita com resultado?

Juddy Conceição: Fiquei, e muito. Não estava preparada para ser miss Angola.



Revista Platina: Há quanto tempo começou com a carreira das passarelas e o que exatamente a estimulou a ingressar nesta carreira?

Juddy Conceição: Logo depois do miss Angola, o que me estimulou foi mesmo o concurso de Beleza angolana.


Revista Platina: Existe alguém que hoje pode considerar um pilar ou mesmo tripé para o seu sucesso? Quem e por quê?

Juddy Conceição: Existe sim, a minha Mãe. Apoia-me em tudo que faço e está sempre do meu lado mesmo quando alguma coisa não sai conforme o previsto.


Revista Platina: Seus pais ou pessoas próximas sempre apoiaram e confiaram no seu talento ou teve que provar a alguém que era capaz?

Juddy Conceição: Infelizmente tive que provar ao meu pai. Ele é uma pessoa muito reservada e foi difícil o convencer.

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Revista Platina: Quais as principais barreiras que encontrou no início de sua carreira. Ainda sente que existem nesta fase?

Juddy Conceição: Eu acho que de certa forma todo mundo encontra barreiras, acho que isso é que nos torna maduros naquilo que nós fazemos ou sonhamos em fazer.


Revista Platina: Sonhava trabalhar na TV?

Juddy Conceição: Nunca me passou pela cabeça ser apresentadora. Quando tinha os meus 8, 10 anos estava sempre no espelho a imitar o Ernesto Bartolomeu (risos). Agora estou na TV e adoro aquilo que faço.



Revista Platina: O que é que brilhava em si, em sua opinião, para ter sido tão solicitada para trabalhar na Tpa no canal 2?

Juddy Conceição: Sinceramente não sei (risos)

Revista Platina: Na televisão, o que gostaria de fazer?

Juddy Conceição: Um programa sobre beleza. Não seria má ideia.



Revista Platina: Já se encontra a apostar nessa possibilidade?
Juddy Conceição: Não




Revista Platina: E como está a ser a experiência com o jornalismo apresentando o mundo da Sétima arte?

Juddy Conceição: Está a ser uma experiência fantástica e é mais fácil para mim que sou fã da sétima arte.


Revista Platina: E a opinião das pessoas em relação ao que faz tem sido positiva?

Juddy Conceição: Graças a Deus tem sido sim.

http://www.revistaplatina.com/images/stories/juddy_entrevistada-6.jpg

Revista Platina: O Jorge Antunes há semanas levantou uma questão bastante discutida sobre a credibilidade de como os famosos, modelos, músicos, ex-miss, e etc. conseguem entrar para Tv, Radio ou qualquer veiculo de comunicação sem ter noções ou know how de jornalismo. Essa carapuça serviu a Juddy?


Juddy Conceição: Bem, eu concordo de certa forma com o Jorge, mas a carapuça não me serviu não. Não tinha noção realmente daquilo que fazia, mas com o tempo fui aprendendo e cá estou tudo que sei hoje é fruto do meu esforço e dedicação. E a direcção que me fez o convite viu de certeza algum dom em mim. Sem medo de errar posso dizer que sou boa naquilo que faço.



Revista Platina: Li alguma coisa da Juddy e vi que gosta de maquilhar, e é produtora. São apenas hobbies ou actua nessas áreas ou existem projectos futuros?

Juddy Conceição: Sou produtora dos Programas: FLASH, CINETV, VIAGENS, MOTORES, ELITE MODEL LOOK e o BOUNCE, portanto não é um hobby e nem muito menos a maquilhagem. Mas tenho mais projectos com relação a maquilhagem, algo que de momento não posso revelar.

Revista Platina: Como consegue ser simples tentando fazer tudo na perfeição?

Juddy Conceição: A simplicidade é tudo que prezo, e por outro lado, ninguém faz nada na perfeição… por isso eu digo que consigo ser simples e tento fazer tudo na perfeição.


Revista Platina: E quais são as suas perspectivas em termos profissionais para os próximos 6 meses que restam a 2010 e para os próximos anos?

Juddy Conceição: Tenho alguns projetos sim, mas não os posso revelar.

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Vida pessoal

Revista Platina: O Paul G já lhe ofereceu um anel de noivado. Para quando o casamento?


Juddy Conceição: Saberão na altura certa.


Revista Platina: Têm, portanto, as condições reunidas para constituir uma família?


Juddy Conceição: Com certeza que sim.


Revista Platina: Imagina-se a viver para o resto da vida com ele?


Juddy Conceição: Claro que sim… se aceitei o pedido de casamento é para sempre de certeza.


Revista Platina: Assusta-a ideia de envelhecer?


Juddy Conceição: Nem um bocado. As vezes olho-me ao espelho e tento imaginar-me como serei daqui a 20 anos, e acho que não vou mudar muito de aparência.


Revista Platina: Que cuidados têm?

Juddy Conceição: São vários os cuidados diários que tenho comigo, cuido da minha pele passando cremes de manha e a noite, cuido do meu corpo fazendo ginástica e vários outros que são necessários.


Revista Platina: Quem gostaria de convidar para um jantar a dois?

Juddy Conceição: Oprah Winfrey gostaria muito de estar com ela e ouvir os seus conselhos.



Revista Platina: Não consigue resistir á?

Juddy Conceição: Maquilhagem e sapatos



Revista Platina: Se pudesse, o que mudava em si, no corpo e no feitio?

Juddy Conceição: Acho o meu corpo perfeito, não mudaria nada. No meu feitio mudaria a ingenuidade.

http://www.revistaplatina.com/images/stories/juddy_entrevistada-4.jpg


Revista Platina: Sente-se melhor quando...

Juddy Conceição: Tenho alguém que confio muito e que eu possa conversar.


Revista Platina: O que não suporta mesmo no sexo oposto?


Juddy Conceição: O Machismo.


Revista Platina: Qual é o seu pequeno crime diário?


Juddy Conceição: Faço maquilhagem todos os santos dias e estou sempre de saltos altos.


Revista Platina: O que seria capaz de fazer por amor?


Juddy Conceição: Depende da situação, mas acho que eu mato por amor.


Revista Platina: Como reage a cantadas ou assédios?


Juddy Conceição: Como uma mulher deve reagir quando é comprometida com alguém. Sem ferir ninguém os ponho no devido lugar ou ignoro-os simplesmente.


Revista Platina: Diante da teoria de que todo mundo é ciumento, de 1 à 10, que nota daria à seus ciúmes?


Juddy Conceição: Depende da ocasião. Mas daria nota 5.


Revista Platina: Sabe cozinhar? Se sim, com quantos anos aprendeu e o que melhor sabe fazer?


Juddy Conceição: Sei cozinhar sim. Aprendi com programas televisivos, e com as criticas dos meus irmãos (LOL).



Revista Platina: Como foi sua adolescência? Você era feliz com o seu corpo, queria mudar alguma coisa?


Juddy Conceição: Eu tive uma adolescência feliz. Era feliz com o meu corpo, mas o que queria mesmo na altura era ter o cabelo enorme (risos) acho que toda a criança tem esse desejo e escusava de por toalhas na cabeça para fingir de cabelo.



Revista Platina: O que normalmente come no café da manhã?


Juddy Conceição: Um copo de leite e uma fruta. Faz muito bem a saúde.

Revista Platina: Qual é a oportunidade que ainda não teve e gostaria de ter?


Juddy Conceição: De construir a JUDDY’S TOWERS
:lol:
Complete. A minha vida é... Herança inesperada que ao nascer encontrou, quando os meus olhos abriam ao primeiro clarão da primeira alvorada.

Matthias Offodile
September 13th, 2010, 11:34 AM
Perfil
Anny Pereira, poeta: a escrita como terapia

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A professora Anny Pereira, deficiente motora, destaca-se pela sua alegria de viver e pela capacidade de transmitir ambientes da vida angolana nos seus poemas

“Recebi finalmente notícias de Angola, embora não as esperasse tão depressa. Foi bom, gostei, fiquei feliz. O médico saiu daqui agora e diz que vai operar-me as mãos amanhã, pelo que ficarei uns dias sem poder escrever. Isso deixou-me um pouco triste, pois terei de ficar sem o meu melhor confidente, o papel. Mas como a dor nos dedos se tem tornado insuportável, não há melhor remédio do que cortar e de vez. Também para quem já foi tão cortada, um pouco mais não vai fazer grande diferença…” Este é um excerto de Uma Vez Só Não Basta, o primeiro livro de Anny Pereira.

Poeta, Anny destaca-se pela sua alegria de viver e capacidade de transmitir ambientes da vida angolana nos seus poemas. “O poeta não nasce como que por milagre ou por geração espontânea – tal como antes se acreditava, que era dessa forma que nasceriam os fungos e outras menoridades aparentemente sem serventia”, assim escreve Dario de Melo, no prefácio do livro Uma Vez Só não Basta. O escritor continua, afirmando que: “a escrita como terapia - será que a felicidade pode ser tanta que necessite de terapia? - não é coisa que o mundo desconheça. Diz-se que a escrita ajuda à infelicidade. Diz-se que faz bem à aflição. Mas, julgo eu, que é como todas as desculpas: aceitam-se, mas não curam feridas, nem apagam cicatrizes. Foi este, o sofrimento, que levou à invenção deste livro que não sendo de poemas é escrito, por quem é, verdadeiramente, poeta”.

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DEFENSORA DOS DIREITOS HUMANOS...

Com um novo livro previsto para 2009, Anny não deixa de ser uma mulher comum, com preocupações perfeitamente terrenas e o seu emprego rotineiro... Anny foi consultora de direitos humanos nas Nações Unidas. Defensora da mulher angolana, escolhe as batalhas com cuidado. “Não quero comprar guerras com ninguém, apenas chamar a atenção para questões fundamentais que afectam mulheres e mães adolescentes”, explica. Angola é um dos países com maiores deficiências físicas, vítimas de minas, pessoas que eram agricultores e estão desenraízadas. Anny lutou, nos direitos humanos, para conseguir a integração destas pessoas. Ela sabe do que fala.

O seu percurso levou-a a sentir na pele a deficiência. Atropelada há anos, Anny ficou com duas pernas postiças – o acidente trágico tornou-a deficiente motora para sempre. Nada que se note à primeira vista. Anny desloca-se, conduz e trabalha normalmente como professora e coordenadora numa petrolífera.


... E DA MULHER ANGOLANA

Anny nasceu no Bié, de pai são-tomense e mãe angolana. O pai, funcionário dos serviços de fazenda, iniciou-a na literatura, escolhendo os primeiros livros: Clarissa, 
de Eriço Veríssimo, Rosinha e 
O Meu Pé de Laranja Lima, de José Mauro de Vasconcelos. Os nomes dos irmãos eram nomes de ópera. E estava lançado o palco para uma personalidade intensamente romântica e apaixonada, numa infância dividida entre Portugal e Angola.

Para a professora Luisa Dolbeth e Costa, o segundo livro de poemas, reflecte bem as suas facetas de mulher e mãe. “No livro 14 Poemas em Abril, viajamos para tempos de amargura nesse domingo ou nessa noite não esquecida, mas viajamos também para espaços de sonho e de aventura, lá para a praia de Santiago. Porém, a sua vitória sobre os «nãos» é conseguida correndo e voando de continente em continente, em exercício de intertextualidade, levando-
-nos com ela, nessa viagem, a visitar poetas como Vinícius, Gedeão ou Alda Lara.

E, nesse exercício de descoberta de outros textos, que aponta para a intertextualidade tão marcante no seu estilo, a Anny descobre-se, despindo-
-nos o seu “Eu” e mostrando-
-nos, simultaneamente, uma vertente humana e sofredora, por um lado, mas lutadora, corajosa e entusiasta, por outro lado”, refere Dolbeth.

Entretanto, Anny continuou a sua rotina diária. A sua mãe, mais mundana, acabou por influenciar o seu percurso de mulher. Teve uma breve carreira de modelo, apesar de ter casado cedo, aos 18 anos, e ser mãe aos 19. Essa sensibilidade pela moda reencontrou-a mais tarde num trabalho com trajes tradicionais para a Unidade de Cidades Capitais de Língua Oficial Portuguesa. A vocação literária surgiu com uma busca intensa da identidade, que não está muito afastada da sua vocação natural de defesa dos direitos da mulher... “Procuro a minha identidade, perdida na infância por ser sempre filha ou irmã de alguém, fui esquecida no casamento e finalmente reencontrei-me na solidão do quotidiano”, diz.

mulher e mãe

Divorciada, sabe que o amor só é eterno enquanto dura, e aplica a mesma paixão à cumplicidade que a une aos três filhos.

“Sofri as agruras de uma mãe que viu o seu filho ser engolido por uma guerra fratricida que não trouxe vencedores, mas apenas vencidos, como o é o próprio povo angolano”, refere.

Nessa emoção que transparece nos poemas prepara a nova obra para 2009, um prolongamento da sua eterna busca.

“Sou mulher e mãe. Não sou bonita nem feia, não sou alegre nem triste. Consigo ouvir, sem chorar, do Adágio, de Albinoni às Lágrimas Negras, de Feliciano, passando por muitas outras. Gosto do meu trabalho e faço-o com prazer. Sou uma mulher livre dentro dos padrões da sociedade a que pertenço. Ando bem direita e passo quase despercebida no meio de qualquer multidão. Não amo especialmente a vida, mas vivo-a sem mágoas nem rancores. Amo sim os meus filhos, a minha família, 
os meus amigos”, escreve em Uma vez só não basta…


Bibliografia

Uma Vez Só Não Basta, EAL – Edições de Angola

(prémio literário António Jacinto).

14 Poemas em Abril, União de Escritores de Angola

(menção honrosa do grande prémio Sonangol de Literatura).

Duas antologias poéticas, União de Escritores de Angola.

CONSULTORA DAS NAÇÕES UNIDAS

Anny foi consultora de direitos humanos nas Nações Unidas. Defensora da mulher angolana, escolhe as batalhas com cuidado. “Não quero comprar guerras com ninguém, apenas chamar a atenção para questões fundamentais que afectam mulheres e mães adolescentes”, explica. Angola é um dos países com maiores deficiências físicas, vítimas de minas, pessoas que eram agricultores e estão desenraízadas. Anny lutou, nos direitos humanos, para conseguir a integração destas pessoas. Ela sabe do que fala.

Matthias Offodile
September 24th, 2010, 11:52 AM
Governadora elogia obras galardoadas




23 de Setembro, 2010

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Génio criativo do escritor António Fonseca foi distinguido e enaltecido durante a cerimónia de entrega do prémio Cidade de Luanda

Fotografia: Santos Pedro

O governo da província de Luanda vai continuar a incentivar as artes e a criação cultural que espelham o quotidiano da cidade capital, afirmou na terça-feira, em Luanda, a governadora Francisca do Espírito Santo, durante a gala de entrega dos Prémios Cidade de Luanda.
Satisfeita com a qualidade das obras vencedoras, a governadora de Luanda garantiu que este prémio, que em 2010 se realizou pela sétima vez, será cada vez mais atraente. Justificando o facto de só agora os galardões terem sido entregues, explicou não se ter tratado de um atraso, mas antes de uma opção, com o objectivo de enquadrar a gala nas celebrações do Dia do Herói Nacional e do 35º aniversário da independência.
Entre os contemplados figuram António Fonseca, na área de Literatura, com o livro “Primo Narciso e Outras estórias”, tendo recebido um milhão de kwanzas, valor igual ao recebido pelo grupo Enigma Teatro, que se sagrou vencedor na categoria teatral, com a peça “A Raiva”.
Os grupos de teatro Henrique Artes e o Kulonga, que ficaram com o segundo e o terceiro lugar, receberam 700 mil e 500 mil kwanzas, respectivamente. Ainda na vertente teatro, foram atribuídos os prémios de melhor Actriz a Jesuina Magda Silva, do Colectivo de Artes Alda Lara, e de melhor Actor a Adilson Vunge, do Henriques Artes, tendo cada um recebido 50 mil kwanzas.
João Jorge arrebatou o prémio em Pintura, com a obra “Luanda, Luandenses e suas Actividades Tradicionais”, tendo recebido 700 mil kwanzas. Na modalidade de escultura, a organização atribuiu o prémio ao artista Pacheco Dito, pela obra “ O Resgate dos Valores Culturais”, e na de Tecelagem a Pedro Lino, por “Bessangana”, ambos premiados também com 700 mil kwanzas.
A gala contou com a animação dos bailarinos do grupo Lambada do Kinaxixi e com a actuação de Matias Damásio, que encerrou o acto presenciado pelo vice-ministro da Cultura, Cornélio Calei, o arcebispo de Luanda Dom Anastácio Kanhango, entre outras individualidades.

Singidunum
September 24th, 2010, 02:20 PM
Commemorative plaque to Dr Agostinho Neto was revealed in the street named after him in Belgrade, Serbia

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:cheers:

Matthias Offodile
October 15th, 2010, 07:10 PM
Daughter of Agostinho Neto, the founding father of independent Angola





Irene Alexandra Neto: Não estamos presos ao passado



Trinta e três anos depois, ela ainda defende que os acontecimentos do 27 de Maio têm que ser discutidos para, de uma vez por todas, se quebrarem os ressentimentos. Um modelo semelhante à Comissão da Verdade e Reconciliação da África do Sul pode ser válido para o sangrento caso que em 1977 obrigou que ela e outros membros da sua família ficassem refugiados numa base das Forças Armadas Populares de Libertação de Angola, nos arredores de Luanda.

Passou por nós mais uma data do aniversário da morte do Presidente Agostinho Neto. Qual é o sentimento da família nestes momentos?

Gostaria de agradecer o jornal O PAÍS por esta entrevista. Quero também dizer que para nós familiares muito próximos será sempre uma data de recordação, porque estamos a falar da data da sua morte, 10 de Setembro, e o 17 de Setembro que é a data do seu aniversário. É uma pessoa que se destacou no seu país e no continente, são pessoas que se destacam e saem da vulgaridade.

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E pensamos nós que era uma pessoa especial, que tinha umas características que o levaram a aguentar todas as pressões de um regime colonial e passar por uma série de vicissitudes, privações e dificuldades. Nascendo num meio rural, modesto, pobre e conseguir mudar-se para um meio de certa forma hostil, sobretudo aqueles que eram de raça negra, mais explorados, afastados, excluídos dos meios académicos, sociais e intelectuais.

Uma pessoa conseguir afirmar-se num meio deste, não pertencer às nomenclaturas, às grandes famílias assimiladas na altura, mesmo assim ter já desde muito cedo demonstrado ter um espírito de observador, pensador, conseguir liderar os outros. Sempre esteve numa posição de liderança, de chamar os outros colegas a ajudar os estudantes com menos realizações académicas a esforçarem-se mais.

Essas características começam muito cedo, não mais tarde quando ele Dani Costa já está numa posição de liderança, quer a nível dos estudantes universitários como a nível do movimento.Já tinha essas características antes, no seu meio familiar. Isto a nível da região de Catete, onde era criança, e depois quando veio para Luanda.

Portanto, lembrar essa pessoa não apenas como família, como meu pai, mas como alguém que se destacou por essas qualidades eminentes.Começando por aí, digamos que há uma empatia por esta personagem, não é uma paixão romântica pela figura. Há uma simpatia por pessoas lutadoras e que tenham convicções.

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Uma pessoa de convicções consegue arrastar multidões, temos prova em todo o mundo, a História está cheia destes exemplos, porque as ideias são mais fortes do que tudo o resto. As ideias é que nos atraem, nos emocionam. Nós vamos atrás de ideias, nós nos identificamos com projectos, com formas e visões do mundo e estamos dispostos a trabalhar e nos sacrificarmos por elas. Mesmo que nos paguem muitos milhões, se não nos identificarmos com os projectos, eles seráo algo rotineiros, mas não haverá entrega.

Quando nos faz essa questão sobre a figura de Agostinho Neto, nós como família sentimos saudades, há muito tempo que desapareceu e nós vamos envelhecendo, são recordações que vão ficando cada vez mais distantes mas sempre presentes. E fazemos questão, de facto, que a sua memória não desapareça.

A senhora tem a particularidade de ter nascido no ano do início da luta armada e 14 anos depois deu-se a independência. Como é que foi acompanhar o pai durante este período?

Lembra-se ainda de muitas coisas durante o percurso? Com certeza, também ainda não estou assim tão velha. Na altura, quando víamos para aqui estava a fazer 14 anos. Essa fase da adolescência acho que é a que nos marca mais a todos. Chegar a Luanda foi um misto de surpresa, um bocado de decepção, frustração, porque nós de Angola e, sobretudo de Luanda, só tínhamos conhecimento físico por algumas imagens que nos chegavam de alguns jornais coloniais, víamos de vez em quando. A correspondência com a família era quase nula.

Portanto, as cartas eram muito difíceis de obter, eram vigiadas, censuradas, para receber cartas da família tinha-se que fazer estratagemas complicadíssimos, ir parar em outros sítios, em nome de não sei quem, depois vir parar as nossas mãos com muito tempo de atraso.

Além de que não conhecíamos a própria família, crescíamos lá fora, tínhamos alguns elementos da parte paterna que estavam connosco, nomeadamente a tia Ruth, mas o resto da família não conhecíamos.

Tivemos a sorte de conhecer as avós, quer materna como paterna, em Roma, quando foi do encontro dos três movimentos de libertação com o Papa. Por alguma via se conseguiu fazer com que a mãe da mãe viesse de Portugal e a mãe do pai de Angola. E encontramo-nos pela primeira vez em Roma. A nossa família era muito nuclear, o pai, a mãe, a minha tia e poucos mais. Daí que não havia uma correspondência com outros elementos que nos podiam contar coisas sobre Angola, o que faz com que a chegada aqui seja de facto numa situação do início do período de transição, em que existem as escaramuças entre os movimentos de libertação. Estamos acantonados em diversos sítios, primeiro ficamos na área do Saneamento, depois tivemos que nos retirar para a zona do Futungo, numa base militar que agora é o chamado Futungo de Belas.

Todas as medidas de precaução, segurança, lá estávamos habituados a andar à vontade mais ou menos, aquartelados e só podíamos sair com um guarda-costa. São mudanças que para quem está com 14 anos, convenhamos que não é muito simpático.

Era difícil ser a filha do Presidente da República?

Muito difícil. Sair de uma escola a meio do ano, não concluímos lá e tivemos que conclui-lo aqui. Da escola inglesa tivemos que vir aqui onde havia muitos estrangeiros, porque havia poucos angolanos. Durante um certo tempo até acabar o ano.

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Depois eles todos dispersaram-se e nós entramos pela primeira vez para o ensino em português. Falávamos português, mas muito mal. Eu tive que fazer o curso de recuperação, aqueles três anos em um, para apanhar aquela fase da transição. Era o dia-a-dia de toda a gente, mas digo que foi um período de adaptação que tivemos de fazer a este meio, conhecer a maneira das pessoas pensarem aqui, um bocadinho provinciana, as fofocas, os disse-que-disse que não estávamos habituados. Então tínhamos que ter uma certa compostura, ter maior responsabilidade.

Foram essas adaptações que tivemos que fazer, este processo tem sempre custos para quem quer que o viva, a liberdade. Ficamos sempre um bocadinho isolados. Para as outras pessoas, que já conheciam o país, era um retorno, podiam encontrar velhos amigos, mas para nós era uma primeira vez. Vínhamos para cá, nascemos fora e tivemos que nos adaptar ao meio, fazer amizades. Tivemos a sorte, eu e a minha irmã, de termos vindo nesta altura e termos estudado cá. Conseguimos ainda enraizar-nos um bocadinho, mas o meu irmão estava a estudar fora e ele teve maior dificuldade porque não teve o tempo no liceu que tivemos aqui, onde conseguimos fazer amigos e nos integrar. Ele só veio mais tarde, são situações que decorrem em virtude deste processo todo. Tivemos que nos adaptar e finalmente saber o que é que era Angola. Defendíamos lá fora o ser angolano, a luta era para que Angola fosse independente. Chegamos aqui encontramos a tal Angola, que era uma coisa que foi sendo descoberta pouco a pouco.

Quando se fala nos filhos do Presidente Neto sabemos que são três, o Mário, a Irene e a Leda, mas pouco se sabe dos seus irmãos. O que é que se passa?

De facto, tenho sido mais mediatizada que os meus irmãos. Eles não gostam muito de aparecer. E também têm tido algumas dificuldades em termos de saúde, o que faz com que não estejam em várias actividades por esta razão. Infelizmente, estou a falar de um processo que parece fácil e que não tem consequência, mas penso que os meus irmãos, em particular, sobretudo a morte do meu pai, teve um impacto muito forte que se reflecte das atitudes deles. A minha irmã era muito novinha, ficamos todos desamparados, mas as pessoas reagem de maneira diferente. E portanto, eles têm uma certa aversão em relação à forma como as coisas se processaram. Gostam de manter um pouco a distância.

O Presidente Neto falava de política convosco em casa?

A política foi sempre o fio condutor, digamos assim, da nossa vida em família e fora dela. Éramos crianças, mas desde pequenos que frequentávamos as reuniões, os sábados e domingos quando o pai estava ocupado era irmos às reuniões com os camaradas. Sempre ouvíamos as questões da organização, os problemas, a logística, os programas disto e aquilo, a nível da colectividade dos militantes que se encontravam no exterior. Depois, claro, havia outras reuniões da direcção em que não fazíamos parte. Estou a falar dos encontros a nível de toda a colectividade, onde as crianças também lá estavam. Aos finais de semana não havia escola e tínhamos que estar em algum lugar perto dele. Para nós isso era rotineiro. Tínhamos as confraternizações a nível da comunidade e mesmo em nossa casa havia sempre um rodopio de personalidades que entravam para falar com o meu pai. Podíamos estar a brincar ou a estudar, mas ouvíamos sempre alguma coisa. E encontrávamo-nos sempre com estas pessoas, portanto, a política era sempre o pano de fundo. Quando fomos crescendo, já aqui em Angola, discutíamos sempre algumas coisas. Era impossível não falar de política, porque estávamos nas vésperas da independência.

Como é que podia caracterizar o pensamento político do Presidente Neto, tendo em conta aquilo que ouvia?

Os movimentos de libertação em África, praticamente todos, tiveram que fazer aliados para fazerem as suas lutas. Nos anos 50 e 60, em plena Guerra Fria, as potências que estavam em pólos distintos eram ideologicamente diferentes, e quem quisesse ter o apoio de uma delas tinha que alinhar a sua linha política.

Daí que tenha surgido também o movimento político dos não-alinhados, exactamente porque vários países decidiram que não podiam estar alinhados nem com um ou com outro. De qualquer forma, para poderem receber ajudas havia sempre algum alinhamento. E neste sentido é que o MPLA foi autorizado a fazer uma opção, desde o início tinha um cariz muito esquerdista e este posicionamento depois foi-se esbatendo ao longo do tempo. Mas fez com que o MPLA e os seus dirigentes fossem catalogados desde o início como comunistas. Agora acontece que eles foram tendo contacto com estes países, comunistas, socialistas e foram vendo na prática o que estava ocorrendo nestes países ao longo dos anos, antes da nossa independência até. Em todos os sistemas há problemas e dificuldades, os dirigentes do MPLA foram identificando quais são as contradições que os sistemas provocavam e qual era o impacto a nível das sociedades. Não se queria enveredar nem por uma via capitalista nem pela via comunista, foi-se pelo meio que naquela altura era o socialismo. Portanto, essas eram as ideologias mais progressistas que existiam naquela altura e que tinham o socialismo que revelava ter um pendor mais social, interessava mais pelos aspectos sociais da vida das pessoas. No início, como havia essa conotação comunista, o Presidente Neto foi prejudicado nos contactos que pretendia estabelecer com os Estados Unidos da América, porque a FNLA, do Presidente Holden Roberto, já lá tinha estado antes, conseguindo os apoios da Administração Kennedy. E não obtendo apoio deste lado, tinha de obtê-los de um outro lado, foi batendo as portas na China, Jugoslávia e foram conseguindo os apoios necessários, mas mantendo sempre uma firme posição de nãoalinhamento. Sempre participamos das cimeiras de nãoalinhamentos.

O regime político que se instalou depois da independência era chamado da ‘Ditadura do Proletariado’, mas proletariado também não havia assim muito. Seria um contra-senso, um paradoxo impor uma ditadura de uma classe que era praticamente inexistente, aqui não havia indústria significativa, não havia os proletários e número elevado que pudessem manter essa ideologia.

Pelas conversas que manteve com o pai não falava na hipótese de se passar para um sistema democrático?

Naquela altura, se forem ler os discursos feitos, fala-se em democracia. E logo em 1975 fala-se em eleições, portanto havia intenção de se realizarem eleições. A questão dos outros movimentos os historiadores depois farão as suas análises. É preciso não esquecer que naquela altura havia a questão das batalhas entre os três, com ameaças da soberania do país com a invasão de outras forças estrangeiras que já estavam aqui, sobretudo a nível do norte e mais tarde do sul. E que depois também tivemos que recorrer a mais outra para estabelecermos o equilíbrio.

Nesta altura não se conseguiu fazer um processo de descolonização diferente, podia ter sido, mas não foi.

É preciso também que se recorde a rejeição de Portugal, a forma como abandonou Angola não foi muito abonatório para o regime português, que também estava a passar por um processo de revolução. Foi toda uma conjuntura efervescente na época, mas de qualquer forma o nosso processo de descolonização não foi bem conduzido.

Sabiam exactamente o que levou o Presidente Neto à União Soviética naquela viagem fatídica?

Estava doente, foi para lá e depois morreu.

Quando disse em outras entrevistas que há “abundantes indícios de que possa não ter morrido de causas naturais”, refere-se concretamente a quê?

Acho que essa questão já foi demasiadamente falada e não vale a pena repetir isso permanentemente. De facto, penso que o desfecho daquela operação podia ter sido outro, ainda que tivesse uma doença crónica. Um cancro é sempre um cancro, mas de qualquer forma penso que não podia ter permanecido em coma após a operação. Agora estes factos todos teriam de ser bem analisados, esmiuçados para se conseguir determinar as verdadeiras razões da morte do Presidente Neto. Estes processos das mortes dos presidentes são sempre muito complicados, quando se diz respeito a saúde de um dirigente tem a tendência para o secretismo e naquela altura pior ainda. Podia ter sido conduzido de outra forma, assim ter-se-ia mais tempo de preparação. Foi uma coisa que aconteceu de forma abrupta.

Onde esteve e como teve informação da morte do Presidente Neto?

Estava a dar aulas de inglês no Mutu Ya Kevela.

É verdade que a família também foi apanhada de surpresa?

A pessoa que devia transmitir a informação da morte era o camarada Paulo Jorge, mas chegou depois de eu ouvir a notícia na Rádio Nacional.

Como é que o Mário e a Leda tiveram conhecimento da morte do pai?

Eles ouviram depois de me verem a chorar.

Acha que se tem prestado o devido tributo a Agostinho Neto?

Acho que não. Houve um período difícil, a seguir à sua morte houve toda uma necessidade de reconstituir a direcção. Depois o trabalho feito para perpetuar a sua memória foi ruindo, por esta razão nós achamos que devíamos fazer alguma coisa para que isso não permanecesse neste estado de coisas. Lembrase que há alguns anos quando se perguntava a um jovem se conhecia Agostinho Neto, muitos não sabiam.

E isso é um contra-senso, é inadmissível. Vamos fazer 35 anos de independência e ninguém sabe quem foi o fundador da nação. Que memória a nossa! Se a nossa memória 35 anos depois é assim, quando fizermos 80 vamos estar gagás. Nem a doença de Alzheimer provoca essa rapidez de desconhecimento. Há coisas que não podem ser. Esse status quo não é benéfico para ninguém. Quer gostem quer não, Agostinho Neto foi o fundador da Nação. Antes era uma província de Portugal. Internacionalmente Angola era uma província de Portugal, passou a ser República apenas em 1975. Quem liderou o processo foi Agostinho Neto. Por mais que não se queira, que não se goste, não se pode mudar os factos. É nossa responsabilidade enquanto geração da Independência ainda manter esta memória, lutar para divulgar a História porque muita coisa não se sabe ainda. Este trabalho de recolha dos testemunhos não foi feita, a História não foi escrita totalmente. Vai sendo escrita, tivemos esse processo de guerra, essas atribulações todas porque não nos permitiram estar descansados e nos dedicar a muitas coisas que nós gostaríamos de ter feito. Mesmo assim é preciso fazer um esforço porque as pessoas estão a morrer, e esses testemunhos que estiveram lá em carne e osso estão a desaparecer. E o que vai ficar depois são os relatos de terceiros, as pessoas que nem sequer estiveram lá, mas também ouviram dizer, e vai ser uma história escrita assim. Nós achamos que o processo a seguir, se não foi desleixo, haverá uma outra denominação qualquer para este estado de coisas.

Acredita que havia intenção de se apagar a História?

Intencional ou não isso não interessa. Já ultrapassámos esse ponto da navegação. O que interessa é de facto contornar essa situação e fazer com que os nossos países em África, e sobretudo o nosso caso particular, tenham memória. A UNESCO está a trabalhar na História de África, mas é uma vergonha constatar que os nossos países quando se trata de pôr no papel a História dos seus próprios filhos têm tantos pruridos, tantas dificuldades. Mas se for para patrocinarem outras coisas, é logo.

A coisa mais nobre de um país que é contar a História dos seus, não nos dedicamos a isso. Não é um fenómeno colateral ou banal, mas é muito importante, porque isso faz parte da nossa idiossincrasia, eu sou quem sou, conheço os meus antepassados, sei de onde é que vim. Ele sabe quem eu sou, conhece a nossa História.

Não parece que haja aqui um vazio, que não somos ninguém. Temos História e ela deve ser ensinada.

Estive em vários sistemas de ensino, entre os quais o francês e o inglês, e aprendi estas histórias todas desde pequena. Eu sei o quanto é valioso saber quem foi o primeiro não sei o quê, o rei não sei de onde…É importante porque faz parte de nós, depois incorporamos isso na nossa maneira de ser. Se não houver isso fica um vazio, porque os nossos jovens estão a absorver de outro lado. E os heróis vão ser quem? Os R.Kellys e outros.

Esses é que vão ser os exemplos.

A Fundação Agostinho Neto está a conseguir restaurar o seu legado?

É uma pretensão ambiciosa. Nós começamos há pouco tempo mas penso que é uma tentativa nossa, acho que bastante corajosa, mas que é necessário fazer para encorajar as outras pessoas nesta senda.

Tem havido uma má interpretação do objectivo da preservação, da divulgação e pensarem que estamos presos ao passado. Não estamos presos ao passado, queremos ir para o futuro assim como todos os outros, mas é necessário ter o passado bem consolidado para poder avançar.

Esperamos nós, a Fundação Agostinho Neto, que o nosso trabalho de divulgação, recolha de testemunho, análises e esse trabalho todo que diga respeito ao Presidente Neto, de facto, sirva para encorajar as outras pessoas, fornecer alguns subsídios a nível do país, de forma que com o nosso modesto contributo consigamos despoletar outras acções. Não temos a pretensão de fazer tudo, obviamente, é impossível.

Têm tido apoios do Estado?

Agora fomos considerados instituição de utilidade pública, tem nos ajudado com alguma coisa, para pagar o salário dos funcionários da Fundação. Não é nada por aí além, mas pensamos que uma Fundação Agostinho Neto, primeiro Presidente, devia ter uma importância à semelhança de outras fundações noutros países, como a Alemanha, onde as fundações dos primeiros presidentes têm apoios consideráveis, não é este que nós temos. De facto que se reconheça ao primeiro dos primeiros um estatuto que faz com que se deva dar uma atenção especial a tudo que se relaciona com a sua figura. Nós aqui em princípio pensávamos que o Partido fosse assumir isso, o que não aconteceu.

Como o Partido não pode fazer tudo, nós nos organizamos na sociedade civil para levar a cabo este trabalho.

E vamos ver se vamos conseguir. O nosso objectivo fundamental, dentro dos vários objectivos que nós temos é, em primeiro lugar, a preservação da memória, divulgação da vida e obra de Agostinho Neto.

O rio levou a casa de Neto em Kaxikane

Tem visitado Kaxicane?

Raras vezes, não vou lá com muita frequência. Se calhar anual ou bi-anualmente.

E o espaço onde estava a casa do Presidente Neto?

Já não existe, o rio está a ocupar aquilo tudo. Falou-se num trabalho de desassoreamento do rio, de pôr lá comportas, até agora só se ficou nos planos. Isso afligi-nos um bocado porque está-se a retirar a população para outra área. E, portanto, a zona da aldeia natal do Presidente Neto vai ficar debaixo da água, vai literalmente ser engolida pela água. Tinha-se falado no projecto de reconstituição da aldeia natal onde nasceu Agostinho Neto.

Isso existe em todo o mundo, as pessoas podem visitar a aldeia natal do Mao Tse-Tung, do Ataturk, da Turquia, está lá preservado. Assim mesmo modesto como era, eles fazem um pequeno museu, porque as pessoas têm curiosidade de visitar.

Até estávamos a pensar na reconstituição, não tão próximo do rio por causa destes problemas todos, pô-lo um bocadinho mais afastado, mas… Até seria um motivo para turismo histórico e rural, atrairia mais pessoas estando aí próximo da Muxima, seria um ponto turístico que englobaria tanto o histórico como o religioso. Mas são ideias que até agora ainda não encontraram espaço, mas o que nos preocupa é essa hipótese de o rio poder apagar o espaço físico onde nasceu o Presidente Neto. Se a memória já é levada pelas águas do esquecimento, o físico desaparece. É uma pena.

O que acha da ideia de se passar o município de Icolo e Bengo, onde nasceu o vosso pai, para Luanda?

Icolo e Bengo será sempre Icolo e Bengo, estando em Luanda ou no Bengo. Não sei quais são os planos que a administração actual tem, se pretende com isso reconfigurar a província de Luanda, que já de per si é uma mega província, mas se comparada com as outras tem uma extensão menor.

Terá havido outras razões para isso que não são publicitadas, a nível do Parlamento, onde estou, ainda não nos chegou nada sobre isso. De uma maneira geral, quando há alterações há sempre umas resistências se não se saberem as razões que levam a isso.

Há sempre as razões da História, das pertenças, mas penso que alterações são feitas todos os dias em termo de pertenças desta área para aquela. Como digo e repito, essas pretensões devem ser informadas para não se reagir mal. Outra é ir lá, explicar os projectos e as razões da sua elaboração. Há muitas conotações especialmente com Icolo e Bengo, que é a terra natal do fundador da Nação, tanto é que houve uma reacção por parte dos naturais do Bengo. Foi mais ou menos saneado, mas é bom ter cuidado com este tipo de acções porque podem deixar algumas tensões no ar. E não é saudável que exista.

“Tivemos elementos da nossa família envolvidos no 27 de Maio”

Em tempo queixou-se do silêncio dos amigos do pai em relação ao 27 de Maio. O silêncio mantémse ?

Naquela altura, quando disse isso sentia mais intensamente o problema. Porque havia como que uma desresponsabilização de todos os outros e as culpas eram todas deixadas ao Presidente Neto em relação ao 27 de Maio.

Penso que vão surgindo cada vez mais dados sobre o mesmo – e é bom que surjam – porque é uma matéria bastante pesada na nossa trajectória. Esse golpe ou acção teve um resultado tão sangrento, um peso tal que merece ter algumas explicações. O silêncio é sintomático de alguma coisa, se as pessoas ficam caladas num assunto desses é por alguma razão e aqui as pessoas têm a tendência de falar demais. Por alguma razão é que não se quer falar, mas qualquer dia vai-se falar.

Ouviu alguma coisa do pai?

Sobre essa matéria não. Ele ficou profundamente abalado com esta situação, com as mortes. Acho que alguma coisa se operou nesta altura, ele mudou muito. Depois daí passou-se pouco tempo e morreu. Estávamos num rodopio muito tenso de acontecimentos, connosco não houve assim muitos comentários. Infelizmente tivemos alguns elementos da nossa família também envolvidos nisso e foram levados lá à casa e vimos o nosso pai a conversar com elas, as primas. De facto isso trouxe muita tensão.

Chegou a conhecer bem o Monstro Imortal?

Sim muito bem, nós éramos amigos em Brazaville. Temos fotografias em que saíamos juntos para passear nas lagoas do Congo, passávamos o fim-de -semana.

Ele e a mulher dele, a irmã da camarada Inga. Éramos próximos, vivíamos próximos uns dos outros.

Onde estiveram durante os dias de tensão do 27 de Maio?

Saímos da casa do Futungo e tivemos que ir a uma base militar.

Onde?

Aqui fora de Luanda. Deixámos de ir às aulas, não sei se já estávamos fora do Palácio ou não. Não sei quanto tempo ficamos lá, foram tantos acontecimentos que até já não me lembro. Mas ficamos durante um tempinho numa base.

Ainda acha que uma Comissão da Verdade, semelhante à da África do Sul, poderia ajudar a sanar este problema?

Eu tinha sugerido em tempo esta possibilidade, como outros incluindo pessoas que estiveram envolvidos no próprio 27 de Maio também reivindicam a mesma coisa. Seria mais saudável se as pessoas conversassem e pusessem fora todo esse diferendo. Nesta altura, o tempo vai passando e as coisas se esbatendo, as pessoas vão morrendo também. E qualquer dia não haverá ninguém que possa de facto participar nesta comissão.

Acho que há trabalhos que estão a ser feitos e qualquer dia serão publicados, tomaremos conhecimentos e vamos ler o que cada um diz.

Leu o livro “A purga”, de Dalila Cabrita, e outros sobre o 27 de Maio?

Sim, não li tudo.

O que achou dos conteúdos?

É a polémica que continua no ar.

E achamos que o sensacionalismo e o protagonismo que algumas pessoas querem obter através de certas polémicas deviam ser preteridos em função de uma maior seriedade. Mas, pronto, estamos a viver num mundo de muito imediatismo, protagonismo e também de alguma acções de marketing comercial e político, que por vezes não sabemos quem está por trás de certas publicações. Independentemente disso, que venham as publicações que vierem e haverá reacções. E vamos contrapor aquilo que nós acharmos que for contra o que nós acreditamos. Os outros farão o mesmo e depois vamos tirar as ilações. Acho que o processo só pode ser esse porque não há outras vias de chegar à verdade.

O que achou da marcação do julgamento contra a vossa mãe, a senhora Maria Eugénia Neto, depois da acção movida pela escritora Dalila Cabrita?

Penso que ela se beneficiou com a possibilidade gratuita por a minha mãe ter feito aquelas afirmações. Ela pegou numa afirmação que a mãe faz de que ela é mentirosa e move um processo de difamação, quando em Portugal passam a vida a dizer que o primeiro-ministro, José Socrátes, é mentiroso, mas não tem processo algum levado a ninguém. Depois há outras particularidades, o escritório de advogados que ela escolheu é de um familiar de uma das vítimas do 27 de Maio. Portanto, não pode ser uma coincidência. É um processo que está a decorrer, mas é preciso notar que as mentiras que ela afirmou sobre o dr Rui Mingas, que também a levou a Tribunal, ela teve que pedir desculpas públicas. Há um interesse subjacente, os historiadores às vezes são utilizados por estes ou aqueles, pagam-lhes. E temos que lidar com esta realidade.

Matthias Offodile
December 18th, 2010, 12:38 PM
Rui Paulino // O Poeta de Benguela
Poeta



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Acabou de escrever o seu primeiro livro e, agora, procura um patrocinador para editá-lo.Actualmente, faz parte do grupo teatral “Tony Artes”.

Quem é Domingos Cupa?

Sou um jovem batalhador que sonha em entrar no mundo da literatura.

De onde vem a sua inspiração?

Em pequeno já gostava de ler, principalmente os textos das classes mais avançadas da escola. Foi assim que comecei a desejar escrever.

Quando começou exactamente?

Em 1997, mas só em 2001 comecei a escrever “a sério”, quando decidi fazer o primeiro livro.

Esses pequenos textos também serão publicados?

Já perdi muitos, mas claro que publicarei alguns.

O que falta para publicar?

Neste momento, estou à procura de uma editora.

Já participou em outras actividades de carácter literário?

Sim. Tenho participado também em eventos musicais aqui, no Lobito. E faço parte de um grupo teatral, que se chama “Tony Artes”.

Quer explicar a sua entrada ao teatro?

Em 2005, conheci um amigo que era director do “Tony Artes”, que fez despertar em mim a paixão pelo teatro. A literatura e o teatro estão muito relacionados.

E como tem decorrido essa experiência?

Tem sido muito boa: fazer teatro dá-me muito prazer. Por outro lado, encontrei pessoas experientes que tornaram as coisas mais fáceis para mim.

E a música…

Sou apaixonado pela música, paixão que surgiu até antes da literatura. Seria bom conciliar as duas artes.

Porque não continua na música?

Porque descobri que a minha PuB vocação era mesmo a literatura, apesar de que já fazia alguns trechos musicais. E para além disso, o músico tem o trabalho de contactar produtoras, interpretar, preparar espectáculos e por aí fora.

Próximos projectos?

De momento, estou concentrado nos contactos com editoras e eventuais patrocinadores para ver se consigo publicar o meu livro durante o próximo ano.

O que tem a dizer sobre a literatura juvenil?

Temos que apostar mais e criar medidas que incentivem os novos valores a trabalharem para o desenvolvimento da literatura nacional, tal como acontece actualmente com a música. Repare que um músico pode vender sete mil cópias numa sessão de autógrafos. Um escritor não consegue vender mais de três mil cópias.

Na sua opinião por que é que isto acontece?

Infelizmente, as pessoas não lêem.

Perfil

Nome: Domingos Cupa
Idade: 25
NaturalIdade: Lobito
NacIonalIdade: Angolana
Estado cIvIl: Solteiro
Formação académIca: Frequência Universitária
Desporto preferIdo: Basquetebol
Prato preferIdo: Bacalhau à Brás
Melhor FIlme: Courage Under fire: Denzel Washington
Melhor lIvro: Fortaleza Digital: Dan Brown



A Funjada na Casa da Prima Madalena



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Enviar por Email Publicado: 8/11/2010 | Por: João Portelinha d´Angola | Em: Colunas, Crónicas, Opinião | Lido 72 Vezes

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João Portelinha d´Angola

João Portelinha d´Angola é escritor e poeta Angolano, formado em Direito e é professor universitário.
Autor do Coluna, "Angolensis Mirabilis" no Zwela Angola.

É da praxe em todos os fins de semana juntarmo-nos em casa de algum familiar ou amigo para uma funjada.

Naquele dia era a vez, felizmente, de irmos a casa da Madalena – para nós prima Kuidukuta, por ser bem gorda, fofinha era como ela gostava que a chamassem.

Tinhamo-nos acomodado já à volta de uma enorme mesa de madeira tacula e aguardávamos impacientes pelos quitutes da prima fofinha.

Esses nossos repastos de fim de semana são bem fartos e sempre regados com bom vinho e muita cerveja. Há quem diga, e com razão, que nós angolanos vivemos em função do fim de semana. É comum, inclusive, fazermos perguntas do gênero como vai ser o teu fim semana? Ou simplesmente como é o fim de semana?

Mas as funjadas da prima fofinha são bem diferentes... Ora pela qualidade, ora pela diversidade. É de facto um regalo para os olhos de qualquer de qualquer um. Nunca faltam: a muamba, Kixiluanje, a kibeba assada, o kivúdia, o mufete, o sumate com jindungo Kahombó e o pirão do Huambo, que é de milho e que faço questão que nunca me falte. Em fim, um autêntico banquete para Kalú nenhum botar defeito.

Tive o privilégio de estar assentado ao lado do Zé Ivo, marido da fofinha numa das extremidades da mesa. Privilégio, quer dizer, até ver... Este, ao contrário da esposa, é um frangote, um xihuahua, embora muito simpático. É conhecido pelos amigos por Tchikuamanga (espécie de pássaro), por causa do seu nariz adunco.

Para além da tenaz fome que tínhamos, havia outra cumplicidade entre nós, os convivas: o de sabermos que aconteceria algo quando prima fofinha irrompesse daquela porta da cozinha; para além das panelas do esperado pitéu. Porque ela dissera-nos amiudadas vezes que teria uma grande surpresa reservada para nós.

E naquele momento surge a anfitriã com tudo a que tínhamos direito. Serviu, pelo menos a primeira rodada, como é d`hábito, as outras ficarem por nossa conta. Quando foi a vez do Zé, seu marido, encheu o prato de funji até ele não poder ver o parceiro ao lado...

Retirando o braço o braço dela, bruscamente disse:

- Leninha, não achas que é um exagero? – Lamentou-se o Zé todo envergonhado.

E ela:

- Não tenho nada a ver com isso. Come Zé, se não vais ver o que te vai acontecer! – ameaçou.

O Zé olhava tristemente para nós, como pedindo socorro.

- Fofinha, deixa o rapaz “à la vonté”- disse-lhe sorrindo.

- Não, João, esse gajo tem que comer tudo... TUDO MESMO!!!

Para nossa admiração, as súplicas e as lágrimas deste infeliz marido não eram suficientes para sensibilizar a esposa revoltada, que insistia em vê-lo comer todo aquele desproposito de comida.

- Ó Madalena, dessas coisas mesmú... é qui eu... não gostú !!! - Suplicou ele numa forma interiorana, que lhe é peculiar.

A gargalhada não se fez espera, acompanhada, como é óbvio, de olhares entre os presentes. È que, sem querermos, estávamos a comparar o tamanho colossal da |Madalena que podia zanvular (dar uma boa surra) a qualquer um de nós e a pequenez do infeliz, cena que mais parecia a de David e Golias...

Kufungou, muxuxou bué, katé jifetou, mas a verdade é que não sei o Zé Ivo pancou (comeu), todo aquele pitéu. Entendemos depois que ele tinha o mau hábito de almoçar em casa da amante aos fins de semana alegando que passava fome em sua casa! Pode? Prima Madalena soube disso e quis castigá-lo assim... de uma forma bastante exemplar. Como se não bastasse, fez-lhe lembrar, ainda, que da próxima vez poria muito jindungo (pimenta) na comida dele para ficar mais esperto... Aí sim, para além de dançar fandango, certamente ficaria com os muzumbos como se fossem mordidos por um enxame de marimbondos! hahahhahahh

Nós é que não precisamos que ninguém nos obrigasse a pitar. Porque, para nós, comer não era castigo, mas sim prazer. Nem é preciso dizer que pancamos buelélé e até bisamos. Sempre, ao som de uma boa Kizomba... Pessoa que é da banda é assim mesmo... Panca bué e torra búe, principalmente quando há um bom vinho. E agora que estamos em paz, então imagina só!

Se quiserem saber como se come a feijoada made in Angola – é sem camisa! Perguntem só ao meu kota Hingo, general, se eu não estou a falar a verdade.

E quanto ao nosso amigo Zé Ivo. “Vamos fazer mas como? Se é o problema que estamos com ele”!!!

Até a próxima funjada na casa da prima Madalena que zanvula bué mas também come-se bué! Vamos fazer mas como?

Laripó Kuví

João Portelinha d´Angola é escritor e poeta Angolano, formado em Direito e é professor universitário. Ele é autor de vários livros. O seu mais recente livro é "O DIA QUE UM NGOLA DESCOBRIU PORTUGAL". Autor do Coluna, "Angolensis Mirabilis" no Zwela Angola. Visite o seu Blog João Portelinha d´Angola.


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Matthias Offodile
April 11th, 2011, 08:33 PM
Angolan Writer Cremilda de Lima releases child book



4/6/11 4:25 PM



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Angolan writer Cremilda de Lima

Luanda, – Angolan writer Cremilda de Lima Wednesday in Luanda released her child literary work entitled “O aniversário de Vovô Imbo”, portraying a party held at a baobab tree.



According to Cremilda de Lima, the work represents an activity related to the family unity.:cheers:



The 16-page work, in charge of Paula Lima, has 1,000 copies.

Matthias Offodile
April 16th, 2011, 04:52 PM
Filipe Mukenga: Em Angola ninguém se interessa pela minha música

O que é que o Filipe Mukenga tem estado a fazer, um ano depois de ter lançado o seu último disco?

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Quase dois anos. O novo disco, intitulado “Nos somos nós”, foi lançado em Outubro de 2009. Portanto, vai fazer dois anos. O tempo passa, não é?

Sabemos que não é pessoa de gravar discos um atrás do outro, mas gostaríamos já de saber o que está a preparar para os próximos tempos.

Eu gostaria de ter a oportunidade de gravar anualmente um disco. Mas isso infelizmente não tem sido possível ao longo de toda minha carreira, devido ao tipo de música que eu faço; não é uma música de moda, não é kuduro, não é kizomba, nem R&B; é uma música com outras preocupações que não somente levar as pessoas a contorcer os corpos, levar as pessoas à dança. A minha música tem como principais preocupações a mensagem e também levar às pessoas trabalhos ricos do ponto de vista da harmonia. E não é essa a música que hoje os grandes produtores de discos e as editoras pretendem comercializar.

Querem comercializar aquela música descartável, aquela música que leva as pessoas a dançar, ganhar muito dinheiro com a venda deste produto.

Como o meu trabalho não se encaixa nesse quadro, então vou ficando aí.

Os anos vão passando, quando tenho sorte aparece alguém que se dispõe a financiar, como foi o caso deste último disco. Regressei a Angola em 2004, sem projecto nenhum para gravar um novo disco. Foi um amigo meu, por sinal brasileiro, que, conhecendo o meu trabalho, logo se prontificou em tudo fazer para que eu aparecesse de novo com um trabalho discográfico.

O disco é esse que foi lançado em Outubro de 2009, vai fazer dois anos, e não fiz absolutamente nada. O disco foi lançado e, até aqui, eu nem fui apresentado ao público, porque, de facto, na minha terra não há ninguém que se interesse em pegar o Filipe Mukenga, na música que eu faço e divulgar em todos os lugares do país, apesar das grandes dificuldades que sobretudo as províncias têm. Não Luanda, porque Luanda é a capital, tem condições em termos de equipamentos de som, de luz, etc; mas isso não acontece no resto do país.

Onde é que está a dificuldade: no facto de a sua música ser de uma concepção difícil e complexa ou no facto de as produtoras não abrirem as portas a este estilo de música?

Está no facto de a minha música não ser uma música de moda; uma música que apresenta outras preocupações.Então, vou ficando de lado.

Não obstante este facto, o Filipe continua a compor, a criar novas canções?

Tenho estado a compor muitascanções novas. Ao longo dos anos, vou compondo e vou guardando as canções. Tenho um baú que já está tão abarrotado de canções, que nem um contentor de lixo em que as pessoas vão depositando os seus dejectos e, como o carro da recolha não aparece, o lixo vai transbordando para o chão.

É um bocado o que acontece comigo.

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Às vezes até me divorcio dos instrumentos, porque quando pego num violão sai sempre uma coisa nova que vou ter de guardar na gaveta porque não vou poder gravar. Veja a irregularidade com que tenho gravado os meus discos: o primeiro disco foi gravado em 1991. O álbum intitula-se “Novo som”, gravado para a Valentim de Carvalho, em Portugal. Depois, em 1994 é que tive a oportunidade de gravar o segundo disco – o álbum “Kianda, kianda”, gravado em Paris, para a Lusáfrica. Depois, eu e o Filipe Zau, com quem tenho uma parceria já de quase 32 anos, tivemos a possibilidade de gravar, em 1996, um projecto chamado “O canto da sereia, o encanto”, que é uma opereta, o único projecto do género em Angola, já que até agora ninguém mais produziu uma coisa igual, e que esteve em destaque na representação de Angola na Expo 98, em Lisboa. Depois, em 2003, consegui gravar o meu terceiro disco, em Salvador da Bahia. E em 2009 é que sai o meu quarto e último disco.

E o que dizer da parceria que fez com Raimundo Lima, criador da produtora Ginga que e teve como primeiro desafio gravar o mais recente álbum de Filipe Mukenga? Fracassou?

Não posso deixar de estar eternamente agradecido pelo gesto do Raimundo Lima. Foi na sequência de várias conversas que tivemos que ele criou a Ginga Produções. Acontece que as várias pessoas que ele foi engajando na empresa para cuidar da minha vida não conseguiram levar para frente o projecto de shows, de apresentações, enfim. Foram destacadas já três pessoas que, em princípio, eu estava convencido que dominavam a área e que tinham conhecimentos suficientes para fazer eu continuar, dar sequência à edição do disco, apresentá-lo em todos os lugares, mas isso não foi possível, por razões que eu não sei explicar. E aqui estou, sem shows…

Esta produtora ainda existe?

Na realidade é uma agência. Foi uma empresa criada pelo Raimundo Lima para agenciar também outros músicos.Mas as pessoas que ele engajou não conseguiram, até aqui, dar resposta àquilo que o Raimundo pretendia.

Estou a aguardar que no futuro outras pessoas ou produtoras estejam interessadas, que gostem da minha música e que saibam encaixá-la nos circuitos certos.

Não significa isso que o Filipe Mukenga não tenha público em Angola?

Eu tenho público. Um público restrito. E quem se interessar em trabalhar com o Filipe Mukenga tem que saber quais os circuitos certos em que a minha música faz eco. Isso é o que as pessoas que foram engajadas inicialmente na Ginga Produções, depois na Quality Produções, não conseguiram até aqui fazer. Se calhar são pessoas que se habituaram mais a trabalhar com outros que fazem aquela música comercial. A minha música exige alguém com outra experiência, que saiba encontrar os caminhos certos para a divulgação do meu trabalho.

Alguns artistas têm procurado ser eles mesmos os produtores e promotores dos seus trabalhos. Pensa que deve haver um distanciamento entre estes, ou será que um músico pôde muito bem ser ao mesmo tempo produtor e promotor?

Eu, infelizmente, não tenho jeito para estar a produzir e a promover os meus trabalhos. Lá fora sempre tive alguém que cuidava da minha vida nesta área. As pessoas não nascem com dons para tudo e creio que eu nasci com dom para a composição, para o canto, mas para o negócio não.

Então tenho tido esta grande dificuldade de encontrar quem de facto goste da minha música e saiba em que canais introduzi-la para que o mundo conheça e eu possa também tirar dividendos disso.

Terá sido isso que fez com que Filipe Mukenga partisse de Angola para viver no Brasil?

Eu vivi durante treze anos na diáspora, fazendo de Portugal a minha residência. De Portugal fui saindo para outros pontos do mundo. Algumas pessoas pensam que eu vivi no Brasil, outras que vivi em França, mas não.

Portugal foi a minha casa, de onde saia para outros pontos do mundo.

Mas porque razão foi viver na diáspora?

Eu deixei o país porque não estava a conseguir viver da minha arte. Então fui tentar a minha sorte na diáspora, e as coisas correram bem. Mas decidi voltar, porque esta é a minha terra.

Pensei que a minha terra, já estando em paz, a viver outra fase da sua história, devia precisar da contribuição de todos os seus filhos. E eu vim-me embora; regressei ao país. Mas infelizmente, neste meu regresso, as coisas não mudaram. Continuo a não poder viver da minha arte na minha terra.

Sinto uma certa tristeza por isso estar a acontecer. Devo dizer que é sobretudo lá fora, no exterior, que a minha música encontra maior receptividade. Mas esta é a minha terra. Não quero viver lá fora, quero viver na minha terra.

Mas pode organizar concertos no exterior do país, aí onde a sua música é bem aceite…

Pois; esta é uma questão que a Quality Produções poderia resolver. Mas infelizmente até aqui não consegue resolver. E aqui estou, com um novo disco, mas sem concertos, sem sequer cumprir com programa de divulgação desse disco na midia.

Houve uma falha grande também neste aspecto; acho que eu devia ter passado nos programas de maior audiência da nossa informação, da nossa televisão, nas rádios. Nem isso aconteceu. Mas estou aqui; se alguém estiver interessado em trabalhar com o Filipe Mukenga, alguém que saiba quais os canais em que a minha música encontra eco, eu estou aqui, disponível para trabalhar.

Como é que vê a cidade de Luanda de hoje, em relação a Luanda do pósindependência e a Luanda dos anos 60, a década de ouro, como disse?

Os anos sessenta foram de facto inesquecíveis, em termos musicais.A noite luandense era uma coisa fantástica, com muita vida, muita alegria. Havia bailes em todos os lados, espectáculos musicais. Os centros recreativos tinham sempre programas.


Minha música é o espelho da globalização

Como é que se dá isso em Filipe Mukenga: o facto de ser um cantor angolano que cria uma música com mais aceitação fora do que dentro do seu país?

Eu nasci como músico nos anos 60, que eu considero como sendo a década de ouro; acho que não vai voltar a haver uma década como aquela. Foi uma década em que aconteceram coisas fantásticas em termos musicais. Neste período vi de tudo, ouvi muita música boa. Aliás, devo dizer que me apaixonei totalmente pela música quando aparecem os Beatles a fazer aquele sucesso na Inglaterra e no mundo. Foram eles que definitivamente me fizeram apaixonar-me por esta arte bonita que é a combinação dos sons. Cantei de tudo. Habituei o meu ouvido com músicas, às vezes com harmonias muito complicadas, como o jazz. E aquilo que eu faço hoje é o resultado dessa minha vivência. Comecei por cantar coisas que não tinham nada a ver com o nosso país. Cantei Beatles, Roling Stones. Naquela época tínhamos alguns grupos de música angolana, mas infelizmente com muita dificuldade conseguiam sobreviver, porque a nossa cultura era relegada para o terceiro plano.

O regime colonial não permitia que a nossa cultura viesse ao de cima.Então, para sobrevivermos, a maior parte dos músicos era obrigado a cantar nos bailes e espectáculos as músicas que vinham de fora.

Eu também costumo dizer que foi importantíssimo a minha passagem pelo exército português porque, no relacionamento que eu tive com colegas doutras regiões do país, pude perceber que a nossa música era bonita, e se ela fosse bem trabalhada poderia ganhar outros espaços, outras audiências. Então, quando termino o cumprimento do serviço militar, decido dar uma outra orientação à minha carreira. Decido não mais continuar a cantar coisas que não tinham nada a ver com o país, e começo a trabalhar partindo da nossa música. Começo por fazer trabalhos de recolha; vou estilizando canções do nosso cancioneiro. E foi nesse quadro que fiz, por exemplo, a canção “Humbi humbi” de que as pessoas hoje falam e que se tornou num hino.

Portanto, o meu trabalho resulta da minha vivência numa cidade cosmopolita como sempre foi Luanda, onde chegavam os grandes êxitos musicais do mundo. É uma música com influências várias que, enfim, não me deixam nada triste ou complexado. As culturas se interinfluenciam. A minha música ataca vários géneros musicais que eu acho que são património do mundo, de toda a humanidade. E acho que hoje ainda muito mais, porque fala-se em globalização; estamos numa aldeia global, e a minha música é, de facto, o espelho dessa globalização.

Onde é que está então a falha? Porquê que a sua música não é bem aceite cá em Angola?

Acho que as pessoas não devem ouvir apenas semba, nem kuduro, nem kizomba. Acho que as pessoas devem procurar ouvir todos os géneros musicais. Devem ir a todos os espectáculos. Está a acontecer uma coisa boa, com a realização de espectáculos de música jazz. Isso é bom.

Acho que o jazz é uma música celestial, que habitua o ouvido a outras harmonias, outros sons que parecem muitas vezes desafinados, mas não são desafinados, são as dissonâncias. Acho que está a faltar ao nosso povo ouvir jazz para habituar o ouvido. Aí também as nossas rádios e televisões têm um papel muito importante a desempenhar, porque se a rádio passa todos os dias kuduro, assim como a televisão, as pessoas vão acabar por consumir apenas kuduro. Costuma-se dizer que água mole em pedra dura tanto bate até que fura. As rádios e as televisões devem procurar satisfazer um leque mais vasto de gostos, porque se não o Filipe Mukenga vai continuar sempre a ter problemas.

Muita gente chega até mim e diz: Filipe, eu não consigo compreender a tua música; o que é que tu fazes em termos musicais? E eu explico que a minha música tem outras preocupações, apresenta outro tipo de harmonias, não é uma música só com Dó Ré Mi, com dois acordes; é uma música mais rica nesse aspecto.

E as pessoas não têm ouvido porque as rádios e as televisões não passam outra música, só aquelas que são comerciais, que levam a grandes audiências.

Mas isso não resulta de um conflito de gerações, já que os mais velhos, que se dizem bons apreciadores do semba, por exemplo, não conseguem digerir outros estilos como o jazz…

Não conseguem porque, de facto, não ouvem. É preciso ouvir, ir aos espectáculos, concertos, o Festival Internacional de Jazz. Temos visto o Jerónimo Belo, um expert da música jazz, que tem feito um grande esforço para a divulgação deste estilo. É preciso que as pessoas não deixem de ir a estes espectáculos de jazz, porque as pessoas ouvindo jazz, vão poder apreciar melhor, abrir os ouvidos a outras harmonias.


Culpas para as rádios e televisões


Conhece outros cantores angolanos cuja música não tenha a devida aceitação por parte do público angolano?

Filipe Zau é um deles. Quantas vezes se ouve um trabalho de Filipe Zau numa rádio? Mesmo o André Mingas também é outro músico que está na mesma área e que só de vez em quando é escutado na rádio. Quantas vezes se ouve na rádio Mário Rui Silva? E outros músicos que estão na mesma área também se queixam.

Acha que existe aqui alguma discriminação…?

Não há discriminação nenhuma.Isso é um problema que resulta da injecção que os midia, a rádio e a televisão, passam diariamente às pessoas. As pessoas só ouvem kuduro, kizomba, semba. Não passam músicas que eu rotulo de NMA; tal como existe a MPB – música popular brasileira – existe a NMA – nova música de Angola, que é a música que eu faço. Uma música caracterizada por uma grande riqueza do ponto de vista do conteúdo, mas também rica em termos de harmonia, utilizando os acordes invertidos, as dissonâncias que são muito utilizadas no jazz.

As pessoas têm tendência a dizer que muitos dos problemas que os angolanos vivem têm origem na guerra que o país viveu. Será que o facto de a maioria dos angolanos ouvir apenas músicas que convidam à dança é mais um desses problemas?

Talvez a guerra também tenha contribuído um pouco para isso.As pessoas, para se esquecerem das dificuldades que têm, decidem afogar as tristezas optando por essas músicas mais alegres, que levam as pessoas a balancear o corpo.

Tem-se falado muito no resgate dos valores morais e cívicos no seio dos angolanos. Pensa que este trabalho também deve ser feito a nível das músicas que devem ser consumidas?

Acho que a música pode contribuir nesta grande campanha do resgate dos nossos valores que se perderam. A nossa música sempre teve um papel importante, por exemplo, na guerra contra o colonialismo, depois na guerra civil em que nós caímos logo depois da independência. Lembro-me das canções que surgiram de um grupo de músicos que estavam organizados na JMPLA, como o Projecto Kissanguela, cuja música teve um papel importantíssimo de mobilização do povo para a luta que era necessária empreender contra forças que queriam tomar o poder ilegalmente. Estes músicos eram procurados. A música naquela altura era também considerada uma grande arma de combate. Agora que estamos na era da paz, acho que a música também pode ajudar neste grande trabalho que os angolanos devem desenvolver para o resgate dos valores.


O kuduro é angolano, é nosso. mas as letras…

Como é que vê o kuduro? Pensa que é um estilo a adoptar, ou é um estilo a banir no seio das nossas comunidades?

Na minha opinião, não é um estilo a banir ou a combater. É mais um género musical que surgiu. É angolano; é nosso. É um género que vem enriquecer o nosso panorama musical, com uma rítmica bastante rica. Mas penso que os músicos que se dedicam a este estilo devem se preocupar um pouco mais com a qualidade dos textos. Eu costumo dizer sempre que a música é um excelente veículo de transmissão de conhecimentos da cultura. Penso que os kuduristas devem prestar atenção a questão da mensagem. Pode-se perfeitamente dar à volta, produzindo textos que enriquecem culturalmente as pessoas. É o que está a faltar no kuduro: a qualidade de texto, dos conteúdos. A mensagem, na maior parte dos temas, não enriquecem culturalmente as pessoas. Mas o ritmo é bonito; até o linguajar que se utiliza.

Mas é preciso que isto leve às pessoas alguma coisa de útil.

O semba que era visto como um estilo dos kotas, hoje é uma das principais apostas também dos músicos da nova geração…

Eu fico muito satisfeito que o semba tenha conquistado uma grande parte da nossa juventude. O semba hoje está bastante moderno; evoluiu muito, mas é preciso que jovens músicos façam o mesmo trabalho em relação a um outro estilo que na minha opinião está a desaparecer, que é o kaduque, também conhecido por massemba, hoje rebita. É um ritmo e dança muito bonito que está a precisar desta atenção por parte dos nossos jovens músicos. O kaduque era um ritual que era dançado ao ar livre, acompanhado por instrumentos rudimentares, trazido a Luanda por populações que vinham doutras regiões do país, como da Mbaka, região que abarcava Malanje, uma parte do Kwanza Norte, enfim. O kaduque, hoje rebita, em contacto com outras realidades, transformou-se em dança de salão, em que se executam instrumentos como a dikanza e o acordeão. Os cavalheiros vestem trajes rigorosos, as senhoras, as bessanganas com os seus panos com muitas cores. Uma coisa bonita que está a desaparecer. É preciso que os compositores jovens peguem neste ritmo, neste género musical e façam o mesmo que já fizeram em relação ao semba. Porque, de facto, a rebita está a desaparecer.

Foi convidado a abrir o segundo Festival Internacional de Jazz de Luanda.Como é que viu a sua participação e a organização do evento em si?

A pouco e pouco, à medida que se vão realizando mais projectos nesta área, as pessoas vão se interessando.

Basta ver a enchente que se registou nesta segunda edição do Festival. Saí de lá bastante satisfeito, embora tivesse sido convidado para abrir o Festival a uma hora que me pareceu imprópria.

Devia ter começado um bocadinho mais tarde. Foi numa sexta-feira, dia em que as pessoas querem ir primeiro a casa, se prepararem para depois ir a uma festa mais tarde. O horário estabelecido para o arranque do Festival foi muito cedo. Acho que devia ser mais tarde. Assim, comecei com muito pouca gente na sala, e quando a sala estava mais ou menos composta, já estava eu a terminar a minha participação. Mas senti-me satisfeito pela empatia que se estabeleceu entre os músicos e a plateia. As pessoas souberam me acarinhar.

Não acha que eventos do género deviam ser realizados com maior regularidade, como os encontros que promovem o semba, por exemplo, e não apenas uma vez por ano?

Tem que se ir devagar. O jazz é um género que as pessoas não estão muito habituadas ainda a ouvir. A questão dos patrocinadores é sempre complexa. Arranjar dinheiro para se criar um festival de jazz não é assim tão fácil como arranjar dinheiro para se realizar um festival de semba, por exemplo.

Mesmo que seja apenas com músicos de jazz locais?

Mas o grande problema é que é preciso dinheiro. E é muito mais fácil arranjar dinheiro para um festival de semba do que para um festival de jazz.

Temos que ir devagar. À medida que as pessoas forem gostando, vão com certeza surgir patrocinadores, pessoas a quererem ajudar para que os projectos nesta área sejam apoiados.


Luanda não é fácil para um músico

Bailes com música ao vivo, não existia play-back. Surgiram grupos musicais que faziam cópias incríveis de outros grupos com sucessos internacionais, como os Beatles e outros. Já no período do pós-independência, tínhamos vários centros culturais a funcionar que permitiam que os músicos pudessem viver. Foi também um período interessante. As noites faziam também lembrar os anos sessenta. Mas infelizmente a guerra fez desaparecer estes centros, hoje transformados em quintais abandonados, armazéns, enfim. Temos de fazer alguma coisa no sentido de reabilitar estes centros de modo a funcionar como antes. Luanda de hoje é uma cidade com muito poucos espaços de música ao vivo.

Conheço, na Ilha, o Miami Beach e… quase mais nada. Luanda precisa de melhorar neste aspecto.

Não é uma cidade fácil para um músico…

É isso; não é uma cidade fácil para um músico, sobretudo para um músico como eu que faz uma música que é difícil de ser consumida. Luanda continua a precisar de uma maior vitalidade musical. É preciso que surjam espaços de música ao vivo, para deixarmos de lado as actuações em play-back, que muitas vezes são totais, em que as pessoas cantam por cima daquilo que já cantaram. Eu não gosto de fazer isso, porque me limita.

Sou um músico muito influenciado pelo jazz, não consigo cantar uma música sempre da mesma maneira, sempre igualzinho ao que está gravado. Gosto de improvisar, e fazendo play-back total ficaria amarrado.Acho que o play-back funciona bem para televisão. Fora deste quadro, acho que a música deve ser ao vivo.

Viveu parte da sua infância em Cabinda. Hoje em dia, costuma visitar aquela província?

Muita gente me interroga se sou de Cabinda. Acho que por causa de uma música que eu cantei na opereta com Filipe Zau. Não nasci em Cabinda. Fui para lá muito pequenino. Meu pai, depois de concluir o curso de enfermagem, nos anos 50, é enviado para Cabinda para uma missão de serviço de cinco anos. Fui com o meu pai, e voltei para Luanda depois deste período. Portanto, passei lá parte da minha meninice. Mas gosto de Cabinda. Foi lá que aprendi a comer saca-folha que é a nossa kizaka, mas preparada doutra forma; onde aprendi a mayaca, chikuanga, onde aprendi a gostar de mandjenvo, que os portugueses baptizaram de maruvo. Mas esse facto não exerceu qualquer influência na minha música.

Filipe Mukenga é co-autor do hino do CAN 2010. Foi um parto difícil?

Não, de maneira alguma.

Porquê então que a determinada altura ouvimos dizer que a música tinha de ser refeita…?

Eu não gostaria de falar dos problemas que surgiram. Gostaria apenas de dizer que fico muito satisfeito por ser autor de uma música que fica na história, do nosso primeiro CAN. Mas uma vez este trabalho resultou de uma parceria entre Filipe Mukenga e Filipe Zau. Fomos convidados para compor, como outros músicos também foram.

Mas a nossa proposta foi a que venceu.

Foi constituído um júri por pessoas de uma cultura bastante sólida. Eu e o Zau ficámos muitos satisfeitos com isso. Não tivemos nenhuma dificuldade em compor. O Filipe Zau, autor do texto, mesmo sem elementos – acho que o COCAN devia fornecer elementos que ajudassem o autor da letra – mas mesmo sem isso ele conseguiu elaborar o texto, e uma vez que o texto estava nas minhas mãos, sem dificuldades, musiquei-o. Penso que a canção é bonita.

Teve a preocupação de ter que agradar o público angolano, sabendo de antemão que as suas músicas nem sempre são bem aceites entre os angolanos?

Não. Peguei no texto e nasceu a canção que todos conhecem. Até hoje ainda tenho sido alvo de muitas manifestações de simpatia, de contentamento, de pessoas que dizem que a canção é bonita. Acho que fui feliz, uma vez mais. Mas ao compor não pensei em agradar a gregos e a troianos. Nasceu de uma forma natural.

E tive a sorte de a canção ter sido do agrado de toda gente.

No princípio desta entrevista disse que continua a não conseguir viver da arte em Angola. O que é que pensa em fazer daqui para frente?

Daqui para frente eu e o Filipe Zau pretendemos começar a trabalhar na criação de um pequeno gabinete de composição. Sinto-me bem em verificar que, cada vez mais, jovens vão se preocupando em fazer uma música mais elaborada, que enriqueça culturalmente as pessoas. Temos sido contactados por jovens que nos pedem composições, e temos estado a compor e a oferecer trabalhos. Acho que podemos tirar dividendos deste trabalho, por isso vamos abrir um escritório para este fim. A procura vai sendo já grande.

Do que é que vive actualmente?

Trabalho. Sou funcionário público, do Ministério da Cultura. É a minha salvação. Senão estaria bem mal.

Antes de partir para a diáspora já era funcionário da Cultura, propriamente do INALD, hoje o Instituto Nacional das Indústrias Culturais. No regresso, surgiu o convite para continuar a trabalhar na Cultura, já não como quadro, por causa de um AVC que eu sofri e devido a minha idade, mas para trabalhar em comissão de serviço.

Funcionei como consultor no consulado do doutor Boaventura Cardoso, função que cessou com a remodelação do Ministério da Cultura. Até que a actual ministra, doutora Rosa Cruz e Silva, me chamou para exercer a mesma função de consultor. E vou vivendo graças a isso. porque como músico não tenho conseguido dividendos suficientes para sustentar a família que tenho. Estaria muito mal mesmo.


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what a great song

:banana::cheers::cheers::cheers:

Matthias Offodile
May 28th, 2011, 08:40 PM
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Pintor angolano Miguel Barros mostra seu último trabalho

A exposição “Vidas na Banda" será inaugurada no próximo dia 25 em Luanda e fica aberta até 2 de dezembro.

Da Redação

Brasília - O artista plástico angolano Miguel Barros irá expor o seu último trabalho na Galeria Celamar em Luanda entre os dias 25 de Novembro e 02 de Dezembro de 2010. A mostra será berta às 18h30.

Desde 1999 Miguel Barros se dedica em exclusividade à pintura. Durante esse período expôs seus trabalhos em vários países da diáspora Portuguesa, como Moçambique e Cabo Verde, e em Goa na Índia. Agora, vai, finalmente, expôr na sua terra natal.

Reencontro

Este trabalho demorou a ser concebido, pois implicou um reencontro com as suas memórias, e só se tornou possível depois de Miguel Barros se ter mudado para Luanda, em princípios de 2008, tornando possível a decodificação das suas memórias e a sua justaposição com a realidade que o artista sentiu aquando da sua transferência para esta cidade.

A lusofonia do Miguel Barros está patente na sua obra e no seu percurso numa procura de sinais e numa tradução de sentimentos que são facilmente interpretados por todos que vivem esta realidade. Capaz de manter essa ligação como pano de fundo da sua obra, consegue sobrepôr a realidade e a singularidade do dia-a-dia dos Angolanos sem nunca perder a universalidade da sua obra.

“Vidas na Banda” retrata isso mesmo. O dia-a-dia das pessoas que se cruzam na rua com o pintor e que se tornam rapidamente parte do imaginário que o acompanha. Ao congelar um olhar e atribuir-lhe todo um passado e uma história, Miguel Barros consegue transformar um fugaz momento numa obra profunda e duradoura.

Trajetória

O artista participou e realizou inúmeras exposições colectivas (1995 Centro Cultural de Belém, Lisboa; 2001 Museu da Mãe-d’água “Um olhar sobre África", Lisboa; 2002 Ministério das Finanças, Terreiro do Paço, Lisboa,…), e exposições individuais (1996 "Goa em Lisboa", Fundação Oriente, Pangim, Goa, Índia; 1998 Centro Cultural Português, "Áfricamar", Maputo, Moçambique; 2002 Fundação Calouste Gulbenkian, "50 Pinturas Recentes"; 2003 Galeria Arte Privada, "Um olhar a Oriente", Lisboa; 2010 Fundação Sousa Pedro, “Terras de Angola”, Lisboa; 2010 “Continente Berço” MAC Movimento de Arte Contemporânea, Lisboa;…)

Foi galardoado com os seguintes prémios: Mérito de Pintura, MAC, 2007; Concurso de Arte Sacra, Santuário de Fátima, 2000; Centro Cultural de Belém, Menção Honrosa, CCB – Lisboa 1995; Concurso Jovem Artista, Santuário de Fátima, Menção Honrosa, 1990; Concurso Design Vista Alegre Menção Honrosa.
...some of his paintings ...
accompanied by Angolan classical choir...very nice

fiacoyrKuOs

Matthias Offodile
August 20th, 2011, 05:04 PM
Antonio Olé


Born in Luanda in 1951, Antonio Olé counts as being one of the most important artists in Angola. As an internationally acclaimed photographer and film-maker, he has created a rich panorama of his land´s recent history, and his works are to be seen in exhibitions, at festivals and at art biennials all round the world. The strict uniformity of his style makes his works seem to belong to a unique and self-contained canon.
The painter, photographer and film-maker Antonio Olé is one of the Angolan artists whose reputation has spread far beyond national boundaries. Since their first appearance outside Angola in the Museum of African American Art in Los Angeles in 1984, his works have been circulating on the international art market and been seen in exhibitions all round the world. He was represented at the Havana Biennial thrice (1986, 1988 and 1997) and at the Johannesburg Biennial twice (1995 and 1997). In 1992 his works were exhibited in the African Pavilion at Expo in Sevilla, and in 2003 some of his photo-series were included in the special exhibition "Structure of Survival" at the Venice Biennial.

Antonio Olé was born in 1951 as the son of a half Angolan and half Portuguese family in Angola´s capital Luanda. While young he taught himself photography then studied at the American Film Institute in Los Angeles. Since 1975 he has not only been working as an artist but also been making videos and documentary films about life in Angola and now counts as being one of the most important chroniclers of his land´s recent history.

At the start of his artistic career, Antonio Olé was concerned mainly with the medium of photo-montage. "Accidents" was what he once named the works which he was then creating. Only later did he turn to more or less neutral photography, which has since been his main claim to fame. He has created series of photos portraying Angolan families with numerous members or showing certain themes metaphorically. In his project "Salt" for instance, images show the various aspects of extracting and using the raw material salt.

Sometimes work on one of these projects takes years. One of the long-term projects through which he has made a name for himself is the series of photos "Walls", for which he took countless photos of the facades of huts and small dwellings then arranged them as a series. In it the leitmotif of Antonio Olé´s art is especially clear – the past, present and future of Angola. These wall photos are images of decay, destruction and war but also images of the will to survive, of determination, hope and new starts. Though Antonio Olé denies that his works have any political aim, they nonetheless make the misery of his homeland plain.

At the same time, projects like the wall-series show the conceptual nature of Olé´s creative method. Like the German photographers Bernd and Hilla Becher, Olé shows the facades of buildings from the same angle, face on, symmetrically in mid-frame and often from slightly below, whereby the frame is wholly filled by the image. Again like the Bechers, he includes no living creature.

He thereby focuses attention exclusively on the buildings. Viewers are taken in by the cracked, creviced and crumbling plaster facades and gaze into the empty sockets of windows and doorways. The remains of flaking paint lend the facades a further ambivalence, making them seem to be a blend of the gay, the chaotic and the morbid.

Many of Antonio Olé´s works are now to be seen in private and public collections like in the Museu de Angola in Luanda, the Wilfredo Lam Centre in Havana, the Institute of Arts in Detroit and the Museum of African American Art in Los Angeles.

Olé lives and works in Luanda.


http://img.artknowledgenews.com/files2010june/Antonio-Ole-Angola-Luanda.jpg


http://www.iwalewa.uni-bayreuth.de/images/Mitarbeiterbilder/ole_portrait.jpg

http://ecx.images-amazon.com/images/I/61kOtn0wEZL._SL500_AA300_.jpg

http://www.askart.com/AskART/photos/CPF20071219_5295/45.jpg

http://www.universes-in-universe.de/specials/africa-remix/city-land/tour-03-1-b.jpg








Ausstellungen (Auswahl):
Einzelausstellungen:

1968 – Museu de Angola

1984 – Museum of African American Art, Los Angeles

1985 – ANCO Engineers Gellery, Los Angeles

1985 – Banco Nacional de Angola

1988 – Galeria Imago, III Bienal de Havana

1988 – Ciclo 1985/ 1988, Faculdade de Arquitectura, Luanda

1988 – Galeria Labirinto, Porto

1990 – Galeria Humbiumbi, Luanda

1991 – Terra Parda, Terra Mista, Atelier Troufa Real, Lisboa

1991 – O Estado das Coisas, Espaçio Cultural Elinga, Luanda

1994 – Margem da Zona Limite, Espaço Cultural Elinga, Luanda

1995 – Margem da Zona Limite, Espaço Oikos, Lisboa

1996 – breaking bounderies, Grahamstown Festival

1996 – breaking bounderies, Goodman Gallery, Johannesburg

1997 – Retrospective, 1967/1997, Centro Cultural Portuguミs, Luanda

1999 – O corpo da pintura, Espaço cultural Elinga, Luanda

1999 – O corpo da obra, Galeria Belobelo, Braga

2000 – Angola-Brazil-500 ans, Casa de Angola, Salvador

2001 – Hidden Pages, Stolen Bodies, Veemvloer, 19. World Wide Video Festival, Amsterdam

2003 – António Ole & Contiguidades, Centro Cultural Portuguミs, Luanda

2007 – António Ole, Galeria 111, Lissabon


His exhibitions

2006 – The Great Wall 2006, The Great Wall, Hamburg

2006 – Africa Remix, Mori Art Museum, Tokyo, Japan

2005 – Africa Remix, Centre Pompidou, Paris, Frankreich

2005 – Africa Remix, Hayward Gallery, London, UK

2004 – Afrika Remix, Museum Kunst Palast, Düsseldorf

2003 – Dreams and Conflicts: The Dictatorship of the Viewer, Venedig Bienale

2001 – The Short Century, House of World Cultures, Berlin,

– The Short Century, Villa Stuck, München,

– Mens Momentanea, BARAKK, Berlin

1998 – Eye Africa, S.A. National Gallery, Cape Town, South Africa

1997 – 6. Biennial Havana 1997, Bienale Havana, Havana, Cuba

2000 – L' Afrique Jour, Biennale de Dakar, Dakar, Senegal

1997 – Alternating Currents, 2. Johannesburg Bienale, Johannesburg, Südafrika

– The Other Modernism, Haus der Weltkulturen, Berlin,

– Havana Biennial, Havana, Cuba

1996 – Remote Connections, Art Focus, Zurich, Switzerland

1995 – Johannesburg Biennial, Johannesburg Biennial, Johannesburg, Südafrika

1987 – S‹o Paulo Biennial, S‹o Paulo Biennale, S‹o Paulo, Brasilien

1986 – Havana Biennial, Havana Bienale, Havana, Cuba


Films:

1994 – Luanda, Video

1987 – Sonangol: 10 Anos Mais Forte, 35mm

1984 – Refrigeration, Long is the Evening, Quiet is the Day, Video

1983 – New Orleans: Mardi Gras, 16mm

1980 – Conceição Tchiambula, um dia, uma vida, 35 mm

1980 – No Caminho das Estrelas, 16mm

1978 – 0 ritmo da N'Gola Ritmos, 16 mm und 35 mm

1978 – Carnaval da Vitoria, 16mm

1977 – FESTAC, 16 mm

1976 – Aprender, 16mm

1975 – Os Ferroviarios, 16mm

1975 – Resistencia popular em Benguela, 16 mm


http://www.iwalewa.uni-bayreuth.de/de/team/artist-in-residence/Ant__nio_Ole/index.html

Matthias Offodile
November 13th, 2011, 09:55 PM
Vencedor do «Angola Encanta» pretende destacar-se na música

Quinta, 06 Outubro 2011 18:28

Vencedor do «Angola Encanta» pretende destacar-se na música

Luanda – O vencedor do concurso musical “Angola Encanta”, Rui Orlando José, disse hoje, sexta-feira, em Luanda, que o evento foi uma oportunidade para lançar a sua carreira musical, onde pretende se destacar com o lançamento de uma obra discográfica.


Em declarações à imprensa, quando recebia uma viatura fruto do prémio de primeiro classificado, numa unidade hoteleira de Luanda, Rui Orlando José referiu que tem já algumas músicas escritas, mas que por falta de oportunidades nunca gravou.


“A próxima meta tem como objectivo terminar a formação académica e, posteriormente, realizar um curso intensivo de canto, onde vou melhorar a minha performance vocal e aprender tocar piano”, explicou.


Segundo ele, uma das metas é aprender a língua kimbumdu para gravar uma faixa neste idioma nacional.


“O concurso foi uma oportunidade, onde tive o prazer de estar em contacto permanente com algumas línguas nacionais e quero dar continuidade em aprender, e também outras línguas para poder me comunicar”, frisou.


Rui Orlando José foi o vencedor do concurso musical “Angola Encanta” que contou com a participação de mais de três mil candidatos, organizado pela empresa Semba Comunicação



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Woooow, the audience went nuts:nuts:

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Matthias Offodile
December 13th, 2011, 05:57 PM
Famous Angolan Photographer Presents Works This Week

13 December 2011




Luanda — A photo exhibition by the Angolan Rui Tavares entitled "XX years/20 images" with the Angolan contemporary dance company will be inaugurated on December 15, in Luanda, ANGOP has learnt.

A press note from the X Movement association and the mentioned company says the artist will present for the first time the result of 20 years of work with the contemporary dance company and its artistic director and dancer, Ana Clara Guerra Marques.

The exhibition is based on black and white images directly pressed on aluminium and coloured images pressed on translucent acrylic, says the document.

Rui Tavares was born in 1971 in Angola and is the official photographer of the contemporary dance company of Angola.

http://cdcangola.com/cdc/wp-content/uploads/2011/03/rui_tavares.jpg

Nasce em 1971, angolano, inicia-se na fotografia em Portugal em 1987. Em 1991, em Luanda, interessa-se pelas imagens de dança e no ano seguinte inicia a sua colaboração com o Conjunto Experimental de Dança, posteriormente designado Companhia de Dança Contemporânea de Angola (CDC),de que é um dos membros fundadores. Inicia assim o seu percurso como profissional nas áreas da fotografia e desenho gráfico. Responsabilizado pelo Gabinete de Imagem e Divulgação da CDC, encarrega-se igualmente de todo o material promocional e imagem desta companhia de dança angolana, a nível da imprensa. Desenvolve actividade similar junto do Instituto Nacional de Formação Artística e Cultural (INFAC), órgão do Ministério da Cultura de Angola. Neste Instituto exerce, a partir de 1995, a sua actividade como docente da Escola Nacional de Artes Plásticas, para a qual elabora oprograma e introduz a disciplina curricular de fotografia. Todo o seu percurso ligado à fotografia de dança desenvolve-se junto da CDC enquanto mantém colaborações com as áreas da moda, publicidade, desenho gráfico e arquitectura. Em 1998 tem o seu trabalho apresentado na revista francesa de artes plásticas Revue Noire, nº 29 e participano ano seguinte no livro “Anthology of the African Photography”, ed. revue noire.Em 2003 é editado o livro “ A Companhia de Dança Contemporânea de Angola”, do qual é responsável pela autoria gráfica e fotografia. Efectua diversas exposições de fotografia criativa em Angola, África do Sul, Brasil, EUA, Espanha, França, Mali, Namíbia e Portugal. Na II Trienal de Luanda, em 2010, apresenta a única exposição-instalação individual convidada.Actualmente, entre vários projectos, encontra-se a terminar uma licenciatura em Arquitectura e Urbanismo.



http://cdcangola.com/cdc/wp-content/uploads/2011/12/expo-cartaz-net-b1SMALL.jpg

Angolan National Dance Company

http://cdcangola.com/cdc/wp-content/gallery/fotos2011cdc/foto_a.jpg

http://cdcangola.com/cdc/wp-content/gallery/fotos2011cdc/fotob.jpg

http://cdcangola.com/cdc/wp-content/gallery/fotos2011cdc/fotof.jpg

Courtesy of http://cdcangola.com/cdc/wp-content/uploads/2011/03/LOGO2.jpg

Axelferis
December 17th, 2011, 08:11 PM
RIP Cesaria Evora!

I post here because of her famous song "Angola"

Matthias Offodile
February 15th, 2012, 12:34 PM
Nelson Pestana “Bonavena”



http://angola-luanda-pitigrili.com/wp-content/uploads/2010/10/Nelson-Pestana-Bonavena.jpg


Naturalidade: Bairro do Cazenga, Luanda, Angola

Director de Campanha e ideólogo do partido Frente para a Democracia de Angola, FpD.



Nelson Eduardo Pestana, jurista, cientista político e investigador e docente Universitário, tem o pseudónimo de E.Bonavena. Dos musseques diz que “abomina-os, não por desprezo às gentes que neles habitam, mas porque além de sinónimo de sub-desenvolvimento, são parte de uma “maka” que desde a infância o inquieta: sou filho do subúrbio”. Bonavena sonha em “conseguirmos fazer de Angola um país rico e dos angolanos pessoas ricas”.
Publicou entre outros títulos poéticos, “Ulcerado de Míngua Luz” (1985) e “Limites da luz”. É licenciado em direito pela Universidade “Agostinho Neto” e doutorado em ciências políticas pela Universidade de Montpellier, França.
Está a preparar, neste momento, o livro de ensaios sobre “O pensamento político do século XIX”. No âmbito dessas suas pesquisas prefaciou a última edição (2002) do livro “Delírios”, de Cordeiro da Mata, que foi publicada pela primeira vez em 1888, para além de ter escrito vários ensaios sobre nacionalismo e literatura. Publica regularmente diversos artigos e recensões sobre literatura angolana e sua história, tanto na revista “Angolê”, editada em Portugal, como em revistas francesas e italianas.
E. Bonavena entende que “a literatura tem que ser feita através de uma parábola, mas tem que ter um discurso pragmático estético para, através deste, a parábola passar”.
Actualmente trabalha em Portugal, num projecto do Instituto Superior de Ciências do Trabalho e Emprego (ISCTE), que tem como objectivo a publicação de um livro sobre os PALOP.
28 dez. 2009 (Club K) – Nelson Pestana “Bonavena”, foi afastado de exercer tarefas de docente, do Instituto Superior João Paulo (ISUJP) de Angola por motivações desavançadas pelo clero católico em Angola.
De acordo com uma junção de dados, uma corrente do clero apresentada como “bispos que não querem problemas com o regime” terá pautado a reitoria do ISUJP ao que precipitou o afastamento do acadêmico. A notificação da demissão foi dada pessoalmente pelo Reitor do ISUJP, frei João Domingos, na segunda feira (21 Dez) sem no entanto ter avançado pormenores que levaram a Igreja a tomar esta decisão.

A mesma “pressão” sobre a figura de Nelson “Bonavena” é sentida na Universidade Católica de Angola (UCAN) onde o mesmo é investigador, porem, anuladas pelas verticalidade do reitor Dom Franklelin conhecido pela não cedencias de pressões externas.

Nelson Pestana é doutorado em ciências políticas, em França, e esta ligado a extinta FpD (agora, Bloco Democrático). É conhecido por não aceitar, em Angola, os abusos contra os direitos humanos e a violação da constituição praticada pelo regime angolano.

Segundo observações constantes, os “bispos que não querem problemas com o regime” vêem se arrastado a um cenário de dependência as autoridades angolanas provocada ao corte orçamental a que estavam submetidos ao orçamento do Vaticano. Após a tomada de pose de Bento XVI, o novo papa defendeu que as dependências católicas em todo mundo passariam a sobreviver por meios proprios. Muitos bispos, em Angola, sobretudo os que se encontram em fase de reforma são referenciados como tendo cedido as acareações do regime no sentido de evitarem problemas.

Matthias Offodile
April 3rd, 2012, 08:41 PM
Pitra Neto vende e autografa livro sobre "Direito Administrativo"


http://2.bp.blogspot.com/-thQHTvQXjGQ/T3VkX14ndXI/AAAAAAAADpI/9wA4h_IRlxE/s1600/0%252C46b9ff5c-23a6-454a-9418-a9f479ed6341.jpg

http://angola-luanda-pitigrili.com/wp-content/uploads/2010/09/pitra_neto.jpg

Pitra Neto

O jurista e docente universitário, António Pitra Neto, vendeu e autografou, nesta quinta-feira, na cidade do Huambo, o seu livro "Resumo Sobre Matéria de Direito Administrativo", numa iniciativa que visa enriquecer a bibliografia para os estudantes da Universidade José Eduardo dos Santos.

Dirigindo-se aos presentes, António Pitra Neto disse que a sua obra tem por objectivo facilitar os estudantes dos cursos de Direito e Economia na obtenção de conhecimentos de noções básicas sobre o direito administrativo.

O governador do Huambo, Faustino Muteka, presente ao acto realçou a importância da mesma que “vai contribuir para o enriquecimento da bibliografia dos estudantes da Universidade José Eduardo dos Santos.

"Penso que tivemos sorte pelo facto de ter-mos sido brindados com esta obra literária muito importante, que vai facilitar aquelas pessoas, sendo advogados ou juízes, terão a oportunidade de buscar as varias soluções na sua actividade diária”, reconheceu Faustino Muteka.

O reitor da Universidade José Eduardo dos Santos, Cristóvão Simões, felicitou o autor pela “obra literária oportuna, com conteúdo muito rico”.

Cristóvão Simões, admitiu que a sua instituição possui pouca literatura para as suas diversas faculdades, “situação que vem sendo minimizada com aquisição de manuais no exterior e em bibliotecas de algumas regiões do país”.

Com 211 páginas, para a província do Huambo estão disponíveis 500 exemplares da obra para os interessados.
in ANGOP de 30.03.2012


Fonte: Angop

Matthias Offodile
April 14th, 2012, 07:19 PM
Pedro Lima former Olympic Angolan Swimmer and current actor


Pedro Manuel Barata Lima (Angola, 20 de Abril de 1971) é um ex-nadador Olímpico de Angola. Representou Angola em 1988 e 1992.

É actualmente um actor, cara bastante conhecida pela sua participação regular em telenovelas.

Nome completo: Pedro Manuel Barata Lima
Nascimento: 20 de Abril de 1971; Angola
Nacionalidade: angolana http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/Flag_of_Angola.svg/20px-Flag_of_Angola.svg.png português http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5c/Flag_of_Portugal.svg/20px-Flag_of_Portugal.svg.png





http://farm4.static.flickr.com/3045/2905266392_596d7380bd.jpg

http://1.bp.blogspot.com/_6V0_U10fw2Y/SUpNKTlL34I/AAAAAAAAAPo/75LXlxZOKRg/S660/CARTAZ%2BFILME%2BCONTRATO%2B(final).jpg

Matthias Offodile
September 17th, 2012, 09:04 PM
Removed

Matthias Offodile
September 17th, 2012, 09:06 PM
http://corte-cabelo.com/wp-content/uploads/2012/07/Viktor-I.jpg

O hairstylist do Vimax Beauty, em Curitiba, sugere cortes rasgados, trabalhados com tesoura, lâmina ou navalha. O coiffeur aposta em todos os comprimentos, desde que tenham movimento. Em suas criações, os tons de areia e terra aparecem em duo, ou soja, um ton-sur-ton sem muitos contrastes





Viktor I é o novo consultor estratégico de O Boticário

por Redação em 27/07/2012



http://www.beautyfair.com.br/site/web/img/viktor.jpg

O hairstylist e empresário angolano Viktor I acaba de assinar parceria com o O Boticário. O profissional é o novo consultor estratégico da marca de cosméticos. A novidade foi anunciada junto com apresentação da nova Linha SPA Frutoterapia Monoï & Argan.

http://www.beautyfair.com.br/hair/noticia/2197.html


Boticário tem novo consultor de beleza

Com o lançamento da nova linha de tratamento para cabelos, O Boticário sela o início de uma parceria com o empresário e cabeleireiro angolano Viktor I, que no Brasil comanda os salões Vimax Art Hair Beauty de São Paulo e Curitiba. Reconhecido no mundo da beleza, Viktor é o novo consultor estratégico de cabelos de O Boticário. Apaixonado pelo Brasil, Viktor I participou de desfiles internacionais, trabalhou no salão Vidal Sasson, em Londres. Cuidou dos cabelos de personalidades como Charlize Theron e Liv Tyler, construindo um histórico recheado de prêmios.

A união do consultor com O Boticário já começa com apresentação das novidades de Nativa SPA Frutoterapia Monoï & Argan, que acabam de chegar às lojas de todo o Brasil. A linha traz o benefício de ultra hidratação por meio de quatro itens de tratamento: Shampoo, Máscara Capilar, Condicionador e Óleo de Tratamento Intensivo. Os produtos reúnem dois óleos poderosos que conferem vitalidade e saúde aos fios. O Monoï é considerado o segredo de beleza do Tahiti. Já o Argan, é extraído do fruto de uma árvore rara do sul do Marrocos, com alto poder de hidratação. “Ao dar uma pausa na rotina e fazer o tratamento completo com os quatro produtos, as mulheres terão um resultado incrível para seus cabelos, além de uma experiência sensorial diferente de tudo que já conhecem”, aposta o consultor de cabelos de O Boticário.

Good job

Lino
September 17th, 2012, 11:07 PM
Não sabia que o Pedro Lima tinha sido nadador, e por Angola...
lembro-me do guarda-redes de Angola no mundial de 2006, que é jogador e trabalhador fabril em Paços de Ferreira...

E há o jogador Edson... conheço a namorada dele.

Matthias Offodile
October 20th, 2012, 10:28 PM
A great new Angolan movie called "O Grande Kilapy" set in the mid 1970s Luanda has won a lot of praise at the International Toronto Film festival...made by Angolan film maker Zezé Gamboa






http://www.sudplanete.net/tables/artistes/images/zeze_gamboa.jpg

http://content1.catalog.photos.msn.com/ds/pic-en-us/picenus_msnentertainment/WireImage.com/F3E766EA-7CA4-41A0-8EC3-AD4D1CF57AA8.jpg


Zezé Gamboa um dos grandes realizadores angolanos. Nasceu e estudou em Luanda e mais tarde foi para o Lobito. Trabalhou na Televisão de Angola e fez questão de não perder um segundo da Independência do seu país.

Desde de 1980 que vive em Lisboa, mas é nas memórias de África que se concentra para fazer o seu trabalho. Ganhou em 2005 o maior Festival de Cinema Independente, o Sundance, com o filme «O Herói».



http://media.tiff.net/contents/stills/thegreatkilapy_02.jpg

Angola Never Looked Sexier Than In THE GREAT KILAPY Trailer!

James Marsh, Asian Editor

http://twitchfilm.com/assets_c/2012/09/The%20Great%20Kilapy-thumb-630xauto-33331.jpg

Effectively blending history and politics with a darkly humorous crime thriller, Angolan director Zeze Gamboa's second feature looks to be suave, sexy and oozing with cool. Set in the mid-1970s, on the eve of Angola's independence from Portugual, O Grande Kilapy aka The Great Kilapy (or more literally, The Big Swindle) tells the story of Joao Fraga (Lazaro Ramos), a suave man-about-town and serial womaniser who slips into a life of crime in order to bankroll his affluent lifestyle. Fraga pulls off a massive con at the expense of the Portuguese government that not only sets the administration on him, but makes him something of a folk hero amongst the Angolan people.

Gamboa's film premieres at the Toronto International Film Festival and looks to perfectly capture the drama, intrigue and downright studliness of the period and its central protagonist - apparently based on a real-life figure. We've discovered a teaser trailer for the film online and it only tantalises us further. Check it out.

(...)

http://twitchfilm.com/2012/09/angola-never-looked-sexier-than-in-the-great-kilapy-trailer.html


Short summary in English

In the Angolan language of Kimbundu, kilapy means scheme, fraud, or swindle, and accordingly, The Great Kilapy tells the story of a crooked but irresistible bon vivant who, on the eve of Angolan independence in 1975, pulls off a massive swindle at the expense of the administration. Inspired by a real figure, director Zézé Gamboa’s decade-spanning historical drama is a refreshing take on the national liberation story, and turns its conventions upside down with elegance and humour.

João Fraga, nicknamed Joãozinho (Lázaro Ramos), is a real looker, a relentless womanizer and a big spender, who finds that his expensive tastes demand that he undertake some less-than-legal enterprises. Though he attracts the attention of the secret police due to his student days in Lisbon, Joãozinho has no real political affiliations. Although he has a number of close friends who are militant activists in Angola’s various liberation movements whom he aids by providing money, shelter or escape routes, he does this from generosity and loyalty. But in this politically charged atmosphere, even a simple crook can’t avoid getting tagged with an ideological marker. After pulling off a masterful scam against the administration’s Tax and Revenue Collections office, Joãozinho finds himself suddenly arrested by the regime as a "subversive character." While in jail, he cultivates the illusion that he is a political prisoner to great effect — so much so that when he and his fellow inmates are freed by the new, independent Angolan government, he is hailed as a hero of the struggle.

Gamboa offers a witty and compelling portrait of the last decade of Portuguese rule in Angola, and incisively depicts the world of wealth, glamour and insouciance in which the elite class moves against the background of the colonial regime’s collapse. Colorful, charming, and featuring an authentic soundtrack of the country’s rich Angolan music from the 1970s, The Great Kilapy is a vivid testament to the vitality of African cinema.



Film Information
Director: Zézé Gamboa
Countries: Angola / Brazil / Portugal
Year: 2012
Language: Portuguese
Runtime: 100 minutes
Rating: 18A

Exec. Producer: Luís Alvarães, Fernando Andrade
Producer: Fernando Vendrell
Production Co.: David & Golias
Principal Cast: Lázaro Ramos, Pedro Hossi, João Lagarto, Adriana Rabelo, Patrícia Bull, Hermila Guedes, Sílvia Rizzo, São José Correia, Pedro Carraca, Alberto Magassela, José Pedro Gomes



Here is a trailer of the movie which will be released soon and has already beeen well received at the International Toronto Film Festival in 2012
Watch the trailer with sounds and music...and even an authentic opening of Luanda in the 70s

Zs_tF7-9cLo

I will definitely grab a copy of it...just like his other film O Heroi which was a perfect yet depressing film as it was set after the war ended.

Matthias Offodile
October 22nd, 2012, 04:29 PM
Cantor angolano Mamborró morre aos 42 anos em Luanda

http://www.africatoday.co.ao/files.php?file=mamborr___954327910.jpg

27/09/2012 17:06:00
Músico foi vítima de doença prolongada Músico foi vítima de doença prolongada

Considerado um dos ícones da música popular angolana, José Manuel Jorge Machado - mais conhecido como Mamborró - morreu esta quinta-feira, dia 27, aos 42 anos, no Hospitalar Militar, em Luanda, vítima de doença prolongada.

Angola está esta quinta-feira, dia 27, de luto. O cantor José Manuel Jorge Machado - mais conhecido como Mamborró - morreu esta quinta-feira, dia 27, aos 42 anos, no Hospitalar Militar, em Luanda, vítima de doença prolongada. Segundo uma fonte familiar, contactada pela Angop, o cantor estava internado há 20 dias nesta unidade hospitalar.

Considerado um dos ícones da música popular angolana, Mamborró debatia-se há muitos anos com complicações de saúde, nomeadamente devido à hepatite C, nível 2, que lhe foi diagnosticada em 2008. Desde então, o compositor realizou vários tratamentos.

Mamborró iniciou-se no projecto "Piô Piô", da Rádio Nacional de Angola, que serviu de trampolim para vários artistas de sucesso na música infantil angolana como Maya Cool, Yuri da Cunha, Ângelo Boss, As Gingas, Zito Silva, Ângelo Ramos, Alberto Matos e Lopes Cortez.



AT com Angop

http://www.africatoday.co.ao/pt/cultura/10277-Cantor-angolano-Mamborr-morre-aos-anos-Luanda.html

Matthias Offodile
October 26th, 2012, 10:44 PM
Angola: Mário Tendinha to Release Book On October 19



15 October 2012


Luanda — The Angolan writer Mário Tendinha will release on 19 October his book entitled "Vento Leste" in Luanda.

Speaking to Angop on Monday, Mário Tendinha said that the work represents a selection of written texts on his experiences along the years.

Mário Tendinha was born in Namibe province.

http://allafrica.com/stories/201210151135.html


19-10-2012 22:01

Arte
Mário Tendinha propõe textos em novo trabalho artístico



Luanda – Da pintura à escrita, foi a transposição que o artista plástico angolano Mário Tendinha efectuou, nesta sexta-feira, em Luanda, ao apresentar o livro "Ventos do Leste", que traz alguns textos, juntamente com imagens de diferentes épocas por si vividas, em vários pontos de Angola.




A obra, considerada pelo autor com uma referência para seus netos e gerações vindouras, busca enraizar os laços tradicionais angolanos num mundo em que a distância geográfica entre as pessoas é cada vez maior.




“Ventos do Leste contém textos escritos, imagens das várias exposições que realizei e alguns ensaios de dança. Os temas reflectem histórias que vivi em diversos pontos do país”, disse o artista, acrescentando que pretende fazer que haja um vínculo entre os angolanos que vivem no exterior do país e sua a terra e raízes.




Disse ser sua ideia fazer que exista sempre na memória dessas pessoas uma história passada do seu país, estejam onde estiverem.




Na apresentação desta obra, que foi apresentada pela coreógrafa Ana Clara Guerra Marques, esteve presente a ministra da Cultura, Rosa Cruz e Silva, e a embaixadora do Brasil, Ana Cabral Petersen.




Nascido em Namibe, Angola, Mário Tendinha é oriundo de uma família de algarvios e do Norte de África, que chegou ao Namibe em 1890. Hoje na sexta geração de angolanos, sempre teve o mar, as pescas, o deserto, o povo cuvale como referências naturais marcantes na sua vida.


http://www.portalangop.co.ao/motix/pt_pt/noticias/lazer-e-cultura/2012/9/42/Mario-Tendinha-propoe-textos-novo-trabalho-artistico,a8e30940-7009-4aff-9002-8f25484016d4.html



http://www.jaimagens.com/banco_thumb/599877764.jpg

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and even the minister came along...what an honour!:cheers:

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Angolan Superstar Set to Release New Video Album

The Star, 10 October 2012

http://allafrica.com/download/pic/main/main/csiid/00220662:6e6831ec2ee98e0f53f13b0e841573fc:arc614x376:w614:us1.jpg

http://mtvbase-com.mtvnimages.com/images/Shows/brand-new-cabo-snoop-top-10.jpg?height=211

Angolan house music superstars, born Ivo Manuel Lemus, but known to his many followers as Cabo Snoop is set to release his debut DVD in October.


Angolan singer Cabo Snoop will be releasing his debut DVD entitled Dá só um toque this month. The singer, famed for his continental hits Windeck and Prakatumba, said he was happy to release the DVD which comprised of ten video clips as well as the singer's biography.

Cabo Snoop became a household name in Kenya after he did a mega concert alongside Jamaica's Shaggy and America's Eve to culminate the end of the Tusker All Star reality show.


one of his older ones...

j1uCp8yKjgs

Matthias Offodile
February 26th, 2013, 04:16 PM
Removed

Matthias Offodile
February 26th, 2013, 04:21 PM
Nelo Carvalho:cheers:

http://www.nelocarvalho.com/wp-content/uploads/2012/03/Nelo-Carvalho.jpg

http://a4.ec-images.myspacecdn.com/images02/91/e6b8fd09b6ba4d769c3a5c14d080aaa3/l.jpg


singer & entertainer during his youth

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photos together with famous Angolan singer Ary

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Um disco a não perder uma referencia na musica angolana com toda a certeza.


Manuel Pires Pinto de Carvalho (Nelo Carvalho) é um dos grandes entretainers de Angola.
Nasceu em Luanda a 9 de Março de 1959. Começou na música, aos 15 anos nos “Mini-Jovens” um grupo do Tômbua, cidade no Sul Angola, onde viveu Dois anos.
Em 1975, parte para Portimão, Algarve – Portugal, onde Chico Leite o encontra; com ele faz uma parceria um pouco à semelhança do Duo Ouro Negro, sua referência musical. Três anos depois, 1978, é convidado para integrar o “Conjunto África Tentação” grupo incontornável nos Fins de Semana de Lisboa. Com o Africa Tentação, grava dois LP’s: “Angola 79” (1979) e “Mulher de Angola” (1980).
Como gosta da noite Lisboeta, resolve formar um Trio para tocar nos Pubs da cidade, forma o “Trio Raízes” ao lado de Armindo Monteiro e do brasileiro Paulo Roberto Pimenta. Ao regressar para o Brasil, Paulo Roberto, é substituído pelo percussionista Beto Monteiro, irmão de Armindo, começam as digressões ao Sul e ao Norte de Portugal onde se juntam a eles três bailarinas.
1981 é o ano das grandes mudanças; integra o espectáculo do Duo Ouro Negro, Blackground, uma trajectória musical entre África, Europa e as Américas e o retorno que esta viagem teve nas músicas africanas enriquecendo-as naturalmente. Com a entrada de Nelson Oliveira (baixista), o Raízes passa a quarteto tornando-se a Banda suporte do Duo Ouro Negro; gravam dois discos: “Blackground”(Império de Iemanjá – 1981), (“Menina Negra” e “Luanda Vou…foram as músicas interpretadas pelo Raízes neste Lp Duplo…) e “Aos Nossos Amigos” (1984).
Depois da morte do Milo Vitória Pereira (um dos elementos do Duo Ouro Negro), em 1985, faz uma aposta integral no Raízes aumentando o grupo de 4 para 6 e mais tarde para 7 elementos. Nessa formação , volta a trabalhar com o Raúl Indipwo, com quem gravam o Disco, “Sô Santo” (1986), fazendo várias digressões pelo Mundo: destacam-se o Olympia de Paris (1987), Karl Markx, Luanda (1987).
1988 – Com o Raízes toca no Beethoven-halle em Bona, Alemanha
Em 1989, Nelo Carvalho acompanhando o Raúl Indipwo, faz a 1ª parte do espectáculo de Amália Rodrigues, no Roy Thomson Hall em Toronto, Canadá.
Nos finais de 1989 o Grupo Raízes resolve separar-se e alguns elementos do mesmo grupo rumam para o Algarve onde ficam a residir; Nelo de Carvalho, Beto Monteiro e Mingo Rangel, formam o Trio Son Latino, pouco depois, juntam-se mais 6 elementos num total de 9 músicos; com eles, Nelo, faz várias viagens musicais pelo mundo do flamenco, salsa, rock latino, merengue, enriquecendo os seus conhecimentos nesse universo musical..
Nos anos, 1991/1992, participou como guitarrista nos espectáculo ao vivo, do projecto “Delírios Ibéricos” do músico Instrumentista, Rao Kyao, entre Portugal e Espanha, destacando-se as actuações na Expo Sevilha 92.
No final de 1992, opta por tocar a solo e aí desenvolve técnicas de palco e entertenimento que são imitadas por muitos (é por isso que o consideram: “o homem show”), decide abrilhantar as noites de Luanda, como fizera em Lisboa, o êxito é total! Nesse formato, actua nas províncias Angolanas e também na Namíbia, Brasil, Portugal, Espanha, Japão, China, etc…
Depois de gravar 2 discos “Ao Vivo – Interpreta Temas da Sua Vida” (1999) e “Memórias” (2003), ( com versões feitas com base nos elementos electrónicos com que toca ao vivo), Nelo Carvalho, resolve fazer uma abordagem diferente, um disco cujo o elemento acústico é referência; assim, decide fazer uma paragem na “linguagem” electrónica e envereda pelos sons naturais e tonificados de cada instrumento musical, resolve ainda ir à procura das suas referências, buscar os ritmos, os sons e as vozes que mais se identificam, com o seu passado. Com eles (todos os elementos que a ele se juntam), inicia uma viagem de cumplicidades e harmonias que culmina com a obra que sempre quiz fazer e que só agora, foi possível concretizar. A essa obra deu o nome de Triologia: Encontros, Reencontros e Las Voces Y Los Cantos.
Este projecto trará a todos os amantes da música caminhos novos que poderão saboreá-los a dançar ou simplesmente ouvi-lo em qualquer recanto onde se encontrem.
É possível fazer diferente, e tudo o que o Nelo Carvalho faz na música é diferente, talvez por ser o único cantor angolano que canta todos os géneros e as pessoas sabem que ele quando canta, fá-lo muito bem e a gosto.
Com mais de 30 anos de carreira já passou por diversas bandas como Raízes, Son Latino Group e Duo Ouro Negro. Actualmente toca a solo entre Portugal e Angola.



Nelo Carvalho lança no próximo dia 9 de Março “Encontros” o seu ultimo trabalho


Nelo Carvalho cantor Angolano, lançará no próximo dia, 9 de Março, as 8 horas, na Praça da Independência em Luanda, o seu primeiro trabalho de originais. “Encontros” – nome genérico do álbum, é uma “viagem” entre géneros musicais e convidados onde se misturam sonoridades, mostrando a versatilidade do cantor nos diversos estilos do panorama nacional e internacional. O Semba, a Kilapanga, a Rebita ou o nosso Bolero, junta-se ao Zouk , ao Jazz, ao Merengue, Bolero Cubano, e ao Funk, provando que toda a experiência adquirida (com o Ouro Negro, África Tentação, Raízes, Son Latino e finalmente a solo), serviu para criar pontes entre os géneros caminhando sem dúvida para uma abordagem nova na música que se faz em Angola. O conteúdo deste trabalho, Encontros, é uma visão universal, mas muito focalizado na temática angolana, que vai suscitar o debate e vai de certeza criar adeptos, tal as possibilidades que esta obra nos traz. Na primeira abordagem da Trilogia (Encontros, Reencontros e Las Voces y Los Cantos), Nelo de Carvalho leva-nos ao encontro de vozes conhecidas : Ruy Mingas, Waldemar Bastos, Big Nelo e Ary (Angola), Tito Paris (Cabo Verde), Jacob Desvaireux (França), Manecas Costa (Guiné Bissau), Fábia Rebordão (Portugal), e Jose Debray (Cuba), juntaram-se solistas e arranjadores de vários quadrantes do espaço Lusófono e Hispanico, como Rão Kiao, Pedro Joia, Kim Alves, Luíz Avellar, Paulo Borges, Olivio Pino, Franco Scheriff e um conjunto de músicos que emprestaram um pouco de si a este trabalho elaborado e exigente.
Finalmente ao fim de 35 anos de carreira, Nelo Carvalho, leva-nos ao Encontro de um trabalho único escolhendo cada passo, cada música, de forma a oferecendo-nos de bandeja, “viagens” que nos agradarão decerto.

http://www.portaldeangola.com/2013/02/nelo-carvalho-lanca-no-proximo-dia-9-de-marco-encontros-o-seu-ultimo-trabalho/


http://imageshack.us/scaled/landing/89/homfg.png

Matthias Offodile
April 7th, 2013, 11:28 PM
Leila Lopes was voted among the top 20 most powerful young African women in 2012 by Forbes Magazine..

http://internationalbusinessblog.conversisglobal.com/wp-content/uploads/2011/10/forbes.jpg


http://www.mannyzoom.com/wp-content/gallery/cielo-latino-gala-may-18-2012/leila-lopes-3.jpg


http://static.globalgrind.com/sites/default/files/imagecache/gallery_image/images/2012_june/tumblr_m53vigrnqo1qjbxi3o1_500.jpg






The 20 Youngest Power Women In Africa 2012

As Africa continues to rise, so do African women. With the upward economic, social and political trajectory of the continent, a new breed of African women continues to emerge.(...)

Leila Lopes, Angola, 2012 Miss Universe
On September 12, 2011, Lopes was crowned Miss Universe, becoming the first Angolan woman to win the position, the fourth African to win the title (Miss South Africa took the title in 1978, Miss Namibia won in 1992, Miss Botswana won in 1999) and the second Black African woman to win following Mpule Kwelagobe from Botswana in 1999. As the reigning Miss Universe, Lopes used the platform for advocacy for HIV and AIDS patients worldwide

(...)

http://www.forbes.com/sites/mfonobongnsehe/2012/12/06/the-20-youngest-power-women-in-africa-2012/

Matthias Offodile
April 20th, 2013, 04:54 PM
Francisco Lopes Santos...Former Angolan Olmypic swimmer

Francisco Santos
Atleta olímpico
Francisco Santos (2008)
Swimming pictogram.svg Natação Swimming pictogram.svg
Nome completo Francisco José Ribeiro Lopes dos Santos
Alcunha Xesko
Modalidade Natação pura
Polo aquático
Pentatlo moderno
Estilo Bruços
Livres
Nascimento 17 de Maio de 1962 (50 anos)
Luanda, Angola
Nacionalidade http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/9/9d/Flag_of_Angola.svg/20px-Flag_of_Angola.svg.pnghttp://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/5/5c/Flag_of_Portugal.svg/20px-Flag_of_Portugal.svg.png
Clube Clube Desportivo Nun' Alvares
Clube Náutico da Ilha de Luanda
F.C.Belenenses

http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/d/d9/Xesko_2008.jpg

Francisco José Ribeiro Lopes dos Santos, mais conhecido como Francisco Lopes Santos (Angola, 17 de Maio de 1962) é um ex-atleta de dupla nacionalidade (angolana e portuguesa) que representou Angola em diversas competições internacionais.

Biografia

Desde muito jovem que Francisco Santos se dedicou à prática desportiva, obtendo vários títulos de Campeão Nacional em natação (consecutivamente de 1972 a 1980) e xadrez (1977 e 1979). Representou o país várias vezes a nível internacional, destacando-se os Jogos Pan-Africanos de 1978 na Argélia, as Spartakiadas da União Soviética de 1979 em Moscovo, a Universíada de Verão de 1979 na Cidade do México e os Jogos Olímpicos de Verão de 1980 em Moscovo 1 .

Em Portugal, manteve a prática desportiva na natação, tendo praticado também pólo aquático e terminou a sua carreira a praticar pentatlo moderno.



http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/thumb/e/e7/Jogos_Pan-africanos_Argel.jpg/800px-Jogos_Pan-africanos_Argel.jpg


Selecção de Angola - Natação (1978)
National Angolan swimming team from 1978 (including Francisco Lopes Santos)
http://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/c/c8/Selec%C3%A7%C3%A3o_PanAfricana_de_Angola_-_Nata%C3%A7%C3%A3o_%281978%29.jpg

Matthias Offodile
April 28th, 2013, 10:41 PM
Beautiful & friendly Mel Gamboa:cheers:

* Locutor y Productor bei RADIO DESPERTAR 91.0 FM und Team Leader bei Estúdio de Actores by Mel Gamboa

http://www.platinaline.com/facebook/images/stories/cabo_snoop_show/mel.jpg

http://img715.imageshack.us/img715/7201/mel1i.jpg



photos taken in 2013 in Zimbando show

http://img577.imageshack.us/edit_preview.php?l=img577/5083/mel2c.jpg&action=rotate

http://img17.imageshack.us/edit_preview.php?l=img17/1870/mel3n.jpg&action=rotate


Mel Gamboa “A Zimbar”… e contra a pedofilia

http://www.opais.net/resources/images/2009vida/edicao_232/imagem%201.jpg

Como é que vê a sua “nova aventura” na TV Zimbo?

Aventura não, por favor. É um compromisso sério que faz parte do meu processo de crescimento como profissional de media.


Qual é a sua apreciação sobre o programa Zimbando?

Entretenimento aliado a aprendizagem e informação para o telespectador, em três horas diárias de televisão em directo.


Pretende deixar a sua marca no programa ou mudá-lo de alguma forma?

Dou o meu melhor quando abraço um projecto, assim sendo, se deixarei marca ou não, somente o tempo o dirá. Quanto a mudanças, a única que está ao meu alcance é ser eu a fazer parte do programa neste momento.


Como é que vê esse novo “casamento” com Teka Kanga, depois de ter trabalhado com Jeff Brown que tem um carácter completamente diferente?

É isso mesmo, uma nova parceria a qual o tempo e a convivência ditarão os seus resultados.


Qual é o seu ponto mais forte como apresentadora de TV, a sua imagem, voz, ou alegria e desempenho?

O meu ponto forte é a união de todos os pontos mencionados na questão colocada.


Porque é que se decidiu pelo trabalho na radio, define-a como outra grande paixão?

Saber mais: Uma passagem pelo teatro que promete não ter fim “Los Evangelhos Apócrifos” em 2002, “El gnomo Geromo” em 2003, “Kimpa Vita – A profetisa ardente” em 2007, “O moribundo que não queria morrer” em 2008. Em 2009 reposição de Kimpa Vita, “Feeling Bodies” em 2011 e “ A Órfã do Rei” em 2012, foram os trabalhos feitos por Mel Gamboa em 12 anos de carreira no teatro.
Aceitei o convite para trabalhar na rádio pois era um “pendente” antigo. Sempre quis fazer rádio, é apaixonante, não depende de se ter beleza física, nem de um vestuário especial. Basta querer transmitir algo positivo a quem está do outro lado do receptor. Qualquer dificuldade em dicção, projecção e colocação de voz pode ser superada. Já a paixão, ou se a tem ou não se a tem...

Como é a administração do seu tempo com tantas actividades?

Hoje em dia eu já não tenho bem a certeza de como aguento. Rezo bastante para ter força e dignidade de continuar por mérito próprio e mantenho as minhas agendas sincronizadas sempre que possível.


A sua passagem pelo teatro, por aí terminou? O que é que a Mel tem reservado para o público angolano nesta área?

12 anos de teatro sem perspectivas de parar não me parecem uma passagem. A título de referência, eis os trabalhos no ramo que já fiz: “Los Evangelhos Apócrifos” em 2002, “El gnomo Geromo” em 2003, formação em teatro entre 2004 e 2006, “Kimpa Vita – A profetisa ardente” em 2007, “O moribundo que não queria morrer” em 2008. Em 2009 reposição de Kimpa Vita, “Feeling Bodies” em 2011 e “ A Órfã do Rei” em 2012. Sem contar com participações em telenovelas, séries e curtas-metragens. E este ano de 2013 teremos mais, é só aguardar.

CALÚNIAS EM TRIBUNAL


Foi capaz de ultrapassar as polémicas em que se viu envolvida no ano passado, sobre uma suposta gravides e até atitudes racistas?

Nunca vou ultrapassar de todo as polémicas em que me vi “encurralada”, pois guardo profunda tristeza em relação às pessoas que as criaram, mas a vida é uma superação constante, pelo que, hoje em dia (apesar da tristeza), trato essas ditas polémicas como pedras que foram atirados deliberadamente contra mim, as quais utilizo como entulho para preencher buracos e ir elevando-me a custa delas.


De onde surgiram tais situações e até que ponto são verdade?

A primeira relacionada à gravidez e a um caso amoroso com uma pessoa que vi pessoalmente uma vez na vida, veio da mente criativa de uma pessoa metida em especialista de fama e que acredita piamente que a bem ou mal devemos estar na boca do povo, pois publicidade, não importa como, vende. Espero que essa pessoa tenha tido lucro com a dita venda, pois eu, pelo menos, não tive nenhum benefício financeiro e somente tive prejuízo moral. Quanto às acusações de racismo, foi um jovem emocionado que se quis armar em estrela à minha custa, mas graças a minha consciência tranquila e a uma grande lição aprendida no passado, o mesmo recebeu uma denúncia na polícia e iremos a tribunal por injúria e calúnia contra o meu bom nome. As pessoas deveriam saber manter-se caladas quando não têm nada de bom e de verídico para dizer.


Sobre a sua vida pessoal e carácter…

Não falo sobre a minha vida pessoal pois o meu sucesso deve-se ao trabalho, e não a ter relações mediáticas de namoro ou de amizade. Quanto ao meu carácter, é o que tenho que me faz sobreviver de cabeça erguida nesta vida e neste planeta. Como tem andando o seu coração? 84 pulsações por minuto, algumas vezes menos.


Aumentou o número de pretendentes desde que começou a trabalhar em televisão?

Pretendentes são aquelas pessoas que querem entrar na nossa vida com promessas, conveniências e desejos fúteis que somente nos fazem perder tempo e ainda nos drenam energia em vão e, se acaso existe algum número, eu tenho o deliberado prazer de o ignorar. Somente tenho olhos para os meus projectos de vida.
ADOLESCENTES NÃO SÃO PETISCOS

Fala abertamente sobre assuntos sexuais? Acha que o nosso país deveria quebrar este “tabu”?

Falo abertamente sobre assuntos sexuais em fóruns próprios. Mais do que quebrar o tabu em torno da temática sexo pelo sexo, o mais interessante seria começarmos a lutar a sério contra a pedofilia aqui no país. A guerra e as dificuldades sociais já não podem ser desculpas. É preciso deixar-se de olhar para os adolescentes, rapazes e raparigas, como se fossem petiscos, e haver mais respeito pela pessoa humana.


É realizada sexualmente?

Esta questão entra no fórum da minha vida privada e eu prefiro que a minha vida continue privada.


Seria, algum dia se a oportunidade surgisse, apresentadora de um programa sobre sexo? E se tal acontecesse falaria do sexo gay?

Já fantasiei num programa desse estilo, com um contexto de educação sexual, mas não é algo que queira necessariamente concretizar. Antes de falarmos do sexo gay que é problema de pessoas adultas e somente a elas diz respeito, gostemos ou não, devemos tomar atenção ao sexo pedófilo e criminoso 3 4 que é o que graça na nossa sociedade e sem atitudes para se acabar com ele.


Pretende ter filhos? Quantos? Quando os pretende ter?

Esse não é o tipo de assunto que me ocupe a mente. Como se comportaria “o homem ideal” para si? Que carácter teria? Estou mais ocupada em ser a mulher ideal para o mundo, que usa os dias da sua vida para mudar-se a si própria, superar-se e dar algum contributo positivo na vida deste planeta.é sentida em todo o lado”.

Matthias Offodile
May 2nd, 2013, 11:16 AM
Eduardo Nascimento


Eduardo Nascimento

http://angola-luanda-pitigrili.com/wp-content/uploads/2010/10/ed-nascimento.jpg

Data de nascimento: 1944
Naturalidade: Luanda, Angola

Eduardo Nascimento nasceu em Angola em 1944 e foi líder do conjunto Os Rocks.
Os Rocks foram um quinteto de Luanda, Angola, formado em 1962 cujo vocalista era Eduardo Nascimento e os restantes elementos, Luís Alfredo, Fernando Saraiva, João Cláudio e Elmer Pessoa.
Os Rocks chegaram a Lisboa na década de 60, para participar no concurso de novos grupos que teve lugar no Teatro Monumental. Ficaram em segundo lugar no concurso “yé-yé” realizado no Teatro Monumental em Lisboa e venceram o Prémio da Imprensa para melhor conjunto de 1966.
Começaram então a tocar profissionalmente, tornando-se numa das grandes atracções da noite lisboeta, pela facilidade de adaptação do seu som aos registos pretendidos nos vários espaços onde actuavam.
Realizaram algumas digressões pela Europa e África e, em 1967, Eduardo Nascimento foi convidado pela dupla Nuno Nazaré Fernandes e João Magalhães Pereira para participar no Festival RTP da Canção, onde apresentou em conjunto com a sua banda o tema “O Vento Mudou”.

Conseguido o primeiro lugar, numa competição que incluiu grandes nomes da praça como o Duo Ouro Negro e Artur Garcia, Eduardo Nascimento e Os Rocks representaram Portugal no Festival da Canção em Viena.
A canção foi representar Portugal no Festival Eurovisão da Canção, realizado em Viena ficando em 12º lugar entre 17 países, ex-aequo com a Finlândia.
Foi o primeiro negro a pisar os palcos da Eurovisão.


Na altura, as opiniões dividiram-se quando o cantor em vez de pronunciar “Oiçam” no refrão da música, decidiu cantar “Oição”, o que teve repercussões a longo prazo, dado que Eduardo Nascimento, muitos anos depois do sucedido era ainda referido na rua como “o oição”.
Mas ninguém reparou que a canção “O Vento Mudou”, sem alaridos, sem esterismos, sem radicalismos, sem armas, com a qual Eduardo Nascimento ganhou o Festival da Canção da RTP e representou Portugal na Eurovisão em 1967 era um grito, à sua maneira, por uma mudança na política colonial de Portugal?
Sim, a canção “O Vento Mudou” foi cunhada no famoso discurso “Vento de Mudança” (Wind of Change) pronunciado pelo Primeiro Ministro Inglês (que também guardou para si a pasta de Ministro dos Negócios Estrangeiros), Harold MacMillan, na capital do Apatheid, Cidade do Cabo, em 3 de Fevereiro de 1960. Foi este discurso histórico, em minha opinião (R. Aguiar, colega de Eduardo Nascimento na TAAG), que marcou o fim da era colonial que Salazar não soube identificar e levou à descolonização caótica que Portugal fez.
Mas o Eduardo não tinha as características exigidas a um revolucionário, mas foi-o antes de muitos outros e correu-lhe todos os riscos, “sem alaridos, sem histerismos, sem radicalismos, sem armas”, apenas com a voz…

http://angola-luanda-pitigrili.com/wp-content/uploads/2010/10/EduardoNascimento-1020x1024.jpg

Excerto do discurso de MacMillan:
“In the twentieth century, and especially since the end of the war, the processes which gave birth to the nation states of Europe have been repeated all over the world. We have seen the awakening of national consciousness in peoples who have for centuries lived in dependence upon some other power. Fifteen years ago this movement spread through Asia. Many countries there, of different races and civilisations, pressed their claim to an independent national life.” (No século XX, e especialmente desde do fim da guerra, o processo que deu vida oas estados-nação da Europa têm sido repetidos por todo o mundo. Temos visto acordar o sentimento nacionalista em povos que durante séculos viveram subjugados a outras potências. Há quize anos este movimento espalhou-se pela Ásia . Muitos países ali, de diferentes raças e civilizações, pressionaram por uma vida nacional independente.)
“The wind of change is blowing through this [African] continent, and whether we like it or not, this growth of national consciousness is a political fact.” (O vento da mudança sopra de ponta a ponta neste continente (África) e, quer gostemos ou não, o crescendo de consciência nacionalista é um facto político).
“We must all accept it as a fact, and our national policies must take account of it.” (Devemos aceitá-lo como um facto, e as nossas políticas nacional têm de tê-lo em conta.)
MacMillan continuou afirmando que o grande incógnita do século XX seria se os novos países independentes de África se tornariam politicamente alinhados com o Ocidente ou se alinhariam com os estados Comunistas como a Rússia e a China.
“That means, I would judge, that we’ve got to come to terms with it. I sincerely believe that if we cannot do so we may imperil the precarious balance between the East and West on which the peace of the world depends.” (Isto quer dizer, a meu ver, que nós teremos de acertar o facto. Acredito sinceramente que se o não fizermos poderemos fazer perigar o equilíbrio precário entre o Leste e o Ocidente, do qual a paz do mundo depende.)
Os Rocks gravaram dois EPs, um em 1967 (DECCA PEP 1173) com “Wish I May”, “I Put A Spell On You”, “The Pied Piper” e “Only One Such As You”

e o segundo em 1968 (DECCA PEP 1233) com “Don´t Blame Me”, “”With Your Hands”, “Hold My Hand” e “Something’s Gotten Hold Of My Heart”.
O cantor continuou a actuar com Os Rocks até 1969, altura em que voltou para Angola e abandonou a carreira musical.
O seu tema mais emblemático veio mais tarde a ser gravado pelos Delfins, Adelaide Ferreira e em 2010 (Abril) pelos UHF, tendo sido esta versão de António Manuel Ribeiro incluída na “playlist” da RFM

A banda Os Rocks dá por encerrada a sua actividade em 1969 com o regresso dos elementos à sua terra de origem. Luis N’Gambi casou-se com Paula Ribas e gravou vários discos com ela. Nascimento voltou para Angola e abandonou de vez as lides musicais, desiludido com a sociedade em que estava inserido, “que obrigava o artista a assumir-se como ídolo”, advogando ainda que participar no Festival da Canção “criava responsabilidades e atirava-nos para o mundo dos heróis, com as inerentes idolatrias”.
Durante 30 anos, Eduardo Nascimento exerceu o cargo de director da TAP Air Portugal para a Guiné-Bissau, Cabo-Verde, Angola, Senegal e Costa de Marfim. Actualmente é director de marketing internacional da Euro Atlantic Air Ways em Bissau.

Matthias Offodile
May 19th, 2013, 03:32 PM
Angolan top music legend Waldemar Bastos voted among the best INTERNATIONAL musicians





Angolano Waldemar Bastos no 2º lugar de competição internacional

http://imgs.sapo.pt/banda/content/img/waldemar_bastos_620.jpg

«Sofrimento» foi a canção que valeu ao músico a segunda posição na categoria World do International Songwritting Competition

Por: Redacção/ | 2013-05-02 12:35

Entre os 14 finalistas, na categoria Rock estava o português Rodrigo Leal, autor da canção «We Are The Future», interpretada pela banda Noidz, que chegou à final pela segunda vez.

O músico angolano Waldemar Bastos ficou em 2º lugar na categoria World do International Songwritting Competition, com a canção «Sofrimentos», do álbum «Pretaluz» (1997), escreve a agência Lusa.

Os vencedores das 22 categorias em que se divide o prémio foram anunciados na quarta-feira à noite, em Los Angeles, na Califórnia.

Na categoria World venceu a israelita Mira Awad, com o tema «Bahlawn - Acrobat», e em terceiro lugar ficou o norte-americano Dachee, com «Boom Boom».

Nesta mesma categoria concorria também uma composição do fadista português Júlio Proença, falecido há 43 anos, a melodia tradicional Fado Proença interpretada por Carminho no tema de sua autoria «A Folha», que integra o mais recente álbum da fadista, editado o ano passado.

Em comunicado enviado à agência Lusa, Waldemar Bastos, natural de São Salvador do Congo, agradece a distinção «a Deus, aos amigos, fãs e amantes da música em geral» e a Angola.



Sobre a o galardão, o músico, de 59 anos, declarou: «Foi uma alegre e reconfortante notícia que tanto nos honra». O cantor e compositor de 59 anos salientou ainda que ao troféu concorriam 20 mil músicos de todo o mundo

Quando foi selecionado como finalista, em março passado, Waldemar Bastos, em declarações à Lusa, afirmou-se «surpreendido com a escolha», mas contente.

«Quem não gosta de ver o seu trabalho reconhecido?», disse na altura o músico angolano, que assegurou sentir-se «tranquilo e sereno», acrescentando em seguida: «Há quem esteja atento ao nosso trabalho, e mesmo parecendo que não, é também resultado de uma caminhada que se tem feito e de uma entrega sincera».

O júri do International Songwritting Competition foi constituído por um painel de 40 músicos, entre os quais Tom Waits, Jeff Beck, Robert Smith, Anoushka Shankar, McCoy Tyner, Alejandro Sanz, Suzanne Vega e Bill Evans, e 22 personalidades da indústria discográfica, como Angel Carrasco, Monte Lipman, Alison Donald, Bruce Iglauer e Leib Ostrow.

O Prémio distinguiu 22 categorias, entre elas, Jazz, Música Latina, Eletrónica, Country, Folk, Gospel, Instrumental, e Rock.

Entre os 14 finalistas, na categoria Rock estava o português Rodrigo Leal, autor da canção «We Are The Future», interpretada pela banda Noidz, que chegou à final pela segunda vez.





Waldemar Bastos Considerado o 2º Maior Compositor do Mundo Publicado em 07/05/2013 Waldemar+Bastos O músico angolano Waldemar Bastos ficou em 2º lugar na categoria World do International Songwritting Competition, com a canção «Sofrimentos», do álbum «Pretaluz» (1997), escreve a agência Lusa. Os vencedores das 22 categorias em que se divide o prémio foram anunciados na quarta-feira à noite, em Los Angeles, na Califórnia. Na categoria World venceu a israelita Mira Awad, com o tema «Bahlawn – Acrobat», e em terceiro lugar ficou o norte-americano Dachee, com «Boom Boom». Em comunicado enviado à agência Lusa, Waldemar Bastos, natural de São Salvador do Congo, agradece a distinção «a Deus, aos amigos, fãs e amantes da música em geral» e a Angola. Sobre a o galardão, o músico, de 59 anos, declarou: «Foi uma alegre e reconfortante notícia que tanto nos honra». O cantor e compositor de 59 anos salientou ainda que ao troféu concorriam 20 mil músicos de todo o mundo. O júri do International Songwritting Competition foi constituído por um painel de 40 músicos, entre os quais Tom Waits, Jeff Beck, Robert Smith, Anoushka Shankar, McCoy Tyner, Alejandro Sanz, Suzanne Vega e Bill Evans, e 22 personalidades da indústria discográfica, como Angel Carrasco, Monte Lipman, Alison Donald, Bruce Iglauer e Leib Ostrow. O Prémio distinguiu 22 categorias, entre elas, Jazz, Música Latina, Eletrónica, Country, Folk, Gospel, Instrumental, e Rock.

Fonte: http://www.cenasquecurto.net/2013/05/waldemar-bastos-considerado-o-2o-maior-compositor-do-mundo.html


5/1/13 2:39 PM

Luanda
Singer Waldemar Bastos stands out at music contest in US

Luanda- The Angolan musician Waldemar Bastos continues to excel at the American music market, where he won early Wednesday the second place in the International Competition for Singers and Composers (International Songwriting Competition), in the world category.


This was confirmed to Angop, by the "manager" of the artist, Apay Taskin, who considered distinction a great honour that has earned praise by thousands of fans, through e-mail from various parts of the world.


The author got the distinction with the composition "Sofrimento" from the album "Pretaluz" released in 1997.


The lyrics of the song tells the story of the artist's trip through a series of heart meditations (prayerlike).


The edition of contest gathered 20,000 artists from various part of the world.


Waldemar dos Santos Alonso de Almeida Bastos, ( Waldemar Bastos), was born in MBanza Kongo, on 4 January, 1954.


The singer released various CD, with stress to “Estamos Juntos”, 1983,“Angola Minha Namorada”, 1989,”Pitanga Madura”, 1992, “Pretaluz”, 1997, “Pretaluz [blacklight] (Luaka Bop),“Renascence (World Connection)”, 2004, and “Love Is Blindness”, 2008.


Xc_L8eMEDtI


JvYXgdcz2U8

Beautiful and so soulful songs:cheers::cheers::cheers:

Matthias Offodile
May 20th, 2013, 07:59 PM
Angolan super model Sharam Diniz ...internationally renownwed also working for Victoria Secrets in New York:cheers::cheers:


http://i2.listal.com/image/3748899/600full-sharam-diniz.jpg

http://3.bp.blogspot.com/-AA7jMVRskG8/T9MYs-XalWI/AAAAAAAABsI/6vj-oak9L1w/s1600/sharam+diniz+victoria%27s+secret+pink+4.jpg

http://24.media.tumblr.com/tumblr_m72fhlXHTa1r8xxzto1_500.jpg

http://www.afrokanlife.com/wp-content/uploads/2013/03/Sharam-Diniz-for-GQ-Portugal-April-2013.png

http://miyoshifashion.files.wordpress.com/2013/04/sharam-diniz-for-vogue-portugal-may-2013.jpg

http://www.professionaljeweller.com/pictures/gallery/Meissen/Meissen%20bridal%202013%20campaign.jpg

http://data.whicdn.com/images/55450898/tumblr_mjqblpQ4W61qh9n5lo1_500_large.jpg

http://images.fashionmodeldirectory.com/model/000000324642-sharam_diniz-fit.jpg

http://iloapp.luxury-fashion-consulting.com/blog/fashionblog?ShowFile&image=1331210366.jpg

http://24.media.tumblr.com/8c753f0c91efc7a76b7868e01810429b/tumblr_mergnpr03L1rfjmoyo1_500.jpg
Sharam Diniz ganha Globo de Ouro
A modelo viu o seu talento premiado

http://imgs.sapo.pt/canais_internacionais/images/image_348765_0_1369005333.jpeg

Foi com bastante emoção que Sharam Diniz subiu aos palcos do Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para receber das mãos da apresentadora portuguesa Raquel Strada e do actor João Ricardo, o Globo de Ouro para Melhor Modelo Feminino.

Um dos maiores prémios do cenário português destacou o trabalho que Sharam Diniz fez ao longo de 2012. A modelo disputou o prémio com Milena Cardoso, Ana Sofia e Sara Sampaio. Em lágrimas, depois de ter agradecido às pessoas que trabalham com Sharam diariamente, a modelo destacou o sentimento que tinha ao ter a sua mãe ao seu lado, que veio de Luanda até Lisboa, especialmente para este dia.

Esta é mais uma prova do reconhecimento do trabalho de Sharam como modelo.

A dreamgirl!!!

Matthias Offodile
May 21st, 2013, 10:32 PM
Micaela Reis.....former Miss Angola 2007 and first runner up of Miss World 2007, Miss Africa 2007...today model, TV presenter, studnet of business admnsitration (?) - depending on the sources - and ahw ia an actress


http://3.bp.blogspot.com/-BMQh0Be_OLg/UGVy0G8H9uI/AAAAAAAAB2I/W-qaWtFOul0/s1600/miss-universe-2007-angola-micaela-reis-004.jpg

http://0.static.wix.com/media/cd5bc9_e40f6997f38f18815ac4f2ece9b5ab42.jpg_1024

http://imgs.sapo.pt/gfx/513368.gif


http://ww4.hdnux.com/photos/02/40/25/656751/3/628x471.jpg

http://sphotos-c.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-prn2/p480x480/970903_132099930318430_1705283019_n.jpg


http://4.bp.blogspot.com/-Vo9GMcGwGqg/T72IvEvW3KI/AAAAAAAAgu4/QZN8zuSbK0c/s400/micaela-reis-in-cannes-chris-tucker2.jpg

http://www.tvi24.iol.pt/multimedia/oratvi/multimedia/imagem/id/13300086/877x658


http://www.micaelareis.com/fotos/press/11.jpg

http://img46.imageshack.us/edit_preview.php?l=img46/3478/ann100.jpg&action=rotate


http://img43.imageshack.us/edit_preview.php?l=img43/4415/ann208.jpg&action=rotate

April 2013

http://img716.imageshack.us/edit_preview.php?l=img716/8122/ann206.jpg&action=rotate

Miss Universe 2007

Reis made it into the Top 10 at the 2007 Miss Universe pageant held in Mexico City, Mexico on 28 May 2007. She placed 5th in swimsuit with a score of 9.150 and then 7th in evening gown with a score of 8.363. She finished 7th overall.

Miss World 2007

After Miss Universe, Reis went on to compete at the 2007 Miss World pageant, which was held on December 1 in Sanya, China where she finished as first runner-up to eventual winner, Zhang Zilin of China. Reis was also named Miss World Africa in 2007.





Micaela Reis doing promotion for the Angolan telenovela Windeck in Portugal (April 2013)....she starts talking at 1:10 min

She is still mind-blowingly beeeaaautifullll....for all men who like beautiful women, watch her talk and act...WATCH HER!!!!:nuts::cheers::cheers:

WD1BZPNoeCc