View Full Version : Deverão os habitantes das áreas urbanas limítrofes de Lisboa e Porto ter a oportunidade de também escolher o presidente da câmara destas cidades?


P85P
October 8th, 2009, 03:25 PM
Em plena campanha eleitoral para as Autárquicas, deixo-vos uma questão para debater:

Deverão os habitantes das áreas urbanas limítrofes de Lisboa e Porto ter a oportunidade de também escolher o presidente da câmara destas cidades?

Se considerarmos que estas cidades são o motor de toda uma área urbana, que acaba por funcionar como um todo, e tendo em conta que muitos desses habitantes acabam por passar quase todo o seu dia naquelas cidades, não fará esta proposta algum sentido?

E como decidir quais os concelhos que deverão ser incluídos? Os das áreas metropolitanas? Será que faz sentido que os habitantes de Setúbal, que está inserido na AML, devam votar para a presidência de Lisboa? Também não me parece que faça sentido que os habitantes de Arouca votem para a presidência do Porto; preferia que os de Ovar ou Paredes pudessem votar.

Deixem a vossa opinião.

Lino
October 8th, 2009, 03:31 PM
Nope... cada pessoa vota os órgãos do seu concelho, pois estes é que gerem a área onde moram e que deveriam criar condições para não depender tanto da cidade central. A tua proposta impõe centralismo e dependência maior ainda de uma localidade em função de outra.
Porque não criar condições de vida para fixar habitantes nas localidades periféricas para reduzir essa dependência e reduzir o trânsito e pendularidade, em vez de estar a criar só barreiras e portagens e etc?? Seria resolver o problema pela raíz... Ou então, nas cidades como Coimbra, que é o que conheço, melhorar as condições de vida para que não vá tanta gente embora para a periferia. Reduzir custos da habitação, desenvolver equipamentos para o bem-estar da população...

Além disso, se cada território tiver maior autonomia para se gerir, melhor deverá ser o desenvolvimento integrado de toda a área urbana.

Barragon
October 8th, 2009, 03:34 PM
Deveria existir outro tipo de controle sobre as AM's... e nesse sentido haveria um presidente.

P85P
October 8th, 2009, 03:57 PM
Nope... cada pessoa vota os órgãos do seu concelho, pois estes é que gerem a área onde moram e que deveriam criar condições para não depender tanto da cidade central. A tua proposta impõe centralismo e dependência maior ainda de uma localidade em função de outra.
Porque não criar condições de vida para fixar habitantes nas localidades periféricas para reduzir essa dependência e reduzir o trânsito e pendularidade, em vez de estar a criar só barreiras e portagens e etc?? Seria resolver o problema pela raíz... Ou então, nas cidades como Coimbra, que é o que conheço, melhorar as condições de vida para que não vá tanta gente embora para a periferia. Reduzir custos da habitação, desenvolver equipamentos para o bem-estar da população...

Além disso, se cada território tiver maior autonomia para se gerir, melhor deverá ser o desenvolvimento integrado de toda a área urbana.

Numa altura em que se fala da desertificação dos grandes centros urbanos e da expansão urbana desmedida, que só cria maiores gastos de energia e de recursos, queres fixar os habitantes nas periferias? Contudo, concordo quando dizes que se devem criar infraestruturas nessas localidades para evitar grandes deslocações à cidade central. Mas só porque essas localidades já existem. Dever-se-á evitar ao máximo maior expansão urbana desnecessária.

Apenas me reporto à realidade actual: muitos dos habitantes das periferias passam quase todo o seu dia nas cidades centrais. E essas cidades são o cerne de toda a dinâmica da região. As pessoas dessa região deveriam poder escolher quem dirige esses centros.

Outra hipótese seria podermos escolher o presidente de cada AM... talvez resultasse no tal desenvolvimento integrado das áreas urbanas.

Lino
October 8th, 2009, 04:24 PM
Não disse que queria fixar os habitantes nas periferias, mas disse que quero que os habitantes das periferias não tenham tanto a necessidade de se deslocar à cidade central para tudo, desde trabalhar até ver um filme, pois muitas vezes na sua área de residência não têm essa possibilidade. E isso aumenta muito os fluxos de tráfego e os custos económicos e ambientais das deslocações: gasolina, portagens, estacionamento, emissões de gases tóxicos nas filas.

Agora por causa de desertificação, crie-se condições para fixar os habitantes para não ter que ir para o exterior. Controlar os custos da habitação e dos solos, sobretudo. Muita gente foge de Coimbra, por exemplo, para a periferia e para os concelhos próximos para terem habitação a custo muito mais reduzido, além de procurarem mais tranquilidade.

Sobre as AM's não deveria ser só Lisboa e Porto. Coimbra tem os concelhos envolventes e com os quais tem imensa interdependência, e assim se passa com Braga e Guimarães, Setúbal, Faro, Viseu, etc.

Portvscalem
October 8th, 2009, 04:49 PM
Porque se fazem perguntas destas????

NÃO É OBVIO?!?!?!?!?

Perguntas como esta surgem porque os municipios estão mal delimitados.

Grande parte das políticas da câmara do Porto afectam-me. Por outro lado dá-me igual se canaliza um rua no porto ou trate de um bairro no porto se o bairro ao lado da minha casa continua degradado. Mas também me dá igual se o presidente de matosinhos recupera uma escola em guifões. Ou seja, o voto torna-se semi inútil, porque não representa o território onde fazes a tua vida como um todo.

P85P
October 8th, 2009, 05:27 PM
Lino, nesses municípios que referes, a área urbana mal ultrapassa os limites dos próprios concelhos, enquanto que no Porto e Lisboa isso já acontece e muito. Mas pronto, a aplicar-se num centro urbano, talvez dever-se-ia permitir aos outros o mesmo.

É um pouco como o Portvscalem refere, os municípios estão mal delimitados neste caso, porque tanto o Porto como Lisboa têm áreas muito pequenas! É inevitável que as pessoas tenham que ir para aquilo que chamamos periferias! Mas e se estas cidades vissem a sua área expandida? Então englobariam populações que actualmente consideramos estar nos subúrbios. Como isso tão cedo não acontecerá, ao menos daríamos a oportunidade a essas pessoas de também decidir quem querem que governe a cidade central.

Eu quero que a minha rua aqui em Rio Tinto esteja pavimentada como deve ser, por exemplo, mas também me importo com as condições que a cidade do Porto me oferece dado que passo lá quase o dia todo.

Infelizmente não tenho condições para viver no Porto, mas isso não deveria implicar que não possa dar a minha opinião sobre quem deveria governa-lo.

E é óbvio que concordo com o teu ponto de vista no que diz respeito à desertificação dos centros.

RPMT22
October 8th, 2009, 10:46 PM
Podiam por em poll...

Portogaia
October 8th, 2009, 10:51 PM
claro que SIMMMM!
essa a a principal necessidade para uma unificaçao - já disse que à data actual nao vivemos em uma sociedade democrática. Por ex: o Porto afecta a qualidade de vida de muitas mais pessoas que aqueleas que tem a cidade. Que nao possam votar é anti-democrático.

PortoNuts
October 8th, 2009, 11:11 PM
Tem de existir mais coesão entre estas duas cidades principais e os concelhos vizinhos. O ideal é mesmo haver aglomerações para que a cidade concelho consiga atingir 1 milhão de hab ou ande lá perto, caso contrário o seu futuro a nível nacional e internacional está seriamente comprometido.

Sinceramente não vejo muito sentido em os eleitores dos municípios limítrofes poderem votar para o concelho principal e não fazerem parte dele. Que se lutasse pela aglutinação de certas zonas, isso sim, seria excelente.

P85P
October 9th, 2009, 12:12 AM
Sinceramente não vejo muito sentido em os eleitores dos municípios limítrofes poderem votar para o concelho principal e não fazerem parte dele. Que se lutasse pela aglutinação de certas zonas, isso sim, seria excelente.

É tudo uma questão psicológica! Se deres às populações limítrofes a opção de votar para o concelho principal, elas já se vão sentir incluídas nessa cidade. Até porque elas, de facto, sentem que pertencem à cidade central. Fazer uma aglutinação apenas para que as pessoas das ditas áreas limítrofes possam votar para a cidade central, não concordo. É obvio que a principal razão da aglutinação seria permitir o desenvolvimento global e balançado da região... Mas penso que bastava esta opção de acto eleitoral para que pelo menos os habitantes da região sentissem que também têm uma palavra a dizer sobre os poderes da cidade central.

Lino
October 9th, 2009, 12:30 AM
Vocês vivem obcecados com o número 1 milhão, mas é preferível que a cidade tenha menos gente mas mais qualidade de vida para quem lá viva... ora vejam se na Cidade do México ou em Pequim a qualidade de vida é maior que em Lisboa, tendo toda aquela gente? Olhe que não, olhe que não...
Perda de poder dos concelhos limítrofes em decidir os seus destinos? Não, as pessoas não o querem. Maior coordenação entre as cidades como, por exemplo, a nível de transportes públicos? Sim! E que faz falta em Portugal, até numa mesma cidade é um sistema diferente para comboios, autocarros, metro, estradas... assim o mundo não avança. A união faz a força, mas nessas questões.

Em NYC, ok noutra escala, NYC é um município, Brooklyn é outro, Queens outro...

PortoNuts
October 9th, 2009, 12:32 AM
É tudo uma questão psicológica! Se deres às populações limítrofes a opção de votar para o concelho principal, elas já se vão sentir incluídas nessa cidade. Até porque elas, de facto, sentem que pertencem à cidade central. Fazer uma aglutinação apenas para que as pessoas das ditas áreas limítrofes possam votar para a cidade central, não concordo. É obvio que a principal razão da aglutinação seria permitir o desenvolvimento global e balançado da região... Mas penso que bastava esta opção de acto eleitoral para que pelo menos os habitantes da região sentissem que também têm uma palavra a dizer sobre os poderes da cidade central.

Nunca disse o contrário :yes:. Mas é óbvio que mais população para o concelho central iria trazer vantagens.

PortoNuts
October 9th, 2009, 12:34 AM
Vocês vivem obcecados com o número 1 milhão, mas é preferível que a cidade tenha menos gente mas mais qualidade de vida para quem lá viva... ora vejam se na Cidade do México ou em Pequim a qualidade de vida é maior que em Lisboa, tendo toda aquela gente? Olhe que não, olhe que não...
Perda de poder dos concelhos limítrofes em decidir os seus destinos? Não, as pessoas não o querem. Maior coordenação entre as cidades como, por exemplo, a nível de transportes públicos? Sim! E que faz falta em Portugal, até numa mesma cidade é um sistema diferente para comboios, autocarros, metro, estradas... assim o mundo não avança. A união faz a força, mas nessas questões.

Em NYC, ok noutra escala, NYC é um município, Brooklyn é outro, Queens outro...

Vais logo para extremos. Até parece que tem comparação e que algum dia uma cidade portuguesa teria tanta população como Cidade do México.

P.S. Brooklyn e Queens fazem parte de NYC.

P85P
October 9th, 2009, 03:55 AM
Isto é já fugir um pouco ao tema...

P85P
October 9th, 2009, 04:13 AM
Nunca disse o contrário :yes:. Mas é óbvio que mais população para o concelho central iria trazer vantagens.

Mesmo que adiciones localidades periféricas para que a cidade central tenha mais população, o centro dessa cidade continuará a ficar mais deserto. Não é isso que se pretende. O ideal seria aumentar a população da cidade central. Lembra-te que só no Porto existem 18 mil edifícios devolutos... O que se quer é voltar a dar vida aos centros.

Também não acho que precisamos de cidades com 1 milhão de habitantes só para mostrar que as temos. A mim isso não me diz nada. Defendo uma expansão dos limites das cidades apenas em prol do desenvolvimento de uma aglomeração urbana, porque de resto, venha quem vier, esse milhão já o Porto tem e Lisboa duplica. As fronteiras apenas existem na cabeça das pessoas.

Mas como as fronteiras não serão abolidas (pelo menos isso não se vislumbra) continuo a achar que o mínimo que se poderia permitir era que qualquer cidadão das áreas "limítrofes" pudesse votar para a cidade central.

Mas já agora, e tomando uma direcção contra mim mesmo (porque isto das discussões é mesmo assim :)), esta hipótese não parece muito justa para quem, por exemplo, vive na cidade central e trabalha na periferia... como resolver essa situação?

Portvscalem
October 9th, 2009, 03:43 PM
E depois está visto como muitas coisas funcionam no porto... é o voto umbiguista, muitas vezes...

e vejamos, que o porto é uma cidade com muita elite, e muitos pobretanas de bairros sociais...

um presidente de câmara do Porto que se tente pelos circulos quase aristocráticos, e tenha o mínimo de senso social já se sai bem.
Falta o peso político da classe média...

com a classe média do municipio ainda se aguenta, mas a grosso da classe média do porto não mora no porto....

E claro, a classe média deve ser sempre o referente ao pensar a cidade.

alentejolover
October 9th, 2009, 03:46 PM
pobretanas de bairros sociais...



Bonita expressão...pobretanas:ohno:

Portvscalem
October 9th, 2009, 03:56 PM
Relembro a questões como bolhão, ou palácio de cristal. Acham que só "portuenses" assinaram petições??? No caso do palácio tenho ideia que a grande maioria eram de fora do porto.
Quem decide?? O Rui Rio. Este zela pelo interesse de quem??? Se 200.000 portuenses não querem um palácio de congressos ali, mandam o rio dar uma curva. se meio milhão de "portuenses de fora" não querem ali o centro de congressos, que se calem e discutam o centro de congressos da freguesia de gulpilhares, ou o auditório e pavilhão municipal de perafita.

Num sentido practico, temos aqui espelhada a necessidade de fusão. Que existe em muitos outros aspectos, já aqui discutidos.
Parece-me uma necessidade clara, e independente da area metropolitana, ou do arco metropolitano.

Devo salientar outro ponto. Vejo mais diferenças estruturais entre uma cidade aglomeração e uma AMP que entre o municipio do porto e a cidade aglomeração.

Porque a cidade aglomeração e o municipio são ambos "cidade", com escalas diferentes. e a Amp é um região muito povoada e centrada no porto.

Ao falar em cidade aglomeração, não se fala em regionalização, e muito menos em reestrturação da AMP. Não é uma reorganização metropolitana, é uma reorganização municipal. Refere-se apenas a uma cidade (porto) das muitas da AMP e do Noroeste. é um tema muito mais local, que abrange uma area entre 250 e no máximo 500 km2 à volta do Porto....é proporcionar uma reorganização numa percentagem territorial diminuta a nível regional, e diminuta a nível metropolitano.

Portvscalem
October 9th, 2009, 03:57 PM
Bonita expressão...pobretanas:ohno:

Não foi com sentido depreciativo.

Luís Raposo Alves
October 9th, 2009, 10:03 PM
Não. Cada um que vote no seu município. Eu não moro em Lisboa não tenho nada a ver com Lisboa.

Nesse caso também devia votar no Algarve porque passo lá férias e uso aquilo.

Miguel_Arq
October 10th, 2009, 01:24 AM
Não. Cada um que vote no seu município. Eu não moro em Lisboa não tenho nada a ver com Lisboa.

Nesse caso também devia votar no Algarve porque passo lá férias e uso aquilo.

Realmente, por esse ponto de vista também concordo.
Além disso, hoje em dia os empregos são tão instáveis. Que nos garante que no periodo de 4 anos, não mudamos varias vezes de local de trabalho?
E aquelas pessoas que trabalham em vários locais? Votam, em todos?!

Daniel_Portugal
October 10th, 2009, 01:54 AM
Eu gostava de votar para a CMP, e só posso votar para a CMM.

Miguel_Arq
October 10th, 2009, 01:57 AM
Eu gostava de votar para a CMP, e só posso votar para a CMM.

Mas podes recensear-te no Porto! ;)

Portogaia
October 11th, 2009, 12:23 AM
Realmente, por esse ponto de vista também concordo.
Além disso, hoje em dia os empregos são tão instáveis. Que nos garante que no periodo de 4 anos, não mudamos varias vezes de local de trabalho?
E aquelas pessoas que trabalham em vários locais? Votam, em todos?!

LRA e Miguel nao confudam os temas.

Nao falamos a nivel individual ou de percentagem de pessoas que mudan de trabalho em municipios diferentes varias vezes ou ainda de onde passamos ferias mas sim de algo global e geral e tendencial. Se 4 gatos pingados deixam lisboa para trabalhar noutro municipio outros 4 passam a trabalhar em Lisboa.
Falamos que uma grande parte das pessoas de por exemplo Lisboa trabalha em Lisboa mas vive nos arredores, lisboa tem 600 mil habitantes? com arredores sao 3 000 000? Desse 2 400 000 quantos trabalham em lisboa? 50%? ou seja 1 200 000 - Quero dizer que de um total de 1 800 000 pessoas que dependem de lisboa para a sua qualidade de vida directa só um terço pode votar na cidade. Portanto é um sistema anti-democrático!!!

Portogaia
October 11th, 2009, 12:25 AM
Mas podes recensear-te no Porto! ;)

como fazes um recencenseamento se nao tiveres morada no porto?

Marco Bruno
October 11th, 2009, 01:41 PM
Vocês vivem obcecados com o número 1 milhão, mas é preferível que a cidade tenha menos gente mas mais qualidade de vida para quem lá viva...

O 1 milhão que tanto se fala para Lisboa é e sempre foi um número aceitável e positivo.. Isto tendo em conta a área da cidade, e o próprio investimento que isso iria gerar para o desenvolvimento interno do município.

NOTA: Esse 1 milhão consistiria em criar condições para atrair para Lisboa população que actualmente vive nos arredores de Lisboa, e NÃO ir "buscar" mais 1 milhão de pessoas a outras zonas do país.

PortoNuts
October 11th, 2009, 03:07 PM
O 1 milhão que tanto se fala para Lisboa é e sempre foi um número aceitável e positivo.. Isto tendo em conta a área da cidade, e o próprio investimento que isso iria gerar para o desenvolvimento interno do município.

NOTA: Esse 1 milhão consistiria em criar condições para atrair para Lisboa população que actualmente vive nos arredores de Lisboa, e NÃO ir "buscar" mais 1 milhão de pessoas a outras zonas do país.

Exatacmente. Digam o que disserem, se quisermos ter 2 grandes cidades mais fortes a nivel internacional, não vamos lá com a maioria da população a ir para os subúrbios. A AM tem 3 milhões e tal de habitantes? Pois, e se o concelho central ficar com 100 ou 80 mil habitantes? Não vai passar de uma aldeia a beira de outras cidades médias e grandes da Europa.

JohnnyMass
October 11th, 2009, 05:37 PM
continuem então a praticar preços proibitivos nas cidades-município e vão ver o que acontece...

Daniel_Portugal
October 11th, 2009, 06:08 PM
PortoNuts: 240mil habitantes para o Porto e 490mil para Lisboa já é, em termos europeus, um valor de cidade média pequena.

Já os 3,5milhões de pessoas que residem num raio de 50km da Avenida dos Aliados, faz desta concentração a 10ª mais populosa da U.E.

Tudo depende da forma como se abordam as coisas. E no que toca a projecção internacional, nomeadamente para captação de investimento, há que falar em aglomerados obviamente. O IKEA vai fazer duas lojas de grandes dimensões aqui com base nos valores do aglomerado. E fico satisfeito que a Europa e o Mundo estejam atentos ao potencial do aglomerado.


Não sei porque não transformam as Áreas Metropolitanas num município único. Estas continuariam ser mais pequenas em área do que os municípios alentejanos, e em densidade, muitíssimo superiores a qualquer outro município (mesmo os pequenos) portugueses.

A actual divisão municipal até se podia manter, mas podia ser renomeada para "bairro", "freguesia", "borough", etc.

Ficaríamos assim com dois municípios colosso, fortíssimos do ponto de vista demográfico e não só. As próprias AM's e Portugal ficariam a ganhar destaque e força.

Daniel_Portugal
October 11th, 2009, 06:09 PM
PS: E isto não retira o facto de que idealmente as pessoas se devem concentrar nos respectivos centros. Ou seja, aquilo que actualmente são os municípios.

PortoNuts
October 11th, 2009, 06:10 PM
Esses valores demográficos até podem corresponder a cidade médias pequenas, mas se tivermos em conta a degradação do edificado e percentagem enorme de população idosa, vale de muito pouco.

Trajno
October 11th, 2009, 06:18 PM
Não concordo que os habitantes das áreas urbanas limítrofes de Lisboa e Porto devam votar para os orgãos municipais das respectivas cidades centrais (Lisboa e Porto)!!!

O que concordo é que exista uma espécie de junta metropolitana que defina as políticas estratégicas para toda a região e que se sobreponha ao poder das diversas autarquias! Neste cenário, admitiria que as populações residentes nas respectivas áreas metropolitanas, além de votarem para os diferentes orgãos municipais, também teriam a possibilidade de elegerem uma junta metropolitana... para tal, alguns poderes municipais teriam de ser passados para a junta!!!

Daniel_Portugal
October 11th, 2009, 06:21 PM
Essas populações não correspondem à urbe e respectiva esfera de influência.



Um investidor que queira colocar aqui um Parque de Diversões de grandes proporções (só para citar algo que ainda não existe), sabe que este não é para 240mil habitantes, mas para servir uma área de 3,5 milhões. O mesmo para Lisboa com os respectivos valores.

O problema é que nem todos estão a par dissos, e quando vemos as duas cidades portuguesas serem citadas lá fora como sendo cidades de poucas centenas de milhar, fica um nó na garganta.

PortoNuts
October 11th, 2009, 06:23 PM
^^
Eu estava a dizer que se nos focássemos exclusivamente nos municípios centrais, esquecendo o resto, esses valores não eram muito apelativos tendo em conta os factos que referi.

Portvscalem
October 11th, 2009, 07:46 PM
continuem então a praticar preços proibitivos nas cidades-município e vão ver o que acontece...

Uma fusão municipal, e planos de habitação economicamente assitida ao nível dessas cidades não ajudariam a equilibrar os preços? Não tiro a mínima ideia, por isso pergunto...

e não creio que o Porto municipio precise de muito mais gente também.. acho é que os subúrbios se deveriam uniformizar mais com o municipio.

Rexluso
October 12th, 2009, 12:32 AM
Não concordo que os habitantes das áreas urbanas limítrofes de Lisboa e Porto devam votar para os orgãos municipais das respectivas cidades centrais (Lisboa e Porto)!!!

O que concordo é que exista uma espécie de junta metropolitana que defina as políticas estratégicas para toda a região e que se sobreponha ao poder das diversas autarquias! Neste cenário, admitiria que as populações residentes nas respectivas áreas metropolitanas, além de votarem para os diferentes orgãos municipais, também teriam a possibilidade de elegerem uma junta metropolitana... para tal, alguns poderes municipais teriam de ser passados para a junta!!!

Concordo. Veria com bons olhos a eleição de um presidente para uma junta da Grande Lisboa, e eleger um presidente de câmara localmente.

PS: votei hoje pela última vez em Lisboa, nas próximas já voto em Oeiras (e, não vai ser no Isaltino porque nessa altura já deve estar preso! lol!)

Portvscalem
October 12th, 2009, 07:28 PM
Eu discordo do ponto das juntas metropolitanas.

Porque se Matosinhos e Porto possuem tanto em comum que seria preciso serem a mesma cidade para terem um bom nível de governabilidade e coesão. O mesmo não passa na area metropolitana, que é mais vasta e dispar.

é o intermedio... municipio é pequeno demais, e area metropolitana é grande demais.

é preciso reajustar os municipios. As competências das juntas metropolitanas já é outro ponto.

Problemas municipais, devem ser tratados por municipios, e problemas regionais por juntas regionai, ou o que existir.

Em lisboa não sei, mas no porto matosinhos gaia,etc, é uma problema de escala urbana, de uma cidade, não "regional"...

Rexluso
October 13th, 2009, 11:40 AM
Eu discordo do ponto das juntas metropolitanas.

Porque se Matosinhos e Porto possuem tanto em comum que seria preciso serem a mesma cidade para terem um bom nível de governabilidade e coesão. O mesmo não passa na area metropolitana, que é mais vasta e dispar.

é o intermedio... municipio é pequeno demais, e area metropolitana é grande demais.

é preciso reajustar os municipios. As competências das juntas metropolitanas já é outro ponto.

Problemas municipais, devem ser tratados por municipios, e problemas regionais por juntas regionai, ou o que existir.

Em lisboa não sei, mas no porto matosinhos gaia,etc, é uma problema de escala urbana, de uma cidade, não "regional"...

Repara que eu disse "Grande Lisboa" ... não disse AML. Ou seja, concordamos.

visconde
October 13th, 2009, 11:17 PM
não.

Votar em lisboa é um privilegio que se ganha por morar lá.
Nao podem querer comprar casas a metade do preço e ter os mesmos privilégios que os moradores.

Os interesses de quem mora na periferia sao bastante diferetnes dos dos moradores.
PAra um morador de Lisboa é importante que lisboa tenha espaços verdes, boas escolas, apoio aos idosos bla bla bla
Para um morador da periferia que apenas trabalha em lisboa isso é tudo um desperdicio de dinheiro e o que interessa sao estradas e metro. tudo o resto é porcaria.

Alem de que quando as pessoas vao morar 10 ou 20 km de lisboa ja sabem para aquilo que vão e os direitos que têm.
Se querem ter direito a votar em lisboa morem la, nem que tenham de abdicar de uma assoalhada para isso.

basta ver o exemplo as ultimas eleições, o Santana lopes prometia tuneis estradas e crl. o A.Costa promete jardins e obras pequenas e de proximidade para os MORADORES de lisboa.
Se fosse a periferia a votar acham que alguem ia votar nos jardins?

Ah e se lisboa ja sofre de desertificação, com milhares de casas vazias, uma medida dessas ainda ia incentivar mais o abandono da cidade.

tcpor
October 14th, 2009, 10:52 AM
Só porque a política em Portugal (e, como é óbvio, a minha própria vida) é afectada pela mudança do Poder nos Estados Unidos da América, não significa que eu vote nas Eleições Presidenciais norte-americanas. O mesmo se passa nas Áreas Metropolitanas.

Não faz qualquer sentido.

Portvscalem
October 14th, 2009, 06:31 PM
Tcpor, se me permites dar um possível desenvolvimento ao teu raciocínio:

Lá porque as decisões políticas influenciam a minha vida, não quer dizer que eu tenha de ter voz política.

Não faz sentido.

Para que raio serve a política então? para que raio votamos, se não é para enquanto ser colectivo nos possamos gerir?!?!?!?

Se as acções do presidente americano te influenciam, é porque a massa colectiva americana tem mais poder e mais direito que tu, eu ou meio mundo. É um ponto distinto e não tem correspondência directa com o caso practico em questão.

Portvscalem
October 14th, 2009, 06:56 PM
não.

Votar em lisboa é um privilegio que se ganha por morar lá.
Nao podem querer comprar casas a metade do preço e ter os mesmos privilégios que os moradores.

Os interesses de quem mora na periferia sao bastante diferetnes dos dos moradores.
PAra um morador de Lisboa é importante que lisboa tenha espaços verdes, boas escolas, apoio aos idosos bla bla bla
Para um morador da periferia que apenas trabalha em lisboa isso é tudo um desperdicio de dinheiro e o que interessa sao estradas e metro. tudo o resto é porcaria.

Alem de que quando as pessoas vao morar 10 ou 20 km de lisboa ja sabem para aquilo que vão e os direitos que têm.
Se querem ter direito a votar em lisboa morem la, nem que tenham de abdicar de uma assoalhada para isso.

basta ver o exemplo as ultimas eleições, o Santana lopes prometia tuneis estradas e crl. o A.Costa promete jardins e obras pequenas e de proximidade para os MORADORES de lisboa.
Se fosse a periferia a votar acham que alguem ia votar nos jardins?

Ah e se lisboa ja sofre de desertificação, com milhares de casas vazias, uma medida dessas ainda ia incentivar mais o abandono da cidade.

Que horror. Isso seria a cidade egoista, a cidade exclusiva. Se a cidade não consegue albergar os seu cidadãos, então é culpa da cidade a sua condição, por isso a cidade tem responsabilidade sobre estes e não apenas sobre quem não excluiu.

Portogaia
October 14th, 2009, 11:46 PM
não.

Votar em lisboa é um privilegio que se ganha por morar lá.
Nao podem querer comprar casas a metade do preço e ter os mesmos privilégios que os moradores.

Os interesses de quem mora na periferia sao bastante diferetnes dos dos moradores.
PAra um morador de Lisboa é importante que lisboa tenha espaços verdes, boas escolas, apoio aos idosos bla bla bla
Para um morador da periferia que apenas trabalha em lisboa isso é tudo um desperdicio de dinheiro e o que interessa sao estradas e metro. tudo o resto é porcaria.

Alem de que quando as pessoas vao morar 10 ou 20 km de lisboa ja sabem para aquilo que vão e os direitos que têm.
Se querem ter direito a votar em lisboa morem la, nem que tenham de abdicar de uma assoalhada para isso.

basta ver o exemplo as ultimas eleições, o Santana lopes prometia tuneis estradas e crl. o A.Costa promete jardins e obras pequenas e de proximidade para os MORADORES de lisboa.
Se fosse a periferia a votar acham que alguem ia votar nos jardins?

Ah e se lisboa ja sofre de desertificação, com milhares de casas vazias, uma medida dessas ainda ia incentivar mais o abandono da cidade.

Viva a separaçao, viva a falta de direitos iguais, viva a exclusao das classes de suburbio porque sim é um direito ser gente, depender do nucleo central em infrastructuras do dia a dia e nao poder votar. O que em portugal nao sao votos comprados sao votos excluidos.

tcpor
October 15th, 2009, 10:26 AM
Tcpor, se me permites dar um possível desenvolvimento ao teu raciocínio:

Lá porque as decisões políticas influenciam a minha vida, não quer dizer que eu tenha de ter voz política.

Não faz sentido.

Para que raio serve a política então? para que raio votamos, se não é para enquanto ser colectivo nos possamos gerir?!?!?!?

Se as acções do presidente americano te influenciam, é porque a massa colectiva americana tem mais poder e mais direito que tu, eu ou meio mundo. É um ponto distinto e não tem correspondência directa com o caso practico em questão.

A tua relação não teve nada a ver.

Portvscalem
October 15th, 2009, 03:03 PM
as minhas primeiras frases são um desenvolvimento possível da tua linha de raciocínio, em que é possível colocar em causa a utilidade principio de democracia na política

o resto pronto... tentei explicar porque não considero correcta a comparação com a influencia da governação americana na tua vida.

Acho que um grupo de pessoas que forma uma comunidade, um cidade, uma urbe, o que for (pensada de forma abstracta), se deve gerir como um todo. Obviamente esse todo não é coincidente com uma mera divisão administrativa ultrapassada, que não sei porque raio é encarada como secular e sagrada.

Mas bem, sei que tens uma forte identificação pessoal como matosinhense. Para muitos do aleixo, e calhar a câmara do Porto é tão importante como a de abrantes, desde que o seu bairro esteja bem.
agora uma coisa é clara, a identificação pessoal é subjectiva...quanto muito fazes estatísticas...

tcpor
October 15th, 2009, 06:35 PM
E tu tens uma identificação pessoal tua... é legítimo. É isso que faz de nós indivíduos. E, como é óbvio, se eu fui/sou subjectivo por ter identificação pessoal... é normal. Somos todos.

Tu deste uma opinião. Eu dei outra. Para quê "bater no ceguinho" quando sabes que não concordo com a tua ideia e nem me fazes alterar a minha visão? Está complicado perceberes isso...

:tongue:

Portvscalem
October 16th, 2009, 02:14 PM
então tcpor?:?:?:?:?

As ideias contrastantes servem para ser discutidas... e aqui até discutimos bem...

Apresentei contra-argumentos, porque vi no teu texto inicial margem de manobra para tal... é o normal, não???

vah um abraço e não te chateio mais com este ponto...
:P

Luís Raposo Alves
October 17th, 2009, 12:13 PM
Porque razão devo ter também a oportunidade de escolher particularmente o presidente da camara de lisboa e não de outro municipio (diferente daquele onde vivo)?

se eu faço a minha vida entre almada e oeiras ia votar em lisboa pq?! por esta ordem de ideias faria mais sentido votar em almada e oeiras, não?

visconde
October 17th, 2009, 12:51 PM
Viva a separaçao, viva a falta de direitos iguais, viva a exclusao das classes de suburbio porque sim é um direito ser gente, depender do nucleo central em infrastructuras do dia a dia e nao poder votar. O que em portugal nao sao votos comprados sao votos excluidos.
o problema não é a separação
o problema é que os interesses de quem trabalha em lisboa sao muito diferentes dos interesses de quem vive em Lisboa.

E se são os moradores de Lx que sustentam a Camara (através do IMI por exemplo) porque deverão ser os outros que a escolher o que fazer com o seu dinheiro?

Os moradores pagam impostos, logo podem escolher o que a CM faz com eles.
Quem mora fora de lisboa não pode escolher o que fazer com o dinheiro dos outros.
Os moradores pagam impostos, os moradores escolhem o que fazer com eles (a partir do seu presidente)
não podem querer escolher o que fazer com os impostos dos outros.

Luís Raposo Alves
October 17th, 2009, 06:13 PM
o problema não é a separação
o problema é que os interesses de quem trabalha em lisboa sao muito diferentes dos interesses de quem vive em Lisboa.

E se são os moradores de Lx que sustentam a Camara (através do IMI por exemplo) porque deverão ser os outros que a escolher o que fazer com o seu dinheiro?

Os moradores pagam impostos, logo podem escolher o que a CM faz com eles.
Quem mora fora de lisboa não pode escolher o que fazer com o dinheiro dos outros.
Os moradores pagam impostos, os moradores escolhem o que fazer com eles (a partir do seu presidente)
não podem querer escolher o que fazer com os impostos dos outros.


x2

eu lá porque trabalho em oeiras, não me vejo no direito de votar em oeiras. quem lá vive é quem tem que decidir as coisas!

Portogaia
October 17th, 2009, 06:46 PM
o problema não é a separação
o problema é que os interesses de quem trabalha em lisboa sao muito diferentes dos interesses de quem vive em Lisboa.

E se são os moradores de Lx que sustentam a Camara (através do IMI por exemplo) porque deverão ser os outros que a escolher o que fazer com o seu dinheiro?

Os moradores pagam impostos, logo podem escolher o que a CM faz com eles.
Quem mora fora de lisboa não pode escolher o que fazer com o dinheiro dos outros.
Os moradores pagam impostos, os moradores escolhem o que fazer com eles (a partir do seu presidente)
não podem querer escolher o que fazer com os impostos dos outros.

o que eu disse desde um principio é que o direito a voto é um dos argumentos a favor de uma coesao das actuais dezenas de camara em uma só camara, resumindo, uma ampliaçao das fronteiras de Lx, portanto nao estarias a votar em outra camara mas sim na tua, só que em Portugal se nao há poder absoluto como na época da monarquia nao há actualizaçao fronteiriça que acompanha as necessidades populacionais que nao obedecem a regras de organizaçao territorial.
Há que actualizar Portugal na medida em que as suas cidades encaixem com as suas populaçoes actuais e possam assim estas populaçoes decidirem juntas quem lidera o nucleo que as afecta.
O que nao podemos fazer é ir criando muralhas e muralhas e muralhas até que chega a um ponto em que cada um tem o seu hectar separado por um tijolo do hectar do vizinho e onde nao se tem uma visao conjunta do total amurallado para poder governá-lo como um TODO e onde cada um possa decidir pelo todo e nao só pela parte, pelo menos em direito a voto.

visconde
October 17th, 2009, 09:04 PM
coitados dos lisboetas, de repente terem de se juntar com os concelhos da periferia..

dvf
October 17th, 2009, 09:33 PM
Não faz qualquer sentido, porque por exemplo muitas pessoas da Amadora já trabalham em Oeiras e Sintra. Portanto, nem colocam os pés em Lisboa durante muito tempo. A importância de Lisboa está a diminuir e vai diminuir nos próximos anos na AML. E eu acho isso bom.

Agora, já deviam existir era verdadeiras áreas metropolitanas, que aglomeravam os vários concelhos de uma AM e tinham um corpo democraticamente eleito e com competências reforçadas.