dricobel
November 5th, 2009, 12:38 AM
Fiz uma seleção com algumas imagens do Skyline de Belém - PA, as imagens foram retiradas do Flickr e Panoramio, todas estão indentificadas com seus devidos autores.
Algumas informações sobre a verticalização de Belém.
Entre as características geográficas de Belém, está uma área de 1.065 km² da cidade, que comporta uma população de 1.424.124 habitantes (segundo as estatísticas de 2008 do IBGE/2008). De um lado, municípios e distritos que cercam a capital. Do outro, a Baía do Guajará. A cidade só cresce para um lado, deixando esses distritos e municípios cada vez mais próximos da capital. E se há um crescimento unilateral, o jeito é subir.
O vento que soprava do rio amenizando o clima equatorial agora esbarra em prédios arranha-céus que já saem do centro da cidade, invadida por edifícios desde a década de 40, obedecendo à lógica de produção e valorização do espaço da cidade, e se espalham pelos seus arredores.
Umarizal e Reduto, que desde a década de 80 viraram pontos disputados por construtoras com o objetivo de erguer edifícios, deram o primeiro aceno de que a verticalização da cidade era um reflexo das condições geográficas de Belém. Hoje, bairros considerados periféricos há cerca de 10 anos tornaram-se um terreno fértil à construção de novos prédios, como Marco, Pedreira, Telégrafo, São Brás e Canudos.
No início do século XX, a cidade recebeu diversas famílias européias, e a arquitetura da cidade começou suas primeiras mutações. Foi quando Belém recebeu o título de Paris n'América. A conurbação da capital paraense foi uma conseqüência natural de sua expansão limitada, que permitiu a verticalização da cidade. Na década de 50, esse processo já deu os primeiros passos fora do eixo central, que abraçava a Avenida Presidente Vargas. Seus arredores, os bairros de Nazaré e Batista Campos, já eram áreas nobres e começaram a 'crescer para cima', como uma maneira de escoar a malha urbana que se amontoava na capital.
'A verticalização é reflexo da ausência de grandes áreas (condomínio horizontal) em localizações estratégicas, com maior infra-estrutura em serviços, área comercial, segurança, lazer etc.', afirma a empresária Ângela Pereira, proprietária da imobiliária Chão & Teto.
Assumindo o ar cosmopolita e moderno, proporcionado pelo crescimento no número de prédios altos, na década de 80 os terrenos centrais tiveram seus preços inflacionados e um acentuado crescimento populacional. Foi quando a verticalização deixou de crescer um pouco no centro e chegou a alguns bairros mais afastados que, apesar de ainda serem considerados periferia, apresentavam avenidas largas que permitiam um acesso mais fácil ao centro.
Arranha-céus Há muito tempo o edifício Manuel Pinto, na esquina da Avenida Nazaré com Serzedelo Correia, deixou de ser o prédio mais alto de Belém. Construído em 1958 e com 26 andares, o edifício representou o ar cosmopolita em suas técnicas modernas, que Belém assumiu na metade do século passado e reinou absoluto pelas décadas seguintes como o maior prédio de Belém. 'Temos como referência que o edifício Manoel Pinto da Silva, considerado a primeira torre com conceito de arranha-céu construída em Belém', diz Ângela.
Atualmente, as torres Village Sun e Village Moon são os edifícios mais altos de Belém, localizados no bairro do Umarizal com 40 andares e 120 metros de altura. As torres não apenas são as mais altas de toda a Amazônia, mas ficam em 19º neste ranking por todo o Brasil.
O Umarizal é o novo bairro de 'espigões' de Belém, graças à valorização que o bairro passou devido aos grandes investimentos após a revitalização da Doca de Souza Franco. Desta maneira, o bairro do Umarizal ficou com os terrenos mais valorizados e os melhores equipamentos de serviços e de lazer. Essa tendência que se reproduz em Belém já vem ocorrendo em São Paulo, onde uma parcela da elite da sociedade pode se isolar nos altos de seus apartamentos. As próprias imobiliárias relacionam essa escolha a fatores primordiais da vida moderna, como praticidade, qualidade de vida e segurança. Esses conceitos, que mesclam sofisticação e modernização dos imóveis reproduzem uma tendência que se espalha por todas as outras capitais brasileiras.
Em 1954 o edifício Palácio do Rádio foi construído especialmente para abrigar a Rádio. Foi um dos primeiros prédios com mais de 10 andares erguidos em Belém. A capital paraense cresceu junto com a lógica da produção e valorização do espaço da cidade na década de 40. Surgida da Avenida Presidente Vargas, Belém se espalha por sua área metropolitana crescendo para onde ainda pode crescer.
Belém ainda não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial, que são mantidos, principalmente, em bairros como a Cidade Velha, Campina e Nazaré. Nas alturas, a vista de boa parte dos arranha-céus acerta a baía. É lá em cima onde o vento sopra mais forte agora.
http://www.guiagrandebelem.com.br/2009/index.php
Vamos as imagens.
1 Vista da Praça da República, ao fundo os bairro de Nazaré e Umarizal. Foto Fernando Stankuns do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/1-fernandostankunsf.jpg
2 Vista do bairro de Nazaré, Foto Ygor do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/2-ygorf.jpg
3 Vista do Museu Emilio Goeldi, ao fundo o bairro de Nazaré. Foto J.Ricardo do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/3-jricardof.jpg
4 Um banner da Praça da República. Foto Fernando Stankuns do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/4-fernandostankunsf.jpg
5 Vista aérea do bairro do Utinga em direção aos bairros o Marco, São Bras, Nazaré e Umarizal. Foto Lucas M2 do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/5-lucasm2f.jpg
6 Vista do campus da UFPA, ao fundo os bairros do Guamá, Terra Firme, Canudos, São Bras, Nazaré, Marco, Pedreira, Cremação, Telegrafo e Umarizal. Foto Lucas M2 do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/6-lucasm2f.jpg
7 Vista aérea do bairro da Marambaia, ao fundo o skyline na área central de Belém. Foto Eloi Raiol do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/7-eloiraiolp.jpg
8 Vista da penisula, extremo sul de Belém. Foto Lucas M2 do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/8-lucasm2f.jpg
9 Vista aérea dos bairros do Telgrafo e Umarizal. Foto Andre Bonanci do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/9-AndrBonacinp.jpg
10 Belém vista do rio Guamá. Foto Marcela SS do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/10-marcelassf.jpg
11 Idem. Foto Lautaro Tessi do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/11-lautarotessip.jpg
12 De outro ponto. Foto Lautaro Tessi do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/12-lautarotessip.jpg
13 Uma antiga :D. Foto Marcos Antonio do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/13-MarcosAntoniop.jpg
14 Vista da orla da Baia do Guajará. Foto Francisco Mendes do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/14-FranciscoMendesp.jpg
15 Skyline. Foto Doreenel Chen do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/15-doreenelchenf.jpg
16 Entre as ilhas. Foto Belém do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/16-belmp.jpg
17 Vista parcial da baia do Guajará. Foto Wheres Pedro do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/19-WheresPedrof.jpg
18 Idem. Foto Wheres Pedro do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/21-WheresPedrof.jpg
19 Entre ilhas. Foto Wheres Pedro do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/20-WheresPedrof.jpg
20 Idem. Foto Murilo Valentin do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/17-murilovalentinp.jpg
21 Aérea. Foto Kelly Pozzebon do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/18-kellypozzebonf.jpg
Algumas informações sobre a verticalização de Belém.
Entre as características geográficas de Belém, está uma área de 1.065 km² da cidade, que comporta uma população de 1.424.124 habitantes (segundo as estatísticas de 2008 do IBGE/2008). De um lado, municípios e distritos que cercam a capital. Do outro, a Baía do Guajará. A cidade só cresce para um lado, deixando esses distritos e municípios cada vez mais próximos da capital. E se há um crescimento unilateral, o jeito é subir.
O vento que soprava do rio amenizando o clima equatorial agora esbarra em prédios arranha-céus que já saem do centro da cidade, invadida por edifícios desde a década de 40, obedecendo à lógica de produção e valorização do espaço da cidade, e se espalham pelos seus arredores.
Umarizal e Reduto, que desde a década de 80 viraram pontos disputados por construtoras com o objetivo de erguer edifícios, deram o primeiro aceno de que a verticalização da cidade era um reflexo das condições geográficas de Belém. Hoje, bairros considerados periféricos há cerca de 10 anos tornaram-se um terreno fértil à construção de novos prédios, como Marco, Pedreira, Telégrafo, São Brás e Canudos.
No início do século XX, a cidade recebeu diversas famílias européias, e a arquitetura da cidade começou suas primeiras mutações. Foi quando Belém recebeu o título de Paris n'América. A conurbação da capital paraense foi uma conseqüência natural de sua expansão limitada, que permitiu a verticalização da cidade. Na década de 50, esse processo já deu os primeiros passos fora do eixo central, que abraçava a Avenida Presidente Vargas. Seus arredores, os bairros de Nazaré e Batista Campos, já eram áreas nobres e começaram a 'crescer para cima', como uma maneira de escoar a malha urbana que se amontoava na capital.
'A verticalização é reflexo da ausência de grandes áreas (condomínio horizontal) em localizações estratégicas, com maior infra-estrutura em serviços, área comercial, segurança, lazer etc.', afirma a empresária Ângela Pereira, proprietária da imobiliária Chão & Teto.
Assumindo o ar cosmopolita e moderno, proporcionado pelo crescimento no número de prédios altos, na década de 80 os terrenos centrais tiveram seus preços inflacionados e um acentuado crescimento populacional. Foi quando a verticalização deixou de crescer um pouco no centro e chegou a alguns bairros mais afastados que, apesar de ainda serem considerados periferia, apresentavam avenidas largas que permitiam um acesso mais fácil ao centro.
Arranha-céus Há muito tempo o edifício Manuel Pinto, na esquina da Avenida Nazaré com Serzedelo Correia, deixou de ser o prédio mais alto de Belém. Construído em 1958 e com 26 andares, o edifício representou o ar cosmopolita em suas técnicas modernas, que Belém assumiu na metade do século passado e reinou absoluto pelas décadas seguintes como o maior prédio de Belém. 'Temos como referência que o edifício Manoel Pinto da Silva, considerado a primeira torre com conceito de arranha-céu construída em Belém', diz Ângela.
Atualmente, as torres Village Sun e Village Moon são os edifícios mais altos de Belém, localizados no bairro do Umarizal com 40 andares e 120 metros de altura. As torres não apenas são as mais altas de toda a Amazônia, mas ficam em 19º neste ranking por todo o Brasil.
O Umarizal é o novo bairro de 'espigões' de Belém, graças à valorização que o bairro passou devido aos grandes investimentos após a revitalização da Doca de Souza Franco. Desta maneira, o bairro do Umarizal ficou com os terrenos mais valorizados e os melhores equipamentos de serviços e de lazer. Essa tendência que se reproduz em Belém já vem ocorrendo em São Paulo, onde uma parcela da elite da sociedade pode se isolar nos altos de seus apartamentos. As próprias imobiliárias relacionam essa escolha a fatores primordiais da vida moderna, como praticidade, qualidade de vida e segurança. Esses conceitos, que mesclam sofisticação e modernização dos imóveis reproduzem uma tendência que se espalha por todas as outras capitais brasileiras.
Em 1954 o edifício Palácio do Rádio foi construído especialmente para abrigar a Rádio. Foi um dos primeiros prédios com mais de 10 andares erguidos em Belém. A capital paraense cresceu junto com a lógica da produção e valorização do espaço da cidade na década de 40. Surgida da Avenida Presidente Vargas, Belém se espalha por sua área metropolitana crescendo para onde ainda pode crescer.
Belém ainda não perdeu o ar tradicional das fachadas dos casarões, das igrejas e capelas do período colonial, que são mantidos, principalmente, em bairros como a Cidade Velha, Campina e Nazaré. Nas alturas, a vista de boa parte dos arranha-céus acerta a baía. É lá em cima onde o vento sopra mais forte agora.
http://www.guiagrandebelem.com.br/2009/index.php
Vamos as imagens.
1 Vista da Praça da República, ao fundo os bairro de Nazaré e Umarizal. Foto Fernando Stankuns do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/1-fernandostankunsf.jpg
2 Vista do bairro de Nazaré, Foto Ygor do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/2-ygorf.jpg
3 Vista do Museu Emilio Goeldi, ao fundo o bairro de Nazaré. Foto J.Ricardo do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/3-jricardof.jpg
4 Um banner da Praça da República. Foto Fernando Stankuns do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/4-fernandostankunsf.jpg
5 Vista aérea do bairro do Utinga em direção aos bairros o Marco, São Bras, Nazaré e Umarizal. Foto Lucas M2 do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/5-lucasm2f.jpg
6 Vista do campus da UFPA, ao fundo os bairros do Guamá, Terra Firme, Canudos, São Bras, Nazaré, Marco, Pedreira, Cremação, Telegrafo e Umarizal. Foto Lucas M2 do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/6-lucasm2f.jpg
7 Vista aérea do bairro da Marambaia, ao fundo o skyline na área central de Belém. Foto Eloi Raiol do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/7-eloiraiolp.jpg
8 Vista da penisula, extremo sul de Belém. Foto Lucas M2 do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/8-lucasm2f.jpg
9 Vista aérea dos bairros do Telgrafo e Umarizal. Foto Andre Bonanci do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/9-AndrBonacinp.jpg
10 Belém vista do rio Guamá. Foto Marcela SS do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/10-marcelassf.jpg
11 Idem. Foto Lautaro Tessi do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/11-lautarotessip.jpg
12 De outro ponto. Foto Lautaro Tessi do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/12-lautarotessip.jpg
13 Uma antiga :D. Foto Marcos Antonio do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/13-MarcosAntoniop.jpg
14 Vista da orla da Baia do Guajará. Foto Francisco Mendes do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/14-FranciscoMendesp.jpg
15 Skyline. Foto Doreenel Chen do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/15-doreenelchenf.jpg
16 Entre as ilhas. Foto Belém do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/16-belmp.jpg
17 Vista parcial da baia do Guajará. Foto Wheres Pedro do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/19-WheresPedrof.jpg
18 Idem. Foto Wheres Pedro do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/21-WheresPedrof.jpg
19 Entre ilhas. Foto Wheres Pedro do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/20-WheresPedrof.jpg
20 Idem. Foto Murilo Valentin do Panoramio.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/17-murilovalentinp.jpg
21 Aérea. Foto Kelly Pozzebon do Flickr.
http://i858.photobucket.com/albums/ab145/drico-bel7/18-kellypozzebonf.jpg