View Full Version : A São Paulo que só existe em folhetos


Weber (RJ)
November 9th, 2009, 04:26 PM
09.11.2009
A São Paulo que só existe em folhetos

http://blog.estadao.com.br/blog/media/Arte.JPG
Para atrair clientes, incorporadoras mudam nomes de bairros, diminuem distâncias e criam uma cidade idílica

Por Rodrigo Brancatelli

Existe uma São Paulo onde o céu é sempre espetacularmente azul. Há árvores a perder de vista, crianças brincando nas ruas, estações de metrô por toda a parte, shoppings e parques públicos sempre ali do ladinho. E não há espaço para problemas mundanos como trânsito ou poluição, nada disso. Pelo menos no papel – mais precisamente, nos folhetos de lançamentos imobiliários –, a cidade idílica e fictícia criada pelos marqueteiros das construtoras está cada vez mais irresistível.

Na capital que inaugura mais de um empreendimento imobiliário por dia, vale tudo para atrair os consumidores. Só no ano passado, em toda a região metropolitana, foram quase 600 lançamentos, num total de 60.000 apartamentos. Os especialistas em marketing e diretores de incorporação são obrigados a lançar mão de um sem-número de truques e macetes para não dar chance ao vizinho – eles vão desde os nomes pomposos dados aos condomínios até as ilustrações fantasiosas das propagandas.

“Não estamos vendendo ovos ou leite, mas é quase o mesmo estilo, as mesmas técnicas pra atrair o cliente”, diz a publicitária Carla Fernandes, gerente de comunicação da Cyrela, responsável pela estratégia de marketing da maior incorporadora de imóveis residenciais do Brasil. “Há cerca de cinco anos, ninguém queria trabalhar na área de marketing das empresas. Não precisava de tanta campanha, tinha menos concorrência, menos lançamentos. Hoje, é uma área essencial, tão importante quanto as outras. Desde o nome do prédio até o comercial de televisão, tudo precisa ser pensado para dar uma identidade ao produto. Não vamos colocar gente feia nos anúncios, claro. Mas é preciso conter os abusos, pois o mercado é o nosso patrão.”

Nos folhetos e propagandas, além do sol sempre a brilhar e de nunca haver prédios ao lado do lançamento para atrapalhar a vista, o que mais chama a atenção são os endereços. Vila Andrade, na zona sul, vira Morumbi. Na zona leste, é difícil encontrar imóveis na Água Rasa ou no Tatuapé – procure por Anália Franco. Na região central, Santa Cecília e até Barra Funda se transformam, em um passe de mágica, em Higienópolis. Isso sem falar em vários trechos da Vila Mariana, na zona sul, que são chamados de Ibirapuera. Na divisão feita pela Prefeitura, nem sequer existe bairro do Ibirapuera. É o que os especialistas de marketing chamam de “alongamento dos bairros”.

“Renomear bairros e mexer nas distâncias já virou costume para o mercado imobiliário”, diz o corretor de imóveis Roberto Capuano, especialista em marketing e publicidade imobiliária e membro do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de São Paulo. “Os bairros realmente nobres ficaram muito caros, então as construtoras começaram a procurar as regiões vizinhas e a dar um banho de loja nelas. O limite disso é o bom senso, claro. Atrair clientes com informações irreais é sempre um mau começo. Hoje, até Taboão da Serra é chamado de Morumbi.”

MAPAS SEM ESCALA

As imobiliárias chegam até a inventar bairros para vender seus lançamentos. Atualmente, uma das maiores construtoras do País está investindo R$ 3 milhões para tornar uma área da extrema zona sul mais atraente para seus empreendimentos. Como seria um tanto complicado vender a região pelo nome de Vila Jardim Sul, como a Prefeitura adota, os marqueteiros chamaram o novo bairro de Tom Jobim. Outra “licença poética” muito usada pelas empresas está nos mapas que acompanham os anúncios. Um condomínio na zona sul, que está sendo anunciado nos jornais, aparece no folheto como “ao lado do Campo Belo”, a seis quarteirões do Shopping Ibirapuera. “Morar nesta rua pode custar menos do que você imagina”, afirma categoricamente o anúncio. Uma consulta rápida ao guia explica o motivo: é preciso percorrer quase 50 quarteirões a pé ou andar 5.576 metros de carro para fazer uma comprinha no shopping.

Falar que fica ao lado do Parque do Ibirapuera também virou mania. Todo prédio que se preze hoje em Moema, Vila Clementino e Vila Mariana tem visão para o lago central – pelo menos no anúncio. Um prédio na Vila Olímpia que também está sendo anunciado nos jornais, por exemplo, afirma ser “a alguns minutos do Parque do Ibirapuera”. A alguns bons 30 minutos, no mínimo, se você for andando... “Tudo o que está nos folhetos imobiliários pode e deve ser usado caso o consumidor se sinta lesado”, diz Renata Reis, técnica da Fundação Procon de São Paulo. “Mesmo que esteja escrito que o desenho é meramente ilustrativo, a propaganda está induzindo ao erro. É importante guardar esses folhetos depois da compra. O cliente pode solicitar um desconto caso o anúncio diga que o imóvel fica em um bairro, mas ele esteja em outro totalmente diferente. O consumidor precisa ficar esperto.”

Fonte: http://blog.estadao.com.br/blog/metropole/?title=a_sao_paulo_que_so_existe_em_folhetos&more=1&c=1&tb=1&pb=1

Weber (RJ)
November 9th, 2009, 04:35 PM
^^
O Rio também não está longe disso não. É uma propaganda enganosa atrás da outra. Muita gente compra gato por lebre.

Ice Climber
November 9th, 2009, 04:43 PM
Hoje, até Taboão da Serra é chamado de Morumbi.



:laugh::laugh:

Isso é uma prática bem comum. Gosto sempre de citar o exemplo de Curitiba.

Lá, bairros que tinham um nome, digamos, feio, ganharam um banho de loja (ao menos no nome), por parte das construtoras.

Eles achavam Bigorrilho um nome feio. E lá se inventou o tal do Champagnat.

Eles também achavam Mossunguê um nome muito do bizonho, e de repente, surge o Ecoville. :lol:

E vendem apartamentos e casas em locais errados, sempre puxando para o mais nobre. Tarumã vira Jardim Social, Guaíra e Portão virão Água Verde...

Felizmente, não é uma regra. Mas tem muito disso, sim...

Lukinhaaaz
November 9th, 2009, 04:43 PM
Hoje em dia isso acontece em qualquer lugar. Principalmente nas grandes cidades.
Não é só em São Paulo não. Isso chama-se Jogo de Marketing.
Aqui onde moro por exemplo, todos os novos empreendimentos, edifícios, condomínios, etc... saem sempre com folhetos falando do Shopping Anália Franco e do PET (Parque Esportivo dos Trabalhadores, que fica logo atrás do shopping). Sim, realmente a distância até o shopping não é muito, pois são bairros que estão ao redor disso, mas de qualquer forma, toda a região está se tornando Anália Franco. Existe a valorização, o que é ótimo, mas de qualquer forma, esse jogo de Marketing existe em qualquer grande cidade, hoje em dia.

gmzeni
November 9th, 2009, 07:19 PM
^^
No Rio, não dá para fazer MUITO isso porque os bairros são bem delimitados, geralmente por barreiras geográficas, como morros, rios e lagoas.

Mesmo assim, Recreio e Jacarepaguá viram Barra - só anunciam como Recreio quando já Grumari :lol:

Humaitá é Lagoa ou Jardim Botânico, quando é em cima do Túnel Rebouças.

Grajaú, Vila Isabel, Andaraí, Praça da Bandeira e Maracanã viram Tijuca. Encantado, Del Castilho, Maria da Graça, Higienópolis, Água Santa, Lins de Vasconcelos viram Méier.

Cascadura é Jacarepaguá...e por aí vai!

rafael90210
November 9th, 2009, 09:24 PM
:laugh::laugh:

Isso é uma prática bem comum. Gosto sempre de citar o exemplo de Curitiba.

Lá, bairros que tinham um nome, digamos, feio, ganharam um banho de loja (ao menos no nome), por parte das construtoras.

Eles achavam Bigorrilho um nome feio. E lá se inventou o tal do Champagnat.

Eles também achavam Mossunguê um nome muito do bizonho, e de repente, surge o Ecoville. :lol:

E vendem apartamentos e casas em locais errados, sempre puxando para o mais nobre. Tarumã vira Jardim Social, Guaíra e Portão virão Água Verde...

Felizmente, não é uma regra. Mas tem muito disso, sim...

Sim, e além dos imóveis no guaíra/portão virarem água verde, os no água verde viram batel!

isso não seria uma espécie de propaganda enganosa?

lusorod
November 10th, 2009, 04:17 AM
adoreeeeeeeeeeeeei esse thread! Mandou mto bem! hauhauahuahuah

XxX_Apple_XxX
November 10th, 2009, 04:58 AM
nem li o texto, mas só pelo título e legenda da imagem, isso existe em qualquer cidade grande.
n existe 1 que n exista isso.

Um exemplo em SP é o Panamby, em vários projetos se é falado que lá é o Morumbi.

Sim, sou eu!
November 10th, 2009, 05:26 AM
Já reparava nisso há anos, mas como nunca ninguém falou nada achei que fosse implicância minha mesmo :lol:

Rekarte
November 10th, 2009, 05:47 AM
Pensei q so eu tivesse reparado nisso,eu vejo muito disso aqui tbm

Lost Cosmonaut
November 10th, 2009, 06:29 AM
:laugh::laugh:

Isso é uma prática bem comum. Gosto sempre de citar o exemplo de Curitiba.

Lá, bairros que tinham um nome, digamos, feio, ganharam um banho de loja (ao menos no nome), por parte das construtoras.

Eles achavam Bigorrilho um nome feio. E lá se inventou o tal do Champagnat.

Eles também achavam Mossunguê um nome muito do bizonho, e de repente, surge o Ecoville. :lol:

E vendem apartamentos e casas em locais errados, sempre puxando para o mais nobre. Tarumã vira Jardim Social, Guaíra e Portão virão Água Verde...

Felizmente, não é uma regra. Mas tem muito disso, sim...

Você esta certo, com exceção do Champagnat. Antes lá era uma fazenda chamada Marcelino Champagnat, quando virou um bairro a prefeitura rebatizou de Bigorrilho, mas o pessoal continuou chamando pelo antigo nome. Tanto que existe a rua Marcelino Chamapgnat, uma das principais do bairro.

Acho Mossunguê um nome muito mais bonito que Ecoville.

PauloEdgar
November 10th, 2009, 12:36 PM
Isto ocorre em todas as cidades.. Aqui em SJC mesmo tem um loteamento que fica em Caçapava e eh anunciado em propagandas e anuncio como se fosse a 10min do centro de SJC e a 5min do Vista Verde, um bairro central da zona leste. Quem não conhece até acredita, mas impossivel vc ir de Caçapava para o centro de SJC em 10min....

Ice Climber
November 10th, 2009, 12:37 PM
Você esta certo, com exceção do Champagnat. Antes lá era uma fazenda chamada Marcelino Champagnat, quando virou um bairro a prefeitura rebatizou de Bigorrilho, mas o pessoal continuou chamando pelo antigo nome. Tanto que existe a rua Marcelino Chamapgnat, uma das principais do bairro.

Acho Mossunguê um nome muito mais bonito que Ecoville.

Opa, não sabia disso. Obrigado pela correção.

lorrampaiva
November 10th, 2009, 12:41 PM
Ecoville parece o típico nome criado pela indústria da construção civil para ser assimilado por emergentes lobotomizados. :D

Ice Climber
November 10th, 2009, 12:45 PM
Ecoville parece o típico nome criado pela indústria da construção civil para ser assimilado por emergentes lobotomizados. :D

Verdade. Tudo que termina com Ville tem um Q de marketing.

Alphaville, Ecoville, Joinville (opa, esse não... :lol:)

Espartano_bsb
November 10th, 2009, 01:48 PM
Isso é muito comum...

tchelllo
November 10th, 2009, 03:16 PM
Este é um fenômeno gerado pela especulação imobiliária em país de 5º mundo...

Isso está espalhado por todo o Brasil.

Destroem não somente os bairros tradicionais para construírem prédios residenciais medonhos com 30/40 andares, como acabam até com a identidade deles alterando os nomes...:ohno:

kicksilver
November 10th, 2009, 09:14 PM
Aqui em Niterói também tem disso, Santa Rosa (bairro que faz divisa com Icaraí, na parte norte) já virou "Jardim Icaraí". Só para os burgueses que compram apartamentos de 100m² por R$400-500,000 se acharem um pouco mais chiques.

BrunoInteriorano
November 10th, 2009, 09:33 PM
Chega a ser ridículo!!

Queria ter dinheiro pra comprar um apartamento desses só pra depois infernizar a vida da construtora...

bruno_rio
November 10th, 2009, 09:59 PM
A Barra da Tijuca foi esticada sucessivamente desde que os primeiros moradores vieram para cá, tanto ao longo da avenida das Américas quanto para dentro da Baixada de Jacarepaguá.

E agora que o Recreio também está entrando mais na lista de lançamentos (e os terrenos bons vão diminuindo), agora querem transformar parte Vargem Grande em parte do bairro, pelo visto. Lá existe um condomínio "Novo Recreio", devem estar querendo causar o mesmo que o Barra Bali.

luizz27
November 11th, 2009, 02:12 AM
Apesar de Champagnat e Ecoville não serem os nomes originais, todo mundo sabe que champagnat = bigorrilho e ecoville = mossungue pois eles ja fazem parte da "identidade" da cidade. Já faz anos e anos que eles são chamados dessa maneira.

=)

Ice Climber
November 11th, 2009, 03:20 AM
Apesar de Champagnat e Ecoville não serem os nomes originais, todo mundo sabe que champagnat = bigorrilho e ecoville = mossungue pois eles ja fazem parte da "identidade" da cidade. Já faz anos e anos que eles são chamados dessa maneira.

=)

De fato, o nome pegou.

P.Otto
November 11th, 2009, 02:23 PM
Capão Redondo virou Morumbi Sul.
Mas até dá pra entender: quem, em sã consciência compraria um apê no Capão Redondo, que só é mencionado nas páginas policiais?
E o melhor é que a região do "Morumbi Sul" melhorou bastante. Afasta um pouco o preconceito dos compradores e ajuda a melhorar esses bairros.

Se bem que, em SP, esse negócio de bairro é meio fluido mesmo. Não existe uma delimitação legal ou regulamentar. Meu escritório é na Av. São Gabriel, esquina com a Rua Itacema. Ou seja: Itaim Bibi. Só que se você jogar o CEP no site dos correios, a informação é de que estou no Jardim Paulista. Meu sócio achou ótimo, pq é meio vaidoso, mas estou a pelo menos 500 metros dos Jardins, que começam do lado de lá da 9 de Julho.

Na dúvida, não pusemos o bairro no material do escritório (cartões, papéis, pastas, etc.).

Kaique
November 11th, 2009, 02:39 PM
Outro nome para isso é fraude.

Omitir, deturpar ou distrocer informação que prejudique ou vicie o consentimento de alguém para obter vantagem financeira é crime!

P.Otto
November 11th, 2009, 02:44 PM
^^
Isso pode ser verdade em alguns lugares. Em SP, juridicamente não existem bairros. Aí fica difícil demonstrar a tipicidade do "crime".

Essa prática, a bem da verdade, é antiga: Pompeia virou Perdizes na década de 80. Vila Sônia é Morumbi desde que eu nasci. Aliás, o Morumbi deve ser o maior bairro do mundo...

aspamdf
November 11th, 2009, 04:01 PM
Em Brasília já vi gente vendendo apartamentos na EPIA, ao lado do PARK Shopping como se fosse Asa Sul. Ainda vi faixas com a cara de pau de dizer que a quadra era 117 Sul, sendo que o edifício fica a quase 4 km do fim da Asa Sul. Fora os edifícios de Taguatinga que são anunciados como Águas Claras.

Kaique
November 13th, 2009, 12:25 AM
Em Fortal. houve a febre das Aldeotas. A original foi expandida de tal modo que migrou, onde originalmente era a Aldeota agora é Centro.
E ainda houve Aldeota Sul, Aldeota Leste e nova Aldeota. Como o chique mesmo, agora, é o Meireles, Cocó e Dunas esqueceram da Aldeota. hehe

marconii
November 13th, 2009, 06:01 PM
Em Recife, Imbiribeira vira Boa Viagem, Encruzilhada vira Rosarinho e Casa Amarela vira Casa Forte, só pra citar alguns exemplos. :D

A solução boa seria que esses bairros melhorassem sem precisar assumir a identidade e o nome de outro.

viniciusvix
November 13th, 2009, 08:58 PM
É uma brincadeira o que essa construtora fez...
tem que passar a imagem real da cidade, não enganar os outros.
Pra mim dá pra passar uma bela imagem de Sampa sem fazer isso.

Guajará
November 14th, 2009, 06:25 PM
acontece muito, o mais comum é trocar o nome do bairro se o original tem mal fama. O prédio é construido porque o terreno é mais barato e desvalorizado.

Manauense
November 14th, 2009, 06:53 PM
Em Recife, Imbiribeira vira Boa Viagem, Encruzilhada vira Rosarinho e Casa Amarela vira Casa Forte, só pra citar alguns exemplos. :D

A solução boa seria que esses bairros melhorassem sem precisar assumir a identidade e o nome de outro.

É o que eu penso. Aqui em São Paulo percebo que as pessoas conhecem pouco a cidade onde vivem e muitos têm preconceito com determinados bairros.
Santa Cecília (bairro de classe média da capital paulista que faz divisa com Higienópolis, Vila Buarque, Consolação, Barra Funda e Perdizes), tem algumas ruas arborizadas que apresentam excelente urbanismo e que contam com vários prédios de médio e alto padrão, principalmente no quadrilátero que abrange ruas como Veiga Filho, Tupi, Albuquerque Lins, São Vicente de Paulo, Gabriel dos Santos, Brasílio Machado e Conselheiro Brotero. As imobiliárias e incorporadoras costumam dizer que tais ruas são parte de Higienópolis e não de Santa Cecília. Isto acontece porque a maioria das pessoas desconhece que dentro do bairro/distristo de Santa Cecília há ruas com imóveis tão bons quanto os encontrados em bairros nobres da capital paulista e muita gente ainda nutre um preconceito contra o bairro, que passou por um processo de desvalorização desde a construção do elevado Costa e Silva (vulgo Minhocão), que marca a divisa de Santa Cecília com dois outros bairros (Campos Elíseos e Barra Funda).
Lembro que em dos encontros do SSC de que participei, surpreendi-me com o fato de que alguns dos foristas que estavam comigo em uma caminhada por Santa Cecília, Barra Funda e Luz, confundiam Santa Cecília com partes da Barra Funda e Campos Elíseos, talvez por influência da mídia imobiliária, que tenta chamar o "verdadeiro" bairro de Santa Cecília de Higienópolis.