SkyscraperCity

SkyscraperCity (http://www.skyscrapercity.com/index.php)
-   Centro (http://www.skyscrapercity.com/forumdisplay.php?f=1188)
-   -   AVEIRO NEWS THREAD (http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=287889)

JohnnyMass December 16th, 2005 02:48 AM

Quote:

Originally Posted by Paulo2004
Sapo criado há 10 anos por alunos da UA


Em 1995, um grupo de alunos da Universidade de Aveiro (UA) com gosto pela Informática lembrou-se de, por brincadeira, criar aquele que viria a ser o primeiro motor de busca português, o Sapo. Dez anos depois, Hélder Bernardo, um dos elementos que esteve na origem do Sapo recorda todo o processo de criação deste projecto, que teve a sua origem na UA. "Éramos uma equipa de malta nova e dinâmica que tinha acesso às estruturas do Centro de Informática da universidade. Um dia, decidimos que queríamos fazer algo em grande, mas nunca pensámos que vinha a ter o sucesso que teve", conta.

Hélder Bernardo reconhece que na altura tiveram "um olhar privilegiado" porque conseguiram "olhar para um mundo que começava a surgir lá fora, sobretudo nos Estados Unidos da América". A UA deu-lhes as condições técnicas que precisavam e a partir daí este grupo de alunos passou a dedicar todo o tempo que tinham a este projecto.

O nome inicial do motor de busca era "iupi", mas, "como ninguém gostou, resolvemos criar outro", recorda um dos pais do Sapo.

Hoje em dia, Hélder Bernardo olha para o Sapo como "um filho que me dá muito orgulho". "Foi um filho que criámos e que ajudámos a crescer. De repente ele ganhou a maioridade e tornou-se num adulto responsável, com um forte postura no mercado", realça.

Essa maioridade surgiu quando a UA foi "obrigada", e para que o projecto não morresse, a vender o Sapo. "Essa empresa apostou forte no projecto, fez um grande investimento em tecnologia", afirma Hélder Bernardo. Mas o grande salto do Sapo foi dado quando foi comprado pela Portugal Telecom. O elo à UA mantém-se até hoje, já que na parte final da página continua a aparecer "O Sapo é uma marca e um motor de busca criado na UA".

Eu conheço o Hélder!:D

Arpels December 16th, 2005 01:19 PM

quando sera k estes gajos criam um traductor na nossa verssão de Português com condições? :dunno:

JohnnyMass December 16th, 2005 05:40 PM

ai se eu fosse MAU...:lol:

[Smeagol] December 16th, 2005 08:38 PM

o meu prof de quimica tbm ganhou em 2004 o estimulo à excelencia

Prof. Doutor José Joaquim Cristino Teixeira Dias
Universidade de Aveiro

Reflex December 19th, 2005 04:15 AM

Túnel da estação abre e fecha viaduto de Esgueira
 
O túnel da estação de caminhos-de-ferro abre, hoje, ao trânsito nos dois sentidos, precisamente na véspera do fecho, para obras, da passagem inferior de Esgueira sob a Linha do Norte, dando origem a uma série de alterações de trânsito em duas das principais entradas na cidade.

O túnel de Esgueira estava aberto à circulação de automóveis, mas com condicionamentos, há vários meses, depois de terem sido detectados problemas que chegou a admitir-se pudessem ser de estrutura, na passagem desnivelada construída há mais de duas décadas. Os trabalhos, para reforço da durabilidade do viaduto, arrancam amanhã, às 8 horas, obrigando ao fecho da Rua de Viseu, até às 19 horas de quinta-feira. O trânsito, de entrada e saída na cidade, passa a fazer-se pelas Agras do Norte, Forca-Vouga e EN 109.

Também a abertura ao trânsito, a partir das 14 horas de hoje, da saída da cidade, através do túnel da estação de caminhos-de-ferro - onde já se podia circular, no sentido EN 109/ centro da cidade, desde as vésperas das eleições autárquicas - implica mudanças no trânsito. A partir de hoje, passa a ser interdito virar à esquerda, no sentido estação-Ponte Praça, no entroncamento da Rua dos Aflitos com a Avenida Lourenço Peixinho.
Fonte: JN

Paulo2004 December 20th, 2005 03:07 AM

Já lá passei!!!!

JohnnyMass December 20th, 2005 03:21 AM

e então? não há fotos? estou curiosíssimo!:D

Paulo2004 December 20th, 2005 03:39 AM

Quote:

Originally Posted by JohnnyMass
e então? não há fotos? estou curiosíssimo!:D

Brevemente.

Reflex December 20th, 2005 03:44 AM

Esperamos entao ansiosamente...:)

Barragon December 20th, 2005 04:37 AM

PArece-me bem !

Paulo2004 December 25th, 2005 10:18 PM

http://i18.photobucket.com/albums/b1...5/HPIM0603.jpg

http://i18.photobucket.com/albums/b1...5/HPIM0604.jpg

http://i18.photobucket.com/albums/b1...5/HPIM0605.jpg

Paulo2004 January 5th, 2006 10:22 PM

Incubadora na Curia arranca este mês

A incubadora que está a ser instalada na Curia tem condições para albergar 10 a 15 empresas que poderão usufruir de condições vantajosas durante três anos.

O edifício em construção na Quinta dos Cabrais, Tamengos,ocupa um espaço de 400 metros quadrados, divididos por três pisos.

Trata-se de um investimento que, no total, atingirá os 3 milhões de euros, estando garantida uma comparticipação até 70 por cento através de fundos comunitários.

A selecção de empresas a incubar terá por base projectos na área tecnológica para desenvolvimento de produtos ou serviços.

A autarquia de Anadia detém 64,45 por cento da WRC - Agência de Desenvolvimento Regional que integra meia centena de associados, entre os quais 42 municípios, estabelecimentos de ensino, associações e empresas.

Paulo2004 January 5th, 2006 10:24 PM

Periferia vai pagar menos nos transportes públicos

Os utilizadores dos transportes públicos de fora do centro da cidade vão passar a pagar menos a partir deste mês. A medida foi ontem anunciada pela Câmara Municipal e Empresa Municipal MoveAveiro, mas só deverá entrar em vigor dentro de, sensivelmente, duas semanas.
Nas palavras do vereador da Mobilidade do Município, Miguel Capão Filipe, «esta é uma medida audaz» que se insere na estratégia da autarquia de «promover o uso do transporte público em detrimento do carro particular».
O sistema zonal actual contempla três zonas de tarifário, tendo evoluído das quatro existentes em 2003, passando agora para uma única zona/tarifário. «Trata-se igualmente de uma medida de equidade social», justifica Miguel Capão Filipe, «porque antes, quem estava na periferia era penalizado, em termos de pagamento, se quisesse deslocar-se ao centro da cidade». Em contrapartida, os utilizadores do centro da cidade vão pagar um pouco mais nos actuais moldes.
Com este sistema, a autarquia reduz os títulos de transporte para um modelo único, o que poderá vir a traduzir-se numa maior clareza e transparência do sistema, reduzindo drasticamente a necessidade de fiscalização.
Com as novas tarifas, o passe social desce 9,7 por cento para os 28 euros em relação ao ano passado e o de estudante também desce na mesma proporção para 22,50 euros.
No que se refere aos bilhetes pré-comprados, acontece uma revisão completa dos valores em relação ao ano passado. A nova tarifa, de 1,50 euros para duas viagens, é mais barata 25 por cento do que a anterior para quem utilizava o autocarro nas três anteriores zonas e 11,8 por cento mais barata para quem utilizava duas zonas.
A autarquia esclarece que «ficam penalizados os que pretendem circular apenas dentro da cidade, cujas viagens sofrem um agravamento de 15,4 por cento», que, o ano passado, eram unicamente 20 por cento dos utilizadores. Pedro Ferreira, presidente da MoveAveiro, explicou que «este aumento se fica a dever ao aumento do preço dos combustíveis».
«A ideia de mobilidade é fundamental para um verdadeiro desenvolvimento sustentável», apontou o vereador, secundado por Alberto Roque, da MoveAveiro, para quem a medida «visa valorizar a componente ambiental e a capacidade económica da empresa». A existência de mais do que uma zona não fazia sentido para o administrador, «porque o concelho não é tão grande como isso e penalizava quem vinha à cidade da periferia». O novo tarifário, acrescentou Alberto Roque, «alarga o conceito de cidade à quase totalidade do concelho».

Paulo2004 January 23rd, 2006 11:16 PM

Ponte circular pedonal pronta em Abril

A ponte circular pedonal que está em construção, há cerca de dois meses, na zona da Beira Mar, em Aveiro, deverá ficar pronta durante a primeira quinzena de Abril, segundo perspectivas de Matos Rodrigues, director-executivo da Sociedade Aveiro Polis, entidade responsável pela obra. A estrutura unirá as margens dos canais de São Roque e dos Botirões e deverá custar 497 mil euros.
O projecto de arquitectura é da autoria de Luís Viegas, da Faculdade de Arquitectura do Porto, e as estruturas têm a assinatura de Domingos Moreira, também da cidade invicta.
Matos Rodrigues classifica a construção de «sui generis» ao permitir a ligação entre o Canal de São Roque e as duas margens do Canal dos Botirões. O responsável refere que a estrutura terá muito impacto pela sua qualidade e forma.
A configuração espacial da ponte constitui um percurso entre as três margens dos canais «e decorreu da necessidade de responder a um conjunto de requisitos funcionais e estéticos, diversificado, dos quais se destacam: a circulação de bicicletas; a utilização por utentes de mobilidade reduzida; a navegabilidade dos canais; a não existência de apoios estruturais dentro de água; e a necessidade de minimizar do impacto formal, valorizando a sua inserção na paisagem», lê-se na memória descritiva do projecto.
A solução espacial e estrutural da ponte permite a configuração de um tabuleiro de expressão reduzida, cuja estrutura interna, metálica, suporta o pavimento de madeira e é «pendurada» por cabos a uma super-estrutura composta por duas escoras que configuram, no ar, o anel de amarração. Como elemento estrutural complementar à referida super-estrutura, instalam-se dois cabos de maiores dimensões amarrados a um maciço de betão colocado no interior da zona verde do jardim linear que caracteriza o redesenho da nova marginal do Canal de S. Roque.
A estrutura metálica que suporta o pavimento em madeira decorre da subdivisão do tabuleiro em 55 módulos e é composta por perfis cuja expressão constitui um elemento de linguagem e composição, essenciais, da ponte.
A guarda de protecção periférica do tabuleiro é composta por um vidro laminado curvo por forma a não constituir um obstáculo visual à leitura espacial da envolvente e a expressar uma condição de conforto ao nível da fruição do utente. A guarda interior do tabuleiro e das rampas são em aço inox por se integrarem num ambiente interno diferenciado e por não se colocar com a mesma pertinência os factores de transparência anteriormente referidos.
A configuração das duas unidades rampa-escadas nas margens da cidade implicam a reformulação do dimensionamento das faixas de rodagem existentes, o alargamento dos passeios e a demarcação clara das zonas destinadas ao estacionamento aí existente.
As condições de navegabilidade são garantidas no eixo dos dois canais (São Roque e Botirões) dado que a solução preconizada mantém livre a cota 3,90m (topográfica) existentes na Ponte de São João, no início do Canal de São Roque.

Paulo2004 January 23rd, 2006 11:22 PM

UA sempre na vanguarda!!
 
Universidade de Aveiro
pode avançar com licenciaturas de três anos já em 2006


Elegeu a adaptação ao Processo de Bolonha como o maior desafio da UA. Porquê?
Trata-se de adequar um processo de ensino, de centrar no estudante a responsabilidade pela sua própria aprendizagem e de o avaliar em termos das competências que ele adquiriu entretanto. Estamos a falar de novas metodologias que vão afectar o universo de estudantes da UA. É um processo muito complexo e que envolve todos os cursos e, como queremos manter a qualidade, é um exercício muito difícil. A bem do país e da própria instituição tem de ser feito com a maior qualidade possível. Pela sua complexidade e dimensão, é o desafio mais importante no sentido em que a UA tem de o aceitar e resolver de uma forma exemplar.

A nova legislação anunciada pelo Governo prevê licenciaturas de três anos já a partir do próximo ano lectivo. Isso vai suceder em Aveiro?
Vão acontecer cursos de três anos, mas vamos ver se vamos arrancar já em Outubro de 2006 ou não. O processo de Bolonha consiste, entre outras coisas, numa estruturação do ensino em três ciclos e a discussão tem-se centrado muito na duração de cada um deles e não no cerne da questão, que é as novas metodologias de ensino e aprendizagem. Em Aveiro, optámos por preconizar um figurino em que o primeiro ciclo durasse unicamente 180 créditos; se vai ou não vai haver licenciaturas que já em 2006 se iniciam no novo figurino, é uma questão que só será decidida até 30 de Março. Estamos neste momento no processo de levar a Conselho Científico a aprovação da adequação a este novo modelo. Por mim, penso que haverá que ponderar muito bem da oportunidade de avançar já ou não. É preciso avançar, não há dúvida nenhuma, mas é preciso garantir a qualidade do processo. A minha opinião é que nós temos na UA capacidade para avançar já em algumas áreas. Se vamos conseguir fazê-lo, é outra questão.

Que áreas são essas?
Tem havido trabalho profundo em todas as áreas, mas diria que na área da Comunicação e Arte o processo não está tão avançado, porque é um domínio mais complexo. As outras estarão mais preparadas para avançar.

A legislação admite ainda a existência de licenciaturas totalmente leccionadas em língua estrangeira. É uma hipótese em Aveiro?
Presumivelmente não vai acontecer já, mas vai acontecer. Já temos pós-graduação totalmente em língua inglesa, portanto é mais um passo. Há áreas mais vocacionadas do que outras, mas estou em crer que a curto-prazo vamos ter ensino em língua inglesa.

Que vantagens trazem às universidades todas estas transformações feitas ao abrigo do Processo de Bolonha?
A grande vantagem desta reorganização é a promoção da mobilidade em termos europeus e internacionais. Estamos simplesmente a alinhar pelo resto da Europa, não estamos a fazer nada de diferente. É essencial para o país que produza licenciados, força de trabalho qualificada, em condições de competir no resto da Europa.

Poderá atrair novos alunos?
Sim, alunos estrangeiros. O objectivo é esse: promoção da mobilidade. Este figurino também nos vai permitir participar em redes de universidades que podem trocar alunos garantindo a qualidade dos percursos.

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Mariano Gago, garantiu que os cursos de especialização tecnológica vão passar a contar para o financiamento das universidades. Como olha para esta medida?
É uma medida extremamente positiva. É uma medida que temos procurado implementar na UA com muito esforço e é um drama a captação do financiamento baseado em programas financiados pela União Europeia ou a nível nacional. É importante que estes alunos tenham capacidade de aprofundar as suas competências mas também de serem considerados alunos formais.

Sempre criticou os montantes das verbas atribuídas pelo Governo à UA e os critérios usados. Mantém essas críticas?
A minha maior crítica ao modelo de financiamento das universidades sempre se baseou no facto de não haver continuidade no modelo – as fórmulas de financiamento eram alteradas anualmente. Desde que este ministro tomou posse, garantiu-nos que o modelo de financiamento estava para durar a legislatura e portanto uma parte das minhas críticas caiu por base. Mas eu gosto sempre de questionar e criticar, não no sentido de dizer mal mas no sentido de melhorar o sistema. E insisto que os indicadores de qualidade devem pesar cada vez mais no processo de financiamento. O facto de uma universidade ter ficado reduzida a um número muito baixo de alunos não deve determinar que comece a funcionar com menos qualidade. Por causa dos mecanismos de contenção que todos temos de respeitar, há algumas universidade que podem ver em risco o seu normal funcionamento, e isso preocupa-me.

A UA é uma delas?
Não é uma delas. Para já, neste momento, estamos a conseguir continuar a funcionar, mas estamos-nos a aproximar perigosamente de uma altura em que temos de questionar a qualidade daquilo que estamos a fazer.

Essa altura é a curto prazo?
Se nada se alterar, poderá vir a estar no horizonte a médio prazo.

Qual é a solução para esse problema?
Que sejam garantidas às universidades as condições mínimas de funcionamento. Não pode haver cativações que ponham em causa os salários...

Se o problema não for solucionado, que consequências práticas se irão sentir?
Para um determinado curso funcionar, eu não preciso só de garantir o salário dos docentes; preciso de garantir que tenha laboratórios equipados capazes de assegurar o percurso normal dos alunos nas suas áreas práticas. Se não tiver dinheiro para comprar reagentes, o laboratório de Química não funciona... Estas são as condições mínimas que têm de ser garantidas.

Isso ajuda a explicar que as propinas tenham sido fixadas nos seus valores máximos?
Não podemos misturar a propina com tudo isto. A propina foi fixada pela UA no valor em que foi porque entendemos que a decisão tem de tomar como base os referenciais estabelecidos e os referenciais estabelecidos diziam respeito à qualidade do ensino que a UA praticava.

A propina vai manter-se no mesmo valor ou admite baixar?
Vai manter-se durante os próximos anos. Não há razões que tenham entretanto surgido que me levem a propor ao Senado que ela se altere.

O valor da propina não poderá afastar alunos da UA?
De acordo com as informações que eu tenho e que foram veiculadas pela tutela, o apoio aos alunos carenciados até foi aumentado. Há da parte do Governo uma intenção clara de apoiar os estudantes carenciados; essa é uma missão que cabe aos serviços de acção social e à tutela, não cabe à UA.

A UA empenhou-se na criação de um curso de Medicina, mas o Governo terá rejeitado o projecto. É um assunto encerrado?
Rejeitou? Eu não tenho essa informação. Eu tenho a informação que o assunto está para análise. O que o Governo fez até agora foi não ter dado o processo por concluído. Confio que será eventualmente aprovado.

Se for aprovado, quando poderá a UA começar a ministrar esse curso?
Depende da altura em que for aprovado. Vamos arrancar em Outubro com as licenciaturas em Biomedicina - ao arrancar com essas licenciaturas, já é dado um grande passo no sentido de facilitar o início de um curso de Medicina.

Em que ponto se encontra a construção da Escola de Saúde de Aveiro?
O projecto está praticamente concluído e vai ser adjudicado. A construção deverá demorar dois anos. Se arrancar no final de 2006, no final de 2008 estará pronta.

Nos últimos anos, as universidades têm-se debatido com a perda de alunos. O fenómeno sente-se em Aveiro?
A UA foi financiada pelo mesmo número de alunos que tinha no ano passado: 10.357 em formação inicial. Mas na realidade temos mais.

Mas em anos anteriores queixou-se da diminuição do número de alunos...
Houve uma regressão nalgumas áreas e um aumento noutras. Há dois anos, houve uma diminuição no número de alunos que frequentavam a UA – cerca de 300. Daí para cá tem-se mantido.

Como explica que a UA tenha conseguido estancar essa perda de alunos?
Por adequação da oferta. Tivemos muito menos procura na área de formação de professores mas alargámos a oferta nas áreas de tecnologia e ciências. Trata-se de adequação da oferta, de garantir um equilíbrio: se o mercado pede menos daqui, nós oferecemos mais dalém... Mas preocupa-me a diminuição da procura na área da formação de professores – tenho muito receio que daqui por dez anos o país precise de professores e não os tenha, como já aconteceu nos médicos.

Isso explica que a UA tenha encerrado cursos nessa área...
Não encerrámos cursos, deixámos de oferecer vagas. Nos cursos de formação de professores na área das línguas, durante os últimos dois anos não têm sido oferecidas vagas. Foram oferecidas noutras áreas... Já na área das ciências, mantivemos a oferta não só na Física e na Química como na Matemática, Biologia, Geologia e Electrónica, mas o número de alunos que entraram nesses cursos tem vindo a diminuir. A nossa reorganização da oferta passará por manter a hipótese de um aluno que queira vir frequentar esses cursos poder fazê-lo, para podermos manter a organização que temos actualmente, por forma a quando voltar a procura pelo ensino tenhamos capacidade de oferecer cursos nessa área. É uma preocupação minha e é preciso cuidado, porque nos vai acontecer o mesmo que por exemplo na Bélgica ou na Inglaterra, onde não há professores.

Disse na tomada de posse que o tempo médio de sobre-duração dos diferentes cursos da UA é excessivo, especialmente na área das ciências e engenharias. Porquê?
Há muitas interpretações; a mais vulgar é a falta de preparação dos alunos na área da Matemática e da Física.

Chegam às universidades mal preparados?
Olhe para o que está a acontecer no ensino secundário! Não há dúvida nenhuma que como país enfrentamos um problema na área da Matemática, da Física e da Química. A grande maioria das ciências e as engenharias que temos na UA exigem Matemática e Física para entrar. E isto tem duas consequências: a primeira é que recrutamos de um universo muito menor e a segundo é que não temos vindo a ser capazes, como instituição, de dar uma resposta cabal ao perfil de competências que os alunos trazem à entrada para a universidade. Passa muito por aí a adequação ao Processo de Bolonha. Isto implica novas metodologias e implica pôr no terreno medidas de combate ao insucesso académico, o que nós temos vindo a fazer usando várias medidas: temos a biblioteca aberta em horários diferentes do que era habitual, o complexo pedagógico está a funcionar até às duas da manhã em tempo lectivo, procurámos criar nas disciplinas dos Cálculos uma abordagem diferente com aulas assistidas por computador e com instrumentos em que o aluno pode monitirizar o seu próprio progresso...

Uma das apostas da UA é o ensino pós-graduado. Qual a percentagem de alunos nessa formação?
Cerca de 18 por cento. Eu gostava que fossem mais. A UA tem neste momento condições para oferecer pós-graduação de muita qualidade e portanto era meu objectivo chegar aos 20/25 por cento. Mas isso era um salto brutal... Se chegar aos 20 por cento já faço uma festa.

Brutal porquê?
É um ensino muito exigente, as condições que impõe aos próprios alunos são muito exigentes...

A UA tem actualmente perto de 12.500 alunos. É possível crescer mais? Até onde pode a UA crescer?
A UA nunca teve a ambição de crescer desmesuradamente. Com todas as escolas politécnicas incluídas, penso que entre 12.500 e 15 mil é o máximo dos máximos.

E admite chegar a esse tecto?
Não. Um valor médio de 12.500 é perfeitamente viável para a UA e desejável para a região.

[Smeagol] January 26th, 2006 08:25 PM

esta semana começaram as obras de requalificação e fortificação dos muros do canal central….:)

http://img376.imageshack.us/img376/834/pa2500021rh.jpg

http://img222.imageshack.us/img222/236/pa2500034te.jpg

Barragon January 26th, 2006 08:28 PM

Vão estragar aquilo tudo :(

[Smeagol] January 26th, 2006 09:51 PM

n vao estragar nada.... apena vão reforçar os muros.... tem de ser!!!! :)

Barragon January 26th, 2006 10:34 PM

Vão reforçar como... tens o projecto??

Paulo2004 February 7th, 2006 04:19 PM

Teatro recebe 640 mil euros
 
Teatro Aveirense vai dispor de 640 mil euros para este ano, 363 mil dos quais para despesas de programação. O orçamento foi aprovado ontem, em reunião de Câmara, com a abstenção dos vereadores socialistas. O montante efectivo destinado à programação ainda está dependente da aprovação da candidatura, no valor de cerca de 200 mil euros, ao Instituto das Artes

Na mesma reunião, o Executivo aprovou, também, os termos do contrato-programa a assinar entre a autarquia e a Empresa do Teatro Aveirense (TEMA, EM), que prevê uma transferência de 240 mil euros dos cofres da autarquia para o primeiro semestre, o novo regulamento de bilheteira da sala de espectáculos e o anunciado protocolo de colaboração financeira entre a autarquia e as duas corporações de bombeiros da cidade.

Na habitual reunião de segunda-feira, a Câmara aprovou, também, as linhas gerais do contrato-programa com a Federação Portuguesa de Futebol e a UEFA, que estabelece as condições de cedência do novo Estádio Municipal para a realização de alguns jogos do Europeu de Futebol de sub-21.

Acessoriamente, a autarquia responsabilizar-se-á pela segurança e limpeza do estádio e pela realização de um programa de animação, por altura dos jogos.

Recepção a embaixador

A Câmara recebe amanhã, às 12 horas, o embaixador de França em Portugal. Patrick Gautrat, desloca-se a Aveiro para uma visita protocolar à Companhia Aveirense de Componentes para a Indústria Automóvel (ex-Renault), em Cacia, à Câmara e à Universidade.

Paulo2004 February 23rd, 2006 12:31 AM

Governo desencadeou expropriação de terrenos para ramal ferroviário
 
Secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, deu autorização para o inicio dos processos de expropriação de terrenos tendo em vista a construção do ramal ferroviário do Porto de Aveiro.

A declaração de utilidade pública com carácter de urgência permite avançar com as expropriações e tomada de posse dos terrenos abrangidos pela ligação e acesso rodoviário à plataforma multimodal de Cacia, Aveiro.

Os primeiros despachos governamentais foram publicados nas últimas semanas no Diário da República dando sequência ao pedido da REFER – Rede Ferroviária Nacional E.P., entidade promotora da obra.

O ramal ferroviário faz parte do programa de desenvolvimento de plataformas logísticas associadas aos portos portugueses que foi já aprovado pela Comunidade Europeia.

As circulações de mercadorias com origem / destino do Porto de Aveiro vão usar a plataforma multimodal de Cacia que está ligada à linha férrea do Norte.

Em Dezembro passado, o Governo emitiu a Declaração de Impacte Ambiental (DIA) favorável ao projecto da ligação ferroviária.

Aguarda-se agora pela abertura do concurso desta obra que faz parte do Programa de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias. Os planos apontam para ficar pronta em 2008.

O projecto envolve a construção de uma plataforma multimodal de mercadorias, em Cacia, a ligação ferroviária do porto de Aveiro à linha do Norte e construção das ligações ferroviárias aos várias terminais da área portuária.

Com um investimento de 68,5 milhões de euros (56,5 milhões para a ligação ferroviária e 12 milhões para a plataforma multimodal), a estrutura de financiamento recebe uma comparticipação em 50 por cento do Fundo de Coesão, sendo o restante atribuído no âmbito do PIDDAC e REFER.

Paulo2004 April 8th, 2006 06:54 PM

Primeira Feira de Março da nova Câmara
 
A Feira de Março fica aberta ao público, no Parque de Exposições de Aveiro, até 25 de Abril. As exposições do comércio e indústria, a gastronomia, doçaria e os carrosséis fazem do certame uma romaria anual com milhares de visitantes. É a primeira Feira de Março da nova maioria que apresenta algumas novidades.

A Feira de Março abriu ontem de manhã ao público, no Parque de Exposições de Aveiro, e ficará aberta todos dos dias, durante um mês, até 25 de Abril. É a 572.ª edição da feira mais popular da cidade, uma organização da Aveiro Expo, a primeira Feira de Março da nova equipa de gestão daquela empresa municipal da Câmara de Aveiro.
O público visitante da feira encontra este ano algumas novidade como um novo pavimento na zona de diversões, substituindo assim o piso de terra batida como acontecia em alguns espaços. Também na zona da restauração foi uma obrigação legal uma vez que se continuasse com as mesmas condições não cumpriria as condições de salubridade para receber a próxima feira da gastronomia.
Há também uma «rearrumação do espaço da área de diversão», destaca o vereador Jorge Greno, presidente do Conselho de Administração da Aveiro-Expo. As alterações vão sendo introduzidas, lentamente, não apenas na Feira de Março como noutros certames e no espaço, em geral, do Parque de Exposições.
Quanto à Feira de Março, sendo «centenária não faz muito sentido fazer grandes alterações», disse ainda o vereador, em declarações aos jornalistas. Com esta Comissão Executiva «não há cortes, é uma evolução natural», clarifica. Mas há aspectos a mexer. A Aveiro Expo quer alterar, designadamente, o regulamento adequando-o «à realidade comercial». O regulamento que se encontra em vigor está adequado mas «a uma realidade de há 15 ou 20 anos. Os negócios evoluem, em geral, e por isso tem de ser revisto», justifica o vereador que anuncia mais melhorias para a edição do próximo ano.
Quanto ao acesso ao Parque de Exposições, o estacionamento automóvel é um problema que se mantém, ocupando a zona disponível nas imediações e nas ruas vizinhas, nos dias de maior fluxo de público, como será aos fins-de-semana, e ocupando uma das faixas de rodagem em cada sentido ao longo da avenida.

Paulo2004 April 8th, 2006 06:56 PM

Nova duna altera praia da Costa Nova
 
A duna que se tem formado ao longo dos últimos anos na Costa Nova, frente aos bares Contiqui, Bronze e Visual, cujos proprietários contestam, assumiu carácter permanente e servirá de fixação para um passadiço que se encontra em construção, da responsabilidade da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Centro, num projecto desenvolvido com a Câmara de Ílhavo e acompanhado pela autarquia.
Esse passadiço terá a dupla função de, durante o Inverno, servir de barreira à areia para impedir a sua invasão da estrada contígua ao areal. Nessa altura, a estrutura do passadiço muda de posição, de forma a impedir a passagem da areia.
Ao longo dos anos, naquela praia, o vento e o mar conduziam a areia para o interior e, no início de cada época estival, era deslocada para o mar. Este processo regular irá terminar com a fixação do passadiço construído na duna.
Com a construção do novo passadiço, que a Câmara de Ílhavo espera ver pronto para a próxima época de veraneio, também se processa a estabilização da areia da nova duna para permitir o início de uma nova fase de trabalho. Será um «processo idêntico aos outros» passadiços, disse ontem Ribau Esteves ao Diário de Aveiro. Ou seja, com a estabilização será possível colocar a vegetação autóctone como já se fez noutro pontos da praia da Costa Nova.

Paulo2004 April 8th, 2006 06:57 PM

Porto de Aveiro prepara «assalto» a Espanha
 
O porto de Aveiro quer ser, em 2015, «um dos mais dinâmicos e competitivos» da faixa atlântica da Península Ibérica no transporte de curta e média distância e tornar-se um «pólo de desenvolvimento logístico e industrial».
De acordo com o Plano Estratégico ontem divulgado, a administração portuária pretende alargar a área de influência do porto ao interior do país e à região a noroeste de Madrid, capital de Espanha, contando com a melhoria dos acessos rodoviários e a integração na rede ferroviária.
Actualmente, o «hinterland» do porto limita-se à zona entre os rios Douro e Tejo. No entanto, com os investimentos em curso, Aveiro passará a dispor da estrutura portuária que melhor poderá servir regiões espanholas como Madrid, Valladolid, Castela e Leão.
«Aveiro pode concorrer directamente com Gijón, Santander, Barcelona ou Valência», afirmou José Luís Cacho, presidente do Conselho de Administração do porto aveirense.
Por outro lado, a estrutura portuária aveirense tem como meta o «aumento e diversificação» das mercadorias movimentadas, atingindo novos mercados e atraindo mais clientes.
José Luís Cacho apresentou ontem, num colóquio que juntou dezenas de participantes no Museu Marítimo de Ílhavo, os projectos para a próxima década, definidos depois de concluído um estudo elaborado em parceria com consultores do banco BPI e da empresa BCEOM.
O documento destina-se a «orientar a estratégia de crescimento a privilegiar num horizonte de dez anos, tendo presente as características actuais do porto de Aveiro no contexto ibérico, as perspectivas e tendências dos mercados nacional, regional e internacional de transporte de mercadorias», revelou José Luís Cacho.

Paulo2004 April 8th, 2006 07:03 PM

Mais um shopping para o distrito de Aveiro
 
O São João da Madeira Shopping deverá abrir dentro de um ano envolvendo um investimento de 48,5 milhões de euros, segundo informou a Sonae Sierra.

O novo centro comercial que está em fase de arranque de construção terá uma área de 17500 metros quadrados, com 103 lojas e mil lugares de estacionamento.

Os promotores esperam servir uma área geográfica do Norte do distrito com quase 295 mil pessoas.

Em Julho passado, a Câmara de S. João da Madeira alienou um terreno por 6,16 milhões de euros onde vai nascer o shopping que terá ainda um complexo de sete salas de cinema.

A proposta da Sonae aponta para a criação de 900 postos de trabalho.

A Sonae Sierra é proprietária ou co-proprietária de mais de três dezenas de centros comerciais em Portugal, Espanha e Brasil, sendo a empresa europeia mais premiada neste sector. No país, possui o Gaiashopping, o Arrábida Shopping, o Via Catarina, o Centro Colombo e o Centro Vasco da Gama, entre outros.


All times are GMT +2. The time now is 05:09 AM.

Powered by vBulletin® Version 3.8.3
Copyright ©2000 - 2010, Jelsoft Enterprises Ltd.

SkyscraperCity - In Urbanity We Trust

Hosted by Blacksun, dedicated to this site too!
BBS server management by DaiTengu