daily menu » rate the banner | guess the city | one on oneforums map | privacy policy (aug.2, 2013) | DMCA policy | flipboard magazine

Go Back   SkyscraperCity > European Forums > Fórum Português > Arquitectura e Urbanismo > Portugal em Imagens

Portugal em Imagens » Norte | Porto | Centro | Lisboa | Sul | Ilhas



Reply

 
Thread Tools Rating: Thread Rating: 2 votes, 5.00 average.
Old January 8th, 2009, 12:22 AM   #1
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7

Praças de Portugal

Introdução:

…[…O Largo , a praça e o rossio português são parte integrante da nossa cultura. No momento em que Portugal aparece como nação, o espaço já lá está. Ágora, Fórum, Mercado da Almedina ou Arrabalde, Castelo ou Praça-forte, cruzam-se no espaço e na memória da cidade portuguesa, desde o seu início, formalizando uma estrutura medieval. Nas cidades mais antigas, o espaço medieval costuma apresentar um espaço de praça militar, separado de um espaço de praça religiosa, separado de um espaço de praça de mercado e de um espaço de praça-cais que, em cidades de carácter marcadamente militar, como em Coimbra ou Lisboa, se sucedem num processo de descendente topográfico. Estes espaços constituem-se num longo processo de maturação-construção no tempo, e formalizam-se estrutura no final da idade média.

Os espaços públicos de referência, a partir do tempo moderno em Portugal, aparecem cronologicamente ligados a pessoas, edifícios, épocas, datas e movimentos artísticos, ligados ás principais correntes de pensamento, transpostos para a área da arquitectura e do espaço urbano.

Em 1540, Coimbra, Praça de Lovaina ou Largo da Feira e o Jardim de Santa Cruz ou Quinta da Ribela (XVI-XX) ; no Porto, na Alameda da Cordoaria, (1611) ; no Largo do Paço, e no Campo de Touros (reabilitação), ou no Campo do Reduto ou Campo Novo (projecto de raiz), e ainda o inicio da formalização do Campo da Vinha, no século XVIII, em Braga ; em Lisboa a praça do Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio (1759), no Passeio Público do Rossio (1764), no Jardim Botânico de Coimbra (1774) ; na Praça da Ribeira, no Porto (reabilitação, 1776); no Passeio dos Assentos, em Barcelos (1780); na Alameda das Fontaínhas no Porto (1790); na Alameda ou Campo de Sant'ana em Braga, (XIX); no Largo do Toural em Guimarães, (XIX); no Jardim de S Pedro de Alcântara (1830-60) , no Passeio Largo da Estrela (1842-53) ou no Príncipe Real (1860-69) , em Lisboa; na Alameda em Lamego (?), ou no Santuário da Senhora dos Remédios (XVIII-XX); no Santuário de Santa Maria do Castelo, em Viana do Castelo (XVIII-XX); no Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, (XVIII-XX) , ou ainda o Passeio da Copa, (1807), nas Caldas da Rainha; o Parque de Pedras Salgadas, do Vidago (XIX); o parque do Bussaco (XVII-XX); o jardim do Passeio Alegre (1861-69-92) o Jardim Público da Praça do Almada, na Povoa de Varzim (1889), o Jardim Manuel Bívar, em Faro (1895), e já no século XX o Parque da Curia, entre outros, sem esquecer as obras dos espaços públicos de cais e portos (praça-cais), das principais cidades marítimas e ribeirinhas, Viana do castelo, Póvoa de Varzim, Vila do conde, Porto, Figueira da Foz, Lisboa, Lagos e Faro, entre outras, são alguns exemplos cronológicos de vários tipos de espaços públicos que se desenvolveram cronologicamente em Portugal até ao século XX.…]…

…in…MASCARENHAS DE LEMOS, Eduardo Cardoso, "Do Largo à Praça", in, “Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, policopiado, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Wroclaw, Polónia, 2006
__________________

Alguma Bibliografia:
- AAVV "Juan de Herrera, Arquitecto Real", Lunwerg Editores, Madrid, 1997.
- BARBOSA, José Maria da Silva “Da Praça Pública em Portugal”, policopiado, Tese de Doutoramento em Artes e Técnicas da Paisagem, Universidade de Évora, Évora, 1993.
- MARQUES, Luís Filipe Ferreira “A Praça da Batalha: um valor patrimonial (1798-1907)”, policopiado, Tese de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: 1998.
- TEIXEIRA, Manuel C., “A Praça na Cidade Portuguesa”, Livros Horizonte, Lisboa 2001.
- AA.VV., “A Praça em Portugal. Inventário de espaço público”, DGOTDU, FAUTL, Lisboa, 2008.
- ROSSA, Walter “A cidade portuguesa”, In História da Arte Portuguesa, Direcção de Paulo Pereira, volume III, Circulo de Leitores, 1997
- MASCARENHAS DE LEMOS, Eduardo Cardoso, "Do Largo à Praça", in, “Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, policopiado, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Wroclaw, Polónia, 2006.
— Revista Monumentos, n-º 1 e 21.

www.monumentos.pt
__________________



Praça do Comércio / Terreiro do Paço

Este thread destina-se a tratar as principais Praças das Cidades Portuguesas através da sua história, iconografia e fotografia.

Como não poderia deixar de ser, começo pela mais famosa praça portuguesa – Terreiro do Paço ou Praça do Comercio.

Dimensão:177 m. x 192,5 m





Tinoco, 1650





Terreiro do Paço, Lisboa 1815-1822. Reprodução da vista imaginária da “Praça do Comercio da Cidade de Lisboa”, atribuída a Joaquim Carneiro da Silva, XVIII. Extraído da revista Monumentos, n.º 1, Setembro de 1994

IPA
Conjunto

Nº IPA
PT

Designação
Praça do Comércio / Terreiro do Paço

Localização
Lisboa, Lisboa, Madalena

Acesso
Acessos terrestres principais: Av. Ribeira das Naus (O.), Av. Infante D. Henrique (E.), R. do Ouro, R. Augusta e R. da Prata (N.); acesso fluvial: Rio Tejo (Estação Sul e Sueste).

Protecção
MN, Dec. , DG 136 de 23 Junho 1910. Inclui Arco da R. Augusta

Enquadramento
Urbano *1. Integrada no conjunto da Baixa Pombalina (v. PT) e desenhada deliberadamente no seu eixo central com uma face aberta para o Tejo, a Pr. do Comércio representa o ponto de intersecção formal e ideológico entre a cidade e o rio. O terreno onde se situa foi literalmente conquistado ao rio, ao longo de sucessivos aterros que se vinham fazendo pelo menos desde o séc. XIV, consolidando-se ainda mais o avanço com a plataforma criada para a reconstrução depois do terremoto. A partir do rio e numa escala mais abrangente, a praça, tal como todo o conjunto da Baixa, está enquadrada pelas colinas do Castelo, a E., e de S. Francisco, a O. Ainda a partir do rio, o seu enquadramento mais próximo é feito pelos edifícios do Arsenal, a O., e o da antiga Alfândega, a E.. Ambos partilham com a praça os respectivos torreões, mas de maneiras diferentes nos dois lados. A relação com o Arsenal faz-se estabelecendo uma espécie de outra praça para onde convergem as alas daquele edifício também voltadas para o rio (embora a construção da Av. Ribeira das Naus tenha modificado em parte esta relação). Do outro lado, ao contrário do "vazio" criado pela praça do Arsenal, o edifício da antiga Alfândega estabelece uma continuidade de fachada a partir do torreão. Esta situação é ainda reforçada pela existência, diante deste edifício, da Estação Sul-Sueste que fecha, de certo modo, a vista da praça. Para quem a alcança a partir do centro da cidade, a praça apresenta-se como uma intencional abertura e aproximação ao rio que é denunciada pelo acesso directo à água permitido pelo cais das colunas. Também neste caso, a construção da avenida diante da praça modificou, em parte, esta relação.

Descrição
A Praça do Comércio define-se estruturalmente por um rectângulo (c. 177 m. x 192,5 m.) limitado por 3 alas dispostas em U com abertura a S. voltada para o rio onde se colocou um pequeno cais de acesso com escadaria em pedra. Um arco triunfal marca o centro da ala N. (na saída da R. Augusta) e dois torreões quadrados marcam as extremidades S. das alas E. e O. No centro geométrico de um triângulo equilátero, cujos vértices se localizam no eixo do Arco da Rua Augusta e nos eixos da portadas laterais dos dois torreões, encontra-se a Estátua Equestre de D. José, parte integrante da tipologia da praça e que remete para o modelo formal das "places royales". Cada uma das alas apresenta alçados de dois andares (que internamente dividem-se em andar e mezzanino). O rés-do-chão, em arcaria de pedra, corresponde a galerias com abóbadas de aresta e o primeiro andar é de alvenaria. Os alçados são constituídos por elementos modulares simples: arcadas em arco de volta inteira, descarregando sobre pilares de secção quadrada, encimadas a eixo por janelão rectangular com sacada de ferro, sobrepujado por vão quadrangular separado por uma cornija, ambos com emolduramentos de cantaria de pedra sem ornamentação. O remate da cobertura faz-se com cornija contínua, com gárgulas zoormórficas a intervalos regulares, sobre a qual assenta uma platibanda composta por módulos lisos intercalados com balaústres. Os alçados finalizam em cunhais de cantaria com pilastra dupla, encimados por acrotérios. No interior das galerias e no eixo das arcadas dispõem-se portas de madeira emolduradas por cantaria e em vários casos encimadas por janelas ou bandeiras de verga curva. Os torreões compõem-se de três pisos separados por frisos. Os alçados são integralmente revestidos de pedra, rusticada no rés-do-chão e lisa nos dois superiores, onde a fenestração, separada por pilastras, alterna (nos dois sentidos) vãos encimados por frontões curvos e triangulares. No rés-do-chão, um portão de verga recta ladeado por colunas e encimado por sacada saliente marca o centro dos alçados voltados para a praça e para o rio. Cornija e platibanda similares às do resto das alas rematam a cobertura dos torreões, tendo estes nas extremidades pequenos grupos escultóricos (representando troféus). ARCO DA RUA AUGUSTA É formado por três corpos integralmente revestidos de cantaria, sendo o central mais elevado e vazado por um arco de volta perfeita cujo fecho do vão se encontra acima do nível das platibandas. Na fachada S. vê-se sobre o arco um relevo figurando o escudo real ladeado por palmas, encimado por um grupo escultórico formado por três figuras que representam a glória coroando o génio e o valor. Uma inscrição em latim composta por letras de ferro completa o conjunto: VIRTVTIBVS MAIORVM VT. SIT OMNIBVS. DOCVMENTO P(ECVNIA). P(VBLICA). D(ATVM). Tradução: " À virtude dos antepassados para ser exemplos para todos.Oferecido por subscrição pública". Os dois corpos laterais fazem a transição para as alas contíguas e integram na sua composição as arcadas e janelas destas. Ainda na fachada S., o corpo central é precedido por dois pares de colunas com os respectivos entablamentos que ladeiam o vão do arco, sobre os quais se vêem esculturas de corpo inteiro representando Vasco da Gama e o Marquês de Pombal. Entre o corpo central e os laterais interpõem-se outras duas colunas também encimadas por estátuas, representando Viriato e Nuno Álvares Pereira e por trás destas, sobre a platibanda dos corpos laterais, representam-se os rios Tejo e Douro reclinados sobre aletas. No alçado N. aparece um relógio em posição similar ao escudo real. ESTÁTUA EQUESTRE DE D. JOSÉ I O conjunto escultórico, obra do escultor Joaquim Machado de Castro, é formado pela escultura em ferro fundido colocada sobre pedestal em forma de paralelepípedo terminado em dois meio-cilindros (desenho de Reinaldo Manuel dos Santos), revestido em pedra com molduras decorativas e ladeado por grupos escultóricos em pedra. O grupo lateral direito representa a "Fama", conduzindo um elefante que derruba um escravo e o esquerdo, o "Triunfo", conduzindo um cavalo que avança sobre os despojos da guerra. Na face S. do pedestal encontra-se um escudo com as armas reais e sob este um medalhão em bronze com o busto em baixo-relevo do marquês de Pombal. Na face N. encontra-se um baixo-relevo alegórico que representa a generosidade régia erguendo-se do trono para socorrer a cidade em ruínas, sendo auxiliada pelo governo da república, que lhe apresenta o amor da virtude, pelo comércio, que lhe depõe as suas riquezas, e pela arquitectura que mostra os planos da nova cidade enquanto a providência humana vela pela execução. O conjunto escultórico está cercado por gradeamento de ferro com pilares em pedra.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Administrativa / Comercial

Utilização Actual
Administrativa / Comercial / Cultural / Turística

Propriedade
Pública: Estatal

Afectação
Não definido

Época Construção
Séc. 18 / 19

Arquitecto | Construtor | Autor
Praça do Comércio - arquitectos: equipa da Casa do Risco das Obras Públicas, Manuel da Maia ), Eugénio dos Santos e Carvalho ), Carlos Mardel ), Miguel Ângelo Blasco (m. 1771), José Monteiro de Carvalho (m. 1780), Reinaldo Manuel dos Santos ), Manuel Caetano de Sousa ); mestres de cantaria e pedraria: Manuel da Costa Lima, Jorge Rodrigues e José Ferreira Cangalhas (mestre das Reais Obras Públicas). Estátua equestre de D. José I - escultores: Joaquim Machado de Castro ), José Joaquim Leitão, João José Elvéni, Alexandre Gomes, Francisco Leal Garcia; fundidor: Bartolomeu da Costa. Arco da R. Augusta - arquitecto: Veríssimo José da Costa; escultores: Antoine C. Calmels ), Vítor Bastos ). Grades - mestres serralheiros: Manuel Álvares de Azevedo, Guilherme Weingarten.

Cronologia
Séc. 14 - No âmbito da construção das tercenas reais e da abertura da R. Nova, D. Dinis procede a aterros na zona do esteiro do Tejo; a muralha fernandina faz avançar ainda mais a cidade em direcção ao rio; séc. 15 - a partir de 1534 começam a surgir na Ribeira os primeiros estabelecimentos ligados à expansão ultramarina, a Casa de Ceuta (que depois seria Casa da Guiné, Casa da Mina e, a partir de 1501, Casa da Índia), a Alfândega Nova, o Paço da Madeira, a Casa dos Escravos, etc.; séc. 16 - D. Manuel ordena novos aterros na zona da Ribeira, rectificando a plataforma que daria origem ao terreiro onde faz instalar o Paço da Ribeira e suas dependências, entre as quais o Arsenal, a Armaria Real, a nova Casa da Índia e a Casa da Moeda; manda ainda construir um novo e grande edifício para a Alfândega que ficou a enquadrar o Terreiro do Paço do lado oriental e dividiu a Ribeira em duas praças, o Terreiro do Paço, a poente, e a Ribeira Velha, a nascente; séc. 17 - Filipe II faz construir na extremidade ocidental do Paço, o dito "torreão de Terzi" que viria a ser o elemento mais marcante do Terreiro do Paço até ao séc. 18; séc. 18, 1ª metade - D. João V investe sobremaneira na capela do Paço, para a qual obtém a dignidade de Patriarcal; 1755, 2 Abr. - inauguração do edifício da Ópera do Tejo, no Terreiro do Paço; 1 Nov. - violento terramoto, maremoto e incêndio arrasam o centro de Lisboa, destruindo todas as construções do Terreiro do Paço; 4 Dez. - "1ª Dissertação sobre a renovação da Cidade de Lisboa, por Manuel da Maia, engenheiro mor do Reino" é entregue ao duque de Lafões, Regedor das Justiças; 1756, 2 Jan. - os comerciantes de Lisboa oferecem uma contribuição de 4% sobre as mercadorias importadas para a reconstrução das alfândegas e da Bolsa; 16 Fev. - é entregue a 2ª parte da Dissertação de Manuel da Maia e a 3ª em 19 de Abril; 12 Jun. - constituição da Casa do Risco das Obras Públicas, Eugénio dos Santos é nomeado para a dirigir; 1757 - efectuam-se demolições em redor da Alfândega Velha para "saída de fazendas e passagem do povo"; iniciam-se obras no conjunto do Arsenal da Marinha; 1758, 12 Maio - publica-se o alvará que vincula a edificação da cidade ao plano definido pela Casa do Risco, este estipula definitivamente a forma e a tipologia da nova praça, que é pensada incluindo no seu projecto a existência da estátua equestre e do arco do triunfo; 16 Jun. - decreto régio autoriza a construção da Bolsa dos Comerciantes no sítio do antigo Terreiro do Paço; 1759, 19 Jun. - é assinada com os mestres-pedreiros e carpinteiros, a "escritura de obrigação da manufactura da Praça do Comércio" (que é referida com este título pela primeira vez); chegam os primeiros paus de pinho para assentamento do Arsenal e da Pr. do Comércio, provenientes dos pinhais dos arredores de Alcácer do Sal, assim como madeira de castanho e de souto da Beira; Eugénio dos Santos executa um desenho para a estátua equestre do rei; 1760 - morre Eugénio dos Santos, sucede-lhe Carlos Mardel na direcção da Casa do Risco; Mardel executa desenhos que vão estar na base de uma das tipologias utilizadas nos gradeamentos da praça; 1761 - medição e avaliação das casas do Terreiro do Paço pelos mestres Manuel da Costa Lima, Jorge Rodrigues e José Ferreira Cangalhas, mestre das reais obras públicas e dos canteiros e pedreiros, com obrigação de fiscalizar todas as obras e materiais; as pedrarias para as obras da Pr. do Comércio vêm de pedreiras propositadamente abertas na Quinta da Alagoa, esta pertencente ao provedor da Junta de Comércio, José Francisco da Cruz Alagoa, e na Quinta Velha, no lugar da Cartacheira, nas proximidades de S. Domingos de Rana, onde havia bancos de calcário de grande qualidade; 1763 - morre Carlos Mardel, sucede-lhe Miguel Ângelo de Blasco na direcção da Casa do Risco; 1765 - o pintor Vieira Lusitano executa um desenho para a estátua equestre; 1768 - morre Manuel da Maia; 1770 - Miguel Ângelo Blasco é nomeado engenheiro-mor, Reinaldo Manuel dos Santos substitui-o na direcção da Casa do Risco; construção da nova alfândega na ala E. e instalação da Bolsa de Comércio no piso térreo do torreão; é posta a concurso a execução da estátua equestre com base no desenho de Eugénio dos Santos; 1771 - Joaquim Machado de Castro vence o concurso para a estátua equestre e introduz algumas mudanças no desenho sobretudo dos grupos escultóricos laterais; 1775, 6 Jun. - inauguração da estátua equestre de D. José I; as festas duraram três dias, com cortejos alegóricos, fogo de artifício, exercícios militares, iluminações públicas, espectáculo de ópera, baile e banquete; os festejos foram protagonizados pelo marquês de Pombal e pelo presidente do senado, o Conde de Oeiras, seu filho, que descerraram a estátua, enquanto a família real assistia "incógnita" numa das salas da nova alfândega; a Pr. do Comércio estava apenas parcialmente construída, na parte terminada estavam instalados, para além da alfândega e da bolsa, a Mesa do Desembargo do Paço e outros tribunais, no piso nobre, e a Real Biblioteca Pública nos mezzaninos, na ala norte funcionavam o Senado da Câmara, a Real Junta do Comércio, as Secretarias do Reino e a Casa da Suplicação; o arco triunfal previsto para a entrada da R. Augusta tinha sido iniciado; 1777 - início do reinado de D. Maria I e demissão do marquês de Pombal; demolição do Arco da R. Augusta e do quarteirão que lhe ficava anexo; 1778, 28 Ago. - o marquês de Angeja, presidente do Erário Régio, é nomeado Inspector Geral das Obras Públicas de Lisboa; 1779 - prosseguem as obras do "cais da praça", ao centro da mesma; 1782 - a "Gazeta de Lisboa" refere a Casa da Neve da Pr. do Comércio, o único estabelecimento comercial localizado nesta praça; 1791 / 1792 - morre Reinaldo Manuel dos Santos; Manuel Caetano de Sousa substitui-o no cargo de arquitecto das obras públicas; 1793 - o torreão ocidental da Pr. ainda não se encontrava construído; 1795 - surge o Café do Comércio no local da anterior Casa da Neve; 1797 - concluído o "cais da praça" que seria conhecido como "Cais das Colunas"; 1815 - são colocadas as colunas do arco da R. Augusta que ficam a espera de coroamento; 1842 - concluída o torreão ocidental da praça do Comércio, ficando assim completo o conjunto da Pr. à excepção do arco; 1843 - abertura de um concurso para o projecto do Arco da R. Augusta; 1844 - é escolhido o projecto do arquitecto Veríssimo José da Costa; 1852 - realização da 1ª Exposição Agrícola de Lisboa, nas arcadas do terreiro do Paço; 1858 - recepção solene a D. Estefânia na Pr. do Comércio, tendo a rainha desembarcado no Cais das Colunas, segundo gravuras da época estas eram esguias e completamente cilíndricas, rematadas com um vaso ou urna, a da dir., e com um fogaréu, a da esq.; década 1860 - aterro ligando a Pr. do Comércio com a Duque da Terceira (Pr. dos Remolares); 1873 - início da construção do arco segundo o projecto de Veríssimo da Costa, incorporando esculturas de A. Calmels e Vítor Bastos; 1875 - completada a construção do arco da R. Augusta; 1896 - uma fotografia publicada no "Semanário Ilustrado" mostra que as colunas que ladeiam o cais apresentam nova configuração relativamente a 1858, possuindo desta feita fuste de maior secção na base que diminui progressivamente até ao remate, composto por anéis e uma espécie de suporte, mas desprovido de ornato terminal, pelo menos da coluna dir. a única visível na imagem; Séc. 19, final - uma das colunas do cais caiu e outra foi pouco tempo depois apeada porque ameaçava ruína; 1903 - o bergantim real transportando o rei Eduardo VII de Inglaterra acostou ao cais das colunas, estando estas já repostas; 1910, 16 Jun. - a Pr. do Comércio é classificada como Monumento Nacional; 1932 - Estação Fluvial Sul e Sueste (Cottinelli Telmo); 1940 - Raul Lino decide pela pintura dos edifícios da praça em cor verde; 1947 - Av. Marginal que faz a ligação Pr. do Comércio / Cais do Sodré; 1957 - a rainha Isabel II de Inglaterra aportou no Cais das Colunas, tendo sido realizada uma inscrição epigráfica comemorativa da visita real; 1969 - alguns estragos provocados pelo sismo; 1976 - Pinta-se a praça de cor-de-rosa, provocando alguma polémica sobre a sua cor original que J-A França defende seria o "jalde"; 1994 - retomando a sugestão de J.-A. França, a praça é pintada de amarelo; 1997 - é retirado o estacionamento automóvel e realizada nova pavimentação central; início das obras do metropolitano de Lisboa que implicaram, entre outras alterações, a remoção do cais das colunas, tendo sido construído um aterro temporário.

Tipologia
A Pr. do Comércio enquadra-se genericamente na tipologia urbana das "praças reais" cujo paradigma é a antiga "Place Royale" francesa (actual "Place des Vosges", Paris, ). Esta constitui a cabeça de série de um modelo que a Europa das capitais glosou durante os séculos XVII e XVIII e cujos elementos essenciais são a arquitectura de programa e a estátua do rei. Trata-se de um espaço claramente representativo da ideologia do poder. A arquitectura padronizada é desenhada tendo em conta a definição do espaço "vazio" da praça, que é "preenchido" pelo rei, representado em efígie na estátua. No caso de Lisboa, esta situação é ainda reforçada pela presença do Arco do Triunfo que enquadra cenograficamente a estátua conectando-a ao resto da cidade. A relação com o Tejo também é significativa pois acrescenta um importante enquadramento paisagístico que é incluído no desenho da praça, voltada para o rio, em forma de U. Em termos de tipologia arquitectónica, a Pr. do Comércio tem um tratamento especial relativamente ao conjunto da Baixa Pombalina (v.PT). A utilização dos arcos e galerias foram decididos em exclusivo para aquela área, assim como o revestimento em pedra dos torreões impõe um leitura diferenciada e intencionalmente nobilitada do espaço.

Características Particulares
Um dos dados essenciais da definição da Pr. do Comércio é a sua composição pensada, deliberadamente, como espaço significante. Trata-se da porta simbólica da nova Lisboa, que se pretendia que fosse vista na sua dupla novidade: a da cidade como um todo, que se reerguia após a catástrofe e a da praça em si, que renovava o antigo Terreiro do Paço e o transformava na Real Praça do Comércio. Nesta nova denominação incluía-se a evocação da "place royale" de onde deriva o seu modelo formal (e ideológico), e o elogio do Comércio ao qual se associava a reconstrução da cidade, tornando-a no espaço emblemático tanto do poder iluminista como da burguesia mercantil. Mas a Pr. do Comércio é sobretudo o espaço onde se buscou com maior evidência uma imagem de síntese do projecto de renovação da cidade, tanto no discurso iluminista da cidade que é renovada pela razão, como na evocação da memória da cidade perdida com o terremoto. Não é à toa que as cerimónias de inauguração da estátua equestre tenham sido realizadas como uma inauguração simbólica da reconstrução, embora nem sequer a própria praça estivesse concluída na altura. A invocação do todo urbano também se faz pela memória da cidade destruída que ali se faz presente de várias maneiras. A forma da praça reinvoca, rectificando-o, o antigo Terreiro do Paço. Os arcos retomam a ideia das arcadas da R. Nova dos Ferros onde se reuniam os comerciantes e ao mesmo tempo fazem lembrar as portas da antiga muralha. E, em especial os torreões evocam, numa espécie de citação duplicada, o dito "torreão de Terzi" que constituía o elemento principal do paço da Ribeira e que tinha grande peso no imaginário urbano de Lisboa. A "citação" arquitectónica incorpora inclusivamente a alternância clássica de frontões curvos e rectos nas janelas dos torreões. Mais ainda, toda a praça faz-se ladear pelas estruturas renovadas do Arsenal e da Alfândega, que desde as reformas manuelinas faziam parte do mesmo conjunto ribeirinho, e que remetem para o papel fundamental de Lisboa como capital de um império ligado ao mar.

Dados Técnicos
Estrutura estrutura mista e estrutura em betão armado; paredes estruturais em alvenaria de pedra, rebocadas com argamassa de cal e areia; pavimentos em pedra e madeira; coberturas revestidas com telha de canudo.

Materiais
Pedra: cantarias de calcário (das pedreiras da Quinta da Alagoa e da Quinta Velha, próximo de São Domingos de Rana), mármore; alvenaria mista rebocada e pintada; Cerâmica: tijolo, telha; Metal: ferro fundido, bronze; Madeira: pinho, castanho, souto e do Brasil; betão, vidro.

Bibliografia
FIGUEIREDO, António Pereira de, O dia das três inaugurações: breve discurso sobre a Regia funcção do dia VI de Junho de MDCCLXXV dirigido ao Illustríssimo, e Excellentíssimo Senhor Conde de Oeyras, gentil homem da Camara Delrey Nosso Senhor, e do Sereníssimo Príncipe da Beira, e Presidente do Serrado de Lisboa, Lisboa, 1775; CASTRO, Joaquim Machado de, Ao rey fidelissimo Dom José I nosso senhor collocando-se a sua colossal estátua equestre na Praça do Commercio: ode, Lisboa, 1775; CASTRO, Joaquim Machado de, Descripção Analytica da Execução da Estátua Equestre erigida em Lisboa à gloria do Senhor do Senhor Rei Fidelíssimo D. José I, Lisboa, 1810 (2ª ed., Lisboa, 1975); “Descrição da Praça do Comércio de Lisboa e da Estátua Equestre”, in Jornal de Bellas Artes / Mnemosine Lusitana, Nº II, Lisboa, 1816; “Da Inauguração da Estátua Equestre e das Festas que se fizerão por Esta Ocasião, in Jornal de Bellas Artes / Mnemosine Lusitana, Nº III, Lisboa, 1816; Observações Secretíssimas do Marquês de Pombal sobre a Collocação da Estátua Equestre de Sua Magestade o Senhor D. José Primeiro, in Jornal de Bellas Artes / Mnemosine Lusitana, Nº IX, Lisboa, 1816; Relação das principaes obras executadas por Anatolio Celestino Calmels estatuario discipulo do Barão Rosio, Pradier e Blondel, membros do Instituto de França, Lisboa, 1860; ALMEIDA, António de, Projecto de um caes para ligar a Estação do Caminho de Ferro de Leste com a Alfândega Grande de Lisboa: memória descriptiva, Lisboa, 1871; VITERBO, Francisco M. de Sousa, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, Lisboa, , (2ª ed., Lisboa, 1988-9); CASTILHO, Júlio de, A Ribeira de Lisboa, Vol. III, Lisboa, 1893 (2ª ed., Lisboa, ); MESQUITA, Alfredo, Lisboa Ilustrada, Lisboa, 1903; OLIVEIRA, Eduardo Freire de, Elementos para a História do Município de Lisboa, Lisboa, ; RATTON, Jácome, Recordações, Coimbra, 1920; COSTA, José Fernandes, Erros inadmissíveis num aditamento moderno feito à inscrição do monumento a D. José na Praça do Comercio de Lisboa, Lisboa, 1921; MACEDO, Luís Pastor de, O antigo Terreiro do Paço, Lisboa, 1932; CASTRO, Joaquim Machado de, Estudos para a Estátua Equestre de D. José I, Lisboa, 1938 (2ª ed., 1975); A Inauguração da Estátua Equestre de D. José I. Narração Verídica Feita por um Jesuíta Testemunha do Acontecimento (ed. de Ângelo Pereira), Lisboa, 1938; Exposição bibliográfica, iconográfica e documental relativa à Estátua Equestre: catálogo, Lisboa, 1938; RIBEIRO, Luciano, Machado de Castro e a estátua equestre, Lisboa, 1939; MELO, José Brandão Pereira de, O tenente-general Bartolomeu da Costa: artilheiro ilustre e engenheiro-fundidor da estátua equestre, Lisboa, 1939; Catálogo da Exposição Iconográfica e Bibliográfica comemorativa da reconstrução da cidade depois do terramoto de 1755, Lisboa, 1955; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1961, 1º Vol., Lisboa, 1962; FRANÇA, José-Augusto, Une Ville des Lumières: La Lisbonne de Pombal, Paris, 1965 (trad. port. Lisboa Pombalina e o Iluminismo, Lisboa, 1966; trad. Italiana, Roma, 1972; 2º ed. portu., Lisboa, 1978; 3º ed. port. (revista e ampliada), Lisboa, 1987); ALMEIDA, D. Fernando de (coord.), Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa - Tomo I, Lisboa, 1973; MATOS, Alfredo de (org.), Lisboa em 1758, Memórias Paroquiais de Lisboa, Lisboa, 1974; TUDELA, José, As Praças e Largos de Lisboa. Esboço para uma sistematização caracteriológica, Lisboa, 1977; FRANÇA, José-Augusto, A Reconstrução de Lisboa e a Arquitectura Pombalina, Lisboa, 1978; FRANÇA, José-Augusto, Lisboa: Urbanismo e Arquitectura, Lisboa, 1980; FRANÇA, José-Augusto, A Arte em Portugal no séc. XIX, 2 vols., 2º ed., Lisboa, 1981; MOITA, Irisalva (dir.), Lisboa e o Marquês de Pombal. Exposição Comemorativa do Bicentenário da Morte do Marquês de Pombal ) (Cat. da Exposição), Lisboa, 1982; AAVV, O Marquês de Pombal e o seu tempo, in Revista de História das Ideias, nº IV, 2 tomos, Coimbra, ; MOITA, Irisalva, Lisboa Quinhentista, a Imagem e a Vida na Cidade, Lisboa, 1983; MOREIRA, Rafael, O Torreão do Paço da Ribeira, Coimbra, 1983; AAVV, Pombal Revisitado, Lisboa, 1984; BYRNE, Gonçalo Sousa, Ricostruire nella città - La Lisbona di Pombal, in Lotus International, 51, Milão, 1986; BARGHAHN, Barbara von, The torreãoo of the Lisbon Palace and the Escorial library: an artistic and iconographic interpretation, Lisboa-Paris, 1986; FERREIRA, Fátima, et alii, Guia Urbanístico e Arquitectónico de Lisboa, Lisboa, 1987; AAVV, Dicionário da Arte Barroca em Portugal, Lisboa, 1989; CARRÈRE, J. B. F., Panorama de Lisboa no Ano de 1796, Lisboa, 1989; MOURA, Carlos, Lisboa Pombalina, Lisboa, 1991; MADUREIRA, Nuno Luís, Cidade Espaço e Quotidiano ), Lisboa, 1992; GORANI, Giuseppe, Portugal, A Corte e o Pais nos Anos de 1765 a 1767, Lisboa, 1992; COSTIGAN, Arthur William, Cartas sobre a Sociedade e os Costumes de Portugal , Lisboa, 1992; Reconstrução Pombalina, Catálogo Temático, , Lisboa, 1992; MOITA, Irisalva (coord.), O Livro de Lisboa, Lisboa, 1994; SANTANA, Francisco, SUCENA, Eduardo (dir.), Dicionário da História de Lisboa, Sacavém, 1994; Lisboa, Rassegna, nº 59, Bolonha, 1994; Monumentos , nº 1 (dossiê Praça do Comércio), Lisboa, 1994; DIAS, João José Alves, Terreiro do Paço/ Praça do Comércio - uma praça de Lisboa, aspectos do quotidiano no século XVII, Actas do Primeiro Colóquio Temático o Município de Lisboa e a dinâmica Urbana (sécs. XVI-XX), Lisboa, 1995, pp.441-453; FARINHA, J. S. Brazão, O Metropolitano e a Baixa de Lisboa - Condições Geotécnicas e Históricas, 2ª ed., Lisboa, 1995; FERREIRA, Helmer da Cruz, Descrição histórica e mítica do Terreiro do Paço, Lisboa, 1995; SILVA, Raquel Henriques da, Lisboa Romântica: Urbanismo e Arquitectura, , Diss. de Doutoramento, UNL-FCSH, Lisboa, 1997; Diagnóstico da Corrosão da Estátua de D. José I em Lisboa, LNEC, Lisboa, 1998; Câmara Municipal de Lisboa, Objectivo: Terreiro do Paço, Lisboa, 1998; VALENTE, António José da Silva, A estátua equestre de D. José I de Machado de Castro, 1775 [Diss. mest., Univ. Lusíada], Lisboa, 1998; ROSSA, Walter, A Imagem Ribeirinha de Lisboa: Alegoria de uma estética urbana barroca e instrumento de propaganda para o Império, in A Urbe o Traço: Uma Década de Estudos sobre o Urbanismo Português, Coimbra, 2002, pp. 87-116; SENOS, Nuno, O Paço da Ribeira: , Lisboa, 2002; CONSIGLIERI, Carlos, A Praça do Comércio em postal antigo: o Terreiro do Paço, Lisboa, 2003; ROSSA, Walter, Lisboa Quinhentista, o Terreiro e o Paço: prenúncios de uma afirmação da capitalidade, in D. João III e o Império, Lisboa, 2004, pp. 947-967; Monumentos, nº 21 (dossiê Baixa Pombalina), Lisboa, 2004.

Documentação Gráfica
IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DREL/DRC, DGEMN/DSARH, DGEMN/DRML; DGA/TT; AHMOP; BNP: Cartografia, Iconografia; CML: Arquivo Histórico Municipal, Museu da Cidade

Documentação Fotográfica
IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DESA, DGEMN/DRML; CML: Arquivo Fotográfico Municipal

Documentação Administrativa
IHRU: DGEMN/DSID, DGEMN/DSARH, DGEMN/DREL, DGEMN/DRML; CML: Arquivo Histórico Municipal; BNP: Colecção Pombalina; IAN/TT

Intervenção Realizada
1930 / 1931 - obras de conservação da estátua; 1960 - substituição de letras e algarismos em bronze (entretanto desaparecidos) no monumento a D. José I; DGEMN: 1961 - a remodelação das instalações do Ministérios da Justiça e do Ministério do Ultramar, prosseguiram a um ritmo moderado, devido à realização do respectivo plano; no Ministério da Justiça houve a necessidade de alteração do projecto, não permitindo o início das obras; no Ministério do Ultramar deu-se continuação ás obras na zona do gabinete de Ministros e serviços anexos, pela Delegação das Novas Instalações para ao Serviços Públicos; 1980 - ampliação das instalações, remodelação da cobertura e beneficiação das fachadas, melhoramento do sistema de prevenção contra incêndios e da rede de abastecimento de água, instalação eléctrica e de ar condicionado no MTC (R. da Alfândega); remodelação da rede telefónica no MFP; 1981/1982 - diversas obras de beneficiação, melhoramento da rede eléctrica e de ar condicionado no MOP (ala E.); 1983 - obras de escoramento e de reparação imediata estrutura, na ligação da ala E. com a ala N.; instalação de ar condicionado na SEOP (ala E.); 1985 / 1986 - obras de beneficiação ao nível da cobertura, da instalação eléctrica, assentamento de divisórias amovíveis e redimensionamento do sótão, na DGEMN (ala E.); 1989 - remodelação no MTC para instalação de novos serviços; 1992 - obras no átrio, instalação de guarda-vento, ascensores, remodelação da cobertura, beneficiação das redes de água, electricidade e ar condicionado na DGEMN (ala E.); 1992 /1995 - construção da sala de leitura, remodelação das coberturas e das instalações sanitárias da DGEMN (ala E.); colocada uma esfera de calcário branco de lioz na coluna da dir. do cais das colunas; 1995 - obras de beneficiação das fachadas, obras de beneficiação no claustro do MF (ala E.); 1996 / 1997 - remodelação do torreão oriental e espaços anexos para instalações da Junta de Crédito Público; instalação de ar condicionado e ventilação, instalação de sumidouros na entrada principal e carpintarias; 1997 - nova pavimentação central da praça(CML); 1999 - construção da biblioteca do MF; 2002 / 2003 - obras de beneficiação das coberturas e gabinetes das instalações da DGEMN (ala E.) e reposição da verticalidade do acrotério e balaustrada; 2005 - remodelação de parte do edifício para instalação do novo centro de dados do Ministério das Finanças (Instituto de Informática). Decorrem os trabalhos de remodelação das instalações no torreão Oriental para os serviços da Direcção-Geral do Tesouro.

Observações
*1 - Inclui, além da freguesia da Madalena, a de S. Julião.

Autor e Data
Paula Noé 1990 / Teresa Vale e Maria Ferreira 1997 / Helena Rodrigues, Filipa Avellar e Lina Oliveira 2004 / Renata Araujo 2004
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…

Last edited by O Prof Godin; June 1st, 2009 at 09:50 PM.
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote

Sponsored Links
 
Old January 8th, 2009, 12:29 AM   #2
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7





































































































[IMG]http://i164.photobucket.com/albums/u17/banithor/Portugal/Pracas%20de%20Portugal/Terreiro%20do%20Paco/Panor_mica_da_pra_a_do_Com_rcio_Fot.jpg[/IM
G]
















































































































































Fontes: AA.VV. e o prórprio
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…

Last edited by O Prof Godin; June 1st, 2009 at 10:12 PM.
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 12:42 AM   #3
Lissabona
AMO-TE_Portugal
 
Lissabona's Avatar
 
Join Date: Feb 2008
Location: Lisboa
Posts: 3,456
Likes (Received): 1

que belos documentos!! muito bom
__________________
Yes, what else? Next question!

Lissabona no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 12:42 AM   #4
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7

Alguma Bibliografia:
- AAVV "Juan de Herrera, Arquitecto Real", Lunwerg Editores, Madrid, 1997.
- BARBOSA, José Maria da Silva “Da Praça Pública em Portugal”, policopiado, Tese de Doutoramento em Artes e Técnicas da Paisagem, Universidade de Évora, Évora, 1993.
- MARQUES, Luís Filipe Ferreira “A Praça da Batalha: um valor patrimonial (1798-1907)”, policopiado, Tese de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto. Porto: 1998.
- TEIXEIRA, Manuel C., “A Praça na Cidade Portuguesa”, Livros Horizonte, Lisboa 2001.
- AA.VV., “A Praça em Portugal. Inventário de espaço público”, DGOTDU, FAUTL, Lisboa, 2008.
- ROSSA, Walter “A cidade portuguesa”, In História da Arte Portuguesa, Direcção de Paulo Pereira, volume III, Circulo de Leitores, 1997
- MASCARENHAS DE LEMOS, Eduardo Cardoso, "Do Largo à Praça", in, “Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, policopiado, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Wroclaw, Polónia, 2006.
— Revista Monumentos, n-º 1 e 21.

www.monumentos.pt
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…

Last edited by O Prof Godin; January 8th, 2009 at 12:51 AM.
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 12:55 AM   #5
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7

Introdução:

…[…O Largo , a praça e o rossio português são parte integrante da nossa cultura. No momento em que Portugal aparece como nação, o espaço já lá está. Ágora, Fórum, Mercado da Almedina ou Arrabalde, Castelo ou Praça-forte, cruzam-se no espaço e na memória da cidade portuguesa, desde o seu início, formalizando uma estrutura medieval. Nas cidades mais antigas, o espaço medieval costuma apresentar um espaço de praça militar, separado de um espaço de praça religiosa, separado de um espaço de praça de mercado e de um espaço de praça-cais que, em cidades de carácter marcadamente militar, como em Coimbra ou Lisboa, se sucedem num processo de descendente topográfico. Estes espaços constituem-se num longo processo de maturação-construção no tempo, e formalizam-se estrutura no final da idade média.

Os espaços públicos de referência, a partir do tempo moderno em Portugal, aparecem cronologicamente ligados a pessoas, edifícios, épocas, datas e movimentos artísticos, ligados ás principais correntes de pensamento, transpostos para a área da arquitectura e do espaço urbano.

Em 1540, Coimbra, Praça de Lovaina ou Largo da Feira e o Jardim de Santa Cruz ou Quinta da Ribela (XVI-XX) ; no Porto, na Alameda da Cordoaria, (1611) ; no Largo do Paço, e no Campo de Touros (reabilitação), ou no Campo do Reduto ou Campo Novo (projecto de raiz), e ainda o inicio da formalização do Campo da Vinha, no século XVIII, em Braga ; em Lisboa a praça do Terreiro do Paço, ou Praça do Comércio (1759), no Passeio Público do Rossio (1764), no Jardim Botânico de Coimbra (1774) ; na Praça da Ribeira, no Porto (reabilitação, 1776); no Passeio dos Assentos, em Barcelos (1780); na Alameda das Fontaínhas no Porto (1790); na Alameda ou Campo de Sant'ana em Braga, (XIX); no Largo do Toural em Guimarães, (XIX); no Jardim de S Pedro de Alcântara (1830-60) , no Passeio Largo da Estrela (1842-53) ou no Príncipe Real (1860-69) , em Lisboa; na Alameda em Lamego (?), ou no Santuário da Senhora dos Remédios (XVIII-XX); no Santuário de Santa Maria do Castelo, em Viana do Castelo (XVIII-XX); no Santuário do Bom Jesus do Monte, em Braga, (XVIII-XX) , ou ainda o Passeio da Copa, (1807), nas Caldas da Rainha; o Parque de Pedras Salgadas, do Vidago (XIX); o parque do Bussaco (XVII-XX); o jardim do Passeio Alegre (1861-69-92) o Jardim Público da Praça do Almada, na Povoa de Varzim (1889), o Jardim Manuel Bívar, em Faro (1895), e já no século XX o Parque da Curia, entre outros, sem esquecer as obras dos espaços públicos de cais e portos (praça-cais), das principais cidades marítimas e ribeirinhas, Viana do castelo, Póvoa de Varzim, Vila do conde, Porto, Figueira da Foz, Lisboa, Lagos e Faro, entre outras, são alguns exemplos cronológicos de vários tipos de espaços públicos que se desenvolveram cronologicamente em Portugal até ao século XX.…]…

…in…MASCARENHAS DE LEMOS, Eduardo Cardoso, "Do Largo à Praça", in, “Modelos urbanos e a formação da cidade balnear. Portugal e a Europa”, policopiado, tese de doutoramento em Arquitectura, especialidade de Planeamento Urbano, Faculdade de Arquitectura da Universidade Técnica de Wroclaw, Polónia, 2006
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 01:08 AM   #6
Luís Raposo Alves
Registered User
 
Luís Raposo Alves's Avatar
 
Join Date: Oct 2008
Location: LX
Posts: 10,567
Likes (Received): 815

Até q´enfim que existe um thread com Praças a sério
Luís Raposo Alves no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 01:18 AM   #7
Barragon
Barra for Friends
 
Barragon's Avatar
 
Join Date: Dec 2004
Location: Barreiro
Posts: 80,224
Likes (Received): 831

Excelente thread

Muito completo
__________________
::: Portuguese Forum :::

The Latest Photo Reports: Porto Alto :: Aveiras de Cima :: Rio Maior :: Marinhas do Sal :: Santa Comba Dão :: Tondela


Fat people are harder to kidnap
Barragon no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 12:33 PM   #8
Viriatuus
Registered User
 
Join Date: Dec 2007
Location: Porto
Posts: 15,566
Likes (Received): 483

LRA:

Quote:
Até q´enfim que existe um thread com Praças a sério
Já vi que as outras são a brincar...
Viriatuus no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 02:45 PM   #9
Luís Raposo Alves
Registered User
 
Luís Raposo Alves's Avatar
 
Join Date: Oct 2008
Location: LX
Posts: 10,567
Likes (Received): 815

Quote:
Originally Posted by Viriatuus View Post
LRA:



Já vi que as outras são a brincar...
Sim, há muita praça em Lisboa que é tão pequena... aliás, essas são pracetas ou largos... tipo Largo do Rato... detesto esse largo. Tem edifícios bonitos mas a rede viária está muito feia
Luís Raposo Alves no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 03:02 PM   #10
Wolf2009
Lobito for friends
 
Wolf2009's Avatar
 
Join Date: Jun 2008
Location: Vila Nogueira de Azeitão
Posts: 10,910
Likes (Received): 6


bem aquele cais da alfandega faz muita falta lembro-me de ir apanhar o barco em cacilhas e sair no terreiro do paço
__________________
Azeitão a Concelho

Dizer que não existe alternativa é o contrário da Liberdade
Wolf2009 no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 03:09 PM   #11
Wolf2009
Lobito for friends
 
Wolf2009's Avatar
 
Join Date: Jun 2008
Location: Vila Nogueira de Azeitão
Posts: 10,910
Likes (Received): 6

Fogo não sabia que dantes passavam carros na rua augusta agora aquilo é só para peões.
__________________
Azeitão a Concelho

Dizer que não existe alternativa é o contrário da Liberdade
Wolf2009 no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 06:06 PM   #12
Luís Raposo Alves
Registered User
 
Luís Raposo Alves's Avatar
 
Join Date: Oct 2008
Location: LX
Posts: 10,567
Likes (Received): 815

Quote:
Originally Posted by O Prof Godin View Post


Que bela remodelação!
Luís Raposo Alves no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 06:12 PM   #13
Luís Raposo Alves
Registered User
 
Luís Raposo Alves's Avatar
 
Join Date: Oct 2008
Location: LX
Posts: 10,567
Likes (Received): 815

Prof Godin, tem que colocar aqui as praças "Prime" portuguesas

1. Terreiro do Paço que já está
2. Praça do Município
3. Praça D Pedro IV Rossio

Não arranja nada das outras duas?
Luís Raposo Alves no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 06:23 PM   #14
Viriatuus
Registered User
 
Join Date: Dec 2007
Location: Porto
Posts: 15,566
Likes (Received): 483



Em Portugal não em Lisboa é o título, ou vi mal...?

E em Lisboa não te estás a esquecer da Figueira? Acho-a pelo menos tão interessante quanto a de D. Pedro IV - aka Rossio - e bem mais que a do Município...
Viriatuus no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 06:28 PM   #15
Luís Raposo Alves
Registered User
 
Luís Raposo Alves's Avatar
 
Join Date: Oct 2008
Location: LX
Posts: 10,567
Likes (Received): 815

Quote:
Originally Posted by Viriatuus View Post


Em Portugal não em Lisboa é o título, ou vi mal...?

E em Lisboa não te estás a esquecer da Figueira? Acho-a pelo menos tão interessante quanto a de D. Pedro IV - aka Rossio - e bem mais que a do Município...
Mas a do município tem relevância histórica e é para mim a praça mais bonita de Lisboa (sem contar com T Paço)

(Lisboa ou Portugal, whatever, o resultado é o mesmo...)
Luís Raposo Alves no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 06:36 PM   #16
jmmv
Registered User
 
jmmv's Avatar
 
Join Date: Feb 2008
Location: Seixal, Silves
Posts: 677
Likes (Received): 15

felizmente há threads destes
jmmv no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 06:38 PM   #17
Viriatuus
Registered User
 
Join Date: Dec 2007
Location: Porto
Posts: 15,566
Likes (Received): 483

Relevância histórica? É subjectivo, posso dar muito mais importância à plebe que às elites e nesse caso a da Figueira é bem mais importante... e quanto à beleza... também é subjectiva mas prefiro a da Figueira (não quer dizer que não desgoste dela...).
Viriatuus no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 08:00 PM   #18
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7

…estejam descansados que eu ponho todas as principais praças dos concelhos de Portugal, incluindo as ilhas…eu tenho um coração grande onde cabe tudo…até a Póvoa…que aliás ja tratei detalhadamente…o problema é encontrar esses postes antigos, para recuperar as imagens…

…se quiserem colaborar são bem-vindos…conto com o Daniel para as de Coimbra…e com o Miguel arq para as do Norte…

…eu desenvolvi conjuntamente com o Professor Santiago Faria e com os nossos alunos, um conjunto de estudos sobre as praças do Norte de Portugal, que queria "resgatar" antes que desapareça…eu não desprezo o Norte…sou é crítico à sua cultura empresarial de miserabilidade…eu estudei no Porto e trabalhei no Porto e no Norte durante mais de 20 anos…
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 08:14 PM   #19
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7

Quote:
Originally Posted by Luís Raposo Alves;
Prof Godin, tem que colocar aqui as praças "Prime" portuguesas

1. Terreiro do Paço que já está
2. Praça do Município
3. Praça D Pedro IV Rossio

Não arranja nada das outras duas?
…lá iremos…

Quote:
Originally Posted by Viriatuus;
Relevância histórica? É subjectivo, posso dar muito mais importância à plebe que às elites e nesse caso a da Figueira é bem mais importante... e quanto à beleza... também é subjectiva mas prefiro a da Figueira (não quer dizer que não desgoste dela...).
…a relevância histórica prende-se com a importância da praça enquanto modelo, transposto em tipos que se difundem pelo país…o Cais das Naus em Faro, importantíssimo para a história do país…foi esquecido e quase não existe…o de Vila do Conde foi valorizado;o Porto têm um conjunto de espaços públicos de jardins ou praça-miradouro…notáveis e que ainda não vi aqui explorados devidamente senão por mim…e também tem outros espaços como a marginal atlântica (passeio marítimo), que é uma adaptação da praça-praia que marcou uma referência e passou a servir de modelo…são é tempos diferentes…até porque a importância do Porto, enquanto cidade, só se verifica a partir do século XVIII…
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote
Old January 8th, 2009, 08:20 PM   #20
O Prof Godin
O Prof Godin
 
O Prof Godin's Avatar
 
Join Date: Sep 2006
Location: Coimbra
Posts: 6,769
Likes (Received): 7

…também agradecia à malta da história a sua participação, pois eu não sei tudo…autorias e história local, importância dos edifícios…etc…assim como aos meus colegas arquitectos de Lisboa, e que penso terem estudado em Lisboa, sabem muito mais que eu…em relação a Lisboa…claro…
__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
O Prof Godin no está en línea   Reply With Quote


Reply

Tags
urbanismo

Thread Tools
Rate This Thread
Rate This Thread:

Posting Rules
You may not post new threads
You may not post replies
You may not post attachments
You may not edit your posts

BB code is On
Smilies are On
[IMG] code is On
HTML code is Off



All times are GMT +2. The time now is 06:30 AM.


Powered by vBulletin® Version 3.8.8 Beta 1
Copyright ©2000 - 2014, vBulletin Solutions, Inc.
Feedback Buttons provided by Advanced Post Thanks / Like v3.2.5 (Pro) - vBulletin Mods & Addons Copyright © 2014 DragonByte Technologies Ltd.

vBulletin Optimisation provided by vB Optimise (Pro) - vBulletin Mods & Addons Copyright © 2014 DragonByte Technologies Ltd.

SkyscraperCity ☆ In Urbanity We trust ☆ about us | privacy policy | DMCA policy

Hosted by Blacksun, dedicated to this site too!
Forum server management by DaiTengu