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Old April 22nd, 2007, 05:43 AM   #461
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Palácio dos Condes de Almada

Palácio dos Condes de Almada / Palácio da Independência























































__________________
Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
pretiosi, e magni

É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
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Old April 22nd, 2007, 05:45 AM   #462
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Palácio da Independência / Palácio dos Condes de Almada

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106310027

Designação
Palácio da Independência / Palácio dos Condes de Almada

Localização
Lisboa, Lisboa, Santa Justa

Acesso
Lg. de São Domingos

Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910, ZEP, Port. 529/96, DR 228 - I Série-B, de 01 Outubro 1996

Enquadramento
Urbano. Insere-se no centro histórico da cidade, a NE. da Pç. do Rossio e do Teatro Nacional D. Maria II (v. PT031106310043 ), dando para a igreja de S. Domingos (v. PT031106310039 ) e flanqueado pelas Escadinhas da Barroca, a E., e R. das Portas de Santo Antão, a O. Implantado em terreno com declive ascendente para E.. Adossado a N. à Cerca Fernandina (v. PT031106120023 ) e a E. e O., parcialmente, a edifícios de habitação de 3 pisos. A frontaria, desnivelada do arruamento, é precedida de terreiro sobreelevado, em semi-círculo, calcetado à portuguesa e vedado por gradeamento sobre murete, com portão.

Descrição
Planta irregular, composta por 4 corpos longitudidais, trapezoidais irregulares, justapostos e agrupados em redor de um pátio rectangular (Pátio Principal), tendo adossado a N. corpo longitudinal rectangular, em plano elevado, a que se liga obliquamente outro, mais estreito, para E., ambos enquadrando pátio trapezoidal irregular; a N. jardim rectangular tendo ao fundo 2 casas rectangulares e uma gruta de fresco longitudinal. Volumes articulados de massa horizontalista de que sobressaem 2 grandes chaminés sobre o corpo E.. Coberturas diferenciadas de telhados a 3 águas sobre os corpos principais, a 4 e 2 águas sobre os corpos N., a 1 água sobre as casas do jardim e terraço sobre o piso intermédio, avançado, do corpo E.. Fachada principal: a S., com embasamento alto de cantaria onde se abre, à esq., 1 arco pleno e 3 janelas rectangulares, semi-ocultas pelo terreiro, encimado por 2 registos separados por friso saliente: no 1º 10 janelas de moldura rectangular com espelho inferior e duplo lintel, tendo ao centro portal rectangular ladeado por pilastras decoradas com grinaldas e encimadas por consolas; no 2º 10 janelas de sacada rectangulares de duplo lintel, rematadas por cornija e providas de varandins de ferro, ladeando outra maior com varanda de balaústres acantonados por pilaretes decorados com palmas, os laterais sustentando urnas floridas, e encimada por pedra de armas dos Almadas e Abranches *1 envolta por cartela de onde pendem grinaldas tendo superiormente concha com águia estendida; remate em cornija. Fachada E.: 1 corpo irregular, saliente,com embasamento muito alto à esq. e onde se abre 1 porta rectangular e 2 janelas quadrangulares gradeadas, de dimensões desiguais; remate em cornija; à dir. corpos adossados a edifícios. Fachada N: muro do jardim, correspondente a troço da Cerca Fernandina. Fachada O.: parcialmente adossada a edifícios, à esq.; o pano visível é o do corpo principal com 3 pisos: no 1º arcada envidraçada de 7 arcos plenos, no interior da qual se abrem janelas e portas rectangulares, e no 2º e 3º fenestração regular, idêntica à do frontespício, em número de 7; remate em cornija. O acesso ao Pátio Principal faz-se a partir do portal principal por amplo túnel em rampa coberto por abóbadas rebaixadas transversais conjugadas com abóbadas de aresta, apoiadas em 3 grandes arcos torais em asa de cesto progressivamente ampliados; lateralmente, em cada tramo, abrem-se portas rectangulares providas de degraus. Rodeando o Pátio a ala O. possui 2 registos: no 1º colunata toscana de 4 colunas, sendo as centrais grupadas, a enquadrar portal duplo encimado por arquitrave, flanqueado por 1 porta (dir.) e uma janela (esq.), ambas de moldura rectangular; no 2º 4 janelas rectangulares de sacada com varandins de ferro, as 2 centrais flanqueadas por pilaretes e ligadas pelo varandim; sobre as janelas lápide com inscrição alusiva à aquisição do Palácio; remate em cornija. Ala S.: registo inferior rasgado pelo grande arco em asa de cesto da entrada; no 2º registo 2 panos: o do corpo principal com 5 janelas rectangulares, sendo a da dir. menor, e o pano da esq., mais baixo, com 1 porta rectangular e outra de moldura em arco recto de intradorso polilobado com nastros e meias-esferas; remates em cornija. Ala E.: 2 corpos escalonados em altura, o 1º é avançado, vazado ao centro por pequena janela quadrangular, e ao qual se encosta escadaria com patamar superiormente dividida em 2 lanços sobre 2 arcos aviajados de vão profundo, em cujo interior se abrem portas e janelas de moldura rectangular; as escadas conduzem a terraço com rodapé de azulejos azuis e brancos adossado ao corpo das Cozinhas que tem, ao centro, janela rectangular de capialços profundos; remate em cornija; sobre o telhado elevam-se 2 grande chaminés de cones oitavados, sensivelmente diferentes: o da esq. com friso denteado a meia altura e o da dir. liso, ambos coroados por merlões, formalmente distintos, a circundar tubo cilíndrico rematado por anel e denteado de tijolo. Ala N.: 2 pisos separados por friso, no 1º 4 portas de moldura rectangular e 1 quadrangular; no 2º 3 janelas de sacada rectangulares e, à dir., 1 porta rectangular e outra de moldura polilobada com decoração zoomórfica e encordoada; remate em cornija. Um túnel rampante revestido com silhar de azulejos de padrão atravessa o corpo N. prolongando-se em escada que desemboca no pátio superior, lajeado e parcialmente revestido de azulejos em rodapés e painéis figurativos a E. e N.. Na ala S., a ladear a escada, 2 portais semelhantes em arco recto de intradorso polilobado, com decoração de nastros e meias-esferas; à esq. pequena janela rectangular; remate em cornija. Na ala O. 2 registos: no 1º 2 portas e 1 janela, rectangulares, e no 2º 3 janelas de sacada de moldura rectangular com varandins de ferro; remate em cornija. A N. corpo transversal de 2 registos: o 1º aberto, em jeito de alpendre, com 2 colunas, tendo 1 porta a O. e outra a N., gradeada, de acesso ao jardim; nas paredes N. e E. bancos de pedra e painéis de azulejos figurativos azuis e brancos; no 2º registo 2 janelas de moldura rectangular; remate em cornija. A N. o Jardim, sobreelevado, a que se acede por escada de 2 lanços simétricos, composto por canteiros de buxo que rodeiam tanque polilobado e flanqueado a E. e O. por panos de muro altos e irregulares de edifícios. Ala S. do corpo transversal com 2 registos: no 1º 2 portas duplas (dir.) e 1 simples, com molduras rectangulares, e no 2º 4 janelas de sacada rectangulares com varandins de ferro; remate em cornija. A N. zona de fresco encostada a troço da Cerca Fernandina, composta por 2 corpos simétricos salientes com portas rectangulares: à dir. a Sala dos Conjurados, à esq., sala com cisterna tendo na parede de fundo um arco quebrado cego das antigas portas da cidade; entre os 2 corpos e encostado à muralha um espaldar azulejado de painéis polícromos alusivos à Restauração, vazado por 2 portas gradeadas em arco pleno (a da dir. comunicando com escada de acesso a terraço e à muralha); remate em empenas angulares e onduladas decoradas com rosetas e volutas, a envolver fonte manuelina de taça polilobada assente sobre lago circular, cuja água jorra de cabeça alada ao centro do espaldar azulejado ; à dir. arco pleno de gruta abobadada revestida de embrechados de conchas e pedras. INTERIOR: os corpos S. e O. do núcleo principal possuem um piso zero (cave), correspondente ao 1º registo das respectivas fachadas, ocupado pela Livraria da IN-CM (sob as arcadas), 2 salas de exposições (galerias ou lojas), Sala Andrade Moura antecedida de hall, pequenas arrecadações e instalações sanitárias; a SO. do Pátio há um troço de antiga escada e uma cisterna. No piso 1 ( r/c) do corpo S., ladeando o túnel da entrada, localizam-se, à dir. a Portaria, Secretaria e Arquivo e, à esq., um vestiário e salas de exposições com tectos de madeira; no corpo O., para além do amplo átrio com escadaria transversal coberto com tecto pintado com emblema da Mocidade Portuguesa, há, à dir., uma sala abobadada de aresta destinada a actividades didácticas, denominada Sala do Hino e da Bandeira, e um pequeno gabinete; no corpo N., da dir. para a esq., uma sucessão de salas longitudinais paralelas, adossadas: arrecadação da limpeza, sala do Núcleo Feminino, arrecadação, corredor/escada de acesso ao pátio superior, armazém de livros, Sala de Esgrima, Sala dos Arcos e Sala do Palco (actividades culturais); algumas das salas conservam arcos da antiga construção; o corpo E. é ocupado por instalações sanitárias e respectivo corredor. No piso 2 (andar nobre) o corpo S. é percorrido por corredor no qual se abrem portas de moldura rectangular de acesso à Sala de Convívio, abobadada, ao Salão Nobre, com chão de "parquet de damas", lambri de madeira, molduras de portas e janelas de calcário vermelho e tecto de masseira, apainelado, e Sala do Conselho Supremo, em anfiteatro, abobadada; a SO. o gabinete do Presidente da Sociedade Histórica da Independência de Portugal, abobadado; no corpo O. um pequeno gabinete, a Sala dos Directores, abobadada e uma Sala revestida com silhar de azulejos figurativos de temática mitológica, abobadada; no corpo N. um corredor estabelece ligação com 3 gabinetes, o Departamento de Música e uma Sala de Exposições; no corpo E. 3 pequenas Salas de Exposições contíguas, as 2 últimas correspondentes às antigas Cozinhas, cujas chaminés assentam sobre trompas de ângulo. No corpo longitudinal N. o piso térreo é ocupado pela Sala da Comissão Portuguesa de História Militar, revestida por silhar de azulejos de albarradas, e por outra Sala, ambas com tectos de masseira, 1 gabinete e 2 salas de apoio; no piso superior localiza-se a Biblioteca e o respectivo Depósito e a Sala de Leitura. No corpo tranversal, sobre o alpendre, um hall antecedendo amplo gabinete.

Descrição Complementar
Ao fundo do Jardim um lago circular de onde emerge fonte manuelina sobre plinto quadrangular, liso; a base é facetada, estrelada, com anéis e 4 leões em alto-relevo, truncados, onde assenta taça polilobada de 2 registos, no inferior 6 cabeças toucadas com pequenos canos na boca e no superior um friso que acompanha a forma do rebordo, preenchido com sequência de quadrilóbolos vazados inscritos em molduras circulares. Nas alas N. e S. a ladear o terraço fronteiro ao corpo das Cozinhas 2 portais neo-manuelinos: o de N. em arco cairelado de 2 arquivoltas, a interior totalmente revestida de pequenas folhas ou escamas, geométricas, e a exterior tendo na base 2 dragões agachados, com os pescoços em torsão, simétricos, de cuja cabeça se elevam colunelos lisos com enrolamentos de corda espaçados; o de S. em arco de extradorso recto, composto por toro enastrado intercalado com meias-esferas sobre curtas bases facetadas, e intradorso polilobado deprimido decorado com meias-esferas tendo a pedra de fecho partida; as 2 portas do corpo N. que dão para o pátio superior possuem molduras idênticas entre si e semelhantes ao portal do corpo S., embora mais baixas e amplas que este; os colunelos são providos de anéis igualmente enastrados (excepto um dos anéis da porta à dir.) assim como a pedra de fecho (a da esq. truncada). AZULEJOS: Vários exemplos de azulejo de composição ornamental e de composição figurativa característicos do último quartel do séc. 17 e primeiro quartel séc. 18 *2. EXTERIOR: Paredes do corredor e escada de acesso ao pátio superior: revestimento de azulejo de padrão (P- 401 versão azul e variante azul do P-301). Pátio Superior: 4 painéis de composição figurativa; monocromia: azul de cobalto em fundo branco. Painel 1: Jardim com fonte barroca; barra: motivos arquitectónicos, entablamento, consola, voluta; conchas, motivos vegetalistas, figuras infantis atlantes. 12 x 16 azulejos. C. 1730. Por baixo do painel, um banco corrido, revestido de azulejo de padrão (P-253), 2 x 2 azulejos, monocromia azul de cobalto em fundo branco. Painel 2: Paisagem fluvial, ancoradouro; barra: motivos arquitectónicos, entablamento, consola, voluta, cartela central; conchas, motivos vegetalistas, figuras infantis atlantes. 12 x 25 azulejos. C. 1730. Por baixo do painel, um banco corrido, revestido de azulejo de padrão (P-253), 2 x 2 azulejos; monocromia azul de cobalto em fundo branco. Painel 3: Caça ao javali; barra: enrolamentos vegetalistas; assinado: Gabriel del Barco; 10 x 15 azulejos; finais séc. 17. Por baixo do painel, um banco corrido, revestido de azulejo de padrão (padrão raro, da família do P-245 e P-246), 2 x 2 azulejos; monocromia azul de cobalto em fundo branco (painel degradado, e azulejos da cercadura mal montados). Painel 4: Caça ao javali; barra: enrolamentos vegetalistas; 10 x 20 azulejos; finais séc. 17. Por baixo do painel um banco corrido revestido de azulejo de padrão (P - 119); 2 x 2 azulejos; monocromia azul de cobalto em fundo branco (Painel mal montado, azulejos desemparelhados ou colocados ao acaso). Numa reentrância ao fundo do pátio: 1 painel de azulejo de padrão (padrão raro, da família do P-245 e P-246), 2 x 2 azulejos, limitado verticalmente por barras com motivos arquitectónicos: consolas, volutas, figuras infantis atlantes; 9 x 12 azulejos. Em todas as paredes do pátio: Rodapé: azulejo de padrão, 2 azulejos de altura. JARDIM: ao fundo, ladeando a fonte manuelina e aplicados na parede encostada à Cerca Fernandina, 3 painéis de composição figurativa *3. Policromia: azul, manganês, amarelo, verde. Temática: episódios da Restauração de 1640. C. 1760. Painel 1: Edifício no Terreiro do Paço, figura masculina à janela com a legenda: "Liberdade, liberdade, por el Rei D. João IV". Na parte inferior do painel, em cartela, a legenda: "Redempção de Portugal. A Fidelidade e o amor Triunfão". Rodapé de 3 azulejos em esponjado amarelo, azul e manganês, imitando cantaria; 27 x 24 azulejos . Painel 2: (à esquerda do painel 1): Procissão: Em baixo, em cartela, a legenda em latim: "Benedictus Dominus Deus Israel quid vizitavit et fecit Redempsionem Plebis Suae"; 27 x 21 azulejos; correspondendo à altura do rodapé, um banco ocupa a largura do painel. Painel 3: (à direita do painel 2): Reunião dos conjurados. Em cima, em filactera, a legenda: "Venturoso Citio honrozas conferências em que se firmou a redempsão de Portugal"; 27 x 21 azulejos. Correspondendo à altura do rodapé de 3 azulejos, um banco ocupa a largura do painel. Paredes: ladeando o conjunto de azulejos: rodapé de azulejos de padrão, a maior parte do séc. 20, imitando azulejos do séc. 18. monocromia, azul de cobalto em fundo branco. 3 azulejos de altura. Sala dos Conjurados: No interior *4: Silhar de azulejo de figura avulsa, com cercadura (C - 86) e rodapé; 4 azulejos de altura. Gruta: silhar de azulejo de padrão (P 41), 2 x 2 azulejos, monocromia: azul de cobalto em fundo branco; 8 azulejos de altura. No chão, pavimento formado por pequenas losetas quadradas, em azul e branco, dispostas alternadamente, formando composição enxadrezada. INTERIOR: Sala da CPHM ( Sala 1): Silhar de composição ornamental; temática: albarradas: jarras com flores ladeadas por pássaros; monocromia: azul de cobalto em fundo branco; barra: motivos vegetalistas, folhagem; 9 azulejos de altura; finais séc. 17. Este silhar apresenta lacunas; faltam alguns azulejos. Sala da ala O., 1º piso *5: 9 painéis de composição figurativa; monocromia: azul de cobalto em fundo branco. Temática: episódios da mitologia; barra: motivos arquitectónicos, entablamento, consola, voluta, cartela central; conchas, motivos vegetalistas, figuras infantis atlantes. 12 azulejos de altura. C. 1730. Painel 1: 35 azulejos de largura: duas cenas sem relação entre elas: Apolo e Jacinto; Teseu e Ariana; painel 2:16 azulejos de largura; Diana e Esculápio ressuscitam Hipólito; painel 3 (enxalço da janela): 5 azulejos de largura; painel 4 (enxalço da janela): 5 azulejos de largura; painel 5: 12 azulejos de largura: Vénus e Adónis; painel 6 (enxalço da janela): 5 azulejos de largura; painel 7 (enxalço da janela): 5 azulejos de largura; painel 8: 66 azulejos de largura: quatro cenas sem relação entre elas: Aquelous e Periméle; Mercúrio e Argus; Píramo e Tisbe; Vénus chorando a morte de Adónis; painel 9: 13 azulejos de largura: Medeia e Jasão. ca. 1725-30. INSCRIÇÕES: 1. Inscrição comemorativa da compra e doação do Palácio, colocada sobre as janelas do segundo piso da ala O. do pátio; moldura de filete simples e de cantos destacados ficando o campo epigráfico relevado; Calcário (Pedra Bastarda); Dimensões: Campo Epigráfico; Tipo de letra: Capital Quadrada; Leitura: A COLÓNIA PORTUGUESA NO BRASIL ADQUIRIU E DOOU AO ESTADO ESTE PALÁCIO MCMXL*6.

Utilização Inicial
Residencial

Utilização Actual
Cultural, comercial e turística: sede da Sociedade Histórica da Independência de Portugal; Comissão Portuguesa de História Militar; biblioteca; exposições, cursos e congressos; espaço museológico; posto de vendas da S.H.I.P.; Livraria da I.N.-C.M..

Propriedade
Pública: Estatal

Afectação
Sociedade Histórica da Independência de Portugal

Época Construção
Séc. 16 / 18 / 19 / 20

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido

Cronologia
1467, Jun. - D. Fernando de Almada, 2º conde de Avranches, comprou a D. Nuno Barbudo umas casas nas portas de Santo Antão, próximo do Rossio, dando-se início à construção do palácio dos Almadas; 1509 - Ampliação do palácio por D. Antão, 3º conde de Abranches, que para o efeito tomou posse de um chão pertencente à Câmara que confinava com as suas casas, junto ao Lg. de S. Domingos; 1546 - Escritura em que D. Fernando de Almada se compromete a comprar a sua mãe D. Maria de Menezes, as casas do Rossio, as quais tinham um terreiro defronte; 1573 - Um contrato de emprazamento refere a existência de um quintal grande com figueiras (jardim) e de um quintal menor com laranjeiras (pátio superior) diante de uma "sala"; 1640 - Segundo a tradição, foi na dependência do fundo do jardim, junto à Cerca Fernandina, denominada Sala dos Conjurados, que um grupo de patriotas no qual se incluia D. Antão de Almada, preparou a sublevação do 1º de Dezembro que restaurou a independência de Portugal; 1684 - D. Lourenço de Almada pede à Câmara que lhe afore o chão público necessário para "endireitar as suas casas"; 1713 - Concedido o aforamento, D. Lourenço inicia as obras de remodelação e ampliação, com um alinhamento diverso do original; 1740 - Novas obras realizadas por D. Antão de Almada, mestre-sala de D. José; 1755 - Tendo sofrido poucos danos pelo terramoto, recolhe os enfermos do Hospital de Todos-os-Santos; 1756 - O Marquês de Pombal pretende instalar o Arquivo do Senado da Câmara; 1757 - Transferência da Junta do Depósito Público para o Palácio (r/c); 1758/1766 - Serviu de sede do Senado Municipal; 1758 - Tribunal da Relação (o Lg. de S. Domingos chegou a ser conhecido como "Lg. da Relação" até 1809) e Junta das Audiências da Corte e da Cidade, todos ocupando o andar nobre; 1774 - Obras de embelezamento dos jardins, com colocação de painéis de azulejos comemorativos da Restauração; 1776 - Vistoria à muralha fernandina no topo do jardim, dando conta da existência de um poço e uma escada de pedra que dava para o terraço da muralha; 1793 - Lourenço José Boaventura de Almada foi o 1º receber o título de Conde; 1833 - Antes do saque efectuado pelas tropas liberais a família Almada consegue retirar vários objectos de valor e abandona o Palácio; 1834 - Almeida Garrett habita o Palácio; 1835 - Levantado o sequestro do imóvel; 1842/1863 - Arrendado a D. Luísa Maria do Carmo Silva e Abreu, viúva de Vicente de Castro Guimarães; 1866/1876 - O Centro Promotor dos Melhoramentos das Classes Laboriosas ocupa o andar nobre, seguindo-se o Liceu Francês e o Quartel General da 1ª Divisão; 1877 - Parte do imóvel é arrematado pela Comissão 1º de Dezembro, e D. Miguel de Almada cede-lhe a antiga capela e um quarto anexo, para se instalar a respectiva sede; promove-se a 1ª comemoração pública da Independência no Palácio; 1890 - Escritura de arrendamento entre os proprietários do Palácio e o Estado para instalação de algumas dependências da Direcção Geral de Agricultura; 1896 - Ocupado pelo Quartel-General da 1ª divisão; 1911 - Saída do Quartel General, sendo o imóvel arrendado a vários inquilinos comerciais; 1922 - O Presidente da Comissão Central 1º de Dezembro, Senador Coronel Ramos da Costa, apresentou ao Senado um projecto de lei no sentido do imóvel ser considerado Monumento Nacional e adquirido à família Almada, recorrendo-se para o efeito a uma emissão especial de selos comemorativos da Independência de Portugal a partir de 1925; 1924/1938 - O piso térreo do corpo O. estava ocupado pelo "Café Comercial", por uma padaria, uma barbearia e pela mercearia "A Paulistana"; no r/c funcionava a Comissão Central 1º de Dezembro; no 1º andar estavam os escritórios da Guerreiro Gala & Cia. e da Cooperativa Auto-Mecânica; a área do jardim estava ocupada por um grande edifício que albergava uma transformadora eléctrica das Companhias Reunidas do Gás e Electricidade (Subestação de São Domingos) e a zona de fresco, incluindo a Sala dos Conjurados, estava completamente degradada, com azulejos partidos e desaparecidos, a servir de depósito de lixo; 1925 - Construida uma sentina pública nos baixos do Palácio; 1927 - A Comissão passa a designar-se Sociedade Histórica da Independência de Portugal; 1929 - Cessa a emissão especial de selos para angariação de fundos para compra do Palácio; 1935 - A SHIP inicia uma subscrição nacional, a que se junta a Colónia Portuguesa do Brasil, a favor da compra do imóvel; 1939, 30 Maio - Decreto- lei nº. 29-638 permite a aquisição do Palácio pela Direcção-Geral da Fazenda Pública para a Colónia do Brasil e posterior doação ao Estado, devendo aí funcionar um Museu da Restauração, a sede da SHIP e o Comissariado da Mocidade Portuguesa; 1939, 25 Ag. - Assinada a escritura de compra do imóvel; 1940 - Início das obras de restauro e reintegração pela DGEMN, sob orientação do Arq. Raul Lino; a Sociedade Histórica da Independência de Portugal e o Comissariado da Mocidade Portuguesa tomam posse do edifício; para dar cumprimento ao disposto no § único do Art. 5º do decreto- lei n.º 29.638 de 30 de Maio inicia-se o processo de elaboração da lápide comemorativa da aquisição do palácio pela colónia portuguesa do Brasil; 1961 - Colocação de lápide com medalhão de D. Antão de Almada na parede defronte da escadaria principal; 1966 - Pedido da Mocidade Portuguesa de colocação de uma placa com a efígie do poeta Mário Beirão, na parede da galeria superior da escada principal; 1969 - Abalo sísmico provoca danos graves em algumas dependências do Palácio; 1974, 7 Fev. - Escritura definitiva de aquisição pelo Estado do edifício da CRGE implantado no Jardim do Palácio, para posterior demolição; 1975/1983 - Ocupado pela Associação dos Deficientes das Forças Armadas; 1983 - O Palácio é de novo cedido à SHIP; 1993 - A ADFA sai do edifício, ficando este na posse única da SHIP que deu início a algumas obras para instalação de serviços e zonas de exposições e um museu; 1995, 8 Set. - Despacho do Subsecretário de Estado da Cultura determinando a Zona Especial de Protecção.

Tipologia
Arquitectura civil residencial maneirista e revivalista. Palácio urbano de planta composta por corpos longitudinais justapostos e adossados, formando conjunto irregular, enquadrando 2 pátios e, no topo, 1 jardim de buxo; frontespício provido de amplo portal com túnel em rampa para entrada de carruagens. Corpos de 2 e 3 pisos, espelhando a usual divisão social, ritmados por filas de janelas de sacada de moldura rectangular; a decoração arquitectónica classicizante concentra-se no portal principal e janelão do andar nobre. Na estrutura, maioritariamente desprovida de decoração, inscrevem-se 4 portais neo-manuelinos, revivalismo do estilo da construção inicial, de que resta o corpo das cozinhas com grandes chaminés de cones facetados.

Características Particulares
É um dos raros palácios que conserva chaminés monumentais, de raiz quinhentista, exceptuando o Palácio de Sintra. No pátio superior, jardim e interior azulejos de composição figurativa do 1º quartel do séc. 18 de grande interesse iconográfico e alguns com padrões raros. No pátio superior 2 painéis assinados por Gabriel del Barco. No Jardim fonte de taça polilobada com decoração zoomórfica manuelina.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes e estruturas mistas.

Materiais
Cantaria calcária e alvenaria mista rebocada; tijolo; tijoleira; azulejos; vidro; ferro; pavimentos e tectos de madeira; cobertura de telha.

Bibliografia
Arquivo da Casa Almada; A. H. C. M. L.; OLIVEIRA, Fr. Nicolau de, Livro das Grandezas de Lisboa, Lisboa, 1804; VASCONCELOS, J. A. Pestana de, A Oferta do Palácio da Independência ao Estado pela Colónia Portuguesa do Brasil, in Independência, nº 1, 1940; DORNELAS, Afonso, Os Almadas na História de Portugal in Independência, nº. 2, 1941; MACEDO, Luis Pastor, CAVALHEIRO, António Rodrigues, O Palácio Almada in Anais da APH, vol. VIII, 1944; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, fasc. 4, Lisboa, 1946; Idem, Peregrinações em Lisboa, fasc. 12, Lisboa, s.d.; ALMEIDA, dir. D. Fernando, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa - Lisboa, vol. 1, Lisboa, 1973; MECO, José, A Azulejaria do Palácio da Independência in Boletim Cultural da Assembleia Distrital de Lisboa, Lisboa, 1981; idem, Azulejaria Portuguesa, Lisboa, 1985; STOOP, Anne de, Quintas e Palácios dos Arredores de Lisboa, Barcelos, 1986; ALMEIDA, José António Ferreira de, Tesouros Artísticos de Portugal, Porto, 1988; GIL, Júlio, Os Mais Belos Palácios de Portugal, Lisboa, 1992. Dicionário da História de Lisboa, Lisboa 1994; SAMPAIO, Jorge Pereira de, O Palácio da Independência, Lisboa, 2000.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSARH, DRMLisboa, DSID, Arquivo Pessoal Maria João Laginha

Documentação Fotográfica
DGEMN: DRMLisboa, DSID, Arquivo Pessoal Maria João Laginha; Palácio da Independência (SHIP)

Documentação Administrativa
DGEMN: DSARH, DRMLisboa, DSID; Palácio da Independência (SHIP); REOM, Palácio da Independência (Correspondência), caixa 23.

Intervenção Realizada
1924 - Obras realizadas pelos utentes; 1940 - Restauro com projecto do Arqº Raul Lino, com inclusão de elementos estruturais e decorativos: 4 vãos "manuelinos"; janela da Cozinha; construção da arcaria da fachada O.; ampliação do átrio do corpo O. e colocação da respectiva escadaria e pintura do brasão da Mocidade Portuguesa no tecto; remodelação do terraço defronte do corpo das Cozinhas, com demolição de parede à face da escadaria; transformação, com o intuito de uniformizar, das molduras de todos os vãos do rés-do-chão e andar nobre, especificamente: as portas da ala N. do Pátio Almada, primitivamente em arco pleno, em rectangulares, e das janelas do 2º registo, simples e de menores dimensões, em janelas de sacada com varandins de ferro decorados nos extremos com esferas; ampliação do pátio superior, com a demolição de uma sala, provável oratório, e colocação de painéis de azulejo (alguns assinados por Gabriel del Barco) provenientes de outra dependência do Palácio; ampliação do Salão Nobre; 1948 - Reparação da sala destinada a Biblioteca da Restauração: pavimentação com tacos de pinho sobre massame hidráulico; picagem, asfalto, reboco, guarnecimento e caiação de paredes; alargamento da clarabóia e lanternim; 1949 - Colocação de estantes de castanho na Biblioteca e de lanternas de latão; reparação dos pavimentos de 3 salas; 1955 - Limpeza e reparação de telhados, caleiras, algerozes e madeiramentos; limpeza das fachadas principal, laterais e pátios, caiação e reparação de rebocos e portas; limpeza de cantarias e tomada de juntas e picagem, emboço, reboco e caiação de abóbadas na arcada; picagem e descasque de paredes de alvenaria e abóbadas, reboco com argamassa de cimento, areia e produto hidrófugo, guarnecimento e caiação, nas salas da câmara escura, raios X e laboratórios; 1955/1956 - Reparação da instalação eléctrica; 1956 - Limpeza e reparação geral de telhados, caleiras, algerozes e madeiramento; reparação de portas e caixilhos na fachada principal e lateral esq.; picar, emboçar, rebocar e guarnecer paredes e abóbadas com impermeabilização e pintura nas cozinhas e pátio da fonte; picagem, impermeabilização e reconstrução do pavimento do terraço das cozinhas; pintura do tecto da Sala do Conselho e reparação de madeiramentos; emboço, esboço e estucagem; colocação de novas guaritas de madeira iguais às existentes; 1957 - Apeamento do tecto da Sala do Conselho com picagem de estuques e desmontagem da armação; assentamento de madeiramento de casquinha imunizado e estafe em tecto; picagem, emboço, reboco e guarnecimento de paredes na mesma sala e gabinete anexo; estucagem e linhagem de paredes e tectos, aparelho e pintura a óleo em paredes; reparação geral de portas e caixilhos; afagar e encerar pavimentos em várias salas; reparação da instalação eléctrica no 1º andar; 1958 - Demolição e assentamento de beirados de telha lusa com argamassa hidráulica nas fachadas principal e laterais, 2 pátios e passagem; levantar e regularizar telhado e colocação de algeroz; picar. rebocar, guarnecimento e pintura com tinta de água da fachada principal e reparação e pintura a óleo de portas e caixilhos das fachadas principal, lateral esq. e dos 2 pátios; pintura de grades; picar, rebocar, guarnecer e pintar paramentos de alvenaria nos 2 pátios e fachada lateral esq.; reparação e pintura de beirados; assentar cantarias em pilar, frente de cantaria do pátio e socos; reparação geral de telhados e dos esgotos do pátio principal; demolição e reconstrução com consolidação da parede de empena; 1959 - Remodelação geral da instalação eléctrica (1ª fase); demolição de paredes de alvenaria com escoramento do telhado na Sala da Milícia, Serviços Culturais e escada; demolição de pavimentos para construção da caixa da escada; construção de cadeia e reposição do pavimento da escada; demolição de escada exterior e retirada de grade; lintel de betão armado para suporte de aba do telhado com cofragem; construção de parede de tijolo na Sala da Milícia e Serviços Culturais e suporte da escada; construção de escada em betão armado, pedra serrada e brunida de lioz em pisos, espelhos e patins de escada assente com argamassa hidráulica; pavimento em lage de betão na zona da escada exterior; picar, emboçar, rebocar e guarnecer a massa fina de areia paredes exteriores com acabamento áspero, conforme às fachadas já feitas, e pintura a tinta de água no pátio, fachada interior e principal, muro de suporte, espingardaria e cantina; emboço, reboco e guarnecimento de paramentos de alvenaria de tijolo na Sala da Milicia e Serviços Culturais; esboço e estuque em paredes dos mesmos, cave e corredor; reparação e impermeabilização do terraço, cobertura das instalações sanitárias e arrecadação, junto à CRGE; reparação geral dos telhados; assentamento de adufas de madeira nas janelas do pátio interior; pintura a óleo em paredes interiores e aparelho na Sala da Milícia, Serviços Culturais, cave e corredor; pintura a óleo em portas e caixilhos; calcetamento do pátio na zona da escada e fornecimento de pedra igual à existente no pátio da entrada; restauro do painel de azulejos evocativo da Restauração junto à subestação das CRGE, a ser removida: assentamento de azulejos em falta com reconstrução de motivos decorativos e reassentamento dos que estão desligados da parede; remodelação total da instalação eléctrica (2ª fase); 1960 - Instalação eléctrica ; demolição de alvenarias em arrecadações da cave; picagem, emboço, reboco e guarnecimento de paramentos interiores e exteriores nas salas da cave, instalações sanitárias do pátio e parede exterior do pátio superior; construção de sancas especiais (conforme desenho) com armação de madeira, forro de estafe e molduras corridas em ferro e estuque, esboço e pintura e tectos de estuque, na Secretaria; construção de sub-tecto ao nível das vigas com chasseamento de madeira de pinho, forro e caixas de iluminação, tectos de estuque e portas de casquinha, nos Serviços Administrativos; canalizações, divisória em tijolo de vidro, loiças, pavimento de tijoleira cerâmica nos sanitários; caixilhos de casquinha no pátio; pintura de paredes e tectos, com impermeabilização, nas salas da cave; grades de ferro no pavimento do pátio e impermeabilização, levantando e repondo a calçada, nas zonas com infiltrações para a cave; 1962 - Demolição de alvenarias em divisórias e modificação de vãos em pavimentos no r/c, andar nobre e 2º piso; assentar vigamento; corte e preparação de pavimentos no andar nobre; construção de alvenaria de tijolo em divisórias, canalizações, azulejos brancos, pavimentos de mosaico hidráulico e loiças nos sanitários, no r/c e andar nobre; picar, emboçar, rebocar e guarnecer paramentos interiores e exteriores e estuque em paredes e tectos com pintura a óleo no r/c, andar nobre, 2º piso e pátios; portas de casquinha no andar nobre; soalho de pinho sobre barrotes no r/c; pintura a óleo em portas; levantar e repor pavimento no pátio da entrada; 1964 - Canalizações e pinturas; 1965 - Instalação eléctrica; 1969 - Revisão das coberturas e caixilharia; pinturas; 1971 - Conservação interior; 1973 - Instalação eléctrica; 1976 - Instalação de circuito de detecção automática de alarme de incêndio; 1978 - Reparação das coberturas e rebocos; 1980 - Reparação das coberturas e tectos; 1988 - Recuperação do jardim; 1989 - Revisão das coberturas; 1990 - Reparação de portas e caixilhos; limpeza dos forros; obras na fonte central e na Sala dos Conjurados; restauro dos painéis de azulejo do jardim; 1991 - Remodelação da instalação de iluminação do jardim; trabalhos de construção civil; reparação das coberturas; reparação de fachadas principal e laterais; 1995 - Beneficiação de coberturas e fachadas; reparação das chaminés; impermeabilização dos terraços.

Observações
*1 - As armas dos Almada são: de ouro, banda de azul carregada de duas flores florenciadas e vazias de ouro, acompanhada de duas aguietas estendidas de vermelho, armadas e sancadas de negro. Timbre: uma aguieta de negro. * 2 - Grande parte dos azulejos de padrão foram colocados no edifício quando das obras realizadas nos anos 40 do séc. 20 sob direcção de Raul Lino; alguns serão provenientes do próprio Palácio ou de outro edifício, outros estariam em depósito nos Monumentos Nacionais. Os azulejos de composição figurativa do pátio superior, provavelmente oriundos de salas do Palácio, foram igualmente colocados no pátio na mesma época, servindo de espaldar a bancos corridos. *3 - conjunto muito restaurado; muitos dos azulejos foram refeitos nos anos 90 (séc. 20). *4 - Silhar restaurado em 1990. Muitos azulejos foram feitos de novo, a altura do silhar foi reduzida (de 6 a 4 azulejos), a fiada inferior composta por azulejos de padrão de búzios (P - 398) desapareceu, sendo substituída por cercadura recente, imitando azulejo do séc. 18. *5 - na Igreja de São Romão em Carnaxide, no corredor ao lado da capela-mor, existe um silhar de azulejos de composição figurativa idêntico a um dos silhares desta sala. *6 - No arquivo da DSID na documentação da REOM constante no processo do imóvel encontra-se um conjunto de documentos relativos ao processo de encomenda da lápide onde figura a minuta da epígrafe, elemento raro e fundamental para verificar as modificações operadas na oficina de cantaria. Através desta documentação ficamos também a saber que a lápide foi executada pela Mármores e Cantarias de Pero Pinheiro- Estremoz, Ldª. pelo preço de 450$00.

Autor e Data
Paula Noé 1990 / Paula Correia 2002 / Lina Oliveira e Helena Rodrigues 2003 / Filipa Avellar 2004
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Palácio dos Condes de Farrobo












































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Palácio dos Condes de Farrobo / Palácio das Laranjeiras e Teatro Tália

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106390086

Designação
Palácio dos Condes de Farrobo / Palácio das Laranjeiras e Teatro Tália

Localização
Lisboa, Lisboa, São Domingos de Benfica

Acesso
Est. das Laranjeiras, nº. 195 - 199

Protecção
IIP, Dec. nº 735/74, DG 297 de 21 Dezembro 1974 *1

Enquadramento
Urbano, destacado, adossado. A fachada E. está voltada para a Estrada das Laranjeiras onde, do lado oposto da rua, se encontra implantado o chafariz das Laranjeiras (v. PT031106390352). Dentro do pátio, em posição fronteira ao alçado principal do palácio, é visível o arruinado teatro de Tália. Do lado O. estendem-se o jardim do palácio (v. PT031106390436) e todo o conjunto do Jardim Zoológico de Lisboa (v. PT031106390437).

Descrição
Planta em E, definida pelo núcleo principal do palácio (volume paralelepipédico rectangular, com cobertura em telhado a 4 águas) e os 3 corpos avançados no alçado SO. (com cobertura a 3 águas). Apresenta 3 fachadas, sendo as mais extensas a NE. (virada à rua) e a SO. (dando sobre o jardim). A fachada NE. do palácio, delimitada lateralmente por cunhais e ritmada por pilastras de cantaria, é constituída por um só corpo, que ostenta no piso térreo 5 portas e 6 janelas de peito. Já no andar nobre são visíveis 11 janelas de sacada, sendo a do centro mais larga e guarnecida superiormente. A fachada é rematada em altura por cornija, interrompida sobre os vãos centrais por frontão triangular. Na sequência desta fachada, para o lado N., localiza-se o grande portão de ferro que dá acesso ao pátio. É desde o pátio que se avista o alçado principal do palácio (NO.), de corpo único, onde se destaca a porta principal com emolduramento de cantaria ladeada por 2 pares de janelas. A fachada SO., organiza-se em 3 corpos, sendo o central recuado, dando desse modo lugar a um terraço do qual se acede ao jardim por meio de um lanço desdobrado de escadas, guarnecidas de cortina de cantaria. A parte central do corpo intermédio avança, ostentando uma janela de sacada em arco de volta inteira e sendo coroada por frontão triangular. INTERIOR(palácio): destacam-se: o átrio (com acesso pela porta principal do alçado NO., apresenta um tecto de estuque relevado envolvendo uma pintura central de temática alegórica e silhares de azulejos de grinalda); a escadaria, à esquerda do átrio, abrindo com um arco abatido, de doid lanços, termina numa galeria cujo tecto apresenta, ao centro, pintura a óleo, uma alegoria representando "Psiché e o Amor"; algumas salas, nomeadamente as antigas Sala de Jantar, Sala de Música, Salão de Baile e quarto do conde de Farrobo, que ostentam pinturas a óleo aplicadas nos tectos e sancas - sendo algumas da autoria de António Manuel da Fonseca (1796 - 1890) -, bem como estuques (de artistas como João Paulo da Silva e do italiano Felix Salla). O TEATRO TÁLIA apresenta dois pisos, mais um sobre a cimalha; a fachada de sete vãos apresenta 4 colunas de ordem dórica sobre as quais assenta um frontão triangular de tímpano liso, sobre o qual e estátua de Érato; sobre os acrotérios duas urnas; no prolongamento das colunas, e sobre plintos que avançam do peristilo, quatro esculturas, em pedra, representando esfinges deitadas e apoiadas sobre as patas; a fachada E. apresenta corpo simples com oito vãos simples simétricos distribuidos por dois níveis e porta central. INTERIOR: encontra totalmente esvaziado (todos os elementos de arquitectura e decoração do revestimento desapareceram) apenas existindo, de pé o grande arco em alvenaria que separa o palco da plateia. ANEXOS: a S., no seguimento da fachada lateral, existem as antigas cavalariças e casas dos cocheiros constituídos por edificações de dois pisos seguidas de terreiro irregular que confina com os jardins. A N. no seguimento do Teatro Tália e anexo a este, habitação de dois pisos (antigos camarins do teatro); mais a N. e, acompanhando o muro, passando o lago junto à escadaria monumental, outro grupo de habitações antigas, com poço e pequeno pavilhão.

Descrição Complementar
O interior do palácio apresenta diversos elementos decorativos de grande importância para o estudo das artes e das artes decorativas do Oitocentos; é de realcar as pinturas não só do átrio e da escadaria, bem como, das diversas salas que, quase todas apresentam, quer pinturas, quer decoração em estuque; na antiga sala de Jantar, no tecto representa-se uma pintura com alegoria à Flora e à Abundância; na sala do Baile, as paredes estão decoradas com pintura de paisagens e quatro medalhões noa ângulos da sanca, representando alegorias às artes; o grande salão, de tecto de masseira elevado, revestido com ornamentos de estuques apresenta pintura alegorica e doze medalhões que circundam a sanca. Por quase todas as dependências surgem apontamentos de decoração de estuques silhares de azulejos setecentistas. O Teatro Tália, data de 1820, e foi reedificado e iluminado a gás em 1842. Neste teatro estreou-se a peça de Almeida Garrett "Frei Luís de Sousa" e, entre 1834 e 1853, foi palco de 18 óperas dos mais importantes compositores (Jordani, António de Coppola e Ângelo Frondoni), que vieram para Lisboa quando o Conde de Farrobo era empresário do Teatro de S. Carlos (v. PT031106200042). O incêndio de 182 destruiu todo o interior que comportava 560 lugares, possuía luxuosos camarins e um salão de baile, com paredes revestidas de espelhos de veneza. Sob o tímpano ostentou em tempos a frase latina: "HIC MORES HOMINUM CASTIGANTUR" de que já não apresenta qualquer vestígio. A zona central do alçado SO. do palácio define um eixo linear a partir do qual se desenvolve a composição dos jardins (hoje truncados devido à alienação de parte da propriedade), onde se reconhecem 2 plataformas quadrangulares, com jardim de buxo organizado em torno de tanques.

Utilização Inicial
Residencial: palácio e quinta

Utilização Actual
Administrativa

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
Secretaria Geral da Presidência do Conselho de Ministros (em auto de cessão de 5 de Novembro de 2000, na sede da Direcção-Geral do Património )

Época Construção
Sécs. 18 / 19

Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTO: Pe. Bartolomeu Quintela; Fortunato Lodi (Teatro de Tália); PINTOR: António Manuel da Fonseca (1796 - 1890) (pinturas); João Paulo da Silva e Félix Salla (estuques)

Cronologia
1779 -O Desembargador Luís Rebelo Quintela adquire a quinta por 24 contos; 1802 - Joaquim Pedro Quintela (1º Barão de Quintela), herda a propriedade de seu tio. Edificação do palácio da quinta, segundo projecto do Pe. Bartolomeu Quintela (oratoriano, tio do proprietário); os tectos do palácio são então pintados por António Manuel da Fonseca; 1820 - Construção do Teatro Tália (sala com cerca de 560 lugares), integrado na propriedade do conde de Farrobo; 1833 - Instalação da iluminação a gás no Teatro; 1842 / 1843 - Reconstrução do Teatro segundo projecto do Arquitecto Fortunato Lodi; 1862, 9 de Setembro - Incêndio que destrói o Teatro; 1874 - A quinta do conde de Farrobo é vendida em hasta pública e adquirida pelo duque de Abrantes y Liñares, que a restaurou; 1877, 11 de Abril - Aquisição da quinta pelo comendador José Pereira Soares, o qual acrescenta a propriedade com a Mata das Águas Boas e a Quinta dos Barbacenas; 1903, 30 de Junho - A antiga quinta do conde de Farrobo passa para a posse do conde de Burnay; 1905 - Instalação do Jardim Zoológico nos jardins da antiga quinta dos Farrobo, permanecendo o palácio e os jardins imediatos na posse da família Burnay até 1940; 1939 - O Ministério do Ultramar adquire o palácio e os Jardins anexos; 1940 - Por despacho do Ministro do Ultramar, é entregue ao Jardim Zoológico de Lisboa, a exploração e conservação dos jardins anexos ao palácio; Séc. 20, década de 80 - Instalação no palácio de serviços da Secretaria de Estado da Juventude; 1978 - Demolição do telhado do Teatro Tália e das habitações anexas; 1993 - Estão instalados no palácio vários serviços do governo como o Gabinete do Ministro Adjunto para os Assuntos Parlamentares, os serviços da Secretaria de Estado da Juventude, a Comissão Inter-ministerial Projecto Vida e o Gabinete dos Assuntos Europeus; 2000 - Instalação no edifício do gabinete do Ministro da Reforma do Estado e da Administração Pública; anteprojecto de recuperação e adaptação do teatro Tália a auditório polivalente; 2002 - Passa a albergar o gabinete do Ministro da Ciência e do Ensino Superior.

Tipologia
Arquitectura civil residencial, romântica. Palácio oitocentista

Características Particulares
Trata-se de um bom exemplo de palácio inserido numa quinta, caracterizado pela sobriedade de fachadas e com espaços de recreio articulados. O Teatro Tália é um raro exemplo de teatro privado em Portugal.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Alvenaria mista, cantaria de calcário, reboco pintado, ferro forjado, madeira, estuque pintado

Bibliografia
MACHADO, Cirilo Wolkmar, Collecção de Memórias Relativas às Vidas dos Pintores, e Escultores, Architectos, e Gravadores Portugueses, e dos Estrangeiros que Estiveram em Portugal, Lisboa, 1823; MESQUITA, Alfredo, Lisboa Ilustrada, Lisboa, 1903; PEREIRA, Esteves, RODRIGUES, Guilherme, Portugal Dicionário, Vols. III e IV, Lisboa, 1905 - 1911; VITERBO, Francisco M. de Sousa, Dicionário Histórico e Documental dos Arquitectos, Engenheiros e Construtores Portugueses, Vol. II, Lisboa, 1922; PROENÇA, Raul, (dir. de), Guia de Portugal, Vol. I, Lisboa, 1924; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, Fasc. 4, Lisboa, 1946; CHAVES, Luis, Chafarizes de Lisboa, Lisboa, s.d. ; PROENÇA, Pe. Álvaro, Benfica Através dos Tempos, Lisboa, 1964; Palácio do Farrobo : Uma História Romântica que acaba em Ruína, in O Diário, 06.04.1981 ; VAZ, Rodrigues, Quem Acode ao Tatro das Laranjeiras ?, in Êxito, 18.07.1985 ; FERREIRA, Jorge Rodrigues, São Domingos de Benfica. Roteiro, Lisboa, 1991

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID, Carta de Risco (teatro), DRMLisboa, DSARH, DRELisboa/DEM/DRC.

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID, Carta de Risco (teatro), DRMLisboa, DSARH

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID, Carta de Risco (teatro), DRMLisboa, DSARH

Intervenção Realizada
1978 - trabalhos de demolição do telhado Teatro Tália; 1979 - obras diversas de beneficiação, trabalhos de conservação, alargamento do portão de acesso ao pátio; 1979 / 1980 - obras de conservação e reparação, instalação de sistema de detecção de incêndios; 1984 - obras de conservação; 1986 / 1988 - obras de remodelação e conservação do Anexo; 1988 / 1990 - obras de conservação da zona antiga da cozinha; 1990 - limpeza de coberturas e reparação do terraço; 1990 / 1991 - obras de demolição e consolidação; 1993 - pinturas em gabinetes; 2004 - Projecto de beneficiação das instalações; conclusão da beneficiação da cobertura do edifício anexo ao palácio; projecto de beneficiação da instalação eléctrica.

Observações
*1 - "Palácio dos Condes de Farrobo, incluíndo os jardins e o chafariz localizado na Estrada de Benfica junto à Azinhaga que limite a Norte o Jardim Zoológico". Com o Decreto nº 5 de 19 de Fevereiro de 2002 foi determinada a alteração da designação passando a ter a seguinte redacção: " Palácio e Jardins do Conde de Farrobo (conjunto intramuros), no qual se encontra instalado o Jardim Zoológico, delimitado nomeadamente pela Estrada de Benfica, pela Praça do Marechal Humberto Delgado, pela Estrada das Laranjeiras, pela Travessa das Águas Boas e pela Rua de Xavier de Oliveira"; *2 - Em 1998, foi elaborado uma proposta a um projecto de recuperação do teatro realizado pela arquitecta Teresa Poole da Costa (DRMLisboa), e que prevê a criação de um equipamento constituído por: um auditório, que preencherá o espaço anteriormente ocupado pela plateia do teatro; uma sala de exposições, nascida do aproveitamento da antiga caixa de palco; e salas de formação profissional. O auditório, com cerca de 105 lugares, para além de servir as actividades inerentes à formação profissional, poderá também estar aberto a diversas actividades de carácter cultural. A área confinante com a Estrada das Laranjeiras, actualmente ocupada por habitações bastante degradadas, será devolvida ao teatro.

Autor e Data
Teresa Vale e Carlos Gomes 1993

Actualização
João Machado 2005
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Palácio Nacional da Ajuda

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Paço da Ajuda / Palácio Nacional da Ajuda

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106010025

Designação
Paço da Ajuda / Palácio Nacional da Ajuda

Localização
Lisboa, Lisboa, Ajuda

Acesso
Lg. da Ajuda

Protecção
MN, Dec. 16-06-1910, DG 136 de 23 Junho 1910, ZEP, DG 253 de 29 Outubro 1959 *1

Enquadramento
Urbano, destacado, isolado.

Descrição
De planta sensivelmente quadrada, organizando, em torno de um pátio quadrangular, 4 alas (encontrando-se a O. incompleta) cuja volumetria paralelepipédica é coberta por telhados a 2 águas articulados nos ângulos. A fachada E. do palácio, tornada principal, apresenta uma organização em 3 corpos, integralmente em cantaria de lioz. No nível térreo do corpo central abrem-se 3 arcos - de acesso ao grande vestíbulo onde se rasgam vários nichos preenchidos com estátuas figurando Virtudes - sobre os quais se eleva a varanda nobre para onde abrem 3 janelões rectangulares inscritos em arcos de volta inteira e ladeados por colunas. Este corpo central, destacado, é rematado por um frontão com as armas reais. Os corpos laterais apresentam 3 ordens de 8 janelas e os torreões de planta quadrada que lateralmente os rematam, 4 ordens de 3 janelas, sendo encimados por 12 troféus. O alçado S. (incompleto) organiza-se em 3 pisos, em cada um dos quais se rasgam 19 janelas, uma série de nichos vazios abre-se na base da fachada que compensa o desnível do terreno. No INTERIOR há a destacar, entre as inúmeras salas do Palácio, no 1º andar: Sala dos Archeiros (com pinturas nas sobreportas e troféus nos ângulos); Sala do Porteiro da Cana (em cujo tecto se observa uma composição em perspectiva arquitectónica); Sala de Espera ou da Audiência (com uma representação do regresso de D. João VI do Brasil da autoria de Manuel Piolti e Cirilo Wolkmar Machado); Sala de D. Sebastião ou dos Cães (com tecto de André Monteiro e sobreportas de Cunha Taborda); Sala do Despacho ou do Beija-mão (nos muros observam-se 6 tapeçarias de Aubusson da série História de Alexandre, e no tecto uma alegoria da Felicidade Pública, de Cirilo Wolkmar Machado); Sala de Música (tecto em grisailles da autoria de Felisberto António Botelho); e ainda a Salinha de Saxe e a Sala de Mármore ou Jardim de Inverno. No 2º andar: Sala Oriental (dotada de mobiliário e adereços oriundos da China e do Japão); Sala de D. Fernando (guarnecida de madeira de carvalho, tecto de caixotões e mobiliário ao gosto holandês e alemão); Sala Império (em cujos muros se observam 3 tapeçarias de Aubusson da série História de Alexandre; Sala dos Gobelins (com várias tapeçarias daquela oficina, executadas segundo cartões de Audran de 1782 e cuja temática é costumes turcos); Sala do Trono (com pé-direito muito elevado, apresenta uma composição de temática alegórica no tecto, da autoria de Máximo dos Reis); Sala dos Embaixadores (de planta elíptica, integralmente revestida de placagem de mármore); Sala de Jantar (com trabalhos de talha de Leandro Braga); e ainda a Sala do Corpo Diplomático, a Sala de D. João VI e a Sala da Aclamação ou da Tocha.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Residencial / Administrativa: palácio real

Utilização Actual
Administrativa / Cultural / Marco histórico-cultural

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
IPPAR (serviço dependente), DL 120/97, de 16 Maio

Época Construção
Séc. 18 / 19

Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTOS: Manuel Caetano de Sousa, Francisco Xavier Fabri, José da Costa e Silva, António Francisco Rosa; André Navarro (orientação dos trabalhos de arranjo paisagístico do jardim a nascente do Palácio); ESCULTORES: Joaquim Machado de Castro; PINTORES: Máximo dos Reis (tecto da sala do Trono), Felisberto António Botelho (tecto da sala da Música), André Monteiro e Cunha Taborda (sala dos Cães), Manuel Piolti e Cirilo Wolkmar Machado (sala das Audiências); ENTALHADOR: Leandro Braga (sala de Jantar).

Cronologia
1795 - no mesmo local onde estava construída a « Real Barraca», a 9 de Novembro, foi lançada a 1ª pedra do palácio real a construir segundo projecto de Manuel Caetano de Sousa, sendo as obras interrompidas pouco depois; 1802 - aprovação dos projectos de Francisco Xavier Fabri e José da Costa e Silva, reiniciando-se as obras; 1807 / 1813 - suspensão das obras (invasões francesas e fuga da família real para o Brasil); 1818 - aprovação do projecto de António Francisco Rosa, que consiste numa redução dos projectos anteriormente aprovados; 1821 - apresentação de um 2º projecto de A. Francisco Rosa, que corresponde a nova redução; 1826 - o palácio é pela 1ª vez usado como residência régia, instalando-se nele a infanta D. Isabel Maria, regente do reino; séc. 19, 2ª metade - realização de obras significativas e utilização do palácio como residência da família real; 1910 - cessam os trabalhos, ficando o palácio incompleto; 1925 - inundação da Biblioteca por águas pluviais; 1956 - estudo de complemento do palácio, pelos Serviços dos Monumentos Nacionais; 1974 - um incêndio destrói parte significativa da ala N..

Tipologia
Arquitectura civil residencial, neoclássica. Palácio real

Características Particulares
Não definido

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Alvenaria mista, cantaria de calcário e mármore, reboco pintado, madeira, estuque pintado

Bibliografia
FREITAS, Jordão de, A Capela Real e a Igreja Patriarcal na Ajuda, in Boletim da Real Associação dos Architectos Civis e Archeologos Portugueses, Lisboa, 1909; ALMEIDA, Fialho D', Barbear, pentear (Jornal d'um vagabundo), 1ª ed., Lisboa, 1910; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1953, Lisboa, 1954; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1956, Lisboa, 1957; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério nos anos de 1957 e 1958, 1º Volume, Lisboa, 1959;Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1961, 1º Vol., Lisboa, 1962; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1962, 1º Vol., Lisboa, 1963; ZAGALLO, Manuel C. de A. Cayolla, Palácio Nacional da Ajuda. Roteiro, Lisboa, 1961; SEQUEIRA, Gustavo Matos, O Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, 1961; CARVALHO, A. Ayres de, Os Três Arquitectos da Ajuda. Do Rocaille ao Neoclassicismo, Lisboa, 1966; CARVALHO, A. Ayres de, O Palácio da Ajuda, Lisboa, 1973; ANACLETO, Regina, Neoclassicismo e Romantismo, in AA VV, História da Arte em Portugal, Vol. 10, Lisboa, 1986; LOURO, Francisco, GODINHO, Isabel Silveira, O Palácio Nacional da Ajuda, Lisboa, 1987; ATAÍDE, M. Maia, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa - Tomo III, Lisboa, 1988; GIL, Júlio, Os Mais Belos Palácios de Portugal, Lisboa, 1992; AA VV, Dar Futuro ao Passado, Lisboa, 1993; DIAS, Gabriel Palma, Os Primeiros Projectos Para o Palácio da Ajuda - O Desenho e a Realização de Manoel Caetano de Souza e Imediatos Seguidores, in Encontro Dos Alvores do Barroco à Agonia do Rococó, Fundação das Casas de Fronteira, 20 - 23 Junho 1994 ( policop.)

Documentação Gráfica
DGEMN: DSID, DSARH, DRMLisboa, DSPI/CAM, DREL/DEM, F.G.. AHMOP: Desenhos Nº 103 A, 4 C, 48 C, 162 C. BN: Secção de Iconografia, Desenho Nº D. 28 R.

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID, DRMLisboa.

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID, DSARH, DRMLisboa.

Intervenção Realizada
1926 / 1928 - reparações urgentes de telhados, platibandas, algerozes, paredes e caixilharias exteriores; 1928 - reparações interiores diversas (pavimentos, tectos e paredes); 1930 - reconstrução do pavimento pétreo do Pátio da Honra, construção do pavimento pétreo do vestíbulo (dos Aposentos da Rainha), reparação do forro das paredes da Sala do Trono e Sala de Banquetes, reparações das instalações sanitárias, limpeza de cantarias e caixilharias exteriores, substituição da clarabóia do Atelier da Rainha, diversas reparações de carpintaria (Capela, Sala de Banquetes, Sala de Jantar, Quarto dos Infantes); 1947 / 1950 - reparação de telhados, reparação e beneficiação de paredes interiores, remodelação da instalação eléctrica (Biblioteca, Sala do Trono, Aposentos da Rainha), remodelação da Casa-forte (com montagem de guarda-vento envidraçado); 1948 - remodelação da Recepção; 1949 - reparação de telhados; 1949 / 1950 - obras de beneficiação interior; 1950 / 1951 - remodelação da Sala de Toucador da Rainha, restauro dos tectos da Sala de D. João IV e da Sala do Trono, beneficiação do corredor de D. Luís, reparações nas instalações sanitárias e canalizações, reparação de telhados; 1952 / 1953 - reparação do telhado do torreão N., reparação das instalações sanitárias da Biblioteca, arranjo complementar da Casa-forte e salas anexas, reparações na Capela; 1953 - beneficiação de caixilharias exteriores; arranjo paisagístico do jardim a nascente do Palácio, sendo os trabalhos orientados pelo Professor André Navarro; 1954 - arranjo da Sala D. José, obras diversas de reparação (telhados, para-raios, algerozes, caixilharias exteriores, instalações sanitárias), obras urgentes de remodelação da cozinha; 1955 - obras diversas de reparação (telhados, instalação eléctrica), reparação da Sala de Mármore, obras de adaptação de antigas frasqueiras a Depósito de espécies da Biblioteca; 1956 - obras diversas de reparação (caixilhos, ascensor, instalação eléctrica), restauro do tecto da Sala de Jantar, restauro de móveis da Sala de Baile; 1957 / 1958 - diversas obras urgentes, trabalhos de douradura (Sala D. José, Sala do Trono e Capela), restauro do tecto da Sala de Baile, restauro de pinturas murais e de tectos (ala S.), reconstrução de coberturas, diversas reparações interiores, beneficiação da instalação eléctrica, novas portas para a Biblioteca; 1958 - demolição do arco sobre a Cç. da Ajuda, reparações (ascensores, instalação eléctrica); 1958 / 1960 - obras na fachada N. (desaterro parcial e novas cantarias); 1959 - elevação dos paramentos exteriores (2º piso) da fachada O. do pátio, reparação do tecto da Sala da Ceia, colocação de seda na Sala do Trono e na Sala Chinesa, reparação da instalação eléctrica na Casa-forte, diversas obras de conservação; 1960 - reconstrução da abóbada do átrio O., reconstrução das I.S. da Biblioteca, substituição de caixilharias no torreão SO., colocação de seda na Sala do Trono e na Sala de Saxe, beneficiação da instalação eléctrica, reparações diversas interiores e exteriores; 1961 - reparações na Sala da Física - Biblioteca (pintura decorativa, I.S., instalação eléctrica), obras na ala O., reparações de telhados; DGEMN: 1961- Continuação das obras periódicas de conservação, pelo Serviço dos Monumentos Nacionais; 1962 - obras de conservação e remodelação da instalação eléctrica da Capela, reparações da Casa dos Guardas e anexos; DGEMN: Continuação dos programas de conservação periódica, pelos Serviços de Conservação; 1962 / 1965 - continuação das obras da fachada O.; 1963 - reparação da pintura do tecto da Sala da Física, beneficiação da instalação eléctrica, obras de conservação interiores e exteriores; 1964 - obras de conservação e beneficiação da Biblioteca; 1965 - obras de conservação interiores e exteriores, beneficiação da instalação eléctrica; 1966 - reparação dos telhados da ala S., beneficiação da instalação eléctrica, reconstrução das I.S. da zona do público; 1967 - restauro da pintura artística, arranjo do telhado e diversos trabalhos na Sala da Física, reparações e pinturas de caixilharias, obras de reconstrução no ângulo NO., obras interiores e exteriores e remodelação da instalação eléctrica na ala N., reparações na Capela, obras de conservação e restauro; 1967 / 1972 - obras de conservação (instalação de pavilhões pré-fabricados); 1968 - continuação das obras na ala N. (cantarias), obras de conservação diversas (alvenarias e cantarias), reparações interiores, reparação e pintura de caixilharias, beneficiação da instalação eléctrica; 1969 - reparações interiores e exteriores, beneficiação da instalação eléctrica ; 1970 - reparação de coberturas da ala S. e zona central, beneficiação da instalação eléctrica, impermeabilização de platibandas, obras diversas interiores; 1971 - Posto de Transformação; 1971 / 1972 - obras complementares de adaptação e beneficiação (pavimentos, revestimentos, coberturas e caixilharias interiores da ala N.), beneficiação da instalação eléctrica; 1973 - obras de conservação interiores, exteriores e beneficiação da instalação eléctrica na ala S. (para prevista instalação dos serviços da Presidência do Conselho de Ministros), continuação dos trabalhos na ala N. (alvenarias, revestimentos interiores e estrutura dos telhados) remodelação do equipamento de cozinha e copa; 1974 - obras de conservação geral; 1974 / 1976 - remoção dos escombros do incêndio na ala N., remodelação de esteiras e coberturas das alas S. e E.; 1975 - obras de conservação no 4º piso da ala S., instalação do sistema automático de detecção de incêndios; 1976 - trabalhos de demolição e reconstrução da ala N., demolições e construções diversas na ala O., obras nas dependências afectas à GNR, substituição de caixilharias, instalação de alarmes na Casa das Pratas; 1977 - reparação de bocas de incêndio e canalizações, beneficiação da instalação eléctrica, instalação de ascensores, revestimento de paredes e tectos da ala N., reparação do vestíbulo da fachada N. do pátio; 1977 / 1980 - continuação das obras de completamento das fachadas N. e O.; 1978 - obras de remodelação da ala N. para instalação dos serviços da Secretaria de Estado da Administração Pública, pintura e douradura das portas da Sala do Trono, reparação e pintura das paredes e portas da Sala dos Archeiros, beneficiações diversas nas coberturas, reparações da rede eléctrica e da rede de águas, construções e reparações diversas; 1979 - remodelação do sistema de alarme, trabalhos na Sala da Ceia, reparação e substituição de caixilharias e estores, obras diversas de conservação; 1980 - beneficiações no piso térreo, remodelação de parte do 2º piso da ala N., beneficiação das instalações eléctricas, alarmes e rede telefónica; 1981 - instalação de sistema automático de detecção de incêndios na Sala dos Serenins (Laboratório); 1981 / 1985 - continuação das obras da ala N.; 1982 - obras nas coberturas, reparação do gabinete da Conservadora; 1983 - reparação e consolidação das panóplias do torreão NE., beneficiações diversas; 1985 / 1986 - beneficiações na ala S., beneficiação da instalação eléctrica da ala N.; 1986 - obras no 4º piso da ala N.; 1987 - reparação e beneficiação de caixilharias do Museu. IPPAR,1994 /1995 / 1996 / 1997 / 1998 / 1999 - recuperação do jardim das Damas; obras diversas de beneficiação do Museu e Palácio; consolidação das panóplias dos torreões Norte e Sul; recuperação das coberturas e das fachadas (conclusão ), assim como pintura mural e pintura do tecto; recuperação e restauro da Sala de Saxe; restauro e reconstituições na Sala do "Jardim de Inverno"; recuperações diversas.

Observações
*1 - DOF: "Zona circundante do Palácio Nacional da Ajuda a saber: 1) o Jardim das Damas, com o seu mirante e outras obras arquitectónicas, único recinto ao ar livre que terá acesso directo do andar nobre do Palácio; 2) Sala de Física, pavilhão independente, do séc. 18, com obra de pintura, estuques, talha, etc.; 3) torre sineira, do séc. 18; 4) o chamado Paço Velho, ao N. do Jardim Botânico e com a frontaria para a Calçada da Ajuda. Contém quatro interessantes tectos, ricamente decorados, com pinturas e dourados que precisam de restauro; 5) o Jardim Botânico da Ajuda, com casas anexas ao S. (onde morou Brotero) e outra no ângulo SE."

Autor e Data
Teresa Vale e Carlos Gomes 1994

Actualização
Helena Rodrigues 2004
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Palácio Silva Amado

Interessantes interiores e planta































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IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106240511

Designação
Palácio Silva Amado

Localização
Lisboa, Lisboa, Pena

Acesso
Campo Mártires da Pátria, nº2; Tv. do Torel; R. Júlio Andrade

Protecção
Incluído na classificação do conjunto do Campo Mártires da Pátria ( v. PT031106240177 )

Enquadramento
Urbano. Ocupa cerca de metade de um quarteirão, tendo três frentes urbanas: uma virada ao portal de entrada do Jardim Miradouro do Torel ( v. PT031106240432 ); a outra, onde se abre a porta de acesso ao pátio interior, acompanha todo o traçado da Travessa do Torel; por fim, aquela que é fronteira à fachada lateral da antiga Escola Médico-Cirúrgica ( v. PT031106240449 )

Descrição
Planta composta pela articulação de 2 edifícios em torno de um jardim de planta em T. Edifício principal de planta rectangular, volumetria paralelepipédica e cobertura efectuada por telhados a 4 águas. De 3 pisos, o edifício exibe cunhais e piso térreo revestido com placagem em silharia fendida e superfície murária em reboco pintado, animado pela abertura de vãos com bandeira, predominantemente de verga recta com emolduramento de cantaria, a ritmo regular. Alçado principal a SE., com piso térreo separado por friso de cantaria e rasgado por vãos, correspondentes a janelas de peito de verga recta recortada, encimados por janelas de sacada de verga recta destacada servidas por varandins, com base em cantaria e guarda em ferro forjado, com pinhas nos extremos. Destaca-se do conjunto o 2º e o 7º vãos animados, no piso térreo, por portais verga recta destacada - com intradorsos ligeiramente curvos articulados com consolas e animados por painéis em cantaria com os extremos de perfil côncavo - coincidente com as bases de cantaria das janelas que os sobrepujam, também deferenciadas pelo remate em verga curva destacada. Último piso com janelas de peito de verga recta recortada. Os alçados laterais a S. e posterior a NO., com pisos marcados pela mesma sucessão de vãos, aqui com emolduramentos simples de cantaria excepto, ao nível do alçado posterior, vazado por 2 janelas intermédias do andar nobre, animadas por áticas triangulares e sobrepujadas por janelas de peito encimadas por áticas curvas. O edifício é superiormente rematado por cornija precedida de friso azulejar padronado e encimada por beiral, acima da qual se reconhece corpo de planta rectangular, com janelas nas 4 faces, correspondente a lanternim. Articula a NO. com outro edifício *1, de planta em U, com o lado S. de menor extensão e respectivo muro de topo (a E.) articulado com muro interrompido por portal, que permite o acesso directo ao jardim, animado por tanque. Com cobertura efectuada por telhados a 3 águas, articulados nos ângulos, o edifício, de 2 pisos - de alinhamento coincidente com os pisos do edifício principal - apresenta fachadas com morfologia e organização de vãos similar às do edifício principal. O alçado principal, a NO, é composto por 3 corpos separados por pilastras de cantaria, dos quais se destaca o central, rasgado por portal de verga trapezoidal sobrepujada por janela de sacada superiormente rematada por ática triangular servida por varandim. Os corpos colaterais, idênticos entre si, exibem piso térreo rasgado, cada um, por 4 janelas de peito encimadas por igual número de janelas de sacada de verga recta recortada. Este edifício é superiormente rematado por cornija articulada com beiral e plintos com pináculos, no alinhamento dos cunhais e das pilastras. INTERIOR: destacam-se como principais espaços de aparato, de distribuição e circulação interna o átrio de entrada, de planta rectangular e tecto plano com caixotões de madeira que se articula no muro de topo, com vestíbulo (separado, por 3 portas envidraçadas), e no lado S., com escadaria de honra conducente ao andar nobre, cuja caixa se desenvolve ao longo de 4 pisos, o último em lanternim cego. Acede-se ao 2º piso, através de escada secundária de madeira que, desenvolvida a partir do vestíbulo do piso térreo, comunica com vestíbulo do 1º andar, contíguo à caixa de escada mencionada. Regista-se compartimentação interna contígua aos alçados, articulada com corredores que se desenvolvem a partir dos 2 vestíbulos, um no sentido SO. - NE, atravessando todo o edifício principal e, outro no sentido SE. - NO, que assegura a ligação entre este edifício e o que se lhe adossa, no qual apresenta uma disposição em U. AZULEJOS: o imóvel reúne um notável conjunto azulejar de diferentes tipologias decorativas e datáveis dos séculos 17 e 18. A sua presença concentra-se no átrio de entrada, com paramentos e emolduramentos das janelas integralmente revestidos, por azulejaria monócroma padronada com motivos florais e polícroma padronada com os motivos de ponta de diamante e vegetalistas, articulados, num dos alçados laterais, com 2 painéis compositivos animados com temática da albarrada, e no outro, por frontal de altar da denominada tipologia de aves e ramagens. São igualmente observados, sob a forma de lambril, policromado, ao longo da escadaria principal, e monócromo recortado, no vestíbulo do 1º andar e ao longo da escada conducente ao 2º andar, com que se articula (*2), com temática alusiva a caçadas e cenas galantes; ESTUQUES: animam a caixa da escadaria principal quer ao nível da decoração da superfície murária (*3) e dos vãos que a rasgam - apresenta-se animada, ao nível do 2º andar, por janelas de sacada de verga curva servidas por varandas de guarda contracurvada em balaustrada suportadas por mísulas que enquadram composições escultóricas - quer do lanternim, com programa decorativo dominado por temática antropomórfica e vegetalista de gosto neo-rocaille; MADEIRA: observada sob a forma de painéis relevados integrados nos muros laterais do átrio de entrada e ao nível da cobertura deste espaço e do vestíbulo do 1º andar, ambos definidos por tectos de caixotão, no 1º caso, articulados com pintura ornamental anterior ao terramoto de 1755 e, no 2º, com talha dourada inscrita em caixotões octogonais; PINTURA: destaca-se a pintura que decora os caixotões do tecto do átrio da entrada, animados por brutescos e cartelas com cenas de temática não identificadaada um, por 4 janelas de peito encimadas por igual número de janelas de sacada de verga recta recortada.

Descrição Complementar
AZULEJOS: significativo conjunto , de padrão, de composição ornamental e de composição figurativa, dos séculos 17 e 18. Átrio de entrada: paredes totalmente revestidas de azulejos organizados em dois registos: registo inferior: silhar de azulejo de padrão, 2 x 2 azulejos, motivo de camélia (variante P-225), monocromia - azul em fundo branco; barra: motivos ornamentais - flores e folhagem. Registo superior: azulejo de padrão "ponta de diamante", bicromia - amarelo e azul em fundo branco. Parede à esquerda de quem entra: integrado no revestimento de padrão do registo superior, limitado por moldura de madeira: frontal de altar (séc.17) com motivos de aves e ramagens, figurando pavões, pássaros exóticos e na fiada inferior, leões, elefantes e veados; sanefa e sebastos reproduzindo tecido bordado a ouro (*1); parede à direita de quem entra: integrado no revestimento de padrão do registo superior: 2 painéis representando albarrada: vaso de flores ladeado por pássaros; 6 x 7 azulejos; policormia - azul, amarelo, verde; vãos das janelas integralmente revestidos de azulejo de padrão, 2 x 2 azulejos, motivo de espiga (P-105), bicromia - amarelo e azul em fundo branco. Escadaria e vestíbulo do 1º andar: silhares recortados; composição figurativa: paisagens, cenas galantes, enquadrados por motivos arquitectónicos; monocromia - azul em fundo branco. ESTUQUES: animam a caixa da escadaria principal quer ao nível da decoração da superfície murária (*2) e dos vãos que a rasgam - apresenta-se animada, ao nível do 2º andar, por janelas de sacada de verga curva servidas por varandas de guarda contracurvada em balaustrada suportadas por mísulas que enquadram composições escultóricas - quer do lanternim, com programa decorativo dominado por temática antropomórfica e vegetalista de gosto neo-rocaille; MADEIRA: observada sob a forma de painéis relevados integrados nos muros laterais do átrio de entrada e ao nível da cobertura deste espaço e do vestíbulo do 1º andar, ambos definidos por tectos de caixotão, no 1º caso, articulados com pintura ornamental anterior ao terramoto de 1755 e, no 2º, com talha dourada inscrita em caixotões octogonais; PINTURA: destaca-se a pintura que decora os caixotões do tecto do átrio da entrada, animados por brutescos e cartelas com cenas de temática não identificada um, por 4 janelas de peito encimadas por igual número de janelas de sacada de verga recta recortada.

Utilização Inicial
Residencial: palácio

Utilização Actual
Devoluto - à venda

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
Ministério da Educação

Época Construção
Séc. 18 / séc. 20

Arquitecto | Construtor | Autor
Desconhecido

Cronologia
Séc. 19 - remodelação / reconstrução do edifício, a partir de uma pré-existência setecentista, para residência do médico e professor Dr. José Joaquim da Silva Amado, 1º director da então designada Morgue (posteriormente, em 1918, Instituto de Medicina Legal), instalada na não muito distante Calçada Nova de Santa Ana ; 1928 - o edifício é adquirido pelo Estado aos descendentes do médico e professor José Joaquim da Silva Amado, que aqui residiu, com o propósito de instalar o Ministério da Instrução à época tendo por titular da pasta Gustavo Cordeiro Ramos; 1930 (década) - por estes anos sofre obras de adaptação, tendo sido o palácio setecentista ampliado com a construção de um novo edifício nos seus jardins;

Tipologia
Arquitectura civil residencial setecentista com alterações no séc. 20: palácio de planta rectangular, com fachada posterior articulada com jardim. De 3 pisos, o edifício apresenta panos de muro em reboco pintado animados pela abertura de vãos com emolduramentos recortados em cantaria, a ritmo regular. Interior dominado por vestíbulos e caixa das escadas, não só enquanto principais espaços de aparato mas também de organização e distribuição da compartimentação interna, caracterizada por espaços rectangulares contíguos aos alçados, e aos quais se acede por meio de corredores de implantação em L.

Características Particulares
Apesar das intervenções a que foi sujeito e do mau estado de conservação em que genericamente se encontra, o imóvel evidencia-se, ainda como um bom exemplo dos palácios setecentistas, do qual subsistem os alçados - especialmente o principal, dominado pelos eixos definidos pelos portais - o átrio de entrada e o vestíbulo do andar nobre. A este conjunto associa-se a imponente caixa da escadaria de honra que, apesar de datar de um período posterior (século 19), se constitui como uma peça notável, não apenas pelo seu considerável pé-direito mas pelo tratamento decorativo que evidencia, de marcada erudição e requinte plástico.

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, estuque, ferro forjado, madeira, vidro, azulejos.

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, Livro IV, Lisboa, s.d. ; MARTINS, Rocha, Lisboa de Ontem e de Hoje, Lisboa, 1945 ; MACEDO, Luís Pastor de, Lisboa de Lés-a-Lés, 2ª edição, Lisboa, 1968 ; ATAÍDE, Manuel Maia, (dir. de), Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Vol. V, Tomo II, Lisboa, 1975 ; Plano Director Municipal, Lisboa, 1995.

Documentação Gráfica
DGEMN: DSARH, DRMLisboa, DSEP, DSPI, DRELisboa/DIE/DRC/DEM, DSPI/CAM; DGP : Proc. Nº 2-LFB-F-52vl.

Documentação Fotográfica
DGEMN : DSID

Documentação Administrativa
DGP: Proc. nº2-LFB-F-52 v1. (*1)

Intervenção Realizada
Proprietário

Observações
*1- Segundo Santos Simões (Azulejaria em Portugal no séc. 17, p.219) este frontal teria vindo do convento de Sant'Ana, então demolido. Teria sido recolhido por José Joaquim da Silva Amado, que o integrou na decoração da sua casa. (*2) : segundo um estudo encomendado pelo Ministério de Educação, tratam-se de réplicas de muito boa qualidade que correm, todavia, o risco de se desagregarem da parede (um processo já iniciado); *3 - segundo o levantamento efectuado pela Divisão de Pintura Mural do antigo Instituto de José de Figueiredo, o revestimento original das paredes subsiste, correspondendo a pintura de marmoreados em tons de vermelho, alranja, cinzento e preto; *Protecção relativa ao Edifício do Ministério da Educação Nacional : Zona de Protecção, DG, nº 196, S.2, 22 Ago. 1959 ; *4 - CML : Arquivo de Obras, Procº nº 34.374 (apesar da coíncidência de morada não corresponde ao edifício)

Autor e Data
Teresa Vale / Maria Ferreira / Paula Correia 2002
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Palácio Távora-Galveias

Palacio Tavora-Galveias






Palácio Galveias / Palácio Távora-Galveias

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106230825

Designação
Palácio Galveias / Palácio Távora-Galveias

Localização
Lisboa, Lisboa, Nossa Senhora de Fátima

Acesso
Pç. do Campo Pequeno

Protecção
Não definido

Enquadramento
Urbano, isolado, articulado a SE. com jardim de planta rectangular delimitado por muro. Integra a frente SE. da Pç. do Campo Pequeno, ao mesmo tempo que se constitui como extremo do quarteirão definido pela mesma praça, a Av. Barbosa du Bocage e a R. do Arco Cego. Em posição quase fronteira à Praça de Touros do Campo Pequeno (v. 1106230138) e na proximidade da Vila Santos (v. 1106230284).

Descrição
Planta em U, volumetria paralelepipédica, cobertura efectuada por telhados individuais a 4 águas e em terraço. De 3 pisos, soco e cunhais de cantaria e superfície murária em reboco pintado, e abertura de vãos, predominantemente de verga recta, com emolduramento de cantaria. Alçado principal a NO. composto por 3 corpos, dos quais se destaca o axial que, recuado em planta, se constitui como eixo de simetria da restante fachada e se articula com pátio quadrado, delimitado por muro (ao nível dos corpos avançados), rasgado ao centro por portão - emoldurado por colunas de fuste almofadado adossadas a pilastras em cantaria de aparelho também almofadado, que suportam entablamento superiormente rematado por 2 canhões que ladeiam pedra de armas da cidade de Lisboa, a eixo (*1). Ritmado por pilastras de cantaria, neste corpo destacam-se os 3 vãos centrais, correspondentes, no piso térreo, a 3 portais de verga recta de bandeira trilobada e recortada encimados por 3 janelas de morfologias análogas, guarnecidas por balaustrada de cantaria; estas articulam-se com janelas de sacada de verga recta destacada sobrepujada por painel de cantaria semicircular em forma de concha, servidas por varandim em ferro forjado com varas, localizadas nos panos extremos e no andar nobre dos alçados laterais SO. e NE., dos corpos laterais. Alçado posterior, sobre o jardim, composto por 3 corpos, dos quais se demarca o central, com piso térreo sobrepujado por terraço de planta rectangular com guarda em balaustrada de cantaria, articulado com janelas de sacada de verga recta, ao nível do andar nobre (encimadas por janelas de peito do último piso, de menor pé-direito). INTERIOR: átrio em semi-círculo com cobertura em amplo arco abatido articulado com corredores, pelos quais se acede aos corpos laterais e a escadaria desenvolvida em dois lanços curvos convergentes contíguos ao muro do átrio, directamente conducentes ao andar nobre, com os muros de topo e nichos de mármore. Neste, registam-se 2 portas em posição afrontada, ambas superiormente rematadas por frontões definidos por volutas e interrompidos ao centro pelo escudo de armas dos marqueses de Távora e dos condes das Galveias (*2), respectivamente. Distingue-se o salão nobre, de planta em semi-círculo e tecto abobadado, que comunica com as restantes salas, dispostas em circuito fechado, ao longo dos alçados laterais e posterior (aqui contiguamente ao terraço).

Descrição Complementar
AZULEJO: no piso térreo no compartimento do extremo SO. é ainda visível a aplicação de silhares de azulejos policromos datáveis do século 17. Destacam-se igualmente os paineis azulejares monócromos de temática figurativa com cenas históricas, da autoria de Leopoldo Battistini, sobretudo observáveis no átrio e no salão nobre, bem como o lambril que anima o muro O. do jardim, com a representação dos reis de Portugal, de autoria desconhecida; PINTURA MURAL: a decoração dos tectos de alguns compartimentos do andar nobre, sobretudo caracterizada por motivos vegetalistas

Utilização Inicial
Residencial: palácio

Utilização Actual
Política, administrativa e judicial: serviços administrativas

Propriedade
Pública: Municipal

Afectação
Sem afectação

Época Construção
Séc.17 - 18

Arquitecto | Construtor | Autor
Leopoldo Battistini e Viriato Silva (ceramistas)

Cronologia
Séc. 17 - construção do palácio por elemento da família Távora (provavelmente António Luís, 16º Senhor da Casa, falecido em 1653), como residência campestre sasonal ; 1672, 26 Nov. - no palácio morre D. Luís Alvares de Távora, 1º marquês do título, 17º Senhor da Casa e 3º conde de São João da Pesqueira, a propriedade constituía-se então não só do palácio mas de vasta quinta que se estendia (com parque e jardins) para Sul- Poente ; 1755 - o palácio torna-se residência permanente dos Távoras, na sequência dos danos causados pelo Terramoto na sua residência urbana ; 1759 - na sequência do denominado Processo dos Távoras, o palácio passa para a posse do Estado ; 1801, aquisição do imóvel por D. João de Almada Melo e Castro, 5º conde das Galveias (pelo montante de 16.000 cruzados), o qual empreende uma importante campanha de obras de beneficiação e restauro ; 1814 - por morte de D. João de Almada Melo e Castro, herda o palácio seu irmão D. Francisco, 6º conde das Galveias ; Séc. 19, final - aquisição do palácio às herdeiras do 8º conde das Galveias (D. Fernando de Melo e Castro) pelo capitalista lisboeta Braz Simões, iniciando-se um período de degradação que se prolongará até á década de 20 dos século 20 ; 1927 - processo de expropriação (aos herdeiros de Braz Simões) por motivos de utilidade pública ; 1928 - aquisição do palácio pela Câmara Municipal de Lisboa ; 1931, 5 Jul. - inauguração das novas instalações do então Arquivo, Biblioteca e Museu Municipal no palácio, com a presença do Presidente da República, General Óscar Carmona ; 1942 - a parte do Museu Municipal é transferida para o Palácio da Mitra (v. PT031106210670) ; 1998-99 - abertura gradual de novas salas de leitura ao público

Tipologia
Arquitectura civil residencial de seiscentos: palácio de planta em U organizada em torno de pátio rectangular fechado por muro.

Características Particulares
Apesar de ter sofrido profundas alterações, especialmente ao nível do seu interior (excluindo o átrio), trata-se de um dos melhores exemplares de casa nobre seiscentista não urbana que sobreviveu ao terramoto de 1755.

Dados Técnicos
Estrutura autoportante

Materiais
Alvenaria mista, reboco pintado, cantaria de calcário, mármore, lioz da Arrábida, estuque, ferro forjado, madeira, vidro, azulejos (sécs. 17 e 20)

Bibliografia
ARAÚJO, Norberto de, Peregrinações em Lisboa, Vol. II, Fasc. 8, Lisboa, s.d. ; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, Lisboa, 1950 ; AZEVEDO, Carlos de, Solares Portugueses, Lisboa, 1961 ; MATOS, José Sarmento de, Palácio Urbano, in PEREIRA, José Fernandes, (dir. de), Dicionário de Arte Barroca em Portugal, Lisboa, 1989 ; CÂMARA, Maria Alexandra Trindade Gago da, Palácio Galveias, in SANTANA, Francisco, SUCENA, Eduardo, (dir. de), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994 ; AAVV, Do Saldanha ao Campo Grande, Lisboa, 1999

Documentação Gráfica

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID

Documentação Administrativa
CÂMARA MUNICIPAL DE LISBOA: Arquivo de Obras, Procº nº 36.145

Intervenção Realizada
Proprietário : 1928 - demolição de anexos ; 1929 - 31 - as obras de adaptação do palácio a Arquivo, Biblioteca e Museu Municipal foram designadamente responsáveis por : aplicação de silhares de azulejos (do séc. 17) provenientes do muro do jardim do antigo convento do Quelhas, aplicação de lambris azulejares da autoria de Leopoldo Battistini (de temática histórica); CML - 1929 / 1931 - obras de restauro

Observações
*1 : que veio substituir a pedra de armas dos Melos e Castros ; *2 cuja leitura heráldica é a seguinte : escudo esquartelado, ao 1º de Almeidas (de vermelho com uma dobre-cruz acompanhada de seis besantes tudo de ouro, bordadura do mesmo), ao 2º de Galveias, ao 3º de Melos (de vermelho com uma dobre-cruz de ouro acompanhada de seis besantes de prata, bordadura do segundo esmalte) e ao 4º de Lobos (de prata com cinco lobos passantes de negro, armados e lampassados de vermelho, postos em sautor).

Autor e Data
Teresa Vale / Maria Ferreira 2002
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Old April 22nd, 2007, 06:15 AM   #471
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Por hoje chega…e vou deixar de pôr a ficha técnica…para não aborrecer…
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Old April 22nd, 2007, 06:27 AM   #472
Pelha
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Originally Posted by O Prof Godin View Post
Por hoje chega…e vou deixar de pôr a ficha técnica…para não aborrecer…
Estou estarrecido por este banho de fotografias e de informação… não deixe de pôr a ficha técnica é sempre interessante saber a cronologia e as diferentes características dos imóveis, eu cá os leio sempre… só tenho pena que este thread esteja a chegar aos 500 post, graças a este thread fiquei a conhecer muito património nacional que até aqui desconhecia.
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Old April 22nd, 2007, 01:43 PM   #473
pedrodepinto
Feliz 2017 ;)!
 
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Muito bem, Professor ! A qualidade deste thread é cada vez maior, parabéns !
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Old April 22nd, 2007, 01:53 PM   #474
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Old April 22nd, 2007, 09:34 PM   #475
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olha o Beau-Sejour bem os planos do palácio da Ajuda são tremedos
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Old April 23rd, 2007, 12:42 AM   #476
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Palácio das Necessidades



































Plantas Cortes e Alçados

































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Old April 23rd, 2007, 12:45 AM   #477
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Ficha Técnica

Palácio das Necessidades

IPA
Monumento

Nº IPA
PT031106260127

Designação
Palácio das Necessidades

Localização
Lisboa, Lisboa, Prazeres

Acesso
Lg. do Rilvas; Lg. das Necessidades

Protecção
IIP, Dec. nº 8/83, DG 19 de 24 Janeiro 1983 *1, ZEP, DG 288 de 16 Janeiro 1983, ZEP, Port. nº 552/96, DR 232 de 07 Outubro 1996

Enquadramento
Urbano, destacado, isolado. No Largo das Necessidades ergue-se um chafariz monumental constituído por vasca calcária quadrilobada em cujo centro pontua um obelisco de mármore com 4 carrancas de bronze. A tapada, a N. do palácio, possui variadas espécies vegetais exóticas, algumas construções, designadamente a denominada "Casa do Regalo" e também obras de escultura.

Descrição
De planta complexa, podem todavia reconhecer-se 2 pátios quadrangulares, em torno dos quais se organizam alas sensivelmente rectangulares, de que resulta um conjunto de volumes paralelepipédicos escalonados com cobertura em telhados a 2 águas, articulados nos ângulos. O alçado principal, a S., é constituído por 3 corpos delimitados por pilastras, nos quais se contam 24 janelas de peito no piso térreo e outras tantas de sacada coroadas de ática no andar nobre. Destaca-se ainda a frontaria da capela que avança relativamente ao plano da fachada ao templo, precedido de galilé, tem-se acesso por uma porta encimada por um relevo de mármore figurando Nossa Senhora das Necessidades e flanqueada por 2 nichos albergando estátuas pétreas de São Paulo, à direita, e São Pedro, à esquerda, obras respectivamente assinadas por José de Almeida e Alessandro Giusti. Sobre esta galilé o terraço é delimitado por balaustrada; o 2º registo da fachada da capela apresenta, ladeando a janela iluminante do coro, 2 nichos com estátuas representando São Filipe de Néri e São Francisco de Sales, também da autoria de Giusti. A torre barroca, de secção quadrada, ostenta 4 ventanas sineiras e é adornada com fogaréus nos remates dos prumos angulares. No INTERIOR há a destacar, transposto o arco de cantaria do 2º corpo da fachada principal: Pátio central, ou das Palmeiras, de planta quadrada, para o qual abrem as faces interiores das alas do palácio. Nestas rasgam-se 8 janelas no piso nobre, à excepção do lado N., onde se contam apenas 4 janelas, e em cujo piso térreo se abrem 3 arcos de acesso a um corredor, de onde partem escadarias, em 2 lanços quebrados e muros decorados com painéis de estuque, conducentes à Galeria; a Galeria - onde se observam 3 arcadas assentes em colunas de madeira dourada, quatrigeminadas, com fustes canelados e capitéis dóricos; Sala dos Embaixadores (antiga Sala de Jantar) - cujo tecto apresenta pintura ornamental de temática vegetalista; Salão de Jantar, ou de Recepção - compartimento rectangular, com tribuna para orquestra assente em 8 colunas ornadas com grupos escultóricos alegóricos e emblemas heráldicos reais; a Antecâmara Amarela e a Sala dos Secretários - ambas decoradas com estuques relevados e dourados; o Gabinete do Ministro (antigo Quarto da Rainha) - cujas portas apresentam emolduramento de mármore rosa e o tecto estuques relevados patinados a ouro; a Sala de Espera (antiga Sala dos Sofás Verdes) - cuja decoração mural simula mármore verde; a Sala de Bilhar - decorada com pinturas ao gosto neo-pompeiano; a Sala do Trono - no centro do tecto, em caixotões (estuque dourado e pinturas ornamentais), observa-se uma pintura a óleo; a Sala do Protocolo (antigo Quarto de D. Carlos) - apresenta um revestimento de talha em madeira de carvalho ao gosto neo-renascença (executado por Frederico A. Ribeiro, 1905); a Galeria da antiga Biblioteca Real, a denominada Sala de Trabalho e a Biblioteca - todos estes compartimentos são decorados com madeiras exóticas entalhadas, observando-se na Biblioteca a talha proveniente da demolida (1878) Sala dos Reis do mosteiro de Santa Maria de Belém e que Leandro Braga adaptou a esta divisão do palácio. No Largo das Necessidades ergue-se um Chafariz Monumental constituído por vasca calcária quadrilobada em cujo centro pontua um obelisco de mármore com 4 carrancas de bronze. A Tapada, a N. do palácio, possui variadas espécies vegetais exóticas, algumas construções, designadamente a "Casa do Regalo" e também obras de escultura.

Descrição Complementar
Não definido

Utilização Inicial
Cultual e devocional: Palácio Real e convento da Congregação do Oratório

Utilização Actual
Administrativa

Propriedade
Pública: estatal

Afectação
Ministério dos Negócios Estrangeiros

Época Construção
Séc. 18 / 19

Arquitecto | Construtor | Autor
ARQUITECTOS: Caetano Tomás de Sousa (atr.); frei Cláudio da Conceição; Giovanni Servandoni (traçado do palácio e igreja e obelisco à frente da fachada); Eugénio do Santos, Custódio Vieira e Manuel da Costa Negreiros (projectos); Joaquim Possidónio Narciso da Silva (1844 - 1846) (rem. de interiores); Giuseppe Cinatti (1844-1846) (rem. e decoração dos interiores)1; Raúl Lino (séc. 20) (restauro); ENTALHADORES: Inácio Caetano e José Francisco (1844), José Fornari (1846); ESCULTOR: José de Almeida; ESTUCADOR: Ernesto Rosconi (1845-1846); MARCENEIROS: Luís Margoteu (1846) e Inácio Caetano (1846); PINTORES: António Manuel da Fonseca (1844-1846), Giuseppe Cinatti (1844-1846), Achille Rambois (1844-1846).

Cronologia
1742 - aquisição pela Coroa de terrenos a Baltazar Pereira do Lago, para edificação de um templo dedicado a Nossa Senhora das Necessidades, programa que D. João V rapidamente transformou em sumptuosa igreja, convento de São Filipe de Néri e palácio real contíguo; 1743 - início das obras, segundo projecto de Caetano Tomás de Sousa; 1744, 13 de Junho - o Mercúrio de Lisboa refere que "as obras do paço e das Necessidades continuam coma mesma força e calor"; 1747 - construção do chafariz diante da fachada S. do palácio; 1750 - conclusão das obras; passam então a residir no palácio os infantes D. Manuel e D. António, irmãos de D. João V; 1755 - o terramoto não causa praticamente danos no conjunto das Necessidades; 1756 - o padre Manuel do Portal refere o presépio do convento, situado no quarto piso, junto à Livraria, inserto em maquineta de talha dourada, o qual acabara de ser executado por um clérigo de Setúbal; Sé. 18 - reinado de D. José - o palácio passa a funcionar também como residência de príncipes estrangeiros de visita a Portugal; 1834 - com a expulsão das ordens religiosas, o convento de São Filipe de Néri passa a anexo do palácio real e aí se instala, pouco depois, a Academia Real das Ciências; 1835 - obras de remodelação interior do palácio; 1844 / 1846 - obras estruturais e de reorganização dos espaços interiores realizadas pelos arquitectos Joaquim Possidónio da Silva e Giuseppe Cinatti, com pinturas de António Manuel da Fonseca, Giuseppe Cinatti e Achille Rambois, estuques de Ernesto Rosconi, talha de José Fornari e mobiliário de Luís Moargoteu e Inácio Caetano; 1874 - residem no palácio D. Fernando II, a condessa d'Edla e o infante D. Augusto; 1889 - com a morte do rei D. Luís, D. Carlos escolhe como residência real o palácio; 1908 - após o regícidio de D. Carlos I, o rei D. Manuel II continua a habitar no palácio, juntamente com a rainha viúva, D. Amélia, 1910, 4 Outubro - durante a revolução, o palácio é bombardeado por navios fundeados no rio Tejo que provocam danos na fachada principal e destruição de alguns interiores do piso nobre; 1916 - instalação do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Tipologia
Arquitectura civil e religiosa, barroca.

Características Particulares

Dados Técnicos
Paredes autoportantes

Materiais
Alvenaria mista, alvenaria de tijolo, mármore, azulejos, madeira, estuque, vidro, bronze

Bibliografia
LEAL, Augusto S. de A. Pinho, Portugal Antigo e Moderno, Lisboa, 1873 - 90; ARAÚJO, Norberto de, Inventário de Lisboa, Fasc. 3, Lisboa, 1946; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1952, Lisboa, 1953; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1953, Lisboa, 1954; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no ano de 1955, Lisboa, 1956; Ministério das Obras Públicas, Relatório da Actividade do Ministério no Ano de 1961, 1º Vol., Lisboa, 1962; CORTE-REAL, Manuel Henrique, O Palácio das Necessidades, in Revista Municipal, Ano XLIV, 2ª série, Nº 1, 3º trimestre 1982; CORTE-REAL, Manuel Henrique, O Palácio das Necessidades - II, in Revista Municipal, Ano XLIV, 2ª série, Nº 2, 4 ª trimestre 1982; CORTE-REAL, Manuel Henrique, O Palácio das Necessidades - III, in Revista Municipal, Ano XLIV, 2ª série, Nº 3, 1º trimestre 1983; CORTE-REAL, Manuel A., O Palácio das Necessidades, Lisboa, 1983; ATAÍDE, M. Maia, Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa, Lisboa - Tomo III, Lisboa, 1988; CAEIRO, Baltazar Matos, Os Conventos de Lisboa, Lisboa, 1989; GIL, Júlio, Os Mais Belos Palácios de Portugal, Lisboa, 1992; FERRÃO, Leonor, A Real Obra de Nossa Senhora das Necessidades, Lisboa, 1994; Palácio das Necessidades, in SANTANA, Francisco, SUCENA, Eduardo, (dir. de), Dicionário da História de Lisboa, Lisboa, 1994; LEAL, Joana da Cunha, Giuseppe Cinatti (1808-1879): Percurso e Obra, (dissertação de mestrado), Universidade Nova de Lisboa, Lisboa, 1996; PAIS, Alexandre Manuel Nobre da Silva, Presépios Portugueses Monumentais do século XVIII em Terracota [dissertação de Mestrado na Universidade Nova de Lisboa ], Lisboa, 1998; CASTEL- BRANCO, Cristina, Necessidades - Jardins e Cerca, Livros Horizonte, Lisboa, Novembro 2001.

Documentação Gráfica
DGEMN; DSID, DSARH,DRMLisboa, DSEP, DRELisboa/DRC/DEM; IBNL, Iconografia, Des. Nº D.15 R, D.16 R, D.17 R, D.18 R, D.19 R, D.20 R, D.21 R, D.22 R, D.101 R, D.126 A, D.127 A, D.128 A, D.175 V.

Documentação Fotográfica
DGEMN: DSID, DRMLisboa

Documentação Administrativa
DGEMN: DSID, DSARH, DRMLisboa; B.N.L.: Cod 554 (Mercúrio de Lisboa), fl. 198v

Intervenção Realizada
1947 - obras de adaptação para o MNE, reparação de coberturas, limpeza, reparação e substituição de elementos decorativos (Salas Verde, Grotesca, dos Mármores, Amarela, Vermelha, de Banquetes, dos Embaixadores, diversos gabinetes), reparação de pátio e de lago do jardim; 1948 - reparações diversas ( depósito anexo ao jardim, pavimento da Sala Império, Sala dos Espelhos); 1948 / 1949 - campanha de redecoração, reparação de fogões; 1950 - reparações diversas (coberturas, canalizações), pintura decorativa na Sala de Recepções; 1951 - adaptação para cozinha de compartimento pré-existente; 1952 - reparações diversas (pinturas, coberturas, canalizações); 1952 / 1956 - substituição de estrutura de telhados em madeira por estrutura em betão armado; 1953 - obras diversas de conservação e reparação (decoração da Sala do Trono e Sala Verde, canalizações e aquecimento); 1954 - remodelação da instalação eléctrica, reparações diversas (soalhos e pinturas em diversas salas), execução de vão de porta para a Sala do Conselho Político; 1955 - obras diversas de conservação e reparação (canalizações, aquecimento, consolidação dos tectos de madeira das salas do 1º andar), beneficiação da casa do motorista, desmontagem de depósito de ferro; 1956 - obras diversas de reparação e pinturas (interiores e de caixilharias); 1957 - obras de adaptação da antiga biblioteca; 1958 - obras de conservação exterior e reparações no último pavimento; 1960 - instalação de 2 ascensores, beneficiação da instalação eléctrica, obras diversas de conservação; DGEMN: 1961 - continuação das obras periódicas de conservação, pelo Serviço dos Monumentos Nacionais; 1961 - obras diversas de conservação e reparação na capela; 1962 - obras diversas de conservação e reparação da fachada S., obra das novas instalações para a biblioteca e arquivo geral; 1963 - obras diversas de conservação interior (pintura decorativa e dourados na zona residencial), beneficiação do aquecimento central; 1964 - obras na zona residencial (lado E.), beneficiação da instalação eléctrica; 1964 / 1967 - obras diversas de conservação e reparação interiores na capela; 1964 / 1970 - obras em curso na biblioteca, remodelação da central térmica; 1965 - beneficiação da instalação eléctrica; 1966 / 1968 - obras de conservação na Casa do Regalo (na Tapada); 1966 - obras diversas de conservação e reparação, beneficiação da instalação eléctrica; 1967 - obras diversas de conservação e reparação (paramentos exteriores, ascensores, aquecimento central); 1968 / 1969 - cobertura do saguão SO.; 1969 - obras diversas de reparação e beneficiação (ascensores, rede telefónica, aquecimento central, instalação eléctrica), instalação de ar condicionado em gabinetes; 1970 - obras de conservação (alçados N. e O.), instalação de 2 ascensores; 1971 - obras diversas de conservação e consolidação; 1972 - obras diversas de conservação e remodelação das instalações sanitárias, beneficiação da instalação eléctrica da capela; 1973 / 1974 - obras diversas de conservação da capela (talha e douradura, restauro da pintura artística); 1974 - instalação de ar condicionado no serviço da Cifra; 1975 - obras de ampliação do serviço da Cifra, beneficiação da instalação eléctrica; 1975 / 1976 - remodelação do mobiliário litúrgico da capela (mesa de altar, etc), instalação de sistema automático de detecção de incêndios; 1976 - obras diversas de conservação e reparação (ascensores, aquecimento central), remodelação dos quadros eléctricos; 1977 - obras diversas de beneficiação interior, reparação da instalação eléctrica; 1978 - reparação do terraço sobre a zona da entrada, obras diversas de beneficiação interior, reparação da instalação eléctrica; 1978 - reparação de candeeiros; 1979 - obras de beneficiação geral, reparação da instalação eléctrica; 1980 - limpeza de cantarias, pintura ornamental na escada do lado O., pintura e douraduras na sala anexa à Sala de música, beneficiação da instalação eléctrica; 1981 - obras de remodelação e de ampliação; 1985 - instalação de cabines de recepção e segurança, instalação de alarmes de incêndio, remodelação da instalação eléctrica do 4º piso; 1986 - obras de beneficiação das fachadas, remodelação da instalação eléctrica do antigo refeitório; 1987 - reconversão da antiga garagem; 1988 - abertura da sub-cave, ampliação da biblioteca, restauro de pintura decorativa na antiga Sala de Imprensa, beneficiação das instalações sanitárias e reparação de canalizações; 1989 - beneficiação das caixilharias na Sala de Banquetes (lado do jardim), beneficiação da instalação eléctrica; 1991 / 1993 - recuperação da Casa do Regalo (antigo observatório) na tapada; 1993 / 1995 - recuperação da casa de Fresco, cascata anexa à Casa do Regalo e pavilhão do aviário, na Tapada; 1994 - obras de recuperação dos muros e casas dos canteiros; remodelação da instalação eléctrica das salas para a Direcção-Geral das Relações Multilaterais; beneficiação da galeria de comunicação entre o corpo do Palácio e o do antigo Convento; pintura a tinta retardadora de fogo no sótão do Palácio (2ª fase); reparação da escadaria do Protocolo na portaria do edifício do antigo Convento; remodelação da instalação eléctrica das novas instalações da Biblioteca e áreas da escadaria e entrada do antigo Convento; remodelação do sistema de detecção e alarme de incêndios; reparação da cobertura do claustro do antigo Convento; 1994 / 1995 - obras de adaptação de duas habitações para instalação da Direcção de Serviços da Biblioteca e Documentação; 1995 - remodelação dos interiores da ala direita térrea do Pátio da Aurora; remodelação das salas da Direcção de Serviços das Económicas Multilaterais e da Informática; renovação das instalações do Departamento da Cifra; instalação do sistema de aquecimento central nas instalações para o Instituto Diplomático; instalação de um novo sistema eléctrico e de telecomunicações no Departamento da Cifra; 1995 / 1996 - instalação eléctrica no Instituto Diplomático e Organismos Económicos e Internacionais; 1996 - obras diversas de beneficiação e remodelação da instalação eléctrica (instalação de um novo posto de transformação, iluminação exterior, etc.); beneficiação de coberturas e isolamento de parede exterior (lado do Jardim Horta dos Frades); remodelação do refeitório e beneficiação do armazém anexo; beneficiação do muro (lado Calçada das Necessidades) e remodelação das instalações sanitárias do Protocolo; 1996 / 1997 - recuperação das pinturas e estuques das salas do Protocolo, recuperação do muro e Estufa Real na Tapada; 1998 - reabilitação da antiga casa da guarda para o gabinete de Informação Consular; restauro dos salões do Protocolo; beneficiações diversas na rede eléctica e AVAC; 1999 - Palácio- beneficiação de fachadas (1ª fase), repavimentação do Pátio de Honra, conservação e restauro dos salões do protocolo e remodelação da respectiva copa e cozinha de apoio, beneficiação do corredor de acesso à Biblioteca do Rei, beneficiações diversas na instalação electrica e AVAC;1999 - Tapada - recuperação da Casa do Fresco e Muro envolvente; 1999 / 2000 - beneficiação e reconversão das portarias Nascente e Sul, de acesso à Tapada; beneficiação do Departamento dos Assuntos Jurídicos, reforço do pavimento do Arquivo do 4º piso; beneficiação de fachadas (2º fase); 2000 / 2001 - remodelação da instalação eléctrica da D. S. de Administração Consular; remodelação e beneficiação do sistema de aquecimento central; 2001 / 2002 - beneficiação de fachadas (3º fase); beneficiação da ala das Multilaterais e fachada poente; beneficiação da instalação eléctrica e de telefones nos pisos 2 e 4 e Salas Vermelha e Azul; 2002 - beneficiação de fachadas (4.ª fase), beneficiação do sistema de aquecimento central; remodelação da instalação eléctrica dos gabinetes do 4.º piso; 2003 - Impermeabilização dos terraços adjacentes à torre sineira; remodelação da instalação eléctrica e extracção da cozinha e escada anexa ao infantário; remodelação do sistema de detecção de incêndios da zona dos armazéns; instalação da rede de distribuição de energia da tapada; 2004 - Remodelação do aquecimento central dos pisos 2 e 3; instalação do grupo gerador de emergência; substituição de quadros eléctricos; remodelação da rede eléctrica do piso 2; estudo com vista à recuperação dos relevos em estuque decorativo das escadas do protocolo; 2005 - Instalação do sistema de aquecimento central no posto nº 2 da Guarda Nacional Republicana e continuação dos trabalhos no 5º piso; remodelação da instalação eléctrica dos serviços do GAI, Sala dos Concursos, Sala Azul, arquivo, claustro, escada norte do DAD e reparação do telhado adjacente à igreja; beneficiação do departamento de informática do SVPC.

Observações
*1 - DOF: Conjunto do Palácio das Necessidades, abrangendo todo o edifício conventual, da Ordem de São Filipe de Néri (dos Padres do Oratório), da torre e da capela, os jardins e o respectivo parque, com elementos escultóricos e decorativos, e ainda fachada palaciana, incluindo a fonte monumental, datada de 1748 e situada no largo ajardinado em frente da capela.

Autor e Data
Teresa Vale e Carlos Gomes 1994

Actualização
Luisa Cortesão 2006
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Curam habe de bono nomine: hoc enim magis permanebit, quam mille thesauri
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É a própria vida que tem de mudar…

Crónicas de Coimbra,…país profundo…
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Old April 23rd, 2007, 12:53 AM   #478
Arpels
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esse conheço eu mto bem (o das necessidades), foi dos poucos edificios que escaparam aos efeitos do grande terramoto, é lindissimo por dentro
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Old April 23rd, 2007, 12:59 AM   #479
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Palácio dos Marqueses de Lavradio

Como disse o Pelha, eu estou a atingir os 500 postes. Assim aqui fica o palácio do meu trisa e da minha bisavó Lavradio, ainda por corrigir. Isto é com a feição que adquiriu no final do século XIX quando foi vendido ao estado. Com tempo vou ver se faço os alçados conjecturais originais…

Fico à espera que alguém passe por lá e tire umas fotos do exterior…

As poucas fotos existentes







Localização





Implantação



Jardim ou patio interior




Alguns alçados do eventualmente existente e de obras de ampliação (creio que já no século XX)


























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Old April 23rd, 2007, 01:01 AM   #480
Arpels
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tem razão, ja la passei e não levei a maquina
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arquitectura, historia

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