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Old November 26th, 2017, 08:20 PM   #421
ERVATUGA
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Novo centro multimédia conclui requalificação do Promontório de Sagres em 2018



A abertura do Centro Expositivo Multimédia dos Descobrimentos representa um investimento de dois milhões de euros, valor inscrito no próximo Orçamento de Estado.

O novo centro multimédia dedicado aos Descobrimentos que vai ser instalado no Promontório de Sagres deverá estar concluído até ao final de 2018, disse à Lusa a diretora regional de Cultura do Algarve, Alexandra Gonçalves.

A preparação e abertura do Centro Expositivo Multimédia dos Descobrimentos Portugueses, que tem já uma verba de dois milhões de euros prevista no próximo Orçamento do Estado, constitui a segunda fase do projeto de requalificação do Promontório de Sagres, o monumento mais visitado a sul do Tejo.

O novo espaço interativo visa reproduzir através dos sentidos a era dos Descobrimentos, mas também dar a conhecer o papel de Portugal na descoberta de novos mundos e na difusão da língua portuguesa, assim como a forma como essa era ajudou a moldar o que é o mundo contemporâneo, adiantou Alexandra Gonçalves.

"É uma missão pública daquele espaço ser visitado, porque nós, aqui no Algarve, precisamente naquela ponta entre Lagos e Sagres, fomos protagonistas da história mundial nesta fase", referiu, acrescentando que o novo centro "vai enriquecer" a interpretação de todo o Promontório.

No novo centro, o visitante será conduzido ao longo de seis células, cada uma dedicada a um tema, onde poderá experienciar diferentes ambientes, desde a vida a bordo de uma caravela à forma como a língua portuguesa é falada em vários continentes, ou até uma reprodução do "escritório" do Infante Dom Henrique.

Naquele espaço estará patente a exposição permanente na fortaleza de Sagres, mas no piso superior haverá uma sala para exposições temporárias, estando ainda prevista a abertura de uma loja e de um café-restaurante.

De acordo com Alexandra Gonçalves, este ano, o Promontório deverá atingir os 380 mil visitantes, o número mais elevado dos últimos 20 anos.

O projeto de requalificação do Promontório foi iniciado em 2009, tendo sido investidos entre esse ano e o ano de 2016 um valor superior a quatro milhões de euros, faltando agora investir dois milhões de euros no novo centro para concluir o projeto.

O Promontório de Sagres foi reconhecido como marca do património europeu em 2015 e é dos locais que, no Algarve, integram a lista indicativa de bens portugueses candidatos a Património Mundial da UNESCO dos "Lugares da Primeira Globalização".

Fonte: https://www.dn.pt/artes/interior/nov...8-8940780.html
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Old December 2nd, 2017, 12:19 AM   #422
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Requalificação da fortaleza de Campo Maior já começou

O projecto de requalificação da Fortificação Abaluartada de Campo Maior já está em execução há cerca de mês e meio mas só esta semana é que foi apresentado ao público no centro cultural da vila raiana



A requalificação abrange toda a área de muralha que vai do Baluarte da Boa Vista ao Meio Baluarte do Curral dos Coelhos, incluindo Meio Baluarte de S. Sebastião e Capela de S. Sebastião, o Mártir Santo. Este último local foi ocupado durante quase 40 anos por cerca de 50 famílias de etnia cigana, que tiveram de ser realojadas noutro local em 2015 para possibilitar a recuperação de parte da muralha da fortaleza que aluiu em 2010, pondo em risco a segurança daquelas famílias que ali viviam em barracas.

Os trabalhos estendem-se a uma extensão de muralhas com cerca de 1600 metros de comprimento e uma altura média de 10 metros. O traçado da fortificação é abaluartado e forma um polígono irregular de 10 lados com alguns troços já desaparecidos.

A fortaleza integra um castelo, que detém ainda duas das suas seis torres originais, um fosso, que é visível em quase toda a extensão da muralha, e uma série de baluartes.

A intervenção vai implicar movimentos de terra, a reabilitação de alvenarias da fortificação, paredes de taipa, revestimentos, redes de águas, de esgotos e pluviais, instalações eléctricas e calçadas.

O autarca realça que as intervenções que estão a ser efectuadas no monumento “são feitas com base nas técnicas primárias com que este projecto foi idealizado há 400 anos atrás”.


A Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos (APAC) refere que o Castelo e Fortaleza de Campo Maior apresentam-se como sendo “um caso original nas fortificações fronteiriças pela construção em meados do século XVII de um fosso aquático, alimentado pelas águas das ribeiras vizinhas de Campo Maior”.

“Não conhecemos na raia portuguesa qualquer outro caso semelhante” acentuam.

Catástrofe em 1732

“Em Campo Maior estamos perante uma situação em que a evolução da fortificação esteve dependente de mancha de casario, não da geografia militar, nem do terreno preexistente”, assinalam os Amigos dos Castelos. O mesmo aconteceu com Olivença.

As obras da fortaleza em Campo Maior foram iniciadas em 1641 com a adaptação do castelo medieval e da vila ao sistema abaluartado, descrevem os Amigos dos Castelos. A intervenção então efectuada implicou o corte de partes do povoado, a demolições de estruturas e edifícios, o corte de ruas e outras adaptações que se fizeram para a implementação do novo sistema defensivo.

Fonte: https://www.publico.pt/2017/11/30/lo...omecou-1794491
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Évora - 30 anos como Património Mundial
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Old December 2nd, 2017, 04:09 PM   #423
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Governo prepara novo pacote de 40 monumentos para concessão turística em 2018

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Além do pacote inicial com 33 edifícios patrimoniais identificados para concessão turística, já estão neste momento a ser analisados mais 40 monumentos nacionais para reforçar em 2018 o programa Revive, segundo avançou ao Expresso o ministro da Economia, Manuel Caldeira Cabral.

"Estes 40 novos monumentos estão ainda em fase de análise, e o número final poderá ser menor", ressalvou o ministro da Economia. "Os processos do Revive são complexos, envolvem o património, as Finanças e muitas outras entidades, e estamos a ser muito rigorosos nesta seleção", frisou.

Segundo Caldeira Cabral, até meados de 2018 deverão ficar concluídos todos os concursos relativos aos 33 monumentos para concessão turística identificados na primeira fase do Revive, um processo que tem sido mais moroso face à quantidade de entidades que envolve.

Até ao momento já foram abertos os concursos para o Convento de São Paulo em Elvas (concessionado ao grupo Vila Galé, que está a investir 5 milhões de euros na sua reconversão num hotel de quatro estrelas que irá abrir em 2018), os pavilhões do Parque D. Carlos I nas Caldas da Rainha (adjudicado aos hotéis Montebelo do grupo Visabeira, cujo objetivo é investir ali 15 milhões de euros num hotel de cinco estrelas com a temática das cerâmicas Bordallo Pinheiro) e o Hotel Turismo da Guarda.

O ministro da Economia chama a atenção para o lado positivo do programa Revive também na requalificação destes patrimónios suportada pelos privados, relativamente à qual o Estado nunca teria dinheiro para financiar.

"Estes monumentos estavam ao abandono e a cair e vão ficar visitáveis e ser transformados em pontos de referência que vão valorizar em muito as regiões, sobretudo no interior", salientou Caldeira Cabral.

CONVENTO AGREGADO À UNIVERSIDADE DE ÉVORA
A Quinta do Paço de Valverde que vai agora a concurso data de inícios do séc. XVI e surgiu por iniciativa da diocese de Évora (a Mitra de Évora), inicialmente como local de descanso dos seus membros. Posteriormente, o Infante Dom Henrique fundou nos terrenos da quinta um convento de frades capuchos, cuja comunidade aí se instalou em 1517. Após a extinção das ordens religiosas em 1834, todo o conjunto acabou por ficar na posse do Estado, que aí instalou um posto agrário, mais tarde a Escola Prática de Agricultura, e depois ainda a Escola de Regentes Agrícolas, agregada até aos dias de hoje à Universidade de Évora.

Segundo o 'site' do Revive, "do primitivo edifício quinhentista conservam-se muitos vestígios arquitetónicos, alguns de feição manuelina como é o caso da capelinha existente na cerca conventual, pavimentada com azulejos da primeira metade do século XVI. No denominado Jardim de Jericó, sobressai o lago dos Cardeais, iniciado na segunda metade do século XVII e decorado em volta da estátua de Moisés".

Na Quinta do Paço de Valverde em Évora, o 'site' do Revive (que pode consultar aqui) destaca ainda "pelo seu valor arquitectónico, a capela do convento, um perfeito exemplo de micro-arquitectura renascentista, onde a harmonia do traçado e a planta centralizada em cruz grega revelam rara erudição e atualidade", além das "casas pintadas com vários frescos contíguas à capela do convento".
http://expresso.sapo.pt/economia/201...istica-em-2018
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Old December 2nd, 2017, 08:34 PM   #424
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Requalificação da fortaleza de Campo Maior já começou

O projecto de requalificação da Fortificação Abaluartada de Campo Maior já está em execução há cerca de mês e meio mas só esta semana é que foi apresentado ao público no centro cultural da vila raiana



A requalificação abrange toda a área de muralha que vai do Baluarte da Boa Vista ao Meio Baluarte do Curral dos Coelhos, incluindo Meio Baluarte de S. Sebastião e Capela de S. Sebastião, o Mártir Santo. Este último local foi ocupado durante quase 40 anos por cerca de 50 famílias de etnia cigana, que tiveram de ser realojadas noutro local em 2015 para possibilitar a recuperação de parte da muralha da fortaleza que aluiu em 2010, pondo em risco a segurança daquelas famílias que ali viviam em barracas.

Os trabalhos estendem-se a uma extensão de muralhas com cerca de 1600 metros de comprimento e uma altura média de 10 metros. O traçado da fortificação é abaluartado e forma um polígono irregular de 10 lados com alguns troços já desaparecidos.

A fortaleza integra um castelo, que detém ainda duas das suas seis torres originais, um fosso, que é visível em quase toda a extensão da muralha, e uma série de baluartes.

A intervenção vai implicar movimentos de terra, a reabilitação de alvenarias da fortificação, paredes de taipa, revestimentos, redes de águas, de esgotos e pluviais, instalações eléctricas e calçadas.

O autarca realça que as intervenções que estão a ser efectuadas no monumento “são feitas com base nas técnicas primárias com que este projecto foi idealizado há 400 anos atrás”.


A Associação Portuguesa dos Amigos dos Castelos (APAC) refere que o Castelo e Fortaleza de Campo Maior apresentam-se como sendo “um caso original nas fortificações fronteiriças pela construção em meados do século XVII de um fosso aquático, alimentado pelas águas das ribeiras vizinhas de Campo Maior”.

“Não conhecemos na raia portuguesa qualquer outro caso semelhante” acentuam.

Catástrofe em 1732

“Em Campo Maior estamos perante uma situação em que a evolução da fortificação esteve dependente de mancha de casario, não da geografia militar, nem do terreno preexistente”, assinalam os Amigos dos Castelos. O mesmo aconteceu com Olivença.

As obras da fortaleza em Campo Maior foram iniciadas em 1641 com a adaptação do castelo medieval e da vila ao sistema abaluartado, descrevem os Amigos dos Castelos. A intervenção então efectuada implicou o corte de partes do povoado, a demolições de estruturas e edifícios, o corte de ruas e outras adaptações que se fizeram para a implementação do novo sistema defensivo.

Fonte: https://www.publico.pt/2017/11/30/lo...omecou-1794491
UNESCO CRL!!!
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Old December 2nd, 2017, 09:45 PM   #425
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Duas pontes rivais no Guadiana lembram as guerras entre vizinhos

https://www.publico.pt/2017/12/02/lo...ies_featured_a

D. Manuel I manda construir, em 1510, uma ponte em Elvas por recear a “reintegração” de Olivença em Castela. No ano seguinte, iniciam-se obras numa estrutura igual em Badajoz para travar o “expansionismo” luso.


O contencioso que alimenta desde a assinatura do Tratado de Alcanizes, em 1297, a demarcação da fronteira luso-espanhola entre a foz do rio Caia e a Ribeira dos Cuncos, no Alto Alentejo, tem uma das suas referências maior nas duas pontes construídas durante o primeiro quartel do século XVI sobre o rio Guadiana e distanciadas, entre si, apenas 24 quilómetros. São dois gigantes rivais. A espanhola sobreviveu, a portuguesa é hoje uma ruína.

A história regista como foram persistentes as disputas territoriais e político-militares ao longo do médio Guadiana na linha da fronteira acordada entre os reis de Portugal e de Castela e plasmada no Tratado de Alcanizes. A instabilidade que marcava aquela zona da raia tornara imperioso para a coroa portuguesa a existência de uma ligação que garantisse o apoio logístico a Olivença, antecipando uma possível intervenção castelhana.

Com efeito, Afonso XI de Castela decidiu promover, entre 1325 e 1350, a construção de uma ponte sobre o Guadiana, em Badajoz, uma decisão que Lisboa viu como uma ameaça à soberania portuguesa naquele troço fronteiriço, pelo que decidiu reforçar a defesa de Olivença. O historiador e cronista de oliventino, Luis Alfonso Limpo, explicou ao PÚBLICO as razões dessa decisão: Logo que Portugal passou a ocupar uma faixa de território na margem esquerda dos rios Guadiana e Caia, que implicou a anexação de Olivença e Campo Maior, “ficaram duas espinhas cravadas nos flancos de Badajoz”. O rei de Castela terá sentido “necessidade que as suas tropas pudessem operar livremente em toda a margem direita do Guadiana” para travar o “expansão” da fronteira portuguesa no interior da actual Extremadura espanhola. É neste contexto que surge a primeira ponte de Badajoz, numa “resposta estratégica” de Afonso XI de Castela às intervenções das tropas portuguesas na margem esquerda do Guadiana durante os reinados de D. Dinis e de D. Afonso IV, explica Alfonso Limpo.

À iniciativa do rei de Castela reage D. Pedro I de Portugal, avançando em 1360 para a construção da primeira ponte da Ajuda. Confirmava-se a necessidade de assegurar a logística em Olivença, povoação que se encontrava isolada no interior do território castelhano e que impunha a transposição do rio Guadiana. No entanto, o aparecimento de “crises de todo o tipo, incluindo a peste negra, tinham-se abatido sobre a Península Ibérica durante a segunda metade do século XIV e quase todo o século XV e obrigaram à paragem das obras na ponte de Badajoz após a morte de Afonso XI, em 1350. Em 1367, é interrompida a construção da primeira ponte da Ajuda com a morte do rei D. Pedro. Ficaram então as duas pontes inacabadas, uma ao lado da outra. Era rei de Portugal D. Manuel I.

Em 1498, o soberano português viaja para Toledo e Zaragoza para ser jurado herdeiro de Castela e Aragão. Durante a viagem, inspirou-se nas pontes fortaleza que observou em território espanhol, especialmente a que fora construída sobre o Tejo, em Toledo, e decide retomar o trabalho iniciado por D. Pedro I, na ponte da Ajuda. E, em 1510, ordena o arranque de uma imponente obra de engenharia militar: a construção de uma ponte-fortaleza com 390 metros de extensão, apoiada sobre 19 arcos, com 5 metros de largura e 15 metros de altura, num importante ponto estratégico de passagem do rio Guadiana que ligaria Elvas a Olivença. A estrutura estava defendida por um sólido torreão erguido no centro da ponte, assente em penedos de grande dimensão situados no leito do rio.

Alfonso Limpo explica que a opção por uma estrutura fortificada “foi estratégica”. E recorrendo à ironia, frisa que “não se constrói uma ponte com 19 arcos, com galerias por debaixo do tabuleiro, uma torre de três andares, com uma extraordinária espessura de parede apenas para intimidar os mais relutantes a pagar a portagem ou para que as sardinhas de Setúbal chegassem mais frescas a Olivença”.

O sentido bélico da solução encontrada por D. Manuel I patenteava a rivalidade que mantinha com o rei D. Fernando II de Aragão e que justificou de imediato uma reacção à altura. Um ano depois do arranque das obras na ponte da Ajuda, em 1511, inicia-se, em Badajoz, a construção da ponte de Palmas, a uma distância de 24 quilómetros da sua congénere portuguesa.

Os números expressam a dimensão do antagonismo: “Diante da [ponte da] Ajuda com 19 arcos, construiu-se Palmas com 32. Confrontados com uma extensão de 390 metros, a ponte de Badajoz fica com 582 metros”, descreve o historiador oliventino. Se na ponte da Ajuda a torre defensiva foi erguida no centro do seu tabuleiro, na de Palmas ficou localizada na margem esquerda do Guadiana, para formar o ponto melhor defendido de Badajoz.

A construção das duas pontes, em simultâneo, e numa fase de transição entre a Idade Medieval e a Idade Moderna, esteve marcada por “um percurso vertiginoso para os meios e os usos da época e em contexto de verdadeira guerra fria”, salienta Alfonso Limpo. A ponte da Ajuda ficou concluída em 1520 e a de Palmas em 1526.

“Quanta emulação e luta custaram aos cofres das coroas ibéricas esses dois gigantes de pedra, cronologicamente gémeos, nascidos não só ao lado um do outro, mas também um contra o outro”, questiona o historiador oliventino, acrescentando que a ponte da Ajuda “não é a única causa da construção de Palmas, mas a gota que fez transbordar a paciência espanhola”.

O que acabou por as diferenciar foi o percurso histórico das duas pontes do Guadiana na Idade Moderna. “A de Badajoz sobreviveu” e hoje é uma estrutura que liga as duas margens do Guadiana. A ponte da Ajuda “foi destruída de forma irreversível” no decurso das operações que se seguiram à batalha de la Gudiña, em 1709, no contexto da Guerra da Sucessão espanhola, conclui Alfonso Limpo, que tem dedicado o seu percurso académico à investigação e interpretação da história de Olivença incluindo a ponte da Ajuda, sobre a qual já elaborou uma vasta monografia.

Ponte da Ajuda está esquecida “no limbo político/diplomático”
A maior ponte-fortaleza da Europa, parcialmente destruída pelo exército castelhano com barris de pólvora em 1709, continua a aguardar que as autoridades espanholas procedam a recuperação da estrutura do seu lado na sequência do compromisso assumido, nesse sentido, com o Governo português em 1994.

A única iniciativa com vista à recuperação da ponte da Ajuda foi tomada à revelia das autoridades portuguesas, no início de 2003. Os trabalhos de restauro arrancaram na margem esquerda do Guadiana (Olivença) e o estaleiro foi instalado na margem direita (Elvas), procedimento que não teve a autorização do então IPPAR (Instituto Português do Património Arquitectónico).

O arqueólogo António Carlos Silva, técnico da Direcção Regional de Cultura do Alentejo, disse ao PÚBLICO que a natureza do projecto espanhol era “inaceitável” à luz das metodologias actuais de intervenção patrimonial. Previa a “reconstrução das partes derrocadas em betão armado”, ainda que recuperando a presumível forma original. O aspecto final seria obtido pelo revestimento da estrutura com “lajes de pedra”. A parte que entretanto foi recuperada na margem esquerda do rio, até à suspensão dos trabalhos, “obedeceu a este critério” observa o arqueólogo.

No levantamento dos trabalhos entretanto efectuados, o IPPAR verificou que, “apesar de não haver vestígios de qualquer actuação na estrutura da ponte da margem direita (Elvas) ou nos pilares isolados do meio do leito”, era patente “o desenvolvimento do projecto de reconstrução (sem qualquer limitação ou constrangimento) no sector oliventino da ponte, em pleno cumprimento do “Projecto de Reconstrução e Reabilitação da Ponte Antiga da Ajuda para Usos Pedonais e Turísticos” que em 2001 foi “reprovado pelo IPPAR”. Os trabalhos de recuperação foram suspensos em Junho de 2003 e, desde então, as obras não foram retomadas.

Em Maio de 2010, o PÚBLICO ouviu a directora regional de Cultura do Alentejo, Aurora Carapinha, que disse existir “um estudo prévio elaborado por uma firma espanhola” que foi objecto de apreciação em Outubro de 2008. Nessa altura, “perante várias dúvidas e reservas”, ficou acordada a sua revisão e posterior apreciação pelas autoridades dos dois países. Mas, até àquela data (Abril de 2010), adiantou Aurora Carapinha, “não foi recebida qualquer outra informação.

Também a câmara de Elvas desconhecia em 2010 o que se passava com o projecto de recuperação e com as obras. Já em 2017, o presidente da Câmara de Elvas, Nuno Mocinha, disse ao PÚBLICO, desconhecer qualquer iniciativa nesse sentido. “Nos quase quatro anos que levo de presidência, ninguém me falou da recuperação da ponte da Ajuda, só o PÚBLICO.” A mesma resposta foi dada ao autarca de Elvas pelo alcaide do ayuntamiento de Olivença, Manuel José González Andrade: “Não sei de nada.” E ambos continuam sem saber o que se vai fazer com a velha ponte da Ajuda. Decorridos 14 anos da suspensão dos trabalhos, continua esquecida “no limbo político/diplomático” lamenta António Carlos Silva.
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Old December 3rd, 2017, 09:56 PM   #426
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Forte que assistiu à queda de Salazar vandalizado



O Forte de Santo António da Barra está abandonado desde 2015. Enquanto espera que o Governo transfira a sua propriedade para a Câmara de Cascais tem sido alvo de vandalismo. As fotos são impressionantes

A abertura na rede de arame permite facilmente que uma pessoa adulta passe por ali. Fica mesmo ao lado do portão principal. Dando a volta ao terreno, chega-se a novo buraco, desta feita menos visível mas a uma altura suficiente para uma criança conseguir saltar o pequeno muro. Lá dentro, as garrafas de cerveja vazias denunciam a presença humana. Que não fica por aí.

A descrição corresponde ao estado em que se encontra a rede de arame que, supostamente, protege e isola o Forte de Santo António da Barra, em São João do Estoril - num acantilado junto ao mar. Quem passa pela Marginal, rumo a Cascais, vê-o ao longe, recortado contra o céu azul, aparentemente imponente. Se o nome não lhe diz nada, nós explicamos: este é o forte em que Salazar costumava passar férias e onde, calculando mal a distância, se atirou para uma cadeira de lona, acabando por cair e bater com a cabeça no chão. Não mais viria a recuperar.

O edifício cheio de História - construído no século XVI, durante o reinado de Felipe I, para proteger a costa, e ampliado ou intervencionado em várias ocasiões - foi em 1977, nove anos depois da famosa queda de Salazar, classificado por decreto como imóvel de Interesse Público. Findas as suas funções para defesa da linha de costa, a partir de 1915 foi cedido ao Instituto Feminino de Educação e Trabalho em Odivelas para ser usado como colónia de férias, uma situação que se manteve durante precisamente cem anos, até 2015. Em 2016, uma notícia do “Correio da Manhã” dava conta do estado de degradação em que se encontrava.


Mais de um ano depois, a situação mantém-se. Para além dos buracos nas vedações e das garrafas ali deixadas, no interior e no exterior do edifício, que mantém a capela, o fosso e a cintura de muralhas que originalmente o compunham, são muitos os grafittis que cobrem as paredes das divisões sujas e degradadas. Os azulejos que antes cobriam as paredes cobrem agora o chão, estilhaçados. As portas estão abertas e destruídas, os vidros partidos. Do edifício imponente de outrora já pouco resta. As fotos a que o Expresso teve acesso mostram o estado a que chegou o monumento. A destruição de um espaço com mais de 400 anos de História é quase total.

CÂMARA ACUSA GOVERNO DE "BLOQUEIO UNILATERAL"

Ao Expresso, a Câmara de Cascais garante que há uma explicação para o estado em que o edifício se encontra: um “bloqueio unilateral do Governo”. O município quer ser responsável pelo Forte e “começou a desenhar-se esse caminho” num acordo assinado em 2015 sobre vários assuntos relacionados com Cascais, incluindo as responsabilidades pelo edifício, diz fonte oficial da autarquia. Mas “a concretização da cedência dos direitos de utilização e aceitação foi mantida na gaveta pelo Ministério das Finanças via da Direção Geral do Tesouro e Finanças”. “É com profundo pesar que esta formalidade tem impedido que a Câmara Municipal de Cascais assuma a gestão do imóvel”, sem conseguir assim “travar a degradação que se agrava todos os dias”.


Caso o acordo se concretizasse e o espaço passasse para as mãos da Câmara liderada por Carlos Carreiras, detalha a mesma fonte, o destino já estaria definido: a “instalação e fruição do imóvel” pelo Estoril Institute for Global Dialogue, que organiza as Conferências do Estoril, assim como “um centro de Investigação e desenvolvimento ligado à Economia de Mar”.

O “impasse” continua “incompreensivelmente por resolver”, explica a autarquia de Cascais, desde novembro de 2015, altura em que o acordo foi assinado. “Foram seguidas todas directrizes da Direção Geral do Tesouro e Finanças mas mesmo assim, passados mais de 2 anos e após esforços mantidos antes e depois dessa data, não se criaram as devidas condições formais para que o auto de cessão fosse assinado”.

O Expresso contactou o Ministério das Finanças, assim como a Direção Geral do Património Cultural, para perceber o que está a impedir o avanço do acordo, mas não foi possível obter resposta em tempo útil.

Fonte: http://expresso.sapo.pt/cultura/2017...-vandalizado-1

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Old December 4th, 2017, 10:46 PM   #427
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Ontem deu um documentário sobre a Casa de Estudantes do Imperio. Mantiveram a fachada e fizeram um condomínio. Tal e qual como a Sede da PIDE. Portanto qual a surpresa?
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Old December 5th, 2017, 09:41 PM   #428
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As 15 fotografias que mostram a destruição do Forte de Santo António da Barra






As 15 fotografias que mostram a destruição do Forte de Santo António da Barra
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Old December 6th, 2017, 03:06 AM   #429
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Era prisão com esses gajos e os poucos que fossem apanhados serem obrigados a pagarem a limpeza total.
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Old December 7th, 2017, 12:52 AM   #430
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Está ali um cabrão
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Old December 7th, 2017, 02:59 AM   #431
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Poios, essa foto deveria ser mandada para a polícia com a cara do meliante à mostra.
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Old December 8th, 2017, 01:21 AM   #432
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E depois?
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Old December 8th, 2017, 01:42 AM   #433
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Chicote.
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Old December 8th, 2017, 02:05 AM   #434
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Se tens uma mulher que maltratou seres humanos num lar que foi absolvida... alguem quer saber de vandalizar uma das residencias dum ditador?

Agora vamos a coisas serias... para quando um Hotel aqui... ja que é a única forma de isto ser reabilitado e mantido como deve ser.
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Old December 8th, 2017, 06:25 AM   #435
lmpanp
Luis M P A N Pereira
 
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Se tens uma mulher que maltratou seres humanos num lar que foi absolvida... alguem quer saber de vandalizar uma das residencias dum ditador?
Desculpa-me, mas tu às vezes parece teres gosto em fazeres-te passar por alucinado, tal a calinada que consegues debitar numa só frase.
1º. O que é que a mulher absolvida tem que ver com o caso em apreço para servir de contraponto? Não dava para arranjar outro qualquer exemplo um nadinha menos fora de contexto?
2º. Lá porque um dos governantes fez de um dos belos fortes nacionais sua residência temporária, este passa a ser desconsiderado como património nacional ao ponto de ninguém querer saber de vandalismos?
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"A desvantagem do capitalismo é a desigual distribuição de riquezas, a vantagem do socialismo é a igual distribuição de misérias. "
Sir Winston Churchill
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Old December 8th, 2017, 06:32 PM   #436
Cidade_Branca
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Quinta do Regalo classificada como monumento de interesse público

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O solar da Quinta do Regalo, de origem seiscentista, e respetivos jardins, capela, telheiro, fonte e tanque, na Geria, na periferia da cidade de Coimbra, foi classificado como monumento de interesse público.
Quote:
A portaria, emitida pelo Ministério da Cultura e publicada hoje no Diário da República, explica a classificação com o facto de a Quinta do Regalo constituir “um raro testemunho, na região, de uma quinta de veraneio de raiz primo-seiscentista, bom exemplo das casas nobres secundárias e de vocação lúdica das famílias ilustres coimbrãs”.

Embora a propriedade, situada na Geria, na União das Freguesias de Antuzede e Vil de Matos, no concelho de Coimbra, “já não se encontre íntegra e o solar tenha sofrido obras francamente descaracterizadoras, ambos conservam ainda características que justificam a classificação”, afirma o diploma, que também fixa a “zona de proteção especial” do conjunto patrimonial.

“O núcleo fundamental é essencialmente composto pelo solar rural, pela capela com telheiro anexo e pelos jardins, onde se encontra a original casa de fresco, ou regalo, centrada pela fonte que alimenta o tanque”, descreve a portaria, referindo que “este conjunto é delimitado por muro com portão de aparato, outrora armoriado”.

Destaque também para “as varandas alpendradas e os miradouros da casa de habitação, ainda hoje voltados para uma paisagem florestal e agrícola, mas facultando igualmente uma ampla panorâmica” sobre Coimbra, características reveladoras não só do “caráter misto, de recreio e produção, deste tipo de propriedade, como a sua dependência assumida perante a cidade, sede principal das linhagens titulares”.

A zona especial de proteção, definida no mesmo diploma (Portaria n.º 462/2017), visa “preservar a propriedade no seu enquadramento e contexto material, garantindo as perspetivas de contemplação e os pontos de vista que constituem a respetiva bacia visual, e acautelando o impacto de futuras intervenções potencialmente descaracterizadoras no território vizinho”.

A Quinta do Regalo, na margem norte do Mondego, era, na sua origem (final do século XVI e início do século XVII), uma habitação rural de veraneio, “como tantas outras da mesma tipologia edificadas nas áreas junto ao rio, onde muitas famílias que habitavam na cidade tinham quintas de recreio”, descreve a Direção-Geral do Património Cultural, na sua página na internet.

O interior do solar, com dois pisos, que foi remodelado nos finais do século XX, “mantém as funções habitacionais, respeitando a disposição original das salas, que obedeciam aos pressupostos da tratadística seiscentista, que consignavam o piso térreo aos espaços de serviço e o andar nobre aos de lazer e privados”, acrescenta.

A Quinta do Regalo “terá sido mandada edificar pela família Pereira Coutinho, originária de Coimbra, que se destacou por integrar os primeiros capitães donatários da Capitania da Bahia de Todos os Santos”.
https://www.noticiasdecoimbra.pt/qui...resse-publico/
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Old December 8th, 2017, 06:50 PM   #437
Cidade_Branca
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Qual é a duvida?

O que é mais importante? A vida de uma pessoa ou um monumento? Deste importancia por ter colocado na frase "dum ditador".

Sempre que se escreve qualquer coisinha sobre Salazar aqui nos foruns que cai o carmo e a trindade.

Nao se pode escrever em Salazar?

Vamos esquecer que no forte vivia António Oliveira SALAZAR.

Se temos em Portugal uma pessoa que maltrata idosos num idosos a ser absolvida quem é que quer saber dum Forte? Quem é que quer saber dum vândalo? NINGUEM.

A Vida das pessoas é mais importante que o Património. Foi dai a minha comparação.

Acrescentei ser uma residência do Presidente de Conselho de Ministros António Oliveira Salazar. Mal ou bem ele viveu aqui. Caiu da Cadeira aqui. Passou a estar relacionado com Salazar. Se alguem quiser implantar um Hotel aqui tambem vai haver polemica.

Porque razao falam no vandalismo deste edificio e nao em todos os outros monumentos espalhados em Lisboa porque era residencia dum Ditador.

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2º. Lá porque um dos governantes fez de um dos belos fortes nacionais sua residência temporária, este passa a ser desconsiderado como património nacional ao ponto de ninguém querer saber de vandalismos?
Vai fazer essa pergunta a quem deixou isto acontecer e nao a mim. As fotografias falam por si.

O que nao faltam aqui no forum sao alucinados... por amor da Santa poupa-me com esses comentários.
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Old December 8th, 2017, 06:52 PM   #438
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Câmara e Fundação satisfeitas com classificação do Buçaco como Monumento Nacional

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O Conselho de Ministros reclassificou, hoje, como monumento nacional o conjunto do “Palace Hotel do Bussaco e mata envolvente, incluindo as capelas e ermidas, Cruz Alta e tudo o que nela se contém de interesse histórico e artístico, em conjunto com o Convento de Santa Cruz do Buçaco”.


Quote:
Na opinião do presidente da Câmara Municipal da Mealhada, Rui Marqueiro, “esta decisão do Conselho de Ministros vem corrigir um erro grave que tardava em ser corrigido e fazer finalmente justiça a um espaço majestoso e imponente, de rara beleza, único no país. Uma Mata Nacional que guarda nos seus 105 hectares de área murada um património de incomensurável importância histórica, cultural, ambiental, religiosa e militar, não podia continuar a ser apenas um Imóvel de Interesse Público, como era desde 1943”.

Manifestamente satisfeito com a elevação à categoria de Monumento Nacional, Rui Marqueiro, também ele membro do Conselho Consultivo da Fundação Mata do Bussaco, diz que “valeram a pena as sucessivas reivindicações da Câmara Municipal da Mealhada e da Fundação Mata do Bussaco”. “Andávamos há imenso tempo a fazer um trabalho de ‘diplomacia’ silenciosa, discreta, mas insistente, no sentido de sensibilizar o Governo para a urgência em retificar este erro grave que persistia sem qualquer justificação. Nunca nos resignámos. Nos últimos tempos fomos ainda mais determinados nas reivindicações. E isso deu frutos. Finalmente ouviram os nossos protestos”, afirmou o presidente do Município da Mealhada.

O presidente da Fundação Mata do Bussaco, António Gravato, subscreve as palavras de Rui Marqueiro e acrescenta: “é uma alegria enorme. É a melhor prenda de Natal que nos podiam ter dado. Fez-se justiça. Agora, temos o caminho facilitado para a candidatura que temos já em curso a Património Mundial da UNESCO, para além de que, com o estatuto de Monumento Nacional, também temos outras condições – mais favoráveis – em candidaturas a apoios comunitários”.

Um passo fundamental para o sucesso desta candidatura é a requalificação do património existente. A Câmara Municipal da Mealhada já adjudicou a empreitada de “Requalificação e Valorização da Mata Nacional do Buçaco – Recuperação do Convento de Santa Cruz e das Capelas dos Passos e da Via-Sacra”, uma obra orçada em um milhão de euros.

Trata-se de uma obra complexa, já que a intervenção é sobre um património histórico, que terá em conta as exigências da Direção Regional de Cultura do Centro, com quem a Autarquia celebrou um contrato, assumindo-se como dono da obra e assumindo a componente financeira nacional do financiamento comunitário que vier a ser atribuído à candidatura apresentada pela Fundação Mata do Buçaco.
https://www.noticiasdecoimbra.pt/camara-e-fundacao/
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Old December 12th, 2017, 01:03 AM   #439
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Portugueses entre quem mais valoriza património na UE mas menos se interessa

Os portugueses estão entre os cidadãos europeus que mais valorizam o património cultural e que pensam que a herança cultural europeia deve ser ensinada nas escolas, mas são dos que menos se mostram interessados, revelou hoje o Eurobarómetro.

De acordo com um inquérito revelado hoje pela Comissão Europeia, no dia em que é assinalado o arranque do Ano Europeu do Património Cultural (AEPC), no Fórum da Cultura Europeu, em Milão, 69% dos portugueses não estão envolvidos em qualquer área do património, seja através de visitas a locais ou eventos, de doações ou outras atividades, enquanto a média europeia para esse indicador é de 48%.

Embora estejam entre os cidadãos que mais atribuem importância ao património cultural para o seu país, com a quase totalidade -- 96% - a responder afirmativamente à pergunta, e sejam os segundos (a seguir à Grécia) a mostrar-se orgulhosos de algum elemento do património local, os portugueses foram dos que mais indicaram a falta de interesse (45%) como o maior entrave ao acesso a locais ou atividades ligadas ao património cultural, a que se segue o preço e a falta de tempo.

No entanto, questionados sobre se gostariam de saber mais sobre o património cultural, 67% responderam de forma positiva.

Os portugueses são os que menos visitam com regularidade locais, monumentos e museus ou vão a eventos como concertos e festivais, com 17% a terem respondido afirmativamente à pergunta, face a uma média europeia de 31% e a um pico de 81% na Suécia ou 78% na Holanda.

No contexto do voluntariado ligado ao património, os portugueses também se encontram no lado mais baixo da escala, com apenas 2% a dizer que o faz, enquanto a média europeia é 5%, havendo países como a Finlândia, Suécia e Estónia a rondar os 20%.

A seguir aos húngaros e aos gregos, os portugueses são os que menos provavelmente se deixariam influenciar pelo património cultural no momento de decidir o local de férias, com uma percentagem de 57% a afirmá-lo.

Ainda assim, os resultados do Eurobarómetro hoje divulgado mostram uma subida de 18 pontos percentuais em Portugal, para 45%, entre os que disseram ter visitado um monumento ou local histórico nos últimos 12 meses, sendo um dos quatro mais acentuados aumentos em relação a 2013.

Questionados sobre quem deve trabalhar mais em prol da defesa do património cultural, os portugueses colocam em primeiro lugar as autoridades nacionais, locais e regionais (55%), com 12% a encarar os patrocinadores como quem mais o devia fazer.

O inquérito do Eurobarómetro foi levado a cabo entre 23 de setembro e 02 de outubro deste ano, tendo realizado em Portugal 1.062 entrevistas.

Segundo o portal da Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), o AEPC, "pela sua escala e pelo contexto de mudanças que se vivem na Europa, será um momento importante para chamar a atenção, não só para as oportunidades que o Património Cultural nos oferece, mas também para os imensos desafios que hoje se nos colocam -- a globalização, o desenvolvimento acelerado da utilização de novas tecnologias de informação e comunicação, as crises de valores e de identidade, as alterações climáticas e os conflitos, as pressões e contradições geradas pela cada vez maior mobilidade humana por todo o planeta".

Questionada pela Lusa em outubro, a assessoria de imprensa da DGPC disse que "o papel da DGPC [no AEPC] será essencialmente o de apelar à participação e mobilização da sociedade civil em torno do tema, tal como sucede com os dias internacionais dos Monumentos e Sítios e dos Museus".

Para o orçamento do AEPC, prevê a DGPC candidatar-se a fundos europeus, além de garantir a comparticipação, no âmbito da despesa prevista, com a aprovação da proposta do Orçamento do Estado para 2018.

Fonte: https://www.rtp.pt/noticias/cultura/...ressa_n1045080
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Old December 12th, 2017, 01:13 AM   #440
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Obras revelam cor original e alto-relevo na Igreja da Praça do Giraldo

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A intervenção, no valor de quase 80 mil euros, na igreja situada na Praça do Giraldo, vai estar concluída em meados de dezembro. O ocre está a ser substituído pelo cinzento original

De bisturi na mão, António Duarte retira pacientemente as várias camadas de cal que, ao longo dos anos, cobriram tanto o brasão como o espaço à sua volta, mesmo por cima da porta principal da Igreja de Santo Antão, na emblemática Praça do Giraldo, em Évora. Amarelo, vermelho, azul, cinzento são alguns dos tons que o conservador torna visíveis. E que serão revelados quando, em meados deste mês, os andaimes e a tela forem retirados da fachada. O final das obras promete outro fator surpresa, sobretudo para os eborenses: o ocre que se acostumaram a ver em alguns pormenores da fachada da igreja será substituído por cinzento, a cor original.

"O restauro destes stucco [altos-relevos] é importante para a recuperação da fachada da igreja. Estamos a falar de uma igreja símbolo da cidade de Évora, pela sua localização na Praça do Giraldo. Era uma muito má imagem para a cidade o estado em que se encontrava a fachada que há muitos anos não tinha obras de manutenção", explicou ao DN a diretora regional de Cultura do Alentejo, Ana Paula Amendoeira.

As obras, iniciadas em setembro, incluem "a reparação de rebocos exteriores, limpeza e restauro da pedra (granito) e de alguns elementos em ferro, limpeza e reparação das coberturas em telha, um grande trabalho de conservação das alvenarias", enumera Maria João Costa, engenheira da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Algarve, que está a acompanhar a obra.
https://www.dn.pt/artes/interior/obr...o-8975473.html
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