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#41 |
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Amazônida
Join Date: Jun 2009
Location: Belém/Cuiabá
Posts: 5,254
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Muito legal, a cidade parece superarborizada. bem simpática também.
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#42 |
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Sul do Brasil
Join Date: Mar 2009
Location: Piraí do Sul
Posts: 5,089
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![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() ![]() Cidade perfeita , não há pobreza . Como eu não vi isso antesIsso que eu chamo de arborização, com certeza a cidade mais arborizada do país . Não é aquela falsa arborização de Curitiba.Eu me orgulho de ter uma cidade tão bonita, desenvolvida e rica no meu estado.
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#43 |
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Registered User
Join Date: Aug 2008
Location: Região Metropolitana de Maringá
Posts: 835
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Zona sul de Maringá: http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=777210 Maringá - PR http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=854430 Maringá - PR (parte 2) http://www.skyscrapercity.com/showthread.php?t=854460 |
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#44 |
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Saudosa Maloca
Join Date: Mar 2008
Location: São Paulo
Posts: 4,718
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Como eu adoro essas cidades grandes do norte paranaense.... São tão verdes, organizadas, bonitas...
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Todos os meus threads aqui / Flickr / Site Oficial Meu thread mais recente: Fragmentos de São Paulo São Paulo, eSPetacular. Expo 2020: Cidade-candidadata. |
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#45 |
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lê-se: "FÚRRIÊ!"
Join Date: Dec 2008
Location: Águas de São Pedro/Montreux
Posts: 3,139
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Bom, eu sou suspeito para falar de Maringá. Mais uma bela cidade projetada por esse engenheiro politécnico Jorge de Macedo Viera, e
bem nascida em 1947, com espaços verdes, belas alamedas e áreas públicas de sobra. Assim como minha cidade Águas de São Pedro e a cidade de Cianorte também no Paraná, são as três cidades irmãs que nasceram da prancheta desse urbanista que ainda vai ser reconhecido como um dos maiores do país. Maringá vive em meu coração também! Parabéns irmãzinha!!! Alias, irmanzona!! Pode-se considerar um privilegiado, uma pessoa que reside em uma cidade como essa! |
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#46 | |
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Registered User
Join Date: Aug 2009
Location: Araçatuba-SP
Posts: 525
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Quote:
![]() Nossa, que estádio lindo!!O de Araçatuba é horrivel!!
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#47 |
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Sul do Brasil
Join Date: Mar 2009
Location: Piraí do Sul
Posts: 5,089
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Não conheço Maringá, mas pobreza deve ter. Eu falei me baseando nas fotos, onde não vi pobreza.
Antes que falem "como vai ver pobreza em fotos aéreas?", eu já vi pobreza em fotos aéreas ![]() Mas quantas vezes falam que uma cidade é perfeita, sendo que ela nunca é
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#48 |
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lê-se: "FÚRRIÊ!"
Join Date: Dec 2008
Location: Águas de São Pedro/Montreux
Posts: 3,139
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Pessoal, vou colocar aqui um texto sobre a criação da cidade de Maringá. Acho interessante sabermos que Jorge de Macedo Vieira projetou Maringá sem nunca ter ido visitar o sítio. A partir do mapa topográfico ele fez todo o plano de ruas...
Desculpem o texto um pouco longo, mas ajuda a explicar Maringá. PARTE 1 Companhia Terras Norte do Paraná e a cidade nova de Maringá A política de implantação de cidades novas e rediscussão da cidade antiga acabou por culminar a escrita de um século onde predominou o processo de “suburbanização” – criação de subúrbios. Também alguns dos conceitos de cidades satélites, aos moldes do apregoado por Howard em seu livro Garden Cities.... foram aplicados e acabaram por se incorporar à política oficial de planejamento regional dos governos. A implantação das “new towns” inglesas, a partir de meados dos anos de 1940, nos sustenta nessa colocação. A partir da elaboração do Great London Plan (1944) de Patrick Abercrowbie as novas cidades inglesas acabariam por incorporar vários dos conceitos da “cidade-jardim”, como a tentativa de gerar comunidades auto-sustentáveis. Novamente os preceitos de Ebenezer Howard (criador do conceito original de town-country, que derivou para garden-city en GArden Cities fo To-morrow, em 1901) não foram atingidos em sua totalidade. Não só em países europeus ou Estados Unidos mas, também, em nações em vias de desenvolvimento industrial, como o Brasil e a Índia, e nas que necessitavam ocupar suas terras e garantir a segurança do território e do próprio estado, como a União Soviética, a implantação da política de novas cidades se faz presente. No que tange ao desenho urbano, tais cidades sofrem forte influência da solução “garden-city” e do modelo “city beautiful” norte americano, além de outros como da “ciudad linear” de Arturo Soria y Mata;. Nessa lógica expansão das fronteiras do capitalismo, o governo inglês via com bons olhos os investimentos em países do Cone Sul do Continente Americano. No Brasil, a política getulista da modernização e estruturação econômica nacional se refletia na ocupação de territórios novos. Steinke (2002) coloca que “Nesse contexto, o nacional desenvolvimentismo trazia preceitos de modernização e ocupação do território, onde o papel da criação de cidades foi muito importante. O número de implantação de cidades planejadas foi fecundo neste período, onde a ferrovia exercia um papel fundamental na expansão dessa ocupação, pois era através dela que se estabelecia um elo de ligação com as demais cidades e por onde, principalmente, se garantia a venda de terras e a ocupação do solo. Foi a partir do seu traçado que se deu a fundação destas cidades novas...... ”. O chamado Norte do Paraná tornou-se campo fértil para a implantação dessa cidades novas. A Companhia de Terras do Norte do Paraná – CTNP, nasceu no bojo dos investimentos oriundos do capital inglês na década de 1920, e compunha esse corpo de expansão do capital inglês em território brasileiro. A companhia originou-se da necessidade de exploração das férteis terras da região pertencentes, então, ao fazendeiro Antonio Barbosa Ferraz Junior:“ Para escoar a volumosa safra de um milhão de pés de café até o porto de Santos, percebeu a necessidade de construir uma sociedade com outros fazendeiros já instalados na região e, em 1920, conseguiram do governo estadual a exploração de uma estrada de ferro por 70 anos. Esta, a partir de uma conexão com a Sorocabana, em Ourinhos, e passando pela ex-colônia de Jataí, atingiria a margem esquerda do rio Paraná, fronteira com o Paraguai. A estrada de ferro foi denominada São Paulo-Paraná e visava inicialmente ligar Ourinhos a Cambará, num percurso de 29 quilômetros ” . Em 1923, junto com a denominada Missão Montagu, chefiada pelo Lord Montagu, chega ao país Simon Frazer, conhecido como Lord Lovat, então representante da Sudan Plantation em busca de novas áreas de expansão capitalista para a empresa.:“ Após haver conhecido o padrão das terras paulistas, Lord Lovat chega ao norte do Paraná acompanhado de Willie Davids, prefeito de Jacarezinho e do DR. Gastão de Mesquita Filho, em janeiro de 1924. Esse expôs a idéia do aproveitamento da ferrovia São Paulo – Paraná como linha mestra do plano de colonização do norte do Paraná, com fertilíssimas terras. Estas poderiam ser adquiridas do governo paranaense a preços baixos pelos ingleses, devido à inexistência de transporte na região. Pela conjuntura mundial da época, sobravam capitais à Inglaterra. Como prolongamento da estrada de ferro Ourinhos-Cambará, estaria garantindo o escoamento doa produção dessa região, além de valorizar muito a área ”Devido aos módicos preços, os ingleses adquiriram, entre 1924 e 1927, mais de 500 mil alqueires de terras, sendo as aquisições capitaneadas pelo advogado Dr. Antonio de Moraes Barros. Formou-se a empresa Paraná Plantation Limited, com sede em Londres, e no Brasil, em 24/09/1925, foi criada sua extensão: a Companhia de Terras do Norte do Paraná que, em 1928, adquire o controle acionário da Companhia Ferroviária São Paulo-Paraná e inicia o processo de colonização do norte paranaense após o fracasso do capital inglês em explorar o cultivo do algodão no interior do estado de São Paulo (Cioffi, 1995). O sistema de colonização e desenvolvimento dos agentes econômicos levados a cabo pela empresa eram comandadas por Arthur Thomas e se calcavam nos princípios do estabelecimento de propriedades ao longo da via férrea, com a previsão de vilas denominadas “patrimônios” num espaço de dez milhas, onde o agricultor poderia deixar seu produto (Cioffi, 1995 e Steinke, 2002). As maiores aglomerações urbanas deveriam, numa influência das idéias urbanismo inglês, serem planejadas de modo a conter os “green belts” - os cinturões-verdes, necessários ao abastecimento de hortifrutigranjeiros a essas mesmas comunidades, retratando o princípio de auto sustentação das comunidades. No entanto, essa não foi a única influência urbana. Steinke (2002) nos esclarece que “com forte caráter linear num primeiro momento, a ocupação do território lembra, nessa linearidade, colocada através das ferrovias, as propostas das cidades lineares, difundidas por Soria Y Mata. Contudo, acabou por se configurar numa rede de cidades......O que se percebe hoje, ao observar a região, é uma verdadeira constelação de cidades ”. Com o domínio das vias de escoamento e com as áreas rurais seguindo a lógica do planejamento de Arthur Thomas, estava assegurado a geração de capital e a lucratividade dos empreendedores. A cidade de Londrina é fundada a essa época, sendo a primeira de uma série. Toda a propaganda que envolveu o processo de colonização das terras resultou na venda de 400 mil alqueires até 1953, subdivididos em 26 mil propriedades agrícolas, possuindo em média 15 alqueires cada e abrigando em média quatro famílias, onde predominavam os colonos paulistas, mineiros e estrangeiros entre os quais japoneses, italianos e poloneses (Cioffi, 1995). A não possibilidade de aquisição de mais áreas devolutas pela Companhia junto ao governo paranaense fez a mesma concentrar esforços em um segundo estágio, não só ligado ao processo de desbravamento, mas também expandindo as atividades no fornecimentos de insumos e infraestrutura para as cidades novas. |
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#49 |
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lê-se: "FÚRRIÊ!"
Join Date: Dec 2008
Location: Águas de São Pedro/Montreux
Posts: 3,139
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PARTE 2
Em 1943, com o refluxo do capital inglês, e a campanha para a nacionalização das empresas estrangeiras, leva a Companhia Terras do Norte do Paraná, a passar todas suas ações um grupo de brasileiros (Cioffi, 1995) coloca que “Em 1943, o Governo Getúlio Vargas autorizou a negociação com a condição do grupo entregar ao poder público a estrada de ferro. Mesmo com prejuízo ao grupo, a totalidade das ações da Companhia Terras Norte do Paraná foi adquirida por Arthur Bernardes Filho, Irmão Soares de Sampaio, Gastão de Mesquita Filho e Gastão Vidigal, que conseguiu compor a sociedade que suportou vultuosa e dificílima negociação” . No entanto o nome manteve-se como Companhia Terras Norte do Paraná. A nominação da empresa só se alteraria em 1951 quando surgiu a Companhia Melhoramentos Norte do Paraná - CNNP, resultado de uma fusão entre a Cia Terras do Norte do Paraná e Cia Melhoramentos, essa última, ligada à atividade da exploração da madeira em todas suas vertentes. Cioffi (1995) volta a nos colocar que “nesse contexto, ela incorporou uma outra pequena empresa que existia em Maringá, que se propunha a construir nos lotes urbanos, para facilitar a venda dos mesmos e a vida de recém-chegado na cidade. E essa outra empresa tinha cerâmica, serraria, com objetivos de construção e se chamava Companhia Melhoramentos. Quando a companhia de Terras Norte do Paraná absorveu essa outra empresa, resolveu mudar para COMPANHIA MELHORAMENTOS NORTE DO PARANÁ” . Tal fato instigou-nos em uma investigação, já que em outros estudos consta que o projeto de Maringá foi encomendado a Macedo Vieira pela Companhia Melhoramentos Norte do Paraná. Após busca exaustiva de informações, a maioria contraditória, uma, no entanto chamou a atenção e foi encontrada no acesso ao sítio eletrônico da própria prefeitura de Maringá, em sua interface relativa ao histórico da cidade: Relativo ao ano de 1947, destacamos o trecho a seguir: “A 1ª data vendida pela Cia após a abertura de vendas, comprador foi o Sr. Zilbo da Silva (data nº 01, quadra 09, zona 01, conforme recibo fornecido pela CTNP, nº 0001, passado no dia 06/05/47 no valor de Cr$ 20.000,00.” Portanto em 1945 a Companhia Terras do Norte do Paraná - já de capital nacional, mas ainda mantendo no nome “Terras”-, encomendou o trabalho de elaboração de uma cidade inteira ao Escritório Técnico Jorge de Macedo Vieira, em território virgem onde predominava a vegetação nativa e fugazmente habitada por grupos indígenas nômades. Nessa área virgem seria implantada a cidade nova que se denominaria de Maringá. Em 1947 deu-se início sua construção. Na brochura sobre Jorge de Macedo Vieira, elaborada para IV Bienal Internacional de Arquitetura(1999), encontramos que“Maringá se caracteriza por um traçado diferenciado dessas demais cidades, onde o desenho partindo da ‘tabua rasa” é comum. Suas ruas ajustam-se à topografia do sítio onde as áreas residências buscam recuperar a idéia de unidade de vizinhança, num desenho tipicamente pinturesco. Já ainda uma valorização das áreas verdes, sobressaindo-se os parques, jardins e praças, bem como “park ways” . Nesse projeto Macedo Vieira reflete, além da influência “garden-city”, exemplificada nos parques públicos, o modelo “city beautiful”: no uso das avenidas amplas interligando essas áreas - funcionando como “park ways”-, na adoção do “civic center” e na centralidade dos edifícios públicos, além da adoção de “carrefours”, arquetípicas de Hénard e do “beaux arts” francês. Macedo Vieira, no entanto, jamais visitou o sítio e se servindo de uma planta topográfica de Cássio Vidigal, elaborou os estudos metro a metro, seguindo as características de topografia do terreno, que se apresentava com suaves declividades (Cioffi, 1995). A resultante foi uma planta com características nitidamente modernas, onde o traçado geométrico foi articulado de modo conciso, reservando generosas áreas aos parques públicos e, aos moldes do que vigorava na cultura urbanística da época, compartimentando de modo rigoroso o zoneamento da cidade. Suas áreas foram divididas em: a) Núcleos comerciais: Centros de comércios concentrados; b) Zona Residencial Popular: Destinada a pessoas de baixa renda; c) Zona comercial: próximas ao Centro Cívico, reservada às atividades de prestação de serviços á população local; d) Zona Industrial: destinada ao fomento da implantação de empresas interessadas em produzir na região; e) Armazéns: áreas de estocagem e guarda de produtos agrícolas; f) Zona Residencial Principal: Lotes mais generosos destinados às classes média, média alta e alta; g) Zona Residencial Operária: destinada às classes trabalhadoras nas indústrias e comércio ; h) Edifícios Públicos: concentrados nas área do centro cívico e; i) Estação Ferroviária. Na área central, com fácil acesso também por avenidas. A articulação entre a ferrovia, centro nevrálgico do local, cortando toda a linha da cidade; as áreas industriais e comerciais; o grande percentual destinado para áreas, aliados ao formato moderno, agradaram os empreendedores, pois além da beleza estética a funcionalidade se mostrava plena. Sobre Maringá, Macedo Vieira descreve que “ Pretendi projetar uma cidade moderna, uma cidade em que o traçado das ruas não obedeça o xadrez, que os portugueses ensinaram aqui, nos deixaram aqui na colônia, consegui um processo melhor que é o de acompanhar o terreno o mais possível, e a cidade já pré-traçada, num zoneamento estudado, com seus parques, seus lugares de lazer, e seus verdes tão característicos, parece que consegui, né? ” . Macedo Vieira reserva especial destaque ás avenidas, inserindo, nas largas vias, um canteiro central para o plantio de paineiras, palmeiras, ipês, acácias, flamboyants, quaresmeiras e outras, que acabaram por dar especial beleza ao arruamento. Maringá foi projetada para acolher 200 mil habitantes, e a previsão de grandes porções de áreas verdes elevou a qualidade de vida dos seus habitantes. As principais áreas verdes projetadas por Macedo Vieira são: a) Horto Florestal com 17,5 alqueires, destinado para o cultivo de mudas para as avenidas e praças da cidade; b) Parque do Ingá, com 19,5 alqueires, que abrigaria o jardim zoológico, jardim japonês e alamedas para contemplação e ócio e; c) Bosque Dois: área de 25 alqueires, denominado depois de “Tupinanbá” , abriga remanescentes da vegetação original de Maringá. A área central que abriga o Centro Cívico, numa típica configuração do town planning norte-americano, contém repartições públicas, agências bancárias, estações rodoviária e ferroviária, reunidas de modo a perfazer uma unidade central com fácil escoamento pela avenida principal, Avenida Brasil, que corta todo o município. A Brochura sobre Jorge de Macedo Vieira, em sua página de nº 27 traduz as plantas desenvolvidas por Macedo Vieira para as cidades de colonização: “ Se observarmos as plantas das Cidades de Maringá – assim como a de Cianorte – nos damos conta que suas áreas centrais são concebidas de modo clássico, sempre articulando, a partir de um eixo principal, a estação ferroviária com o centro cívico propriamente, junto ao qual vão se implantar os edifícios administrativos. Por outro lado, nesses projetos de Vieira, apesar de se levar em conta a movimentação do relevo, o traçado das ruas é feito conforme um desenho acentuadamente geométrico, que faz a concordância entre retas e curvas. “ Observam-se grandes áreas destinadas ao verde também nesse setor central, onde se divisa o resultado da compartimentalização rígida das quadras, com espaços definidos e diferenciados entre zona comercial, residencial, edifícios públicos e parques. A edificação que mais se destaca na parte central da cidade é a Catedral Nossa Senhora da Glória, que atinge 124 metros de altura em seu topo. Numa síntese, Jorge de Macedo Vieira mescla soluções urbanas, onde nesse traçado geométrico predomina a escola do town planning norte americano. Notamos que Macedo Vieira entendia a visão dos empreendedores - as cidades novas deveriam compatibilizar recursos e produção de forma otimizada e possibilitando torna-la um pólo comercial regional -, e buscava apresentar, junto aos mesmos, projetos que se pautassem pela viabilidade econômica, sem o detrimento da qualidade do desenho urbano e harmonia de uso dos espaços entre quadras comerciais, residências, parques, praças e ruas . Bom, por aqui dá para se ter uma idéia do esmero do projeto de Macedo Vieira para Maringá! Valeu pessoal! |
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#50 |
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BANNED
Join Date: Jul 2009
Location: Cascavel
Posts: 1,418
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Eim poderia por umas fotinhos do novo centro :] . Ele deve ta tão lindo .
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#51 |
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Registered User
Join Date: Feb 2009
Posts: 4,029
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Interessante a cidade de Maringá, bem bonita
belas fotos Parabéns pelo Thread!!!!
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Olhando belem enquanto uma canoa desce um rio E o curumim assite da canoa um boing riscando o vazio Eu posso acreditar que ainda da pra gente viver numa boa Os rios da minha aldeia sao maiores do que os de Fernando Pessoa (Nilson Chaves) BELÉM A VERDADEIRA METRÓPOLE DA AMAZÔNIA |
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#52 |
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Sul do Brasil
Join Date: Mar 2009
Location: Piraí do Sul
Posts: 5,089
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Alguém sabe quantas árvores existem em Maringá ?
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#53 |
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lê-se: "FÚRRIÊ!"
Join Date: Dec 2008
Location: Águas de São Pedro/Montreux
Posts: 3,139
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Caro GUI Piraí do Sul-PR, tudo bom?
Acredito que esteja na casa de alguns milhões de exemplares, pois veja bem: Águas de São Pedro, também projeto de Macedo Vieira, que tem uma área de 3,6 km2, bem menor que a área de Maringá, abriga, segundo a Secretaria Municipal de Meio-ambiente, mais de 1 milhão de exemplares em seus bosques e praças, acredito que em Maringá, sejam alguns vários milhões. Em todo o caso, acredito que o pessoal da UEM teria essa informação. Abraços! |
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#54 |
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Registered User
Join Date: Aug 2007
Posts: 4,743
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Valeu pelo texto Fourier
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#55 | |
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Sul do Brasil
Join Date: Mar 2009
Location: Piraí do Sul
Posts: 5,089
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A arborização de Maringá é um exemplo a ser seguido no país. Acho que dentre as grandes cidades, Maringá é disparada a melhor arborizada.
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#56 | |
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lê-se: "FÚRRIÊ!"
Join Date: Dec 2008
Location: Águas de São Pedro/Montreux
Posts: 3,139
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Mas é difícil ver foto de Cianorte por aqui! Me parece que temos poucos foristas de lá...infelizmente. Abração! |
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#57 |
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Sul do Brasil
Join Date: Mar 2009
Location: Piraí do Sul
Posts: 5,089
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Eu não conheço Cianorte, mas deve ser como Umuarama, Campo Mourão e muitas cidades da região norte do PR muito bem arborizadas.Aqui no PR há muitas diferenças entre as regiões. A região de Ponta Grossa (onde está a minha cidade) e Curitiba contam com cidades pouco arborizadas. Curitiba mesmo, a arborização não chega nem 20% do que é em Maringá (pelo menos no que eu vejo).
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#58 |
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=)
Join Date: Jan 2005
Posts: 7,304
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É uma das cidades que mais gosto. Curitiba, Maringá, Cascavel, Londrina ... As fotos 02 e 03 estão maravilhosas.
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#59 | |
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lê-se: "FÚRRIÊ!"
Join Date: Dec 2008
Location: Águas de São Pedro/Montreux
Posts: 3,139
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Quote:
Olha só.... da para se ver parte dos bosques denominados green belts pelos ingleses... eles foram pensados por Ebenezer Howard para conter o crescimento das, denominadas, "garden-cities" inglesas. Na medida em que a cidade chegase à fronteira dos green belts, outra cidade deveria ser construída...bem criativos, esses ingleses...rsrsr.. Percebe-se que a criação das cidades de colonização do Norte e Oeste do Paraná tiveram forte influência inglesa: Taí Cianorte! ![]() Fonte:www.imageshack.com Foto: não sei de quem é a foto... Muito arborizada! Deve ser bem linda também! Abração! |
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#60 |
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Sul do Brasil
Join Date: Mar 2009
Location: Piraí do Sul
Posts: 5,089
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![]() ![]() ![]() ![]() Meu Deus, uma "mini Maringá". Ah como é lindo o interior do Paraná
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