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Old June 18th, 2009, 02:57 PM   #101
Mascate
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INVESTIMENTO
Tecon Suape amplia pátio de contêineres
Publicado em 18.06.2009

Inauguração de nova área, que acontece na próxima semana, contará com a presença da presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo. É a primeira visita de um líder filipino ao País desde 1960

A presidente das Filipinas, Gloria Macapagal Arroyo, chega a Pernambuco na próxima segunda-feira, à noite, para dar início à sua primeira visita de Estado ao País, que é também a primeira de um presidente filipino desde 1960. No mesmo dia, Gloria terá um jantar com o governador Eduardo Campos e na terça, pela manhã, inaugura o novo pátio de armazenagem de contêineres do Tecon Suape – o principal investimento de um grupo filipino no Brasil, o International Container Terminal Service (ICTSI), que aplicará US$ 125 milhões em Pernambuco até 2011 na implantação de novas operações e equipamentos e na ampliação de áreas. Só esta ampliação, que terá 70 mil metros quadrados (m²) e irá absorver todos os 300 mil m² da área arrendada pelo Tecon Suape ao governo do Estado, recebeu em 2001 US$ 10 milhões dos US$ 75 milhões investidos no Brasil.

Na última terça-feira, numa reunião com o presidente do Tecon Suape, Sérgio Kano, na Embaixada das Filipinas, em Brasília, a embaixadora das Filipinas no Brasil, Teresita Barsana, destacou o estreito relacionamento do seu país com Pernambuco, graças à presença do ICTSI. “A partir da visita presidencial poderá haver uma aproximação ainda maior com o Estado”, afirmou.

Tudo vai depender dos acordos que deverão ser assinados entre o Brasil e as Filipinas, focados nas áreas de agricultura e bioenergia e que ainda passam por acertos finais. Acompanhada de empresários e de ministros da Agricultura, Indústria e Comércio Exterior, Relações Exteriores, Energia e Desenvolvimento Social, a presidente Gloria Arroyo viaja à Brasília, após a inauguração, onde terá encontros com o presidente Lula e com os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado. No dia 25, ela encerra a visita no Rio de Janeiro.

A embaixadora destaca o acerto de um acordo guarda-chuva entre os ministérios da Agricultura dos dois países, que irá se desdobrar em convênios com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) e Instituto de Desenvolvimento da Agricultura das Filipinas, e um outro com o Centro de Tecnologia Canavieira, de São Paulo. “O Brasil é um dos maiores produtores agrícolas mundiais e com clima semelhante ao das Filipinas.Podemos ter entendimentos de cooperação técnica, científica e comercial”, afirmou Teresita Barsana. A cana-de-açúcar é uma cultura tradicional das Filipinas, que já produz etanol e determina a adição de 5% à gasolina. Daqui a quatro anos o percentual passará a 10%.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/06/18/not_335433.php


Petroquímica Suape ainda procura sócio
Publicado em 18.06.2009

A Petroquisa, braço químico da Petrobras, continua a procura de um parceiro privado para o empreendimento da Petroquímica Suape, que está em fase de obras no município de Ipojuca. De passagem pelo Recife para divulgar o fornecimento do diesel S-50 (menos poluente), o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, disse que a perspectiva da estatal é ser minoritária no projeto, com 40% de participação.

“Temos interesse em manter um parceiro privado, mas vamos tocar o projeto até formatar um sócio”, afirma o executivo, frisando que quer alavancar o cronograma do empreendimento, com previsão de ser inaugurado no final de 2010. No último dia 22, desembarcaram em Suape os primeiros equipamentos para a montagem da unidade de PTA (matéria-prima do PET).

Dois dos sócios negociados pela Petrobras para o negócio da Petroquímica são o grupo indiano Reliance e a Braskem. A Reliance – maior conglomerado privado indiano – já é parceiro da estatal brasileira na comercialização de diesel. Atualmente, boa parte do S-50 que começou a ser distribuído pela Petrobras no início deste ano e chegou à Região Metropolitana do Recife (RMR) no mês passado, é importada da Índia.

“A Reliance está reavaliando seu plano de investimentos em função da crise econômica, mas é um excelente parceiro e gostaríamos de fechar com eles”, assinala Paulo Roberto. Hoje, a Petrobras tem convênio com a companhia indiana em assessoria técnica e transferência de tecnologia. O grupo tem expertise desde a produção de petróleo até a fibra de poliéster para a indústria têxtil, que é um dos derivados do PTA (a ser fabricado em Suape).

A Braskem já foi cogitada na sociedade para a construção da Petroquímica, mas acabou sendo descartada porque a empresa tinha projeto semelhante na Bahia. Agora, segundo informações do mercado, as conversas com a Petrobras foram retomadas.

O polo petroquímico da Petrobras em Suape está orçado em R$ 4 bilhões e inclui três unidades fabris: a produção de fios de poliéster (POY), resina PET para embalagens e uma matéria-prima para a fabricação desses produtos, que é o PTA.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/06/18/not_335435.php
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Old June 23rd, 2009, 10:43 PM   #102
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Investimento em Suape

Estudo // Complexo Industrial Portuário deve ganhar um centro de reparação naval, numa parceria entre Portugal, Transpetro e governo estadual


A implantação de um centro de reparação naval em Suape ficou mais próxima. Foi assinado um acordo entre o Estaleiro Lisnave, de Portugal, Transpetro e a administração do complexo industrial portuário pernambucano para contratação de um estudo de viabilidade para instalação da planta. De acordo com o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, o estudo deve ficar pronto num prazo entre 90 e 120 dias.

O Lisnave é um dos maiores centros de reparação naval da Europa e tem entre seus acionistas o grupo alemão Thyssen. Assim como a RIP Prestação de Serviços Industriais, que confirmou sua vinda para Suape. A RIP tem sede em São Paulo e a implantação da filial pernambucana tem orçamento estimado em R$ 6 milhões, com previsão de gerar 1,5 mil empregos diretos e 500 indiretos. A empresa concorre para ser fornecedora do Estaleiro Atlântico Sul, da Jaraguá e da Construtora Norberto Odebrecht, entre outras.

O centro de reparação naval, que deverá ser instalado na Ilha de Cocaia, torna-se oportuno num momento em que a Transpetro está ampliando e modernizando sua frota de navios. A subsidiária da Petrobras na área de transporte encomendou 46 navios e 15 deles serão construídos pelo Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, fora os que ainda estão sendo licitados. A Petrobras, por sua vez, prepara a licitação de 28 novas sondas de perfuração, principalmente para a área do chamado pré-sal. Um negócio que poderá ultrapassar os US$ 15 bilhões.

Navios e plataformas de petróleo precisam de reparo. Com a instalação da Refinaria Abreu e Lima e do Estaleiro Atlântico Sul, o governo do estado espera uma movimentação intensa de navios em Suape, abrindo um novo filão de negócios. O Lisnave, por assim dizer, tem bastante know how em reparação de navios e plataformas. Tem capacidade para recuperar 150 navios por ano, tendo faturado 150 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões) em 2008. Outra empresa que tem analisado a possibilidade de investir num centro de reparação naval é a Jaraguá. A empresa é especializada em mecânica pesada e vai fornecer fornos para a refinaria.

A visita ao estaleiro português foi feita dentro da programação da última missão internacional do projeto Suape Global, que quer posicionar o porto pernambucano como um polo mundial provedor de equipamentos e serviços nas áreas de petróleo e gás, offshore e naval. O périplo teve inicío da Noruega no dia 14 de junho, com visitas às empresas Warstila, Rolls-Royce Marine, Noreq, Dânica, Nocac, Sperre, TMC, Cummins, Offshore e BrazHarwood.

De acordo com Bezerra Coelho, a Rolls-Royce ficou interessada no projeto e deve enviar representantes para conhecer Suape em setembro. Em Newcastle, Inglaterra, o governo do estado assinou um memorando para intercâmbio entre Suape e a North East Process Industry Cluster, Nepic, organização industrial que congrega mais de 500 empresas dos setores petroquímico, químico, farmacêutico e biotecnológico. (M.B.)

http://www.diariodepernambuco.com.br...conomia6_0.asp
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Old June 26th, 2009, 06:02 PM   #103
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TRANSPORTE DE CARGAS
Bunge troca o Porto do Recife por Suape
Publicado em 26.06.2009

Empresa transferiu toda a movimentação de trigo, em torno de 340 mil toneladas por ano, para o Porto de Suape, onde foi construído o novo moinho do grupo, com investimento de R$ 126 milhões

Adriana Guarda

adrianaguarda@jc.com.br

A Bunge encerrou suas operações no Porto do Recife. Desde o último dia 15, toda a movimentação de trigo da companhia no Estado é feita pelo Complexo de Suape, no novo moinho construído com investimento de R$ 126 milhões e que entrou em fase de testes em janeiro. Com o fim das atividades, o porto da capital perde um volume médio de 340 mil toneladas por ano e precisa buscar novas cargas para substituir a migração do produto, sobretudo num ano de crise. O trigo representa 25% da movimentação do porto, que no ano passado fechou em cerca de 2 milhões de toneladas.

O presidente do Porto do Recife, Alexandre Catão, acredita que a conclusão da dragagem (prevista para julho) deverá amenizar a perda das cargas de trigo, na medida em que poderá atrair novos clientes, com a possibilidade de receber navios de maior porte.

Operando há mais de 30 anos no Porto do Recife, a Bunge decidiu construir um novo moinho em Suape, depois da tentativa frustrada de dobrar a sua capacidade de armazenagem no Recife. A empresa chegou a arrendar por 20 anos o armazém 9 (ao lado das suas opções no berço 10), mas por determinação do Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) não pode demolir a estrutura. A companhia também reivindicava ao porto a realização da dragagem, porque o assoreamento acabou aumentando o custo das operações. Por falta de profundidade, a Bunge era obrigada a descarregar o trigo no cais 2 e fazer o percurso de caminhão até o armazém 10.

Em 2005, o anúncio de que o então governador Jarbas Vasconcelos havia decidido encerrar as operações de cargas do porto, jogou (de uma vez por todas) água nos planos de ampliação do moinho no Recife. Com as vantagens oferecidas pelo próprio governo para a implantação de uma nova unidade em Suape, o grupo acabou investindo num moinho com capacidade para processar 850 mil toneladas de trigo por ano, figurando como o maior da América Latina.

Com vocação no comércio internacional, o Porto do Recife registrou queda de 13,61% na movimentação de cargas no acumulado de janeiro a maio, em função da crise econômica global. O volume passou de 941,9 mil para 813,7 mil toneladas com destaque para a redução nas exportações de vergalhões de aço, clínquer e granito e nas importações de fertilizante, malte/cevada e barrilha.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/06/26/not_336377.php
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Old July 1st, 2009, 05:23 PM   #104
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Porto pode ganhar polo de serviços

Paulo Marinho

Localizada no “coração” do Complexo Industrial Portuário de Suape, em Ipojuca, a via de entrada onde fica a zona administrativa poderá ser transformada em um polo de serviços. Segundo João Recena, diretor da Projetec (que em consórcio com a Planave elabora o novo Plano Diretor de Suape), o local - com 450 hectares - tem espaço para abrigar praças de alimentação, lazer, além de hotel, correio e também um espaço para os caminhões, o que seria uma resposta ao pleito do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga de Pernambuco.


A discussão sobre a área de serviços vem sendo tratada com a própria administração do porto. “Esse local foi destinado para ser a central administrativa, mas o terreno estava muito grande para ocupar só essa função”, explicou Recena, em reunião realizada ontem com o Sindicato da Indústria da Construção Civil de Pernambuco.


Através dos resultados apontados pelo Diagnóstico Situacional, a Projetec abordou a infraestrutura e habitação no complexo. João Recena falou sobre o potencial de Suape quanto à demanda por moradias e a importância de viabilizar um plano habitacional em sintonia com o setor de construção civil.


Houve quem questionasse a atratividade do lugar expondo que o norte do Estado tem uma infraestrutura consolidada. Mesmo com os empregos que ainda serão gerados na Refinaria Abreu e Lima e no Estaleiro Atlântico Sul, que em tese trariam novos moradores para as cidades do entorno, o argumento é de que as pessoas podem se deslocar sem necessariamente ter que mudar de residência.

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Old July 3rd, 2009, 02:34 PM   #105
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Retirado do Correio do Leste:

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Originally Posted by Caruaruense View Post
Empresa Oxbow perto de fechar acordo com Suape

A negociação deve ser finalizada na próxima semana


Paulo Marinho

A direção do Complexo Industrial Portuário de Suape espera fechar acordo na próxima semana com a empresa norteamericana Oxbow (Carbon Minerals LLC) para que o grupo passe a operar na zona portuária. Esse seria o desfecho de uma “novela” que se iniciou no mês de março de 2008, quando foi assinado o protocolo de intenções entre a Petrobras e a própria Oxbow. A ideia é implantar uma unidade de beneficiamento e comercialização do coque de petróleo (fonte de combustível para as indústrias de cimento e energia), num investimento que pode alcançar a cifra dos US$ 150 milhões.

O empreendimento deverá ser instalado numa área próxima à Refinaria Abreu e Lima e gerar 200 empregos diretos e mil indiretos. “Na próxima semana, os diretores da Oxbow nos Estados Unidos vão estar no Brasil. Eles comparecem a uma reunião com a diretoria de abastecimento da Petrobras, no Rio de Janeiro. Nós (Porto de Suape) também teremos uma conversa com eles e acredito que será conclusiva”, afirmou o presidente do Complexo e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho.

Quando esteve em Pernambuco, o presidente da companhia, Brian L. Acton, chegou a declarar que o ritmo de instalação da unidade seria determinado pela velocidade das negociações com a Petrobras. Não obstante, disse esperar uma movimentação de cerca de 1,5 milhão de toneladas de coque por ano. O empreendimento corresponde a um interesse na expansão de negócios no Nordeste. Atualmente, a Oxbow é uma das maiores empresas privadas da Flórida, sendo a maior fornecedora do mundo de coque de petróleo.

Com 100 anos de atuação, o grupo americano marca presença em todos os continentes, contando com especialização na produção de coque calcinado (um ingrediente-chave no processo do alumínio), mineração e marketing de carvão, entre outros serviços que estão relacionados. A Oxbow Carbon possui aproximadamente US$ 3,4 bilhões em receitas anuais e comercializa mais de 47 milhões de toneladas de carbono anualmente.

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Old July 6th, 2009, 06:40 PM   #106
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Matéria gigante, já vou logo avisando

Tecon Suape

História marcada por evoluções e recordes
O Projeto e a história de 10 anos

Para escrever a reportagem sobre o Tecon Suape, com a qual Algomais brinda seus leitores este mês, o jornalista Fernando Castilho embarcou numa viagem digital nos últimos 10 anos no banco de dados do portal JC Online chegando no ano de 1999. Foi em busca dos personagens que fizeram a história desse importante empreendimento, o que lhe consumiu 30 horas de acesso a Internet além de entrevistas, parte delas feitas quando da visita da senhora Gloria Arroyo, presidente das Filipinas, a Pernambuco.

Na volta a 2009 pode reencontrar personagens como o empresário Álvaro Araújo que, em 1987 comprou ao Governo de Pernambuco os 300 mil m² onde hoje está o Tecon Suape cuja empresa, ao falir na crise dos anos 90, levou o Governo do Estado a recomprá-lo na Justiça de São Paulo para abrir a licitação do terminal. Encontrou Marcelo Suarez, o vice presidente da ICTSI que representou a empresa no ato da compra do terreno e até hoje está no cargo. Assim como o gerente para o Nordeste da Hamburg Süd, Norbert Bergman, que foi o primeiro cliente de Suape como armador, além do presidente da empresa, Sérgio Kano, resgatado pela empresa filipina na Universidade de Pernambuco em 2003, para onde voltou como professor depois de ter concluído a licitação do empreendimento.

O jornalista acompanhou a evolução do projeto, assim como a primeira crise do Tecon Suape com os portuários que numa visão anacrônica do processo de modernização do sistema portuário brasileiro pararam o terminal por 75 dias. E a evolução da empresa com seus sucessivos recordes de movimentação de cargas quase chegando a quase 300 mil contêineres ano passado. Também encontrou atitudes inusitadas de lideranças que questionaram o modelo e defenderam o cancelamento da concessão. Inclusive uma ação da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Pernambuco (Arpe) que tentou fiscalizar e tributar o terminal até ser advertida pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) que ameaçou processá-la por invasão de competência legal.

O termo Tecon Suape tem 274 referencias no JC Online, 114 delas na coluna JC Negócios que Fernando Castilho assina desde 1998 no Jornal do Commercio. Curiosamente não há uma só menção da empresa questionando o futuro do projeto. O que explica o fato de até hoje eles terem aplicado ali US$ 85 milhões e agora terem assegurado outros
US$ 40 milhões para equipar o terminal para, em 2015, processar 1 milhão de contêineres. O resultado dessa viagem está no especial que Algomais apresenta a seguir com fotos de Alexandre Albuquerque. Boa Leitura.

O terreno ficou pequeno

Enrique Razón, presidente do grupo filipino International Container Terminal Service (ICTSI), que controla o terminal de contêineres de Suape (Tecon Suape), entrou no pátio de 300 mil m² dando uma série de explicações sobre sua empresa. Sua interlocutora era ninguém menos que a senhora Gloria Arroyo, presidente das Filipinas que, pela primeira vez ,entrava no Brasil como dirigente máxima de seu país liderando uma comitiva de empresários para, minutos depois, se reunir ao governador de Pernambuco, Eduardo Campos.

Razón conhece bem o Brasil. Tem contatos com dezenas de empresários de São Paulo e na Companhia Vale do Rio Doce é um velho conhecido da empresa liderada pelo Roger Agnelli com quem, aliás, se reuniu na semana passada. Ele, certamente, tem sido um dos empresários de classe mundial que mais apostou em Pernambuco quando, em 2001, pagou R$ 348,8 milhões por um contrato de 30 anos para explorar um terminal de contêineres num então obscuro porto do Nordeste brasileiro. E acreditou no discurso do Governo do Estado de que tinha a melhor localização na América do Sul em relação aos Estados Unidos, o porto de Roterdam (o terceiro maior do mundo), e a costa da África.

Na presença de Eduardo Campos e do presidente da subsidiária Tecon Suape Sociedade Anônima, Sérgio Kano, a quem entregou a empresa desde 2003, Razón disse mais uma vez que continua apostando no Brasil. Até 2011, terá aplicado no projeto US$ 125 milhões numa constante adição de equipamentos iniciada há sete anos quando venceu a licitação pública internacional.

O Tecon Suape (onde até hoje foram investidos US$ 85 milhões ) é o maior negócio de um grupo filipino no Brasil. E também é considerado um dos mais promissores em potencial de crescimento, entre os 18 terminais da corporação que opera em portos de quatro continentes. E mesmo que ainda represente apenas 10% do negócio de terminais de cargas do grupo, segundo o vice presidente da ICTSI para a América Latina, Marcelo Suarez , continua a surpreender.

Suarez estava no Recife no dia 15 de janeiro de 2001 quando deu o maior lance entre os grupos que disputavam o negócio. E viveu a primeira crise com os portuários pernambucanos que em sete sindicatos simplesmente não aceitavam a idéia de um terminal privado. Crente no protejo de Suape, nunca fez qualquer queixa em relação ao futuro do negócio.

O que Suarez, nem Razón e até mesmo Sérgio Kano podiam prever no começo do negócio era o crescimento do mercado de cabotagem na costa brasileira que hoje responde por 52% da movimentação do terminal. E essa talvez tenha sido a maior mudança de paradigma do complexo portuário brasileiro.

Para o vice-presidente da ICTSI, o que aconteceu no Brasil foi que o empresário, de forma muita rápida, percebeu que não poderia ser competitivo globalmente transportando sua produção por mais de 2.000 quilômetros em cima de caminhão e mudou para o navio via terminais de contêineres como o Tecon Suape. Cabotagem, segundo admite Sérgio Kano, foi o que amorteceu a queda de 30% na movimentação no mercado internacional.

Talvez o Tecon Suape seja o melhor lugar para ser sentir onde a crise global aportou. De janeiro a abril, 223 navios de contêineres aportaram em Suape contra 188 de janeiro a abril de 2008. Foi um crescimento de quase 20% no número de embarcações, mas que descarregou uma queda de 15% nos volumes. É a prova captada pelo Tecon da crise internacional. Não só no Estado, mas no Brasil, uma vez que toda a movimentação de importações e exportações de produtos industrializados de e para o Estado e parte da Região Nordeste passa por ali dentro dos contêineres.

Na rotina do porto, os navios até que são atendidos mais rapidamente e quase não há cancelamento de escalas. Mas isso não é bom. Navio com reduzidas quantidades de contêineres trazem custos adicionais ao Tecon e para os armadores que operam em Suape. Eles ainda não cancelaram as linhas de exportação e importação, mas já houve perdas de 30% nas importações em relação a 2008.

Apesar dos números e concluída a ocupação dos primeiros 300 mil m², os executivos do Tecon Suape estão de olho no terreno vizinho onde, aliás, começaram as operações com contêineres em Suape ainda como porto público na década de 90 do século passado. Pelo contrato de arrendamento, assim que ocupasse os 300 mil m² com suas operações, o Tecon Suape poderia reivindicar a área de 100 mil m² vizinha suficiente para operar 1 milhão de cofres de cargas por ano.

Na saída da solenidade Enrique Razón avisou que quer ocupar área do antigo Cais número 1 elevando para quase 900 metros o cais e a sua retroárea ocupando nada menos que 400 mil m² de pátios de operação. E ele quer fazer isso já a partir de 2010.

Tinha que ser em Suape


Era para ser um estaleiro de reparo de plataformas da Petrobras. Mas o empresário pernambucano Álvaro Araújo não conseguiu levar seu projeto adiante. Sua empresa, que comprou o terreno em 1987 no governo Roberto Magalhães e chegou a ser a maior prestadora de serviços navais da estatal de petróleo, foi tragada pela crise brasileira nos anos 90 e o terreno de 300.000 m² em Suape ficou intocado.

Foi bom para Pernambuco, pois ajudou a preservá-lo de propostas menos estratégicas. Quinze anos mais tarde, serviu para abrigar um dos mais bem sucedidos empreendimentos do complexo de portos do Brasil, especialmente pelo que introduziu nas rotinas de operação portuárias. E provar o discurso de localização diferenciada que tem Pernambuco em relação ao comércio internacional preconizado desde 1954 pelo reverendo domênico francês padre Joseph Lebret.

Araújo viveu para participar da cerimônia de compra pelo Governo de Pernambuco do terreno que agora fazia parte da massa falida da A. Araújo S.A., no Tribunal de Justiça de São Paulo, em 1999. Contou que sentia-se confortado com a transferência. Revelou que a proposta de fazer um estaleiro de reparos navais ali era um resgate de sua história de pernambucano de sucesso e porque sempre acreditou no projeto Suape. E festejou com os funcionários do Governo do Estado a destinação da área para um terminal de contêineres o que, definitivamente, colocaria Pernambuco na rota de serviços portuários de classe mundial.

Mas não viu o Cap. San Nicolas, um dos maiores navios de contêineres em operação na costa brasileira (com 260 metros) que vinha dos Estados Unidos com destino a Buenos Aires, desembarcar o primeiro contêiner às 20h15 do dia 20 de janeiro de 2002.

Naquele dia, a empresa Tecon Suape Sociedade Anônima, subsidiária brasileira da operadora filipina International Container Terminal Services, Inc. (ICTSI) começava, de fato, a operar. Exatos 315 dias após vencer uma licitação para arrendar e explorar o Terminal de Contêineres do Porto de Suape oferecendo R$ 348,8 milhões por um contrato de 30 anos

Os filipinos venceram a disputa por pagar R$ 247,6 milhões de preço variável, além dos R$ 101,2 milhões fixados como mínimo e iniciava, oficialmente, as suas operações depois de um conjunto de investimentos iniciais de US$ 20 milhões para implantar o terminal.

E como tudo que acontece em Pernambuco, veio com uma enorme polêmica. É que na condição de terminal privado, o Tecon Suape decidiu contratar diretamente seus empregados iniciando uma quebra de braço com sete sindicatos portuários, o que simplesmente travou as operações no terminal.

Sete dias depois de operar o primeiro contêiner, a empresa foi obrigada a suspender as atividades. Só após dois meses e meio o Tecon Suape voltou a operar. Ainda assim sem fechar um acordo definitivo com os trabalhadores. E por uma dessas ironias, o navio que marcou a volta ao trabalho foi o mesmo Cap. San Nicolas que oficialmente inaugurou as operações em janeiro.

Hoje, o nível de discordância parece absurdo. Mas na época a empresa teve que rejeitar a primeira proposta de R$ 487,07 por contêiner transportado nos domingos e feriados. O acordo fechado com os portuários baixou o custo da mão-de-obra por contêiner cheio de R$ 174,10 e depois para R$ 127,02 encerrando uma negociação de seis meses iniciada ainda antes do terminal ficar pronto.

O retorno ao trabalho,entretanto, foi lento. De volta às operações depois de quase três meses de paralisação, o Cap. San Nicolas movimentou, em média, apenas 6,4 contêineres por hora. Da primeira vez a empresa tinha contabilizado nove. Para se ter uma idéia do que isso representava basta dizer que um operador dos quatro portêiners ali instalados faz isso em (00) minutos.

Os trabalhadores perceberam que o cenário macro-econômico havia mudado drasticamente e havia uma grande instabilidade da economia. No dia em que ele foi assinado, o IBGE dizia que Pernambuco liderava a queda nos índices regionais de produção industrial no mês de março de 2002 com -14,6% em relação a março de 2001, menos de um ano após a ICTSI vencer a licitação para explorar o terminal.

Antecipando etapas e ocupando espaços

Entre 2002 e 2007, a empresa Tecon Suape recolheu aproximadamente R$ 60 milhões aos cofres de Suape. Superou todas as expectativas do IFC, a corporação financeira do Banco Mundial que analisou o projeto e estimou o prazo de 10 anos para a movimentação de 160 mil contêineres. A marca foi superada já em 2005 (179.473 TEUS) e, ano passado, cravou o deslocamento de 294 mil cofres de cargas. Em 2007, o pagamento das taxas de movimentação aduaneira de 241.757 contêineres, representou um terço de todas as receitas que o complexo dono dos cais 2 e 3 recebeu no ano.

O Tecon Suape como negócio é muito interessante para a ICTSI, tanto que os R$ 28,7 milhões investidos para o inicio das operações em 2001 se transformaram em R$ 152,1 milhões até agora. Esse valor, equivalente em dólar americano, chegará a US$ 125 milhões até 2011 na implantação de novas operações e equipamentos e na ampliação de áreas. Mas isso exigiu uma permanente atualização tecnológica e visão do mercado internacional de cargas despachadas em contêineres que beneficiou não apenas Suape, mas o modal transporte marítimo.

Pode parecer absurdo que num País com cerca de sete mil quilômetros de costa e que concentra grande parte do seu PIB em cidades situadas no litoral, a cabotagem não seja a âncora do setor de transporte de carga do Brasil. Mas isso só mudou depois que portos como Suape e Santos se equiparam e forçaram a mudança. No Tecon Suape, por exemplo, este tipo de operação já representa 52% (em 2003, foi apenas de 1%) de toda a movimentação de contêineres, à frente do transbordo e da navegação de longo curso. Suape é hoje o segundo porto de contêineres de cabotagem do Brasil, perdendo apenas para Santos.

Isto mostra a capacidade de Pernambuco para atrair este tipo de carga e reflete o privilégio de Suape nas rotas nacionais e internacionais. No Nordeste, o porto de Suape com o Tecon já se transformou no que os especialistas chamam de hub-port regional. Em 2004, a linha de super-navios inaugurou o serviço da Hamburg Süd em Suape e foi acostumando o exportador e o importador a programar melhor suas saídas e entradas por Suape. Quando o outro gigante armador italiano MSC iniciou suas operações no Tecon Suape em julho do ano passado e movimentou mais de 6.000 teus num mês, a tendência de cabotagem estava consolidada no mercado brasileiro.

O gerente para o Nordeste da Hamburg Süd, Norbert Bergman, estava em Suape nos primeiros anos de operação do Tecon Suape como cliente. Na verdade, foi o primeiro armador a fechar negócio com a empresa. Bergman acredita que Suape, embora ainda sendo hoje o quinto terminal em movimentação de cargas na Hamburg Süd, será um dos grande portos brasileiros não só pelo serviço do Tecon Suape, mas pelo potencial de negócios que ele tem pela localização. Mas pelo que está sendo agregado ao complexo industrial. E confessa que se emociona com o crescimento da movimentação que vem acontecendo em Suape nos últimos anos.

Mas nem sempre foi assim. Da crise com os operadores nos primeiros meses de operação a uma investida da Agência Reguladora dos Serviços Públicos de Pernambuco (que no começo de 2007 entendeu que o Tecon estava sob sua jurisdição regulatória até que a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) ameaçou processá-la por invasão de competência legal), o Tecon Suape precisou se esgueirar entre atores da burocracia brasileira. O que invariavelmente exige demoradas explicações para a matriz em Manila, nas Filipinas.

Sim, tem o fator Pecém, no Ceará, que virou uma espécie de ameaça comparativa permanente na hora de pressionar o Tecon Suape por tarifas menores. Não é. Até porque o volume de negócios que a localização privilegiada de Suape em relação às rotas internacionais, naturalmente direcionaram para Pernambuco um maior volume de negócios - o Tecon Suape é hoje um dos negócios mais rentáveis do Grupo ICTSI. Mas atrapalha.

O potencial do Tecon Suape ficou mas evidente após a chegada dos gigantes M&G . Com mais 30 mil contêineres movimentados por ano, em 2008, ela representou 16% de todos os volume de contêineres movimentados. Depois vieram Diageo e Pernod Ricard além da Pitú e Caninha 51 que transformam Suape na sua base de operações de importação ou de exportação no Brasil e mais ainda agora com a construção da Refinaria Abreu e Lima e das unidades de PET e PTA da Petroquisa e do Estaleiro Atlântico Sul.

No caso do Estaleiro Atlântico Sul, a expertise do terminal virou pareceria mesmo. Segundo o presidente daquele que será o mais moderno construtor de navios da América Latina, Álvaro Bellélis, a presença de um operador como o Tecon Suape foi decisiva para o recebimento de máquinas e equipamentos e todo o conjunto de importações necessárias para a construção da indústria e das peças dos futuros navios. Em alguns momentos o vizinho Tecon Suape virou o agente aduaneiro do estaleiro enquanto o porto privado que a indústria terá no seu cais.

A ajuda da experiência do Tecon Suape já havia sido testada em projetos como o da M&G e do novo moinho da Bunge que é vizinho de cais do terminal e de praticamente todos os equipamentos das indústrias que estão chegando ao Complexo Portuário de Suape. O diretor comercial de Suape, Rodrigo Aguiar, revela que trigo a produtos químicos. De granito a vidro praticamente tudo já passou pelo Tecon cuja carteira de 4.000 clientes já abriga um conjunto de empresas pernambucanas com negócios diretos com a China. Gente que importa de motocicletas a peça de computador.

Frutos a colher serão ainda maiores e melhores

VISÃO | Presidente do Tecon diz que, concluída a ocupação dos primeiros 300 mil m², a empresa vai solicitar a ocupação do Cais 1 para
se preparar para movimentar 1 milhão do contêineres por ano em 2015


O presidente do Tecon Suape, Sérgio Kano, convive com a expressão Tecon Suape há mais de uma década. Convocado pelo recém-eleito governador Jarbas Vasconcelos ele foi escalado em 1999 para desenhar a operação de implantação do futuro Terminal de Contêineres de Suape quando dirigiu a empresa que controla o complexo portuário que Pernambuco constrói 50 quilômetros ao Sul do Recife e foi convocado em 2003, agora pela International Container Terminal Service (ICTSI), que adquirira o terminal dois anos antes, no meio de uma crise que ameaçava o projeto quando já tinha se acostumado a rotina de dar aulas de Administração na Universidade de Pernambuco. Kano organizou a empresa, suas relações com os funcionários, sindicatos de portuários, clientes e fornecedores e viu a empresa ir batendo recordes de movimentação de cargas. Ele é uma das pessoas que mais acreditou no projeto desenhado para Suape e diz que ele vai continuar crescendo porque, em 30 anos, os governantes de Pernambuco nunca quiseram fazer do porto um instrumento político adequando o seu Plano Diretor a seus objetivos. Nesta entrevista, ele diz que, hoje, o Tecon Suape serve de modelo no uso de mão de obra própria para vários outros terminais no país, embora na época tenha pago os preços dos pioneiros.E diz que concluída a ocupação dos primeiros 300 mil m² a empresa vai solicitar a ocupação do Cais 1 para se preparar para movimentar 1 milhão do contêineres por ano em 2015.

Algomais | Com tantas opções para entrarem no segmento de terminais de contêineres no Brasil por que os filipinos aportaram em Suape?
Sérgio Kano | O Grupo ICTSI desde 1987 é operador e investidor em terminais de contêineres em todo o mundo, especialmente no desenvolvimento de terminais em portos de boa capacidade de desenvolvimento e crescimento com mercados emergentes. O ICTSI já havia participado na licitação do maior terminal de contêineres do Brasil em Santos em 1997 e ficou com a segunda melhor oferta no leilão.

Am |O senhor esteve do lado do Governo de Pernambuco na hora da licitação do Tecon Suape, mas depois acabou sendo contratado pela ICTSI para gerir o projeto. Como se deu essa transição?
SK |O Grupo ICTSI me convidou em abril de 2001 para assumir o Tecon Suape logo após ter ganho a licitação. Eu recusei, pela posição que ocupava na ocasião em Suape. No final daquele ano voltei às minhas atividades como consultor privado e professor de Administração na UPE. O Tecon Suape seguiu no seu processo de implantação. Só em 2003, o Grupo ICTSI me convidou de novo, em função da grave crise que a empresa passava. Decidi aceitar o desafio.

Am | O Tecon Suape mudou paradigmas nas relações de trabalho no Nordeste e, de certa forma no Brasil, mas o que o setor ganhou com o modelo de contratação adotado em Suape?
SK |O modelo de trabalho que resolvemos adotar desde que cheguei ao Tecon Suape foi aquele previsto na Lei dos Portos. Ela diz que temos de contratar os trabalhadores dos Sindicatos Portuários preferencialmente. Podemos usar esta mão de obra como avulsa e convocando-os por equipes quando da chegada dos navios. Ou contratando-os diretamente como empregados.

Am | Então, Suape decidiu por contratar seus empregos diretamente desde o inicio das operações?
SK | Isso. Decidimos por este último caminho porque sempre confiamos no potencial de Suape como porto concentrador de cargas e no Grupo ICTSI pelo seu poder de investimentos e grande know how acumulado em operações de terminais de contêineres em todo o mundo. Deu certo. Hoje, o Tecon Suape serve de modelo no uso de mão de obra própria para vários outros terminais no país, mas na época fomos pioneiros, assumimos os riscos sozinhos.

Am | Na esteira do Tecon, chegaram a Suape projetos que mudaram a cara do complexo. Para onde vai o Complexo Portuário de Suape?
SK |Suape vai seguir seus caminhos de crescimento em passos largos, função dos pioneiros que fizeram seu Plano Diretor há mais de 35 anos e função das empresas pioneiras que aqui se estabeleceram quando o porto ainda não tinha a estrutura que hoje dispõe. Vai continuar crescendo porque os governantes de Pernambuco nunca quiseram fazer do porto um instrumento político e adequando o seu Plano Diretor a seus critérios.

Am | O senhor está dizendo que eles não politizaram Suape?
SK |Ao contrário, seguiram sempre investindo de forma retilínea de acordo com o plano original e o resultado hoje todos nós podemos colher. As empresas, os trabalhadores e o governo, todos se deram bem e ainda vão ser muito maiores e melhores os frutos a se colher.

Am | E como a administração de Suape interage com o Tecon? Como parceiro?
SK |Sem dúvidas, sempre foram desde o inicio do arrendamento, assim como são com as outras empresas no Complexo Porto e Indústria.

Am | E como o Tecon se encaixa nos modelos de modernização do complexo industrial e portuário?
SK |Em todos os sentidos, pois o Tecon com seus investimentos só trouxe modernidade ao complexo e ao Estado. Nossa mão de obra foi totalmente treinada em moldes internacionais, muitos foram treinados nas Filipinas, China, Europa, Estados Unidos, Argentina e outros países. Hoje nosso pessoal já forma a equipe de montagem de novos terminais nas Américas.

Am | Como assim?
SK |Em Guayaquil no Equador e agora na Argentina e na Colômbia onde o ICTSI está implantando outros terminais nosso pessoal contribuiu. No caso dos sistemas de informação somos pioneiros não só em Pernambuco como no Brasil. O sistema mais complexo de informações para as operações do terminal (o Navis), foi aqui implantado desde 2002 e só em 2008 foi implantado no maior terminal do país, em Santos.

Am | Isso tem exigido constantes investimentos?
SK | É verdade. Em relação aos equipamentos todos os investimentos foram e são direcionados para máquinas de ultima geração mundiais. Os super-guindastes chineses que trouxemos em 2005, na época e até o final de 2006 foram os maiores e únicos no Brasil. A infra-estrutura e layout do Tecon Suape são modelos mundiais, agregando o know how do ICTSI e a expertise da engenharia pernambucana, aliada a que traz o grupo.

Am | O Tecon ocupou integralmente a área que recebeu como concessão?
SK |O Tecon Suape hoje completa integralmente apenas a primeira etapa do contrato de arrendamento de 30 anos. Os volumes que alcançamos até 2008, sétimo ano do arrendamento, foram previstos pelo IFC/Banco Mundial para serem alcançados em 20 anos, não em sete.

Am | E esse projeto se completa agora?
SK |Não. O contrato preconiza nossa prioridade para agregarmos ao arrendamento mais um cais além dos dois que hoje são operados com exclusividade e uma área de retaguarda ao novo cais de mais 100 mil metros quadrados, tudo ao lado da área atualmente ocupada. Assim, a área final total do Tecon Suape será de 400 mil metros quadrados com 3 berços de atracação e capacidade de operação para mais de 1 milhão de teus/ano.

Am | Para onde serão desenhadas futuras ampliações?
SK | Já solicitamos ao Governo do Estado esta área e o cais para prepararmos a próxima expansão da empresa a partir de 2010. Estamos mais uma vez apostando alto na capacidade de crescimento de Suape.

Investimento e movimentação de cargas

Linha do tempo
1987 – O empresário Álvaro Araújo adquire, do Governo de Pernambuco, os 300 mil m² onde pretende construir um estaleiro de reparos navais de sua firma A. Araujo S.A.
1999 – O Governo de Pernambuco recompra o terreno da massa falida da A. Araújo S.A.
2000 – Lançado o edital de concorrência pública internacional para a construção do futuro Terminal de Contêineres do Porto de Suape.
2001 – A empresa filipina International Container Terminal Services, Inc. (ICTSI) paga R$ 348,8 milhões por um contrato de 30 anos.
2002 – O navio Cap. San Nicolas desembarca o primeiro contêiner às 20h15 do dia 20 de janeiro de 2002..
2002 – No dia 27 de janeiro de 2002, sete dias depois de operar o primeiro contêiner, a empresa foi obrigada a suspender as atividades.
2003 – A Lidermac Construções amplia o pátio de contêineres acrescentando mais 23 mil m² área existente que já tinha pavimentou mais de 90 mil².
2004 – A empresa Tecon Suape S.A. obteve certificação ISO 9001/2000, através do BVQI – Bureau Veritas Quality International, através da Kaisen – Consultores Associados.
2005 – Dia 15 de outubro, o navio Zhenhua entrega os dois portêineres post-Panamax e dois transtêineres, que a empresa adquiriu na China Cada um tem exatos 110 metros.
2005 – O Tecon Suape, segundo dados da Abratec, cresceu 43%. A movimentação de contêineres é mais que o triplo da média brasileira com 13,35%.
2006 – Armadores (Hamburg Süd, Maesk e CMA) passam a concentrar aqui as operações de hub port da Zona Franca de Manaus, em substituição a Santos.
2007 – O Tecon Suape movimentou seu 200.000º contêiner (Teus) num ano de operação no dia 29 de outubro.
2008 – A Coppead da UFRJ, no Diagnóstico dos Portos Brasileiros da Coppead da UFRJ, classificou o Tecon Suape como melhor porto público do Brasil.
2009 – O Tecon Suape investe US$ 10 milhões na ampliação do pátio chegando aos 300 mil m² previstos em sua primeira fase. A ICTSI anuncia investimentos de mais de US$ 50 milhões no Tecon Suape.

Modernização tecnológica é preocupação permanente

Em agosto de 2007 o Diagnóstico dos Portos Brasileiros da Coppead da Universidade Federal do Rio de Janeiro classificou Suape como melhor porto público do Brasil. Só ficou atrás dos portos administrados pela Vale do Rio Doce, em Itaqui , no Maranhão, e Tubarão, no Espírito Santo revelam a vocação do porto para ser a porta entrada de cargas gerais que agora vêm acondicionadas em contêineres no Brasil pelo Nordeste.
Não aconteceu por acaso. Ou apenas porque Suape está melhor localizado em relação aos outros hub port instalados no Atlântico. O terminal se equipou para isso. Desde 2004 a empresa Tecon Suape S.A. obteve certificação ISO 9001/2000, através do BVQI – Bureau Veritas Quality International, através da Kaisen – Consultores Associados. Em junho de 2005, o certificado Ambiental ISO 14001/2004. Foi pioneira no Brasil e virou referência no setor portuário lembra o presidente do Tecon Suape, Sérgio Kano .

Equipamento moderno e serviço de classe mundial sempre foram marcas do Tecon Suape. Um a um os armadores, liderados pela Hamburg Süd, foram se fixando no novo terminal de contêineres. Maersk, P&O, CSAV e MSC e montando suas operações ali. Hoje, são 32 escalas internacionais por mês e mais 20 apenas para cabotagem. Um numero bem diferente em termos de negócios comparado com 2002 quando no máximo chegava a oito por mês.

É bem verdade que o Tecon Suape foi crescendo sempre em níveis firmes e mantendo seus investimentos. Os US$ 20 milhões gastos na instalação foram acrescidos a uma taxa média de 10% ao ano, sendo que em 2005 eles cresceram quase 30%. Ao final deste ano, o Tecon Suape terá aplicado no seu terminal US$ 85 milhões. E numa aposta altíssima o Grupo ICTSI deve atingir a marca de US 125 milhões em 2011. Sim, vem investindo pesado em gente, Até porque pessoal treinado e equipamento de ponta ajudam.

Quando os quatro novos equipamentos do porto (dois portêiners e dois transtêineres), fabricados pela chinesa ZPMC (a maior fabricante desses equipamentos portuários no mundo) foram entregues o terminal ganhou ainda mais competitividade. Cada um dos portêineres que pesa aproximadamente 1.200 toneladas foram os primeiros no Brasil aptos a capturar dois contêineres carregados por operação.

Agora quando o novo pátio de 70 mil² passa a ser usado completando os 300 mil previstos na primeira fase do arrendamento mais 11 caminhões de movimentação de cargas (tractors) e três empilhadeiras capacitam a empresa movimentar 400 mil contêineres por ano.

Mas em 2011, promete o presidente do Grupo ICTSI, Enrique Razón , outros 24 tractors mais oito super-guidastes de pátios (transteineres) e mais dois superguidastes de operação em navios estarão lá. O Tecon Suape estará pronto para movimentar um milhão de cofres de carga por ano. Comparados com os 67 mil contêineres movimentados em 2001 chega a ser divertido.

Investimentos diretos

Inclui capital humano, equipamentos e construção de pátios
Valores em R$ no ano em que o desembolso foi realizado

ANO Valor em R$ %
2001 28.774.000,00 19
2002 12.490.000,00 8
2003 3.376.872,00 2
2004 14.149.671,00 9
2005 44.584.395,00 29
2006 9.122.549,00 6
2007 16.431.279,00 11
2008 18.343.983,00 12
2009 (*) 4.910.839,00 3
Totais 52.183.588,00 100

(*) Valores até maio. Fonte: Tecon Suape Sociedade Anônima.

Os números de Suape


Movimentação de Contêineres
Tecon Suape 2002/2010 em TEUs (Unidade Padrão
para um contêiner de 20’)

2002 67.602
2003 62.242
2004 142.609
2005 179.463
2006 197.269
2007 241.757
2008 294.373
2009(*) 250.000
2010(*) 280.000

(*) Estimativa da empresa.

Link: http://www.revistaalgomais.com.br/re...da.php?mat=435
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INFRAESTRUTURA
As pendências do estaleiro
Publicado em 08.07.2009

Transferência dos moradores da Ilha de Tatuoca e dragagem do canal de acesso estão na lista de promessas empacadas

Adriana Guarda

adrianaguarda@jc.com.br

O governo de Pernambuco não está conseguindo cumprir, em tempo hábil, os compromissos firmados com o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) para garantir a implantação do empreendimento, no Complexo de Suape. No rol das obrigações públicas estão a construção do acesso rodoviário, a dragagem do canal de acesso para permitir a movimentação dos navios e a transferência dos moradores da Ilha de Tatuoca (vizinhos do EAS). Cada uma com sua justificativa, as três promessas estão empacadas, obrigando o estaleiro a tocar a obra de forma precária e a desembolsar recursos que deveriam ser bancados pelo Estado (no caso da dragagem).

A previsão do governo era realizar a transferência das famílias da ilha para a agrovila batizada de Nova Tatuoca, no Cabo de Santo Agostinho, em dezembro do ano passado. Com problemas de percurso, a mudança dos moradores só deve acontecer em fevereiro de 2010, com mais de um ano de atraso.

Na semana passada, a reportagem do JC esteve na Ilha de Tatuoca e constatou a incompatibilidade na realização da obra do estaleiro – que se encontra em ritmo frenético – e a permanência da comunidade de moradores no local. Há pouco mais de um mês, a Associação de Moradores da Ilha de Tatuoca pediu para a diretoria do EAS instalar uma cerca e um portão separando a vila do canteiro de obras. A medida é para evitar o tráfego de pessoas (inclusive crianças) em meio à movimentação de caminhões e máquinas, além de controlar a presença de estranhos na ilha. “Nós também queremos preservar o nosso espaço e as nossas famílias. Muitos operários da obra estavam entrando na ilha para tomar banho de rio”, conta o presidente da associação de moradores, Edson Antonio da Silva.

A comunidade e o estaleiro se esforçam para manter a boa convivência, mas é inevitável a ocorrência de incidentes. Assim como os operários querem entrar na vila para frequentar um bar local, a população da ilha também tenta ganhar um trocado vendendo produtos como picolé e pipoca para os funcionários da obra (que mobiliza hoje 9 mil pessoas). A solução encontrada pelo Atlântico Sul para tentar controlar essa movimentação foi colocar um segurança no portão, fiscalizando quem entra e quem sai. Ainda assim, problemas são registrados. A própria reportagem do JC foi barrada por um vigilante da Cefor Segurança Privada (empresa contratada pelo EAS). Mesmo com a presença do presidente da associação de moradores autorizando nossa entrada na comunidade, não conseguimos atravessar o portão. A visita só foi liberada depois de uma ligação para a diretoria do estaleiro.

“Conversei com a diretoria do estaleiro para que esse tipo de atitude não se repita. Nós não somos prisioneiros aqui na ilha e temos o direito de receber quem a gente quiser na comunidade”, disse Edson. O diretor de Administração e RH do Atlântico Sul, Gerson Beluci, reconheceu a falha da segurança com a nossa reportagem.

Os executivos do Atlântico Sul convivem com o fantasma do medo de que ocorra algum incidente mais grave com os moradores da ilha no canteiro de obras, o que significaria um golpe na imagem do empreendimento. Gerson Beluci diz que encaminhou uma carta à presidência de Suape, assinada por ele e pelo presidente do EAS, Angelo Bellelis, alertando para os riscos da permanência dos moradores na ilha. “Estamos pensando em escrever outra para encaminhar ao governador, demonstrando a nossa preocupação”, adianta.

ATRASO

O presidente do Porto de Suape e secretário de Desenvolvimento Econômico, Fernando Bezerra Coelho, reconhece que a construção da vila Nova Tatuoca está atrasada e diz que vai atrasar mais ainda. “De fato é um problema que vamos ter que administrar. Tivemos dificuldade com o terreno onde as casas seriam construídas (no Cabo de Santo Agostinho) porque a Secretaria de Turismo solicitou o local para fazer a lagoa de estabilização do sistema de saneamento básico de Gaibu, que é uma obra do Prodetur”, esclarece.

Com isso, o governo selecionou outra área para o projeto das casas e terá que fazer uma nova licitação para as obras de terraplenagem. O processo licitatório já tinha sido vencido pela Estrutural Construções para as obras de infraestrutura, avaliadas em R$ 1,2 milhão, e pela Colméia Arquitetura e Engenharia para a construção das casas de gesso.

A construção do estaleiro deve ser concluída antes da transferência das famílias da Ilha de Tatuoca para o novo condomínio. A inauguração do site do EAS está prevista para dezembro deste ano e a mudança dos moradores (se não ocorrerem novos atrasos) só para fevereiro de 2010.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/07/08/not_338029.php

Agrovila terá 51 casas de gesso e centro de negócios

Publicado em 08.07.2009

Mesmo atrasado, o projeto do governo do Estado de construir a agrovila Nova Tatuoca pode ser a melhor alternativa para os moradores da Ilha de Tatuoca, que precisam deixar o local com a chegada do Estaleiro Atlântico Sul. A proposta da diretoria do Complexo de Suape é construir 51 casas de gesso, além de dotar a área de infraestrutura, equipamentos de lazer e até espaço para um Centro de Negócios Populares, incentivando a geração de renda.

A estimativa de Suape é que o investimento nas casas (R$ 1,6 milhão) e nas obras de infraestrutura (R$ 1,2 milhão) somem R$ 2,8 milhões. Cada casa deve sair ao custo de R$ 32.900. As pequenas habitações vão contar com sala, cozinha, dois quartos, banheiro, terraço e área de serviço. O superintendente de Gestão Fundiária e Patrimômio de Suape, Inaldo Campelo, destaca que o projeto da agrovila também prevê biblioteca, pista de cooper, quadra poliesportiva e uma área para abrigar a Associação de Moradores da Ilha de Tatuoca – criada desde 2006, mas que nunca teve uma sede.

“A ideia do Centro de Negócios Populares é uma tentativa de estimular o empreendedorismo entre a população. Como o condomínio ainda vai ficar próximo aos rios Tatuoca e Massangana, eles poderão continuar pescando e quem sabe até comercializar esse pescado no Centro”, sugere.

O presidente da Associação dos Moradores, Edson Antonio da Silva, defende a agrovila como a melhor opção para os moradores. “É melhor cada um receber uma casa do que pegar uma indenização que não dá para comprar nada e acabar numa favela”, assinala. O líder da comunidade diz que a partir desta semana vai iniciar mais uma rodada de reuniões com os moradores para tentar um consenso sobre a mudança para Nova Tatuoca.

A diretoria do Complexo de Suape contratou o Fundo de Terra de Pernambuco (Funtepe) para fazer a avaliação das casas de Tatuoca. Os laudos das 48 residências existentes na ilha foram concluídos em dezembro de 2008. O acerto da comunidade com Suape prevê que, no caso as moradias com valor acima de R$ 20 mil, o morador recebe a casa na Nova Tatuoca e a diferença do valor que ultrapassar R$ 20 mil.

O procurador da República Marco Antonio Costa acompanha as negociações com os moradores da ilha há mais de dois anos. “Temos mediado a relação entre o Porto e a comunidade, realizando reuniões aqui no Ministério Público Federal e recebendo a documentação referente às negociações. O assunto vai estar resolvido quando as partes assinarem um contrato definindo as atribuições de cada um”, diz.

RENDA

Além da doação das casas, o governo do Estado também se comprometeu a pagar um salário mínimo por família durante o período de um ano para ajudar na adaptação dos moradores a nova realidade. Há 200 anos, várias gerações de moradores tiraram a sua sobrevivência da pesca e do cultivo de frutas na Ilha de Tatuoca. Agora terão que reaprender a viver em um novo local.

Dentro do seu programa de responsabilidade social, o Estaleiro Atlântico Sul ofereceu 60 vagas para os ilhéus no empreendimento. Apesar da iniciativa, só conseguiu contratar 15 moradores da ilha, em função da idade avançada de alguns, da baixa escolaridade e do fato de outros já estarem empregados. Por conta disso, as vagas foram abertas também para comunidades do entorno como Serraria, Massangana, Mecês e Prainha. No ano passado, o EAS realizou um programa de alfabetização para 60 jovens e adultos de Tatuoca.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/07/08/not_338030.php

Empresa gasta R$ 7 milhões com dragagem

Publicado em 08.07.2009

O Estaleiro Atlântico Sul está desembolsando pelo menos R$ 7 milhões para realizar parte da dragagem do canal de acesso, que vai permitir a movimentação de navios no cais do empreendimento. Os recursos deveriam ser aportados pelo governo do Estado, mas a diretoria de Suape não conseguiu lançar o edital de licitação da obra. Como precisava aprofundar a área em até 11 metros para receber um navio que chega hoje com o superguindaste Goliath (maior equipamento já desembarcado em Suape), o EAS foi obrigado a arcar com os custos.

O presidente do Porto de Suape, Fernando Bezerra Coelho, explica que a licitação não pode ser lançada porque o complexo precisava assinar, antes, o convênio com a Secretaria Especial de Portos (SEP) para a liberação dos recursos. “A dragagem completa para atender ao estaleiro está estimada em cerca de R$ 100 milhões. Acreditamos que a assinatura do convênio com a SEP deve acontecer até o final deste mês”, observa, frisando que o atraso ocorreu em função da crise global.

ACESSO

A licitação do acesso à Ilha de Cocaia, que também servirá ao Estaleiro Atlântico Sul, é outra obra que está travada. Em maio, a licitação foi suspensa e a previsão (depois de tantas outras datas que já foram anunciadas) é que seja relançada dentro de 10 a 15 dias. Fernando Bezerra Coelho diz que o Tribunal de Contas do Estado (TCE) solicitou que o edital fosse ajustado. A obra está orçada em R$ 81 milhões.

Sem o acesso, o estaleiro precisa se virar por meio de uma via provisória, que só permite a passagem de um veículo grande por vez, provocando até mesmo congestionamentos em alguns horários. Essa é outra intervenção que só vai ficar pronta quando o EAS já estiver inaugurado.

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Governo discute aporte da Oxbow Carbon

Publicado em 08.07.2009

Uma equipe de trabalho irá detalhar, em 90 dias, a implantação, em Suape, da unidade de beneficiamento de coque de petróleo da americana Oxbow Carbon Minerals para processar o coque produzido pela Refinaria Abreu e Lima. A decisão foi tomada ontem na reunião, na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, entre o diretor de Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa, o presidente da Oxbow, Brian Action e o vice-presidente para Calcinação da Action, Eric Johnson e o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Fernando Bezerra Coelho. Neste prazo, os representantes da Oxbow e da Petrobras definirão se o empreendimento será apenas para beneficiamento do coque ou se terá uma calcinadora. No primeiro caso, o investimento fica em torno de US$ 30 milhões, passando para algo entre US$ 100 milhões e US$ 150 milhões se for voltado para a calcinação do coque. “A qualidade do óleo que será usado na refinaria será determinante para uso combustível ou siderúrgico”, explica o secretário.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/07/08/not_338037.php
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Empresa chinesa aporta em Suape e planeja montadora de máquinas pesadas


Pernambuco vai ganhar um centro de distribuição e uma montadora de máquinas pesadas para construção civil com a chegada da XCMG ao Complexo de Suape, na cidade de Ipojuca, em Pernambuco.

A empresa, líder em fabricantes e fornecimento de máquinas de construção na China há 19 anos e pertencente ao governo chinês, será instalada nos próximos quatro meses. Ela será pioneira no segmento no Norte/Nordeste com atuação em todo o Brasil.

No último mês de junho, o presidente da XCMG, Sha Xian Liang, junto com delegação chinesa e diretores da Êxito Import estiveram no Complexo de Suape para conhecer o local.

A previsão de investimento para a construção do centro de distribuição e da montadora é de US$ 12 milhões. Cerca de 150 empregos diretos deverão ser gerados.

A XCMG fabrica carregadeiras sobre rodas, caminhões guindastes e de esteira, retroescavadeiras, escavadeiras hidráulicas, máquinas para construção de estradas, compactação, movimentação de terra, caminhões pesados, de combate a incêndios, betoneira, planta de asfalto e concreto e peças sobressalentes e componentes para seus equipamentos.

Em 2008, a empresa teve um faturamento de US$ 6 bilhões e conta atualmente com 17 mil funcionários. Setenta por cento da sua produção é destinada para a China e 30%, para a exportação. A XCMG atualmente exporta para 137 países. Com o Brasil, a empresa faturou US$ 100 milhões em 2008.

“O mercado brasileiro deverá aumentar sua participação. O próximo passo é a instalação de uma montadora em Pernambuco com a empresa Exito Import, representante exclusivo no Brasil e responsável por vendas na ordem de US$ 20 milhões no Brasil. Queremos vir para cá porque há uma grande dificuldade para os produtos chegarem ao Brasil, devido ao longo tempo de viagem marítima que dura três meses”, disse o presidente da XCMG.

Com a chegada da montadora em Suape, a entrega em qualquer país das Américas seria reduzida para 15 dias, devido à posição estratégica do Complexo de Suape no mundo.

Para o mercado brasileiro, a empresa terá máquinas para pronta entrega.

“Queremos que Suape seja uma base para mandarmos nossos produtos para a América do Sul, principalmente, para países como Argentina, Chile, Peru e Guiana Francesa, nossos principais compradores”, declarou o presidente. O objetivo também é atingir o mercado africano, que é problemático devido à longa distância geográfica. A distância via marítima entre Suape e ponto mais próximo do continente africano é de quatro dias.

Com a chegada da XCMG, será reforçada a assistência técnica oferecida atualmente no país pela Êxito. A empresa tem centros de peças e serviços em Dubai, Nova York e Polônia, onde também existe a única montadora fora da China. A estrutura da fábrica da XCMG na China é comparável aos grandes fabricantes mundiais; 80% das partes e peças são construídas e desenvolvidas pela própria XCMG.

A empresa possui 18 fábricas em sua cidade sede, Xuzhou, além de outras instalações em Shanghai e Beijing também na China. Na China, XCMG tem 147 distribuidores em diferentes áreas e mais de 33 escritórios para administração de marketing.

Crescimento

Desde 2003, o segmento vem crescendo no Brasil e em Pernambuco. “O crescimento do mercado brasileiro, especificamente no setor de construção civil e infraestrutura, deve-se a vários fatores, entre eles a retomada dos investimentos públicos, programas atuais como o PAC, investimentos dos governos estaduais e municipais e o próprio setor privado”, analisou o coordenador de comércio exterior da Êxito Import, Rubens Azevedo.

Atualmente, a XCMG é a 15ª. maior fábrica de máquinas para construção civil do mundo. Dentro dos planos desta indústria, a XCMG deverá consolidar-se como a 10ª maior indústria de máquinas e equipamentos para construção civil no mundo e pretende alcançar o 5º lugar mundial dentro de, no máximo, cinco anos. Sua estratégia de crescimento prevê aumento nos negócios para US$8 bilhões em 2010 e projeta aumenta de negócios para US$16 bilhões em 2015.

A Êxito esteve presente com stand na última edição da feira internacional M&T Expo 2009, a maior feira do segmento de máquinas para construção civil no Brasil, onde teve 42 mil visitantes e dos 408 expositores, 191 estrangeiros. A delegação chinesa, inclusive com seu presidente, também esteve no stand da Êxito e isso reforçou o conceito da marca XCMG para o mercado brasileiro.

“Realizamos algumas vendas e consideramos muito positivo o número de visitantes e interessados nos equipamentos XCMG, e o mais importante foi a oportunidade de exibir os equipamentos chineses, falar de suas qualidades e do comprometimento na seqüência de fornecimento dos serviços pós vendas”, diz Rubens Azevedo, coordenador de comércio exterior da Êxito Import.

http://jc3.uol.com.br/blogs/blogjami...adas_50127.php
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NADANDO EM ÓLEO
No mesmo dia, governo Eduardo anuncia que Pernambuco vai ganhar outro estaleiro e 9 mil postos de trabalho. Já em 2011

POSTADO ÀS 19:34 EM 10 DE SETEMBRO DE 2009


Nesta tarde, o governo Eduardo anunciou que Pernambuco deve ganhar seu segundo estaleiro já em 2011.

Nesta quinta-feira (10/09), empresários brasileiros e coreanos disseram ao governador do interesse das companhias Alusa Engenharia, Galvão Engenharia, Samgdong, Komac e SBM Off Shore NV em construir uma outra fábrica de navios no Porto de Suape. O objetivo é atender a demanda na exploração de reservas de petróleo que já vêm sendo exploradas e também na Camada Pré-sal.

“A licitação da Petrobras (para compra de novos navios e equipamentos) deve sair no final deste mês ou no início de outubro por isso, resolvemos investir efetivamente no projeto”, justificou Luiz Auguso Distrutti, diretor de negócios offshore da Galvão Engenharia. Ele informou também que o desenho do novo estaleiro ficará pronto dentro de 60 dias.

Segundo o Estado, com um investimento de 495 milhões de dólares (cerca de R$ 1 bilhão de reais), o estaleiro poderá gerar até três mil empregos diretos e outros seis mil indiretos. O início das obras está marcado para maio do ano que vem e a construção levará entre 12 a 15 meses.

Segundo as empresas, a localização estratégica de Suape capacita o porto pernambucano a produzir bens e serviços não só para os mercados da América Latina, como também para empresas da África e do Golfo do México.

A planta industrial irá ocupar uma área de mil metros quadrados na Ilha de Tatuoca (mesmo local do Estaleiro Atlântico Sul) e produzirá embarcações do tipo “supply boats” (barcos de suprimento), responsáveis pelo transporte de comida, água e peças para as plataformas instaladas em alto mar, além de perfuratrizes e de plataformas utilizadas na prospecção de petróleo no fundo do mar.

O tamanho desses navios chega a 150 metros, enquanto a capacidade de transporte varia entre 3.500 e 40 mil toneladas.

No que ficou acertado, caberá ao Governo do Estado a construção do acesso rodoviário, a dragagem do canal de acesso e a concessão de incentivos fiscais através do Programa de Desenvolvimento da Indústria Naval e de Mecânica Pesada Associada (Prodinpe).

O encontro de hoje aconteceu cinco meses após a assinatura, nos Estados Unidos, de um protocolo de intenções entre as empresas e o Governo do Estado e um dia antes da cerimônia de batimento de quilha do primeiro navio construído no Estaleiro Atlântico Sul. Coincidênci apura.



Segundo o governo do Estado, a sociedade formada para a construção do estaleiro se dará da seguinte forma: a holandesa SBM Off Shore NV leva o seu know-how de líder mundial na fabricação de sondas.

As brasileiras Alusa e Galvão ficarão responsáveis pelas obras físicas.

A Samgdong entrará no projeto com a tecnologia necessária para a fabricação de navios, enquanto a também coreana Komac ficará responsável pela expertise na construção do estaleiro.

Após a reunião, o governador Eduardo Campos destacou que o anúncio do novo estaleiro reflete o sucesso do projeto Suape Global, lançado pelo Governo do Estado para consolidar o porto pernambucano como o novo local para empreendimentos nas áreas de exploração de petróleo, gás, naval e offshore.

“Nós fizemos um trabalho de prospecção dirigida para uma área que cresce muito no mundo. Olhamos a oportunidade de petróleo, gás e offshore, participamos das grandes feiras mundiais dessa área e contactamos os grandes grupos nacionais que estavam estudando levar seus investimentos para essa área. Estamos colhendo o que nós plantamos”.

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Puxado lá do Notícias de PE.
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Old September 16th, 2009, 02:59 PM   #111
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SUAPE
Estaleiro vai construir vila operária
Publicado em 16.09.2009

Estaleiro Atlântico Sul começa a construir, no início do próximo ano, 1.500 casas para seus funcionários. A Caixa vai financiar o empreendimento

Adriana Guarda

adrianaguarda@jc.com.br

O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) começa a construir, no início do próximo ano, uma Vila Operária para seus funcionários. O consórcio vai investir cerca de R$ 70 milhões no programa habitacional para erguer 1.500 casas, no município de Ipojuca. A Caixa Econômica Federal (CEF) vai financiar as habitações em nome dos empregados, mas as prestações serão pagas pelo EAS.

Com a iniciativa, além de garantir moradia para os colaboradores próximo ao local de trabalho, o estaleiro também contribui para diminuir o déficit habitacional nas cidades do entorno de Suape (Cabo, Ipojuca, Jaboatão dos Guararapes, Moreno e Escada), que chega a 35 mil unidades, segundo levantamento da Agência Condepe/Fidem.

“O programa terá, ainda, o papel de fidelizar nossos funcionários, já que estamos estudando a possibilidade de entregar a escritura definitiva das casas para eles depois de determinado tempo de serviços prestados ao estaleiro”, adianta o presidente do EAS, Angelo Bellelis. A preocupação do executivo se justifica, principalmente num momento em que deve enfrentar a chegada de um estaleiro concorrente (Galvão-Alusa) e, terá que disputar mão de obra.

O projeto inicial da Vila Operária era construir 2.000 casas, mas em função da topografia do terreno adquirido, sairia caro fazer a terraplenagem em toda a área de 71 hectares. Por isso, o número de residências foi reduzido para 1.500. O terreno foi comprado à Usina Ipojuca. Bellelis diz que está discutindo com a Prefeitura de Ipojuca as demandas de infraestrutura do terreno para começar a terraplenagem. O estaleiro ainda vai contratar a empresa que será responsável pela construção civil.

O plano do presidente do estaleiro é entregar metade das casas ainda em 2010 e o restante em 2011. Com 49,5 metros quadrados, as residências têm dois quartos, sala, cozinha, banheiro, área de serviço e garagem. O estaleiro construiu duas dessas casas para apresentar o projeto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na última sexta-feira, quando ele veio participar da cerimônia do batimento de quilha do primeiro navio do EAS, mas a agenda presidencial apertada não permitiu a visitação.

Bellelis diz que está estudando os critérios que serão adotados na seleção para definir os funcionários que serão beneficiados pelo Programa Habitacional, uma vez que serão disponibilizadas 1.500 casas, enquanto o número total de colaboradores do empreendimento deverá chegar a 5.000 até o final de 2010. “Os primeiros critérios serão as regras do próprio financiamento da Caixa Econômica, como adimplência junto ao sistema bancário e não possuir outro imóvel. Também queremos beneficiar os mais necessitados”, enumera Bellelis, adiantando que um último critério será um sorteio entre os selecionados finais.

COREIAEm dois meses, a diretoria do Atlântico Sul espera assinar a entrada oficial dos investidores da Samsung como acionistas do empreendimento. Por enquanto, os coreanos figuram como parceiros tecnológicos, mas deverão ter participação de 10% no negócio. Hoje, os acionistas majoritários são a Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, cada um com 49,5% de participação, enquanto a PJMR Empreendimentos tem 1%. Na nova composição, os majoritários reduziriam suas participações para 40% e a Samsung e PJMR aumentariam sua fatia para 10% cada uma.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/09/16/not_347093.php

Petrobras promete licitar sondas este mês
Publicado em 16.09.2009

A Petrobras vai contratar um primeiro lote de nove sondas para exploração de petróleo em águas ultraprofundas, incluindo os campos do pré-sal. Essa primeira encomenda é parte de um total de 28 unidades de perfuração que serão compradas pela estatal. A previsão é que o processo de licitação seja lançado ainda este mês para garantir a entrega dessas sondas entre 2013 e 2018. Para Pernambuco, o pacote é decisivo para a viabilização de um segundo estaleiro no Estado. Se vencer a licitação, o consórcio Galvão-Alusa começa a construir o novo estaleiro em maio de 2010.

Na semana passada, representantes do consórcio estiveram em Pernambuco para apresentar o projeto do empreendimento ao governador Eduardo Campos. A ideia é investir US$ 495 milhões num estaleiro com capacidade para processar 50 mil toneladas de aço por ano, com perfil para fabricar unidades de perfuração offshore (navios e plataformas), além de módulos e barcos de apoio. Os empregos na construção podem chegar a 1.500 e na operação entre 2.500 e 3.000.

Nas regras anunciadas pela Petrobras, o primeiro lote de nove sondas será distribuído em sete navios (que deverão ser fabricados por um único estaleiro) e as outras duas unidades (que poderão ser tanto navio quanto plataforma semissubmersível) serão contratadas separadamente.

Para garantir a fabricação das 28 sondas, fomentando a indústria naval e a cadeia produtiva do setor, o governo federal vai alocar R$ 4 bilhões por meio do Fundo Garantidor da Construção Naval. As encomendas vão viabilizar a ampliação e a adequação dos estaleiros existentes e a criação de novos e modernos estaleiros no País, capacitando a indústria naval brasileira a competir com os melhores estaleiros do mundo, já que as sondas tem grande conteúdo tecnológico embarcado.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/09/16/not_347094.php

Estudantes da Itália avaliam Porto de Suape
Publicado em 16.09.2009

O Complexo de Suape servirá de laboratório para 24 alunos de mestrado em Desenvolvimento Territorial da universidade italiana de Ferrara, que durante 30 dias concluirão a parte prática do curso. Amanhã, os alunos fazem a primeira visita de campo no porto. No dia 13 de outubro eles entregarão o resultado dos estudos, sugerindo ações que poderão ser utilizadas pelo governo e por instituições que trabalham para consolidar o desenvolvimento territorial de Suape.

Um dos projetos que poderá ser alimentado pelas contribuições dos alunos da Universidade de Ferrara é Programa de Desenvolvimento Territorial com foco em coletivos empresariais, que em Pernambuco reúne o Sistema Fiepe (Fiepe, IEL, Senai e Sesi), BID e CNI, liderado localmente pelo IEL. O programa tem um caixa de R$ 2 milhões para investir num período de quatro anos.

“Queremos instituir um processo de governança, além de investir em qualificação empresarial”, explica a superintendente do IEL em Pernambuco, Gilane Lima, lembrando que uma das propostas da entidade é promover a integração entre a universidade e a empresa. Ao lado da Calábria (Itália), Córdoba (Espanha) e Ferrara, Pernambuco foi uma das quatro regiões a serem escolhidas para receber os alunos do mestrado EcoPolis Internacional que, há 8 anos realiza a parte prática do curso fora dos muros do câmpus universitário.

http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/09/16/not_347095.php
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Old September 16th, 2009, 05:10 PM   #112
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ótimas notícias para Suape se desenvolver cada dia mais!
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Old September 18th, 2009, 09:56 PM   #113
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ótimas notícias para Suape se desenvolver cada dia mais!
Para mim não servirá muito, mas para minha filha e meus netos, Pernambuco terá um futuro promissor através de SUAPE
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Old September 24th, 2009, 03:59 PM   #114
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Refinaria reforçará o caixa da Compesa
Publicado em 24.09.2009

Quando estiver funcionando, empreendimento em Suape será o principal cliente da estatal. Por ano, vai gastar R$ 9 milhões com a conta d’água

Adriana Guarda

adrianaguarda@jc.com.br

A Refinaria Abreu e Lima, em construção no Complexo de Suape, será a maior cliente da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) nos próximos anos. O empreendimento vai consumir 500 litros de água por segundo, o equivalente a uma cidade do porte de Garanhuns, com uma população de cerca de 130 mil habitantes. O novo cliente também vai engordar o caixa da companhia em R$ 9 milhões por ano, a partir de 2013, quando estiver em pleno consumo. Ontem, durante a VIII Fitabes - Feira Internacional de Tecnologias de Saneamento Ambiental, que termina amanhã no Centro de Convenções, as diretorias das duas empresas assinaram contrato para fornecimento de água bruta e tratada.

A refinaria será abastecida pelas barragens de Bita e Utinga, que atualmente são responsáveis pela oferta de água do Complexo de Suape, e pela ampliação desse sistema, que a partir de 2012 vai captar água do Rio Ipojuca e aumentar a atual oferta em 600 litros por segundo.

O diretor corporativo da Refinaria Abreu e Lima, João Batista Aquino, diz que essa será a primeira vez que a Petrobras contrata serviços de fornecimento de água a uma concessionária para suas refinarias no Brasil. “Sempre fazíamos o nosso próprio sistema de abastecimento, porque as refinarias foram construídas em áreas rurais e não num distrito industrial organizado como Suape”, destaca.

Antes da refinaria, o maior cliente da Compesa era o Estaleiro Atlântico Sul, com um consumo de 45 litros por segundo. “Com a chegada de consumidores de grande porte, aumenta a responsabilidade da Compesa com a segurança operacional do sistema”, observa o presidente da companhia, João Bosco de Almeida. Para fechar o contrato, a Compesa criou tarifas diferenciadas, que também poderão ser utilizadas por outros consumidores da mesma faixa de consumo. A refinaria começa pagando R$ 0,53/m³ e o valor cairá para R$ 0,40/m³ (em 2013). A unidade de refino começa a receber água tratada em janeiro e água bruta em julho de 2010.
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Estatal vai elevar oferta no entorno de Suape
Publicado em 24.09.2009

A Compesa vai investir R$ 8 milhões para reforçar a oferta de água no chamado Território Estratégico de Suape (integrado por sete municípios) nos próximos anos. Os recursos vão permitir um aumento de 600 litros por segundo na oferta de água para a região, que hoje é de 820 litros por segundo, fornecida pelas barragens de Bita e Utinga. A companhia vai ampliar o sistema, com captação de água do Rio Ipojuca.

O presidente da Compesa, João Bosco de Almeida, diz que o projeto de ampliação do sistema está em fase de conclusão do EIA-Rima. “Nossa previsão é fazer a licitação até julho de 2010 e colocar o sistema em operação em 2012”. Hoje, o Cabo de Santo Agostinho consome 500 l/s, os distritos de Nossa Senhora do Ó e Porto de Galinhas, em Ipojuca, outros 50 l/s e o Distrito Industrial de Suape mais 270 l/s. “Com a entrada em operação do Sistema Pirapama (no final de 2010), o município do Cabo fica de fora do abastecimento por Bita e Utinga e passamos a disponibilizar mais água para o território de Suape”, afirma Bosco.

O executivo diz que a Compesa estará preparada para atender à demanda dos grandes empreendimentos. O próximo contrato a ser assinado será com a PetroquímicaSuape, que também terá um consumo expressivo. Nos projetos da companhia para longo prazo também está o sistema de abastecimento d´água de Sirinhaém, que tem capacidade de aumentar a oferta de água em 10 mil l/s até 2025. Esse projeto é parte do programa de auto-suficiência de recursos hídricos para atender a demanda da Região Metropolitana do Recife para os próximos 20 anos em execução pela Compesa. Tudo isso é para eliminar o déficit no sistema, que hoje é de 6.116 l/s e em 2025 deve chegar a 12.282 l/s. “Hoje temos mananciais disponíveis para aumentar a oferta, como o Rio Pirapama, que vai permitir um incremento de 5.130 l/s, além dos Rios Ipojuca (8 mil l/s)e Sirinhaém (10 mil l/s)”, enumera Bosco. (A.G)
http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/09/24/not_348096.php

Entrada da PDVSA prevê gasto extra de US$ 400 mi
Publicado em 24.09.2009

A entrada da Petróleos de Venezuela (PDVSA) na sociedade com a Petrobras para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, vai exigir que o empreendimento faça mais uma contratação, com investimento estimado em US$ 400 milhões. O aporte será necessário porque o petróleo venezuelano tem alto teor de enxofre e precisa de uma tecnologia específica.

Ontem, durante a assinatura do contrato de fornecimento de água com a Compesa, o diretor corporativo da refinaria, João Batista Aquino, disse que está confirmada para a próxima segunda-feira a assinatura do contrato entre a Petrobras e a PDVSA, formalizando a sociedade para a implantação da Refinaria Abreu e Lima. A solenidade será na Venezuela, com a participação dos presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Hugo Chávez. “O presidente da refinaria (Marcelino Guedes) embarca no próximo sábado para a Venezuela”, conta Aquino.

Segundo o executivo, a PDVSA deverá colocar R$ 800 milhões para integralizar o capital social da empresa, que terá participação de 60% da Petrobras e 40% da estatal venezuelana. A tentativa de acertar o passo entre as duas companhias vem se arrastando há pelo menos seis anos. Discussões sobre comercialização dos derivados e preço do petróleo da Venezuela foram alguns dos empecilhos. “Hoje essas questões já formam resolvidas”, garante Aquino.

As duas estatais do petróleo assinam contrato no momento em que as contas da Refinaria Abreu e Lima são questionadas na CPI da Petrobras, tendo como pano de fundo denúncias de superfaturamento. Orçada em US$ 4 bilhões, a Petrobras já admitiu que o valor do empreendimento poderá subir para US$ 12,29 bilhões. Até agora a companhia já fechou R$ 4,6 bilhões em contratos. Os atrasos em função da relicitação de contratos vais empurrar a inauguração da refinaria para 2011 ou até mesmo 2012.
http://jc3.uol.com.br/jornal/2009/09/24/not_348097.php
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Old September 29th, 2009, 05:37 AM   #115
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PROJETO
Boa notícia: Chegam a Pernambuco os primeiros grandes equipamentos para Refinaria Abreu e Lima

POSTADO ÀS 18:54 EM 28 DE SETEMBRO DE 2009
A Petrobras informa que, com a terraplenagem quase concluída, já começa a mudar a paisagem do terreno da refinaria de Pernambuco (Abreu e Lima).

A mudança será marcada pela chegada de oito dessalgadoras que irão desidratar e dessalinizar o petróleo pesado que será refinado.

Os primeiros grandes equipamentos serão recebidos por uma equipe da Petrobras, nesta segunda-feira (28/9), no porto de Suape.

Os equipamentos, que partiram dia 14/09 do Porto de Houston (Texas, Estados Unidos) e irão compor a Unidade de Destilação Atmosférica (UDA), serão desembarcados na terça-feira. Cada peça pesa 119 toneladas com dimensões de 4m de diâmetro por 32m de comprimento.

As dessalgadoras serão armazenadas em área previamente preparada no terreno da Refinaria e instaladas no próximo ano.

"A entrega destes equipamentos marca o início de uma nova fase para o empreendimento e reflete o sucesso do trabalho de todas as pessoas envolvidas no projeto", disse Fernando Viegas, gerente de Suprimentos da Engenharia da Refinaria.

Com a fase final da terraplanagem, as obras passam a ter nova configuração. Onde havia apenas tratores, retro-escavadeiras e um terreno plano, haverá agora movimentação de guinchos, içamentos e a necessidade de operações de logística, transporte e armazenagem específicas.

As dessalgadoras têm como função "lavar" o petróleo, sob condições controladas, para dissolver sais, diluir a água residual que vem das unidades de produção e remover parte das impurezas insolúveis em água, por arraste (separação de um componente de uma mistura por meio de uma corrente de fluido) na fase aquosa.

A dessalgação de petróleo é o processo de remoção dos sais solúveis em água da corrente de petróleo. A forma mais eficiente de remoção de água de petróleo é conseguida com a utilização de um campo elétrico no interior da dessalgadora. Equipamentos deste tipo são conhecidos genericamente como tratadores elétricos, que são vasos horizontais de grandes diâmetros, possuindo no seu interior pelo menos duas grades de eletrodos.

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Old December 20th, 2009, 04:46 AM   #116
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Excelente notícia.
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Old January 1st, 2010, 10:48 PM   #117
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Escrito por Brasil Econômico-SP - 23.12.2009

Ultrapar adquire terminal e reforça presença no Porto de Suape

RECIFE -- A Ultrapar Participações informou hoje (22) que, através da Ultracargo, adquiriu um terminal para armazenagem de granéis líquidos da Puma Storage do Brasil. O terminal, com capacidade de 83 mil metros cúbicos, está localizado no porto de Suape (Pernambuco). O negócio foi avaliado em R$ 44 milhões.

Com a aquisição, a Ultrapar poderá realizar a integração imediata das operações, já que o terminal adquirido encontra-se em área arrendada pela própria Ultracargo, localizada ao lado do terminal já existente da empresa no porto de Suape.

O porto de Suape é considerado o mais completo pólo portuário da região Nordeste. A capacidade do terminal adquirido soma-se à atual capacidade de 540 mil metros cúbicos da Ultracargo, representando assim um aumento de 15% na capacidade total de armazenagem de granéis líquidos da empresa.

"Esta aquisição fortalece a posição da Ultracargo na região do porto de Suape, reforça sua escala de operação e representa mais um passo na implementação da estratégia de se tornar relevante provedora de armazenagem para granéis líquidos da América do Sul", diz a empresa em comunicado divulgado ao mercado

Link http://www.webtranspo.com.br/modais/...-de-suape.html
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Old January 2nd, 2010, 07:10 PM   #118
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Suape é uma potência e caminha para ser um hub.
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Old January 3rd, 2010, 03:32 AM   #119
jmascena
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Fornecimento // Mapeamento para investir em Suape
3 de outubro de 2009

Tudo fica mais fácil quando se sabe o caminho das pedras. Dentro de um mês, os empresários pernambucanos vão ficar sabendo tudo o que precisam ter ou fazer para entrar na cadeia de fornecimento dos projetos estruturadores de Suape. Um convênio assinado ontem entre o complexo industrial portuário, SEBRAE e a agência de cooperação técnica alemã GTZ vai possibilitar a publicação de 23 cadernos contendo um mapeamento completo das demandas de bens e serviços desses empreendimentos. O investimento é de R$ 458,4 mil.

Cada caderno tratará de um tema específico. O primeiro a ser publicado vai abordar o segmento de terraplenagem. “Vamos destrinchar tudo o que é possível fornecer nessa área, como máquinas, mão de obra, alimentação, segurança”, explica o vice-presidente de Suape, Sidnei Aires. De acordo com o executivo, a segunda publicação será na área de metalmecânica. Outros volumes serão dedicados a construção civil, montagem, manutenção, e assim por diante. “Todos os cadernos estão disponíveis num prazo de 90 dias”, garante Aires.

A disponibilização em módulos facilita a vida do empresário, que não precisa perder tempo folheando páginas que não têm a ver com sua área de atuação. No quesito mão de obra, a publicação indica que profissionais serão demandados, que formação eles deverão ter, certificações exigidas etc. Tanto para a Refinaria Abreu e Lima quanto para o complexo da PetroquímicaSuape, com suas plantas de PET, PTA e fios de poliéster, Estaleiro Atlântico Sul, entre outros. “A hora é agora”, avisa Sidnei Aires.

O Mapeamento das Demandas de Bens e Serviços dos Empreendimentos foi elaborado pelo Sebrae e está sendo atualizado. Ele se insere dentro do projeto Suape Global, cujo objetivo é transformar o complexo em um polo provedor de bens e serviços da indústria do petróleo, gás, offshore e naval, através de um esforço para inserir as empresas pernambucanas nessas novas cadeias produtivas.

Para as empresas que pretendem alavancar recursos para se tornarem competitivas, a divisão de petróleo e gás da Federação das Indústrias (Fiepe) realiza hoje a palestra Crédito para a cadeia de fornecedores de Suape. O evento abordará as possibilidade de apoio financeiro dos bancos públicos federais – BNDES, Banco do Brasil, Banco do Nordeste – às cadeias produtivas. (Diário de Pernambuco)

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jmascena
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Documentário do Gov. de Pernambuco sobre o porto de Suape:

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